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Sistemas de Esgoto
Departamento de Ciência e Tecnologia Ambiental
Curso de Engenharia Ambiental e Sanitária
SES – 7º Período
Professor
MSc Túlio Floripes
tuliofloripes@cefetmg.br
Introdução
 Primeiro sistema de esgoto implantado no mundo: século 6 antes de Cristo – Cloaca Máxima
 Esgoto de áreas adjacentesao fórum romano;
 Essencial para o controle da malária.
 Drenagem de grande área superficial;
Introdução
 Primeiros sistemas de esgoto implantadosna Europa e nos Estados Unidos
 Coleta e transporte de águas pluviais;
 Em 1915 foi autorizado o lançamento de esgoto nas galerias de
água pluviais em Londres;
 Em Londres os sistemas de galerias apresentaram sérios problemas
operacionais;
 Esses sistemas, denominados unitários, foram implantados
rapidamente em cidades importantes (Boston (1833); Rio de
Janeiro (1857); Paris (1880));
 Esses sistemas tiveram bom desempenho em localidade de baixa
pluviosidade, regiões frias e subtropicais.
Esgotos Sanitários
“Despejo líquido constituído de esgotos domésticos e industrial, água de infiltração e contribuição pluvial 
parasitária (NBR 9648/86)”
 Esgoto doméstico:
 Despejo líquido resultante do uso da água para higiene e necessidades fisiológicas humanas.
 Esgoto industrial:
 Despejo líquido resultante dos processos industriais, respeitados os padrões de lançamento
estabelecidos.
 Água de infiltração:
 Toda água proveniente do subsolo, indesejável ao sistema separador e que penetra nas
canalizações.
 Contribuição pluvial parasitária:
 Parcela do deflúvio superficial inevitavelmente absorvida pela rede de esgoto sanitário.
Esgotos Sanitários
 Água de infiltração:
 Águas que penetram nas tubulações pelas juntas;
 Águas que penetram nas canalizações através de imperfeições das paredes dos condutos;
 Águas que penetram no sistema pelas estruturas de poços de visita, estações elevatórias, etc
Esgotos Sanitários
 Águas pluviais parasitária:
 Ligações de canalizações pluviais prediaisà rede de esgoto;
 Interligações de galerias de águas pluviais à rede de esgoto;
 Tampões de poços e visitas e outras aberturas;
 Ligações abandonadas.
Esgotos Sanitários
 Vazão afluente: Período de Seca X Período de Chuva
0,0
20,0
40,0
60,0
80,0
100,0
120,0
140,0
45 65 85 105 125 145 165 185 205 225 245
V
az
ão
 L
/s
)
Dias Operacioanis
Vazão Afluente
Período de Seca Período de Chuvas
Tipos de Sistemas de Esgotos
 Sistema de esgotamento unitário (ou combinado):
 Águas residuárias, águas de infiltração e águas pluviais, são veiculadas por um único sistema;
 Sistema de esgotamento separador parcial:
 Parcela das águas de chuva, provenientes de telhados e pátios das economias são encaminhadas juntamente com
as águas residuárias e águas de infiltração do subsolo para um único sistema de coleta e transporte dos esgotos;
Tipos de Sistemas de Esgotos
 Sistema de esgotamento separador absoluto:
 Sistema em que as águas residuárias e águas de infiltração, que constituem o esgoto sanitário, veiculam em um
sistema independente, denominado sistema de esgoto sanitário. As águas pluviais são coletadas e transportadas
em um sistema de drenagem pluvial totalmente independente
Tipos de Sistemas de Esgotos
 Sistema de esgotamento unitário – desvantagens:
 Mistura de águas pluviais com águas residuárias prejudica e onera os custos com tratamento de
esgoto;
 O sistema exige desde o início investimentos elevados devidos às grandes dimensões dos
condutos e das obras complementares;
 A aplicação dos recursos precisa ser feita de maneira mais concentrada, reduzindo a
flexibilidade de execução programada por sistema;
 As galerias de águas pluviais, que em nossas cidades são executadas em 50% ou menos das vias
públicas, terão de ser construídas em todos os logradouros;
 O sistema não funciona bem em vias públicas não pavimentadas, que se apresentam com
elevada frequência em nossas cidades;
 As obras são de execução mais difícil e mais demorada.
Tipos de Sistemas de Esgotos
 Sistema de esgotamento separador - vantagens:
 Custa menos, pelo fato de empregar tubos mais baratos, de fabricação industrial (manilhas,
tubos de PVC, etc);
 Oferece mais flexibilidade para a execução por etapas, de acordo com as prioridades (prioridade
maior para a rede sanitária);
 Reduz consideravelmente o custo do afastamento das águas pluviais, pelo fato de permitir o seu
lançamento no curso de água mais próximo, sem a necessidade de tratamento;
 Não se condiciona e nem obriga a pavimentação dasvias públicas;
 Reduz muito a extensão das canalizações de grande diâmetro em um cidade, pelo fato de não
exigir a construção de galerias em todas as ruas;
 Não prejudica a depuração dos esgotos sanitários.
Concepção de Sistemas de Esgoto Sanitário
 Conjunto de estudos e conclusões referentes ao estabelecimento de todas as diretrizes, parâmetros e definições
necessárias e suficientes para a caracterização completa do sistema a projetar
 A concepção é elaborada na fase inicial do projeto, constituindo atividadesde:
 Identificação e quantificação de todos os fatores intervenientes com o sistema de esgotos;
 Diagnóstico do sistema existente, considerando a situação atual e futura;
 Estabelecimento de todos os parâmetros básicos de projeto;
 Pré - dimensionamento dasunidades dos sistemas, para as alternativas selecionadas;
 Escolha da alternativa mais adequada mediante a comparação técnica, econômica e ambiental, entre as
alternativas;
 Estabelecimento das diretrizes gerais de projeto e estimativa das quantidades de serviços que devem ser
executados na fase de projeto.
Partes de um sistema de esgoto sanitário
 Rede coletora:
 Conjunto de canalizações destinadas a receber e conduzir os esgotos dos edifícios, o sistema de
esgotos predial se liga diretamente à rede por uma tubulação chamada coletor predial.
 Coletores secundários: canalizações que recebem diretamente as ligações prediais;
 Coletores troncos: é o coletor principal de uma bacia de drenagem, que recebe a contribuição
dos coletores secundários, conduzindo seus efluentes a um interceptor ou emissário.
 Interceptor:
 Canalização que recebe coletores ao longo do seu comprimento, não recebendo ligações
prediais diretas.
 Emissário:
 Canalização destinada a conduzir os esgotos a um destino conveniente (estação de tratamento
e/ou lançamento) sem receber contribuições em marcha.
Partes de um sistema de esgoto sanitário
 Sifão invertido:
 Obra destinada à transposição de obstáculo pela tubulação de esgoto, funcionando sob
pressão.
 Corpo de água receptor:
 Corpo de água onde são lançadosos esgotos.
 Estação elevatória:
 Conjunto de instalações destinadas a transferir os esgotos de uma cota mais baixa para outra
mais alta.
 Estação de tratamento:
 Conjunto de instalações destinadasà depuração dos esgotos, antes de seu lançamento.
Regime Hidráulico do Escoamento em SES
 A canalizações dos coletores e interceptores devem ser projetadas para funcionarem sempre como condutos
livres;
 Os sifões e linhas de recalque das estações elevatórias funcionam como condutos forçados;
 Os emissários podem funcionar como condutos livres ou forçados, não recebendo contribuições em marcha;
funcionando como conduto forçado em linhas de recalque e emissários submarinos.
Normas de Projeto de SES
 NBR 9448 – Estudo de Concepção de Sistemas de Esgoto Sanitário, que estabelece terminologia e condições
gerais para este tipo de estudo, promulgada em 1986;
 NBR 9649 – Projeto de Redes Coletoras de Esgoto Sanitário, que estabelece terminologia e critérios de
dimensionamento para elaboração de projeto hidráulico-sanitário de redes coletoras de esgoto sanitário,
promulgada em 1986;
 NBR 12207 – Projeto de Interceptores de Esgoto Sanitário, que estabelece condições de elaboração de projeto e
dimensionamento de interceptores de grande porte, promulgada 1992;
 NBR 12208 – Projeto de Estações Elevatórias de EsgotoSanitário, que estabelece condições para elaboração de
projeto hidráulico sanitário de estações elevatórias de esgoto sanitário com emprego de bombas centrífugas,
promulgada 1992;
 NBR 12209 – Projeto de Estações de Tratamento de Esgoto Sanitário, que estabelece condições de elaboração
de projeto hidráulico sanitário de estações de tratamento de esgotos, promulgada 1992, e atualizada em 2011.
Estudo de Concepção de SES
 Dados e características da comunidade:
 Localização;
 Infra-estrutura existente;
 Cadastro atualizado dos sistemas de abastecimento de água, de esgoto sanitário, de galerias de águas pluviais,
de pavimentação, de telefone, de energia elétrica, etc;
 Condições sanitárias atuais; índices estatísticos de saúde; ocorrências de moléstias de origens hídrica;
 Estudos, projetos e levantamento existentes.
Estudo de Concepção de SES
 Análise do sistema de esgoto sanitário existente:
 Descrição do sistema existente com identificação de todos os elementos constituintes;
 Análise pormenorizada das partes constituintes, baseadas no cadastro e informações existentes;
 Descrição da área atendida;
 População esgotável por bacia contribuinte e/ou nível de atendimento;
 Contribuição per capita, devendo ser calculada em função do volume faturado;
 Identificação do número de ligações por categoria, assim como o consumo.
Estudo de Concepção de SES
 Estudos demográficos e de uso e ocupação do solo:
 Dados censitários;
 Catalogação dos estudos populacionaisexistentes;
 Pesquisa de campo;
 Levantamento da evolução do uso do solo e zoneamento da cidade;
 Análise socioeconômica do município, bem como o papel deste na região;
 Plano diretor da cidade, sua real utilização e diretrizes futuras;
 Projeção da população urbana baseada em métodos matemáticos, analíticos, comparativose outros (ano a ano);
 Análise e conclusão das projeções efetuadas; distribuição da população e suas respectivas densidades por zonas
homogêneas e por sub-bacias de esgotamento.
Critérios e parâmetros de projeto
 Os seguintes critérios devem ser considerados e justificados:
 Consumo efetivo “per capita” – em função do consumo medido, efetuar a previsão da evolução desse
parâmetro;
 Coeficientes de variação da vazão;
 Coeficientes de contribuição industrial;
 Coeficiente de retorno de esgoto/água;
 Taxa de infiltração;
 Carga orgânica dos despejos domésticos e industriais;
 Níveis de atendimento no período de projeto;
 Alcance do estudo igual a 20 anos (justificar nos casos excepcionais);
 Coeficiente: habitantes/ligação.
Critérios e parâmetros de projeto
 Os seguintes critérios devem ser considerados e justificados:
 Consumo efetivo “per capita” – em função do consumo medido, efetuar a previsão da evolução desse
parâmetro;
 Coeficientes de variação da vazão;
 Coeficientes de contribuição industrial;
 Coeficiente de retorno de esgoto/água;
 Taxa de infiltração;
 Carga orgânica dos despejos domésticos e industriais;
 Níveis de atendimento no período de projeto;
 Alcance do estudo igual a 20 anos (justificar nos casos excepcionais);
 Coeficiente: habitantes/ligação.
Obs.: Deve ser realizada uma
pesquisa em função das industrias
existentes e em função desses
valores estimar a evolução
industrial. Para áreas onde ainda
não há industriais implantadas,
deve-se adotar o coeficiente de
vazão industrial, verificando no
Plano Diretor, o tipo de indústria.
Critérios e parâmetros de projeto
 Cálculo das contribuições:
 Os cálculos das contribuições doméstica, industrial e de infiltração deverão ser apresentados ano a ano, e por
bacia ou sub-bacia (quando necessário);
 Formulação criteriosa das alternativas de concepção:
 Deve-se descrever todas as unidades componentes da concepção adotada;
 Deve-se analisar todas as alternativas possíveis de aproveitamento total/ou parcial do sistema existente;
 Para cada alternativa devem ser levantados os impactos ambientaisnegativos e positivos;
 As desapropriaçõescaso seja necessário deverão ser convenientemente analisadas.
Critérios e parâmetros de projeto
 Estudos de corpos receptores:
 Vazões características;
 Cotas de inundação;
 Condições sanitárias;
 Usos de montante e jusante atuais e futuros;
 Considerar aspectos legais previstos na Resolução CONAMA 430/2011 e das legislações estaduais;
 Realizar estudo de auto-depuração dos corpos receptores.
Critérios e parâmetros de projeto
 Pré-dimensionamento das unidades- Rede coletora:
 Estudo das bacias e sub-bacias de contribuição;
 Estudo de traçados de rede;
 Pré-dimensionamento hidráulico-sanitário dastubulaçõesprincipais;
 Identificação de tubulações, peças e acessórios (definição do material).
Critérios e parâmetros de projeto
 Pré-dimensionamento das unidades- Coletor tronco, interceptor e emissário:
 Alternativas de traçado;
 Estudo técnico-econômico de alternativas;
 Definição de traçado;
 Pré-dimensionamento hidráulico-sanitário de tubulação, peças e acessórios;
 Identificação das tubulações, peças e acessórios (definição do material);
 Identificação de travessias de rios, rodovias, de faixas de servidão/desapropriação e APA;
 Identificação de interferências e pontos notáveis.
Critérios e parâmetros de projeto
 Pré-dimensionamento das unidades- Estação Elevatória e Linhas de Recalque:
 Estudo técnico-econômico de alternativas;
 Pré-dimensionamento do poço de sucção da elevatória, dimensões e formas geométricas;
 Pré-dimensionamento dos conjuntos elevatórios incluindo curvas características da bomba e do sistema;
 Pré-dimensionamento hidráulico-sanitário de tubulações, peças e acessórios;
 Identificação das tubulações, pelas e acessórios (definição do material);
 Identificação de travessias de rios, rodovias, ferrovias, de faixa de servidão/desapropriação e APA;
 Identificação da rede de energia elétrica no local, indicando suas características;
 Identificação de interferências e pontos notáveis.
Critérios e parâmetros de projeto
 Pré-dimensionamento das unidades- Estação de Tratamento de Esgoto:
 Identificação do corpo receptor, com caracterização de sua classificação, segundo a legislação vigente;
 Estudos hidrológicos com caracterização de vazões máximas, médias e mínimas e identificação de faixas de
inundação;
 Estudo de auto-depuração do corpo receptor para determinação de níveis de DBO e OD, colimetria e outros
parâmetros quando necessário, a jusante do ponto de lançamento;
 Determinação do grau de tratamento de esgoto;
 Relatório de sondagens com parecer técnico;
 Pré-dimensionamento hidráulico-sanitário dasunidadesdas alternativasde ETEs;
 Estudo técnico-econômico de alternativas;
Critérios e parâmetros de projeto
 Pré-dimensionamento das unidades- Estação de Tratamento de Esgoto:
 Estudo da locação da ETE em função topográfica;
 Identificação de rede de energia elétrica no local, indicando suas características;
 Estudo de jazidas para empréstimos: localização, acesso, sondagens, desapropriação e considerações sobre a
recuperação da área envolvida;
 Avaliação quanto a planos e programas governamentais existentes que possam interferir com o futuro
empreendimento;
 Identificação das áreas de desapropriação;
 Áreas de bota-fora;
 Identificação das tubulações, peças, acessórios, equipamentos etc (definição do material);
 Tratamento de lodos;
Critérios e parâmetros de projeto
 Pré-dimensionamento das unidades- Estação de Tratamento de Esgoto:
 Aproveitamento e tratamento final do lodo;
 Disposição final do efluente tratado;
 Identificação de limites de áreas de proteção ambiental e suas interfaces com o futuro empeendimento;
 Definição de vias de acesso ao futuro empreendimento.
Critérios e parâmetros de projeto
 Estimativa de custos das alternativas:
 Obras de 1ª Etapa: obras de implantação imediata e obras de complementação;
 Obras de 2ª Etapa.
 Comparação técnico-econômica e ambiental das alternativas: Definir concepção mais econômica através da instrução de órgão financiador (Para Caixa Econômica Federal
considerar a COSAN I);
 Deve-se apresentar as vantagens e desvantagens técnico, econômico e ambiental das alternativas;
 Deve-se apresentar as medidas mitigadoras e/ou compensatórias;
 Deve-se apresentar o diagnóstico da situação atual e o prognóstico esperado com e sem a implantação do
empreendimento.
Critérios e parâmetros de projeto
 Peças gráficas:
 Planta da cidade ou município com localização da área de planejamento do sistema – escala 1:10000 ou 1:5000;
 Planta do sistema de abastecimento de água existente – escala 1:10000 ou 1:5000;
 Planta do sistema de esgoto sanitário existente – escala 1:10000 ou 1:5000;
 Planta de pavimentação – escala 1:10000 ou 1:5000;
 Planta de galeria de águas pluviais existente – escala 1:10000 ou 1:5000;
 Planta do sistema de energia elétrica existente – escala 1:10000 ou 1:5000;
 Planta do sistema de energia elétrica existente – escala 1:10000 ou 1:5000;
 Planta do sistema proposto – escala 1:10000 ou 1:5000;
Critérios e parâmetros de projeto
 Peças gráficas:
 Planta do cadastro de dutos subterrâneos de outras concessionárias de serviços públicos – escala 1:10000 ou
1:5000;
 Planta da localização de indústrias ou carga de grandes contribuintes– escala 1:10000 ou 1:5000;
 Planta de áreas de planejamento com delimitaçõesdo setores – escala 1:10000 ou 1:5000;
 Planta de zonas de densidade homogêneas e de uso e ocupação do solo atual e futura – escala 1:10000 ou
1:5000;
 Planta das concepções com as várias alternativas – escala 1:10000 ou 1:5000;
 Plantas e cortes do pré-dimensionamento hidráulico daspartes constitutiva – escala conveniente;
 Perfil hidráulico da estação de tratamento de esgoto – escala conveniente;
 Planta de localização da área de jazida de empréstimo e bota fora – escala conveniente;
Critérios e parâmetros de projeto
 Memorial de cálculo:
 Hidrologia;
 Hidrogeologia;
 Hidráulica;
 Eletro-mecânica;
 Processos;
 Orçamentos;
 Etc;
Concepção da rede coletora de esgoto
 Principais atividadesdesenvolvidas no estudo de concepção da rede:
 Estudo da população da cidade e de sua distribuição na área; delimitação em planta dos setores de densidades
demográficos diferentes;
 Estabelecimento dos critérios para a previsão de vazões: quota de consumo de água por habitante por dia;
relação entre consumo efetivo de água e contribuição de esgotos; coeficientes do dia e hora de maior consumo,
vazão de infiltração;
 Estimativa das vazões dos grandes contribuintes; industrias, hospitais, grandes edifícios em geral. Estes
contribuintes devem ser localizadosna planta da cidade com valor de sua vazão;
 Determinação, para cada setor de densidade demográfica, da sua vazão específica de esgoto em litros por
segundo por hectare, ou litro por segundo por metro de canalização;
 Divisão da cidade em sub-bacias de contribuição;
 Traçado e pré-dimensionamento dos coletores tronco;
 Quantificação preliminar das quantidades de serviços que serão executados; para os coletores de esgotos, será
feita uma pré-estimativa da extensão dos diversos diâmetros, com base nas vazões;
Concepção da rede coletora de esgoto
 Principais atividadesdesenvolvidas no estudo de concepção da rede – Apresentação gráfica:
 Memorial descritivo e justificativo, onde são reunidos todos os critérios de cálculo, descrição do sistema,
cálculos hidráulicos, etc;
 Planta planialtimétrica da cidade, em escala de 1:5000 ou 1:10000 com curvas de nível de 5 em 5 m, em que são
desenhadas a setorização das densidades demográficas, a divisão em bacias e sub-bacias de contribuição e o
traçado dos coletores tronco com seus diâmetros e extensão;
 Pré-estimativa das quantidades de serviço e custos.
Concepção da rede coletora de esgoto
 Principais atividades desenvolvidas no estudo de concepção da rede – Apresentação gráfica coletores
secundários:
 Delimitação da planta em escala 1:2000 ou 1:1000, das bacias e sub-bacias de contribuição e dos setores de
densidades demográficas diferentes;
 Localização dos órgãos acessórios da rede na planta, identificando-ospor convecção adequada;
 Localização da tubulação, unindo os órgãos acessórios com a indicação do sentido de escamento por um seta no
traçado da tubulação.
Órgãos acessórios da rede
 Terminal de Limpeza (TL): tubo que
permite a introdução de equipamento de
limpeza e localizado na cabeceira de
qualquercoletor;
 Caixa de Passagem (CP): Câmara sem acesso
localizada em pontos singulares por necessidade
construtiva;
Órgãos acessórios da rede
 Tubo de Inspeção e Limpeza (TIL): Dispositivo
não visitável que permite inspeção e introdução
de equipamentos de limpeza;
 Poço de visita (PV): Câmara visitável através de
abertura existente em sua parte superior, destinada
à execução de trabalhosde manutenção.
Órgãos acessórios da rede
 TIL;
 PV
 CP
 TL Inicio de rede;
 Mudança de direção;
 Mudança de declividade;
 Mudança de material e diâmetro;
 Reunião de até dois coletores;
 Trechos com degraus de altura inferior a 0,50 m;
 Reunião de mais de dois trechos de coletores;
 Em reuniões com tubo de queda;
 Nas extremidades de sifões;
 Profundidade maior ou igual a 3 m;
 Nas extremidades de sifões;
Concepção do traçado da rede coletora de esgoto
 Perpendicular
 Cidades atravessadasou circundadaspor cursos d’água;
 Geralmente apresenta vários coletores troncos
independentes, com traçado perpendicular ao curso
d’água.
Concepção do traçado da rede coletora de esgoto
 Leque
 Traçado comum de terrenos acidentados;
 Geralmente os coletores troncos encontram-se nos
fundos dos vales ou pelas partes baixas da cidade.
Concepção do traçado da rede coletora de esgoto
 Radial ou Distrital
 Traçado comum de cidades planas;
 A cidade é divida em distritos ou setores
independentes, sendo criado em cada um
ponto baixo para onde são dirigido os
esgotos.
Concepção do traçado da rede coletora de esgoto
 Influência dos órgãos acessórios no traçado
 Orientação do fluxo de esgoto
 Traçado da rede conforme orientação do fluxo
Concepção do traçado da rede coletora de esgoto
 Localização da tubulação na via pública
 Conhecimento prévio das interferências (galerias de águas pluviais, cabos telefônicos e elétricos, adutoras,
redes de água, tubulação de gás);
 Profundidade dos coletores;
 Tráfego;
 Largura da rua;
 Soleiras dos prédios, etc
Concepção do traçado da rede coletora de esgoto
 Localização da tubulação na via pública
 Quando existir apenas uma tubulação de esgoto sanitário na rua, ela poderá ser executada no eixo do leito
carroçável ou ser assentada lateralmente, distando 1/3 da largura entre o eixo e o meio-fio;
 Dependendo das condições da via pública, pode-se assentar uma tubulação (rede simples) ou até duas
(rede dupla).
Concepção do traçado da rede coletora de esgoto
 Localização da tubulação na via pública – Rede dupla:
 Vias com tráfego intenso;
 Vias com largura entre os alinhamentos dos lotes igual ou superior a 14 m para ruas asfaltadas, ou 18 m
para ruas de terra;
 Vias com interferências que impossibilitem o assentamento do coletor no leito carroçável, ou que
consituam empecilho à execução das ligações prediais, desde que a sua largura seja de preferência superior
a 2,0 e a profundidade do coletor não exceda a 2,0 m ou 2,5 m;
Concepção do traçado da rede coletora de esgoto
 Localização da tubulação na via pública – Rede dupla:
 A rede dupla pode estar situada no passeio, no terço, ou uma rede no passeio e outra no terço da rua;
 A partir de pontos os coletores se tornam muito grande (diâmetro ≥ 400 mm);
 A partir de pontos onde os coletores tornam se
muito profundos ( h > 4 m).
Concepção do traçado da rede coletora de esgoto
 Redes Simples
 Utilizada quando não acontece nenhum dos casos anteriormente mencionados;
 Os coletores deverão ser lançadosno eixo carroçável, ou no terço do leito carroçável;
 Caso em um dos lados da rua existam soleiras negativas, o coletor deverá ser lançado no terço
correspondente.
Concepção do traçado da rede coletora de esgoto
 Interceptores
Concepção do traçado da rede coletora de esgoto
 Custo de construção de sistemas de esgoto
9,2 %
Sistemas alternativos para coleta de esgoto
 Sistema condominial de esgoto;
 Redes de coleta e transporte de esgoto decantado;
 Rede pressurizada e a vácuo;
 Rede coletora de baixa declividade com a utilização do dispositivo gerador de descarga.
Sistemas alternativos para coleta de esgoto
 Sistema condominial de esgoto:
 Desenvolvido no Rio Grande do Norte;
 Ideia central versa sobre a formação de condomínios, em grupos de usuários, a nível de quadra urbana,
como unidade de esgotamento;
 Condomínio informal alcançado através de pacto de vizinha;
 Operação e manutenção de responsabilidade do condomínio;
Sistemas alternativos para coleta de esgoto
 Sistema condominial de esgoto;
Sistemas alternativos para coleta de esgoto
 Sistema condominial de esgoto – características técnicas:
 Dimensionamento pelo método tradicional;
 Diâmetro da ligação ao ramal condominial : 100 mm, com declividade mínima de 1%;
 Diâmetro da ligação ao ramal condominial : 100 mm, com declividade mínima de 0,006 m/m;
 Utilização das caixas de inspeção no interior das quadras, com recobrimento mínimo de 0,30 m.
Sistemas alternativos para coleta de esgoto
 Comparação entre o sistema condominial e o convencional:
Sistemas alternativos para coleta de esgoto
 Vantagens do sistema condominial:
 Menor extensão das ligações prediais e coletores públicos;
 Baixo custo de construção dos coletores, cerca de 57,5 % mais econômico;
 Custo menor de operação;
 Maior participação dos usuários.
Sistemas alternativos para coleta de esgoto
 Desvantagens do sistema condominial:
 Uso indevido dos coletores de esgoto, tais como, lançamento de águas pluviais e resíduos sólidos urbanos;
 Menor atenção na operação e manutenção dos coletores;
 Coletores assentados em lotes particulares, podendo haver dificuldades na inspeção, operação e
manutenção pelas empresas que operam o sistema;
 O êxito desse sistema depende fundamentalmente da atitude dos usuários, sendo imprescindíveis uma boa
comunicação, explicação, persuasão e treinamento.
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