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A Interlíngua e os Aprendizes Apresentação Durante o processo de ensino-aprendizagem de segunda língua, você, na condição de professor, deve estar atento ao fato de que os aprendizes evoluem gradativamente, estando mais distantes ou próximos da variedade linguística de um falante nativo da língua-alvo. O percurso das infinitas possibilidades de níveis linguísticos dos aprendizes é conhecido como interlíngua. Nesta Unidade de Aprendizagem, você vai aprender o conceito de interlíngua e a sua relação com os aprendizes, além de conhecer os processos de aquisição de uma segunda língua. Bons estudos. Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados: Conceituar interlíngua.• Relacionar interlíngua e aprendizes.• Analisar as características do processo de aquisição de segunda língua.• Desafio Imagine que você é professor de certa turma de alunos de 6.º ano de uma escola de ensino fundamental da rede pública de educação básica. A partir de tal contexto, existe a possibilidade de equiparar o nível da interlíngua de seus alunos? Como você pode fazer isso? Infográfico No processo de aquisição de L2, semelhante à L1 ou materna, há diferenças nos níveis da interlíngua, e as interferências de determinada língua em outra podem ser tanto positivas quanto negativas. Assim, você deverá atentar para os cognatos (e, ainda, os falsos cognatos), os quais interferem no processo de aquisição de segunda língua. No Infográfico, observará o que são os cognatos e os falsos cognatos, além de saber como podem ser positivos ou negativos no processo de aprendizagem de L2. Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar. https://statics-marketplace.plataforma.grupoa.education/sagah/10cbcdd5-24b1-4619-b9fa-1b3e07d6eae9/54f9978c-684c-418a-9822-5865452af694.jpg Conteúdo do livro A aquisição de segunda língua é produto de diferentes etapas presentes durante a aprendizagem. Tais fases contribuem para a efetividade da comunicação na língua estrangeira. No capítulo A interlíngua e os aprendizes, da obra Linguística aplicada ao ensino do inglês, base teórica para esta Unidade de Aprendizagem, você vai estudar o conceito de interlíngua, a relação desta com os aprendizes e os processos de aquisição de segunda língua. LINGUÍSTICA APLICADA AO ENSINO DO INGLÊS Marlise Buchweitz A interlíngua e os aprendizes Objetivos de aprendizagem Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados: Conceituar interlíngua. Relacionar interlíngua e aprendizes. Analisar as características do processo de aquisição de segunda língua. Introdução No processo de aquisição de uma segunda língua, os aprendizes evoluem gradativamente, estando mais distantes ou mais próximos da variedade linguística de um falante nativo da língua-alvo. Esse percurso das infinitas possibilidades de níveis linguísticos dos aprendizes é conhecido como interlíngua. Neste capítulo, você vai estudar sobre o conceito de interlíngua, sobre a relação desse conceito com os aprendizes e sobre os processos de aquisição de uma segunda língua. A interlíngua O primeiro conceito, aqui, que você precisa levar em consideração é o de interlíngua. Para isso, destaca-se que Ana Carvalho e Antônio da Silva (2011, p. 01) apontam o “[...] conceito de interlíngua como etapas de gramáticas construídas pelo indivíduo no processo de aquisição de uma língua-alvo”. Para você entender melhor essa definição, segundo os autores, a interlíngua é responsável por “[...] diminuir a distância entre a variedade produzida pelo aprendiz e a produzida por um falante nativo da língua-alvo” (CARVALHO; SILVA, 2011, p. 01). Para que se consiga, efetivamente, aproximar a língua falada pelo aprendiz de L2 e a variedade da língua-alvo do falante nativo, “[...] considera-se que grande parte do avanço em direção a esta meta dependerá da redução de in- fluência interlínguística e da possibilidade de fossilização, dois dos processos psicológicos responsáveis pela diferença entre aquisição de primeira e segunda língua” (CARVALHO; SILVA, 2011, p. 01). Isso quer dizer que quanto mais o aprendiz avança em direção à variedade linguística da L2 próxima à do falante nativo, mais ele tende a ter menos influência da L1 e da possibilidade de fossilização. Ou seja, outro conceito importante para você entender a interlíngua é o de fossilização. Também conhecida como cristalização, a fossilização refere-se aos erros e desvios no uso da língua estrangeira, internalizados e difíceis de serem eliminados. Essa é uma característica de quem estuda línguas, especialmente na infância, sem ter contato com falantes nativos (SCHÜTZ, 2006,), e pode ocorrer de forma mais evidente quando a L2 e a L1 são línguas semelhantes. Um terceiro conceito a considerar é o de transferência, ou seja, o uso do conhecimento de habilidades linguísticas prévias no processo de aquisição de L2 (SCHÜTZ, 2006, ). Nesse sentido, você, como futuro professor de língua estrangeira, deve considerar que a “[...] transferência é parte natural do processo de aquisição de L2 (segunda língua)” (CARVALHO; SILVA, 2011, p. 02), já que, além disso, “[...] vê-se a transferência como um processo cognitivo do qual participam processos de seleção e atenção ativa da parte do aprendiz” (CARVALHO; SILVA, 2011, p. 02). Assim, a interlíngua se apresenta desde o início da aprendizagem na L2, a partir do momento em que o aprendiz tentar produzir significado na lín- gua estrangeira (ALVAREZ, 2002, ). Assim, alguns aspectos que devem ser considerados são: A interlíngua é vista como “[...] competência de comunicação não nativa individualizada” (BESSE; POURQUIER, 1991 apud ALVAREZ, 2002, documento on-line). “A interlíngua constitui uma competência linguístico-comunicativa que o aprendiz de LE manifesta em sua produção, marcada pela variabili- dade num percurso com avanços, regressões, instabilidades e possíveis fossilizações até o estágio final” (BRABO, 2001 apud ALVAREZ, 2002, documento on-line). A interlíngua é vista “[...] como uma etapa obrigatória na aprendizagem de uma LE. Ela é um sistema interiorizado que evolui, tornando-se cada vez mais complexa. É um sistema diferente da LM e da língua-alvo, embora se apresente como uma mistura das duas” (FERNÁNDEZ, 1997 apud ALVAREZ, 2002, documento on-line). A interlíngua e os aprendizes2 Veja o Quadro 1, que resume as características da interlíngua. Interlíngua Competência de comunicação não nativa individualizada Competência linguístico-comunicativa que o aprendiz de L2 manifesta Etapa obrigatória na aprendizagem de uma L2 Quadro 1. Características do conceito de interlíngua Com isso, você percebe que, na etapa inicial da interlíngua, o aprendiz está sujeito à interferência das competências linguísticas que conhece da L1. Tal relação que ele faz entre a L1 e a L2 é conhecida como transferência. Além da transferência, outro episódio que pode ocorrer é o de fossilização. Essas etapas são, portanto, naturais e parte da interlíngua de todos os aprendizes. Seu papel enquanto professor é o de entender tal processo de aquisição da L2 e perceber as mudanças na interlíngua que seu aluno consegue realizar. Relação entre a interlíngua e os aprendizes Como você viu, a interlíngua são as etapas da gramática que o aprendiz constrói em seu processo de aquisição de uma segunda língua. A interlíngua, portanto, está em constante evolução, desde um grau de maior distanciamento entre o aprendiz de L2 e o falante nativo da língua-alvo até um nível mais próximo entre eles. Especificamente, é importante você considerar a questão da transferência. Assim, Carvalho e Silva (2011, p. 03) apontam que há “indícios de que o papel da transferência é ainda mais determinante no progresso da interlíngua”, no caso de línguas próximas. Quanto a isso, “a percepção que o aprendiz tem da distância tipológica das línguas afeta a quantiade transferência que ocorre na sua interlíngua” (CARVALHO; SILVA, 2011, p. 03). Portanto, em línguas próximas, há a vantagem do vocábulo cognato, o qual “possibilita um alto grau de transferência positiva, que, por sua vez, torna a carga cognitiva do aprendiz mais leve” (CARVALHO; SILVA, 2011, p. 03). Por outro lado, há um problema: a transferência negativa pode ser mais evidente: “devido à proximidade tipológica entre as línguas existe o mito da facilidade. No en- tanto, se, por um lado, a semelhança facilita o entendimento, por outro lado, 3A interlíngua e os aprendizes são constantes as evidências de transferência negativa e eventualmente de fossilização” (CARVALHO; SILVA, 2011, p. 03) (Figura 1). Figura 1. O processo de fossilização das línguas. Na Figura 2, é possível verificar um alto grau de fossilização no início do aprendizado na L2, o qual vai diminuindo gradualmente e chegando a uma quase inexistência quanto mais próximo o aprendiz estiver da variedade linguística do falante nativo. Essa diminuição na fossilização, de acordo com o gráfico, é percebida em todos os aprendizes, independentemente da idade. Figura 2. Interlíngua e fossilização ao longo do aprendizado. Fonte: SCHÜTZ (2006, document on-line). A interlíngua e os aprendizes4 Com base em estudos empíricos, vejamos alguns exemplos de “evidências sobre o papel protagonista da influência tanto negativa como positiva no desenvolvimento da interlíngua entre hispano-falantes aprendizes de português” apontados por Carvalho e Silva (2011, p. 03-04): A transferência positiva é responsável pelo alto grau de compreensão de textos escritos já nos primeiros dias de instrução. Em relação à transferência negativa, baseada na análise de erros de escrita por professores de português argentinos, ou seja, falantes já avançados, a grande maioria dos desvios se deve a influências do espanhol. A tipologia importa no grau de transferência, pois sua análise de erros cometidos por estudantes aponta que, enquanto 8% desses erros foram decorrentes de influência do inglês, a estrutura muito mais congruente do espanhol foi responsável por quase 30% do total de desvios. Esse maior grau de influência de L1 na aquisição de uma língua próxima resulta de um processo cognitivo pelo qual o aprendiz percebe a alta possibilidade de êxito na produção e percepção de L2. No seu aspecto instrumental, o processo de evolução da interlíngua em direção à língua-alvo retarda-se devido ao poder de comunicação da interlíngua precoce, que desmotiva o aprendiz a continuar aprendendo. Dentro da fossilização, os desvios do aprendiz, também nomeados como erros, são vistos “[...] como um processo gradual de tentativa que permite ao aluno testar hipóteses, estabelecer aproximações do sistema usado por nativos e criar um sistema linguístico legítimo” (ALVAREZ, 2002, docu- mento on-line). Com isso, você pode perceber que o erro passa a ser parte do processo de aquisição da L2 e visto como substrato para a compreensão dos níveis de aprendizagem e de consciência sobre a língua estrangeira. A fossilização e a transferência linguística entre L1 e L2 são partes da evolução da interlíngua. Há fatores que interferem no processo de aquisição de uma segunda língua e são determinantes para os aprendizes. Você pode ler mais sobre esses fatores no link a seguir: https://goo.gl/smVWFJ 5A interlíngua e os aprendizes A atenção na aprendizagem de língua estrangeira O estudo de Ana Carvalho e Antônio da Silva (2011, p. 12) aponta para o papel da atenção durante o processo de aquisição de uma língua estrangeira. Nessa linha de pensamento, os autores destacam que “Os processos conscientes são necessariamente utilizados pelo indivíduo em seu processo de aprendizagem de L2, embora [...] tanto processos inconscientes quanto conscientes estejam envolvidos neste processo” (CARVALHO; SILVA, 2011, p. 12). Os processos conscientes são, então, classificados como noticing, o que não envolveria “[...] conhecimento explícito, mas sim a atenção enfocada em uma estrutura alvo a nível de experiência privada, podendo, ou não, ser reportada a nível consciente pelo aprendiz” (CARVALHO; SILVA, 2011, p. 12). Nesse sentido, “[...] a consciência metalinguística auxilia o aprendiz nesse processo, reconhecendo e/ou prevenindo a transferência negativa, especial- mente frequente no contexto de línguas parecidas” (CARVALHO; SILVA, 2011, p. 16). Desse modo, é necessário conduzir o aprendiz para as características da L2, de maneira a “[...] chamar a atenção do aprendiz de língua estrangeira para os aspectos formais não salientes da língua-alvo, fazendo com que eles notem essas formas que não são passíveis de aprendizagem implícita” (CAR- VALHO; SILVA, 2011, p. 16). Com isso, você pode entender que todos os aspectos da aquisição de uma segunda língua exigem algum nível de atenção de cada aprendiz, que evoluirá na aprendizagem da L2 em diferentes graus, do mesmo modo que um aspecto da língua poderá demandar mais atenção do que outro(s). Características do processo de aquisição de segunda língua O processo de aquisição de uma segunda língua perpassa por algumas carac- terísticas semelhantes para todos os aprendizes: o desvio/erro; a sistematização; a dinamicidade. A partir disso, destaca-se que uma “[...] análise de erros pode demonstrar diferenças significativas entre a produção linguística de uma L2 e a do falante nativo da mesma língua e também que certos tipos de erros são comuns na A interlíngua e os aprendizes6 aquisição de uma L2, não importando qual é a L1 do aprendiz” (ALVAREZ, 2002, documento on-line). Os erros são, portanto, indicadores dos processos de desenvolvimento na aquisição de línguas, tanto materna quanto estrangeira. Eles são parte da fossilização e da transferência linguística que o aprendiz de L2 realiza em seu processo de aquisição da língua estrangeira. Tal evidência do erro é válida independentemente de se o aprendiz passa por uma instrução formal com destaque para a aprendizagem da gramática ou se ele adquire uma L2 em contexto natural. Assim, “[...] o tempo que o aprendiz vai gastar em cada estágio de desenvolvimento vai depender das características linguísticas da L1 do aprendiz” (ALVAREZ, 2002, documento on-line). Segundo Ferreira Jr. (2007, p. 220), o erro é um [...] aspecto flagrante e bastante comum em ASL (aquisição de segunda lín- gua). Vários estudos mostram, de maneira descritiva, os erros presentes na produção oral de falantes não nativos. Além disso, todos nós cometemos erros na produção linguística, e tais erros (na maior parte das vezes) tendem a variar (em intensidade e tipo) à medida que vamos ficando mais “proficientes” tanto na língua materna (L1) quanto na língua estrangeira (L2). Com isso, você deve atentar ao erro/desvio como parte do processo de aquisição da segunda língua. Além disso, a construção da interlíngua passa por um processo sistemático e dinâmico, visto que ocorre conforme o aprendiz recebe input e conforme ele testa as hipóteses sobre a L2. Assim, “[...] a interlíngua é uma língua natural que tem uma gramática per- meável, constatada ao se observar que os aprendizes transferem propriedades gramaticais da L1 e, muitas vezes, com o intuito de se comunicar e expressar suas ideias, generalizam ou usam propriedades da L2 de forma inadequada” (ALVAREZ, 2002, documento on-line). Também a transferência de elementos/estruturas da L1 ocorre quando da aquisição de uma L2; nesse sentido, “[...] os fenômenos gramaticais que a transferência provoca não são meramente frutos de olhar hipercorretivo do professor”; e, finalmente, tem-se que a transferência é um processo para [...] além da incorporação de empréstimos da L1 na interlíngua (sendo estes uma mínima parte dos efeitos, muito mais difusos e complicados, da influ- ência da L1 sobre a L2, influência essa que pode conduzir inclusive a graves distorções que chegam a afastar a gramática da interlínguadas gramáticas de ambas), operando no nível cognitivo, do intake, à maneira de um filtro ou de um processador, que capta parte do input e descarta o que não parece ser relevante ou o que não é compreendido, de acordo com critérios que já estão presentes internamente (ALVAREZ, 2002, documento on-line). 7A interlíngua e os aprendizes Isso nos leva a compreender que o aprendiz faz a escolha da evolução da interlíngua, captando ou descartando as relevâncias no processo de aquisição da linguagem a partir de critérios internalizados. A autora nos apresenta, ainda, os cinco processos “[...] fundamentais na estrutura psicológica do aluno, e cada um dos elementos fossilizáveis está relacionado a um ou mais destes processos” (ALVAREZ, 2002, documento on-line): transferência prática a partir da aprendizagem de novas estruturas; estratégias de aprendizagem que o aprendiz cria ao simplificar categorias da língua estrangeira; estratégias de comunicação que permitam a transmissão de significados satisfatórios; generalização de regras gramaticais da l2, muitas vezes feitas de forma errada. Portanto, cada aprendiz, a partir de estratégias individuais, vai aprimorando sua aquisição de L2, evoluindo na interlíngua e chegando a nível similar da variedade linguística de um falante nativo dessa mesma língua. O processo é, assim, permeado por erros, sistemático e dinâmico, no qual cada indivíduo aperfeiçoa sua comunicação na L2 com o tempo. 1. Em relação à interlíngua, é possível compreendê-la como: a) a interferência negativa de uma L1 semelhante à L2. b) os erros e desvios no uso da língua estrangeira. c) o uso de input prévio no processo de aquisição de L2. d) a trajetória de conhecimento na L2, criada pelo aprendiz, ao longo de seu processo de aprendizagem de uma língua estrangeira. e) o episódio de influência de formas de uma língua na outra. 2. Ao estudar que a interlíngua são as etapas da gramática que o aprendiz constrói em seu processo de aquisição de uma segunda língua e que ela está em constante evolução, desde um grau de maior distanciamento entre o aprendiz de L2 e o falante nativo da língua-alvo até um nível mais próximo entre eles, você pode defini-la como: a) estável. b) dinâmica. c) regular. d) invariável. e) constante. 3. Ao definir que o erro passa a ser parte do processo de aquisição da L2 e visto como substrato para a compreensão dos níveis de aprendizagem e A interlíngua e os aprendizes8 de consciência sobre a língua estrangeira, devemos considerá-lo: a) necessário. b) não válido. c) obrigatório. d) negativo. e) limitado. 4. A interlíngua, dentro do processo de aquisição da L2, pode ser considerada como uma fase: a) não válida. b) não esperada. c) obrigatória. d) facultativa. e) imutável. 5. Com base na ideia de que o processo de aquisição de uma L2 é construído a partir de estratégias individuais, em que cada aprendiz vai evoluindo na interlíngua e chegando a nível similar da variedade linguística de um falante nativo dessa mesma língua, pode-se considerá-lo como: a) um processo semelhante para os aprendizes, os quais cometem os mesmos erros. b) um processo igual para todos os aprendizes. c) um processo estável e permeado por erros. d) um processo apenas sistemático. e) um processo gradual, permeado por erros, sistemático e dinâmico. ALVAREZ, M. L. O. A transferência, a interferência e a interlíngua no ensino de línguas próximas. In: CONGRESSO BRASILEIRO HISPANISTAS. 2., 2002, San Pablo. Proceedings online... São Paulo: Associação Brasileira de Hispanistas, 2002. Disponível em: . Acesso em: 04 ago.2018. CARVALHO, A. M.; SILVA, A. J. B. O papel do conhecimento metalingüístico nos padrões de transferência no desenvolvimento da interlíngua e suas implicações pedagógicas. 2011. Disponível em: . Acesso em: 04 ago. 2018. FERREIRA JUNIOR, F. Uma interlíngua conexionista. Trabalhos de linguística aplicada, v. 46, n. 2, jul./dez. 2007. Disponível em: . Acesso em: 04 ago. 2018. SCHÜTZ, R. Interferência, interlíngua e fossilização. 2006. Disponível em . Acesso em: 04 ago. 2018. Leitura recomendada BARBOZA, L. S. Fatores que influenciam no desempenho de um aprendiz de língua estran- geira. Letrônica, v. 5, n. 3, p. 142-153, jul./dez. 2012. Disponível em: . Acesso em: 04 ago. 2018. 9A interlíngua e os aprendizes Encerra aqui o trecho do livro disponibilizado para esta Unidade de Aprendizagem. Na Biblioteca Virtual da Instituição, você encontra a obra na íntegra. Dica do professor Conhecer os principais conceitos na aquisição de L2 é essencial. Por isso, eles precisam estar bem claros para você, visto que cada aluno pode se encontrar em distinta etapa do processo e vai percorrer tal caminho com o seu auxílio, mas individualmente. Na Dica do Professor, assista ao vídeo que destaca alguns conceitos quanto à interlíngua e sua relação com os aprendizes. Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar. https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/cee29914fad5b594d8f5918df1e801fd/d6e4f415b14bf23fc4bd581a31b2c936 Exercícios 1) Em relação à interlíngua, é possível compreender esse conceito como: A) a interferência negativa de uma L1 semelhante à L2. B) os erros e desvios no uso da língua estrangeira. C) o uso de input prévio no processo de aquisição de L2. D) a trajetória de conhecimento na L2 criada pelo aprendiz ao longo de seu processo de aprendizagem de determinada língua estrangeira. E) o episódio de influência de formas de uma língua na outra. 2) Ao estudar que a interlíngua consiste nas etapas da gramática que o aprendiz constrói em seu processo de aquisição de segunda língua, e que ela está em constante evolução desde um grau de maior distanciamento entre o aprendiz de L2 e o falante nativo da língua-alvo até um nível mais próximo entre eles, você pode defini-la como: A) estável. B) dinâmica. C) regular. D) invariável. E) constante. 3) Ao definir que o erro passa a ser parte do processo de aquisição da L2 e visto como substrato para a compreensão dos níveis de aprendizagem e consciência sobre a língua estrangeira, isso remete a considerá-lo: A) necessário. B) não válido. C) obrigatório. D) negativo. E) limitado. 4) Dentro do processo de aquisição da L2, a interlíngua pode ser considerada como etapa: A) não válida. B) não esperada. C) obrigatória. D) facultativa. E) imutável. 5) Com base na ideia de que o processo de aquisição de L2 é construído a partir de estratégias individuais em que cada aprendiz vai aprimorando sua aquisição de L2, evoluindo na interlíngua e chegando a nível similar da variedade linguística de um falante nativo dessa mesma língua, pode-se considerá-lo como: A) processo semelhante para os aprendizes, que cometem os mesmos erros. B) processo igual para todos os aprendizes. C) processo estável e permeado por erros. D) processo sistemático apenas. E) processo gradual, permeado por erros, sistemático e dinâmico. Na prática Dois professores universitários realizaram estudo de caso de escrita referente a diários com determinada turma de licenciatura do curso de Letras, com o objetivo de analisar o processo de aquisição da língua com professores em formação. Com essa análise, os professores puderam perceber diferentes níveis de interlíngua tratados na condição de formas e referências diversas relacionadas à expressão da compreensão em várias manifestações linguísticas no inglês. Saiba + Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestõesdo professor: O processo de aquisição de segundo idioma em crianças e adultos Neste texto, você acompanhará reflexão sobre práticas pedagógicas que auxiliam os aprendizes em seu processo de aquisição da L2. Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar. Entre adquirir e aprender uma língua: subjetividade e polifonia Neste texto, a autora apresenta estudo de caso que pode auxiliar muito na questão de compreensão da polifonia e subjetividade. Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar. Análise de erros resultantes da interlíngua de brasileiros aprendizes de espanhol como idioma estrangeiro Neste material, você pode acessar informações sobre a questão dos erros em línguas semelhantes. Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar. http://portal.estacio.br/docs%5Crevista_estacao_cientifica/08-14.pdf http://www.scielo.br/pdf/bak/v9n2/a02v9n2.pdf http://revistas.ulusofona.pt/index.php/r-lego/article/view/5897 Os erros de interlíngua na produção escrita da LE (inglês): estudo com alunos do ensino médio de uma escola pública do Distrito Federal Este estudo da pesquisadora destaca considerações sobre o processo de ensino-aprendizagem da L2, erros e a transferência. Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar. http://www.educadores.diaadia.pr.gov.br/arquivos/File/2010/artigos_teses/Ingles/maia.pdf