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MADEIRA PARA CONSTRUÇÃO CIVIL
CENTRO UNIVERSITÁRIO UMA
Instituto Politécnico
Disciplina: Materiais de Construção
Professores: Carlos Augusto de Souza Oliveira
Henrique Jardim Raad
MADEIRAS
1. DEFINIÇÃO
2. COMPOSIÇÃO QUÍMICA
3. ESTRUTURA
4. PRODUÇÃO
5. CORTE
6. CLASSIFICAÇÃO
7. PROPRIEDADES FÍSICAS E MECÂNICAS
8. PRESERVAÇÃO
9. DEFEITOS
10.CLASSES DE RISCOS
11.APLICAÇÕES NA CONSTRUÇÃO CIVIL
MADEIRAS
DEFINIÇÃO
• Produto Natural;
• Proveniente de vegetais completos 
(flores, folhas, troncos e raízes);
• Material higroscópico: tem a 
capacidade de absorver ou perder 
água conforme as condições 
ambientais (umidade relativa e 
temperatura do ar).
Monômero: Glicose Polímero: Celulose
MADEIRAS
DEFINIÇÃO
• Material polimérico natural (celulose);
• A celulose é um polímero da glicose; 
• Celulose é um polissacarídeo linear, de alto peso 
molecular, não solúvel em água.
MADEIRAS
DEFINIÇÃO
Material elástico, isolante e facilmente trabalhável;
Na condição de material de 
construção a madeira enobrece 
a construção civil e o mobiliário. 
MADEIRAS
A composição química da madeira varia 
muito pouco e qualquer que seja a 
espécie, no estado anidro*, a sua 
composição média é a seguinte:
Carbono (C) -------------------------- 49%
Hidrogênio (H) ------------------------6%
Oxigênio (O) --------------------------44%
Cinzas (material mineral) ---------1%
Azoto ------------------------------------1%
*Anidro: termo genérico utilizado para designar substância de qualquer natureza que não 
contém, ou quase não contém, água na sua composição. O termo ganha diferentes significados 
conforme trate-se de uma solução, de uma suspensão, de um cristal ou de um gás.
É um componente essencial à vida, participando na 
constituição das proteínas, do DNA (Ácido 
Desoxirribonucleico), do RNA (Ácido Ribonucleico), da 
clorofila e de outras importantes moléculas orgânicas, 
representando o quarto elemento mais abundante nos tecidos 
vivos.
AZOTO (N2)
É o elemento predominante da atmosfera 
terrestre (cerca de 78%).
Celulose (65 a 75%): hidratos de 
carbono (carbono, oxigênio e 
hidrogênio) e constitui a maior parte das 
paredes da células.
Lignina (18 a 35%): Substância dura e 
corada, aromática, impermeável, pouco 
elástica, resistente mecânica 
apreciável, e insensível à umidade e 
temperaturas habituais.
Celulose (65 a 75%): 
Componente de alta resistência à
tração, a celulose fornece uma estrutura 
à madeira. 
Tem alto grau de polimerização, forma 
fibras e possui regiões cristalinas e 
amorfas. 
Celulose (65 a 75%): 
É o componente de maior importância 
nas paredes das células da madeira, 
tanto em termos de volume como seu 
efeito nas características da madeira, 
respondendo por cerca de 65% a 70% 
em relação ao peso de madeira seca.
Lignina (18 a 35%):
A mais importante propriedade física
deste componente é a rigidez e dureza
que confere às paredes celulares onde 
está localizada, ou seja, é a lignina que 
dá rigidez e dureza ao conjunto de 
cadeia de celulose, conferindo coesão à
madeira. Muitas propriedades físicas e 
mecânicas da madeira dependem da 
presença da lignina.
Lignina (18 a 35%):
Atua como material “cimentante” que 
liga os elementos estruturais das 
madeiras (fibras, traqueídeos*, vasos, 
etc.) e auxilia na redução de mudanças 
dimensionais quando as paredes das 
células absorvem água. 
*Traqueídeos: células fusiformes mortas, cujas paredes lignificadas apresentam 
algumas interrupções.
Adendo: Produção de papel
Um dos principais objetivos na fabricação de 
papel é reduzir o conteúdo de lignina na 
madeira a fim de produzir a massa de papel. 
Papeis com teor ainda alto de lignina, como o 
usado para papelão e jornal, ficam 
amarelados facilmente devido a degradação 
desta com o ar. 
Assim, a lignina deve ser quase totalmente 
extraída antes do branqueamento do papel.
OUTROS COMPONENTES:
• Óleos; 
• Resinas;
• Açucares;
• Amidos;
• Taninos;
• Substâncias nitrogenadas;
• Sais inorgânicos; 
• Ácidos Graxos.
ESTRUTURA
MADEIRAS
MADEIRAS
Estruturalmente uma árvore é composta:
• Raiz;
• Tronco;
• Copa.
MADEIRAS
As raízes ou sistema radicular absorvem a água e sais 
minerais do solo ao mesmo tempo que apóia a árvore ao 
terreno
MADEIRAS
A copa é onde se formam os carboidratos por fotossíntese, 
pois aí se localizam as folhas.
É na copa que também surgem os órgãos reprodutivos das 
árvores (flores, frutos e sementes)
MADEIRAS
O tronco e a parte de maior valor comercial da árvore tem a 
função de sustentação e de condução da seiva na árvore 
viva.
• CASCA
• ALBURNO
• CERNE
• MEDULA
SEÇÃO TRANSVERSAL DE UM TRONCO DE MADEIRA
Alburno
Cerne
Casca
Medula
XILEMA
Ou 
LENHO
Xilema: é a denominação botânica para a madeira propriamente dita.
CASCA: proteção externa. Sem valor comercial, com 
exceção das espécies que geram a cortiça em lâminas 
espessas (isolamento termo-acústico).
SEÇÃO TRANSVERSAL DE UM TRONCO DE MADEIRA
Casca
CASCA: Produção de cortiça.
SEÇÃO TRANSVERSAL DE UM TRONCO DE MADEIRA
ALBURNO: é formado por madeira comparativamente nova, 
compreendendo as células vivas da árvore em crescimento. 
Toda a madeira é primeiro formada como alburno e só depois 
evolui para cerne. 
Na planta viva, as principais funções do alburno são conduzir 
a água da raiz até às folhas, armazená-la e devolvê-la de 
acordo com a estação do ano e as necessidades hídricas da 
planta.
Alburno
Cerne
SEÇÃO TRANSVERSAL DE UM TRONCO DE MADEIRA
ALBURNO: é formado de madeira jovem, mais permeável, 
menos denso, menor resistência mecânica e mais sujeito ao 
ataque de fungos apodrecedores e insetos.
Madeiras mais baratas e de menor durabilidade.
Alburno
SEÇÃO TRANSVERSAL DE UM TRONCO DE MADEIRA
CERNE: é formado das modificações do alburno, onde ocorre 
a madeira mais densa mais resistente que a do alburno.
Maior resistência mecânica, parte nobre da madeira.
Cerne
SEÇÃO TRANSVERSAL DE UM TRONCO DE MADEIRA
CERNE: O cerne é constituído por células 
mortas, formando uma estrutura enrijecida 
de suporte, em torno da qual o alburno se 
vai progressivamente formando.
Visualmente, pode-se observar os limites 
do cerne e do alburno através da mudança 
de cor no tronco.
À medida que as células do alburno 
decaem e morrem, vão sendo 
incorporadas no cerne, o qual vai assim 
crescendo radialmente, acompanhado a 
expansão do xilema.
SEÇÃO TRANSVERSAL DE UM TRONCO DE MADEIRA
MEDULA: é o vestígio deixado no centro do tronco pela 
estrutura apical a partir da qual se desenvolveu o tronco da 
planta. 
SEÇÃO TRANSVERSAL DE UM TRONCO DE MADEIRA
MEDULA: É em geral uma fina estrutura (de alguns milímetros 
de diâmetro), quase sempre mais escura do que o material que 
a rodeia e sem qualquer importância para a determinação da 
qualidade ou usos da madeira. 
A sua posição marca o centro de crescimento a partir do qual se 
gerou o engrossamento da árvore.
SEÇÃO TRANSVERSAL DE UM TRONCO DE MADEIRA
Medula
NÓS: são porções de ramos incluídos no tronco da planta ou 
ramo principal. 
SEÇÃO TRANSVERSAL DE UM TRONCO DE MADEIRA
Os ramos originam-se, em regra, a 
partir do eixo central do caule de uma 
planta (a medula) e, enquanto vivos, tal 
como o tronco, aumentam em tamanho 
com a adição anual de camadas 
lenhosas.
NÓS:
• Diminuem o valor da madeira;
• Reduzem a resistência;
• Dá origens as fendas.
SEÇÃO TRANSVERSAL DE UM TRONCO DE MADEIRA
CORTE
MADEIRAS
CORTE
É o conjunto de operações de se efetuam para dividir 
longitudinalmente os troncos obtidos das árvores e limpos de 
ramos, fazendo deles peças menores apropriadas para a sua 
utilização.
Neste tipo de corte (falquejamento) obtém-se uma peça 
inteiriça com arestas vivas e quatro costaneiras
A madeira falquejada é obtida de troncos por corte com 
machado. 
MADEIRA FALQUEJADA
CORTE EM QUATRO
Consiste em dar dois cortes perpendiculares pelo centro.
CORTE RADIAL
É feito seguindo a direção dos raios medulares.
CORTE EM FIADAS PARALELASObtém-se tábuas e pranchas de diferentes larguras
CORTE DE PARIS
Começa-se por obter uma grossa peça central e 
seguidamente outras nos lados, de menor tamanho.
CORTE EM CRUZ
Consiste em tirar uma grossa peça central, dos dois lados, 
obtém-se outras peças grossas e finalmente os quatro 
pedaços restantes dividem-se radialmente em forma de 
tábuas.
CLASSIFICAÇÃO
MADEIRAS
QUANTO À RESISTÊNCIA:
• Duras – Provenientes de árvores frondosas e de 
crescimento lento (Dicotiledôneas, que possuem folhas 
achatadas e largas). Exemplo: Ipê, Aroeira e Carvalho
• Macias – Provenientes em geral das coníferas. Tem folhas 
em forma de agulhas ou escamas e apresentam 
crescimento rápido. Exemplo: Pinho e eucalipto.
CLASSIFICAÇÃO COMERCIAL DA MADEIRA
QUANTO AO NÚMERO DE DEFEITOS (CLASSIFICAÇÃO 
VISUAL):
CLASSIFICAÇÃO COMERCIAL DA MADEIRA
Primeira categoria – Madeira de qualidade excepcional, sem 
nós, retilínea, quase isenta de defeitos.
Segunda categoria – Madeira de qualidade estrutural corrente, 
com pequena incidência de nós firmes e outros defeitos.
Terceira categoria – Madeira de qualidade estrutural inferior, 
com nós em ambas as faces.
DE ACORDO COM A GERMINAÇÃO E CRESCIMENTO:
ENDÓGENAS: desenvolvimento de dentro para fora – não 
são normalmente utilizadas em estruturas. Seu uso estrutural 
deve ser estudado por formação de peças sem esforços de 
flambagem (ex. treliças).
Palmeiras;
Bambus...
CLASSIFICAÇÃO DA MADEIRA
DE ACORDO COM A GERMINAÇÃO E CRESCIMENTO:
EXÓGENAS: desenvolvimento de fora para dentro –
normalmente utilizadas em produção estrutural.
Ipê;
Peroba;
Pinho do Pará...
CLASSIFICAÇÃO DA MADEIRA
Peroba Ipê
Gimnospermas: São árvores coníferas e resinosas, tendo 
folhas em forma de agulhas não fornecendo frutos. São 
madeiras de lenho mais mole e correspondem à 35% das 
espécies. Ex.: Pinho do Paraná e os Pinus.
Anginospermas: São árvores dicotiledôneas frondosas 
conhecidas no Brasil como madeira de lei, sendo desta 
maneira conhecidas por serem abatidas na época da 
colonização, de acordo com a Lei vigente. Representam 
65% das espécies conhecidas. Ex.: Praticamente todas as 
espécies da região Amazônica.
EXÓGENAS - São classificadas em:
O que é madeira de lei?
O termo surgiu no século XVIII, ainda no Brasil Colônia, quando as árvores que 
produziam madeira nobre, de boa qualidade, só podiam ser derrubadas pelo 
governo. A primeira a ser considerada monopólio da Coroa foi o pau-brasil, que, 
naquela época, já escasseava por excessiva exploração. De uma maneira geral, a 
chamada madeira de lei tem coloração escura e forte resistência a oscilações de 
temperatura e ataques de insetos. Atualmente, essa classificação está mais 
relacionada ao valor comercial do que às propriedades fisiológicas. O ipê, 
comercializado como madeira de lei desde o século XIX, não era visto como 
material nobre, afirma a bióloga Vera Coradin, do Instituto Brasileiro do Meio 
Ambiente (Ibama). Hoje o Código Florestal tem até leis específicas para cada 
espécie. O mogno, por exemplo, é protegido pela Lei do Contingenciamento, que 
determina um número limite para a exploração. Mas seu alto valor de mercado tem 
provocado a derrubada indiscriminada e até ameaça de extinção. A lei existe, o 
difícil é conseguirmos fazer com que ela seja cumprida, diz Vera. 
Cabreúva - Na construção civil: assoalhos, esquadrias, vigas e caibrosCedro -
Móveis finos, esculturas, molduras e instrumentos musicais
Jatobá - Mobília, peças torneadas, engenhos, tonéis, carrocerias e vagões
Mogno - Móveis de luxo, instrumentos musicais e artigos de decoração
Jacarandá - Móveis de luxo, peças decorativas torneadas e instrumentos musicais 
(Elton Martins, São Luís, MA – Super Interessante, Março de 2001.)
CLASSIFICAÇÃO DA MADEIRA
• Madeira laminada e colada – usada largamente na 
Europa. A madeira é cortada em lâminas(orientadas na 
mesma direção) e coladas sob pressão com adesivo à
prova de água.
INDUSTRIALIZADAS
CLASSIFICAÇÃO DA MADEIRA
• Madeira laminada e colada
INDUSTRIALIZADAS
CLASSIFICAÇÃO DA MADEIRA
• Madeira compensada – as lâminas são coladas com as 
fibras em sentido alternado.
INDUSTRIALIZADAS
CLASSIFICAÇÃO DA MADEIRA
Madeirit que é uma marca virou sinônimo de chapas 
resinadas para tapume ou compensados resinados
MADEIRA COMPENSADA
CLASSIFICAÇÃO DA MADEIRA
MADEIRA COMPENSADA
Tapume
CLASSIFICAÇÃO DA MADEIRA
MADEIRA COMPENSADA
De acordo com o local de utilização, o compensado 
pode ser classificado como: 
- Interior: compensado colado com adesivo do tipo 
interior, destinado à utilização em locais protegidos 
da ação d'água ou alta umidade relativa;
- Intermediária: compensado colado com adesivo 
intermediário, destinado à utilização interna, mas em 
ambiente de alta umidade relativa, podendo 
eventualmente receber a ação d'água;
CLASSIFICAÇÃO DA MADEIRA
MADEIRA COMPENSADA
De acordo com o local de utilização, o compensado pode ser 
classificado como: 
- Exterior: compensado colado com adesivo a prova d'água, 
destinado ao uso exterior ou em ambientes fechados onde são 
submetidos a repetidos umedecimentos e secagem ou ação 
d'água. O desconhecimento dessa classificação por parte dos 
usuários ou a sua não verificação no ato do recebimento dos 
compensados gera um dos principais problemas relatados 
pelos usuários, ou seja, a delaminação dos painéis.
CLASSIFICAÇÃO DA MADEIRA
MADEIRA AGLOMERADA
Obtida pela aglomeração de fragmentos de madeira e 
prensagem
Aglomerantes: cimento, gesso ou resina sintética
Usos: estrutura de chapa para portas e móveis
Sensível à água
CLASSIFICAÇÃO DA MADEIRA
MACIÇAS
Madeira muito compacta, alta densidade e resistência 
mecânica.
CLASSIFICAÇÃO DA MADEIRA
MADEIRA BRUTA
Usada em forma de troncos para 
postes, escoramentos, estacas, 
etc.
CLASSIFICAÇÃO DA MADEIRA
MADEIRA FALQUEJADA – Tem faces laterais aparadas 
a machado, formando seções maciças, quadradas ou 
retangulares; é utilizada em pontes, pilares, estacas, etc. 
CLASSIFICAÇÃO DA MADEIRA
ESTACAS DE MADEIRA
As estacas de madeira empregam-se 
em terrenos permanentemente secos ou 
úmidos uma vez que esse material não 
suporta variações de umidade e secura, 
o que provoca a sua deterioração em 
pouco tempo.
São feitas com madeira dura, roliça, 
porém descascada.. O seu diâmetro 
varia em torno de 18 a 35 cm e o 
comprimento de 5 a 8 metros.
MADEIRA SERRADA – Mais utilizada. Os troncos são 
desdobrados nas serrarias em dimensões 
“padronizadas”.
CLASSIFICAÇÃO DA MADEIRA
CLASSIFICAÇÃO DA MADEIRA
MADEIRA SERRADA
CLASSIFICAÇÃO DA MADEIRA
MADEIRA SERRADA
Tábuas
Caibros
Vigas
Vigas
PROPRIEDADES FÍSICAS
MADEIRAS
Conhecer as propriedades físicas da madeira é de grande 
importância porque estas propriedades podem influenciar 
significativamente no desempenho e resistência da 
madeira utilizada estruturalmente.
Tais propriedades são determinadas através de ensaios 
normatizados pela Associação Brasileira de Normas Técnicas 
- ABNT. 
PROPRIEDADES DAS MADEIRAS
As características físicas da madeira são influenciadas pelos 
seguintes fatores:
• Espécie da árvore: A estrutura anatômica e a constituição 
lenhosa variam de espécie para espécie. Tais variação 
influenciam no comportamento físico-mecânico do 
material.
• O solo e o clima da região de origem da árvore:
Disponibilidade de luz, calor e água no solo aumenta a 
taxa hormonal e a planta apresenta um intenso 
crescimento vegetativo, influenciando na sua densidade , 
em fim, nas suas propriedades físicas.
PROPRIEDADES DAS MADEIRAS
Fatores que influenciam nas características físicas da 
madeira:
• Fisiologia da árvore: Presença de defeitos
• Anatomia do tecido lenhoso: medições dos anéis de 
crescimento, cores, odores, densidade básica, tipos e 
quantidades de defeitos. 
• Variação da composição química: por exemplo, o teor de 
lignina.
PROPRIEDADES DAS MADEIRAS
Entre as características físicas da madeira, cujo conhecimento 
é importante para sua utilização como materialde construção, 
destacam-se:
• Umidade;
• Densidade;
• Retratibilidade;
• Resistência ao fogo; 
• Resistência química;
• Durabilidade natural.
PROPRIEDADES DAS MADEIRAS
A água é importante para o crescimento e desenvolvimento da 
árvore, constituindo uma grande porção da madeira verde.
Na madeira, a água apresenta-se nas formas:
• Água de constituição: quimicamente ligada ao material lenhoso;
• Água livre contida nas cavidades das células;
• Água impregnada contida nas paredes das células.
UMIDADE
Tem grande importância sobre as propriedades das madeiras.
A quantidade de água retida nas células das madeiras recém 
cortadas ou verdes varia muito com as espécies e estações do 
ano. 
A umidade é cerca de 50% nas madeiras mais resistentes 
podendo chegar a 100% nas muito macias.
UMIDADE
Quando a árvore é cortada, ela tende a perder rapidamente a 
água livre existente em seu interior para, a seguir, perder a 
água de impregnação mais lentamente. A umidade na 
madeira tende a um equilíbrio em função da umidade e 
temperatura do ambiente em que se encontra.
A secagem rápida da madeira 
pode ocasionar fendas de 
retração na madeira reduzindo 
seu desempenho.
UMIDADE
O teor de umidade é o peso da água contida na madeira 
expresso como uma percentagem do peso da madeira seca 
em estufa. 
TEOR DE UMIDADE
A umidade da madeira é determinada pela expressão:
Onde: 
m1 = massa úmida.
m2 = massa seca
w = teor de umidade (%).
UMIDADE
UMIDADE
Ponto de saturação das fibras (varia de 20 a 30%): teor de 
umidade abaixo do qual as propriedades físicas e mecânicas 
da madeira começam a mudar como uma função do teor da 
umidade
Em geral a resistência mecânica da madeira diminui com o 
aumento de seu teor de umidade, atingindo um valor mínimo 
para teores de umidade acima do limite de saturação das 
fibras.
PROPRIEDADES MECÂNICAS
DENSIDADE
É um índice de compacidade da madeira.
Está diretamente relacionada ás propriedades mecânicas da 
madeira, sendo uma ferramenta bastante utilizada na 
avaliação da sua qualidade.
Varia conforme a localização no xilema (alburno, cerne); com 
a proporção de lenho inicial (alburno) e tardio (cerne). 
As variações na densidade da madeira, entre e dentro de 
indivíduos da mesma espécie, estão relacionadas ao 
resultado diferenciado no volume de poros e na presença de 
extrativos.
JATOBÁ
PAU-MARFIM
DENSIDADE: madeira altamente densa, com 
13% de umidade tem 795 kg/m3, verde tem 
1.015 kg/m3 seca rapidamente ao forno ou ao ar 
livre. 
DENSIDADE: madeira altamente densa, com 13% 
de umidade tem 921 kg/m3, verde tem 1.275 kg/m3 , 
seca rapidamente ao forno ou ao ar livre.
DENSIDADE
DENSIDADE: madeira de densidade média, com 
13% de umidade tem 785 kg/m3, verde tem 1.210 
kg/m3 , seca muito rapidamente. 
ANGELIM-PEDRA
CEDRO
DENSIDADE: madeira de densidade média, com 
13% de umidade tem 485 kg/m 3, verde tem 635 
kg/m 3 , fácil de secar, seca rapidamente ao forno ou 
ao ar livre. 
DENSIDADE
IPÊ
SUCUPIRA
DENSIDADE: madeira altamente densa, com 
13% de umidade tem 1.103 kg/m3, verde tem 
1.315 kg/m3 , seca rapidamente ao forno ou ao 
ar livre.
DENSIDADE: madeira altamente densa, com 13% de 
umidade tem 1.101 kg/m3, verde tem 1.310 kg/m3 , 
seca rapidamente ao forno, mas com muita 
dificuldade ao ar livre. 
DENSIDADE
CONDUTIVIDADE TÉRMICA
A madeira, termicamente, é um material mau condutor.
Sua estrutura celular aprisiona grande quantidade 
pequenas massas de ar aliada à celulose, que é má
condutora de calor.
Condutividade térmica de materiais a 27°C.
A madeira transmite 10 vezes menos 
rapidamente o calor que o concreto e 250 
vezes menos que o aço.
Bem seca é um excelente material isolante elétrico;
Quando úmida, é condutora, como a maioria dos materiais 
que contêm sais minerais.
Esta propriedade pode ser melhorada com a execução de 
pintura e envernizamento das peças, atitudes que reduzem 
a infiltração de água na madeira.
CONDUTIVIDADE ELÉTRICA
Não é um bom isolante acústico, porém, é um importante 
material para absorção acústica.
Quando empregada como revestimento de paredes pode 
ocasionar um enfraquecimento fônico da ordem de 5 dB, 
Decibéis (dB) é unidade de intensidade fisiológica do som.
CONDUTIVIDADE SONORA
Onde: I - Intensidade física do som;
Io - Intensidade do som correspondente ao limiar da percepção. 
RESISTÊNCIA AO FOGO
Contrariamente à idéia difundida, a madeira oferece uma 
excelente resistência ao fogo.
Há três razões para isso : 
• Má condutividade térmica;
• Teor de água;
• Crosta carbonizada que se forma, criando rapidamente 
uma camada isolante que freia a combustão até impedí-la.
Sendo a madeira um mal condutor de calor, a temperatura 
interna cresce mais lentamente, não provocando maior 
comprometimento da região central das peças que, desta 
maneira, podem manter-se em serviço, nas condições que o 
aço, por exemplo, já teria entrado em colapso (escoamento), 
mesmo não sendo inflamável.
RESISTÊNCIA AO FOGO
Vigas de madeira e aço após um incêndio: note que a estrutura em aço se 
deformou completamente, enquanto que a viga de madeira ainda sustenta 
sua carga mesmo após o contato com o fogo em altas temperaturas.
A madeira transmite 10 vezes menos rapidamente o calor 
que o concreto e 250 vezes menos que o aço.
Outra característica importante da madeira com relação ao 
fogo é o fato de não apresentar distorção quando 
submetida à altas temperaturas, tal como ocorre com o 
aço, dificultando assim a ruína da estrutura.
O que há de bom também é que a madeira não libera 
gases nocivos quando queima (a não ser as tratadas em 
autoclave).
RESISTÊNCIA AO FOGO
As madeiras duras (alta massa especifica) queimam melhor, 
porque possuem maior quantidade de matéria lenhosa pôr 
volume. 
A combustão da madeira é influenciada pelo teor de lignina , 
óleos, resinas, ceras, etc. 
As madeiras que possuem essas substâncias provavelmente 
não poderão ser utilizadas para o cozimento ou defumação de 
alimentos , pôr outro lado algumas madeiras possuem 
substancias que dão um gosto e aroma peculiares aos 
alimentos 
RESISTÊNCIA AO FOGO
Cada material, dependendo da temperatura a que estiver 
submetido, libera maior ou menor quantidade de vapores. 
Para melhor compreensão do fenômeno, definem-se as 
seguintes variáveis:
a) ponto de fulgor;
b) ponto de combustão; 
c) temperatura de ignição,
RESISTÊNCIA AO FOGO
a) Ponto de fulgor
É a temperatura mínima em que um combustível começa a 
desprender vapores que, se entrarem em contato com alguma 
fonte externa de calor, se incendeiam. o "Ponto de fulgor" da 
madeira (combustível sólido), que é de 150ºC.
b) Ponto de combustão
É a temperatura mínima em que esse combustível sólido, 
sendo aquecido, desprende gases que, em contato com fonte 
externa de calor, se incendeiam, mantendo-se as chamas. No 
ponto de combustão, portanto, as chamas continuam. O ponto 
de combustão da madeira é da ordem de 300°C.
RESISTÊNCIA AO FOGO
c) Temperatura de ignição
É a temperatura mínima em que gases desprendidos de um 
combustível se inflamam pelo simples contato com o oxigênio 
do ar. No caso da madeira, a temperatura de ignição é
superior a 350°C.
É importante frisar que uma substância só queima quando 
atinge, pelo menos, o ponto de combustão.
RESISTÊNCIA AO FOGO
Se observarmos bem, podemos perceber que as chamas ou labaredas 
de fogo queimam a uma certa distancia da superfície da madeira. 
RESISTÊNCIA AO FOGO
È a propriedade que apresentam as madeiras de sofrer 
alterações de volume e dimensões quando o teor de umidade 
varia entre o ponto de saturação ao ar e a condição de seca 
em estufa. 
Também denominada de contração e inchamento.
Está propriedade é uma conseqüência da absorção de água 
das paredes celulósicas do tecido lenhoso.
RETRATILIDADE
RESISTÊNCIA QUÍMICA
A madeira, em linhas gerais, apresenta boa resistência a 
ataques químicos. 
Em muitas indústrias, ela é preferida em lugar de outros 
materiaisque sofrem mais facilmente o ataque de agentes 
químicos. 
.
RESISTÊNCIA QUÍMICA
Em alguns casos, a madeira pode sofrer danos devidos ao 
ataque de ácidos ou bases fortes. 
O ataque das bases provoca aparecimento de manchas 
esbranquiçadas decorrentes da ação sobre a lignina e a 
hemicelulose da madeira. 
Os ácidos também atacam a madeira causando uma 
redução no seu peso e na sua resistência
.
A durabilidade da madeira, com relação a biodeterioração, 
depende:
• Da espécie e das características anatômicas;
• Da região da tora da qual a peça de madeira foi extraída 
(cerne ou alburno).
• O alburno é mais poroso, apresenta maior quantidade de 
seiva, características que torna a madeira o mais vulnerável 
ao ataque biológico.
DURABILIDADE NATURAL
A durabilidade natural da madeira pode ser aumentada 
através de tratamentos químicos denominados tratamentos 
preservativos.
Preservativos de madeira é toda e qualquer substância ou 
formulação química capaz de provocar o envenenamento dos 
nutrientes celulares da madeira, tornando-a resistente ao 
ataque e desenvolvimento de organismos xilófagos.
DURABILIDADE NATURAL
Organismos Xilófagos: são animais que se alimenta de madeira.
PRESERVAÇÃO
MADEIRAS
A preservação da madeira visa proteger a madeira contra a 
ação de agentes de degradação biológica reduzindo seu 
desempenho e a sua durabilidade.
PRESERVAÇÃO DA MADEIRA
AGENTES DE DEGRADAÇÃO BIOLÓGICA
AGENTES DE DEGRADAÇÃO BIOLÓGICA
AGENTES DE DEGRADAÇÃO BIOLÓGICA
AGENTES DE DEGRADAÇÃO BIOLÓGICA
Propriedades:
- ser tóxico a um grande número de organismos xilófagos;
- ter baixa toxidez aos organismos não xilófagos;
- possuir ação duradoura;
- possuir alta fixação na madeira;
- Não alterar as características da madeira;
- Não provocar alterações nos materiais que estejam em 
contato com a madeira;
PRESERVATIVOS DE MADEIRA
Propriedades 
- de preferência, ser incolor, inodoro e insípido;
- não ser inflamável;
- econômico e de fácil obtenção no mercado.
PRESERVATIVOS DE MADEIRA
PRODUTOS EMPREGADOS
PRESERVATIVOS DE MADEIRA
O Arsênio é um produto altamente agressivo ao meio 
ambiente, podendo causar uma série de doenças ao seres 
humanos. Possui ação fungicida e insenticida. Seus 
ingredientes em contato com a madeira reagem 
quimicamente com as células da madeira, fixando-se e 
tornando-se insolúvel.
ARSENIATO DE COBRE E CROMO
PRESERVATIVOS DE MADEIRA
Arsênio - Efeitos sobre a pele
Pode observar-se necrose e descamação da pele. O 
consumo prolongado de arsênio pode resultar em 
hiperqueratose ( palma das mãos, planta do pé ) e 
hiperpigmentação ( extremidades e tronco). A exposição 
continuada tem sido fortemente associada a um elevado risco 
de cancro de pele.
PRESERVATIVOS DE MADEIRA
CREOSOTO
Um dos mais eficientes preservativos de madeira. 
Entretanto, deixa a madeira escurecida e oleosa, impedindo 
a aplicação de acabamento (tinta, verniz, etc.).
- é considerado o mais antigo preservativo de madeiras;
- pode ser obtido da madeira por destilação;
- um dos mais eficientes preservativos de madeira, 
principalmente a fungos, cupins e perfuradores marinhos.
PRESERVATIVOS DE MADEIRA
COMPOSTOS DE BORO
Um dos preservativos de madeira de mais baixa toxidez ao 
homem. Entretanto, não se fixam na madeira adequadamente.
COMPOSTOS DE COBRE
Apresentam problemas de corrosão em metais, principalmente 
o alumínio.
PRESERVATIVOS DE MADEIRA
PROCESSOS DE PRESERVAÇÃO
PRESERVATIVOS DE MADEIRA
PROCESSOS DE PRESERVAÇÃO
IMPREGNAÇÃO SEM PRESSÃO
A madeira é colocada imersa numa solução com 
preservativo a 100oC. 
A ação do preservativo é expelir o ar existente no interior da 
madeira, fazendo com que o produto seja absorvido pela 
ação da pressão atmosférica.
IMPREGNAÇÃO SUPERFICIAL
Pincelamento, aspersão e pulverização.
PROCESSOS DE PRESERVAÇÃO
IMPREGNAÇÃO COM PRESSÃO
A madeira é colocada numa câmara onde é feito o vácuo 
para remover o ar da madeira. 
O preservativo é introduzido sob pressão em autoclaves.
PROCESSOS DE PRESERVAÇÃO
Através de autoclavagem é possível impregnar 
profundamente a madeira com produtos inseticidas e 
fungicidas de ação comprovada, protegendo-a contra o 
apodrecimento, o cupim, e outros agentes biológicos de 
deterioração. 
PROCESSOS DE PRESERVAÇÃO
IMPREGNAÇÃO COM PRESSÃO
Autoclave
Através de vagonetas, são levadas 
para o interior da autoclave, onde ocorre 
o tratamento, que compreende as 
seguintes operações:
PROCESSOS DE PRESERVAÇÃO
PROCESSOS DE PRESERVAÇÃO
PROCESSOS DE PRESERVAÇÃO
PROPRIEDADES MECÂNICAS
MADEIRAS
Para fins de aplicação estrutural da madeira a nova versão 
da norma brasileira (NBR 7190/1997), a exemplo da maioria 
das normas internacionais, adota o teor de umidade de 12%
como de referência para a apresentação dos ensaios 
mecânicos na madeira
Uma espécie, ou peça, é dita mais resistente que outra, a 
uma determinada solicitação, se sua resistência, ao teor de 
umidade de referência de 12%, for superior.
PROPRIEDADES MECÂNICAS
Fixada a umidade de referência (12%), os resultados de 
ensaios devem ser reportados a essa umidade. 
Mesmo com o condicionamento prévio dos provetes, é difícil 
estabilizar a madeira com exatamente 12% de umidade, 
portanto será necessário corrigir os resultados obtidos.
PROPRIEDADES MECÂNICAS
Para corrigir os valores de resistência e rigidez, obtidos num 
ensaio, para o teor de umidade de referência (12%), a atual 
norma brasileira NBR 7190:1997 adota, para teores de 
umidade entre 10% e 20%, as seguintes expressões:
PROPRIEDADES MECÂNICAS
Alta resistência mecânica X Elevado teor de umidade.
PROPRIEDADES MECÂNICAS
As características mecânicas da madeira são influenciadas 
pelo:
• Solo;
• Clima;
• Classificação botânica;
• Fisiologia da árvore;
• Anatomia do tecido lenhoso;
• Variação da composição química,etc.
PROPRIEDADES MECÂNICAS
A madeira pode sofrer solicitações mecânicas de 
compressão, tração, cisalhamento e flexão.
Possui resistências com valores diferentes conforme variar a 
direção da solicitação em relação às fibras 
(COMPORTAMENTO ANISOTRÓPICO) e também em 
função do tipo de solicitação. 
PROPRIEDADES MECÂNICAS
• Anisotropia: é a propriedade do material de apresentar 
comportamentos distintos conforme a direção de 
aplicação de cargas.
PROPRIEDADES MECÂNICAS
A resistência à compressão paralela às fibras da madeira é
elevada. Como exemplo de peças sujeitas a este esforço 
podem-se referir os pilares, as escoras e as pernas das 
tesouras dos telhados. 
PROPRIEDADES MECÂNICAS
Os valores de resistência à compressão perpendicular às 
fibras são da ordem de ¼ dos valores de resistência à
compressão paralela.
PROPRIEDADES MECÂNICAS
A madeira possui uma elevada resistência à tração paralela 
às fibras. Como exemplo de peças solicitadas a este esforço, 
podem-se referir a linha e o pendural das tesouras de 
telhados. 
PROPRIEDADES MECÂNICAS
A resistência à flexão das madeiras é elevada. Exemplo de 
peças: vigas, etc.
PROPRIEDADES MECÂNICAS
A resistência à tração perpendicular às fibras da madeira é
baixa (~ 30 a 70 vezes menor que na direção paralela às 
fibras), devido à existência de poucas fibras na direção 
perpendicular ao eixo da árvore e à consequente falta de 
travamento das fibras longitudinais. Esta questão é crítica no 
caso de peças curvas.
PROPRIEDADES MECÂNICAS
A NBR 7190:1997 prevê, para os ensaios de caracterização 
físico-mecânica, uma amostra de 12 provetes (corpos de 
provas), para cada tipo de ensaio.
A norma NBR 7190:1997 apresenta valores de físicos-
mecânicos para alguma espécies, na umidade de referência.
PROPRIEDADES MECÂNICAS
Classes de resistências segundo NBR 7190:1997
PROPRIEDADES MECÂNICAS
Classes de resistências segundo NBR 7190:1997
PROPRIEDADES MECÂNICAS
PROPRIEDADES FÍSICAS E MECÂNICAS
PROPRIEDADES FÍSICAS E MECÂNICAS
DEFEITOS
MADEIRAS
DEFEITOS NATURAIS
DEFEITOS PROCESSAMENTO
AFETAM AQUALIDADE E DESEMPENHO
DAS PEÇAS DE MADEIRA
MADEIRAS
DEFEITOS
CLASSIFICAÇÃO
DOS
DEFEITOS
Defeitos de crescimento
Defeitos de secagem
Defeitos de produção
Defeitos de alteração
MADEIRAS
DEFEITOS
Estão relacionados com:
• Encurvamento do tronco e dos galhos durante o 
crescimento da árvore, alterando o alinhamento das 
fibras e podendo influenciar na resistência.
• A presença de alburno, que por suas próprias 
características físicas apresenta valores de resistência 
menores.
MADEIRAS
DEFEITOS - FALHAS NATURAIS DA MADEIRA
Defeitos de crescimento
NÓS
Desvio de Veio
Fibras torcidas
VENTOS
MADEIRAS
DEFEITOS - FALHAS NATURAIS DA MADEIRA
NÓS
• Se formam nos pontos em que os ramos se unem ao tronco;
• Diminui o valor da madeira;
• Reduz a resistência;
• Dá origem a fendas.
MADEIRAS
DEFEITOS - FALHAS NATURAIS DA MADEIRA
Excentricidade da Medula
• Devido ao vento e a proximidade de rochas, aparece a 
medula descentrada.
• Se for pequena, não diminui as qualidades da madeiras. 
Caso contrário, reduz elasticidade e resistência.
MADEIRAS
DEFEITOS - FALHAS NATURAIS DA MADEIRA
MADEIRAS
DEFEITOS - DEFEITOS DE SECAGEM
São originados pela deficiência dos sistemas de secagem e 
armazenamento das peças. 
Estufa
Controle da Temperatura
Umidade relativa
Teor de umidade final
Tempo reduzido
Alto investimento
Natural
Mais demorada
Depende do ambiente
Umidade de equilíbrio
Maior tempo de secagem 
Baixo investimento
PROCESSOS DE SECAGEM
MADEIRA
VARIÁVEIS NO PROCESSO DE SECAGEM
• Espécie;
• Localização da peça na tora (alburno ou cerne);
• Teor inicial de umidade;
• Orientação das fibras na peça;
• Espessura da peça;
• Condições ambientais (temperatura, umidade relativa 
do ar, ventilação).
Os defeitos mais comuns são: 
(1) Rachaduras, geralmente devido a uma secagem rápida 
nas primeiras horas. 
DEFEITOS - DEFEITOS DE SECAGEM
MADEIRAS
FENDAS PERIFÉRICAS
SPLIT
FENDAS CERNE
SHAKE
GRETAS
CUP SHAKE GRETA TOTAL
DEFEITOS DE SECAGEM
(2) colapso, que se origina nas primeiras etapas da secagem 
e muitas vezes acompanhado de fissuras internas. 
DEFEITOS - DEFEITOS DE SECAGEM
MADEIRAS
(3) abaulamento, que se deve a tensões internas as quais 
apresenta a árvore, combinada a uma secagem irregular.
Arqueamento, encanoamento, encurvamento e torcedura são 
causados pela contração diferenciada nas três direções do 
corte da madeira.
DEFEITOS - DEFEITOS DE SECAGEM
MADEIRAS
EMPENAMENTO
warping
ABAULAMENTO
sweep
ARQUEAMENTO
camber
Deformação lateral
TORCIMENTO
DEFEITOS DE SECAGEM
MADEIRAS
EMPENAMENTO
DEFEITOS DE SECAGEM
MADEIRAS
FENDAS
• Rachas no sentido longitudinal, devido aos gelos e também 
à insolação e dessecação da madeira.
DEFEITOS 
FENDAS ANELARES
• São rachas largas que desintegram os raios medulares
• Inutilizam totalmente a madeira
DEFEITOS 
FENDAS ACEBOLADAS
• Separação circular dos anéis de crescimento
• Originam-se do frio e do vento intenso.
• A madeira desseca-se
DEFEITOS 
FENDAS EM PATA-DEGALINHA
•Chegam até o alburno e/ou até a superfície exterior
•Acontece devido ao envelhecimento da medula
DEFEITOS 
DUPLO ALBURNO
• Deve-se aos frios intensos e prolongados que impedem a 
transformação do câmbio vascular em borne e deste em 
cerne, ficando morta uma zona do borne.
DEFEITOS 
CLASSES DE RISCO
MADEIRAS
CLASSES DE RISCO
As classes de risco de deterioração das madeiras determinam 
exigências específicas quanto à durabilidade natural das 
madeiras a utilizar ou quanto ao eventual tratamento 
preservador a aplicar.
São classes previstas por normas técnicas e visam garantir 
uma melhor desempenho e durabilidade para a madeira 
quando da sua aplicação na construção civil.
As classes de risco são divididas: 1, 2, 3, 4, 5 e 6.
CLASSE 1
Condição de uso
Interior de construção – nenhum contato com umidade
Fora de contato com o solo
Protegido de intempéries ou fontes internas de umidade
Locais livres de acesso de cupins arborícolas e/ou 
subterrâneos
Organismos xilófagos: Cupins-de-madeira-seca; Brocas-
de-madeira.
Exemplos: Móveis, bobinas, portas, embalagens não 
descartáveis...
CLASSES DE RISCO
Classe 2
Condição de uso
Interior de construção
Exposição com umidade ocasional
Sem contato com o solo ou fundações
Local coberto
Organismos xilófagos: Cupins-de-madeira-seca, 
Brocas-de-madeira, Cupim-arborícola, Cupim-
subterrâneo
Exemplos: Assoalho, barrote, colunas, forro...
CLASSES DE RISCO
Classe 3
Condição de uso
Interior de construção
Sem contato com o solo
Protegido das intempéries
Ocasionalmente, podem ser expostos à fonte interna de 
umidade
Organismos xilófagos: Cupins-de-madeira-seca; Brocas-
de-madeira; Cupim-arborícola; Cupim-subterrâneo; Fungos 
emboloradores/manchadores; Fungos apodrecedores.
Exemplos: Colunas, deque, parede, viga...
CLASSES DE RISCO
Classe 4
Condição de uso
Uso exterior
Sem contato com o solo
Sujeito a intempéries
Organismos xilófagos: Cupins-de-madeira-seca; Brocas-
de-madeira; Cupim-arborícola; Cupim-subterrâneo; Fungos 
emboloradores/manchadores; Fungos apodrecedores
Exemplos
deque, parede, ponte, passarela, telhas (shingles)...
CLASSES DE RISCO
Classe 5
Condição de uso
Contato com o solo, água doce
Engaste no solo, concreto ou alvenaria (sujeito à
deterioração)
Organismos xilófagos: Cupins-de-madeira-seca, Brocas-
de-madeira, Cupim-arborícola, Cupim-subterrâneo, Fungos 
emboloradores/manchadores, Fungos apodrecedores
Exemplos: Assoalho, poste, playground, ponte, fundação...
CLASSES DE RISCO
Classe 6
Condição de uso 
Exposição à água salgada ou salobra
Organismos xilófagos: Perfuradores marinhos; Fungos 
emboloradores/manchadores; Fungos apodrecedores.
Exemplos
Colunas, ponte, passarela...
CLASSES DE RISCO
EMPREGOS NA CONSTRUÇÃO CIVIL
MADEIRAS
VANTAGENS:
• Praticidade: trata-se de uma matéria-prima muito versátil 
que pode ser usada de forma muito variada e que cumpre com 
certas e determinadas especificações, de acordo com o tipo de 
aplicação pretendida. 
• Textura: apresenta diversos padrões de qualidade e 
estéticos.
EMPREGOS NA CONSTRUÇÃO CIVIL
EMPREGOS NA CONSTRUÇÃO CIVIL
TEXTURAS
VANTAGENS:
Permite Ligações Simples: permite ligações e emendas 
fáceis de executar. 
EMPREGOS NA CONSTRUÇÃO CIVIL
VANTAGENS:
EMPREGOS NA CONSTRUÇÃO CIVIL
Excelente Isolante - o isolamento é um aspecto 
importantíssimo para a redução da energia usada no 
aquecimento e climatização de edifícios.
A madeira é um isolante natural que pode reduzir a 
quantidade de energia necessária na climatização de 
espaços especialmente quando usada em janelas, 
portas e pavimentos. Apresenta boas condições 
naturais de isolamento térmico e absorção acústica.
VANTAGENS:
Resistência Mecânica: Apresenta boa resistência à
compressão quanto à tração .
EMPREGOS NA CONSTRUÇÃO CIVIL
VANTAGENS:
EMPREGOS NA CONSTRUÇÃO CIVIL
Durabilidade: Os arqueólogos pesquisam peças antigas 
ainda existentes em madeira tais como: sarcófagos, 
embarcações, esculturas, utensílios domésticos, armas, 
instrumentos musicais, elementos de construções. É possível 
observar-se algumas dessas peças em perfeito estado. 
Reutilizável: Capacidade de ser reutilizada várias vezes.
EMPREGOS NA CONSTRUÇÃO CIVIL
DESVANTAGENS:
• Perda de propriedades com o teor de umidade: é um 
material fundamentalmente heterogêneo e anisotrópico. 
Devido à orientação das fibras da madeira e à sua forma de
crescimento, as propriedades variam de acordo com três 
eixos perpendiculares entre si: longitudinal, radial e 
tangencial.
EMPREGOS NA CONSTRUÇÃO CIVIL
DESVANTAGENS:
• Perda de propriedades com o teor de umidade: É um 
material muito sensível ao ambiente, aumentando ou 
diminuindo de dimensões com as variações de umidade.
EMPREGOS NA CONSTRUÇÃO CIVIL
EMPREGOS NA CONSTRUÇÃO CIVIL
DESVANTAGENS:
• Fácil deterioração em ambientes agressivos.
• Suscetível ao ataque de insetos, fungos, microorganismos.
CAPÍTULO II DA LEI 8613/03 
DO TAPUME
Art. 209- O responsável pela execução 
de obra, reforma ou demolição deverá
instalar, ao longo do alinhamento, 
tapume de proteção.
§ 1° - O tapume terá altura mínima de 
1,80 m (um metro e oitenta centímetros) 
e poderá ser construído com qualquer 
material que cumpra finalidade de 
vedação e garanta a segurança do 
pedestre.
CAPÍTULO II DA LEI 8613/03 
DO TAPUME
§ 2º - A instalação do tapume é
dispensada:
I - em caso de obra interna à
edificação;
II - em obra cujo vulto ou posição não 
comprometam a segurança de 
pedestre ou de veículo, desde que 
autorizado pelo Executivo;
III - em caso de obra em imóvel 
fechado com muro ou gradil.
CAPÍTULO II DA LEI 8613/03 
DO TAPUME
Art. 210 - O tapume poderá avançar sobre o passeio
correspondente à testada do imóvel em que será executada 
a obra, desde que o avanço não ultrapasse a metade da 
largura do passeio e desde que deixe livre faixa contínua 
para passagem de pedestre de no mínimo 1,20 m de 
largura.
Parágrafo único - Nos casos em que, segundo a devida 
comprovação pelo interessado, as condições técnicas da 
obra exigirem a ocupação de área maior no passeio, poderá
ser tolerado avanço superior ao permitido neste artigo, 
mediante o pagamento do preço público relativo à área 
excedente, excetuando-se o trecho de logradouro de 
grande trânsito, a juízo do órgão competente do Executivo. 
CAPÍTULO II DA LEI 8613/03 
DO TAPUME
Art. 211 - A instalação de tapume sobre o passeio sujeita-se a
processo prévio de licenciamento, nos termos do regulamento 
deste Código.
Art. 212 - O documento de licenciamento para a instalação de 
tapume terá validade pelo prazo de duração da obra.
§ 1º - No caso de ocupação de mais da metade da largura do 
passeio, o documento de licenciamento vigerá pelo prazo 
máximo e improrrogável de 1 (um) ano, variando conforme a 
intensidade do trânsito de pedestre no local.
§ 2º - No caso de paralisação da obra, o tapume colocado 
sobre passeio deverá ser recuado para o alinhamento do 
terreno no prazo máximo de 2 (dois) dias úteis, contados da 
paralisação respectiva.
EMPREGOS NA CONSTRUÇÃO CIVIL
Fluxograma Típico de Aprovação de Projeto
EMPREGOS NA CONSTRUÇÃO CIVIL
O primeiro passo após a aprovação do projeto arquitetônico e 
limpeza e movimentação de terra, caso houver, é passar o 
edifício que "está no papel" para o terreno. A esta atividade 
dá-se o nome de locacão do prédio, isto é, transfere-se para o 
terreno o que foi projetado em escala reduzida.
Locacão
A locação tem como parâmetro 
o projeto de localização. 
Teodolitos
EMPREGOS NA CONSTRUÇÃO CIVIL
EMPREGOS NA CONSTRUÇÃO CIVIL
EMPREGOS NA CONSTRUÇÃO CIVIL
MADEIRA – EMPREGADA NA CONSTRUÇÃO DE TELHADOS
Telhado
DEFINIÇÃO:
É um elemento construtivo executado sobre o edificação para 
acabá-la e protegê-la dos agentes atmosféricos (sol, chuva, 
vento e neve). 
Externamente, está intimamente ligado à arquitetura.
Trama: 
É o quadriculado que se apóia sobre a estrutura de apoio.
MADEIRA – EMPREGADA NA TRAMA DO TELHADO
Tesouras: Viga em treliça plana vertical formada de barras. 
Transfere o carregamento do telhado aos pilares ou 
paredes da edificação, sendo o apoio para as terças (vigas 
principais).
MADEIRA – EMPREGADA NA TRAMA DO TELHADO
Empena: Peças de sustentação da terça, indo do ponto de 
apoio da tesoura do telhado ao cume. Trabalham à
compressão.
Linha: Peça que corre ao longo da parte inferior de tesoura 
e vai de apoio a apoio. Trabalham à tração.
MADEIRA – EMPREGADA NA TRAMA DO TELHADO
Pendural e tirante: Peças que ligam a linha à empena e se 
encontram em posição perpendicular ao plano da linha.
Denomina-se pendural quando a sua posição é no cume, e 
nas demais tirante. Trabalham à tração.
MADEIRA – EMPREGADA NA TRAMA DO TELHADO
Terças: Vigas horizontais que se apóiam perpendicularmente 
à tesoura, pilaretes ou pontaletes. 
São posicionadas de maneira a transmitir as cargas 
diretamente sob pontaletes ou nós das tesouras e somente 
poderão ser emendadas nos seus apoios.
MADEIRA – EMPREGADA NA TRAMA DO TELHADO
Ripas: São a última parte da trama, e o seu espaçamento, 
depende da telha utilizada. 
MADEIRA – EMPREGADA NA TRAMA DO TELHADO
Caibros: Peças de madeira de média esquadria que ficam 
apoiadas sobre as terças para distribuir o peso do telhado.
Os caibros são inclinados sendo que o seu declive determina 
o caimento do telhado.
MADEIRA – EMPREGADA NA TRAMA DO TELHADO
Caimento do telhado: Relação entre as distâncias vertical e 
horizontal (%)
L=1,00 m
H
=
0,35 m
I: 35 (%)
MADEIRA – EMPREGADA NA TRAMA DO TELHADO
O caimento inadequado do telhado pode ocasionar:
• Infiltração de água;
• Secagem lenta das telhas;
• Redução da vida útil da telhas;
• Proliferação de fungos, musgos na superfície da telha.
MADEIRA – EMPREGADA NA TRAMA DO TELHADO
Telhados: Bitolas Comerciais das Madeiras
EMPREGOS NA CONSTRUÇÃO CIVIL
EMPREGOS NA CONSTRUÇÃO CIVIL
EMPREGOS NA CONSTRUÇÃO CIVIL
REVESTIMENTO DE PAREDES
EMPREGOS NA CONSTRUÇÃO CIVIL
PISO DE MADEIRA – PATAMAR DE ESCADA
EMPREGOS NA CONSTRUÇÃO CIVIL
PISO DE MADEIRA
EMPREGOS NA CONSTRUÇÃO CIVIL
PISO DE MADEIRA
EMPREGOS NA CONSTRUÇÃO CIVIL
PISO DE MADEIRA
EMPREGOS NA CONSTRUÇÃO CIVIL
JANELAS E PORTAS
EMPREGOS NA CONSTRUÇÃO CIVIL
EMPREGO DA MADEIRA NO PAISAGISMO (CONSTRUÇÕES DE DECK)
EMPREGO DA MADEIRA NO PAISAGISMO (CONSTRUÇÕES DE DECK)
DORMENTES DE MADEIRA
• A madeira a ser empregada na fabricação deve vir de 
árvores sadias, sendo o corte realizado nos meses secos. 
• A madeira deve ser de boa qualidade, de fibras duras e sem 
excesso de alburno (parte que envolve o cerne);
• Os dormentes devem ser isentos de infecção por fungos ou 
insetos, rachaduras nos topos, fendas nas faces, cavidades, 
nós cariados ou perfurados e cascas.
DORMENTES DE MADEIRA
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (1997). 
NBR 7190 Projeto de estruturas de madeira. Rio de Janeiro.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (1984). 
NBR 8681 – Ações e segurança nas estruturas. Rio de Janeiro.
Publishing Company, 1993. 712p. GONZAGA, A. L. Madeira: 
Uso e Conservação. Programa Monumenta – Cadernos 
Técnicos.
Brasília: IPHAN, Monumenta, 2006. 247p. SMITH, W. F. 
Princípios de ciência e engenharia dos materiais. 3. ed. 
Portugal: McGraw – Hill Ltda, 1998. 892p.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Logsdon, N.B., Influência da umidade nas propriedades de 
resistência e rigidez da madeira (Tese de Doutorado), Escola 
de Engenharia de São Carlos - Universidade de São Paulo, 
São Carlos - SP, Brasil (1998).
Logsdon, N. B., Variação da densidade aparente da madeira 
com sua umidade, modelagem teórico experimental, Madeira: 
Arquitetura e Engenharia, ano 4, n. 12, CD-ROM 
(...\Arquivos\Art 05 revista 12.pdf), São Carlos - SP, Brasil 
(2004).
PRESERVE O MEIO AMBIENTE!
	MADEIRAS
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	DENSIDADE
	DENSIDADE
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	DENSIDADE
	CONDUTIVIDADE TÉRMICA
	RESISTÊNCIA AO FOGO
	RESISTÊNCIA AO FOGO
	RESISTÊNCIA AO FOGO
	RESISTÊNCIA AO FOGO
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	RESISTÊNCIA AO FOGO
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	Telhado

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