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A Interlíngua e os Aprendizes 
Apresentação
Durante o processo de ensino-aprendizagem de segunda língua, você, na condição de professor, 
deve estar atento ao fato de que os aprendizes evoluem gradativamente, estando mais distantes ou 
próximos da variedade linguística de um falante nativo da língua-alvo. O percurso das infinitas 
possibilidades de níveis linguísticos dos aprendizes é conhecido como interlíngua.
Nesta Unidade de Aprendizagem, você vai aprender o conceito de interlíngua e a sua relação com 
os aprendizes, além de conhecer os processos de aquisição de uma segunda língua.
Bons estudos.
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Conceituar interlíngua.•
Relacionar interlíngua e aprendizes.•
Analisar as características do processo de aquisição de segunda língua.•
Desafio
Imagine que você é professor de certa turma de alunos de 6.º ano de uma escola de ensino 
fundamental da rede pública de educação básica.
 
A partir de tal contexto, existe a possibilidade de equiparar o nível da interlíngua de seus 
alunos? Como você pode fazer isso?
Infográfico
No processo de aquisição de L2, semelhante à L1 ou materna, há diferenças nos níveis da 
interlíngua, e as interferências de determinada língua em outra podem ser tanto positivas quanto 
negativas. Assim, você deverá atentar para os cognatos (e, ainda, os falsos cognatos), os quais 
interferem no processo de aquisição de segunda língua.
No Infográfico, observará o que são os cognatos e os falsos cognatos, além de saber como podem 
ser positivos ou negativos no processo de aprendizagem de L2.
Aponte a câmera para o 
código e acesse o link do 
conteúdo ou clique no 
código para acessar.
https://statics-marketplace.plataforma.grupoa.education/sagah/10cbcdd5-24b1-4619-b9fa-1b3e07d6eae9/54f9978c-684c-418a-9822-5865452af694.jpg
Conteúdo do livro
A aquisição de segunda língua é produto de diferentes etapas presentes durante a aprendizagem. 
Tais fases contribuem para a efetividade da comunicação na língua estrangeira.
No capítulo A interlíngua e os aprendizes, da obra Linguística aplicada ao ensino do inglês, base 
teórica para esta Unidade de Aprendizagem, você vai estudar o conceito de interlíngua, a relação 
desta com os aprendizes e os processos de aquisição de segunda língua.
LINGUÍSTICA 
APLICADA AO 
ENSINO DO INGLÊS
Marlise Buchweitz
 
A interlíngua e os 
aprendizes
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
  Conceituar interlíngua.
  Relacionar interlíngua e aprendizes.
  Analisar as características do processo de aquisição de segunda língua.
Introdução
No processo de aquisição de uma segunda língua, os aprendizes evoluem 
gradativamente, estando mais distantes ou mais próximos da variedade 
linguística de um falante nativo da língua-alvo. Esse percurso das infinitas 
possibilidades de níveis linguísticos dos aprendizes é conhecido como 
interlíngua.
Neste capítulo, você vai estudar sobre o conceito de interlíngua, sobre 
a relação desse conceito com os aprendizes e sobre os processos de 
aquisição de uma segunda língua. 
A interlíngua
O primeiro conceito, aqui, que você precisa levar em consideração é o de 
interlíngua. Para isso, destaca-se que Ana Carvalho e Antônio da Silva (2011, 
p. 01) apontam o “[...] conceito de interlíngua como etapas de gramáticas 
construídas pelo indivíduo no processo de aquisição de uma língua-alvo”. 
Para você entender melhor essa definição, segundo os autores, a interlíngua 
é responsável por “[...] diminuir a distância entre a variedade produzida pelo 
aprendiz e a produzida por um falante nativo da língua-alvo” (CARVALHO; 
SILVA, 2011, p. 01).
Para que se consiga, efetivamente, aproximar a língua falada pelo aprendiz 
de L2 e a variedade da língua-alvo do falante nativo, “[...] considera-se que 
grande parte do avanço em direção a esta meta dependerá da redução de in-
fluência interlínguística e da possibilidade de fossilização, dois dos processos 
psicológicos responsáveis pela diferença entre aquisição de primeira e segunda 
língua” (CARVALHO; SILVA, 2011, p. 01). Isso quer dizer que quanto mais 
o aprendiz avança em direção à variedade linguística da L2 próxima à do 
falante nativo, mais ele tende a ter menos influência da L1 e da possibilidade 
de fossilização.
Ou seja, outro conceito importante para você entender a interlíngua é o de 
fossilização. Também conhecida como cristalização, a fossilização refere-se aos 
erros e desvios no uso da língua estrangeira, internalizados e difíceis de serem 
eliminados. Essa é uma característica de quem estuda línguas, especialmente 
na infância, sem ter contato com falantes nativos (SCHÜTZ, 2006,), e pode 
ocorrer de forma mais evidente quando a L2 e a L1 são línguas semelhantes.
Um terceiro conceito a considerar é o de transferência, ou seja, o uso do 
conhecimento de habilidades linguísticas prévias no processo de aquisição de 
L2 (SCHÜTZ, 2006, ). Nesse sentido, você, como futuro professor de língua 
estrangeira, deve considerar que a “[...] transferência é parte natural do processo 
de aquisição de L2 (segunda língua)” (CARVALHO; SILVA, 2011, p. 02), já 
que, além disso, “[...] vê-se a transferência como um processo cognitivo do 
qual participam processos de seleção e atenção ativa da parte do aprendiz” 
(CARVALHO; SILVA, 2011, p. 02). 
Assim, a interlíngua se apresenta desde o início da aprendizagem na L2, 
a partir do momento em que o aprendiz tentar produzir significado na lín-
gua estrangeira (ALVAREZ, 2002, ). Assim, alguns aspectos que devem ser 
considerados são:
  A interlíngua é vista como “[...] competência de comunicação não nativa 
individualizada” (BESSE; POURQUIER, 1991 apud ALVAREZ, 2002, 
documento on-line).
  “A interlíngua constitui uma competência linguístico-comunicativa que 
o aprendiz de LE manifesta em sua produção, marcada pela variabili-
dade num percurso com avanços, regressões, instabilidades e possíveis 
fossilizações até o estágio final” (BRABO, 2001 apud ALVAREZ, 
2002, documento on-line).
  A interlíngua é vista “[...] como uma etapa obrigatória na aprendizagem 
de uma LE. Ela é um sistema interiorizado que evolui, tornando-se cada 
vez mais complexa. É um sistema diferente da LM e da língua-alvo, 
embora se apresente como uma mistura das duas” (FERNÁNDEZ, 
1997 apud ALVAREZ, 2002, documento on-line).
A interlíngua e os aprendizes2
Veja o Quadro 1, que resume as características da interlíngua.
Interlíngua
  Competência de comunicação não nativa individualizada
  Competência linguístico-comunicativa que o aprendiz de L2 manifesta
  Etapa obrigatória na aprendizagem de uma L2
Quadro 1. Características do conceito de interlíngua
Com isso, você percebe que, na etapa inicial da interlíngua, o aprendiz está 
sujeito à interferência das competências linguísticas que conhece da L1. Tal 
relação que ele faz entre a L1 e a L2 é conhecida como transferência. Além 
da transferência, outro episódio que pode ocorrer é o de fossilização. Essas 
etapas são, portanto, naturais e parte da interlíngua de todos os aprendizes. 
Seu papel enquanto professor é o de entender tal processo de aquisição da 
L2 e perceber as mudanças na interlíngua que seu aluno consegue realizar.
Relação entre a interlíngua e os aprendizes
Como você viu, a interlíngua são as etapas da gramática que o aprendiz 
constrói em seu processo de aquisição de uma segunda língua. A interlíngua, 
portanto, está em constante evolução, desde um grau de maior distanciamento 
entre o aprendiz de L2 e o falante nativo da língua-alvo até um nível mais 
próximo entre eles.
Especificamente, é importante você considerar a questão da transferência. 
Assim, Carvalho e Silva (2011, p. 03) apontam que há “indícios de que o papel 
da transferência é ainda mais determinante no progresso da interlíngua”, no 
caso de línguas próximas. Quanto a isso, “a percepção que o aprendiz tem da 
distância tipológica das línguas afeta a quantiade transferência que ocorre 
na sua interlíngua” (CARVALHO; SILVA, 2011, p. 03). Portanto, em línguas 
próximas, há a vantagem do vocábulo cognato, o qual “possibilita um alto 
grau de transferência positiva, que, por sua vez, torna a carga cognitiva do 
aprendiz mais leve” (CARVALHO; SILVA, 2011, p. 03). Por outro lado, há 
um problema: a transferência negativa pode ser mais evidente: “devido à 
proximidade tipológica entre as línguas existe o mito da facilidade. No en-
tanto, se, por um lado, a semelhança facilita o entendimento, por outro lado, 
3A interlíngua e os aprendizes
são constantes as evidências de transferência negativa e eventualmente de 
fossilização” (CARVALHO; SILVA, 2011, p. 03) (Figura 1).
Figura 1. O processo de fossilização das línguas.
Na Figura 2, é possível verificar um alto grau de fossilização no início do 
aprendizado na L2, o qual vai diminuindo gradualmente e chegando a uma 
quase inexistência quanto mais próximo o aprendiz estiver da variedade 
linguística do falante nativo. Essa diminuição na fossilização, de acordo com 
o gráfico, é percebida em todos os aprendizes, independentemente da idade.
Figura 2. Interlíngua e fossilização ao longo do aprendizado.
Fonte: SCHÜTZ (2006, document on-line).
A interlíngua e os aprendizes4
Com base em estudos empíricos, vejamos alguns exemplos de “evidências sobre o 
papel protagonista da influência tanto negativa como positiva no desenvolvimento da 
interlíngua entre hispano-falantes aprendizes de português” apontados por Carvalho 
e Silva (2011, p. 03-04):
  A transferência positiva é responsável pelo alto grau de compreensão de textos 
escritos já nos primeiros dias de instrução.
  Em relação à transferência negativa, baseada na análise de erros de escrita por 
professores de português argentinos, ou seja, falantes já avançados, a grande 
maioria dos desvios se deve a influências do espanhol.
  A tipologia importa no grau de transferência, pois sua análise de erros cometidos por 
estudantes aponta que, enquanto 8% desses erros foram decorrentes de influência 
do inglês, a estrutura muito mais congruente do espanhol foi responsável por quase 
30% do total de desvios. Esse maior grau de influência de L1 na aquisição de uma 
língua próxima resulta de um processo cognitivo pelo qual o aprendiz percebe a 
alta possibilidade de êxito na produção e percepção de L2. 
No seu aspecto instrumental, o processo de evolução da interlíngua em direção à 
língua-alvo retarda-se devido ao poder de comunicação da interlíngua precoce, que 
desmotiva o aprendiz a continuar aprendendo.
Dentro da fossilização, os desvios do aprendiz, também nomeados como 
erros, são vistos “[...] como um processo gradual de tentativa que permite 
ao aluno testar hipóteses, estabelecer aproximações do sistema usado por 
nativos e criar um sistema linguístico legítimo” (ALVAREZ, 2002, docu-
mento on-line).
Com isso, você pode perceber que o erro passa a ser parte do processo 
de aquisição da L2 e visto como substrato para a compreensão dos níveis de 
aprendizagem e de consciência sobre a língua estrangeira. A fossilização e a 
transferência linguística entre L1 e L2 são partes da evolução da interlíngua.
Há fatores que interferem no processo de aquisição de uma segunda língua e são 
determinantes para os aprendizes.
Você pode ler mais sobre esses fatores no link a seguir:
https://goo.gl/smVWFJ
5A interlíngua e os aprendizes
A atenção na aprendizagem de língua estrangeira
O estudo de Ana Carvalho e Antônio da Silva (2011, p. 12) aponta para o papel 
da atenção durante o processo de aquisição de uma língua estrangeira. Nessa 
linha de pensamento, os autores destacam que “Os processos conscientes são 
necessariamente utilizados pelo indivíduo em seu processo de aprendizagem 
de L2, embora [...] tanto processos inconscientes quanto conscientes estejam 
envolvidos neste processo” (CARVALHO; SILVA, 2011, p. 12).
Os processos conscientes são, então, classificados como noticing, o que não 
envolveria “[...] conhecimento explícito, mas sim a atenção enfocada em uma 
estrutura alvo a nível de experiência privada, podendo, ou não, ser reportada 
a nível consciente pelo aprendiz” (CARVALHO; SILVA, 2011, p. 12).
Nesse sentido, “[...] a consciência metalinguística auxilia o aprendiz nesse 
processo, reconhecendo e/ou prevenindo a transferência negativa, especial-
mente frequente no contexto de línguas parecidas” (CARVALHO; SILVA, 2011, 
p. 16). Desse modo, é necessário conduzir o aprendiz para as características 
da L2, de maneira a “[...] chamar a atenção do aprendiz de língua estrangeira 
para os aspectos formais não salientes da língua-alvo, fazendo com que eles 
notem essas formas que não são passíveis de aprendizagem implícita” (CAR-
VALHO; SILVA, 2011, p. 16).
Com isso, você pode entender que todos os aspectos da aquisição de uma 
segunda língua exigem algum nível de atenção de cada aprendiz, que evoluirá 
na aprendizagem da L2 em diferentes graus, do mesmo modo que um aspecto 
da língua poderá demandar mais atenção do que outro(s).
Características do processo de aquisição 
de segunda língua
O processo de aquisição de uma segunda língua perpassa por algumas carac-
terísticas semelhantes para todos os aprendizes:
  o desvio/erro;
  a sistematização;
  a dinamicidade.
A partir disso, destaca-se que uma “[...] análise de erros pode demonstrar 
diferenças significativas entre a produção linguística de uma L2 e a do falante 
nativo da mesma língua e também que certos tipos de erros são comuns na 
A interlíngua e os aprendizes6
aquisição de uma L2, não importando qual é a L1 do aprendiz” (ALVAREZ, 
2002, documento on-line). Os erros são, portanto, indicadores dos processos 
de desenvolvimento na aquisição de línguas, tanto materna quanto estrangeira. 
Eles são parte da fossilização e da transferência linguística que o aprendiz de 
L2 realiza em seu processo de aquisição da língua estrangeira.
Tal evidência do erro é válida independentemente de se o aprendiz passa por 
uma instrução formal com destaque para a aprendizagem da gramática ou se 
ele adquire uma L2 em contexto natural. Assim, “[...] o tempo que o aprendiz 
vai gastar em cada estágio de desenvolvimento vai depender das características 
linguísticas da L1 do aprendiz” (ALVAREZ, 2002, documento on-line). 
Segundo Ferreira Jr. (2007, p. 220), o erro é um
[...] aspecto flagrante e bastante comum em ASL (aquisição de segunda lín-
gua). Vários estudos mostram, de maneira descritiva, os erros presentes na 
produção oral de falantes não nativos. Além disso, todos nós cometemos erros 
na produção linguística, e tais erros (na maior parte das vezes) tendem a variar 
(em intensidade e tipo) à medida que vamos ficando mais “proficientes” tanto 
na língua materna (L1) quanto na língua estrangeira (L2).
Com isso, você deve atentar ao erro/desvio como parte do processo de 
aquisição da segunda língua. Além disso, a construção da interlíngua passa 
por um processo sistemático e dinâmico, visto que ocorre conforme o aprendiz 
recebe input e conforme ele testa as hipóteses sobre a L2. 
Assim, “[...] a interlíngua é uma língua natural que tem uma gramática per-
meável, constatada ao se observar que os aprendizes transferem propriedades 
gramaticais da L1 e, muitas vezes, com o intuito de se comunicar e expressar 
suas ideias, generalizam ou usam propriedades da L2 de forma inadequada” 
(ALVAREZ, 2002, documento on-line). 
Também a transferência de elementos/estruturas da L1 ocorre quando 
da aquisição de uma L2; nesse sentido, “[...] os fenômenos gramaticais que 
a transferência provoca não são meramente frutos de olhar hipercorretivo 
do professor”; e, finalmente, tem-se que a transferência é um processo para 
[...] além da incorporação de empréstimos da L1 na interlíngua (sendo estes 
uma mínima parte dos efeitos, muito mais difusos e complicados, da influ-
ência da L1 sobre a L2, influência essa que pode conduzir inclusive a graves 
distorções que chegam a afastar a gramática da interlínguadas gramáticas 
de ambas), operando no nível cognitivo, do intake, à maneira de um filtro ou 
de um processador, que capta parte do input e descarta o que não parece ser 
relevante ou o que não é compreendido, de acordo com critérios que já estão 
presentes internamente (ALVAREZ, 2002, documento on-line).
7A interlíngua e os aprendizes
Isso nos leva a compreender que o aprendiz faz a escolha da evolução da 
interlíngua, captando ou descartando as relevâncias no processo de aquisição 
da linguagem a partir de critérios internalizados. A autora nos apresenta, 
ainda, os cinco processos “[...] fundamentais na estrutura psicológica do aluno, 
e cada um dos elementos fossilizáveis está relacionado a um ou mais destes 
processos” (ALVAREZ, 2002, documento on-line):
  transferência prática a partir da aprendizagem de novas estruturas;
  estratégias de aprendizagem que o aprendiz cria ao simplificar categorias 
da língua estrangeira;
  estratégias de comunicação que permitam a transmissão de significados 
satisfatórios;
  generalização de regras gramaticais da l2, muitas vezes feitas de forma 
errada.
Portanto, cada aprendiz, a partir de estratégias individuais, vai aprimorando 
sua aquisição de L2, evoluindo na interlíngua e chegando a nível similar da 
variedade linguística de um falante nativo dessa mesma língua. O processo 
é, assim, permeado por erros, sistemático e dinâmico, no qual cada indivíduo 
aperfeiçoa sua comunicação na L2 com o tempo.
1. Em relação à interlíngua, é 
possível compreendê-la como: 
a) a interferência negativa de 
uma L1 semelhante à L2.
b) os erros e desvios no uso 
da língua estrangeira.
c) o uso de input prévio no 
processo de aquisição de L2.
d) a trajetória de conhecimento na 
L2, criada pelo aprendiz, ao longo 
de seu processo de aprendizagem 
de uma língua estrangeira.
e) o episódio de influência de 
formas de uma língua na outra.
2. Ao estudar que a interlíngua são as 
etapas da gramática que o aprendiz 
constrói em seu processo de aquisição 
de uma segunda língua e que ela está 
em constante evolução, desde um 
grau de maior distanciamento entre 
o aprendiz de L2 e o falante nativo da 
língua-alvo até um nível mais próximo 
entre eles, você pode defini-la como:
a) estável.
b) dinâmica.
c) regular.
d) invariável.
e) constante.
3. Ao definir que o erro passa a ser parte 
do processo de aquisição da L2 e visto 
como substrato para a compreensão 
dos níveis de aprendizagem e 
A interlíngua e os aprendizes8
de consciência sobre a língua 
estrangeira, devemos considerá-lo:
a) necessário.
b) não válido.
c) obrigatório.
d) negativo.
e) limitado.
4. A interlíngua, dentro do processo 
de aquisição da L2, pode ser 
considerada como uma fase:
a) não válida.
b) não esperada.
c) obrigatória.
d) facultativa.
e) imutável.
5. Com base na ideia de que o processo 
de aquisição de uma L2 é construído 
a partir de estratégias individuais, 
em que cada aprendiz vai evoluindo 
na interlíngua e chegando a nível 
similar da variedade linguística de 
um falante nativo dessa mesma 
língua, pode-se considerá-lo como:
a) um processo semelhante 
para os aprendizes, os quais 
cometem os mesmos erros.
b) um processo igual para 
todos os aprendizes.
c) um processo estável e 
permeado por erros.
d) um processo apenas sistemático.
e) um processo gradual, permeado 
por erros, sistemático e dinâmico.
ALVAREZ, M. L. O. A transferência, a interferência e a interlíngua no ensino de línguas 
próximas. In: CONGRESSO BRASILEIRO HISPANISTAS. 2., 2002, San Pablo. Proceedings 
online... São Paulo: Associação Brasileira de Hispanistas, 2002. Disponível em: . Acesso em: 04 ago.2018.
CARVALHO, A. M.; SILVA, A. J. B. O papel do conhecimento metalingüístico nos padrões 
de transferência no desenvolvimento da interlíngua e suas implicações pedagógicas. 2011. 
Disponível em: . Acesso em: 04 ago. 2018.
FERREIRA JUNIOR, F. Uma interlíngua conexionista. Trabalhos de linguística aplicada, v. 
46, n. 2, jul./dez. 2007. Disponível em: . Acesso em: 04 ago. 2018. 
SCHÜTZ, R. Interferência, interlíngua e fossilização. 2006. Disponível em . Acesso em: 04 ago. 2018.
Leitura recomendada
BARBOZA, L. S. Fatores que influenciam no desempenho de um aprendiz de língua estran-
geira. Letrônica, v. 5, n. 3, p. 142-153, jul./dez. 2012. Disponível em: . Acesso em: 04 ago. 2018.
9A interlíngua e os aprendizes
Encerra aqui o trecho do livro disponibilizado para 
esta Unidade de Aprendizagem. Na Biblioteca Virtual 
da Instituição, você encontra a obra na íntegra.
Dica do professor
Conhecer os principais conceitos na aquisição de L2 é essencial. Por isso, eles precisam estar bem 
claros para você, visto que cada aluno pode se encontrar em distinta etapa do processo e vai 
percorrer tal caminho com o seu auxílio, mas individualmente.
Na Dica do Professor, assista ao vídeo que destaca alguns conceitos quanto à interlíngua e sua 
relação com os aprendizes.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/cee29914fad5b594d8f5918df1e801fd/d6e4f415b14bf23fc4bd581a31b2c936
Exercícios
1) Em relação à interlíngua, é possível compreender esse conceito como:
A) a interferência negativa de uma L1 semelhante à L2.
B) os erros e desvios no uso da língua estrangeira.
C) o uso de input prévio no processo de aquisição de L2.
D) a trajetória de conhecimento na L2 criada pelo aprendiz ao longo de seu processo de 
aprendizagem de determinada língua estrangeira.
E) o episódio de influência de formas de uma língua na outra.
2) Ao estudar que a interlíngua consiste nas etapas da gramática que o aprendiz constrói em 
seu processo de aquisição de segunda língua, e que ela está em constante evolução desde 
um grau de maior distanciamento entre o aprendiz de L2 e o falante nativo da língua-alvo 
até um nível mais próximo entre eles, você pode defini-la como:
A) estável.
B) dinâmica.
C) regular.
D) invariável.
E) constante.
3) Ao definir que o erro passa a ser parte do processo de aquisição da L2 e visto como 
substrato para a compreensão dos níveis de aprendizagem e consciência sobre a língua 
estrangeira, isso remete a considerá-lo:
A) necessário.
B) não válido.
C) obrigatório.
D) negativo.
E) limitado.
4) Dentro do processo de aquisição da L2, a interlíngua pode ser considerada como etapa:
A) não válida.
B) não esperada.
C) obrigatória.
D) facultativa.
E) imutável.
5) Com base na ideia de que o processo de aquisição de L2 é construído a partir de estratégias 
individuais em que cada aprendiz vai aprimorando sua aquisição de L2, evoluindo na 
interlíngua e chegando a nível similar da variedade linguística de um falante nativo dessa 
mesma língua, pode-se considerá-lo como:
A) processo semelhante para os aprendizes, que cometem os mesmos erros.
B) processo igual para todos os aprendizes.
C) processo estável e permeado por erros.
D) processo sistemático apenas.
E) processo gradual, permeado por erros, sistemático e dinâmico.
Na prática
Dois professores universitários realizaram estudo de caso de escrita referente a diários com 
determinada turma de licenciatura do curso de Letras, com o objetivo de analisar o processo de 
aquisição da língua com professores em formação.
 
Com essa análise, os professores puderam perceber diferentes níveis de interlíngua tratados na 
condição de formas e referências diversas relacionadas à expressão da compreensão em várias 
manifestações linguísticas no inglês.
Saiba +
Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestõesdo professor:
O processo de aquisição de segundo idioma em crianças e 
adultos
Neste texto, você acompanhará reflexão sobre práticas pedagógicas que auxiliam os aprendizes em 
seu processo de aquisição da L2.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
Entre adquirir e aprender uma língua: subjetividade e polifonia
Neste texto, a autora apresenta estudo de caso que pode auxiliar muito na questão de 
compreensão da polifonia e subjetividade.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
Análise de erros resultantes da interlíngua de brasileiros 
aprendizes de espanhol como idioma estrangeiro
Neste material, você pode acessar informações sobre a questão dos erros em línguas semelhantes.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
http://portal.estacio.br/docs%5Crevista_estacao_cientifica/08-14.pdf
http://www.scielo.br/pdf/bak/v9n2/a02v9n2.pdf
http://revistas.ulusofona.pt/index.php/r-lego/article/view/5897
Os erros de interlíngua na produção escrita da LE (inglês): 
estudo com alunos do ensino médio de uma escola pública do 
Distrito Federal
Este estudo da pesquisadora destaca considerações sobre o processo de ensino-aprendizagem da 
L2, erros e a transferência.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.
http://www.educadores.diaadia.pr.gov.br/arquivos/File/2010/artigos_teses/Ingles/maia.pdf

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