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Direito Penal - Parte Geral IV (Conhecimentos Doutrinários)
Módulo II
1 - Pergunta: Normas não incriminadoras não se sujeitam ao princípio da estrita legalidade. 
Resposta: Certo
Somente as normas incriminadoras e prejudiciais ao réu se sujeitam ao princípio da estrita legalidade. Por essa razão, a analogia in bonam partem, os costumes e as medidas provisórias (de acordo com o STF) podem ser utilizados para beneficiar o réu.
2 - Pergunta: Marco Antônio, maior imputável, sequestrou sua prima, Camila Silva, menor de idade, hipótese em que o crime de sequestro qualificado terá pena de reclusão de 2 a 5 anos. Diante desse fato, julgue o item a seguir.
Se, durante o sequestro, surgir uma nova lei que venha a punir o sequestro qualificado com pena de reclusão três a seis anos, esta não poderá ser aplicada ao fato uma vez que se trata de novatio legis in pejus.
Resposta: Errado
Apesar de ser uma nova lei prejudicial ao réu, a Súmula 711 do STF determina: “A lei penal mais grave aplica-se ao crime continuado ou ao crime permanente, se a sua vigência é anterior à cessação da continuidade ou da permanência”.
3 – Pergunta: Suponha que no dia 20/06/2020 tenha sido publicada a “Lei Corona” e que um de seus dispositivos explicite que a referida lei terá vigência enquanto a Covid-19 for considerada uma pandemia pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Um dos dispositivos da nova lei apresenta a seguinte previsão:
Art. X. Caminhar ou permanecer em lugar público sem o uso de máscara protetora, ou fazer uso de transporte coletivo nesta condição:
Pena – detenção de 2 a 4 meses, e multa.
Parágrafo único – Com relação aos requisitos e parâmetros da máscara protetora, deve-se observar a Portaria Z do Ministério da Saúde.
Diante dessa situação hipotética, julgue o item a seguir.
Com base no texto, é possível afirmar que a Lei Corona é temporária e pode ser definida como uma novatio legis incriminadora.
Resposta: Errado
A Lei Corona, apresentada na assertiva, é uma lei excepcional, pois sua duração está vinculada a uma situação excepcional (anormal), que é a pandemia de Covid-19. Ademais, trata-se de lei autorrevogável, uma vez que, tão logo a Covid-19 deixe de ser considerada uma pandemia pela OMS, essa lei será automaticamente revogada. A Lei Corona não é temporária, pois não estabelece uma data específica para o término de sua vigência. A segunda parte da assertiva afirma que a Lei Corona é uma novatio legis incriminadora, o que está correto, pois ela criou um crime até então inexistente – ir a local público sem o uso de máscara
4 – Pergunta: Situação hipotética: John Theodore Smith, maior imputável, americano, a bordo de um navio da Marinha brasileira que se encontrava em mar territorial australiano, discute com Hans Andersen, norueguês, e contra este desfere uma facada fatal. Assertiva: Diante do homicídio praticado contra Hans, é correto afirmar que John Smith deverá ser responsabilizado conforme a lei penal brasileira.
Resposta: Certo
Em toda a história contada na assertiva, somente um dado é de nosso interesse: o local onde o crime foi praticado. O delito foi praticado a bordo de um navio da Marinha brasileira e, conforme exposto no art. 5º, § 1º, do Código Penal, “para os efeitos penais, consideram-se como extensão do território nacional as embarcações e aeronaves brasileiras, de natureza pública ou a serviço do governo brasileiro onde quer que se encontrem”. Logo, a lei penal brasileira sempre será aplicada quando um crime é praticado a bordo de embarcações ou aeronaves brasileiras, de natureza pública, a exemplo da situação apresentada na questão. Não importa a nacionalidade do sujeito ativo nem a do sujeito passivo.
5 - Pergunta: No que se refere à extraterritorialidade da lei penal, julgue o item a seguir. Em razão do princípio real, também denominado princípio da defesa, ficam incondicionalmente sujeitos à lei brasileira, embora cometidos no estrangeiro, os crimes contra a vida ou a liberdade do Presidente da República, bem como os crimes contra o patrimônio ou a fé pública de uma autarquia estadual.
Resposta: Certo
As alíneas “a”, “b” e “c” do inciso I artigo 7º do CP são hipóteses de extraterritorialidade incondicionada em razão do princípio da defesa, real, ou da proteção
6 - Pergunta: Sobre o tema de sujeitos ativo e passivo, julgue o item a seguir.
Animais não podem ser sujeito passivo de infração penal.
Resposta: Certo
De fato, animais não podem ser considerados sujeitos passivos de crime. Os crimes cujo objeto material são os animais, a exemplo de crimes ambientais e maus-tratos de animais, têm como sujeito passivo a coletividade, e não os animais.
7 – Pergunta Um crime poderá ser considerado tentado quando estiverem presentes os seguintes elementos: 1) dolo de consumar um crime; 2) início da prática de atos executórios; 3) resultado almejado possível; e 4) não consumação do resultado por razões alheias à vontade do agente.
Resposta: Certo
A questão apresenta corretamente os requisitos da modalidade tentada de crimes.
8 -Pergunta: O arrependimento eficaz, causa de redução de pena, somente pode ocorrer em relação a crimes que não envolvam violência ou grave ameaça à pessoa, reparado o dano ou restituída a coisa, até o recebimento da denúncia ou da queixa.
Resposta: Errado
Não é o arrependimento eficaz, mas sim o arrependimento posterior que pode ocorrer nos crimes cometidos sem violência ou grave ameaça à pessoa, reparado o dano ou restituída a coisa, até o recebimento da denúncia ou da queixa, por ato voluntário do agente, gerando uma diminuição da pena de 1/3 a 2/3. Vide art. 16 do CP.
9 – Pergunta. O Direito Penal pátrio adota atualmente a teoria clássica ou natural da conduta, definindo-a como a ação humana voluntária que gera uma mudança no mundo.
Resposta: Errado
A questão define corretamente a conduta sob a ótica da teoria clássica ou natural. Entretanto, esta não é adotada atualmente pelo Direito Penal. A teoria adotada é a finalista, segundo a qual conduta é o comportamento humano voluntário dirigido a um fim.
10 – Pergunta. No que concerne ao nexo causal, a teoria adotada, em regra, pelo Código Penal Brasileiro é a da equivalência dos antecedentes. Excepcionalmente, porém, o Código adota a teoria da causalidade adequada.
Resposta: Certo
O artigo 13, caput, do Código Penal apresenta o conceito de causa adotado pelo CPB: “Considera-se causa a ação ou omissão sem a qual o resultado não teria ocorrido”. Ou seja, tudo aquilo que foi indispensável para a ocorrência do resultado, da forma como ocorreu, é considerado causa, daí a denominação de teoria da equivalência dos antecedentes. Por outro lado, no art. 13, § 1º, o Código Penal adota a teoria da causalidade adequada.
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Parte Geral IV (Conhecimento
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Doutrinários
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Pergunta:
 
Normas não incriminadoras não se sujeitam ao princípio da estrita 
legalidade
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Resposta:
 
Certo
 
Somente as normas incriminadoras e prejudiciais ao réu se sujeitam ao princípio 
da estrita legalidade. Por essa razão, a analogia in
 
bonam partem, os costumes 
e as medidas provisórias (de acordo com o STF) podem ser utilizados para 
beneficiar o réu.
 
 
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Pergunta:
 
Marco Antônio, maior imputável, sequestrou sua prima, Camila 
Silva, menor de idade, hipótese em que o crime de sequestro qualificado terá 
pena de reclusão de 2 a 5 anos. Diante desse fato, julgue o item a seguir.
 
Se, durante o sequestro, surgir uma nova 
lei que venha a punir o sequestro 
qualificado com pena de reclusão três a seis anos, esta não poderá ser aplicada 
ao fato uma vez que se trata de
 
novatio legis in pejus.
 
 
Resposta:
 
Errado
 
Apesar de ser uma nova lei prejudicial ao réu, a Súmula 711 do STF determina: 
“A lei penal mais grave aplica
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se ao crime continuad
o ou ao crime permanente, 
se a sua vigência é anterior à cessação da continuidade ou da permanência”.
 
 
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Pergunta
:Suponha que no dia 20/06/2020 tenha sido publicada a “Lei 
Corona” e que um de seus dispositivos explicite que a referida lei terá vigência 
enquanto a Cov
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19 for considerada uma pandemia pela Organização Mundial 
da Saúde (OMS). Um dos dispositivos da nova lei apresenta a seguinte previsão:
 
Art. X. Caminhar ou permanecer em lugar público sem o uso de máscara 
protetora, ou fazer uso de transporte coletivo
 
nesta condição:
 
Pena 
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detenção de 2 a 4 meses, e multa.
 
Direito Penal - Parte Geral IV (Conhecimentos 
Doutrinários) 
Módulo II 
 
1 - Pergunta: Normas não incriminadoras não se sujeitam ao princípio da estrita 
legalidade. 
Resposta: Certo 
Somente as normas incriminadoras e prejudiciais ao réu se sujeitam ao princípio 
da estrita legalidade. Por essa razão, a analogia in bonam partem, os costumes 
e as medidas provisórias (de acordo com o STF) podem ser utilizados para 
beneficiar o réu. 
 
2 - Pergunta: Marco Antônio, maior imputável, sequestrou sua prima, Camila 
Silva, menor de idade, hipótese em que o crime de sequestro qualificado terá 
pena de reclusão de 2 a 5 anos. Diante desse fato, julgue o item a seguir. 
Se, durante o sequestro, surgir uma nova lei que venha a punir o sequestro 
qualificado com pena de reclusão três a seis anos, esta não poderá ser aplicada 
ao fato uma vez que se trata de novatio legis in pejus. 
 
Resposta: Errado 
Apesar de ser uma nova lei prejudicial ao réu, a Súmula 711 do STF determina: 
“A lei penal mais grave aplica-se ao crime continuado ou ao crime permanente, 
se a sua vigência é anterior à cessação da continuidade ou da permanência”. 
 
3 – Pergunta: Suponha que no dia 20/06/2020 tenha sido publicada a “Lei 
Corona” e que um de seus dispositivos explicite que a referida lei terá vigência 
enquanto a Covid-19 for considerada uma pandemia pela Organização Mundial 
da Saúde (OMS). Um dos dispositivos da nova lei apresenta a seguinte previsão: 
Art. X. Caminhar ou permanecer em lugar público sem o uso de máscara 
protetora, ou fazer uso de transporte coletivo nesta condição: 
Pena – detenção de 2 a 4 meses, e multa.

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