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MADEIRA PARA CONSTRUÇÃO CIVIL CENTRO UNIVERSITÁRIO UMA Instituto Politécnico Disciplina: Materiais de Construção Professores: Carlos Augusto de Souza Oliveira Henrique Jardim Raad MADEIRAS 1. DEFINIÇÃO 2. COMPOSIÇÃO QUÍMICA 3. ESTRUTURA 4. PRODUÇÃO 5. CORTE 6. CLASSIFICAÇÃO 7. PROPRIEDADES FÍSICAS E MECÂNICAS 8. PRESERVAÇÃO 9. DEFEITOS 10.CLASSES DE RISCOS 11.APLICAÇÕES NA CONSTRUÇÃO CIVIL MADEIRAS DEFINIÇÃO • Produto Natural; • Proveniente de vegetais completos (flores, folhas, troncos e raízes); • Material higroscópico: tem a capacidade de absorver ou perder água conforme as condições ambientais (umidade relativa e temperatura do ar). Monômero: Glicose Polímero: Celulose MADEIRAS DEFINIÇÃO • Material polimérico natural (celulose); • A celulose é um polímero da glicose; • Celulose é um polissacarídeo linear, de alto peso molecular, não solúvel em água. MADEIRAS DEFINIÇÃO Material elástico, isolante e facilmente trabalhável; Na condição de material de construção a madeira enobrece a construção civil e o mobiliário. MADEIRAS A composição química da madeira varia muito pouco e qualquer que seja a espécie, no estado anidro*, a sua composição média é a seguinte: Carbono (C) -------------------------- 49% Hidrogênio (H) ------------------------6% Oxigênio (O) --------------------------44% Cinzas (material mineral) ---------1% Azoto ------------------------------------1% *Anidro: termo genérico utilizado para designar substância de qualquer natureza que não contém, ou quase não contém, água na sua composição. O termo ganha diferentes significados conforme trate-se de uma solução, de uma suspensão, de um cristal ou de um gás. É um componente essencial à vida, participando na constituição das proteínas, do DNA (Ácido Desoxirribonucleico), do RNA (Ácido Ribonucleico), da clorofila e de outras importantes moléculas orgânicas, representando o quarto elemento mais abundante nos tecidos vivos. AZOTO (N2) É o elemento predominante da atmosfera terrestre (cerca de 78%). Celulose (65 a 75%): hidratos de carbono (carbono, oxigênio e hidrogênio) e constitui a maior parte das paredes da células. Lignina (18 a 35%): Substância dura e corada, aromática, impermeável, pouco elástica, resistente mecânica apreciável, e insensível à umidade e temperaturas habituais. Celulose (65 a 75%): Componente de alta resistência à tração, a celulose fornece uma estrutura à madeira. Tem alto grau de polimerização, forma fibras e possui regiões cristalinas e amorfas. Celulose (65 a 75%): É o componente de maior importância nas paredes das células da madeira, tanto em termos de volume como seu efeito nas características da madeira, respondendo por cerca de 65% a 70% em relação ao peso de madeira seca. Lignina (18 a 35%): A mais importante propriedade física deste componente é a rigidez e dureza que confere às paredes celulares onde está localizada, ou seja, é a lignina que dá rigidez e dureza ao conjunto de cadeia de celulose, conferindo coesão à madeira. Muitas propriedades físicas e mecânicas da madeira dependem da presença da lignina. Lignina (18 a 35%): Atua como material “cimentante” que liga os elementos estruturais das madeiras (fibras, traqueídeos*, vasos, etc.) e auxilia na redução de mudanças dimensionais quando as paredes das células absorvem água. *Traqueídeos: células fusiformes mortas, cujas paredes lignificadas apresentam algumas interrupções. Adendo: Produção de papel Um dos principais objetivos na fabricação de papel é reduzir o conteúdo de lignina na madeira a fim de produzir a massa de papel. Papeis com teor ainda alto de lignina, como o usado para papelão e jornal, ficam amarelados facilmente devido a degradação desta com o ar. Assim, a lignina deve ser quase totalmente extraída antes do branqueamento do papel. OUTROS COMPONENTES: • Óleos; • Resinas; • Açucares; • Amidos; • Taninos; • Substâncias nitrogenadas; • Sais inorgânicos; • Ácidos Graxos. ESTRUTURA MADEIRAS MADEIRAS Estruturalmente uma árvore é composta: • Raiz; • Tronco; • Copa. MADEIRAS As raízes ou sistema radicular absorvem a água e sais minerais do solo ao mesmo tempo que apóia a árvore ao terreno MADEIRAS A copa é onde se formam os carboidratos por fotossíntese, pois aí se localizam as folhas. É na copa que também surgem os órgãos reprodutivos das árvores (flores, frutos e sementes) MADEIRAS O tronco e a parte de maior valor comercial da árvore tem a função de sustentação e de condução da seiva na árvore viva. • CASCA • ALBURNO • CERNE • MEDULA SEÇÃO TRANSVERSAL DE UM TRONCO DE MADEIRA Alburno Cerne Casca Medula XILEMA Ou LENHO Xilema: é a denominação botânica para a madeira propriamente dita. CASCA: proteção externa. Sem valor comercial, com exceção das espécies que geram a cortiça em lâminas espessas (isolamento termo-acústico). SEÇÃO TRANSVERSAL DE UM TRONCO DE MADEIRA Casca CASCA: Produção de cortiça. SEÇÃO TRANSVERSAL DE UM TRONCO DE MADEIRA ALBURNO: é formado por madeira comparativamente nova, compreendendo as células vivas da árvore em crescimento. Toda a madeira é primeiro formada como alburno e só depois evolui para cerne. Na planta viva, as principais funções do alburno são conduzir a água da raiz até às folhas, armazená-la e devolvê-la de acordo com a estação do ano e as necessidades hídricas da planta. Alburno Cerne SEÇÃO TRANSVERSAL DE UM TRONCO DE MADEIRA ALBURNO: é formado de madeira jovem, mais permeável, menos denso, menor resistência mecânica e mais sujeito ao ataque de fungos apodrecedores e insetos. Madeiras mais baratas e de menor durabilidade. Alburno SEÇÃO TRANSVERSAL DE UM TRONCO DE MADEIRA CERNE: é formado das modificações do alburno, onde ocorre a madeira mais densa mais resistente que a do alburno. Maior resistência mecânica, parte nobre da madeira. Cerne SEÇÃO TRANSVERSAL DE UM TRONCO DE MADEIRA CERNE: O cerne é constituído por células mortas, formando uma estrutura enrijecida de suporte, em torno da qual o alburno se vai progressivamente formando. Visualmente, pode-se observar os limites do cerne e do alburno através da mudança de cor no tronco. À medida que as células do alburno decaem e morrem, vão sendo incorporadas no cerne, o qual vai assim crescendo radialmente, acompanhado a expansão do xilema. SEÇÃO TRANSVERSAL DE UM TRONCO DE MADEIRA MEDULA: é o vestígio deixado no centro do tronco pela estrutura apical a partir da qual se desenvolveu o tronco da planta. SEÇÃO TRANSVERSAL DE UM TRONCO DE MADEIRA MEDULA: É em geral uma fina estrutura (de alguns milímetros de diâmetro), quase sempre mais escura do que o material que a rodeia e sem qualquer importância para a determinação da qualidade ou usos da madeira. A sua posição marca o centro de crescimento a partir do qual se gerou o engrossamento da árvore. SEÇÃO TRANSVERSAL DE UM TRONCO DE MADEIRA Medula NÓS: são porções de ramos incluídos no tronco da planta ou ramo principal. SEÇÃO TRANSVERSAL DE UM TRONCO DE MADEIRA Os ramos originam-se, em regra, a partir do eixo central do caule de uma planta (a medula) e, enquanto vivos, tal como o tronco, aumentam em tamanho com a adição anual de camadas lenhosas. NÓS: • Diminuem o valor da madeira; • Reduzem a resistência; • Dá origens as fendas. SEÇÃO TRANSVERSAL DE UM TRONCO DE MADEIRA CORTE MADEIRAS CORTE É o conjunto de operações de se efetuam para dividir longitudinalmente os troncos obtidos das árvores e limpos de ramos, fazendo deles peças menores apropriadas para a sua utilização. Neste tipo de corte (falquejamento) obtém-se uma peça inteiriça com arestas vivas e quatro costaneiras A madeira falquejada é obtida de troncos por corte com machado. MADEIRA FALQUEJADA CORTE EM QUATRO Consiste em dar dois cortes perpendiculares pelo centro. CORTE RADIAL É feito seguindo a direção dos raios medulares. CORTE EM FIADAS PARALELASObtém-se tábuas e pranchas de diferentes larguras CORTE DE PARIS Começa-se por obter uma grossa peça central e seguidamente outras nos lados, de menor tamanho. CORTE EM CRUZ Consiste em tirar uma grossa peça central, dos dois lados, obtém-se outras peças grossas e finalmente os quatro pedaços restantes dividem-se radialmente em forma de tábuas. CLASSIFICAÇÃO MADEIRAS QUANTO À RESISTÊNCIA: • Duras – Provenientes de árvores frondosas e de crescimento lento (Dicotiledôneas, que possuem folhas achatadas e largas). Exemplo: Ipê, Aroeira e Carvalho • Macias – Provenientes em geral das coníferas. Tem folhas em forma de agulhas ou escamas e apresentam crescimento rápido. Exemplo: Pinho e eucalipto. CLASSIFICAÇÃO COMERCIAL DA MADEIRA QUANTO AO NÚMERO DE DEFEITOS (CLASSIFICAÇÃO VISUAL): CLASSIFICAÇÃO COMERCIAL DA MADEIRA Primeira categoria – Madeira de qualidade excepcional, sem nós, retilínea, quase isenta de defeitos. Segunda categoria – Madeira de qualidade estrutural corrente, com pequena incidência de nós firmes e outros defeitos. Terceira categoria – Madeira de qualidade estrutural inferior, com nós em ambas as faces. DE ACORDO COM A GERMINAÇÃO E CRESCIMENTO: ENDÓGENAS: desenvolvimento de dentro para fora – não são normalmente utilizadas em estruturas. Seu uso estrutural deve ser estudado por formação de peças sem esforços de flambagem (ex. treliças). Palmeiras; Bambus... CLASSIFICAÇÃO DA MADEIRA DE ACORDO COM A GERMINAÇÃO E CRESCIMENTO: EXÓGENAS: desenvolvimento de fora para dentro – normalmente utilizadas em produção estrutural. Ipê; Peroba; Pinho do Pará... CLASSIFICAÇÃO DA MADEIRA Peroba Ipê Gimnospermas: São árvores coníferas e resinosas, tendo folhas em forma de agulhas não fornecendo frutos. São madeiras de lenho mais mole e correspondem à 35% das espécies. Ex.: Pinho do Paraná e os Pinus. Anginospermas: São árvores dicotiledôneas frondosas conhecidas no Brasil como madeira de lei, sendo desta maneira conhecidas por serem abatidas na época da colonização, de acordo com a Lei vigente. Representam 65% das espécies conhecidas. Ex.: Praticamente todas as espécies da região Amazônica. EXÓGENAS - São classificadas em: O que é madeira de lei? O termo surgiu no século XVIII, ainda no Brasil Colônia, quando as árvores que produziam madeira nobre, de boa qualidade, só podiam ser derrubadas pelo governo. A primeira a ser considerada monopólio da Coroa foi o pau-brasil, que, naquela época, já escasseava por excessiva exploração. De uma maneira geral, a chamada madeira de lei tem coloração escura e forte resistência a oscilações de temperatura e ataques de insetos. Atualmente, essa classificação está mais relacionada ao valor comercial do que às propriedades fisiológicas. O ipê, comercializado como madeira de lei desde o século XIX, não era visto como material nobre, afirma a bióloga Vera Coradin, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama). Hoje o Código Florestal tem até leis específicas para cada espécie. O mogno, por exemplo, é protegido pela Lei do Contingenciamento, que determina um número limite para a exploração. Mas seu alto valor de mercado tem provocado a derrubada indiscriminada e até ameaça de extinção. A lei existe, o difícil é conseguirmos fazer com que ela seja cumprida, diz Vera. Cabreúva - Na construção civil: assoalhos, esquadrias, vigas e caibrosCedro - Móveis finos, esculturas, molduras e instrumentos musicais Jatobá - Mobília, peças torneadas, engenhos, tonéis, carrocerias e vagões Mogno - Móveis de luxo, instrumentos musicais e artigos de decoração Jacarandá - Móveis de luxo, peças decorativas torneadas e instrumentos musicais (Elton Martins, São Luís, MA – Super Interessante, Março de 2001.) CLASSIFICAÇÃO DA MADEIRA • Madeira laminada e colada – usada largamente na Europa. A madeira é cortada em lâminas(orientadas na mesma direção) e coladas sob pressão com adesivo à prova de água. INDUSTRIALIZADAS CLASSIFICAÇÃO DA MADEIRA • Madeira laminada e colada INDUSTRIALIZADAS CLASSIFICAÇÃO DA MADEIRA • Madeira compensada – as lâminas são coladas com as fibras em sentido alternado. INDUSTRIALIZADAS CLASSIFICAÇÃO DA MADEIRA Madeirit que é uma marca virou sinônimo de chapas resinadas para tapume ou compensados resinados MADEIRA COMPENSADA CLASSIFICAÇÃO DA MADEIRA MADEIRA COMPENSADA Tapume CLASSIFICAÇÃO DA MADEIRA MADEIRA COMPENSADA De acordo com o local de utilização, o compensado pode ser classificado como: - Interior: compensado colado com adesivo do tipo interior, destinado à utilização em locais protegidos da ação d'água ou alta umidade relativa; - Intermediária: compensado colado com adesivo intermediário, destinado à utilização interna, mas em ambiente de alta umidade relativa, podendo eventualmente receber a ação d'água; CLASSIFICAÇÃO DA MADEIRA MADEIRA COMPENSADA De acordo com o local de utilização, o compensado pode ser classificado como: - Exterior: compensado colado com adesivo a prova d'água, destinado ao uso exterior ou em ambientes fechados onde são submetidos a repetidos umedecimentos e secagem ou ação d'água. O desconhecimento dessa classificação por parte dos usuários ou a sua não verificação no ato do recebimento dos compensados gera um dos principais problemas relatados pelos usuários, ou seja, a delaminação dos painéis. CLASSIFICAÇÃO DA MADEIRA MADEIRA AGLOMERADA Obtida pela aglomeração de fragmentos de madeira e prensagem Aglomerantes: cimento, gesso ou resina sintética Usos: estrutura de chapa para portas e móveis Sensível à água CLASSIFICAÇÃO DA MADEIRA MACIÇAS Madeira muito compacta, alta densidade e resistência mecânica. CLASSIFICAÇÃO DA MADEIRA MADEIRA BRUTA Usada em forma de troncos para postes, escoramentos, estacas, etc. CLASSIFICAÇÃO DA MADEIRA MADEIRA FALQUEJADA – Tem faces laterais aparadas a machado, formando seções maciças, quadradas ou retangulares; é utilizada em pontes, pilares, estacas, etc. CLASSIFICAÇÃO DA MADEIRA ESTACAS DE MADEIRA As estacas de madeira empregam-se em terrenos permanentemente secos ou úmidos uma vez que esse material não suporta variações de umidade e secura, o que provoca a sua deterioração em pouco tempo. São feitas com madeira dura, roliça, porém descascada.. O seu diâmetro varia em torno de 18 a 35 cm e o comprimento de 5 a 8 metros. MADEIRA SERRADA – Mais utilizada. Os troncos são desdobrados nas serrarias em dimensões “padronizadas”. CLASSIFICAÇÃO DA MADEIRA CLASSIFICAÇÃO DA MADEIRA MADEIRA SERRADA CLASSIFICAÇÃO DA MADEIRA MADEIRA SERRADA Tábuas Caibros Vigas Vigas PROPRIEDADES FÍSICAS MADEIRAS Conhecer as propriedades físicas da madeira é de grande importância porque estas propriedades podem influenciar significativamente no desempenho e resistência da madeira utilizada estruturalmente. Tais propriedades são determinadas através de ensaios normatizados pela Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT. PROPRIEDADES DAS MADEIRAS As características físicas da madeira são influenciadas pelos seguintes fatores: • Espécie da árvore: A estrutura anatômica e a constituição lenhosa variam de espécie para espécie. Tais variação influenciam no comportamento físico-mecânico do material. • O solo e o clima da região de origem da árvore: Disponibilidade de luz, calor e água no solo aumenta a taxa hormonal e a planta apresenta um intenso crescimento vegetativo, influenciando na sua densidade , em fim, nas suas propriedades físicas. PROPRIEDADES DAS MADEIRAS Fatores que influenciam nas características físicas da madeira: • Fisiologia da árvore: Presença de defeitos • Anatomia do tecido lenhoso: medições dos anéis de crescimento, cores, odores, densidade básica, tipos e quantidades de defeitos. • Variação da composição química: por exemplo, o teor de lignina. PROPRIEDADES DAS MADEIRAS Entre as características físicas da madeira, cujo conhecimento é importante para sua utilização como materialde construção, destacam-se: • Umidade; • Densidade; • Retratibilidade; • Resistência ao fogo; • Resistência química; • Durabilidade natural. PROPRIEDADES DAS MADEIRAS A água é importante para o crescimento e desenvolvimento da árvore, constituindo uma grande porção da madeira verde. Na madeira, a água apresenta-se nas formas: • Água de constituição: quimicamente ligada ao material lenhoso; • Água livre contida nas cavidades das células; • Água impregnada contida nas paredes das células. UMIDADE Tem grande importância sobre as propriedades das madeiras. A quantidade de água retida nas células das madeiras recém cortadas ou verdes varia muito com as espécies e estações do ano. A umidade é cerca de 50% nas madeiras mais resistentes podendo chegar a 100% nas muito macias. UMIDADE Quando a árvore é cortada, ela tende a perder rapidamente a água livre existente em seu interior para, a seguir, perder a água de impregnação mais lentamente. A umidade na madeira tende a um equilíbrio em função da umidade e temperatura do ambiente em que se encontra. A secagem rápida da madeira pode ocasionar fendas de retração na madeira reduzindo seu desempenho. UMIDADE O teor de umidade é o peso da água contida na madeira expresso como uma percentagem do peso da madeira seca em estufa. TEOR DE UMIDADE A umidade da madeira é determinada pela expressão: Onde: m1 = massa úmida. m2 = massa seca w = teor de umidade (%). UMIDADE UMIDADE Ponto de saturação das fibras (varia de 20 a 30%): teor de umidade abaixo do qual as propriedades físicas e mecânicas da madeira começam a mudar como uma função do teor da umidade Em geral a resistência mecânica da madeira diminui com o aumento de seu teor de umidade, atingindo um valor mínimo para teores de umidade acima do limite de saturação das fibras. PROPRIEDADES MECÂNICAS DENSIDADE É um índice de compacidade da madeira. Está diretamente relacionada ás propriedades mecânicas da madeira, sendo uma ferramenta bastante utilizada na avaliação da sua qualidade. Varia conforme a localização no xilema (alburno, cerne); com a proporção de lenho inicial (alburno) e tardio (cerne). As variações na densidade da madeira, entre e dentro de indivíduos da mesma espécie, estão relacionadas ao resultado diferenciado no volume de poros e na presença de extrativos. JATOBÁ PAU-MARFIM DENSIDADE: madeira altamente densa, com 13% de umidade tem 795 kg/m3, verde tem 1.015 kg/m3 seca rapidamente ao forno ou ao ar livre. DENSIDADE: madeira altamente densa, com 13% de umidade tem 921 kg/m3, verde tem 1.275 kg/m3 , seca rapidamente ao forno ou ao ar livre. DENSIDADE DENSIDADE: madeira de densidade média, com 13% de umidade tem 785 kg/m3, verde tem 1.210 kg/m3 , seca muito rapidamente. ANGELIM-PEDRA CEDRO DENSIDADE: madeira de densidade média, com 13% de umidade tem 485 kg/m 3, verde tem 635 kg/m 3 , fácil de secar, seca rapidamente ao forno ou ao ar livre. DENSIDADE IPÊ SUCUPIRA DENSIDADE: madeira altamente densa, com 13% de umidade tem 1.103 kg/m3, verde tem 1.315 kg/m3 , seca rapidamente ao forno ou ao ar livre. DENSIDADE: madeira altamente densa, com 13% de umidade tem 1.101 kg/m3, verde tem 1.310 kg/m3 , seca rapidamente ao forno, mas com muita dificuldade ao ar livre. DENSIDADE CONDUTIVIDADE TÉRMICA A madeira, termicamente, é um material mau condutor. Sua estrutura celular aprisiona grande quantidade pequenas massas de ar aliada à celulose, que é má condutora de calor. Condutividade térmica de materiais a 27°C. A madeira transmite 10 vezes menos rapidamente o calor que o concreto e 250 vezes menos que o aço. Bem seca é um excelente material isolante elétrico; Quando úmida, é condutora, como a maioria dos materiais que contêm sais minerais. Esta propriedade pode ser melhorada com a execução de pintura e envernizamento das peças, atitudes que reduzem a infiltração de água na madeira. CONDUTIVIDADE ELÉTRICA Não é um bom isolante acústico, porém, é um importante material para absorção acústica. Quando empregada como revestimento de paredes pode ocasionar um enfraquecimento fônico da ordem de 5 dB, Decibéis (dB) é unidade de intensidade fisiológica do som. CONDUTIVIDADE SONORA Onde: I - Intensidade física do som; Io - Intensidade do som correspondente ao limiar da percepção. RESISTÊNCIA AO FOGO Contrariamente à idéia difundida, a madeira oferece uma excelente resistência ao fogo. Há três razões para isso : • Má condutividade térmica; • Teor de água; • Crosta carbonizada que se forma, criando rapidamente uma camada isolante que freia a combustão até impedí-la. Sendo a madeira um mal condutor de calor, a temperatura interna cresce mais lentamente, não provocando maior comprometimento da região central das peças que, desta maneira, podem manter-se em serviço, nas condições que o aço, por exemplo, já teria entrado em colapso (escoamento), mesmo não sendo inflamável. RESISTÊNCIA AO FOGO Vigas de madeira e aço após um incêndio: note que a estrutura em aço se deformou completamente, enquanto que a viga de madeira ainda sustenta sua carga mesmo após o contato com o fogo em altas temperaturas. A madeira transmite 10 vezes menos rapidamente o calor que o concreto e 250 vezes menos que o aço. Outra característica importante da madeira com relação ao fogo é o fato de não apresentar distorção quando submetida à altas temperaturas, tal como ocorre com o aço, dificultando assim a ruína da estrutura. O que há de bom também é que a madeira não libera gases nocivos quando queima (a não ser as tratadas em autoclave). RESISTÊNCIA AO FOGO As madeiras duras (alta massa especifica) queimam melhor, porque possuem maior quantidade de matéria lenhosa pôr volume. A combustão da madeira é influenciada pelo teor de lignina , óleos, resinas, ceras, etc. As madeiras que possuem essas substâncias provavelmente não poderão ser utilizadas para o cozimento ou defumação de alimentos , pôr outro lado algumas madeiras possuem substancias que dão um gosto e aroma peculiares aos alimentos RESISTÊNCIA AO FOGO Cada material, dependendo da temperatura a que estiver submetido, libera maior ou menor quantidade de vapores. Para melhor compreensão do fenômeno, definem-se as seguintes variáveis: a) ponto de fulgor; b) ponto de combustão; c) temperatura de ignição, RESISTÊNCIA AO FOGO a) Ponto de fulgor É a temperatura mínima em que um combustível começa a desprender vapores que, se entrarem em contato com alguma fonte externa de calor, se incendeiam. o "Ponto de fulgor" da madeira (combustível sólido), que é de 150ºC. b) Ponto de combustão É a temperatura mínima em que esse combustível sólido, sendo aquecido, desprende gases que, em contato com fonte externa de calor, se incendeiam, mantendo-se as chamas. No ponto de combustão, portanto, as chamas continuam. O ponto de combustão da madeira é da ordem de 300°C. RESISTÊNCIA AO FOGO c) Temperatura de ignição É a temperatura mínima em que gases desprendidos de um combustível se inflamam pelo simples contato com o oxigênio do ar. No caso da madeira, a temperatura de ignição é superior a 350°C. É importante frisar que uma substância só queima quando atinge, pelo menos, o ponto de combustão. RESISTÊNCIA AO FOGO Se observarmos bem, podemos perceber que as chamas ou labaredas de fogo queimam a uma certa distancia da superfície da madeira. RESISTÊNCIA AO FOGO È a propriedade que apresentam as madeiras de sofrer alterações de volume e dimensões quando o teor de umidade varia entre o ponto de saturação ao ar e a condição de seca em estufa. Também denominada de contração e inchamento. Está propriedade é uma conseqüência da absorção de água das paredes celulósicas do tecido lenhoso. RETRATILIDADE RESISTÊNCIA QUÍMICA A madeira, em linhas gerais, apresenta boa resistência a ataques químicos. Em muitas indústrias, ela é preferida em lugar de outros materiaisque sofrem mais facilmente o ataque de agentes químicos. . RESISTÊNCIA QUÍMICA Em alguns casos, a madeira pode sofrer danos devidos ao ataque de ácidos ou bases fortes. O ataque das bases provoca aparecimento de manchas esbranquiçadas decorrentes da ação sobre a lignina e a hemicelulose da madeira. Os ácidos também atacam a madeira causando uma redução no seu peso e na sua resistência . A durabilidade da madeira, com relação a biodeterioração, depende: • Da espécie e das características anatômicas; • Da região da tora da qual a peça de madeira foi extraída (cerne ou alburno). • O alburno é mais poroso, apresenta maior quantidade de seiva, características que torna a madeira o mais vulnerável ao ataque biológico. DURABILIDADE NATURAL A durabilidade natural da madeira pode ser aumentada através de tratamentos químicos denominados tratamentos preservativos. Preservativos de madeira é toda e qualquer substância ou formulação química capaz de provocar o envenenamento dos nutrientes celulares da madeira, tornando-a resistente ao ataque e desenvolvimento de organismos xilófagos. DURABILIDADE NATURAL Organismos Xilófagos: são animais que se alimenta de madeira. PRESERVAÇÃO MADEIRAS A preservação da madeira visa proteger a madeira contra a ação de agentes de degradação biológica reduzindo seu desempenho e a sua durabilidade. PRESERVAÇÃO DA MADEIRA AGENTES DE DEGRADAÇÃO BIOLÓGICA AGENTES DE DEGRADAÇÃO BIOLÓGICA AGENTES DE DEGRADAÇÃO BIOLÓGICA AGENTES DE DEGRADAÇÃO BIOLÓGICA Propriedades: - ser tóxico a um grande número de organismos xilófagos; - ter baixa toxidez aos organismos não xilófagos; - possuir ação duradoura; - possuir alta fixação na madeira; - Não alterar as características da madeira; - Não provocar alterações nos materiais que estejam em contato com a madeira; PRESERVATIVOS DE MADEIRA Propriedades - de preferência, ser incolor, inodoro e insípido; - não ser inflamável; - econômico e de fácil obtenção no mercado. PRESERVATIVOS DE MADEIRA PRODUTOS EMPREGADOS PRESERVATIVOS DE MADEIRA O Arsênio é um produto altamente agressivo ao meio ambiente, podendo causar uma série de doenças ao seres humanos. Possui ação fungicida e insenticida. Seus ingredientes em contato com a madeira reagem quimicamente com as células da madeira, fixando-se e tornando-se insolúvel. ARSENIATO DE COBRE E CROMO PRESERVATIVOS DE MADEIRA Arsênio - Efeitos sobre a pele Pode observar-se necrose e descamação da pele. O consumo prolongado de arsênio pode resultar em hiperqueratose ( palma das mãos, planta do pé ) e hiperpigmentação ( extremidades e tronco). A exposição continuada tem sido fortemente associada a um elevado risco de cancro de pele. PRESERVATIVOS DE MADEIRA CREOSOTO Um dos mais eficientes preservativos de madeira. Entretanto, deixa a madeira escurecida e oleosa, impedindo a aplicação de acabamento (tinta, verniz, etc.). - é considerado o mais antigo preservativo de madeiras; - pode ser obtido da madeira por destilação; - um dos mais eficientes preservativos de madeira, principalmente a fungos, cupins e perfuradores marinhos. PRESERVATIVOS DE MADEIRA COMPOSTOS DE BORO Um dos preservativos de madeira de mais baixa toxidez ao homem. Entretanto, não se fixam na madeira adequadamente. COMPOSTOS DE COBRE Apresentam problemas de corrosão em metais, principalmente o alumínio. PRESERVATIVOS DE MADEIRA PROCESSOS DE PRESERVAÇÃO PRESERVATIVOS DE MADEIRA PROCESSOS DE PRESERVAÇÃO IMPREGNAÇÃO SEM PRESSÃO A madeira é colocada imersa numa solução com preservativo a 100oC. A ação do preservativo é expelir o ar existente no interior da madeira, fazendo com que o produto seja absorvido pela ação da pressão atmosférica. IMPREGNAÇÃO SUPERFICIAL Pincelamento, aspersão e pulverização. PROCESSOS DE PRESERVAÇÃO IMPREGNAÇÃO COM PRESSÃO A madeira é colocada numa câmara onde é feito o vácuo para remover o ar da madeira. O preservativo é introduzido sob pressão em autoclaves. PROCESSOS DE PRESERVAÇÃO Através de autoclavagem é possível impregnar profundamente a madeira com produtos inseticidas e fungicidas de ação comprovada, protegendo-a contra o apodrecimento, o cupim, e outros agentes biológicos de deterioração. PROCESSOS DE PRESERVAÇÃO IMPREGNAÇÃO COM PRESSÃO Autoclave Através de vagonetas, são levadas para o interior da autoclave, onde ocorre o tratamento, que compreende as seguintes operações: PROCESSOS DE PRESERVAÇÃO PROCESSOS DE PRESERVAÇÃO PROCESSOS DE PRESERVAÇÃO PROPRIEDADES MECÂNICAS MADEIRAS Para fins de aplicação estrutural da madeira a nova versão da norma brasileira (NBR 7190/1997), a exemplo da maioria das normas internacionais, adota o teor de umidade de 12% como de referência para a apresentação dos ensaios mecânicos na madeira Uma espécie, ou peça, é dita mais resistente que outra, a uma determinada solicitação, se sua resistência, ao teor de umidade de referência de 12%, for superior. PROPRIEDADES MECÂNICAS Fixada a umidade de referência (12%), os resultados de ensaios devem ser reportados a essa umidade. Mesmo com o condicionamento prévio dos provetes, é difícil estabilizar a madeira com exatamente 12% de umidade, portanto será necessário corrigir os resultados obtidos. PROPRIEDADES MECÂNICAS Para corrigir os valores de resistência e rigidez, obtidos num ensaio, para o teor de umidade de referência (12%), a atual norma brasileira NBR 7190:1997 adota, para teores de umidade entre 10% e 20%, as seguintes expressões: PROPRIEDADES MECÂNICAS Alta resistência mecânica X Elevado teor de umidade. PROPRIEDADES MECÂNICAS As características mecânicas da madeira são influenciadas pelo: • Solo; • Clima; • Classificação botânica; • Fisiologia da árvore; • Anatomia do tecido lenhoso; • Variação da composição química,etc. PROPRIEDADES MECÂNICAS A madeira pode sofrer solicitações mecânicas de compressão, tração, cisalhamento e flexão. Possui resistências com valores diferentes conforme variar a direção da solicitação em relação às fibras (COMPORTAMENTO ANISOTRÓPICO) e também em função do tipo de solicitação. PROPRIEDADES MECÂNICAS • Anisotropia: é a propriedade do material de apresentar comportamentos distintos conforme a direção de aplicação de cargas. PROPRIEDADES MECÂNICAS A resistência à compressão paralela às fibras da madeira é elevada. Como exemplo de peças sujeitas a este esforço podem-se referir os pilares, as escoras e as pernas das tesouras dos telhados. PROPRIEDADES MECÂNICAS Os valores de resistência à compressão perpendicular às fibras são da ordem de ¼ dos valores de resistência à compressão paralela. PROPRIEDADES MECÂNICAS A madeira possui uma elevada resistência à tração paralela às fibras. Como exemplo de peças solicitadas a este esforço, podem-se referir a linha e o pendural das tesouras de telhados. PROPRIEDADES MECÂNICAS A resistência à flexão das madeiras é elevada. Exemplo de peças: vigas, etc. PROPRIEDADES MECÂNICAS A resistência à tração perpendicular às fibras da madeira é baixa (~ 30 a 70 vezes menor que na direção paralela às fibras), devido à existência de poucas fibras na direção perpendicular ao eixo da árvore e à consequente falta de travamento das fibras longitudinais. Esta questão é crítica no caso de peças curvas. PROPRIEDADES MECÂNICAS A NBR 7190:1997 prevê, para os ensaios de caracterização físico-mecânica, uma amostra de 12 provetes (corpos de provas), para cada tipo de ensaio. A norma NBR 7190:1997 apresenta valores de físicos- mecânicos para alguma espécies, na umidade de referência. PROPRIEDADES MECÂNICAS Classes de resistências segundo NBR 7190:1997 PROPRIEDADES MECÂNICAS Classes de resistências segundo NBR 7190:1997 PROPRIEDADES MECÂNICAS PROPRIEDADES FÍSICAS E MECÂNICAS PROPRIEDADES FÍSICAS E MECÂNICAS DEFEITOS MADEIRAS DEFEITOS NATURAIS DEFEITOS PROCESSAMENTO AFETAM AQUALIDADE E DESEMPENHO DAS PEÇAS DE MADEIRA MADEIRAS DEFEITOS CLASSIFICAÇÃO DOS DEFEITOS Defeitos de crescimento Defeitos de secagem Defeitos de produção Defeitos de alteração MADEIRAS DEFEITOS Estão relacionados com: • Encurvamento do tronco e dos galhos durante o crescimento da árvore, alterando o alinhamento das fibras e podendo influenciar na resistência. • A presença de alburno, que por suas próprias características físicas apresenta valores de resistência menores. MADEIRAS DEFEITOS - FALHAS NATURAIS DA MADEIRA Defeitos de crescimento NÓS Desvio de Veio Fibras torcidas VENTOS MADEIRAS DEFEITOS - FALHAS NATURAIS DA MADEIRA NÓS • Se formam nos pontos em que os ramos se unem ao tronco; • Diminui o valor da madeira; • Reduz a resistência; • Dá origem a fendas. MADEIRAS DEFEITOS - FALHAS NATURAIS DA MADEIRA Excentricidade da Medula • Devido ao vento e a proximidade de rochas, aparece a medula descentrada. • Se for pequena, não diminui as qualidades da madeiras. Caso contrário, reduz elasticidade e resistência. MADEIRAS DEFEITOS - FALHAS NATURAIS DA MADEIRA MADEIRAS DEFEITOS - DEFEITOS DE SECAGEM São originados pela deficiência dos sistemas de secagem e armazenamento das peças. Estufa Controle da Temperatura Umidade relativa Teor de umidade final Tempo reduzido Alto investimento Natural Mais demorada Depende do ambiente Umidade de equilíbrio Maior tempo de secagem Baixo investimento PROCESSOS DE SECAGEM MADEIRA VARIÁVEIS NO PROCESSO DE SECAGEM • Espécie; • Localização da peça na tora (alburno ou cerne); • Teor inicial de umidade; • Orientação das fibras na peça; • Espessura da peça; • Condições ambientais (temperatura, umidade relativa do ar, ventilação). Os defeitos mais comuns são: (1) Rachaduras, geralmente devido a uma secagem rápida nas primeiras horas. DEFEITOS - DEFEITOS DE SECAGEM MADEIRAS FENDAS PERIFÉRICAS SPLIT FENDAS CERNE SHAKE GRETAS CUP SHAKE GRETA TOTAL DEFEITOS DE SECAGEM (2) colapso, que se origina nas primeiras etapas da secagem e muitas vezes acompanhado de fissuras internas. DEFEITOS - DEFEITOS DE SECAGEM MADEIRAS (3) abaulamento, que se deve a tensões internas as quais apresenta a árvore, combinada a uma secagem irregular. Arqueamento, encanoamento, encurvamento e torcedura são causados pela contração diferenciada nas três direções do corte da madeira. DEFEITOS - DEFEITOS DE SECAGEM MADEIRAS EMPENAMENTO warping ABAULAMENTO sweep ARQUEAMENTO camber Deformação lateral TORCIMENTO DEFEITOS DE SECAGEM MADEIRAS EMPENAMENTO DEFEITOS DE SECAGEM MADEIRAS FENDAS • Rachas no sentido longitudinal, devido aos gelos e também à insolação e dessecação da madeira. DEFEITOS FENDAS ANELARES • São rachas largas que desintegram os raios medulares • Inutilizam totalmente a madeira DEFEITOS FENDAS ACEBOLADAS • Separação circular dos anéis de crescimento • Originam-se do frio e do vento intenso. • A madeira desseca-se DEFEITOS FENDAS EM PATA-DEGALINHA •Chegam até o alburno e/ou até a superfície exterior •Acontece devido ao envelhecimento da medula DEFEITOS DUPLO ALBURNO • Deve-se aos frios intensos e prolongados que impedem a transformação do câmbio vascular em borne e deste em cerne, ficando morta uma zona do borne. DEFEITOS CLASSES DE RISCO MADEIRAS CLASSES DE RISCO As classes de risco de deterioração das madeiras determinam exigências específicas quanto à durabilidade natural das madeiras a utilizar ou quanto ao eventual tratamento preservador a aplicar. São classes previstas por normas técnicas e visam garantir uma melhor desempenho e durabilidade para a madeira quando da sua aplicação na construção civil. As classes de risco são divididas: 1, 2, 3, 4, 5 e 6. CLASSE 1 Condição de uso Interior de construção – nenhum contato com umidade Fora de contato com o solo Protegido de intempéries ou fontes internas de umidade Locais livres de acesso de cupins arborícolas e/ou subterrâneos Organismos xilófagos: Cupins-de-madeira-seca; Brocas- de-madeira. Exemplos: Móveis, bobinas, portas, embalagens não descartáveis... CLASSES DE RISCO Classe 2 Condição de uso Interior de construção Exposição com umidade ocasional Sem contato com o solo ou fundações Local coberto Organismos xilófagos: Cupins-de-madeira-seca, Brocas-de-madeira, Cupim-arborícola, Cupim- subterrâneo Exemplos: Assoalho, barrote, colunas, forro... CLASSES DE RISCO Classe 3 Condição de uso Interior de construção Sem contato com o solo Protegido das intempéries Ocasionalmente, podem ser expostos à fonte interna de umidade Organismos xilófagos: Cupins-de-madeira-seca; Brocas- de-madeira; Cupim-arborícola; Cupim-subterrâneo; Fungos emboloradores/manchadores; Fungos apodrecedores. Exemplos: Colunas, deque, parede, viga... CLASSES DE RISCO Classe 4 Condição de uso Uso exterior Sem contato com o solo Sujeito a intempéries Organismos xilófagos: Cupins-de-madeira-seca; Brocas- de-madeira; Cupim-arborícola; Cupim-subterrâneo; Fungos emboloradores/manchadores; Fungos apodrecedores Exemplos deque, parede, ponte, passarela, telhas (shingles)... CLASSES DE RISCO Classe 5 Condição de uso Contato com o solo, água doce Engaste no solo, concreto ou alvenaria (sujeito à deterioração) Organismos xilófagos: Cupins-de-madeira-seca, Brocas- de-madeira, Cupim-arborícola, Cupim-subterrâneo, Fungos emboloradores/manchadores, Fungos apodrecedores Exemplos: Assoalho, poste, playground, ponte, fundação... CLASSES DE RISCO Classe 6 Condição de uso Exposição à água salgada ou salobra Organismos xilófagos: Perfuradores marinhos; Fungos emboloradores/manchadores; Fungos apodrecedores. Exemplos Colunas, ponte, passarela... CLASSES DE RISCO EMPREGOS NA CONSTRUÇÃO CIVIL MADEIRAS VANTAGENS: • Praticidade: trata-se de uma matéria-prima muito versátil que pode ser usada de forma muito variada e que cumpre com certas e determinadas especificações, de acordo com o tipo de aplicação pretendida. • Textura: apresenta diversos padrões de qualidade e estéticos. EMPREGOS NA CONSTRUÇÃO CIVIL EMPREGOS NA CONSTRUÇÃO CIVIL TEXTURAS VANTAGENS: Permite Ligações Simples: permite ligações e emendas fáceis de executar. EMPREGOS NA CONSTRUÇÃO CIVIL VANTAGENS: EMPREGOS NA CONSTRUÇÃO CIVIL Excelente Isolante - o isolamento é um aspecto importantíssimo para a redução da energia usada no aquecimento e climatização de edifícios. A madeira é um isolante natural que pode reduzir a quantidade de energia necessária na climatização de espaços especialmente quando usada em janelas, portas e pavimentos. Apresenta boas condições naturais de isolamento térmico e absorção acústica. VANTAGENS: Resistência Mecânica: Apresenta boa resistência à compressão quanto à tração . EMPREGOS NA CONSTRUÇÃO CIVIL VANTAGENS: EMPREGOS NA CONSTRUÇÃO CIVIL Durabilidade: Os arqueólogos pesquisam peças antigas ainda existentes em madeira tais como: sarcófagos, embarcações, esculturas, utensílios domésticos, armas, instrumentos musicais, elementos de construções. É possível observar-se algumas dessas peças em perfeito estado. Reutilizável: Capacidade de ser reutilizada várias vezes. EMPREGOS NA CONSTRUÇÃO CIVIL DESVANTAGENS: • Perda de propriedades com o teor de umidade: é um material fundamentalmente heterogêneo e anisotrópico. Devido à orientação das fibras da madeira e à sua forma de crescimento, as propriedades variam de acordo com três eixos perpendiculares entre si: longitudinal, radial e tangencial. EMPREGOS NA CONSTRUÇÃO CIVIL DESVANTAGENS: • Perda de propriedades com o teor de umidade: É um material muito sensível ao ambiente, aumentando ou diminuindo de dimensões com as variações de umidade. EMPREGOS NA CONSTRUÇÃO CIVIL EMPREGOS NA CONSTRUÇÃO CIVIL DESVANTAGENS: • Fácil deterioração em ambientes agressivos. • Suscetível ao ataque de insetos, fungos, microorganismos. CAPÍTULO II DA LEI 8613/03 DO TAPUME Art. 209- O responsável pela execução de obra, reforma ou demolição deverá instalar, ao longo do alinhamento, tapume de proteção. § 1° - O tapume terá altura mínima de 1,80 m (um metro e oitenta centímetros) e poderá ser construído com qualquer material que cumpra finalidade de vedação e garanta a segurança do pedestre. CAPÍTULO II DA LEI 8613/03 DO TAPUME § 2º - A instalação do tapume é dispensada: I - em caso de obra interna à edificação; II - em obra cujo vulto ou posição não comprometam a segurança de pedestre ou de veículo, desde que autorizado pelo Executivo; III - em caso de obra em imóvel fechado com muro ou gradil. CAPÍTULO II DA LEI 8613/03 DO TAPUME Art. 210 - O tapume poderá avançar sobre o passeio correspondente à testada do imóvel em que será executada a obra, desde que o avanço não ultrapasse a metade da largura do passeio e desde que deixe livre faixa contínua para passagem de pedestre de no mínimo 1,20 m de largura. Parágrafo único - Nos casos em que, segundo a devida comprovação pelo interessado, as condições técnicas da obra exigirem a ocupação de área maior no passeio, poderá ser tolerado avanço superior ao permitido neste artigo, mediante o pagamento do preço público relativo à área excedente, excetuando-se o trecho de logradouro de grande trânsito, a juízo do órgão competente do Executivo. CAPÍTULO II DA LEI 8613/03 DO TAPUME Art. 211 - A instalação de tapume sobre o passeio sujeita-se a processo prévio de licenciamento, nos termos do regulamento deste Código. Art. 212 - O documento de licenciamento para a instalação de tapume terá validade pelo prazo de duração da obra. § 1º - No caso de ocupação de mais da metade da largura do passeio, o documento de licenciamento vigerá pelo prazo máximo e improrrogável de 1 (um) ano, variando conforme a intensidade do trânsito de pedestre no local. § 2º - No caso de paralisação da obra, o tapume colocado sobre passeio deverá ser recuado para o alinhamento do terreno no prazo máximo de 2 (dois) dias úteis, contados da paralisação respectiva. EMPREGOS NA CONSTRUÇÃO CIVIL Fluxograma Típico de Aprovação de Projeto EMPREGOS NA CONSTRUÇÃO CIVIL O primeiro passo após a aprovação do projeto arquitetônico e limpeza e movimentação de terra, caso houver, é passar o edifício que "está no papel" para o terreno. A esta atividade dá-se o nome de locacão do prédio, isto é, transfere-se para o terreno o que foi projetado em escala reduzida. Locacão A locação tem como parâmetro o projeto de localização. Teodolitos EMPREGOS NA CONSTRUÇÃO CIVIL EMPREGOS NA CONSTRUÇÃO CIVIL EMPREGOS NA CONSTRUÇÃO CIVIL MADEIRA – EMPREGADA NA CONSTRUÇÃO DE TELHADOS Telhado DEFINIÇÃO: É um elemento construtivo executado sobre o edificação para acabá-la e protegê-la dos agentes atmosféricos (sol, chuva, vento e neve). Externamente, está intimamente ligado à arquitetura. Trama: É o quadriculado que se apóia sobre a estrutura de apoio. MADEIRA – EMPREGADA NA TRAMA DO TELHADO Tesouras: Viga em treliça plana vertical formada de barras. Transfere o carregamento do telhado aos pilares ou paredes da edificação, sendo o apoio para as terças (vigas principais). MADEIRA – EMPREGADA NA TRAMA DO TELHADO Empena: Peças de sustentação da terça, indo do ponto de apoio da tesoura do telhado ao cume. Trabalham à compressão. Linha: Peça que corre ao longo da parte inferior de tesoura e vai de apoio a apoio. Trabalham à tração. MADEIRA – EMPREGADA NA TRAMA DO TELHADO Pendural e tirante: Peças que ligam a linha à empena e se encontram em posição perpendicular ao plano da linha. Denomina-se pendural quando a sua posição é no cume, e nas demais tirante. Trabalham à tração. MADEIRA – EMPREGADA NA TRAMA DO TELHADO Terças: Vigas horizontais que se apóiam perpendicularmente à tesoura, pilaretes ou pontaletes. São posicionadas de maneira a transmitir as cargas diretamente sob pontaletes ou nós das tesouras e somente poderão ser emendadas nos seus apoios. MADEIRA – EMPREGADA NA TRAMA DO TELHADO Ripas: São a última parte da trama, e o seu espaçamento, depende da telha utilizada. MADEIRA – EMPREGADA NA TRAMA DO TELHADO Caibros: Peças de madeira de média esquadria que ficam apoiadas sobre as terças para distribuir o peso do telhado. Os caibros são inclinados sendo que o seu declive determina o caimento do telhado. MADEIRA – EMPREGADA NA TRAMA DO TELHADO Caimento do telhado: Relação entre as distâncias vertical e horizontal (%) L=1,00 m H = 0,35 m I: 35 (%) MADEIRA – EMPREGADA NA TRAMA DO TELHADO O caimento inadequado do telhado pode ocasionar: • Infiltração de água; • Secagem lenta das telhas; • Redução da vida útil da telhas; • Proliferação de fungos, musgos na superfície da telha. MADEIRA – EMPREGADA NA TRAMA DO TELHADO Telhados: Bitolas Comerciais das Madeiras EMPREGOS NA CONSTRUÇÃO CIVIL EMPREGOS NA CONSTRUÇÃO CIVIL EMPREGOS NA CONSTRUÇÃO CIVIL REVESTIMENTO DE PAREDES EMPREGOS NA CONSTRUÇÃO CIVIL PISO DE MADEIRA – PATAMAR DE ESCADA EMPREGOS NA CONSTRUÇÃO CIVIL PISO DE MADEIRA EMPREGOS NA CONSTRUÇÃO CIVIL PISO DE MADEIRA EMPREGOS NA CONSTRUÇÃO CIVIL PISO DE MADEIRA EMPREGOS NA CONSTRUÇÃO CIVIL JANELAS E PORTAS EMPREGOS NA CONSTRUÇÃO CIVIL EMPREGO DA MADEIRA NO PAISAGISMO (CONSTRUÇÕES DE DECK) EMPREGO DA MADEIRA NO PAISAGISMO (CONSTRUÇÕES DE DECK) DORMENTES DE MADEIRA • A madeira a ser empregada na fabricação deve vir de árvores sadias, sendo o corte realizado nos meses secos. • A madeira deve ser de boa qualidade, de fibras duras e sem excesso de alburno (parte que envolve o cerne); • Os dormentes devem ser isentos de infecção por fungos ou insetos, rachaduras nos topos, fendas nas faces, cavidades, nós cariados ou perfurados e cascas. DORMENTES DE MADEIRA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (1997). NBR 7190 Projeto de estruturas de madeira. Rio de Janeiro. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (1984). NBR 8681 – Ações e segurança nas estruturas. Rio de Janeiro. Publishing Company, 1993. 712p. GONZAGA, A. L. Madeira: Uso e Conservação. Programa Monumenta – Cadernos Técnicos. Brasília: IPHAN, Monumenta, 2006. 247p. SMITH, W. F. Princípios de ciência e engenharia dos materiais. 3. ed. Portugal: McGraw – Hill Ltda, 1998. 892p. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Logsdon, N.B., Influência da umidade nas propriedades de resistência e rigidez da madeira (Tese de Doutorado), Escola de Engenharia de São Carlos - Universidade de São Paulo, São Carlos - SP, Brasil (1998). Logsdon, N. B., Variação da densidade aparente da madeira com sua umidade, modelagem teórico experimental, Madeira: Arquitetura e Engenharia, ano 4, n. 12, CD-ROM (...\Arquivos\Art 05 revista 12.pdf), São Carlos - SP, Brasil (2004). PRESERVE O MEIO AMBIENTE! MADEIRAS MADEIRAS MADEIRAS MADEIRAS MADEIRAS MADEIRAS MADEIRAS MADEIRAS MADEIRAS MADEIRAS MADEIRAS MADEIRAS DENSIDADE DENSIDADE DENSIDADE DENSIDADE CONDUTIVIDADE TÉRMICA RESISTÊNCIA AO FOGO RESISTÊNCIA AO FOGO RESISTÊNCIA AO FOGO RESISTÊNCIA AO FOGO RESISTÊNCIA AO FOGO RESISTÊNCIA AO FOGO RESISTÊNCIA AO FOGO RESISTÊNCIA AO FOGO MADEIRAS MADEIRAS MADEIRAS MADEIRAS MADEIRAS Telhado