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FISIOTERAPIA 
CARDIORRESPIRATÓRIA
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
 > Explicar como são realizados os testes funcionais autonômicos cardiovas-
culares e de aptidão funcional cardiorrespiratória.
 > Identificar a aplicabilidade clínica do estudo da variabilidade da frequência 
cardíaca (FC).
 > Analisar as opções de intervenções fisioterapêuticas a partir dos testes de
avaliação cardiorrespiratória submáximos.
Introdução
Neste capítulo, você vai estudar os testes funcionais autonômicos realizados no 
âmbito da fisioterapia cardiovascular. Você também vai conhecer as medidas de 
aptidão física que podem ser realizadas em pacientes com disfunções cardiovas-
culares. Além disso, vai verificar a importância da aplicabilidade prática clínica 
do exame de variabilidade da FC. A partir desse exame, é possível identificar 
alterações da FC em determinadas situações.
Com base no conhecimento das possíveis avaliações e indicações, o fisiote-
rapeuta pode optar por um tipo de tratamento condizente com os resultados da 
avaliação e com os seus achados. Logo, o tratamento proposto ao final da avaliação 
na fisioterapia cardiovascular deve estar em consonância com o tipo de avaliação 
escolhida e também com o resultado obtido por meio dela. Vale ressaltar que o 
Exames e testes 
funcionais 
cardiorrespiratórios
Lucimara Ferreira Magalhães
acompanhamento do processo de reabilitação física pode levar o fisioterapeuta a 
mudar as direções do tratamento, de acordo com as condições de cada paciente.
Assim, a integração entre a avaliação, a verificação das funções fisiológicas 
do paciente e a identificação das alterações é necessária para o processo de 
reabilitação do paciente com problemas cardiovasculares. É importante que o 
fisioterapeuta esteja atento às diretrizes de tratamento e que desenvolva uma 
prática baseada em evidências, a fim de oferecer um tratamento efetivo ao seu 
paciente. O resultado da integração entre avaliação pontual e tratamento ade-
quado leva ao melhor prognóstico, bem como à satisfação do paciente e de seus 
acompanhantes envolvidos na reabilitação.
Testes funcionais cardiovasculares 
autonômicos
Os testes funcionais utilizados na fisioterapia cardiovascular são essenciais 
durante a avaliação funcional do paciente. Por isso, é importante que o 
profissional conheça os mecanismos fisiológicos que levam a determinados 
resultados de teste e, dessa forma, compreenda as condições físicas e fisio-
lógicas do paciente avaliado. O fisioterapeuta dispõe de diversos tipos de 
testes, que são utilizados em situações diferentes e sob suspeitas distintas.
Para avaliar as funções cardíacas, os parâmetros a serem observados são o 
pulso ou FC e a pressão arterial (PA). No entanto, como o aparelho respiratório 
funciona em integração com o sistema cardiovascular, algumas vezes, ou na 
maioria delas, as medidas podem estar associadas à respiração, às incursões 
respiratórias por minuto (irpm). Assim, muitas vezes as medidas indicam se o 
paciente deve realizar os testes em ciclo respiratório médio, ou seja, normal 
(por volta de 15irpm). O pulso e a PA fornecem um diagnóstico e um prognóstico 
do desempenho cardiovascular do paciente (DETURK; CAHALIN, 2007).
O pulso que se mostra mais forte ou mais fraco pode indicar as condições 
da função cardíaca do paciente. Se o paciente alterna seu pulso entre forte e 
fraco, isso pode indicar que ele possui uma grave depressão em seu sistema 
cardíaco, também conhecida como “pulso alternante”. No caso desse tipo de 
paciente, o exame do pulso deve ser realizado pressionando a artéria radial 
com a ventilação normal. Se, ao expirar, o paciente apresenta oscilação do pulso 
elevado para fraco, ele é classificado como pulsus alternans, e essa condição 
está relacionada com a insuficiência da bomba cardíaca (DETURK; CAHALIN, 2007).
O pulso paradoxal é um tipo de padrão diferente do anterior, em que há 
redução da pressão sistólica em 20mmHg e também da força do pulso arterial 
Exames e testes funcionais cardiorrespiratórios2
durante o momento inspiratório da respiração. Ele está relacionado com as 
falhas da bomba cardíaca, no entanto está mais vinculado à obstrução cardíaca 
e à pericardite constritiva, causadas pelo aumento do retorno venoso e do 
volume cardíaco no compartimento direito (DETURK; CAHALIN, 2007).
A literatura aponta que a PA se altera após 30 segundos de mudança de 
posição do paciente. Já a mudança no pulso pode ser observada instantanea-
mente. Assim, a relação entre essas medidas é que, ao final de 30 pulsações, 
a PA tende a se elevar, após mudança de postura sentada para ortostática. 
Assim, as respostas lentas durante a mudança de posição supina para ortos-
tática sugerem a disfunção cardiovascular; já as respostas rápidas, por volta 
de 30 segundos, mostram uma adaptação adequada do sistema autonômico 
e cardiovascular (DETURK; CAHALIN, 2007).
A relação entre as alterações nas mudanças de posicionamento acontece 
de acordo com a presença da doença cardiovascular ou da predisposição a ela. 
Suspeita-se que a redução da pressão sistólica deva acontecer em 0,5mmHg 
após a mudança da posição supina para a ortostática. E espera-se que a dias-
tólica também aumente, de forma a evitar a maior redução da sistólica. No 
entanto, não há dados científicos que comprovem isso (DETURK; CAHALIN, 2007).
Nesse contexto, a integridade das funções autonômicas relacionadas 
ao sistema cardiovascular pode ser avaliada a partir da mensuração e do 
exame do pulso, ou por meio de eletrocardiograma realizado antes e após 
a respiração profunda, considerando uma velocidade média de respiração 
de 6irpm. O paciente é posicionado sentado e realiza-se a mensuração do 
pulso; após a medida, instrui-se que ele faça respirações profundas e lentas, 
mantendo o ritmo de 6irpm. Após um minuto dessa respiração, mede-se o 
pulso novamente. Esse pulso tende a se reduzir em 15 a 20 pulsações por 
minuto. Caso isso não aconteça, considera-se que o paciente apresenta 
alguma anomalia no sistema autônomo (DETURK; CAHALIN, 2007).
Entre os testes de avaliação da funcionalidade autonômica cardiovascular, 
está a manobra de Valsalva. Esse teste avalia a função do sistema nervoso 
autônomo; ele consiste em gerar respostas sistêmicas sem a necessidade 
de intervenção mais elaborada, como as do córtex motor ou de outras áreas 
encefálicas. Assim, o sistema nervoso autônomo coordena respostas cardio-
vasculares à prática dessa manobra, e as alterações são avaliadas pelo fisiote-
rapeuta durante o exame clínico. As alterações nos padrões cardiovasculares, 
como na FC, no débito cardíaco e na PA, também podem ser modificadas 
momentaneamente por diferentes estímulos, como a prática de exercício 
físico, a alteração do padrão respiratório, a estimulação dos barorreceptores 
nas artérias e as alterações na postura do indivíduo (DETURK; CAHALIN, 2007).
Exames e testes funcionais cardiorrespiratórios 3
A manobra de Valsalva promove o aumento da pressão intratorácica, em 
que há a resistência para o retorno venoso, dificultando-o. A partir dela, podem 
ser identificadas a insuficiência e a disfunção da bomba cardíaca. Quando 
as alterações são contrárias às esperadas, deve-se consultar um médico, 
pois há grande chance de o paciente apresentar alguma patologia cardíaca.
Você pode ver as mudanças esperadas com a manobra de Valsalva na Figura 
1, a seguir. Observe que a resposta normal é constituída de quatro estágios: 
o primeiro é o aumento da pressão; o segundo consiste na queda, até atingir 
um nível menos estável; o terceiro indica a redução da pressão (inspiração do 
paciente); e, por último, acontece o aumento da pressão decorrente do maior 
volume sistólico, devido ao enchimento diastólico (DETURK; CAHALIN, 2007).
Já nos casos anormais, não há a presença dos momentos 2 e 3, o que 
mostra o aumento da pressão no primeiro momento e a não redução nos 
momentos 2 e 3, sendo que a pressão permanece igual após a interrupção 
da manobra. Essa alteração pode indicar a falhada bomba cardíaca, causada 
pela falência (DETURK; CAHALIN, 2007).
Figura 1. Resposta da pressão sanguínea à manobra de Valsava em condições (a) normais e (b) 
anormais. O círculo em vermelho mostra a região onde deveria haver a redução da pressão 
em decorrência da manobra de Valsalva.
Fonte: Adaptada de Deturk e Cahalin (2007).
Clinicamente, o fisioterapeuta costuma avaliar essas alterações por meio 
da variação da FC, a qual oscila dependendo das mudanças ou dos esforços 
propostos. Outro meio de avaliação similar à manobra de Valsalva é a pressão 
expiratória máxima, em que o paciente realiza um esforço respiratório máximo 
por mais de 3 segundos. De acordo com Minatel et al. (2012), as duas formas de 
avaliação, tanto a pressão máxima expiratória quanto a manobra de Valsalva, 
têm efeitos similares no sistema cardiovascular (redução do débito cardíaco, 
Exames e testes funcionais cardiorrespiratórios4
retorno venoso, circulação pulmonar e fluxo nas coronárias), indicando que am-
bas as avaliações são seguras para o paciente com distúrbios cardiovasculares.
A manobra de Valsalva pode ser realizada com o auxílio de um manômetro 
acoplado à peça bucal que entra em contato com a boca do paciente. Para 
realizar o teste, é importante que se obstrua a passagem de ar pelas narinas 
com o auxílio de um clipe nasal. Dessa forma, toda a pressão exercida pelo 
ar será direcionada para o bucal do manômetro. Durante a execução do 
teste, o paciente deve manter sua frequência respiratória normal (por volta 
de 15 incursões por minuto) e, ao sinal do avaliador, realizar uma inspiração 
profunda seguida de uma expiração esforçada. O manômetro mede a pressão 
exercida em mmHg; o valor considerado ideal para o teste é por volta de 
40mmHg mantidos por 15 a 20 segundos. Para a melhor validação do teste, o 
fisioterapeuta pode solicitar que o paciente repita o mesmo processo duas 
vezes, com o devido descanso entre as tentativas (média de 5 minutos de 
repouso). O teste pode ser realizado na postura sentada e em decúbito dorsal, 
e as alterações esperadas são a elevação da FC e, a seguir, a bradicardia.
A resposta normal para o teste é a elevação da FC durante o esforço 
expiratório. Se isso não acontece, pode haver insuficiência cardíaca conges-
tiva, estenose mitral, estenose aórtica, pericardite constritiva, entre outros 
acometimentos cardíacos (PASCHOAL, 2010). É importante ressaltar que os 
pacientes com diabetes grave, como os que apresentam comprometimento 
de nervos cardíacos, aqueles recém-operados de transplantes cardíacos e 
os indivíduos em uso de betabloqueadores, tendem a apresentar alterações 
de diferentes níveis e magnitudes.
As manobras posturais ativa e passiva implicam a realização da mensura-
ção de FC e PA a partir de mudanças de posições. Como você viu anteriormente, 
as mudanças de posturas ocasionam alterações nas funções fisiológicas de 
indivíduos normais, o que leva o fisioterapeuta a identificar anormalidades 
em seus pacientes. Essas funções, assim como a manobra de Valsalva, estão 
relacionadas e são reguladas pelo sistema autônomo de forma automática 
a partir do estímulo de mudança de postura.
A manobra postural passiva (head-up tilt test) ocorre quando o paciente 
sofre mudança de decúbito dorsal ou posição supina para ortostatismo. Como 
o teste é passivo, a movimentação se dá com o auxílio de uma maca, em que 
o movimento pode ser realizado por meio de uma engrenagem. A ideia é que 
o paciente permaneça com a postura alterada, em média, por 45 minutos 
(BRIGNOLE et al., 2001). O estudo de Liporaci et al. (2018) utilizou um protocolo 
inclinando indivíduos saudáveis a 70 graus na maca no 15º segundo de repouso 
na posição supina. Após a mudança de postura, o indivíduo era mantido por 
Exames e testes funcionais cardiorrespiratórios 5
mais 15 minutos na posição e se observava se ele apresentava pré-síncope ou 
intolerância à posição. O estudo buscava avaliar o efeito dos testes passivo e 
ativo associados à manobra de Valsalva. Ao fim do estudo, os pesquisadores 
concluíram que os testes ativo e passivo mostraram respostas musculares 
e cardiovasculares amplificadas quando associados à manobra de Valsava.
A literatura aponta que a mudança de postura promove a redução do 
retorno venoso e do débito cardíaco, o que acarreta também a redução da PA 
e do volume ejetado durante a sístole. Essas respostas provocam o estímulo 
do sistema nervoso simpático para que a FC volte a aumentar e para que a 
resistência vascular seja maior, favorecendo o evento. Há indícios de que esse 
período inicial de redução dos parâmetros dure por volta de 10 segundos e de 
que a estimulação simpática aconteça nos primeiros 1 a 5 minutos posteriores. 
A redução da pressão esperada é por volta de 6mmHg, e a redução do débito 
cardíaco esperada é por volta de 20%.
Os indivíduos que possuem grande capacidade aeróbia (alto VO2 máximo) 
podem apresentar tolerância ortostática quando comparados a indivíduos 
sedentários. Além disso, os indivíduos bem condicionados fisicamente apre-
sentam menores respostas ao aumento de FC e PA quando comparados a 
indivíduos com condicionamento moderado. Se os indivíduos que apresentam 
intolerância ortostática são bem condicionados, isso pode ser decorrente 
da incapacidade de manterem a PA média durante a posição vertical; eles 
podem ter dificuldades para regular a resistência vascular sistêmica e a 
permeabilidade capilar dos membros inferiores (PASCHOAL, 2010).
A manobra postural ativa (active standing test) acontece quando o indivíduo 
é colocado em posição supina, no chão ou em uma cama, por 5 minutos e 
então se mede os seus batimentos e a sua PA. É importante que o indivíduo 
se mantenha em repouso durante os 5 minutos. Após a mensuração, o fisio-
terapeuta pede que o indivíduo levante-se bruscamente e se mantenha na 
postura ortostática. Então, o fisioterapeuta realiza outra medida e solicita 
que o paciente se mantenha por mais 5 minutos na mesma posição. Após, o 
fisioterapeuta mensura novamente e pede que o paciente volte à posição 
inicial. Essa variabilidade deve acontecer de forma que haja alteração da FC, 
mas que, com os 5 minutos de repouso após a mudança de postura, haja o 
reestabelecimento das condições fisiológicas (PASCHOAL et al., 2006).
Os resultados da FC e da PA nessa manobra são considerados mais altos 
do que aqueles da manobra feita de forma passiva. Isso ocorre devido à 
atividade muscular e à contração vascular periférica resultantes de uma 
manobra feita de forma mais ativa. Essa também é uma técnica mais efetiva 
para encontrar esses resultados de ajuste, visto que se verifica a atividade 
muscular e fisiológica de forma mais direta do que na manobra realizada de 
Exames e testes funcionais cardiorrespiratórios6
forma passiva. Como esperado, as respostas de alterações dos valores de PA e 
FC em repouso logo após a manobra são reduzidas com a idade, de forma que, 
quanto maior é a idade, menores são as respostas. O tempo de observação 
para essa manobra é similar ao da manobra anterior: 10 segundos para o 
aumento da FC após a manobra. Os indivíduos entre 20 e 30 anos tendem a 
oscilar cerca de 42bpm; já os indivíduos com idade entre 41 e 50 anos tendem 
a oscilar cerca de 30bpm (PASCHOAL, 2010).
O teste pressórico ao frio (cold pressure) é um teste de estresse térmico 
descrito pela primeira vez em 1936. Ele promove respostas autonômicas à 
exposição ao frio e pode estar ligado ao diagnóstico de doenças cardiovas-
culares, como a hipertensão arterial. No teste, o avaliado submerge a mão em 
uma bacia com água gelada (por volta de 4°C) e só a retira quando o avaliador 
pede. O avaliado permanece nessa posição por volta de 3 minutos sob o 
estímulo térmico e sem aviso de quando poderá retirar a mão. O estímulo 
térmico nocivo é ocasionado pela temperatura da água, sendo que ele pode 
variar de indivíduo para indivíduo, de acordo com seus hábitos de vida e com 
o clima local. A FC e a PA são monitoradas a fim de se observaras oscilações 
durante todo o teste (PASCHOAL et al., 2006).
Assim, o teste pressórico ao frio estimula os receptores de resposta au-
tonômica simpática do sistema cardiovascular. Durante a imersão em água 
fria, a PA e a FC se elevam em resposta a esses estímulos. A liberação de 
adrenalina promove a constrição dos vasos periféricos, levando ao aumento 
da FC e da PA. A oscilação da PA e da pressão diastólica tende a aumentar até 
1 minuto após o teste quando comparada aos parâmetros de repouso. Assim, 
a pressão sistólica tende a aumentar quase proporcionalmente à diastólica, 
em torno de 20 e 15mmHg, respectivamente.
A literatura ainda menciona outros testes de estresse provocado 
pela isometria muscular, utilizando um dinamômetro, e estresse 
mental, por meio de contas matemáticas e figuras com cores e escritas para 
memorização. O artigo “Respostas da pressão arterial ao estresse após treina-
mento combinado em mulheres após a menopausa”, de Arieli Jaqueline Farias 
da Silva, traz parte desses protocolos e mostra a funcionalidade desses testes 
com relação à monitoração da FC e da PA. Esse artigo está disponível on-line; 
para encontrá-lo, utilize o seu site de buscas favorito.
Testes de aptidão física
Os testes de aptidão física mensuram as condições cardiovasculares em 
associação com os sistemas respiratório e muscular. Assim, considerando-se a 
Exames e testes funcionais cardiorrespiratórios 7
especificidade e as intervenções de outros sistemas na mensuração da saúde 
cardíaca, esses testes são menos específicos. Vale ressaltar que, devido à 
integração dos sistemas para a formação do sistema locomotor e funcional, 
é viável realizar tais tipos de testes, em que se apontam as características 
dos indivíduos em relação à sua aptidão, que também está relacionada com 
a prática de atividade física.
Entre os testes, você pode considerar os de capacidade máxima e os de 
capacidade submáxima. Para a realização dos primeiros, o laboratório deve 
ter equipamento de emergência e profissionais especializados, como médico 
cardiologista. Afinal, o avaliado deverá atingir sua capacidade máxima, cor-
rendo o risco de sofrer algum desconforto ou alteração aguda. Já os testes 
submáximos são considerados mais seguros, por atingirem cerca de 70 a 80% 
da capacidade máxima. É importante ressaltar que, embora o fisioterapeuta não 
realize os testes de esforço máximo, esse profissional deve conhecer e saber 
interpretar seus resultados. Já os testes submáximos são mais conhecidos pelo 
fisioterapeuta, que é responsável por aplicá-los e interpretar os resultados.
Os testes são baseados no esforço cardiorrespiratório e muscular realizado 
por um tempo determinado ou até o alcance de certa FC ou velocidade, de-
pendendo do tipo de teste. Para observar algum distúrbio em qualquer um 
dos sistemas avaliados, o fisioterapeuta propõe a prática de uma atividade 
controlada e observa os sinais e sintomas do paciente. As alterações podem 
ser observadas em um dos sistemas, mas elas podem decorrer de outros 
sintomas ou comprometer o funcionamento ao longo do tempo. Além disso, 
o teste de aptidão física pode ser associado a outros que ajudem no diag-
nóstico fisioterapêutico e na formação das condutas para o tratamento. A 
seguir, você vai conhecer alguns dos principais testes de aptidão física e as 
condições dos pacientes ao realizá-los (DETURK; CAHALIN, 2007).
O teste de esforço tradicional foi iniciado com a esteira ergométrica. 
Posteriormente, o teste foi adaptado para diversas condições, o que facilitou 
a execução por pacientes que apresentavam dificuldades de deambular na 
esteira ergométrica. O teste de degrau consiste no esforço realizado para 
subir um degrau; posteriormente, ele passou a ser aplicado a partir da subida 
de dois degraus, sendo chamado de “teste de dois degraus de Master”. Esse 
é um teste rápido em que se realiza uma triagem inicial com os dados do 
paciente e depois se solicita que ele suba e desça dois degraus. Os pacientes 
são monitorados por um metrônomo, e os degraus possuem altura e largura 
específica, para garantir a segurança ao realizar o teste. Além de mensurar a 
FC e o pulso por meio das técnicas, esse teste presume o consumo máximo 
de oxigênio (DETURK; CAHALIN, 2007).
Exames e testes funcionais cardiorrespiratórios8
Os valores de FC verificados com base no resultado do teste de degrau 
podem ser relacionados com o volume de oxigênio máximo consumido, como 
mostra a Figura 2. Essa figura mostra uma linha na diagonal, marcada pela 
seta vermelha, que identifica um indivíduo, de sexo masculino, de massa de 
aproximadamente 75kg e altura de 1,54 metros. Esse mesmo indivíduo tem o 
volume de oxigênio por minuto de aproximadamente 2,3L/min, o que corres-
ponde a um VO2 máximo de aproximadamente 3,3L/min. Como você pode ver 
na caixa em cinza, esse valor deve ser multiplicado pelo fator correspondente 
à idade do paciente. Assim, se o indivíduo tiver entre 16 e 25 anos de idade, 
esse valor não se alterará, mas, se ele tiver 35 anos, o valor passará a ser 2,87.
Figura 2. Nomograma que utiliza a medida de FC e os resultados do teste de degrau para 
prever o consumo de oxigênio.
Fonte: Adaptada de Deturk e Cahalin (2007).
Exames e testes funcionais cardiorrespiratórios 9
Os testes em cicloergômetros também são aceitos para a avaliação de 
doenças cardíacas; esses testes podem ser realizados com bicicletas esta-
cionárias ou com cicloergômetros de braço (para os pacientes paraplégicos 
ou com alguma limitação em membros inferiores). Os testes em esteira ergo-
métrica possuem a mesma função e foram bem desenvolvidos por Bruce, cujo 
nome foi emprestado ao protocolo usado para realizar o teste, atualmente 
um dos mais utilizados para detectar afecções cardíacas. Os motivos para 
a utilização do protocolo são relativos à sua dinamicidade, ao uso de vários 
grupos musculares grandes e à utilização da tarefa funcional (caminhada). 
Ele começa por um esforço submáximo e pode aumentar de acordo com o 
esforço do paciente, atingindo a exaustão. Além disso, é um teste seguro, 
requer pouco tempo para a realização e serve para mensurar o consumo de 
oxigênio e verificar a limitação funcional, de acordo com o tempo de duração 
do teste (DETURK; CAHALIN, 2007).
O teste de velocidade de marcha pode ser aplicado em 6 e 12 metros, de 
acordo com a população a ser avaliada. Ele é um teste flexível e adaptável 
ao público com problemas cardíacos e/ou algum outro comprometimento 
(ABELLAN et al., 2009). Para realizar o teste, organiza-se um espaço que con-
tenha pelo menos 6 metros; esse espaço pode ser um corredor, mas com 
superfície lisa e sem rampas ou irregularidades. O indivíduo é orientado a 
caminhar sobre o espaço marcado o mais rápido possível, e é mensurado o 
tempo em segundos que ele leva para percorrer a distância preestabelecida. 
Ao final, o valor da velocidade é definido pela divisão da distância percorrida 
pelo tempo em segundos. Os valores de normalidade citados por Abellan et 
al. (2009) devem atingir mais de 0,8m/s.
O teste de sentar e levantar, como o próprio nome indica, consiste em 
sentar e levantar. Esse teste pode ser realizado com o paciente sentando-se 
no chão (nível mais elevado) ou em uma cadeira (nível mais fácil). O teste 
avalia as condições de mobilidade, equilíbrio e agilidade do paciente, além 
das adaptações autonômicas às mudanças de postura. O avaliador mensura 
o escore de acordo com os apoios que o paciente necessita para se levantar, 
e o teste é realizado entre 2 e 3 vezes, considerando um descanso entre as 
tentativas. Para cada mão que o paciente utiliza como apoio, ele perde um 
ponto; se há desequilíbrio perceptível, subtrai-se meio ponto; se o paciente 
apoia o joelho, ele perde mais um ponto (ARAÚJO, 1999).
As medidas são subtraídas ao sentar e levantar, e o escore máximo é 5 
pontos, dos quais se subtrai os apoios para gerar o resultado. Por exemplo, 
se um indivíduo utiliza uma mão de apoio para se levantar e utiliza o apoiode 
um joelho e de uma mão para se sentar novamente, subtraem-se 3 pontos do 
Exames e testes funcionais cardiorrespiratórios10
seu escore, ou seja, sua pontuação final é 2. Em muitos casos, os indivíduos 
podem gerar escores negativos. Além disso, dependendo do grau de compro-
metimento do paciente, o fisioterapeuta deve optar por uma medida mais 
facilitada (ARAÚJO, 1999).
Já o teste Timed Up and Go (TUG) exige um pouco mais da funcionalidade e 
avalia potência, velocidade, agilidade e equilíbrio dinâmico do paciente. Para 
realizar o teste, o fisioterapeuta utiliza uma cadeira e faz uma marcação de 2 
metros de distância dela. O avaliado deve iniciar o teste sentado na cadeira; 
ao sinal, ele se levanta, vai ao ponto marcado e retorna à posição inicial o 
mais rápido possível, sem correr. Esse teste se assemelha às tarefas do dia 
a dia e é um grande preditor da capacidade física, principalmente de idosos 
(JONES; RIKLI, 2002).
A avaliação do TUG é realizada a partir da contagem do tempo em cro-
nômetro para cinco repetições do percurso acompanhadas do processo de 
sentar e levantar da cadeira. Dessa forma, se o tempo exceder 13,6 minutos, 
o fisioterapeuta pode deduzir que há indício de redução da capacidade fun-
cional, com provável aumento do risco de morbidade e limitação funcional 
do indivíduo (CAMARA et al., 2008).
Estudo da variabilidade da FC
A variabilidade da FC pode indicar diversas condições importantes para a 
conduta fisioterapêutica. Além disso, a variabilidade da frequência pode 
ser utilizada como parâmetro para o desenvolvimento de protocolos de 
reabilitação cardíaca e monitoração durante as sessões. Sabe-se que a FC 
pode ser influenciada por alguns fatores, como gênero, idade, genética, an-
tropometria, alterações posturais, nível de aptidão física e temperatura do 
ambiente. De acordo com Paschoal et al. (2006), a variabilidade da FC tende a 
se reduzir de acordo com a idade durante a mudança de postura supina para 
a bípede, o que mostra que a fisioterapia pode atuar com esses pacientes 
prevenindo o risco de doenças cardíacas.
A FC é controlada, na maior parte, pelo sistema autonômico, que garante 
o funcionamento das funções vitais. Assim, a FC é controlada por meio da 
complexa relação e interação entre os estímulos e inibições simpáticas e 
parassimpáticas. Os batimentos cardíacos oscilam de acordo com os estí-
mulos e as respectivas adaptações do sistema. Assim, pode-se dizer que há 
irregularidade da FC, também chamada de “variabilidade da FC”. Entre os 
estímulos que podem afetar a variabilidade da frequência, estão: estresse 
Exames e testes funcionais cardiorrespiratórios 11
emocional, físico e mental, estímulos fisiológicos e ambientais, alterações 
metabólicas e hemodinâmicas, do sono, de postura, etc.
Então, a variabilidade indica as oscilações que acontecem entre intervalos 
de tempo nos batimentos cardíacos, chamados de “intervalos R–R”. Essa é uma 
medida não invasiva e indica fenômenos de normalidade ou anormalidade em 
indivíduos portadores de doenças cardiovasculares. O tacograma é o gráfico 
que apresenta as oscilações da variabilidade de FC. A Figura 3, a seguir, mostra 
um tacograma com a variabilidade da FC de um adulto comparada à de um 
recém-nascido, ambos considerados normais. Observe que a variabilidade 
do adulto é maior do que a do recém-nascido.
Figura 3. Tacrograma de um adulto (a) e de um recém-nascido (b).
Fonte: Adaptada de Vanderlei et al. (2009).
Os estudos sobre a variabilidade da FC se iniciaram em 1965, quando foi 
descoberta a aplicação clínica com relação ao sofrimento fetal. Os estudos 
foram evoluindo e adentraram o campo da cardiologia, em que se associou a 
redução da variabilidade da FC ao maior risco de mortalidade após o infarto 
agudo do miocárdio (IAM). Mais tarde, a variabilidade da FC passou a ser 
um grande predito de mortalidade para pacientes que haviam sofrido IAM 
(BARROS; BRITO, 2005).
Nesse contexto, uma boa variabilidade cardíaca indica boa adaptação do 
corpo aos estímulos, ou seja, bom funcionamento dos mecanismos autonô-
micos. Assim, essa medida é capaz de indicar sensivelmente e antecipar os 
comprometimentos que o indivíduo pode apresentar com relação ao sistema 
cardiovascular. A baixa variabilidade, portanto, indica o mau funcionamento e 
a adaptação anormal dos mecanismos, assim como a insuficiência do sistema 
autônomo em controlar as oscilações da FC. Esses sinais são indicação para 
uma investigação mais a fundo da fisiologia cardíaca, para descobrir o que 
Exames e testes funcionais cardiorrespiratórios12
está sendo alterado no sistema (PUMPRLA et al., 2002). Por esses motivos, a FC 
vem sendo bem empregada nas pesquisas científicas e na prática clínica. Isto 
é, ela oferece dados e informações sobre as condições de saúde do paciente.
Os dispositivos para a mensuração da variabilidade da FC incluem: ele-
trocardiograma e cardiofrequencímetro. O eletrocardiograma representa 
por ondas os sinais de despolarização e repolarização. Os índices para o 
cálculo da variabilidade são obtidos a partir dos intervalos entre as ondas 
R, que também podem ser captados por cardiofrequencímetros (ACHARYA et 
al., 2006). Esses últimos instrumentos surgiram revolucionando o estudo da 
variabilidade, dada sua facilidade de acesso e mensuração. Assim, na prática 
clínica, o cardiofrequencímetro passou a ser mais utilizado com boa acurácia 
até durante exercícios físicos, abrindo ainda mais o leque de monitoramento. 
Na Figura 4, veja parte do sistema de eletrocardiograma. Perceba os pontos 
onde os eletrodos são acoplados ao corpo e a impressora que descreve o 
gráfico resultado do sinal elétrico emitido pelo funcionamento da bomba 
cardíaca.
Figura 4. Parte do sistema de eletrocardiograma.
Fonte: Evgeniy Kalinovskiy/Shutterstock.com.
O cardiofrequencímetro possui vários modelos; entre eles, está o polar, 
que é amplamente conhecido como uma cinta com eletrodos que deve ser 
posicionada no tórax. A literatura aponta que seus dados são equivalentes 
Exames e testes funcionais cardiorrespiratórios 13
aos do eletrocardiograma quando aplicado em exercícios de baixa intensidade 
ou em repouso (KINGSLEY; LEWIS; MARSON, 2005).
A literatura indica que o uso da variabilidade cardíaca se aplica à com-
preensão de vários acometimentos, como doença coronariana, miocardiopatia, 
hipertensão arterial, infarto do miocárdio, morte súbita, doença pulmonar 
obstrutiva crônica e insuficiência renal e cardíaca. Assim, a redução da va-
riabilidade está associada a um grande número de doenças, implicando a 
disfunção do sistema autonômico e a manutenção da saúde cardíaca (PUM-
PRLA et al., 2002).
A variabilidade é reduzida para desordens como miocardiopatia, ateros-
clerose, hipertensão e IAM. Já os atletas tendem a possuir uma variabilidade 
maior em comparação aos indivíduos normais e sedentários, indicando os 
benefícios da atividade física regular. Além da variabilidade, os fatores rela-
cionados ao domínio do tempo também são maiores em indivíduos treinados 
em comparação aos não treinados (ACHTEN; JEUKENDRUP, 2003).
As alterações observadas na variabilidade também podem indicar a morbi-
dade e a mortalidade de pacientes que realizaram cirurgia de revascularização 
do miocárdio (GODOY; TAKAKURA; CORREA, 2005). As alterações da variabilidade 
também podem indicar precocemente a taquicardia ventricular e predizer a 
taquicardia em paciente com cardioversores-desfibriladores implantáveis 
(MEYERFELDT et al., 2002). Além disso, os pacientes que sofreram IAM ou 
possuem a função ventricular esquerda deprimida podem ter seu prognóstico 
de mortalidade identificado por meio do estudo da variabilidade.
Assim, a variabilidade da FC tem sido muito utilizada nas pesquisas cien-
tíficas e na prática clínica como ferramenta de mensuração das funções do 
sistema nervoso autônomo. Essas funções estão relacionadas à manutenção 
da vida, ao índice de morbimortalidade e de qualidade de vida das popu-
lações; quando equilibradas,elas demonstram o funcionamento adequado 
da homeostase. A facilidade de acesso e a quantidade de dados de que o 
sistema dispõe fazem com que a variabilidade seja uma técnica com bom 
custo–benefício e uma ótima ferramenta para a monitoração e a verificação 
do sistema nervoso autônomo; consequentemente, ela identifica as condições 
de saúde do indivíduo (VANDERLEI et al., 2009).
Exames e testes funcionais cardiorrespiratórios14
Testes de esforço submáximos e 
intervenções fisioterapêuticas nas 
disfunções cardiovasculares
Os testes de esforço submáximos são muito utilizados para a avaliação 
fisioterapêutica cardiorrespiratória. A partir deles, podem ser avaliadas as 
condições cardiovasculares, respiratórias e metabólicas do paciente. Esses 
testes consideram uma intensidade de esforço suficiente para estressar 
essas variáveis, mas oferecem maior segurança ao paciente. Essa é uma 
faixa de esforço que normalmente também é atingida durante a intervenção 
fisioterapêutica, embora às vezes seja um pouco maior (PASCHOAL, 2010).
É importante que o fisioterapeuta leve em conta as condições do 
paciente para a indicação do teste submáximo. São elas: grau de 
severidade das patologias, idade, capacidade cognitiva, estado nutricional, 
medicação e motivação. Ele ainda deve considerar os instrumentos disponíveis 
(PASCHOAL, 2010).
Os protocolos utilizam a equação geral: FC = 220 – idade. Esse valor é 
considerado a capacidade máxima do indivíduo. Dessa capacidade, podem 
ser atingidos em torno de 75 a 80%. Para realizar o teste, é importante que o 
fisioterapeuta conheça todas as condições do paciente, os tipos de medica-
mentos, outras disfunções que afetem o sistema e a presença de outros 
fatores, como o marca-passo. Pacientes tabagistas, por exemplo, tendem a 
apresentar capacidade respiratória reduzida durante a realização do teste 
(PASCHOAL, 2010; DETURK; CAHALIN, 2007).
Os pacientes que possuem angina a determinada intensidade de esforço, 
por exemplo, devem ser avaliados cuidadosamente, de forma a manter a sua 
segurança, mesmo que o teste seja submáximo. Ao mesmo tempo, o teste 
serve de padrão para comparar a evolução do paciente ao longo do tempo, 
pois a tendência é que essa condição passe a demorar mais para surgir, ou 
que o paciente consiga atingir maior intensidade sem apresentar os sintomas. 
Os testes são abordados de forma a adequar-se às condições fisiológicas 
das doenças cardíacas e a formalizar a integração entre as avaliações e as 
intervenções fisioterapêuticas que podem ser designadas para cada caso 
(PASCHOAL, 2010).
Os testes de caminhada são comuns em pacientes com doenças cardíacas, 
em especial os pacientes que possuem insuficiência cardíaca. O teste de 
Exames e testes funcionais cardiorrespiratórios 15
caminhada de 6 minutos fornece informações sobre o estado de função, 
tolerância ao exercício, consumo de oxigênio e sobrevida dos pacientes com 
insuficiência na bomba cardíaca. Ele é um tipo de exercício submáximo que 
pode se aproximar da quantidade considerada máxima para pacientes com 
insuficiência da bomba cardíaca. As informações obtidas no teste podem ser 
traduzidas em consumo de oxigênio e sobrevida dos pacientes mais graves 
à espera de um transplante de coração. Assim, a literatura aponta que os 
pacientes incapazes de caminhar por 300 metros durante o teste podem 
ter uma sobrevida menor. Há equações que podem predizer o consumo de 
oxigênio, no entanto elas apresentam um erro padrão de 2 a 3mL/kg/min. Já 
a equação que utiliza a distância percorrida indica a predição de insuficiência 
cardíaca dos pacientes (DETURK; CAHALIN, 2007).
A seguir, veja as fórmulas propostas por Enright e Sherrill (1998) para o 
cálculo do resultado desse teste.
 � Homens: (7,57 × altura em cm) – (1,76 × peso em kg) – (5,02 × idade) – 
309 metros
 � Mulheres: (2,11 × altura em cm) – (2,29 × peso em kg) – (5,78 × idade) + 
667 metros
O teste de caminhada é um teste importante por apresentar correlação 
moderada com outras medidas de estado de saúde geral e qualidade de vida. 
Assim, o instrumento é validado para a mensuração das condições físicas 
do paciente com insuficiência cardíaca e outras patologias dessa ordem 
(DETURK; CAHALIN, 2007).
O teste de Cooper também é um tipo de teste de caminhada e propõe 
que o avaliado realize a caminhada durante 12 minutos para a avaliação da 
sua capacidade cardiorrespiratória. Esse foi um teste proposto inicialmente 
para pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica (Dpoc), mas não foi 
possível que todos o realizassem, pois não tinham condições respiratórias 
de se manterem caminhando durante o tempo proposto. Assim, passou a ser 
proposto o teste de caminhada de 6 minutos, já descrito (PASCHOAL, 2010).
O teste de Paschoal é uma adaptação do teste de caminhada realizado 
em cicloergômetros sem o freio mecânico. Dessa forma, o teste é realizado 
apenas com a própria resistência do paciente para movimentar as pernas ou os 
braços (no caso do cicloergômetro de braço). A literatura aponta a similaridade 
de esforço cardiovascular entre o teste de Paschoal e o teste de caminhada 
de 6 minutos para pacientes com Dpoc. Assim, pode-se perceber que talvez, 
Exames e testes funcionais cardiorrespiratórios16
para esses pacientes, seja mais viável aplicar um teste mais facilitado e que 
possua a mesma validade a nível cardiovascular (PASCHOAL, 2010).
No teste de Paschoal, também pode ser calculada a velocidade; é calculada 
a distância percorrida dividida pelo tempo. Outra opção é que o próprio ci-
cloergômetro faça o cálculo automaticamente. Assim, os testes de caminhada 
e com cicloergômetros não são controlados pela FC, e sim pela distância e/
ou desconforto do paciente ao realizar o teste (NEGRÃO; BARRETTO, 2010).
Os testes que controlam pela FC são também chamados de “FC dependen-
tes”. O mais conhecido nessa categoria é o protocolo de Astrand e Ryhming. 
O protocolo de Astrand e Ryhming consiste no uso de um cicloergômetro 
para a mensuração do volume de oxigênio e FC a fim de predizer o volume de 
oxigênio máximo consumido. Esse é um teste em que se controla a cadência 
das pedaladas em torno de 50 rotações por minutos; calcula-se qual seria a 
FC submáxima a ser atingida durante o teste. Os parâmetros são anotados a 
cada 3 ou 5 minutos, e o teste é finalizado quando o paciente atinge aquela 
frequência preestabelecida, por meio da fórmula 200 – idade (NEGRÃO; BAR-
RETTO, 2010).
A reabilitação cardiovascular é baseada nas condições do paciente ava-
liadas e reavaliadas por meio dos testes submáximos de aptidão cardiorres-
piratória. Essas condições iniciais, somadas aos relatos iniciais, preenchidos 
na anamnese, são imprescindíveis para a conduta e a escolha do tratamento 
fisioterapêutico. Assim, o processo de reabilitação pode utilizar diversos tipos 
de técnicas, mas no geral as técnicas estão voltadas ao desenvolvimento do 
condicionamento cardiorrespiratório. Podem ser criados protocolos baseados 
em ergometria, esteira, natação, etc. A função do fisioterapeuta é controlar 
essas atividades de forma sistemática, além de observar os sinais visuais e 
vitais do paciente.
É importante ressaltar que alguns pacientes iniciam a intervenção ainda 
hospitalizados. Nesses casos, devido a instabilidades sistêmicas e à im-
possibilidade de movimentos em maiores amplitudes, os pacientes podem 
fazer mudanças de decúbitos e movimentos básicos, de acordo com as suas 
limitações físicas e cardiovasculares. No âmbito hospitalar, é comum que os 
pacientes tenham acometimento respiratório concomitantemente. Assim, 
o fisioterapeuta pode adotar em suas condutas os exercícios respiratórios 
simples e, nos casos em que for necessário, os exercícios desobstrutivos, as 
manobras de mobilização de secreção, a expansão pulmonar, etc.
Os pacientes liberados para a clínica normalmente já passaram da fase 
mais crítica e possuem alguma ou nenhuma restrição quanto aos testes 
submáximos e máximos. É importante que o fisioterapeuta realizeos testes 
Exames e testes funcionais cardiorrespiratórios 17
autonômicos para verificar as condições desse sistema sobre o cardiorres-
piratório. Nesse sentido, a partir do momento em que o paciente possui a 
condição mínima para realizar os testes submáximos, ele começa a realizar 
também as intervenções baseadas no condicionamento, que podem ocorrer 
na esteira ou no cicloergômetro. Aqueles pacientes que não precisam ser 
monitorados tão frequentemente, isto é, que estão em estágios finais ou 
de manutenção, podem realizar caminhadas ao ar livre, de acordo com suas 
necessidades físicas.
As atividades motoras também são muito indicadas para os pacientes, visto 
que as condições do seu aparelho musculoesquelético podem estar reduzidas. 
Nesse sentido, o fisioterapeuta pode empregar desde movimentos livres 
simples até movimentos mais elaborados e com carga resistida. É importante 
ressaltar que se deve conhecer o nível de força muscular, de alongamento 
e de mobilidade dos pacientes, de forma que as atividades propostas se 
adequem à sua realidade. Os exercícios resistidos são empregados em fases 
mais tardias, em que os pacientes já se encontram tanto mais condicionados 
cardiovascularmente quanto mais fortes.
Como você viu anteriormente, o pilar relacionado à aptidão cardiorres-
piratória é composto por: sistema muscular, sistema respiratório e sistema 
cardiovascular. Nesse sentido, foram abordadas intervenções para melhorar 
e recuperar as funções cardiovasculares e musculares. Assim, as funções 
cardiorrespiratórias podem ser trabalhadas juntas, nos treinos ergométri-
cos e à parte, como nos casos em que o paciente possui alguma patologia 
respiratória de base, como a asma ou o Dpoc. Nesses casos, o fisioterapeuta 
pode adequar sua intervenção com base em exercícios respiratórios simples 
e que contemplem as necessidades individuais do paciente.
A avaliação dos resultados dos exames é importante para que o fisiotera-
peuta mantenha o controle e, a partir disso, trace os objetivos e as condutas 
a serem seguidas durante as sessões. A qualidade de vida dos pacientes pode 
ser acessada a partir de diversos questionários, como os de estado geral de 
saúde (questionário de qualidade de vida após IAM, questionário de qualidade 
de vida após IAM de MacNew e questionário de qualidade de vida índice-
-cardíaco versão III). Já os questionários específicos fornecem informações 
importantes sobre as doenças em específico. É o caso do questionário de 
Minnesota, do questionário específico para o tipo de angina e do questionário 
para angina de Seattle (DETURK; CAHALIN, 2007).
Exames e testes funcionais cardiorrespiratórios18
A qualidade de vida dos pacientes cardíacos pode influenciar o prog-
nóstico do tratamento, visto que essa condição está diretamente 
relacionada com as características psicológicas do paciente, com o seu nível de 
aceitação do tratamento e com o seu nível de colaboração frente às condutas 
do fisioterapeuta. Assim, é importante que o fisioterapeuta conheça as condi-
ções subjetivas do paciente, para compreender seu contexto e suas condições 
clínicas. Para saber mais sobre esse assunto, confira o artigo “A percepção da 
doença cardíaca e da comunicação do diagnóstico”, de Viviane Altenhofen e 
Elisa Kern de Castro, que trata da autopercepção do paciente com relação à 
doença. Esse artigo está disponível on-line; para encontrá-lo, utilize o seu site 
de buscas preferido.
Análise e diferenciação dos resultados nos testes de 
esforço
A partir dos resultados obtidos com os testes de esforço, o fisioterapeuta 
consegue identificar a origem do distúrbio ou a provável causa do desconforto 
relatado pelo paciente. É importante lembrar que o resultado do teste está 
ligado à integração entre os sistemas cardiovascular, pulmonar e muscular. 
Assim, pode-se diferenciar doenças cardíacas de pulmonares, cardiovas-
culares de cardíacas, cardíacas de musculares, pulmonares de musculares, 
cardiovasculares de musculares e pulmonares de cardiovasculares (DETURK; 
CAHALIN, 2007).
As doenças cardíacas e pulmonares são mais fáceis de serem distinguidas. 
Isso pode ser realizado a partir da medida de FC durante o esforço. Sabe-se 
que a FC possui relação com o consumo de oxigênio; o paciente com problemas 
cardíacos apresenta maior FC ao realizar menores cargas do que os portado-
res de doenças respiratórias. Isso pode ser explicado pela equação de Fick:
VO2 = FC × volume sistólico × diferença arteriovenosa de oxigênio.
Os pacientes com doenças cardíacas apresentam menor volume sistólico 
na prática do exercício, o que é ocasionado por isquemia ou infarto, e tendem 
a elevar a FC para manter o débito cardíaco e manter o desempenho durante 
o teste. O pulso também tende a ser menor nos pacientes cardíacos, visto 
que ele é uma medida indireta do volume sistólico e também uma forma de 
acompanhar essa redução por conta de doenças cardíacas (DETURK; CAHALIN, 
2007).
Exames e testes funcionais cardiorrespiratórios 19
A diferenciação entre doenças cardiovasculares e cardíacas é mais difícil, 
visto que uma acompanha a outra. Alguns sintomas podem ajudar a identi-
ficar determinadas doenças e diferenciá-las. Sinais e sintomas de doenças 
cardiovasculares podem ser encontrados, como: baixo desempenho no teste 
de esforço, alteração da musculatura da panturrilha, FC baixa e resposta da 
frequência curta, além de menor PA nas extremidades inferiores após os 
exercícios. A pressão das extremidades pode ser mensurada nos tornozelos, 
por meio da baixa relação entre tornozelo e braquial, do maior tempo de 
enchimento venoso e do teste de rubor positivo (DETURK; CAHALIN, 2007).
As diferenças entre as doenças cardíacas e musculares são o baixo de-
sempenho nos exercícios, a fadiga muscular, a baixa FC e a resposta curta ou 
baixa da frequência. Nas doenças musculares, são mais comuns os valores para 
frequência cardíaca de pico, o consumo de oxigênio e a menor resistência dos 
músculos. Além disso, os padrões respiratórios tendem a estar trabalhando 
em uma frequência maior e de forma anormal. Já as doenças cardíacas são 
diferenciadas por apresentar maior FC e consumo de oxigênio, além de maior 
resistência e força dos músculos (DETURK; CAHALIN, 2007).
A diferença entre doenças pulmonares e musculares também é mais sutil, 
visto que os sinais e sintomas são os mesmos ou parecidos. As diferenças 
podem ser baseadas na dessaturação arterial, que ocorre normalmente nas 
doenças pulmonares. Mas a própria biomecânica respiratória, quando se 
encontra anormal, gera baixo desempenho nos testes, frequência respiratória 
mais rápida e baixo nível de consumo de oxigênio. Dessa forma, a diferenciação 
seria possibilitada somente por critérios de saturação de oxigênio, que indica 
as doenças pulmonares (DETURK; CAHALIN, 2007).
A diferenciação entre as doenças cardiovasculares e as musculares também 
é difícil, visto que as doenças cardiovasculares podem levar ao comprome-
timento muscular. Assim, o baixo desempenho nos testes pode ser comum 
aos dois tipos de doenças; a FC e a frequência respiratória baixas também 
podem ser observadas em ambas. Já o aumento da PA está relacionado com a 
doença cardiovascular. Ambas podem apresentam obstrução da musculatura 
da panturrilha, menor PA inferior, demora no enchimento venoso e teste de 
rubor positivo (DETURK; CAHALIN, 2007).
Por fim, a diferenciação entre doenças pulmonares e cardiovasculares é 
feita por meio da relação de sintomas que são mais associados às doenças 
cardiovasculares, como: resposta hipertensiva, obstrução intermitente dos 
músculos das panturrilhas, menor PA nos tornozelos, menos índice tornozelo-
-braquial, maior demora no enchimento venoso e teste de rubor positivo. 
Já para as doenças pulmonares, é mais comum: dessaturação arterial, bio-
Exames e testes funcionais cardiorrespiratórios20
mecânica da respiração anormal e taxas respiratórias altas. É importante 
você lembrar que os sinais de baixo rendimento ao esforço e o baixo nívelde consumo de oxigênio são comuns nos dois tipos de doenças (DETURK; 
CAHALIN, 2007).
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