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GUIA DE ORIENTAÇÕES A EDUCAÇÃO ESPECIAL NA PERSPECTIVA INCLUSIVA Elaborado pela equipe de Educação Especial CAADE e AEE 2024 2 Sumário O que é AEE? ............................................................................ 5 Quais alunos serão atendidos pelo AEE? ........................................ 6 Como o atendimento no AEE deve ser organizado? ......................... 7 Quais as atribuições do professor do AEE? ..................................... 7 Onde deve acontecer o AEE? ....................................................... 9 O que é o Plano Educacional Individualizado (PEI)? ......................... 9 Quais os procedimentos no momento da matrícula de aluno com deficiência? .................................................................................. 9 Como será realizado o cadastro de aluno com deficiência? ............. 10 Como solicitar o transporte adaptado para estudantes cadeirantes? 11 Como proceder quando o aluno necessita de cadeira de rodas, recursos ópticos, andador ou órtese (novos ou adaptação dos que o aluno já possui)?......................................................................... 12 O que fazer quando o estudante precisa de adaptação no mobiliário ou outro recurso? ........................................................................ 12 Quais procedimentos são necessários para os alunos com deficiência visual (cegueira, baixa visão ou dificuldade visual acentuada)?........... 13 Quais alunos necessitam do profissional de apoio (P.A)? Como esse profissional deve atuar? ............................................................... 14 Como orientar a família quando solicita um profissional de apoio no ato da matrícula? ........................................................................ 16 Quais orientações são importantes para a escola que tem alunos com Acompanhante Terapêutico (AT)? .................................................. 16 O que fazer com os documentos de alunos atendidos no AEE que saem da escola? ......................................................................... 16 Quais atendimentos são garantidos aos estudantes com Transtornos de aprendizagem (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade, Dislexia etc.) ou com Transtorno Opositor Desafiador? ...................... 17 Quais alunos serão atendidos pelo CAADE? Que tipo de atendimento o setor realiza? ........................................................................... 18 3 Objetivos de cada área de atendimento do CAADE: ..................... 18 Fonoaudiologia Educacional: ....................................................... 18 Psicologia Educacional: .............................................................. 19 Programa de Prevenção Infantil e Fundamental: ............................ 19 GAP Infantil: ............................................................................ 19 GAP – Grupo de Apoio Pedagógico Fundamental: ........................... 20 Transtorno do Espectro Autista (TEA): ......................................... 20 Deficiência Visual: .................................................................... 20 Arteterapia: ............................................................................. 20 AEE- surdez e Escola polo -surdez: .............................................. 21 Critérios para encaminhar os alunos para atendimento no GAP: .... 21 O que fazer quando há falta de comprometimento do responsável pelo aluno com os atendimentos e tratamentos? .............................. 22 O que fazer quando o responsável apresenta atestado de saúde da criança, afastamento por mais de 30 dias? ...................................... 23 De quem é a responsabilidade de manutenção dos equipamentos da sala de Recursos/AEE? ................................................................. 23 O que fazer quando a família do aluno com deficiência solicita transferência da escola? ............................................................... 24 Há alguma especificidade no preenchimento do histórico de aluno com deficiência? ......................................................................... 24 O que fazer quando a Unidade Escolar necessitar de orientações sobre os atendimentos no CAADE? ................................................. 24 Aluno com avaliação psicométrica com resultado Limítrofe devem ser cadastrados? .............................................................................. 26 O aluno com deficiência pode ser atendido pela recuperação contínua e paralela? ................................................................................. 26 Para saber mais: ................................................................... 27 REFERÊNCIAS............................................................................. 28 4 Qual é o objetivo deste guia? Orientar as Unidades Escolares para um trabalho efetivo de acolhimento, acompanhamento, encaminhamento e atendimento às crianças com deficiência e dificuldades acentuadas de aprendizagem. 5 O que é AEE? O atendimento educacional especializado (AEE) é “a mediação pedagógica que visa possibilitar o acesso ao currículo pelo atendimento às necessidades educacionais específicas dos alunos com deficiência, transtorno do espectro autista (TEA) e altas habilidades ou superdotação, público da educação especial, em todas as etapas e modalidades da educação básica” (BRASIL, 2011). Tem como função: identificar, elaborar e organizar recursos pedagógicos e de acessibilidade que eliminem as barreiras para a plena participação dos alunos. 6 Quais alunos serão atendidos pelo AEE? De acordo com a Resolução, nº4, de 2 de outubro de 2009 art. 3º: “I - Alunos com deficiência: aqueles com impedimentos de longo prazo de natureza física, intelectual ou sensorial; II - Alunos com Autismo Clássico, Síndrome de Asperger, Síndrome de Rett, Transtorno Desintegrativo da Infância (psicoses) e Transtornos Invasivos sem outra especificação; Alteração: atualmente, incluem-se os diagnósticos de TEA (Transtorno do Espectro Autista), segundo o DSM-5 (2013). III - Alunos com altas habilidades/superdotação: aqueles que apresentam um potencial elevado e grande envolvimento com as áreas do conhecimento humano, isoladas ou combinadas: intelectual, liderança, psicomotora, artes e criatividade” (BRASIL, 2009). Observação: Os casos que não atendam à resolução podem ser discutidos pela Comissão Técnica Permanente de Avaliação Interna e Externa, de acordo com orientações da Nota Técnica nº 04/2014 - MEC/SECADI/DPEE. 7 Como o atendimento no AEE deve ser organizado? O planejamento pode ser individual e específico para o estudante, dependendo da necessidade. Recomenda-se o atendimento em 02 horas semanais, podendo ser diminuído, aumentado, ou complementado com horários de observação em sala de aula, orientação à família e profissionais da escola (SME, 2016). Os atendimentos podem ser feitos de forma individual, em dupla, ou em grupo de até 3 alunos, conforme o tipo de atendimento. O cronograma do professor do AEE deverá ficar exposto na porta da sala, após autorização da Gestão Escolar. Quais as atribuições do professor do AEE? De acordo com artigo 13 da Resolução nº 4 de 2009, são atribuições do professor do AEE: I - Identificar, produzir e organizar recursos e serviços pedagógicos de acessibilidade e estratégias de acordo com as necessidades específicas dos alunos; II - Elaborar e executar o Plano de Atendimento Educacional Especializado, avaliando sua aplicabilidade e funcionalidade; III – Organizar o tipo e número de atendimentos aos alunos na sala de recursos; IV - Acompanhar a funcionalidadee aplicabilidade dos recursos pedagógicos e de acessibilidade na sala regular e outros ambientes da escola; 8 V - Estabelecer parcerias com áreas intersetoriais, para a elaboração de estratégias e disponibilização de recursos de acessibilidade; VI - Orientar professores e famílias sobre os recursos utilizados pelo aluno; VII - Ensinar a usar a tecnologia assistiva, de forma a ampliar habilidades funcionais do aluno, promovendo autonomia e participação; VIII – Estabelecer articulação com os professores da sala de aula comum, visando promover e ampliar a participação do aluno nas atividades escolares (BRASIL, 2009). A resolução SME/CME nº 5 de 05/07/2016, Art. 8º, acrescenta: VI- Integrar os Conselhos de Ano/Ciclo de estudo; VIII- Participar de ações de formação continuada; IX- Manter atualizados os registros de todos os atendimentos efetuados, conforme instruções estabelecidas para cada área; X- Orientar os pais/responsáveis pelos alunos promovendo a autonomia e participação, orientando professores, famílias e membros da comunidade escolar sobre esses recursos; XII- Participar das demais atividades pedagógicas programadas pela escola: Horário de Trabalho Pedagógico – HTP, atividades extracurriculares, como outras previstas em Calendário Escolar, conforme orientações do Setor de Educação Inclusiva. 9 Onde deve acontecer o AEE? Nos polos com salas de recursos multifuncionais. O AEE será priorizado nas salas de recursos, equipadas com recursos específicos para a realização do atendimento. Na ausência desse espaço nas proximidades das escolas, a unidade escolar deve organizar um espaço e materiais para a realização do atendimento. O que é o Plano Educacional Individualizado (PEI)? O Plano de Ensino Individualizado – PEI é um instrumento de planejamento individualizado, destinado a cada educando com deficiência, transtorno do espectro autista e altas habilidades ou superdotação, elaborado anualmente, em que constarão todos os esforços pedagógicos mobilizados para a aprendizagem do estudante (BRASIL, 2015). O PEI deve ser elaborado em parceria com todos os envolvidos: gestão escolar, professor da sala, professores de arte e educação física, professor do AEE, familiares e, em alguns casos, equipe de alimentação e saúde. Quais os procedimentos no momento da matrícula de aluno com deficiência? 7.1. Agendar, no momento da matrícula, entrevista com os responsáveis e com o professor do AEE e/ou professor coordenador; 7.2. Verificar as condições de saúde do aluno. Solicitar liberação médica para frequentar a escola, quando o aluno apresentar questões de saúde muito graves: internações recorrentes, UTI, riscos no momento da alimentação por sonda/espessante, etc.; 10 7.3. Oferecer o Atendimento Educacional Especializado; 7.4. Enviar protocolo de cadastro do aluno para o CAADE por 1doc. Como será realizado o cadastro de aluno com deficiência? Será realizado pelo CAADE mediante protocolo próprio via 1doc, realizado pelo professor do AEE com anuência da equipe pedagógica da Unidade Escolar. Anexar: certidão de nascimento e cópia do laudo com diagnóstico de profissionais de saúde externos e do cartão SUS. Enviar apenas o formulário de cadastro nos casos de alunos com avaliações realizadas pelo CAADE I e II. 11 Como solicitar o transporte adaptado para estudantes cadeirantes? A gestão escolar deverá solicitar à Secretaria de Educação, enviando Memorando via 1doc, à Divisão de Transporte Escolar- SE-DTE, com cópia para o CAADE, com os seguintes dados: - nome completo do aluno e dos responsáveis; - laudo médico; - endereço residencial e da unidade escolar; - telefone e horário em que a criança estuda. 12 Como proceder quando o aluno necessita de cadeira de rodas, recursos ópticos, andador ou órtese (novos ou adaptação dos que o aluno já possui)? 10.1. Solicitar prescrição do profissional de saúde (médico ou fisioterapeuta), com as especificações necessárias para fabricação do equipamento, bem como as adequações; 10.2. Enviar a prescrição e solicitar através de memorando, via 1doc, para a Secretaria de Educação, à Diretoria de Gestão Administrativa- SE-DGA; 10.3. A solicitação será atendida de acordo com a disponibilidade de recursos. Em alguns casos, pode ser orientada a adaptação de equipamentos já disponíveis no setor, ou ainda a aquisição com recursos da Unidade Escolar. O que fazer quando o estudante precisa de adaptação no mobiliário ou outro recurso? 11.1. Podem ser recomendadas/adaptadas/confeccionadas pelo professor do AEE e/ou profissional do CAADE ou ainda por equipe multidisciplinar; 11.2. Avaliar a possibilidade de adaptar recursos que a escola possui; 11.3. Realizar a compra: deverá ser realizada pela unidade escolar ou ser solicitada ao departamento de compras da Secretaria de Educação, à Diretoria de Gestão Administrativa-SE-DGA; 11.4. Apontar essa necessidade no Projeto Político Pedagógico, bem como prever recursos para esse fim. 13 Quais procedimentos são necessários para os alunos com deficiência visual (cegueira, baixa visão ou dificuldade visual acentuada)? 12.1. Acolher a família e agendar um horário para apresentar a escola para a criança. Pode ser solicitado auxílio das profissionais do CAADE. 12.2. Solicitar ao CAADE a realização da Avaliação Funcional da Visão - área de Deficiência Visual, para que sejam indicadas as adequações curriculares e metodológicas, os recursos necessários, às adaptações no espaço físico, etc. 12.3 Solicitar às editoras o arquivo em Word ou em PDF dos livros didáticos, para que sejam realizadas as adequações (por meio de solicitação por e-mail da gestão escolar). 12.4 Consultar o Guia de Acessibilidade para estudantes com Deficiência Visual (link nas referências). 14 Quais alunos necessitam do profissional de apoio (P.A)? Como esse profissional deve atuar? A Lei nº 13.146/2015 define no seu artigo 3° como profissional de apoio, a “pessoa que exerce as atividades de alimentação, higiene e locomoção do estudante com deficiência e atua em todas as atividades escolares, nas quais se fizer necessária, em todos os níveis e modalidades de ensino, em instituições públicas e privadas, excluídas as técnicas ou os procedimentos identificados com profissões legalmente estabelecidas (BRASIL, 2015). Atenção: Nem todos os alunos com deficiência precisam de um P.A. O mesmo profissional pode atender mais de um aluno. A gestão escolar, professor do AEE e professora da sala devem avaliar a necessidade desse profissional, com rigorosa observação à rotina e às necessidades específicas do aluno. Os professores da sala regular e do AEE precisam trabalhar junto com o P.A., visando desenvolver a autonomia do aluno e, se possível, o afastamento gradativo desse profissional. 15 O QUE O P.A. DEVE FAZER O QUE O P.A. NÃO DEVE FAZER 1.Acolher o aluno e contribuir para sua permanência com seus pares 1. Ficar sempre com o aluno fora da sala de aula e responsabilizar-se sozinho por ele 2. Acompanhar, ensinar e realizar as atividades de AVD: uso adequado do banheiro, alimentação e locomoção 2.Não deve julgar, nem comentar sobre o comportamento do aluno, da escola e da família 3. Aplicar as propostas pedagógicas flexibilizadas/adaptadas pela professora da sala, de acordo com as orientações do AEE; 3. Elaborar atividades para o aluno sem a orientação do professor da sala. 4. Estimular a autonomia do aluno em todos os ambientes da escola. 4. Realizar as atividades pelo aluno 5. Confeccionar materiais, sob orientação da professora: rotina visual, materiais concretos, atividades que promovam maior interesse, concentraçãoe atenção do aluno 5. Sanar dúvidas da família, sem a solicitação da Gestão e professores do aluno. 6. Realizar registro diário ou semanal em caderno próprio e guardar na escola. 6. Retirar o caderno de registros da escola. 16 Como orientar a família quando solicita um profissional de apoio no ato da matrícula? 14.1. Orientar a família sobre a legislação vigente, observando a Nota Técnica nº 19 de 2010 - MEC/SECADI/DPEE, que trata da organização das atribuições dos profissionais de apoio. 14.2. Os profissionais do AEE/CAADE devem avaliar, atender, acompanhar e fazer as devidas orientações em relação ao processo de inclusão do aluno na escola. Quais orientações são importantes para a escola que tem alunos com Acompanhante Terapêutico (AT)? A gestão escolar deve encaminhar, via 1doc, a solicitação da família com os dados: laudo médico, plano de intervenção da empresa indicada, profissional responsável pelo acompanhamento do aluno na unidade escolar, aos cuidados da supervisão da escola e SE-CAADE que, após análise, emitirá parecer autorizando o início do atendimento externo na escola. O que fazer com os documentos de alunos atendidos no AEE que saem da escola? O professor do AEE deve arquivar a folha de rosto/protocolo e anexar a documentação ao prontuário do aluno na secretaria da escola (laudos, PEI e outros documentos e registros que julgar importantes). Na Sala de Recursos deverá ficar uma cópia do Protocolo de entrega à Secretaria da Unidade. 17 Quais atendimentos são garantidos aos estudantes com Transtornos de aprendizagem (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade, Dislexia etc.) ou com Transtorno Opositor Desafiador? O acompanhamento integral ao estudante: ”compreende a identificação precoce do transtorno, o encaminhamento do educando para diagnóstico, o apoio educacional na rede de ensino, bem como o apoio terapêutico especializado na rede de saúde” (BRASIL 2021). Devem ser atendidos pela recuperação contínua e paralela e, caso apresentem acentuadas dificuldades de aprendizagem, pelo CAADE. As escolas poderão solicitar orientação quanto à flexibilização curricular, estratégias específicas de ensino para o profissional que atende o aluno. Esses alunos têm direito à ledor em atividades de leitura e avaliações internas e externas. A escola deverá acompanhar junto à família todo o processo de possível atendimento clínico que o aluno precisar. Não são alunos elegíveis da Educação Especial, portanto não serão atendidos pelo AEE. 18 Quais alunos serão atendidos pelo CAADE? Que tipo de atendimento o setor realiza? O CAADE acompanhará os alunos com deficiência através do professor do AEE. Os alunos com dificuldades/atrasos de desenvolvimento e aprendizagem (alunos que não atingiram a meta esperada para cada faixa etária, ano/etapa), receberão atendimento de ordem educacional nas áreas de pedagogia, psicologia e fonoaudiologia. Encaminhamento: Priorizar os encaminhamentos no primeiro semestre para que haja mais tempo para o atendimento. A partir do 3º bimestre, os alunos serão atendidos no próximo ano. Observação: Cabe à gestão escolar acompanhar os casos encaminhados, buscando orientações e dando as devolutivas aos professores (relatórios clínicos, dados enviados pelo Setor, etc.). Objetivos de cada área de atendimento do CAADE: Fonoaudiologia Educacional: 1. Realizar avaliação e triagem dos alunos com alterações de linguagem e comunicação (para aqueles que não possuem convênio médico); 2. Realizar encaminhamento para a área da saúde (Otorrino, exame de Audiometria, PAC, etc.) e orientação à família e à escola; 3. Oferecer para os alunos com deficiência avaliações e acompanhamentos, junto com os professores do AEE. 19 Psicologia Educacional: 1. Realizar avaliação da eficiência intelectual (psicométrica) para alunos da Rede Municipal, prioridade aos alunos novos de 5º ano (1º bimestre), 4º ano, 3º ano e 2º ano encaminhados, conforme critérios estabelecidos através do Setor e Secretaria de Educação; 2. Indicar os procedimentos, que podem ser da área da saúde, orientação à família, ao aluno e à escola. Programa de Prevenção Infantil e Fundamental: 1. Realizar triagem e orientar as escolas no processo de encaminhamento de alunos das Creches, da Educação Infantil e Fundamental, com atraso significativo no desenvolvimento neuropsicomotor, e de aprendizagem, para o CAADE e/ou área da saúde, se necessário. GAP Infantil: 1- Realizar estimulação do desenvolvimento para alunos de 04 a 05 anos com alterações no desenvolvimento. Acompanhar alunos com suspeita de deficiência indicados pelo Projeto Prevenção Infantil; 2. Atendimento pedagógico para alunos do Infantil IV e V. 20 GAP – Grupo de Apoio Pedagógico Fundamental: 1. Atuar no atendimento pedagógico aos alunos do 1º aos 5º anos com dificuldades acentuadas ou atraso em seu processo de aprendizagem. Transtorno do Espectro Autista (TEA): 1. Realizar orientação, rastreio e acompanhamento aos alunos com Transtornos de Espectro Autista; 2. Atuar junto aos AEEs com alunos com diagnóstico de TEA. Deficiência Visual: 1. Realizar acompanhamento do programa de prevenção da acuidade visual nas escolas; 2. Oferecer avaliação, atendimento e acompanhamento ao AEE, às unidades escolares e às famílias; 3. Orientar e auxiliar a escola na aquisição e adaptação de recursos de acessibilidade. Arteterapia: 1. Atuar com alunos do Infantil e Fundamental com atraso significativo de comunicação, usando as linguagens artísticas, intervenções pedagógicas como instrumento de expressão, aprendizagem e comunicação. 21 AEE- surdez e Escola polo -surdez: 1. Atuar com alunos com deficiência auditiva/surdez, na perspectiva do Bilinguismo; 2. Oferecer acompanhamento de Professores de Libras, além dos Professores Intérpretes de Libras que atuam na unidade escolar; 3. Favorecer a utilização da Língua Brasileira de Sinais (Libras) no ambiente escolar, com vistas a divulgar a Libras aos alunos surdos, aos alunos ouvintes, professores e funcionários da Unidade, assim como no trabalho em parceria com a OSC, que atende no contraturno, favorecendo a autonomia dos alunos surdos no ambiente escolar; 4. Ofertar Atendimento Educacional Especializado (Surdez) para o ensino de Português como segunda língua (BRASIL, 1996). Critérios para encaminhar os alunos para atendimento no GAP: Infantil IV: alunos com atrasos significativos nas áreas do desenvolvimento; Infantil V: alunos que apresentam resultado em sondagem da escrita, no primeiro semestre, no nível pré-silábico (PS). 22 Fundamental: 1º ano: alunos que apresentam resultado em sondagem da escrita no primeiro bimestre: PS - pré-silábico, S - silábico; 2º ano: alunos que apresentam resultado em sondagem da escrita no primeiro bimestre: PS - pré-silábico, S - silábico e silábico com valor sonoro; 3º ano, 4º e 5º anos: alunos que apresentam resultado em sondagem da escrita no primeiro bimestre: PS - pré-silábico, S - silábico sem e com valor sonoro; SA - Silábico Alfabético e Alfabético; Observação: Os alunos com diagnóstico de transtornos de aprendizagem e comportamento, que, após a participação na recuperação contínua e paralela (pelo menos um semestre), não apresentem avanços no processo de leitura e escrita, podem ser encaminhados para atendimento no GAP. O que fazer quando há falta de comprometimento do responsável pelo aluno com os atendimentos e tratamentos? 21.1. A escola deve orientar a família, utilizando o que é previsto em Regimento Escolar e legislação vigente, formalizando as orientações por escrito com a ciência do responsável; 22.1 Caso a dificuldade persista, encaminhar,anexando toda a documentação que comprove as providências tomadas, para os órgãos municipais: Conselho Tutelar e CRAS (Centro de Referência 23 de Assistência Social) e Secretaria Municipal de Saúde, esse procedimento deverá ser submetido à Secretaria Municipal de Educação, aos cuidados da Supervisão de Ensino, antes de ser executado ao Ministério Público (A SME fará a verificação da documentação e autorizará ou não o encaminhamento). O que fazer quando o responsável apresenta atestado de saúde da criança, afastamento por mais de 30 dias? No caso de qualquer aluno (com ou sem deficiência) afastado por mais de 30 dias por atestado de saúde, há a necessidade de solicitar autorização clínica para encaminhar atividades de compensação de ausência. De quem é a responsabilidade de manutenção dos equipamentos da sala de Recursos/AEE? 23.1. A aquisição e manutenção de equipamentos é de responsabilidade da escola, através de recurso próprio, ou solicitação ao setor responsável da Secretaria de Educação. 23.2. O aluno com deficiência, atendido no AEE, tem dupla matrícula na escola, por isso a escola deverá responsabilizar-se pela aquisição de materiais necessários ao atendimento do aluno. 23.3 Cabe ao gestor considerar, na elaboração do PPP e PTAE, a sala de recursos e os alunos nela atendidos para prever as ações e recursos necessários ao seu funcionamento adequado. 24 O que fazer quando a família do aluno com deficiência solicita transferência da escola? 24.1. Anexar à transferência toda a documentação do prontuário do aluno: laudos, relatórios de aprendizagem, encaminhamentos e outros; 24.2. Se for escola da Rede Municipal, entregar documentação na U.E. aos cuidados do Professor Coordenador Pedagógico; 24.3. Em caso de escola de outra rede de ensino entregar a documentação ao responsável; 24.4. Em todos os casos, fazer protocolo de entrega com assinatura e arquivar no prontuário do aluno. Há alguma especificidade no preenchimento do histórico de aluno com deficiência? Não. O documento é igual ao de aluno sem deficiência. O que fazer quando a Unidade Escolar necessitar de orientações sobre os atendimentos no CAADE? 1. Observar e acompanhar a frequência através da carteirinha do CAADE ou termo de desligamento (por meio de 1doc); 2. Aguardar informações sobre o processo de atendimento via relatório individual (por meio de 1doc). 25 O que é Flexibilização Curricular? Como e para quem deve ser oferecida? Consiste em modificações organizadas para dar respostas às necessidades específicas de cada aluno, em especial daqueles que apresentam dificuldades de aprendizagem, decorrentes ou não de deficiência. Os sistemas de ensino asseguram aos educandos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação: I - Currículos, métodos, técnicas, recursos educativos e organização específicos, para atender às suas necessidades (BRASIL, 1996); O professor deve garantir em seu planejamento, atividades diversificadas para estudantes com necessidades específicas. Estas atividades devem ser elaboradas pelos professores, orientados pelo professor coordenador e professor do AEE e aplicadas, se necessário, com o auxílio do profissional de apoio com as devidas orientações. *Casos particulares e/ou omissos devem ser tratados diretamente com o Setor Responsável. 26 Aluno com avaliação psicométrica com resultado Limítrofe devem ser cadastrados? 28.1. Somente os que apresentarem laudo clínico de Deficiência Intelectual; 28.2. Alunos com avaliação psicométrica com resultado Limítrofe devem constar na lista B do AEE, mas não podem ser cadastrados no sistema como alunos com deficiência. Devem receber atendimento/acompanhamento. Podem ser atendidos pela recuperação paralela. O aluno com deficiência pode ser atendido pela recuperação contínua e paralela? 1. A recuperação contínua deverá ser oferecida a todos os alunos; 2. A necessidade de frequentar a recuperação paralela (reforço escolar), deverá ser analisada pela equipe e constar no PEI do aluno. 27 Para saber mais: Currículo Municipal - Educação Inclusiva e Especial- p. 408 a 424. - Normativas Federais: Plano Nacional e Municipal da Educação. - Resolução SME/CME nº 05, de 05/07/2016 (Imprensa Oficial de 06 de julho de 2016). - Guia de orientações sobre a Deficiência Visual. https://drive.google.com/file/d/1uVKxYFZ_r4WbnH3bAFf9qp3GA-85jQa/view?usp=drivesdk - Caderno de Acolhimento e de Seletividade alimentar. 28 REFERÊNCIAS BRASIL, Decreto nº 7.611/2011, dispõe sobre a educação especial, o atendimento educacional especializado e dá outras providências. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-014/2011/decreto/d7611.htm BRASIL, Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9394.htm BRASIL, Lei, nº 13.146, de 6 de julho de 2015, institui a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência). Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015018/2015/lei/l13146.htm BRASIL, Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva. Documento elaborado pelo Grupo de Trabalho nomeado pela Portaria Ministerial nº 555, de 5 de junho de 2007. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/politica.pdf BRASIL, Resolução CNE/CEB nº 4 de 2 de outubro de 2009, Institui Diretrizes Operacionais para o Atendimento Educacional Especializado na Educação Básica, modalidade Educação Especial. BRASIL, NOTA TÉCNICA SEESP/GAB nº 19/2010, de 08 de setembro de 2010. Profissionais de apoio para alunos com deficiência e transtornos globais do desenvolvimento matriculados nas escolas comuns da rede públicas de ensino. Disponível em: https://lepedi-ufrrj.com.br/wp-content/uploads/2020/09/Nota- t%C3%A9cnica-n%C2%BA.-19-Profissionais-de-apoio.pdf BRASIL, NOTA TÉCNICA Nº 04 / 2014 / MEC / SECADI / DPEE. Orientação quanto a documentos comprobatórios de alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação no Censo Escolar, 2014. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&view=download&alia s=15898-nott04-secadi-dpee-23012014&Itemid=30192 BRASIL, lei nº 14.254, de 30 de novembro de 2021. Dispõe sobre o acompanhamento integral para educandos com dislexia ou Transtorno do Déficit 29 de Atenção com Hiperatividade (TDAH) ou outro transtorno de aprendizagem. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019- 2022/2021/lei/L14254.htm#:~:text=LEI%20N%C2%BA%2014.254%2C%20D E%2030,ou%20outro%20transtorno%20de%20aprendizagem. DSM-5, Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais [recurso eletrônico]: [American Psychiatric Association; tradução: Maria Inês Corrêa Nascimento,et al.] ; revisão técnica: Aristides Volpato Cordioli [et al.]. 5. ed. Porto Alegre: Artmed, 2014. Disponível em: https://www.institutopebioetica.com.br/documentos/manual-diagnostico-e- estatistico-de-transtornos-mentais-dsm-5.pdf SME, SECRETRAIA DE EDUCAÇÃO DA ESTÂNCIA DE ATIBAIA, Currículo Municipal de Atibaia, Educação Inclusiva e Especial. 2020. p. 408 a 424. SME, SECRETRAIA DE EDUCAÇÃO DA ESTÂNCIA DE ATIBAIA, Resolução SME/CME nº 5, de 05/07/2016.