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CENTRO UNIVERSITÁRIO AUGUSTO MOTTA – UNISUAM 
 
Bacharelado em Direito 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ATIVIDADE PRÁTICA SUPERVISIONADA 
 
 
 
 
 
 
 
 
Curso de Direito 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Rio de Janeiro 
2022 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A ORDEM DOS PROCESSOS NOS TRIBUNAIS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Rio de Janeiro 
2022 
Direito Processual Civil III 
 
 
 
 
 
 
 
 
A ORDEM DOS PROCESSOS NOS TRIBUNAIS 
 
Este trabalho trata-se de uma avaliação 
que tem como objetivo a elaboração de um 
trabalho a partir da análise do caso acima, 
visando uma apresentação detalhada dos 
assuntos a serem abordados. 
 
 
Professor Responsável: 
 
Caio Sousa 
 
 
 
NOME MATRÍCULA UNIDADE 
 MARCELA TILLY GOMES LEITE 
 
20200378 Bonsucesso 
CLEBER WAGNER SILVA DE LIMA 
 
21103747 Bonsucesso 
CAROLINE BRUSDZENSKI VASCONCELOS 21103098 Bonsucesso 
 
WELLINGTON TEIXEIRA DA SILVA 21103622 Bonsucesso 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Rio de Janeiro 
2022 
4 
INTRODUÇÃO 
 
Grande inovação do Código de Processo Civil, a ordem cronológica de julgamento dos processos foi alvo de 
muitas discussões e polêmicas, resultando em alteração do texto original do código ainda no período de vacatio 
legis. 
 
A redação original do dispositivo previa que os juízes e tribunais deveriam obedecer a ordem cronológica de 
conclusão para proferir sentença ou acórdão. Mesmo estabelecendo exceções à regra, o dispositivo sofreu 
críticas no sentido de que influenciaria na gestão estratégica dos processos nos tribunais e que os julgadores 
poderiam ficar engessados e perder o poder de autonomia na administração dos casos. O professor Fernando 
da Fonseca Gajardoni chegou a defender a inconstitucionalidade do dispositivo, sobre o argumento de que a 
regra violava o princípio da tripartição dos poderes, já que representava indevida intervenção do legislativo na 
atividade judiciária e inviabilizava a autogestão da magistratura. 
 
Dos Poderes do relator 
 
É observado no artigo 932 do CPC trata dos poderes e deveres do relator, que é o desembargador que recebe o 
recurso de acordo com as regras de distribuição do regimento interno do tribunal. 
 Art. 932. Incumbe ao relator: 
 
 
I - dirigir e ordenar o processo no tribunal, inclusive em relação à produção de prova, bem como, quando for o 
caso, homologar autocomposição das partes; 
II - apreciar o pedido de tutela provisória nos recursos e nos processos de competência originária do tribunal; 
III - não conhecer de recurso inadmissível, prejudicado ou que não tenha impugnado especificamente os 
fundamentos da decisão recorrida; 
IV - negar provimento a recurso que for contrário a: 
a) súmula do Supremo Tribunal Federal, do Superior Tribunal de Justiça ou do próprio tribunal; 
b) acórdão proferido pelo Supremo Tribunal Federal ou pelo Superior Tribunal de Justiça em julgamento de 
recursos repetitivos; 
c) entendimento firmado em incidente de resolução de demandas repetitivas ou de assunção de competência; 
V - depois de facultada a apresentação de contrarrazões, dar provimento ao recurso se a decisão recorrida for 
contrária a: 
a) súmula do Supremo Tribunal Federal, do Superior Tribunal de Justiça ou do próprio tribunal; 
b) acórdão proferido pelo Supremo Tribunal Federal ou pelo Superior Tribunal de Justiça em julgamento de 
recursos repetitivos; 
c) entendimento firmado em incidente de resolução de demandas repetitivas ou de assunção de competência; 
VI - decidir o incidente de desconsideração da personalidade jurídica, quando este for instaurado 
originariamente perante o tribunal; 
VII - determinar a intimação do Ministério Público, quando for o caso; 
VIII - exercer outras atribuições estabelecidas no regimento interno do tribunal. 
Parágrafo único. Antes de considerar inadmissível o recurso, o relator concederá o prazo de 5 (cinco) dias ao 
recorrente para que seja sanado vício ou complementada a documentação exigível. 
 
 
Contra as decisões do relator cabe agravo de interno, previsto no art. 1021 do CPC, recurso arguido para 
respectivo órgão colegiado. 
Art. 1.021. Contra decisão proferida pelo relator caberá agravo interno para o respectivo órgão colegiado, 
observadas, quanto ao processamento, as regras do regimento interno do tribunal. 
§ 1º Na petição de agravo interno, o recorrente impugnará especificadamente os fundamentos da decisão 
agravada. 
§ 2º O agravo será dirigido ao relator, que intimará o agravado para manifestar-se sobre o recurso no prazo 
de 15 (quinze) dias, ao final do qual, não havendo retratação, o relator levá-lo-á a julgamento pelo órgão 
colegiado, com inclusão em pauta. 
§ 3º É vedado ao relator limitar-se à reprodução dos fundamentos da decisão agravada para julgar 
improcedente o agravo interno. 
§ 4º Quando o agravo interno for declarado manifestamente inadmissível ou improcedente em votação 
unânime, o órgão colegiado, em decisão fundamentada, condenará o agravante a pagar ao agravado multa 
fixada entre um e cinco por cento do valor atualizado da causa. 
§ 5º A interposição de qualquer outro recurso está condicionada ao depósito prévio do valor da multa prevista 
5 
no § 4º, à exceção da Fazenda Pública e do beneficiário de gratuidade da justiça, que farão o pagamento ao 
final. 
 
 
Dos órgãos Colegiados 
 
 
 Art. 947. É admissível a assunção de competência quando o julgamento de recurso, de remessa necessária ou 
de processo de competência originária envolver relevante questão de direito, com grande repercussão social, 
sem repetição em múltiplos processos. 
§ 2º O órgão colegiado julgará o recurso, a remessa necessária ou o processo de competência originária se 
reconhecer interesse público na assunção de competência. 
 
 
O órgão colegiado está previsto no CPC, art. 947, §2º, e tem finalidade de apreciar recursos ou ação ordinária 
que ocorrem nos tribunais. O colegiado é formado por 5 magistrados, onde cada um tem poderes igualitários, 
cuja decisão deve ser proferida por pelo menos 3 formando um acórdão. 
No nosso ordenamento jurídico os órgãos colegiados são compostos por câmaras, turmas e/ou órgãos especiais, 
cada qual contendo um certo número de juízes e suas respectivas funções regimentais. Vale observar que nos 
Tribunais o julgamento envolve em regra mais de um juiz, diferentemente ao método de julgamento de 
primeira instância, que como padrão, é realizado monocraticamente, ou seja, por juízes singulares. 
 
 
 
Técnica de julgamento continuado nos casos de decisão por maioria 
 
 
A técnica de julgamento ampliado possui a finalidade de formação de uma maioria qualificada, pressupondo, 
na apelação, tão somente o julgamento não unânime e a aptidão do voto vencido de alterar a conclusão inicial. 
A técnica mencionada aplica-se quando o resultado do julgamento da apelação for não unânime, abrangendo a 
ação rescisória, quando o resultado for a rescisão da sentença, ou agravo de instrumento quando houver 
reforma da decisão que julgar parcialmente o mérito. 
A técnica de julgamento estendido foi um dos objetivos alcançados pelo Código de Processo Civil 2015, em que 
promove a facilitação dos procedimentos, abolindo formalidades ou atos dispensáveis, bem como a busca por 
uma maior efetividade, otimizando os resultados processuais. 
Dessa forma, alguns institutos do processo civil que eram reconhecidos como entrave ou barreira à celeridade 
e eficiência foram extintos ou mitigados, para dar lugar a adoção de uma nova técnica de julgamento que tem 
por finalidade promover uma maior segurança jurídica e confiabilidade às questões divergentes ao ampliar o 
número de julgadores. 
Sobre essa questão afirma Marioni, “foi sensível ao fato de que a ausência de unanimidade pode constituir 
indício da necessidade de um maior aprofundamento da discussão a respeito da questão decidida, submeteu o 
resultado não unânime à ampliação do debate”. Ou seja,a extensão do julgamento mostra-se como um 
mecanismo de criação de decisões mais completas e justas pelos tribunais. 
Com adoção da técnica de extensão do julgamento, é observado que possibilita que a discussão de determinada 
matéria seja submetida a um quórum maior que possibilitará um julgamento mais estável, não sendo 
prejudicial a formalidade procedimental e acabando por evitar a procrastinação por meio de novos recursos. 
De forma direta, na técnica de julgamento ampliado do art. 942/CPC não há encerramento do julgamento 
quando o resultado dos votos for não unânime. Ou seja, deverá ser feita a convocação de novos magistrados e a 
designação de outra sessão para prosseguimento do julgamento. 
Justamente por não ocorrer o encerramento do julgamento, mas simples suspensão para prosseguimento 
posterior com a composição do órgão julgador ampliada, não há limites para conhecimento da matéria 
recursal, sendo objeto de análise na sessão estendida a integralidade do recurso. 
É observado no artigo 942, que o legislador não se restringiu a tratar das hipóteses de cabimento da técnica de 
julgamento estendido. Disciplinou também regras de sua não aplicação, especificamente no §4º, que dispõe que 
a ampliação da colegialidade não será inadmissível em: incidente de assunção de competência, incidente de 
resolução de demanda repetitiva, bem como da remessa necessária e julgamentos não unânimes proferidos 
pela Corte Especial ou pela plenária dos Tribunais. 
 
 
6 
 
Porém é observado que embora aparentar ser objetiva, diversas polêmicas e problemáticas surgiram a 
respeito da aplicabilidade da norma. 
Art. 942. Quando o resultado da apelação for não unânime, o julgamento terá prosseguimento em sessão a ser 
designada com a presença de outros julgadores, que serão convocados nos termos previamente definidos no 
regimento interno, em número suficiente para garantir a possibilidade de inversão do resultado inicial, 
assegurado às partes e a eventuais terceiros o direito de sustentar oralmente suas razões perante os novos 
julgadores. 
§ 1º Sendo possível, o prosseguimento do julgamento dar-se-á na mesma sessão, colhendo-se os votos de outros 
julgadores que porventura componham o órgão colegiado. 
§ 2º Os julgadores que já tiverem votado poderão rever seus votos por ocasião do prosseguimento do 
julgamento. 
§ 3º A técnica de julgamento prevista neste artigo aplica-se, igualmente, ao julgamento não unânime proferido 
em: 
I - ação rescisória, quando o resultado for a rescisão da sentença, devendo, nesse caso, seu prosseguimento 
ocorrer em órgão de maior composição previsto no regimento interno; 
II - agravo de instrumento, quando houver reforma da decisão que julgar parcialmente o mérito. 
§ 4º Não se aplica o disposto neste artigo ao julgamento: 
I - do incidente de assunção de competência e ao de resolução de demandas repetitivas; 
II - da remessa necessária; 
III - não unânime proferido, nos tribunais, pelo plenário ou pela corte especial. 
 
 
Conclusão: 
 
 O artigo 942 do Novo Código de Processo Civil objetiva: celeridade e segurança jurídica. Ou seja, o novo 
instituto exposto no CPC busca concomitantemente conciliar a celeridade processual, evitando a interposição 
de mais um recurso, com o duplo grau de jurisdição e a uniformidade e estabilidade da jurisprudência. 
Embora exista julgamentos de matérias que não sejam unânimes, as partes têm garantia que a matéria será 
analisada de forma detalhista por um órgão colegiado ampliado, que buscará aplicar a melhor solução ao caso 
concreto. 
 
 
REFERÊNCIAS 
 
 
https://ambitojuridico.com.br/cadernos/direito-processual-civil/da-tecnica-de-julgamento-estendido-e-das-
hipoteses-de-sua-aplicabilidade/ 
 
 
 
 
 
 
 
	CENTRO UNIVERSITÁRIO AUGUSTO MOTTA – UNISUAM
	ATIVIDADE PRÁTICA SUPERVISIONADA
	Rio de Janeiro 2022
	A ORDEM DOS PROCESSOS NOS TRIBUNAIS
	Direito Processual Civil III
	A ORDEM DOS PROCESSOS NOS TRIBUNAIS
	Professor Responsável:
	Rio de Janeiro 2022

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