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Aula 02
Português p/ Auditor Fiscal do Trabalho - AFT 2017 (Com videoaulas)
Professores: Janaína Efísio, Rafaela Freitas
Língua Portuguesa p/ MTE 
Auditor-fiscal do Trabalho 
Teoria e Questões Comentadas 
Profª Rafaela Freitas ʹ Aula 02 
 
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Ortografia e Acentuação. 
Letras e grafemas, encontros vocálicos e consonantais, 
dígrafos, sílabas, acento tônico. 
A 
Olá, queridos e estudiosos alunos!! Juntos mais uma vez! 
A aula de hoje será bem interessante. Vamos começar com o estudo do 
que vem a ser fonologia e os conteúdos vinculados a ela, como: encontros 
vocálicos, consonantais, dígrafos, acento tônico e acentuação. Tudo isso 
servirá como base para o estudo daquilo que é mais importante para o 
certame: ortografia oficial da nossa língua. 
O Novo Acordo Ortográfico está valendo! Vou comentar tudo sobre ele e 
esquematizar as novas regras! 
 
SUMÁRIO 
FONOLOGIA...........................................................................................2 
FONEMA E LETRA....................................................................................3 
ENCONTROS VOCÁLICOS.........................................................................4 
ENCONTROS CONSONANTAIS...................................................................7 
PROSÓDIA (SÍLABA TÔNICA)..................................................................11 
NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO...............................................................12 
ACENTUAÇÃO GRÁFICA..........................................................................15 
ORTOGRAFIA OFICIAL............................................................................26 
EMPREGO DO HÍFEN..............................................................................42 
RESUMO..............................................................................................60
QUESTÕES COMENTADAS...................................................................... 67 
LISTA DE QUESTÕES QUE FORAM COMENTADAS NESTA AULA....................93 
GABARITO..........................................................................................111
O MEU ATÉ BREVE...............................................................................112 
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“Seja como os pássaros que, ao pousarem um instante sobre ramos muito 
leves, sentem-nos ceder, mas cantam! Eles sabem que possuem asas”. 
Victor Hugo 
 
FONOLOGIA 
 
Fonologia é o ramo da Linguística que estuda o sistema sonoro de um 
idioma. Ao estudar a maneira como os fones (sons) se organizam dentro de 
uma língua, classifica-os em unidades capazes de distinguir significados, 
chamadas fonemas. 
 
 
 
FONEMA 
 
A palavra fonologia é formada pelos elementos gregos fono (som, voz) e 
log, logia (estudo, conhecimento). Significa literalmente "estudo dos sons" ou 
"estudo dos sons da voz". O homem, ao falar, emite sons. Cada indivíduo tem 
uma maneira própria de realizar esses sons no ato da fala. Essas 
particularidades na pronúncia de cada falante são estudadas pela Fonética. 
Dá-se o nome de fonema ao menor elemento sonoro capaz de estabelecer 
uma distinção de significado entre as palavras. Observe, nos exemplos a 
seguir, os fonemas que marcam a distinção entre os pares de palavras: 
amor – ator 
morro – corro 
vento – cento 
Cada segmento sonoro se refere a um dado da língua portuguesa que está 
em sua memória: a imagem acústica que você, como falante de português, 
guarda de cada um deles. É essa imagem acústica, esse referencial de padrão 
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sonoro, que constitui o fonema. Os fonemas formam os significantes dos 
signos linguísticos. Geralmente, aparecem representados entre barras. Assim: 
/m/, /b/, /a/, /v/ etc. 
 
Fonema e Letra 
 
1) ATENÇÃO! O fonema não deve ser confundido com a letra. Na língua 
escrita, representamos os fonemas por meio de sinais chamados letras. 
Portanto, letra é a representação gráfica do fonema. Na palavra sapo, por 
exemplo, a letra s representa o fonema /s/ (lê-se sê); já na palavra brasa, a 
mesma letra s representa o fonema /z/ (lê-se zê). 
 
2) Às vezes, o mesmo fonema pode ser representado por mais de uma 
letra do alfabeto. É o caso do fonema /z/, que pode ser representado pelas 
letras z, s, x: 
Exemplos: zebra / casamento / exílio 
 
3) Em alguns casos, a mesma letra pode representar mais de um fonema. 
A letra x, por exemplo, pode representar: 
- o fonema sê: texto 
- o fonema zê: exibir 
- o fonema chê: enxame 
- o grupo de sons ks: táxi 
 
4) O número de letras nem sempre coincide com o número de fonemas. 
Exemplos: 
t ó x i c o 
Número de fonemas: 7 
/t/ó/k/s/i/c/o/ 
Número de Letras: 6 
 
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g a l h o 
Número de fonemas: 4 
/g/a/lh/o/ 
Número de letras: 5 
 
ENCONTROS VOCÁLICOS 
 
Os encontros vocálicos são agrupamentos de vogais e semivogais, sem 
consoantes intermediárias entre elas. É importante reconhecê-los para dividir 
corretamente os vocábulos em sílabas. Existem três tipos de encontros: o 
ditongo, o tritongo e o hiato. 
 
O que são semivogais? 
 
Saibam primeiro que em uma sílaba só é possível haver uma única 
vogal, nunca mais de uma! Certo! Quando temos palavras como “lei”, não 
temos duas vogais na mesma sílaba, temos uma vogal e uma semivogal, 
sendo a mais forte considerada vogal e a mais fraca semivogal: 
Lei >> uma única sílaba, sendo “e” a vogal e “i” a semivogal. 
 
 
A mais forte é aquela que se sobressai na pronúncia! 
 
Outros exemplos: 
Bei – jo >> ditongo na primeira sílaba, sendo “e” a vogal e “i” a 
semivogal. 
Meu >> uma única sílaba, sendo “e” a vogal e “u” a semivogal. 
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He - rói >> ditongo na segunda sílaba, sendo “e” a vogal e “i” a 
semivogal. 
Fre – quen – te >> ditongo na segunda sílaba, sendo “e” a vogal e “u” a 
semivogal. 
 
Observem, queridos alunos, que a tendência das letras “i” e “u”, quando 
juntas de outra vogal, é de serem semivogais! É isso mesmo, tanto que na 
fonética são representadas por “y” e “w”! 
 
Bem legal perceber essas coisas, não é? 
 
Vamos continuar! Saiba tudo sobre os tipos de encontros vocálicos... 
 
 
1) Ditongo 
É o encontro de uma vogal e uma semivogal (ou vice-versa) numa mesma 
sílaba. Pode ser: 
 
a) Crescente: quando a semivogal vem antes da vogal. 
Exemplos: sé-rie (i = semivogal, e = vogal). Quadro, trégua, miséria, 
gávea. 
 
b) Decrescente: quando a vogal vem antes da semivogal. 
Exemplos: pai (a = vogal, i = semivogal). Flauta, caixa, fortuito, sótão, 
pônei. 
 
c) Oral: quando o ar sai apenas pela boca. 
Exemplos: pai, série, flauta, quadro... 
 
d) Nasal: quando o ar sai pela boca e pelas fossas nasais. 
Exemplos: mãe, comunhão, esperam, vem... 
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Profª Rafaela Freitas www.estrategiaconcursos.com.brdurante o tempo em que atuou nesta profissão. (O 
contrário poderia ter acontecido.) 
 
* conjunção subordinativa temporal – denota o sentido de “assim 
que, quando”. 
Mal chegava em casa, já começavam as discussões. 
 
* substantivo – neste caso, sempre aparece precedido de artigo ou 
qualquer outro determinante. 
Este mal só pode ser resolvido com a chegada dele. 
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 A par/ Ao par 
 
A par significa estar ciente de algo, informado sobre um determinado 
assunto. 
Quando ela resolveu se abrir, seus pais já estavam a par de tudo. 
 
Ao par indica o sentido de equivalência cambial. 
O euro e o dólar já estiveram ao par por algum tempo. 
 
 Tampouco / Tão pouco 
 
Tampouco equivale a “também não”. 
Quem não respeita a si próprio, tampouco respeita a seus semelhantes. 
 
Tão pouco equivale a muito pouco. 
Como posso me divertir se ganho tão pouco? 
 
 Onde / Aonde 
 
Onde é utilizado mediante o emprego de verbos que indicam sentido 
estático, permanente. 
Gostaria muito de saber onde ele mora. 
 
Aonde é utilizado com verbos que indicam movimento. 
Aonde vais com tamanha pressa? 
 
 Se não / Senão 
 
Se não equivale a caso não, indicando uma probabilidade. 
Se não chover, iremos ao cinema amanhã. 
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Senão equivale a “caso contrário” ou “a não ser’. 
Espero que estejas bem preparado, senão não conseguirás obter bom 
resultado. 
 
 Na medida em que / À medida que 
 
Na medida em que exprime relação de causa, equivalendo-se a porque, 
já que, uma vez que. 
Na medida em que os inquilinos não cumpriam com o pagamento em dia, 
iam sendo despejados. 
 
À medida que indica proporção, simultaneidade. 
À medida que o tempo passa, mais aumenta a saudade. 
 
 Por que / por quê / porque / porquê 
 
POR QUE (separado e sem acento) 
 
A forma por que é a sequência de uma preposição (por) e um pronome 
interrogativo (que). Equivale a "por qual razão", "por qual motivo": 
 
Exemplos: 
Desejo saber por que você voltou tão tarde para casa. 
Por que você comprou este casaco? 
 
Há casos em que por que representa a sequência preposição + 
pronome relativo, equivalendo a "pelo qual" (ou alguma de suas flexões 
(pela qual, pelos quais, pelas quais). 
 
Exemplos: 
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Estes são os direitos por que estamos lutando. 
O túnel por que passamos existe há muitos anos. 
 
 
POR QUÊ (separado e com acento) 
 
Caso surja no final de uma frase, imediatamente antes de um ponto (final, 
de interrogação, de exclamação) ou de reticências, a sequência deve ser 
grafada por quê, pois, devido à posição na frase, o monossílabo "que" passa a 
ser tônico. 
 
Exemplos: 
Estudei bastante ontem à noite. Sabe por quê? 
Será deselegante se você perguntar novamente por quê! 
 
PORQUE (junto e sem acento) 
 
A forma porque é uma conjunção, equivalendo a pois, já que, uma vez 
que, como. Costuma ser utilizado em respostas, para explicação ou causa. 
 
Exemplos: 
Vou ao supermercado porque não temos mais frutas. 
Você veio até aqui porque não conseguiu telefonar? 
 
PORQUÊ (junto e com acento) 
 
A forma porquê representa um substantivo. Significa "causa", "razão", 
"motivo" e normalmente surge acompanhada de palavra determinante (artigo, 
por exemplo). 
 
Exemplos: 
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Não consigo entender o porquê de sua ausência. 
Existem muitos porquês para justificar esta atitude. 
Você não vai à festa? Diga-me ao menos um porquê. 
 
Veja abaixo o quadro-resumo: 
 
Forma Emprego Exemplos 
Por que 
Em frases interrogativas 
(diretas e indiretas) 
Em substituição à expressão 
"pelo qual" (e suas variações) 
Por que ele chorou? 
(Interrogativa direta) 
Digam-me por que ele chorou. 
(Interrogativa indireta) 
Os bairros por que passamos 
eram sujos. (Por que = pelos 
quais) 
Por quê No final de frases 
Eles estão revoltados por quê? 
Ele não veio não sei por quê. 
Porque 
Em frases afirmativas e em 
respostas 
Não fui à festa porque choveu. 
Porquê Como substantivo 
Todos sabem o porquê de seu 
medo. 
 
 
Questão para ilustrar: 
 
Prefeitura de Uberlândia/2012/Consulplan 
As A ortografia é a parte da língua responsável pela grafia correta das 
palavras. Essa grafia baseia-se no padrão culto da língua. Assinale a afirmativa 
INCORRETA quanto à ortografia. 
a) Por que as alunas foram suspensas? 
b) Quero saber o porquê dessa discussão. 
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c) Não estudamos porque tivemos tempo suficiente. 
d) Não fizeram a tarefa por quê? 
e) Todos sabiam porquê Melissa tinha sido reprovada. 
 
Comentário: a alternativa que traz erro no uso do porquê é a E: Todos 
sabiam porquê Melissa tinha sido reprovada. Justificativa: quando equivaler a 
“por qual razão” deve ser grafado separado e sem acento, assim: Todos 
sabiam por que Melissa tinha sido reprovada. 
Vejamos as outras alternativas: 
a) Por que as alunas foram suspensas? – CORRETA. Início de pergunta. 
b) Quero saber o porquê dessa discussão. – CORRETA. Substantivado, 
Sinônimo de “o motivo”. 
c) Não estudamos porque tivemos tempo suficiente. – CORRETA. 
Introduzindo explicação, resposta. 
d) Não fizeram a tarefa por quê? – CORRETA. Final de pergunta. 
GABARITO: E 
 
 
 
 
Resumo da acentuação no Novo Acordo Ortográfico 
 
 
Tipo de palavra 
ou sílaba 
Quando acentuar 
Exemplos (como 
eram) 
Observações (como ficaram) 
Proparoxítonas Sempre 
Simpática, 
lúcido, sólido, 
cômodo 
Continua tudo igual ao que era antes da 
nova ortografia. Observe: Pode-se usar 
acento agudo ou circunflexo de acordo 
com a pronúncia da região: acadêmico, 
fenômeno (Brasil) académico, fenómeno 
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(Portugal). 
Paroxítonas 
Se terminadas 
em: R, X, N, L, I, 
IS, UM, UNS, US, 
PS, Ã, ÃS, ÃO, 
ÃOS; ditongo 
oral, seguido ou 
não de S 
Fácil, táxi, tênis, 
hífen, próton, 
álbum(ns), vírus, 
caráter, látex, 
bíceps, ímã, 
órfãs, bênção, 
órfãos, cárie, 
árduos, pólen, 
éden. 
Continua tudo igual. Observe: 1) 
Terminadas em ENS não levam acento: 
hifens, polens. 2) Usa-se 
indiferentemente agudo ou circunflexo 
se houver variação de pronúncia: 
sêmen, fêmur (Brasil) ou sémen, fémur 
(Portugal). 3) Não ponha acento nos 
prefixos paroxítonos que terminam em R 
nem nos que terminam em I: inter-
helênico, super-homem, anti-herói, 
semi-internato. 
Oxítonas 
Se terminadas 
em: A, AS, E, ES, 
O, OS, EM, ENS 
Vatapá, igarapé, 
avô, avós, 
refém, parabéns 
Continua tudo igual. Observe: 1. 
terminadas em I, IS, U, US não levam 
acento: tatu, Morumbi, abacaxi. 2. Usa-
se indiferentementeagudo ou 
circunflexo se houver variação de 
pronúncia: bebê, purê (Brasil); bebé, 
puré (Portugal). 
Monossílabos 
tônicos (são 
oxítonas 
também) 
Terminados em 
A, AS, E, ES, O, 
OS 
Vá, pás, pé, 
mês, pó, pôs 
Continua tudo igual. Atente para os 
acentos nos verbos com formas 
oxítonas: adorá-lo, debatê-lo, etc. 
Í e Ú em 
palavras 
oxítonas e 
paroxítonas 
Í e Ú levam 
acento se 
estiverem 
sozinhos na sílaba 
(hiato) 
Saída, saúde, 
miúdo, aí, 
Araújo, Esaú, 
Luís, Itaú, baús, 
Piauí 
1. Se o i e u forem seguidos de s, a 
regra se mantém: balaústre, egoísmo, 
baús, jacuís. 2. Não se acentuam i e u 
se depois vier 'nh': rainha, tainha, 
moinho. 3. Esta regra é nova: nas 
paroxítonas, o i e u não serão mais 
acentuados se vierem depois de um 
ditongo: baiuca, bocaiuva, feiura, 
saiinha (saia pequena), cheiinho (cheio). 
4. Mas, se, nas oxítonas, mesmo com 
ditongo, o i e u estiverem no final, 
haverá acento: tuiuiú, Piauí, teiú. 
Ditongos EI, OI idéia, colméia, Esta regra desapareceu (para palavras 
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abertos em 
palavras 
paroxítonas 
bóia paroxítonas). Escreve-se agora: ideia, 
colmeia, celuloide, boia. Observe: há 
casos em que a palavra se enquadrará 
em outra regra de acentuação. Por 
exemplo: contêiner, Méier, destróier 
serão acentuados porque terminam em 
R. 
Ditongos 
abertos em 
palavras 
oxítonas 
ÉIS, ÉU(S), ÓI(S) 
Papéis, herói, 
heróis, troféu, 
céu, mói (moer) 
Continua tudo igual (mas, cuidado: 
somente para palavras oxítonas com 
uma ou mais sílabas). 
Verbos arguir e 
redarguir (agora 
sem trema) 
Arguir e redarguir 
usavam acento 
agudo em 
algumas pessoas 
do indicativo, do 
subjuntivo e do 
imperativo 
afirmativo. 
 
Esta regra desapareceu. Os verbos 
arguir e redarguir perderam o acento 
agudo em várias formas (rizotônicas): 
eu arguo (fale: ar-gú-o, mas não 
acentue); ele argui (fale: ar-gúi), mas 
não acentue. 
Verbos 
terminados em 
guar, quar e 
quir 
Aguar enxaguar, 
averiguar, 
apaziguar, 
delinquir, obliquar 
usavam acento 
agudo em 
algumas pessoas 
do indicativo, do 
subjuntivo e do 
imperativo 
afirmativo. 
 
Esta regra sofreu alteração. Observe: 
Quando o verbo admitir duas pronúncias 
diferentes, usando a ou i tônicos, aí 
acentuamos estas vogais: eu águo, eles 
águam e enxáguam a roupa (a tônico); 
eu delínquo, eles delínquem (í tônico). 
Se a tônica, na pronúncia, cair sobre o 
u, ele não será acentuado: Eu averiguo 
(diga averi-gú-o, mas não acentue) o 
caso. 
ôo, êe 
vôo, zôo, enjôo, 
vêem 
 
Esta regra desapareceu. Agora se 
escreve: zoo, perdoo veem, magoo, voo. 
Verbos ter e vir 
Na terceira 
pessoa do plural 
do presente do 
indicativo 
Eles têm, eles 
vêm 
Continua tudo igual. Ele vem aqui; eles 
vêm aqui. Eles têm sede; ela tem sede. 
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Derivados de ter 
e vir (obter, 
manter, 
intervir) 
Na terceira 
pessoa do 
singular leva 
acento agudo; na 
terceira pessoa 
do plural do 
presente levam 
circunflexo 
Ele obtém, 
detém, mantém; 
eles obtêm, 
detêm, mantêm 
Continua tudo igual. 
Acento 
diferencial 
 
Esta regra desapareceu, exceto para os 
verbos: PODER (diferença entre passado 
e presente. Ele não pôde ir ontem, mas 
pode ir hoje. PÔR (diferença com a 
preposição por): Vamos por um caminho 
novo, então vamos pôr casacos; TER e 
VIR e seus compostos (ver acima). 
Observe: 1) Perdem o acento as 
palavras compostas com o verbo PARAR: 
Para-raios, para-choque. 2) FÔRMA (de 
bolo): O acento será opcional; se 
possível, deve-se evitá-lo: Eis aqui a 
forma para pudim, cuja forma de 
pagamento é parcelada. 
 
Trema (O trema não é acento gráfico.) Desapareceu o trema sobre o U em todas 
as palavras do português: Linguiça, averiguei, delinquente, tranquilo, linguístico. 
Exceto as de língua estrangeira: Günter, Gisele Bündchen, müleriano. 
 
 
Resumo do uso do hífen – Novo Acordo Ortográfico 
 
 
• Nova Regra: o hífen não é mais utilizado em palavras formadas de 
prefixos (ou falsos prefixos) terminados em vogal + palavras iniciadas por 'r' 
ou 's', sendo que essas devem ser dobradas. 
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• Regra Antiga: ante-sala, ante-sacristia, auto-retrato, anti-social, anti-
rugas, arqui-romântico, arqui-rivalidade, auto-regulamentação, auto-sugestão, 
contra-senso, contra-regra, contra-senha, extra-regimento, extra-sístole, 
extra-seco, infra-som, ultra-sonografia, semi-real, semi-sintético, supra-renal, 
supra-sensível 
• Como ficou: antessala, antessacristia, autorretrato, antissocial, 
antirrugas, arquirromântico, arquirrivalidade, autorregulamentação, 
contrassenha, extrarregimento, extrassístole, extrasseco, infrassom, 
intrarrenal, ultrarromântico, ultrassonografia, suprarrenal, suprassensível 
 
Observação: 
• em prefixos terminados por 'r', permanece o hífen se a palavra seguinte 
for iniciada pela mesma letra: hiper-realista, hiper-requintado, hiper-
requisitado, inter-racial, inter-regional, inter-relação, super-racional, super-
realista, super-resistente etc. 
 
• Nova Regra: o hífen não é mais utilizado em palavras formadas de 
prefixos (ou falsos prefixos) terminados em vogal + palavras iniciadas por 
outra vogal 
• Regra Antiga: auto-afirmação, auto-ajuda, auto-aprendizagem, auto-
escola, auto-estrada, auto-instrução, contra-exemplo, contra-indicação, 
contra-ordem, extra-escolar, extra-oficial, infra-estrutura, intra-ocular, intra-
uterino, neo-expressionista, neo-imperialista, semi-aberto, semi-árido, semi-
automático, semi-embriagado, semi-obscuridade, supra-ocular, ultra-elevado 
• Como ficou: autoafirmação, autoajuda, autoaprendizagem, autoescola, 
autoestrada, autoinstrução, contraexemplo, contraindicação, contraordem, 
extraescolar, extraoficial, infraestrutura, intraocular, intrauterino, 
neoexpressionista, neoimperialista, semiaberto, semiautomático, semiárido, 
semiembriagado, semiobscuridade, supraocular, ultraelevado 
 
Observações: 
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• essa nova regra vai uniformizar algumas exceções já existentes antes: 
antiaéreo, antiamericano, socioeconômico etc. 
• essa regra não se encaixa quando a palavra seguinte iniciar por 'h': anti-
herói, anti-higiênico, extra-humano, semi-herbáceo etc. 
 
• Nova Regra: agora utiliza-se hífen quando a palavra é formada por um 
prefixo (ou falso prefixo) terminado em vogal + palavra iniciada pela mesma 
vogal. 
• Regra Antiga: antiibérico, antiinflamatório, antiinflacionário, 
antiimperialista, arquiinimigo, arquiirmandade, microondas, microônibus, 
microorgânico 
• Como ficou: anti-ibérico, anti-inflamatório, anti-inflacionário, anti-
imperialista, arqui-inimigo, arqui-irmandade, micro-ondas, micro-ônibus, 
micro-orgânico 
 
Observações: 
• essa regra foi alterada por conta da regra anterior: prefixo termina com 
vogal + palavra inicia com vogal diferente = não tem hífen; prefixo termina 
com vogal + palavra inicia com mesma vogal = com hífen 
• uma exceção é o prefixo 'co'. Mesmo que a outra palavra se inicie com a 
vogal'o', NÃO se utliza hífen. 
 
• Nova Regra: Não usamos mais hífen em compostos em que, pelo uso, 
perdeu-se a noção de composição. 
• Regra Antiga: manda-chuva, pára-quedas, pára-quedista, pára-lama, 
pára-brisa, pára-choque, pára-vento 
• Como ficou: mandachuva, paraquedas, paraquedista, paralama, 
parabrisa, parachoque, paravento 
 
Observação: 
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• o uso do hífen permanece em palavras compostas que não contêm 
elemento de ligação e constituem unidade sintagmática e semântica, 
mantendo o acento próprio, bem como naquelas que designam espécies 
botânicas e zoológicas: ano-luz, azul-escuro, médico-cirurgião, conta-gotas, 
guarda-chuva, segunda-feira, tenente-coronel, beija-flor, couve-flor, 
erva-doce, mal-me-quer, bem-te-vi etc. 
 
O USO DO HÍFEN PERMANECE 
 
• Em palavras formadas por prefixos 'ex-', 'vice-', 'soto-': ex-marido, 
vice-presidente, soto-mestre 
• Em palavras formadas por prefixos 'circum-' e 'pan-' + palavras iniciadas 
em vogal, M ou N: pan-americano, circum-navegação 
• Em palavras formadas com os prefixos 'pré-', 'pró-' e 'pós-' + palavras 
que têm significado próprio: pré-natal, pró-desarmamento, pós-graduação 
• Em palavras formadas por 'além', 'aquém', 'recém', 'sem': além-mar, 
além-fronteiras, aquém-oceano, recém-nascidos, recém-casados, sem-
número, sem-teto 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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01. (MPU – 2015 - Técnico do MPU - Segurança Institucional e 
Transporte – CESPE) Com relação às ideias e às estruturas linguísticas do 
texto I, julgue o item que se segue. 
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A palavra “cível" recebe acento gráfico em decorrência da mesma regra 
que determina o emprego de acento em amável e útil. 
( ) CERTO 
( ) ERRADO 
 
Comentário: As palavras fazem parte da mesma regra: acentuam-se as 
paroxítonas terminadas em L, N, R, X, I, UM, US, Ã, ÃO, PS e ditongo, sendo, 
no caso, paroxítonas terminadas em L. Um macete para não errar a 
acentuação das paroxítonas é saber que elas são acentuadas quando terminam 
de forma diferente das oxítonas. Acentuam-se as oxítonas terminadas em: 
A(S), E(s), O(S), EM, Ens. Todas as paroxítonas que diferem dessas regras são 
acentuadas. Ex: Cível, hífen, táxi etc. 
GABARITO: CERTO 
 
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02. (ICMBIO – 2014 – CESPE) Julgue os itens seguintes, relativos às 
ideias e aos aspectos estruturais do texto acima. 
A mesma regra de acentuação gráfica se aplica aos vocábulos 
“homogênea” (l.9), “médio” (l.18) e “bromélias” (l.19). 
( ) CERTO 
( ) ERRADO 
 
Comentário: “homogênea” (l.9), “médio” (l.18) e “bromélias” (l.19) são 
paroxítonas terminadas em ditongo (encontro vocálico na mesma sílaba), logo 
sempre serão acentuadas, vejam: 
Ho.mo.gê.neas 
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mé.dio 
bro.mé.lias 
Esse tipo de análise é comum nas provas do CESPE! Sempre cai! Mas, 
ATENÇÃO: Na palavra “homogênea”, o e tem o som de i, configurando uma 
semivogal. 
HO-MO-GÊ-NEA = paroxítona terminada em ditongo crescente. 
Não caia na pegadinha de achar que se trata de um hiato no final do 
vocábulo, ou seja, duas vogais separadas uma em cada sílaba. (HO-MO-GÊ-
NE-A). 
GABARITO: CERTO 
 
 
03. (Caixa – 2014 – Médico do Trabalho – CESPE) Julgue os próximos 
itens, relativos ao texto acima. 
O emprego do acento gráfico em “incluíram” e “número” justifica-se com 
base na mesma regra de acentuação. 
( ) CERTO 
( ) ERRADO 
 
Comentário: as palavras “incluíram” e “número” são acentuadas por 
regras diferentes: 
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In-clu-í-ram = Acentuam-se o I e o U, quando tônicos, formando hiato 
com a vogal anterior ou precedidos de vogais que não sejam eles próprios nem 
ditongos, sozinhos na sílaba (ou com o -s) e não seguidos de -nh. Exemplo: Vi-
ú-va, Sa-ís-te. 
Nú-me-ro =Todas a proparoxítonas são acentuadas. 
GABARITO: ERRADO 
 
 
Clarice Lispector. O escrito. In: A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 
2008. 
 
04. (BACEN – 2013 – Analista – CESPE) Considerando as ideias e os 
aspectos linguísticos do texto acima, julgue os itens seguintes. 
O emprego do acento gráfico na palavra “arqueológica” e na palavra 
“áspera” justifica-se com base na mesma regra de acentuação. 
( ) CERTO 
( ) ERRADO 
 
Comentário: todas as proparoxítonas são acentuadas, por isso, as 
palavras ar-que-o-ló-gi-ca e ás-pe-ra são acentuadas pelo mesmo motivo. 
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GABARITO: CERTO 
 
05. (MJ – 2013 – Analista técnico administrativo – CESPE) Julgue os 
itens que se seguem, acerca das estruturas linguísticas do texto. 
A supressão do acento gráfico da forma verbal “têm” (l.5) não prejudicaria 
a correção gramatical do período, uma vez que o verbo pode apresentar 
concordância com a ideia singular de “brasileiro” (l.4) ou de “estrangeiro” (l.4) 
ou com a ideia plural de “o brasileiro ou o estrangeiro” (l.3-4). 
( ) CERTO 
( ) ERRADO 
 
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Comentário: quando um sujeito composto for ligado pelo “ou” dando ideia 
de exclusão, o verbo deverá ficar obrigatoriamente no singular. Quando a ideia 
não for de exclusão, embora o uso do “ou”, o verbo poderá ficar no plural ou 
no singular. No caso da questão, o sujeito “o brasileiro ou o estrangeiro” não é 
excludente, ou seja, o verbo poderá ficar no plural ou no singular. O fato é que 
a distinção de número do verbo “ter” é através do uso do acento circunflexo, 
então, retirar o acento causaria sim mudança de sentido: ele tem (singular), 
eles têm (plural). 
O erro na questão, no entanto, não está na possível mudança de sentido, 
mas no fato de haver outro verbo no período que deve colocado no singular, 
caso o verbo “ter” perca o acento: “tiverem”. O trecho ficaria assim: “o 
brasileiro ou o estrangeiro que não tiver condições de pagar honorários de um 
advogado e os custos de um processo tem à disposição a ajuda do Estado 
brasileiro...”. 
GABARITO: ERRADO 
 
 
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06. (MJ – 2013 – Analista técnico administrativo – CESPE) As 
palavras “negligência”, “reservatórios”, “espécie” e “equilíbrio” apresentam 
acentuação gráfica em decorrência da mesma regra gramatical. 
( ) CERTO 
( ) ERRADO 
 
Comentário: dificuldade para fazer a separação das sílabas e saber se as 
palavras são paroxítonas terminadas em ditongo ou proparoxítonas? Deixo um 
MACETE: 
Melancia = me-lan-ci-a 
Economia = e-co-no-mi-a 
Prêmio = prê-mio 
Horário = ho-rá-rio 
Se na sílaba anterior houver acento, o final é junto: co-mér-cio 
Se na sílaba anterior não houver acento, o final é separado: me-lan-co-li-
a 
Outros exemplos: 
Melancia = me-lan-ci-a 
Economia = e-co-no-mi-a 
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Prêmio = prê-mio 
Horário = ho-rá-rio 
Voltando para a questão, a divisão das palavras é a seguinte: 
Ne-gli-gên-cia 
Re-ser-va-tó-rios 
Es-pé-cie 
E-qui-lí-brio 
Percebe-se que são todas acentuadas pela mesma regra: paroxítona 
terminada em ditongo. 
GABARITO: CERTO 
 
 
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07. (MPE/PI – 2012 - CESPE) De acordo com a ortografia oficial 
vigente, o vocábulo “órgãos” (L.20) segue a mesma regra de acentuação que o 
vocábulo “últimos” (L.12). 
( ) CERTO 
( ) ERRADO 
 
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Comentário: caros alunos, para resolver essa questão, basta observar, em 
primeiro lugar, que a sílaba tônica NÃO ocupa a mesma posição nas duas 
palavras. A palavra ''órgão'' é paroxítona - penúltima sílaba tônica-, enquanto 
''último'' é proparoxítona - antepenúltima sílaba tônica. As regras são as 
seguintes: 
- As palavras paroxítonas que apresentam, na sílaba tónica/tônica, as 
vogais abertas grafadas a, e, o e ainda i ou u e que terminam em -ã(s), -ão(s), 
-ei(s), -i(s), -um, -uns ou -us: órfã (pl. órfãs), acórdão (pl. acórdãos), órfão 
(pl. órfãos), órgão (pl. órgãos), sótão (pl. sótãos);etc 
- As palavras proparoxítonas que apresentam na sílaba tónica/tônica as 
vogais abertas grafadas a, e, o e ainda i, u ou ditongo oral começado por vogal 
aberta: árabe, cáustico, Cleópatra, esquálido, exército, hidráulico, líquido, 
míope, músico, plástico, prosélito, público, rústico, tétrico, último, etc 
GABARITO: ERRADO 
 
 
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08. (EBC – 2011 – Cargos de nível Superior - CESPE) De acordo com 
o texto acima, julgue os itens de 9 a 15. 
Levando-se em consideração o que está previsto na ortografia oficial 
vigente, é correto afirmar que: o vocábulo “têxtil” (L.2), que segue o padrão 
de flexão do vocábulo pênsil, é acentuado também na forma plural; 
“obsolescência” (L.12) é vocábulo que segue o padrão do vocábulo ciência, no 
que se refere ao emprego de sinal de acentuação; a acentuação gráfica do 
vocábulo “déspotas” (L.18) também é empregada quando o vocábulo é grafado 
na forma singular. 
 
( ) CERTO 
( ) ERRADO 
 
Comentário: alunos, saiba que as paroxítonas terminadas em “il” 
normalmente fazem o plural a partir da supressão de “il” e inserção de “eis”, 
exemplos: têxteis, pênseis (=suspenso, pendurado). A regra de acentuação 
das duas palavras é a mesma: paroxítona terminada em ditongo oral, seguido 
de “s”. As palavras “ciência” e “obsolescência” são acentuadas por serem 
paroxítonas terminadas em ditongo oral. A palavra “déspotas” é acentuada por 
ser proparoxítona, estando no singular ou plural. Assim, todas as afirmações 
estão corretas. 
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GABARITO: CERTO 
 
 
 
 
09. (SEDU-ES – 2008 – Professor – CESPE) A partir das estruturas e 
ideias do texto acima, julgue os seguintes itens. 
A grafia de “bera” (L.1) reproduz uma tendência da fala brasileira em 
reduzir ditongos. 
( ) CERTO 
( ) ERRADO 
 
Comentário: sabemos que “beira” é o mesmo que borda, margem. 
Sabemos também que é uma coisa de brasileiro mesmo ir facilitando a fala e 
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tirando alguns ditongos! “Bera” faz parte do dialeto usado para o autor 
escrever o poema. 
GABARITO: CERTO 
 
 
 
10. (CPRM – 2013 – Analista em Geociências – CESPE) Julgue os 
itens subsequentes, relativos aos sentidos e a aspectos estruturais e 
linguísticos do texto acima. 
A ocorrência de hiato justifica o emprego do acento agudo nas vogais i e u 
nas palavras “construída” e “conteúdos”. 
( ) CERTO 
( ) ERRADO 
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Comentário: atenção para a regra: as vogais ”i” e “u” são acentuadas, 
quando tônicas e sozinhas na silaba (ou com -s) e antecedido de outra vogal. 
Uma observação importante é que antes de “nh” não acentuamos, por 
exemplo: rainha, moinho. 
GABARITO: CERTO 
 
 
 
11. (SERPRO – 2013 – Advogado – CESPE) No que se refere às 
estruturas linguísticas do texto, julgue os itens a seguir. 
O vocábulo “redobrado” (L.8) tem, no contexto, sentido diferente do de 
reduplicado. 
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( ) CERTO 
( ) ERRADO 
 
Comentário: Segundo o dicionário Aurélio, temos: 
re.du.pli.car 
Verbo transitivo direto. 1.Duplicar novamente; redobrar.2.Aumentar 
muito. Verbo intransitivo. Verbo pronominal. 3.V. quadruplicar (3). 
re.do.brar 
Verbo transitivo direto. 1.Tornar a dobrar.2.Reduplicar (1).3.Aumentar 
muito. Verbo intransitivo. Verbo pronominal. 4.V. quadruplicar (3). [C.: 1 (ó)]§ 
re.do.bro (ô) sm. 
 O prefixo RE (de origem latina) indica repetição, reciprocidade. As 
palavras “reduplicar” e “redobrar” possuem o mesmo sentido de duplicar ou 
dobrar novamente. 
GABARITO: ERRADO 
 
 
 
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12. (PRF – 2013 – Cargos de nível Superior – CESPE) No que diz 
respeito a aspectos gramaticais e semânticos do texto acima, julgue os itens 
subsecutivos.. 
A forma verbal “empreendem” (l.14) poderia corretamente ser substituída 
por emprendem, visto que ambas as formas são abonadas na língua 
portuguesa como sinônimas. 
( ) CERTO 
( ) ERRADO 
 
Comentário: A palavra emprender NÃO existe na língua portuguesa, 
porém empreender (com 2 "e") existe e significa: colocarem 
desenvolvimento e/ou execução; realizar: empreender tarefas; empreender 
passeios. 
A questão deixou bem claro que a análise deve ser feita a partir da Língua 
Portuguesa, mas, só por curiosidade, saiba que "emprender" é usado na língua 
espanhola, é a tradução do nosso empreender . 
GABARITO: ERRADO 
 
 
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13. (TCE-ES – 2012 – Auditor de Controle Externo – CESPE/UnB) 
Em relação às ideias e estruturas linguísticas do texto, julgue os itens que se 
seguem. 
Se o numeral ordinal “73.ª” (l.8) fosse escrito por extenso, a forma 
correta seria: seteptuagésima terceira. 
( ) CERTO 
( ) ERRADO 
 
Comentário: muuuuuita atenção para a pegadinha!! O candidato acaba 
lendo o numeral escrito por extenso errado e não percebendo o erro. O sete é 
representado por “sept”, não por “setep”. O correto é: Septuagésimo terceiro! 
GABARITO: ERRADO 
 
 
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14. (Câmara dos Deputados – 2012 – Analista Legislativo – CESPE) 
Com base no texto acima, julgue os itens que se seguem. 
No trecho “monoteísmo judaico-cristão nas ciências” (L.16-17), o adjetivo 
é grafado na sua forma mais conhecida, embora também estejam corretas as 
formas judaicocristão e judaico cristão. 
( ) CERTO 
( ) ERRADO 
 
Comentário: O hífen é usado com vários fins em nossa ortografia, 
geralmente, sugerindo a ideia de união semântica. As regras de emprego do 
hífen são muitas, o que faz com que algumas dúvidas só possam ser 
solucionadas com o auxílio de um bom dicionário. Entretanto, é possível 
reduzir a quantidade de dúvidas sobre o seu uso, ao observarmos algumas 
orientações básicas. 
Para que resolva esta questão, saiba que: entre outros casos, emprega-
se o hífen em compostos homogêneos (contendo dois adjetivos, dois verbos ou 
elementos repetidos). Exemplos: técnico-científico, luso-brasileiro; judaico-
cristão; quebra-quebra, corre-corre, reco-reco, blá-blá-blá, etc. Portanto, 
afirmar que a palavra judaico-cristão pode ser grafada nas 
formas judaicocristão e judaico cristão está ERRADO. 
GABARITO: ERRADO 
 
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15. (TC-DF – 2012 – Analista de Controle Externo – CESPE) Com 
base nas ideias do texto, julgue os itens seguintes. 
Com relação a aspectos linguísticos do texto, julgue os itens que se 
seguem. 
Na linha 13, a substituição do vocábulo “senão” por se não, embora 
gramaticalmente correta, prejudicaria o sentido do texto. 
 
Comentário: vamos reescrever a frase do texto para analisarmos: 
“Que não conheciam outro limite senão seu próprio poder”. 
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"senão" => Nesse contexto é uma preposição que equivale a "exceto". 
 
“Que não conheciam outro limite se não seu próprio poder”. 
"Se não" => São duas palavras: conjunção 'se' & advérbio 'não'. O 'se' é 
uma conj. condicional e implica oração subordinada adverbial condicional, que 
não existe neste contexto. 
Portanto, se não existe uma oração subordinada, ocorre erro gramatical. 
Lembrando que para estar gramaticalmente correto é necessário que esteja 
não apenas escrito corretamente, mas sintaticamente correto também. 
GABARITO: ERRADA 
 
16. (TCU – 2015 - Auditor – CESPE) As palavras “líquida”, “público”, 
“órgãos” e “episódicas” obedecem à mesma regra de acentuação gráfica. 
( ) CERTO 
( ) ERRADO 
 
Comentário: notem que as palavras líquida, público, episódicas são 
acentuadas por serem proparoxítonas. Já palavra órgãos usa uma regra de 
acentuação diferente das demais, é acentuada por ser paroxítona terminada 
em ditongo. 
GABARITO: ERRADO 
 
17. (DEPEN – 2015 – Analista e Técnico – Cespe/UnB) As palavras 
“indivíduos” e “precárias” recebem acento gráfico com base em 
justificativas gramaticais diferentes. 
( ) CERTO 
( ) ERRADO 
 
Comentário: a acentuação das duas palavras segue a mesma regra: 
paroxítonas terminadas em ditongo. 
GABARITO: ERRADO 
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18. (ANAC – 2016 – Técnico Administrativo - ESAF) Em relação às 
regras de acentuação, assinale a opção correta. 
 
 
a) Acentua-se o verbo “é” (l.1), quando átono, para diferenciá-lo da 
conjunção “e”. 
b) “Você” (l. 3) é palavra acentuada por ser paroxítona terminada na 
vogal “e” fechada. 
c) “Despachá-los” (l.4) se acentua pelo mesmo motivo de “deverá” (l.11). 
d) Ocorre acento grave em “à busca pessoal” (l.11) em razão do emprego 
de locução com substantivo no feminino. 
e) O acento agudo em “grávidas” (l.12) se deve por se tratar de palavra 
paroxítona terminada em ditongo. 
 
Comentário: Vamos avaliar cada alternativa: 
a) está ERRADA. O “e” é acentuado quando tônico, não átono. 
b) está ERRADA. O “você” é acentuado por ser oxítono terminado em “e”. 
c) está CORRETA. “Despachá-la” e “deverá” são acentuadas por serem 
oxítonas terminadas e “a”. Para a análise, o “la” deve ser ignorado. 
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d) está ERRADA. Observem a regência: quem se submete... se submete 
A (PREPOSIÇÃO) alguma coisa ou A alguém. A crase ocorre pela fusão do A 
preposição + o A artigo que acompanha a palavra feminina “busca”. 
e) está ERRADA. A palavra “grávida” é acentuada por ser um 
proparoxítona. 
GABARITO: C 
 
19. (ANAC – 2016 – Técnico Administrativo - ESAF) Assinale o trecho 
sem problemas de ortografia. 
a) No caso de sentir-se prejudicado ou de ter seus direitos desrespeitados, 
o passageiro de avião deve dirijir-se primeiro à empresa aérea contratada, 
para reinvindicar seus direitos como consumidor. 
b) É possível, também, registrar reclamação contra a empresa aérea na 
ANAC, que analizará o fato. 
c) Se a ANAC constatar descomprimento de normas da aviação civil, 
poderá aplicar sanção administrativa à empresa. 
d) No entanto, a ANAC não é parte na relação de consumo firmada entre o 
passageiro e a empresa aérea, razão pela qual não é possível buscar 
indenização na Agência. 
e) Para exijir indenização por danos morais e/ ou materiais, consulte os 
órgãos de defesa do consumidor, e averigúe antecipadamente se está de posse 
dos comprovantes necessários. 
 
Comentário: a alternativa D é a única que não possui problemas quanto à 
ortografia. Vamos ver o erro das outras alternativas. Entre em parênteses, 
coloquei a grafia correta das palavras. 
a) No caso de sentir-se prejudicado ou de ter seus direitos desrespeitados, 
o passageiro de avião deve dirijir-se (dirigir-se) primeiro à empresa aérea 
contratada, para reinvindicar (reivindicar) seus direitos como consumidor. 
b) É possível, também, registrar reclamação contra a empresa aérea na 
ANAC, que analizará (analisará) o fato. 
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c) Se a ANAC constatar descomprimento (descumprimento) de 
normas da aviação civil, poderá aplicar sanção administrativa à empresa. 
e) Para exijir (exigir) indenização por danos morais e/ ou materiais, 
consulte os órgãos de defesa do consumidor, e averigúe (averigue) 
antecipadamente se está de posse dos comprovantes necessários. 
GABARITO: D 
 
20. (ANAC – 2016 – Analista Administrativo - ESAF) Assinale a opção 
correspondente a erro de grafia inserido no texto. 
 
Há alguma controvérsia (1) entre o primeiro voo da história, entre Santos 
Dumont e os irmãos Orville e Wilbur Wright. No entanto, deve-se lembrar que 
grandes invenções como o avião são converjências (2) de vários outros 
experimentos e feitos anteriores, em uma época de intensa (3) atividade 
científica. Assim como o cinema, o rádio, o balão de ar quente e várias outras 
invenções da modernidade, não há um inventor único, apenas aquele que 
consegue convencer (4) mais pessoas de que a invenção é sua. 
 Independentemente disso, o 14-Bis fez seu inesquecível (5) voo no dia 
23 de outubro de 1906, pelas mãos de um brasileiro, marcando para sempre a 
data no mundo e em nosso país. A data foi transformada em Dia do Aviador 
pela Lei n. 218, de 4 de julho de 1936, pelo então Presidente do Brasill, Getúlio 
Vargas. 
. Acesso em: 13/12/2015 (com adaptações) 
 
 
a) controvérsia 
b) converjências 
c) intensa 
d) convencer 
e) inesquecível 
 
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Comentário: questão muito simples da ESAF!! Veio na prova da ANAC 
(concurso bastante concorrido). A única palavra com grafia errada é a 
“converjências”, da alternativa B, gabarito da questão. O correto é 
“convergências”. O "G" transforma-se em "J" apenas antes de "A" e "O". 
GABARITO: B 
 
Não dá para fazer reforma mantendo a mesma estrutura tributária, sem 
corrigir um sistema de que (a) se transformou num monstro justamente por 
que (b) rombos momentaneos (c) superaram a racionalidade fiscal desde os 
tempos da ditadura militar. Para falar mais claro, nos últimos 40 anos um 
imposto era criado sempre que o Orçamento federal abria um novo rombo, 
gerado por suscessivos (d) governos que gastavam mais do que podiam. 
Assim nasceram (e) o PIS-Cofins federal, as nove taxas embutidas nas contas 
de luz, a taxa de incêndio municipal e por aí vai. 
(Suely Caldas, “Falsos remédios". Folha de S. Paulo, 1/5/2012 - 
http.://arquivoetc.blogspot.com.br/2012_05_01_archive.html) 
 
21. (Receita Federal – 2012 – AFRF- ESAF) Assinale a letra 
correspondente à expressão inteiramente correta. 
a) de que 
b) por que 
c) momentaneos 
d) suscessivos 
e) nasceram 
 
Comentário: a questão que que analisemos cada expressão 
correspondentes às letras a, b, c, d, e. Apenas uma delas está correta, sem 
erros gramaticais. Vejamos: 
a) Expressão: “sem corrigir um sistema de que (a) se transformou num 
monstro “. O "que" pronome relativo está ligado ao substantivo "sistema", e 
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não deve ser precedido de preposição, uma vez que não há exigência para o 
uso do “de” por parte do termo “transformou”. 
b) Expressão “justamente por que“. O "por que" deveria ter sido grafado 
junto e sem acento (porque), já que é uma conjunção explicativa. 
c) A palavra “momentaneos“ deve ser acentuada, pois é um paroxítono 
terminado em ditongo oral (momentâneos). 
d) "sucessivos" é a grafia correta. 
e) CERTO. Está correto o uso do verbo "nasceram", pois há uma 
concordância verbal com o sujeito composto cujos núcleos constituem uma 
gradação. Como um dos núcleos do sujeito está no plural ("as nove taxas 
embutidas nas contas de luz"), obrigatoriamente o verbo deve vir também no 
plural. 
GABARITO: E 
 
Em alguns países mais afetados pela crise global, como os Estados 
Unidos, a indústria buscou aumentar sua competitividade por meio da forçada 
redução dos custos de produção, o que (1) implicou demissões em massa. 
Mesmo com menos trabalhadores, a indústria manteve ou ampliou a produção, 
alcançando ganhos notáveis de produtividade. Mesmo que aceitasse (2) arcar 
com um custo social tão alto, dificilmente o Brasil alcançaria (3) resultados 
econômicos tão rápidos. O aumento da produtividade do trabalhador brasileiro 
é limitado, entre outros fatores, pela defazagem (4) nos investimentos em 
educação. Com escassez (5) de trabalhadores qualificados, exigidos cada vez 
mais pelo mercado de trabalho, os salários de determinadas funções tendem a 
subir bem mais do que a produtividade média do setor, o que afeta o preço 
dos bens finais. 
(Editorial, O Estado de S. Paulo, 24/3/2012) 
 
22. (MDIC – 2012 – Analista de Comércio Exterior – ESAF) O texto 
acima foi transcrito com adaptações. Assinale a opção que corresponde a erro 
gramatical ou de grafia de palavra. 
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a) 1 
b) 2 
c) 3 
d) 4 
e) 5 
 
Comentário: a inadequação ortográfica está no item 4: “defazagem”. A 
grafia correta é defasagem. Defasagem é com S pois deriva da palavra FASE. 
GABARITO: D 
 
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01. (MPU – 2015 - Técnico do MPU - Segurança Institucional e 
Transporte – CESPE) Com relação às ideias e às estruturas linguísticas do 
texto I, julgue o item que se segue. 
A palavra “cível" recebe acento gráfico em decorrência da mesma regra 
que determina o emprego de acento em amável e útil. 
( ) CERTO 
( ) ERRADO 
 
 
 
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02. (ICMBIO – 2014 – CESPE) Julgue os itens seguintes, relativos às 
ideias e aos aspectos estruturais do texto acima. 
A mesma regra de acentuação gráfica se aplica aos vocábulos 
“homogênea” (l.9), “médio” (l.18) e “bromélias” (l.19). 
( ) CERTO 
( ) ERRADO 
 
 
 
03. (Caixa – 2014 – Médico do Trabalho – CESPE) Julgue os próximos 
itens, relativos ao texto acima. 
O emprego do acento gráfico em “incluíram” e “número” justifica-se com 
base na mesma regra de acentuação. 
( ) CERTO 
( ) ERRADO 
 
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Clarice Lispector. O escrito. In: A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 
2008. 
 
04. (BACEN – 2013 – Analista – CESPE) Considerando as ideias e os 
aspectos linguísticos do texto acima, julgue os itens seguintes. 
O emprego do acento gráfico na palavra “arqueológica” e na palavra 
“áspera” justifica-se com base na mesma regra de acentuação.( ) CERTO 
( ) ERRADO 
 
 
 
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05. (MJ – 2013 – Analista técnico administrativo – CESPE) Julgue os 
itens que se seguem, acerca das estruturas linguísticas do texto. 
A supressão do acento gráfico da forma verbal “têm” (l.5) não prejudicaria 
a correção gramatical do período, uma vez que o verbo pode apresentar 
concordância com a ideia singular de “brasileiro” (l.4) ou de “estrangeiro” (l.4) 
ou com a ideia plural de “o brasileiro ou o estrangeiro” (l.3-4). 
( ) CERTO 
( ) ERRADO 
 
 
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06. (MJ – 2013 – Analista técnico administrativo – CESPE) As 
palavras “negligência”, “reservatórios”, “espécie” e “equilíbrio” apresentam 
acentuação gráfica em decorrência da mesma regra gramatical. 
( ) CERTO 
( ) ERRADO 
 
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07. (MPE/PI – 2012 - CESPE) De acordo com a ortografia oficial 
vigente, o vocábulo “órgãos” (L.20) segue a mesma regra de acentuação que o 
vocábulo “últimos” (L.12). 
( ) CERTO 
( ) ERRADO 
 
 
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08. (EBC – 2011 – Cargos de nível Superior - CESPE) De acordo com 
o texto acima, julgue os itens de 9 a 15. 
Levando-se em consideração o que está previsto na ortografia oficial 
vigente, é correto afirmar que: o vocábulo “têxtil” (L.2), que segue o padrão 
de flexão do vocábulo pênsil, é acentuado também na forma plural; 
“obsolescência” (L.12) é vocábulo que segue o padrão do vocábulo ciência, no 
que se refere ao emprego de sinal de acentuação; a acentuação gráfica do 
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vocábulo “déspotas” (L.18) também é empregada quando o vocábulo é grafado 
na forma singular. 
 
( ) CERTO 
( ) ERRADO 
 
 
 
 
09. (SEDU-ES – 2008 – Professor – CESPE) A partir das estruturas e 
ideias do texto acima, julgue os seguintes itens. 
A grafia de “bera” (L.1) reproduz uma tendência da fala brasileira em 
reduzir ditongos. 
( ) CERTO 
( ) ERRADO 
 
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10. (CPRM – 2013 – Analista em Geociências – CESPE) Julgue os 
itens subsequentes, relativos aos sentidos e a aspectos estruturais e 
linguísticos do texto acima. 
A ocorrência de hiato justifica o emprego do acento agudo nas vogais i e u 
nas palavras “construída” e “conteúdos”. 
( ) CERTO 
( ) ERRADO 
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11. (SERPRO – 2013 – Advogado – CESPE) No que se refere às 
estruturas linguísticas do texto, julgue os itens a seguir. 
O vocábulo “redobrado” (L.8) tem, no contexto, sentido diferente do de 
reduplicado. 
( ) CERTO 
( ) ERRADO 
 
 
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12. (PRF – 2013 – Cargos de nível Superior – CESPE) A forma verbal 
“empreendem” (l.14) poderia corretamente ser substituída por emprendem, 
visto que ambas as formas são abonadas na língua portuguesa como 
sinônimas. 
( ) CERTO 
( ) ERRADO 
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13. (TCE-ES – 2012 – Auditor de Controle Externo – CESPE/UnB) 
Em relação às ideias e estruturas linguísticas do texto, julgue os itens que se 
seguem. 
Se o numeral ordinal “73.ª” (l.8) fosse escrito por extenso, a forma 
correta seria: seteptuagésima terceira. 
( ) CERTO 
( ) ERRADO 
 
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14. (Câmara dos Deputados – 2012 – Analista Legislativo – CESPE) 
Com base no texto acima, julgue os itens que se seguem. 
No trecho “monoteísmo judaico-cristão nas ciências” (L.16-17), o adjetivo 
é grafado na sua forma mais conhecida, embora também estejam corretas as 
formas judaicocristão e judaico cristão. 
( ) CERTO 
( ) ERRADO 
 
 
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15. (TC-DF – 2012 – Analista de Controle Externo – CESPE) Com 
relação a aspectos linguísticos do texto, julgue os itens que se seguem. 
Na linha 13, a substituição do vocábulo “senão” por se não, embora 
gramaticalmente correta, prejudicaria o sentido do texto. 
 
16. (TCU – 2015 - Auditor – CESPE) As palavras “líquida”, “público”, 
“órgãos” e “episódicas” obedecem à mesma regra de acentuação gráfica. 
( ) CERTO 
( ) ERRADO 
 
17. (DEPEN – 2015 – Analista e Técnico – Cespe/UnB) As palavras 
“indivíduos” e “precárias” recebem acento gráfico com base em 
justificativas gramaticais diferentes. 
( ) CERTO 
( ) ERRADO 
 
18. (ANAC – 2016 – Técnico Administrativo - ESAF) Em relação às 
regras de acentuação, assinale a opção correta. 
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a) Acentua-se o verbo “é” (l.1), quando átono, para diferenciá-lo da 
conjunção “e”. 
b) “Você” (l. 3) é palavra acentuada por ser paroxítona terminada na 
vogal “e” fechada. 
c) “Despachá-los” (l.4) se acentua pelo mesmo motivo de “deverá” (l.11). 
d) Ocorre acento grave em “à busca pessoal” (l.11) em razão do emprego 
de locução com substantivo no feminino. 
e) O acento agudo em “grávidas” (l.12) se deve por se tratar de palavra 
paroxítona terminada em ditongo. 
 
19. (ANAC – 2016 – Técnico Administrativo - ESAF) Assinale o trecho 
sem problemas de ortografia. 
a) No caso de sentir-se prejudicado ou de ter seus direitos desrespeitados, 
o passageiro de avião deve dirijir-se primeiro à empresa aérea contratada, 
para reinvindicar seus direitos como consumidor. 
b) É possível, também, registrar reclamação contra a empresa aérea na 
ANAC, que analizará o fato. 
c) Se a ANAC constatardescomprimento de normas da aviação civil, 
poderá aplicar sanção administrativa à empresa. 
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d) No entanto, a ANAC não é parte na relação de consumo firmada entre o 
passageiro e a empresa aérea, razão pela qual não é possível buscar 
indenização na Agência. 
e) Para exijir indenização por danos morais e/ ou materiais, consulte os 
órgãos de defesa do consumidor, e averigúe antecipadamente se está de posse 
dos comprovantes necessários. 
 
20. (ANAC – 2016 – Analista Administrativo - ESAF) Assinale a opção 
correspondente a erro de grafia inserido no texto. 
 
Há alguma controvérsia (1) entre o primeiro voo da história, entre Santos 
Dumont e os irmãos Orville e Wilbur Wright. No entanto, deve-se lembrar que 
grandes invenções como o avião são converjências (2) de vários outros 
experimentos e feitos anteriores, em uma época de intensa (3) atividade 
científica. Assim como o cinema, o rádio, o balão de ar quente e várias outras 
invenções da modernidade, não há um inventor único, apenas aquele que 
consegue convencer (4) mais pessoas de que a invenção é sua. 
 Independentemente disso, o 14-Bis fez seu inesquecível (5) voo no dia 
23 de outubro de 1906, pelas mãos de um brasileiro, marcando para sempre a 
data no mundo e em nosso país. A data foi transformada em Dia do Aviador 
pela Lei n. 218, de 4 de julho de 1936, pelo então Presidente do Brasill, Getúlio 
Vargas. 
. Acesso em: 13/12/2015 (com adaptações) 
 
 
a) controvérsia 
b) converjências 
c) intensa 
d) convencer 
e) inesquecível 
 
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Não dá para fazer reforma mantendo a mesma estrutura tributária, sem 
corrigir um sistema de que (a) se transformou num monstro justamente por 
que (b) rombos momentaneos (c) superaram a racionalidade fiscal desde os 
tempos da ditadura militar. Para falar mais claro, nos últimos 40 anos um 
imposto era criado sempre que o Orçamento federal abria um novo rombo, 
gerado por suscessivos (d) governos que gastavam mais do que podiam. 
Assim nasceram (e) o PIS-Cofins federal, as nove taxas embutidas nas contas 
de luz, a taxa de incêndio municipal e por aí vai. 
(Suely Caldas, “Falsos remédios". Folha de S. Paulo, 1/5/2012 - 
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21. (Receita Federal – 2012 – AFRF- ESAF) Assinale a letra 
correspondente à expressão inteiramente correta. 
a) de que 
b) por que 
c) momentaneos 
d) suscessivos 
e) nasceram 
 
Em alguns países mais afetados pela crise global, como os Estados 
Unidos, a indústria buscou aumentar sua competitividade por meio da forçada 
redução dos custos de produção, o que (1) implicou demissões em massa. 
Mesmo com menos trabalhadores, a indústria manteve ou ampliou a produção, 
alcançando ganhos notáveis de produtividade. Mesmo que aceitasse (2) arcar 
com um custo social tão alto, dificilmente o Brasil alcançaria (3) resultados 
econômicos tão rápidos. O aumento da produtividade do trabalhador brasileiro 
é limitado, entre outros fatores, pela defazagem (4) nos investimentos em 
educação. Com escassez (5) de trabalhadores qualificados, exigidos cada vez 
mais pelo mercado de trabalho, os salários de determinadas funções tendem a 
subir bem mais do que a produtividade média do setor, o que afeta o preço 
dos bens finais. 
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(Editorial, O Estado de S. Paulo, 24/3/2012) 
 
22. (MDIC – 2012 – Analista de Comércio Exterior – ESAF) O texto 
acima foi transcrito com adaptações. Assinale a opção que corresponde a erro 
gramatical ou de grafia de palavra. 
a) 1 
b) 2 
c) 3 
d) 4 
e) 5 
 
 
 
 
 
 
1) CERTO 
2) CERTO 
3) ERRADO 
4) CERTO 
5) ERRADO 
6) CERTO 
7) ERRADO 
8) CERTO 
9) CERTO 
10) CERTO 
11) ERRADO 
12) ERRADO 
13) ERRADO 
14) ERRADO 
15) ERRADO 
16) ERRADO 
17) ERRADO 
18) C 
19) D 
20) B 
21) E 
22) D 
 
 
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Caros alunos, foi um prazer estar com vocês em mais uma aula! 
 
Conhecer as regras de acentuação e ortografia é muito importante, mas o 
primordial mesmo é conhecer a aplicação delas no cotidiano, lendo bastante, 
tendo contato com a língua viva!! 
Se puderem, leiam mais sobre o Novo Acordo Ortográfico, isso irá 
enriquecer o estudo de vocês ainda mais! 
 
ATENÇÃO!! Dia 29/06/2016 irei liberar uma aula EXTRA apenas 
com questões ESAF sobre os conteúdos vistos até aqui! Aliás, com os 
conteúdos até a aula 03. Aguardem!!! 
 
Obrigada e contem comigo! 
Abraço, 
Rafaela Freitas 
 
Contato: professorarafaelafreitas@gmail.com 
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2) Tritongo 
 
É a sequência formada por uma semivogal, uma vogal e uma semivogal, 
sempre nessa ordem, numa só sílaba. Pode ser oral ou nasal. 
Exemplos: 
Paraguai - Tritongo oral 
Quão - Tritongo nasal 
 
 
O “uai” em “Paraguai” só é um tritongo porque as três letras são 
pronunciadas! Você ouve tanto o som do “u” quanto do “a” e do “i”, sendo a 
letra “a” a mais forte, pois ela é a vogal (as outras são semivogais). 
 
E por que eu falei isso? 
 
Nas palavras “também” e “ninguém”, embora possa parecer que temos 
tritongo, uma vez que “uém” é pronunciado “ueim”, NÃO TEMOS! São, na 
verdade, ditongos nasais! 
Lembrem-se: para ser um tritongo, o "u" tem que ser pronunciado, como 
na palavra Paraguai. 
 
Observe a pronúncia de ninguém: nin - gey (não esquece de nasalizar o 
"i" de "nin" e o "e" final). Assim fica mais fácil perceber o ditongo "ei" ou “ey”. 
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O "u" e o "e" formam um único som vocálico. Trata-se então de uma Vogal + 
uma Semivogal (V + SV = ditongo decrescente). 
 
Devo lembrar que expliquei o exposto acima em linguagem simples, sem 
explorar os recursos técnicos da fonética e fonologia, visando à fácil 
compreensão de todos (aqueles que conhecem e aqueles que não conhecem a 
linguagem técnica)! 
 
3) Hiato 
 
É a sequência de duas vogais numa mesma palavra que pertencem a 
sílabas diferentes. 
Exemplos: 
Saída (sa-í-da) 
Poesia (po-e-si-a) 
 
 
- É tradicional considerar hiato o encontro entre uma semivogal e uma 
vogal ou entre uma vogal e uma semivogal que pertencem a sílabas 
diferentes, como em ge-lei-a (hiato da semivogal “i” e da vogal “a”). 
 
 
ENCONTROS CONSONANTAIS 
 
O agrupamento de duas ou mais consoantes, sem vogal intermediária, 
recebe o nome de Encontro Consonantal. Existem basicamente dois tipos: 
 
- os que resultam do contato consoante + l ou r e ocorrem numa mesma 
sílaba, como em: pe-dra, pla-no, a-tle-ta, cri-se... 
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- os que resultam do contato de duas consoantes pertencentes a sílabas 
diferentes: por-ta, rit-mo, lis-ta... 
 
Há ainda grupos consonantais que surgem no início dos vocábulos e são 
inseparáveis: pneu, gno-mo, psi-có-lo-go... 
 
DÍGRAFOS 
 
De maneira geral, cada fonema é representado, na escrita, por apenas 
uma letra. 
Exemplo: Lixo - Possui quatro fonemas e quatro letras. 
 
Há, no entanto, fonemas que são representados, na escrita, por duas 
letras. 
Exemplo: Bicho - Possui quatro fonemas e cinco letras. 
 
Na palavra acima, para representar o fonema |xe| foram utilizadas duas 
letras: o c e o h. 
 
Assim, o dígrafo ocorre quando duas letras são usadas para representar 
um único fonema (di = dois + grafo = letra). Em nossa língua, há um número 
razoável de dígrafos que convém conhecer. Podemos agrupá-los em dois tipos: 
consonantais e vocálicos. 
 
Dígrafos Consonantais 
Letras Fonemas Exemplos 
Lh Lhe Telhado 
nh Nhe marinheiro 
ch Xe Chave 
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rr 
Re (no interior 
da palavra) 
Carro 
ss 
se (no interior 
da palavra) 
Passo 
qu 
que (seguido de 
e e i) 
queijo, 
quiabo 
gu 
gue (seguido de 
e e i) 
guerra, 
guia 
sc Se Crescer 
sç se Desço 
xc Se exceção 
 
 
Dígrafos Vocálicos: registram-se na representação das vogais nasais. 
Letras Fonemas Exemplos 
am ã tampa 
Na Canto 
em Templo 
en lenda 
im Limpo 
in Lindo 
om õ tombo 
on tonto 
Um Chumbo 
Um Corcunda 
 
 
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"Gu" e "qu" são dígrafos somente quando seguidos 
de "e" ou "i", representando os fonemas /g/ e /k/: guitarra, aquilo. Nesses 
casos, a letra "u" não corresponde a nenhum fonema. Em algumas palavras, 
no entanto, o "u" representa um fonema semivogal ou vogal (aguentar, 
linguiça, aquífero...). Sendo assim, "gu" e "qu" não são dígrafos. Também não 
há dígrafos quando são seguidos de "a" ou "o" (quase, averiguo). 
 
 
Questão para ilustrar: 
 
Prefeitura Municipal de Monte Belo/2011/Administração. 
A palavra “sagrado” apresenta 
a) hiato. 
b) encontro vocálico. 
c) ditongo. 
d) encontro consonantal. 
e) dígrafo. 
 
Comentário: vejamos: 
a) hiato. – ERRADO. Não há encontro vocálico na palavra “sagrado” 
b) encontro vocálico. – ERRADO. Não há encontro vocálico na palavra 
“sagrado” 
c) ditongo. – ERRADO. Não há encontro vocálico na palavra “sagrado” 
d) encontro consonantal. – CORRETA. O encontro consonantal presente na 
palavra “sagrado” é o “gr”. 
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e) dígrafo. – ERRADA. O encontro consonantal “gr” não é um dígrafo, pois 
não as duas letras, ainda que juntas, NÃO correspondem a um único fonema, 
como ocorre em “pássaro”, por exemplo. 
GABARITO: D 
 
 
Muito bem, candidatos!! Antes de falarmos sobre acentuação e 
ortografia, quero ainda falar sobre tonicidade. Pode parecer “bobo” para 
alguns, mas pode ser de grande valia para outros! 
 
Prosódia (sílaba tônica) 
 
Trata-se da correta emissão de palavras quanto à posição da sílaba tônica, 
segundo as normas da língua culta. Existe uma série de vocábulos que, ao 
serem proferidos, acabam tendo o acento prosódico deslocado. Ao erro 
prosódico dá-se o nome de silabada. Observe os exemplos. 
 
1) São oxítonas (sílaba tónica é a última da palavra): 
condor novel ureter 
mister Nobel ruim 
 
2) São paroxítonas: 
austero ciclope Madagáscar recorde 
caracteres filantropo pudico rubrica 
 
 
3) São proparoxítonas: 
aerólito lêvedo quadrúmano 
alcíone munícipe trânsfuga 
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Existem palavras cujo acento prosódico é incerto, mesmo na língua culta. 
Observe os exemplos a seguir, sabendo que a primeira pronúncia dada é a 
mais utilizada na língua atual. 
 
acrobata – acróbata réptil - reptil 
Bálcãs – Balcãs xerox - xérox 
projétil – projetil zangão - zângão 
 
 
Novo Acordo Ortográfico 
 
A partir de 1º de janeiro de 2009 passou a vigorar no Brasil e em todos os 
países da CLP (Comunidade de países de Língua Portuguesa) o período de 
transição para as novas regras ortográficas que se finaliza em 31 de dezembro 
de 2015. Desde então, os concursos têm cobrado as novas regras a fim de 
saber se os alunos estão “por dentro”. A partir deste ano, 2016, termina o fase 
de transição e o acordo começa a valer! Nesta aula, apresentarei a ortografia e 
acentuação já adaptadas ao novo acordo e ressaltarei as mudanças que 
aconteceram! 
O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa foi assinado em Lisboa, em 16 
de dezembro de 1990, por Portugal, Brasil, Angola, São Tomé e Príncipe, Cabo 
Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e, posteriormente,por Timor Leste. No 
Brasil, o Acordo foi aprovado pelo Decreto Legislativo no 54, de 18 de abril de 
1995. Esse Acordo é meramente ortográfico; portanto, restringe-se à língua 
escrita, não afetando nenhum aspecto da língua falada. Ele não elimina todas 
as diferenças ortográficas observadas nos países que têm a língua portuguesa 
como idioma oficial, mas é um passo em direção à pretendida unificação 
ortográfica desses países. 
 
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Unificar a ortografia do nosso idioma não é uma preocupação atual! No 
quadro a seguir tem-se, resumidamente, as principais tentativas de unificação 
ortográfica já ocorridas entre os países lusófonos. No Brasil, note que já houve 
duas reformas ortográficas: em 1943 e 1971. Assim, um brasileiro com mais 
de 65 anos está prestes a passar pela terceira reforma. Em Portugal, a última 
reforma aconteceu em 1945. 
 
 
Cronologia das Reformas Ortográficas na Língua Portuguesa 
Séc XVI até ao séc. XX - Em Portugal e no Brasil a escrita praticada 
era de caráter etimológico (procurava-se a raiz latina ou grega para 
escrever as palavras). 
1907 - A Academia Brasileira de Letras começa a simplificar a escrita 
nas suas publicações. 
1910 - Implantação da República em Portugal – foi nomeada uma 
Comissão para estabelecer uma ortografia simplificada e uniforme para ser 
usada nas publicações oficiais e no ensino. 
1911 - Primeira Reforma Ortográfica – tentativa de uniformizar e 
simplificar a escrita de algumas formas gráficas, mas que não foi extensiva 
ao Brasil. 
1915 - A Academia Brasileira de Letras resolve harmonizar a 
ortografia com a portuguesa. 
1919 - A Academia Brasileira de Letras revoga a sua resolução de 
1915. 
1924 - A Academia de Ciências de Lisboa e a Academia Brasileira de 
Letras começam a procurar uma grafia comum. 
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1929 - A Academia Brasileira de Letras lança um novo sistema 
gráfico. 
1931 - Foi aprovado o primeiro Acordo Ortográfico entre o Brasil e 
Portugal, que visava suprimir as diferenças, unificar e simplificar a língua 
portuguesa, contudo não foi posto em prática. 
1938 - Foram sanadas as dúvidas quanto à acentuação de palavras. 
1943 - Foi redigido, na primeira Convenção ortográfica entre Brasil e 
Portugal, o Formulário Ortográfico de 1943. 
1945 - O acordo ortográfico tornou-se lei em Portugal, mas no Brasil 
não foi ratificado pelo Governo. Os brasileiros continuaram a regular-se 
pela ortografia anterior, do Vocabulário de 1943. 
1971 - Foram promulgadas alterações no Brasil, reduzindo as 
divergências ortográficas com Portugal. 
1973 - Foram promulgadas alterações em Portugal, reduzindo as 
divergências ortográficas com o Brasil. 
1975 - A Academia das Ciências de Lisboa e a Academia Brasileira de 
Letras elaboram novo projeto de acordo, que não foi aprovado 
oficialmente. 
1986 - O presidente brasileiro José Sarney promoveu um encontro 
dos sete países de língua portuguesa - Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-
Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe - no Rio de Janeiro. 
Foi apresentado o Memorando Sobre o Acordo Ortográfico da Língua 
Portuguesa. 
1990 - A Academia das Ciências de Lisboa convocou novo encontro 
juntando uma Nota Explicativa do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa 
– as duas academias elaboram a base do Acordo Ortográfico da Língua 
Portuguesa. O documento entraria em vigor (de acordo com o 3º artigo do 
mesmo) no dia 1º de Janeiro de 1994, após depositados todos os 
instrumentos de ratificação de todos os Estados junto do Governo 
português. 
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1996 - O último acordo foi apenas ratificado por Portugal, Brasil e 
Cabo Verde. 
2004 - Os ministros da Educação da CPLP reuniram-se em Fortaleza 
(Brasil) para propor a entrada em vigor do Acordo Ortográfico, mesmo 
sem a ratificação de todos os membros. 
 
 
ACENTUAÇÃO GRÁFICA 
 
As regras da ortografia baseiam-se na constatação de que, em nossa 
língua, as palavras mais numerosas são as paroxítonas, seguidas pelas 
oxítonas. A maioria das paroxítonas termina em -a, -e, -o, -em, podendo ou 
não ser seguidas de "s". Essas paroxítonas, por serem maioria, não são 
acentuadas graficamente. Já as proparoxítonas, por serem pouco numerosas, 
são sempre acentuadas. 
 
Proparoxítonas 
Sílaba tônica: antepenúltima 
 
As proparoxítonas são todas acentuadas graficamente. 
Exemplos: trágico, patético, árvore 
 
Paroxítonas 
Sílaba tônica: penúltima 
 
Acentuam-se as paroxítonas terminadas em: 
 
L fácil 
N pólen 
R cadáver 
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ps bíceps 
x tórax 
us vírus 
i, is júri, lápis 
om, ons iândom, íons 
um, uns álbum, álbuns 
ã(s), ão(s) órfã, órfãs, órfão, órfãos 
ditongo oral (seguido 
ou não de s) 
jóquei, túneis 
 
 
 
 
1) As paroxítonas terminadas em "n" são acentuadas (hífen), mas as que 
terminam em "ens", não. (hifens, jovens) 
2) Não são acentuados os prefixos terminados em "i" e "r". (semi, super) 
 
3) ATENÇÃO: algumas palavras podem ser classificadas como 
paroxítona eventuais ou proparoxítonas! Isso vai depende da gramática 
base e, muitas vezes, da banca. Trata-se do seguinte: 
Fé – ri – as / Fé – rias >> qual das duas formas de separação silábica 
está correta? 
II. As palavras férias, comércio, história, entre outras que terminam com 
ditongo, são paroxítonas eventuais, ou seja, são separadas assim: fé – rias, co 
– mér - cio, his – tó – ria, sendo acentuadas pela seguinte regra: paroxítonas 
terminadas em ditongo. 
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II. É possível, ainda, encontrar as mesmas palavras em outras gramáticas 
classificadas como proparoxítonas: fé – ri - as, co – mér – ci - o, his – tó – ri - 
a, sendo acentuadas pela seguinte regra: toda proparoxítona deve ser 
acentuada. 
O Cespe/UnB não deixa claro qual regra de acentuação seguir para esses 
casos, mas não fiquem preocupados! A banca cobra da seguinte forma: 
Afirmação: As palavras comércio e história são acentuadas pela mesma 
regra. 
CERTO! Independente da regra (paroxítonas eventuais ou proparoxítonas) 
podemos dizer que são acentuadas pelo mesmo motivo! 
 
Oxítonas 
Sílaba tônica: última 
 
Acentuam-se as oxítonas terminadas em: 
a(s): sofá, sofás 
e(s): jacaré, vocês 
o(s): paletó, avós 
em, ens: ninguém, armazéns 
 
Monossílabos 
 
Os monossílabos, conforme a intensidade com que são proferidos, podem 
ser tônicos ou átonos. 
 
Monossílabos Tônicos 
Possuem autonomia fonética, sendo proferidos fortemente na frase onde 
aparecem. Acentuam-se os monossílabos tônicos terminados em: 
 
a(s): lá, cá 
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e(s): pé, mês 
o(s): só, pó, nós, pôs 
 
Monossílabos Átonos 
 
Não possuem autonomia fonética, sendo proferidos fracamente, como se 
fossem sílabas átonas do vocábulo a que se apoiam. 
 
Exemplos: 
o(s), a(s), um, uns, me, te, se, lhe nos, de, em, e, que etc. 
 
 
1) Os monossílabos átonos são palavras vazias de sentido, vindo 
representados por artigos, pronomes oblíquos, elementos de ligação 
(preposições, conjunções). 
2) Há monossílabos que são tônicos numa frase e átonos em outras. 
Exemplos: 
Você trouxe sua mochila para quê? (tônico) / Que tem dentro da sua 
mochila? (átono) 
Há sempre um más para questionar. (tônico) / Eu sei seu nome, mas não 
me recordo agora. (átono) 
 
 
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Muitos verbos, ao se combinarem com pronomes oblíquos, produzem 
formas oxítonas ou monossilábicas que devem ser acentuadas por acabarem 
assumindo alguma das terminações contidas nas regras. Exemplos: 
beijar + a = beijá-la fez + o = fê-lo 
dar + as = dá-las fazer + o = fazê-lo 
 
 
Regras Especiais 
 
Além das regras fundamentais, há um conjunto de regras destinadas a pôr 
em evidência alguns detalhes sonoros das palavras. Observe: 
 
Ditongos Abertos 
Os ditongos éi, éu e ói, sempre que tiverem pronúncia aberta em 
palavras oxítonas (éi e não êi), são acentuados. Veja: 
éi (s): anéis, fiéis, papéis 
éu (s): troféu, céus 
ói (s): herói, constrói, caubóis 
 
 
Essa regra é nova! A antiga foi alterada pelo novo acordo 
ortográfico. 
 
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 • Nova Regra: Ditongos abertos (ei, oi) não são mais acentuados em 
palavras paroxítonas 
• Regra Antiga: assembléia, platéia, idéia, colméia, boléia, panacéia, 
Coréia, hebréia, bóia, paranóia, jibóia, apóio, heróico, paranóico 
• Como ficou: assembleia, plateia, ideia, colmeia, boleia, panaceia, Coreia, 
hebreia, boia, paranoia, jiboia, apoio, heroico, paranoico 
Atenção: a palavra destróier é acentuada por ser uma paroxítona 
terminada em "r" (e não por possuir ditongo aberto "ói"). 
 
 
Hiatos 
 
Acentuam-se o "i" e "u" tônicos quando formam hiato com a vogal 
anterior, estando eles sozinhos na sílaba ou acompanhados apenas de "s", 
desde que não sejam seguidos por "-nh". 
Exemplos: 
sa - í – da e - go - ís -mo sa - ú – de 
 
Não se acentuam, portanto, hiatos como os das palavras: 
ju – iz ra - iz ru - im ca - ir 
 
Razão: -i ou -u não estão sozinhos nem acompanhados de -s na sílaba. 
 
Observação: cabe esclarecer que existem hiatos acentuados não por 
serem hiatos, mas por outras razões. Veja os exemplos abaixo: 
po-é-ti-co: proparoxítona 
bo-ê-mio: paroxítona terminada em ditongo crescente. 
ja-ó: oxítona terminada em "o". 
 
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Alguns acentos não existem mais, segundo o Novo Acordo 
Ortográfico. 
 
• Nova Regra: o hiato 'oo' não é mais acentuado 
• Regra Antiga: enjôo, vôo, corôo, perdôo, côo, môo, abençôo, povôo 
• Como ficou: enjoo, voo, coroo, perdoo, coo, moo, abençoo, povoo 
 
• Nova Regra: o hiato 'ee' não é mais acentuado 
• Regra Antiga: crêem, dêem, lêem, vêem, descrêem, relêem, revêem 
• Como ficou: creem, deem, leem, veem, descreem, releem, reveem 
 
• Nova Regra: não existe mais o acento diferencial em palavras 
homógrafas 
• Regra Antiga: pára (verbo), péla (substantivo e verbo), pêlo 
(substantivo), pêra (substantivo), péra (substantivo), pólo (substantivo) 
• Como ficou: para (verbo), pela (substantivo e verbo), pelo 
(substantivo), pera (substantivo), pera (substantivo), polo (substantivo) 
 
Observação: 
 O acento diferencial ainda permanece no verbo 'poder' (3ª pessoa 
do Pretérito Perfeito do Indicativo - 'pôde') e no verbo 'pôr' para diferenciar da 
preposição 'por' 
 
• Nova Regra: não se acentua mais a letra 'u' nas formas verbais 
rizotônicas, quando precedido de 'g' ou 'q' e antes de 'e' ou 'i' (gue, que, gui, 
qui) 
• Regra Antiga: argúi, apazigúe, averigúe, enxagúe, enxagúemos, oblique 
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• Como ficou: argui, apazigue, averigue, enxague, enxaguemos, oblique 
 
• Nova Regra: não se acentua mais 'i' e 'u' tônicos em paroxítonas quando 
precedidos de ditongo 
• Regra Antiga: baiúca, boiúna, cheiínho, saiínha, feiúra, feiúme 
• Como ficou: baiuca, boiuna, cheiinho, saiinha, feiura, feiume 
 
 
 
Verbos Ter e Vir 
 
Acentua-se com circunflexo a 3ª pessoa do plural do presente do 
indicativo dos verbos ter e vir, bem como nos seus compostos (deter, conter, 
reter, advir, convir, intervir etc.). Veja: 
 
Ele tem Eles têm 
Ela vem Elas vêm 
Ele retém Eles retêm 
Ele intervém Eles intervêm 
 
 
Obs.: nos verbos compostos de ter e vir, o acento ocorre 
obrigatoriamente, mesmo no singular. Distingue-se o plural do singular 
mudando o acento de agudo para circunflexo: 
Ele detém - eles detêm 
Ele advém - eles advêm 
 
 
 
 
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Questão TRE-MG/2013 
Assinale a alternativa em que todas as palavras são acentuadas 
graficamente pelo mesmo motivo. 
a) é – têm – ética 
b) só – porém – política 
c) até – também – mínimo 
d) democrática – ético – único 
e) excluído – legítimas – ilegítima 
 
Comentário: as palavras da alternativa D são todas acentuadas por serem 
proparoxítonas, por tanto, este é o gabarito da questão. Vejamos a acentuação 
dos outros vocábulos; 
a) é – monossílabo tônico terminado em “e” 
têm – acentuado para indicar que o verbo está no plural 
ética – acentuado por ser proparoxítono 
 
b) só – monossílabo tônico terminado em “o” 
porém – oxítono terminado em “em” 
política - acentuado por ser proparoxítono 
 
c) até – oxítono terminado em “e” 
também – oxítono terminado em “em” 
mínimo – acentuado por ser proparoxítono 
 
e) excluído – “i” tônico formando hiato com a vogal anterior 
legítimas – ilegítima – acentuados por serem proparoxítonos 
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GABARITO: C 
 
Questão Telebrás/Cespe/2015 
A palavra “está” recebe acento gráfico em decorrência da mesma regra 
que determina o emprego do acento no vocábulo “três”. 
( ) CERTO 
( ) ERRADO 
 
Comentário: observem, queridos, que NÃO é a mesma regra que exige a 
acentuação das palavras “três” e “está”: 
Está = oxítona acentuada por terminar em “a” 
Três = monossílabo tônico acentuado por terminar em “es”. 
Sendo assim, questão ERRADA. 
 
Questão TRT/Cespe/2013 
Os vocábulos juízes e país são acentuados de acordo com regras de 
acentuação gráfica distintas. 
( ) CERTO 
( ) ERRADO 
 
 
Comentário: Nas palavras "raiz" e "país", há um o hiato, certo? (a-i), mas, 
apesar de aparentemente se tratar do mesmo contexto ortográfico,correspondem a regras diferentes, pois a consoante que segue esse hiato é 
diferente, o que corresponde a pontos diferentes do Acordo Ortográfico. Em 
"raiz" a consoante que segue o hiato é "z", em "país" é "s". Trata-se de 
pequenas diferenças, que justificam, por exemplo, uma diferença de 
acentuação gráfica entre o singular raiz e o plural raízes. 
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Assim, em raiz, trata-se de um - i - tónico antecedido de uma vogal com a 
qual forma um hiato, seguido de um -z que faz parte da mesma sílaba. Veja a 
regra: 
 
“As vogais tónicas/tônicas grafadas i e u das palavras oxítonas e 
paroxítonas não levam acento agudo quando, antecedidas de vogal com que 
não formam ditongo, constituem sílaba com a consoante seguinte, como é o 
caso de nh, l, m, n, r e z: bainha, moinho, rainha; adail, paul, Raul; Aboim, 
Coimbra, ruim; ainda, constituinte, oriundo, ruins, triunfo; atrair, demiurgo, 
influir, influirmos, juiz, raiz, etc.” 
 
Em país ou em raízes, trata-se de um - i - tónico antecedido de uma vogal 
com a qual forma um hiato, mas que em país é seguido de um -s, que faz 
parte da mesma sílaba, e que em raízes é seguido de um -z, que faz parte da 
sílaba seguinte. Regra: 
 
“As vogais tónicas/tônicas grafadas i e u das palavras oxítonas e 
paroxítonas levam acento agudo quando antecedidas de uma vogal com que 
não formam ditongo e desde que não constituam sílaba com a eventual 
consoante seguinte, excetuando o caso de s: adaís (pl. de adail), aí, atraí (de 
atrair), baú, caís (de cair), Esaú, jacuí, Luís, país, etc.; alaúde, amiúde, 
Araújo, Ataíde, atraíam (de atrair), atraísse (id.), baía, balaústre, cafeína, 
ciúme, egoísmo, faísca, faúlha, graúdo, influíste (de influir), juízes, Luísa, 
miúdo, paraíso, raízes, recaída, ruína, saída, sanduíche, etc.” 
Então... raízes e país fazem parte sim da mesma regra gramatical de 
acentuação! Questão ERRADA! 
Cantinho de livro... esse Cespe... 
 
 
 
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ORTOGRAFIA OFICIAL 
 
A ortografia, fruto de uma convenção (acordos ortográficos), caracteriza-
se por estabelecer padrões para a forma escrita das palavras. Essa escrita está 
relacionada tanto a critérios etimológicos (ligados à origem das palavras) 
quanto fonológicos (ligados aos fonemas representados). A melhor maneira de 
treinar a ortografia é ler, escrever e consultar o dicionário sempre que houver 
dúvida. 
 
O Alfabeto 
 
O alfabeto da língua portuguesa é formado por 26 letras (antes do novo 
acordo ortográfico eram 23, acrescentou-se agora o K, W e Y). 
 
Emprego das letras K, W e Y 
 
Utilizam-se nos seguintes casos: 
a) Em antropônimos originários de outras línguas e seus derivados. 
Exemplos: Kant, kantismo; Darwin, darwinismo; Taylor, taylorista. 
b) Em topônimos originários de outras línguas e seus derivados. 
Exemplos: Kuwait, kuwaitiano. 
c) Em siglas, símbolos, e mesmo em palavras adotadas como unidades de 
medida de curso internacional. 
Exemplos: K (Potássio), W (West), kg (quilograma), km (quilômetro), 
Watt. 
 
ENTÃO... Tais casos continuam em uso, mas as letras fazem parte 
do alfabeto. 
 
Emprego de X e Ch 
 
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Emprega-se o X: 
1) Após um ditongo. 
Exemplos: caixa, frouxo, peixe 
Exceção: recauchutar e seus derivados 
 
2) Após a sílaba inicial "en". 
Exemplos: enxame, enxada, enxaqueca 
Exceção: palavras iniciadas por "ch" que recebem o prefixo "en-" 
Exemplos: encharcar (de charco), enchiqueirar (de chiqueiro), encher e 
seus derivados (enchente, enchimento, preencher...) 
 
3) Após a sílaba inicial "me-". 
Exemplos: mexer, mexerica, mexicano, mexilhão 
Exceção: mecha 
 
4) Em vocábulos de origem indígena ou africana e nas palavras inglesas 
aportuguesadas. 
Exemplos: abacaxi, xavante, orixá, xará, xerife, xampu 
 
5) Nas seguintes palavras: bexiga, bruxa, coaxar, faxina, graxa, 
lagartixa, lixa, lixo, puxar, rixa, oxalá, praxe, roxo, vexame, xadrez, xarope, 
xaxim, xícara, xale, xingar etc. 
 
Emprega-se o dígrafo Ch: 
 
1) Nos seguintes vocábulos: bochecha, bucha, cachimbo, chalé, 
charque, chimarrão, chuchu, chute, cochilo, debochar, fachada, fantoche, 
ficha, flecha, mochila, pechincha, salsicha, tchau etc. 
 
Emprego de G e J 
 
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Para representar o fonema /j/ na forma escrita, a grafia considerada 
correta é aquela que ocorre de acordo com a origem da palavra. Veja os 
exemplos: 
Gesso: Origina-se do grego gypsos 
Jipe: Origina-se do inglês jeep. 
 
Emprega-se o G: 
 
1) Nos substantivos terminados em -agem, -igem, -ugem 
Exemplos: barragem, miragem, viagem, origem, ferrugem 
Exceção: pajem 
 
2) Nas palavras terminadas em -ágio, -égio, -ígio, -ógio, -úgio 
Exemplos: estágio, privilégio, prestígio, relógio, refúgio 
 
3) Nas palavras derivadas de outras que se grafam com g 
Exemplos: engessar (de gesso), massagista (de massagem), vertiginoso 
(de vertigem) 
 
4) Nos seguintes vocábulos: algema, auge, bege, estrangeiro, geada, 
gengiva, gibi, gilete, hegemonia, herege, megera, monge, rabugento, vagem. 
 
Emprega-se o J: 
 
1) Nas formas dos verbos terminados em -jar ou -jear 
Exemplos: 
Arranjar: arranjo, arranje, arranjem 
Despejar: despejo, despeje, despejem 
Gorjear: gorjeie, gorjeiam, gorjeando 
Enferrujar: enferruje, enferrujem 
Viajar: viajo, viaje, viajem 
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2) Nas palavras de origem tupi, africana, árabe ou exótica 
Exemplos: biju, jiboia, canjica, pajé, jerico, manjericão, Moji 
 
3) Nas palavras derivadas de outras que já apresentam j 
Exemplos: 
Laranja – Laranjeira 
Loja – Lojista 
Lisonja – lisonjeado 
Nojo – nojeira 
Jeito – ajeitar 
Cereja – cerejeira 
Varejo – varejista 
Rijo - enrijecer 
 
4) Nos seguintes vocábulos: berinjela, cafajeste, jeca, jegue, majestade, 
jeito, jejum, laje, traje, pegajento 
 
Emprego de S e Z 
 
Emprega-se o S: 
 
1) Nas palavras derivadas de outras que já apresentam s no radical 
Exemplos: 
Análise – analisar 
Catálise – catalisador 
Casa – casinha, casebre 
Liso - alisar 
 
2) Nos sufixos -ês e -esa, ao indicarem nacionalidade, título ou origem 
Exemplos: 
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burguês- burguesa inglês- inglesa 
chinês- chinesa milanês- milanesa 
 
3) Nos sufixos formadores de adjetivos -ense, -oso e -osa 
Exemplos: 
Gostoso – gostosa 
Amoroso – amorosa 
Teimoso – teimosa 
Catarinense 
Palmeirense 
 
 
4) Nos sufixos gregos -ese, -isa, -osa 
Exemplos: catequese, diocese, poetisa, profetisa, sacerdotisa, glicose, 
metamorfose, virose 
 
5) Após ditongos 
Exemplos: coisa, pouso, lousa, náusea6) Nas formas dos verbos pôr e querer, bem como em seus derivados 
Exemplos: pus, pôs, pusemos, puseram, pusera, pusesse, puséssemos, 
quis, quisemos, quiseram, quiser, quisera, quiséssemos, repus, repusera, 
repusesse, repuséssemos 
 
7) Nos seguintes nomes próprios personativos: Baltasar, Heloísa, Inês, 
Isabel, Luís, Luísa, Resende, Sousa, Teresa, Teresinha, Tomás 
 
8) Nos seguintes vocábulos: abuso, asilo, através, aviso, besouro, brasa, 
cortesia, decisão, despesa, empresa, freguesia, fusível, maisena, mesada, 
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paisagem, paraíso, pêsames, presépio, presídio, querosene, raposa, surpresa, 
tesoura, usura, vaso, vigésimo, visita etc. 
 
Emprega-se o Z: 
 
1) Nas palavras derivadas de outras que já apresentam z no radical 
Exemplos: 
Deslize – deslizar 
Razão – razoável 
Vazio – esvaziar 
Raiz – enraizar 
Cruz – cruzeiro 
 
2) Nos sufixos -ez, -eza, ao formarem substantivos abstratos a partir de 
adjetivos 
Exemplos: 
Inválido – invalidez 
Limpo – limpeza 
Macio – maciez 
Rígido – rigidez 
Frio – frieza 
Nobre – nobreza 
Pobre – pobreza 
Surdo - surdez 
 
3) Nos sufixos -izar, ao formar verbos e -ização, ao formar substantivos 
Exemplos: 
 
Civilizar - civilização Hospitalizar - hospitalização 
Colonizar - colonização Realizar - realização 
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4) Nos derivados em -zal, -zeiro, -zinho, -zinha, -zito, -zita 
Exemplos: cafezal, cafezeiro, cafezinho, arvorezinha, cãozito, avezita 
 
5) Nos seguintes vocábulos: azar, azeite, azedo, amizade, buzina, bazar, 
catequizar, chafariz, cicatriz, coalizão, cuscuz, proeza, vizinho, xadrez, verniz 
etc. 
 
6) Nos vocábulos homófonos, estabelecendo distinção no contraste entre 
o S e o Z 
Exemplos: 
Cozer (cozinhar) e coser (costurar) 
Prezar (ter em consideração) e presar (prender) 
Traz (forma do verbo trazer) e trás (parte posterior) 
 
 
Em muitas palavras, a letra X soa como Z. Veja os exemplos: 
Exame Exato Exausto Exemplo Existir Exótico Inexorável 
 
 
 
Emprego de S, Ç, X e dos dígrafos Sc, Sç, Ss, Xc, Xs 
Existem diversas formas para a representação do fonema /S/. Observe: 
 
Emprega-se o S: 
Nos substantivos derivados de verbos terminados em "-andir", 
"-ender", "-verter" e "-pelir". 
 
Exemplos: 
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Emprega-se Ç: 
Nos substantivos derivados dos verbos "ter" e "torcer" 
Exemplos: 
 
 
Emprega-se o X: 
Em alguns casos, a letra X soa como Ss 
Exemplos: auxílio, expectativa, experto, extroversão, sexta, sintaxe, 
texto, trouxe 
 
Emprega-se Sc: 
Nos termos eruditos 
Exemplos: acréscimo, ascensorista, consciência, descender, discente, 
fascículo, fascínio, imprescindível, miscigenação, miscível, plebiscito, 
rescisão, seiscentos, transcender etc. 
 
Emprega-se Sç: 
Na conjugação de alguns verbos 
Exemplos: 
Nascer- nasço, nasça 
Crescer- cresço, cresça 
Descer- desço, desça 
Expandir 
expansão 
Pretender - 
pretensão 
Verter - 
versão 
Expelir 
expulsão 
Estender 
extensão 
Suspender - 
suspensão 
Converter - 
conversão 
Repelir 
repulsão 
Ater - atenção Torcer - torção 
Deter - detenção Distorcer -distorção 
Manter - manutenção Contorcer - contorção 
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Emprega-se Ss: 
Nos substantivos derivados de verbos terminados em "-gredir", "-mitir", 
"-ceder" e "-cutir" 
 
Exemplos: 
Agredir - 
agressão 
Demitir - 
demissão 
Ceder - 
cessão 
Discutir - 
discussão 
Progredir -
progressão 
Transmitir - 
transmissão 
Exceder - 
excesso 
Repercutir - 
repercussão 
 
 
 
Emprega-se o Xc e o Xs: 
Em dígrafos que soam como Ss 
 
Exemplos: 
exceção, excêntrico, excedente, excepcional, exsudar 
 
Observações sobre o uso da letra X 
 
1) O X pode representar os seguintes fonemas: 
/ch/ - xarope, vexame 
/cs/ - axila, nexo 
/z/ - exame, exílio 
/ss/ - máximo, próximo 
/s/ - texto, extenso 
 
2) Não soa nos grupos internos -xce- e -xci- 
Exemplos: excelente, excitar 
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Emprego das letras E e I 
Na língua falada, a distinção entre as vogais átonas /e/ e /i / pode não ser 
nítida. Observe: 
 
Emprega-se o E: 
1) Em sílabas finais dos verbos terminados em -oar, -uar 
Exemplos: 
Magoar - magoe, magoes 
Continuar- continue, continues 
 
2) Em palavras formadas com o prefixo ante- (antes, anterior) 
Exemplos: antebraço, antecipar 
 
3) Nos seguintes vocábulos: 
Cadeado, confete, disenteria, empecilho, irrequieto, mexerico, orquídea 
 
Emprega-se o I: 
 
1) Nas sílabas finais dos verbos terminados em -air, -oer, -uir 
Exemplos: 
Cair- cai 
Doer- dói 
Influir- influi 
 
2) Em palavras formadas com o prefixo anti- (contra) 
Exemplos: 
Anticristo, antitetânico 
 
3) Nos seguintes vocábulos: aborígine, artimanha, chefiar, digladiar, 
penicilina, privilégio 
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Emprego das letras O e U: 
A oposição o/u é responsável pela diferença de significado de algumas 
palavras. 
Veja os exemplos: 
Comprimento (extensão) e cumprimento (saudação, realização) 
Soar (emitir som) e suar (transpirar) 
Grafam-se com a letra O: bolacha, bússola, costume, moleque 
Grafam-se com a letra U: camundongo, jabuti, Manuel, tábua 
 
Emprego da letra H 
 
Esta letra, em início ou fim de palavras, não tem valor fonético. 
Conservou-se apenas como símbolo, por força da etimologia e da tradição 
escrita. A palavra hoje, por exemplo, grafa-se desta forma devido a sua 
origem na forma latina hodie. 
 
Emprega-se o H: 
 
1) Inicial, quando etimológico 
Exemplos: hábito, hesitar, homologar, Horácio 
 
2) Medial, como integrante dos dígrafos ch, lh, nh 
Exemplos: flecha, telha, companhia 
 
3) Final e inicial, em certas interjeições 
Exemplos: ah!, ih!, eh!, oh!, hem?, hum! 
 
4) Em compostos unidos por hífen, no início do segundo elemento, se 
etimológico 
Exemplos: anti-higiênico, pré-histórico, super-homem etc. 
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1) No substantivo Bahia, o "h" sobrevive por tradição. Note que, nos 
substantivos derivados, como baiano, baianada ou baianinha, ele não é 
utilizado. 
2) Os vocábulos erva, Espanha e inverno não possuem a letra "h" na sua 
composição. No entanto, seus derivados eruditos sempre são grafados com h. 
Veja: herbívoro, hispânico, hibernal. 
 
 
 
Emprego das Iniciais Maiúsculas e Minúsculas 
 
1) Utiliza-se inicial maiúscula: 
 
a) No começode um período, verso ou citação direta. 
Exemplos: 
Disse o Padre Antonio Vieira: "Estar com Cristo em qualquer lugar, ainda 
que seja no inferno, é estar no Paraíso." 
"Auriverde pendão de minha terra, Que a brisa do Brasil beija e balança, 
Estandarte que à luz do sol encerra. As promessas divinas da Esperança…" 
(Castro Alves) 
 
 
- No início dos versos que não abrem período, é facultativo o uso da letra 
maiúscula. 
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Por exemplo: 
"Aqui, sim, no meu cantinho, vendo rir-me o candeeiro, gozo o bem de 
estar sozinho e esquecer o mundo inteiro." 
 
- Depois de dois pontos, não se tratando de citação direta, usa-se letra 
minúscula. 
Por exemplo: 
"Chegam os magos do Oriente, com suas dádivas: ouro, incenso, mirra." 
(Manuel Bandeira) 
 
b) Nos antropônimos, reais ou fictícios. 
Exemplos: Pedro Silva, Cinderela, D. Quixote. 
 
c) Nos topônimos, reais ou fictícios. 
Exemplos: Rio de Janeiro, Rússia, Macondo. 
 
d) Nos nomes mitológicos. 
Exemplos: Dionísio, Netuno. 
 
e) Nos nomes de festas e festividades. 
Exemplos: Natal, Páscoa, Ramadã. 
 
f) Em siglas, símbolos ou abreviaturas internacionais. 
Exemplos: ONU, Sr., V. Ex.ª 
 
g) Nos nomes que designam altos conceitos religiosos, políticos ou 
nacionalistas. 
Exemplos: Igreja (Católica, Apostólica, Romana), Estado, Nação, Pátria, 
União etc. 
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Esses nomes escreve-se com inicial minúscula quando são empregados 
em sentido geral ou indeterminado. 
Exemplo: Todos amam sua pátria. 
 
Emprego FACULTATIVO de letra maiúscula: 
a) Nos nomes de logradouros públicos, templos e edifícios. 
 
Exemplos: 
Rua da Liberdade ou rua da Liberdade 
Igreja do Rosário ou igreja do Rosário 
Edifício Azevedo ou edifício Azevedo 
 
2) Utiliza-se inicial minúscula: 
a) Em todos os vocábulos da língua, nos usos correntes. 
Exemplos: carro, flor, boneca, menino, porta 
 
b) Nos nomes de meses, estações do ano e dias da semana. 
Exemplos: 
Janeiro, julho, dezembro etc. 
Segunda, sexta, domingo etc. 
Primavera, verão, outono, inverno 
 
c) Nos pontos cardeais. 
Exemplos: 
Percorri o país de norte a sul e de leste a oeste. 
Estes são os pontos colaterais: nordeste, noroeste, sudeste, sudoeste. 
 
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Quando empregados em sua forma absoluta, os pontos cardeais são 
grafados com letra maiúscula. 
 
Exemplos: 
Nordeste (região do Brasil) 
Ocidente (europeu) 
Oriente (asiático) 
 
 
Depois de dois pontos, não se tratando de citação direta, usa-se letra 
minúscula. 
Exemplo: "Chegam os magos do Oriente, com suas dádivas: ouro, 
incenso, mirra." (Manuel Bandeira) 
 
Emprego FACULTATIVO de letra minúscula: 
a) Nos vocábulos que compõem uma citação bibliográfica. 
Exemplos: 
Crime e Castigo ou Crime e castigo 
Grande Sertão: Veredas ou Grande sertão: veredas 
Em Busca do Tempo Perdido ou Em busca do tempo perdido 
 
b) Nas formas de tratamento e reverência, bem como em nomes 
sagrados e que designam crenças religiosas. 
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Exemplos: 
Governador Mário Covas ou governador Mário Covas 
Papa João Paulo II ou papa João Paulo II 
Excelentíssimo Senhor Reitor ou excelentíssimo senhor reitor 
Santa Maria ou santa Maria. 
 
c) Nos nomes que designam domínios de saber, cursos e disciplinas. 
Exemplos: 
Português ou português 
Línguas e Literaturas Modernas ou línguas e literaturas modernas 
História do Brasil ou história do Brasil 
Arquitetura ou arquitetura 
 
 
 
Questão CBTU-METROREC/2014/Analista de Gestão 
Dentre os pares abaixo, assinale o que apresenta a grafia correta da 
forma verbal correspondente. 
a) urbana / urbanizar 
b) prioridade / preorizar 
c) mobilidade / mobilisar 
d) desenvolvimento / dezenvolver 
 
Comentário: O verbo correspondente de “urbana” é realmente 
“urbanizar”, com a terminação “izar”, que é grafada sempre com “z”. As 
palavras erradas na outras alternativas são “preorizar”, “mobilisar” e 
“dezenvolver”, sendo a escrita correta: “priorizar”, “mobilizar” e “desenvolver”. 
Atenção, as palavras que já possuem “s” devem ser derivadas com “s” 
também: pesquisa = pesquisar. 
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GABARITO: A 
 
Questão HOB/2015/Agente de administração 
“Pessoas bem - humoradas fazem _____________ para manter uma vida 
social saudável, por isso são _____________ num mundo em que imperam 
pessoas _____________ e difíceis.” Assinale a alternativa que completa 
correta e sequencialmente a afirmativa anterior. 
a) conseções / exceções / jeniozas 
b) conseções / esseções / geniozas 
c) concessões / exseções / jeniosas 
d) conceções / exceções / geniosas 
e) concessões / exceções / geniosas 
 
Comentário: “concessões” deriva de “ceder”, por isso é grafado com “c”, 
além disso, a terminação “der”, retirada, deriva palavras com “ss”. 
Verbos terminados por DER, DIR, MIR, TER e TIR são grafados com SS: 
exceder = excesso, excessivo, por tanto, exceções. 
Geniosas vem de gênio, com “g”, além do uso das terminações OSA, com 
“s” na palavra. 
GABARITO: E 
 
 
 
Emprego do Hífen 
 
O hífen é usado com vários fins em nossa ortografia, geralmente, 
sugerindo a ideia de união semântica, ou seja, união do sentido de duas ou 
mais palavras. As regras de emprego do hífen são muitas, o que faz com que 
algumas dúvidas só possam ser solucionadas com o auxílio de um bom 
dicionário. Entretanto, é possível reduzir a quantidade de dúvidas sobre o seu 
uso ao observarmos algumas orientações básicas. O uso do hífen sofreu 
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alterações importantes com o Novo Acordo Ortográfico. As regras a seguir 
já estão atualizadas de acordo com ele. 
 
Conheça os casos de emprego do hífen (-): 
 
 1) Na separação de sílabas. 
Exemplos: 
Vo-vó; 
Pás-sa-ro; 
U-ru-guai. 
 
2) Para ligar pronomes oblíquos átonos a verbos e à palavra "eis". 
Exemplos: 
Deixa-o; 
Obedecer-lhe; 
Chamar-se-á (mesóclise); 
Mostre-se-lhe (dois pronomes relacionados ao mesmo verbo); 
Ei-lo. 
 
3) Em substantivos compostos, cujos elementos conservam sua 
autonomia fonética e acentuação própria, mas perdem sua significação 
individual para construir uma unidade semântica, um conceito único. 
Exemplos: 
Amor-perfeito, arco-íris, conta-gotas, decreto-lei, guarda-chuva, 
médico-cirurgião, norte-americano etc. 
 
4) Em compostos nos quais o primeiro elemento é numeral. 
Exemplos: primeira-dama, primeiro-ministro, segundo-tenente, segunda-
feira, 
quinta-feira etc. 
 
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5) Em compostos homogêneos (contendo dois adjetivos, dois verbos 
ou elementos repetidos). 
Exemplos: técnico-científico, luso-brasileiro; quebra-quebra, corre-corre, 
reco-reco, blá-blá-blá etc. 
 
6) Nos topônimos compostos iniciados pelos adjetivos grã, grão, ou 
por forma verbal ou cujos elementos estejam ligados por artigos. 
Exemplos: 
Grã- Bretanha, Grão -Pará; 
Passa-Quatro, Quebra-Costas, Traga-Mouros, Trinca-Fortes; 
Albergaria-a-Velha, Baía de Todos-os-Santos, Entre-os-Rios, 
Montemor-o-Novo, Trás-os-Montes. 
 
Obs.: os outros topônimos compostos escreve-se com os elementos 
separados, sem hífen: América do Sul, Belo Horizonte, Cabo Verde etc. O 
topônimo Guiné-Bissau é, contudo, uma exceção consagrada pelo uso. 
 
7) Emprega-se o hífen nas palavras compostas que designam espécies 
botânicas e zoológicas, estejam ou não ligadas por preposição ou qualquer 
outro elemento. 
 
Exemplos: couve-flor, erva-doce, feijão-verde, erva-do-chá, ervilha-de-
cheiro, bem-me-quer (planta), andorinha-grande, formiga-branca, cobra-
d'água, lesma-de-conchinha, bem-te-vi etc. 
 
Obs.: não se usa o hífen quando os compostos que designam espécies 
botânicas e zoológicas são empregados fora de seu sentido original. Observe a 
diferença de sentido: bico-de-papagaio (espécie de planta ornamental, com 
hífen) e bico de papagaio (deformação nas vértebras, sem hífen). 
 
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8) Emprega-se o hífen nos compostos com os elementos além, aquém, 
recém e sem. 
Exemplos: além-mar, aquém-fronteiras, recém-nascido, sem-vergonha. 
 
9) Usa-se o hífen sempre que o prefixo terminar com a mesma letra com 
que se inicia a outra palavra. 
Exemplos: anti-inflacionário, inter-regional, sub-bibliotecário, tele-entrega 
etc. 
 
 
NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO 
Esta regra faz parte do novo acordo. Antes dele, antiinflacionário, 
antiinflamatório, microônibus, microondas eram grafadas assim, sem hífen! 
 
10) Emprega-se hífen (e não travessão) entre elementos que formam não 
uma palavra, mas um encadeamento vocabular: 
Exemplos: 
A divisa Liberdade-Igualdade-Fraternidade; 
A ponte Rio-Niterói; 
A ligação Angola-Moçambique; 
A relação professor-aluno. 
 
11) Nas formações por sufixação será empregado o hífen nos vocábulos 
terminados por sufixos de origem tupi-guarani que representam formas 
adjetivas, tais como -açu, -guaçu e -mirim, se o primeiro elemento acabar 
em vogal acentuada graficamente, ou por tônica nasal. 
Exemplos: Andá-açu, capim-açu, sabiá-guaçu, arumã-mirim, cajá-mirim 
etc. 
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12) Usa-se hífen com o elemento mal antes de vogal, h ou l. 
Exemplos: mal-acabado, mal-estar, mal-humorado, mal-limpo. 
 
13) Nas locuções não se costuma empregar o hífen, salvo naquelas já 
consagradas pelo uso. 
Exemplos: café com leite, cão de guarda, dia a dia, fim de semana, ponto 
e vírgula, tomara que caia. 
 
Locuções consagradas: água-de-colônia, arco-da-velha, cor-de-rosa, 
mais-que-perfeito, pé-de-meia, ao deus-dará, à queima-roupa. 
 
Prefixos e Elementos de Composição 
 
Usa-se o hífen com diversos prefixos e elementos de composição. Veja o 
quadro a seguir, já nas regras do Novo Acordo: 
 
HAVERÁ HÍFEN: 
 
Usa-se hífen com os prefixos: Quando a palavra seguinte começa por: 
Ante-, Anti-, Contra-, Entre-, 
Extra-, Infra-, Intra-, Sobre-, 
Supra-, Ultra- 
H ou VOGAL IDÊNTICA À QUE TERMINA O 
PREFIXO 
Exemplos com H: 
ante-hipófise, anti-herói, entre-hostil, 
contra-hospitalar, extra-humano, 
infra-hepático, sobre-humano, 
supra-hepático, ultra-hiperbólico. 
Exemplos com vogal idêntica: 
anti-inflamatório, contra-ataque, 
infra-axilar, sobre-estimar, 
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supra-auricular, ultra-aquecido. 
Hiper-, Inter-, Super- 
H ou R 
Exemplos: 
hiper-hidrose, hiper-raivoso, 
inter-humano, inter-racial, 
super-homem, super-resistente. 
Sub- 
 
B - H - R 
Exemplos: 
sub-bloco, sub-hepático, sub-humano, 
sub-região. 
Obs.: as formas escritas sem hífen e sem 
"h", como por exemplo "subumano" e 
"subepático" também são aceitas. 
Ab-, Ad-, Ob-, Sob- 
B, R - D (Apenas com o prefixo "Ad") 
Exemplos: ab-rogar (pôr em desuso), 
ad-rogar (adotar), ob-reptício (astucioso), 
sob-roda, ad-digital 
Ex- (no sentido de estado 
anterior), Sota-, Soto-, Vice-, Vizo- 
DIANTE DE QUALQUER PALAVRA 
Exemplos: ex-namorada, 
sota-soberania (não total), soto-mestre 
(substituto), vice-reitor, vizo-rei 
Pós-, Pré-, Pró- (tônicos e com 
significados próprios) 
DIANTE DE QUALQUER PALAVRA 
Exemplos: pós-graduação, 
pré-escolar, pró-democracia 
Obs.: se os prefixos não forem 
autônomos, não haverá hífen. Exemplos: 
predeterminado, pressupor, pospor, 
propor. 
Circum-, Pan- H, M, N ou VOGAL 
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Exemplos: circum-meridiano, 
circum-navegação, circum-oral, 
pan-americano, pan-mágico, 
pan-negritude. 
Pseudoprefixos (diferem-se dos 
prefixos por apresentarem elevado 
grau de independência e possuírem 
uma significação mais ou menos 
delimitada, presente à consciência 
dos falantes): Aero-, Agro-, Arqui-, 
Auto-, Bio-, Eletro-, Geo-, Hidro-, 
Macro-, Maxi-, Mega-, Micro-, Mini-
, Multi-, Neo-, Pluri-, Proto-, 
Pseudo-, Retro-, Semi-, Tele- 
H ou VOGAL IDÊNTICA À QUE TERMINA O 
PREFIXO 
Exemplos com H: geo-histórico, 
mini-hospital, neo-helênico, 
proto-história, semi-hospitalar. 
Exemplos com vogal idêntica: 
arqui-inimigo, auto-observação, 
eletro-ótica, micro-ondas, micro-ônibus, 
neo-ortodoxia, semi-interno, 
tele-educação. 
 
 
 NÃO HAVERÁ HÍFEN 
 
1) Não se utilizará o hífen em palavras iniciadas pelo prefixo ‘co-’. Ele irá 
se juntar ao segundo elemento, mesmo que este se inicie por 'o' ou 'h'. Neste 
último caso, corta-se o 'h'. Se a palavra seguinte começar com 'r' ou 's', 
dobram-se essas letras. 
Exemplos: coadministrar, coautor, coexistência, cooptar, coerdeiro, 
corresponsável, cosseno 
 
2) Com os prefixos pre- e re- não se utilizará o hífen, mesmo diante de 
palavras começadas por 'e'. 
Exemplos: preeleger, preexistência, reescrever, reedição 
 
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3) Nas formações em que o prefixo ou pseudoprefixo terminar em vogal 
e o segundo elemento começar por r ou s, estas consoantes serão duplicadas 
e não se utilizará o hífen. 
 
Exemplos: antirreligioso, antissemita, arquirrivalidade, autorretrato, 
contrarregra, contrassenso, extrasseco, infrassom, eletrossiderurgia, 
neorrealismo etc. 
 
Não confunda as grafias das palavras autorretrato e 
porta-retrato. A primeira é composta pelo prefixo auto-, o que justifica a 
ausência do hífen e a duplicação da consoante 'r'. 'Porta-retrato', por outro 
lado, não possui prefixo:o elemento 'porta' trata-se de uma forma do verbo 
"portar". Assim, esse substantivo composto deve ser sempre grafado com 
hífen. 
 
4) Nas formações em que o prefixo ou pseudoprefixo terminar em vogal 
e o segundo elemento começar por vogal diferente, não se utilizará o hífen. 
 
Exemplos: antiaéreo, autoajuda, autoestrada, agroindustrial, 
contraindicação, infraestrutura, intraocular, plurianual, pseudoartista, 
semiembriagado, ultraelevado etc. 
 
5) Não se utilizará o hífen nas formações com os prefixos des- e in-, nas 
quais o segundo elemento tiver perdido o "h" inicial. 
 
Exemplos: desarmonia, desumano, desumidificar, inábil, inumano etc. 
 
6) Não se utilizará o hífen com a palavra não, ao possuir função prefixal. 
Exemplos: não violência, não agressão, não comparecimento 
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Lembre-se: 
Não se utiliza o hífen em palavras que possuem os elementos "bi", "tri", 
"tetra", "penta", "hexa" etc. 
Exemplos: bicampeão, bimensal, bimestral, bienal, tridimensional, 
trimestral, triênio, tetracampeão, tetraplégico, pentacampeão, pentágono etc. 
 
 
Observações: 
 
- Em relação ao prefixo "hidro-", em alguns casos pode haver duas formas 
de grafia (dupla grafia). 
Exemplos: "Hidroavião" e "hidravião"; "hidroenergia" e "hidrenergia" 
 
- No caso do elemento "socio-", o hífen será utilizado apenas quando 
houver função de substantivo (= de associado). 
Exemplos: sócio-gerente / socioeconômico 
 
 
 
 
Saiba Mais sobre o Uso do Hífen 
 
- Travessão e Hífen 
Não confunda o travessão com o hífen: o travessão é um sinal de 
pontuação mais longo do que o hífen. 
- Hífen e translineação 
Havendo coincidência de fim de linha com o hífen, deve-se, por clareza 
gráfica, repeti-lo no início da linha seguinte. 
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Exemplos: 
ex- 
- alferes 
 
guarda- 
-chuva 
 
Por favor, diga- 
-nos logo o que aconteceu. 
 
Conheça algumas diferenças de significação que o uso (ou ausência) do 
hífen pode provocar: 
 
Significado sem uso do hífen Significado com uso do hífen 
Meio dia = metade do dia Ao meio-dia = às 12h 
Pão duro = pão envelhecido Pão-duro = sovina 
Cara suja = rosto sujo Cara-suja = espécie de periquito 
Copo de leite = copo com leite Copo-de-leite = flor 
 
 
 
 
Muita atenção! Algumas palavras ou expressões da nossa ortografia 
acabam nos deixando loucos na hora de escrevê-las, não é? Mal com L ou com 
U? Abaixo ou a baixo? Há com H ou sem H? A fim ou Afim? E por aí vai.... Pois 
é! Está na hora de resolver este problema! 
 
 Demais/ De mais 
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Demais, caracterizado como advérbio de intensidade, equivale a muito, 
excessivamente. 
Nossa! A meu ver você parece egoísta demais. 
 
Como pronome indefinido corresponde a “os restantes, os outros”. 
Ele foi o único que se sobressaiu entre os demais. 
 
De mais caracteriza-se como o oposto do termo “de menos”. 
Há alunos de mais nesta sala. 
 
 Há/ A 
 
Há, depreendendo o sentido de impessoalidade (por isso permanece 
sempre na terceira pessoa do singular), revela o sentido de existir ou fazer. 
Nesta sala há verdadeiros talentos na área de exatas. 
 
O A tanto pode indicar tempo futuro (que se conta de hoje para o futuro) 
ou apenas se revelar como uma preposição. 
Daqui a alguns meses concluiremos nossa pesquisa. 
Não entregue esta encomenda a ele. 
 
 A cerca de/ Acerca de/ Cerca de/ Há cerca de. 
 
A cerca de ou cerca de retrata o sentido de “aproximadamente, mais ou 
menos”. 
O parque foi construído a cerca de quinhentos metros do condomínio. 
O tempo estimado pelo profissional foi cerca de três semanas para a 
conclusão das obras. 
 
Acerca de corresponde ao sentido de “a respeito de, sobre”. 
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Durante a reunião, muito se discutiu acerca da problemática ambiental. 
 
Há cerca de relaciona-se ao sentido de tempo decorrido, haja vista que o 
verbo haver se encontra na sua forma impessoal. 
Há cerca de três anos não visito meus familiares. 
 
 Abaixo/ A baixo 
 
Abaixo revela o sentido de lugar menos elevado, inferior. 
 
Para Marcela, era inaceitável que ocupasse uma posição abaixo de suas 
verdadeiras pretensões. 
 
A baixo significa “para baixo”. 
Quando percebemos, lá estava o brinquedo sendo levado correnteza a 
baixo. 
 
 Acima / A cima 
 
Acima retrata o sentido de “um lugar mais elevado, superior”. 
Conforme pode perceber na lista de aprovados, seu nome se encontra 
acima do meu. 
 
A cima significa “para cima”. 
Todos os convidados me olharam de baixo a cima. 
 
 A fim / Afim 
 
A fim relaciona-se ao sentido de “finalidade, objetivo pretendido”. 
A fim de evitar maiores contratempos, ele resolveu afastar-se de sua 
amiga. 
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Afim classifica-se como um adjetivo invariável, cuja significância se 
atribui à semelhança, afinidade. 
Como na antiga grade havia matérias afins, pude adiantar bastante o meu 
curso. 
 
 A menos de / Há menos de 
 
A menos, classifica-se como locução prepositiva e retrata o sentido de 
tempo futuro ou distância aproximada. 
Encontramo-nos a menos de dois quilômetros do destino almejado. 
A menos de um mês estaremos de férias. 
 
Há menos de significa “aproximadamente, mais ou menos”, 
conjuntamente ao verbo haver, que, estando de forma impessoal, denota 
tempo decorrido. 
Ele saiu de casa há menos de dois anos. 
 
 Ao encontro de / De encontro a 
 
Ao encontro de revela o sentido de a favor de. 
As propostas dos candidatos vão ao encontro do que espera a população. 
 
De encontro a significa oposição, ideia contrária. 
Suas opiniões vão de encontro às minhas. 
 
 Ao invés de/ Em vez de 
 
Ao invés de denota o sentido de “ao contrário de” 
Ao invés de calar-se, continuou discutindo com seu superior. 
 
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Em vez de exprime a ideia de substituição, “em lugar de’. 
Em vez de viajar nas férias, optou por descansar em casa. 
 
 Mas/ Mais 
Mas integra a classe das conjunções, revelando o sentido de ideia 
contrária, oposição. 
Não pôde comparecer ao aniversário, mas enviou o presente. 
 
Mais pode ser classificado como advérbio de intensidade ou pronome 
indefinido. 
Clarice foi a menina que mais se destacou durante a apresentação. 
 
 
 Mau/ Mal 
 
Mau pertence à classe dos adjetivos, podendo ser utilizado quando 
significar o contrário de “bom”. 
Ele é um mau aluno. (Poderíamos substituí-lo por bom) 
 
Mal pode adquirir os seguintes valores morfológicos: 
* advérbio de modo – podendo ser substituído por “bem”. 
Carlos foi mal sucedido

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