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GUIA DE ORIENTAÇÕES 
 A EDUCAÇÃO ESPECIAL NA 
PERSPECTIVA INCLUSIVA 
 
 
 
 
Elaborado pela equipe de Educação 
Especial 
CAADE e AEE 
2024 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 2 
Sumário 
O que é AEE? ............................................................................ 5 
Quais alunos serão atendidos pelo AEE? ........................................ 6 
Como o atendimento no AEE deve ser organizado? ......................... 7 
Quais as atribuições do professor do AEE? ..................................... 7 
Onde deve acontecer o AEE? ....................................................... 9 
O que é o Plano Educacional Individualizado (PEI)? ......................... 9 
Quais os procedimentos no momento da matrícula de aluno com 
deficiência? .................................................................................. 9 
Como será realizado o cadastro de aluno com deficiência? ............. 10 
Como solicitar o transporte adaptado para estudantes cadeirantes? 11 
Como proceder quando o aluno necessita de cadeira de rodas, 
recursos ópticos, andador ou órtese (novos ou adaptação dos que o 
aluno já possui)?......................................................................... 12 
O que fazer quando o estudante precisa de adaptação no mobiliário 
ou outro recurso? ........................................................................ 12 
Quais procedimentos são necessários para os alunos com deficiência 
visual (cegueira, baixa visão ou dificuldade visual acentuada)?........... 13 
Quais alunos necessitam do profissional de apoio (P.A)? Como esse 
profissional deve atuar? ............................................................... 14 
Como orientar a família quando solicita um profissional de apoio no 
ato da matrícula? ........................................................................ 16 
Quais orientações são importantes para a escola que tem alunos com 
Acompanhante Terapêutico (AT)? .................................................. 16 
O que fazer com os documentos de alunos atendidos no AEE que 
saem da escola? ......................................................................... 16 
Quais atendimentos são garantidos aos estudantes com Transtornos 
de aprendizagem (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade, 
Dislexia etc.) ou com Transtorno Opositor Desafiador? ...................... 17 
Quais alunos serão atendidos pelo CAADE? Que tipo de atendimento 
o setor realiza? ........................................................................... 18 
 
 3 
Objetivos de cada área de atendimento do CAADE: ..................... 18 
Fonoaudiologia Educacional: ....................................................... 18 
Psicologia Educacional: .............................................................. 19 
Programa de Prevenção Infantil e Fundamental: ............................ 19 
GAP Infantil: ............................................................................ 19 
GAP – Grupo de Apoio Pedagógico Fundamental: ........................... 20 
Transtorno do Espectro Autista (TEA): ......................................... 20 
Deficiência Visual: .................................................................... 20 
Arteterapia: ............................................................................. 20 
AEE- surdez e Escola polo -surdez: .............................................. 21 
Critérios para encaminhar os alunos para atendimento no GAP: .... 21 
O que fazer quando há falta de comprometimento do responsável 
pelo aluno com os atendimentos e tratamentos? .............................. 22 
O que fazer quando o responsável apresenta atestado de saúde da 
criança, afastamento por mais de 30 dias? ...................................... 23 
De quem é a responsabilidade de manutenção dos equipamentos da 
sala de Recursos/AEE? ................................................................. 23 
O que fazer quando a família do aluno com deficiência solicita 
transferência da escola? ............................................................... 24 
Há alguma especificidade no preenchimento do histórico de aluno 
com deficiência? ......................................................................... 24 
O que fazer quando a Unidade Escolar necessitar de orientações 
sobre os atendimentos no CAADE? ................................................. 24 
Aluno com avaliação psicométrica com resultado Limítrofe devem ser 
cadastrados? .............................................................................. 26 
O aluno com deficiência pode ser atendido pela recuperação contínua 
e paralela? ................................................................................. 26 
Para saber mais: ................................................................... 27 
REFERÊNCIAS............................................................................. 28 
 
 
 
 
 4 
 
Qual é o objetivo deste guia? 
 
Orientar as Unidades Escolares para um trabalho efetivo de 
acolhimento, acompanhamento, encaminhamento e 
atendimento às crianças com deficiência e dificuldades 
acentuadas de aprendizagem. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 5 
O que é AEE? 
O atendimento educacional especializado (AEE) é “a mediação 
pedagógica que visa possibilitar o acesso ao currículo pelo 
atendimento às necessidades educacionais específicas dos alunos 
com deficiência, transtorno do espectro autista (TEA) e altas 
habilidades ou superdotação, público da educação especial, em todas 
as etapas e modalidades da educação básica” (BRASIL, 2011). 
Tem como função: identificar, elaborar e organizar recursos 
pedagógicos e de acessibilidade que eliminem as barreiras para a 
plena participação dos alunos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 6 
Quais alunos serão atendidos pelo AEE? 
 
De acordo com a Resolução, nº4, de 2 de outubro de 2009 art. 3º: 
“I - Alunos com deficiência: aqueles com impedimentos de longo 
prazo de natureza física, intelectual ou sensorial; 
II - Alunos com Autismo Clássico, Síndrome de Asperger, Síndrome 
de Rett, Transtorno Desintegrativo da Infância (psicoses) e 
Transtornos Invasivos sem outra especificação; 
Alteração: atualmente, incluem-se os diagnósticos de TEA 
(Transtorno do Espectro Autista), segundo o DSM-5 (2013). 
III - Alunos com altas habilidades/superdotação: aqueles que 
apresentam um potencial elevado e grande envolvimento com as 
áreas do conhecimento humano, isoladas ou combinadas: 
intelectual, liderança, psicomotora, artes e criatividade” (BRASIL, 
2009). 
 
Observação: Os casos que não atendam à resolução podem ser 
discutidos pela Comissão Técnica Permanente de Avaliação Interna 
e Externa, de acordo com orientações da Nota Técnica nº 04/2014 - 
MEC/SECADI/DPEE. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 7 
Como o atendimento no AEE deve ser organizado? 
O planejamento pode ser individual e específico para o estudante, 
dependendo da necessidade. 
Recomenda-se o atendimento em 02 horas semanais, podendo ser 
diminuído, aumentado, ou complementado com horários de 
observação em sala de aula, orientação à família e profissionais da 
escola (SME, 2016). 
Os atendimentos podem ser feitos de forma individual, em dupla, ou 
em grupo de até 3 alunos, conforme o tipo de atendimento. 
O cronograma do professor do AEE deverá ficar exposto na porta da 
sala, após autorização da Gestão Escolar. 
Quais as atribuições do professor do AEE? 
De acordo com artigo 13 da Resolução nº 4 de 2009, são atribuições 
do professor do AEE: 
I - Identificar, produzir e organizar recursos e serviços pedagógicos 
de acessibilidade e estratégias de acordo com as necessidades 
específicas dos alunos; 
II - Elaborar e executar o Plano de Atendimento Educacional 
Especializado, avaliando sua aplicabilidade e funcionalidade; 
III – Organizar o tipo e número de atendimentos aos alunos na sala 
de recursos; 
IV - Acompanhar a funcionalidadee aplicabilidade dos recursos 
pedagógicos e de acessibilidade na sala regular e outros ambientes 
da escola; 
 
 8 
V - Estabelecer parcerias com áreas intersetoriais, para a elaboração 
de estratégias e disponibilização de recursos de acessibilidade; 
VI - Orientar professores e famílias sobre os recursos utilizados pelo 
aluno; 
VII - Ensinar a usar a tecnologia assistiva, de forma a ampliar 
habilidades funcionais do aluno, promovendo autonomia e 
participação; 
VIII – Estabelecer articulação com os professores da sala de aula 
comum, visando promover e ampliar a participação do aluno nas 
atividades escolares (BRASIL, 2009). 
A resolução SME/CME nº 5 de 05/07/2016, Art. 8º, acrescenta: 
VI- Integrar os Conselhos de Ano/Ciclo de estudo; 
VIII- Participar de ações de formação continuada; 
IX- Manter atualizados os registros de todos os atendimentos 
efetuados, conforme instruções estabelecidas para cada área; 
X- Orientar os pais/responsáveis pelos alunos promovendo a 
autonomia e participação, orientando professores, famílias e 
membros da comunidade escolar sobre esses recursos; 
XII- Participar das demais atividades pedagógicas programadas pela 
escola: Horário de Trabalho Pedagógico – HTP, atividades 
extracurriculares, como outras previstas em Calendário Escolar, 
conforme orientações do Setor de Educação Inclusiva. 
 
 
 
 9 
Onde deve acontecer o AEE? 
Nos polos com salas de recursos multifuncionais. O AEE será 
priorizado nas salas de recursos, equipadas com recursos específicos 
para a realização do atendimento. Na ausência desse espaço nas 
proximidades das escolas, a unidade escolar deve organizar um 
espaço e materiais para a realização do atendimento. 
O que é o Plano Educacional Individualizado (PEI)? 
O Plano de Ensino Individualizado – PEI é um instrumento de 
planejamento individualizado, destinado a cada educando com 
deficiência, transtorno do espectro autista e altas habilidades ou 
superdotação, elaborado anualmente, em que constarão todos os 
esforços pedagógicos mobilizados para a aprendizagem do estudante 
(BRASIL, 2015). 
O PEI deve ser elaborado em parceria com todos os envolvidos: 
gestão escolar, professor da sala, professores de arte e educação 
física, professor do AEE, familiares e, em alguns casos, equipe de 
alimentação e saúde. 
Quais os procedimentos no momento da matrícula 
de aluno com deficiência? 
 
7.1. Agendar, no momento da matrícula, entrevista com os 
responsáveis e com o professor do AEE e/ou professor coordenador; 
7.2. Verificar as condições de saúde do aluno. Solicitar liberação 
médica para frequentar a escola, quando o aluno apresentar 
questões de saúde muito graves: internações recorrentes, UTI, 
riscos no momento da alimentação por sonda/espessante, etc.; 
 
 10 
7.3. Oferecer o Atendimento Educacional Especializado; 
7.4. Enviar protocolo de cadastro do aluno para o CAADE por 1doc. 
 
Como será realizado o cadastro de aluno com 
deficiência? 
 
Será realizado pelo CAADE mediante protocolo próprio via 1doc, 
realizado pelo professor do AEE com anuência da equipe pedagógica 
da Unidade Escolar. 
Anexar: certidão de nascimento e cópia do laudo com diagnóstico de 
profissionais de saúde externos e do cartão SUS. 
Enviar apenas o formulário de cadastro nos casos de alunos com 
avaliações realizadas pelo CAADE I e II. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 11 
Como solicitar o transporte adaptado para 
estudantes cadeirantes? 
A gestão escolar deverá solicitar à Secretaria de Educação, enviando 
Memorando via 1doc, à Divisão de Transporte Escolar- SE-DTE, com 
cópia para o CAADE, com os seguintes dados: 
- nome completo do aluno e dos responsáveis; 
- laudo médico; 
- endereço residencial e da unidade escolar; 
- telefone e horário em que a criança estuda. 
 
 
 
 
 12 
Como proceder quando o aluno necessita de 
cadeira de rodas, recursos ópticos, andador ou órtese 
(novos ou adaptação dos que o aluno já possui)? 
 
10.1. Solicitar prescrição do profissional de saúde (médico ou 
fisioterapeuta), com as especificações necessárias para fabricação do 
equipamento, bem como as adequações; 
10.2. Enviar a prescrição e solicitar através de memorando, via 1doc, 
para a Secretaria de Educação, à Diretoria de Gestão Administrativa-
SE-DGA; 
10.3. A solicitação será atendida de acordo com a disponibilidade de 
recursos. Em alguns casos, pode ser orientada a adaptação de 
equipamentos já disponíveis no setor, ou ainda a aquisição com 
recursos da Unidade Escolar. 
 
O que fazer quando o estudante precisa de 
adaptação no mobiliário ou outro recurso? 
 
11.1. Podem ser recomendadas/adaptadas/confeccionadas pelo 
professor do AEE e/ou profissional do CAADE ou ainda por equipe 
multidisciplinar; 
11.2. Avaliar a possibilidade de adaptar recursos que a escola possui; 
11.3. Realizar a compra: deverá ser realizada pela unidade escolar 
ou ser solicitada ao departamento de compras da Secretaria de 
Educação, à Diretoria de Gestão Administrativa-SE-DGA; 
11.4. Apontar essa necessidade no Projeto Político Pedagógico, bem 
como prever recursos para esse fim. 
 
 13 
 
Quais procedimentos são necessários para os 
alunos com deficiência visual (cegueira, baixa visão 
ou dificuldade visual acentuada)? 
 
12.1. Acolher a família e agendar um horário para apresentar a 
escola para a criança. Pode ser solicitado auxílio das profissionais do 
CAADE. 
12.2. Solicitar ao CAADE a realização da Avaliação Funcional da Visão 
- área de Deficiência Visual, para que sejam indicadas as adequações 
curriculares e metodológicas, os recursos necessários, às adaptações 
no espaço físico, etc. 
12.3 Solicitar às editoras o arquivo em Word ou em PDF dos livros 
didáticos, para que sejam realizadas as adequações (por meio de 
solicitação por e-mail da gestão escolar). 
12.4 Consultar o Guia de Acessibilidade para estudantes com 
Deficiência Visual (link nas referências). 
 
 
 
 
 14 
Quais alunos necessitam do profissional de apoio 
(P.A)? Como esse profissional deve atuar? 
 
A Lei nº 13.146/2015 define no seu artigo 3° como profissional de 
apoio, a “pessoa que exerce as atividades de alimentação, higiene e 
locomoção do estudante com deficiência e atua em todas as 
atividades escolares, nas quais se fizer necessária, em todos os 
níveis e modalidades de ensino, em instituições públicas e privadas, 
excluídas as técnicas ou os procedimentos identificados com 
profissões legalmente estabelecidas (BRASIL, 2015). 
 
Atenção: Nem todos os alunos com deficiência precisam de um P.A. 
O mesmo profissional pode atender mais de um aluno. 
 
A gestão escolar, professor do AEE e professora da sala devem 
avaliar a necessidade desse profissional, com rigorosa observação à 
rotina e às necessidades específicas do aluno. 
 
Os professores da sala regular e do AEE precisam trabalhar junto 
com o P.A., visando desenvolver a autonomia do aluno e, se possível, 
o afastamento gradativo desse profissional. 
 
 
 15 
O QUE O P.A. DEVE FAZER 
 
 
O QUE O P.A. NÃO DEVE FAZER 
 
 
 
1.Acolher o aluno e contribuir 
para sua permanência com seus 
pares 
1. Ficar sempre com o aluno 
fora da sala de aula e 
responsabilizar-se sozinho por 
ele 
2. Acompanhar, ensinar e realizar 
as atividades de AVD: uso 
adequado do banheiro, 
alimentação e locomoção 
2.Não deve julgar, nem 
comentar sobre o 
comportamento do aluno, da 
escola e da família 
3. Aplicar as propostas 
pedagógicas 
flexibilizadas/adaptadas pela 
professora da sala, de acordo com 
as orientações do AEE; 
3. Elaborar atividades para o 
aluno sem a orientação do 
professor da sala. 
4. Estimular a autonomia do aluno 
em todos os ambientes da escola. 
4. Realizar as atividades pelo 
aluno 
5. Confeccionar materiais, sob 
orientação da professora: rotina 
visual, materiais concretos, 
atividades que promovam maior 
interesse, concentraçãoe atenção 
do aluno 
5. Sanar dúvidas da família, 
sem a solicitação da Gestão e 
professores do aluno. 
6. Realizar registro diário ou 
semanal em caderno próprio e 
guardar na escola. 
6. Retirar o caderno de 
registros da escola. 
 
 
 16 
Como orientar a família quando solicita um 
profissional de apoio no ato da matrícula? 
 
14.1. Orientar a família sobre a legislação vigente, observando a 
Nota Técnica nº 19 de 2010 - MEC/SECADI/DPEE, que trata da 
organização das atribuições dos profissionais de apoio. 
14.2. Os profissionais do AEE/CAADE devem avaliar, atender, 
acompanhar e fazer as devidas orientações em relação ao processo 
de inclusão do aluno na escola. 
 
Quais orientações são importantes para a escola 
que tem alunos com Acompanhante Terapêutico (AT)? 
 
A gestão escolar deve encaminhar, via 1doc, a solicitação da família 
com os dados: laudo médico, plano de intervenção da empresa 
indicada, profissional responsável pelo acompanhamento do aluno na 
unidade escolar, aos cuidados da supervisão da escola e SE-CAADE 
que, após análise, emitirá parecer autorizando o início do 
atendimento externo na escola. 
 
O que fazer com os documentos de alunos 
atendidos no AEE que saem da escola? 
 
O professor do AEE deve arquivar a folha de rosto/protocolo e anexar 
a documentação ao prontuário do aluno na secretaria da escola 
(laudos, PEI e outros documentos e registros que julgar 
importantes). Na Sala de Recursos deverá ficar uma cópia do 
Protocolo de entrega à Secretaria da Unidade. 
 
 17 
Quais atendimentos são garantidos aos 
estudantes com Transtornos de aprendizagem 
(Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade, 
Dislexia etc.) ou com Transtorno Opositor Desafiador? 
 
O acompanhamento integral ao estudante: ”compreende a 
identificação precoce do transtorno, o encaminhamento do educando 
para diagnóstico, o apoio educacional na rede de ensino, bem como 
o apoio terapêutico especializado na rede de saúde” (BRASIL 2021). 
Devem ser atendidos pela recuperação contínua e paralela e, caso 
apresentem acentuadas dificuldades de aprendizagem, pelo CAADE. 
As escolas poderão solicitar orientação quanto à flexibilização 
curricular, estratégias específicas de ensino para o profissional que 
atende o aluno. 
Esses alunos têm direito à ledor em atividades de leitura e avaliações 
internas e externas. 
A escola deverá acompanhar junto à 
família todo o processo de possível 
atendimento clínico que o aluno precisar. 
 Não são alunos elegíveis da Educação 
Especial, portanto não serão atendidos 
pelo AEE. 
 
 
 18 
Quais alunos serão atendidos pelo CAADE? Que 
tipo de atendimento o setor realiza? 
 
O CAADE acompanhará os alunos com deficiência através do 
professor do AEE. 
Os alunos com dificuldades/atrasos de desenvolvimento e 
aprendizagem (alunos que não atingiram a meta esperada para cada 
faixa etária, ano/etapa), receberão atendimento de ordem 
educacional nas áreas de pedagogia, psicologia e fonoaudiologia. 
Encaminhamento: Priorizar os encaminhamentos no primeiro 
semestre para que haja mais tempo para o atendimento. A partir do 
3º bimestre, os alunos serão atendidos no próximo ano. 
Observação: Cabe à gestão escolar acompanhar os casos 
encaminhados, buscando orientações e dando as devolutivas aos 
professores (relatórios clínicos, dados enviados pelo Setor, etc.). 
 
Objetivos de cada área de atendimento do CAADE: 
 
Fonoaudiologia Educacional: 
 
1. Realizar avaliação e triagem dos alunos com alterações de 
linguagem e comunicação (para aqueles que não possuem convênio 
médico); 
2. Realizar encaminhamento para a área da saúde (Otorrino, exame 
de Audiometria, PAC, etc.) e orientação à família e à escola; 
3. Oferecer para os alunos com deficiência avaliações e 
acompanhamentos, junto com os professores do AEE. 
 
 19 
Psicologia Educacional: 
 
1. Realizar avaliação da eficiência intelectual (psicométrica) para 
alunos da Rede Municipal, prioridade aos alunos novos de 5º ano (1º 
bimestre), 4º ano, 3º ano e 2º ano encaminhados, conforme critérios 
estabelecidos através do Setor e Secretaria de Educação; 
2. Indicar os procedimentos, que podem ser da área da saúde, 
orientação à família, ao aluno e à escola. 
 
Programa de Prevenção Infantil e Fundamental: 
 
1. Realizar triagem e orientar as escolas no processo de 
encaminhamento de alunos das Creches, da Educação Infantil e 
Fundamental, com atraso significativo no desenvolvimento 
neuropsicomotor, e de aprendizagem, para o CAADE e/ou área da 
saúde, se necessário. 
 
GAP Infantil: 
 
1- Realizar estimulação do desenvolvimento para alunos de 04 a 05 
anos com alterações no desenvolvimento. Acompanhar alunos com 
suspeita de deficiência indicados pelo Projeto Prevenção Infantil; 
2. Atendimento pedagógico para alunos do Infantil IV e V. 
 
 
 
 
 20 
GAP – Grupo de Apoio Pedagógico Fundamental: 
 
1. Atuar no atendimento pedagógico aos alunos do 1º aos 5º anos 
com dificuldades acentuadas ou atraso em seu processo de 
aprendizagem. 
 
Transtorno do Espectro Autista (TEA): 
 
1. Realizar orientação, rastreio e acompanhamento aos alunos com 
Transtornos de Espectro Autista; 
2. Atuar junto aos AEEs com alunos com diagnóstico de TEA. 
Deficiência Visual: 
 
1. Realizar acompanhamento do programa de prevenção da acuidade 
visual nas escolas; 
2. Oferecer avaliação, atendimento e acompanhamento ao AEE, às 
unidades escolares e às famílias; 
3. Orientar e auxiliar a escola na aquisição e adaptação de recursos 
de acessibilidade. 
Arteterapia: 
 
1. Atuar com alunos do Infantil e Fundamental com atraso 
significativo de comunicação, usando as linguagens artísticas, 
intervenções pedagógicas como instrumento de expressão, 
aprendizagem e comunicação. 
 
 
 21 
AEE- surdez e Escola polo -surdez: 
 
1. Atuar com alunos com deficiência auditiva/surdez, na perspectiva 
do Bilinguismo; 
2. Oferecer acompanhamento de Professores de Libras, além dos 
Professores Intérpretes de Libras que atuam na unidade escolar; 
3. Favorecer a utilização da Língua Brasileira de Sinais (Libras) no 
ambiente escolar, com vistas a divulgar a Libras aos alunos surdos, 
aos alunos ouvintes, professores e funcionários da Unidade, assim 
como no trabalho em parceria com a OSC, que atende no 
contraturno, favorecendo a autonomia dos alunos surdos no 
ambiente escolar; 
4. Ofertar Atendimento Educacional Especializado (Surdez) para o 
ensino de Português como segunda língua (BRASIL, 1996). 
 
Critérios para encaminhar os alunos para 
atendimento no GAP: 
 
Infantil IV: alunos com atrasos 
significativos nas áreas do 
desenvolvimento; 
Infantil V: alunos que 
apresentam resultado em 
sondagem da escrita, no primeiro 
semestre, no nível pré-silábico 
(PS). 
 
 
 22 
Fundamental: 
 
1º ano: alunos que apresentam resultado em sondagem da escrita 
no primeiro bimestre: PS - pré-silábico, S - silábico; 
2º ano: alunos que apresentam resultado em sondagem da escrita 
no primeiro bimestre: PS - pré-silábico, S - silábico e silábico com 
valor sonoro; 
3º ano, 4º e 5º anos: alunos que apresentam resultado em 
sondagem da escrita no primeiro bimestre: PS - pré-silábico, S - 
silábico sem e com valor sonoro; SA - Silábico Alfabético e Alfabético; 
Observação: 
Os alunos com diagnóstico de transtornos de aprendizagem e 
comportamento, que, após a participação na recuperação contínua e 
paralela (pelo menos um semestre), não apresentem avanços no 
processo de leitura e escrita, podem ser encaminhados para 
atendimento no GAP. 
 
O que fazer quando há falta de comprometimento 
do responsável pelo aluno com os atendimentos e 
tratamentos? 
 
21.1. A escola deve orientar a família, utilizando o que é previsto em 
Regimento Escolar e legislação vigente, formalizando as orientações 
por escrito com a ciência do responsável; 
22.1 Caso a dificuldade persista, encaminhar,anexando toda a 
documentação que comprove as providências tomadas, para os 
órgãos municipais: Conselho Tutelar e CRAS (Centro de Referência 
 
 23 
de Assistência Social) e Secretaria Municipal de Saúde, esse 
procedimento deverá ser submetido à Secretaria Municipal de 
Educação, aos cuidados da Supervisão de Ensino, antes de ser 
executado ao Ministério Público (A SME fará a verificação da 
documentação e autorizará ou não o encaminhamento). 
 
O que fazer quando o responsável apresenta 
atestado de saúde da criança, afastamento por mais 
de 30 dias? 
 
No caso de qualquer aluno (com ou sem deficiência) afastado por 
mais de 30 dias por atestado de saúde, há a necessidade de solicitar 
autorização clínica para encaminhar atividades de compensação de 
ausência. 
 
De quem é a responsabilidade de manutenção dos 
equipamentos da sala de Recursos/AEE? 
 
23.1. A aquisição e manutenção de equipamentos é de 
responsabilidade da escola, através de recurso próprio, ou solicitação 
ao setor responsável da Secretaria de Educação. 
23.2. O aluno com deficiência, atendido no AEE, tem dupla matrícula 
na escola, por isso a escola deverá responsabilizar-se pela aquisição 
de materiais necessários ao atendimento do aluno. 
23.3 Cabe ao gestor considerar, na elaboração do PPP e PTAE, a sala 
de recursos e os alunos nela atendidos para prever as ações e 
recursos necessários ao seu funcionamento adequado. 
 
 24 
O que fazer quando a família do aluno com 
deficiência solicita transferência da escola? 
 
24.1. Anexar à transferência toda a documentação do prontuário do 
aluno: laudos, relatórios de aprendizagem, encaminhamentos e 
outros; 
24.2. Se for escola da Rede Municipal, entregar documentação na 
U.E. aos cuidados do Professor Coordenador Pedagógico; 
24.3. Em caso de escola de outra rede de ensino entregar a 
documentação ao responsável; 
24.4. Em todos os casos, fazer protocolo de entrega com assinatura 
e arquivar no prontuário do aluno. 
 
Há alguma especificidade no preenchimento do 
histórico de aluno com deficiência? 
 
Não. O documento é igual ao de aluno sem deficiência. 
O que fazer quando a Unidade Escolar necessitar 
de orientações sobre os atendimentos no CAADE? 
 
1. Observar e acompanhar a frequência através da carteirinha do 
CAADE ou termo de desligamento (por meio de 1doc); 
2. Aguardar informações sobre o processo de atendimento via 
relatório individual (por meio de 1doc). 
 
 
 
 25 
O que é Flexibilização Curricular? Como e para quem 
deve ser oferecida? 
 
 
 
 
Consiste em modificações organizadas para dar respostas às 
necessidades específicas de cada aluno, em especial daqueles que 
apresentam dificuldades de aprendizagem, decorrentes ou não de 
deficiência. 
Os sistemas de ensino asseguram aos educandos com deficiência, 
transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou 
superdotação: 
I - Currículos, métodos, técnicas, recursos educativos e organização 
específicos, para atender às suas necessidades (BRASIL, 1996); 
O professor deve garantir em seu planejamento, atividades 
diversificadas para estudantes com necessidades específicas. 
Estas atividades devem ser elaboradas pelos professores, orientados 
pelo professor coordenador e professor do AEE e aplicadas, se 
necessário, com o auxílio do profissional de apoio com as devidas 
orientações. 
 
*Casos particulares e/ou omissos devem ser tratados diretamente 
com o Setor Responsável. 
 
 
 
 
 
 26 
Aluno com avaliação psicométrica com resultado 
Limítrofe devem ser cadastrados? 
 
28.1. Somente os que apresentarem laudo clínico de Deficiência 
Intelectual; 
28.2. Alunos com avaliação psicométrica com resultado Limítrofe 
devem constar na lista B do AEE, mas não podem ser cadastrados 
no sistema como alunos com deficiência. Devem receber 
atendimento/acompanhamento. Podem ser atendidos pela 
recuperação paralela. 
 
 
O aluno com deficiência pode ser atendido pela 
recuperação contínua e paralela? 
 
1. A recuperação contínua deverá ser oferecida a todos os alunos; 
2. A necessidade de frequentar a recuperação paralela (reforço 
escolar), deverá ser analisada pela equipe e constar no PEI do aluno. 
 
 
 27 
Para saber mais: 
 
 Currículo Municipal - Educação Inclusiva e Especial- p. 408 a 424. 
- Normativas Federais: Plano Nacional e Municipal da Educação. 
- Resolução SME/CME nº 05, de 05/07/2016 (Imprensa Oficial de 06 
de julho de 2016). 
- Guia de orientações sobre a Deficiência Visual. 
https://drive.google.com/file/d/1uVKxYFZ_r4WbnH3bAFf9qp3GA-85jQa/view?usp=drivesdk 
- Caderno de Acolhimento e de Seletividade alimentar. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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REFERÊNCIAS 
BRASIL, Decreto nº 7.611/2011, dispõe sobre a educação especial, o 
atendimento educacional especializado e dá outras providências. Disponível em: 
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-014/2011/decreto/d7611.htm 
BRASIL, Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e 
bases da educação nacional. Disponível em: 
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9394.htm 
BRASIL, Lei, nº 13.146, de 6 de julho de 2015, institui a Lei Brasileira de Inclusão 
da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência). Disponível em: 
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015018/2015/lei/l13146.htm 
BRASIL, Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação 
Inclusiva. Documento elaborado pelo Grupo de Trabalho nomeado pela Portaria 
Ministerial nº 555, de 5 de junho de 2007. Disponível em: 
http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/politica.pdf 
BRASIL, Resolução CNE/CEB nº 4 de 2 de outubro de 2009, Institui Diretrizes 
Operacionais para o Atendimento Educacional Especializado na Educação Básica, 
modalidade Educação Especial. 
BRASIL, NOTA TÉCNICA SEESP/GAB nº 19/2010, de 08 de setembro de 2010. 
Profissionais de apoio para alunos com deficiência e transtornos globais do 
desenvolvimento matriculados nas escolas comuns da rede públicas de ensino. 
Disponível em: https://lepedi-ufrrj.com.br/wp-content/uploads/2020/09/Nota-
t%C3%A9cnica-n%C2%BA.-19-Profissionais-de-apoio.pdf 
 
 
BRASIL, NOTA TÉCNICA Nº 04 / 2014 / MEC / SECADI / DPEE. Orientação quanto a 
documentos comprobatórios de alunos com deficiência, transtornos globais do 
desenvolvimento e altas habilidades/superdotação no Censo Escolar, 2014. 
Disponível em: 
http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&view=download&alia
s=15898-nott04-secadi-dpee-23012014&Itemid=30192 
BRASIL, lei nº 14.254, de 30 de novembro de 2021. Dispõe sobre o 
acompanhamento integral para educandos com dislexia ou Transtorno do Déficit 
 
 29 
de Atenção com Hiperatividade (TDAH) ou outro transtorno de aprendizagem. 
Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-
2022/2021/lei/L14254.htm#:~:text=LEI%20N%C2%BA%2014.254%2C%20D
E%2030,ou%20outro%20transtorno%20de%20aprendizagem. 
DSM-5, Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais [recurso 
eletrônico]: [American Psychiatric Association; tradução: Maria Inês Corrêa 
Nascimento,et al.] ; revisão técnica: Aristides Volpato Cordioli [et al.]. 5. ed. 
Porto Alegre: Artmed, 2014. Disponível em: 
https://www.institutopebioetica.com.br/documentos/manual-diagnostico-e-
estatistico-de-transtornos-mentais-dsm-5.pdf 
SME, SECRETRAIA DE EDUCAÇÃO DA ESTÂNCIA DE ATIBAIA, Currículo 
Municipal de Atibaia, Educação Inclusiva e Especial. 2020. p. 408 a 424. 
SME, SECRETRAIA DE EDUCAÇÃO DA ESTÂNCIA DE ATIBAIA, Resolução 
SME/CME nº 5, de 05/07/2016.

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