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1,25 pts. 1. É necessário, em primeiro lugar, o reconhecimento de que a mídia é um fator central da vida política contemporânea e que não é possível mudar este fato. Ou seja, é ocioso alimentar a nostalgia de "tempos áureos" da política, quando imperava o verdadeiro debate de idéias, sem a preocupação com a imagem ou a contaminação pelas técnicas da publicidade comercial. Em primeiro lugar, porque um retorno ao passado é implausível. Mas também porque tal época de ouro nunca existiu. Antes do advento da televisão, outros fatores "viciavam" o discurso político. Se hoje é importante que o candidato tenha um rosto atraente, antes pesavam mais a técnica retórica, o timbre de voz ou mesmo o talhe do corpo, já que indivíduos altos e corpulentos se destacavam mais em meio à multidão ou no palanque. MIGUEL, Luis Felipe. Os meios de comunicação e a prática política. Lua Nova: Revista de Cultura e Política, n. 55-56, p. 155¿184, 2002. Disponível em: https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-64452002000100007. Acesso em: 23 Mar. 2021. Acerca da ambiguidade das novas tecnologias e da globalização no sistema Democrático, assinale a alternativa CORRETA. Houve uma ampliação da desigualdade na esfera pública com a inserção de meios alternativos de informação. A globalização trouxe um fortalecimento de sistemas autocráticos e ditatoriais pelo mundo, extinguindo democracias globais. A internet não impactou na modificação da relação entre público e privado com a exigência de transparência e acessibilidade. Não é possível dizer que a globalização aprofundou o sistema democrático e plural, pois inexiste hoje contextos supraestatais garantidores de direitos. A mídia no sistema democrático deve ser pautada pela independência e liberdade de informação. 1,25 pts. 2. O voto é uma forma de ação e accountability política que os eleitores utilizam para interferir nos governos, aumentar o seu bem-estar e alterar os rumos da nação. Por isso, quando as eleições se aproximam, eles precisam de alguma informação, de preferência a um baixo custo, para tomarem as suas decisões com o mínimo de incerteza. Autores como Fiorina defendem que o tipo de informação mais confiável e barata seriam as avaliações que as pessoas fazem sobre as suas próprias condições de vida durante a última administração. Existe uma clara dimensão simbólica, ou interpretativa, das avaliações que os eleitores fazem das mudanças no seu bem-estar entre as eleições e que os políticos tentam, de todas as maneiras, influenciar. Eles sabem que, para permanecerem no poder, ou conquistá-lo, precisam convencer os seus eleitores de que um governo, sob sua administração, é ou seria o melhor dos mundos (TELLES, Helcimara; MUNDIM, Pedro. Comportamento eleitoral e comunicação política. In. TELLES, Helcimara; LAVAREDA, Antônio (Orgs.). Voto e estratégias de comunicação política na América Latina. Curitiba: Appris, 2015, p. 27). Com base neste trecho pode-se verificar a convergência entre a Comunicação e a Política, que cada vez mais fazem com que os governos se preocupem mais com: a transparência das suas políticas, pois assim, os cidadãos podem conhecer melhor a atuação dos governantes e tomar uma melhor decisão no momento do voto. a democratização dos bens e serviços sociais, pois quando estendido o acesso da saúde, geração de emprego e renda, os cidadãos percebem a sua situação melhorar. a comunicação comunitária, aquela que fala a linguagem do povo, isso para propiciar uma participação de maior qualidade dos cidadãos. o fazer política com base em palavras e imagens difundidas por meio dos canais de massa. a qualidade da política, em particular, na atuação honesta e democrática durante os mandatos. 1,25 pts. 3. Quais dentre os fatores abaixo são condições sem as quais não seria possível a existência de uma poliarquia: Alfabetização ampla, liberdade de expressão e amplo acesso à informação plural. Conceito contemporâneo para mostrar que o poder não se concentra mais em um grupo. As ideias de Montesquieu da divisão do poder em três esferas: Executivo, Legislativo e Judiciário. Uma Constituição e as ideias iluministas. As ideias filosóficas ligadas à tradição republicana. 1,25 pts. 4. Sobre a esfera pública, é CORRETO afirmar que: Teve origem com o surgimento das redes sociais e da internet. É uma arena discursiva de debate e diálogo sobre as questões de interesse público. É o espaço de discussão que ocorre nos locais públicos, como praças e ruas, em oposição ao mundo privado. Esfera pública sempre existiu, como o conceito de república romana configura e tem o mesmo sentido histórico. É um espaço de debate informal, que se dá em discussões nos cafés e clubes literários sobre as notícias dos jornais. 1,25 pts. 5. Qual das alternativas abaixo NÃO possui relação com o conceito de poliarquia: Acesso à internet como forma de se informar. Eleições idôneas. Subordinação das forças de coerção ao poder civil sujeito ao processo democrático. Acesso à televisão e rádio para ter informações fidedignas. Liberdade de expressão e amplo acesso à informação plural. 1,25 pts. 6. O protótipo do intelectual público está diretamente coligado ao surgimento da esfera pública. Qual das opções abaixo ilustra melhor isso? Os filósofos do iluminismo francês como Rousseau, Voltaire e Diderot. Os filósofos que influenciaram a tradição republicana moderna como Maquiavel, Montesquieu e Kant. As ideias da Revolução Industrial e do marxismo. Os revolucionários americanos em sua exigência por representatividade. As ideias filosóficas do humanismo e do puritanismo. 1,25 pts. 7. Analise as frases abaixo. I - O conceito de poliarquia foi proposto pelo cientista político americano Robert Dahl. II - O termo foi criado como fator central das repúblicas democráticas atuais. III - Poliarquia é proposto para notar como a informação mudou de escala, de pequeno para algo muito maior. As afirmativas corretas são: Apenas a II Apenas a I Apenas I e II Apenas I e III Apenas a III 1,25 pts. 8. Qual o fator fundamental para o surgimento da esfera pública: As redes mundiais de computadores, como a internet. A construção da igreja protestante que defendia a educação como forma de alcançar a Deus. O surgimento dos jornais impressos no século XIV em Veneza e Florença. O surgimento da tipografia com Gutenberg. A formação de um público leitor.