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CARREIRAS POLICIAISCARREIRAS POLICIAIS
@MARCELOMAPAS
Licensed to Victor daniel da silva - victor.danielart12@gmail.com - 13837774465
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material. O nosso material é feito com muita
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objetivos nos estudos. Espero que você goste! 
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pirataria, conforme o art. 184 do
Código Penal. 
Entretanto, acreditamos que você é uma pessoa de bem e
que jamais faria uma coisa dessas. Agradecemos a sua
compreensão e desejamos um ótimo estudo. 
Resumosmapasdireito
Marcelo.mapaseresumos@gmail.com
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Introdução............................................................................................................................................................................04
Conceito................................................................................................................................................................................04
Método..................................................................................................................................................................................04
Objetos da Criminologia...................................................................................................................................................05
Finalidades da Criminologia............................................................................................................................................08
Teorias Sociológicas.........................................................................................................................................................08
Teorias Criminológicas.....................................................................................................................................................08
Vitimologia...........................................................................................................................................................................12
Criminalidade Organizada................................................................................................................................................14
Criminologia Feminista.....................................................................................................................................................15
Criminologia Queer............................................................................................................................................................17
Criminologia Racial.............................................................................................................................................................18
Criminologia Verde ou Ambiental..................................................................................................................................20
Criminologia Clínica X Geral............................................................................................................................................20
Prevenção da Infração Penal.........................................................................................................................................21
Criminologia e o papel da Polícia Judiciária...............................................................................................................22
SUMÁRIO
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É Uma ciência interdisciplinar, ou seja,
ela estuda o crime do ponto de vista de
outras disciplinas/ciências. 
Ex: economia, medicina, direito e etc.
Dessa forma, as áreas de
conhecimento se unem e cooperam
para a resulução de um determinado
problema.
É uma ciência
empírica, isto é, a
obtenção de
conhecimentos é
advinda da
experiência e da
observação da
realidade.
CRIMINOLOGIA
INTRODUÇÃO
A palavra criminologia foi empregada
pela primeira vez em 1883, por Paul
Topinard, e aplicada internacionalmente
por Raffaele Garófalo, em sua obra
“Criminologia”, de 1885.
A Criminologia se
ocupa do estudo do
crime, e deriva do
latim crimino (crime) e
do grego logos
(estudo). No entanto,
o crime não é o único
objeto de estudo da
matéria.
CONCEITO
De acordo com o Professor Paulo
Sumariva, a criminologia é uma: 
Ciência empírica e interdisciplinar que
estuda o crime, o criminoso, a vítima e
o controle social, tendo como
finalidade combater a criminalidade
por meio de métodos preventivos¹.
¹ SUMARIVA, Paulo. Criminologia Teoria e Prática.
Niterói/RJ. Impetus. 2013, p. 5.
Dessa definição de criminologica, se
destaca duas características:
INTRODUÇÃO
Diferentemente do
direito penal,
caracterizado como
uma ciência do “dever
ser” e que se utiliza de
um método lógico e
dedutivo que parte de
uma premissa geral (a
lei) para chegar a uma
conclusão particular. 
Enquanto o direito valora, definindo-o ou
não como algo lesivo para a
coletividade, a criminologia o a analisa
e explica, como um fenômeno real. 
 Portanto, a criminologia faz uso do
conhecimento decorrente de diversas
ciências, como a biologia, a psicologia e
a sociologia, para estudar crime, o
criminoso, a vítima e o controle social. 
MÉTODO
A criminologia é uma
ciência do “ser”, pois
visa entender e
explicar a realidade,
utilizando-se para
tanto de um método
empírico, pois analisa
a realidade através do
uso dos sentidos.
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CRIMINOLOGIA
MÉTODO
Onde os dados coletados são coletados,
materialmente verificáveis (uso da
estatística) e é indutivo, pois em
decorrência da observação de
premissas específicas é possível se
construir uma teoria genérica capaz de
explicar determinado fenômeno. 
Os métodos são:
Método Empírico
Método Indutivo
Interdisciplinar
Sociológico
Biológico
Método Empírico: Como já falamos, o
método empírico busca a obtenção do
conhecimento através da experiência, da
observação do mundo real.
Método Indutivo: A indução parte da
análise de casos particulares para se chegar
a conclusões gerais. 
Nesse método, as
explicações são
decorrentes, apenas,
da observação dos
fatos, não há
experimentação.
Método Interdisciplinar:
Ocorre quando as
matérias ou áreas de
estudo cooperam entre si
para a resolução de um
problema. É o
conhecimento comum
entre as áreas de
conhecimento.
MÉTODO
Método Sociológico: É a análise dos fatos
sociais (ex: crime, costumes, cultura), para
entender os acontecimentos e os
desdobramentos do fato criminal.
Método Biológico: De
forma bem sucinta, é o
método que analisa
fatores biologicos de
forma geral. 
OBJETOS DA CRIMINOLOGIA 
Atualmente o objeto da criminologia
está divido em quatro vertentes:
Delito;
Delinquente;
Vítima; e
Controle social
OBJETOS DA CRIMINOLOGIA 
DELITO - analisa a conduta antissocial,
suas causas geradoras, o efetivo
tratamento dado ao delinquente
visando sua não reincidência, bêm como
as falhas da profilaxia preventiva. 
Para a criminologia,
crime é um
fenômeno social,
comunitário e que
se mostra como um
“problema” maior,
necessitando
entender suas
múltiplas facetas.
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MÉTODO
CRIMINOLOGIA
OBJETOS DA CRIMINOLOGIA 
Incidência massiva na
população: para um
fato constituir crime,
ele deve acontecer de
forma reinterada na
sociedade. Um fato
isolado não pode ser
considerado crime;
Para a criminologia, o crime possui
4 elementos formativos:
Incidência aflitiva do fato praticado:
o crime deve causar insatisfação,
repulsa ou aflição no seio social;
Persistência espaço-temporal do
fato delituoso: o fato para serconsiderado crime, deve ocorrer em
tempo juridicamente relevante;
Consenso inequívoco
acerca de sua
etiologia e técnicas
de intervenção
eficazes: o fato para
ser considerado crime,
vai precisar de uma
valoração social de
que sua criminalização
é imprecindível.
DELINQUENTE - para a Escola
Clássica o criminoso era um ser que
pecou, que optou pelo mal. Para a
Escola Positiva o criminoso era um
ser atávico, preso a sua deformação
(nascia criminoso). Para a Escola
Correcionalista o criminoso era um
ser inferior e capaz de se Governar. 
OBJETOS DA CRIMINOLOGIA 
Por fim, para o Marxismo, o criminoso
era uma vítima inocente das estruturas
econômicas. Para a criminologia
moderna o delinquente não possui
mais a mesma importância, ficando
em segundo plano.
DELINQUENTE 
O CRIMINOSO DE ACORDO COM ESCOLAS
DE PENSAMENTO
ESCOLA CLÁSSICA: criminoso = pecador
FILOSOFIA
MARXISTA: 
o criminoso é uma
vitima da condições
economicas da
sociedade
ESCOLA POSITIVA: criminoso é um ser
primitivo
ESCOLA CORRECIONALISTA: 
o criminoso é um ser anormal e dotado de
força delitiva. E é dever do estado
proporcionar o controle e meios para a
reabilitação do infrator
VÍTIMA - A vitima pode
ser qualquer pessoa
que sofra lesão ou
ameaça de lesão a bem
juridicamente tutelado.
O estudo da vítima
passou por três grandes
momentos históricos: 
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MÉTODO
Vitimização primária: provocada
diretamente pela prática do crime, como
danos físicos e psicológicos;
CRIMINOLOGIA
OBJETOS DA CRIMINOLOGIA OBJETOS DA CRIMINOLOGIA 
VÍT IMA 
IDADE DO OURO - compreende desde os
primórdios a civilização até o fim da Alta
Idade Média (época da justiça privada); 
PERÍODO DE
NEUTRALIZAÇÃO -
surgiu quando o estado
reivindica o monopólio
da jurisdição.
REDESCOBRIMENTO - surge a 2ª guerra
mundial, com a revisão do papel da vítima no
fenômeno criminoso (vitimologia).
PROCESSO DE VITIMIZAÇÃO 
Vitimização é um processo ou
caminho que um indivíduo trilha até que
se torne uma vítima. Esse processo
pode ser classificado de três formas:
Vitimização secundária: sofrimento
advindo do processo penal;
Vitimização
terciária: provocada
pela sociedade e a
estigmatização
trazida pela prática de
determinado crime.
CLASSIFICAÇÕES DAS VÍTIMAS
Segundo Benjamin Mendelsohn, as
vítimas são classificadas em:
Vítima completamente inocente: é aquela
que não contribui/participa do delito;
Vítima tão culpada quanto
o delinquente: sem a
participação ativa da vítima,
o delito não teria ocorrido;
Vítima como única
culpada: culpa é exclusiva
da vítima.
Vítima menos culpada do que o
delinquente: é a que contribui com o delito;
CONTROLE SOCIAL - constitui-se em um
conjunto de mecanismos e sanções sociais
que buscam submeter os indivíduos às
normas de convivência social.
Formas de Controle Social:
Sanções formais: aplicadas pelo Estado; 
Sanções informais: sem força coercitiva; 
Controle positivo: através de prêmios e
incentivos; 
Controle negativo: reprovações com
imposição de sanções;
Controle interno: espécie de
autodisciplina, faz parte da conciência dos
indivíduos ;
Controle externo: ocorre por ação da
sociedade ou do Estado, a partir do
momento em que o controle interno falha.
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Crompreender cientificamente o crime,
incluindo todos os seus personagens
(criminoso, vítima e sociedade).
Escola de Chicago; 
Teoria da Subcultura Delinquente.
Teoria da Associação Diferencial. 
Teoria da Anomia;
CRIMINOLOGIA
FINALIDADES DA CRIMINOLOGIA
Preveni-lo;
Intervir com eficácia e de modo
positivo no criminoso.
A função primordial da Criminologia é a
junção de múltiplos conhecimentos mais
seguros e estáveis relacionados ao crime,
ao criminoso, à vìtima e ao controle social,
com o objetivo de previnir e interferir no
homem delinquente. 
A doutrina dominante entende que
a Criminologia, bem como a divisão
adotada pela Unesco, se subdivide
em dois ramos:
A) Criminologia Geral -
consistente na
sistematização
comparação e
classificação dos
resultados obtidos no
âmbito das ciências
criminais acerca do
crime, criminoso, vítima,
controle social e
criminalidade.
B) Criminologia Clínica - consiste na
aplicação dos conhecimentos teóricos
daquela para o tratamento dos criminosos.
TEORIAS SOCIOLÓGICAS
As teorias sociológicas da criminalidade
procuram analisar o delito em uma
perspectiva geral, abandona a ideia de
delinquência individual, começa a enxergar
a sociedade como um catalizador
criminológico e procura encontrar quais
são os fatores influenciadores que levam
a sociedade a deliquir ou não deliquir.
A sociológia criminal sofre a
influência de duas teorias:
TEORIAS DO CONSENSO:
Teoria do etiquetamento, da rotulação
ou labeling approach; 
Teoria do conflito social marxista,
teoria radical ou crítica.
TEORIAS DO CONFLITO:
TEORIAS CRIMINOLÓGICAS
TEORIA DO CONSENSO
I - Escola de Chicago – (1920/1940): 
É o berço da moderna Sociologia americana.
Surge com o crescimento desordenado
da cidade de Chicago, que se expandiu do
centro para a periferia, dando origem a
graves problemas sociais, econômicos e
culturais. 
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CRIMINOLOGIA
TEORIAS CRIMINOLÓGICAS
Segundo esta teoria, a ordem social,
estabilidade e integração contribuem para o
controle social e a conformidade com as leis,
enquanto a desordem e a má integração
conduzem ao crime e à delinquência. 
I - Escola de Chicago – (1920/1940): 
Tal teoria propõe ainda
que quanto menor a
coesão e o sentimento
de solidariedade entre
o grupo, a comunidade
ou a sociedade, maiores
serão os índices de
criminalidade.
A partir da Escola de Chicago, foram
desenvolvidas as seguintes teorias:
teoria ecológica, teoria espacial,
teoria das janelas quebradas e teoria
da tolerância zero.
Teoria Ecológica:
A Teoria Ecológica também é conhecida
como teoria da desorganização social, é
obra de Robert Park e parte da ideia de que o
progresso leva a criminalidade aos grandes
centros urbanos
Teoria Espacial:
A reestruturação arquitetônica e urbanística
das grandes cidades é uma medida
preventiva da criminalidade. 
O arquiteto Oscar
Newman defendida a
opinião de modelos
adequados de
construção como uma
forma de prevenção
situacional do crime.
TEORIAS CRIMINOLÓGICAS
Teoria das Janelas Quebradas:
Essa teoria tem base em um artigo de
James Q. Wilson e George Kelling. No
trabalho, eles apresentam uma situação
onde um imóvel tem suas janelas quebradas
e não são reparadas e a ausência de reparo
nas janelas a tendência é que vândalos
arremessem pedras nas outras janelas e
posteriormente invadam o edifício,
destruindo-o e utilizando-o como ponto para
outras práticas criminosas. 
A lógica desta teoria
é a de que a
desordem gera
desordem e um
comportamento
antissocial pode dar
ensejo a vários
delitos ou, noutra
perspectiva. 
se os pequenos delitos são reprimidos e
seus autores levados às autoridades e
penalizados, a população tende a
comportar-se corretamente, alcançando-se,
assim, a paz social.
Teoria da Tolerância Zero:
Trata-se de uma política criminal de
repressão a qualquer conduta
transgressora, ainda que seja de menor
ofensividade, consolidando o poder do
Estado e destacando a obrigatoriedade de
respeito à lei.
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A subcultura violenta pune com o
ostracismo, o desdém ou a indiferença
os indivíduos que não se adaptam aos
padrões do grupo.
Aprendizagem: o comportamento
criminoso é aprendido através da
interação com o grupo social.
CRIMINOLOGIA
TEORIAS CRIMINOLÓGICAS TEORIAS CRIMINOLÓGICAS
TEORIA DO CONSENSO
II - Teorias da Subcultura Delinqüente -
Desenvolvida pelo sociólogo Albert Cohen
(1955), esta teoria defende a existência
de uma subcultura da violência, que faz
com que alguns grupos passem a aceitar a
violência como um modo normal de resolver
os conflitos sociais. 
Cohen sustenta que
algumassubculturas, na
verdade, valorizam
a violência, e, assim
como a sociedade
dominante impõe
sanções àqueles
que deixam de
cumprir as leis.
Exemplo desta teoria são as gangues
de jovens delinquentes, que passam a
aceitar os valores daquele grupo, mais
do que os valores sociais dominantes.
III- Teoria da Associação Diferencial. -
Edwin Sutherland, um dos sociólogos mais
influentes da criminologia moderna.
Inspirado nas
ideias de Gabriel
Tarde, no final dos
anos 30, em
Chicago, cunhou a
expressão “crimes
do colarinho
branco” (White
colar crimes).
III- Teoria da Associação Diferencial. 
Para Sutherland, o crime não é um fenômeno
social exclusivo das classes menos
favorecidas, mas sim um comportamento
decorrente de um processo de
aprendizagem dos valores criminais.
A associação diferencial é uma expressão
que contém dois conceitos importantes: 
Associação: associação
de um determinado grupo
social que se identifica e
possui regras próprias,
diferentes dos demais
(daí o nome diferencial). 
IV - Teoria da Anomia - Uma das mais
tradicionais explicações de cunho
sociológico acerca da criminalidade tem a
sua gênese na obra de Durkhein e,
posteriormente, nos trabalhos de Robert
Merton e Talcott Parsons. 
A teoria da anomia
parte do princípio de
que o crime é um fato
social normal. 
Com efeito, Emile
Durkheim considerava
o crime e o desvio
como fatos sociais,
elementos inevitáveis
e necessários das
sociedades modernas. 
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CRIMINOLOGIA
TEORIAS CRIMINOLÓGICAS TEORIAS CRIMINOLÓGICAS
TEORIA DO CONSENSO
IV - Teoria da Anomia 
Não significa, obviamente, que por serem
fatos normais, o crime e o desvio sejam um
bem em si mesmos. 
André Kuhn e Cândido da Agra lembram que
as desordens físicas, mentais e sociais
habitam a normalidade, malgrado a doença
seja um mal. 
Não significa,
obviamente, que por
serem fatos normais, o
crime e o desvio sejam
um bem em si mesmos. 
Ressalte-se que a transgressão das
normas, para além de não representar
necessariamente um mal em si, pode
revelar-se um bem quando as
normas servem à injustiça e violam
os direitos humanos.
TEORIA DO CONFLITO
Tendo por fundamento filosófico as
ideias marxistas, para as teorias do
conflito, a harmonia social decorre da
força e da coerção, havendo uma
relação entre dominante e dominado,
sem voluntariedade. 
Essas teorias se
encontram no âmbito
da criminologia
crítica ou radical.
TEORIA DO CONFLITO
Nesse caso, existe uma tensão constante,
uma luta de classes, sendo certo que os
detentores do poder, que estão no topo da
pirâmide social, lutam para afastar qualquer
tipo de subversão desta ordem social. 
As principais escolas criminológicas que
integram o rol das teorias do conflito são:
Teoria do etiquetamento, da
rotulação ou labeling approach;
Teoria do conflito social marxista,
teoria radical ou crítica.
A Teoria da Rotulação, também conhecida
como abordagem do etiquetamento, sugere
que o foco da criminologia não está no
crime ou no criminoso, mas sim no sistema
de controle adotado pelo Estado. 
Segundo essa teoria, o
delinquente se
diferencia do não
delinquente devido ao
estigma social imposto
pela sociedade. 
TEORIA DA ROTULAÇÃO
Esse estigma afeta a vida do condenado,
gerando desigualdades e preconceito por
parte da sociedade.
TEORIA DO CONFLITO SOCIAL MARXISTA
A Teoria do Conflito Social Marxista, também
conhecida como Teoria Radical ou Crítica,
surgiu na década de 70 com base na análise
marxista da ordem social. 
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Essa crítica gerou o desenvolvimento de
três tendências na criminologia:
abolicionismo, minimalismo e
neorrealismo.
CRIMINOLOGIA
TEORIAS CRIMINOLÓGICAS TEORIAS CRIMINOLÓGICAS
TEORIA DO CONFLITO
Essa teoria considera que
o problema criminal não
pode ser resolvido em
uma sociedade
capitalista, defendendo
a necessidade de
transformação da própria
sociedade. 
TEORIA DO CONFLITO SOCIAL MARXISTA
De acordo com essa perspectiva, o
capitalismo é a raiz da criminalidade, pois
promove o egoísmo, levando as pessoas a
cometerem crimes.
No entanto, a criminologia
crítica ou radical enfrentou
críticas, especialmente por
não explicar a criminalidade
em países socialistas. 
Criminologia Abolicionista (Anos 90) -
apresenta a proposta de acabar com as
prisões e abolir o próprio Direito Penal,
substituindo ambos por uma profilaxia de
remédios para as situações - problemas
com base no diálogo, na concórdia e na
solidariedade dos grupos sociais.
TEORIA DO CONFLITO
Criminologia Minimalista (Anos 90) –
sustenta que é preciso limitar o Direito
Penal, que está a serviço de grupos
minoritários, tornando-o mínimo, porque a
pena, representada em sua manifestação
mais drástica pelo Sistema Penitenciário ;
é uma violência institucional que limita
direitos e reprime necessidades
fundamentais das pessoas, mediante a
ação legal ou ilegal de servidores do poder,
legítima ou ilegitimamente investidos na
função.
Criminologia Neo-
realista (Anos 90) -
Esta teoria admite
que as frágeis
condições
econômicas dos
pobres na sociedade
capitalista fazem com
que a pobreza tenha
seus reflexos na
criminalidade. 
VITIMOLOGIA
Vitimologia é a ciência que estuda
amplamente a relação vítima/criminoso
no fenômeno da criminalidade.
seguindo conceito
formulado pelas
Organizações das
Nações Unidas, vítima
são pessoas que,
individual ou
coletivamente, tenham
sofrido danos, incluindo
lesões físicas ou
mentais, sofrimento
emocional, etc.
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Existem várias classificações com
respeito às vítimas. Uma primeira, é
atribuída a Benjamim Mendelsohn, que
leva em conta a participação ou
provocação da vítima. Segundo tal
conjectura, elas podem ser:
CRIMINOLOGIA
VITIMOLOGIA
Os primeiros trabalhos sobre vítimas
datam de 1901, todavia, somente a partir
da década de 40, através dos estudos de
Von Henting e Benjamim Mendelsohn, é
que se começou a fazer um estudo
sistemático da vítima.
I) Vítimas ideais
(completamente
inocentes);
II) Vítima menos
culpadas que os
criminosos;
III) Vítimas tão culpadas
quanto os criminosos
(ex. aborto consentido);
IV) Vítimas mais culpadas que os
criminosos (vítimas que provocam e dão
causa ao delito);
V) Vítimas como únicas culpadas (vítimas
agressoras, simuladas...)
HONS VON HENTING, CLASSIFICA AS
VÍTIMAS EM:
1º grupo: criminoso – vítima – criminoso
(sucessivamente), na qual o reincidente
que é hostilizado no cárcere, vindo a
delinqüir novamente pela repulsa social que
encontra fora da cadeia;
2º grupo: criminoso – vítima –
criminoso (simultaneamente), caso
das vítimas de drogas que de usuário
passa a ser traficante;
VITIMOLOGIA
HONS VON HENTING, CLASSIFICA AS
VÍTIMAS EM:
3º grupo: criminoso –
vítima (imprevisível),
por exemplo,
linchamentos, saques,
epilepsia, alcoolismo,
etc.
A Criminologia, ao analisar a questão
criminológica, classifica a
vitimização em três grandes grupos:
Vitimização Primária - Processo pelo qual
uma pessoa sofre, de modo direito ou
indireto, os efeitos nocivos derivados do
crime ou fato traumático, sejam materiais
ou psíquicos.
Vitimização Secundária - Abrange os
custos pessoais derivados da intervenção
do sistema legal que incrementam o
padecimento da vítima.
Ex: dor de reviver a cena
do crime perante o juiz,
perguntas de advogado
acusando-a de ser a
causadora do crime, etc.
Vitimização Terciária - O conjunto de
custos da penalização sobre quem a
suporta pessoalmente ou sobre terceiros.
Ex: preso que sofre tortura ou erro judicial.
Importante ainda destacar,
que a análise da relação
entre vítima e criminoso
possui repercussão no
campo do Direito Penal, ao
passo que na aplicação da
pena (artigo 59 do Código
Penal), a participação da
vítima influi na aplicação da
pena base.
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CRIMINOLOGIA
CRIMINALIDADE ORGANIZADA 
A criminalidade organizada
pressupõe uma potencialidadedestruidora e lesiva de extrema
relevância, pior para a sociedade do
que as infrações individuais, daí a
justa preocupação dos Estados com
a repressão de delitos relacionados
com essa espécie de criminalidade,
como o tráfico de drogas e pessoas,
o terrorismo, o contrabando etc.
No âmbito penal são conhecidas duas
espécies de criminalidade organizada:
• Atividade delituosa se
baseia no uso da violência
e da intimidação.
• Estrutura hierarquizada,
baseada na distribuição de
tarefas e planejamento de
lucros.
• Possui clientela.
• Impõe a lei do silêncio.
• Seus integrantes vão desde agentes
do Estado até os executores dos
delitos.
• As vítimas são difusas.
• O controle social encontra sério óbice
na corrupção governamental.
• Tem uma estrutura
empresarial que visa
apenas o lucro
econômico de seus
sócios. Trata-se de uma
empresa voltada para a
atividade delitiva.
• Busca o anonimato e NÃO lança mão
da intimidação ou violência.
• Seus criminosos
são empresários,
comerciantes,
políticos,
hackers etc.
O Estado deve ampliar ações sociais
capazes de prover às necessidades
da população (saúde, educação,
trabalho, segurança etc.), pois a
criminalidade organizada ocupa
espaços e coopta os indivíduos
abandonados por ele, mediante um
projeto de médio prazo, alterando a
legislação criminal, fortalecendo o
sistema de persecução penal,
dentre outras medidas.
CRIMINALIDADE ORGANIZADA DO
TIPO MAFIOSA
CRIMINALIDADE ORGANIZADA DO
TIPO EMPRESARIAL
CRIMINALIDADE ORGANIZADA DO
TIPO EMPRESARIAL
CRIMINALIDADE ORGANIZADA 
• Não possui
apadrinhados nem
rituais de iniciação.
• As vítimas também são difusas, mas,
quando individualizadas, muitas vezes
nem sequer sabem que
sofreram os efeitos de um crime.
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A Inquisição é uma das faces
do processo de perseguição e
repressão das mulheres, que
se inicia de forma orgânica a
partir do período medieval.
Segundo Zaffaroni, o
martelo das feiticeiras
é o primeiro discurso
criminológico. 
As reformas democráticas oriundas do
processo revolucionário beneficiaram as
mulheres somente de forma indireta, como
esposas dos homens livres e iguais. 
CRIMINOLOGIA
CRIMINOLOGIA FEMINISTA 
A necessidade de desenvolver
uma criminologia feminista vem
do fato de a criminologia ser
uma ciência sobre homens,
mas que, pretensamente, se
diz para “todos”.
Soraia Mendes aponta, portanto, a
necessidade de construir um
referencial criminológico no qual as
mulheres não sejam um objeto ou um
elemento incorporado, sendo possível,
assim, situar a teoria crítica feminista
como a responsável por um novo
paradigma em ciência aplicável ao
campo criminológico.
• INQUISIÇÃO
Neste contexto, a
caça às bruxas é
elemento histórico
marcante enquanto
prática misógina de
perseguição.
CRIMINOLOGIA FEMINISTA 
Na tentativa de eliminar da cultura os
elementos pagãos anárquicos ou
disfuncionais, a Inquisição dirigiu suas
baterias contra as mulheres perigosas:
perigosas porque elementos-chave na
transmissão da cultura.
Ele estabeleceu uma
relação direta entre a feitiçaria e a mulher
a partir de trechos do antigo testamento,
dos textos da antiguidade
clássica e de autores medievais, contendo
afirmações relativas à perversidade, à
malícia, à fraqueza física e
mental, à pouca fé das mulheres: Toda
malícia é leve comparada com a malícia
de uma mulher.
• ESCOLA CLÁSSICA
A Escola Clássica foi uma escola que
percebeu o crime enquanto um ente
jurídico, reivindicando liberdade,
igualdade, bases do direito liberal.
No entanto, não há pensamento
criminológico sobre a condição
de repressão e perseguição das
mulheres, de modo que toda a
liberdade e o garantismo da
escola clássica em nada se
refletiram para significativa
parcela da humanidade.
As mulheres
continuaram
dependentes dos
homens e a ser
consideradas
inadequadas para a vida
pública em razão do
déficit de racionalidade.
Nesse sentido, os ideais de igualdade
e liberdade que fundamentaram o
pensamento criminológico
clássico não incluem mulheres como
sujeito de direito.
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Com o desenvolvimento
feminista da criminologia
crítica, são promovidos
estudos sobre as
diferentes formas como o
sistema de justiça criminal
atua sobre a mulher, nos
marcos da ideologia
capitalista e patriarcal.
Ao estudar a mulher
criminosa, Lombroso
consegue, no campo
penal, e com a chancela
da cientificidade, reunir
o discurso jurídico,
médico e moral.
CRIMINOLOGIA
CRIMINOLOGIA FEMINISTA 
Especificamente sobre a mulher, em
1892, Lombroso, em parceria com
Giovanni Ferrero, escreveu
La donna delinquente, obra que
aplica às mulheres os estudos que
ele havia realizado com os homens.
CRIMINOLOGIA FEMINISTA 
• POSITIVISMO Para Lombroso, a prostituta é o melhor
exemplo de delinquente feminina.
Em um certo aspecto, isto revela que o
controle da sexualidade é o controle 
pelo qual as mulheres passam dentro
de uma sociedade patriarcal.
O sistema de justiça
criminal é androcêntrico
porque constitui um
mecanismo masculino
para o controle de
condutas masculinas,
regra geral praticadas
pelos homens e
somente residualmente
pelas mulheres.
Lombroso chegou às características
comuns das criminosas: assimetria
craniana e facial, mandíbula acentuada,
estrabismo, dentes irregulares e, assim
como os médicos medievais, chegou
a conclusões a partir do clitóris, dos
pequenos e grandes lábios vaginais.
A partir das pesquisas realizadas em
penitenciárias femininas e valendo-se do
estudo da frenologia (estudo de crânios)
Para além da descrição física, Lombroso
retoma as ideias inquisitoriais da
inferioridade da mulher 
até mesmo para cometer
delitos, dizendo serem as
criminosas natas caracterizadas
por sua extrema perversidade,
destacando, ainda, a
sexualidade exacerbada, a
lascívia e o caráter vingativo.
outro tipo de criminosa
seria aquela com
características físicas e
comportamentais
masculinas: Elas seriam
perigosas por sua
similitude com o homem e
por ter rompido com o
padrão de comportamento
tradicional feminino.
• CRIMINOLOGIA CRÍTICA
A criminologia crítica faz uma denúncia do
sexismo e androcentrismo nas análises
criminológicas, além da reivindicação de
reflexão das mulheres enquanto sujeitos
ativo e passivo de crimes.
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Mulheres enquanto autoras
A criminalização das
mulheres também estava
marcada pela seletividade,
porque as mulheres que
compunham estes espaços
eram sobretudo negras,
trabalhadoras, prostitutas,
refletindo o racismo, o
classismo e o controle de
sexualidade na forma como o
sistema penal opera.
Existem violências que
estão alinhadas a um
sexismo e
patriarcalismo que é
estrutural, chamadas de
violências de gênero.
CRIMINOLOGIA
CRIMINOLOGIA FEMINISTA CRIMINOLOGIA FEMINISTA 
Mulheres enquanto vítimas
Os presídios femininos no
Brasil surgem na década de
40, momento marcado pela
industrialização tardia, que
conduz ao fato de mais
mulheres no mercado de
trabalho.
Além da nomeação, alguns movimentos de
mulheres reivindicam pelo incremento da
punição destes crimes, convocando o
direito penal para resolver ou contornar a
situação de violência de gênero.
CONCLUSÃO: 
Pensar na posição de
vítimas significa nomear
violência de gênero como
forma de propor a
discussão na sociedade
desta ordem de dominação
masculina, mas nomear não
significa necessariamente
incrementar a punição,
embora seja este um
caminho.
A teoria queer emerge nos
Estados Unidos no final da década
de 1990. Até a década de 1990,
asciências sociais tratavam a
ordem social como sinônimo de
heterossexualidade, sendo
certo que, a despeito das boas
intenções, os estudos sobre
minorias mantinham e
naturalizavam a norma
heterossexual.
Os movimentos
feministas como um todo
têm como semelhança a
proposta de nomear a
violência
de gênero, no sentido de
não ser uma violência
qualquer, mas sim uma
violência de gênero que
tem matrizesestruturais e tem a ver
com a dominação
masculina.
CRIMINOLOGIA QUEER
Segundo Salo de
Carvalho (principal autor
sobre a criminologia
queer), criminologia
queer pode ser traduzida
como criminologia
estranha, excêntrica,
homossexual ou gay.
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Diálogo com a criminologia feministaO heterossexismo é a discriminação e
a opressão baseada em uma distinção
feita em relação à orientação sexual,
tomando como dado que todo mundo é
heterossexual.
CRIMINOLOGIA
• Violência simbólica
(cultura homofóbica) -
Construção social de
discursos de
inferiorização da
diversidade sexual e de
orientação de gênero.
CRIMINOLOGIA QUEER
Nesse sentido, a lógica heteronormativa
potencializa inúmeras formas de violência
nas quais a diversidade sexual é vitimizada
(homotransfobia).
CRIMINOLOGIA QUEER
A naturalização da
norma heterossexual
cria automaticamente
mecanismos de saber e
de poder nos quais a
diferença é exposta
como um desvio ou uma
anomalia.
NÍVEIS DE VIOLÊNCIA HETEROSSEXISTA
• Violência das instituições
 (homofobia de Estado) -
Criminalização e a
patologização das
identidades
não heteronormativas.
• Violência interpessoal
(homofobia individual) -
Tentativa de anulação da
diversidade por meio de
atos brutos de violência real.
A convergência ou identidade entre as
teorias feministas e queer radica na
crítica e na desconstrução
do falocentrismo ou ideal do macho,
paradigma que institui como regra a
masculinidade heterossexual e
que provoca, como consequência
direta, a opressão da mulher e a
anulação da diversidade sexual –
homofobia.
O que a criminologia queer pretende,
assim como a criminologia feminista
fez em primeiro lugar,
voltar a lente de
investigação para
problemas específicos
de grupos
marginalizados em
situações concretas
de vitimização e de
criminalização.
CRIMINOLOGIA RACIAL
Como vimos, a
criminologia crítica parte
da ideia de como as
relações de classe
conduzem a uma
seletividade marcada por
estratégias do poder de
punir os pobres.
No entanto, esta perspectiva crítica,
embora importante, não é suficiente
quando estamos diante de uma país com
base escravocrata marcado
por um racismo estruturante e
estrutural.
É necessário ampliar a crítica, de modo a
compreender que o sistema é
estruturalmente formulado para punir
pessoas pobres, mas, sobretudo, para
punir pessoas negras.
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Criminologia racial no Brasil
CRIMINOLOGIA
De acordo com o autor, o Brasil era
dividido em graus de pureza racial,
segundo as características das raças e
a possibilidade de civilização destas
raças relacionada aos climas.
Nina Rodrigues foi um
médico baiano que
reivindicou a formação da
disciplina de criminologia
na Bahia, influenciado por
Lombroso, com viés
cientificista e darwinista.
Nina Rodrigues foi uma grande
personalidade no Brasil que produziu
um positivismo criminológico à
brasileira, base para a estruturação
do controle social no Brasil.
Concluiu que existe uma divisão de
raças no Brasil, sendo esta divisão
determinada pelo clima:
pessoas brancas têm mais
afinidade ao clima menos quente.
Ensinava Nina Rodrigues que a
mestiçagem apaga os elementos físicos
e morais positivos das raças inferiores. 
Com base na
composição
demográfica das
regiões do Brasil,
percebeu que
havia uma distribuição
diferente entre as
regiões, havia mais
negros e índios no
nordeste e mais pessoas
brancas na região sul.
CRIMINOLOGIA RACIALCRIMINOLOGIA RACIAL
A inferioridade do negro em relação ao
branco era, para Nina Rodrigues,
absolutamente natural, sendo um
produto da marcha desigual do
desenvolvimento filogenético da
humanidade nas suas diversas divisões
ou seções.
Ou seja, as raças não
brancas eram inferiores e o
cruzamento das raças
inferiores com as raças
brancas só faz com que as
pessoas mestiças somente
carreguem as qualidades
negativas das raças
inferiores. 
A conclusão é de que pessoas
mestiças têm uma maior
propensão ao cometimento de
crimes.
A inferioridade das raças, que tem
causas múltiplas, explica a
criminalidade brasileira.
Nina Rodrigues produziu seus
textos para justificar o
incremento do controle social
de forma mais violenta contra
os mestiços após a abolição da
escravidão. 
A partir da abolição, os corpos
livres dentro de
uma relação de poder
conduzida pelo racismo
precisam ser mais controlados
pelo poder público.
A clientela do sistema penal
está originalmente conformada
pelo racismo, que aparece
como grande
âncora da seletividade. 
 Dizer que o sistema age preferencialmente
sobre os negros, que os prefere, portanto,
significa dizer que esse é um aparelho
formado, num primeiro plano, para as
pessoas negras e que, consequentemente,
para além das questões de classe
subjacentes terá seu alvo principal centrado
em sua corporalidade.
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Criminologia racial no Brasil
CRIMINOLOGIA
Suas origens remontam à década de
1990, sobretudo a partir do trabalho de
Michael Lynch, quem, diante dos
movimentos de justiça ambiental que
emergiam no contexto norte-americano
da época, propõe ao campo da
criminologia radical um
“esverdeamento”.
A obsessão pelo controle dos corpos
negros e o projeto de extermínio que
com a abolição da
escravatura passa a compor a agenda
política do Estado são os vetores
mestres que ainda hoje balizam a
atuação do sistema penal.
O foco principal é o
estudo dos danos
ambientais desde uma
definição de “verde”
proveniente dos
movimentos de justiça
ambiental.
CRIMINOLOGIA RACIAL
a criminologia verde possui como
bases de sustentação:
 (i) a denúncia ao sistema capitalista
com os conflitos ambientais; e 
(ii) a aplicação da punição.
CRIMINOLOGIA VERDE
CRIMINOLOGIA VERDE
Não se fala em desastre ou dano ambiental,
mas sim em conflito ambiental.
Isto porque, enquanto
desastres ou danos são
efeitos da força da
natureza, os conflitos
ambientais são
consequências de atos
de pessoas humanas,
sobretudo capitalistas,
que têm responsabilidade.
Para esta corrente da criminologia
verde, é necessário inverter a lógica
do poder punitivo: 
 a criminologia verde – assim como a
criminologia crítica – defende que a
criminalização deve recair sobre os
exploradores.
 Se historicamente o
poder punitivo recai
sobre as classes
subalternas, dentro do
que o capitalismo
produz em termos de
marginalização,
 pautando uma lei de
crimes ambientais que
possa atingir
corporações,
entidades, Estado e,
ao mesmo tempo,
minimizar os efeitos
em desfavor das
pessoas socialmente
mais atingidas pelos
conflitos.
CRIMINOLOGIA CLÍNICA X GERAL
A doutrina dominante entende que a
criminologia é uma ciência aplicada que
se subdivide em dois ramos: criminologia
geral e criminologia clínica.
▪ Criminologia Geral - consiste na
sistematização, comparação e
classificação dos resultados obtidos
no âmbito das ciências criminais acerca
do crime, criminoso, vítima, controle
social e criminalidade.
▪ Criminologia Clínica - consiste na
aplicação dos conhecimentos teóricos
daquela (criminologia geral) para o
tratamento dos criminosos.
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CRIMINOLOGIA
e o Estado democrático de direito 
 PREVENÇÃO DA INFRAÇÃO PENAL
CONCEITO:
Prevenir a ocorrência de um crime é um dos
objetivos de um Estado Democrático de
Direito. Não resta dúvida que a prevenção
de um crime é melhor para manutenção da
paz social do que a sua punição.
Na busca de previnir a
prática de crimes, o
estado utiliza dois
tipos de medidas: uma
direta e uma indireta.
As ações indiretas focam o indivíduo
e o meio em que ele vive, sendo
chamadas de prevenção primária e
terciária. 
Já as ações diretas de
prevenção criminal têm
como objetivo impedir a
ocorrência de infrações
penais em formação,
conhecidas como iter
criminis.
Isso inclui medidas jurídicas e
fortalecimento do policiamento ostensivo.
Essas ações são chamadas de prevençãosecundária.
PREVENÇÃO PRIMÁRIA 
A prevenção primária envolve políticas
públicas que promovem a cidadania e
atendem às necessidades básicas dos
cidadãos. Ela busca prevenir o delito
abordando suas causas e fortalecendo
socialmente os indivíduos.
Essa forma de prevenção
é direcionada à
comunidade como um
todo, possui custos
elevados e perspectivas
de médio e longo prazo.
A prevenção secundária ocorre após a
ocorrência ou iminência de um crime. É
direcionada a grupos sociais nos quais a
criminalidade é mais prevalente, devido às
características que os tornam mais
suscetíveis a cometer ou serem vítimas
de delitos. 
PREVENÇÃO SECUNDÁRIA
Essa forma de
prevenção se concentra
no curto e médio prazo,
direcionando-se para
áreas com altos índices
de criminalidade, como
comunidades carentes
dominadas pelo tráfico
de drogas.
PREVENÇÃO PRIMÁRIA 
É a forma de prevenção mais
punitiva, voltada
exclusivamente para os
condenados, com o objetivo
de recuperá-los por meio de
medidas socioeducativas.
A prevenção terciária tem como foco a
população carcerária, buscando evitar a
reincidência e promover a ressocialização. 
PREVENÇÃO TERCIÁRIA
Esses programas atuam tardiamente no
ciclo do crime, ou seja, após o ocorrido,
enfrentando as regras informais existentes
no sistema prisional, tanto por parte dos
detentos quanto da administração.
e o Estado democrático de direito 
 PREVENÇÃO DA INFRAÇÃO PENAL
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O trabalho policial envolve resolver
conflitos de forma rápida, muitas vezes
sem considerar aspectos morais
CRIMINOLOGIA
Em alguns países, não
há exigência de
formação universitária
ou cursos específicos
para entrar na polícia, o
que é contraditório ao
atribuir poder e
responsabilidade sobre
a liberdade e a vida das
pessoas a recrutas sem
qualificação adequada.
Para considerar o policiamento como
uma profissão, é necessário
sistematizar e transmitir conhecimento
específico sobre segurança pública de
forma acadêmica e científica.
TRABALHO POLICIAL 
A polícia moderna surgiu na Inglaterra no
século XIX, sendo caracterizada pela
profissionalização e critérios meritocráticos
de admissão. 
Antes disso, o
policiamento era
realizado por
voluntários ou
moradores em
sistema de rodízio. 
No entanto, o trabalho policial é complexo
e exigente, requerendo especialização e
conhecimento superiores a várias outras
profissões contemporâneas. 
TRABALHO POLICIAL 
A arte de proteger as pessoas, prevenir o
crime e responsabilizar os
transgressores deve se libertar do
amadorismo e do pensamento mágico.
CRIMINOLOGIA E O PAPEL 
 da polícia judiciária
CRIMINOLOGIA E O PAPEL 
 da polícia judiciária
FUNÇÃO DA POLÍCIA 
A definição do trabalho policial como o
monopólio do uso da força pode ser
substituída pela ideia de proteger as
pessoas e assegurar seus direitos
elementares. 
Em vez de basear-se no poder concedido à
autoridade policial, essa definição se
baseia nas expectativas em relação às
ações da polícia.
Muitas vezes, a polícia é associada
imediatamente à repressão de crimes, e
há um estereótipo de um trabalho duro,
sujo e perigoso.
TRABALHO POLICIAL
No entanto, embora o
combate à criminalidade
seja uma tarefa
prioritária, não é a única
missão da polícia.
Segundo Dominique
Monjardet, apenas
cerca de 15 a 20% dos
policiais estão
envolvidos na luta
contra o crime.
As primeiras forças policiais
modernas estabeleceram laços
próximos com os cidadãos.
POLÍCIA E COMUNIDADE 
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CRIMINOLOGIA
Com o fechamento dos postos policiais,
houve uma perda de proximidade
entre os cidadãos e a polícia,
resultando em um relacionamento cada
vez mais desconhecido
CRIMINOLOGIA E O PAPEL 
 da polícia judiciária
Esse distanciamento leva os policiais a
verem suspeição em cada pessoa que
encontram. Divisões simbólicas e
simplistas, como "nós" e "eles", são
frequentemente invocadas para
justificar iniciativas ou validar queixas.
CRIMINOLOGIA E O PAPEL 
 da polícia judiciária
A viatura; 
O telefone; 
O rádio de intercomunicação.
No entanto, essa identidade foi alterada
quando as polícias passaram a utilizar três
recursos tecnológicos que transformaram
o perfil do policiamento moderno.
Os policiais também
desconhecem as
pessoas que devem
proteger e não têm
informações relevantes
sobre as particularidades
locais, tradições ou
conflitos. 
MODELO REATIVO DE POLICIAMENTO 
O modelo reativo de policiamento pressupõe
que a polícia deva esperar para ser chamada. 
Essa estratégia torna
muito mais difícil para
a polícia lidar com
crimes que não
produzam vítimas ou
testemunhas.
Cifra negra: uma parcela muito significativa
dos crimes nunca chega ao conhecimento
da polícia. 
Perguntas sobre vitimização incluídas na
pesquisa nacional do IBGE de 1998: 
Dentre vítimas de
furto, 67,5% não
registraram as
ocorrências; 
POLÍCIA E COMUNIDADE MODELO REATIVO DE POLICIAMENTO 
 Temor de vitimização secundária
(descaso por parte da polícia) é comum.
Perguntas sobre vitimização incluídas na
pesquisa nacional do IBGE de 1998: 
Dentre as
vítimas de
agressão física,
60,8% não
procuraram a
polícia. 
Dentre as vítimas
de ofensas de
natureza sexual,
90,2% não
procuraram a
polícia. 
Art. 144. A segurança pública, dever do
Estado, direito e responsabilidade de todos,
é exercida para a preservação da ordem
pública e da incolumidade das pessoas e do
patrimônio, através dos seguintes órgãos: 
I - polícia federal; 
II - polícia rodoviária
federal; 
III - polícia ferroviária
federal; 
IV - polícias civis; 
V - polícias militares e
corpos de bombeiros
militares.
VI - polícias penais federal,
estaduais e distrital. 
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Seu papel é lidar com a
repressão ao crime.
Alguns questionam se
o poder de
investigação deveria
ser considerado como
parte da polícia
judiciária ou se deveria
ser uma categoria
separada, conhecida
como polícia
investigativa. 
CRIMINOLOGIA
CRIMINOLOGIA E O PAPEL 
 da polícia judiciária
CRIMINOLOGIA E O PAPEL 
 da polícia judiciária
MODELO REATIVO DE POLICIAMENTO 
No Brasil, as polícias são divididas em polícia
ostensiva e polícia judiciária. 
MODELO REATIVO DE POLICIAMENTO 
A polícia judiciária, por sua vez, é
responsável pelo cumprimento de
mandados judiciais, como prisões, buscas,
condução de presos, entre outros. 
Para alguns, não há necessidade de uma
função policial investigativa separada,
pois a polícia judiciária já engloba as
atribuições posteriores à prática do
crime, incluindo a investigação.
O art. 4º do CPP é comumente utilizado
para embasar essa visão: 
A polícia judiciária será exercida pelas
autoridades policiais no território de suas
respectivas circunscrições e terá por fim a
apuração das infrações penais e da sua
autoria. 
A polícia ostensiva,
principalmente
desempenhada pelas
polícias militares, utiliza
viaturas, uniformes e
distintivos para mostrar a
presença do Estado na
proteção das pessoas, bens
e na manutenção da ordem
pública. Seu objetivo
principal é a prevenção do
crime, evitando sua
ocorrência.
A Súmula Vinculante nº 14 do STF
parece estar alinhada com esse
pensamento: É direito do defensor, no
interesse do representado, ter acesso
amplo aos elementos de prova que, já
documentados em procedimento
investigatório realizado por órgão
com competência de polícia
judiciária, digam respeito ao exercício
do direito de defesa.
Para outros, polícia
investigativa e
polícia judiciária
não se confundem. 
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CRIMINOLOGIA
CRIMINOLOGIA E O PAPEL 
 da polícia judiciária
CRIMINOLOGIA E O PAPEL 
 da polícia judiciária
MODELO REATIVO DE POLICIAMENTO 
A polícia investigativa
é responsável pela
apuração de
materialidade e autoria.
A polícia judiciária é
responsável pelo
cumprimento de ordens
e diligências. 
Esse entendimento se baseia, por
exemplo, no art. 144, §4º: Àspolícias
civis, dirigidas por delegados de polícia
de carreira, incumbem, ressalvada a
competência da União, as funções de
polícia judiciária e a apuração de
infrações penais, exceto as militares.
No Brasil, na esfera
federal, a Polícia Federal
é encarregada de todas
essas tarefas (art. 144,
§1º e incisos, da CF). É,
portanto, uma polícia de
ciclo completo. 
Já na esfera estadual, um órgão de
polícia faz a prevenção do delito
(polícias militares – art. 144, §5º, da CF)
e outro encarrega-se da investigação e
dos trabalhos de polícia judiciária
(polícias civis – art. 144, §4º, CF).
Esse modelo bipartido
não nasceu com a
Constituição de 1988,
mas sim em 1969, na
época do regime militar.
Esse cenário tem o potencial de gerar,
naturalmente, atritos entre as
entidades, conflitos positivos e
negativos de competências e, no limite,
insatisfação popular. 
Há, por isso, muitos defensores da
necessidade de polícia de ciclo completo
nos Estados, ou seja, de uma corporação
que se encarregue de todas as etapas e,
portanto, equacione integralmente o
evento criminoso.
Os defensores dos
modelos de ciclo completo
costumam alegar
economia de recursos
públicos e ganho de
eficiência como motivos
para a unificação.
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