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Saúde mental
Profª.: Marjory Lima
Ementa
 Conhecimento das bases históricas da Enfermagem psiquiátrica e da saúde mental, também sobre as politicas relativas à saude.
 Reforma psiquiatrica.
 Níveis de assistência da área de psiquiatria. 
A equipe e a atuação em psiquiatria no processo terapêutico. 
 Medidas terapêuticas. 
 Aplicação teórico-prática do processo do Relacionamento Terapêutico. 
 Assistência de Enfermagem nas manifestações de comportamentos que indicam doença mental.
Maicon Jordan Santos Lima (MJSL) - mudar
Referência bibliográfica
STUART, G. W. & LARAIA M. T. Enfermagem Psiquiátrica – Princípios e Prática. Porto Alegre: ARTEMED
SAÚDE MENTAL
Estado de bem-estar no qual o indivíduo é capaz de usar suas próprias habilidades, recuperar-se do estresse rotineiro, ser produtivo e contribuir com a sua comunidade.
CELEBRIDADES
Ricardo Boechat
Depressão
Cassia Kis
Transtorno Afetivo Bipolar
Jô Soares
TOC
Celebridades 
Paulo Coelho
Depressão
John Nash
Esquizofrenia
Eduardo Suplicy
Esquizofrenia
filmes
Séries
Saúde mental: Evolução histórica da psiquiatria no brasil e no mundo e políticas relativas à saúde mental.
Profª.: Marjory Lima
A PSIQUIATRIA NAS CULTURAS PRIMITIVAS
 A medicina primitiva aparece influenciada pela crença universal dos fenômenos sobrenaturais;
A doença mental é atribuída a influencia dos espíritos de antepassados do clã;
O tratamento era feito pelo “SHAMAM”;
Amuletos e talismãs.
A PSIQUIATRIA NAS CULTURAS PRIMITIVAS
A PSIQUIARIA NA ANTIGUIDADE
 No Egito:
 O tratamento das perturbações mentais incluía meios físicos, psíquicos e espirituais e eram realizados por mestres religiosos;
 Utilizavam apelo a força construtivas positivas e sonhos.
 Na Grécia Antiga:
 A loucura era uma doença mental causada por espíritos malignos personificados em duas deusas – MANIA E LYSSA, não havia tratamento.
Os doentes sociáveis andavam em liberdade. Os violentos eram fechados em casa ou presos em cadeias.
HIPÓCRATES (430 – 370 a.C.)
 Teoria dos Humores Corporais: o sangue, a bílis, a linfa e a fleuma.
 O equilíbrio do indivíduo: chamou de CRASIA
 O desequilíbrio: chamou de DISCRASIA
 O tratamento era feito com purgações e sangrias.
OBS: A loucura é atribuída a perturbações da interação dos quatro humores corporais. 
É o primeiro a descrever racionalmente a epilepsia, mania, paranóia, delirium orgânico tóxico, psicose pós-parto, fobias e histeria.
TEORIA DOS HUMORES DE HIPÓCRATES
PLATÃO (427 – 347 a.C.)
 A loucura tem várias formas, desde a profética, a teléstica ou ritual, a poética (estar possuído pelas Deusas) até a erótica.
Atribui grande significado aos sonhos e estabelece um método para interpretá-lo.
ARISTÓTELES (384 – 322 a.C.)
 A doença mental é resultado de mudanças na temperatura, bile negra e emoções;
O tratamento é através da dialética; induzia o sono; recomendava interpretações dos sonhos; Uso de palavras para encorajar, consolar, obter conhecimento sobre a doença.
ROMA
 A loucura tem um conceito popular e influenciado por crenças.
 Os médicos sofrem influencia das idéias gregas e atribuíam valor importante aos sonhos;
 Distinguiam a excitação mental c/ febre e excitação mental s/ febre a qual chamavam de MANIA.
 As alucinações foram muito bem descrito e seus tratamentos iam desde agentes físicos (fisioterapia) a dietas e atividades lúdicas (música, salas claras, convívio);
IDADE MÉDIA
 Predominavam as ideias místicas e ocultistas;
 O doente mental e seu tratamento voltam a ser encarados com mistério e magia, utilizando a feitiçaria.
 A mulher, a bruxa, são a causa e a cura; Possessão pelo demônio;
 No tratamento usavam eméticos, sangrias e ungüento com práticas de feitiçaria; exorcismo de demônios.
 Exceção só surge com os Árabes: constroem hospitais psiquiátricos, os viam de forma mais humana;
SIMPATIAS DE ANO NOVO
RENASCIMENTO
 No início desta época prevalecem ainda as idéias de feitiçaria e grande número de psicóticos, psicopatas, drogados, pervertidos sexuais, são acusados de bruxarias e enviados para guerra, cruzadas e peregrinações, muitos são isolados ou são abandonados.
 (1509) – Erasmo de Roterdão publica “O ELOGIO DA LOUCURA”
 A partir do século XIV surgem várias instituições para doentes mentais na Europa;
 Com o humanismo perde-se a noção de feitiçaria e dá-se maior valor à experiência clínica e descrição dos doentes.
renascimento
 A loucura louca e loucura sábia.
 O Sábio.
 O Marido e a Mulher.
 O Patrão e o Servo.
 A Guerra.
 As Indulgências.
 Os advogados.
 Os monges.
“A loucura sábia sabe que a sabedoria é louca, e a loucura louca é suficientemente louca para acreditar na sabedoria.” - Sérgio Paulo Rouanet
 JOHAMN WEYER é considerado como o primeiro psiquiatra; descreve numerosas doenças mentais e aplica uma psicoterapia humana com base numa boa relação médico-doente.
 VESÁLIO dedica-se a anatomia humana e muitos mistérios do corpo são descobertos.
 LEONARDO DA VINCI – estudos anatômicos em cadáveres (encéfalo);
 A nível popular mantém-se a mesma dos tempos medievais, até o século XIX o doente mental é recolhido em instituições com caráter asilar. Nada é feito no sentido de sua cura.
NO FINAL DO SÉCULO XVIII (1797)
 PHILLIPE PINEL (na França) – removeu as correntes dos internos no hospital BICÊTRE em Paris, dando assim o direito ao doente de ser tratado em vez de ser punido;
 Surgem duas escolas na Europa – uma iniciada por FRANZ JOSEF GALL, e outra iniciada por FRANZ ANTON MESMER.
 A PARTIR DO SÉCULO XIX 
AS CORRENTES DIFEREM EM CADA PAÍS NA EUROPA
NA FRANÇA
Dedicam-se a classificação dos sintomas; aos aspectos médico-legais da psiquiatria e a relação íntima entre psiquiatria e a neurologia.
NA ALEMANHA
Dão pouca importância à experiência clínica, fazendo interpretação de ordem sentimental, religiosa ou metafísica. Exceção para HEINROTH (psicossomática) e para LAMGERMAN (abolição total da repressão no seu hosp.).
NA INGLATERRA
A atuação é essencialmente prática, construção de hosp. Bem desenhados e feitos no respeito ao indivíduo doente mental.
NO FIM DO SÉCULO XIX
A psiquiatria assenta em conceitos orgânicos, isto é, as doenças mentais são explicadas pelas alterações físicas do sistema nervoso (LEIDESDORF; WESTPHOL; MEYNERT; KORSAKOFF).
PESQUISE OS PRINCIPAIS TRATAMENTOS DE SAÚDE MENTAL NO DECORRER DA HISTÓRIA DA PSIQUIATRIA
OS PRINCIPAIS TRATAMENTOS DE SAÚDE MENTAL NO DECORRER DA HISTÓRIA DA PSIQUIATRIA
Furos no Crânio
Disciplina total
Indução de Vômitos
OS PRINCIPAIS TRATAMENTOS DE SAÚDE MENTAL NO DECORRER DA HISTÓRIA DA PSIQUIATRIA
Sangrias
Afogamento
Cirurgias Ginecológicas
OS PRINCIPAIS TRATAMENTOS DE SAÚDE MENTAL NO DECORRER DA HISTÓRIA DA PSIQUIATRIA
Hidroterapia
Lobotomia
Esterilização Masculina
NO INÍCIO DO SÉCULO XX
 Criam-se os centros e investigação psiquiátrica e se cria um movimento de higiene mental em Boston e Michigan.
 Surge a visão do homem como um todo (físico-mente) e a história da vida deste Homem como o fator preponderante nos transtornos mentais;
 A assistência de enfermagem porém, continua centrada na vigilância, restrição, assistência nos tratamentos;
 EMIL KRAEPLIN – diagnóstico diferenciais das síndromes psicóticas;
NO INÍCIO DO SÉCULO XX
PAVLOV – estudo dos reflexos condicionados;
KRETSCHMER – classificação de tipos psicomorfológicos;
CHARCOT – desenvolve o método de hipnose como terapêutica de histeria.
FREUD (1856 – 1939) – utiliza a hipnose como forma de tratamento; substitui o método catártico pela técnica da associação livre e da interpretação de sonhos, formula a teoria do desenvolvimento da sexualidade infantil; investiga e aplica técnica de psicoterapia.
ID X SUPEREGO
Século xx 
 Em 1952 surge a CLORPROMAZINA – dando grande impulso ao tratamento medicamentoso; a atitude da doença passa a ser positiva; doenças consideradas crônicas melhoram; surge a possibilidade de tratar o doente em casa.
HILDEGARD PEPLEAU – preconiza o relacionamento terapêutico enfermeira-paciente como instrumentobásico da assistência de enfermagem psiquiátrica.
ATIVIDADE
LER A BULA DA CLORPROMAZINA.
A partir da leitura Identificar:
Posologia;
 Indicações; 
 Contraindicações; 
 Efeitos Adversos.
BRASIL
 Em 1852 – inauguração do hospício D. PEDRO II
 Pessoas com problemas mentais deveriam ficar isoladas e cuidadas em locais específicos;
 A atividade assistencial era filantrópica praticada por religiosos;
 Insanos ameaçam a paz social;
 LINDA RICHARDS (1873) – aprimorou os cuidados de enfermagem nos manicômios; organizou práticas e programas educacionais;
brasil
 Em 1890 – criada a primeira escola de enfermagem psiquiátrica
 Enfermeiros eram contratados para “manter a ordem”;
 Médicos alienistas
 Primeira cadeira de Psiquiatria;
 Grandes asilos
 Síndrome da institucionalização
 Em 1898 – inauguração do Asilo-colônia do Juqueri
brasil
 Em 1903 – atendimento pelo médico alienista e equipe de enfermagem;
 Em 1911 – surge a Psiquiatria como especialidade médica;
 Em 1913 – JOHNS HOPKINS – Enfermagem Psiquiátrica no currículo
 Diferenciação da responsabilidade legal;
 Em 1916 – a lei 3071 submete os alienados à curatela, interna os inconvenientes e interdita os furiosos.
 Em 1930 é criada a Diretoria Geral de Assistência a Psicopatas;
brasil
 Todas as Penitenciárias deveriam ter psiquiatras ou psicólogos;
 Ainda em 1930 – terapias somáticas (choque insulínico, ECT e psicocirurgia) – expansão da enfermagem psiquiátrica;
 II Guerra Mundial, avanço na definição dos papeis e funções dos enfermeiros psiquiátricos;
 Hospitais eram construídos no Campo, longe das cidades;
 Superlotação dos hospitais psiquiátricos públicos.
 Anos 50 – comunidades terapêuticas e dos psicotrópicos afetam bastante o papel da enfermagem psiquiátrica;
brasil
 Em 1966 cria-se a INPS – privatização para a saúde;
 No final de 1960 – Movimento social Questionando a Internação em manicômios (institucionalização);
 Pessoas buscam internação para conseguir benefícios;
 Entre 1989 e 1995 – Política de redução de leitos e desinstitucionalização;
 Modelo de adaptação ao estresse de STUART;
A Reforma Psiquiátrica depois da lei Nacional (2001 -2005)
A Lei Federal 10.216 redireciona a assistência em saúde mental, privilegiando o oferecimento de tratamento em serviços de base comunitária, dispõe sobre a proteção e os direitos das pessoas com transtornos mentais, mas não institui mecanismos claros para a progressiva extinção dos manicômios.
A Reforma Psiquiátrica depois da lei Nacional (2001 -2005)
O período atual caracteriza-se assim por dois movimentos simultâneos : 
A construção de uma rede de atenção à saúde mental substitutiva ao modelo centrado na internação hospitalar, por um lado;
E a fiscalização e redução progressiva e programada dos leitos psiquiátricos existentes, por outro.
A Reforma Psiquiátrica depois da lei Nacional
Existem em funcionamento hoje no país 689 Centros de Atenção Psicossocial e, ao final de 2004, os recursos gastos com os hospitais psiquiátricos passam a representar cerca de 64% do total dos recursos do Ministério da Saúde para a saúde mental. 
O processo de desinstitucionalização 
Redução de leitos
A avaliação anual dos hospitais e seu impacto na reforma 
As residências terapêuticas 
O Programa de Volta para Casa
A estratégia de redução progressiva a partir dos hospitais de grande porte
A rede de cuidados na comunidade
Importância dos conceitos de rede, território e autonomia na construção da rede de atendimento;
Rede e Território;
O papel estratégico dos CAPS;
Saúde Mental na atenção primária: articulação com o programa de saúde da família;
A rede de saúde mental para a infância e adolescência;
Saúde Mental e Inclusão social: a rede se amplia 
Programa de inclusão social pelo trabalho;
Centros de Convivência e Cultura: uma proposta em debate;
A participação dos familiares e usuários dos serviços e seu protagonismo;
A política de álcool e outras drogas 
Antecedentes: a omissão histórica da saúde pública;
A organização da rede de atenção;
Estratégias para redução de danos e riscos associados ao consumo prejudicial;
Os principais desafios da Reforma Psiquiátrica
Acessibilidade e equidade
Formação de Recursos Humanos 
O debate cultural: estigma, inclusão social, superação do valor atribuído ao modelo hospitalocêntrico, papel dos meios de comunicação;
O debate científico: evidência e valor;
Lei nº 10216 - De 06 de abril de 2001 
LEI No 10.708- DE 31 DE JULHO DE 2003
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