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AULA 1 – DIREITO PREVIDENCIÁRIO CONSTITUCIONAL: a Seguridade Social e a Perspectiva Constitucional – Professor João Batista Lazzari BPC/LOAS- Idosos com mais de 65 anos de idade e pessoas com deficiência, também entendido essa como sendo incapacidade para o trabalho de forma duradoura que impeça a pessoa de auferir renda. É uma forma de proteção, portanto, que tem um caráter social de redistribuição de renda e que faz parte da Seguridade Social como um todo. História do surgimento e desenvolvimento da proteção social no mundo: O Estado e a Proteção Social ao Trabalhador: Nesse contexto, as revoltas operárias permaneceram por todo o século XIX, ocorrendo, de modo simultâneo e paulatino, um movimento de cada vez maior tolerância às causas operárias (cessação da proibição de coalizões entre trabalhadores, primeiras leis de proteção ao trabalhador), o que culminaria numa concepção diversa de Estado, a que se denominaria Estado Social, Estado de Bem-Estar, ou ainda, Estado Contemporâneo. AULA 2 - DIREITO PREVIDENCIÁRIO CONSTITUCIONAL: a Seguridade Social e a Perspectiva Constitucional – Professor João Batista Lazzari Fases Evolutivas da Proteção Social ao Trabalhador: experimental; de consolidação; de expansão e de redefinição, que tem início na década de oitenta e se encontra em curso, estamos em uma fase de redefinição de modelos de proteção social. Na fase experimental encontra-se a política social de Otto Von Bismark, que durante os anos de 1883 a 1889 faz viger um conjunto de normas que serão o embrião do que hoje é conhecido como Previdencia Social, assegurando aos trabalhadores o seguro-doença, a aposentadoria e a proteção a vítimas de acidente do trabalho. Então era justamente naquele momento o que causava maor clamor público por parte dos trabalhadores. Na sequência, outros países da Europa ocidental adotaram, na mesma época, conduta semelhante. *Antiga aposentadoria por tempo de contribuição que hoje nós chamamos de aposentadoria programada. sociais e políticos. A Constituição Mexicana de 1917 foi a primeira a arrolar e dar sistematização a um conjunto de direitos sociais, no que foi seguida pela Constituição de Weimar, no ano de 1919. Em 1927, foi criada a Associação Internacional de Seguridade Social, com sede em Bruxelas, na Bélgica. Ou seja, há 100 anos já falávamos em seguridade social. Ainda dentro da consolidação, nós temos as constituições de outros países, EUA também tratou dessa questão na consolidação. No âmbito das constituições dos Estados nesse período, observa-se que “os direitos sociais são alçados ao mesmo plano dos direitos civis, passando as constituições do primeiro pós-guerra a ser, não apenas políticas, mas políticas e sociais”. -Também são indicativos dessa fase de maturação a experiência norte-americana do então Presidente Franklin Roosevelt, ao instituir a política do New Deal (Novo Acordo), com forte intervenção no domínio econômico e injeção de recursos orçamentários. - A fase de EXPANSÃO é notada a partir do período pós Segunda Guerra, com a disseminação das ideias do economista inglês John Maynard Keynes, o qual pregava, em síntese, o crescimento econômico num contexto de intervenção estatal no sentido de melhor distribuir – ou até mesmo redistribuir – a renda nacional. Porque a população estava empobrecida, as pessoas não tinham emprego, casas, alimentos, então precisava fomentar o crescimento econômico através da redistribuição de renda. - Até então, os planos previdenciários (de seguro social), em regra, obedeciam a um sistema chamado bismarckiano, ou de capitalização, ou seja, somente contribuíam os empregadores e os próprios trabalhadores empregados, numa poupança compulsória, abrangendo a proteção apenas destes assalariados contribuintes. Ou seja, embora o seguro social fosse imposto pelo Estado, ainda faltava a noção de solidariedade social, pois não havia a participação da totalidade dos indivíduos, seja como contribuintes, seja como potenciais beneficiários. - Dentro dessa época foram surgindo novos modelos de previdência social, mais participativo, num sentido de uma universalização maior dos direitos, abrangendo as categorias todas de trabalhadores no âmbito nacional e internacional, o Brasil ainda demorou um pouquinho pra atingir essa universalização, mas foi algo que foi importante naquele momento e também foi incluída a participação compulsória de toda a população, com a noção de que a seguridade social é o “desenvolvimento harmônico dos economicamente débeis”. - Então foi através do regime que nós chamamos de repartição (regime beveridgeano), em que toda a sociedade contribui para a criação de um fundo previdenciário, do qual são retiradas as prestações para aqueles que venham a ser atingidos por algum dos eventos previstos na legislação do amparo social. E esse modelo é o modelo que nós temos hoje no nosso país, o Regime Geral de Previdência Social é um regime de repartição. Nós temos no art. 195 da CF, um sistema de que toda a sociedade contribui, de forma direta ou indireta, para que nós tenhamos recursos na seguridade social, recursos para complementar o pagamento de benefícios da previdência, porque se a previdência ela é deficitária, no que arrecada só contribuições sobre folha de salario e os rendimentos dos trabalhadores em geral não é suficiente para pagar os benefícios, tem que ter outras fontes de financiamento. E aí vamos ver que as empresas contribuem muito fortemente com contribuições não só sobre a folha de salario, mas sobre o faturamento, sobre o lucro, nós temos contribuições até sobre jogos de loterias e outros jogos existentes que contribuem também para a seguridade social, importação e exportação de bens, e assim por diante. Uma série de recursos que vem do orçamento público e outros tributos para garantir. Porque o modelo público ele é de repartição. Capitalização é quando alguém que contribui vai receber depois que ele se aposentar ou que acontecer algum infortúnio com base naquilo que ele contribuiu. E a repartição NÃO, quem está trabalhando hoje está contribuindo para garantir o benefício de quem está correlação/ pacto intergeracional que a gente chama, entre os que já contribuíram e os que estão contribuindo e os futuros que entrarão no mercado para garantir então esse modelo de repartição que é tão importante e socialmente justo porque garante uma melhor redistribuição de renda e, assim, uma equalização melhor da população mais carente com aquela que tem melhores condições. Como decorrência dessa evolução, nós temos algumas correntes. Como decorrência desse processo, formaram-se duas correntes quanto ao sistema de proteção social: - A PRIMEIRA CORRENTE, QUE SEGUIA AS PROPOSIÇÕES DE BISMARK, POSSUÍA UMA CONOTAÇÃO MUITO MAIS “SECURITÁRIA”. Propunha que a proteção social ou previdenciária fosse destinada apenas aos trabalhadores que, de forma compulsória, deveriam verter contribuições para o sistema. * Para esta corrente a responsabilidade do Estado deveria ser limitada à normatização e fiscalização do sistema, com pequeno aporte de recursos. * O financiamento do sistema se dava com a contribuição dos trabalhadores e empregadores. * Essa corrente “bismarquiana”, mais limitada e menos redistributiva, encontrou campo para desenvolvimento em vários países, destacando-se a Alemanha, a França, a Bélgica, a Holanda e a Itália. - A SEGUNDA CORRENTE SE FORMOU A PARTIR DO TRABALHO DE BEVERIDGE,e, para ela, a proteção social deve se dar, não somente ao trabalhador, mas também de modo universal a todo cidadão, independentemente de qualquer contribuição para o sistema. Segundo essa corrente, a responsabilidade do Estado é maior, com o orçamento estatal financiando a proteção social dos cidadãos. * As propostas de Beveridge se desenvolveram de forma mais acentuada nos países nórdicos, especialmente na Suécia, na Noruega, na Finlândia, na Dinamarca e no Reino Unido. As suas correntes/modelos convivem, hoje nós temos de certa forma, através dos modelos de regime próprio por exemplo, s quais tem mais o caráter voltado tabém à capitalização, deixando um pouquinho de lado o modelo de repartição. Mas o regime geral, em que o INSS é que é a autarquia federal que cuida e faz a gestão, ele tem o caráter de redistribuição. Tanto é que a gente pensa, se alguém deixa de ser segurado, perde a qualidade, não implementou os requisitos, ela não tem como resgatar contribuições que ela fez, no sentido de dizer assim, não vou me aposentar e eu quero minhas contribuições de volta. No modelo de repartição isso não existe, porque se alguém não aproveitou aquilo que ele contribuiu, esse valor vai servir para pagar benefício de outros que vão usufruir desses benefícios previdenciários. Na nossa constituição, o direito à previdência social é um direito fundamental de segunda geração/dimensão E a Declaração Universal dos Direitos Humanos, de 1948, em seu art. 25, prevê: Art. 25. “Todo ser humano tem direito a um padrão de vida capaz de assegurar a si e a sua família saúde e bem-estar, inclusive alimentação, vestuário, habitação, cuidados médicos e os serviços sociais indispensáveis, e direito à segurança em caso de desemprego, doença, invalidez, viuvez, velhice ou outros casos de perda dos meios de subsistência fora de seu controle.” 4ª fase: Fase de REDEFINIÇÃO. Diante da crise, surge a necessidade de redefinição do papel do Estado Contemporâneo, é a fase atual que nós vivemos, e por que estamos nesse momento de redefinição? É o fim do ciclo de prosperidade econômica que foi iniciado na década de 1950 e o crescimento acentuado dos gastos públicos, aliados a fatores de diminuição dos postos de trabalho e demográficos. Então o mundo vive hoje com um crescimento econômica baixo, em termos de prosperidade econômica, gasto público bastante elevado por uma série de políticas públicas que tiverem de ser expandidas em vários segmentos; e também aliado a isso, o aumento de expetativa de sobrevida da população, diminuição da taxa de natalidade, entre outros fatores, fazem com que nós passemos por constante reformas nos modelos de seguridade social. Isso no mundo, e no Brasil não é diferente, isso porque o número de contribuições arrecadadas não é suficiente frente ao número de benefícios pagos aos segurados. Houveram períodos em que se tinha sete pessoas contribuindo para uma pessoa que recebia benefício, isso ali na década de 1960, 1970, o que era uma maravilha. Hoje, porém, nós estamos com um pouco mais de duas pessoas contribuindo para cada uma que recebe beneficio, e isso é insuficiente para garantir o equilibrio das contas e ai faz co que entre a fase de redefinição, a fase de revisão, no sentido que se levam a mudanças e às reformas que estão acontecendo no mundo e no Brasil. AS RAZÕES QUE TEM SIDO INDICADAS PARA ESSE PROCESSO SÃO: o fim do ciclo de prosperidade econômica iniciado na década de cinquenta e o crescimento acentuado dos gastos públicos, aliados a fatores de diminuição dos postos de trabalho (automação) e demográficos. Dentro dessas reformas, das chamadas “reformas” dos sistemas previdenciários, elas obedecem, em síntese, a dois moldes, segundo a classificação de Carmelo Mesa-Lago: (1) REFORMAS ESTRUTURAIS: Que visam modificar radicalmente o sistema público, seja introduzindo um componente privado como complemento ao público, seja criando um sistema privado que concorra com o público; e (Felizmente o Brasil não adotou um sistema privado que concorre com o público. O que nós temos é o modelo público, básico e fundamental, e temos a previdência privada, algo que vem no sentido complementar, mas nós não adotamos um radicalismo no sentido de ir abandonando o modelo público e deixando apenas o modelo privado, como uma privatização, digamos assim, da previdência). (2) REFORMAS NÃO ESTRUTURAIS OU PARAMÉTRICAS, que visam melhorar um sistema público de benefícios a fim de fortalece-lo financeiramente a longo prazo, por exemplo, incrementando a idade de aposentadoria ou o valor das contribuições, ou ainda tornando mais exata a fórmula de calcular o benefício. (O que aconteceu com EC 113/2019 aqui no Brasil. Até a EC 113/2019 os benefícios eram calculados com base em 80% do melhor salário de benefício, das maiores contribuições. A partir da EC 113/2019 o benefício é a média integral dos salários de começou a contribuir (art. 26 da EC 113/2019). Então, aos poucos vamos retirando a possibilidade de exclusão de contribuições menores, embora tenha ficado uma possibilidade pequena de descarte de menores contribuições. A idade foi ampliada, o tempo de contribuição, tudo isso pra se adequar a essa nova realidade. Concluída esta breve visão histórica do surgimento e da evolução das politicas de proteção social como característica da formação do Estado Contemporâneo, contrapondo-se ao Estado Moderno, segue-se a análise dos fundamentos da Previdência Social – suas fontes materiais – para melhor compreensão de seu regramento. Sendo assim, qual é a fase evolutiva da proteção social que nós estamos? Estamos numa fase de REDEFINIÇÃO. Provavelmente em 2030, nós tenhamos mais uma reforma, mais uma adequação de regras pra enfrentar os anos futuros. Pois quando a gente fala em previdência social, a gente pensa pro futuro, no sentido de manter a possibilidade de pagar os benefícios já existentes e outros que vão surgir, mas sempre pensando a médio e longo prazo. BLOCO 3: FUNDAMENTOS DA PREVIDENCIA SOCIAL O primeiro aspecto é a questão da INTERVENÇÃO DO ESTADO E A DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA: Ou seja, a necessidade de um conjunto de normas ditadas pelo Estado que estabeleçam a obrigatoriedade de filiação dos trabalhadores em geral a um regime de previdência social com fulcro em noções de caráter sociológico e outras de caráter político. “Para a consecução das políticas sociais estabelecidas pelo modelo do Estado Contemporâneo, nota-se como característica marcante o intervencionismo estatal, a partir do reconhecimento de que o Estado “tem importante papel a desempenhar não só no que dia respeito a garantir a segurança material para todos e a buscar outros objetivos sociais, mas também como promotor do desenvolvimento econômico. “ Então quando nós observamos na nossa Constituição, no art. 201, que funda o Regime Geral de Previdência Social, nós temos o conjunto de normas que são ditados pela CF, estão no nosso Plano de Benefícios, que é Lei nº 8.213/91 e que dentro desse conjunto está justamente a filiação obrigatória de toso que exercem uma atividade remunerada como critério necessário para que o modelo seja viável. Se fosse permitido que os trabalhadores se filiassem à Previdencia Social ou não, provavelmente a adesão seria bastante baixa, e futuramente teríamos um problema social muito grave, porque a necessidade de filiação e de contribuição ao longo do tempo é que permite a concessão de benefícios. Uma forma então do Estado intervir, tornar obrigatório, exigir que os empregadores (tomadores de serviço) retenham a contribuição dos seus prestadores de serviço, dos empregados, isso faz com que o Estado também fiscalize e com isso garanta a solidez do sistema. Então dos primeiros pontos fundamentais da Previdência Social de modelo público é a questão da intervenção do Estado, não apenas no sentido de regulador das normas, mas também no sentido de próprio concessor desses benefícios, de maneira a garantir que eles sejam entregues de acordo com parâmetros e regras necessárias para se garantir a melhor dignidade das pessoas e melhor distribuição da renda necessária. Então o Seguro Social, que a gente pode também dar esse atributo à Previdência, imposto por normas jurídicas emanadas do poder estatal, caracteriza essa intervenção do estado na própria economia e também entre os particulares.. “Com efeito, o seguro social, imposto por normas jurídicas emanadas do poder estatal, caracteriza uma intervenção do Estado na economia e na relação entre os particulares.” “E não é outra a função do poder estatal, senão a de assegurar o bem comum da sociedade a que serve.” “A ação estatal se justifica a partir da constatação de que as relações de trabalho estabelecem, em regra, cláusulas para vigorarem enquanto o trabalhador as pode executar.” Então não é outra função do poder estatal senão assegurar o bem comum da sociedade a que serve. A gente pode até exemplificar essa questão dessa intervenção, dessa oneração da folha de salários em prol dos beneficiários da previdência, que existe no Brasil uma disputa já de décadas sobre desoneração da folha de salários, em que segmentos da economia buscam não pagar a contribuição sobre a folha de salários de seus empregados para se tornarem mais competitivas. Isso gera maior competitividade para esses setores da economia; mas, por outro lado, acaba reduzindo a receita destinada a pagar os benefícios da previdência social. E aí são forças que puxam de um lado e de outro, mas que no fundo é a questão da capacidade contributiva também das empresas, dos trabalhadores, e do próprio Estado em garantir o pagamento desses benefícios. Mas o Estado tem esse poder de criar novas contribuições quando o que existe é insuficiente para bancar o pagamento dos benefícios, até porque no nosso país uma das máximas, e é o fundamento que garante a questão previdenciária, é a União ser a garantidora do sistema. Então se faltar recursos da arrecadação destinado ao pagamento de benefícios, vão advir desses recursos da arrecadação fiscal de outras fontes pra poder bancar. Então uma das características do Estado Cntemporaneo é a inclusão, no rol de direitos fundamentais, dos chamados Direitos Sociais, de proteção quanto às vicissitudes causadoras de uma perda, ou uma diminuição, da condição de subsistência, a partir da concepção de um Estado intervencionista, capaz de não só regular, mas também impor determinadas obrigações, com a finalidade de amparar as pessoas, tendo por objetivo garantir a todos uma vida com dignidade. Os DIREITOS SOCIAIS são considerados DIREITOS FUNDAMENTAIS partindo-se da concepção de que o Estado não deve se manter inerte diante dos problemas decorrentes das desigualdades causadas pela conjuntura econômica e social. São direitos fundamentais de segunda geração porque estão ligados a direitos prestacionais sociais do Estado perante o indivíduo, como previdência, assistência social e saúde, além da educação, cultura, trabalho, lazer, dentre outros. Esses direitos fundamentais reclamam presença do Estado em ações voltadas à minoração dos problemas sociais, também denominados de direitos positivos. A SOLIDARIEDADE SOCIAL Visto como um direito fundamental de 2ª geração ou 2ª dimensão como é chamado, nós temos alguns princípios outros que são fundamento da nossa previdência. 1. O 1º, é a questão da SOLIDARIEDADE SOCIAL: Poder-se-ia sustentar que caberia somente ao trabalhador, individualmente, se proteger de infortúnios, ou pela assistência de seus familiares e amigos, ou por meio da realização de poupança, prevenindo-se contra um futuro no qual não possa mais ser considerado como economicamente ativo. Ocorre, todavia, que a dependência da caridade alheia importa considerar-se como certo o fato de que sempre há alguém capaz de dar assistência ao inválido, quando tal noção não pode ser tida como minimamente razoável, mesmo nas sociedades nas quais a miséria atinge níveis ínfimos. Essa solidariedade faz, principalmente no modelo que temos hoje de redistribuição de renda, fundamental, no sentido de que pela solidariedade todos devem colaborar de alguma forma. Até mesmo quando alguém vai ao posto de gasolina abastecer, está pagando contribuição para a seguridade social. Toda vez que a gente consome algum produto, está lá embutido uma parcela que vai pra seguridade social. Então nós temos uma solidariedade no sentido que algumas pessoas contribuem diretamente para obter uma prestação, quando é uma contribuição sobre a sua remuneração e outras de forma indireta, como é no consumo de bens e produtos, que geram uma arrecadação e, com essa arrecadação, consegue se buscar os recursos necessários para garantir então o pagamento dos benefícios. Então é uma parte fundamental a solidariedade, a principal finalidade da previdência é a dignidade da pessoa humana. E não é então menos relevante ou verdadeiro que a SOLIDARIEDADE é o princípio fundamental do Direito Previdenciario, caracterizando-se pela cotização coletiva em prol daqueles que, num futuro incerto, ou mesmo no presente, necessitem de prestações retiradas desse fundo comum. Por mais precavido que possa ser o indivíduo, estará ele sempre sujeito à hipótese de múltiplos infortúnios durante toda a sua vida profissional, e não somente com o advento da sua velhice. A solidariedade é fundamental para uma melhor redistribuição de renda no nosso país, uma politica pública importante, que é a previdência, e a redistribuição ocorre então através dessa questão da solidariedade. 2. Um outro fundamento importante da previdência, é a COMPULSORIEDADE DA FILIAÇÃO. O regime previdenciário, em regra, estabelece o caráter compulsório à filiação, a fim de que se evite o efeito danoso da imprevidência ao trabalhador. As pessoas acabam, se tiverem o valor quando não tem o desconto da previdência, usando esse valor para outras finalidades, mas se não existisse a compulsoriedade nós teríamos uma evasão previdenciária muito maior. A compulsoriedade está prevista no art. No art. 201 da CF, garantindo que, quem trabalhe tenha sua filiação obrigatória, pague pra previdência e possa no futuro desfrutar de benefícios que são necessários para garantir a renda, principalmente quando ele não tem capacidade de gerar a sua renda. Um problema que estamos vendo no nosso país é a diminuição de postos de trabalho com carteira assinada e muitas pessoas trabalhando por conta própria. Quando trabalha por conta própria e não presta serviço para uma empresa como no Brasil, o recolhimento acaba não tendo uma fiscalização, aí muitos não contribuem e, não contribuindo, acabam perdendo sua qualidade de segurado e perdendo a proteção previdenciária necessária e importante. A compulsoriedade da filiação, do caráter compulsório da vinculação jurídica do trabalhador à Previdencia Social decorre que o status de filiado – segurado de um Regime da Previdencia Social – é situação que independe de manifestação de vontade do individuo, quando este exerça qualquer atividade laborativa remunerada. Assim, além de compulsória, a o exercício de trabalho remunerado. Dúvida poderia advir do fato de que as leis de Previdencia Social admitem, em certos casos, a filiação de segurados facultativos. Como tais indivíduos não auferem renda advinda do trabalho, sua participação não pode ser compulsória, permitindo-se sua participação para efeito de maior proteção social. Mesmo quando as vezes o contribuinte individual, por exemplo, o trabalhador autônomo, ele tinha obrigação de contribuir e não contribuiu, a filiação dele ocorreu. E ele pode a qualquer tempo pedir para fazer a regularização dessas contribuições em ataso para contar aquele periodo como tempo de contribuição para uma aposentadoria. A gente vê isso no dia a dia, no âmbito administrativo e judicial, as pessoas quando precisam se aposentar, as vezes estão faltando 2,3, 10 anos de contribuição e aí elas vão buscar períodos de filiação que não estão no seu CNIS (Cadastro Nacional de Informações Sociais). Então por exemplo, trabalhou de forma autônoma, deveria ter sido filiado como contribuinte individual, não providenciou e não recolheu. Se ela demonstrar, mesmo que tenha transcorrido 10, 20 anos ou mais, que exerceu uma atividade que gerava filiação obrigatória, então ela pode pedir esse reconhecimento e contar esse tempo. Se o período ocorreu enquanto ela perdeu qualidade de segurado, então vai contar não para efeito de carência, só como tempo de contribuição, mas é permitido esse reconhecimento mesmo futuramente, porque há filiação. Agora, contar como tempo de contribuição exige a contribuição e com a reforma da EC 103/2019, NO § 14 DO ART. 195 que para gerar tempo de contribuição deve haver uma contribuição mínima sobre pelo menos o piso mínimo de contribuição, que, em geral, se não pertencer a nenhuma categoria, que tenha o piso da categoria, é o salário mínimo. O empregado, se o empregador não fez o recolhimento, o empregado tem direito a qualquer tempo de obter esse reconhecimento de vínculo e contar mesmo sem ter as contribuições. 3. Uma outra característica e fundamento da Previdencia Social é justamente a PROTEÇÃO AO PREVIDENTES: A Previdencia Social cria para todos os indivíduos economicamente ativos uma proteção a sua renda, uma vez que, sendo o sistema calcado no ideal de solidariedade, se apenas os mais previdentes resolvessem fazer a contribuição para o seguro social, os demais, ao necessitarem da tutela estatal por incapacidade laborativa, causariam um ônus ainda maior a estes trabalhadores previdentes. Por uma questão de justiça, é ideal que todos sejam previdentes. Previdencia é prevenir, sempre pensando em algo para o futuro, é como uma poupança. 4. E o carater tanto da Seguridade Social, quanto da Previdencia, é justamente a REDISTRIBUIÇÃO DE RENDA, ou seja, que cabe à Previdencia Social a incumbência de reduzir as desigualdades sociais e econômicas, mediante uma política de redistribuição de renda, retirando maiores contribuições das camadas mais favorecidas, e, com isso, concedendo benefícios a população de mais baixa renda. No Brasil ocorre maior redistribuição de renda em matéria previdenciária, é com relação aos trabalhadores do meio rural, isso porque a arrecadação que vem do meio rural é muito baixa, porque ela vem da comercialização da produção e para efeito de concessão do beneficio previdenciário pro segurado trabalhador rural em regime de economia familiar, ele não precisa comprovar contribuição mês a mês, ele prova que trabalhou, não precisa nem comprovar que comercializou a produção. Então nós temos um numero muito grande de trabalhadores que conseguem ter o beneficio de um salario mínimo necessário e justo, mas quando a gente olha os números, o maior déficit do sistema previdenciário está no meio rural, porque a arrecadação que vem do meio rural é baixa e o numero de pessoas que recebe beneficio é bastante grande, gerando uma distorção bem grande entre arrecadação e pagamento de benefício. E isso se reequilibra por outras fontes de custeio e redistribuição. 5. FUNDAMENTO DO RISCO SOCIAL: Os infortúnios causadores da perda, permanente ou temporária, da capacidade de trabalhar e auferir rendimentos foram objeto de várias formulações no sentido de estabelecer de quem seria a responsabilidade pelo dano patrimonial causado ao trabalhador, partindo da responsabilidade subjetiva ou aquiliana do tomador dos seus serviços (empregador) até chegar-se à RESPONSABILIDADE DA SOCIEDADE COMO UM TODO, pela TEORIA DO RISCO SOCIAL. É essa que nós adotamos no caso de acidente de trabalho, então se um trabalhador perder a sua capacidade de trabalho no primeiro mês que ele está trabalhando, o ônus disso não vai ser do empregador, o trabalhador vai receber o beneficio pelo tempo em que ele necessitar e isso vai ser redistribuído entre os demais segurados da previdência social, porque é o risco social que se adota. Se deixasse a cargo do tomador de serviços/empregador, essa empresa poderia se tornar um tempo depois inadimplente, deixar de existir, então esse trabalhador ficaria sem a renda respectiva. Segundo essa teoria, hoje predominante, é da sociedade a responsabilidade, materializada mediante políticas públicas, pela manutenção daqueles indivíduos que, em função de terem exercido seu labor, tenham se inabilitado para prover meios de subsistência. Não se cogita, em regra, da responsabilidade do tomador dos serviços do obreiro pela renda necessária à provisão das necessidades do individuo, incapacitado. Mas, em caso de dolo ou culpa do empregador, existe uma responsabilidade concorrente, que é de natureza civil, de reparar os danos causados (relacionados a esse acidente que o empregador tenha dado causa). Ex: por não ter dado treinamento, por não ter proporcionado os equipamentos de segurança... No âmbito previdenciário, a previdência tem uma ação regressiva. Então toda vez que tem um acidente de trabalho, é verificado/investigado qual a causa que gerou esse acidente e se foi por responsabilidade do empregador a previdência paga a aposentadoria, paga se for o caso a pensão, mas ela entra com ação de reparação de danos contra o empregador que não tomou as devidas cautelas no sentido de proporcionar as condições de segurança do trabalho. AULA 04 : MODELOS DE PREVIDENCIA SOCIAL Não existe um modelo único de se prover aos indivíduos a proteção social quanto a infortúnios que afetem sua capacidade de labor e subsistência. Assim, tem-se que no âmbito mundial vários sistemas em funcionamento, estando muitos deles em fase de transição, e outros, em que o modelo originário já foi substituído. Isso mostra que é um modelo em constante mutação, então as regras em relação a proteção ao direito do trabalho e proteção aos direitos sociais sempre estão em modificação e o que move naturalmente essas modificações tem muito a ver com a questão econômica, como esses países tem sua economia, em que a economia está em crescimento e menos déficit publico evidentemente que tem mais espaço para um apolítica social mais voltada as pessoas e aos trabalhadores em geral para que tenham uma adequação em suas necessidades. E há outros momentos em que a restrição orçamentaria faz com que todos paguem essa conta. O primeiro modelo é o denominado REGIME SOCIAL-DEMOCRATA, típico de países nórdicos, cuja ênfase é a universalidade da cobertura a todos os cidadãos, é marcado por benefícios de montante consideravelmente elevado em comparação a outros países, mescland0-se benefícios baseados em contribuições e não contributivos, além de uma vasta malha de serviços públicos, gratuitos. Os países nórdicos vivem uma realidade diferenciada por exemplo da realidade brasileira, da América Latina. O segundo, chamado CONSERVADOR-CORPORATIVO, tem por nascedouro a Europa Ocidental, cuja tendência é priorizar o seguro social compulsório voltado à proteção dos riscos sociais, com foco na população que exerce trabalho remunerado, cujo custeio tem por base principal a contribuição destes trabalhadores e de seus tomadores de serviços, com benefícios proporcionais às contribuições. Há também benefícios não contributivos para atender demandas assistenciais. Aqui podemos nos identificar com o que nós temos hoje no nosso país também: benefícios de natureza contributiva e os não contributivos, como é o BPC LOAS que nós temos no nosso país, para as pessoas que não conseguiram contribuir o suficiente ou nada para obter um beneficio previdenciário, então nós temos para idosos e pra deficientes, pessoas carentes, como sendo de natureza assistencial. O terceiro modelo, é chamado de LIBERAL, que garante uma proteção residual, com benefícios contributivos e não contributivos que visam o combate à pobreza e a garantia de um patamar mínimo de renda, com limitada rede de serviços públicos gratuitos. Este modelo é adotado, entre outros países, no Reino Unido, Irlanda, Canadá e Estados Unidos, é um modelo que se garantiu um mínimo existencial. No Brasil já tentou-se algumas reformas para um modelo mais liberal, no sentido de que a previdência pública reduzisse o patamar de cobertura e valores para benefícios menores até do que são pagos hoje e o resto fosse para a iniciativa privada em complementação quem pudesse pagar. Então esse modelo liberal é bom para as contas públicas no contexto de melhoria do equilibro financeiro das contas públicas. Mas por outro lado, acaba gerando uma redução do valor dos benefícios muito significativa. Um quarto modelo, segundo alguns estudiosos, seria denominado o modelo MEDITERRÂNEO, por ser típico dos países do Sul da Europa (Espanha, Portugal, Itália, Grécia) e diferenciar-se do regime dito conservador-corporativo por haver um sistema de saúde pública universal e, dada a grande quantidade de pessoas trabalhando na informalidade ou em regime de economia familiar, haver uma preocupação especifica, além da proteção à população assalariada. Ainda nesses modelos de previdência, podemos colocar os SISTEMAS CONTRIBUTIVOS E NÃO CONTRIBUTIVOS. Separam-se os siteas previdenciários em relação ao custeio, entre outros modos, de acordo com a fonte de arrecadação da receita necessária ao desempenho da politica de proteção social. Há, assim, sistemas que adotam, em seus regramentos, que a arrecadação dos recursos financeiros para a ação na esfera do seguro social dar-se-á por meio de aportes diferenciados dos tributos em geral, de modo que as pessoas especificadas na legislação própria ficam obrigadas a contribuir para o regime. Entre as pessoas legalmente obrigadas a contribuir estão aqueles que serão os potenciais beneficiários do sistema – os segurados -, bem como outras pessoas – naturais ou jurídicas – pertencentes à sociedade a quem a lei cometa o ônus de também participar do custeio do regime. É O SISTEMA DITO CONTRIBUTIVO, EMBASADO NAS CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS. Ou seja, é o modelo que nós adotamos no Brasil, é o modelo CONTRIBUTIVO|, e que contribui não só quem é beneficiário, mas também outras pessoas indicadas como tais, como por exemplo, grande parte das receitas da seguridade social vem da contribuição que é sobre o faturamento e o lucro das empresas, então são contribuições de pessoas jurídicas que tem por finalidade garantir o pagamento dos benefícios, pois se fosse só as contribuições dos empregadores, e dos próprios beneficiários, não haveria suficiente para todos recurso para garantir pelo menos um certo equilíbrio entre as contas. E os sistemas não contributivos, então aqui o que nós temos, um modelo que a arrecadação provem não de um tributo especifico, mas da arrecdação em geral, a qualquer pessoa, todos pagam tributos, quando as pessoas consomem ou fazem algum negocio jurídico, há incidecia de tributação sobre o patrimônio, sobre renda, e aí não é um tributo especifico para garantir o benefício previdenciário, mas os benefícios advem dessa arrecadação do Estado como um todo. Então nós chamamos de modelo não contributivo, no sentido de que não é um contribuição especifica, mas a contribuição é geral. A PREVIDENCIA SOCIAL BRASILEIRA É COMPOSTA POR MAIS DE UM REGIME JURIDICO: Nós temos o RGPS, que é o do art. 201 da CF, que abarca a maior parte dos indivíduos, sempre foi de natureza contributiva, tal como indica o art. 201 da CF, já que os trabalhadores, desde a criação do sistema, sempre contribuiram de forma compulsória para o custeio desse regime. Além do RGPS, há os regimes previdenciários instituídos pela União, Estados, Distrito Federal e Municipios, chamados de regimes PRÓPRIOS, para proteção, quanto aos riscos sociais, dos agentes públicos titulares de cargos efetivos e vitalícios, conforme previsão contida nos artigos 40 e 149 da Constituição. Entre os sistemas baseados em contribuições sociais, encontramos nova divisão, no que tange a forma como os recursos obtidos são utilizados. Alguns sistemas adotam regras que estabelecem, como contribuição social, a cotização de cada individuo segurado eplo regime durante certo lapso de tempo, para que se tenha direito a benefícios. Assim, somente o próprio segurado – ou uma coletividade deles – contribui para a criação de um fundo – individual ou coletivo – com lastro suficiente para cobrir as necessidades previdenciárias dos seus integrantes. O MODELO DE CAPITALIZAÇÃO, como é chamado , é aquele adotado nos planos individuais de previdência privada, bem como nos “fundos de pensão”, as entidades fechadas de previdência complementar. Ex: OAB PREV, modelo de previdência associativa, que tem um modelo de capitalização, a sua cotização é que vai gerar um beneficio futuro. Não há uma obrigação de contribuir com um valor menor ou maior, vai de acordo com a capacidade de cada um ter de fazer a sua cotização, do seu depósito/economia. No Brasil toda a previdência de natureza privada, previdência complementar, como também que tem os entes públicos, a nivel federal temos o FUNPRES, voltado aos servidores da Uniao, o modelo é de Capitalizaçao, então a Constituição rege a previdência complementar e coloca, seja ela aberta ou fechada, é sempre de capitalização. Já o regime de repartição, o regime que nós adotamos, é para o regime geral e também para os regimes próprios. SAÚDE E ASSISTENCIA INDEPENDEM DE UMA CONTRIBUIÇÃO PROPRIA, ESPECIFICA, DA PESSOA QUE BUSCAR ESSAS ÁREAS DE PROTEÇAO E A PREVIDENCIA É DE NATUREZA ONTRIBUTIVA, EXIGE ENTÃO UMA CONTRIBUIÇÃO ESPECIFICA PARA GARANTIR AS PRESTAÇÕES. As fontes materiais influenciam diretamnete e interferem nas fontes formais UNIVERSALIDADE DA COBERTURA E DO ATENDIMENTO Quando se trata da universalidade de cobertura quer dizer que o sistema deve oferecer prestações que atendam todas as vicissitudes enfretadas pelas pessoas que vão desde uma incapacidade temporária até uma definidade, desde a maternidade a´te o óbio, então em todos os momentos em que as pessoas precisam da proteção social do Estado, é universal a cobertura, esse é o primeiro objetivo. A segunda vertente é a universalidade do atendimento, todas as pessoas tem direito a proteção, não tem mais uma categoria ou outra que ficam de fora. Até a CF/88 tinhamos a previdência rural e a previdência urbana. SELETIVIDADE: Estabelecimento de requsitios para cada beneficio Distributividade na prestação : caráter de distribuição de renda LC 142 – BENEFICIOS PESSOAS COM DEFICIENCIA O problema é que na area administrativa o mais valorizado são os atos administrtivos, a grente das normas constitucionais. Ex: lei das aposentadorias das pessoas com deficiência, demorou muito poq=ruqe não tiha lei regulamentando. Normas de custeio – natureza tributaria. Prescriçao e decadência em matéria previdenciária são regidas por Lei Complementar (LC) e portanto não caberia á lei ordinária (Lei 8.212) tratar de prescrição e decadência e aplicariam-se então às contribuições justamente prescrição e decadenica de 05 anos conforme previsto no Código Tributário Nacional. Com relação à anterioridade, temos uma anterioridade nonagesimal, reduzida, prevista no texto Constitucional. BENEFICIARIOS DO REGIME GERAL DE PREVIDENCIA SOCIAL: Segurados e dependentes )estes últimos pensão por morte e auxilio reclusão) Tipos de segurados: obrigatório e facultativo O RGPS tem sua base no art. 201 da CF, a nossa previdencia do regime geral exige contribuição dos segurdos para que tenham acesso aos beneficioas que são pagos e a filiação é orbigtória para quem exerce atividade remunerada. Se permite a filiação a partir dos 14 anos prara o aprendiz.mas para efeto de ser segurado facultativa a idade minima é 16 anos que é a idade entendida como passível de exercer atividade remunerada no nosso contexto constitucional. Reabilitação profissional é tanto para segurados quanto para dependentes. SEGURADO SÓ PESSOA FÍSICA, PESSOA JURIDICA NÃO Contribuinte individual tem algumas peculiariedades. NO MABITO DA PREVIDENCIA SE ALGUEM TIVER MAIS QUE UMA VINCULAÇÃO, MAIS QUE UMA ATIVIDADE, VAI GERAR VÁRIAS VINCULAÇÕES, A JURISPRUDENCIA PACIFICOU QUE NESSE CASO, QUANDO TEM MAIS DE UMA VINCULAÇÃO E CONTRIBUI COM MAIS DE UM VINCULO, NA HORA DO CALCULO DO VALOR DO BENEFICIO SOMAM-SE OS VALORES DE CADA UM DOS PAGAMENTOS E ELE VAI TER UMA APOSENTADORIA COM O CALCULO DAS ATIVIDADES COCOMITANTES QUE SÃO SOMADAS. NO ENTANTO NÃO ADIANTA ELE CONTRIBUIR ACIMA DO TETO, PORQUE ELE NÃO VAI TER BENEFICIOS COM ISSO. NÃO VAI SER BENEFICIARIO DISSO, PORQUE A SUA CONTRIBIÇÃO É ATÉ O TETO. OUTRA SITUAÇÃO É O DIREITO DE QUEM EXERCEU ATIVIDADE TER RECONHECIDA ESSA FILIAÇÃO, SEJA A NATUREZA COMO SEGURADO EMPREGADO EM QUE NÃO HOUVE O REGISTRO, OU MESMO ALGUEM QUE TENHA TRABALHADO COMO SEGURADO OBRIGATÓRIO QUE ERA INDIVIDUAL. Até 4 modulos fiscais é considerado pequeno produtoe e pode ser enquadrado como segurado especial. SEGURADOS FACULTATIVOS QUEM PODE SER? O Decreto 3048 faz um detalhamento em carater exemplificativo de quem pode se inscrever como segurado facultivo. E alguém que tem regime próprio (servidor público) não pode se filiar como segurado facultativo concoitantemente, enquanto vinculado ao regime próprio contribuir de forma facultativa. Mesmo se já aposentado pelo regime próprio não pode a contribuição se dar como facultativa, só como obrogatória. Manutenção da qualidade de segurado Período de graça (art. 15) lei 8213/91. image6.png image96.png image97.png image98.png image99.png image100.png image7.png image8.png image9.png image10.png image11.png image12.png image13.png image14.png image15.png image16.png image17.png image18.png image19.png image20.png image21.png image22.png image23.png image24.png image25.png image26.png image27.png image28.png image29.png image30.png image31.png image32.png image33.png image34.png image35.png image36.png image37.png image38.png image39.png image40.png image41.png image42.png image43.png image44.png image45.png image1.png image46.png image47.png image48.png image49.png image50.png image51.png image52.png image53.png image54.png image55.png image2.png image56.png image57.png image58.png image59.png image60.png image61.png image62.png image63.png image64.png image65.png image3.png image66.png image67.png image68.png image69.png image70.png image71.png image72.png image73.png image74.png image75.png image4.png image76.png image77.png image78.png image79.png image80.png image81.png image82.png image83.png image84.png image85.png image5.png image86.png image87.png image88.png image89.png image90.png image91.png image92.png image93.png image94.png image95.png