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E.E. DEP. SHIRO KYONO 
 
 
 
 
 
 
MARIA S. SANTOS VIEIRA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
TRABALHO DE BIOLOGIA 
MITOSE E MEIOSE 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SÃO PAULO 
2022 
Mitose 
 
A mitose é um processo de divisão celular contínuo em células eucarióticas, onde 
uma célula dá origem a duas outras células idênticas e com o mesmo número de 
cromossomos porque antes da divisão mitótica o material genético da célula (nos 
cromossomos) é duplicado. 
A mitose apresenta quatro fases principais: Prófase, Metáfase, Anáfase e Telófase. 
As principais funções da mitose são a formação dos gametas em vegetais, 
desenvolvimento embrionário através de divisões do zigoto, crescimento, renovação 
e cicatrização de tecidos. 
A mitose ocorre em células somáticas, ou seja, na maioria das células do nosso 
corpo e é um processo importante para regeneração celular, crescimento e 
desenvolvimento dos organismos multicelulares e reprodução assexuada de 
organismos unicelulares. 
Além da mitose existe outro processo de divisão celular chamado de meiose. A 
principal diferença entre esses dois mecanismos é que a mitose é um processo 
equacional, que gera duas células geneticamente idênticas, enquanto na meiose o 
processo é reducional, pois as quatro células originadas apresentam metade do 
número de cromossomos da célula-mãe. 
 
Fases da Mitose 
 
O ciclo celular corresponde ao período de vida de uma célula em que ocorre 
diversas modificações. O período que célula está realizando suas atividades 
metabólicas e desempenhando suas funções representa a maior parte do ciclo e 
recebe o nome de interfase. 
Em dado momento, as células iniciam a preparação para a divisão celular, com 
crescimento celular e replicação do DNA, para que através da mitose se origine as 
células-filhas. 
 
 
 
 
 
Etapa 1: Prófase 
 
 
A prófase é a fase mais longa da mitose. Nela se verificam alterações no núcleo e 
no citoplasma celular. 
De início ocorre uma modificação no núcleo pelo aumento do volume nuclear. Isso 
ocorre porque o citoplasma cede água ao núcleo. Esse fato faz com que o 
citoplasma se torne mais denso. 
No começo da prófase cada cromossomo se apresenta constituído por dois 
filamentos denominados cromátides, unidos pelo centrômero. À medida que a 
prófase progride, os cromossomos tornam-se curtos e aumentam sua espessura. É 
a espiralização cromossômica. 
Enquanto os cromossomos estão se condensando, o nucléolo começa a se tornar 
menos evidente, desaparecendo ao final da prófase. 
O desaparecimento do nucléolo está relacionado ao fato de cessar a síntese de 
RNA nos cromossomos. Sendo o nucléolo um local de intensa síntese de RNA-r, 
com a condensação dos cromossomos essa síntese cessa e o nucléolo desaparece. 
A modificação no citoplasma verifica-se na duplicação dos centríolos. Após 
duplicarem-se, estes migram em direção aos polos da célula. Após chegarem aos 
polos são envolvidos por fibras que constituem o áster. Entre os centríolos que se 
afastam, aparecem asfibras do fuso mitótico. 
Ocorrem dois tipos de fibras: as fibras contínuas, que vão de centríolos a centríolos 
e as cromossômicas ou cinetocóricas, que só surgirão na prometáfase. 
Prometáfase 
A prometáfase começa com a desintegração da carioteca. Quando isso acontece, os 
cromossomos caem no citoplasma e dirigem-se à região equatorial da célula, aonde 
vão se prender as fibras do fuso por meio de centrômero. 
 
Etapa 2: Metáfase 
 
 
Na metáfase os cromossomos presos ao fuso pelo centrômero, encontram-se no 
plano equatorial da célula formando a chamada placa metafásica ou equatorial. 
Nessa fase da divisão celular, os cromossomos permanecem parados por um longo 
tempo. Enquanto isso, no citoplasma, verifica-se intensa movimentação de 
partículas e organelas, que se dirigem equitativamente para polos opostos da célula. 
 
Etapa 3: Anáfase 
 
 
A anáfase inicia-se no momento em que o centrômero de cada cromossomo 
duplicado divide-se longitudinalmente, separando as cromátides-irmãs. 
Assim que separam, as cromátides passam a ser chamadas de cromossomos-
irmãos, e são puxados para os polos opostos da célula, orientados pelas fibras do 
fuso. 
Quando os cromossomos-irmãos atingem os polos da célula, termina a anáfase. 
Assim, cada polo recebe o mesmo material cromossômico, uma vez que cada 
cromossomo-irmão possui a mesma informação genética. 
 
Etapa 4: Telófase 
 
 
Telófase é a última fase da mitose. Nela ocorre praticamente o inverso do que 
ocorreu na prófase e início da prometáfase. 
A carioteca se reorganiza, os cromossomos se descondensam, o cinetócoro e as 
fibras cimetocóricas desaparecem e o nucléolo se reorganiza (com a 
descondensação dos cromossomos inicia-se a síntese de RNA e consequentemente 
o núcleo reaparece). 
Os dois núcleos adquirem ao final da telófase o mesmo aspecto de um núcleo 
interfásico. 
 
 
 
 
 
Meiose 
 
A meiose é um processo de divisão celular caracterizado pela formação de quatro 
células-filhas com a metade do número de cromossomos da célula-mãe. Podemos 
concluir, então, que a carga cromossomial reduz-se de 2n para n. 
Podemos dividir a meiose em duas etapas: divisão I e divisão II. Cada uma das duas 
etapas é dividida em quatro fases. Na meiose I, temos a prófase I, metáfase I, 
anáfase I e telófase I. Já na meiose II, temos a prófase II, metáfase II, anáfase II e 
telófase II. 
 
- Meiose I 
A meiose I inicia-se pela prófase I. Essa etapa pode ser dividida em cinco etapas. A 
primeira delas é o leptóteno, que é caracterizado pela condensação dos 
cromossomos em alguns pontos específicos. Esses pontos são denominados de 
cromômeros. 
A próxima fase é o zigoteno, momento em que é possível observar os cromossomos 
homólogos emparelhados. Denominamos de sinapse o emparelhamento dos 
homólogos. 
O emparelhamento atinge sua perfeição na fase de paquiteno, quando é possível 
observar o chamado bivalente ou tétrade. O bivalente são os pares de cromossomos 
totalmente emparelhados. Nesse momento poderá ocorrer o crossing-over, também 
chamado de permutação, processo caracterizado pela troca de partes entre os 
cromossomos homólogos. Esse fenômeno é muito importante para que haja uma 
maior variabilidade genética na espécie. 
Na etapa chamada de diploteno, os cromossomos iniciam a separação. Nesse 
momento é possível observar os quiasmas, pontos onde as cromátides se cruzam. 
Por fim, ocorre a diacinese, que é quando acontece a separação dos cromossomos 
homólogos, com o deslizamento dos quiasmas para as extremidades do bivalente. 
Ocorre também nesse ponto um fenômeno chamado de terminalização dos 
quiasmas. 
Ao final da diacinese, ocorre a desintegração da membrana nuclear, e os 
cromossomos homólogos espalham-se pelo citoplasma. 
Inicia-se então a metáfase I. Nesse momento, há cromossomos muito condensados 
e presos às fibras do fuso que se formaram durante a prófase I. Os cromossomos 
ficam dispostos na região mediana da célula. 
Na anáfase I, cada cromossomo homólogo é puxado para os polos da célula. Essa 
anáfase diferencia-se da anáfase da mitose, pois não ocorre o rompimento dos 
centrômeros, ocorrendo a migração de cromossomos inteiros. 
Em seguida, ocorre a telófase I. Os cromossomos começam a se descondensar, a 
membrana nuclear é refeita e os nucléolos reorganizam-se. Após essa etapa, ocorre 
a divisão do citoplasma e a separação das duas células-filhas. 
No final da meiose I, há duas células com metade do número de cromossomos da 
célula-mãe. Podemos considerar essa etapa como reducional. 
 
- Meiose II 
Entre uma divisão e outra (intercinese), não ocorre uma nova duplicação do material 
genético. A meiose II assemelha-se muito com a mitose, sendo considerada uma 
divisão equacional, pois o número de cromossomos permanece igual. 
As células-filhas iniciam a primeira etapa, a prófase II. Nesse momento, os 
cromossomos se condensam e é formado o fuso. Os nucléolos ea membrana 
nuclear fragmentam-se novamente. 
Inicia-se a metáfase II, os cromossomos atingem seu maior grau de condensação. 
Eles prendem-se às fibras do fuso pelos centrômeros e alinham-se no plano 
equatorial da célula. 
Na anáfase II, as cromátides irmãs são levadas para os polos. Vale destacar que 
nessa etapa ocorre a separação dos centrômeros. 
Na telófase II, os cromossomos desespiralizam-se, os nucléolos surgem novamente 
e a carioteca reorganiza-se. 
Por fim, ocorre a citocinese II e a formação das células-filhas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Conclusão 
 
Mitose e meiose são processos de divisão celular que acontecem nos seres vivos. 
Na mitose, temos como resultado duas células-filha geneticamente idênticas. Na 
meiose, temos 4 células, cada uma com metade dos cromossomos da célula-mãe. 
O motivo de o assunto ser muito importante é que ele é bastante relacionado à 
nossa saúde. Somos formados por células e, assim, tudo em nosso organismo 
origina-se e cresce a partir desses processos celulares. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Referências Bibliográficas 
 
https://www.todamateria.com.br/mitose/ 
https://www.biologianet.com/biologia-celular/meiose.htm

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