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FUNDAMENTOS DE DIDÁTICA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Prezado aluno, 
A formação do pedagogo coopera para a sua conexão ao sujeito por meio 
do contexto em que se desenvolve o processo de ensino e aprendizagem, tanto 
na singularidade quanto na pluralidade da realidade na qual está inserido. 
Uma perspectiva crítica e evolutiva da pedagogia envolve a 
conscientização sobre a realidade, sobre o desenvolvimento da formação do 
pedagogo, sobre o contexto em que o profissional está inserido e sobre suas 
práticas. 
Bons estudos! 
AULA 6 
PLANEJAMENTO NA 
PERSPECTIVA CRITICA DA 
EDUCAÇÃO 
 
 
6 PERSPECTIVA EVOLUTIVA SOBRE A FORMAÇÃO DOCENTE 
A formação de um pedagogo ocorre em meio à troca de informações e, com 
isso, à transmissão de observações e experimentos de atividades comumente 
vivenciadas, onde comportamentos, habilidades e valores existentes são estimulados 
a ressoar com seus temas característicos. Uma atividade educativa que caracteriza o 
desenvolvimento do pedagogo como intercessor com o objetivo de promover o 
desenvolvimento dos sujeitos no processo sociocultural. Dessa forma, a cultura criada 
pela troca de informações tende a se tornar um recurso para sujeitos de um contexto 
específico, proporcionando inspiração e gerando novas informações que podem ser 
aplicadas em diferentes contextos (SCHMIED-KOWARZIK, 1983). Por exemplo, uma 
experiência de ensino bem-sucedida em um determinado ambiente tende a ser 
transferida e vivenciada em outro contexto, mas tem como ponto de partida o respeito 
à singularidade do local. 
Nesse sentido, a formação do pedagogo existe para possibilitar e traçar 
caminhos para humanizar o conhecimento em meio à dinâmica das relações sociais 
em sociedade (SCHMIED-KOWARZIK, 1983). Em outras palavras, as relações entre 
os ambientes educativos e a sociedade são meios que relacionam os conteúdos 
educativos às complexidades da existência e da convivência na sociedade 
contemporânea. 
Através de processos educativos intencionalmente estabelecidos, a formação 
pedagógica é um campo de estudo que lida com os fundamentos e pré-condições das 
oportunidades de encontro dialético de professores e alunos. Ocorre que, dependendo 
do conhecimento agregado ou visão de mundo agregada, a formação de um 
pedagogo contribui para a formação integral do indivíduo e para a construção de uma 
sociedade mais desenvolvida (BRZEZINSKI, 1996). 
 Dessa forma, a formação de um pedagogo requer intencionalidade, que define 
as metas, objetivos e métodos de ação e assim orienta a importância atribuída ao 
processo de aprendizado (BRZEZINSKI, 2011). 
Deste modo, a formação do pedagogo deve envolver, de forma ativa e 
consciente, questões de ordem educativa, social, política e científica. Isso significa 
que o pedagogo deve corroborar para o desenvolvimento dos saberes e valores 
vindos de sua realidade, sua habilidade para enfrentar problemas educacionais, tomar 
 
 
decisões acertadas a respeito dos problemas que envolvam o ato pedagógico e 
influenciar o desenvolvimento das atividades sociais de sua área de atuação (NÓVOA, 
1992; BRZEZINSKI, 2011). O pedagogo deve ter condições de mediar esse 
desenvolvimento e a formação de sujeitos conscientes de sua própria realidade e 
capacidade de transformá-la. 
A formação do pedagogo está diretamente relacionada às experiências 
pedagógicas e à responsabilização do sujeito em relação à vida em sociedade. A 
educação promovida pelo pedagogo, por meio da sua prática, trata de abranger 
aspectos das relações institucionais, interpessoais, saberes, valores e comportamento 
interno. Com isso, a formação pedagógica torna-se um meio pelo qual deve-se 
considerar não somente as finalidades sociopolíticas, mas também as formas de 
organização do ensino e perspectivas metodológicas para o ato educativo 
(BRZEZINSKI, 1996 e 2011). 
A formação pedagógica visa a humanização das relações através da promoção 
da cidadania e a singularização do indivíduo (PIMENTA, 2001). Considerando que a 
formação se insere nas interações sociais e suas contradições vividas nas 
desigualdades sociais, a contextualização do ambiente socioeconômico deve ser 
levada em consideração para promover a preparação do pedagogo e a Pedagogia 
como conjunto de conhecimentos científicos (PIMENTA, 2001). Assim, a educação 
apresenta-se como meio de transformação social, promovendo uma compreensão 
crítica e evolutiva da prática pedagógica. 
É de suma importância que a formação de um pedagogo apresente processos 
educacionais direcionados para as mudanças do desenvolvimento humano. Assim, a 
compreensão crítica e evolutiva junto à reorientação dos programas dos cursos de 
graduação detém-se um processo histórico continuo. Por essa razão, o MEC 
disponibiliza todas as resoluções e documentos relacionados ao curso de Pedagogia 
no país. 
• Parecer CNE/CP nº 5/2005, aprovado em 13 de dezembro de 2005, sobre 
as Diretrizes Curriculares Nacionais para o curso de Pedagogia. 
• Parecer CNE/CP nº 3/2006, aprovado em¬21 de fevereiro de 2006. 
Reexame do Parecer CNE/CP nº 5/2005, que trata das Diretrizes 
Curriculares Nacionais para o curso de Pedagogia. 
• Resolução CNE/CP nº 1, de 15 de maio de 2006. Institui Diretrizes 
 
 
Curriculares Nacionais para o curso de Graduação em Pedagogia – 
Licenciatura. 
• Parecer CNE/CP nº 3/2007, aprovado em¬17 de abril de 2007. Consulta 
sobre a implantação das Diretrizes Curriculares Nacionais para o curso de 
Pedagogia, decorrentes da aprovação dos Pareceres CNE/CP nº 5/2005 e 
nº 3/2006, bem como da publicação da Resolução CNE/CP nº 1/2006. 
• Parecer CNE/CP nº 9/2009, aprovado em 2 de junho de 2009. 
Esclarecimento sobre a qualificação dos licenciados em Pedagogia antes da 
Lei nº 9.394/96 para o exercício das atuais funções de gestão escolar e das 
atividades correlatas e sobre a complementação de estudos com 
apostilamento. 
6.1 Pedagogia crítica no Brasil: Freire 
A ideia central da obra de Paulo Freire era o empoderamento gerado pela 
educação e o seu potencial democrático. Ele acreditava firmemente na necessidade 
de lutar por democracia, considerando a educação crítica como uma efetiva 
ferramenta de transformação social. De acordo com Freire, o pensamento político está 
irremediavelmente ligado à compreensão do mundo, reconhecendo, assim, a cultura 
como elemento que pode propiciar ou ameaçar um estado de democracia (GIROUX, 
2016). 
Paulo Freire nasceu em 1921 em Pernambuco. Seu pai era um capitão da 
Polícia Militar e sua mãe era dona de casa. Ele cresceu enfrentando dificuldades 
financeiras, agravadas pela crise de 1929. Aos 13 anos, com o falecimento de seu 
pai, Freire passou a ser cuidado por sua mãe, Dona Edeltrudes, que teve que pedir 
ajuda ao diretor do Colégio Oswaldo Cruz para que ele conseguisse uma bolsa de 
estudos e uma oportunidade de trabalho como auxiliar de disciplina. Em 1943, ele 
entrou na Faculdade de Direito do Recife. No ano seguinte, ele se casou com Elza 
Maria, uma professora primária, e juntos tiveram cinco filhos. Freire continuou 
trabalhando como professor de Português no Colégio Oswaldo Cruz e também 
lecionou Filosofia e Educação na Escola de Belas Artes da Universidade Federal de 
Pernambuco. 
Foi nomeado diretor do setor de Educação e Cultura do Serviço Social da 
 
 
Indústria com 26 anos de idade e simultaneamente fundou, junto de outros 
educadores, o Instituto Capibaribe com uma proposta recheada de inovações, que 
chamou atenção de vários intelectuais. (SCHMIED-KOWARZIK, 1983). 
Paulo Freire foi um crítico influente aos meios das condições de trabalho e 
preocupava-se com o número alto de analfabetos adultos na região rural do Nordeste, 
pois entendia estes como marginalizados. Por isso, alfabetizou usando palavras do 
dia-a-dia e realidades vivenciadas, numa perspectiva de diálogo, com o objetivo de 
problematizarquestões sociais ligadas ao trabalho. A partir de palavras-base e 
conversas sobre o dia-a-dia destas pessoas, aumentava sua compreensão e o 
vocabulário disponível. Após sofrer acusações de ser comunista e agitador na ditadura 
de 1964, Paulo Freire foi preso por 70 dias, antes de ser forçado a se exilar no Chile, 
onde trabalhou no Instituto Chileno para a Reforma Agrária durante cinco anos. 
Durante esse período, também lecionou em Harvard e realizou assessorias 
educacionais em vários países do terceiro mundo e em África, como em Guiné-Bissau 
e Cabo Verde. 
Após retornar ao Brasil em 1980, Paulo Freire exerceu o cargo de professor 
nas universidades UNICAMP e PUC de São Paulo. Em seguida, atuou como 
Secretário de Educação na Prefeitura de São Paulo sob a liderança da Prefeita Luisa 
Erundina, entre 1989 e 1991. Durante o cargo, criou o Movimento de Alfabetização de 
Jovens e Adultos (MOVA), um modelo de programa de apoio às salas de Educação 
de Jovens e Adultos (EJA), que tem sido um sucesso em muitas prefeituras e outras 
instâncias governamentais até o presente. Em 1991, a cidade de São Paulo inaugurou 
o Instituto Paulo Freire, com o objetivo de compartilhar e promover as ideias de Paulo 
Freire. Neste lugar, são guardados os seus registros, além de realizado variadas 
atividades para preservar e expor a obra deste grande pensador da educação. 
(SCHMIED-KOWARZIK, 1983). 
O renomado educador brasileiro Paulo Freire foi homenageado com quarenta 
e um títulos de Doutor Honoris Causa, concedidos por algumas das universidades 
mais relevantes do Mundo: Harvard, Cambridge e Oxford. Além disso, Freire foi 
professor durante anos da Universidade de São Paulo (USP). Seu legado na área da 
educação lhe rendeu diversas homenagens, inclusive o Prêmio da UNESCO de 
Educação para a Paz, em 1986. Devido às suas contribuições, foi homenageado como 
Presidente de Honra do União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação 
 
 
(Undime) e foi nomeado Patrono Nacional da Educação Brasileira em 2012. 
Infelizmente, Freire faleceu em 1997, aos 76 anos (SCHMIED-KOWARZIK, 1983). 
Freire (2008) descreveu o silenciamento das classes operária e trabalhadora 
rural, predominantemente constituídas por analfabetos que moram nas áreas de maior 
pobreza no país. Esta reflexão serviu de base para a criação de uma pedagogia crítica 
e reflexiva, que busca tornar significativa a realidade dos marginalizados, explorados 
e excluídos - que ele se referiu como oprimidos. Freire (2008) também nos traz o 
conceito de bancário, para descrever a relação professor/aluno como repositório e 
depositário de conhecimentos. Esta relação assume um papel de controle dentro da 
educação. Com base nisso, Freire (1970) propôs uma educação dialógica, que 
valoriza a reflexão e promove um ambiente de diálogo entre educandos e educadores 
De acordo com o pensamento de Freire (1982), o papel do educador é o de 
criar um espaço para a reflexão e o processamento de conhecimento por meio da 
interação contínua, inacabada e diversificada. O educador deve trabalhar para a 
construção de uma plataforma que permita que os educandos possam explorar e 
adquirir novos conhecimentos. Porém, essa metodologia pedagógica pode ser 
comprometida pela dominação e manipulação cultural, onde o ensino se restringe à 
memorização e a reprodução limitada das ideias. Desta maneira, a liberdade é omitida 
e a capacidade de pensar é subtraída (FREIRE, 1982). 
O humanismo, segundo Freire, não admite a manipulação como caminhos para 
interação. É necessário caminhar por meio do diálogo e através desta compreensão 
é possível vivenciar. Para que a interação aconteça de maneira saudável, o educador 
não deve abusar da sua posição e impor seu jeito de ser, agir, pensar e conhecer 
(SCHMIED-KOWARZIK, 1983). 
A Pedagogia Crítica se constrói na ideia de desenvolver uma reflexão profunda, 
constante, e bem como o diálogo, com o objetivo de humanizar o indivíduo, as 
relações e tudo o mais que compreenda o contexto. Paulo Freire se tornou referência 
inquestionável estudada a nível global, pois o seu trabalho foi traduzido para mais de 
30 idiomas e tem grande importância na mudança cultural e na valorização daquilo 
que fazem os povos oprimidos, guiando-os à liberdade e à significação da realidade. 
Freire (1992) acreditava que nenhuma mudança política pode ter lugar sem o 
desenvolvimento da consciência crítica e da reflexão sobre a realidade. 
 
 
6.2 Influência da perspectiva crítica da formação na pratica pedagógica 
A formação do pedagogo é essencial para proporcionar uma prática 
pedagógica consciente e significativa. Assim, ela se desenvolve a partir de uma visão 
crítica e sustentada nas pesquisas, teorias, leis e propostas de reformas contidas nos 
currículos das graduações especializadas. Nesses cursos, o agente pedagógico é 
orientado e incentivado a alcançar práticas que permitam a formação humana a partir 
de desenvolvimento científico, técnico e social. A partir disso, o profissional educador 
estará mais apto para vivenciar e desenvolver mudanças e resistências às formas 
atuais de dominação (BRZEZINSKI, 1996). 
Na prática pedagógica, as diferenças e desafios apresentados nos permitem o 
desenvolvimento de novas metodologias, abordagens, estratégias e convicções que 
possam promover o ensino de forma integral e comprometida, incluindo diversidades 
nas estruturas educacionais como um meio de enriquecimento das experiências 
pedagógicas. É importante enfatizar o campo diversificado das expressões e direções 
sociais, culturais, econômicas, de gênero, etnia, religião, e os diferentes grupos como: 
deficientes físicos, moradores do campo, pessoas com diferentes preferências 
sexuais, aquelas que vivem na rua, os encarcerados e todos que compõem a 
diversidade nossa sociedade; sem esquecer a individualidade inserta no modo de vida 
de cada um (LIBÂNEO, 2012). 
Para que haja uma contribuição realmente transformadora da formação 
pedagógica em sua prática na atualidade, os legisladores e o sistema político, assim 
como pesquisadores da Educação, devem determinar a análise pedagógica elaborada 
a partir do ponto de vista do pedagogo. Com essa perspectiva pedagógica criativa, 
planejada e exercitada por imagens pedagógicas, haverá uma estruturação de uma 
ação pedagógica concretizada na atuação dos profissionais e no avanço de um sujeito 
dentro das distintas condições culturais e institucionais (GIROUX, 2016). 
Com relação a isso, é importante compreender uma política educacional 
fundamentada, a partir do ambiente real em que está inserido, interpretando os 
processos de ensino-aprendizagem nos mais complexos contextos. Logo, serão 
pontuados desafios práticos sobre os olhos, percepção e vozes do pedagogo e sob a 
sua realidade, para o desenvolvimento de soluções viáveis (BRZEZINSKI, 1996; 
GIROUX, 2016). 
Legislar, promover mudanças, definir metas quantitativas, além de recorrer às 
 
 
soluções modernas de tecnologia e comunicação, são elementos essenciais para a 
proliferação de uma condição adequada para a aprendizagem (CURY, 2002). No 
entanto, Libâneo (2012) expõe a divergência entre o que é sugerido pelo ensino e a 
forma como é aplicado. Assim, não é suficiente abordar a temática da Pedagogia 
somente pelo prisma teórico e, sim, é necessário promover o contato com a realidade, 
colocando em prática experiências e interações com o mundo real. 
Praticar um ensino sensível à realidade pode trazer uma grande contribuição 
ao processo de aprendizado. Por exemplo, em uma sala de aula com vinte estudantes 
de faixa etária entre dez e doze anos, e que são moradores de uma comunidade 
carente de uma grande cidade, foi incentivado a organizar um painel detalhando essa 
realidade. Esse painel, além de funcionar como momento reflexivo, tornou possível 
articular a prática pedagógica com a oportunidade para que as crianças levem esse 
conhecimento para seuslares. Isso, por sua vez, propicia a criação de meios para o 
pensamento crítico sobre sua vivência e também incentiva o desenvolvimento de 
novas soluções. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
 
BRZEZINSKI, I. Pedagogia, pedagogos e formação de professores. Campinas, 
SP: Papirus, 1996. 
BRZEZINSKI, I. Pedagogo: delineando identidades. Revista UFG, ano 13, n. 10, p. 
120-132, 2011. 
CURY, C. R. J. Legislação educacional brasileira. 2. ed. Rio de Janeiro: DP&A, 
2002. 
FREIRE, P. A educação na cidade. São Paulo: Cortez, 1991. 
FREIRE, P. Extensão ou comunicação?. 6.ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1982. 
FREIRE, P. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 
37. ed.São Paulo: Paz e Terra, 2008. 
FREIRE, P. Pedagogia da esperança. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1992. 
GIROUX, H.A. Pedagogia crítica, Paulo Freire e a coragem para ser político. Revista 
e-Curriculum, v. 14, n. 01, p. 296-306, 2016. 
LIBÂNEO, J.C. Identidade da pedagogia e identidade do pedagogo. In: BRABO, 
Tânia Suely Antonelli Marcelino; CORDEIRO, Ana Paula Cordeiro, p. 11-34, 2012. 
NÓVOA, A. Formação de professores e profissão docente. In: NÓVOA, A. (Org.). 
Os professores e sua formação. Lisboa: Publicações Dom Quixote, 1992. p. 13-33. 
PIMENTA, S.G. (Coord.). Pedagogia, ciência da educação?. 3. ed. São Paulo: 
Cortez, 2001. 
SCHMIED-KOWARZIK, W. Pedagogia dialética: de Aristóteles a Paulo Freire. São 
Paulo: Brasiliense, 1983.

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