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Aula 02
Português p/ Auditor Fiscal do Trabalho - AFT 2017 (Com videoaulas)
Professores: Janaína Efísio, Rafaela Freitas
Língua Portuguesa p/ MTE
Auditor-fiscal do Trabalho
Teoria e Questões Comentadas
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Ortografia e Acentuação.
Letras e grafemas, encontros vocálicos e consonantais,
dígrafos, sílabas, acento tônico.
A
Olá, queridos e estudiosos alunos!! Juntos mais uma vez!
A aula de hoje será bem interessante. Vamos começar com o estudo do
que vem a ser fonologia e os conteúdos vinculados a ela, como: encontros
vocálicos, consonantais, dígrafos, acento tônico e acentuação. Tudo isso
servirá como base para o estudo daquilo que é mais importante para o
certame: ortografia oficial da nossa língua.
O Novo Acordo Ortográfico está valendo! Vou comentar tudo sobre ele e
esquematizar as novas regras!
SUMÁRIO
FONOLOGIA...........................................................................................2
FONEMA E LETRA....................................................................................3
ENCONTROS VOCÁLICOS.........................................................................4
ENCONTROS CONSONANTAIS...................................................................7
PROSÓDIA (SÍLABA TÔNICA)..................................................................11
NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO...............................................................12
ACENTUAÇÃO GRÁFICA..........................................................................15
ORTOGRAFIA OFICIAL............................................................................26
EMPREGO DO HÍFEN..............................................................................42
RESUMO..............................................................................................60
QUESTÕES COMENTADAS...................................................................... 67
LISTA DE QUESTÕES QUE FORAM COMENTADAS NESTA AULA....................93
GABARITO..........................................................................................111
O MEU ATÉ BREVE...............................................................................112
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“Seja como os pássaros que, ao pousarem um instante sobre ramos muito
leves, sentem-nos ceder, mas cantam! Eles sabem que possuem asas”.
Victor Hugo
FONOLOGIA
Fonologia é o ramo da Linguística que estuda o sistema sonoro de um
idioma. Ao estudar a maneira como os fones (sons) se organizam dentro de
uma língua, classifica-os em unidades capazes de distinguir significados,
chamadas fonemas.
FONEMA
A palavra fonologia é formada pelos elementos gregos fono (som, voz) e
log, logia (estudo, conhecimento). Significa literalmente "estudo dos sons" ou
"estudo dos sons da voz". O homem, ao falar, emite sons. Cada indivíduo tem
uma maneira própria de realizar esses sons no ato da fala. Essas
particularidades na pronúncia de cada falante são estudadas pela Fonética.
Dá-se o nome de fonema ao menor elemento sonoro capaz de estabelecer
uma distinção de significado entre as palavras. Observe, nos exemplos a
seguir, os fonemas que marcam a distinção entre os pares de palavras:
amor – ator
morro – corro
vento – cento
Cada segmento sonoro se refere a um dado da língua portuguesa que está
em sua memória: a imagem acústica que você, como falante de português,
guarda de cada um deles. É essa imagem acústica, esse referencial de padrão
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sonoro, que constitui o fonema. Os fonemas formam os significantes dos
signos linguísticos. Geralmente, aparecem representados entre barras. Assim:
/m/, /b/, /a/, /v/ etc.
Fonema e Letra
1) ATENÇÃO! O fonema não deve ser confundido com a letra. Na língua
escrita, representamos os fonemas por meio de sinais chamados letras.
Portanto, letra é a representação gráfica do fonema. Na palavra sapo, por
exemplo, a letra s representa o fonema /s/ (lê-se sê); já na palavra brasa, a
mesma letra s representa o fonema /z/ (lê-se zê).
2) Às vezes, o mesmo fonema pode ser representado por mais de uma
letra do alfabeto. É o caso do fonema /z/, que pode ser representado pelas
letras z, s, x:
Exemplos: zebra / casamento / exílio
3) Em alguns casos, a mesma letra pode representar mais de um fonema.
A letra x, por exemplo, pode representar:
- o fonema sê: texto
- o fonema zê: exibir
- o fonema chê: enxame
- o grupo de sons ks: táxi
4) O número de letras nem sempre coincide com o número de fonemas.
Exemplos:
t ó x i c o
Número de fonemas: 7
/t/ó/k/s/i/c/o/
Número de Letras: 6
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g a l h o
Número de fonemas: 4
/g/a/lh/o/
Número de letras: 5
ENCONTROS VOCÁLICOS
Os encontros vocálicos são agrupamentos de vogais e semivogais, sem
consoantes intermediárias entre elas. É importante reconhecê-los para dividir
corretamente os vocábulos em sílabas. Existem três tipos de encontros: o
ditongo, o tritongo e o hiato.
O que são semivogais?
Saibam primeiro que em uma sílaba só é possível haver uma única
vogal, nunca mais de uma! Certo! Quando temos palavras como “lei”, não
temos duas vogais na mesma sílaba, temos uma vogal e uma semivogal,
sendo a mais forte considerada vogal e a mais fraca semivogal:
Lei >> uma única sílaba, sendo “e” a vogal e “i” a semivogal.
A mais forte é aquela que se sobressai na pronúncia!
Outros exemplos:
Bei – jo >> ditongo na primeira sílaba, sendo “e” a vogal e “i” a
semivogal.
Meu >> uma única sílaba, sendo “e” a vogal e “u” a semivogal.
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He - rói >> ditongo na segunda sílaba, sendo “e” a vogal e “i” a
semivogal.
Fre – quen – te >> ditongo na segunda sílaba, sendo “e” a vogal e “u” a
semivogal.
Observem, queridos alunos, que a tendência das letras “i” e “u”, quando
juntas de outra vogal, é de serem semivogais! É isso mesmo, tanto que na
fonética são representadas por “y” e “w”!
Bem legal perceber essas coisas, não é?
Vamos continuar! Saiba tudo sobre os tipos de encontros vocálicos...
1) Ditongo
É o encontro de uma vogal e uma semivogal (ou vice-versa) numa mesma
sílaba. Pode ser:
a) Crescente: quando a semivogal vem antes da vogal.
Exemplos: sé-rie (i = semivogal, e = vogal). Quadro, trégua, miséria,
gávea.
b) Decrescente: quando a vogal vem antes da semivogal.
Exemplos: pai (a = vogal, i = semivogal). Flauta, caixa, fortuito, sótão,
pônei.
c) Oral: quando o ar sai apenas pela boca.
Exemplos: pai, série, flauta, quadro...
d) Nasal: quando o ar sai pela boca e pelas fossas nasais.
Exemplos: mãe, comunhão, esperam, vem...
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Profª Rafaela Freitas www.estrategiaconcursos.com.brdurante o tempo em que atuou nesta profissão. (O
contrário poderia ter acontecido.)
* conjunção subordinativa temporal – denota o sentido de “assim
que, quando”.
Mal chegava em casa, já começavam as discussões.
* substantivo – neste caso, sempre aparece precedido de artigo ou
qualquer outro determinante.
Este mal só pode ser resolvido com a chegada dele.
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A par/ Ao par
A par significa estar ciente de algo, informado sobre um determinado
assunto.
Quando ela resolveu se abrir, seus pais já estavam a par de tudo.
Ao par indica o sentido de equivalência cambial.
O euro e o dólar já estiveram ao par por algum tempo.
Tampouco / Tão pouco
Tampouco equivale a “também não”.
Quem não respeita a si próprio, tampouco respeita a seus semelhantes.
Tão pouco equivale a muito pouco.
Como posso me divertir se ganho tão pouco?
Onde / Aonde
Onde é utilizado mediante o emprego de verbos que indicam sentido
estático, permanente.
Gostaria muito de saber onde ele mora.
Aonde é utilizado com verbos que indicam movimento.
Aonde vais com tamanha pressa?
Se não / Senão
Se não equivale a caso não, indicando uma probabilidade.
Se não chover, iremos ao cinema amanhã.
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Senão equivale a “caso contrário” ou “a não ser’.
Espero que estejas bem preparado, senão não conseguirás obter bom
resultado.
Na medida em que / À medida que
Na medida em que exprime relação de causa, equivalendo-se a porque,
já que, uma vez que.
Na medida em que os inquilinos não cumpriam com o pagamento em dia,
iam sendo despejados.
À medida que indica proporção, simultaneidade.
À medida que o tempo passa, mais aumenta a saudade.
Por que / por quê / porque / porquê
POR QUE (separado e sem acento)
A forma por que é a sequência de uma preposição (por) e um pronome
interrogativo (que). Equivale a "por qual razão", "por qual motivo":
Exemplos:
Desejo saber por que você voltou tão tarde para casa.
Por que você comprou este casaco?
Há casos em que por que representa a sequência preposição +
pronome relativo, equivalendo a "pelo qual" (ou alguma de suas flexões
(pela qual, pelos quais, pelas quais).
Exemplos:
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Estes são os direitos por que estamos lutando.
O túnel por que passamos existe há muitos anos.
POR QUÊ (separado e com acento)
Caso surja no final de uma frase, imediatamente antes de um ponto (final,
de interrogação, de exclamação) ou de reticências, a sequência deve ser
grafada por quê, pois, devido à posição na frase, o monossílabo "que" passa a
ser tônico.
Exemplos:
Estudei bastante ontem à noite. Sabe por quê?
Será deselegante se você perguntar novamente por quê!
PORQUE (junto e sem acento)
A forma porque é uma conjunção, equivalendo a pois, já que, uma vez
que, como. Costuma ser utilizado em respostas, para explicação ou causa.
Exemplos:
Vou ao supermercado porque não temos mais frutas.
Você veio até aqui porque não conseguiu telefonar?
PORQUÊ (junto e com acento)
A forma porquê representa um substantivo. Significa "causa", "razão",
"motivo" e normalmente surge acompanhada de palavra determinante (artigo,
por exemplo).
Exemplos:
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Não consigo entender o porquê de sua ausência.
Existem muitos porquês para justificar esta atitude.
Você não vai à festa? Diga-me ao menos um porquê.
Veja abaixo o quadro-resumo:
Forma Emprego Exemplos
Por que
Em frases interrogativas
(diretas e indiretas)
Em substituição à expressão
"pelo qual" (e suas variações)
Por que ele chorou?
(Interrogativa direta)
Digam-me por que ele chorou.
(Interrogativa indireta)
Os bairros por que passamos
eram sujos. (Por que = pelos
quais)
Por quê No final de frases
Eles estão revoltados por quê?
Ele não veio não sei por quê.
Porque
Em frases afirmativas e em
respostas
Não fui à festa porque choveu.
Porquê Como substantivo
Todos sabem o porquê de seu
medo.
Questão para ilustrar:
Prefeitura de Uberlândia/2012/Consulplan
As A ortografia é a parte da língua responsável pela grafia correta das
palavras. Essa grafia baseia-se no padrão culto da língua. Assinale a afirmativa
INCORRETA quanto à ortografia.
a) Por que as alunas foram suspensas?
b) Quero saber o porquê dessa discussão.
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c) Não estudamos porque tivemos tempo suficiente.
d) Não fizeram a tarefa por quê?
e) Todos sabiam porquê Melissa tinha sido reprovada.
Comentário: a alternativa que traz erro no uso do porquê é a E: Todos
sabiam porquê Melissa tinha sido reprovada. Justificativa: quando equivaler a
“por qual razão” deve ser grafado separado e sem acento, assim: Todos
sabiam por que Melissa tinha sido reprovada.
Vejamos as outras alternativas:
a) Por que as alunas foram suspensas? – CORRETA. Início de pergunta.
b) Quero saber o porquê dessa discussão. – CORRETA. Substantivado,
Sinônimo de “o motivo”.
c) Não estudamos porque tivemos tempo suficiente. – CORRETA.
Introduzindo explicação, resposta.
d) Não fizeram a tarefa por quê? – CORRETA. Final de pergunta.
GABARITO: E
Resumo da acentuação no Novo Acordo Ortográfico
Tipo de palavra
ou sílaba
Quando acentuar
Exemplos (como
eram)
Observações (como ficaram)
Proparoxítonas Sempre
Simpática,
lúcido, sólido,
cômodo
Continua tudo igual ao que era antes da
nova ortografia. Observe: Pode-se usar
acento agudo ou circunflexo de acordo
com a pronúncia da região: acadêmico,
fenômeno (Brasil) académico, fenómeno
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(Portugal).
Paroxítonas
Se terminadas
em: R, X, N, L, I,
IS, UM, UNS, US,
PS, Ã, ÃS, ÃO,
ÃOS; ditongo
oral, seguido ou
não de S
Fácil, táxi, tênis,
hífen, próton,
álbum(ns), vírus,
caráter, látex,
bíceps, ímã,
órfãs, bênção,
órfãos, cárie,
árduos, pólen,
éden.
Continua tudo igual. Observe: 1)
Terminadas em ENS não levam acento:
hifens, polens. 2) Usa-se
indiferentemente agudo ou circunflexo
se houver variação de pronúncia:
sêmen, fêmur (Brasil) ou sémen, fémur
(Portugal). 3) Não ponha acento nos
prefixos paroxítonos que terminam em R
nem nos que terminam em I: inter-
helênico, super-homem, anti-herói,
semi-internato.
Oxítonas
Se terminadas
em: A, AS, E, ES,
O, OS, EM, ENS
Vatapá, igarapé,
avô, avós,
refém, parabéns
Continua tudo igual. Observe: 1.
terminadas em I, IS, U, US não levam
acento: tatu, Morumbi, abacaxi. 2. Usa-
se indiferentementeagudo ou
circunflexo se houver variação de
pronúncia: bebê, purê (Brasil); bebé,
puré (Portugal).
Monossílabos
tônicos (são
oxítonas
também)
Terminados em
A, AS, E, ES, O,
OS
Vá, pás, pé,
mês, pó, pôs
Continua tudo igual. Atente para os
acentos nos verbos com formas
oxítonas: adorá-lo, debatê-lo, etc.
Í e Ú em
palavras
oxítonas e
paroxítonas
Í e Ú levam
acento se
estiverem
sozinhos na sílaba
(hiato)
Saída, saúde,
miúdo, aí,
Araújo, Esaú,
Luís, Itaú, baús,
Piauí
1. Se o i e u forem seguidos de s, a
regra se mantém: balaústre, egoísmo,
baús, jacuís. 2. Não se acentuam i e u
se depois vier 'nh': rainha, tainha,
moinho. 3. Esta regra é nova: nas
paroxítonas, o i e u não serão mais
acentuados se vierem depois de um
ditongo: baiuca, bocaiuva, feiura,
saiinha (saia pequena), cheiinho (cheio).
4. Mas, se, nas oxítonas, mesmo com
ditongo, o i e u estiverem no final,
haverá acento: tuiuiú, Piauí, teiú.
Ditongos EI, OI idéia, colméia, Esta regra desapareceu (para palavras
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abertos em
palavras
paroxítonas
bóia paroxítonas). Escreve-se agora: ideia,
colmeia, celuloide, boia. Observe: há
casos em que a palavra se enquadrará
em outra regra de acentuação. Por
exemplo: contêiner, Méier, destróier
serão acentuados porque terminam em
R.
Ditongos
abertos em
palavras
oxítonas
ÉIS, ÉU(S), ÓI(S)
Papéis, herói,
heróis, troféu,
céu, mói (moer)
Continua tudo igual (mas, cuidado:
somente para palavras oxítonas com
uma ou mais sílabas).
Verbos arguir e
redarguir (agora
sem trema)
Arguir e redarguir
usavam acento
agudo em
algumas pessoas
do indicativo, do
subjuntivo e do
imperativo
afirmativo.
Esta regra desapareceu. Os verbos
arguir e redarguir perderam o acento
agudo em várias formas (rizotônicas):
eu arguo (fale: ar-gú-o, mas não
acentue); ele argui (fale: ar-gúi), mas
não acentue.
Verbos
terminados em
guar, quar e
quir
Aguar enxaguar,
averiguar,
apaziguar,
delinquir, obliquar
usavam acento
agudo em
algumas pessoas
do indicativo, do
subjuntivo e do
imperativo
afirmativo.
Esta regra sofreu alteração. Observe:
Quando o verbo admitir duas pronúncias
diferentes, usando a ou i tônicos, aí
acentuamos estas vogais: eu águo, eles
águam e enxáguam a roupa (a tônico);
eu delínquo, eles delínquem (í tônico).
Se a tônica, na pronúncia, cair sobre o
u, ele não será acentuado: Eu averiguo
(diga averi-gú-o, mas não acentue) o
caso.
ôo, êe
vôo, zôo, enjôo,
vêem
Esta regra desapareceu. Agora se
escreve: zoo, perdoo veem, magoo, voo.
Verbos ter e vir
Na terceira
pessoa do plural
do presente do
indicativo
Eles têm, eles
vêm
Continua tudo igual. Ele vem aqui; eles
vêm aqui. Eles têm sede; ela tem sede.
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Derivados de ter
e vir (obter,
manter,
intervir)
Na terceira
pessoa do
singular leva
acento agudo; na
terceira pessoa
do plural do
presente levam
circunflexo
Ele obtém,
detém, mantém;
eles obtêm,
detêm, mantêm
Continua tudo igual.
Acento
diferencial
Esta regra desapareceu, exceto para os
verbos: PODER (diferença entre passado
e presente. Ele não pôde ir ontem, mas
pode ir hoje. PÔR (diferença com a
preposição por): Vamos por um caminho
novo, então vamos pôr casacos; TER e
VIR e seus compostos (ver acima).
Observe: 1) Perdem o acento as
palavras compostas com o verbo PARAR:
Para-raios, para-choque. 2) FÔRMA (de
bolo): O acento será opcional; se
possível, deve-se evitá-lo: Eis aqui a
forma para pudim, cuja forma de
pagamento é parcelada.
Trema (O trema não é acento gráfico.) Desapareceu o trema sobre o U em todas
as palavras do português: Linguiça, averiguei, delinquente, tranquilo, linguístico.
Exceto as de língua estrangeira: Günter, Gisele Bündchen, müleriano.
Resumo do uso do hífen – Novo Acordo Ortográfico
• Nova Regra: o hífen não é mais utilizado em palavras formadas de
prefixos (ou falsos prefixos) terminados em vogal + palavras iniciadas por 'r'
ou 's', sendo que essas devem ser dobradas.
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• Regra Antiga: ante-sala, ante-sacristia, auto-retrato, anti-social, anti-
rugas, arqui-romântico, arqui-rivalidade, auto-regulamentação, auto-sugestão,
contra-senso, contra-regra, contra-senha, extra-regimento, extra-sístole,
extra-seco, infra-som, ultra-sonografia, semi-real, semi-sintético, supra-renal,
supra-sensível
• Como ficou: antessala, antessacristia, autorretrato, antissocial,
antirrugas, arquirromântico, arquirrivalidade, autorregulamentação,
contrassenha, extrarregimento, extrassístole, extrasseco, infrassom,
intrarrenal, ultrarromântico, ultrassonografia, suprarrenal, suprassensível
Observação:
• em prefixos terminados por 'r', permanece o hífen se a palavra seguinte
for iniciada pela mesma letra: hiper-realista, hiper-requintado, hiper-
requisitado, inter-racial, inter-regional, inter-relação, super-racional, super-
realista, super-resistente etc.
• Nova Regra: o hífen não é mais utilizado em palavras formadas de
prefixos (ou falsos prefixos) terminados em vogal + palavras iniciadas por
outra vogal
• Regra Antiga: auto-afirmação, auto-ajuda, auto-aprendizagem, auto-
escola, auto-estrada, auto-instrução, contra-exemplo, contra-indicação,
contra-ordem, extra-escolar, extra-oficial, infra-estrutura, intra-ocular, intra-
uterino, neo-expressionista, neo-imperialista, semi-aberto, semi-árido, semi-
automático, semi-embriagado, semi-obscuridade, supra-ocular, ultra-elevado
• Como ficou: autoafirmação, autoajuda, autoaprendizagem, autoescola,
autoestrada, autoinstrução, contraexemplo, contraindicação, contraordem,
extraescolar, extraoficial, infraestrutura, intraocular, intrauterino,
neoexpressionista, neoimperialista, semiaberto, semiautomático, semiárido,
semiembriagado, semiobscuridade, supraocular, ultraelevado
Observações:
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• essa nova regra vai uniformizar algumas exceções já existentes antes:
antiaéreo, antiamericano, socioeconômico etc.
• essa regra não se encaixa quando a palavra seguinte iniciar por 'h': anti-
herói, anti-higiênico, extra-humano, semi-herbáceo etc.
• Nova Regra: agora utiliza-se hífen quando a palavra é formada por um
prefixo (ou falso prefixo) terminado em vogal + palavra iniciada pela mesma
vogal.
• Regra Antiga: antiibérico, antiinflamatório, antiinflacionário,
antiimperialista, arquiinimigo, arquiirmandade, microondas, microônibus,
microorgânico
• Como ficou: anti-ibérico, anti-inflamatório, anti-inflacionário, anti-
imperialista, arqui-inimigo, arqui-irmandade, micro-ondas, micro-ônibus,
micro-orgânico
Observações:
• essa regra foi alterada por conta da regra anterior: prefixo termina com
vogal + palavra inicia com vogal diferente = não tem hífen; prefixo termina
com vogal + palavra inicia com mesma vogal = com hífen
• uma exceção é o prefixo 'co'. Mesmo que a outra palavra se inicie com a
vogal'o', NÃO se utliza hífen.
• Nova Regra: Não usamos mais hífen em compostos em que, pelo uso,
perdeu-se a noção de composição.
• Regra Antiga: manda-chuva, pára-quedas, pára-quedista, pára-lama,
pára-brisa, pára-choque, pára-vento
• Como ficou: mandachuva, paraquedas, paraquedista, paralama,
parabrisa, parachoque, paravento
Observação:
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• o uso do hífen permanece em palavras compostas que não contêm
elemento de ligação e constituem unidade sintagmática e semântica,
mantendo o acento próprio, bem como naquelas que designam espécies
botânicas e zoológicas: ano-luz, azul-escuro, médico-cirurgião, conta-gotas,
guarda-chuva, segunda-feira, tenente-coronel, beija-flor, couve-flor,
erva-doce, mal-me-quer, bem-te-vi etc.
O USO DO HÍFEN PERMANECE
• Em palavras formadas por prefixos 'ex-', 'vice-', 'soto-': ex-marido,
vice-presidente, soto-mestre
• Em palavras formadas por prefixos 'circum-' e 'pan-' + palavras iniciadas
em vogal, M ou N: pan-americano, circum-navegação
• Em palavras formadas com os prefixos 'pré-', 'pró-' e 'pós-' + palavras
que têm significado próprio: pré-natal, pró-desarmamento, pós-graduação
• Em palavras formadas por 'além', 'aquém', 'recém', 'sem': além-mar,
além-fronteiras, aquém-oceano, recém-nascidos, recém-casados, sem-
número, sem-teto
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01. (MPU – 2015 - Técnico do MPU - Segurança Institucional e
Transporte – CESPE) Com relação às ideias e às estruturas linguísticas do
texto I, julgue o item que se segue.
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A palavra “cível" recebe acento gráfico em decorrência da mesma regra
que determina o emprego de acento em amável e útil.
( ) CERTO
( ) ERRADO
Comentário: As palavras fazem parte da mesma regra: acentuam-se as
paroxítonas terminadas em L, N, R, X, I, UM, US, Ã, ÃO, PS e ditongo, sendo,
no caso, paroxítonas terminadas em L. Um macete para não errar a
acentuação das paroxítonas é saber que elas são acentuadas quando terminam
de forma diferente das oxítonas. Acentuam-se as oxítonas terminadas em:
A(S), E(s), O(S), EM, Ens. Todas as paroxítonas que diferem dessas regras são
acentuadas. Ex: Cível, hífen, táxi etc.
GABARITO: CERTO
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02. (ICMBIO – 2014 – CESPE) Julgue os itens seguintes, relativos às
ideias e aos aspectos estruturais do texto acima.
A mesma regra de acentuação gráfica se aplica aos vocábulos
“homogênea” (l.9), “médio” (l.18) e “bromélias” (l.19).
( ) CERTO
( ) ERRADO
Comentário: “homogênea” (l.9), “médio” (l.18) e “bromélias” (l.19) são
paroxítonas terminadas em ditongo (encontro vocálico na mesma sílaba), logo
sempre serão acentuadas, vejam:
Ho.mo.gê.neas
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mé.dio
bro.mé.lias
Esse tipo de análise é comum nas provas do CESPE! Sempre cai! Mas,
ATENÇÃO: Na palavra “homogênea”, o e tem o som de i, configurando uma
semivogal.
HO-MO-GÊ-NEA = paroxítona terminada em ditongo crescente.
Não caia na pegadinha de achar que se trata de um hiato no final do
vocábulo, ou seja, duas vogais separadas uma em cada sílaba. (HO-MO-GÊ-
NE-A).
GABARITO: CERTO
03. (Caixa – 2014 – Médico do Trabalho – CESPE) Julgue os próximos
itens, relativos ao texto acima.
O emprego do acento gráfico em “incluíram” e “número” justifica-se com
base na mesma regra de acentuação.
( ) CERTO
( ) ERRADO
Comentário: as palavras “incluíram” e “número” são acentuadas por
regras diferentes:
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In-clu-í-ram = Acentuam-se o I e o U, quando tônicos, formando hiato
com a vogal anterior ou precedidos de vogais que não sejam eles próprios nem
ditongos, sozinhos na sílaba (ou com o -s) e não seguidos de -nh. Exemplo: Vi-
ú-va, Sa-ís-te.
Nú-me-ro =Todas a proparoxítonas são acentuadas.
GABARITO: ERRADO
Clarice Lispector. O escrito. In: A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco,
2008.
04. (BACEN – 2013 – Analista – CESPE) Considerando as ideias e os
aspectos linguísticos do texto acima, julgue os itens seguintes.
O emprego do acento gráfico na palavra “arqueológica” e na palavra
“áspera” justifica-se com base na mesma regra de acentuação.
( ) CERTO
( ) ERRADO
Comentário: todas as proparoxítonas são acentuadas, por isso, as
palavras ar-que-o-ló-gi-ca e ás-pe-ra são acentuadas pelo mesmo motivo.
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GABARITO: CERTO
05. (MJ – 2013 – Analista técnico administrativo – CESPE) Julgue os
itens que se seguem, acerca das estruturas linguísticas do texto.
A supressão do acento gráfico da forma verbal “têm” (l.5) não prejudicaria
a correção gramatical do período, uma vez que o verbo pode apresentar
concordância com a ideia singular de “brasileiro” (l.4) ou de “estrangeiro” (l.4)
ou com a ideia plural de “o brasileiro ou o estrangeiro” (l.3-4).
( ) CERTO
( ) ERRADO
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Comentário: quando um sujeito composto for ligado pelo “ou” dando ideia
de exclusão, o verbo deverá ficar obrigatoriamente no singular. Quando a ideia
não for de exclusão, embora o uso do “ou”, o verbo poderá ficar no plural ou
no singular. No caso da questão, o sujeito “o brasileiro ou o estrangeiro” não é
excludente, ou seja, o verbo poderá ficar no plural ou no singular. O fato é que
a distinção de número do verbo “ter” é através do uso do acento circunflexo,
então, retirar o acento causaria sim mudança de sentido: ele tem (singular),
eles têm (plural).
O erro na questão, no entanto, não está na possível mudança de sentido,
mas no fato de haver outro verbo no período que deve colocado no singular,
caso o verbo “ter” perca o acento: “tiverem”. O trecho ficaria assim: “o
brasileiro ou o estrangeiro que não tiver condições de pagar honorários de um
advogado e os custos de um processo tem à disposição a ajuda do Estado
brasileiro...”.
GABARITO: ERRADO
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06. (MJ – 2013 – Analista técnico administrativo – CESPE) As
palavras “negligência”, “reservatórios”, “espécie” e “equilíbrio” apresentam
acentuação gráfica em decorrência da mesma regra gramatical.
( ) CERTO
( ) ERRADO
Comentário: dificuldade para fazer a separação das sílabas e saber se as
palavras são paroxítonas terminadas em ditongo ou proparoxítonas? Deixo um
MACETE:
Melancia = me-lan-ci-a
Economia = e-co-no-mi-a
Prêmio = prê-mio
Horário = ho-rá-rio
Se na sílaba anterior houver acento, o final é junto: co-mér-cio
Se na sílaba anterior não houver acento, o final é separado: me-lan-co-li-
a
Outros exemplos:
Melancia = me-lan-ci-a
Economia = e-co-no-mi-a
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Prêmio = prê-mio
Horário = ho-rá-rio
Voltando para a questão, a divisão das palavras é a seguinte:
Ne-gli-gên-cia
Re-ser-va-tó-rios
Es-pé-cie
E-qui-lí-brio
Percebe-se que são todas acentuadas pela mesma regra: paroxítona
terminada em ditongo.
GABARITO: CERTO
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07. (MPE/PI – 2012 - CESPE) De acordo com a ortografia oficial
vigente, o vocábulo “órgãos” (L.20) segue a mesma regra de acentuação que o
vocábulo “últimos” (L.12).
( ) CERTO
( ) ERRADO
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Comentário: caros alunos, para resolver essa questão, basta observar, em
primeiro lugar, que a sílaba tônica NÃO ocupa a mesma posição nas duas
palavras. A palavra ''órgão'' é paroxítona - penúltima sílaba tônica-, enquanto
''último'' é proparoxítona - antepenúltima sílaba tônica. As regras são as
seguintes:
- As palavras paroxítonas que apresentam, na sílaba tónica/tônica, as
vogais abertas grafadas a, e, o e ainda i ou u e que terminam em -ã(s), -ão(s),
-ei(s), -i(s), -um, -uns ou -us: órfã (pl. órfãs), acórdão (pl. acórdãos), órfão
(pl. órfãos), órgão (pl. órgãos), sótão (pl. sótãos);etc
- As palavras proparoxítonas que apresentam na sílaba tónica/tônica as
vogais abertas grafadas a, e, o e ainda i, u ou ditongo oral começado por vogal
aberta: árabe, cáustico, Cleópatra, esquálido, exército, hidráulico, líquido,
míope, músico, plástico, prosélito, público, rústico, tétrico, último, etc
GABARITO: ERRADO
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08. (EBC – 2011 – Cargos de nível Superior - CESPE) De acordo com
o texto acima, julgue os itens de 9 a 15.
Levando-se em consideração o que está previsto na ortografia oficial
vigente, é correto afirmar que: o vocábulo “têxtil” (L.2), que segue o padrão
de flexão do vocábulo pênsil, é acentuado também na forma plural;
“obsolescência” (L.12) é vocábulo que segue o padrão do vocábulo ciência, no
que se refere ao emprego de sinal de acentuação; a acentuação gráfica do
vocábulo “déspotas” (L.18) também é empregada quando o vocábulo é grafado
na forma singular.
( ) CERTO
( ) ERRADO
Comentário: alunos, saiba que as paroxítonas terminadas em “il”
normalmente fazem o plural a partir da supressão de “il” e inserção de “eis”,
exemplos: têxteis, pênseis (=suspenso, pendurado). A regra de acentuação
das duas palavras é a mesma: paroxítona terminada em ditongo oral, seguido
de “s”. As palavras “ciência” e “obsolescência” são acentuadas por serem
paroxítonas terminadas em ditongo oral. A palavra “déspotas” é acentuada por
ser proparoxítona, estando no singular ou plural. Assim, todas as afirmações
estão corretas.
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GABARITO: CERTO
09. (SEDU-ES – 2008 – Professor – CESPE) A partir das estruturas e
ideias do texto acima, julgue os seguintes itens.
A grafia de “bera” (L.1) reproduz uma tendência da fala brasileira em
reduzir ditongos.
( ) CERTO
( ) ERRADO
Comentário: sabemos que “beira” é o mesmo que borda, margem.
Sabemos também que é uma coisa de brasileiro mesmo ir facilitando a fala e
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tirando alguns ditongos! “Bera” faz parte do dialeto usado para o autor
escrever o poema.
GABARITO: CERTO
10. (CPRM – 2013 – Analista em Geociências – CESPE) Julgue os
itens subsequentes, relativos aos sentidos e a aspectos estruturais e
linguísticos do texto acima.
A ocorrência de hiato justifica o emprego do acento agudo nas vogais i e u
nas palavras “construída” e “conteúdos”.
( ) CERTO
( ) ERRADO
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Comentário: atenção para a regra: as vogais ”i” e “u” são acentuadas,
quando tônicas e sozinhas na silaba (ou com -s) e antecedido de outra vogal.
Uma observação importante é que antes de “nh” não acentuamos, por
exemplo: rainha, moinho.
GABARITO: CERTO
11. (SERPRO – 2013 – Advogado – CESPE) No que se refere às
estruturas linguísticas do texto, julgue os itens a seguir.
O vocábulo “redobrado” (L.8) tem, no contexto, sentido diferente do de
reduplicado.
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( ) CERTO
( ) ERRADO
Comentário: Segundo o dicionário Aurélio, temos:
re.du.pli.car
Verbo transitivo direto. 1.Duplicar novamente; redobrar.2.Aumentar
muito. Verbo intransitivo. Verbo pronominal. 3.V. quadruplicar (3).
re.do.brar
Verbo transitivo direto. 1.Tornar a dobrar.2.Reduplicar (1).3.Aumentar
muito. Verbo intransitivo. Verbo pronominal. 4.V. quadruplicar (3). [C.: 1 (ó)]§
re.do.bro (ô) sm.
O prefixo RE (de origem latina) indica repetição, reciprocidade. As
palavras “reduplicar” e “redobrar” possuem o mesmo sentido de duplicar ou
dobrar novamente.
GABARITO: ERRADO
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12. (PRF – 2013 – Cargos de nível Superior – CESPE) No que diz
respeito a aspectos gramaticais e semânticos do texto acima, julgue os itens
subsecutivos..
A forma verbal “empreendem” (l.14) poderia corretamente ser substituída
por emprendem, visto que ambas as formas são abonadas na língua
portuguesa como sinônimas.
( ) CERTO
( ) ERRADO
Comentário: A palavra emprender NÃO existe na língua portuguesa,
porém empreender (com 2 "e") existe e significa: colocarem
desenvolvimento e/ou execução; realizar: empreender tarefas; empreender
passeios.
A questão deixou bem claro que a análise deve ser feita a partir da Língua
Portuguesa, mas, só por curiosidade, saiba que "emprender" é usado na língua
espanhola, é a tradução do nosso empreender .
GABARITO: ERRADO
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13. (TCE-ES – 2012 – Auditor de Controle Externo – CESPE/UnB)
Em relação às ideias e estruturas linguísticas do texto, julgue os itens que se
seguem.
Se o numeral ordinal “73.ª” (l.8) fosse escrito por extenso, a forma
correta seria: seteptuagésima terceira.
( ) CERTO
( ) ERRADO
Comentário: muuuuuita atenção para a pegadinha!! O candidato acaba
lendo o numeral escrito por extenso errado e não percebendo o erro. O sete é
representado por “sept”, não por “setep”. O correto é: Septuagésimo terceiro!
GABARITO: ERRADO
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14. (Câmara dos Deputados – 2012 – Analista Legislativo – CESPE)
Com base no texto acima, julgue os itens que se seguem.
No trecho “monoteísmo judaico-cristão nas ciências” (L.16-17), o adjetivo
é grafado na sua forma mais conhecida, embora também estejam corretas as
formas judaicocristão e judaico cristão.
( ) CERTO
( ) ERRADO
Comentário: O hífen é usado com vários fins em nossa ortografia,
geralmente, sugerindo a ideia de união semântica. As regras de emprego do
hífen são muitas, o que faz com que algumas dúvidas só possam ser
solucionadas com o auxílio de um bom dicionário. Entretanto, é possível
reduzir a quantidade de dúvidas sobre o seu uso, ao observarmos algumas
orientações básicas.
Para que resolva esta questão, saiba que: entre outros casos, emprega-
se o hífen em compostos homogêneos (contendo dois adjetivos, dois verbos ou
elementos repetidos). Exemplos: técnico-científico, luso-brasileiro; judaico-
cristão; quebra-quebra, corre-corre, reco-reco, blá-blá-blá, etc. Portanto,
afirmar que a palavra judaico-cristão pode ser grafada nas
formas judaicocristão e judaico cristão está ERRADO.
GABARITO: ERRADO
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15. (TC-DF – 2012 – Analista de Controle Externo – CESPE) Com
base nas ideias do texto, julgue os itens seguintes.
Com relação a aspectos linguísticos do texto, julgue os itens que se
seguem.
Na linha 13, a substituição do vocábulo “senão” por se não, embora
gramaticalmente correta, prejudicaria o sentido do texto.
Comentário: vamos reescrever a frase do texto para analisarmos:
“Que não conheciam outro limite senão seu próprio poder”.
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"senão" => Nesse contexto é uma preposição que equivale a "exceto".
“Que não conheciam outro limite se não seu próprio poder”.
"Se não" => São duas palavras: conjunção 'se' & advérbio 'não'. O 'se' é
uma conj. condicional e implica oração subordinada adverbial condicional, que
não existe neste contexto.
Portanto, se não existe uma oração subordinada, ocorre erro gramatical.
Lembrando que para estar gramaticalmente correto é necessário que esteja
não apenas escrito corretamente, mas sintaticamente correto também.
GABARITO: ERRADA
16. (TCU – 2015 - Auditor – CESPE) As palavras “líquida”, “público”,
“órgãos” e “episódicas” obedecem à mesma regra de acentuação gráfica.
( ) CERTO
( ) ERRADO
Comentário: notem que as palavras líquida, público, episódicas são
acentuadas por serem proparoxítonas. Já palavra órgãos usa uma regra de
acentuação diferente das demais, é acentuada por ser paroxítona terminada
em ditongo.
GABARITO: ERRADO
17. (DEPEN – 2015 – Analista e Técnico – Cespe/UnB) As palavras
“indivíduos” e “precárias” recebem acento gráfico com base em
justificativas gramaticais diferentes.
( ) CERTO
( ) ERRADO
Comentário: a acentuação das duas palavras segue a mesma regra:
paroxítonas terminadas em ditongo.
GABARITO: ERRADO
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18. (ANAC – 2016 – Técnico Administrativo - ESAF) Em relação às
regras de acentuação, assinale a opção correta.
a) Acentua-se o verbo “é” (l.1), quando átono, para diferenciá-lo da
conjunção “e”.
b) “Você” (l. 3) é palavra acentuada por ser paroxítona terminada na
vogal “e” fechada.
c) “Despachá-los” (l.4) se acentua pelo mesmo motivo de “deverá” (l.11).
d) Ocorre acento grave em “à busca pessoal” (l.11) em razão do emprego
de locução com substantivo no feminino.
e) O acento agudo em “grávidas” (l.12) se deve por se tratar de palavra
paroxítona terminada em ditongo.
Comentário: Vamos avaliar cada alternativa:
a) está ERRADA. O “e” é acentuado quando tônico, não átono.
b) está ERRADA. O “você” é acentuado por ser oxítono terminado em “e”.
c) está CORRETA. “Despachá-la” e “deverá” são acentuadas por serem
oxítonas terminadas e “a”. Para a análise, o “la” deve ser ignorado.
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d) está ERRADA. Observem a regência: quem se submete... se submete
A (PREPOSIÇÃO) alguma coisa ou A alguém. A crase ocorre pela fusão do A
preposição + o A artigo que acompanha a palavra feminina “busca”.
e) está ERRADA. A palavra “grávida” é acentuada por ser um
proparoxítona.
GABARITO: C
19. (ANAC – 2016 – Técnico Administrativo - ESAF) Assinale o trecho
sem problemas de ortografia.
a) No caso de sentir-se prejudicado ou de ter seus direitos desrespeitados,
o passageiro de avião deve dirijir-se primeiro à empresa aérea contratada,
para reinvindicar seus direitos como consumidor.
b) É possível, também, registrar reclamação contra a empresa aérea na
ANAC, que analizará o fato.
c) Se a ANAC constatar descomprimento de normas da aviação civil,
poderá aplicar sanção administrativa à empresa.
d) No entanto, a ANAC não é parte na relação de consumo firmada entre o
passageiro e a empresa aérea, razão pela qual não é possível buscar
indenização na Agência.
e) Para exijir indenização por danos morais e/ ou materiais, consulte os
órgãos de defesa do consumidor, e averigúe antecipadamente se está de posse
dos comprovantes necessários.
Comentário: a alternativa D é a única que não possui problemas quanto à
ortografia. Vamos ver o erro das outras alternativas. Entre em parênteses,
coloquei a grafia correta das palavras.
a) No caso de sentir-se prejudicado ou de ter seus direitos desrespeitados,
o passageiro de avião deve dirijir-se (dirigir-se) primeiro à empresa aérea
contratada, para reinvindicar (reivindicar) seus direitos como consumidor.
b) É possível, também, registrar reclamação contra a empresa aérea na
ANAC, que analizará (analisará) o fato.
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c) Se a ANAC constatar descomprimento (descumprimento) de
normas da aviação civil, poderá aplicar sanção administrativa à empresa.
e) Para exijir (exigir) indenização por danos morais e/ ou materiais,
consulte os órgãos de defesa do consumidor, e averigúe (averigue)
antecipadamente se está de posse dos comprovantes necessários.
GABARITO: D
20. (ANAC – 2016 – Analista Administrativo - ESAF) Assinale a opção
correspondente a erro de grafia inserido no texto.
Há alguma controvérsia (1) entre o primeiro voo da história, entre Santos
Dumont e os irmãos Orville e Wilbur Wright. No entanto, deve-se lembrar que
grandes invenções como o avião são converjências (2) de vários outros
experimentos e feitos anteriores, em uma época de intensa (3) atividade
científica. Assim como o cinema, o rádio, o balão de ar quente e várias outras
invenções da modernidade, não há um inventor único, apenas aquele que
consegue convencer (4) mais pessoas de que a invenção é sua.
Independentemente disso, o 14-Bis fez seu inesquecível (5) voo no dia
23 de outubro de 1906, pelas mãos de um brasileiro, marcando para sempre a
data no mundo e em nosso país. A data foi transformada em Dia do Aviador
pela Lei n. 218, de 4 de julho de 1936, pelo então Presidente do Brasill, Getúlio
Vargas.
. Acesso em: 13/12/2015 (com adaptações)
a) controvérsia
b) converjências
c) intensa
d) convencer
e) inesquecível
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Comentário: questão muito simples da ESAF!! Veio na prova da ANAC
(concurso bastante concorrido). A única palavra com grafia errada é a
“converjências”, da alternativa B, gabarito da questão. O correto é
“convergências”. O "G" transforma-se em "J" apenas antes de "A" e "O".
GABARITO: B
Não dá para fazer reforma mantendo a mesma estrutura tributária, sem
corrigir um sistema de que (a) se transformou num monstro justamente por
que (b) rombos momentaneos (c) superaram a racionalidade fiscal desde os
tempos da ditadura militar. Para falar mais claro, nos últimos 40 anos um
imposto era criado sempre que o Orçamento federal abria um novo rombo,
gerado por suscessivos (d) governos que gastavam mais do que podiam.
Assim nasceram (e) o PIS-Cofins federal, as nove taxas embutidas nas contas
de luz, a taxa de incêndio municipal e por aí vai.
(Suely Caldas, “Falsos remédios". Folha de S. Paulo, 1/5/2012 -
http.://arquivoetc.blogspot.com.br/2012_05_01_archive.html)
21. (Receita Federal – 2012 – AFRF- ESAF) Assinale a letra
correspondente à expressão inteiramente correta.
a) de que
b) por que
c) momentaneos
d) suscessivos
e) nasceram
Comentário: a questão que que analisemos cada expressão
correspondentes às letras a, b, c, d, e. Apenas uma delas está correta, sem
erros gramaticais. Vejamos:
a) Expressão: “sem corrigir um sistema de que (a) se transformou num
monstro “. O "que" pronome relativo está ligado ao substantivo "sistema", e
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não deve ser precedido de preposição, uma vez que não há exigência para o
uso do “de” por parte do termo “transformou”.
b) Expressão “justamente por que“. O "por que" deveria ter sido grafado
junto e sem acento (porque), já que é uma conjunção explicativa.
c) A palavra “momentaneos“ deve ser acentuada, pois é um paroxítono
terminado em ditongo oral (momentâneos).
d) "sucessivos" é a grafia correta.
e) CERTO. Está correto o uso do verbo "nasceram", pois há uma
concordância verbal com o sujeito composto cujos núcleos constituem uma
gradação. Como um dos núcleos do sujeito está no plural ("as nove taxas
embutidas nas contas de luz"), obrigatoriamente o verbo deve vir também no
plural.
GABARITO: E
Em alguns países mais afetados pela crise global, como os Estados
Unidos, a indústria buscou aumentar sua competitividade por meio da forçada
redução dos custos de produção, o que (1) implicou demissões em massa.
Mesmo com menos trabalhadores, a indústria manteve ou ampliou a produção,
alcançando ganhos notáveis de produtividade. Mesmo que aceitasse (2) arcar
com um custo social tão alto, dificilmente o Brasil alcançaria (3) resultados
econômicos tão rápidos. O aumento da produtividade do trabalhador brasileiro
é limitado, entre outros fatores, pela defazagem (4) nos investimentos em
educação. Com escassez (5) de trabalhadores qualificados, exigidos cada vez
mais pelo mercado de trabalho, os salários de determinadas funções tendem a
subir bem mais do que a produtividade média do setor, o que afeta o preço
dos bens finais.
(Editorial, O Estado de S. Paulo, 24/3/2012)
22. (MDIC – 2012 – Analista de Comércio Exterior – ESAF) O texto
acima foi transcrito com adaptações. Assinale a opção que corresponde a erro
gramatical ou de grafia de palavra.
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a) 1
b) 2
c) 3
d) 4
e) 5
Comentário: a inadequação ortográfica está no item 4: “defazagem”. A
grafia correta é defasagem. Defasagem é com S pois deriva da palavra FASE.
GABARITO: D
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01. (MPU – 2015 - Técnico do MPU - Segurança Institucional e
Transporte – CESPE) Com relação às ideias e às estruturas linguísticas do
texto I, julgue o item que se segue.
A palavra “cível" recebe acento gráfico em decorrência da mesma regra
que determina o emprego de acento em amável e útil.
( ) CERTO
( ) ERRADO
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02. (ICMBIO – 2014 – CESPE) Julgue os itens seguintes, relativos às
ideias e aos aspectos estruturais do texto acima.
A mesma regra de acentuação gráfica se aplica aos vocábulos
“homogênea” (l.9), “médio” (l.18) e “bromélias” (l.19).
( ) CERTO
( ) ERRADO
03. (Caixa – 2014 – Médico do Trabalho – CESPE) Julgue os próximos
itens, relativos ao texto acima.
O emprego do acento gráfico em “incluíram” e “número” justifica-se com
base na mesma regra de acentuação.
( ) CERTO
( ) ERRADO
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Clarice Lispector. O escrito. In: A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco,
2008.
04. (BACEN – 2013 – Analista – CESPE) Considerando as ideias e os
aspectos linguísticos do texto acima, julgue os itens seguintes.
O emprego do acento gráfico na palavra “arqueológica” e na palavra
“áspera” justifica-se com base na mesma regra de acentuação.( ) CERTO
( ) ERRADO
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05. (MJ – 2013 – Analista técnico administrativo – CESPE) Julgue os
itens que se seguem, acerca das estruturas linguísticas do texto.
A supressão do acento gráfico da forma verbal “têm” (l.5) não prejudicaria
a correção gramatical do período, uma vez que o verbo pode apresentar
concordância com a ideia singular de “brasileiro” (l.4) ou de “estrangeiro” (l.4)
ou com a ideia plural de “o brasileiro ou o estrangeiro” (l.3-4).
( ) CERTO
( ) ERRADO
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06. (MJ – 2013 – Analista técnico administrativo – CESPE) As
palavras “negligência”, “reservatórios”, “espécie” e “equilíbrio” apresentam
acentuação gráfica em decorrência da mesma regra gramatical.
( ) CERTO
( ) ERRADO
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07. (MPE/PI – 2012 - CESPE) De acordo com a ortografia oficial
vigente, o vocábulo “órgãos” (L.20) segue a mesma regra de acentuação que o
vocábulo “últimos” (L.12).
( ) CERTO
( ) ERRADO
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08. (EBC – 2011 – Cargos de nível Superior - CESPE) De acordo com
o texto acima, julgue os itens de 9 a 15.
Levando-se em consideração o que está previsto na ortografia oficial
vigente, é correto afirmar que: o vocábulo “têxtil” (L.2), que segue o padrão
de flexão do vocábulo pênsil, é acentuado também na forma plural;
“obsolescência” (L.12) é vocábulo que segue o padrão do vocábulo ciência, no
que se refere ao emprego de sinal de acentuação; a acentuação gráfica do
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vocábulo “déspotas” (L.18) também é empregada quando o vocábulo é grafado
na forma singular.
( ) CERTO
( ) ERRADO
09. (SEDU-ES – 2008 – Professor – CESPE) A partir das estruturas e
ideias do texto acima, julgue os seguintes itens.
A grafia de “bera” (L.1) reproduz uma tendência da fala brasileira em
reduzir ditongos.
( ) CERTO
( ) ERRADO
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10. (CPRM – 2013 – Analista em Geociências – CESPE) Julgue os
itens subsequentes, relativos aos sentidos e a aspectos estruturais e
linguísticos do texto acima.
A ocorrência de hiato justifica o emprego do acento agudo nas vogais i e u
nas palavras “construída” e “conteúdos”.
( ) CERTO
( ) ERRADO
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11. (SERPRO – 2013 – Advogado – CESPE) No que se refere às
estruturas linguísticas do texto, julgue os itens a seguir.
O vocábulo “redobrado” (L.8) tem, no contexto, sentido diferente do de
reduplicado.
( ) CERTO
( ) ERRADO
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12. (PRF – 2013 – Cargos de nível Superior – CESPE) A forma verbal
“empreendem” (l.14) poderia corretamente ser substituída por emprendem,
visto que ambas as formas são abonadas na língua portuguesa como
sinônimas.
( ) CERTO
( ) ERRADO
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13. (TCE-ES – 2012 – Auditor de Controle Externo – CESPE/UnB)
Em relação às ideias e estruturas linguísticas do texto, julgue os itens que se
seguem.
Se o numeral ordinal “73.ª” (l.8) fosse escrito por extenso, a forma
correta seria: seteptuagésima terceira.
( ) CERTO
( ) ERRADO
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14. (Câmara dos Deputados – 2012 – Analista Legislativo – CESPE)
Com base no texto acima, julgue os itens que se seguem.
No trecho “monoteísmo judaico-cristão nas ciências” (L.16-17), o adjetivo
é grafado na sua forma mais conhecida, embora também estejam corretas as
formas judaicocristão e judaico cristão.
( ) CERTO
( ) ERRADO
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15. (TC-DF – 2012 – Analista de Controle Externo – CESPE) Com
relação a aspectos linguísticos do texto, julgue os itens que se seguem.
Na linha 13, a substituição do vocábulo “senão” por se não, embora
gramaticalmente correta, prejudicaria o sentido do texto.
16. (TCU – 2015 - Auditor – CESPE) As palavras “líquida”, “público”,
“órgãos” e “episódicas” obedecem à mesma regra de acentuação gráfica.
( ) CERTO
( ) ERRADO
17. (DEPEN – 2015 – Analista e Técnico – Cespe/UnB) As palavras
“indivíduos” e “precárias” recebem acento gráfico com base em
justificativas gramaticais diferentes.
( ) CERTO
( ) ERRADO
18. (ANAC – 2016 – Técnico Administrativo - ESAF) Em relação às
regras de acentuação, assinale a opção correta.
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a) Acentua-se o verbo “é” (l.1), quando átono, para diferenciá-lo da
conjunção “e”.
b) “Você” (l. 3) é palavra acentuada por ser paroxítona terminada na
vogal “e” fechada.
c) “Despachá-los” (l.4) se acentua pelo mesmo motivo de “deverá” (l.11).
d) Ocorre acento grave em “à busca pessoal” (l.11) em razão do emprego
de locução com substantivo no feminino.
e) O acento agudo em “grávidas” (l.12) se deve por se tratar de palavra
paroxítona terminada em ditongo.
19. (ANAC – 2016 – Técnico Administrativo - ESAF) Assinale o trecho
sem problemas de ortografia.
a) No caso de sentir-se prejudicado ou de ter seus direitos desrespeitados,
o passageiro de avião deve dirijir-se primeiro à empresa aérea contratada,
para reinvindicar seus direitos como consumidor.
b) É possível, também, registrar reclamação contra a empresa aérea na
ANAC, que analizará o fato.
c) Se a ANAC constatardescomprimento de normas da aviação civil,
poderá aplicar sanção administrativa à empresa.
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d) No entanto, a ANAC não é parte na relação de consumo firmada entre o
passageiro e a empresa aérea, razão pela qual não é possível buscar
indenização na Agência.
e) Para exijir indenização por danos morais e/ ou materiais, consulte os
órgãos de defesa do consumidor, e averigúe antecipadamente se está de posse
dos comprovantes necessários.
20. (ANAC – 2016 – Analista Administrativo - ESAF) Assinale a opção
correspondente a erro de grafia inserido no texto.
Há alguma controvérsia (1) entre o primeiro voo da história, entre Santos
Dumont e os irmãos Orville e Wilbur Wright. No entanto, deve-se lembrar que
grandes invenções como o avião são converjências (2) de vários outros
experimentos e feitos anteriores, em uma época de intensa (3) atividade
científica. Assim como o cinema, o rádio, o balão de ar quente e várias outras
invenções da modernidade, não há um inventor único, apenas aquele que
consegue convencer (4) mais pessoas de que a invenção é sua.
Independentemente disso, o 14-Bis fez seu inesquecível (5) voo no dia
23 de outubro de 1906, pelas mãos de um brasileiro, marcando para sempre a
data no mundo e em nosso país. A data foi transformada em Dia do Aviador
pela Lei n. 218, de 4 de julho de 1936, pelo então Presidente do Brasill, Getúlio
Vargas.
. Acesso em: 13/12/2015 (com adaptações)
a) controvérsia
b) converjências
c) intensa
d) convencer
e) inesquecível
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Não dá para fazer reforma mantendo a mesma estrutura tributária, sem
corrigir um sistema de que (a) se transformou num monstro justamente por
que (b) rombos momentaneos (c) superaram a racionalidade fiscal desde os
tempos da ditadura militar. Para falar mais claro, nos últimos 40 anos um
imposto era criado sempre que o Orçamento federal abria um novo rombo,
gerado por suscessivos (d) governos que gastavam mais do que podiam.
Assim nasceram (e) o PIS-Cofins federal, as nove taxas embutidas nas contas
de luz, a taxa de incêndio municipal e por aí vai.
(Suely Caldas, “Falsos remédios". Folha de S. Paulo, 1/5/2012 -
http.://arquivoetc.blogspot.com.br/2012_05_01_archive.html)
21. (Receita Federal – 2012 – AFRF- ESAF) Assinale a letra
correspondente à expressão inteiramente correta.
a) de que
b) por que
c) momentaneos
d) suscessivos
e) nasceram
Em alguns países mais afetados pela crise global, como os Estados
Unidos, a indústria buscou aumentar sua competitividade por meio da forçada
redução dos custos de produção, o que (1) implicou demissões em massa.
Mesmo com menos trabalhadores, a indústria manteve ou ampliou a produção,
alcançando ganhos notáveis de produtividade. Mesmo que aceitasse (2) arcar
com um custo social tão alto, dificilmente o Brasil alcançaria (3) resultados
econômicos tão rápidos. O aumento da produtividade do trabalhador brasileiro
é limitado, entre outros fatores, pela defazagem (4) nos investimentos em
educação. Com escassez (5) de trabalhadores qualificados, exigidos cada vez
mais pelo mercado de trabalho, os salários de determinadas funções tendem a
subir bem mais do que a produtividade média do setor, o que afeta o preço
dos bens finais.
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(Editorial, O Estado de S. Paulo, 24/3/2012)
22. (MDIC – 2012 – Analista de Comércio Exterior – ESAF) O texto
acima foi transcrito com adaptações. Assinale a opção que corresponde a erro
gramatical ou de grafia de palavra.
a) 1
b) 2
c) 3
d) 4
e) 5
1) CERTO
2) CERTO
3) ERRADO
4) CERTO
5) ERRADO
6) CERTO
7) ERRADO
8) CERTO
9) CERTO
10) CERTO
11) ERRADO
12) ERRADO
13) ERRADO
14) ERRADO
15) ERRADO
16) ERRADO
17) ERRADO
18) C
19) D
20) B
21) E
22) D
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Caros alunos, foi um prazer estar com vocês em mais uma aula!
Conhecer as regras de acentuação e ortografia é muito importante, mas o
primordial mesmo é conhecer a aplicação delas no cotidiano, lendo bastante,
tendo contato com a língua viva!!
Se puderem, leiam mais sobre o Novo Acordo Ortográfico, isso irá
enriquecer o estudo de vocês ainda mais!
ATENÇÃO!! Dia 29/06/2016 irei liberar uma aula EXTRA apenas
com questões ESAF sobre os conteúdos vistos até aqui! Aliás, com os
conteúdos até a aula 03. Aguardem!!!
Obrigada e contem comigo!
Abraço,
Rafaela Freitas
Contato: professorarafaelafreitas@gmail.com
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2) Tritongo
É a sequência formada por uma semivogal, uma vogal e uma semivogal,
sempre nessa ordem, numa só sílaba. Pode ser oral ou nasal.
Exemplos:
Paraguai - Tritongo oral
Quão - Tritongo nasal
O “uai” em “Paraguai” só é um tritongo porque as três letras são
pronunciadas! Você ouve tanto o som do “u” quanto do “a” e do “i”, sendo a
letra “a” a mais forte, pois ela é a vogal (as outras são semivogais).
E por que eu falei isso?
Nas palavras “também” e “ninguém”, embora possa parecer que temos
tritongo, uma vez que “uém” é pronunciado “ueim”, NÃO TEMOS! São, na
verdade, ditongos nasais!
Lembrem-se: para ser um tritongo, o "u" tem que ser pronunciado, como
na palavra Paraguai.
Observe a pronúncia de ninguém: nin - gey (não esquece de nasalizar o
"i" de "nin" e o "e" final). Assim fica mais fácil perceber o ditongo "ei" ou “ey”.
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O "u" e o "e" formam um único som vocálico. Trata-se então de uma Vogal +
uma Semivogal (V + SV = ditongo decrescente).
Devo lembrar que expliquei o exposto acima em linguagem simples, sem
explorar os recursos técnicos da fonética e fonologia, visando à fácil
compreensão de todos (aqueles que conhecem e aqueles que não conhecem a
linguagem técnica)!
3) Hiato
É a sequência de duas vogais numa mesma palavra que pertencem a
sílabas diferentes.
Exemplos:
Saída (sa-í-da)
Poesia (po-e-si-a)
- É tradicional considerar hiato o encontro entre uma semivogal e uma
vogal ou entre uma vogal e uma semivogal que pertencem a sílabas
diferentes, como em ge-lei-a (hiato da semivogal “i” e da vogal “a”).
ENCONTROS CONSONANTAIS
O agrupamento de duas ou mais consoantes, sem vogal intermediária,
recebe o nome de Encontro Consonantal. Existem basicamente dois tipos:
- os que resultam do contato consoante + l ou r e ocorrem numa mesma
sílaba, como em: pe-dra, pla-no, a-tle-ta, cri-se...
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- os que resultam do contato de duas consoantes pertencentes a sílabas
diferentes: por-ta, rit-mo, lis-ta...
Há ainda grupos consonantais que surgem no início dos vocábulos e são
inseparáveis: pneu, gno-mo, psi-có-lo-go...
DÍGRAFOS
De maneira geral, cada fonema é representado, na escrita, por apenas
uma letra.
Exemplo: Lixo - Possui quatro fonemas e quatro letras.
Há, no entanto, fonemas que são representados, na escrita, por duas
letras.
Exemplo: Bicho - Possui quatro fonemas e cinco letras.
Na palavra acima, para representar o fonema |xe| foram utilizadas duas
letras: o c e o h.
Assim, o dígrafo ocorre quando duas letras são usadas para representar
um único fonema (di = dois + grafo = letra). Em nossa língua, há um número
razoável de dígrafos que convém conhecer. Podemos agrupá-los em dois tipos:
consonantais e vocálicos.
Dígrafos Consonantais
Letras Fonemas Exemplos
Lh Lhe Telhado
nh Nhe marinheiro
ch Xe Chave
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rr
Re (no interior
da palavra)
Carro
ss
se (no interior
da palavra)
Passo
qu
que (seguido de
e e i)
queijo,
quiabo
gu
gue (seguido de
e e i)
guerra,
guia
sc Se Crescer
sç se Desço
xc Se exceção
Dígrafos Vocálicos: registram-se na representação das vogais nasais.
Letras Fonemas Exemplos
am ã tampa
Na Canto
em Templo
en lenda
im Limpo
in Lindo
om õ tombo
on tonto
Um Chumbo
Um Corcunda
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"Gu" e "qu" são dígrafos somente quando seguidos
de "e" ou "i", representando os fonemas /g/ e /k/: guitarra, aquilo. Nesses
casos, a letra "u" não corresponde a nenhum fonema. Em algumas palavras,
no entanto, o "u" representa um fonema semivogal ou vogal (aguentar,
linguiça, aquífero...). Sendo assim, "gu" e "qu" não são dígrafos. Também não
há dígrafos quando são seguidos de "a" ou "o" (quase, averiguo).
Questão para ilustrar:
Prefeitura Municipal de Monte Belo/2011/Administração.
A palavra “sagrado” apresenta
a) hiato.
b) encontro vocálico.
c) ditongo.
d) encontro consonantal.
e) dígrafo.
Comentário: vejamos:
a) hiato. – ERRADO. Não há encontro vocálico na palavra “sagrado”
b) encontro vocálico. – ERRADO. Não há encontro vocálico na palavra
“sagrado”
c) ditongo. – ERRADO. Não há encontro vocálico na palavra “sagrado”
d) encontro consonantal. – CORRETA. O encontro consonantal presente na
palavra “sagrado” é o “gr”.
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e) dígrafo. – ERRADA. O encontro consonantal “gr” não é um dígrafo, pois
não as duas letras, ainda que juntas, NÃO correspondem a um único fonema,
como ocorre em “pássaro”, por exemplo.
GABARITO: D
Muito bem, candidatos!! Antes de falarmos sobre acentuação e
ortografia, quero ainda falar sobre tonicidade. Pode parecer “bobo” para
alguns, mas pode ser de grande valia para outros!
Prosódia (sílaba tônica)
Trata-se da correta emissão de palavras quanto à posição da sílaba tônica,
segundo as normas da língua culta. Existe uma série de vocábulos que, ao
serem proferidos, acabam tendo o acento prosódico deslocado. Ao erro
prosódico dá-se o nome de silabada. Observe os exemplos.
1) São oxítonas (sílaba tónica é a última da palavra):
condor novel ureter
mister Nobel ruim
2) São paroxítonas:
austero ciclope Madagáscar recorde
caracteres filantropo pudico rubrica
3) São proparoxítonas:
aerólito lêvedo quadrúmano
alcíone munícipe trânsfuga
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Existem palavras cujo acento prosódico é incerto, mesmo na língua culta.
Observe os exemplos a seguir, sabendo que a primeira pronúncia dada é a
mais utilizada na língua atual.
acrobata – acróbata réptil - reptil
Bálcãs – Balcãs xerox - xérox
projétil – projetil zangão - zângão
Novo Acordo Ortográfico
A partir de 1º de janeiro de 2009 passou a vigorar no Brasil e em todos os
países da CLP (Comunidade de países de Língua Portuguesa) o período de
transição para as novas regras ortográficas que se finaliza em 31 de dezembro
de 2015. Desde então, os concursos têm cobrado as novas regras a fim de
saber se os alunos estão “por dentro”. A partir deste ano, 2016, termina o fase
de transição e o acordo começa a valer! Nesta aula, apresentarei a ortografia e
acentuação já adaptadas ao novo acordo e ressaltarei as mudanças que
aconteceram!
O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa foi assinado em Lisboa, em 16
de dezembro de 1990, por Portugal, Brasil, Angola, São Tomé e Príncipe, Cabo
Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e, posteriormente,por Timor Leste. No
Brasil, o Acordo foi aprovado pelo Decreto Legislativo no 54, de 18 de abril de
1995. Esse Acordo é meramente ortográfico; portanto, restringe-se à língua
escrita, não afetando nenhum aspecto da língua falada. Ele não elimina todas
as diferenças ortográficas observadas nos países que têm a língua portuguesa
como idioma oficial, mas é um passo em direção à pretendida unificação
ortográfica desses países.
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Unificar a ortografia do nosso idioma não é uma preocupação atual! No
quadro a seguir tem-se, resumidamente, as principais tentativas de unificação
ortográfica já ocorridas entre os países lusófonos. No Brasil, note que já houve
duas reformas ortográficas: em 1943 e 1971. Assim, um brasileiro com mais
de 65 anos está prestes a passar pela terceira reforma. Em Portugal, a última
reforma aconteceu em 1945.
Cronologia das Reformas Ortográficas na Língua Portuguesa
Séc XVI até ao séc. XX - Em Portugal e no Brasil a escrita praticada
era de caráter etimológico (procurava-se a raiz latina ou grega para
escrever as palavras).
1907 - A Academia Brasileira de Letras começa a simplificar a escrita
nas suas publicações.
1910 - Implantação da República em Portugal – foi nomeada uma
Comissão para estabelecer uma ortografia simplificada e uniforme para ser
usada nas publicações oficiais e no ensino.
1911 - Primeira Reforma Ortográfica – tentativa de uniformizar e
simplificar a escrita de algumas formas gráficas, mas que não foi extensiva
ao Brasil.
1915 - A Academia Brasileira de Letras resolve harmonizar a
ortografia com a portuguesa.
1919 - A Academia Brasileira de Letras revoga a sua resolução de
1915.
1924 - A Academia de Ciências de Lisboa e a Academia Brasileira de
Letras começam a procurar uma grafia comum.
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1929 - A Academia Brasileira de Letras lança um novo sistema
gráfico.
1931 - Foi aprovado o primeiro Acordo Ortográfico entre o Brasil e
Portugal, que visava suprimir as diferenças, unificar e simplificar a língua
portuguesa, contudo não foi posto em prática.
1938 - Foram sanadas as dúvidas quanto à acentuação de palavras.
1943 - Foi redigido, na primeira Convenção ortográfica entre Brasil e
Portugal, o Formulário Ortográfico de 1943.
1945 - O acordo ortográfico tornou-se lei em Portugal, mas no Brasil
não foi ratificado pelo Governo. Os brasileiros continuaram a regular-se
pela ortografia anterior, do Vocabulário de 1943.
1971 - Foram promulgadas alterações no Brasil, reduzindo as
divergências ortográficas com Portugal.
1973 - Foram promulgadas alterações em Portugal, reduzindo as
divergências ortográficas com o Brasil.
1975 - A Academia das Ciências de Lisboa e a Academia Brasileira de
Letras elaboram novo projeto de acordo, que não foi aprovado
oficialmente.
1986 - O presidente brasileiro José Sarney promoveu um encontro
dos sete países de língua portuguesa - Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-
Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe - no Rio de Janeiro.
Foi apresentado o Memorando Sobre o Acordo Ortográfico da Língua
Portuguesa.
1990 - A Academia das Ciências de Lisboa convocou novo encontro
juntando uma Nota Explicativa do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa
– as duas academias elaboram a base do Acordo Ortográfico da Língua
Portuguesa. O documento entraria em vigor (de acordo com o 3º artigo do
mesmo) no dia 1º de Janeiro de 1994, após depositados todos os
instrumentos de ratificação de todos os Estados junto do Governo
português.
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1996 - O último acordo foi apenas ratificado por Portugal, Brasil e
Cabo Verde.
2004 - Os ministros da Educação da CPLP reuniram-se em Fortaleza
(Brasil) para propor a entrada em vigor do Acordo Ortográfico, mesmo
sem a ratificação de todos os membros.
ACENTUAÇÃO GRÁFICA
As regras da ortografia baseiam-se na constatação de que, em nossa
língua, as palavras mais numerosas são as paroxítonas, seguidas pelas
oxítonas. A maioria das paroxítonas termina em -a, -e, -o, -em, podendo ou
não ser seguidas de "s". Essas paroxítonas, por serem maioria, não são
acentuadas graficamente. Já as proparoxítonas, por serem pouco numerosas,
são sempre acentuadas.
Proparoxítonas
Sílaba tônica: antepenúltima
As proparoxítonas são todas acentuadas graficamente.
Exemplos: trágico, patético, árvore
Paroxítonas
Sílaba tônica: penúltima
Acentuam-se as paroxítonas terminadas em:
L fácil
N pólen
R cadáver
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ps bíceps
x tórax
us vírus
i, is júri, lápis
om, ons iândom, íons
um, uns álbum, álbuns
ã(s), ão(s) órfã, órfãs, órfão, órfãos
ditongo oral (seguido
ou não de s)
jóquei, túneis
1) As paroxítonas terminadas em "n" são acentuadas (hífen), mas as que
terminam em "ens", não. (hifens, jovens)
2) Não são acentuados os prefixos terminados em "i" e "r". (semi, super)
3) ATENÇÃO: algumas palavras podem ser classificadas como
paroxítona eventuais ou proparoxítonas! Isso vai depende da gramática
base e, muitas vezes, da banca. Trata-se do seguinte:
Fé – ri – as / Fé – rias >> qual das duas formas de separação silábica
está correta?
II. As palavras férias, comércio, história, entre outras que terminam com
ditongo, são paroxítonas eventuais, ou seja, são separadas assim: fé – rias, co
– mér - cio, his – tó – ria, sendo acentuadas pela seguinte regra: paroxítonas
terminadas em ditongo.
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II. É possível, ainda, encontrar as mesmas palavras em outras gramáticas
classificadas como proparoxítonas: fé – ri - as, co – mér – ci - o, his – tó – ri -
a, sendo acentuadas pela seguinte regra: toda proparoxítona deve ser
acentuada.
O Cespe/UnB não deixa claro qual regra de acentuação seguir para esses
casos, mas não fiquem preocupados! A banca cobra da seguinte forma:
Afirmação: As palavras comércio e história são acentuadas pela mesma
regra.
CERTO! Independente da regra (paroxítonas eventuais ou proparoxítonas)
podemos dizer que são acentuadas pelo mesmo motivo!
Oxítonas
Sílaba tônica: última
Acentuam-se as oxítonas terminadas em:
a(s): sofá, sofás
e(s): jacaré, vocês
o(s): paletó, avós
em, ens: ninguém, armazéns
Monossílabos
Os monossílabos, conforme a intensidade com que são proferidos, podem
ser tônicos ou átonos.
Monossílabos Tônicos
Possuem autonomia fonética, sendo proferidos fortemente na frase onde
aparecem. Acentuam-se os monossílabos tônicos terminados em:
a(s): lá, cá
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e(s): pé, mês
o(s): só, pó, nós, pôs
Monossílabos Átonos
Não possuem autonomia fonética, sendo proferidos fracamente, como se
fossem sílabas átonas do vocábulo a que se apoiam.
Exemplos:
o(s), a(s), um, uns, me, te, se, lhe nos, de, em, e, que etc.
1) Os monossílabos átonos são palavras vazias de sentido, vindo
representados por artigos, pronomes oblíquos, elementos de ligação
(preposições, conjunções).
2) Há monossílabos que são tônicos numa frase e átonos em outras.
Exemplos:
Você trouxe sua mochila para quê? (tônico) / Que tem dentro da sua
mochila? (átono)
Há sempre um más para questionar. (tônico) / Eu sei seu nome, mas não
me recordo agora. (átono)
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Muitos verbos, ao se combinarem com pronomes oblíquos, produzem
formas oxítonas ou monossilábicas que devem ser acentuadas por acabarem
assumindo alguma das terminações contidas nas regras. Exemplos:
beijar + a = beijá-la fez + o = fê-lo
dar + as = dá-las fazer + o = fazê-lo
Regras Especiais
Além das regras fundamentais, há um conjunto de regras destinadas a pôr
em evidência alguns detalhes sonoros das palavras. Observe:
Ditongos Abertos
Os ditongos éi, éu e ói, sempre que tiverem pronúncia aberta em
palavras oxítonas (éi e não êi), são acentuados. Veja:
éi (s): anéis, fiéis, papéis
éu (s): troféu, céus
ói (s): herói, constrói, caubóis
Essa regra é nova! A antiga foi alterada pelo novo acordo
ortográfico.
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• Nova Regra: Ditongos abertos (ei, oi) não são mais acentuados em
palavras paroxítonas
• Regra Antiga: assembléia, platéia, idéia, colméia, boléia, panacéia,
Coréia, hebréia, bóia, paranóia, jibóia, apóio, heróico, paranóico
• Como ficou: assembleia, plateia, ideia, colmeia, boleia, panaceia, Coreia,
hebreia, boia, paranoia, jiboia, apoio, heroico, paranoico
Atenção: a palavra destróier é acentuada por ser uma paroxítona
terminada em "r" (e não por possuir ditongo aberto "ói").
Hiatos
Acentuam-se o "i" e "u" tônicos quando formam hiato com a vogal
anterior, estando eles sozinhos na sílaba ou acompanhados apenas de "s",
desde que não sejam seguidos por "-nh".
Exemplos:
sa - í – da e - go - ís -mo sa - ú – de
Não se acentuam, portanto, hiatos como os das palavras:
ju – iz ra - iz ru - im ca - ir
Razão: -i ou -u não estão sozinhos nem acompanhados de -s na sílaba.
Observação: cabe esclarecer que existem hiatos acentuados não por
serem hiatos, mas por outras razões. Veja os exemplos abaixo:
po-é-ti-co: proparoxítona
bo-ê-mio: paroxítona terminada em ditongo crescente.
ja-ó: oxítona terminada em "o".
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Alguns acentos não existem mais, segundo o Novo Acordo
Ortográfico.
• Nova Regra: o hiato 'oo' não é mais acentuado
• Regra Antiga: enjôo, vôo, corôo, perdôo, côo, môo, abençôo, povôo
• Como ficou: enjoo, voo, coroo, perdoo, coo, moo, abençoo, povoo
• Nova Regra: o hiato 'ee' não é mais acentuado
• Regra Antiga: crêem, dêem, lêem, vêem, descrêem, relêem, revêem
• Como ficou: creem, deem, leem, veem, descreem, releem, reveem
• Nova Regra: não existe mais o acento diferencial em palavras
homógrafas
• Regra Antiga: pára (verbo), péla (substantivo e verbo), pêlo
(substantivo), pêra (substantivo), péra (substantivo), pólo (substantivo)
• Como ficou: para (verbo), pela (substantivo e verbo), pelo
(substantivo), pera (substantivo), pera (substantivo), polo (substantivo)
Observação:
O acento diferencial ainda permanece no verbo 'poder' (3ª pessoa
do Pretérito Perfeito do Indicativo - 'pôde') e no verbo 'pôr' para diferenciar da
preposição 'por'
• Nova Regra: não se acentua mais a letra 'u' nas formas verbais
rizotônicas, quando precedido de 'g' ou 'q' e antes de 'e' ou 'i' (gue, que, gui,
qui)
• Regra Antiga: argúi, apazigúe, averigúe, enxagúe, enxagúemos, oblique
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• Como ficou: argui, apazigue, averigue, enxague, enxaguemos, oblique
• Nova Regra: não se acentua mais 'i' e 'u' tônicos em paroxítonas quando
precedidos de ditongo
• Regra Antiga: baiúca, boiúna, cheiínho, saiínha, feiúra, feiúme
• Como ficou: baiuca, boiuna, cheiinho, saiinha, feiura, feiume
Verbos Ter e Vir
Acentua-se com circunflexo a 3ª pessoa do plural do presente do
indicativo dos verbos ter e vir, bem como nos seus compostos (deter, conter,
reter, advir, convir, intervir etc.). Veja:
Ele tem Eles têm
Ela vem Elas vêm
Ele retém Eles retêm
Ele intervém Eles intervêm
Obs.: nos verbos compostos de ter e vir, o acento ocorre
obrigatoriamente, mesmo no singular. Distingue-se o plural do singular
mudando o acento de agudo para circunflexo:
Ele detém - eles detêm
Ele advém - eles advêm
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Questão TRE-MG/2013
Assinale a alternativa em que todas as palavras são acentuadas
graficamente pelo mesmo motivo.
a) é – têm – ética
b) só – porém – política
c) até – também – mínimo
d) democrática – ético – único
e) excluído – legítimas – ilegítima
Comentário: as palavras da alternativa D são todas acentuadas por serem
proparoxítonas, por tanto, este é o gabarito da questão. Vejamos a acentuação
dos outros vocábulos;
a) é – monossílabo tônico terminado em “e”
têm – acentuado para indicar que o verbo está no plural
ética – acentuado por ser proparoxítono
b) só – monossílabo tônico terminado em “o”
porém – oxítono terminado em “em”
política - acentuado por ser proparoxítono
c) até – oxítono terminado em “e”
também – oxítono terminado em “em”
mínimo – acentuado por ser proparoxítono
e) excluído – “i” tônico formando hiato com a vogal anterior
legítimas – ilegítima – acentuados por serem proparoxítonos
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GABARITO: C
Questão Telebrás/Cespe/2015
A palavra “está” recebe acento gráfico em decorrência da mesma regra
que determina o emprego do acento no vocábulo “três”.
( ) CERTO
( ) ERRADO
Comentário: observem, queridos, que NÃO é a mesma regra que exige a
acentuação das palavras “três” e “está”:
Está = oxítona acentuada por terminar em “a”
Três = monossílabo tônico acentuado por terminar em “es”.
Sendo assim, questão ERRADA.
Questão TRT/Cespe/2013
Os vocábulos juízes e país são acentuados de acordo com regras de
acentuação gráfica distintas.
( ) CERTO
( ) ERRADO
Comentário: Nas palavras "raiz" e "país", há um o hiato, certo? (a-i), mas,
apesar de aparentemente se tratar do mesmo contexto ortográfico,correspondem a regras diferentes, pois a consoante que segue esse hiato é
diferente, o que corresponde a pontos diferentes do Acordo Ortográfico. Em
"raiz" a consoante que segue o hiato é "z", em "país" é "s". Trata-se de
pequenas diferenças, que justificam, por exemplo, uma diferença de
acentuação gráfica entre o singular raiz e o plural raízes.
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Assim, em raiz, trata-se de um - i - tónico antecedido de uma vogal com a
qual forma um hiato, seguido de um -z que faz parte da mesma sílaba. Veja a
regra:
“As vogais tónicas/tônicas grafadas i e u das palavras oxítonas e
paroxítonas não levam acento agudo quando, antecedidas de vogal com que
não formam ditongo, constituem sílaba com a consoante seguinte, como é o
caso de nh, l, m, n, r e z: bainha, moinho, rainha; adail, paul, Raul; Aboim,
Coimbra, ruim; ainda, constituinte, oriundo, ruins, triunfo; atrair, demiurgo,
influir, influirmos, juiz, raiz, etc.”
Em país ou em raízes, trata-se de um - i - tónico antecedido de uma vogal
com a qual forma um hiato, mas que em país é seguido de um -s, que faz
parte da mesma sílaba, e que em raízes é seguido de um -z, que faz parte da
sílaba seguinte. Regra:
“As vogais tónicas/tônicas grafadas i e u das palavras oxítonas e
paroxítonas levam acento agudo quando antecedidas de uma vogal com que
não formam ditongo e desde que não constituam sílaba com a eventual
consoante seguinte, excetuando o caso de s: adaís (pl. de adail), aí, atraí (de
atrair), baú, caís (de cair), Esaú, jacuí, Luís, país, etc.; alaúde, amiúde,
Araújo, Ataíde, atraíam (de atrair), atraísse (id.), baía, balaústre, cafeína,
ciúme, egoísmo, faísca, faúlha, graúdo, influíste (de influir), juízes, Luísa,
miúdo, paraíso, raízes, recaída, ruína, saída, sanduíche, etc.”
Então... raízes e país fazem parte sim da mesma regra gramatical de
acentuação! Questão ERRADA!
Cantinho de livro... esse Cespe...
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ORTOGRAFIA OFICIAL
A ortografia, fruto de uma convenção (acordos ortográficos), caracteriza-
se por estabelecer padrões para a forma escrita das palavras. Essa escrita está
relacionada tanto a critérios etimológicos (ligados à origem das palavras)
quanto fonológicos (ligados aos fonemas representados). A melhor maneira de
treinar a ortografia é ler, escrever e consultar o dicionário sempre que houver
dúvida.
O Alfabeto
O alfabeto da língua portuguesa é formado por 26 letras (antes do novo
acordo ortográfico eram 23, acrescentou-se agora o K, W e Y).
Emprego das letras K, W e Y
Utilizam-se nos seguintes casos:
a) Em antropônimos originários de outras línguas e seus derivados.
Exemplos: Kant, kantismo; Darwin, darwinismo; Taylor, taylorista.
b) Em topônimos originários de outras línguas e seus derivados.
Exemplos: Kuwait, kuwaitiano.
c) Em siglas, símbolos, e mesmo em palavras adotadas como unidades de
medida de curso internacional.
Exemplos: K (Potássio), W (West), kg (quilograma), km (quilômetro),
Watt.
ENTÃO... Tais casos continuam em uso, mas as letras fazem parte
do alfabeto.
Emprego de X e Ch
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Emprega-se o X:
1) Após um ditongo.
Exemplos: caixa, frouxo, peixe
Exceção: recauchutar e seus derivados
2) Após a sílaba inicial "en".
Exemplos: enxame, enxada, enxaqueca
Exceção: palavras iniciadas por "ch" que recebem o prefixo "en-"
Exemplos: encharcar (de charco), enchiqueirar (de chiqueiro), encher e
seus derivados (enchente, enchimento, preencher...)
3) Após a sílaba inicial "me-".
Exemplos: mexer, mexerica, mexicano, mexilhão
Exceção: mecha
4) Em vocábulos de origem indígena ou africana e nas palavras inglesas
aportuguesadas.
Exemplos: abacaxi, xavante, orixá, xará, xerife, xampu
5) Nas seguintes palavras: bexiga, bruxa, coaxar, faxina, graxa,
lagartixa, lixa, lixo, puxar, rixa, oxalá, praxe, roxo, vexame, xadrez, xarope,
xaxim, xícara, xale, xingar etc.
Emprega-se o dígrafo Ch:
1) Nos seguintes vocábulos: bochecha, bucha, cachimbo, chalé,
charque, chimarrão, chuchu, chute, cochilo, debochar, fachada, fantoche,
ficha, flecha, mochila, pechincha, salsicha, tchau etc.
Emprego de G e J
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Para representar o fonema /j/ na forma escrita, a grafia considerada
correta é aquela que ocorre de acordo com a origem da palavra. Veja os
exemplos:
Gesso: Origina-se do grego gypsos
Jipe: Origina-se do inglês jeep.
Emprega-se o G:
1) Nos substantivos terminados em -agem, -igem, -ugem
Exemplos: barragem, miragem, viagem, origem, ferrugem
Exceção: pajem
2) Nas palavras terminadas em -ágio, -égio, -ígio, -ógio, -úgio
Exemplos: estágio, privilégio, prestígio, relógio, refúgio
3) Nas palavras derivadas de outras que se grafam com g
Exemplos: engessar (de gesso), massagista (de massagem), vertiginoso
(de vertigem)
4) Nos seguintes vocábulos: algema, auge, bege, estrangeiro, geada,
gengiva, gibi, gilete, hegemonia, herege, megera, monge, rabugento, vagem.
Emprega-se o J:
1) Nas formas dos verbos terminados em -jar ou -jear
Exemplos:
Arranjar: arranjo, arranje, arranjem
Despejar: despejo, despeje, despejem
Gorjear: gorjeie, gorjeiam, gorjeando
Enferrujar: enferruje, enferrujem
Viajar: viajo, viaje, viajem
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2) Nas palavras de origem tupi, africana, árabe ou exótica
Exemplos: biju, jiboia, canjica, pajé, jerico, manjericão, Moji
3) Nas palavras derivadas de outras que já apresentam j
Exemplos:
Laranja – Laranjeira
Loja – Lojista
Lisonja – lisonjeado
Nojo – nojeira
Jeito – ajeitar
Cereja – cerejeira
Varejo – varejista
Rijo - enrijecer
4) Nos seguintes vocábulos: berinjela, cafajeste, jeca, jegue, majestade,
jeito, jejum, laje, traje, pegajento
Emprego de S e Z
Emprega-se o S:
1) Nas palavras derivadas de outras que já apresentam s no radical
Exemplos:
Análise – analisar
Catálise – catalisador
Casa – casinha, casebre
Liso - alisar
2) Nos sufixos -ês e -esa, ao indicarem nacionalidade, título ou origem
Exemplos:
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burguês- burguesa inglês- inglesa
chinês- chinesa milanês- milanesa
3) Nos sufixos formadores de adjetivos -ense, -oso e -osa
Exemplos:
Gostoso – gostosa
Amoroso – amorosa
Teimoso – teimosa
Catarinense
Palmeirense
4) Nos sufixos gregos -ese, -isa, -osa
Exemplos: catequese, diocese, poetisa, profetisa, sacerdotisa, glicose,
metamorfose, virose
5) Após ditongos
Exemplos: coisa, pouso, lousa, náusea6) Nas formas dos verbos pôr e querer, bem como em seus derivados
Exemplos: pus, pôs, pusemos, puseram, pusera, pusesse, puséssemos,
quis, quisemos, quiseram, quiser, quisera, quiséssemos, repus, repusera,
repusesse, repuséssemos
7) Nos seguintes nomes próprios personativos: Baltasar, Heloísa, Inês,
Isabel, Luís, Luísa, Resende, Sousa, Teresa, Teresinha, Tomás
8) Nos seguintes vocábulos: abuso, asilo, através, aviso, besouro, brasa,
cortesia, decisão, despesa, empresa, freguesia, fusível, maisena, mesada,
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paisagem, paraíso, pêsames, presépio, presídio, querosene, raposa, surpresa,
tesoura, usura, vaso, vigésimo, visita etc.
Emprega-se o Z:
1) Nas palavras derivadas de outras que já apresentam z no radical
Exemplos:
Deslize – deslizar
Razão – razoável
Vazio – esvaziar
Raiz – enraizar
Cruz – cruzeiro
2) Nos sufixos -ez, -eza, ao formarem substantivos abstratos a partir de
adjetivos
Exemplos:
Inválido – invalidez
Limpo – limpeza
Macio – maciez
Rígido – rigidez
Frio – frieza
Nobre – nobreza
Pobre – pobreza
Surdo - surdez
3) Nos sufixos -izar, ao formar verbos e -ização, ao formar substantivos
Exemplos:
Civilizar - civilização Hospitalizar - hospitalização
Colonizar - colonização Realizar - realização
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4) Nos derivados em -zal, -zeiro, -zinho, -zinha, -zito, -zita
Exemplos: cafezal, cafezeiro, cafezinho, arvorezinha, cãozito, avezita
5) Nos seguintes vocábulos: azar, azeite, azedo, amizade, buzina, bazar,
catequizar, chafariz, cicatriz, coalizão, cuscuz, proeza, vizinho, xadrez, verniz
etc.
6) Nos vocábulos homófonos, estabelecendo distinção no contraste entre
o S e o Z
Exemplos:
Cozer (cozinhar) e coser (costurar)
Prezar (ter em consideração) e presar (prender)
Traz (forma do verbo trazer) e trás (parte posterior)
Em muitas palavras, a letra X soa como Z. Veja os exemplos:
Exame Exato Exausto Exemplo Existir Exótico Inexorável
Emprego de S, Ç, X e dos dígrafos Sc, Sç, Ss, Xc, Xs
Existem diversas formas para a representação do fonema /S/. Observe:
Emprega-se o S:
Nos substantivos derivados de verbos terminados em "-andir",
"-ender", "-verter" e "-pelir".
Exemplos:
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Emprega-se Ç:
Nos substantivos derivados dos verbos "ter" e "torcer"
Exemplos:
Emprega-se o X:
Em alguns casos, a letra X soa como Ss
Exemplos: auxílio, expectativa, experto, extroversão, sexta, sintaxe,
texto, trouxe
Emprega-se Sc:
Nos termos eruditos
Exemplos: acréscimo, ascensorista, consciência, descender, discente,
fascículo, fascínio, imprescindível, miscigenação, miscível, plebiscito,
rescisão, seiscentos, transcender etc.
Emprega-se Sç:
Na conjugação de alguns verbos
Exemplos:
Nascer- nasço, nasça
Crescer- cresço, cresça
Descer- desço, desça
Expandir
expansão
Pretender -
pretensão
Verter -
versão
Expelir
expulsão
Estender
extensão
Suspender -
suspensão
Converter -
conversão
Repelir
repulsão
Ater - atenção Torcer - torção
Deter - detenção Distorcer -distorção
Manter - manutenção Contorcer - contorção
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Emprega-se Ss:
Nos substantivos derivados de verbos terminados em "-gredir", "-mitir",
"-ceder" e "-cutir"
Exemplos:
Agredir -
agressão
Demitir -
demissão
Ceder -
cessão
Discutir -
discussão
Progredir -
progressão
Transmitir -
transmissão
Exceder -
excesso
Repercutir -
repercussão
Emprega-se o Xc e o Xs:
Em dígrafos que soam como Ss
Exemplos:
exceção, excêntrico, excedente, excepcional, exsudar
Observações sobre o uso da letra X
1) O X pode representar os seguintes fonemas:
/ch/ - xarope, vexame
/cs/ - axila, nexo
/z/ - exame, exílio
/ss/ - máximo, próximo
/s/ - texto, extenso
2) Não soa nos grupos internos -xce- e -xci-
Exemplos: excelente, excitar
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Emprego das letras E e I
Na língua falada, a distinção entre as vogais átonas /e/ e /i / pode não ser
nítida. Observe:
Emprega-se o E:
1) Em sílabas finais dos verbos terminados em -oar, -uar
Exemplos:
Magoar - magoe, magoes
Continuar- continue, continues
2) Em palavras formadas com o prefixo ante- (antes, anterior)
Exemplos: antebraço, antecipar
3) Nos seguintes vocábulos:
Cadeado, confete, disenteria, empecilho, irrequieto, mexerico, orquídea
Emprega-se o I:
1) Nas sílabas finais dos verbos terminados em -air, -oer, -uir
Exemplos:
Cair- cai
Doer- dói
Influir- influi
2) Em palavras formadas com o prefixo anti- (contra)
Exemplos:
Anticristo, antitetânico
3) Nos seguintes vocábulos: aborígine, artimanha, chefiar, digladiar,
penicilina, privilégio
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Emprego das letras O e U:
A oposição o/u é responsável pela diferença de significado de algumas
palavras.
Veja os exemplos:
Comprimento (extensão) e cumprimento (saudação, realização)
Soar (emitir som) e suar (transpirar)
Grafam-se com a letra O: bolacha, bússola, costume, moleque
Grafam-se com a letra U: camundongo, jabuti, Manuel, tábua
Emprego da letra H
Esta letra, em início ou fim de palavras, não tem valor fonético.
Conservou-se apenas como símbolo, por força da etimologia e da tradição
escrita. A palavra hoje, por exemplo, grafa-se desta forma devido a sua
origem na forma latina hodie.
Emprega-se o H:
1) Inicial, quando etimológico
Exemplos: hábito, hesitar, homologar, Horácio
2) Medial, como integrante dos dígrafos ch, lh, nh
Exemplos: flecha, telha, companhia
3) Final e inicial, em certas interjeições
Exemplos: ah!, ih!, eh!, oh!, hem?, hum!
4) Em compostos unidos por hífen, no início do segundo elemento, se
etimológico
Exemplos: anti-higiênico, pré-histórico, super-homem etc.
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1) No substantivo Bahia, o "h" sobrevive por tradição. Note que, nos
substantivos derivados, como baiano, baianada ou baianinha, ele não é
utilizado.
2) Os vocábulos erva, Espanha e inverno não possuem a letra "h" na sua
composição. No entanto, seus derivados eruditos sempre são grafados com h.
Veja: herbívoro, hispânico, hibernal.
Emprego das Iniciais Maiúsculas e Minúsculas
1) Utiliza-se inicial maiúscula:
a) No começode um período, verso ou citação direta.
Exemplos:
Disse o Padre Antonio Vieira: "Estar com Cristo em qualquer lugar, ainda
que seja no inferno, é estar no Paraíso."
"Auriverde pendão de minha terra, Que a brisa do Brasil beija e balança,
Estandarte que à luz do sol encerra. As promessas divinas da Esperança…"
(Castro Alves)
- No início dos versos que não abrem período, é facultativo o uso da letra
maiúscula.
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Por exemplo:
"Aqui, sim, no meu cantinho, vendo rir-me o candeeiro, gozo o bem de
estar sozinho e esquecer o mundo inteiro."
- Depois de dois pontos, não se tratando de citação direta, usa-se letra
minúscula.
Por exemplo:
"Chegam os magos do Oriente, com suas dádivas: ouro, incenso, mirra."
(Manuel Bandeira)
b) Nos antropônimos, reais ou fictícios.
Exemplos: Pedro Silva, Cinderela, D. Quixote.
c) Nos topônimos, reais ou fictícios.
Exemplos: Rio de Janeiro, Rússia, Macondo.
d) Nos nomes mitológicos.
Exemplos: Dionísio, Netuno.
e) Nos nomes de festas e festividades.
Exemplos: Natal, Páscoa, Ramadã.
f) Em siglas, símbolos ou abreviaturas internacionais.
Exemplos: ONU, Sr., V. Ex.ª
g) Nos nomes que designam altos conceitos religiosos, políticos ou
nacionalistas.
Exemplos: Igreja (Católica, Apostólica, Romana), Estado, Nação, Pátria,
União etc.
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Esses nomes escreve-se com inicial minúscula quando são empregados
em sentido geral ou indeterminado.
Exemplo: Todos amam sua pátria.
Emprego FACULTATIVO de letra maiúscula:
a) Nos nomes de logradouros públicos, templos e edifícios.
Exemplos:
Rua da Liberdade ou rua da Liberdade
Igreja do Rosário ou igreja do Rosário
Edifício Azevedo ou edifício Azevedo
2) Utiliza-se inicial minúscula:
a) Em todos os vocábulos da língua, nos usos correntes.
Exemplos: carro, flor, boneca, menino, porta
b) Nos nomes de meses, estações do ano e dias da semana.
Exemplos:
Janeiro, julho, dezembro etc.
Segunda, sexta, domingo etc.
Primavera, verão, outono, inverno
c) Nos pontos cardeais.
Exemplos:
Percorri o país de norte a sul e de leste a oeste.
Estes são os pontos colaterais: nordeste, noroeste, sudeste, sudoeste.
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Quando empregados em sua forma absoluta, os pontos cardeais são
grafados com letra maiúscula.
Exemplos:
Nordeste (região do Brasil)
Ocidente (europeu)
Oriente (asiático)
Depois de dois pontos, não se tratando de citação direta, usa-se letra
minúscula.
Exemplo: "Chegam os magos do Oriente, com suas dádivas: ouro,
incenso, mirra." (Manuel Bandeira)
Emprego FACULTATIVO de letra minúscula:
a) Nos vocábulos que compõem uma citação bibliográfica.
Exemplos:
Crime e Castigo ou Crime e castigo
Grande Sertão: Veredas ou Grande sertão: veredas
Em Busca do Tempo Perdido ou Em busca do tempo perdido
b) Nas formas de tratamento e reverência, bem como em nomes
sagrados e que designam crenças religiosas.
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Exemplos:
Governador Mário Covas ou governador Mário Covas
Papa João Paulo II ou papa João Paulo II
Excelentíssimo Senhor Reitor ou excelentíssimo senhor reitor
Santa Maria ou santa Maria.
c) Nos nomes que designam domínios de saber, cursos e disciplinas.
Exemplos:
Português ou português
Línguas e Literaturas Modernas ou línguas e literaturas modernas
História do Brasil ou história do Brasil
Arquitetura ou arquitetura
Questão CBTU-METROREC/2014/Analista de Gestão
Dentre os pares abaixo, assinale o que apresenta a grafia correta da
forma verbal correspondente.
a) urbana / urbanizar
b) prioridade / preorizar
c) mobilidade / mobilisar
d) desenvolvimento / dezenvolver
Comentário: O verbo correspondente de “urbana” é realmente
“urbanizar”, com a terminação “izar”, que é grafada sempre com “z”. As
palavras erradas na outras alternativas são “preorizar”, “mobilisar” e
“dezenvolver”, sendo a escrita correta: “priorizar”, “mobilizar” e “desenvolver”.
Atenção, as palavras que já possuem “s” devem ser derivadas com “s”
também: pesquisa = pesquisar.
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GABARITO: A
Questão HOB/2015/Agente de administração
“Pessoas bem - humoradas fazem _____________ para manter uma vida
social saudável, por isso são _____________ num mundo em que imperam
pessoas _____________ e difíceis.” Assinale a alternativa que completa
correta e sequencialmente a afirmativa anterior.
a) conseções / exceções / jeniozas
b) conseções / esseções / geniozas
c) concessões / exseções / jeniosas
d) conceções / exceções / geniosas
e) concessões / exceções / geniosas
Comentário: “concessões” deriva de “ceder”, por isso é grafado com “c”,
além disso, a terminação “der”, retirada, deriva palavras com “ss”.
Verbos terminados por DER, DIR, MIR, TER e TIR são grafados com SS:
exceder = excesso, excessivo, por tanto, exceções.
Geniosas vem de gênio, com “g”, além do uso das terminações OSA, com
“s” na palavra.
GABARITO: E
Emprego do Hífen
O hífen é usado com vários fins em nossa ortografia, geralmente,
sugerindo a ideia de união semântica, ou seja, união do sentido de duas ou
mais palavras. As regras de emprego do hífen são muitas, o que faz com que
algumas dúvidas só possam ser solucionadas com o auxílio de um bom
dicionário. Entretanto, é possível reduzir a quantidade de dúvidas sobre o seu
uso ao observarmos algumas orientações básicas. O uso do hífen sofreu
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alterações importantes com o Novo Acordo Ortográfico. As regras a seguir
já estão atualizadas de acordo com ele.
Conheça os casos de emprego do hífen (-):
1) Na separação de sílabas.
Exemplos:
Vo-vó;
Pás-sa-ro;
U-ru-guai.
2) Para ligar pronomes oblíquos átonos a verbos e à palavra "eis".
Exemplos:
Deixa-o;
Obedecer-lhe;
Chamar-se-á (mesóclise);
Mostre-se-lhe (dois pronomes relacionados ao mesmo verbo);
Ei-lo.
3) Em substantivos compostos, cujos elementos conservam sua
autonomia fonética e acentuação própria, mas perdem sua significação
individual para construir uma unidade semântica, um conceito único.
Exemplos:
Amor-perfeito, arco-íris, conta-gotas, decreto-lei, guarda-chuva,
médico-cirurgião, norte-americano etc.
4) Em compostos nos quais o primeiro elemento é numeral.
Exemplos: primeira-dama, primeiro-ministro, segundo-tenente, segunda-
feira,
quinta-feira etc.
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5) Em compostos homogêneos (contendo dois adjetivos, dois verbos
ou elementos repetidos).
Exemplos: técnico-científico, luso-brasileiro; quebra-quebra, corre-corre,
reco-reco, blá-blá-blá etc.
6) Nos topônimos compostos iniciados pelos adjetivos grã, grão, ou
por forma verbal ou cujos elementos estejam ligados por artigos.
Exemplos:
Grã- Bretanha, Grão -Pará;
Passa-Quatro, Quebra-Costas, Traga-Mouros, Trinca-Fortes;
Albergaria-a-Velha, Baía de Todos-os-Santos, Entre-os-Rios,
Montemor-o-Novo, Trás-os-Montes.
Obs.: os outros topônimos compostos escreve-se com os elementos
separados, sem hífen: América do Sul, Belo Horizonte, Cabo Verde etc. O
topônimo Guiné-Bissau é, contudo, uma exceção consagrada pelo uso.
7) Emprega-se o hífen nas palavras compostas que designam espécies
botânicas e zoológicas, estejam ou não ligadas por preposição ou qualquer
outro elemento.
Exemplos: couve-flor, erva-doce, feijão-verde, erva-do-chá, ervilha-de-
cheiro, bem-me-quer (planta), andorinha-grande, formiga-branca, cobra-
d'água, lesma-de-conchinha, bem-te-vi etc.
Obs.: não se usa o hífen quando os compostos que designam espécies
botânicas e zoológicas são empregados fora de seu sentido original. Observe a
diferença de sentido: bico-de-papagaio (espécie de planta ornamental, com
hífen) e bico de papagaio (deformação nas vértebras, sem hífen).
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8) Emprega-se o hífen nos compostos com os elementos além, aquém,
recém e sem.
Exemplos: além-mar, aquém-fronteiras, recém-nascido, sem-vergonha.
9) Usa-se o hífen sempre que o prefixo terminar com a mesma letra com
que se inicia a outra palavra.
Exemplos: anti-inflacionário, inter-regional, sub-bibliotecário, tele-entrega
etc.
NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO
Esta regra faz parte do novo acordo. Antes dele, antiinflacionário,
antiinflamatório, microônibus, microondas eram grafadas assim, sem hífen!
10) Emprega-se hífen (e não travessão) entre elementos que formam não
uma palavra, mas um encadeamento vocabular:
Exemplos:
A divisa Liberdade-Igualdade-Fraternidade;
A ponte Rio-Niterói;
A ligação Angola-Moçambique;
A relação professor-aluno.
11) Nas formações por sufixação será empregado o hífen nos vocábulos
terminados por sufixos de origem tupi-guarani que representam formas
adjetivas, tais como -açu, -guaçu e -mirim, se o primeiro elemento acabar
em vogal acentuada graficamente, ou por tônica nasal.
Exemplos: Andá-açu, capim-açu, sabiá-guaçu, arumã-mirim, cajá-mirim
etc.
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12) Usa-se hífen com o elemento mal antes de vogal, h ou l.
Exemplos: mal-acabado, mal-estar, mal-humorado, mal-limpo.
13) Nas locuções não se costuma empregar o hífen, salvo naquelas já
consagradas pelo uso.
Exemplos: café com leite, cão de guarda, dia a dia, fim de semana, ponto
e vírgula, tomara que caia.
Locuções consagradas: água-de-colônia, arco-da-velha, cor-de-rosa,
mais-que-perfeito, pé-de-meia, ao deus-dará, à queima-roupa.
Prefixos e Elementos de Composição
Usa-se o hífen com diversos prefixos e elementos de composição. Veja o
quadro a seguir, já nas regras do Novo Acordo:
HAVERÁ HÍFEN:
Usa-se hífen com os prefixos: Quando a palavra seguinte começa por:
Ante-, Anti-, Contra-, Entre-,
Extra-, Infra-, Intra-, Sobre-,
Supra-, Ultra-
H ou VOGAL IDÊNTICA À QUE TERMINA O
PREFIXO
Exemplos com H:
ante-hipófise, anti-herói, entre-hostil,
contra-hospitalar, extra-humano,
infra-hepático, sobre-humano,
supra-hepático, ultra-hiperbólico.
Exemplos com vogal idêntica:
anti-inflamatório, contra-ataque,
infra-axilar, sobre-estimar,
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supra-auricular, ultra-aquecido.
Hiper-, Inter-, Super-
H ou R
Exemplos:
hiper-hidrose, hiper-raivoso,
inter-humano, inter-racial,
super-homem, super-resistente.
Sub-
B - H - R
Exemplos:
sub-bloco, sub-hepático, sub-humano,
sub-região.
Obs.: as formas escritas sem hífen e sem
"h", como por exemplo "subumano" e
"subepático" também são aceitas.
Ab-, Ad-, Ob-, Sob-
B, R - D (Apenas com o prefixo "Ad")
Exemplos: ab-rogar (pôr em desuso),
ad-rogar (adotar), ob-reptício (astucioso),
sob-roda, ad-digital
Ex- (no sentido de estado
anterior), Sota-, Soto-, Vice-, Vizo-
DIANTE DE QUALQUER PALAVRA
Exemplos: ex-namorada,
sota-soberania (não total), soto-mestre
(substituto), vice-reitor, vizo-rei
Pós-, Pré-, Pró- (tônicos e com
significados próprios)
DIANTE DE QUALQUER PALAVRA
Exemplos: pós-graduação,
pré-escolar, pró-democracia
Obs.: se os prefixos não forem
autônomos, não haverá hífen. Exemplos:
predeterminado, pressupor, pospor,
propor.
Circum-, Pan- H, M, N ou VOGAL
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Exemplos: circum-meridiano,
circum-navegação, circum-oral,
pan-americano, pan-mágico,
pan-negritude.
Pseudoprefixos (diferem-se dos
prefixos por apresentarem elevado
grau de independência e possuírem
uma significação mais ou menos
delimitada, presente à consciência
dos falantes): Aero-, Agro-, Arqui-,
Auto-, Bio-, Eletro-, Geo-, Hidro-,
Macro-, Maxi-, Mega-, Micro-, Mini-
, Multi-, Neo-, Pluri-, Proto-,
Pseudo-, Retro-, Semi-, Tele-
H ou VOGAL IDÊNTICA À QUE TERMINA O
PREFIXO
Exemplos com H: geo-histórico,
mini-hospital, neo-helênico,
proto-história, semi-hospitalar.
Exemplos com vogal idêntica:
arqui-inimigo, auto-observação,
eletro-ótica, micro-ondas, micro-ônibus,
neo-ortodoxia, semi-interno,
tele-educação.
NÃO HAVERÁ HÍFEN
1) Não se utilizará o hífen em palavras iniciadas pelo prefixo ‘co-’. Ele irá
se juntar ao segundo elemento, mesmo que este se inicie por 'o' ou 'h'. Neste
último caso, corta-se o 'h'. Se a palavra seguinte começar com 'r' ou 's',
dobram-se essas letras.
Exemplos: coadministrar, coautor, coexistência, cooptar, coerdeiro,
corresponsável, cosseno
2) Com os prefixos pre- e re- não se utilizará o hífen, mesmo diante de
palavras começadas por 'e'.
Exemplos: preeleger, preexistência, reescrever, reedição
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3) Nas formações em que o prefixo ou pseudoprefixo terminar em vogal
e o segundo elemento começar por r ou s, estas consoantes serão duplicadas
e não se utilizará o hífen.
Exemplos: antirreligioso, antissemita, arquirrivalidade, autorretrato,
contrarregra, contrassenso, extrasseco, infrassom, eletrossiderurgia,
neorrealismo etc.
Não confunda as grafias das palavras autorretrato e
porta-retrato. A primeira é composta pelo prefixo auto-, o que justifica a
ausência do hífen e a duplicação da consoante 'r'. 'Porta-retrato', por outro
lado, não possui prefixo:o elemento 'porta' trata-se de uma forma do verbo
"portar". Assim, esse substantivo composto deve ser sempre grafado com
hífen.
4) Nas formações em que o prefixo ou pseudoprefixo terminar em vogal
e o segundo elemento começar por vogal diferente, não se utilizará o hífen.
Exemplos: antiaéreo, autoajuda, autoestrada, agroindustrial,
contraindicação, infraestrutura, intraocular, plurianual, pseudoartista,
semiembriagado, ultraelevado etc.
5) Não se utilizará o hífen nas formações com os prefixos des- e in-, nas
quais o segundo elemento tiver perdido o "h" inicial.
Exemplos: desarmonia, desumano, desumidificar, inábil, inumano etc.
6) Não se utilizará o hífen com a palavra não, ao possuir função prefixal.
Exemplos: não violência, não agressão, não comparecimento
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Lembre-se:
Não se utiliza o hífen em palavras que possuem os elementos "bi", "tri",
"tetra", "penta", "hexa" etc.
Exemplos: bicampeão, bimensal, bimestral, bienal, tridimensional,
trimestral, triênio, tetracampeão, tetraplégico, pentacampeão, pentágono etc.
Observações:
- Em relação ao prefixo "hidro-", em alguns casos pode haver duas formas
de grafia (dupla grafia).
Exemplos: "Hidroavião" e "hidravião"; "hidroenergia" e "hidrenergia"
- No caso do elemento "socio-", o hífen será utilizado apenas quando
houver função de substantivo (= de associado).
Exemplos: sócio-gerente / socioeconômico
Saiba Mais sobre o Uso do Hífen
- Travessão e Hífen
Não confunda o travessão com o hífen: o travessão é um sinal de
pontuação mais longo do que o hífen.
- Hífen e translineação
Havendo coincidência de fim de linha com o hífen, deve-se, por clareza
gráfica, repeti-lo no início da linha seguinte.
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Exemplos:
ex-
- alferes
guarda-
-chuva
Por favor, diga-
-nos logo o que aconteceu.
Conheça algumas diferenças de significação que o uso (ou ausência) do
hífen pode provocar:
Significado sem uso do hífen Significado com uso do hífen
Meio dia = metade do dia Ao meio-dia = às 12h
Pão duro = pão envelhecido Pão-duro = sovina
Cara suja = rosto sujo Cara-suja = espécie de periquito
Copo de leite = copo com leite Copo-de-leite = flor
Muita atenção! Algumas palavras ou expressões da nossa ortografia
acabam nos deixando loucos na hora de escrevê-las, não é? Mal com L ou com
U? Abaixo ou a baixo? Há com H ou sem H? A fim ou Afim? E por aí vai.... Pois
é! Está na hora de resolver este problema!
Demais/ De mais
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Demais, caracterizado como advérbio de intensidade, equivale a muito,
excessivamente.
Nossa! A meu ver você parece egoísta demais.
Como pronome indefinido corresponde a “os restantes, os outros”.
Ele foi o único que se sobressaiu entre os demais.
De mais caracteriza-se como o oposto do termo “de menos”.
Há alunos de mais nesta sala.
Há/ A
Há, depreendendo o sentido de impessoalidade (por isso permanece
sempre na terceira pessoa do singular), revela o sentido de existir ou fazer.
Nesta sala há verdadeiros talentos na área de exatas.
O A tanto pode indicar tempo futuro (que se conta de hoje para o futuro)
ou apenas se revelar como uma preposição.
Daqui a alguns meses concluiremos nossa pesquisa.
Não entregue esta encomenda a ele.
A cerca de/ Acerca de/ Cerca de/ Há cerca de.
A cerca de ou cerca de retrata o sentido de “aproximadamente, mais ou
menos”.
O parque foi construído a cerca de quinhentos metros do condomínio.
O tempo estimado pelo profissional foi cerca de três semanas para a
conclusão das obras.
Acerca de corresponde ao sentido de “a respeito de, sobre”.
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Durante a reunião, muito se discutiu acerca da problemática ambiental.
Há cerca de relaciona-se ao sentido de tempo decorrido, haja vista que o
verbo haver se encontra na sua forma impessoal.
Há cerca de três anos não visito meus familiares.
Abaixo/ A baixo
Abaixo revela o sentido de lugar menos elevado, inferior.
Para Marcela, era inaceitável que ocupasse uma posição abaixo de suas
verdadeiras pretensões.
A baixo significa “para baixo”.
Quando percebemos, lá estava o brinquedo sendo levado correnteza a
baixo.
Acima / A cima
Acima retrata o sentido de “um lugar mais elevado, superior”.
Conforme pode perceber na lista de aprovados, seu nome se encontra
acima do meu.
A cima significa “para cima”.
Todos os convidados me olharam de baixo a cima.
A fim / Afim
A fim relaciona-se ao sentido de “finalidade, objetivo pretendido”.
A fim de evitar maiores contratempos, ele resolveu afastar-se de sua
amiga.
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Afim classifica-se como um adjetivo invariável, cuja significância se
atribui à semelhança, afinidade.
Como na antiga grade havia matérias afins, pude adiantar bastante o meu
curso.
A menos de / Há menos de
A menos, classifica-se como locução prepositiva e retrata o sentido de
tempo futuro ou distância aproximada.
Encontramo-nos a menos de dois quilômetros do destino almejado.
A menos de um mês estaremos de férias.
Há menos de significa “aproximadamente, mais ou menos”,
conjuntamente ao verbo haver, que, estando de forma impessoal, denota
tempo decorrido.
Ele saiu de casa há menos de dois anos.
Ao encontro de / De encontro a
Ao encontro de revela o sentido de a favor de.
As propostas dos candidatos vão ao encontro do que espera a população.
De encontro a significa oposição, ideia contrária.
Suas opiniões vão de encontro às minhas.
Ao invés de/ Em vez de
Ao invés de denota o sentido de “ao contrário de”
Ao invés de calar-se, continuou discutindo com seu superior.
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Em vez de exprime a ideia de substituição, “em lugar de’.
Em vez de viajar nas férias, optou por descansar em casa.
Mas/ Mais
Mas integra a classe das conjunções, revelando o sentido de ideia
contrária, oposição.
Não pôde comparecer ao aniversário, mas enviou o presente.
Mais pode ser classificado como advérbio de intensidade ou pronome
indefinido.
Clarice foi a menina que mais se destacou durante a apresentação.
Mau/ Mal
Mau pertence à classe dos adjetivos, podendo ser utilizado quando
significar o contrário de “bom”.
Ele é um mau aluno. (Poderíamos substituí-lo por bom)
Mal pode adquirir os seguintes valores morfológicos:
* advérbio de modo – podendo ser substituído por “bem”.
Carlos foi mal sucedido