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UNIDADE 2 - UM PROFISSIONAL EM CONSTRUÇÃO 2.1 IMPORTÂNCIA DA QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL Na Unidade 1 falamos sobre empregabilidade. Lembra que ela se relaciona a dois fatores: o conjunto de técnicas que utilizamos para conseguir um emprego e para se manter empregado. Um dos pilares da empregabilidade é manter-se em constante atualização profissional. Uma pessoa que fez um curso Técnico em Vendas há vinte anos atrás e não fez novas formações ou cursos consegue ter uma boa empregabilidade hoje? Vamos pensar… Por mais que este profissional tenha vocação e capacidades intrínsecas (internas do indivíduo) que lhe garantam poder de comunicação e persuasão para efetuar vendas, se ela não se capacitou para atuar nos novos canais de comunicação de vendas (como os aplicativos de mensagens instantâneas), uso de mídias sociais ou estudos sobre seus produtos e área de atuação no mercado, ela não conseguirá ter bons resultados em suas vendas. Por isso é importante procurar pela qualificação profissional. Ela diz respeito ao aperfeiçoamento dos conhecimentos profissionais de uma pessoa. Segundo Cláudia Vidigal e Vinícius Vidigal (2012), a qualificação profissional pode ocorrer em formato diversos, como: 1. cursos da educação formal, como cursos técnicos e qualificações oferecidas por escolas - como este curso que você está fazendo ou como graduação e especialização; 2. atividades da educação não formal, como práticas do dia a dia de quem já atua na área e é supervisionado por uma chefia ou participação em eventos; 3. treinamentos dentro das empresas. Então percebemos que a qualificação profissional pode ser estimulada pelas empresas, mas precisa ser compreendida como importante pelo colaborador. Uma vez que, por melhor que seja o curso ou treinamento oferecido pela empresa, se não for de interesse do trabalhador obter o conhecimento, este processo de aprendizagem será falho. Uma reportagem de Amanda Garcia, para a CNN Brasil (2022), destaca que neste ano a escassez de mão de obra qualificada atingiu 81% no Brasil. Isto é, apesar do elevado número de desempregados no país há muitas vagas para serem preenchidas. Estas vagas exigem conhecimento técnico especializado, mas também a formação de um profissional que possua capacidade de liderança, de bons relacionamentos interpessoais, inteligência emocional, entre outras aptidões das chamadas soft skills. SAIBA MAIS: Soft skills são habilidades comportamentais relacionadas a maneira como o profissional lida com o outro e consigo mesmo em diferentes situações. São exemplos de soft skils: resiliência, colaboração, inteligência emocional, liderança e comunicação eficaz. Desse modo, é preciso se qualificar em sua área de atuação para se manter atualizado nos conhecimentos técnicos. Porém é necessário investir na formação profissional para desenvolver o trabalho em equipe. Fonte: criado com BITMOJI A qualificação profissional, quando realizada pela empresa, permite o fortalecimento da equipe de trabalho e formação de novos talentos. Já quando é planejada pelo colaborador, ela permite ampliar os conhecimentos, conhecer novas pessoas, superar desafios e redirecionar a carreira. 2.2. DIVERSIDADE NAS RELAÇÕES INTERPESSOAIS Você já ouviu a frase “nenhum ser humano é uma ilha”? A frase é do poeta inglês John Donne, escrita no século XVI. E o que ela significa? Quando pensamos em uma ilha, em geral pensamos em uma ilha deserta, pensamos em solidão. O ser humano pode viver em solidão por muito tempo? Não. Nós, seres humanos, somos sociais; somos pessoas que precisam do convívio. E por isso falamos que nossa vida é baseada em relações interpessoais. SAIBA MAIS: O termo relacionamento interpessoal se refere à relação, ligação ou vínculo entre duas ou mais pessoas em um determinado ambiente. Este ambiente pode se tratar de familiar, escolar, de trabalho, religioso ou de comunidade. Quanto mais positivos forem os nossos relacionamentos interpessoais, maiores são a possibilidades de construirmos conexões verdadeiras e duradouras com as pessoas de nosso convívio. Conviver com pessoas diferentes de nós, por vezes, pode ser difícil por conta das diferenças de pensamentos, de personalidade e de cultura. Chamamos essas diferenças de diversidade. Robbins, Judge e Sobral (2010), destacam que existem dois níveis de diversidade: a diversidade em nível superficial e a diversidade em nível profundo. A diversidade em nível superficial trata de características facilmente identificáveis, como: idade, gênero, religião, etnia e deficiência. Já a diversidade em nível profundo caracteriza diferenças de valores, de personalidades, de preferências de trabalho. Enquanto o primeiro nível de diversidade pode gerar estereótipos, o segundo nível tende a aproximar pessoas com características similares. Vejamos um exemplo: Rita e Paulo atuam na mesma empresa do ramo imobiliário. Rita é jovem, recém-formada e entrou na empresa há 3 meses a partir de uma oportunidade de estágio. Paulo tem 56 anos, trabalha há mais de quinze anos na empresa na mesma função a partir do curso técnico que fez. Quando analisamos os estereótipos, percebemos a diferença entre Rita e Paulo. Em um pré-julgamento podemos dizer que Rita é da geração tecnológica e vai ter “cabeça mais aberta” que Paulo, o que pode dificultar o relacionamento de trabalho entre eles. Mas com o convívio, Paulo e Rita percebem que possuem os mesmos valores de procurar sempre melhorar sua qualidade de trabalho, de atender as demandas da empresa e ter comprometimento. Assim, os dois colaboradores estabelecem um vínculo de bom convívio. Já Renato e André, apesar de possuírem características de diversidade de nível superficial próximas, não convivem bem. Os dois são jovens, brancos e heterossexuais. Mas enquanto Renato é extrovertido, ativista de causas sociais e apoia o empoderamento feminino e causas LGBTQIA +, André é introvertido, prefere não discutir sobre o assunto e se preocupa apenas em cumprir sua jornada de trabalho e função. Possivelmente eles terão divergências nos momentos de trabalho coletivo devido suas diferenças de comportamento e de pensamentos. GLOSSÁRIO: LGBTQIA+ é o movimento político e social que defende a diversidade, as minorias sexuais e de gênero, como lésbicas, gays, bissexuais, transgêneros e queer. O sinal “+” reconhece as orientações sexuais ilimitadas e identidades de gênero usadas pelos membros dessa comunidade. É preciso destacar que a diversidade de gênero precisa ser respeitada e tolerada, independente de crenças, posicionamentos políticos ou religião. No Brasil, atos discriminatórios contra pessoas de minorias sexuais é crime. Trata-se da homofobia e transfobia. Discriminar pessoas por sua cor, etnia, raça, religião ou procedência nacional (estado ou região da qual a pessoa é procedente, por exemplo, nordestinos) também é crime. Configura-se como preconceito racial e pode gerar prisão e pagamento de multas e indenizações. E como estamos falando sobre garantir espaços de inclusão para as minorias, é preciso destacar sobre as pessoas com deficiência (PcD). Elas estão cada vez mais inseridas no mercado de trabalho e demonstram suaspotencialidades. As deficiências podem ser de dois tipos: físicas (auditiva, visual, por exemplo) ou psicológicas (intelectual). O site Iigual - inclusão e diversidade (2021) apresenta algumas orientações de acessibilidade para tratar pessoas com deficiência. Vejamos: 1. Ao ajudar uma pessoa cega em sua condução, é importante deixar que a pessoa sinta segurança em você. Caso a pessoa aceite ajuda, estenda o braço para que ela possa te acompanhar de braços dados. 2. Para se comunicar com pessoas surdas ou com deficiência auditiva, procure utilizar sinais, símbolos e o tato. De preferência, sempre que for tentar chamar atenção, toque o antebraço de frente para a pessoa e sinalize o que você deseja. Fonte: criado com BITMOJI 3. Sempre que você for acompanhar uma pessoa que apresente dificuldade de locomoção, busque ir de acordo com a velocidade dela. Também pergunte se a pessoa precisa de ajuda e, caso ela aceite, deixe que ela te diga qual a forma mais efetiva de ajudar. 4. Não se escore na cadeira de rodas da pessoa com deficiência. É importante entender que a cadeira funciona como uma extensão do corpo da pessoa. 5. Ao lidar com pessoas com paralisia cerebral é importante respeitar o ritmo da pessoa. Algumas vezes a deficiência pode retardar um pouco a velocidade com que a pessoa age em determinadas situações. Seja paciente, e esteja sempre disposto a ajudar e entender o que a pessoa está tentando fazer, ou dizer. Jamais trate a pessoa como incapaz. É uma pessoa normal que necessita de alguns cuidados e métodos de compreensão. Repare o quanto de diversidade que lidamos em nossas relações interpessoais. E quando pensamos em ambiente de trabalho, notamos que o conjunto destas emoções e opiniões dos profissionais é o que constitui o ambiente de trabalho - o que chamamos de clima organizacional. Trabalhar em um ambiente em que as pessoas praticam a tolerância e sabem argumentar quando possuem pensamentos diferentes certamente trará um impacto positivo na produtividade do trabalho. Já se pensarmos em um ambiente de competição acirrada, fofocas ou de falta de tolerância entre os posicionamentos diferentes, possivelmente haverá baixa eficiência no trabalho. A manutenção de um bom clima organizacional deve ser responsabilidade de todos os trabalhadores, bem como as empresas precisam estimular o bom convívio entre seus colaboradores. Mas como podemos lidar com os conflitos em equipes de trabalho? Os conflitos podem acontecer por diversas causas. Pode haver, por exemplo, diferença de interesses profissionais entre as pessoas, incompatibilidade de objetivos, diferenças culturais, discordâncias quanto a forma de trabalhar, entre outros. Quando ocorre uma situação de conflito, primeiramente é preciso que cada um dos envolvidos faça uma autoavaliação de seus comportamentos e do quanto eles influenciam no clima organizacional da empresa. Além disso, esteja aberto para escutar críticas, refletir sobre aquilo que é real e procurar melhorar suas ações e comportamentos. Dar e receber feedbacks é importante para o fortalecimento da equipe de trabalho. GLOSSÁRIO: Feedback é um termo muito utilizado na área da administração. Trata-se de uma resposta avaliativa a uma pessoa ou grupo, no sentido de fornecer informações sobre a atuação de seu trabalho. Um feedback eficaz ajuda o indivíduo (ou grupo) a melhorar seu desempenho e assim alcançar seus objetivos. Mas como fazer um feedback eficaz? Como assimilar críticas sem se chatear? E será que existe a chamada “crítica construtiva”? Vamos pesquisar no dicionário o significado da palavra crítica. Segundo o dicionário Michaelis, crítica é uma “avaliação baseada apenas na razão, com um propósito final”. Ou seja, a crítica deve ter um objetivo/finalidade e deve Fonte: criado com BITMOJI ser objetiva. Em nosso caso, falamos acima que o feedback busca fazer a avaliação de um grupo ou pessoa a fim de melhorar sua atuação no trabalho. Desse modo, toda vez que for fazer uma crítica pense bem se aquilo que vai ser dito tem a função de melhorar a eficiência do trabalho de alguém ou da equipe. E quando receber uma crítica, utilize este mesmo critério. O que foi dito vai te ajudar a melhorar seus comportamentos? Com qual objetivo a crítica foi feita? NOTA DO PROFESSOR: Pelo o que foi abordado acima, não existem críticas construtivas. Toda crítica deve ser feita com o intuito de avaliar e melhorar o desempenho de uma pessoa. E para isso, a análise da situação precisa ser realizada juntamente com sugestões de como melhorar. Não basta apontar as falhas. Atualmente, outra situação que causa grandes transtornos entre colegas no ambiente de trabalho se relaciona ao uso inadequado das redes sociais ou de aplicativos de mensagens. Cuidado com comentários ofensivos ou que exponha colegas de trabalho ou a sua própria imagem. Lembre-se de manter atitudes éticas e de empatia. Veja outras recomendações na imagem abaixo: Fonte: https://portalodia.com/noticias/piaui/uso-de-whatsapp-no-trabalho-deve-ser- controlado,-diz-especialista-374034.html Para algumas pessoas, ficar longe de conflitos no ambiente de trabalho pode não ser tarefa fácil. Carlos Buzetto (2016), faz algumas recomendações a fim de reduzir as possibilidades de conflitos em ambientes profissionais: 1. Ao invés de competir com seus colegas de trabalho, pense em atitudes de cooperação que levam ao fortalecimento do trabalho em equipe; 2. Seja pró-ativo na função que exerce em seu trabalho, busque por formas de resolver os problemas que lhes são apresentados, seja polivalente em sua área de atuação; 3. Procure ter uma boa percepção de si e do outro. Ter capacidade de autoconhecimento e potencial de análise do outro vai te facilitar entender as situações de conflitos. Se você sabe que tipo de situação ou comportamento te irrita, será capaz de ter melhor autocontrole. 4. Uma comunicação adequada prevê saber ouvir e saber se expressar. O comunicador eficaz é um bom ouvinte, tem espírito aberto, é empático, não interrompe e faz perguntas inteligentes. Sua comunicação ajuda na ampliação de seu poder de influência. 5. Desenvolva sua inteligência emocional, saiba lidar com suas emoções. Para isso autoconhecimento, empatia e flexibilidade de comportamento serão fatores fundamentais. 6. Saiba dar e receber feedbacks. Seja descritivo ao invés de avaliativo; seja específico ao invés de genérico. 7. Seja assertivo. Expresse suas opiniões com sinceridade e utilizando de argumentos. Procure ser claro e objetivo. 8. Saiba trabalhar em equipe. Considere os valores de respeito, tolerância e valorização das diferenças individuais. Como vimos no decorrer desta seção, lidar com ideias diferentes das nossas, pode gerar conflitos. Assim como a falta de uma comunicação eficiente também podem ocasionar esse tipo de problema. Saber se expressar corretamente, respeitar o outro e saber ouvir tornam-se práticas importantes para garantir o sucesso nas relações interpessoais. Fonte: criado com BITMOJI 2.3 MARKETING PESSOAL E CONSTRUÇÃO DE CARREIRA Agora que já falamos um pouco sobre empregabilidadee técnicas de relações interpessoais, convém ressaltar que estes assuntos se relacionam diretamente com a imagem que as pessoas têm de nós. A oportunidade de um emprego ou de subir de cargo está atrelada às nossas competências, mas também à imagem que as pessoas fazem de nós. Por isso, conhecer sobre marketing pessoal e analisar qual é a marca que você tem deixado nas pessoas torna-se importante. SAIBA MAIS: Marketing pessoal é o conjunto de estratégias cujo objetivo é estabelecer uma percepção positiva acerca de um indivíduo, ou seja, criar uma boa imagem pessoal. Cláudia Ritossa (2012), destaca que a marca pessoal é formada por dois grupos de fatores: fatores não controláveis e fatores controláveis. Os fatores não controláveis dizem respeito a características que não podemos mudar, como, por exemplo, a idade, o gênero, cor da pele. Já os fatores controláveis podem ser controlados e aprimorados. Tratam-se de, por exemplo, a aparência física, a comunicação clara, o contato visual, as expressões faciais e o movimento corporal. Repare que este segundo grupo de fatores corresponde a quesitos que podemos adquirir por meio de treinamentos. Segundo a autora, o conjunto desses fatores corresponde a 55% da imagem que passamos. Ou seja, as pessoas nos observam por nossa fala e aparência. Por isso estes dois aspectos são importantes em uma entrevista de emprego, por exemplo. Outras características que devem ser contempladas na construção de sua marca pessoal são: 1. Cuidados com o vestuário do trabalho. Isto não significa precisar de roupas caras. Steve Jobs, por exemplo, criou sua marca pessoal ao sempre estar vestido com camiseta preta, calça jeans e tênis branco. Isso quer dizer que precisa padronizar suas roupas? Não. Mas mantenha o uso de roupas confortáveis, sem decotes e que não sejam esportivas demais. O uso adequado do vestuário é sempre considerado nas entrevistas de emprego. 2. Comunique-se bem e tenha simpatia. Quanto mais clara e objetiva a sua comunicação, mais eficiente se tornam os processos e com menor riscos de confusão pela falta de entendimento do que foi conversado. Ser simpático também auxilia no modo como as pessoas nos enxergam. Temos a tendência de sermos mais colaborativos com aqueles que são simpáticos conosco. 3. Cuidado com as opiniões emitidas. Tenha atenção naquilo que conversa em seu local de trabalho. Cuidado com comentários desnecessários ou de se intrometer em conversas alheias. É por esse motivo que algumas pessoas são rotuladas de: fofoqueiro, reclamão, chato/”cricri”, grosseiro, entre outros. 4. Fortaleça sua rede de contatos (networking). Conhecer pessoas e permitir que elas te conheçam e conheçam o seu trabalho irá contribuir com o desenvolvimento de sua marca pessoal. No mundo do trabalho sempre precisamos da colaboração de outras pessoas e muitos projetos são pensados coletivamente e até mesmo em redes colaborativas. Frequente eventos, divulgue seus projetos e participe de ações sociais. Por vezes, lugares informais podem criar oportunidades de trabalho ou propiciar ideias inovadoras. Além desses cuidados básicos, uma ferramenta administrativa que nos ajuda na construção da marca pessoal é a análise SWOT. Esta análise, que em português pode ser chamada de FOFA, ajuda a identificar pontos fortes (F), oportunidades (O), pontos fracos (F) e ameaças (A) de um projeto - pode ser uma empresa/negócio ou pessoa. Quando é analisada de maneira conjunta, a estrutura SWOT pode proporcionar uma visão mais ampla de onde você está e de como planejar os próximos passos. SAIBA MAIS: A análise SWOT foi criada pelo norte-americano Albert Humphrey, consultor de gestão de negócios, nas décadas de 1960 e 1970, para ser usada em empresas, como forma de avaliar o ambiente e auxiliar nas estratégias e tomadas de decisão. Fonte: criado com BITMOJI A análise SWOT é uma excelente ferramenta para quando você está se preparando para uma entrevista de emprego, para um pedido de promoção de cargo ou nos preparativos de seu currículo (BROGGIO, 2017). Vamos entender como funciona esta análise. Para isso você precisa de papel e caneta e um bocado de autoconhecimento para se avaliar. Vamos lá!! Você já percebeu que quatro aspectos são analisados pela análise SWOT. As forças e fraquezas referem-se a fatores internos (estes você pode aperfeiçoar mais facilmente). Já as oportunidades e ameaças se relacionam a fatores externos e, neste caso, podemos dizer que elas se relacionam com o mercado de trabalho e condições ambientais. LINK: Quer aprender mais sobre análise SWOT? Adir Ribeiro, fundador da Praxis Business, fala da importância de colocar no papel suas forças, fraquezas, oportunidades e ameaças, pelo uso dessa ferramenta. Assista em: https://youtu.be/3Q8GLtR0Hzo Vejamos abaixo algumas orientações de Marcos Jordão Broggio (2017) sobre como elaborar uma análise SWOT pessoal: ● Strengths (Forças) - Enumere seus pontos fortes. O que você faz que se destaca em relação às outras pessoas? Você sabe se comunicar bem ou você tem boas relações interpessoais, por exemplo. Lembre-se que se você é um bom jogador de boliche, mas não se destaca entre seus colegas de jogo, isto não se torna um ponto forte. Questões norteadoras: O que você tem ou faz de melhor? Quais são suas habilidades e capacidades mais marcantes? Quais as vantagens que você tem que os outros não tem? (Por exemplo, cursos, habilidades, conexões, certificações, experiências, etc.) O que outras pessoas consideram seus pontos fortes? Quais são os seus talentos ou dons? Quais características os outros mais elogiam em você? Qual seu nível de experiência na profissão na qual você quer ser bem-sucedido? Quais cursos e especializações você possui na área pretendida? ● Weaknesses (Fraquezas) - Identifique os obstáculos que comprometem seu desenvolvimento profissional. São os chamados pontos de melhoria. Seja honesto e realista às perguntas. É, afinal, uma autoavaliação que só você vai ver, use para melhorar a si mesmo. Questões norteadoras: Que tarefas você não gosta de executar e por quê? Quais habilidades e capacidades você acredita que precisa desenvolver? Você recebeu algum feedback indicando pontos de melhoria? Quais comportamentos ou características pessoais você possui que sabotam o seu sucesso? Você tem vícios no trabalho que irritam outros colaboradores? Quais são suas dificuldades técnicas? O que as pessoas à sua volta veem como seus pontos fracos? O que você tem medo de fazer? Você tem habilidades necessárias ou qualificações para ser bem-sucedido em suas funções atuais ou futuras? ● Opportunities (Oportunidades) - Avalie valores, ideais e planos para o futuro. Para as oportunidades, você deve olhar para os fatores externos que você pode tirar vantagem para conseguir uma promoção ou encontrar um novo trabalho. Questões norteadoras: Existe alguma nova tecnologia ou tendência que você pode fazer uso no futuro? Existe algum novo projeto em sua organização que você pode participar que irá beneficiar a sua carreira? Você pode adquirir novas habilidades para ganhar uma vantagem competitiva? Os seus clientes ou colegas de trabalho têm dado algum feedback sobre novos serviços que poderiamser fornecidos ou melhorados? Qual a situação do mercado, tanto da carreira quanto da empresa onde você trabalha? Você costuma frequentar eventos ligados à sua área? Você está atualizado com as novas tecnologias ligadas à sua área? Existem oportunidades dentro de sua empresa ou no mercado que ninguém ainda aproveitou? Onde? Como você pode tirar proveito disso? Você tem chances de receber uma promoção? ● Threats (Ameaças) - É hora de enumerar os pontos que podem ser prejudiciais ao desenvolvimento da sua carreira. Para as ameaças, você deve olhar para o seu crescimento na carreira e os fatores externos que poderiam prejudicar suas chances de alcançar seus objetivos ou metas. Questões norteadoras: Qual é o maior perigo para os seus objetivos? Alguns dos seus colegas de trabalho estão fazendo um trabalho melhor? Sua personalidade e comportamentos interferem no avanço de sua carreira? Quais são os obstáculos que impedem de você alcançar seus objetivos? Como anda a concorrência na sua área de formação? Meus conhecimentos são suficientes para atender à vaga que ocupo? A falta de conhecimentos tecnológicos pode ameaçar o seu cargo? Quais outros obstáculos você enfrenta na carreira atualmente? ATIVIDADE DE APRENDIZAGEM: Que tal pensar em sua análise SWOT pessoal? A partir das recomendações do texto acima, pense quais são seus pontos fortes e fracos. O que há de oportunidades e ameaças para a construção de sua carreira profissional. Utilize o quadro abaixo para preencher. ANÁLISE SWOT PESSOAL Agora que você já fez sua análise SWOT e tem noção dos seus pontos fortes, fracos e daquilo que pode fazer para aproveitar ainda mais as oportunidades e afastar as ameaças, vamos falar um pouco sobre os processos de seleção e currículo. Para aqueles que buscam emprego é sempre bom ter um currículo pronto. E o currículo precisa sempre ser atualizado conforme suas qualificações profissionais e mudanças de emprego. O currículo também precisa ser adaptado à empresa que você se candidata. Por exemplo: um currículo idealizado para uma vaga de vendedor (a) será diferente dos destaques feitos em um currículo para a vaga de assistente administrativo. As duas vagas de emprego podem ter critérios semelhantes (ter ensino médio completo, curso de informática básica e saber lidar com mídias sociais e aplicativos de mensagens). Mas para a vaga de vendedor (a) vale a pena destacar o potencial de comunicação, empatia e capacidade de venda de produtos ou serviços. Já para a vaga de assistente administrativo será importante ter características, como, por exemplo, ter atenção ao trabalho, capacidade de lidar com equipes, adaptabilidade, entre outros. Ana Pinho (2018), destaca que o currículo precisa ser planejado com critério e ser objetivo; pois atualmente os empregadores não gastam muito tempo para analisar um currículo. A publicação Harvard Business Review indica que um empregador leva em média de sete segundos para ler um currículo. Por isso, é preciso destacar aquilo que chame a atenção do empregador para que você seja chamado para a próxima etapa de um processo seletivo. Fonte: criado com BITMOJI Fonte: criado com BITMOJI Um currículo bem feito, além de agregar valor à sua candidatura, pode se tornar também uma vantagem competitiva. Planeje o conteúdo de seu currículo e tenha cuidado com a formatação. Estes dois itens se complementam, pois, um currículo com informações importantes de qualificação que esteja visualmente desorganizado (sem formatação adequada) não irá chamar a atenção do empregador. Ao mesmo tempo, um currículo com bom layout, mas que não traz informações interessantes sobre a qualificação do candidato também não irá interessar ao empregador. A tabela abaixo registra o que é importante em um currículo e o que não colocar: Itens a evitar… Itens importantes… - Não utilize título no currículo, nem mesmo a expressão Currículum Vitae. - Não coloque foto ou se for realmente preciso, procure por uma imagem que demonstre seu profissionalismo e seriedade. - Evite colocar seus documentos pessoais, pois seu currículo pode passar por várias pessoas e acaba sendo uma exposição de seus dados. - Não indique a pretensão salarial. Este assunto é melhor ser tratado durante a conversa com o empregador. Esteja aberto a negociações sobre o assunto. - Não coloque contatos de outras pessoas como referências recomendadas. Se o recrutador precisar, ele te pedirá essas informações na fase da entrevista. Além disso, ele pode fazer contato com seus empregadores, para solicitar informações sobre seu trabalho. - O primeiro elemento que deve ser visto em um currículo é o nome do profissional, seguido de seus dados pessoais, experiências e conhecimentos. - Destaque a área, cargo ou emprego ao qual o currículo se destina e qual seu objetivo profissional para a vaga. - Destaque as experiências relevantes em sua formação profissional. E isso não quer dizer apenas os empregos anteriores. Destaque também os trabalhos sociais e voluntários que você já fez ou outras atividades bem-sucedidas. - Adicione o nome, o cargo, onde você desempenhou, o período e faça um resumo com as suas principais responsabilidades. - Utilize uma linguagem formal e objetiva (direta ao ponto). - Procure demonstrar para o empregador que você pode agregar valor para a empresa. - Evite termos clichês, como dizer que tem “domínio em informática” ou que é “proativo e comunicativo”. - Cuidado com exageros e mentiras. É preciso ser sincero nas funções que você é capaz de executar. - Tenha cuidado com os erros gramaticais. Se possível, peça que outra pessoa faça a leitura e revise bastante antes de enviar para as empresas. - Não é necessário assinar o currículo. - Destaque sua formação acadêmica. Se você já estiver na faculdade, adicione apenas o curso superior. Só coloque o nome da escola se tiver feito ensino técnico. Adicione a graduação, a instituição de ensino e a estimativa de formatura. Se tiver feito cursos e capacitações, coloque nessa parte. - Procure apresentar seu perfil de maneira única. Destaque seus pontos fortes. Lembra da análise SWOT que fizemos anteriormente? É hora de utilizá- la aqui no currículo. Baseado em Silva (2020) e Unileão (2021). Após ter elaborado seu currículo e distribuído para as vagas de emprego, você pode ser convidado para uma entrevista. E se o currículo é a forma de informar a empresa sobre sua formação e experiência, a entrevista tem a função de mostrar quem você realmente é, além de permitir que seja repassado informações complementares que não foram descritas no currículo. Aproveite esse momento de conversa com o empregador para demonstrar os pontos relevantes de seu currículo: seus pontos fortes, características e suas experiências bem-sucedidas. A entrevista precisa de ser uma conversa franca, sem esconder nenhuma informação (tanto pelo candidato como pelo empregador). Thomas Case, no livro Como conquistar um ótimo emprego apresenta algumas recomendações para a hora da entrevista: Fonte: criado com BITMOJI ★ Pesquise sobre a empresa para saber quais funções você vai exercer e o tipo de produto ou serviço que eles vendem. Demonstrar conhecimento na organização da empresa vai te colocarem destaque para o entrevistador. ★ Chegue cedo e aproveite o tempo de espera para repassar mentalmente sua estratégia. ★ Procure manter uma aparência formal e adequada: roupas sem decotes, calçados fechados, cabelos alinhados. Mulheres devem evitar maquiagem muito vibrante, uso de acessórios que chamem atenção ou óculos de sol. Lembre-se que o foco da entrevista está em você, suas características e experiências profissionais. ★ Seja positivo e otimista. Ninguém gosta de pessoas que só veem o lado negativo das situações. ★ Procure conversar mantendo o contato visual com o entrevistador. Esteja atento às perguntas e à conversa. Apesar do nervosismo que muitas pessoas enfrentam, procure encarar a entrevista como um momento em que você venderá o seu maior produto: você mesmo. ★ Seja sincero em perguntas que envolvem mudar de cidade por conta do emprego ou alterar horário de trabalho. ★ Evite fazer considerações negativas de seus trabalhos anteriores. Lembre-se que o foco da entrevista deve ser manter em você apresentar suas qualidades e potencialidades para o emprego. ★ Seja sempre objetivo, quem dá respostas vagas, perde credibilidade. ★ Cuidado para não desviar o assunto inicial da pergunta do entrevistador. Não conte piadas ou exponha situações que podem ser vexatórias. Lembre-se de manter a formalidade necessária na conversa. ★ Evite dar respostas curtas demais, como sim e não. Aproveite para comunicar suas qualidades, de modo sucinto. LINK: Para aprender mais sobre como construir um currículo e orientações sobre entrevista de emprego, assista o vídeo do canal Manual do Mundo em: https://youtu.be/teCJtOV1Q1U Assim terminamos nossa disciplina Integração e Orientação Profissional. Esperamos que este tenha sido um espaço para você aprender mais sobre conceitos importantes para sua vida no trabalho e para o aprofundamento de seu autoconhecimento e construção de marca pessoal. Siga seus estudos com perseverança e determinação. Eles serão fundamentais para te ajudar a melhorar sua empregabilidade. Fonte: criado com BITMOJI