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CONTROLADORIA GERAL MUNICIPAL DO FUNDO DE SAUDE DE SALVADOR

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10
11
Universidade de Brasília (UnB)
Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade e Gestão de Políticas Públicas (FACE)
Departamento de Ciências Contábeis e Atuariais (CCA)
Especialização em Auditoria Financeira
Laís França de Magalhães
A CONTROLADORIA NA EXECUÇÃO DA DESPESA PÚBLICA NO FUNDO MUNICIPAL DE SAÚDE de Salvador – FMS	Comment by Heitor Silveira Freitas: Muito geral. Sugiro: O Papel da Controladoria Geral do Município no Fortalecimento do Controle Interno na Gestão de Recursos Públicos da Saúde: Um Estudo no Fundo Municipal de Saúde de Salvador 
Brasília, DF
2024
Professora Doutora Márcia Abrahão Moura
Reitora da Universidade de Brasília
Professor Doutor Enrique Huelva Unternbäumen
Vice-Reitor da Universidade de Brasília
Professor Doutor Diêgo Madureira de Oliveira
Decano de Ensino de Graduação
Professor Doutor José Márcio Carvalho
Diretor da Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Gestão de Políticas Públicas
Professor Doutor Sérgio Ricardo Miranda Nazaré
Chefe do Departamento de Ciências Contábeis e Atuarias
Professor Doutor Bruno Vinícius Ramos Fernandes
Coordenador da Especialização em Auditoria Financeira
Laís França de Magalhães
A CONTROLADORIA NA EXECUÇÃO DA DESPESA PÚBLICA NO FUNDO MUNICIPAL DE SAÚDE DE SALVADOR– FMS
Trabalho de Conclusão de Curso (Artigo) apresentado ao Departamento de Ciências Contábeis e Atuariais da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de Brasília como requisito parcial de obtenção do certificado de Especialista em Auditoria Financeira.
Prof(a). Orientador(a):
Heitor Freitas
Brasília, DF
2024
Inserir imagem da Ficha Catalográfica
Entre aqui e faça a sua: https://bce.unb.br/elaboracao-de-fichas-catalograficas/
Laís França de Magalhães
A CONTROLADORIA NA EXECUÇÃO DA DESPESA PÚBLICA NO FUNDO MUNICIPAL DE SAÚDE DE SALVADOR– FMS
Trabalho de Conclusão de Curso (Artigo) apresentado ao Departamento de Ciências Contábeis e Atuariais da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de Brasília como requisito parcial de obtenção do certificado de Especialista em Auditoria Financeira.
___________________________________________
Prof(a). Heitor Freitas
Orientador(a)
Departamento de Ciências Contábeis e Atuariais
Universidade Brasília (UnB)
___________________________________________
Prof(a). XXXX
Examinador(a)
Instituição de Vinculação
BRASÍLIA
2024
Ao meu filho Lucca Magalhães, que me deu forças a seguir em frente. Aos mestres pelo aprendizado adquirido.
AGRADECIMENTOS 
Em primeiro lugar agradeço ao meu Deus que me encheu de paciência e coragem para enfrentar todos os desafios que encontrei ao longo do caminho percorrido. Aos meus pais, por terem me apoiado e me incentivado a trilhar este caminho de constantes descobertas e novos aprendizados. Ao meu filho, Lucca Magalhães, pelo carinho e inspiração em tornar-me alguém melhor.
Aos meus colegas da faculdade, que tanto contribuíram para o meu crescimento ao longo dessa caminhada.
Ao meu orientador, Prof. Heitor Freitas, pela paciência e por sua dedicação em ajudar e responder de forma imediata os questionamentos, contribuindo para a conclusão do trabalho em tempo hábil.
A todos aqueles que de alguma forma estiveram envolvidos nesse processo, muito obrigada.
RESUMO
Este trabalho tem como proposta demonstrar a importância da controladoria no setor público, buscando a transparência, legalidade e eficiência, auxiliando na tomada de decisão dos gestores municipais. Serão demonstrados também, os pontos fortes e fracos, e sugestão de melhorias contínuas no processo de ordenamento dos gastos efetivos da Secretaria Municipal de Saúde – SMS. A partir do levantamento do tema, buscou-se analisar a posição defendida pelos autores dos textos no que se refere à importância da controladoria na gestão pública, sua posição no organograma da administração visando a construção de uma visão acadêmica da controladoria aplicada à gestão pública.	Comment by Heitor Silveira Freitas: O resumo tem que contemplar todas as seções do trabalho. Uma frase para a importância do tema. Duas frases para problema e objetivo. Uma frase ou duas para metodologia. 3 frases para conclusão e 1 frase para possíveis futuras pesquisas. Tem que ter umas 15 linhas.
Palavras-chaves: Gestão Pública. Gastos Públicos. Transparência
ABSTRACT
This work aims to demonstrate the importance of controllership in the public sector, seeking transparency, legality and efficiency, assisting in decision-making by municipal managers. The strengths and weaknesses will also be demonstrated, and suggestions for continuous improvements in the process of ordering the effective expenditure of the Municipal Health Department – ​​SMS. From the survey of the topic, we sought to analyze the position defended by the authors of the texts regarding the importance of controllership in public management, its position in the administration organization chart, aiming at the construction of an academic vision of controllership applied to public management. .
Keywords: Public Management. Public Spending. Transparency
LISTA DE TABELAS
Tabela 1 – Qual o sexo do entrevistado?							22
Tabela 2 – Tempo de serviço 	 					23
Tabela 3 – Titulação 						24
Tabela 4 - Conhece todas as atribuições que envolve sua área de atuação?		26
Tabela 5 - A CGM consegue solucionar todos os problemas do seu setor? 	27
Tabela 5 - Qual o meio mais utilizado para entrar em contato com a CGM? 	27
Tabela 5 - O tempo de retorno é satisfatório? 	27
Tabela 5 - Você acredita que a CGM possua controle efetivo dos gastos? 	27
Tabela 5 - Existe a preocupação no aprimoramento do servidor? 	27
Tabela 5 - Quadro de questões discursivas 	27	Comment by Heitor Silveira Freitas: Tabelas com mesmo número
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO	10
2 REFERENCIAL TEÓRICO	11
3 PROCEDER METODOLÓGICO	12
4 RESULTADOS, ANÁLISES E DISCUSSÃO	13
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS	13
REFERÊNCIAS	13
INTRODUÇÃO
A gestão pública brasileira tem buscado aprimorar seus processos, visando a otimização dos recursos e a melhoria da qualidade dos serviços prestados à população. A controladoria, nesse contexto, desempenha um papel fundamental ao fornecer informações precisas e oportunas para a tomada de decisões. O planejamento é uma importante ferramenta de gestão que visa conferir direcionalidade às ações e serviços de saúde prestados aos cidadãos. O processo de planejamento no âmbito do Sistema Único de Saúde configura-se como uma responsabilidade dos entes públicos, assegurada pelas Leis Orgânicas da Saúde, nº 8.080/1990 e nº 8.142/1990, e regulamentada pelo Decreto nº 7.508/2011. A Secretaria Municipal de Saúde de Salvador vem trabalhando o planejamento como ferramenta indispensável à sua missão de “cuidar de forma integral da saúde do cidadão em Salvador, assegurando seus direitos e respeitando as diversidades” em consonância com os princípios do SUS.
Dentro do complexo mundo de Leis, Portarias e decretos que cercam a administração pública, as dificuldades encontradas pelo gestor, são claramente maiores que as do setor privado. Dentre os meios que os Administradores têm encontrado para melhor gerir o patrimônio público, cita-se a ação de controle sobre as operações de natureza contábil, orçamentária, financeira, operacional e patrimonial. Esses controles, dentre outras possibilidades, permitem avaliar a exatidão e regularidade das contas públicas, bem como mensuram a economicidade, a eficiência e a legalidade da gestão governamental.
Essas ações administrativase métodos: uma abordagem gerencial. São Paulo: Atlas, 2000.
	. Administração Pública: Foco na Otimização do Modelo Administrativo. São Paulo: Atlas, 2014.
OLIVEIRA, Luiz Martins de; PEREZ JR., José Hernandes; SILVA, Carlos Alberto dos Santos. Controladoria Estratégica. São Paulo: Atlas, 2007.
SALVADOR. Lei Complementar nº 72, de 08 de outubro de 2019. Reestrutura a Controladoria Geral do Município (CGM), integrando-a à administração direta da Prefeitura Municipal de Salvador e atribuindo-lhe funções de controle interno e gestão dos gastos públicos. Salvador, 2019.
SILVA, Lino Martins da. Contabilidade governamental: um enfoque administrativo. 7. ed. São Paulo: Atlas, 2004.
image1.jpg
image2.png
image3.png
image4.jpegprecisam acontecer de forma harmoniosa e podem ser consolidadas em um único órgão administrativo, também denominado de unidade organizacional.
Dentre as áreas ministradas na contabilidade, destaca-se a Contabilidade Gerencial, tendo como base o Sistema de Controle Interno, visando a avaliação da ação governamental da gestão dos administradores públicos municipais, por intermédio da Controladoria Geral do Município de Salvador. Quais são as principais dificuldades enfrentadas pela Secretaria Municipal de Saúde de Salvador na implementação e operação de controles internos eficientes, e como a Controladoria Geral do Município pode contribuir para melhorias nesse processo? Objetivo geral: Identificar as dificuldades e propor melhorias no processo de controle interno da Secretaria Municipal de Saúde de Salvador, considerando as peculiaridades da administração pública municipal.
O trabalho tem como base a atuação da Controladoria Geral do Município -CGM, na Secretaria Municipal de Saúde de Salvador, criada em 12 de abril de 1959.
O estudo tem como objetivo apontar todas as dificuldade e melhorias encontradas no processo de controle interno da Secretaria Municipal de Saúde - SMS, levando-se em consideração todas as peculiaridades do serviço público municipal e como objetivo específico apurar as dificuldades apontadas por servidores que atuam diretamente na área financeira/Contábil, avaliando o processo de melhoria no sistema de informação interno para controle dos gastos municipais.
 A área da saúde, por sua importância social e complexidade, exige uma gestão financeira rigorosa e transparente. O Fundo Municipal de Saúde, como principal fonte de recursos para a saúde em nível municipal, torna-se um objeto de estudo estratégico. 
 Problema de pesquisa: A introdução deve apresentar o problema de pesquisa, que pode ser a falta de eficiência na execução da despesa pública no Fundo Municipal de Saúde de Salvador, ou a necessidade de aprimorar os mecanismos de controle para garantir a aplicação correta dos recursos.
 Controladoria na Execução da Despesa Pública no Fundo Municipal de Saúde de Salvador
Introdução
A introdução deve contextualizar o tema, apresentando a importância da controladoria na gestão pública, especialmente no setor da saúde. Destaca a relevância do Fundo Municipal de Saúde de Salvador e a necessidade de uma gestão eficiente e transparente dos recursos públicos.
· Contextualização: A gestão pública brasileira tem buscado aprimorar seus processos, visando a otimização dos recursos e a melhoria da qualidade dos serviços prestados à população. A controladoria, nesse contexto, desempenha um papel fundamental ao fornecer informações precisas e oportunas para a tomada de decisões.
· Relevância do tema: A área da saúde, por sua importância social e complexidade, exige uma gestão financeira rigorosa e transparente. O Fundo Municipal de Saúde, como principal fonte de recursos para a saúde em nível municipal, torna-se um objeto de estudo estratégico.
· Problema de pesquisa: A introdução deve apresentar o problema de pesquisa, que pode ser a falta de eficiência na execução da despesa pública no Fundo Municipal de Saúde de Salvador, ou a necessidade de aprimorar os mecanismos de controle para garantir a aplicação correta dos recursos.
Objetivos
· Objetivo geral: Avaliar a efetividade da controladoria na execução da despesa pública no Fundo Municipal de Saúde de Salvador, identificando as principais fortalezas e fraquezas do sistema de controle interno.
· Objetivos específicos: 
· Analisar os processos de planejamento, execução e acompanhamento da despesa pública no Fundo.
· Identificar os principais mecanismos de controle interno utilizados pela controladoria.
· Avaliar a adequação dos mecanismos de controle às normas e legislação vigentes.
· Identificar as principais dificuldades e desafios enfrentados pela controladoria na execução de suas atividades.
· Propor sugestões para o aprimoramento do sistema de controle interno do Fundo.
Justificativa
A justificativa deve demonstrar a relevância da pesquisa, destacando os seguintes aspectos:
· Importância social: A gestão eficiente dos recursos públicos na área da saúde impacta diretamente na qualidade de vida da população.
· Contribuição acadêmica: A pesquisa pode contribuir para o avanço do conhecimento na área da controladoria pública e da gestão da saúde.
· Relevância para a prática: Os resultados da pesquisa podem auxiliar a SMS de Salvador a aprimorar seus processos de gestão e a garantir a aplicação correta dos recursos públicos.
Hipótese
A hipótese é uma suposição sobre a relação entre as variáveis da pesquisa. Exemplo:
· Hipótese: A implementação de um sistema de controle interno mais robusto e integrado contribui para a melhoria da eficiência e da transparência na execução da despesa pública no Fundo Municipal de Saúde de Salvador.
As informações geradas pelos diversos setores do Fundo Municipal de Saúde (Núcleo Orçamentário Financeiro, Liquidação, Controle de Contas e contabilidade), são de suma importância para a tomada de decisão do gestor.	Comment by PASSOS: Esse realce deve ser descartado
Cada setor desenvolve um processo de execução da despesa pública, tendo como base as ações de recursos repassados pelo Fundo Nacional de Saúde - FNS e pelo Tesouro Municipal. Essa execução precisa acontecer de acordo com as Leis fiscais, municipais e as peculiaridades de cada Portaria.
Dessa forma, o estudo tem como finalidade mostrar que a CGM, órgão fiscalizador competente, não possui todos os instrumentos para captar as peculiaridades de todas as secretarias do município de Salvador, em especial a Secretaria Municipal de Saúde.
1.1 Contextualização do estudo
Neste capítulo iremos contextualizar sobre o órgão a ser analisado, suas competências, além de verificar a aplicabilidade da controladoria.
1.2 Área de Conhecimento Contemplada
Dentre as diversas áreas que a Controladoria atua, uma das mais importantes é a execução de despesas no setor público, que tem por objetivo gerar informações para o processo decisório a curto ou longo prazo. Esse tipo de organização trabalha com o principio de controle futuro, onde trabalha-se com informações projetadas de orçamento.
1.3 Caracterização da organização
O trabalho tem como base o estudo do Fundo Municipal de saúde, setor que compõe a Secretaria Municipal de Saúde de salvador – SMS, responsável por toda a execução da despesa pública com saúde do município.
1.4 Objetivos
O estudo tem como objetivo apontar todas as dificuldade e melhorias encontradas no processo de controle interno da Secretaria Municipal de Saúde - SMS, levando-se em consideração todas as peculiaridades do serviço público municipal.
32
1.4.1 Objetivo Geral
Apontar as dificuldades encontradas pelos servidores públicos e propor melhorias internas no setor.
1.4.2 Objetivo Específico
Para chegar ao objetivo geral, o trabalho relaciona os seguintes objetivos específicos:
a) Identificar as principais dificuldades encontradas na área financeira/Contábil do Fundo Municipal de Saúde – FMS;
b) Identificar os impactos devido ao sistema utilizado pela organização;
c) Confrontar a literatura com o estudo.	Comment by Heitor Silveira Freitas: Analisar as principais dificuldades enfrentadas pelos servidores na área financeira e contábil do Fundo Municipal de Saúde (FMS).
Avaliar o impacto do sistema de informações interno utilizado na execução das despesas públicas de saúde.
Confrontar a literatura sobre controle interno e contabilidade gerencial com as práticas observadas na Secretaria Municipal de Saúde.
Propor melhorias nos processos internos e nos sistemas de controle, com base nos resultados identificados no estudo.
1.5 Justificativa
Toda informação gerada pelo setor público, seja ela contábil, financeira ou de controle de gastos é de suma para o serviço de excelência a população. Quando se é possível mensurar gastos, controlar as despesas, manter transparência desses gastos, estamos contribuindo para o bom investimentode recursos disponíveis a saúde do cidadão. A saúde é área prioritária na gestão pública, e devido a isso merece toda atenção e controle efetivo de gastos, contribuindo a evitar desvio de recursos no combate à corrupção.
1.6 Problematização do tema
A escolha do tema para este trabalho resultou na necessidade do entendimento na execução de gastos com a saúde pública, um dos principais problemas enfrentados pelos gestores. Devido à complexidade do sistema, e da quantidade de recursos que são disponibilizados ao município, a correta aplicação do recurso é necessária ao controle efetivo e transparência desses gastos.
	Diante disso questiona-se: O que poderia ser de fato melhorado para controlar os gastos da Secretaria Municipal de Saúde de Salvador	Comment by Heitor Silveira Freitas: Problema de pesquisa muito geral e descritivo. Veja minha sugestão e melhore.
REFERENCIAL TEÓRICO
O foco deste capítulo é discorrer sobre os aspectos conceituais da Controladoria, e sua aplicabilidade no setor público.
A Controladoria
A controladoria desempenha um papel essencial na execução da despesa pública, assegurando que os recursos sejam aplicados de forma eficiente, transparente e em conformidade com a legislação vigente. Ela atua no planejamento, acompanhamento e controle das finanças públicas, garantindo a prestação de contas e o cumprimento dos princípios da administração pública, como a legalidade, eficiência e responsabilidade fiscal.
Por meio de auditorias, análises de riscos e monitoramento contínuo, a controladoria contribui para a otimização dos processos de despesa, evitando desvios e promovendo o uso responsável dos recursos públicos em benefício da sociedade.
A Controladoria Geral do Município de Salvador (CGM) é o órgão central do Sistema de Controle Interno Integrado (SICOI),da Prefeitura Municipal do Salvador, responsável pelas diretrizes gerais deste sistema, nas macrofunções: controladoria, auditoria interna, transparência e correição, foi criada em 05 de fevereiro de 1997, por meio da Lei nº 5.245/1997A CGM tem por finalidade planejar, coordenar e executar políticas, diretrizes, normas, ações e providências que sejam atinentes às suas macrofunções, à defesa do patrimônio público, à prevenção e combate à corrupção e ao fomento do controle social no âmbito da administração pública municipal (CGM, 2024)
Figura 1 – Linha tempo SICOI
Fonte: CGM (2024)
Com esse propósito, por meio da Lei nº 8.725/2014, alterada pelas Leis nº 8.907/2015 e nº 9.186/2016, a CGM foi reestruturada e remanejada da Secretaria Municipal da Fazenda para o (então) Gabinete do Prefeito, quando passou a estar diretamente subordinada ao chefe do Poder Executivo municipal (CGM, 2024)
Em mais um passo em busca do aperfeiçoamento e valorização do controle interno, foi editada a Lei Complementar nº 72, de 08 de outubro de 2019, que novamente reestruturou a CGM integrando-a, como órgão autônomo, à administração direta da Prefeitura Municipal do Salvador, cabendo-lhe auxiliar diretamente o prefeito na consolidação dos programas correspondentes às suas macro funções, notadamente aquelas voltadas para a gestão dos gastos públicos e no atendimento das metas definidas para a administração pública municipal (SALVADOR, 2019)
Os debates e críticas quanto à ineficácia da Contabilidade tradicional e enraizada nos princípios fundamentais da contabilidade, enquanto construtora e mantenedora de sistemas de informações, responsável por suprir os gestores com informações úteis e em tempo hábil na condução do processo de gestão das atividades empresariais, já data de algum tempo (CATELLI, 2007).
Nessa perspectiva, os autores Jonhson e Kaplan, são taxativos ao afirmarem que: “Os atuais sistemas contábeis para administração são inadequados para o meio ambiente” (JOHNSON; KAPLAN, 1987, p. 24 apud CATELLI, 2007, p. 344).
Como evolução natural desta Contabilidade praticada identificamos a Controladoria, cujo campo de atuação são as organizações econômicas, caracterizadas numa visão sistêmica interagindo num dado ambiente.
Para Catelli (2007) e os autores Mosimann e Fisch (1999), a controladoria consiste em um corpo de doutrinas e conhecimentos relativos à gestão econômica. Pode ser visualizada sob dois enfoques:
· Como um órgão administrativo com uma missão, funções e princípios norteadores do modelo de gestão e sistema empresa e;
· Como uma área do conhecimento humano com fundamentos, conceitos, princípios e métodos oriundos de outras ciências.
Administração Pública e Serviços Públicos
Partindo do pressuposto de administração como atividade jurídica, torna-se importante o conceito de Meirelles (2004, p. 84), que entende a Administração Pública como sendo “a gestão de bens e interesses qualificados da comunidade no âmbito federal, estadual ou municipal, segundo os preceitos do Direito e da Moral, visando ao bem comum”.
Como o conceito de administração pública não é tão simples, devido à diversidade de sentidos que incorpora, apresenta-se mais uma abordagem de administração pública bastante
A Administração Pública de Salvador, como em qualquer ente federativo, é estruturada para garantir a execução eficiente das políticas públicas e a boa gestão dos recursos. A Controladoria Geral do Município (CGM) desempenha um papel crucial nesse contexto, sendo responsável por atuar diretamente na promoção da transparência, controle interno e auditoria dos atos administrativos da Prefeitura Municipal.
Com base em normas específicas, como a Lei Complementar nº 72, de 08 de outubro de 2019, que reestruturou a CGM, a administração pública municipal busca assegurar o uso adequado dos recursos financeiros e a implementação de metas da gestão pública. A controladoria tem como missão monitorar a execução orçamentária e fiscal, além de garantir a integridade dos processos administrativos e o cumprimento das legislações pertinentes.
O Sistema Único de Saúde (SUS), que também compõe as responsabilidades da gestão pública em Salvador, é regulamentado por normas como a Lei nº 8.080/1990 e a Lei nº 8.142/1990, que estruturam os serviços de saúde e garantem a participação da comunidade na gestão e no controle social. A Lei nº 7.508/2011, por sua vez, regulamenta a Lei nº 8.080/1990, detalhando a organização e as práticas do SUS, incluindo as competências dos municípios na execução desses serviços.
Dessa forma, a atuação da Controladoria Municipal de Salvador é fundamental para garantir a conformidade com as legislações, promover a eficiência na execução dos serviços públicos e assegurar que os recursos públicos sejam aplicados de forma justa e responsável.
Constituição Federal: Art. 198: “As ações e serviços públicos de saúde integram uma rede regionalizada e hierarquizada e constituem um sistema único, organizado de acordo com as seguintes diretrizes:
 I - descentralização, com direção única em cada esfera de governo; 
(...) 
§ 1º. O sistema único de saúde será financiado, nos termos do art. 195, com recursos do orçamento da seguridade social, da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, além de outras fontes. (Parágrafo único renumerado para § 1º pela Emenda Constitucional nº 29, de 2000)
útil para este trabalho trazida por Meirelles (2004, p.64), que a descreve: Em sentido formal, é o conjunto de órgãos instituídos para consecução dos objetivos do Governo; em sentido material, é o conjunto das funções necessárias aos serviços públicos em geral; em acepção operacional, é o desempenho perene e sistemático, legal e técnico, dos serviços próprios do Estado ou por ele assumidos em benefício da coletividade.	Comment by Heitor Silveira Freitas: Conceituações mais gerais que não estão conectadas com o objeto da pesquisa de maneira mais direta. 
Controle Interno e Saúde Pública
Despesa Pública de Salvador
As despesas públicas da Secretaria Municipal de Saúde de Salvador estão principalmente relacionadas à gestão dos recursos para os serviços de saúde, incluindo hospitais, unidades de saúde, programas de atenção básica, e políticas de saúde pública.O controle dessas despesas envolve a aplicação de recursos conforme as necessidades da população e a conformidade com as normas fiscais. A Controladoria Geral do Município é responsável por monitorar essas despesas, garantindo transparência, eficiência e o cumprimento das metas estabelecidas para a gestão dos recursos no setor.
Ao desembolsar recursos e assumir compromissos, para atender os interesses da população, o município efetua a realização de despesas públicas. Neste sentido, Silva (2004, p.125) define despesas públicas como sendo “todos os desembolsos efetuados pelo Estado no atendimento dos serviços e encargos assumidos no interesse geral da comunidade, nos termos da Constituição, das leis, ou em decorrência de contratos ou outros instrumentos”.
Assim a despesa pública compreende no gasto que os meios legais determinam como reponsabilidade do município em atender os benefícios a população.
Princípios da Despesa
Segundo Silva (2004, p.126), a despesa deve obedecer aos seguintes princípios:
Utilidade: “é o princípio através do qual a despesa deve atender ao custeio dos gastos necessários ao funcionamento dos organismos do Estado, em como dos serviços públicos, objetivando ao atendimento da coletividade”.
1.1.1.1 Legitimidade: a despesa deve fundamentar-se no consentimento coletivo e na possibilidade contributiva, permitindo à coletividade discutir os gastos públicos respeitando a relação entre a capacidade de contribuição e a arrecadação da entidade. O consentimento coletivo e a possibilidade contributiva “originam-se de imposições jurídicas, políticas e econômicas, mediante as quais se estabelecem os princípios norteadores da criação da despesa e os critérios determinantes de sua efetividade”.
1.1.1.2 Oportunidade: “decorre diretamente da legitimidade e estabelece que a despesa, para ajustar-se precipuamente à necessidade coletiva, deve ser oportuna”. Além disso, a oportunidade “também é analisada em função da situação econômica do momento”. As despesas devem se adaptar à possibilidade contributiva da população, buscando atender as necessidades coletivas de acordo com as prioridades socioeconômicas.
1.1.1.3 Legalidade: a execução da despesa pública deve ser baseada em autorização legal. Trata-se de princípio constitucional imposto à administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) de todas as esferas de Governo (Federal, Estadual e Municipal), conforme dispõe o artigo 37 da Constituição Federal. O princípio da legalidade “é fundamental, pois na administração pública não há liberdade, nem vontade pessoal. [...] na administração pública só é permitido fazer o que a lei autoriza”.
1.1.1.4 Economicidade: “significa que as atividades da administração devem ser avaliadas pela relação custo-benefício na aplicação dos recursos públicos.” A observação dos cinco princípios citados é, ou pelo menos deveria ser, essencial para a execução da despesa pública. Entretanto, conforme frisa Silva (2004, p.129) “a ocorrência desse equilíbrio é muito difícil, mormente no que se refere a problemas de legalidade e oportunidade, pois a despesa pode ser legal, ainda que inútil e inoportuna.”
Fases da Despesa
A coordenadoria Executiva do Fundo Municipal de Saúde – FMS tem como função executar todas as fases da despesa pública sendo elas:
1.1.2 Empenho
O empenho representa o primeiro estágio da despesa orçamentária. É registrado no momento da contratação do serviço, aquisição do material ou bem, obra e amortização da dívida.
Segundo o art. 58 da Lei nº 4.320/1964, é o ato emanado de autoridade competente que cria para o Estado obrigação de pagamento pendente ou não de implemento de condição. Consiste na reserva de dotação orçamentária para um fim específico.
Os empenhos podem ser classificados em:
1.1.2.1 Ordinário: tipo de empenho utilizado para as despesas de valor fixo e previamente determinado, cujo pagamento deva ocorrer de uma só vez;
1.1.2.2 Estimativo: empenho utilizado para as despesas cujo montante não se pode determinar previamente, tais como serviços de fornecimento de água e energia elétrica, aquisição de combustíveis e lubrificantes e outros; e
1.1.2.3 
1.1.2.4 
1.1.2.5 
1.1.2.6 
1.1.2.7 Global: empenho utilizado para despesas contratuais ou outras de valor determinado, sujeitas a parcelamento, como, por exemplo, os compromissos decorrentes de aluguéis.
1.1.2.8 O Empenho poderá ser reforçado quando o valor empenhado for insuficiente para atender à despesa a ser realizada, e caso o valor do empenho exceda o montante da despesa realizada, o empenho deverá ser anulado parcialmente. Será anulado totalmente quando o objeto do contrato não tiver sido cumprido, ou ainda, no caso de ter sido emitido incorretamente.
1.1.2.9 Documento contábil envolvido nessa fase: NE (Nota de Empenho).
1.1.2.10 
1.1.2.11 
1.1.2.12 Liquidação
1.1.2.13 
1.1.2.14 
1.1.2.15 É o segundo estágio da despesa orçamentária. A liquidação da despesa é, normalmente, processada pelas Unidades Executoras ao receberem o objeto do empenho (o material, serviço, bem ou obra).
1.1.2.16 Conforme previsto no art. 63 da HYPERLINK "http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L4320.htm" \h Lei nº 4.320/1964, a liquidação consiste na verificação do direito adquirido pelo credor tendo por base os títulos e documentos comprobatórios do respectivo crédito e tem como objetivos: apurar a origem e o objeto do que se deve pagar; a importância exata a pagar; e a quem se deve pagar a importância, para extinguir a obrigação.
1.1.2.17 A liquidação das despesas com fornecimento ou com serviços prestados terão por base: o contrato, ajuste ou acordo respectivo; a nota de empenho; e os comprovantes da entrega de material ou da prestação efetiva do serviço.
1.1.2.18 Principais documentos contábeis envolvidos nessa fase: NS (Nota de Sistema) e NL (Nota de Lançamento).
1.1.2.19 
1.1.2.20 Pagamento
1.1.2.21 
1.1.2.22 
1.1.2.23 O pagamento da despesa refere-se ao terceiro estágio e será processada pela Unidade Gestora Executora no momento da emissão do documento Ordem Bancária (OB) e documentos relativos a retenções de tributos, quando for o caso.
1.1.2.24 O pagamento consiste na entrega de numerário ao credor e só pode ser efetuado após a regular liquidação da despesa.
A Lei nº 4.320/1964, em seu art. 64, define ordem de pagamento como sendo o despacho exarado por autoridade competente, determinando que a despesa liquidada seja paga.
Principais documentos contábeis envolvidos nessa fase: OB (Ordem Bancária), DF (Documento de Arrecadação de Receitas Federais - Darf), DR (Documento de Arrecadação Financeira - Dar), GR (Guia de Recolhimento da União) e NL (Nota de Lançamento) em casos específicos.
Fundo Municipal de Saúde de Salvador 
O Fundo Municipal de Saúde de Salvador é destinado ao financiamento das ações de saúde pública no município, com recursos alocados para a implementação e manutenção dos serviços e programas de saúde. O controle interno, especialmente no contexto do SUS, visa garantir que os recursos sejam utilizados de maneira eficiente e em conformidade com as normas. O Fundo de Saúde, instituído por lei e mantido em funcionamento pela administração direta da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, constituir-se-á em unidade orçamentária e gestora dos recursos destinados a ações e serviços públicos de saúde6 , ressalvados os re cursos repassados diretamente às unidades vinculadas ao Ministério da Saúde.
Lei Complementar nº 141/2012 - Art. 14 já referido e Art. 22: “É vedada a exigência de restrição (...) Parágrafo único: a vedação prevista no caput não impede a União e os Estados a condicionarem a entrega dos recursos:
I– à instituição e ao funcionamento do Fundo e do Conselho de Saúde, no âmbito do ente da Federação; e 
II – à elaboração do Plano de Saúde”
Fonte: Fundo Municipal (2024)
Instituído pelo Decreto Nº 64.867, de 24 de julho de 1969, o Fundo Nacional de Saúde (FNS) é o gestor financeiro dos recursos destinados a financiar as despesas correntes e de capitaldo Ministério da Saúde bem como dos órgãos e entidades da administração direta e indireta, integrantes do Sistema Único de Saúde (SUS).
Tendo como missão contribuir para o fortalecimento da cidadania, mediante a melhoria contínua do financiamento das ações de saúde o Fundo Nacional de Saúde busca cotidianamente criar mecanismos para disponibilizar informações para toda a sociedade relativas ao custeios, os investimentos e financiamentos no âmbito do SUS.
Assim, sob a orientação e a supervisão da Secretaria Executiva do Ministério da Saúde, o FNS faz a gestão do capital tendo como base o Plano Nacional de Saúde e o Planejamento Anual do Ministério da Saúde, nos termos das normas definidoras dos Orçamentos Anuais, das Diretrizes Orçamentárias e dos Planos Plurianuais.
O capital alocado junto ao FNS são transferidos para os estados, municípios e o Distrito Federal para que estes entes realizem de forma descentralizada ações e serviços de saúde, bem como investirem na rede de serviços e na cobertura assistencial e hospitalar, no âmbito do SUS. Essas transferências são realizadas nas seguintes modalidades: Fundo a Fundo, Convênios, Contratos de Repasses e Termos de Cooperação.
Figura XXXX -  recursos ao Ministério da Saúde repassados aos estados, municípios e ao Distrito Federal
1. como a controladoria pode contribuir para a melhoria do controle interno na SMS.
 Estudos recentes indicam que a Controladoria desempenha um papel crucial na melhoria do controle interno na Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Salvador, especialmente no contexto da gestão pública. A Controladoria é vista não apenas como um órgão de auditoria e fiscalização, mas também como um suporte estratégico para a gestão, auxiliando na implementação de controles mais eficientes e no monitoramento contínuo das políticas públicas.
A atuação da Controladoria contribui para o fortalecimento dos processos de gestão financeira, controle de custos, e planejamento orçamentário, aspectos essenciais no setor da saúde pública. A integração entre a Controladoria Geral do Município (CGM) e as demais áreas da SMS tem permitido uma maior transparência na gestão de recursos, especialmente no controle de gastos com o SUS e outros programas de saúde municipais​
UCIB
​
Sefaz Salvador
.
Um desafio constante, no entanto, é a resistência de gestores a adotar as recomendações da Controladoria. Muitos gestores ainda percebem os processos de controle interno como obstáculos burocráticos, quando na verdade esses processos visam assegurar maior eficiência e eficácia nas ações públicas​
UCIB
. A melhoria do controle interno depende de uma mudança de perspectiva, em que a Controladoria seja vista como um aliado estratégico, fornecendo informações e recomendações que ajudam a evitar erros, desperdícios e a garantir que os recursos públicos sejam utilizados da maneira mais eficiente possível​
Sefaz Salvador
.
Portanto, o papel da Controladoria na SMS de Salvador é fundamental para a construção de uma gestão pública mais eficiente, transparente e responsável, sendo um pilar para o aprimoramento contínuo dos processos internos e da prestação de serviços à população.
4o mini
Comentários orientador:
1. Seu referencial teórico está um pouco genérico e não está conectado com o tema específico da pesquisa, que envolve o papel da controladoria e os desafios de controle interno na Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Salvador.
2. Precisamos vincular a literatura ao contexto da administração pública municipal de saúde ou à atuação da Controladoria Geral do Município (CGM).
3. A estrutura atual apresenta seções isoladas (Controladoria, Administração Pública, Despesa Pública, Fases da Despesa), mas não consegui achar um fio condutor que integre os conceitos à problemática da pesquisa.
4. Os conceitos de controladoria, administração pública e despesa pública estão muito amplos, e não percebi conexão com as particularidades da gestão municipal de saúde ou os desafios específicos enfrentados pela CGM.
5. Há uma abordagem normativa e descritiva (como explicações sobre princípios da despesa e fases da execução orçamentária), mas sem análise crítica ou aplicabilidade imediata a nossa pesquisa.
6. Algumas fontes são muito antigas e não reflete o que temos de mais novo em controladoria ou gestão pública.
7. Senti falta de estudos específicos sobre o Fundo Municipal de Saúde, controle interno no SUS, ou mesmo particularidades da gestão pública de saúde é evidente.
Sugestões:
1. Tente apresentar exemplos em estudos anteriores de como a controladoria pode contribuir para a melhoria do controle interno na SMS.
2. Sugiro que tente dividir assim: a. o papel da controladoria no setor público; b. controle interno e saúde pública; c. o fundo municipal de saúde em salvador; d. ferramentas e marcos para a melhoria do controle interno.
3. Tente colocar alguma coisa de literatura específica sobre controle interno na saúde pública, gestão de fundos municipais, e auditoria governamental voltada para fundos.
4. Use marcos legais e diretrizes específicas do SUS, como a Lei Complementar nº 141/2012, além de estudos de casos relacionados a outras secretarias municipais de saúde.
5. Tem o framework de controle interno, o COSO, que vc pode discutir sua aplicabilidade ao contexto da SMS.
6. 
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS	Comment by Heitor Silveira Freitas: Sua metodologia precisa retratar o caminho que vc percorreu no seu trabalho, aqui vc apenas inseriu conceitos de metodologia sem aplicá-los a sua pesquisa. Sugiro inserir em todas as seções como esses conceitos se aplicam a sua pesquisa e reduza essas várias conceituações que foram levantadas.
Na visão de Marconi e Lakatos (2010, p.65) método é o conjunto de atividades sistemáticas e racionais que, com maior segurança e economia, permite alcançar o objetivo – conhecimentos válidos e verdadeiros – traçando o caminho a ser seguido, detectando erros e auxiliando as decisões.
Classificação da Pesquisa
A pesquisa é um procedimento formal, com método de pensamento reflexivo, que requer um tratamento científico e se constitui no caminho para conhecer a realidade ou para descobrir verdades parciais, assim define Marconi e Lakatos (2010).
Quanto aos objetivos
Em relação aos objetivos, por tratar-se de um estudo de caso, a pesquisa pode ser classificada como exploratória, com aplicação de questionário que permite levantar dados de insatisfação e melhorias que podem ser executadas do ponto de vista do entrevistado.
Ainda para Marconi e Lakatos “A elaboração de um questionário requer observância de normas precisas, a fim de aumentar sua eficácia e validade”.
Na aplicação do questionário foram utilizadas perguntas abertas permitindo o questionado responder livremente e perguntas dicotômicas, em que o questionado respondeu alternativas fixas.
Quanto aos procedimentos técnicos
Para Marconi e Lakatos (2010, p. 149-150), são vários os procedimentos para a realização da coleta de dados, que variam de acordo com as circunstâncias ou tipo de investigação. Em linhas gerais, as técnicas são:
· Coleta documental;
· Observação;
· Entrevista;
· Questionário;
caso.
· 
Formulário;
· Medidas de opiniões e atitudes;
· Técnicas mercadológicas;
· Testes;
· Sociometria;
· Análise de conteúdo;
· História de vida;
Nesse caso considera-se a aplicação de questionário a ser empregado no estudo de
1.2.1 Coleta de Dados
A coleta de dados é o ato de pesquisar, juntar documentos e informações sobre determinado tema. A coleta de dados ajuda a analisar os fatos que ocorrem dentro da organização, para elaboração do trabalho.
1.2.2 Instrumento de Coleta de Dados
O estudo baseou-se em pesquisa documental, de variadas fontes com o intuito de recolher as informações prévias sobre o assunto abordado. Neste ponto Marconi e Lakatos (2010) esclarecem que “A característica da pesquisa documental é que a fonte de coleta de dados está restrita a documentos, escritos ou não, constituindo o que se denomina de fontes primárias”.
Após a pesquisa, realizou-se aplicação dequestionário para apuração e finalização dos objetivos.
1.2.3 Análise e interpretação dos dados
Esse ponto trata sobre a análise e interpretação dos dados. No presente caso adotou- se a pesquisa documental e exploratória, com aplicação de questionário, com o objetivo de entender e identificar as principais características e dificuldades da organização.
ESTUDO DE CASO
Apresentação da Organização - Principais órgãos envolvidos	Comment by Heitor Silveira Freitas: Laís, esse item de apresentação da organização está muito descritivo e ocupando um espaço que poderia ser dedicado à análise crítica, que é essencial para um estudo de caso. Você focou muito em atribuições sem relacioná-las diretamente ao problema da pesquisa ou aos desafios do controle interno na SMS. É necessário e destacar apenas os pontos mais relevantes, e conectá-los aos impactos no controle interno e às dificuldades identificadas. 
A Secretaria Municipal da Saúde – SMS, foi criada pela Lei n.º 912 de 12 de abril de 1959, reorganizada pelas Leis nºs 4.103 de 29 de junho de 1990, 4.278 de 28 de dezembro de
1990, 5.045 de 17 de agosto de 1995, 5.245 de 05 de fevereiro de 1997, 5.845 de 14 de
dezembro de 2000, 6.085 de 29 de janeiro de 2002 e modificada pela Lei n° 8.376 de 20 de dezembro de 2012. A mesma tem por finalidade formular e executar a política de saúde pública do município, com as seguintes áreas de competência:
a) I - direção, formulação e coordenação da política de saúde do município de acordo os instrumentos legais que dispõem sobre o Sistema Único de Saúde - SUS;
b) II - planejamento e operacionalização das ações e serviços públicos de saúde;
c) III - regulação, controle e avaliação dos serviços de atenção à saúde em todo o território Municipal;
d) IV - ações de promoção da saúde da população, vigilância, proteção, prevenção e controle das doenças e agravos à saúde, abrangendo vigilância epidemiológica, sanitária, ambiental e do trabalhador; V - integralidade da assistência à saúde;
e) VI - participação no desenvolvimento das ações e serviços do sistema vigente de saúde, concorrentemente com outras esferas do Poder Público;
f) VII - promover e desenvolver a política de gestão do trabalho e educação permanente em saúde;
g) VIII - prover as condições materiais e administrativas necessárias ao funcionamento da rede de saúde do SUS Salvador - gestão dos recursos financeiros do Sistema Único de Saúde;
h) IX - apoiar o processo de mobilização social em defesa do Sistema Único de
Saúde;
i) X - ações de auditoria no âmbito do Sistema Municipal de Saúde para a melhoria
da qualidade da atenção à saúde.
A fim de atender todas as competências acima citadas, a SMS é subdividida em Coordenadorias, dentre elas a Coordenadoria Executiva do Fundo Municipal de Saúde – FMS, que tem por finalidade as atribuições definidas no regulamento dos sistemas municipais das funções de administração financeira e de controle interno integrado, na Lei 4.301, de 24
de janeiro de 1991 e no Decreto nº 9.857, de 24 de novembro de 1992 que a regulamenta. Ao FMS compete:
1.2.4 A Subcoordenadoria de Controle de Contas:
1.2.4.1 Atender demandas de Órgãos fiscalizadores e convenentes;
1.2.4.2 Controlar registros orçamentários e financeiros dos atos relativos a convênios; c) assegurar que sejam cumpridas, na forma e nos prazos acordados, a aplicação e comprovação parcial e final dos recursos recebidos;
d) Elaborar prestação de contas do desembolso financeiro, observando atendimento às obrigações acordadas;
e) Responder, no prazo previsto, às notificações dos órgãos concedentes dos recursos;
f) Emitir cheques e ordens bancárias;
g) Acompanhar e controlar a execução financeira através de pagamentos dos débitos e cobrança dos créditos;
h) Aplicar os recursos disponíveis no mercado financeiro de acordo com as necessidades, bem como emitir relatórios dos rendimentos auferidos;
i) Proceder classificação orçamentária e controlar as receitas e despesas do Fundo Municipal de Saúde;
j) Propor as alterações orçamentárias, bem como proceder à anulação de empenho de acordo com a legislação vigente;
k) Proceder levantamentos para solicitações de créditos orçamentários adicionais.
1.2.5 A Subcoordenadoria de Contabilidade:
1.2.5.1 pelo Setor de Orçamento:
1.2.5.1.1 proceder análise, registro, documentação, controle e execução do orçamento dentro dos limites aprovados nos orçamentos anuais e programações financeiras;
1.2.5.1.2 proceder ao empenho das despesas na forma da legislação vigente;
1.2.5.1.3 controlar os saldos dos empenhos estimativos e globais;
1.2.5.1.4 emitir	requisições	de	adiantamentos,	balancetes,	balanços	e	relatórios orçamentários;
aditivos; créditos.
1.2.5.1.5 
controlar registros orçamentários de atos relativos a convênios, contratos e
1.2.5.1.6 manter em ordem a documentação das despesas empenhadas e anulações de
1.2.5.2 pelo Setor de Finanças:
1.2.5.2.1 proceder ao registro, execução e controle das receitas orçamentárias por fonte de
recursos:
1.2.5.2.2 controlar a movimentação bancária do Fundo Municipal de Saúde;
1.2.5.2.3 emitir cheques e ordens bancárias;
1.2.5.2.4 proceder controle contábil e financeiro de depósitos, cauções e fianças bancárias;
1.2.5.2.5 acompanhar e controlar a execução financeira através de pagamentos dos débitos e cobrança dos créditos;
1.2.5.2.6 elaborar demonstrativos de disponibilidade e conciliação bancária;
1.2.5.2.7 aplicar os recursos disponíveis no mercado financeiro de acordo com as necessidades, bem como emitir relatórios dos rendimentos auferidos.
1.2.5.3 pelo Setor de Contabilidade:
1.2.5.3.1 proceder registros dos atos e fatos administrativos da gestão do Fundo Municipal de Saúde; 2. efetuar a escrituração contábil das despesas e receita;
3. confeccionar mensalmente e anualmente o balancete geral do Fundo Municipal de Saúde, para apreciação dos Órgãos fiscalizadores e de controle social;
4. elaborar demonstrativos e relatórios contábeis, financeiro e patrimoniais do Fundo Municipal de Saúde e da Secretaria Municipal da Saúde;
5. analisar e promover a inscrição e baixa de restos a pagar, incorporação e desincorporação patrimonial.
1.2.5.4 pelo Setor Custos:
1.2.5.4.1 implantar, acompanhar e manter o sistema de custos;
1.2.5.4.2 coletar os dados necessários à alimentação do sistema de custos; Cadastro Organizacional/PMS SMS
1.2.5.4.3 articular-se com todas as unidades da Secretaria visando levantamento de custos, quanto a recursos humanos, material e patrimônio e de serviços fornecidos por unidade administrativa e de serviços;
1.2.5.4.4 analisar e interpretar, através de relatórios, os dados produzidos.
1.2.6 A Subcoordenadoria de Execução da Despesa:
1.2.6.1 pelo Setor de Liquidação:
1.2.6.1.1 efetuar a liquidação das despesas e os respectivos registros do Fundo Municipal de Saúde - FMS, na forma da legislação vigente;
1.2.6.1.2 controlar e acompanhar a concessão, prestação de contas e comprovação de adiantamentos;
1.2.6.1.3 acompanhar a execução de contratos, convênios e acordos, com cláusulas de obrigações financeiras para o Fundo Municipal de Saúde.
1.2.6.2 pelo Setor de Controle de Despesas:
1.2.6.2.1 efetuar a liquidação da despesa e os respectivos registros contábeis na forma da legislação pertinente;
1.2.6.2.2 controlar e acompanhar a concessão e a comprovação de diárias;
1.2.6.2.3 exercer outras competências correlatas, de acordo a legislação.
Peculiaridades na Execução da Despesa
É possível perceber que a execução financeira e contábil no setor público, é muito mais complexa que no setor privado. O fundo Municipal de Saúde atualmente gere 128 (cento e vinte e oito) contas, sendo essas 64 (sessenta e quatro) contas correntes e 64 (sessenta e quatro) contas de aplicação.
Essas contas são enquadradas através de blocos de financiamento, as quais recebem repasses do Fundo Nacional de Saúde – FMS e do Tesouro Municipal.
A Portaria nº 204 de 29 de janeiro de 2007, regulamenta o financiamento e a transferência de recursos federais para as ações e serviços de saúde, na forma de Blocosde Financiamento, com respectivo monitoramento.
O Art. 4º Estabelece os seguintes blocos de financiamento: “ I - Atenção Básica II - Atenção de Média e Alta Complexidade Ambulatorial e Hospitalar; III - Vigilância em Saúde; IV - Assistência Farmacêutica; e V - Gestão do SUS; VI - Investimentos na Rede de Serviços de Saúde.”
Cada bloco de financiamento é constituído por componentes, que são regulamentados por portarias específicas, onde identifica o tipo, valor de repasse, regularidade de repasse e a finalidade do gasto.
É com base nesses repasses, que a secretaria efetua a aquisição de materiais, serviços e convênios com entidade públicas, privadas e sem fins lucrativos, a fim de dar andamento a todas as ações relacionadas ao serviço de saúde à população.
A Controladoria Geral do Município – CGM	Comment by Heitor Silveira Freitas: Todas essas informações deveriam estar no referencial teórico de maneira reduzida e focada. Aqui era para estamos mencionando análises sobre a atuação da controladoria se fosse o caso.
A CGM foi criada através da Lei Municipal nº 5.245, de 05 de fevereiro de 1997, que modificou a estrutura organizacional da Prefeitura Municipal do Salvador, e sofreu alterações pela Lei nº 5.351 de 22 de janeiro de 1998, pela Lei nº 6.291 de 12 de junho de 2003 e pela Lei nº 8.725 de 29 de dezembro de 2014.
Em 29 de dezembro de 2014, com a última alteração, a Controladoria Geral do Município – CGM foi remanejada da Secretaria Municipal da Fazenda para o Gabinete do Prefeito – GABP, criando na estrutura da Controladoria uma Coordenadoria e uma Corregedoria.
Devido à importância dada nos últimos anos ao Controle Interno, a Lei municipal nº 5.350/98, no capítulo em que trata das Funções Sistêmicas da Administração Municipal instituiu o Sistema de Controle Interno Integrado - SICOI, que tem como órgão central, com competência normativa, supervisora e fiscalizadora, a Controladoria Geral do Município.
Através do Decreto n° 23.779 de 11 de janeiro de 2013, que fixou as estruturas regimentais das Secretarias e Órgãos da Administração Direta da Prefeitura Municipal do Salvador a Coordenadoria de Contabilidade passou a pertencer à Diretoria Geral do Tesouro Municipal, e não mais à Controladoria Geral do Município.
Desde sua criação foram realizadas ações objetivando a modernização administrativa municipal e adequação da estrutura organizacional que atendesse a uma concepção gerencial do setor público mais eficiente e efetiva no desempenho de suas competências.
A atual estrutura preconiza a especialização de funções, agregando às Coordenadorias, setores afins, buscando desta forma a eficiência no emprego de esforços de forma mais estratégica.
A CGM tem como missão institucional coordenar e formular as diretrizes de Controle Interno do Poder Executivo e exercer os controles contábeis, financeiros, orçamentários, operacionais, patrimoniais e da aplicação das subvenções e renúncias de receitas, bem como gerar informações para subsidiar as tomadas de decisões relacionadas aos programas de governo para a efetividade da gestão municipal.
1.2.7 Estrutura Organizacional
Fonte: Controladoria Geral do Município de Salvador
1.2.8 Competência Regimental
Dentre as principais competências da CGM podemos citar:
1.2.8.1 coordenar as ações de controle interno do Poder Executivo e exercer controle sobre os procedimentos contábeis, financeiros, orçamentários, operacionais, patrimoniais e da aplicação das subvenções e renúncias de receitas;
1.2.8.2 acompanhar o desempenho da gestão municipal e gerar informações para subsidiar as tomadas de decisões das autoridades competentes, relacionadas ao desempenho fiscal e ao cumprimento das regras estabelecidas na Lei de Responsabilidade Fiscal;
1.2.8.3 verificar a legalidade e avaliar resultados, quanto à economia, eficiência e eficácia, da gestão orçamentária, financeira e patrimonial nos órgãos e entidades municipais, bem como da aplicação de recursos públicos por entidades civis sem fins lucrativos, resultante de repasse de recursos efetivado pelo órgão ou entidade municipal;
1.2.8.4 interagir com os órgãos de controle externo e acompanhar suas ações no âmbito do município;
1.2.8.5 elaborar normas, rotinas e manuais para melhoria do Sistema de Controle Interno Integrado – SICOI.
RESULTADOS, ANÁLISES E DISCUSSÃO
Após análise de todas as informações acima citadas, bem como as atribuições de cada órgão/setor, é possível identificar preocupação maior está em extinguir ou ao menos minimizar, um dos principais problemas que atinge as administrações públicas contemporâneas que é a corrupção.
O trabalho visa demonstrar que a falta de controle adequado sobre uma determinada gestão, implica um conjunto de atos que resultam no uso indevido dos recursos pertencentes ao Estado em benefício próprio ou de terceiros.	Comment by Heitor Silveira Freitas: Objetivo já foi feito lá na introdução. E não era esse que vc está mencionando agora.
Chaves (2009) define a controladoria como órgão central do sistema de controle interno, uma espécie de órgão da administração pública localizado no nível de assessoramento do dirigente máximo da administração, com a finalidade de agregar diversas atividades como auditoria, correição, prevenção e combate a desvios para otimizar o resultado da administração.
Após o estudo realizado, pode-se afirmar que a CMG controla a efetiva entrada e saída de recursos, e como os mesmo deverão ser contabilizados. Atua de forma a cumprir as determinações da Lei de Responsabilidade Fiscal contribuindo para a transparência da Gestão. Porém, devido às peculiaridades de cada órgão, é praticamente impossível saber, por exemplo, quais ações poderão ser pagas com uma conta específica de cada bloco, ou quando ocorrerão novos repasses por parte do Ministério da Saúde, quando será construída uma nova Unidade de Saúde e qual o recurso será disponibilizado para isso.
Para controle de arrecadação, cada órgão, neste caso a SMS, informa para a controladoria as novas implantações, incrementos financeiros, dentre outras informações. Com base nas, é feita a Lei de Diretrizes orçamentárias – LDO, Plano Pluri Anual – PPA e a Lei Orçamentária Anual – LOA, ou seja, o órgão controlador trabalha da melhor forma possível para evitar desvios de verbas públicas, mas não trata a efetiva aplicação de cada recurso, na sua ação correspondente. Sendo assim, caso ocorra um pagamento com a verba pública, que era destinado para aquisição de material, e por algum deslize interno, seja utilizado com outra finalidade, o órgão controlador não tem como efetuar essa análise.	Comment by Heitor Silveira Freitas: Nas o que?
Assim, existe internamente dentro da SMS, o Fundo Municipal de Saúde – FMS, que cuida de toda a parte de execução financeira, destina o recurso para seu fim específico, analisa se todas as documentações estão dentro da legalidade, antes de efetivar o pagamento.
O FMS atua como uma “mini” controladoria e auditoria no processo de execução da despesa pública. Controla o recebimento dos recursos, solicita aplicações financeiras, tem o efetivo conhecimento das portarias de cada recurso que repassado e a sua aplicabilidade.
Aspectos de Controle
Ao verificar na prática todas as atribuições inerentes a Controladoria do Município de Salvador, identificou-se que muitas das suas normas não estariam sendo cumpridas. Pode- se assim verificar aspectos positivos e negativos sendo eles:
· Pontos Positivos: A CGM atua sim como órgão controlador, efetuando controles contáveis, a efetiva aplicação da receita, realizando auditoria nos processos de pagamento internos da SMS, balanços, e contratos. Solução de problemas relacionados ao sistema SIGEF – Sistema de Gestão Fiscal, que é utilizado para execução de toda a fase da despesa;
· Pontos Negativos: A CGM tornou-se um órgão centralizador, não possui conhecimento das peculiaridades de cada secretaria, desenvolvendo assim um trabalho contábil e não e efetivo controle do gasto.
Dados da Pesquisa
Esta pesquisa foi realizada no Fundo Municipalde Saúde de Salvador, por profissionais de diversas áreas da fase de execução da despesa. No universo pesquisado composto por 20 profissionais com percepção total de 100%, foi possível coletar os dados através de questionário, sendo 75% público feminino e 25% masculino.	Comment by Heitor Silveira Freitas: A questão do genero tem impacto na pesquisa? Se não, retirar.
Tabela 1 – Qual o sexo do entrevistado?
	SEXO
	QTD
	%
	MASCULINO
	8
	25%
	FEMININO
	12
	75%
	TOTAL
	20
	100%
No meio profissional, a experiência com a área de atuação na despesa é elevada. Quanto mais o tempo de serviço, os profissionais poderão sentir a necessidade de aperfeiçoar suas técnicas e habilidades no controle de gastos públicos. Diante disso constatou-se que 80% dos profissionais possuem vasta experiência na área, pois conforme dados coletados os mesmo atuam há mais de 5 (cinco) anos na sua função, tendo 60% técnicos na área.
Tabela 2 – Tempo de Serviço
	TEMPO DE SERVIÇO
	
	MENOS DE 03 ANOS
	2
	10%
	ENTRE 03 E 05 ANOS
	2
	10%
	MAIS DE 05 ANOS
	16
	80%
	TOTAL
	20
	100%
Tabela 3 - Titulação
	TITULAÇÃO
	
	TÉCNICO
	12
	60%
	GRADUADO
	4
	20%
	PÓS-GRADUADO
	4
	20%
	TOTAL
	20
	100%
Em relação ao conhecimento necessário para o exercício da função, 65% dos profissionais acreditam conhecer as atribuições inerentes ao seu setor.
Tabela 4 – Conhece todas as atribuições que envolve sua área de atuação?
	ÁREA DE CONHECIMENTO
	
	SIM
	13
	65%
	NÃO
	0
	0%
	EM PARTE
	7
	35%
	TOTAL
	20
	100%
No que diz respeito a solução de problemas por parte do órgão controlador, 70 % dos profissionais, responderam que seus problemas de controle interno são solucionados em parte pela CGM. De acordo com a pesquisa, ficou caracterizado que não existe acessibilidade ao órgão, tendo como maior meio de contato utilizado o mail segundo 90% dos pesquisados. Diante disso 65% dos profissionais atribuem parte da morosidade nos processos devido o tempo de resposta obtido.
Tabela 5 – A CGM consegue solucionar todos os problemas do seu setor?
	A CGM SOLUCIONA OS PROBLEMAS DO SEU SETOR?
	SIM
	3
	15%
	NÃO
	3
	15%
	EM PARTE
	4
	70%
	TOTAL
	10
	100%
Tabela 6 – Qual o meio mais utilizado para entrar em contato com a CGM?
	MEIO DE CONTATO MAIS UTILIZADO
	E-mail
	18
	90%
	Telefone
	2
	10%
	Presencial
	0
	0%
	TOTAL
	20
	100%
Tabela 7 – O tempo de retorno é satisfatório?
	RETORNO DE SOLUÇÃO DO PROBLEMA
	SIM
	3
	15%
	NÃO
	4
	20%
	EM PARTE
	13
	65%
	TOTAL
	20
	100%
Dentro das questões solicitadas mais relevantes, podemos informar que 40% dos profissionais acreditam que a CGM não possua o efetivo controle dos gastos realizados pela SMS e 45% acredita que o órgão não possua o efetivo controle do componente financeiro ou projeto/atividade correto para cada pagamento.
Tabela 8 -Você acredita que a CGM possua controle efetivo dos gastos?
	A CGM POSSUI CONTROLE DOS GASTOS?
	SIM
	6
	30%
	NÃO
	8
	40%
	EM PARTE
	6
	30%
	TOTAL
	20
	100%
Dentre os entrevistados, notou-se que a questão do aprimoramento profissional é faltosa, 45% informou que a CGM não buscou novas implantações sistemáticas e 40% informa que não houveram melhorias para o profissional.
Tabela 9 – Existe a preocupação no aprimoramento do servidor?
	APRIMORAMENTO DO SERVIDOR
	SIM
	5
	25%
	NÃO
	9
	45%
	EM PARTE
	6
	30%
	TOTAL
	20
	100%
No sentido de coletar informações exercendo a democracia sobre o tema da pesquisa, segue abaixo os comentários dos profissionais acerca da seguinte pergunta: O que poderia sugerir para melhorar a execução dos gastos públicos? Proponha melhorias. Contribua.
Tabela 10 – Quadro de questões discursivas	Comment by Heitor Silveira Freitas: Laís, você precisa tabular as respostas, analisá-las, embasar suas análises com outras pesquisas. Aqui vc só apresentou as respostas. Inclusive isso tinha que estar como anexo.
	
Questionado 1
	
"Vários são os fatores que contribuem para o mau uso do erário, seguem dois: a falta de comprometimento, gerando desperdício de agua, energia, e insumos, o que onera o consumo final; O não cumprimento dos prazos legais de pagamento, gerando juros e multas desnecessários a administração pública. Se a administração implantar novas rotinas, que viabilizem a conscientização visando a economia, bem como o cumprimento de prazos, contribuiremos de forma imediata e significativa para a redução de gastos na administração pública."
	
Questionado 2
	"No que refere-se ao controle de gastos públicos, sob a ótica do controle orçamentário, financeiro e contábil, acredito que a melhor forma de gerir sempre será por intermédio de mecanismos gerenciais eficientes e eficazes. Nesse contexto, compreendo que um bom sistema informatizado de gestão para esses controles reduziriam e contribuiriam significativamente para a agilidade das informações, bem como as possíveis intervenções de melhorias possíveis de serem adotadas. Vale destacar-se que ao nos referirmos a órgão público, em especial ao Fundo Municipal de Saúde, devemos constantemente adotar procedimentos pautados nas legislações, que sejam municipais, estaduais e/ou federais diante dos recursos financeiros recenidos destes entes. As melhorias poderiam ser referentes a qualificação e monitoramento dos trabalhos da equipe quanto aos procedimentos em aplicação,
tendo em vista a existência da auditoria interna, bem como da Controladoria Geral do Município."
	
Questionado 3
	"A implantação de um sistema onde ofereça relatórios específicos de cada área, consequentemente terá mais fiscalização e funcionários capacitados para desenvolver o sistema com êxito."
	Questionado 4
	"Praticar as teorias, focar onde as pessoas são atendidas, para qualificar estes atendimentos."
	
Questionado 5
	"Acabar com a terceirização, criar concurso para suprir a carência de servidores públicos, pois a terceirização onera o orçamento
público".
	
Questionado 6
	"A gestão municipal precisa alinhar-se e antecipar às demandas, ampliar o controle de gastos de acordo com as necessidades das coordenações administrativas, um planejamento estratégico, com larga margem de prazo, para evitar situações de risco e ainda, estas ações precisam atender de fato ao público e ao interesse do
cidadão."
	
Questionado 7
	As coordenações administrativas, financeiras e de saúde precisam estar alinhadas na tomada de decisão, junto à gestão municipal, CGM e SEMGE (Secretaria Municipal de Gestão) para que não faltem recursos para suprir as necessidades dos PA'S das unidades
de saúde."
	
Questionado 8
	Manter o compromisso no que se propões realizar; Manter um controle efetivo no que se compra e dos serviços que contrata. E
por ultimo uma gestão mais humana que tenha como valorizar os servidores e funcionários."
	
Questionado 9
	"Por motivo de uma nova gestão, tudo se ajusta, tudo se pode. Sugiro que não se faça necessária tantas mudanças pois elas elevam o orçamento, provocando um gasto desnecessários."
	
Questionado 10
	"Na área em que mais atuo, os gastos as vezes são desnecessários na compra de materiais de escritório, materiais de propaganda como: camisas, baner etc. Pois o custo seria empregado em outros materiais necessários como: remédio, material de penso. Terá que ter um controle melhor com as coordenações para os custos
cairem."
	
Questionado 11
	Implantar um sistema de informação mais eficaz onde possamos buscar as informações de forma mais rápida, completa e satisfatória. Como melhoria deveria aumentar o número de colaboradores e servidores, pois a demanda de serviço é alta e
pouca mão de obra para execução do serviço."
	
Questionado 12
	
"Cursos de capacitação para funcionários."
	
Questionado 13
	"Mais empenho e agilidade com a prestação de serviço e que o governo Dilma repasse a verba pública no prazo estipulado e não atrase o pagamento do mesmo. Por fim, reduzir os gastos em 10%."
	
Questionado 14
	" A secretaria deveria investir mais em capacitação, oferecendo cursos de aprimoramento ao servidor."
	
Questionado 15
	"1- Fazer controle rigoroso dos serviçose materiais para que seja contratado o que é realmente necessário para funcionamento da máquina. 2- Acabar com a indicação de funcionários por conchavos políticos, pois implica em altos salários e ineficiência (gasto de tempo e material). 3 - Continuidade dos projetos em andamento deixados pela gestão anterior. 4 - Valorizar o servidor e aprimorar
seu conhecimento através de bons cursos, na área em que atua. 5 - Fiscalização rigorosa e efetiva no controle dos recursos."
	
Questionado 16
	"Deveria criar um grupo de trabalho para acompanhar os gastos públicos, propor medidas para melhorar a execução orçamentária e financeira, outrossim ele iria sugerir medidas para melhorar a qualidade dos gastos, usaria a eficiência para aperfeiçoamento em
gasto público."
	
Questionado 17
	"Deveria ser implantado um órgão fiscalizador dentro da Secretaria Municipal de Saúde" que pudesse acompanhar todos os processos internos."
	
Questionado 18
	" O Fundo Municipal deveria tornar-se diretoria, diante de todas as funções que assume, e a responsabilidade que possui."
	
Questionado 19
	"Para melhorar o controle de todas as ações, seria necessário uma capacitação geral nas áreas, para que as mesmas entendessem a execução da despesas e como funciona, entendesse as dificuldades
do FMS."
	
Questionado 20
	
"Criar um sistema único para controlar tudo."
Fonte: Questionário do autor
Comentários do professor:
1. A análise precisa de mais profundidade ao abordar aspectos relevantes para o controle interno e a atuação da CGM e FMS, que são nosso foco. Muitos trechos ainda estão descritivos e repetem conceitos introdutórios, e nessa seção precisamos trazer insights analíticos.
2. A questão ficou muito aberta e não está muito conectada com a pesquisa. Até temos informações legais nas respostas, mas as análises exploraram muito pouco esses insumos. Os resultados não foram utilizados para validar suas hipóteses ou reforçar as conclusões do estudo.
3. As respostas discursivas dos entrevistados levantam pontos importantes (como falta de capacitação, necessidade de sistemas mais eficazes e planejamento estratégico), mas a análise não organizou ou sintetizou essas sugestões de forma estruturada. Temos que tentar tabular essas respostas e analisá-las.
4. Você não cruzou informações de pesquisas anteriores com as respostas dos entrevistados para enriquecer as análises, o que pode ser uma saída para a gente.
5. O nosso problema principal do trabalho, que trata de dificuldades e melhorias no controle interno da SMS, é abordado de forma muito tangencial. A relação entre as atribuições da CGM e do FMS com os desafios reais identificados no controle interno é insuficiente.
6. Você até apontou alguns problemas estruturais (ex.: centralização da CGM e falta de conhecimento das peculiaridades), mas não analisou com uma profundidade legal em relação ao impacto nos controles e na gestão dos recursos.
7. Podemos tentar identificar padrões, validar algumas hipóteses/percepções e demonstrar como as dificuldades apontadas pelo pessoal na pesquisa afetam o controle interno. Podemos discutir, por exemplo, como a falta de capacitação e a centralização da CGM contribuem para a morosidade ou fragilidade nos processos.
8. Tentei dar uma tabulada nas respostas com o que entendi, veja se faz sentido:
	Categoria Identificada
	Descrição
	Conscientização e Redução de Desperdícios
	Necessidade de reduzir desperdícios e promover conscientização sobre o uso eficiente de recursos.
	Sistemas Informatizados e Relatórios Gerenciais
	Propostas para implementar sistemas informatizados e gerar relatórios específicos para maior controle e fiscalização.
	Capacitação e Monitoramento da Equipe
	Sugerem a qualificação das equipes e o monitoramento contínuo de processos para aprimorar o controle interno.
	Planejamento e Alinhamento Estratégico
	Necessidade de planejamento estratégico e alinhamento das decisões entre setores administrativos e operacionais.
	Atenção ao Atendimento à População
	Priorização de ações que beneficiem diretamente os serviços prestados ao público, alinhando teoria e prática.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Este trabalho elucidou questões importantes sobre a controladoria e seus efeitos no processo de gestão pública; proporcionou a importância dos profissionais envolvidos na pesquisa aliado a busca por melhorias no sistema de controle de gastos públicos.
Ficou evidente que a Controladoria Geral do Município, órgão criado para ser detentor de todas as informações necessárias a evitar o desperdício e controlar os gastos, tem muito ainda o que aprimorar dentro a imensidão de detalhes que cada órgão possui.
Com base no questionário e no acervo literal explorado foi possível constatar que profissionais qualificados, a criação de uma controladoria interna para as especificidades de cada lugar, a conscientização dos demais setores de forma a entender como funciona a execução financeira municipal, a implantação de sistemas que corroborassem com a informação condensada de fatos e não tão somente fornecer informações “soltas” para cada área, proporcionaria ao Gestor uma tomada de decisão segura e o controle real.
Compete a esta pesquisa alertar sobre a necessidade de diante de tantas dificuldades apontadas, deixar de lado o fato de ser “órgão público” e buscar gerir de fato o que é direito do cidadão.
Enfim é possível melhorar a qualidade do controle dos gastos públicos seja ele Federal, Estadual ou Municipal. Muito embora a CMG institua, fiscalize e acompanhe as informações contábeis, a ainda muito a ser feito com aplicação devida do recurso.
REFERÊNCIAS
BRASIL. Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990. Dispõe sobre as condições para a promoção, proteção e recuperação da saúde, a organização e o funcionamento dos serviços correspondentes e dá outras providências. Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, 20 set. 1990.
BRASIL. Lei nº 8.142, de 28 de dezembro de 1990. Dispõe sobre a participação da comunidade na gestão do Sistema Único de Saúde (SUS) e sobre as transferências intergovernamentais de recursos financeiros na área da saúde e dá outras providências. Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, 31 dez. 1990.
BRASIL. Decreto nº 7.508, de 28 de junho de 2011. Regulamenta a Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990, que dispõe sobre a organização do Sistema Único de Saúde - SUS, o planejamento da saúde, a assistência à saúde e a articulação interfederativa, e dá outras providências. Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, 29 jun. 2011.
BRASIL. Congresso Nacional. Lei complementar nº 101, de 04 de maio de 2000. Estabelece normas de finanças públicas voltadas para a responsabilidade na gestão fiscal e dá outras providências. Brasília, 24p., maio 2000.
BRASIL. Lei nº 4.320, de 17 de março de 1964. Institui Normas Gerais de Direito Financeiro para elaboração e controle dos orçamentos e balanços da União, dos Estados, dos Municípios e do Distrito Federal. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 23 mar. 1964.
BRASIL. Ministério da saúde. Portaria nº 204, 29 de janeiro de 2007. Regulamenta o financiamento e a transferência dos recursos federais para as ações e os serviços de saúde, na forma de blocos de financiamento. Diário Oficial da União, Brasília, 2007 jan 31;n. 22;Seção 1:45.
CATELLI, Armando. Controladoria: Uma abordagem do GECON. 2 ed. São Paulo: Atlas, 2007.
CHAVES, Renato Santos. A auditoria e controladoria no setor público: fortalecimento dos controles internos – com jurisprudência do TCU. Curitiba: Juruá, 2009.
HORNGREN, Charles T. Introdução à Contabilidade Gerencial. 5.ed., São Paulo: Prentice Hall do Brasil, 1985.
MARCONI, Marina de Andrade; LAKATOS, Eva Maria. Fundamentos de metodologia científica. 7. ed. São Paulo: Atlas, 2010.
MEIRELLES, Hely Lopes. Direito administrativo brasileiro. 29. ed. São Paulo: Malheiros, 2004.
MOSIMANN, Clara Pellegrinello; FISCH, Silvio. Controladoria: seu papel na administração das empresas. São Paulo: Atlas, 1999.
OLIVEIRA, Djalma de Pinho Rebouças. Sistemas, organização

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