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CARREIRAS POLICIAISCARREIRAS POLICIAIS @MARCELOMAPAS Licensed to Victor daniel da silva - victor.danielart12@gmail.com - 13837774465 Gostaria de te parabenizar por adquirir esse material. O nosso material é feito com muita dedicação para te ajudar a alcançar os seus objetivos nos estudos. Espero que você goste! Olá, tudo bom? Esse material destina-se exclusivamente a exibição privada. É proibida toda forma de divulgação de reprodução, distribuição ou comercialização do conteúdo. Qualquer compartilhamento seja por google drive, torrent, mega, whatsapp, redes sociais ou quaisquer outros meios se classificam como ato de pirataria, conforme o art. 184 do Código Penal. Entretanto, acreditamos que você é uma pessoa de bem e que jamais faria uma coisa dessas. Agradecemos a sua compreensão e desejamos um ótimo estudo. Resumosmapasdireito Marcelo.mapaseresumos@gmail.com Licensed to Victor daniel da silva - victor.danielart12@gmail.com - 13837774465 Introdução............................................................................................................................................................................04 Conceito................................................................................................................................................................................04 Método..................................................................................................................................................................................04 Objetos da Criminologia...................................................................................................................................................05 Finalidades da Criminologia............................................................................................................................................08 Teorias Sociológicas.........................................................................................................................................................08 Teorias Criminológicas.....................................................................................................................................................08 Vitimologia...........................................................................................................................................................................12 Criminalidade Organizada................................................................................................................................................14 Criminologia Feminista.....................................................................................................................................................15 Criminologia Queer............................................................................................................................................................17 Criminologia Racial.............................................................................................................................................................18 Criminologia Verde ou Ambiental..................................................................................................................................20 Criminologia Clínica X Geral............................................................................................................................................20 Prevenção da Infração Penal.........................................................................................................................................21 Criminologia e o papel da Polícia Judiciária...............................................................................................................22 SUMÁRIO Licensed to Victor daniel da silva - victor.danielart12@gmail.com - 13837774465 É Uma ciência interdisciplinar, ou seja, ela estuda o crime do ponto de vista de outras disciplinas/ciências. Ex: economia, medicina, direito e etc. Dessa forma, as áreas de conhecimento se unem e cooperam para a resulução de um determinado problema. É uma ciência empírica, isto é, a obtenção de conhecimentos é advinda da experiência e da observação da realidade. CRIMINOLOGIA INTRODUÇÃO A palavra criminologia foi empregada pela primeira vez em 1883, por Paul Topinard, e aplicada internacionalmente por Raffaele Garófalo, em sua obra “Criminologia”, de 1885. A Criminologia se ocupa do estudo do crime, e deriva do latim crimino (crime) e do grego logos (estudo). No entanto, o crime não é o único objeto de estudo da matéria. CONCEITO De acordo com o Professor Paulo Sumariva, a criminologia é uma: Ciência empírica e interdisciplinar que estuda o crime, o criminoso, a vítima e o controle social, tendo como finalidade combater a criminalidade por meio de métodos preventivos¹. ¹ SUMARIVA, Paulo. Criminologia Teoria e Prática. Niterói/RJ. Impetus. 2013, p. 5. Dessa definição de criminologica, se destaca duas características: INTRODUÇÃO Diferentemente do direito penal, caracterizado como uma ciência do “dever ser” e que se utiliza de um método lógico e dedutivo que parte de uma premissa geral (a lei) para chegar a uma conclusão particular. Enquanto o direito valora, definindo-o ou não como algo lesivo para a coletividade, a criminologia o a analisa e explica, como um fenômeno real. Portanto, a criminologia faz uso do conhecimento decorrente de diversas ciências, como a biologia, a psicologia e a sociologia, para estudar crime, o criminoso, a vítima e o controle social. MÉTODO A criminologia é uma ciência do “ser”, pois visa entender e explicar a realidade, utilizando-se para tanto de um método empírico, pois analisa a realidade através do uso dos sentidos. Licensed to Victor daniel da silva - victor.danielart12@gmail.com - 13837774465 CRIMINOLOGIA MÉTODO Onde os dados coletados são coletados, materialmente verificáveis (uso da estatística) e é indutivo, pois em decorrência da observação de premissas específicas é possível se construir uma teoria genérica capaz de explicar determinado fenômeno. Os métodos são: Método Empírico Método Indutivo Interdisciplinar Sociológico Biológico Método Empírico: Como já falamos, o método empírico busca a obtenção do conhecimento através da experiência, da observação do mundo real. Método Indutivo: A indução parte da análise de casos particulares para se chegar a conclusões gerais. Nesse método, as explicações são decorrentes, apenas, da observação dos fatos, não há experimentação. Método Interdisciplinar: Ocorre quando as matérias ou áreas de estudo cooperam entre si para a resolução de um problema. É o conhecimento comum entre as áreas de conhecimento. MÉTODO Método Sociológico: É a análise dos fatos sociais (ex: crime, costumes, cultura), para entender os acontecimentos e os desdobramentos do fato criminal. Método Biológico: De forma bem sucinta, é o método que analisa fatores biologicos de forma geral. OBJETOS DA CRIMINOLOGIA Atualmente o objeto da criminologia está divido em quatro vertentes: Delito; Delinquente; Vítima; e Controle social OBJETOS DA CRIMINOLOGIA DELITO - analisa a conduta antissocial, suas causas geradoras, o efetivo tratamento dado ao delinquente visando sua não reincidência, bêm como as falhas da profilaxia preventiva. Para a criminologia, crime é um fenômeno social, comunitário e que se mostra como um “problema” maior, necessitando entender suas múltiplas facetas. Licensed to Victor daniel da silva - victor.danielart12@gmail.com - 13837774465 MÉTODO CRIMINOLOGIA OBJETOS DA CRIMINOLOGIA Incidência massiva na população: para um fato constituir crime, ele deve acontecer de forma reinterada na sociedade. Um fato isolado não pode ser considerado crime; Para a criminologia, o crime possui 4 elementos formativos: Incidência aflitiva do fato praticado: o crime deve causar insatisfação, repulsa ou aflição no seio social; Persistência espaço-temporal do fato delituoso: o fato para serconsiderado crime, deve ocorrer em tempo juridicamente relevante; Consenso inequívoco acerca de sua etiologia e técnicas de intervenção eficazes: o fato para ser considerado crime, vai precisar de uma valoração social de que sua criminalização é imprecindível. DELINQUENTE - para a Escola Clássica o criminoso era um ser que pecou, que optou pelo mal. Para a Escola Positiva o criminoso era um ser atávico, preso a sua deformação (nascia criminoso). Para a Escola Correcionalista o criminoso era um ser inferior e capaz de se Governar. OBJETOS DA CRIMINOLOGIA Por fim, para o Marxismo, o criminoso era uma vítima inocente das estruturas econômicas. Para a criminologia moderna o delinquente não possui mais a mesma importância, ficando em segundo plano. DELINQUENTE O CRIMINOSO DE ACORDO COM ESCOLAS DE PENSAMENTO ESCOLA CLÁSSICA: criminoso = pecador FILOSOFIA MARXISTA: o criminoso é uma vitima da condições economicas da sociedade ESCOLA POSITIVA: criminoso é um ser primitivo ESCOLA CORRECIONALISTA: o criminoso é um ser anormal e dotado de força delitiva. E é dever do estado proporcionar o controle e meios para a reabilitação do infrator VÍTIMA - A vitima pode ser qualquer pessoa que sofra lesão ou ameaça de lesão a bem juridicamente tutelado. O estudo da vítima passou por três grandes momentos históricos: Licensed to Victor daniel da silva - victor.danielart12@gmail.com - 13837774465 MÉTODO Vitimização primária: provocada diretamente pela prática do crime, como danos físicos e psicológicos; CRIMINOLOGIA OBJETOS DA CRIMINOLOGIA OBJETOS DA CRIMINOLOGIA VÍT IMA IDADE DO OURO - compreende desde os primórdios a civilização até o fim da Alta Idade Média (época da justiça privada); PERÍODO DE NEUTRALIZAÇÃO - surgiu quando o estado reivindica o monopólio da jurisdição. REDESCOBRIMENTO - surge a 2ª guerra mundial, com a revisão do papel da vítima no fenômeno criminoso (vitimologia). PROCESSO DE VITIMIZAÇÃO Vitimização é um processo ou caminho que um indivíduo trilha até que se torne uma vítima. Esse processo pode ser classificado de três formas: Vitimização secundária: sofrimento advindo do processo penal; Vitimização terciária: provocada pela sociedade e a estigmatização trazida pela prática de determinado crime. CLASSIFICAÇÕES DAS VÍTIMAS Segundo Benjamin Mendelsohn, as vítimas são classificadas em: Vítima completamente inocente: é aquela que não contribui/participa do delito; Vítima tão culpada quanto o delinquente: sem a participação ativa da vítima, o delito não teria ocorrido; Vítima como única culpada: culpa é exclusiva da vítima. Vítima menos culpada do que o delinquente: é a que contribui com o delito; CONTROLE SOCIAL - constitui-se em um conjunto de mecanismos e sanções sociais que buscam submeter os indivíduos às normas de convivência social. Formas de Controle Social: Sanções formais: aplicadas pelo Estado; Sanções informais: sem força coercitiva; Controle positivo: através de prêmios e incentivos; Controle negativo: reprovações com imposição de sanções; Controle interno: espécie de autodisciplina, faz parte da conciência dos indivíduos ; Controle externo: ocorre por ação da sociedade ou do Estado, a partir do momento em que o controle interno falha. Licensed to Victor daniel da silva - victor.danielart12@gmail.com - 13837774465 Crompreender cientificamente o crime, incluindo todos os seus personagens (criminoso, vítima e sociedade). Escola de Chicago; Teoria da Subcultura Delinquente. Teoria da Associação Diferencial. Teoria da Anomia; CRIMINOLOGIA FINALIDADES DA CRIMINOLOGIA Preveni-lo; Intervir com eficácia e de modo positivo no criminoso. A função primordial da Criminologia é a junção de múltiplos conhecimentos mais seguros e estáveis relacionados ao crime, ao criminoso, à vìtima e ao controle social, com o objetivo de previnir e interferir no homem delinquente. A doutrina dominante entende que a Criminologia, bem como a divisão adotada pela Unesco, se subdivide em dois ramos: A) Criminologia Geral - consistente na sistematização comparação e classificação dos resultados obtidos no âmbito das ciências criminais acerca do crime, criminoso, vítima, controle social e criminalidade. B) Criminologia Clínica - consiste na aplicação dos conhecimentos teóricos daquela para o tratamento dos criminosos. TEORIAS SOCIOLÓGICAS As teorias sociológicas da criminalidade procuram analisar o delito em uma perspectiva geral, abandona a ideia de delinquência individual, começa a enxergar a sociedade como um catalizador criminológico e procura encontrar quais são os fatores influenciadores que levam a sociedade a deliquir ou não deliquir. A sociológia criminal sofre a influência de duas teorias: TEORIAS DO CONSENSO: Teoria do etiquetamento, da rotulação ou labeling approach; Teoria do conflito social marxista, teoria radical ou crítica. TEORIAS DO CONFLITO: TEORIAS CRIMINOLÓGICAS TEORIA DO CONSENSO I - Escola de Chicago – (1920/1940): É o berço da moderna Sociologia americana. Surge com o crescimento desordenado da cidade de Chicago, que se expandiu do centro para a periferia, dando origem a graves problemas sociais, econômicos e culturais. Licensed to Victor daniel da silva - victor.danielart12@gmail.com - 13837774465 CRIMINOLOGIA TEORIAS CRIMINOLÓGICAS Segundo esta teoria, a ordem social, estabilidade e integração contribuem para o controle social e a conformidade com as leis, enquanto a desordem e a má integração conduzem ao crime e à delinquência. I - Escola de Chicago – (1920/1940): Tal teoria propõe ainda que quanto menor a coesão e o sentimento de solidariedade entre o grupo, a comunidade ou a sociedade, maiores serão os índices de criminalidade. A partir da Escola de Chicago, foram desenvolvidas as seguintes teorias: teoria ecológica, teoria espacial, teoria das janelas quebradas e teoria da tolerância zero. Teoria Ecológica: A Teoria Ecológica também é conhecida como teoria da desorganização social, é obra de Robert Park e parte da ideia de que o progresso leva a criminalidade aos grandes centros urbanos Teoria Espacial: A reestruturação arquitetônica e urbanística das grandes cidades é uma medida preventiva da criminalidade. O arquiteto Oscar Newman defendida a opinião de modelos adequados de construção como uma forma de prevenção situacional do crime. TEORIAS CRIMINOLÓGICAS Teoria das Janelas Quebradas: Essa teoria tem base em um artigo de James Q. Wilson e George Kelling. No trabalho, eles apresentam uma situação onde um imóvel tem suas janelas quebradas e não são reparadas e a ausência de reparo nas janelas a tendência é que vândalos arremessem pedras nas outras janelas e posteriormente invadam o edifício, destruindo-o e utilizando-o como ponto para outras práticas criminosas. A lógica desta teoria é a de que a desordem gera desordem e um comportamento antissocial pode dar ensejo a vários delitos ou, noutra perspectiva. se os pequenos delitos são reprimidos e seus autores levados às autoridades e penalizados, a população tende a comportar-se corretamente, alcançando-se, assim, a paz social. Teoria da Tolerância Zero: Trata-se de uma política criminal de repressão a qualquer conduta transgressora, ainda que seja de menor ofensividade, consolidando o poder do Estado e destacando a obrigatoriedade de respeito à lei. Licensed to Victor daniel da silva - victor.danielart12@gmail.com - 13837774465 A subcultura violenta pune com o ostracismo, o desdém ou a indiferença os indivíduos que não se adaptam aos padrões do grupo. Aprendizagem: o comportamento criminoso é aprendido através da interação com o grupo social. CRIMINOLOGIA TEORIAS CRIMINOLÓGICAS TEORIAS CRIMINOLÓGICAS TEORIA DO CONSENSO II - Teorias da Subcultura Delinqüente - Desenvolvida pelo sociólogo Albert Cohen (1955), esta teoria defende a existência de uma subcultura da violência, que faz com que alguns grupos passem a aceitar a violência como um modo normal de resolver os conflitos sociais. Cohen sustenta que algumassubculturas, na verdade, valorizam a violência, e, assim como a sociedade dominante impõe sanções àqueles que deixam de cumprir as leis. Exemplo desta teoria são as gangues de jovens delinquentes, que passam a aceitar os valores daquele grupo, mais do que os valores sociais dominantes. III- Teoria da Associação Diferencial. - Edwin Sutherland, um dos sociólogos mais influentes da criminologia moderna. Inspirado nas ideias de Gabriel Tarde, no final dos anos 30, em Chicago, cunhou a expressão “crimes do colarinho branco” (White colar crimes). III- Teoria da Associação Diferencial. Para Sutherland, o crime não é um fenômeno social exclusivo das classes menos favorecidas, mas sim um comportamento decorrente de um processo de aprendizagem dos valores criminais. A associação diferencial é uma expressão que contém dois conceitos importantes: Associação: associação de um determinado grupo social que se identifica e possui regras próprias, diferentes dos demais (daí o nome diferencial). IV - Teoria da Anomia - Uma das mais tradicionais explicações de cunho sociológico acerca da criminalidade tem a sua gênese na obra de Durkhein e, posteriormente, nos trabalhos de Robert Merton e Talcott Parsons. A teoria da anomia parte do princípio de que o crime é um fato social normal. Com efeito, Emile Durkheim considerava o crime e o desvio como fatos sociais, elementos inevitáveis e necessários das sociedades modernas. Licensed to Victor daniel da silva - victor.danielart12@gmail.com - 13837774465 CRIMINOLOGIA TEORIAS CRIMINOLÓGICAS TEORIAS CRIMINOLÓGICAS TEORIA DO CONSENSO IV - Teoria da Anomia Não significa, obviamente, que por serem fatos normais, o crime e o desvio sejam um bem em si mesmos. André Kuhn e Cândido da Agra lembram que as desordens físicas, mentais e sociais habitam a normalidade, malgrado a doença seja um mal. Não significa, obviamente, que por serem fatos normais, o crime e o desvio sejam um bem em si mesmos. Ressalte-se que a transgressão das normas, para além de não representar necessariamente um mal em si, pode revelar-se um bem quando as normas servem à injustiça e violam os direitos humanos. TEORIA DO CONFLITO Tendo por fundamento filosófico as ideias marxistas, para as teorias do conflito, a harmonia social decorre da força e da coerção, havendo uma relação entre dominante e dominado, sem voluntariedade. Essas teorias se encontram no âmbito da criminologia crítica ou radical. TEORIA DO CONFLITO Nesse caso, existe uma tensão constante, uma luta de classes, sendo certo que os detentores do poder, que estão no topo da pirâmide social, lutam para afastar qualquer tipo de subversão desta ordem social. As principais escolas criminológicas que integram o rol das teorias do conflito são: Teoria do etiquetamento, da rotulação ou labeling approach; Teoria do conflito social marxista, teoria radical ou crítica. A Teoria da Rotulação, também conhecida como abordagem do etiquetamento, sugere que o foco da criminologia não está no crime ou no criminoso, mas sim no sistema de controle adotado pelo Estado. Segundo essa teoria, o delinquente se diferencia do não delinquente devido ao estigma social imposto pela sociedade. TEORIA DA ROTULAÇÃO Esse estigma afeta a vida do condenado, gerando desigualdades e preconceito por parte da sociedade. TEORIA DO CONFLITO SOCIAL MARXISTA A Teoria do Conflito Social Marxista, também conhecida como Teoria Radical ou Crítica, surgiu na década de 70 com base na análise marxista da ordem social. Licensed to Victor daniel da silva - victor.danielart12@gmail.com - 13837774465 Essa crítica gerou o desenvolvimento de três tendências na criminologia: abolicionismo, minimalismo e neorrealismo. CRIMINOLOGIA TEORIAS CRIMINOLÓGICAS TEORIAS CRIMINOLÓGICAS TEORIA DO CONFLITO Essa teoria considera que o problema criminal não pode ser resolvido em uma sociedade capitalista, defendendo a necessidade de transformação da própria sociedade. TEORIA DO CONFLITO SOCIAL MARXISTA De acordo com essa perspectiva, o capitalismo é a raiz da criminalidade, pois promove o egoísmo, levando as pessoas a cometerem crimes. No entanto, a criminologia crítica ou radical enfrentou críticas, especialmente por não explicar a criminalidade em países socialistas. Criminologia Abolicionista (Anos 90) - apresenta a proposta de acabar com as prisões e abolir o próprio Direito Penal, substituindo ambos por uma profilaxia de remédios para as situações - problemas com base no diálogo, na concórdia e na solidariedade dos grupos sociais. TEORIA DO CONFLITO Criminologia Minimalista (Anos 90) – sustenta que é preciso limitar o Direito Penal, que está a serviço de grupos minoritários, tornando-o mínimo, porque a pena, representada em sua manifestação mais drástica pelo Sistema Penitenciário ; é uma violência institucional que limita direitos e reprime necessidades fundamentais das pessoas, mediante a ação legal ou ilegal de servidores do poder, legítima ou ilegitimamente investidos na função. Criminologia Neo- realista (Anos 90) - Esta teoria admite que as frágeis condições econômicas dos pobres na sociedade capitalista fazem com que a pobreza tenha seus reflexos na criminalidade. VITIMOLOGIA Vitimologia é a ciência que estuda amplamente a relação vítima/criminoso no fenômeno da criminalidade. seguindo conceito formulado pelas Organizações das Nações Unidas, vítima são pessoas que, individual ou coletivamente, tenham sofrido danos, incluindo lesões físicas ou mentais, sofrimento emocional, etc. Licensed to Victor daniel da silva - victor.danielart12@gmail.com - 13837774465 Existem várias classificações com respeito às vítimas. Uma primeira, é atribuída a Benjamim Mendelsohn, que leva em conta a participação ou provocação da vítima. Segundo tal conjectura, elas podem ser: CRIMINOLOGIA VITIMOLOGIA Os primeiros trabalhos sobre vítimas datam de 1901, todavia, somente a partir da década de 40, através dos estudos de Von Henting e Benjamim Mendelsohn, é que se começou a fazer um estudo sistemático da vítima. I) Vítimas ideais (completamente inocentes); II) Vítima menos culpadas que os criminosos; III) Vítimas tão culpadas quanto os criminosos (ex. aborto consentido); IV) Vítimas mais culpadas que os criminosos (vítimas que provocam e dão causa ao delito); V) Vítimas como únicas culpadas (vítimas agressoras, simuladas...) HONS VON HENTING, CLASSIFICA AS VÍTIMAS EM: 1º grupo: criminoso – vítima – criminoso (sucessivamente), na qual o reincidente que é hostilizado no cárcere, vindo a delinqüir novamente pela repulsa social que encontra fora da cadeia; 2º grupo: criminoso – vítima – criminoso (simultaneamente), caso das vítimas de drogas que de usuário passa a ser traficante; VITIMOLOGIA HONS VON HENTING, CLASSIFICA AS VÍTIMAS EM: 3º grupo: criminoso – vítima (imprevisível), por exemplo, linchamentos, saques, epilepsia, alcoolismo, etc. A Criminologia, ao analisar a questão criminológica, classifica a vitimização em três grandes grupos: Vitimização Primária - Processo pelo qual uma pessoa sofre, de modo direito ou indireto, os efeitos nocivos derivados do crime ou fato traumático, sejam materiais ou psíquicos. Vitimização Secundária - Abrange os custos pessoais derivados da intervenção do sistema legal que incrementam o padecimento da vítima. Ex: dor de reviver a cena do crime perante o juiz, perguntas de advogado acusando-a de ser a causadora do crime, etc. Vitimização Terciária - O conjunto de custos da penalização sobre quem a suporta pessoalmente ou sobre terceiros. Ex: preso que sofre tortura ou erro judicial. Importante ainda destacar, que a análise da relação entre vítima e criminoso possui repercussão no campo do Direito Penal, ao passo que na aplicação da pena (artigo 59 do Código Penal), a participação da vítima influi na aplicação da pena base. Licensed to Victor daniel da silva - victor.danielart12@gmail.com - 13837774465 CRIMINOLOGIA CRIMINALIDADE ORGANIZADA A criminalidade organizada pressupõe uma potencialidadedestruidora e lesiva de extrema relevância, pior para a sociedade do que as infrações individuais, daí a justa preocupação dos Estados com a repressão de delitos relacionados com essa espécie de criminalidade, como o tráfico de drogas e pessoas, o terrorismo, o contrabando etc. No âmbito penal são conhecidas duas espécies de criminalidade organizada: • Atividade delituosa se baseia no uso da violência e da intimidação. • Estrutura hierarquizada, baseada na distribuição de tarefas e planejamento de lucros. • Possui clientela. • Impõe a lei do silêncio. • Seus integrantes vão desde agentes do Estado até os executores dos delitos. • As vítimas são difusas. • O controle social encontra sério óbice na corrupção governamental. • Tem uma estrutura empresarial que visa apenas o lucro econômico de seus sócios. Trata-se de uma empresa voltada para a atividade delitiva. • Busca o anonimato e NÃO lança mão da intimidação ou violência. • Seus criminosos são empresários, comerciantes, políticos, hackers etc. O Estado deve ampliar ações sociais capazes de prover às necessidades da população (saúde, educação, trabalho, segurança etc.), pois a criminalidade organizada ocupa espaços e coopta os indivíduos abandonados por ele, mediante um projeto de médio prazo, alterando a legislação criminal, fortalecendo o sistema de persecução penal, dentre outras medidas. CRIMINALIDADE ORGANIZADA DO TIPO MAFIOSA CRIMINALIDADE ORGANIZADA DO TIPO EMPRESARIAL CRIMINALIDADE ORGANIZADA DO TIPO EMPRESARIAL CRIMINALIDADE ORGANIZADA • Não possui apadrinhados nem rituais de iniciação. • As vítimas também são difusas, mas, quando individualizadas, muitas vezes nem sequer sabem que sofreram os efeitos de um crime. Licensed to Victor daniel da silva - victor.danielart12@gmail.com - 13837774465 A Inquisição é uma das faces do processo de perseguição e repressão das mulheres, que se inicia de forma orgânica a partir do período medieval. Segundo Zaffaroni, o martelo das feiticeiras é o primeiro discurso criminológico. As reformas democráticas oriundas do processo revolucionário beneficiaram as mulheres somente de forma indireta, como esposas dos homens livres e iguais. CRIMINOLOGIA CRIMINOLOGIA FEMINISTA A necessidade de desenvolver uma criminologia feminista vem do fato de a criminologia ser uma ciência sobre homens, mas que, pretensamente, se diz para “todos”. Soraia Mendes aponta, portanto, a necessidade de construir um referencial criminológico no qual as mulheres não sejam um objeto ou um elemento incorporado, sendo possível, assim, situar a teoria crítica feminista como a responsável por um novo paradigma em ciência aplicável ao campo criminológico. • INQUISIÇÃO Neste contexto, a caça às bruxas é elemento histórico marcante enquanto prática misógina de perseguição. CRIMINOLOGIA FEMINISTA Na tentativa de eliminar da cultura os elementos pagãos anárquicos ou disfuncionais, a Inquisição dirigiu suas baterias contra as mulheres perigosas: perigosas porque elementos-chave na transmissão da cultura. Ele estabeleceu uma relação direta entre a feitiçaria e a mulher a partir de trechos do antigo testamento, dos textos da antiguidade clássica e de autores medievais, contendo afirmações relativas à perversidade, à malícia, à fraqueza física e mental, à pouca fé das mulheres: Toda malícia é leve comparada com a malícia de uma mulher. • ESCOLA CLÁSSICA A Escola Clássica foi uma escola que percebeu o crime enquanto um ente jurídico, reivindicando liberdade, igualdade, bases do direito liberal. No entanto, não há pensamento criminológico sobre a condição de repressão e perseguição das mulheres, de modo que toda a liberdade e o garantismo da escola clássica em nada se refletiram para significativa parcela da humanidade. As mulheres continuaram dependentes dos homens e a ser consideradas inadequadas para a vida pública em razão do déficit de racionalidade. Nesse sentido, os ideais de igualdade e liberdade que fundamentaram o pensamento criminológico clássico não incluem mulheres como sujeito de direito. Licensed to Victor daniel da silva - victor.danielart12@gmail.com - 13837774465 Com o desenvolvimento feminista da criminologia crítica, são promovidos estudos sobre as diferentes formas como o sistema de justiça criminal atua sobre a mulher, nos marcos da ideologia capitalista e patriarcal. Ao estudar a mulher criminosa, Lombroso consegue, no campo penal, e com a chancela da cientificidade, reunir o discurso jurídico, médico e moral. CRIMINOLOGIA CRIMINOLOGIA FEMINISTA Especificamente sobre a mulher, em 1892, Lombroso, em parceria com Giovanni Ferrero, escreveu La donna delinquente, obra que aplica às mulheres os estudos que ele havia realizado com os homens. CRIMINOLOGIA FEMINISTA • POSITIVISMO Para Lombroso, a prostituta é o melhor exemplo de delinquente feminina. Em um certo aspecto, isto revela que o controle da sexualidade é o controle pelo qual as mulheres passam dentro de uma sociedade patriarcal. O sistema de justiça criminal é androcêntrico porque constitui um mecanismo masculino para o controle de condutas masculinas, regra geral praticadas pelos homens e somente residualmente pelas mulheres. Lombroso chegou às características comuns das criminosas: assimetria craniana e facial, mandíbula acentuada, estrabismo, dentes irregulares e, assim como os médicos medievais, chegou a conclusões a partir do clitóris, dos pequenos e grandes lábios vaginais. A partir das pesquisas realizadas em penitenciárias femininas e valendo-se do estudo da frenologia (estudo de crânios) Para além da descrição física, Lombroso retoma as ideias inquisitoriais da inferioridade da mulher até mesmo para cometer delitos, dizendo serem as criminosas natas caracterizadas por sua extrema perversidade, destacando, ainda, a sexualidade exacerbada, a lascívia e o caráter vingativo. outro tipo de criminosa seria aquela com características físicas e comportamentais masculinas: Elas seriam perigosas por sua similitude com o homem e por ter rompido com o padrão de comportamento tradicional feminino. • CRIMINOLOGIA CRÍTICA A criminologia crítica faz uma denúncia do sexismo e androcentrismo nas análises criminológicas, além da reivindicação de reflexão das mulheres enquanto sujeitos ativo e passivo de crimes. Licensed to Victor daniel da silva - victor.danielart12@gmail.com - 13837774465 Mulheres enquanto autoras A criminalização das mulheres também estava marcada pela seletividade, porque as mulheres que compunham estes espaços eram sobretudo negras, trabalhadoras, prostitutas, refletindo o racismo, o classismo e o controle de sexualidade na forma como o sistema penal opera. Existem violências que estão alinhadas a um sexismo e patriarcalismo que é estrutural, chamadas de violências de gênero. CRIMINOLOGIA CRIMINOLOGIA FEMINISTA CRIMINOLOGIA FEMINISTA Mulheres enquanto vítimas Os presídios femininos no Brasil surgem na década de 40, momento marcado pela industrialização tardia, que conduz ao fato de mais mulheres no mercado de trabalho. Além da nomeação, alguns movimentos de mulheres reivindicam pelo incremento da punição destes crimes, convocando o direito penal para resolver ou contornar a situação de violência de gênero. CONCLUSÃO: Pensar na posição de vítimas significa nomear violência de gênero como forma de propor a discussão na sociedade desta ordem de dominação masculina, mas nomear não significa necessariamente incrementar a punição, embora seja este um caminho. A teoria queer emerge nos Estados Unidos no final da década de 1990. Até a década de 1990, asciências sociais tratavam a ordem social como sinônimo de heterossexualidade, sendo certo que, a despeito das boas intenções, os estudos sobre minorias mantinham e naturalizavam a norma heterossexual. Os movimentos feministas como um todo têm como semelhança a proposta de nomear a violência de gênero, no sentido de não ser uma violência qualquer, mas sim uma violência de gênero que tem matrizesestruturais e tem a ver com a dominação masculina. CRIMINOLOGIA QUEER Segundo Salo de Carvalho (principal autor sobre a criminologia queer), criminologia queer pode ser traduzida como criminologia estranha, excêntrica, homossexual ou gay. Licensed to Victor daniel da silva - victor.danielart12@gmail.com - 13837774465 Diálogo com a criminologia feministaO heterossexismo é a discriminação e a opressão baseada em uma distinção feita em relação à orientação sexual, tomando como dado que todo mundo é heterossexual. CRIMINOLOGIA • Violência simbólica (cultura homofóbica) - Construção social de discursos de inferiorização da diversidade sexual e de orientação de gênero. CRIMINOLOGIA QUEER Nesse sentido, a lógica heteronormativa potencializa inúmeras formas de violência nas quais a diversidade sexual é vitimizada (homotransfobia). CRIMINOLOGIA QUEER A naturalização da norma heterossexual cria automaticamente mecanismos de saber e de poder nos quais a diferença é exposta como um desvio ou uma anomalia. NÍVEIS DE VIOLÊNCIA HETEROSSEXISTA • Violência das instituições (homofobia de Estado) - Criminalização e a patologização das identidades não heteronormativas. • Violência interpessoal (homofobia individual) - Tentativa de anulação da diversidade por meio de atos brutos de violência real. A convergência ou identidade entre as teorias feministas e queer radica na crítica e na desconstrução do falocentrismo ou ideal do macho, paradigma que institui como regra a masculinidade heterossexual e que provoca, como consequência direta, a opressão da mulher e a anulação da diversidade sexual – homofobia. O que a criminologia queer pretende, assim como a criminologia feminista fez em primeiro lugar, voltar a lente de investigação para problemas específicos de grupos marginalizados em situações concretas de vitimização e de criminalização. CRIMINOLOGIA RACIAL Como vimos, a criminologia crítica parte da ideia de como as relações de classe conduzem a uma seletividade marcada por estratégias do poder de punir os pobres. No entanto, esta perspectiva crítica, embora importante, não é suficiente quando estamos diante de uma país com base escravocrata marcado por um racismo estruturante e estrutural. É necessário ampliar a crítica, de modo a compreender que o sistema é estruturalmente formulado para punir pessoas pobres, mas, sobretudo, para punir pessoas negras. Licensed to Victor daniel da silva - victor.danielart12@gmail.com - 13837774465 Criminologia racial no Brasil CRIMINOLOGIA De acordo com o autor, o Brasil era dividido em graus de pureza racial, segundo as características das raças e a possibilidade de civilização destas raças relacionada aos climas. Nina Rodrigues foi um médico baiano que reivindicou a formação da disciplina de criminologia na Bahia, influenciado por Lombroso, com viés cientificista e darwinista. Nina Rodrigues foi uma grande personalidade no Brasil que produziu um positivismo criminológico à brasileira, base para a estruturação do controle social no Brasil. Concluiu que existe uma divisão de raças no Brasil, sendo esta divisão determinada pelo clima: pessoas brancas têm mais afinidade ao clima menos quente. Ensinava Nina Rodrigues que a mestiçagem apaga os elementos físicos e morais positivos das raças inferiores. Com base na composição demográfica das regiões do Brasil, percebeu que havia uma distribuição diferente entre as regiões, havia mais negros e índios no nordeste e mais pessoas brancas na região sul. CRIMINOLOGIA RACIALCRIMINOLOGIA RACIAL A inferioridade do negro em relação ao branco era, para Nina Rodrigues, absolutamente natural, sendo um produto da marcha desigual do desenvolvimento filogenético da humanidade nas suas diversas divisões ou seções. Ou seja, as raças não brancas eram inferiores e o cruzamento das raças inferiores com as raças brancas só faz com que as pessoas mestiças somente carreguem as qualidades negativas das raças inferiores. A conclusão é de que pessoas mestiças têm uma maior propensão ao cometimento de crimes. A inferioridade das raças, que tem causas múltiplas, explica a criminalidade brasileira. Nina Rodrigues produziu seus textos para justificar o incremento do controle social de forma mais violenta contra os mestiços após a abolição da escravidão. A partir da abolição, os corpos livres dentro de uma relação de poder conduzida pelo racismo precisam ser mais controlados pelo poder público. A clientela do sistema penal está originalmente conformada pelo racismo, que aparece como grande âncora da seletividade. Dizer que o sistema age preferencialmente sobre os negros, que os prefere, portanto, significa dizer que esse é um aparelho formado, num primeiro plano, para as pessoas negras e que, consequentemente, para além das questões de classe subjacentes terá seu alvo principal centrado em sua corporalidade. Licensed to Victor daniel da silva - victor.danielart12@gmail.com - 13837774465 Criminologia racial no Brasil CRIMINOLOGIA Suas origens remontam à década de 1990, sobretudo a partir do trabalho de Michael Lynch, quem, diante dos movimentos de justiça ambiental que emergiam no contexto norte-americano da época, propõe ao campo da criminologia radical um “esverdeamento”. A obsessão pelo controle dos corpos negros e o projeto de extermínio que com a abolição da escravatura passa a compor a agenda política do Estado são os vetores mestres que ainda hoje balizam a atuação do sistema penal. O foco principal é o estudo dos danos ambientais desde uma definição de “verde” proveniente dos movimentos de justiça ambiental. CRIMINOLOGIA RACIAL a criminologia verde possui como bases de sustentação: (i) a denúncia ao sistema capitalista com os conflitos ambientais; e (ii) a aplicação da punição. CRIMINOLOGIA VERDE CRIMINOLOGIA VERDE Não se fala em desastre ou dano ambiental, mas sim em conflito ambiental. Isto porque, enquanto desastres ou danos são efeitos da força da natureza, os conflitos ambientais são consequências de atos de pessoas humanas, sobretudo capitalistas, que têm responsabilidade. Para esta corrente da criminologia verde, é necessário inverter a lógica do poder punitivo: a criminologia verde – assim como a criminologia crítica – defende que a criminalização deve recair sobre os exploradores. Se historicamente o poder punitivo recai sobre as classes subalternas, dentro do que o capitalismo produz em termos de marginalização, pautando uma lei de crimes ambientais que possa atingir corporações, entidades, Estado e, ao mesmo tempo, minimizar os efeitos em desfavor das pessoas socialmente mais atingidas pelos conflitos. CRIMINOLOGIA CLÍNICA X GERAL A doutrina dominante entende que a criminologia é uma ciência aplicada que se subdivide em dois ramos: criminologia geral e criminologia clínica. ▪ Criminologia Geral - consiste na sistematização, comparação e classificação dos resultados obtidos no âmbito das ciências criminais acerca do crime, criminoso, vítima, controle social e criminalidade. ▪ Criminologia Clínica - consiste na aplicação dos conhecimentos teóricos daquela (criminologia geral) para o tratamento dos criminosos. Licensed to Victor daniel da silva - victor.danielart12@gmail.com - 13837774465 CRIMINOLOGIA e o Estado democrático de direito PREVENÇÃO DA INFRAÇÃO PENAL CONCEITO: Prevenir a ocorrência de um crime é um dos objetivos de um Estado Democrático de Direito. Não resta dúvida que a prevenção de um crime é melhor para manutenção da paz social do que a sua punição. Na busca de previnir a prática de crimes, o estado utiliza dois tipos de medidas: uma direta e uma indireta. As ações indiretas focam o indivíduo e o meio em que ele vive, sendo chamadas de prevenção primária e terciária. Já as ações diretas de prevenção criminal têm como objetivo impedir a ocorrência de infrações penais em formação, conhecidas como iter criminis. Isso inclui medidas jurídicas e fortalecimento do policiamento ostensivo. Essas ações são chamadas de prevençãosecundária. PREVENÇÃO PRIMÁRIA A prevenção primária envolve políticas públicas que promovem a cidadania e atendem às necessidades básicas dos cidadãos. Ela busca prevenir o delito abordando suas causas e fortalecendo socialmente os indivíduos. Essa forma de prevenção é direcionada à comunidade como um todo, possui custos elevados e perspectivas de médio e longo prazo. A prevenção secundária ocorre após a ocorrência ou iminência de um crime. É direcionada a grupos sociais nos quais a criminalidade é mais prevalente, devido às características que os tornam mais suscetíveis a cometer ou serem vítimas de delitos. PREVENÇÃO SECUNDÁRIA Essa forma de prevenção se concentra no curto e médio prazo, direcionando-se para áreas com altos índices de criminalidade, como comunidades carentes dominadas pelo tráfico de drogas. PREVENÇÃO PRIMÁRIA É a forma de prevenção mais punitiva, voltada exclusivamente para os condenados, com o objetivo de recuperá-los por meio de medidas socioeducativas. A prevenção terciária tem como foco a população carcerária, buscando evitar a reincidência e promover a ressocialização. PREVENÇÃO TERCIÁRIA Esses programas atuam tardiamente no ciclo do crime, ou seja, após o ocorrido, enfrentando as regras informais existentes no sistema prisional, tanto por parte dos detentos quanto da administração. e o Estado democrático de direito PREVENÇÃO DA INFRAÇÃO PENAL Licensed to Victor daniel da silva - victor.danielart12@gmail.com - 13837774465 O trabalho policial envolve resolver conflitos de forma rápida, muitas vezes sem considerar aspectos morais CRIMINOLOGIA Em alguns países, não há exigência de formação universitária ou cursos específicos para entrar na polícia, o que é contraditório ao atribuir poder e responsabilidade sobre a liberdade e a vida das pessoas a recrutas sem qualificação adequada. Para considerar o policiamento como uma profissão, é necessário sistematizar e transmitir conhecimento específico sobre segurança pública de forma acadêmica e científica. TRABALHO POLICIAL A polícia moderna surgiu na Inglaterra no século XIX, sendo caracterizada pela profissionalização e critérios meritocráticos de admissão. Antes disso, o policiamento era realizado por voluntários ou moradores em sistema de rodízio. No entanto, o trabalho policial é complexo e exigente, requerendo especialização e conhecimento superiores a várias outras profissões contemporâneas. TRABALHO POLICIAL A arte de proteger as pessoas, prevenir o crime e responsabilizar os transgressores deve se libertar do amadorismo e do pensamento mágico. CRIMINOLOGIA E O PAPEL da polícia judiciária CRIMINOLOGIA E O PAPEL da polícia judiciária FUNÇÃO DA POLÍCIA A definição do trabalho policial como o monopólio do uso da força pode ser substituída pela ideia de proteger as pessoas e assegurar seus direitos elementares. Em vez de basear-se no poder concedido à autoridade policial, essa definição se baseia nas expectativas em relação às ações da polícia. Muitas vezes, a polícia é associada imediatamente à repressão de crimes, e há um estereótipo de um trabalho duro, sujo e perigoso. TRABALHO POLICIAL No entanto, embora o combate à criminalidade seja uma tarefa prioritária, não é a única missão da polícia. Segundo Dominique Monjardet, apenas cerca de 15 a 20% dos policiais estão envolvidos na luta contra o crime. As primeiras forças policiais modernas estabeleceram laços próximos com os cidadãos. POLÍCIA E COMUNIDADE Licensed to Victor daniel da silva - victor.danielart12@gmail.com - 13837774465 CRIMINOLOGIA Com o fechamento dos postos policiais, houve uma perda de proximidade entre os cidadãos e a polícia, resultando em um relacionamento cada vez mais desconhecido CRIMINOLOGIA E O PAPEL da polícia judiciária Esse distanciamento leva os policiais a verem suspeição em cada pessoa que encontram. Divisões simbólicas e simplistas, como "nós" e "eles", são frequentemente invocadas para justificar iniciativas ou validar queixas. CRIMINOLOGIA E O PAPEL da polícia judiciária A viatura; O telefone; O rádio de intercomunicação. No entanto, essa identidade foi alterada quando as polícias passaram a utilizar três recursos tecnológicos que transformaram o perfil do policiamento moderno. Os policiais também desconhecem as pessoas que devem proteger e não têm informações relevantes sobre as particularidades locais, tradições ou conflitos. MODELO REATIVO DE POLICIAMENTO O modelo reativo de policiamento pressupõe que a polícia deva esperar para ser chamada. Essa estratégia torna muito mais difícil para a polícia lidar com crimes que não produzam vítimas ou testemunhas. Cifra negra: uma parcela muito significativa dos crimes nunca chega ao conhecimento da polícia. Perguntas sobre vitimização incluídas na pesquisa nacional do IBGE de 1998: Dentre vítimas de furto, 67,5% não registraram as ocorrências; POLÍCIA E COMUNIDADE MODELO REATIVO DE POLICIAMENTO Temor de vitimização secundária (descaso por parte da polícia) é comum. Perguntas sobre vitimização incluídas na pesquisa nacional do IBGE de 1998: Dentre as vítimas de agressão física, 60,8% não procuraram a polícia. Dentre as vítimas de ofensas de natureza sexual, 90,2% não procuraram a polícia. Art. 144. A segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, é exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio, através dos seguintes órgãos: I - polícia federal; II - polícia rodoviária federal; III - polícia ferroviária federal; IV - polícias civis; V - polícias militares e corpos de bombeiros militares. VI - polícias penais federal, estaduais e distrital. Licensed to Victor daniel da silva - victor.danielart12@gmail.com - 13837774465 Seu papel é lidar com a repressão ao crime. Alguns questionam se o poder de investigação deveria ser considerado como parte da polícia judiciária ou se deveria ser uma categoria separada, conhecida como polícia investigativa. CRIMINOLOGIA CRIMINOLOGIA E O PAPEL da polícia judiciária CRIMINOLOGIA E O PAPEL da polícia judiciária MODELO REATIVO DE POLICIAMENTO No Brasil, as polícias são divididas em polícia ostensiva e polícia judiciária. MODELO REATIVO DE POLICIAMENTO A polícia judiciária, por sua vez, é responsável pelo cumprimento de mandados judiciais, como prisões, buscas, condução de presos, entre outros. Para alguns, não há necessidade de uma função policial investigativa separada, pois a polícia judiciária já engloba as atribuições posteriores à prática do crime, incluindo a investigação. O art. 4º do CPP é comumente utilizado para embasar essa visão: A polícia judiciária será exercida pelas autoridades policiais no território de suas respectivas circunscrições e terá por fim a apuração das infrações penais e da sua autoria. A polícia ostensiva, principalmente desempenhada pelas polícias militares, utiliza viaturas, uniformes e distintivos para mostrar a presença do Estado na proteção das pessoas, bens e na manutenção da ordem pública. Seu objetivo principal é a prevenção do crime, evitando sua ocorrência. A Súmula Vinculante nº 14 do STF parece estar alinhada com esse pensamento: É direito do defensor, no interesse do representado, ter acesso amplo aos elementos de prova que, já documentados em procedimento investigatório realizado por órgão com competência de polícia judiciária, digam respeito ao exercício do direito de defesa. Para outros, polícia investigativa e polícia judiciária não se confundem. Licensed to Victor daniel da silva - victor.danielart12@gmail.com - 13837774465 CRIMINOLOGIA CRIMINOLOGIA E O PAPEL da polícia judiciária CRIMINOLOGIA E O PAPEL da polícia judiciária MODELO REATIVO DE POLICIAMENTO A polícia investigativa é responsável pela apuração de materialidade e autoria. A polícia judiciária é responsável pelo cumprimento de ordens e diligências. Esse entendimento se baseia, por exemplo, no art. 144, §4º: Àspolícias civis, dirigidas por delegados de polícia de carreira, incumbem, ressalvada a competência da União, as funções de polícia judiciária e a apuração de infrações penais, exceto as militares. No Brasil, na esfera federal, a Polícia Federal é encarregada de todas essas tarefas (art. 144, §1º e incisos, da CF). É, portanto, uma polícia de ciclo completo. Já na esfera estadual, um órgão de polícia faz a prevenção do delito (polícias militares – art. 144, §5º, da CF) e outro encarrega-se da investigação e dos trabalhos de polícia judiciária (polícias civis – art. 144, §4º, CF). Esse modelo bipartido não nasceu com a Constituição de 1988, mas sim em 1969, na época do regime militar. Esse cenário tem o potencial de gerar, naturalmente, atritos entre as entidades, conflitos positivos e negativos de competências e, no limite, insatisfação popular. Há, por isso, muitos defensores da necessidade de polícia de ciclo completo nos Estados, ou seja, de uma corporação que se encarregue de todas as etapas e, portanto, equacione integralmente o evento criminoso. Os defensores dos modelos de ciclo completo costumam alegar economia de recursos públicos e ganho de eficiência como motivos para a unificação. Licensed to Victor daniel da silva - victor.danielart12@gmail.com - 13837774465