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UNIDADE 2 - UM PROFISSIONAL EM CONSTRUÇÃO 
2.1 IMPORTÂNCIA DA QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL 
Na Unidade 1 falamos sobre empregabilidade. Lembra que ela se 
relaciona a dois fatores: o conjunto de técnicas que utilizamos para conseguir 
um emprego e para se manter empregado. Um dos pilares da empregabilidade 
é manter-se em constante atualização profissional. 
Uma pessoa que fez um curso Técnico em Vendas há vinte anos atrás e 
não fez novas formações ou cursos consegue ter uma boa empregabilidade hoje? 
Vamos pensar… 
Por mais que este profissional tenha vocação e capacidades intrínsecas 
(internas do indivíduo) que lhe garantam poder de comunicação e persuasão 
para efetuar vendas, se ela não se capacitou para atuar nos novos canais de 
comunicação de vendas (como os aplicativos de mensagens instantâneas), uso 
de mídias sociais ou estudos sobre seus produtos e área de atuação no mercado, 
ela não conseguirá ter bons resultados em suas vendas. 
Por isso é importante procurar pela qualificação profissional. Ela diz 
respeito ao aperfeiçoamento dos conhecimentos profissionais de uma pessoa. 
Segundo Cláudia Vidigal e Vinícius Vidigal (2012), a qualificação profissional 
pode ocorrer em formato diversos, como: 1. cursos da educação formal, como 
cursos técnicos e qualificações oferecidas por escolas - como este curso que 
você está fazendo ou como graduação e especialização; 2. atividades da 
educação não formal, como práticas do dia a dia de quem já atua na área e é 
supervisionado por uma chefia ou participação em eventos; 3. treinamentos 
dentro das empresas. 
 
 
 
Então percebemos que a 
qualificação profissional pode ser 
estimulada pelas empresas, mas precisa 
ser compreendida como importante pelo 
colaborador. Uma vez que, por melhor que 
seja o curso ou treinamento oferecido 
pela empresa, se não for de interesse do 
trabalhador obter o conhecimento, este 
processo de aprendizagem será falho. 
 
Uma reportagem de Amanda Garcia, para a CNN Brasil (2022), destaca 
que neste ano a escassez de mão de obra qualificada atingiu 81% no Brasil. Isto 
é, apesar do elevado número de desempregados no país há muitas vagas para 
serem preenchidas. Estas vagas exigem conhecimento técnico especializado, 
mas também a formação de um profissional que possua capacidade de 
liderança, de bons relacionamentos interpessoais, inteligência emocional, 
entre outras aptidões das chamadas soft skills. 
 
SAIBA MAIS: Soft skills são habilidades comportamentais 
relacionadas a maneira como o profissional lida com o outro 
e consigo mesmo em diferentes situações. São exemplos de soft skils: 
resiliência, colaboração, inteligência emocional, liderança e 
comunicação eficaz. 
 
Desse modo, é preciso se qualificar em sua área de atuação para se 
manter atualizado nos conhecimentos técnicos. Porém é necessário investir na 
formação profissional para desenvolver o trabalho em equipe. 
 
 
 
Fonte: criado com BITMOJI 
 
 
 
A qualificação profissional, quando realizada pela empresa, permite o 
fortalecimento da equipe de trabalho e formação de novos talentos. Já quando 
é planejada pelo colaborador, ela permite ampliar os conhecimentos, conhecer 
novas pessoas, superar desafios e redirecionar a carreira. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2.2. DIVERSIDADE NAS RELAÇÕES INTERPESSOAIS 
Você já ouviu a frase “nenhum ser humano é uma ilha”? A frase é do poeta 
inglês John Donne, escrita no século XVI. E o que ela significa? 
Quando pensamos em uma ilha, em geral pensamos em uma ilha deserta, 
pensamos em solidão. O ser humano pode viver em solidão por muito tempo? 
Não. Nós, seres humanos, somos sociais; somos pessoas que precisam do 
convívio. E por isso falamos que nossa vida é baseada em relações interpessoais. 
 
SAIBA MAIS: O termo relacionamento interpessoal se refere à 
relação, ligação ou vínculo entre duas ou mais pessoas em um 
determinado ambiente. Este ambiente pode se tratar de 
familiar, escolar, de trabalho, religioso ou de comunidade. Quanto mais 
positivos forem os nossos relacionamentos interpessoais, maiores são a 
possibilidades de construirmos conexões verdadeiras e duradouras com 
as pessoas de nosso convívio. 
 
Conviver com pessoas diferentes de nós, por vezes, pode ser difícil por conta 
das diferenças de pensamentos, de personalidade e de cultura. Chamamos essas 
diferenças de diversidade. 
Robbins, Judge e Sobral (2010), destacam que existem dois níveis de 
diversidade: a diversidade em nível superficial e a diversidade em nível 
profundo. A diversidade em nível superficial trata de características facilmente 
identificáveis, como: idade, gênero, religião, etnia e deficiência. Já a 
diversidade em nível profundo caracteriza diferenças de valores, de 
personalidades, de preferências de trabalho. Enquanto o primeiro nível de 
diversidade pode gerar estereótipos, o segundo nível tende a aproximar pessoas 
com características similares. 
 
 
 
 
 
 
 
Vejamos um exemplo: Rita e Paulo atuam na mesma empresa do ramo 
imobiliário. Rita é jovem, recém-formada e entrou na empresa há 3 meses a 
partir de uma oportunidade de estágio. Paulo tem 56 anos, trabalha há mais de 
quinze anos na empresa na mesma função a partir do curso técnico que fez. 
Quando analisamos os estereótipos, percebemos a diferença entre Rita e Paulo. 
Em um pré-julgamento podemos dizer que Rita é da geração tecnológica e vai 
ter “cabeça mais aberta” que Paulo, o que pode dificultar o relacionamento de 
trabalho entre eles. 
Mas com o convívio, Paulo e Rita percebem que possuem os mesmos valores 
de procurar sempre melhorar sua qualidade de trabalho, de atender as 
demandas da empresa e ter comprometimento. Assim, os dois colaboradores 
estabelecem um vínculo de bom convívio. 
Já Renato e André, apesar de possuírem características de diversidade de 
nível superficial próximas, não convivem bem. Os dois são jovens, brancos e 
heterossexuais. Mas enquanto Renato é extrovertido, ativista de causas sociais 
e apoia o empoderamento feminino e causas LGBTQIA +, André é introvertido, 
prefere não discutir sobre o assunto e se preocupa apenas em cumprir sua 
jornada de trabalho e função. Possivelmente eles terão divergências nos 
momentos de trabalho coletivo devido suas diferenças de comportamento e de 
pensamentos. 
 
GLOSSÁRIO: LGBTQIA+ é o movimento político e social que 
defende a diversidade, as minorias sexuais e de gênero, como 
lésbicas, gays, bissexuais, transgêneros e queer. O sinal “+” 
reconhece as orientações sexuais ilimitadas e identidades de gênero 
usadas pelos membros dessa comunidade. 
 
 
 
 
 
É preciso destacar que a diversidade de gênero 
precisa ser respeitada e tolerada, independente 
de crenças, posicionamentos políticos ou religião. 
No Brasil, atos discriminatórios contra pessoas de 
minorias sexuais é crime. Trata-se da homofobia e 
transfobia. 
 
Discriminar pessoas por sua cor, etnia, raça, religião ou procedência 
nacional (estado ou região da qual a pessoa é procedente, por exemplo, 
nordestinos) também é crime. Configura-se como preconceito racial e pode 
gerar prisão e pagamento de multas e indenizações. 
E como estamos falando sobre garantir espaços de inclusão para as minorias, 
é preciso destacar sobre as pessoas com deficiência (PcD). Elas estão cada vez 
mais inseridas no mercado de trabalho e demonstram suaspotencialidades. As 
deficiências podem ser de dois tipos: físicas (auditiva, visual, por exemplo) ou 
psicológicas (intelectual). 
O site Iigual - inclusão e diversidade (2021) apresenta algumas orientações 
de acessibilidade para tratar pessoas com deficiência. Vejamos: 
1. Ao ajudar uma pessoa cega em sua condução, é importante deixar que a 
pessoa sinta segurança em você. Caso a pessoa aceite ajuda, estenda o 
braço para que ela possa te acompanhar de braços dados. 
2. Para se comunicar com pessoas surdas ou com deficiência auditiva, procure 
utilizar sinais, símbolos e o tato. De preferência, sempre que for tentar 
chamar atenção, toque o antebraço de frente para a pessoa e sinalize o que 
você deseja. 
Fonte: criado com BITMOJI 
 
 
 
3. Sempre que você for acompanhar uma pessoa que apresente dificuldade de 
locomoção, busque ir de acordo com a velocidade dela. Também pergunte 
se a pessoa precisa de ajuda e, caso ela aceite, deixe que ela te diga qual a 
forma mais efetiva de ajudar. 
4. Não se escore na cadeira de rodas da pessoa com deficiência. É importante 
entender que a cadeira funciona como uma extensão do corpo da pessoa. 
5. Ao lidar com pessoas com paralisia cerebral é importante respeitar o ritmo 
da pessoa. Algumas vezes a deficiência pode retardar um pouco a velocidade 
com que a pessoa age em determinadas situações. Seja paciente, e esteja 
sempre disposto a ajudar e entender o que a pessoa está tentando fazer, ou 
dizer. Jamais trate a pessoa como incapaz. É uma pessoa normal que 
necessita de alguns cuidados e métodos de compreensão. 
 
Repare o quanto de diversidade que lidamos em nossas relações 
interpessoais. E quando pensamos em ambiente de trabalho, notamos que o 
conjunto destas emoções e opiniões dos profissionais é o que constitui o 
ambiente de trabalho - o que chamamos de clima organizacional. 
Trabalhar em um ambiente em que as pessoas praticam a tolerância e sabem 
argumentar quando possuem pensamentos diferentes certamente trará um 
impacto positivo na produtividade do trabalho. Já se pensarmos em um 
ambiente de competição acirrada, fofocas ou de falta de tolerância entre os 
posicionamentos diferentes, possivelmente haverá baixa eficiência no trabalho. 
A manutenção de um bom clima organizacional deve ser responsabilidade 
de todos os trabalhadores, bem como as empresas precisam estimular o bom 
convívio entre seus colaboradores. 
 
 
 
 
Mas como podemos lidar com os conflitos em 
equipes de trabalho? Os conflitos podem acontecer 
por diversas causas. Pode haver, por exemplo, 
diferença de interesses profissionais entre as 
pessoas, incompatibilidade de objetivos, 
diferenças culturais, discordâncias quanto a forma 
de trabalhar, entre outros. 
 
Quando ocorre uma situação de conflito, primeiramente é preciso que cada 
um dos envolvidos faça uma autoavaliação de seus comportamentos e do quanto 
eles influenciam no clima organizacional da empresa. 
Além disso, esteja aberto para escutar críticas, refletir sobre aquilo que é 
real e procurar melhorar suas ações e comportamentos. Dar e receber 
feedbacks é importante para o fortalecimento da equipe de trabalho. 
 
GLOSSÁRIO: Feedback é um termo muito utilizado na área da 
administração. Trata-se de uma resposta avaliativa a uma 
pessoa ou grupo, no sentido de fornecer informações sobre a atuação de 
seu trabalho. 
 
Um feedback eficaz ajuda o indivíduo (ou grupo) a melhorar seu 
desempenho e assim alcançar seus objetivos. Mas como fazer um feedback 
eficaz? Como assimilar críticas sem se chatear? E será que existe a chamada 
“crítica construtiva”? 
Vamos pesquisar no dicionário o significado da palavra crítica. Segundo o 
dicionário Michaelis, crítica é uma “avaliação baseada apenas na razão, com 
um propósito final”. Ou seja, a crítica deve ter um objetivo/finalidade e deve 
 
Fonte: criado com BITMOJI 
 
 
 
 
ser objetiva. Em nosso caso, falamos acima que o feedback busca fazer a 
avaliação de um grupo ou pessoa a fim de melhorar sua atuação no trabalho. 
Desse modo, toda vez que for fazer uma crítica pense bem se aquilo que vai 
ser dito tem a função de melhorar a eficiência do trabalho de alguém ou da 
equipe. E quando receber uma crítica, utilize este mesmo critério. O que foi 
dito vai te ajudar a melhorar seus comportamentos? Com qual objetivo a crítica 
foi feita? 
 
NOTA DO PROFESSOR: Pelo o que foi abordado acima, não 
existem críticas construtivas. Toda crítica deve ser feita 
com o intuito de avaliar e melhorar o desempenho de uma 
pessoa. E para isso, a análise da situação precisa ser realizada 
juntamente com sugestões de como melhorar. Não basta apontar as 
falhas. 
 
Atualmente, outra situação que causa grandes transtornos entre colegas no 
ambiente de trabalho se relaciona ao uso inadequado das redes sociais ou de 
aplicativos de mensagens. Cuidado com comentários ofensivos ou que exponha 
colegas de trabalho ou a sua própria imagem. Lembre-se de manter atitudes 
éticas e de empatia. Veja outras recomendações na imagem abaixo: 
 
 
 
 
 
 
Fonte: https://portalodia.com/noticias/piaui/uso-de-whatsapp-no-trabalho-deve-ser-
controlado,-diz-especialista-374034.html 
 
Para algumas pessoas, ficar longe de conflitos no ambiente de trabalho pode 
não ser tarefa fácil. Carlos Buzetto (2016), faz algumas recomendações a fim 
de reduzir as possibilidades de conflitos em ambientes profissionais: 
1. Ao invés de competir com seus colegas de trabalho, pense em atitudes de 
cooperação que levam ao fortalecimento do trabalho em equipe; 
2. Seja pró-ativo na função que exerce em seu trabalho, busque por formas 
de resolver os problemas que lhes são apresentados, seja polivalente em 
sua área de atuação; 
3. Procure ter uma boa percepção de si e do outro. Ter capacidade de 
autoconhecimento e potencial de análise do outro vai te facilitar entender 
 
 
 
as situações de conflitos. Se você sabe que tipo de situação ou 
comportamento te irrita, será capaz de ter melhor autocontrole. 
4. Uma comunicação adequada prevê saber ouvir e saber se expressar. O 
comunicador eficaz é um bom ouvinte, tem espírito aberto, é empático, 
não interrompe e faz perguntas inteligentes. Sua comunicação ajuda na 
ampliação de seu poder de influência. 
5. Desenvolva sua inteligência emocional, saiba lidar com suas emoções. 
Para isso autoconhecimento, empatia e flexibilidade de comportamento 
serão fatores fundamentais. 
6. Saiba dar e receber feedbacks. Seja descritivo ao invés de avaliativo; seja 
específico ao invés de genérico. 
7. Seja assertivo. Expresse suas opiniões com sinceridade e utilizando de 
argumentos. Procure ser claro e objetivo. 
8. Saiba trabalhar em equipe. Considere os valores de respeito, tolerância e 
valorização das diferenças individuais. 
 
Como vimos no decorrer desta seção, lidar com 
ideias diferentes das nossas, pode gerar conflitos. Assim 
como a falta de uma comunicação eficiente também 
podem ocasionar esse tipo de problema. Saber se 
expressar corretamente, respeitar o outro e saber ouvir 
tornam-se práticas importantes para garantir o sucesso 
nas relações interpessoais. 
 
 
 
 
Fonte: criado com BITMOJI 
 
 
 
2.3 MARKETING PESSOAL E CONSTRUÇÃO DE CARREIRA 
Agora que já falamos um pouco sobre empregabilidadee técnicas de 
relações interpessoais, convém ressaltar que estes assuntos se relacionam 
diretamente com a imagem que as pessoas têm de nós. A oportunidade de um 
emprego ou de subir de cargo está atrelada às nossas competências, mas 
também à imagem que as pessoas fazem de nós. Por isso, conhecer sobre 
marketing pessoal e analisar qual é a marca que você tem deixado nas pessoas 
torna-se importante. 
 
SAIBA MAIS: Marketing pessoal é o conjunto de estratégias cujo 
objetivo é estabelecer uma percepção positiva acerca de um 
indivíduo, ou seja, criar uma boa imagem pessoal. 
 
Cláudia Ritossa (2012), destaca que a marca pessoal é formada por dois 
grupos de fatores: fatores não controláveis e fatores controláveis. Os fatores 
não controláveis dizem respeito a características que não podemos mudar, 
como, por exemplo, a idade, o gênero, cor da pele. Já os fatores controláveis 
podem ser controlados e aprimorados. Tratam-se de, por exemplo, a aparência 
física, a comunicação clara, o contato visual, as expressões faciais e o 
movimento corporal. 
Repare que este segundo grupo de fatores corresponde a quesitos que 
podemos adquirir por meio de treinamentos. Segundo a autora, o conjunto 
desses fatores corresponde a 55% da imagem que passamos. Ou seja, as pessoas 
nos observam por nossa fala e aparência. Por isso estes dois aspectos são 
importantes em uma entrevista de emprego, por exemplo. 
Outras características que devem ser contempladas na construção de sua 
marca pessoal são: 
 
 
 
 
 
1. Cuidados com o vestuário do trabalho. Isto não significa precisar de roupas 
caras. Steve Jobs, por exemplo, criou sua marca pessoal ao sempre estar 
vestido com camiseta preta, calça jeans e tênis branco. Isso quer dizer 
que precisa padronizar suas roupas? Não. Mas mantenha o uso de roupas 
confortáveis, sem decotes e que não sejam esportivas demais. O uso 
adequado do vestuário é sempre considerado nas entrevistas de emprego. 
2. Comunique-se bem e tenha simpatia. Quanto mais clara e objetiva a sua 
comunicação, mais eficiente se tornam os processos e com menor riscos 
de confusão pela falta de entendimento do que foi conversado. Ser 
simpático também auxilia no modo como as pessoas nos enxergam. Temos 
a tendência de sermos mais colaborativos com aqueles que são simpáticos 
conosco. 
3. Cuidado com as opiniões emitidas. Tenha atenção naquilo que conversa 
em seu local de trabalho. Cuidado com comentários desnecessários ou de 
se intrometer em conversas alheias. É por esse motivo que algumas 
pessoas são rotuladas de: fofoqueiro, reclamão, chato/”cricri”, grosseiro, 
entre outros. 
4. Fortaleça sua rede de contatos (networking). Conhecer pessoas e permitir 
que elas te conheçam e conheçam o seu trabalho irá contribuir com o 
desenvolvimento de sua marca pessoal. No mundo do trabalho sempre 
precisamos da colaboração de outras pessoas e muitos projetos são 
pensados coletivamente e até mesmo em redes colaborativas. Frequente 
eventos, divulgue seus projetos e participe de ações sociais. Por vezes, 
lugares informais podem criar oportunidades de trabalho ou propiciar 
ideias inovadoras. 
 
 
 
 
Além desses cuidados básicos, uma 
ferramenta administrativa que nos ajuda na 
construção da marca pessoal é a análise SWOT. 
Esta análise, que em português pode ser 
chamada de FOFA, ajuda a identificar pontos 
fortes (F), oportunidades (O), pontos fracos (F) 
e ameaças (A) de um projeto - pode ser uma 
empresa/negócio ou pessoa. Quando é 
analisada de maneira conjunta, a estrutura 
SWOT pode proporcionar uma visão mais ampla 
de onde você está e de como planejar os 
próximos passos. 
 
SAIBA MAIS: A análise SWOT foi criada pelo norte-americano 
Albert Humphrey, consultor de gestão de negócios, nas 
décadas de 1960 e 1970, para ser usada em empresas, como forma de 
avaliar o ambiente e auxiliar nas estratégias e tomadas de decisão. 
 
 
 
Fonte: criado com BITMOJI 
 
 
 
 
A análise SWOT é uma 
excelente ferramenta para 
quando você está se preparando 
para uma entrevista de emprego, 
para um pedido de promoção de 
cargo ou nos preparativos de seu 
currículo (BROGGIO, 2017). 
Vamos entender como 
funciona esta análise. Para isso 
você precisa de papel e caneta e 
um bocado de autoconhecimento 
para se avaliar. Vamos lá!! 
Você já percebeu que quatro aspectos são analisados pela análise SWOT. As 
forças e fraquezas referem-se a fatores internos (estes você pode aperfeiçoar 
mais facilmente). Já as oportunidades e ameaças se relacionam a fatores 
externos e, neste caso, podemos dizer que elas se relacionam com o mercado 
de trabalho e condições ambientais. 
 
LINK: Quer aprender mais sobre análise SWOT? Adir Ribeiro, 
fundador da Praxis Business, fala da importância de colocar no 
papel suas forças, fraquezas, oportunidades e ameaças, pelo 
uso dessa ferramenta. Assista em: 
https://youtu.be/3Q8GLtR0Hzo 
 
 
 
 
 
 
 
Vejamos abaixo algumas orientações de Marcos Jordão Broggio (2017) sobre 
como elaborar uma análise SWOT pessoal: 
● Strengths (Forças) - Enumere seus pontos fortes. O que você faz que se 
destaca em relação às outras pessoas? Você sabe se comunicar bem ou você 
tem boas relações interpessoais, por exemplo. Lembre-se que se você é um 
bom jogador de boliche, mas não se destaca entre seus colegas de jogo, isto 
não se torna um ponto forte. 
Questões norteadoras: O que você tem ou faz de melhor? Quais são suas 
habilidades e capacidades mais marcantes? Quais as vantagens que você tem 
que os outros não tem? (Por exemplo, cursos, habilidades, conexões, 
certificações, experiências, etc.) O que outras pessoas consideram seus pontos 
fortes? Quais são os seus talentos ou dons? Quais características os outros mais 
elogiam em você? Qual seu nível de experiência na profissão na qual você quer 
ser bem-sucedido? Quais cursos e especializações você possui na área 
pretendida? 
● Weaknesses (Fraquezas) - Identifique os obstáculos que comprometem seu 
desenvolvimento profissional. São os chamados pontos de melhoria. Seja 
honesto e realista às perguntas. É, afinal, uma autoavaliação que só você 
vai ver, use para melhorar a si mesmo. 
Questões norteadoras: Que tarefas você não gosta de executar e por quê? Quais 
habilidades e capacidades você acredita que precisa desenvolver? Você recebeu 
algum feedback indicando pontos de melhoria? Quais comportamentos ou 
características pessoais você possui que sabotam o seu sucesso? Você tem vícios 
no trabalho que irritam outros colaboradores? Quais são suas dificuldades 
técnicas? O que as pessoas à sua volta veem como seus pontos fracos? O que 
você tem medo de fazer? Você tem habilidades necessárias ou qualificações 
para ser bem-sucedido em suas funções atuais ou futuras? 
● Opportunities (Oportunidades) - Avalie valores, ideais e planos para o 
futuro. Para as oportunidades, você deve olhar para os fatores externos que 
 
 
 
você pode tirar vantagem para conseguir uma promoção ou encontrar um 
novo trabalho. 
Questões norteadoras: Existe alguma nova tecnologia ou tendência que você 
pode fazer uso no futuro? Existe algum novo projeto em sua organização que 
você pode participar que irá beneficiar a sua carreira? Você pode adquirir novas 
habilidades para ganhar uma vantagem competitiva? Os seus clientes ou colegas 
de trabalho têm dado algum feedback sobre novos serviços que poderiamser 
fornecidos ou melhorados? Qual a situação do mercado, tanto da carreira 
quanto da empresa onde você trabalha? Você costuma frequentar eventos 
ligados à sua área? Você está atualizado com as novas tecnologias ligadas à sua 
área? Existem oportunidades dentro de sua empresa ou no mercado que 
ninguém ainda aproveitou? Onde? Como você pode tirar proveito disso? Você 
tem chances de receber uma promoção? 
● Threats (Ameaças) - É hora de enumerar os pontos que podem ser 
prejudiciais ao desenvolvimento da sua carreira. Para as ameaças, você deve 
olhar para o seu crescimento na carreira e os fatores externos que poderiam 
prejudicar suas chances de alcançar seus objetivos ou metas. 
Questões norteadoras: Qual é o maior perigo para os seus objetivos? Alguns dos 
seus colegas de trabalho estão fazendo um trabalho melhor? Sua personalidade 
e comportamentos interferem no avanço de sua carreira? Quais são os 
obstáculos que impedem de você alcançar seus objetivos? Como anda a 
concorrência na sua área de formação? Meus conhecimentos são suficientes 
para atender à vaga que ocupo? A falta de conhecimentos tecnológicos pode 
ameaçar o seu cargo? Quais outros obstáculos você enfrenta na carreira 
atualmente? 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ATIVIDADE DE APRENDIZAGEM: Que tal pensar em sua 
análise SWOT pessoal? A partir das recomendações do 
texto acima, pense quais são seus pontos fortes e fracos. 
O que há de oportunidades e ameaças para a construção 
de sua carreira profissional. Utilize o quadro abaixo 
para preencher. 
 
ANÁLISE SWOT PESSOAL 
 
 
 
 
 
 
Agora que você já fez sua análise SWOT e tem 
noção dos seus pontos fortes, fracos e daquilo que 
pode fazer para aproveitar ainda mais as 
oportunidades e afastar as ameaças, vamos falar um 
pouco sobre os processos de seleção e currículo. 
 
Para aqueles que buscam emprego é sempre bom ter um currículo pronto. 
E o currículo precisa sempre ser atualizado conforme suas qualificações 
profissionais e mudanças de emprego. O currículo também precisa ser adaptado 
à empresa que você se candidata. 
Por exemplo: um currículo idealizado para uma vaga de vendedor (a) será 
diferente dos destaques feitos em um currículo para a vaga de assistente 
administrativo. As duas vagas de emprego podem ter critérios semelhantes (ter 
ensino médio completo, curso de informática básica e saber lidar com mídias 
sociais e aplicativos de mensagens). Mas para a vaga de vendedor (a) vale a 
pena destacar o potencial de comunicação, empatia e capacidade de venda de 
produtos ou serviços. Já para a vaga de assistente administrativo será 
importante ter características, como, por exemplo, ter atenção ao trabalho, 
capacidade de lidar com equipes, adaptabilidade, entre outros. 
Ana Pinho (2018), destaca que o currículo precisa ser planejado com critério 
e ser objetivo; pois atualmente os empregadores não 
gastam muito tempo para analisar um currículo. A 
publicação Harvard Business Review indica que um 
empregador leva em média de sete segundos para ler 
um currículo. Por isso, é preciso destacar aquilo que 
chame a atenção do empregador para que você seja 
chamado para a próxima etapa de um processo 
seletivo. 
Fonte: criado com BITMOJI 
Fonte: criado com BITMOJI 
 
 
 
Um currículo bem feito, além de agregar valor à sua candidatura, pode se 
tornar também uma vantagem competitiva. 
Planeje o conteúdo de seu currículo e tenha cuidado com a formatação. 
Estes dois itens se complementam, pois, um currículo com informações 
importantes de qualificação que esteja visualmente desorganizado (sem 
formatação adequada) não irá chamar a atenção do empregador. Ao mesmo 
tempo, um currículo com bom layout, mas que não traz informações 
interessantes sobre a qualificação do candidato também não irá interessar ao 
empregador. 
A tabela abaixo registra o que é importante em um currículo e o que não 
colocar: 
Itens a evitar… Itens importantes… 
- Não utilize título no currículo, nem 
mesmo a expressão Currículum Vitae. 
- Não coloque foto ou se for realmente 
preciso, procure por uma imagem que 
demonstre seu profissionalismo e 
seriedade. 
- Evite colocar seus documentos pessoais, 
pois seu currículo pode passar por várias 
pessoas e acaba sendo uma exposição de 
seus dados. 
- Não indique a pretensão salarial. Este 
assunto é melhor ser tratado durante a 
conversa com o empregador. Esteja 
aberto a negociações sobre o assunto. 
- Não coloque contatos de outras pessoas 
como referências recomendadas. Se o 
recrutador precisar, ele te pedirá essas 
informações na fase da entrevista. Além 
disso, ele pode fazer contato com seus 
empregadores, para solicitar 
informações sobre seu trabalho. 
- O primeiro elemento que deve ser visto 
em um currículo é o nome do 
profissional, seguido de seus dados 
pessoais, experiências e conhecimentos. 
- Destaque a área, cargo ou emprego ao 
qual o currículo se destina e qual seu 
objetivo profissional para a vaga. 
- Destaque as experiências relevantes em 
sua formação profissional. E isso não quer 
dizer apenas os empregos anteriores. 
Destaque também os trabalhos sociais e 
voluntários que você já fez ou outras 
atividades bem-sucedidas. 
- Adicione o nome, o cargo, onde você 
desempenhou, o período e faça um 
resumo com as suas principais 
responsabilidades. 
- Utilize uma linguagem formal e objetiva 
(direta ao ponto). 
- Procure demonstrar para o empregador 
que você pode agregar valor para a 
empresa. 
 
 
 
- Evite termos clichês, como dizer que 
tem “domínio em informática” ou que é 
“proativo e comunicativo”. 
- Cuidado com exageros e mentiras. É 
preciso ser sincero nas funções que você 
é capaz de executar. 
- Tenha cuidado com os erros 
gramaticais. Se possível, peça que outra 
pessoa faça a leitura e revise bastante 
antes de enviar para as empresas. 
- Não é necessário assinar o currículo. 
- Destaque sua formação acadêmica. Se 
você já estiver na faculdade, adicione 
apenas o curso superior. Só coloque o 
nome da escola se tiver feito ensino 
técnico. 
Adicione a graduação, a instituição de 
ensino e a estimativa de formatura. Se 
tiver feito cursos e capacitações, coloque 
nessa parte. 
- Procure apresentar seu perfil de 
maneira única. Destaque seus pontos 
fortes. Lembra da análise SWOT que 
fizemos anteriormente? É hora de utilizá-
la aqui no currículo. 
Baseado em Silva (2020) e Unileão (2021). 
 
Após ter elaborado seu currículo e distribuído para as vagas de emprego, 
você pode ser convidado para uma entrevista. E se o currículo é a forma de 
informar a empresa sobre sua formação e experiência, a entrevista tem a 
função de mostrar quem você realmente é, além de permitir que seja repassado 
informações complementares que não foram descritas no currículo. 
Aproveite esse momento de conversa com 
o empregador para demonstrar os pontos 
relevantes de seu currículo: seus pontos 
fortes, características e suas experiências 
bem-sucedidas. A entrevista precisa de ser 
uma conversa franca, sem esconder nenhuma 
informação (tanto pelo candidato como pelo 
empregador). 
Thomas Case, no livro Como conquistar um ótimo emprego apresenta 
algumas recomendações para a hora da entrevista: 
Fonte: criado com BITMOJI 
 
 
 
★ Pesquise sobre a empresa para saber quais funções você vai exercer e o tipo 
de produto ou serviço que eles vendem. Demonstrar conhecimento na 
organização da empresa vai te colocarem destaque para o entrevistador. 
★ Chegue cedo e aproveite o tempo de espera para repassar mentalmente sua 
estratégia. 
★ Procure manter uma aparência formal e adequada: roupas sem decotes, 
calçados fechados, cabelos alinhados. Mulheres devem evitar maquiagem 
muito vibrante, uso de acessórios que chamem atenção ou óculos de sol. 
Lembre-se que o foco da entrevista está em você, suas características e 
experiências profissionais. 
★ Seja positivo e otimista. Ninguém gosta de pessoas que só veem o lado 
negativo das situações. 
★ Procure conversar mantendo o contato visual com o entrevistador. Esteja 
atento às perguntas e à conversa. Apesar do nervosismo que muitas pessoas 
enfrentam, procure encarar a entrevista como um momento em que você 
venderá o seu maior produto: você mesmo. 
★ Seja sincero em perguntas que envolvem mudar de cidade por conta do 
emprego ou alterar horário de trabalho. 
★ Evite fazer considerações negativas de seus trabalhos anteriores. Lembre-se 
que o foco da entrevista deve ser manter em você apresentar suas 
qualidades e potencialidades para o emprego. 
★ Seja sempre objetivo, quem dá respostas vagas, perde credibilidade. 
★ Cuidado para não desviar o assunto inicial da pergunta do entrevistador. Não 
conte piadas ou exponha situações que podem ser vexatórias. Lembre-se de 
manter a formalidade necessária na conversa. 
★ Evite dar respostas curtas demais, como sim e não. Aproveite para 
comunicar suas qualidades, de modo sucinto. 
 
 
 
 
 
LINK: Para aprender mais sobre como construir um currículo e 
orientações sobre entrevista de emprego, assista o vídeo do 
canal Manual do Mundo em: https://youtu.be/teCJtOV1Q1U 
 
 Assim terminamos nossa disciplina 
Integração e Orientação Profissional. Esperamos 
que este tenha sido um espaço para você 
aprender mais sobre conceitos importantes para 
sua vida no trabalho e para o aprofundamento 
de seu autoconhecimento e construção de marca 
pessoal. Siga seus estudos com perseverança e 
determinação. Eles serão fundamentais para te 
ajudar a melhorar sua empregabilidade. 
 
Fonte: criado com BITMOJI

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