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DIVISÃO DE ENGENHARIA TRABALHO DE CONCLUSÃO DO CURSO DE LICENCIATURA EM ENGENHARIA DE PROCESSAMENTO MINERAL MAXIMIZAÇÃO DA PRODUÇÃO DO RUTILO ATRAVÉS DA OPTIMIZAÇÃO DE ESTÁGIO LIMPADOR NO SEPARADOR ELECTROESTÁTICO DE PLACAS EP5542 KENMARE-MOMA MINING PROVÍNCIA DE NAMPULA NOME DO ESTUDANTE: ELTON SUPINHO WALUSSA SUPERVISOR: MSC. LEANDRO PERES Tete, Maio de 2023. 2 DIVISÃO DE ENGENHARIA ELTON SUPINHO WALUSSA MAXIMIZAÇÃO DA PRODUÇÃO DO RUTILO ATRAVÉS DA OPTIMIZAÇÃO DE ESTÁGIO LIMPADOR NO SEPARADOR ELECTROESTÁTICO DE PLACAS EP5542 KENMARE-MOMA MINING PROVÍNCIA DE NAMPULA Monografia de conclusão de curso apresentado ao Instituto Superior Politécnico de Tete, como requisito parcial à obtenção do grau de licenciatura em Engenharia de Processamento Mineral Supervisor: Msc. Leandro Peres Tete, Maio de 2023 i AGRADECIMENTOS Agradecer a Deus pela saúde, força, coragem, esperança e proteção que tem me dado todos os dias da minha vida. Agradecer ao Instituto Superior Politécnico de Tete pela oportunidade de estágio dado na empresa Kenmare Moma Mining Limited e a direção da empresa e todos os trabalhadores em geral pelo acolhimento, ensinamento e oportunidade que me foi conferida. Agradecer aos meus pais adotivos Adolfo Muendane e Hortência Pelembe, e aos meus amigos e irmaos pelo modo insaciável e inexplicável que me apoiaram na minha carreira académica transmitindo sempre muita confiança e crença na minha pessoa através do seu amor, carinho, ensinamento e apoio incondicional. Meus sinceros agradecimentos ao Msc. Leandro Peres e aos meus supervisores na empresa Kenmare (Minarde lobo e Rachel Ntlhole) pelo apoio dado para a realização e conclusão deste trabalho. A todos os docentes que acompanharam o meu processo de aprendizagem e formação. Agradecer a mim mesmo por acreditar em mim e nunca desistir de lutar, por sempre dar um passo em frente mesmo as coisas parecendo impossíveis, por me auto motivar e me aconselhar. Finalmente agradecer aos meus colegas e amigos (Rafael Mulhanga, Francisco Muhai, Ronaldo Guezimane, Dagma Olivia, Horacio Mucacho, Gafar Adriano, Brigida Ernesto, Bendita Amade, Sheila Khan, Reni Hilario, Jose Sunde, missionário Chris e sua família, Betuel Pita,) pelo apoio que me deram durante essa longa e árdua jornada e dizer que uma parte do que sou hoje devo á vós. Os meus sinceros agradecimentos. ii DEDICÁTORIA Dedico esta Monografia а Deus, pоr nunca me abandonar mesmo me desviando, por me dar suporte nos momentos mais difíceis, meu guia, meu socorro nа hora dа angústia. A minha falecida mãе Graça Benedito Mulhui que sempre me aconselhou a continuar com os estudos, ao meu falecido pai Supinho Walussa e a todos que acreditaram e acreditam em mim. iii DECLARAÇÃO DE HONRA Declaro que esta Monografia é resultado da minha investigação pessoal e das orientações do meu supervisor, o seu conteúdo é original e todas as fontes consultadas estão devidamente mencionadas no texto, nas notas e na bibliografia final. Declaro ainda que este trabalho não foi apresentado em nenhuma outra instituição para obtenção de qualquer grau académico. Tete, Maio de 2023 ___________________________________ (Elton Supinho Walussa) iv RESUMO Um dos factores mais importantes na obtenção do rutilo é o calor que faz com que o mineral ganhe propriedades condutoras de electricidade para a separação nas maquinas electroestáticas, por isso a necessidade de garantir que todos os reaquecedores estejam funcionando perfeitamente. No circuito de rutilo os reaquecedores encontram-se em todas máquinas electroestáticas que por sua vez separa os minerais através da indução, e o que mais se observa no circuito de rutilo é a recirculação do mineral fazendo com que o circuito rejeite o mineral de interesse e produzir menos que o esperado. A presente monografia produzido na planta de separação mineral da Kenmare Moma, tem o propósito de reduzir a recirculação do material para obter maior aproveitamento de rutilo e aumentar a massa no produto final sem perder as propriedades. São usados algumas variáveis nesta monografia como a temperatura e os amperes das máquinas que contribuem para a boa ou não para obtenção do rutilo, as variações de temperaturas que os reaquecedores tem apresentado, as variações dos kilovolts nas máquinas electroestáticas e as quantidades dos rejeitos descartados pelas maquinas. Palavras chaves: propriedades condutoras; separação por indução; recirculação; variação de temperatura e kilovolts v ABSTRACT One of the most important factors in obtaining rutile is the heat that makes the mineral gain electrically conductive properties for separation in electrostatic machines, hence the need to ensure that all equipment is working perfectly.in the rutile circuit the reheaters are found in all electrostatic machines which in turn separates the mirenals through induction, and what is most observed in the rutile circuit is the recirculation of the mineral causing the circuit to reject the mineral of interest and produce less than expected. The present monograph produced in the mineral separation plant of Kenmare Moma, has the purpose of reducing the recirculation of the material to obtain greater use of rurutile and increase mass in the final product without losing properties. Some variables are used in this monograph such as the temperature and the amperes of the machines that contribute to the good or not good obtaining of rutile, the temperature variations that the reheaters have presented, the kilovolt variations in the electrostatic machines, those of the discarded waste by the machines. Keywords: conductive properties; separation by induction; recirculation; temperature variation and kilovolts vi Índice LISTA DE TABELAS ................................................................................................................... vi LISTA DE FIGURAS ..................................................................................................................... x LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS.................................................................................... xi 1. INTRODUÇÃO ....................................................................................................................... 1 1.1. Formulação do problema ..................................................................................................... 2 1.2. Justificativa .......................................................................................................................... 2 1.3. Objetivo................................................................................................................................ 3 1.3.1. Geral ................................................................................................................................. 3 1.3.2. Específico ......................................................................................................................... 3 1.4. Hipóteses .............................................................................................................................. 3 2. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA ................................................................................................ 4 2.1. CONCEITOS BÁSICOS ..................................................................................................... 4 2.2. Metais de interesse encontrados nas areias pesadas ............................................................ 5 2.3. Principais minerais pesados de interesse comercial .............................................................problemas; 1. A temperatura do material que alimentava a EP5542 estava abaixo de 100°C, dependendo da quantidade do material que alimentava o reaquecedor a temperatura baixava ou aumentava mas não era suficiente para que houvesse uma separação eficiente, a temperatura variava de 82°C-95°C, e sendo que o mineral de rutilo precisa de altas temperaturas pelas suas propriedades, não era o suficiente para que o mineral ganhasse propriedades condutoras e o mineral não condutor pelas temperaturas baixas tornam-se superficialmente condutoras contaminando desta forma o rutilo. 2. Outro problema que identificou-se foi na EP5542 onde os dois primeiros elétrodos não estavam em funcionamento pois o primeiro elétrodo esquerdo o seu suporte estava quebrado, sendo assim o equipamento trabalhava sem esses primeiros elétrodos aumentando assim a ineficiência da separação. 39 Fig8: Eléctrodo quebrado Fonte: Autor Para que as variáveis aplicadas no laboratório fossem aplicadas na planta era necessário que tivesse todas as condições criadas, para isso começou-se com o trabalho de investigação para saber os porquês do reaquecedor não produzir a temperatura como devia, pois na sala de controle eram aplicadas temperaturas necessárias no setpoint mas não alterava na planta, então limpou-se os filtros do reaquecedor mas as temperaturas continuavam baixas, observou-se a quantidade que entrava pois ao reaquecedor suporta 3t/h e o material que entrava apos vários testes era de 2t/h, sendo assim também não era a quantidade que entrava, então restava saber dos fusíveis e elements do reaquecedor pois são elas responsáveis por aquecer o material dentro do reaquecedor. O reaquecedor foi aberta e descoberto que havia queimado 18 fusíveis e 2 elements, por isso que o reaquecedor não era eficiente ao aquecer o material. Tendo se descoberto isso foram alteradas todos fusíveis e elements e a maquina voltou a aquecer normalmente sem baixar a temperatura e seguindo o que era colocado na sala de controle.. Tendo feito essa alteração iniciou-se com o trabalho para se consertar o elétrodo que não estava em funcionamento, para isso a equipe do Day Crew foi a responsável por verificar a maquina e viram que era possível que se consertasse. 40 Tendo feito as análises com a equipe do day crew primeiro fez-se a limpeza da máquina através do ar, isto é, soprando a maquina. Para que se consertasse primeiro identificou-se uma máquina de separação eletrostática (eletroplate separator) que não estava em funcionamento para que se trocasse de elétrodo. Identificado a máquina EP5521 foram iniciados os trabalhos de troca e reposição do elétrodo na EP5542. Fig9: substituição do eléctrodo Fonte: Autor Tendo sido colocado outro elétrodo a máquina voltou ao seu estado normal. Estando a máquina de volta ao seu estado normal aplicou-se as variáveis testadas no laboratório: Temperatura 115°C Kilovolt 34kv Posição dos separadores 5cm Tendo aplicado as variáveis coletou-se as amostras para serem submetidas a testes de XRF (raio- X) e ver como se comportava e obteve-se os resultados abaixo: Tabela5: resultado dos resultados aplicados na planta Amostra TiO2 Fe2O3 SiO2 ZrO2 Th U % % % % [ppm] [ppm] RCF 74,19 3.4 4.7 10,4 592 212 CA5607 COND 85,7 4,8 3,4 5,8 281 128 41 CS5621 COND 88,7 5,4 2,3 2,8 169 85 EC5102 74,1 3,4 8,8 13,9 623 214 EC5120 74,4 3,9 7,8 13,7 619 246 EP5542 COND1 87,4 4,1 3.4 4,1 111 139 EP5542 COND2 61,7 2,8 12,8 20,7 866 299 RTP 1 91,4 0,7 2.0 3,7 111 87 RTP 2 90,7 0,9 2.9 5,3 136 133 Fonte: Autor Nestas amostras podemos observar que a planta estava instável, pois os roughes não estavam a performar bem porque os separadores electroestáticos não tinham kilovolts suficientes para ter uma separação eficiente afetando desta forma os resultados de todo o circuito. Nestas amostras vemos as mudanças do performance da EP5542, pois superou a Carara CA5642 em todos os aspetos mostrando que pode ser reportado para enriquecer o condutor da Carara CA5607 como ilustra a figura acima. Na tabela abaixo vemos outro cenário em que a planta estava estável e a EP5542 estava nestas condições: Tabela6: parâmetros usados na planta Settings Voltagem/ temperatura/ posição de separador Voltagem/ temperatura/ posição de separadores 34.1kv / 115°C / 5 34kv / 115°C / 5 33.82kv / 115°C / 5 34.1kv / 115°C / 5 34.2kv / 115°C / 5 34.25kv / 115°C / 5 34kv / 115°C / 7 34kv / 115°C / 7 Fonte: Autor E coletadas as amostras foram submetidas a testes XRF para ver como se comportava com os settins testados no laboratório e tive os seguintes resultados: 42 Tabela7: resultado das amostras com os settings usados no laboratório Amostra TiO2 Fe2O3 SiO2 ZrO2 Th U % % % % [ppm] [ppm] RCF 73,5 3,3 4,0 10,6 536 186 CA5607 COND 86,9 3,7 2,6 5,0 199 114 CS5621 COND 89,6 3,7 1,5 1,9 96 68 EC5102 82,4 3,1 4,4 9,6 373 227 EC5120 84,3 3,5 3,6 7,4 294 185 EP5542 COND1 87,1 2,9 2.0 4,1 225 186 EP5542 N.COND 55,8 2.0 11,7 25,9 1092 462 RTP 1 92,6 0,9 1,5 2,3 79 78 RTP 2 91,1 0,9 2,4 4,6 128 95 Fonte: Autor Podemos ver que a EP5542 esta performando da maneira esperada, pois agora sai um produto de boa qualidade, recuperando mais e perdendo menos. Tabela: comparação dos resultados do condutor da EP e CS EP5542 CS5621 TiO2 87.1 86.9 ZrO2 4.18 5.4 SiO2 2.02 2.59 Fe2O2 2.92 3.3.77 Fonte: Autor 43 5. CONCLUSÃO Após a realização dos testes, implementação e observação chegou-se as seguintes conclusões: O circuito de rutilo é diretamente dependente do circuito não magnético seco, por isso há uma interligação entre elas fazendo com que o Rutilo seja afetado por qualquer mudança que ocorra neste circuito O desempenho das máquinas desde a alimentação, a dinâmica dos equipamentos, a posição dos separadores, os kilovolts e temperatura afetam na qualidade do Rutilo É que deve ser temperaturas altas para uma boa separação, por isso há necessidade de se fazer inspeção periódica dos equipamentos, pois alguns dos equipamentos perdem kilovolts ao longo do funcionamento ou o material é alimentado muito húmido reduzindo assim a eficiência do aquecedor e consequentemente os equipamentos que compõem o circuito. Com a recirculação do condutor EP5542 perde-se mais produto que pode ajudar a ter uma melhor recuperação com a qualidade exigida reportando para alimentar o CS5621. 44 5.1. RECOMENDAÇÕES Fazer testes industriais para confirmar os resultados Garantir que todos os equipamentos tenham os kvs necessários Garantir que a RH0505 esteja com temperaturas ideais para melhor separação montar-se um tubo para que o condutor da EP5542 alimente a Coronastat CS5621 e não a Carara CA5607 como ilustra o fluxograma no anexo fig.12 45 6. BIBLIOGRAFIA 1. CGS, (2007) Geologia de Moçambique. 2. CHIM JIN. Dércio J.P. (2010) Avaliação do Sistema de Concentração de Lama na Kenmare Moma, Topuito. 3. CHAVES, A, P. (2002). Teoria e prática de tratamento de minérios. São Paulo; Sinius Editora. 4. DASTMANN, C.H. and UNKELBERG K.H. (1988) Optimization of supercoducting magnetic system for acommercial scale high field drum separator. XIV International Mineral Processing Congress.Amsterdam: Elsevier Science Publishing Company Inc. 2v, v.1, p. 905-915. 5. Dias, R. (2015). Minerais Pesados de Areias de Rio Maior: Análise de Processos de Separação e Concentração e Caraterização de Concentrados. 6. DAWSON, C.W., (2005) Projects in Computing and Information Systems. A Student´s Guide. PearsonEducationLimited. ISBN-10: 0-321-26355-3. 7. DIAS, J.A (2014) A Análise Sedimentar e o Conhecimento dos Sistemas MarinhosUniversidade do Algarve, Faro 8. FRANÇA, J.R.O, De CARVALHO, R.M, (2016),Uso do Método do Elemento Discreto DEM como Aproximação do Processo de Separação Electrostática, Seminário de Redução de Minério de Ferro e Matérias-Primas p. 522-529. 9. GOES FILHO, H. A, VINZÓN, S. B., Disposition of Contaminated Sediments along the Fundão Channel. In: Proceedings of the 2nd International Conference on Contaminated Sediments, Part K, Sediment Management, CD-ROM, 7 Pages, Battelle Press, Venice, Italy, Oct 2003. 10. ILUKA, 2008. Iluka-TR-T16451: Group Mineral Resources and Ore Reserves Report 2008 (unpublished), Iluka Resources Limited, Perth. 11. KENMARE (2010). Módulo de treinamento no Separador Electrostático de Placas. Nampula. 12. KENMARE (2017). Controle da Produção e Qualidade. Nampula 13. KENMARE, (2001) Geology and resource Estimation, Section, Nampula. 14. KENMARE. WCP, (2012), Dredge Equipment - Modules 1 to 7, Section 1, Nampula. 46 15. KENMARE. WCP, (2012), Dredge Systems - Modules 8 to 18, Section 2. Nampula 16. KENMARE. WCP, (2012), Dredge Operations - Modules 19 to 31, Section 3, Nmpula. 17. 18. Ministério da Administração Estatal (Ed.) (2005). Perfil do distrito de Moma, Província de Nampula. Edição 2005 19. POTO S.A.R.L (2012). Relatório Geológico, Resultados da prospeção e Cálculo das Reservas da Mineração Complexo de Titânio-Zircónio do Projeto VARELA, Sociedade «POTOS.A.R.L» 20. PROJECTO DE AREIAS PESADAS DE MOMA DA KENMARE MOÇAMBIQUE. Estudo Preliminar da Pré-viabilidade e Objectivos Ambientais e Termos de Referencia.2002. 21. SAMPAIO, J. A , FRANÇA, S.C, BRAGA, P.F, ( 2007) Tratamento de Minérios: Práticas Laboratoriais/Ed. – Rio de Janeiro: CETEM/MCT. 22. SAMPAIO, J. A e LUZ, A. B.: (2002), Separação Magnética e Electrostática. In: Tratamento de Minérios, 3a Edição. Luz, A.B. etalli. (Editores). CETEM/MCT, cap.8, p.303-335. 23. SILVA, A. Carlos, (2012) INTRODUÇÃO AO TRATAMENTO DE MINÉRIO, Campus Catalão – Goiás: Rio de Janeiro. 24. WILLS, B.A. (2006) Mineral Processing Technology, 6th Edition, Pergamo Press, Oxford. 25. ZWAKHALS, J. W., DEIBEL, I. K., van RIJT, C., “Separation of Sand from Dredged Material. Field Experience at the Slufter Disposal Site”, In: Proceedings of the 14th World Dredging Congress, pp. 125-136, Delft, The Netherlands, 1995. 47 7. ANEXOS Tabela 9: resultados de testes laboratoriais II. Fonte: Autor Assay Recovery M ASSA YIELD TiO 2 Fe2O 3 SiO 2 ZrO 2 Th U TiO 2 Fe2O 3 SiO 2 ZrO 2 Th U g % % % % % [ppm ] [ppm ] % % % % [ppm ] [ppm ] RCF 18122022 0125 76.78 1.1 5.52 11.33 415 198 EC 5120 18122022 0204 85.2 1.25 5.1 8.01 301 121 CA 5607 CO ND 18122022 0204 88.3 1.29 3.33 5.01 199 101 FEED EC 6102 18122022 0205 83.3 1.24 6.3 9.36 333 135 EP 55442 CO ND 18122022 0205 87.7 1.24 4 5.33 211 108 CS 5521 CO ND 18122022 0204 90.5 1.37 2.21 2.7 119 83 RTP 18122022 0124 90.9 0.89 2.48 3.58 104 88 CO ND 1_34KV 90.9 1.33 2.27 2.54 102 81 CO ND 2 34KV 86.7 2.02 4.86 4.81 264 102 Spliter 5 CO ND 3 34KV 83.6 1.25 6.29 10.5 365 172 110°C CO ND 4 34KV 72.6 1.08 10.66 19.09 597 255 CO ND 34KV 1323.4 88% 89.6 1.27 2.87 3.47 135 89 98% 91% 44% 35% 29% 49% NO N CO ND 34KV 176.3 12% 15.56 0.94 27.1 48.3 2432 709 2% 9% 56% 65% 71% 51% TO TAL 1499.7 100% 80.90 1.23 5.72 8.74 405 162 100% 100% 100% 100% 100% 100% CO ND 1 34KV 89.5 1.2 3.51 4.63 162 98 CO ND 2 34KV 89.1 1.24 2.21 2.53 95 80 Spliter 5 CO ND 3 34KV 79.5 1.05 8.11 13.98 447 197 115°C CO ND 4 34KV 70.8 1.02 10.9 20.65 621 266 CO ND 34KV 1293 87% 90.6 1.19 3.09 4.09 149 92 98% 89% 43% 34% 28% 42% NO N CO ND 34KV 199.7 13% 13.105 0.91 27 50.8 2498 818 2% 11% 57% 66% 72% 58% TO TAL 1492.7 100% 80.23 1.15 6.29 10.34 463 189 100% 100% 100% 100% 100% 100% CO ND 1 34KV 89.6 1.25 2.93 3.64 143 90 CO ND 2 34KV 88.8 1.28 3.69 5.39 180 118 Spliter 5 CO ND 3 34KV 74 1.03 9.89 17.56 549 242 118°C CO ND 4 34KV 64.6 1.00 13.45 24.24 700 300 CO ND 34KV 1290.6 89% 89.9 1.34 2.84 2.95 114 87 99% 93% 45% 32% 27% 46% NO N CO ND 34KV 155.8 11% 10.49 0.87 28.5 51.6 2536 858 1% 7% 55% 68% 73% 54% TO TAL 1446.4 100% 81.35 1.29 5.60 8.19 375 170 100% 100% 100% 100% 100% 100% Sam ple 48 Tabela: resultados das amostras sem a recirculação Sample TiO2 Fe2O3 SiO2 ZrO2 Th U % % % % [ppm] [ppm] RTP 92,8 1,357 1,57 2,6 67 71 EC5138 93,59 3,46 0,41 1,85 146 72 CA5607 COND 91 2,964 1,46 1,62 96 73 CS5621 COND 91 2,931 1,36 1,16 76 66 EP5542 COND 88,1 4,74 1,98 1,96 123 77 EC5120 90 2,975 2 2,94 151 84 EC6102 88,4 4,309 2,13 2,95 159 88 Fonte: Autor Fig10. Produto de rutilo visto por microscópio Fonte: kenmare training 49 Fig12: planta de processamento mineral da kenmare Fonte: kenmare Fig13: homogeneizadores automáticos Fonte: Autor 50 Fig14:Proposta de fluxograma Condutores Mistura Não condutores Fonte:Autor Elevador Tela vibratoria Elevador EPs Reaquecedores Carara Elevador Sump Elevador Reaquecedor Coronastat Elevador Rol. magnetico conveia Elevador Reaquece Carara Elevador Reaquecedor EP Ilmenite Reaquecedor RTP6 2.4. Geologia e depósitos ............................................................................................................ 8 2.4.1. Microscopia de luz refletida ............................................................................................. 8 2.5. Separadores electrostáticos de placas (eps) ............................................................................. 9 2.5.1. Zona de separação dentro do separador eletrostático de placas ..................................... 11 2.5.2. Componentes .................................................................................................................. 11 2.5.2.1. Caixa de alimentação .................................................................................................. 11 2.5.2.2. Electrodes ................................................................................................................... 12 2.5.2.3. Placas de alimentação ................................................................................................. 13 2.5.2.4. Divisores de produto ................................................................................................... 13 2.5.2.5. Controle de taxa de alimentação ................................................................................. 14 vii 2.5.3. Questões operacionais .................................................................................................... 14 2.5.4. Taxa de alimentação ....................................................................................................... 14 2.5.5. Tensão do eletrodo ......................................................................................................... 15 2.5.6. Temperatura de alimentação .......................................................................................... 15 2.5.7. Divisores de produto ...................................................................................................... 16 2.5.8. Eletrodo/geometria da placa de alimentação .................................................................. 16 2.5.9. Limpeza da placa de alimentação................................................................................... 17 2.5.10. Polaridade ....................................................................................................................... 18 2.5.11. Variáveis e controle ........................................................................................................ 18 2.5.12. Circuito seco de rutilo .................................................................................................... 19 2.5.13. Descrição do processo .................................................................................................... 19 2.5.14. Rutil scavenger eps......................................................................................................... 20 2.5.15. Configuração do separador magnético ........................................................................... 22 3. METODOLOGIA .................................................................................................................. 22 3.1. Equipamentos usados no laboratório ................................................................................. 24 3.2. Equipamentos usados na planta ......................................................................................... 24 4. APRESENTAÇÃO, ANÁLISE E DISCUSSÃO DE RESULTADOS ................................. 24 4.1. Apresentação da empresa Kenmare ................................................................................... 24 4.1.1. Whims ................................................................................................................................. 25 4.1.1. Ilmenite........................................................................................................................... 25 4.1.2. Circuito não-magnético húmido ..................................................................................... 25 4.1.3. Zircão humido ................................................................................................................ 26 4.1.4. Zircão seco ..................................................................................................................... 26 4.1.5. Rutilo .............................................................................................................................. 26 4.2. Actividades desenvolvidas ................................................................................................. 27 viii 4.1. Apresentação de dados ........................................................................................................... 28 4.2.1. Ensaios laboratoriais ...................................................................................................... 30 Posição de separadores 1/1/1 ........................................................................................................ 31 Análise de dados ........................................................................................................................... 31 4.3. Discussão dos resultados........................................................................................................ 33 4.3. Discussão de resultado ....................................................................................................... 34 4.4. Aplicação na planta ............................................................................................................ 37 5. CONCLUSÃO ....................................................................................................................... 43 5.1. RECOMENDAÇÕES ............................................................................................................ 44 6. BIBLIOGRAFIA ................................................................................................................... 45 7. ANEXOS ............................................................................................................................... 47 ix LISTA DE TABELAS Tabela 1: Variáveis de controle Tabela 2: Equipamentos e quantidades operadas Tabela 3: Tabela ilustrativa dos primeiros testes no laboratório Tabela 4: Resultados das amostras sem a recirculação Tabela 5: Resultados dos ensaios laboratoriais I. Tabela6: Resultado dos resultados aplicados na planta Tabela6: Parâmetros usados na planta Tabela7: Resultado das amostras com os settings usados no laboratório Tabela 8: Comparação dos resultados do condutor da EP e CS Tabela 9: Resultados de testes laboratoriais II. Tabela 10: Resultados das amostras sem a recirculação x LISTA DE FIGURAS Fig1: Separador de prato electroestático Fig2: Organização dos componentes do separador de prato electroestático Fig3: Fluxograma de processamento de rutilo Fig4: Mapa de Localização da área de estudo Fig5: Medição de kilovolts Fig6: Termogun Fig7: Eléctrodo quebrado Fig8: Substituição do eléctrodo Fig9: Produto de rutilo visto por microscópio Fig10: Planta de processamento mineral da kenmare Fig11: Homogeneizadores automáticos xi LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS Eng. - Engenheiro Fig – Figura h – hora hab/km3- habitante por kilometro quadrado HMC – Heavy Mineral Consentrate (consentração de minerais pesados) HM – Heavy Mineral g/cm3 – grama por metro cúbico GPS – Sistema de Posicionamento Global Km2 – quilómetro quadrado Kg – quilograma Km - quilómetro Kg/m3 – quilograma por metro cúbico Kw – quilowatt m – metro Ma – milhões de ano mm- milímetro MSP – Mineral Separate Plant (planta de saparação de minerais) m2 – metros quadrado m3/h – metro cúbico por hora NE-SW – Norte Nordeste– Sul Sudeste ppm - Partículas por milhão t/ano – toneladas por ano t/dia – toneladas por dia t/h – toneladas por hora t/m3 – toneladas por metros cúbico tph – toneladas por hora tpm – toneladas por mês THM – Total Heavy Mineral W – watt WCP – Wet Concentrate Plant (planta de concentração a húmina) WCP A - Wet Concentrate Plant A WCP B - Wet Concentrate Plant B % - por cento (percentagem) - grau c – graus celsius - mais ao menos = - igual 1 1. INTRODUÇÃO As empresas Kenmare Moma Mining (Mauritius) Limited e Kenmare Moma Processing (Mauritius) Limited (Kenmare) encontram-se presentemente a expandir as suas operações de mineração e processamento na Mina de Areias Pesadas de Moma situada no Distrito de Moma, Província de Nampula. A mina existente da Kenmare funciona nas dunas e planícies de Namalope e é designada como o „Projecto de Namalope‟. O processo de mineração utiliza duas dragas aspiradoras-desagregadoras a funcionarem numa lagoa de mineração, estas dragas funcionam cortando a areia frente de produção e transferindo esta areia por meio de uma bomba de sucção e de um tubo para o concentrador flutuante que se situa atrás das dragas. Primeiramente as areias são tratadas através de um Concentrador Húmido Flutuante (na sigla correspondente em Inglês – WCP - Wet Concentrator Plant), de forma a rejeitar a grande maioria de matérias residuais (areia, limos e argila) e produzir um Concentrado de Minerais Pesados. Em seguida, o Concentrado de Minerais Pesados é transferido para uma Instalação de Separação de Minerais, onde são separados os produtos individuais ou seja ilmenite, rutilo e zircão utilizando métodos magnéticos, electrostáticos e por gravidade. Estes produtos são então armazenados num armazem dos produtos no local a partir de onde são transferidos através de um tapete rolante para um pontão para carregamento numa barcaça e subsequente transbordo em navios de transporte dos produtos. Os mercados para estes produtos encontram-se situados nos Estados Unidos da América, na Europa e na Ásia. O material condutor proveniente do circuito não-magnético seco é exportado para o circuito de rutilo, que é o circuito onde a presente monografia esta focalizado. 2 1.1.Formulação do problema O circuito de rutilo é alimentado pelo circuito de DNM (separação a seco de material não magnético) que também é alimentado a partir do material concentrado no WNM (Separação húmica de material não magnético) e o circuito tem a meta de produzir 1.8tph. Dentre os vários equipamentos que compõem o circuito pode se citar: Elevadores, Reaqueceres, Correias transportadoras, máquinas de separação eletrostática, eletrodinâmica e Magnética. Este circuito tem por objectivo a separação do material condutor (que é a propriedade do rutilo). O rendimento alcançado não tem sido o esperado (1.8t/h), Isso sugere que há muita recirculação ou perda do mineral dentro do circuito ou ainda a alimentação não tem sido na escala perfeita. Neste circuito observou-se os seguintes problemas: A recirculação do material Perca do rutilo nos rejeitos Perante esses problemas o foco baseou-se na recirculação do material 1.2.Justificativa A escolha e elaboração do tema tem em vista estudar formas de melhorar o desempenho da separação electroestática com base nos estudos metalúrgicos, tendo como o ponto de partida a situação atual da planta. Este problema deu um alerta para investigação dos factores que levam este processo a ter estas baixas na produção do rutilo, criando interesse de solucionar ate atingir- se a recuperação óptima do material. Para o estudo completo teve como ponto de partida a análise da corrente que alimenta a Carara Ca5607 (Ep5534 e Ep5540 através do elevador Ec5120), e análise da corrente de misturas da Carara Ca5607 que passa pela Carara Ca5608 e condutor da Ep5542 e recirculação para alimentar a Carara 5607 através do elevador Ec5120, sendo assim há possibilidade da contaminação do material que sai da Ep5542 no elevador Ec5120, melhorando esse estágio e desviar o material para o estágio dos condutores do equipamento de separação electroestática Ca5607 poderá garantir-se um rendimento considerável para o produto final do rutilo. 3 1.3.Objetivo 1.3.1. Geral Maximização da produção de rutilo através da optimização de estágio limpador de rutilo EP5542. 1.3.2. Específico Descrever o processo de obtenção do rutilo no circuito Verificar as configurações da planta (kv, posições do divisor; temperatura) Colectar amostras para testes de laboratório (condutor de fluxo) Realizar testes de laboratório para as configurações ideais no estágio Análise de dados para determinar e propor a rota 1.4.Hipóteses Feita uma análise do relatório obtido no arquivo da empresa do balanço de massa e das análises feitas constatou-se o seguinte: A deficiente manutenção preventiva dos equipamentos da planta; Fraco desempenho do reaquecedor RH0505; Humidade do mineral; Baixa carga eletrica no equipamento; O condutor grosso tem de a ir para o não condutor fino. 4 2. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA 2.1. CONCEITOS BÁSICOS i) Mineral É um sólido homogéneo de ocorrência natural, com propriedades físicas e uma composição química bem definida, ou variando dentro de certos limites, um arranjo atómico altamente ordenado e geralmente formado por processos inorgânicos. (PERONI, 2003) ii) Minério é toda rocha constituída de um mineral ou agregado de minerais contendo um ou mais minerais valiosos, possíveis de serem aproveitados economicamente, 11 sendo os minerais valiosos denominados de minério e o conjunto de minerais não aproveitados ganga ou rejeito (Luz & Lins, 2004). iii) Teor é a massa de um elemento ou substancia pura, referido a massa total em consideração (CHAVES, 2002) iv) Mineralogia Segundo Klein (1993), é a ciência que se ocupa no estudo da química, estruturas moleculares, cristalinas, propriedades físicas de minerais, bem como a sua origem, modificação física e química produzida em uma rocha e a sua desintegração. v) O tratamento de minérios ou processamento mineral É o campo que se dedica à redução e separação das espécies minerais presentes nos minérios, para obtenção de concentrados e produtos aceitáveis pelo mercado, dentro das especificações demandadas pela sua utilização final (CHAVE, 2002). vi) Minerais pesados Correspondem a grãos mineralógicos de areia, provenientes de rochas ígneas e metamórficas, onde ocorrem normalmente de forma acessória, cuja densidade é superior a 2,92g/cm3 , isto é, superior à do quartzo (2,62g/cm3 ) e à dos feldspatos (2,56-2,70g/cm3 ) (Jane, 2012). Segundo (Dias, 2004), designam-se por "minerais pesados" os grãos minerálicos (principalmente da 5 areia), provenientes de rochas ígneas e metamórficas, onde ocorrem normalmente de forma acessória, cuja densidade é superior a 2,9, isto é, superior à do quartzo (2,65) e à dos feldspatos (2,56 a 2,76). São exemplos de minerais pesados os que ocorrem na mina de Moma-Topuito os seguintes: ilmenite, leucoxeno, rutilo, zircão, monazite, cromite, cianite, espinélio entre outros. 2.2.Metais de interesse encontrados nas areias pesadas Os principais elementos químicos metálicos que podem ser extraídos dos minerais identificados nas areias pesadas são o titânio (Ti) e o zircónio (Zr). 2.2.1. Titânio O titânio (Ti) é um elemento químico metálico com o número atómico 22 pertencente à primeira série de transição. O seu nome deriva da palavra grega titanos (Titans). O titânio é extraído a partir dos minerais ilmenite e rútilo, mas também ocorre em muitos outros minerais. É obtido por aquecimento do óxido de titânio com carbono e cloro para dar TiCl4 que é reduzido pelo processo Kroll.2.2.2. Aplicabilidade do titânio O titânio é resistente à corrosão pela água salgada, por isso é utilizado em instalações de dessalinização e para proteger os cascos dos navios, submarinos e outras estruturas expostas à água do mar. O metal titânio liga bem com osso humano, por isso é muito utilizado nas aplicações cirúrgicas, tais como na substituição de articulações (especialmente articulações da anca) e implantes dentários. 23 O maior uso de titânio é, sob a forma de titânio (IV), este é amplamente utilizado como pigmento branco brilhante com excelente poder de cobertura em tintas, plásticos, esmaltes e papel. 6 2.2.3. Zircónio O zircónio (Zr) é um elemento químico com o número atómico 40. Tem características metálicas, é muito dificilmente atacável pelos ácidos, e é usado em aços especiais. O zircónio é extraído do mineral zircão. 2.2.4. Aplicabilidade do zircónio O zircónio é utilizado no fabrico de ligas que por sua vez são usadas para encapsular combustível nuclear e como material estrutural em reactores; Na indústria química para a fabricação de equipamento resistente à corrosão; Na indústria electrónica na forma de filamentos e placas. 2.3.Principais minerais pesados de interesse comercial Os minerais pesados são provenientes de rochas ígneas e metamórficas onde estão disseminados em proporções muito baixas (fases acessórias) e acabam por ser incorporados nos sedimentos resultantes da sua desagregação em percentagens geralmente inferiores a 1%, podendo ser sucessivamente concentrados durante o ciclo sedimentar. A concentração mineral que é a parte final do beneficiamento que consiste na selecção dos minerais de interesse, buscando aumentar o teor do minério. Os principais minerais pesados produzidos pela empresa Kenmare Moma Sands (Mauritius) Limited são Ilmenite, Zircão e Rutilo. 2.3.1. Ilmenite A ilmenite é um óxido de ferro e titânio (FeTiO3) com composição teórica de Fe (36,8%), Ti (31,6%) e O2 (31,6%), possuindo peso específico de 4,7 g/cm3 .A denominação ilmenite tem origem no nome da montanha russa Ilmenski, onde a espécie foi encontrada pela primeira vez. Em termos de classificação mineralógica, a ilmenite pertence ao subgrupo ilmenite do grupo hematita, cuja fórmula geral é MTiO3, onde o M pode ser um dos metais: ferro, magnésio, zinco ou manganês (BERRY, etal 2006). 7 2.3.2. Zircão O zircão é um nesossilicato de zircónio (ZrSiO4) que constitui um mineral acessório comum nas rochas ígneas, particularmente em granitos, granodioritos e sienitos, podendo também ocorrer em rochas metamórficas. Devido à sua elevada resistência à meteorização, está geralmente presente nos depósitos sedimentares detríticos. Tal como o rútilo, cristaliza no sistema tetragonal. É normalmente incolor, embora possa ter cor castanha, rosa ou amarela. Apresenta hábito prismático, com terminações bipiramidais, clivagem pouco visível, dureza 7,5, peso específico de 4,6 g/cm3, brilho vítreo ou adamantino e não é atraído pelo campo magnético. É usado como material refractário em moldes de fundição e no fabrico de cristais piezoeléctricos, como isolante e como pigmento na indústria cerâmica (Hedrick, 2001). 2.3.3. Rutilo Rutilo contém 95% de dióxido de titânio. Rutilo é usado principalmente em fluxos de haste de soldagem. Estabiliza o arco e protege o metal fundido da oxidação durante a soldagem, formando uma junta de soldagem superior (RUTILO, 2020). Parte do rutilo é usado na fabricação de titânio. Devido às suas excelentes propriedades (leveza, resistência, corrosão e indústrias de aviação. A leveza, resistência e propriedades inertes o tornam ideal para uso em articulações artificiais do quadril, marcapassos cardíacos e armações de óculos (RUTILO, 2020). O rutilo é um óxido comum, um mineral acessório em muitas rochas ígneas. Constitui um importante minério de óxido de titânio, que é um pigmento branco de alta qualidade, entre outros usos. Rutilo é um dos 5 polimorfos de TiO2, os outros são anatásio (tetragonal), brookita (ortorrômbica), akaogiita e TiO2 II. Termodinamicamente é o mais estável dos cinco. É um dos minerais com os mais elevados índices de refração conhecidos, além de possuir alta dispersão. Pode conter até 10% de Fe, Nb, Ta, V, Sn e Sb. As terminações dos cristais, que atingem até 25cm, podem ser muito complexas (RUTILO, 2020). 8 Forma epitaxias com hematita, ilmenita, magnetita, anatásio e brookita. As epitaxias mais conhecidas são aquelas onde hematita tabular (especularita) forma agregados pseudo-hexagonais com cristais dourados de rutilo epitáxicos, encontradas em Minas Gerais (RUTILO, 2020). Há 11 variedades de rutilo, baseadas principalmente em teores adicionais de Nb (“ilmenorutilo”), Ta+Fe (“strüverita”), V, Cr, Sn e Sb. Cristais aciculares de rutilo em cristais de quartzo são chamados de “cabelo de Vênus” ou “quartzo rutilado”. Quando em agulhas paralelas, o rutilo é responsável por asterismo em vários tipos de gemas como coríndon (rubis e safiras), turmalina e quartzo (RUTILO, 2020). 2.4.Geologia e depósitos O rutilo é um mineral acessório comum, de alta temperatura e alta pressão, encontrado como grãos geralmente muito pequenos em muitos tipos de rochas ígneas (anortositos, pegmatitos, etc.). Em rochas metamórficas (filitos, quartzitos, mica-xistos, gnaisses, anfibolitos, glaucofana- xistos, eclogitos) ocorre na forma de cristais aciculares diminutos. Pode ocorrer como agulhas em quartzo. Também é um mineral detrital muito comum em sedimentos e rochas sedimentares, pode formar depósitos de placer. Cristais grandes são encontrados em pegmatitos (KENMARE,2012). 2.4.1. Microscopia de luz refletida Preparação da amostra: o polimento do rutilo fica de boa qualidade, mas exige persistência. Equivale ao polimento da hematita e da pirita, consumindo pelo menos o dobro do tempo de outros minerais Forma dos grãos: o rutilo possui vários hábitos característicos, dependendo da origem: a) Cristais tendem a euédricos, prismáticos segundo o eixo z como em quartzo rutilado. b) Quando ocorre como pseudomorfose, adquire a forma do mineral que substituiu. c) Outra forma de ocorrência é em agregados de grão muito fino, extremamente intercrescidos, de rutilo e hematita. Os cristais de rutilo podem formar uma teia muito fina com hematita preenchendo os espaços da rede; trata-se de uma estrutura derivada a partir da decomposição de uma ilmenita original. Se esta ilmenita continha discos exsolvidos de hematita, 9 estes podem ainda estar preservados na posição original, denunciando a origem do agregado. d) Da mesma forma a rede original de ilmenita desmisturada em titanomagnetitas pode estar transformada em rutilo dessa maneira, com ou sem a retirada concomitante da magnetita. Sob condições especiais a transformação da ilmenita pode gerar, ao invés do rutilo, o anatásio. e) Em algumas rochas básicas intrusivas (diabásios), uma parte do leucoxênio é rutilo, invés ou ao lado de esfeno e anatásio. f) Rutilo também pode se formar através da piritização das rochas encaixantes de veios hidrotermais com metais, a partir de minerais com titânio; o teor em ferro forma pirita, o teor em titânio forma rutilo; pode haver redes de rutilo em piritas formadas a partir de titanomagnetitas. g) Raramente rutilo é substituído e envolto por ilmenita. Ou o rutilo é substituído por um rutilo mais escuro, marrom, com maclas lamelares (RUTILO, 2020). h) Um caso especial são cristais aciculares de rutilo em “quartzos azuis” de muitos granitos. Essas agulhas têm espessuras de ao redor de 1 micra, mas comprimentos de 100 e mais micra. Clivagem paralela a (110) pode ser visível, mesmo com polimento excelente, devido à formação de figuras de arranque (RUTILO, 2020). 2.5. Separadores electrostáticos de placas (eps) Segundo (KENMARE, 2012) Essas máquinassão semelhantes em função às HTRs, pois fornecem uma separação seca entre condutores (rutilo, leucoxeno) e não condutores (zircônio, quartzo). No entanto, os separadores de placas geralmente seguem os HTRs nos circuitos de separação, pois são muito eficientes em tarefas específicas, por exemplo: Eles separam prontamente os não condutores grosseiros dos condutores, ou seja: eles são usados para tratar produtos intermediários HTR. A unidade EPS é um separador preciso e também é usada para limpar condutores e não condutores de unidades HTR. A unidade EPS trata uma taxa de tonelagem muito menor (para determinada largura da máquina) do que a HTR. Portanto, eles são usados em fluxos TPH menores, uma vez que a divisão inicial é feita por máquinas HTR de maior vazão. No MSP, as unidades EPS são usadas nos seguintes circuitos, por exemplo: 10 Circuito seco não magnético: 8 máquinas Circuito rutílico: 4 máquinas Circuito de zircônio: 8 máquinas Fig1. Separador de prato electroestático Fonte: Kenmare training CONDUCTORS BEING NON CONDUCTORS SLIDING 11 2.5.1. Zona de separação dentro do separador eletrostático de placas O material é alimentado em uma placa aterrada e gravita pela placa passando por um eletrodo curvo. O eletrodo tem uma carga positiva. Os minerais condutores (rutilo, leucoxeno) são atraídos para a área de alto potencial elétrico, ou seja: para o eletrodo. Na verdade, os condutores, se possível, tentariam se mover diretamente para o eletrodo. No entanto, o eletrodo é colocado em um ângulo divergente em relação à placa de alimentação. Portanto, o campo elétrico relaxa à medida que as partículas viajam pela placa, de modo que uma determinada trajetória de partícula condutora é estabelecida. Pela colocação de um divisor, abaixo do caminho da trajetória, os condutores são separados das demais partículas Os não condutores são relativamente inalterados pelo campo eletrostático e deslizam pela placa de alimentação aterrada em um caminho ininterrupto (Laboratório de eletricidade e magnetismo, 2012). Pequenos condutores são mais facilmente levantados para a fração condutora, enquanto no HTR os pequenos condutores são arrastados com os não condutores Grandes condutores tendem a permanecer na fração não condutora do EPS. Pequenos não condutores podem ser arrastados com os condutores e desviados para a fração condutora. Grandes não condutores permanecem na fração de não condutores e são direcionados positivamente para longe de condutores finos nas unidades EPS. 2.5.2. Componentes Os componentes dentro de uma unidade EPS são descritos na Fig ?. O arranjo mostrado é para uma máquina de 2 partidas (duas faces) com os não condutores repassados 4 vezes para constituir uma máquina de 5 estágios (Kenmare training,2012). Os seguintes componentes principais estão incorporados na máquina: 2.5.2.1.Caixa de alimentação Ambos os tipos de máquina possuem uma caixa de alimentação localizada centralmente, montada diretamente acima da máquina. A caixa de alimentação é usada como um receptor de 12 coleta para fornecer um filme de alimentação continuamente controlado para o separador. A maioria dos EPSs tem telas montadas diretamente sob os tubos de alimentação da máquina. As telas precisam ser mantidas limpas para garantir que um suprimento adequado de ração seja fornecido à máquina (Kenmare training,2012). Fig2. Organização dos componentes do separador de prato electroestático Fonte: Kenmare training 2.5.2.2. Eléctrodes Os elétrodos do tipo MDL são construídos a partir de placas de alumínio prensadas em formato oval. O eletrodo fica paralelo à placa aterrada e percorre o comprimento da máquina. O eletrodo é montado em ambas as extremidades da máquina em isoladores verticais e horizontais. O isolador vertical é preso à estrutura da máquina por um parafuso e o isolador horizontal conecta o eletrodo ao isolador vertical por meio de uma contraporca externa. A posição do eletrodo pode ser alterada em três planos para alcançar a separação eletrostática desejada. 13 A posição uniforme do eletrodo é importante para obter uma separação eletrostática eficiente. A posição do eletrodo pode ser verificada usando modelos. 2.5.2.3.Placas de alimentação Os ângulos da placa de alimentação podem ser variados para auxiliar na separação eletrostática. A placa de alimentação é ajustada a partir da extremidade operacional da máquina. Um came é girado para variar o ângulo da placa de alimentação, o que também altera o espaço de ar entre a placa e o eletrodo. A inclinação da placa de alimentação determina a velocidade das partículas que fluem através da zona de separação As placas de alimentação superiores (estágio 1) podem ser abaixadas para facilitar a remoção. As placas superiores devem estar sempre travadas contra a caixa de alimentação e não devem ficar penduradas, garantindo assim que sua posição seja a mesma dos outros quatro estágios. A posição da placa de alimentação pode ser verificada usando os modelos de posição do eléctrodo As placas de alimentação devem ser verificadas periodicamente quanto a revestimento ou manchas de lodo. Se isso ocorrer, as placas devem ser removidas da extremidade operacional da máquina e limpas. Para limpar a superfície das placas, o polimento úmido manual com um composto abrasivo fino dará os melhores resultados. É importante não utilizar compostos de limpeza que contenham aditivos como silicone, pois estes produtos podem deixar resíduos na placa. 2.5.2.4.Divisores de produto A principal função do divisor de produto é fornecer um método de dividir o mineral separado que está sendo levantado da placa de alimentação para o chute apropriado ou recipiente de produto. A propagação do mineral, após passar pelo campo eletrostático, pode ser razoavelmente estreito (particularmente se a alimentação for rica em não condutores), portanto, o posicionamento dos divisores de produto próximo ao fluxo principal de não condutores é crítico. Cada um dos quatro primeiros estágios tem um único divisor de produto que, consequentemente, produz uma fração condutora e não condutora. O quinto estágio tem dois divisores de produto 14 que produzem uma fração condutora, não condutora e intermediária. Uma fração mediana normalmente não é tomada nos EPSs da planta (Kenmare training,2012). 2.5.2.5.Controle de taxa de alimentação As máquinas do tipo MDL usam uma cunha de alimentação para controlar a taxa de alimentação. As cunhas têm diferentes capacidades dependendo do tamanho dos furos na bandeja e fornecem um controle extremamente preciso da taxa de alimentação ao longo do comprimento da placa de alimentação e de uma máquina para outra. As cunhas de alimentação são facilmente limpas ou trocadas na extremidade operacional da máquina. As cunhas de alimentação sempre devem ser inseridas com o ápice voltado para cima e com a alça da corrediça nivelada contra o invólucro da máquina. As cunhas alimentadas não utilizadas devem ser armazenadas corretamente para evitar danos (Kenmare training,2012). 2.5.3. Questões operacionais Os seguintes ajustes podem ser feitos para melhorar o desempenho metalúrgico do separador de placas eletrostáticas enquanto a máquina está em operação (Kenmare training,2012). Ajustes de curto prazo são feitos enquanto a planta está operando para garantir que os graus do produto atendam às especificações e que as cargas de recirculação de minerais não se acumulem nos circuitos de separação (Kenmare training,2012). 2.5.4. Taxa de alimentação As taxas de alimentação devem ser mantidas no mínimo sem causar acúmulos a montante do EPS. Diminuir a taxa de alimentação reduz a espessura do mineral na placa de alimentação e dá aos minerais condutores a chance máxima possível de aterrar para a placa de alimentação, perdem sua carga e, posteriormente, são atraídos parao eléctrodo (Kenmare training,2012). A taxa de alimentação máxima recomendada para separadores de placas é de 2 tph por partida para mineral de alimentação de tamanho próximo. Onde mais de uma máquina for alimentada por um único distribuidor, as taxas de alimentação devem ser reduzidas para garantir que cada lado de cada máquina seja alimentado uniformemente (Kenmare training,2012). 15 2.5.5. Tensão do elétrodo Um aumento na voltagem do eletrodo aumenta as cargas da superfície das partículas, resultando em maiores forças eletrostáticas sendo aplicadas aos minerais condutores, permitindo que eles superem a gravidade mais facilmente e subam para a fração condutora. Uma diminuição na tensão do eletrodo tem o efeito inverso. A carga de superfície transmitida é reduzida e pode não ser forte o suficiente para superar a gravidade, resultando em condutores grosseiros permanecendo na fração não condutora. Algumas circunstâncias, por exemplo, altos pontos de orvalho ou altas tensões de eletrodo, podem fazer com que partículas não condutoras se tornem carregadas (devido à adsorção de umidade na superfície da partícula) e não condutores muito finos podem ser elevados para a fração condutora. Sob essas condições, a tensão do eletrodo deve ser reduzida ou as temperaturas de alimentação mineral aumentadas (para eliminar a umidade adsorvida) para melhorar a qualidade da fração do condutor (Kenmare training,2012). Os ajustes de tensão do eletrodo são feitos no gabinete da sala do retificador. As tensões dos eletrodos devem ser alteradas apenas em um ou dois incrementos de cada vez, devido ao efeito desproporcional na carga da superfície. As tensões do eletrodo também devem ser operadas em um ponto abaixo do qual ocorre o arco do campo eletrostático. O arco causa uma perda temporária do campo e resultará em nenhuma partícula sendo levantada da placa de alimentação. As tensões típicas usadas em máquinas EPS são de 26 a 32 kV 2.5.6. Temperatura de alimentação A temperatura da alimentação é crítica, especialmente em tempos de grandes mudanças no ponto de orvalho. O ponto de orvalho é uma medida da concentração de umidade no ar. Um ponto de orvalho alto resultará na adsorção de umidade do ar nas superfícies das partículas, o que causa um aumento na condutividade das partículas. . Portanto, mais partículas serão levantadas da planta de alimentação e reportadas aos condutores. O inverso é verdadeiro para pontos de orvalho baixos, ou seja, relativamente pouca umidade está presente no ar, resultando em um aumento de partículas reportando-se a não condutores(Kenmare training,2012). 16 À medida que a temperatura da alimentação mineral se aproxima da temperatura ambiente, a capacidade das partículas de adsorver a umidade aumenta e o efeito do ponto de orvalho no desempenho do EPS também aumenta. Ao aquecer o mineral, a maior parte da água adsorvida é eliminada e a verdadeira propriedade condutora das partículas é revelada. Assim, as temperaturas de alimentação mineral são normalmente mantidas acima de 60 C para anular a maioria dos efeitos do ponto de orvalho. No entanto, as temperaturas de alimentação podem variar para ajudar no desempenho do EPS. Em dias de baixo ponto de orvalho é comum operar em temperaturas de alimentação ligeiramente reduzidas para permitir a adsorção de umidade nas superfícies das partículas. . Temperaturas de alimentação mineral mais baixas também são usadas em dias muito quentes, pois a perda de calor do mineral é reduzida. Consequentemente, as temperaturas de alimentação mineral ao longo dos circuitos de separação serão mantidas. A regulação da temperatura de descarga do secador ou reaquecedor relevante controla a temperatura da alimentação mineral. 2.5.7. Divisores de produto O metalúrgico normalmente ajusta os divisores de produto somente depois que as mudanças na tensão do eletrodo e na temperatura de alimentação mineral não melhoraram o desempenho do separador. Mover qualquer divisor de EPS em direção à placa de alimentação corta mais mineral para os condutores e melhora a qualidade dos não condutores. O inverso se aplica se o divisor for afastado da placa de alimentação (Kenmare training,2012). Os seguintes ajustes de longo prazo são alterações normalmente feitas como resultado de testes metalúrgicos realizados para melhorar o desempenho de um estágio específico com alterações feitas quando o EPS foi isolado: 2.5.8. Eletrodo/geometria da placa de alimentação A mudança mais comum na geometria do eletrodo/placa de alimentação é variar a inclinação da placa de alimentação. 17 A placa de alimentação dá um efeito de salto de esqui nas partículas que podem ajudar a elevar as partículas condutoras sobre o divisor na fração condutora. Um ângulo raso (ou seja, mais vertical) transmite pouca força horizontal às partículas e, portanto, apenas condutores finos tenderão a se reportar a condutores (Kenmare training,2012). Um ângulo acentuado (ou seja, mais horizontal) confere maior força horizontal, auxiliando assim as forças eletrostáticas a superar a gravidade e permitindo que condutores mais grosseiros passem sobre o divisor. Um ângulo acentuado, no entanto, também pode aumentar a possibilidade de partículas finas não condutoras serem desviadas para a fração condutora. A variação do ângulo da placa de alimentação também altera o espaço de ar entre a placa de alimentação e o eletrodo. O efeito da redução do entreferro é intensificar o campo eletrostático e concentrar a área da placa de alimentação à qual ele é aplicado. Tensões de eletrodo mais baixas são necessárias, mas a separação se torna mais sensível a mudanças em outras variáveis, por exemplo, temperatura de alimentação e posição do divisor. A orientação do eletrodo para a placa de alimentação também pode ser alterada para otimizar a separação em cada estágio de um separador de placas. No entanto, na Usina, o mesmo perfil é usado para todos os estágios de cinco separadores (Kenmare training,2012). 2.5.9. Limpeza da placa de alimentação Assim como nos separadores de rolos de alta tensão, os lodos associados à alimentação da planta podem formar um revestimento não condutor nas placas de alimentação de EPS. O revestimento não permite que os minerais condutores sejam aterrados de forma eficaz e as partículas tendem a permanecer na placa de alimentação por períodos mais longos. Consequentemente, a capacidade de elevação na fração do condutor é prejudicada e os condutores são arrastados com os não condutores e o desempenho do separador de placas se deteriora (Kenmare training,2012). Placas limpas devem resultar na necessidade de usar tensões de eletrodo mais baixas devido ao desempenho superior de levantamento de placas limpas sobre placas sujas. No entanto, se a limpeza regular não for mantida, o revestimento da superfície pode se formar novamente (talvez dentro de duas semanas) e serão necessárias tensões de eletrodo mais altas para manter o desempenho da separação. 18 2.5.10. Polaridade Durante a separação eletrostática da placa, ocorre algum carregamento dos não condutores. Isso tende a dificultar a separação, pois não condutores muito finos podem receber carga suficiente para permitir que sejam elevados para a fração condutora. Para uma separação particular, pode haver diferenças substanciais na eficiência da separação, dependendo da polaridade do eletrodo para a placa. As diferenças dependem dos potenciais de contato que ocorrem naturalmente entre as partículas e a placa de alimentação (por exemplo, pode-se descobrir que o zircônio não carrega tão rapidamente sob polaridade negativa em comparação com a polaridade positiva). A carga de rutilo pode ser a mesma, independentemente da polaridade. Se for esse o caso, seria desejável operar os EPSs de circuito seco de zircônio na polaridade negativa para obter a separação mais eficiente.A polaridade é determinada por qual condutor do retificador está conectado ao barramento, direcionando a energia elétrica para os eletrodos. Se a conexão for no terminal positivo do retificador, a máquina estará operando em polaridade positiva. Todos os separadores eletrostáticos de placas da planta operam sob polaridade positiva. 2.5.11. Variáveis e controle Embora a descrição detalhada das variáveis e componentes da máquina tenha sido fornecida em 2.21.3, os métodos de controle podem ser resumidos como: Tabela 1: variáveis de controle Faixa variável de configurações Método de controle Taxa de alimentação 1,0 – 2,0 TPH por lado da máquina Através de cunhas de alimentação de diferentes diâmetros de furo Temperatura de alimentação Circuito de rutilo 100 – 120oC Ajustes para definir pontos em controladores de temperatura em secadores de leito fluidizado e reaquecedores. Configurações de kV dependendo da função Ajuste para retificadores HT via sistema de controle PLC da planta 19 ou ajuste manual no painel do retificador. Posicionamento do eléctrodo Eletrodo posicionado de acordo com o modelo Ajuste do eletrodo quando a máquina não está em operação. Inclinação da placa de alimentação O material deve fluir pela inclinação sem cair. Ajuste do came sob a placa de alimentação Divisores Posições definidas Posições definidas pelos supervisores da planta e ajustadas apenas sob supervisão. Fonte: (KENMARE, 2011) Quaisquer ajustes necessários com os separadores eletrostáticos devem ser feitos sob a supervisão do metalúrgico da planta do chefe de turno. Alguns ajustes afetam rapidamente a tonelagem e a qualidade dos produtos finais, de modo que a quantidade de ajustes feitos a qualquer momento é crítica. 2.5.12. Circuito seco de rutilo O principal objetivo do circuito seco de Rutilo é produzir um Rutilo e Leucoxeno vendáveis produtos.O circuito de Rutilo Seco recebe os não condutores de atrito do Rutilo circuito de atrito. Uma combinação de equipamentos magnéticos e electroestáticos e usada para alcançar a separação. 2.5.13. Descrição do processo O material alimentado a este circuito é peneirado em 300 mícrons para remover o excesso de tamanho material. Os subdimensionados são alimentados para as máquinas de rolos de alta tensão Rutilo através de um reaquecedor. na máquina Rutilo HTR são produzidas 3 frações nomeadamente um Condutor, não condutor e uma fração média. As frações condutoras são enviadas para o primário Separador de IRM. As frações não condutoras são encaminhadas para o coletor de Rutilo máquinas HTR. Os farelos são enviados para o EPS scavenger de Rutilo A fração condutora da máquina Rutilo HTR combinada com os condutores de o scavenger de rutilo EPS são separados pelas máquinas IRMS primárias A fração não magnética produzida 20 (que é rica em Rutilo) pelo HTR primário é reaquecido e tratado pelo Rutilo Limpador EPS. A fração magnética produzida por esta máquina é encaminhada para a máquina IRMS Secundária para tratamento. O IRMS Secundário produz uma fração de rejeição magnética, que também contém Ilmenita. A fração de sêmea é reaquecida e encaminhada para um EPS de leucoxeno A fração não magnética é combinada com a fração não magnética do IRMS primário, reaquecido e encaminhado para o limpador de Rutilo EPS As máquinas Rutilo scavenger HTR produzem uma fração condutora, que é recirculada para o EPS limpador de Rutilo. A fração não condutora é recirculada de volta ao circuito seco Non- mag. O leucoxeno EPS produz uma fração condutora (produto leucoxeno) e uma não fração condutora, que é recirculada de volta para o circuito seco não magnético O EPS Limpador de Rutilo produz uma fração condutora, que é um Rutilo vendável produto, e uma fração não condutora, que é recirculada de volta ao Rutilo catador EPS 2.5.14. Rutil scavenger eps Esta máquina recebe uma alimentação rica em condutores. A configuração de kV neste máquina é alta (>25kV). Com esta máquina estamos tentando remover o máximo possível de não condutores da alimentação enriquecida de condutores. 21 Fig3. Fluxograma de processamento de rutilo Condutores Mistura Não condutores Fonte: Autor Elevador Tela vibratoria Elevador EPs Reaquecedores Carara Elevador Sump Elevador Reaquecedor Coronastat Elevador Rol. magnetico conveia Elevador Reaquece Carara Elevador Reaquecedor EP Ilmenite Reaquecedor RTP 22 2.5.15. Configuração do separador magnético A separação magnética nesta seção é uma operação de dois estágios que consiste em Separadores magnéticos de rolo induzido. A folga de ar nesta máquina é definida em mínimo (3 a 4 mm) e o ampere é ajustado no máximo. O objetivo desses configurações é remover o máximo de material magnético possível. Este magnético fração é uma fração enriquecida com ilmenita. Tabela: Equipamentos e quantidades operadas Descrição do equipamento Quantidades de unidades de serviço Tela de lixo – abertura de 300 mícrons: unidade giratória 4.6 Tph 1 Reaquecedor Primário de Rutilo 4.4 Tph 1 HTRs de Rutilo Primário – 2 partidas x 3 estágios x 240 mm de diâmetro 4.4 Tph 1 Rutile scavenger EPS 2 início x 5 estágio 1.9 Tph 1 HTR's de eliminação de rutilo - 2 partidas x 3 estágios x 240 mm de diâmetro 1.0 Tph 1 Separador primário IRM – 2 x 3 rolos, 133 mm de diâmetro x 760 mm + controlador 4.0 Tph 2 Reaquecedor Secundário de Rutilo 3.0 Tph 1 Limpador de rutilo EPS – 2 partidas x 5 estágios x 60 pol. 3.0 Tph 2 3. METODOLOGIA Para realização deste trabalho foram usadas metodologias de intervenções tais como análise bibliográfica, análise de documentos e observação directa que permitiram colher informações sobre os conhecimentos prévios, os recursos disponíveis, entre outros aspectos a considerar. O trabalho de pesquisa teve como fundamento ensaios laboratoriais, balanço de massa, a distribuição granulométrica ,e esses ensaios foram feitos através de colectas de amostras das duas correntes de alimentação da carara CA5607 (Ep5534 e Ep5540),e as saídas (condutor, Mids e 23 não condutor), e as correntes do condutor da Ep5542 que também alimenta a Ca5607, e tirando as mesmas amostras mas sem a recirculação do condutor da Ep5507 descarregando o material para o chão e posteriormente a comparação dos resultados. As amostras foram preparadas no laboratório e submetidas a análises de raio X (XRF). A figrura 4 abaixo representa etapas conduzidas nos testes laboratoriais. Fonte: Autor Amostra do condutor da EP5642 e CA5607 Análise química ( Raio X) Homogeinização Comparação dos resultados Separação eletroestática Compilação e discussão de resultados Análise química (Raio X) Ajuste de voltagem Aquecimento do material Homegeinização Pesagem das tres fracções 24 3.1. Equipamentos usados no laboratório Separador electroestático Aquecedor Balança Homogeneizador automático Homogeneizador manual Termogan Pau de madeira Luvas Óculos de proteção Mascara Separador magnético de rolo induzido Multímetro 3.2.Equipamentos usados na planta Multímetro Termogun Lanterna Cronometro Balanca Sacola de pano No final foi feito uma análise dos resultados obtidos. Apos as analises foram feitos ensaios laboratoriais de optimização dos equipamentos olhando especificamente na temperatura do material e a voltagem do equipamento (Kv‟s). 4. APRESENTAÇÃO, ANÁLISE E DISCUSSÃO DE RESULTADOS 4.1.Apresentação da empresa Kenmare A kenmare possui três plantas concentradoras, nomeadamente WCP (Wet Concetrate Plant) A, B e C. também possui três plantas de mineração a céu aberto para complementação(Dry mining 25 A, B e C). O produto final das concentradoras, conhecido por mineral pesado (HMC) é reencaminhado para planta de processamento (MSP) através de sistema de bombeamento. O material concentrado é empilhado no MSP com recurso ao uso de ciclones. 4.1.1. Whims O primeiro estágio de separação do material que vem da mina é alimentado no WHIMS. O HMC (Concentrado do Mineral Pesado) é recebido apartir da WCP (Planta de Concentração Húmida) A, B e C e é amontoado em espaços separados por meio de ciclones. O principal objetivo do circuito whims que processa serca de 250t/h é produzir produtos magnéticos e não magnéticos que devem atender o nível das especificações no HMC e para garantir o máximo aproveitamento de minerais. Este processo consiste nos seguintes equipamentos: Equipamentos de limpeza; Magnetos húmidos de baixa intensidade (LIMS) e Magnetos húmidos de alta intensidade (WHIMS) O fluxo dos magnéticos dos whims descarrega no depósito de produto magnético final (SU1106) e em seguida bombado para o circuito de ilmenite auxiliar e ilmenite principal. O fluxo dos não-magnéticos vai para o deposito de produto não magnético final (SU1110) depois bombado para o circuito não-magnético húmido (DNM). 4.1.2. Ilmenite No circuito dos ilmetites que produz o material nas quantidades de 120t/h para ilmenite A e 80t/h para ilmenite B, o material é primeiramente secado no dryer e posterior separação a seco do material não-magnético e não condutor que são os rejeitos, o ilmenite é um mineral condutor e magnético e neste circuito temos 4 produtos o IP1; IP2; IP3 e IP4, a diferença dos produtos esta na percentagem do titânio. 4.1.3. Circuito não-magnético húmido No circuito não-magnético húmido (DNM) que produz cerca de 50t/h é onde acontece a separação do mineral da sílica e lama pela diferença de gravidade através dos seguintes equipamentos: ciclones; espirais; mesas vibratórias e telas vibratórias. O material pesado é o 26 nosso mineral que é transferido para o circuito não-magnético seco, onde o material é primeiramente secado no dryer para uma melhor separação. Neste estágio acontece a separação do material condutor do não condutor usando equipamentos electroestáticos e eletrodinâmicos e a separação de minerais magnéticos. 4.1.4. Zircão humido Nesta separação, o mineral não condutor e exportado para o circuito de zircão húmido onde há a separação do zircão e alumínio através dos equipamentos de separação por gravidade, produz cerca de 18t/h. O mineral mais pesado é o zircão e o mais leve o alumínio, o alumínio é exportado para o circuito de alumínio onde passa por uma dryer para secar o material e ocorre a separação magnética obtendo dois produtos o hi-al e monozite onde são estocados e armazenados de forma categórica. 4.1.5. Zircão seco O material pesado que é o zircão é exportado para o circuito de zircão seco. Neste circuito ocorre a separação electroestático, eletrodinâmico e eletromagnético, o mineral de zircão é não- magnético e não condutor, neste circuito existem 2 produtos; zircão standard e zircão especial, sendo o zircão standard o objetivo principal por ser o mais caro. Neste estágio é produzido cerca de 12,5t/h. O material condutor deste circuito é exportado para o hi-al. 4.1.6. Rutilo O circuito de rutilo e alimentado pelo circuito de DNM (separação a seco de material não magnético) que também é alimentado a partir do material concentrado no WNM (Separação húmica de material não magnético) e foi desenhado para produzir 1.8 toneladas por hora (tph). Dentre os vários equipamentos que compõem o circuito pode se citar: Elevadores, Reaqueceres, Correias transportadoras, máquinas de separação eletrostática, eletrodinâmica e Magnética. Este circuito tem por objectivo a separação do material condutor (que é a propriedade do rutilo). 27 Figura5: Planta de separação mineral da Kenmare Moma Processing Fonte: Autor 4.2.Actividades desenvolvidas Para a realização de qualquer actividade na empresa é necessário que se observe todos os procedimentos de segurança, preenchendo os documentos para garantir a segurança do trabalho, dentre elas são os seguintes: Take 5, GTA e permit, que são de caracter obrigatório o seu preenchimento. WHIMS CIRCUIT WET NON-MAGS CIRCUIT ILMENITE CIRCUIT A/B DRY NON-MAGS RUTILE CIRCUIT DRY ZIRCON CIRCUIT HIAL CIRCUIT WET ZIRCON CIRCUIT HMC Feed IP1 IP2 IP3 IP4 Standard Zircon Special Zircon RCF WZT Hial zircon Monozite Hot Rejects 2911 2911 conc RTP Rut Ilm DMR OFC ZCF Conc. Non-Magnetics Magnetic NC Rejects 28 Primeiro para a realização das actividades foi necessário o conhecimento geral do flowsheet da planta no circuito de não magnético seco, onde apos conhecer o circuito notou-se uma grande recirculação do material, então me foquei na recirculação do material no circuito do rutilo. O circuito de rutilo é alimentado pelo circuito de DNM (separação a seco de material não magnético) que também é alimentado a partir do material concentrado no WNM (Separação húmica de material não magnético) e foi desenhado para produzir 1.8 toneladas por hora (tph). Dentre os vários equipamentos que compõem o circuito podem se citar: Elevadores, Reaqueceres, Correias transportadoras, máquinas de separação eletrostática, eletrodinâmica e Magnética. Este circuito tem por objectivo a separação do material condutor (que é a propriedade do rutilo). O rendimento alcançado não tem sido o esperado (1.8t/h), Isso sugere que há muita recirculação ou perda do mineral dentro do circuito ou ainda a alimentação não tem sido na escala perfeita. Neste circuito observou-se os seguintes problemas: A recirculação do material Perca do rutilo nos rejeitos Perante esses problemas o foco foi na recirculação do material. No fluxo actual, o condutor da EP5542 alimenta a Carara CA5607 recirculando assim o material tendo mais perdas do produto causado por esta recirculação. 4.1. Apresentação de dados Para fazer a coleta das amostras primeiro esperou-se a estabilidade do circuito, isto é, o RCF (alimentação do circuito de rutilo) esteja dentro das especificações requeridas, as maquinas estarem a funcionar com os spliters bem posicionados, velocidade dos rolos, e kvs, Primeiro foram retirados as amostras nos pontos chaves do circuito e posterior submissão no laboratório para testes de XRF (restes raio X) para saber como se comportava em termos de qualidade durante 4 dias. Com os resultados já disponíveis discutiu-se os resultados dos dados que serão apresentados a seguir: Tabela 2: tabela ilustrativa dos primeiros testes (Raio X) no laboratório 29 Amostra TiO2 Fe2O3 SiO2 ZrO2 Th U % % % % [ppm] [ppm] EC5138 91,9 1,31 1,73 2,66 101 79 CS5621 MIDs 87,8 1,48 3,61 6,37 219 126 EC6102 79,3 2,79 6,89 11,08 530 158 CA07 COND 91 1,41 1,7 2,64 101 85 EP34/40 COND 79,4 1,23 7,22 14,37 403 154 EP42 COND 87,7 1,86 3,16 4,64 230 105 Fonte: Autor As primeiras amostras mostram que em termos de qualidade do titânio a EP5542 comparativamente a outras fases, esta próximo ao da CA5607, com isso poderia trabalhar-se para reduzir o zircão e a sílica que esta acima do que a CA5607 apresenta, e reduzindo essas quantidades pode-se obter a mesma percentagem do titânio com a do CA5607 ou mais. Com isso, para melhores resultados foi interrompido a recirculação do condutor da EP5542 para que tivesse resultados reais e foram colhidas as amostras para perceber se seria constante assa aproximação e foram obtidos os seguintes resultados: Tabela 3: resultado dos testes (Raio X) das amostras sem a recirculação Amostra TiO2 Fe2O3 SiO2 ZrO2 Th U % % % % [ppm] [ppm] RCF 75,54 1,67 5,66 13,13 368 189 EP5542 COND 88,3 3,429 1,91 2,3 129 74 CS5621 COND 90,2 2,704 1,51 1,8 95 69 EC5120 88,2 2,605 2,55 4,49 187 88 CA5807COND 90,2 2,456 1,62 2,19 97 72 EC6102 87,8 3,446 2,05 3,07 168 82 RTP 91,3 1,138 2,01 3,62 109 90 Fonte: Autor 30 Apos retiradas várias amostras em dias diferentes e encontrado a média na tabela acima, chegou- se a conclusão que é possível que se melhore a qualidade na EP5542 e reportar para a CS5621. 4.2.1. Ensaios laboratoriais Após discussão dos resultados das amostras foram feitos ensaios laboratoriais para obter melhores resultados através da variação da temperatura e mantendo os kilovolt da planta, e para esses ensaios seguiu-se os seguintes passos: 1. Ter todo EPI necessário para o trabalho; 2. Preenchimento da documentação necessária (Take 5, GTA e abrir permissão) para o uso dos equipamentos no laboratório; 3. Limpeza dos equipamentos, da sala e de todos objectos que serão usados durante os ensaios; 4. Pesagem de amostra 5. Homogeneização do material no splitter ; 6. Aquecimento do material; 7. Ajuste da voltagem; 8. Processamento do material aquecido no separador electrostático; 9. Ajuste dos spliters; 10. Pesagem do material obtido (condutor e não condutor); 11. Homogeneização de cada fracção produzida; 12. Pesagem a 30g de cada fracção e posterior submissão da amostra para analises XRF; 13. Limpeza e arrumação dos equipamentos usados e da sala; 14. Fechar o permit. Para estes ensaios usou-se as seguintes variáveis Separador de prato electroestático Temperatura (110°C, 115°C e 118°C); Kilovolts (34kv). Posição de separadores 5cm 31 Separador de rolo magnético induzido Amperes 12 Velocidade do rolo Vibração da alimentação Posição de separadores 1/1/1 Análise de dados Apos a submissão das amostras para análises de qualidade no XRF (testes raio-X), foram obtidos os seguintes resultados: Tabela 4: resultados dos ensaios laboratoriais I. Amostra MASSA YIELD TiO2 Fe2O3 SiO2 ZrO2 Th U G % % % % % [ppm] [ppm] FEED Alimentação 75.54 1.67 5.66 13.13 368 189 CS5542 COND 88.3 3.42 1.91 2.3 129 74 CS5621 COND 90.2 2.70 1.51 1.8 95 69 EC5120 88.2 2.60 2.55 4.49 187 88 CA5807 COND 90.2 2.45 1.62 2.19 97 72 EC6102 87.8 3.44 2.05 3.07 168 82 RTP 91.3 1.13 2.01 3.62 109 90 Spliter 5 110°C Spliter 2 COND 34KV 1444.8 96% 82.4 3.45 4.3 8.21 401 125 N COND_34KV 59.7 4% 91 3.331 1.41 0.98 74 61 TOTAL 1504.5 100% N.MAG 10A 258 87% 90.8 2.772 1.38 1.41 74 66 MAG 10A 40 13% 87.4 6.178 1.31 0.59 108 57 TOTAL 298 100% 32 Fonte: Autor Feitos os testes fez-se cálculo das massas, recuperação mássica e recuperação metalúrgica usando as seguintes fórmulas: Massa total Mt- massa total Mc- massa do condutor Mnc- massa do não condutor Recuperação mássica Spliter 5 115°C Spliter 2 COND _34KV 1444.5 96% 84.2 3.37 3.64 7.49 363 122 N COND _34KV 54.8 4% 90.6 3.392 1.15 0.52 52 56 TOTAL 1499.3 100% N.MAG 9.6A 251 84% 90.9 2.423 1.41 1.55 74 67 MAG 9.6A 47 16% 85.1 7.373 1.26 0.35 125 60 TOTAL 298 100% Spliter 5 COND_34KV 1448.4 97% 91 3.414 1.04 0.35 43 55 N COND _34KV 51.2 3% 82.4 3.65 4.12 7.93 392 128 TOTAL 1499.6 100% 118°C Spliter 2 N.MAG 9.8A 254 86% 89.8 3.709 1.39 1.37 92 66 MAG 9.8A 43 14% 86 7.487 1.26 0.31 151 61 TOTAL 297 100% 33 Re- recuperação mássica C- Concentrado A- Alimentação Recuperação metalúrgica - Recuperação metalúrgica de um elemento P- Produto F- Alimentação - Elemento no produto - Elemento na alimentação 4.3. Discussão dos resultados Obtido os resultados observa-se que com as temperaturas 110°C; 115°C e 118°C e com 34kv‟s tiveram resultados satisfatórios pois o concentrado do titânio é maior que a do condutor da CA5607, e o zircão e a sílica são satisfatórios como ilustra a tabela acima. O contaminante ferro (Fe) é que esta alto (acima de 3%), observando isso tomou-se a iniciativa de submeter a separador eletromagnético (separador de rolo magnético induzido) para retirar o ferro. Colheu-se informações acerca do funcionamento da RMI (rolo magnético imduzido) e aplicou-se no laboratório, mas os resultados não foram satisfatórios, pois o equipamento tem no máximo 12A e a RMI da planta esta a 15A, por isso não foi possível retirar o ferro pretendido como a tabela acima ilustra. Com isso concluiu-se neste primeiro ensaio que é possível obter um produto para se juntar ao fluxo do condutor da CA5607 ou directo para a RMI para se retirar o ferro que é o maior 34 contaminante neste primeiro ensaio, mas para melhor resultados teve necessidade de fazer mais ensaios para ter certeza dos resultados. Feito os segundos testes (tabela 4) e tendo feito os mesmos cálculos da tabela anterior da seguinte maneira: Massa total Mt- massa total Mc- massa do condutor Mnc- massa do não condutor Recuperação mássica Re- recuperação mássica C- Concentrado A- Alimentação Recuperação metalúrgica - Recuperação metalúrgica de um elemento P- Produto F- Alimentação - Elemento no produto - Elemento na alimentação 4.3.Discussão de resultado 35 Para estas amostras surgiu a necessidade de saber como o material se comportava a cada passagem no elétrodo, para isso a cada passagem que se fazia no separador electroestático do laboratório tirava-se amostra para submeter aos testes XRF, e os resultados como ilustram na tabela 4, a primeira passagem temos uma melhor recuperação e essa qualidade com as passagens vai decrescendo sendo que à partir da terceira passagem o material vai sendo contaminado e perdendo a qualidade desejada. Mas em termos gerais Nestes testes, o teste 3 é mais viável porque os contaminantes SiO2 2,87 e ZrO2 2,95 são baixos em comparação com os contaminantes de CA5607 SiO2 4 e ZrO2 5,33 . E os contaminantes para este teste (a sílica e o zircão), ao passar pelo separador electrodinâmico poderão ser retiradas e limpadas, quanto ao ferro não teve problemas pois será retirado no RMI sem nenhum problema. Gráfico 1: comparação de resultados do teste 1 e a amostra Fonte: Autor 87,7 1,24 4 5,33 211 108 89,6 1,27 2,87 4,47 135 89 0 50 100 150 200 250 TiO2 Fe2O3 SiO2 ZrO2 Th U TESTE 1 110°C 110°C 36 Grafico 2: comparação de resultados do teste 2 e a amostra Fonte: Autor Grafico 3: comparação de resultados do teste 3 e a amostra Fonte: Autor Tendo feito esses testes e concluído que é possível que a EP seja melhorada então foi colocado em prática na planta. 87,7 1,24 4 5,33 211 108 90,6 1,19 3,9 4,9 149 92 0 50 100 150 200 250 TiO2 Fe2O3 SiO2 ZrO2 Th U TEST 2 115°C 115°C 87,7 1,24 4 5,33 211 108 89,6 1,27 2,87 3,47 135 89 0 50 100 150 200 250 TiO2 Fe2O3 SiO2 ZrO2 Th U TEST 3 118°C 118°C 37 4.4.Aplicação na planta Na planta, analisou-se os equipamentos com a ajuda dos operadores através do monitoramento diário, para este feito usou-se os seguintes materiais: Multímetro Termogun Lanterna 4.4.1. Multímetro Com o voltímetro media-se os kilovolts da maquina diariamente para saber se há mudanças ou não e com que frequência. Fig6: medição de kilovolts Fonte: Autor 4.4.2. Termogun Com a ajuda do termogun media a temperatura do material proveniente do reaquecedor RH0505 que alimenta o separador electroestático EP5542. 38 Fig7: termogun Fonte: Autor 4.4.5. Lanterna Uma vez que a iluminação na planta é reduzida usava lanterna para observar dentro das máquinas e fazer a inspeção. Durante as inspeções identificou-se dois