Prévia do material em texto
Lição 2 - As promessas de deus para israel 1 Uma grande nação: “E far-te-ei uma grande nação, e abençoar-te-ei, e engrandecerei o teu nome, e tu serás uma bênção”, Gn 12.2 2 Referencial de benção: “E abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra”, Gn 12.3. 3 Uma terra de bênçãos “E apareceu o SENHOR a Abrão e disse: À tua semente darei esta terra. E edificou ali um altar ao SENHOR, que lhe aparecera”, Gn 12.7. 4 O olhar do Senhor sobre o Templo dos israelitas: “E o SENHOR lhe disse: Ouvi a tua oração e a tua súplica que, suplicando, fizeste perante mim; santifiquei a casa que edificaste, a fim de pôr ali o meu nome para sempre; e os meus olhos e o meu coração estarão ali todos os dias”, 1Rs 9.3. 5 Um descendente de Davi que firmaria seu trono eterno: “Quando teus dias forem completos, e vieres a dormir com teus pais, então, farei levantar depois de ti a tua semente, que procederá de ti, e estabelecerei o seu reino. Este edificará uma casa ao meu nome, e confirmarei o trono do seu reino para sempre”, 2Sm 7.12-13. Texto Áureo: - Essa passagem é a promessa cujo cumprimento perpassa toda a Escritura até Ap 20. A aliança com Abrão propriamente dito é apresentada em 12.1-3, de fato feita em 15.18-21, reafirmada em 17.1-21, renovada também com Isaque (26.2-5) e Jacó (28.10-17). É uma aliança eterna (17.7-8; 1Cr 16.17; SI 105.7-12; ls 24.5) que contém quatro elementos: 1) descendência (17.2-7; cf. Cl 3.8,16 onde se refere a Cristo); 2) terra (15.18-21; 17.8); 3) nação (12.2; 17.4); e ainda 4) bênção e proteção divinas (12.3). Sua importância espiritual para todos os crentes é exposta por Paulo (Gl 3-4). Os que "amaldiçoam Abrão e seus descendentes são os que os ignoram, desprezam e tratam com desdém. A maldição de Deus para essa falta de respeito e desconsideração envolveria o mais severo dos castigos divinos. O contrário aconteceria com aqueles que abençoassem Abrão e seu Servo. em ti serão benditas todas as famílias da terra. Paulo identifica essas palavras como o evangelho preanunciado a Abraão (Gl 3.8). 2 Verdade Prática: Também Isaías proclama em relação a Israel: “Ainda que o número dos israelitas seja como a areia do mar, apenas o remanescente é que será salvo! (Rm 9.27). A promessa a Israel está presente na Bíblia em diversos trechos, incluindo Jeremias 23:3, Isaías 10:20-23 e Romanos 11:26. Deus prometeu a proteger um remanescente de crentes através do qual a “semente” do Messias prometido por Deus viria. Essa promessa profética foi cumprida na primeira vinda de Jesus Cristo como nosso Salvador. Deus também prometeu trazer aquele “remanescente” de volta à sua terra para ser Seu povo redimido para sempre. 3 LEITURA BÍBLICA EM CLASSE Gênesis 12.1 -3; 1. O SENHOR disse a Abrão. Foi do agrado de Deus, que muitas vezes foi encontrado entre aqueles que não O procuravam, revelar-se a Abraão talvez por um milagre; e a conversão de Abraão é uma das mais notáveis na história da Bíblia 2. e tu serás uma bênção. Pela tua semente que é Cristo, o mundo recuperará a bênção que perdeu em Adão. [Genebra] 3. em ti. Na tua descendência, no Messias, que virá de ti, serão benditas todas as famílias da terra; porque, assim como ele tomará sobre si a natureza humana desde a descendência de Abraão, ele provará a morte por cada homem, o seu Evangelho será pregado em todo o mundo, e inumeráveis bênçãos serão derramadas sobre toda a humanidade através da sua morte e intercessão. 4 LEITURA BÍBLICA EM CLASSE Romanos 9 1. O apóstolo abre essa divisão de seu assunto dando vazão a seus sentimentos reais com extraordinária veemência de protesto. Digo a verdade em Cristo – como se estivesse mergulhada no espírito daquele que chorou sobre Jerusalém. Minha consciência dá testemunho comigo pelo Espírito Santo – “minha consciência tão vivificada, iluminada e até agora sob a operação direta do Espírito Santo. 3. Que são meus parentes segundo a carne. Na proporção em que se sentiu separado de sua nação, ele parece ter percebido de forma ainda mais vívida sua relação natural com eles. Sem dúvida, quando um grande perseguidor de cristãos, o apóstolo não desejava nenhuma conexão com Cristo e desejava que o próprio nome de Cristo perecesse. 4, 5 Paulo lista alguns dos grandes privilégios de Israel. Por exemplo, eles foram chamados de israelitas. Israel foi o nome dado a Jacó, um antepassado dos judeus, como uma expressão do favor de Deus (Gn 32.28). Cristo. O maior privilégio para os judeus foi o fato do Messias ter vindo de Israel. Deus bendito eternamente. Jesus Cristo é Deus feito carne. 5 INTRODUÇÃO De acordo com a Bíblia, Deus fez várias promessas a Israel, incluindo: Herança da terra: - Deus prometeu a Abraão que seus descendentes herdariam a terra onde viviam, que é a atual região de Israel. Povo da promessa: - Deus prometeu que os israelitas seriam o seu povo da aliança, desde que obedecessem aos seus mandamentos. Bênção para as nações: - Deus prometeu que Israel seria uma bênção para as nações do mundo, levando-lhes o evangelho e o sacerdócio. Proteção: -Deus prometeu que o protetor do povo de Israel nunca dorme, nem cochila, e que o SENHOR guardará o povo de Israel e estará sempre ao seu lado para protegê-lo. Salvação: - Deus prometeu salvar o povo de Israel, derrotando e humilhando todos os seus inimigos. Amor eterno: - Deus prometeu amar Israel com amor eterno, incessante, sem fim. O plano de Deus para Israel era que se tornasse uma potência espiritual e um centro de difusão do conhecimento do verdadeiro Deus. Quando examinamos as profecias do Velho Testamento, vemos as promessas de Deus aos judeus: Isaías 11:11-16; Jeremias 31:31-37; 33:23- 26; Zacarias 8:23; 9:9-10, etc. 6 I. ISRAEL: A PROMESSA DA CRIAÇÃO DE UMA GRANDE NAÇÃO “E far-te-ei uma grande nação” (v.2). De ti farei uma grande nação. Abraão residia em Harã, abastado e com uma vida amena. Israel havería de nascer a partir de Abraão. “Não havendo profecia o povo se corrompe” (Pv 29.18). Os prazeres embotam-nos a visão. Deus desarraigou a Abraão e perturbou o seu programa. Deu-lhe uma promessa, mas não recursos imediatos. Ele teria de esforçar para que a promessa tivesse cumprimento. Deus tem um plano, mas nós temos de colocá-lo em execução. Quando as coisas ‘avançam mais depressa do que nós”, então precisamos de uma intervenção divina. Abraão teve a fé suficiente para pôr em execução a promessa divina. A promessa de um filho domina os capítulos 12 a 20 por sua angustiante demora, enquanto Abrão a põe em risco, ora por falta de fibra, ora por falta de esperança (caps. 12, 16, 20), sustentando-a, porém, pela fé (caps. 15, 17, 18). A magnitude da promessa a um esposo com uma mulher estéril testa a fé de Abrão ao limite máximo. Ao não entregar-se à incredulidade, Abrão serve como um modelo para o povo pactual: Olhai para Abraão, vosso pai, e para Sara, que vos deu à luz; porque era ele único, quando eu o chamei, o abençoei e o multipliquei (Is 51.2). 7 ISRAEL: A PROMESSA DA CRIAÇÃO DE UMA GRANDE NAÇÃO 2. E abençoar-te- ei, engrandecerei o teu nome e tu serás uma bênção” (v.2). Te abençoarei... Sê tu uma bênção. A palavra “abençoar” citada cinco vezes de Gn 1 a 11, repetida cinco vezes em Gn 12.1-3. Benção traz poder para a vida, fortalecimento e o crescimento. A “benção” é a garantia de proteção e cuidado, a promessa de graça e o presente da paz. O fruto divino de bondade é o suficiente. Deus tem Seus instrumentos, onde todos são beneficiários. Abraão era instrumento especial, e o mundo Inteiro seria o beneficiário. Seu nome seria engrandecido, e grandes seriam as bênçãos que fluiríam por meio dele a todas as nações. Hoje, onde estivermos, estaremos desfrutando dos benefícios dessa promessa feita a Abraão. A verdadeira bem-aventurança flui por meio de nosso relacionamento com Deus. Um novo relacionamento, com ricas bênçãos, estava sendo preparado na vida deAbraão. Esse é um alvo nobre para todos os dias. As bênçãos fluem a partir do amor.A vinda do Messias, é a bênção culminante que foi dada a todos por meio de Abraão. As bênçãos derivadas do Pacto Abraâmico são espirituais e temporais, e ambas formas de bênçãos derivam de Deus, segundo lemos em Tiago 1.17. 8 ISRAEL: A PROMESSA DA CRIAÇÃO DE UMA GRANDE NAÇÃO 3. “E abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem” (v.3). No antigo Oriente Médio, um nome não só um rótulo, mas a revelação do caráter e este à pessoa ou personalidade. Assim, como um homem de caráter superior. Deus quer fazer de Abrão personalidade inigualável. Além disso, essa promessa é confirmada em (Nú 24.9): “Benditos os que te abençoarem, e malditos os que te amaldiçoarem”. Abrão, teve o nome engrandecido por Deus e entrou para a história com seis títulos de honra: 1) pai de numerosas nações (17.5); 2) confidente de Deus (18.17-19); 3) profeta (20.7); 4) príncipe de Deus 23.6); 5) servo de Deus (Sl105.6); 6) amigo de Deus (2Cr 20.7). Amaldiçoar Abrão e seus descendentes é ignor, desprezar ou tratar com desdém. A maldição de Deus para essa falta de respeito envolveria o mais severo castigo divino. A força abençoadora é para todos que Abraão é pai. Isso, por meio da oração, buscam a bênção de Deus, através da fé de Abraão. Até que Cristo venha. Abraão e seus descendentes exercerão um papel messiânico que prefiguram à Cristo. A promessa hoje não pertence a um “Israel” étnico e incrédulo (Rm 9.6-8; Gl 6.15), mas a Jesus Cristo e sua igreja (12.7; 13.16; Gl 3.16,26-29; 6.16). Quem se opuser a Abrão está se voltando contra a promessa que Deus fez a Abrão, de ser o pai de numerosas nações, o pai dos cristãosQuem não ama a Jesus está exposto à ira de Deus e é publicamente excluído da igreja e entregue ao juízo de Deus. 9 ISRAEL: A PROMESSA DA CRIAÇÃO DE UMA GRANDE NAÇÃO 4. “E em ti serão benditas todas as famílias da terra” (v.3). Deus abençoa Abrão para que ele fosse portador de sua bênção (Sl 67.7: “Deus nos abençoará, e todas as extremidades da terra o temerão”). A bíblia afirma “A memória do justo é abençoada, mas o nome dos perversos cai em podridão (Pv 10.7)”. A bênção pessoal de Abrão é ao mesmo tempo uma bênção para outros. Abrão se torna uma fonte de bênção, que jorra a bênção da qual ele mesmo está repleto. O apóstolo Paulo chama o Messias de descendente de Abraão (Gl 3.16). A promessa feita a Abrão cumpriu-se em Cristo, e aqueles que creem em Jesus são filhos de Abraão (Gl 3.7 “Sabei, pois, que os que são da fé são filhos de Abraão”). Os da fé é que são abençoados com o crente Abraão (Gl 3.9 “De sorte que os que são da fé são benditos com o crente Abraão.”). Os verdadeiros filhos de Abraão não são aqueles que têm o sangue de Abraão correndo em suas veias, mas os que têm a fé de Abraão habitando em seu coração. 10 II. OUTRAS PROMESSAS A ISRAEL A promessa de um filho a Abraão. Um adendo na promessa divina: Farei a tua descendência como o pó da terra... (13.16). Em resposta ao encorajamento e à admoestação de Deus (v. 1), Abrão revelou o que o incomodava. Como cumprir a promessa de muitos descendentes (13.16) e de tornar-se grande nação (12.2) se ele não tinha filhos? Para Abrão, a promessa estava estagnada. A adoção de um servo como herdeiro — costume bem conhecido na Mesopotâmia — parecia ser o melhor arranjo para a promessa ser cumprida, humanamente falando. Aos questionamentos de Abrão, Deus afirma categoricamente que seu herdeiro não seria o servo Eliezer, mas um filho de sangue, gerado dele mesmo (15.4). Abrão estava procurava solução para o problema, mas a resposta era buscar a solução lá do alto. Para lhe dar uma demonstração dessa promessa, Deus conduz para fora da tenda e diz a ele: Olha para os céus e conta as estrelas, se é que o podes. E lhe disse: Será assim a tua posteridade (15.5). Deus já havia dito a Abrão que sua descendência seria incontável como o pó da terra (13.16) e agora diz, com outra imagem, que será incontável como as estrelas do céu (15.5). Deus não está falando aqui de uma descendência hereditária, mas da descendência espiritual; Ele não daqueles que têm o sangue de Abrão, mas daqueles que têm a fé de Abrão em seu coração, e essa multidão contável para Deus (Ap 7.1-8) é incontável para os homens (Ap 7.9-17). 11 II. OUTRAS PROMESSAS A ISRAEL 2. A promessa de um filho a Isaque. Quando Isaque nasceu, ele tinha 100 anos. Quando Isaque casou-se, ele tinha 140 anos. Após ver o filho da promessa casado, Abraão casou-se novamente, com Quetura, chamada de sua mulher (25.1) e também de concubina (25.6). Quando Sara morreu, Abraão estava com 137 anos; Contudo, Abraão não teve outra esposa além de Sara enquanto ela era viva, o caráter de Abraão deslustra o seu amor por Sara. Isaque casou-se com Rebeca quando tinha quarenta anos de idade e orou por ela vinte anos até que ela concebesse. Isaque é o único patriarca monogâmico. Rebeca era estéril. O Senhor ouviu-lhe as orações, e Rebeca concebeu. Se Abraão esperou 25 anos para que Deus abrisse a madre de Sara, Isaque orou vinte anos para que Deus fizesse o mesmo com Rebeca, o que mostra que a paciência e a perseverança na oração era uma marca de Isaque. Jacó teve de trabalhar catorze anos para conseguir Raquel, e José precisou esperar 22 anos para encontrar sua família. Nosso tempo está nas mãos de Deus, como diz o salmista: “Nas tuas mãos, estão os meus dias... (Sl 31.15)”. 12 II. OUTRAS PROMESSAS A ISRAEL 3. A promessa renovada. Deus confirmou a Isaque a aliança feita com Abraão, enfatizando os mesmos três elementos anteriores: terra, descendência e bênção. Ele acrescentou uma menção honrosa específica sobre a resposta obediente de Abraão a todas as palavras de Deus (Gn 12.1-3; 15.13-21; 17.2,7-8). Embora Abraão fosse louvado pelas suas ações, a aliança com Abraão foi incondicional e fundamentada na vontade soberana de Deus (cf. Lv 26.44-45). O direito de primogenitura é a tradição de que o primeiro filho de um casal herda toda a riqueza, estado ou função dos pais. O prato de lentilha trouxe apenas uma satisfação momentânea a Esaú, mas o direito de primogenitura deixava um legado para a próxima geração, para sua descendência. Hebreus 12:16. Portanto, só existe uma forma de vencer o pecado: vivendo no Espírito. Sl 128. 1 ler. No Antigo Testamento, apenas o filho mais velho tinha direito à primogenitura. Na Bíblia, o direito de primogenitura é enfatizado, e os cristãos são advertidos a não imitarem Esaú, que vendeu seu direito de primogenitura por uma tigela de ensopado. 13 II. OUTRAS PROMESSAS A ISRAEL 4. Promessa do Reino do Messias. Conquanto Abraão tenha gerado Ismael da serva egípcia Agar e mais seis filhos de Quetura (chamadas de concubinas), ele deu tudo o que possuía a Isaque. Ao filho de Agar e aos filhos de Quetura, chamadas de concubinas, Abraão deu presentes. Abraão cuidou para não haver desavença entre os filhos nem interferência no cumprimento da promessa de Deus por meio de Isaque. A herança que Abraão deixou para Isaque pertence também aos filhos da promessa. Mas o que ele deixou de herança para nós? 1) o testemunho claro da salvação pela fé (15.6; Rm 4.1-5); 2) o exemplo de uma vida fiel (Tg 2.14-16); 3) a nação judaica (Jo 4.22); 4) o Salvador (12.1-3; Mt 1.1). Nas palavras do Paulo, Ismael nasceu escravo, Isaque livre (Gl 4.21-31; 5.1,2), todo aquele que crê em Jesus Cristo compartilha de todas as bênçãos do Espírito em Cristo (Ef 1.3) e é parte da gloriosa herança de Cristo. A parte mais importante do legado de Isaque não era a grande riqueza material, mas sim a riqueza espiritual. 14 III. A PROMESSA DE SALVAÇÃO PARA ISRAEL A queda de Israel. Em Lc 21.24 a nação de Israel não conseguiu exercer o papel de nação sacerdotal no meio de outras nações (Lc 21.24) então veio os tempos dos gentios, expressão exclusiva de Lucas, que identifica o período que vai do cativeiro de Israel (c. 586 a.C. na Babilônia; cf. 2Rs 25) até a sua restauraçãono reino (Ap 20.1-6). Hoje tem sido um tempo que, de acordo com o propósito de Deus, os gentios têm dominado ou ameaçado Jerusalém. A era de hoje também tem sido marcada por vastos privilégios espirituais para as nações gentias (cf. Ml 1.11; Mt 24.14; Mc 13.10). Em Rm 9.30-32, Paulo trata de algumas questões que muitos cristãos dos dias atuais se fazem hoje: Como as promessas de Deus para Israel podem permanecer válidas hoje? Elas foram revogadas? Paulo conclui o ensino sobre a escolha divina lembrando que, embora Deus escolha alguns para receber a sua misericórdia, aqueles que recebem o seu julgamento não o recebem por causa de algo que Deus fez por eles, e sim, pela própria má vontade deles em crer no evangelho (2Ts 2.10). Os pecadores são condenados pelos seus pecados individuais, e o maior deles é a rejeição de Deus e Cristo (cf. 2.2-6,9,12; Jo 8.21-24; 16.8-11). 15 III. A PROMESSA DE SALVAÇÃO PARA ISRAEL 2. A tristeza de Paulo por Israel. Esse sentimento de tristeza e, ao mesmo tempo, uma atitude piedosa de sofrer pela salvação dos judeus, deve ser um compromisso permanente de cada cristão para a evangelização dos judeus (Mt 23.32). Paulo alinha lado a lado duas afirmações inconciliáveis. Na primeira, fala do poder exclusivo de determinação de Deus e na segunda , a partir de Rm 9.30, da responsabilidade e culpa do homem. Ambas são verdadeiras. Sem onipotência Deus não seria Deus, e sem responsabilidade o homem não seria ser humano. Não seria nenhum exagero considerar Rm 9–11 a passagem mais importante do NT para a compreensão da conexão entre Israel, a Igreja e a Grande Comissão. Portanto, ele se esforçou para afirmar seu amor por seus irmãos judeus – com um juramento triplo. No verso 1: “Digo a verdade em Cristo (1), não minto, e a minha consciência (2) confirma isso por meio do Espírito Santo (3)”. Em curta afirmação, ele enfatiza um amor genuíno, profundo e constante, testemunhado pelo próprio Espírito. “Ó Jerusalém, Jerusalém, cidade que matas os profetas e apedrejas os que a ela são enviados! Quantas vezes eu quis ajuntar teus filhos, como a galinha ajunta seus filhotes debaixo das asas e não quiseste!” (Lc 13.34). Seu coração ardia pela salvação de Israel. Paulo estava disposto a perder tudo, inclusive sua própria salvação para que Israel e as nações sejam salvas. 16 III. A PROMESSA DE SALVAÇÃO PARA ISRAEL 3. Promessa de salvação a Israel. Rm 11:26 diz: “Todo o Israel será salvo”. A questão é: “O que significa Israel?” O futuro “Israel” é literal ou figurativo (ou seja, referindo-se aos judeus étnicos ou referindo-se à Igreja)? Aqueles que adotam uma abordagem literal das promessas do AT acreditam que os descendentes físicos de Abraão, Isaque e Jacó serão restaurados a um relacionamento correto com Deus e receberão o cumprimento das alianças. As passagens que falam do futuro Israel são difíceis de ver como figurativas para a Igreja. O texto clássico (Romanos 11:16-24) descreve Israel como distinto da Igreja: os “ramos naturais” são os judeus e os “ramos selvagens” são os gentios. A “oliveira” é o povo coletivo de Deus. Os “ramos naturais” (judeus) são “cortados” da árvore pela descrença, e os “ramos selvagens” (gentios crentes) são enxertados. Isso tem o efeito de deixar os judeus “com ciúmes” e, em seguida, atraí-los à fé em Cristo, para que sejam “enxertados” novamente e recebam a herança prometida. Jr 31:33-34, diz: “… e assim todo o Israel será salvo, como está escrito: Virá de Sião o Libertador, e desviará de Jacó as impiedades. Quando Paulo diz que Israel será “salvo” em Romanos 11:26, ele se refere à libertação do pecado (Romanos 11:27) ao aceitarem o Salvador, seu Messias, no fim dos tempos. O fiel remanescente de Israel é resumido em Apocalipse 7:1–8. O Senhor salvará esses fiéis e os trará de volta a Jerusalém “em verdade e em justiça” (Zacarias 8:7–8). 17 CONCLUSÃO Alguém poderia pensar que as promessas de Deus falharam porque, de fato, muitos israelitas se afastaram do Senhor quando (parece que) Ele prometeu a eles esta nova aliança. A resposta é aquela de Paulo em Romanos 9: “E não pensemos que a palavra de Deus haja falhado, porque nem todos os de Israel são, de fato, israelitas”(v. 6). Tudo já valeu a pena, mas a maior recompensa ainda está por vir. Que o mundo saiba que Jesus Cristo é o seu Senhor! Dele seja a glória! 18 image1.png