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Curso Gestão Financeira para Pequenas e Médias Empresas Carga horária: 35 hsBOM ALUNO DE CURSOS À DISTÂNCIA: Nunca se esquece que o objetivo central é aprender o conteúdo, e não apenas terminar o curso. Qualquer um termina, só os determinados aprendem! Lê cada trecho do conteúdo com atenção redobrada, não se deixando dominar pela pressa. Sabe que as atividades propostas são fundamentais para o entendimento do conteúdo e não realizá-las é deixar de aproveitar todo o potencial daquele momento de aprendizagem. Explora profundamente as ilustrações explicativas disponíveis, pois sabe que elas têm uma função bem mais importante que embelezar o texto, são fundamentais para exemplificar e melhorar o entendimento sobre o conteúdo. Realiza todos os jogos didáticos disponíveis durante o curso e entende que eles são momentos de reforço do aprendizado e de descanso do processo de leitura e estudo. Você aprende enquanto descansa e se diverte! 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Critica o que está aprendendo, verificando sempre a aplicação do conteúdo no dia-a-dia. aprendizado só tem sentido quando pode efetivamente ser colocado em prática. Aproveite o seu aprendizado.LISTA DE QUADRO QUADRO 1 Fórmulas para gerenciamento do caixa 16 QUADRO 2 Fórmulas para cálculo dos indicadores financeiros dos estoques 18 QUADRO 3 Fórmulas para cálculo dos indicadores financeiros das duplicatas a receber.. 22SUMÁRIO FUNDAMENTOS DA ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA 4 1. Administração Financeira 4 2. Responsabilidades do Administrador Financeiro 4 2.1 Atribuições do administrador financeiro 4 3. Aplicação dos conceitos de Economia e de Contabilidade na Gestão Financeira 6 3.1 Administração Financeira e a Economia 6 3.2 Administração Financeira e a Contabilidade: 8 4. Funções da Administração Financeira 8 4.1 Planejamento e Análise das Necessidades Financeiras 8 4.2 Administração da Estrutura do Ativo da Empresa 9 4.3 Administração da Estrutura Financeira da Empresa 10 4.4 Síntese das Responsabilidades do Administrador Financeiro 10 4.5 Ações que devem ser evitadas, pelos gestores, para garantir a saúde financeira da empresa: 11 ADMINISTRAÇÃO DO CAPITAL DE GIRO 12 1. Introdução 12 2. Gerenciando os Componentes do Capital de Giro 132.1 Administração do Caixa 13 2.2 Administração Financeira de Estoques 16 2.3 Administração de Duplicatas a Receber 19 FLUXO DE CAIXA 25 1. Introdução 25 2. Função do Fluxo de Caixa 25 2.1 Fluxo de Caixa Realizado 25 2.2 Fluxo de Caixa Projetado 25 3. Características do Fluxo de Caixa 26 4. Estrutura do Demonstrativo do Fluxo de Caixa 26 5. Gerenciando o Fluxo de Caixa 27 6. Elaboração do Fluxo de Caixa 27 6.1 Rotinas do Gerenciamento do Fluxo de Caixa 28 6.2 Análise do Fluxo de Caixa 29 7. Classificação dos Fluxos de Caixa 30 7.1 Fluxo de Caixa Operacional 30 7.2 Fluxo de Caixa de Investimento 31 7.3 Fluxo de Caixa de Financiamento 31 8. Equivalência de Fluxo de Caixa 33 8.1 Planos Equivalentes de Financiamento 34 9. Coeficiente de Financiamento 36 CUSTOS PARA TOMADA DE DECISÕES 38 1. Margem de Contribuição 38 2. Ponto de Equilíbrio - Break-Even Point 40 2.1 Índice do Ponto de Equilíbrio 41 3. Formação do Preço de Vendas 43 3.1 Formação de Preços baseada em Custos 433.1.1 Formação de Preço de Venda para Indústria 44 ANÁLISE DE INVESTIMENTO 50 1. Introdução 50 1.1 Valor presente líquido - VPL 51 1.2 Taxa interna de retorno - TIR 52 1.3 Período de recuperação de capital - PAYBACK 54 1.4 Índice de Lucratividade 59 2. Fluxo de Caixa de um Projeto 62 2.1 Receita Bruta Operacional 62 2.2 Deduções 63 2.3 Receita Líquida Operacional 63 2.4 Custos e Despesas Operacionais 63 2.5 Depreciação 63 2.6 Lucro Bruto Operacional - LBO 64 2.7 Impostos sobre o Lucro 64 2.8 Investimento Bruto 64 2.9 Necessidade de Capital de Giro 64 2.10 Valor Residual 65 3. Custo do Capital do Credor e do Acionista 72 3.1 Taxa de Desconto do Projeto 72 3.2 Custo do Capital do Credor 72 3.3 Custo do Capital do Acionista 73 REFERÊNCIAS 754 FUNDAMENTOS DA ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA 1. Administração Financeira A Função Financeira teve seu início a partir do momento que iniciaram as trocas (escambo), entretanto foi a partir do Século XVIII - em da Revolução Industrial - que ela passa a ser reconhecida como ciência. Finanças é a aplicação de uma série de princípios econômicos para maximizar a riqueza ou valor total de um negócio (GROPPELLI, 2002). Finanças é a arte e a ciência de administrar fundos. Praticamente todos os indivíduos e organizações obtêm receitas ou levantam fundos, gastam ou investem. A Administração Financeira ocupa-se do processo, instituições, mercados e instrumentos envolvidos na transferência de fundos entre pessoas, empresas e governos (GITMAN, 1997) 2. Responsabilidades do Administrador Financeiro O administrador financeiro tem como responsabilidade principal gerenciar os recursos aplicados no ativo e no passivo, de forma a aumentar o valor da empresa e, assim, gerar riqueza para os seus acionistas. 2.1 Atribuições do administrador financeiro Para atender as exigências do cargo o administrador financeiro deverá desempenhar as seguintes previsão e planejamento coordena, juntamente, com os demais setores o planejamento de toda a empresa; 1 BRIGHAM; GAPENSKI e EHRHARDT, 2001, p. 27 GESTÃO FINANCEIRA PARA PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS5 decisões de investimento e financiamento - decisões sobre a compra de ativos - equipamentos, estoques, instalações e outros - e de que maneira tais aquisições serão financiadas - capital de terceiros, capital próprio ou ambos. O administrador financeiro deve acompanhar com cuidado: saldo de caixa INATIVO: observar as oportunidades de investimento e de aplicação do saldo disponível, pois dinheiro parado gera custos; excesso de ESTOQUES: os estoques devem ser planejados para atender a demanda. Manter estoques altos e sem controle além de gerar custos, pode comprometer o capital de giro da empresa, deixando-a em uma situação de aperto financeiro; especulação financeira pode trazer vantagens econômicas, proporcionando RENTABILIDADE, porém pode prejudicar a LIQUIDEZ, lançando a empresa num processo de dificuldades financeiras; RENTABILIDADE indica o percentual de remuneração do capital investido na empresa. LUCRATIVIDADE indica o percentual de ganho obtido sobre as vendas realizadas. LIQUIDEZ é a capacidade de pagar em dia os compromissos assumidos valores a receber em aberto: programação das entradas, bem como a sistemática fiscalização desta parcela tão importante de fonte de recursos da empresa; máquinas paralisadas: deve-se controlar a vida útil das máquinas e equipamentos, evitando assim a concentração de recursos subaproveitados que aumentariam sensivelmente "o custo de oportunidade". coordenação e controle - deverá ter conhecimento e manter o devido controle sobre as decisões de outros departamentos que implicam gastos; GESTÃO FINANCEIRA PARA PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS6 lidar com os mercados financeiros - escolha das melhores opções no mercado financeiro para captação e aplicação de recursos; administração de risco - eliminar, o máximo possível, o risco de a empresa ter perda financeira: compra de seguros, diluir as aplicações financeiras entre vários segmentos e outros; o gestor financeiro decide quais ativos devem ser adquiridos pela empresa, como esses ativos devem ser financiados, e como a empresa deve gerenciar seus recursos. Se essas responsabilidades forem desempenhadas eficientemente, isso ajudará a maximizar os valores das empresas e também irá contribuir para o bem-estar dos consumidores e empregados GAPENSKI e EHRHARDT, 2001, p. 28). 3. Aplicação dos conceitos de Economia e de Contabilidade na Gestão Financeira A Administração Financeira é considerada por alguns autores como a Economia Aplicada, o que implica que suas ações dependem do conhecimento dos conceitos Econômicos. Já a Contabilidade é uma das principais fontes de informação que Administração Financeira utiliza para a tomada de decisões. 3.1 Administração Financeira e a Economia A importância da Economia para o ambiente financeiro pode ser mais bem descrita em função de suas áreas mais amplas Macroeconomia e Microeconomia. GESTÃO FINANCEIRA PARA PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS7 3.1.1 Macroeconomia A Macroeconomia estuda o ambiente global, institucional e internacional em que a empresa precisa operar. Exemplos de fatores macroeconômicos: a renda média, a produção nacional, desemprego (causa e taxa de inflação e política monetária, sistemas bancários, políticas econômicas de governo, (GITMAN, 1978, p. 4) Se a empresa opera no âmbito macroeconômico é preciso que o administrador financeiro esteja atento a: estrutura institucional da empresa; às que as mudanças na política econômica podem afetar o seu próprio ambiente de decisão; prever ameaças e oportunidades para o seu negócio; conhecer as instituições financeiras e saber como estas funcionam, para ter como avaliar as fontes de financiamento da empresa. administrador financeiro precisa enfrentar não só outros competidores de sua empresa, mas também as condições econômicas vigentes que podem ser favoráveis ou desfavoráveis. 3.1.2 Microeconomia A Microeconomia e suas teorias se interessam pela operação eficiente da empresa. Visam definir ações que permitirão à empresa atingir sucesso financeiro, tais como: as relações de oferta e demanda, estratégias de maximização de lucro, composição de fatores de produção, níveis ótimos de venda, estratégias de precificação e outros, GITMAN, 1978, p. 4). GESTÃO FINANCEIRA PARA PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS8 3.2 Administração Financeira e a Contabilidade: A função financeira e a função contábil tem sido consideradas por alguns empresários como sendo a mesma coisa. Entretanto são distintas, embora a Administração Financeira tenha como principal insumo os dados fornecidos pela Contabilidade. Ao contador, cabe desenvolver e fornecer dados que possibilitem avaliar o desempenho da empresa em suas situações econômicas, financeiras e patrimoniais, com base nos quais o Administrador traçará seu plano de: análise e planejamento financeiro; estimativas de entradas e saídas de caixa; levantamento, emprego e distribuição de fundos e seu controle financeiro, detalhados em suas funções. 4. Funções da Administração Financeira As principais funções da Administração Financeira, na perspectiva de Gitman (1978) são: análise e planejamento das necessidades financeiras; determinação da estrutura de ativo da empresa; determinação da estrutura financeira da empresa. 4.1 Planejamento e Análise das Necessidades Financeiras Elaboração de planos ou orçamentos de forma a orientar a posição financeira da empresa, possibilitando assim a tomada de decisão no que diz respeito à: necessidade de aumento da produção e/ou venda; determinação de aumento de capital de giro; captação de recursos para suprir o déficit ou investimento dos recursos excedentes. As entradas de saídas de recursos financeiros de uma empresa podem ser controladas utilizando o fluxo de caixa, comumente são representadas pelas seguintes contas: GESTÃO FINANCEIRA PARA PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS9 Entradas: faturamento (vendas) - capital próprio - capital de terceiros - vendas de imobilizado e alugueis; Saídas: fornecedores, despesas operacionais, compras de equipamentos, pagamento de empréstimos. 4.2 Administração da Estrutura do Ativo da Empresa A determinação da estrutura do ativo de uma empresa significa definir qual o montante que deverá ser investido em ativos circulantes e fixos. Este planejamento deverá ser estratégico, de forma a evitar alta imobilização com comprometimento do capital de giro da empresa. A FIG. 1 traz a demonstração das fontes e das aplicações financeiras de uma empresa. FIGURA 1 Demonstração das fontes e das aplicações financeiras da empresa ATIVO PASSIVO APLICAÇÕES FONTES DE RECURSOS Curto Prazo Capital de Terceiros Longo Prazo Fixo Capital Próprio GESTÃO FINANCEIRA PARA PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS10 4.3 Administração da Estrutura Financeira da Empresa Esta função determina a maneira de captação de recursos para formar a estrutura financeira da empresa. Deve-se definir se a empresa utilizará capital próprio ou capital de terceiros - com financiamento de curto e/ou de longo prazo. Essa definição afeta tanto a lucratividade quanto a liquidez da empresa. A FIG. 2 mostra as fontes de recursos comumente utilizadas pelas empresas. FIGURA 2 Fontes de recursos financeiros das empresas Recursos de capital de A terceiros Fontes de BANCOS T Financiamento de Ativos Estrutura de I Capital V ACIONISTAS o Recursos de capital próprio S Fonte: Vieira (2005, p. 4) "Vencer obstáculos com energia e firmeza, são requisitos de um bom Administrador Financeiro". 4.4 Síntese das Responsabilidades do Administrador Financeiro estimar os recursos que serão necessários para executar os planos operacionais da empresa; determinar o montante de tais recursos que poderá ser obtido na própria empresa ou de fontes externas; identificar os melhores meios e fontes para a obtenção de recursos adicionais, quando se fizerem necessários; estabelecer o melhor método para aplicação de todos os recursos para executar os planos operacionais. GESTÃO FINANCEIRA PARA PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS11 4.5 Ações que devem ser evitadas, pelos gestores, para garantir a saúde financeira da empresa: confundir gastos pessoais com gastos da empresa. O patrimônio da empresa não pode ser misturado ao patrimônio dos donos; elaborar plano de negócio incompatível com a realidade do mercado; investir e fixar metas sem uma avaliação precisa das necessidades operacionais - investimento não planejado; ausência de controle dos custos, bem como de outros controles internos ligados à capacidade de gerenciamento de uma empresa: compras, vendas, estoques, finanças, contabilidade, recursos humanos, etc.; estabelecer prazos de venda sem levar em conta o capital de giro; acumular dívidas e utilizar recursos emprestados a uma alta taxa de juros para suportar os gastos da empresa; fazer vendas a prazo sem adotar uma análise de crédito criteriosa (comprovante de renda ou residência, referências, consultas de crédito, etc.); inexperiência dos sócios no ramo de atividade escolhido para o empreendimento; remuneração dos sócios incompatível com a situação financeira da empresa. GESTÃO FINANCEIRA PARA PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS12 ADMINISTRAÇÃO DO CAPITAL DE GIRO 1. Introdução Na perspectiva de Vieira (2005), a Administração do Capital de Giro "pode ser caracterizada como o campo de estudo que trata da gestão dos ativos e passivos que compõem os grupos circulantes do Balanço Patrimonial - ativo circulante e passivo circulante". Tem como objetivo a manutenção do equilíbrio financeiro da empresa que pode ser alcançado com a administração criteriosa do quanto deve ser investido nas contas do ativo circulante e como esses investimentos devem ser financiados. Cerca de 60% do tempo de um gestor financeiro típico é dedicado ao gerenciamento do capital de giro. Capital de Giro Bruto: Capital total investido no ativo circulante Capital de Giro = AC Capital de Giro Líquido ou Capital Circulante Líquido PC OBS: Quando o CCL é positivo significa a existência de recursos de longo prazo aplicados nas contas de curto prazo do ativo; Quando o CCL for negativo indica a existência de aplicações de longo prazo sendo financiadas por recursos de curto prazo. (VIEIRA, 2005) GESTÃO FINANCEIRA PARA PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS13 2. Gerenciando os Componentes do Capital de Giro O Capital de Giro Bruto consiste em quatro componentes principais: caixa, títulos financeiros, estoques e contas a receber. As empresas geralmente seguem um ciclo no qual elas compram estoques, vendem os produtos a prazo, e então acumulam contas a receber. Uma política correta de capital de giro destina-se minimizar o tempo entre os desembolsos de caixa para matérias-primas e o recebimento em dinheiro das vendas. 2.1 Administração do Caixa caixa pode ser considerado um "ativo não lucrativo". Embora necessário para pagar as despesas operacionais, deve ser bem administrado para não ocasionar dinheiro parado, pois o caixa em si não recebe juros. A Administração de Caixa eficiente inclui gerenciamento correto das entradas e saídas de caixa, que abrange: melhorar as previsões de fluxos de caixa; sincronizar as entradas e saídas de caixa; acelerar os recebimentos; deslocar os fundos disponíveis para onde são necessários; controlar os desembolsos. 2.1.1 Ciclo Operacional É o período que vai da compra de matérias-primas até o recebimento das vendas dos produtos acabados. Nas empresas industriais a duração do ciclo operacional depende: do prazo de estocagem de matérias-primas; da extensão do ciclo produtivo; do prazo de estocagem dos produtos acabados; do prazo de crédito concedido aos clientes. GESTÃO FINANCEIRA PARA PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS14 Graficamente Ciclo Operacional Compra Venda Recebimento PME PMC ou PMRV Ciclo Operacional = PME + PMC Ou CO = PME + PMC 2.1.2 Ciclo de conversão de caixa ou ciclo de caixa O ciclo de conversão de caixa representa o período médio compreendido entre os pagamentos e os recebimentos operacionais. Graficamente tem-se: Ciclo Operacional Compra de Matéria-Prima Venda de Prod. Acabado Cobrança Dupl. a Receber PME = 85 dias PMC = 70 dias 0 D=35 D=85 D=155 PMP=35 dias Pgto. Duplicatas Recebimento Ciclo de Conversão de Caixa Fonte: Vieira, 2005. GESTÃO FINANCEIRA PARA PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS15 CO = Ciclo Operacional Ciclo de Conversão de Caixa = CO PMP PMC = Período Médio de Cobrança PME = Período Médio de Estoque Ciclo de Conversão de Caixa = PME + PMC - PMP PMP = Período Médio de Pagamento Quanto maior o Ciclo de Conversão de Caixa, maior o custo para a empresa, pois representa maior tempo de utilização de financiamento ou mesmo do Capital Próprio; Ciclo de Conversão de Caixa positivo significa que a empresa precisa se utilizar de recursos de origem não operacional (empréstimos de curto prazo) para o financiamento das suas atividades operacionais. 2.1.3 Giro de Caixa O giro de caixa representa o número de vezes em que o caixa girou no período de análise. Quanto maior for o giro de caixa, menor será a necessidade de caixa para suportar as operações. Maximização do giro do caixa Existem maneiras de maximizar o giro do caixa, minimizando, por conseguinte, as necessidades de caixa: aumentar o giro do estoque por meio de: aumento do giro das matérias- primas; diminuição do ciclo de produção; aumento do giro de produtos acabados; acelerar o processo de recebimento; reduzir o prazo concedido nas vendas a prazo; aumentar o prazo de pagamento a fornecedores. QUADRO 1 traz as principais fórmulas utilizadas para o gerenciamento do caixa. GESTÃO FINANCEIRA PARA PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS16 QUADRO 1 Fórmulas para gerenciamento do caixa Pagamento Anual de Duplicatas Giro de Caixa no Ano Saldo Médio de Caixa Saldo Médio de Caixa Pagamento Anual de Duplicatas ou Caixa Mínimo Giro de Caixa 360 Giro de Caixa Ciclo de conversão de caixa 2.2 Administração Financeira de Estoques Estoque representa um investimento importante em Ativo Circulante para a maioria das empresas industriais. A Gestão de Estoque é geralmente controlada pelas áreas de Compras, de Produção e Vendas. O Gestor Financeiro não exerce controle direto, apenas contribui na tomada de decisão, pois tem a responsabilidade tanto de levantar o capital necessário para manter estoques quanto pela lucratividade geral da empresa. Objetivos Financeiros X Objetivos de Produção X Objetivo da Empresa: objetivo financeiro: alcançar o maior giro de estoque possível, porque quanto maior for o giro de estoque menor será a necessidade de investimento que a empresa fará; objetivo de produção: manter estoques suficientes para satisfazer a demanda de produção; GESTÃO FINANCEIRA PARA PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS17 objetivo da empresa: determinar o nível ótimo de estoque que reconcilie esses objetivos conflitantes; 2.2.1 Mensuração de Desempenho Financeiro dos Estoques De um ponto de vista financeiro, o estoque é um ativo e representa dinheiro preso, que não pode ser utilizado para outros propósitos. Além disso, manter estoques gera custos de capital, de armazenagem e de risco. A área de finanças deseja o menor estoque possível e precisa de alguma mensuração do nível de estoque. O investimento total em estoques é uma boa medida, mas em si mesmo não se relaciona às vendas. Duas medidas que efetivamente se relacionam com as vendas são: Giro de Estoque ou Rotatividade; Cobertura de Estoque ou Período Médio de Estocagem 2.2.2 Rotatividade ou Giro de Estoque A Rotatividade ou o Giro de Estoque é a relação existente entre o consumo anual e o estoque médio do produto. Em princípio, quanto maior o Giro dos Estoques melhor será a situação da empresa, uma vez que tal acontecimento estará indicando um alto grau de comercialização de seus produtos (grande demanda, boa aceitação, etc.). Todavia, a rotação elevada poderá exprimir um subinvestimento em estoque, revelando que a empresa opera com estoques inferiores à suas necessidades, perdendo, portanto, oportunidades de vendas e, conseqüentemente, de gerar maiores lucros. Da mesma forma, uma baixa rotação pode denotar superinvestimento em estoques, ou seja, a empresa estaria investindo em estoques, quantidades superiores às suas necessidades. 2.2.3 Cobertura de estoque ou período médio de estoque (PME) A Cobertura de Estoque, também conhecida por Período Médio de Estoque ou Período de Renovação dos Estoques indica o número de meses ou de dias durante os quais poderá o estoque movimentar-se, sem que haja necessidade de nova encomenda. É o prazo decorrido entre a compra (efetivo recebimento) e a venda ou consumo do material. GESTÃO FINANCEIRA PARA PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS18 QUADRO 2 Consumo Médio Anual (un.) Giro de Estoque de Produto Acabado Estoque Médio (un.) (consumo em unidades) Custo de Mercadoria Vendida (CMV) Giro de Estoque de Produtos Acabados Estoque médio de produto acabado (R$) (Consumo em R$) Custo dos Materiais Utilizados Giro de Estoque de Matéria-Prima Estoque médio de matéria-prima Período Médio de Estocagem (PME) 360 Giro de Estoque Período Médio de Estocagem (PME) 360 X estoque ($) CVM Período Médio de Estocagem (PME) Estoque Médio em unidades Consumo Médio em unidades Lucro Bruto Vendas X Margem Bruta Lucro Líquido Vendas X Margem Líquida Margem Bruta Lucro Bruto Vendas Margem Líquida Lucro Líquido VendasFórmulas para cálculo dos indicadores financeiros dos estoques Quanto menor for o período médio de estoques da empresa, mais líquida ou ativa a empresa poderá ser considerada. GESTÃO FINANCEIRA PARA PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS19 2.3 Administração de Duplicatas a Receber As empresas, em geral, preferem vendas a vista em vez de vendas a crédito, porém pressões competitivas forçam a maioria das empresas a oferecer crédito. A fim de conservar os clientes atuais e atrair outros, a maioria das Empresas acha necessário oferecer crédito. Já que para quase todas as empresas as duplicatas a receber representam uma grande parte dos seus ativos circulantes, dá-se, normalmente, muita atenção à administração eficiente dessas duplicatas. 2.3.1 Políticas de Concessão de Crédito A política de crédito é o conjunto de princípios que, durante certo período, norteiam o comportamento da empresa quanto à concessão de crédito. Em situações de forte concorrência entre empresas, a política de prazos de pagamento pode ser utilizada como vantagem competitiva, para conquistar novas fatias de mercado. Ao estipular uma política de crédito a empresa estará colocando em prática uma estratégia mercadológica para atrair clientes, mas se não houver recursos financeiros para administrar um volume elevado de valores a receber, pode-se comprometer a situação financeira da mesma, pois não haverá liquidez financeira para honrar os compromissos assumidos. 2.3.2 Tipos de Política de Crédito O crédito para vendas a prazo é liberado segundo três tipos de política: liberal: maior risco de não recebimento ou de impontualidade; rígida: menor risco de não recebimento ou de impontualidade; compatível: risco médio, pela utilização simultânea das políticas anteriormente citadas; GESTÃO FINANCEIRA PARA PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS20 O risco existente na autorização de uma venda a prazo é o do recebimento com impontualidade, o que prejudica o fluxo diário de caixa do fornecedor, e o do não recebimento. Ambos são prejudiciais. 2.3.3 Variáveis da política de crédito A Política de Crédito de uma empresa consiste em determinar quatro variáveis: a) o Período de crédito - fixação de prazos para pagamentos pelos clientes: É o período de tempo que a empresa concede aos clientes para pagamento das compras realizadas. A definição de prazos depende: da política adotada pela concorrência; das características e do risco inerentes ao mercado consumidor; da natureza do produto vendido; do desempenho da conjuntura econômica; do atendimento de determinadas metas gerenciais internas; de mercadologia; do prazo do fornecedor e outros fatores. b) Os Padrões de Crédito - fixação de critérios para aceitação (seleção) de clientes: os padrões de crédito da empresa definem os critérios mínimos para a concessão de crédito a um cliente. O estabelecimento de padrões de crédito requer implicitamente uma medida de qualidade de crédito, que é definida em termos da probabilidade de inadimplência de um cliente. b.1) Processo para Avaliação de um Pedido de Crédito: a concessão de crédito deve ser feita com muito critério técnico, com base em: análises de balanços: analisar os elementos de decisão, apoiada em índices de liquidez e estimativas do risco de não pagamento; informações comerciais junto a fornecedores; bancos ou instituições especializadas (exemplo: Serasa). vendedores; visita às instalações da empresa e entrevistas com seus executivos; GESTÃO FINANCEIRA PARA PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS21 o solicitante de crédito possui casa própria; há quanto tempo o solicitante trabalha em seu emprego atual; qual a dívida a pagar do solicitante em relação à sua renda anual? o cliente potencial tem o histórico de ser pontual em seus pagamentos. b.2) Padrões de crédito X vendas X recebimento: espera-se que à medida que uma empresa afrouxa seus padrões de crédito, cresçam suas vendas, enquanto um arrocho nos padrões de crédito implicará em menores vendas. Quando as condições de crédito são afrouxadas, concede-se crédito a clientes menos confiáveis que provavelmente retardarão o pagamento de suas contas. Quando os padrões de crédito são arrochados, a concessão de crédito será limitada aos clientes mais confiáveis, e a expectativa é que paguem suas contas mais depressa. c) A Política de Cobrança: definição dos métodos de cobrança (instrumentos, agressividade relativa, etc.). Análise permanente das duplicatas com atraso e o esforço para seu recebimento; Tipos de Procedimentos de Cobrança Inúmeros tipos de procedimentos de cobrança são normalmente empregados. Se uma conta não for paga na data do vencimento, com a passagem do tempo as cobranças tornam-se mais pessoais e rigorosas. Os procedimentos básicos de cobrança são: cartas; telefonemas; visitas pessoais; agência de cobrança; ação judicial. d) Descontos - formalização de procedimentos para concessão de descontos: Os descontos financeiros são oferecidos objetivando o incremento das vendas, atraindo novos clientes ou incentivando volumes maiores de vendas, e também, a redução de necessidade de caixa através de uma diminuição do prazo médio de cobrança. GESTÃO FINANCEIRA PARA PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS22 2.3.4 Os cinco Cs do crédito A base de concessão de crédito deve respeitar os cincos Cs do crédito, criados por Weston e Brigham: caráter - percepção de integridade ou qualidade moral - o cliente procurará cumprir a sua obrigação? condições - constatações de problemas conjunturais - quais serão os possíveis efeitos de acontecimentos externos sobre a capacidade do cliente para pagar as suas dívidas; capacidade: constatação de competência gerencial para o negócio o desempenho operacional e financeiro do cliente permitirá a geração de recursos para efetuar os pagamentos? capital - existência de condições financeiras - o cliente possui bens e outros recursos disponíveis para cobrir o valor exigido pela transação? colateral existência de garantias que poderiam ser disponibilizadas - o cliente pode oferecer garantias reais ou não? Estas condições devem existir, simultaneamente, em qualquer relação de compra e venda. atendimento a elas significa a tranqüilidade que o ativo "Duplicatas a Receber" deve merecer. QUADRO 3 Giro de Duplicatas a Receber Vendas Anuais a Credito Duplicatas a Receber 360 Período Médio de Cobrança (PMC) Giro de Duplicatas Período Médio de Cobrança (PMC) 360 X duplicatas a receber Vendas anuais a créditoo Período Médio de Cobrança mostra a média em dias que a empresa leva para cobrar uma duplicata. Se o índice encontrado for menor que o prazo concedido para pagamento, então o índice é aceitável. GESTÃO FINANCEIRA PARA PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS Fórmulas para cálculo dos indicadores financeiros das duplicatas a receber23 EXERCÍCIOS PROPOSTOS Exercício 1 Ativo Circulante Passivo Circulante Disponível 53.172 21,0 Fornecedores 57.584 21,2 Estoques 51.657 20,4 Empréstimos 95.910 35,2 Clientes 89.145 35,2 Controladas/Coligadas 40.180 14,8 Controladas/Coligadas 12.423 4,9 Outras Contas 78.492 28,8 Outras Contas 47.114 18,6 Total 253.511 100,0 272.166 100,0 Com os dados da tabela acima, pede-se: a) Capital de Giro; b) Capital de Giro Líquido ou Capital Circulante Líquido; Exercício 2 Uma empresa opera com ciclo de caixa de 32 dias, resultante de 15 dias de estoques, 35 dias de recebimento de clientes e de 18 dias de pagamento a fornecedores. As vendas totais anuais é de R$ 2.000.000,00 sendo que desse valor R$1.200.000,00 correspondem a vendas a prazo. As compras são realizadas a prazo e o montante anual foi de R$1.700.000,00. A empresa trabalha com uma margem de lucro bruta de 25%. Determine o valor de cada item componente do circulante dessa empresa e o capital circulante líquido. Exercícios 3 Uma empresa apresenta os seguintes dados: custo anual das mercadorias vendidas de R$24.000.000 e o estoque médio de R$6.000.000. Responda as questões abaixo: a) Qual será a taxa de giro de estoque? b) Qual seria a redução no estoque se o giro de estoque crescesse para 12 vezes por ano? c) Se o custo de estocagem corresponde a 25% do estoque médio, de quanto será a economia? Exercício 4 Em cada um dos seguintes casos, calcule o investimento médio em estoque. Suponha um ano de 360 dias. a. A empresa tem vendas de R$2.000.000,00, uma margem bruta de 20% de lucro e o período médio de estoque de 60 dias. b. O custo de mercadoria vendida é de R$230.000,00 e o período médio de estoque é de 65 GESTÃO FINANCEIRA PARA PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS24 C. As vendas da empresa são de R$790.000,00, sua margem bruta de lucro é de 12% e a taxa de giro de estoque é de 5. d. custo de mercadorias vendidas da empresa é de R$5.480.000,00 e a taxa de giro de estoque é de 6. Exercício 5 PMP da Cia. Barcos Ltda. é de 50 dias. A Empresa tem uma taxa de Giro de Estoque de 4 e Giro de Duplicatas a receber de 9. Seus desembolsos anuais com pagamento de duplicatas são de aproximadamente R$2.500.000,00. Calcule a necessidade mínima de caixa operacional, supondo um ano de 360 dias. GESTÃO FINANCEIRA PARA PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS25 FLUXO DE CAIXA 1. Introdução fluxo de caixa é um instrumento gerencial de grande importância na tomada de decisões empresariais, possuindo como objetivos básicos: coletar dados; organizar dados; gerar subsídios (dados, informações) para previsões. 2. Função do Fluxo de Caixa Fluxo de Caixa visa o controle rígido dos recursos financeiros da empresa, de forma a permitir antecipadamente a decisão quanto ao destino a ser dado aos recursos, bem como determinar como serão pagos os desembolsos. o Fluxo de Caixa é um instrumento de Gestão que provém da integração do contas a receber com o contas a pagar, podendo se referir ao passado (fluxo realizado) ou ao futuro (fluxo projetado). 2.1 Fluxo de Caixa Realizado Quando se olha para o passado e se comparam as contas recebidas com as contas pagas. 2.2 Fluxo de Caixa Projetado Quando se compara o contas a receber com o contas a pagar. fluxo de caixa projetado permite visualizar, simultaneamente, o contas a pagar e o contas a receber e, conseqüentemente, decidir sobre: o melhor momento da compra; o melhor momento da venda à vista; GESTÃO FINANCEIRA PARA PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS26 os momentos mais "carregados" do contas a pagar; projetar "estouros / sobras" de caixa; 3. Características do Fluxo de Caixa fluxo de caixa possui as seguintes características: é imediato o que indica que deva ser atualizado diariamente garantindo assim uma visão realistas da situação financeira da empresa; permite olhar tanto para o passado quanto para o futuro - o que possibilita ao administrador projetar, dia-a-dia dentro de determinados limites, a evolução de seu disponível. Dessa forma ele poderá tomar, com a devida antecedência, as medidas que se façam necessárias para enfrentar a escassez ou excesso de recursos; de fácil análise - ou o dinheiro entrou ou não entrou. Ou saju ou não saiu. 4. Estrutura do Demonstrativo do Fluxo de Caixa Fluxo de Caixa ou Fluxo Financeiro A- Entradas Discriminação de todos os ingressos B- Saídas Discriminação de todos os desembolsos C- Saldo no Período (A-B) D- Saldo Acumulado Anterior E- Saldo Acumulado Atual (C+D) GESTÃO FINANCEIRA PARA PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS27 5. Gerenciando o Fluxo de Caixa Saldo Inicial + Entradas Saídas = Saldo Final Aplicação no Aporte de recursos + negócio próprios ou de terceiros Aplicação Financeira 6. Elaboração do Fluxo de Caixa fluxo de caixa, a primeira vista é uma ferramenta simples de ser utilizada, o que dificulta a sua elaboração é o levantamento dos dados referentes às entradas e saídas do caixa. Principalmente quando se trata de pequenas empresas, pois seus empreendedores adotam procedimentos nem sempre recomendáveis no trato dessas contas. Dessa maneira, algumas dicas são fundamentais para a elaboração do fluxo de caixa, para que este forneça informações confiáveis à tomada de decisão: todos os pagamentos deverão ser feitos em cheque - evitar os pagamentos em dinheiro, isto porque se perde o histórico da operação; criar um fundo de troco para as pequenas despesas - passar para esse fundo, no início da semana, valor suficiente para despesas como condução e café e prestar contas no final da semana; GESTÃO FINANCEIRA PARA PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS28 não confundir pessoa física com pessoa jurídica - evitar sempre que possível o pagamento de contas da empresa com cheque do sócio e vice- versa; não confundir pró-labore com lucro - pró-labore é a retirada do sócio que trabalha na empresa, enquanto que o lucro é a remuneração do capital investido; realizar sempre a conciliação bancária é importante lembrar que o saldo da empresa não vai coincidir com o do banco, em função do período de tempo existente entre o recebimento/emissão do cheque e a operação bancária, daí a importância da conciliação bancária, no mínimo semanalmente; documentar todas as operações com cópias todo o cheque emitido deverá ser acompanhado de cópia. Igual procedimento se aplica a contratos e recibos. Enfim, o arquivo das informações é muito importante para futuras consultas. 6.1 Rotinas do Gerenciamento do Fluxo de Caixa 6.1.1 Elaboração verificar o saldo inicial; obter previsão do contas a receber; obter previsão do contas a pagar; atualizar diariamente o movimento do caixa, lançando na planilha de trabalho (ou no sistema) as informações obtidas em seus respectivos campos e datas. 6.1.2 Monitoramento providenciar extratos bancários; conciliar os extratos bancários com seus lançamentos e identificar os depósitos; atualizar os saldos; comparar campos de "previstos" com "realizado"; GESTÃO FINANCEIRA PARA PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS29 analisar os saldos para aporte de recursos ou para direcionar as aplicações; analisar as contas problemáticas e as contas que superam as previsões (gráficos); tomar medidas preventivas e corretivas para a saúde do caixa. 6.2 Análise do Fluxo de Caixa A análise é feita depois do lançamento dos dados. Deve-se verificar a relação das entradas com as saídas de dinheiro. Se houver um equilíbrio entre essas contas, significa que o valor de dinheiro que entrou foi suficiente para pagar todos os compromissos assumidos. Duas situações demonstradas pelo fluxo irão exigir mais atenção do gerente financeiro: quando as entradas forem inferiores às saídas - estouro de caixa; quando as entradas forem superiores às saídas excedente de caixa. 6.2.1 Estouro de Caixa Existem momentos que, por vários motivos, o famoso "estouro de caixa" acontece. O contas a pagar é superior ao contas a receber e o saldo é insuficiente para pagar os compromissos assumidos pela empresa. No quadro abaixo tem-se um resumo dos possíveis sintomas de um estouro de caixa, as causas prováveis que levaram a essa situação e algumas sugestões de como melhorar esse desempenho. GESTÃO FINANCEIRA PARA PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS30 Sintomas Causas Decisões Insuficiência Vendas baixas; Aumento de Capital Próprio crônica de Excesso de (aporte de capital pelos sócios caixa; ou ingresso de novos sócios); investimentos em Adequação do nível de estoque; operações e recursos Excesso de Captação disponíveis; imobilizações; sistemática de Contenção de custos e Excesso de retirada despesas; recursos dos sócios; Venda de ativos; através de Descompasso Geração de novas receitas e empréstimos; negativo entre maior controle do contas a recebimento e receber (redução da Sensação de pagamento; inadimplência). Recessão econômica. Alterações nas datas dos esforço desembolsos; desmedido. Vendas a vista; Operações financeiras para reforçar o caixa, arcando com os custos. 7. Classificação dos Fluxos de Caixa Os fluxos de caixa podem ser classificados em: Fluxo de caixa operacional; Fluxo de caixa de investimento; Fluxo de caixa de financiamento. 7.1 Fluxo de Caixa Operacional É aquele que mostra a movimentação financeira relacionada com a atividade principal da empresa. Exemplos: Compra de material, pagamento de pessoal, Receitas resultantes de vendas etc. GESTÃO FINANCEIRA PARA PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS31 7.2 Fluxo de Caixa de Investimento São as saídas monetárias da empresa destinadas à aquisição de ativos permanentes (terreno, maquinário, equipamento), assim como as entradas de recursos financeiros provenientes da venda destes mesmos ativos. 7.3 Fluxo de Caixa de Financiamento Decorrentes de decisões de captação de recursos junto aos acionistas e às instituições financeiras, para pagamento de dividendos, juros, amortizações de empréstimos e para suprir a necessidade da empresa face aos fluxos operacionais e de investimento. Cálculo do Valor Presente Fórmula para Pagamento sem entrada VP = R X [i.(1+i)"] Onde: Fórmula para Pagamentos com Entrada VP = Valor Presente; R = Valor da Parcela ou Prestação; = Taxa de juros; GESTÃO FINANCEIRA PARA PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS32 Cálculo do Valor da Prestação Fórmula para Pagamento sem Entrada [i.(1+i)"] [(1+i)"-1] Fórmula para Pagamento com Entrada R = VP GESTÃO FINANCEIRA PARA PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS33 PROPOSTO S Execício 1 Uma pessoa financia um objeto em 5 parcelas iguais e seguidas de R$1.000,00 a partir do próximo mês (ou seja, sem entrada). Se a taxa bancária de juros é de 7% ao mês, qual é o Valor Presente (VP) deste objeto? Exercício 2 Considere o problema do exemplo anterior e uma nova alternativa. Refinanciar a compra do objeto que custa o Valor Presente em 5 parcelas iguais e seguidas a partir do mês inicial. Considere a mesma taxa bancária de juros. Qual deverá ser o valor de cada nova parcela R? Exercício 3 O gerente da empresa Alfa detectou a necessidade da aquisição imediata de 4 computadores. Analisando o seu fluxo de caixa projetado ele percebeu que haverá uma sobra de caixa mensal de R$1.800,00 nos próximos 6 meses. Ele poderá utilizar este dinheiro para aquisição das máquinas. Ele recebeu algumas propostas de financiamento. Analise a melhor opção. Valor do Financiamento = R$6.000,00 Taxa de juros mensal = 6% Opção - pagamento de 6 parcelas fixas, sem entrada; Opção - pagamento em 4 parcelas fixas, sem entrada; Opção - pagamento em 3 parcelas fixas, com entrada. 8. Equivalência de Fluxo de Caixa Dois ou mais fluxos de caixa são equivalentes a uma determinada taxa de juros, se os seus valores atuais, calculados com essa mesma taxa, forem iguais. O estudo da equivalência se faz no regime de juros compostos. Convém ressaltar que se os fluxos de caixa tiverem o mesmo valor atual a uma determinada taxa de juros, então os seus montantes após n períodos, obtidos com essa mesma taxa, serão necessariamente iguais. GESTÃO FINANCEIRA PARA PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS34 É importante destacar que a equivalência de fluxos de caixa depende da taxa de juros. Assim, se dois fluxos são equivalentes a uma certa taxa, essa equivalência deixará de existir se a taxa for alterada. 8.1 Planos Equivalentes de Financiamento 8.1.1 Sistema Americano - Pagamento Final O financiamento feito pelo Plano de Pagamento Final implica que o valor financiado é pago de uma só vez, no final do período. Os juros são capitalizados ao final de cada período (mês ou ano). Esta modalidade de pagamento é utilizada em: Papéis de Renda Fixa (Letras de Câmbio ou Certificado de Depósito com renda final), Títulos descontados em banco comercial; 8.1.2 Sistema Americano - Pagamento Periódico de Juros É realizado o pagamento somente de juros ao final de cada período. No final do prazo do empréstimo é pago, além dos juros do último período, também o principal integral. Esta modalidade é utilizada em - Papéis de Renda Fixa, com renda paga periodicamente (letras de câmbio com renda mensal, certificado de depósito com renda mensal, trimestral). 8.1.3 Sistema Francês - Sistema Price A parcela periódica de pagamentos compreende os juros do período mais amortização de parte do principal. Esta modalidade é utilizada em: financiamento imobiliário, crédito direto ao consumidor: automóveis, eletrodomésticos: Como Calcular: Cálculo do valor da prestação; Cálculo dos juros do período pela aplicação da taxa do contrato sobre os valores do saldo (remanescente do principal) no início do período; Cálculo da amortização do principal, pela diferença entre o valor da prestação e o valor dos juros do período. GESTÃO FINANCEIRA PARA PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS35 Observa-se que os juros de cada prestação vão diminuindo com o tempo, pois o principal remanescente vai se tornando cada vez menor. Como o valor da prestação é constante, a parcela de amortização de cada prestação vai aumentando ao longo do tempo. 8.1.4 Sistema de Amortização Constante - SAC financiamento é pago em prestações decrescentes. Cada parcela compreende pagamento de juros e da amortização de parte do principal. Esta modalidade é utilizada em: financiamentos imobiliários e em financiamentos à empresa, por parte de entidades governamentais. Como cálcular: Cálculo da amortização do principal, que tem valor constante em todas as prestações, por meio da divisão do principal pelo número de prestações; Cálculo dos juros do período, pela aplicação da taxa do contrato sobre o valor do saldo (remanescente do principal) no início do período; Cálculo do valor da prestação pela soma da amortização do principal com os juros do período. Em cada período, o principal remanescente decresce do valor de uma amortização. Como todas as amortizações são iguais esse decréscimo será uniforme, e, portanto os juros dos períodos também serão uniformemente decrescentes ao longo do tempo. GESTÃO FINANCEIRA PARA PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS36 9. Coeficiente de Financiamento Um gerente de uma agência de automóveis quer calcular coeficientes para financiamentos, por unidade de capital emprestado. Estes coeficientes quando aplicados ao total do capital darão como resultado a prestação. Sabendo-se que a agência cobra 5% de juros ao mês, calcule o coeficiente para 6 e 12 meses. Usando a HP: Para 6 meses Pela HP Visor Limpe as memórias: [F][REG] 0.00 Entre com a taxa de juros: 5[i] 5.00 Entre com o número de meses:6[n] 6.00 Entre com a unidade de capital 1.00 1[PV] Calcule o coeficiente para as - prestações: PMT 0.19702 Desconsidere o sinal negativo. Ele só representa a direção de saída do fluxo. Neste caso, para um financiamento de R$10.000,00, em 6 meses, as prestações devem ser de: 10.000,00 X 0,19702 = 1.970,20 Para 12 meses Pela HP Visor Limpe as memórias:[F][REG 0.00 PMT = PV X Entre com a taxa de juros: 5[i] 5.00 (1+i)" 1 Entre com o número de meses: 12[n] 12.00 Entre com a unidade de capital 1.00 emprestado:1[PV] Calcule o coeficiente para as - prestações: 0.11283 Empregando a Fórmula: GESTÃO FINANCEIRA PARA PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS37 E X E R C i C o S P ROPOSTOS Exercício 1 Um empresário adquiriu um equipamento por R$42.000,00 hoje, com pagamentos em 5 prestações trimestrais postecipadas, a uma taxa de juros de 4% ao trimestre. Se o empresário decidir quitar o financiamento no final do terceiro trimestre (após efetuar o terceiro pagamento), qual será o valor pago para resgatar a dívida nesta data? Fazer os cálculos assumindo que o empresário contraiu o financiamento nos seguintes sistemas: PRICE e SAC. Exercício 2 Uma empresa adquiriu um financiamento no valor de R$185.000,00 em um Banco de Desenvolvimento, se comprometendo a pagar em 4 prestações anuais, a uma taxa de juros de 8% ao ano. No entanto, a empresa só começará a pagar as prestações no final do terceiro ano, pois conseguiu negociar com o Banco esse período de carência. Montar as tabelas de amortização e determinar os valores das prestações, juros e saldos, nos seguintes sistemas: PRICE e SAC. OBS: Durante o período de carência a empresa não paga a prestação, mas o valor financiado é acrescido dos juros correspondente a este período. Exercício 3 Um empresário adquiriu uma frota de caminhões por R$300.000,00 hoje, com pagamentos em 6 prestações mensais a uma taxa de juros de 1,5% ao mês. Sendo que a primeira prestação ocorre somente no final do 3° mês após a compra. Se o empresário decidir quitar o financiamento após efetuar o quarto pagamento, qual será o valor pago para resgatar a dívida nesta data? Fazer os cálculos, assumindo que o empresário contraiu o financiamento os seguintes sistemas: PRICE e SAC. GESTÃO FINANCEIRA PARA PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS38 CUSTOS PARA TOMADA DE DECISÕES 1. Margem de Contribuição Pode-se entender Margem de Contribuição como a parcela do preço de venda que ultrapassa os custos e despesas variáveis e que contribuirá para a absorção dos Custos Fixos e, ainda, para a formação do Lucro. A Margem de Contribuição Unitária é dada pela fórmula: MCunitária = MCunitária = Margem de Contribuição Unitária; PV Preço de Venda; CV = Custo Variável DV = Despesa Variável Exemplo 1 Determinado produto é vendido por R$15,00 a unidade. seu custo variável unitário é formado por: material direto (MD) no valor de R$3,00 e mão-de-obra direta (MOD) R$4,00. A comissão de venda é de 5% sobre o valor vendido e os impostos de venda correspondem a 15% do preço de venda. A média de venda da empresa é de 300 unidades por período. Pede-se: a) valor a margem de contribuição unitária; b) valor da margem de contribuição total; c) Análise do dado encontrado. Exercício 2 A empresa está estudando qual o produto dará mais lucro, para poder incentivar suas vendas. Os custos fixos da empresa são de R$2.455.000,00. Produto Custo Direto Custo Custo Preço de Margem de Variável Indireto Variável Venda Contribuição Variável Total Unitária A 700 80 780 1.550 B 1.000 100 1.100 2.000 C 750 90 840 1.700 Pede-se a) Calcular a margem de contribuição de cada produto;GESTÃO FINANCEIRA PARA PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS39 b) Analisando a margem de contribuição, determine qual o produto deverá ter suas vendas incentivadas. Explique a sua resposta; c) Faça a Demonstração dos Resultados para as seguintes vendas: produto A 1.500 unidades; produto B 1.800 unidades e produto C 1.000 unidades. Produtos A B C Total Vendas (-) Custo Variável dos Produtos Vendidos (=)Margem de Contribuição (-) Custos Fixos Totais (=) Resultado Produto/ MP MOD CIF Custo total Modelo $/un $/un $/un $/un 01 300 500 450 1.250 02 400 500 550 1.450 03 500 600 550 1.650 04 600 600 550 1.750 Exercício 3 Preços de Venda por Unidade A empresa Arquivaço S A fabrica armários de Modelo 01 R$ 1.500 aço de diversos modelos e que têm as Modelo 02 R$ 1.550 seguintes características de custos num ní Modelo 03 R$1.750 vel de produção de 100 unidades de cada: Modelo 04 R$1.900 De acordo com esses dados, apresente a margem de contribuição de cada produto.Quais são os dois produtos que garantem maior lucratividade para a empresa? GESTÃO FINANCEIRA PARA PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS40 2. Ponto de Equilíbrio - Break-Even Point Refere-se ao ponto de venda em que não há lucro nem prejuízo, ou seja, no qual, os gastos totais (custos totais + despesas totais) são iguais às receitas totais. Fórmula: Receita Total = Gastos Totais Quantidade X Preço de Venda = Custo Fixo + (Custo Variável X Quantidade) (Quantidade X Preço de Venda) - (Custo Variável X Quantidade) = Custo Fixo QPE CF MC X Receita no PE = Qpe X PV Onde: QPE = Quantidade no Ponto de Equilíbrio ou Produção no Ponto de Equilíbrio; CF = Custo Fixo; PV = Preço de Venda; CV = Custo Variável. Exemplo 1 Preço de Venda = R$10,00 Custo Fixo Total = R$2.000,00 Custo Variável = R$6,00 Pede-se: a) Calcular a Margem de Contribuição e a Quantidade no Ponto de Equilíbrio; b) Demonstração do Resultado no Ponto de Equilíbrio. GESTÃO FINANCEIRA PARA PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS41 DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO Receita Total Custo Variável Total Margem de Contribuição Total Custo Fixo Lucro Líquido Operacional 2.1 Índice do Ponto de Equilíbrio Pelo índice do ponto de equilíbrio a empresa poderá saber o quanto as suas receitas de vendas podem cair e ainda permanecer na faixa de segurança. Significa dizer o quanto as receitas podem cair sem entrar no prejuizo. Índice de Ponto de Equilíbrio = Custo Fixo Receita Vendas - Custo Variável Total OBSERVAÇÃO Quanto menor o Índice de Ponto de Equilíbrio, tanto melhor, pois maior será a Margem de Segurança da Empresa. Um PE de 0,10 indicará que a empresa contará com uma Margem de Segurança de 90%, ou seja, para a empresa entrar em prejuízo a receita precisará cair Exemplo 2 Diante dos seguintes dados: Especificações Cia X Cia Y Pede-se Vendas Anuais 100.000,00 100.000,00 a. Ponto de Equilíbrio para as duas empresas em termos de Preço Médio de Venda p/ un 10,00 5,00 unidade; b. Ponto de Equilíbrio e termos Custo Variável p/ un 8,00 2,50 de vendas; C. Índice do Ponto de Equilíbrio Custo Fixo Total 16.000,00 25.000,00 e a Margem de Segurança; d. Conclusões. GESTÃO FINANCEIRA PARA PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS42 PROPOSTOS Exercício 1 Com os seguintes dados: Custos Fixos = R$12.000,00; Custos Variáveis = R$7,50 por unidade produzida Preço de Venda = R$10,50 Pede-se: a) A Quantidade no Ponto de Equilíbrio; b) Receita no Ponto de Equilíbrio; c) Demonstração do Resultado no Ponto de Equilíbrio. Exemplo 2 Qual a Quantidade e a Receita no Ponto de Equilíbrio, se o Custo Fixo Total for de R$24.000,00, o Custo Variável Total igual a R$9,60 por unidade produzida e o Preço de Vendas de R$12,00 por unidade. Faça a Demonstração de Resultado no Ponto de Equilíbrio. Exemplo 3 Você pode alugar um carro a R$1,00 por quilômetro, ou então, adquiri-lo. Os Custos Fixos na compra do carro serão de R$11.000,00 por ano e os Custo Variáveis de R$0,50 por quilômetro. Quantos quilômetros você terá de dirigir o carro por ano, a fim de que a compra se torne mais econômica do que o aluguel? Exemplo 4 Os dados abaixo foram estimados para 100% da capacidade da Cia. Industrial de Portões Praia. Pede-se: Especificações Valores Vendas Líquidas: 100.000 un 2.500.000,00 a) Determinar a percentagem da Material Direto (CV) 360.000,00 capacidade de operação, ou MOD (CV) 400.000,00 seja, o índice do Ponto de DIF (CF) 400.000,00 Equilíbrio CIF (CV) 500.000,00 Segurança. b) Calcular o volume de vendas Despesas Comerciais e Adm. (CF) 150.000,00 no Ponto de Equilíbrio; Despesas Comerciais e Adm. (CV) 240.000,00 c) Preparar a Demonstração de Resultado Equilíbrio GESTÃO FINANCEIRA PARA PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS43 3. Formação do Preço de Vendas Vários fatores influenciam a formação de preço de um produto ou serviço, dentre eles: concorrência: mercados onde há várias empresas oferecendo produtos semelhantes, o preço tenderá a ser menor do que se não houvesse competidores; clientes: as empresas devem se preocupar com a reação dos clientes ao estabelecer ou alterar os preços dos produtos; gastos: a empresa espera recuperar todos os gastos efetuados para produzir o produto e ainda obter algum lucro; governo: pode influir nos preços por meio de: subsídios, incentivos fiscais à produção, restrições ou estímulos à importação, criação ou ampliação de tributos. 3.1 Formação de Preços baseada em Custos O preço de venda de um produto está mais relacionado com fatores externos à empresa do que propriamente aos seus custos. Entretanto, o preço obtido a partir do custo é uma referência valiosa para comparar com o preço de mercado e determinar a conveniência ou não de vender o produto pelo preço que o mercado esteja disposto a pagar. GESTÃO FINANCEIRA PARA PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS