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Automação Industrial - Introdução Prof. Carlos A. V. Cardoso DEL UFS Componentes Eletropneumáticos Fonte: Parker, 2007 Componentes Eletropneumáticos Fonte: Parker, 2007 Componentes Eletropneumáticos Fonte: Parker, 2007 Componentes Eletropneumáticos Fonte: Parker, 2007 Componentes Eletropneumáticos Fonte: Parker, 2007 Componentes Eletropneumáticos Fonte: Parker, 2007 Componentes Eletropneumáticos Fonte: Parker, 2007 Componentes Eletropneumáticos Fonte: Parker, 2007 Componentes Eletropneumáticos Fonte: Parker, 2007 Componentes Eletropneumáticos Fonte: Parker, 2007 Componentes Eletropneumáticos Fonte: Parker, 2007 Componentes Eletropneumáticos Fonte: Parker, 2007 Componentes Eletropneumáticos Solenoides Solenoides são bobinas eletromagnéticas que quando energizadas, geram um campo magnético capaz de atrair elementos com características ferrosas. Esta capacidade de atração permite a elaboração de dispositivos eletro mecânicos como por exemplo eletroválvulas, seja hidráulicas ou pneumáticas. Nestes casos a bobina do solenoide é enrolada em torno de um magneto fixo, preso a carcaça da válvula, enquanto que o magneto móvel é fixado diretamente na extremidade do carretel da válvula. Quando uma corrente elétrica percorre a bobina um campo magnético é gerado e atrai os magnetos, o que empurra o carretel da válvula na direção oposta a do solenoide que foi energizado. Desta forma é possível mudar a posição do carretel no interior da válvula por meio de um pulso elétrico. Componentes Eletropneumáticos Eletropneumática Na eletropneumática o elemento que faz a interfaz entre os comandos elétricos e os acionamentos pneumáticos é o solenoide. No gráfico ao lado é apresentada uma válvula de Controle Direcional 3 vias 2 posições acionada por solenoide direto e retorno por mola. Nesta válvula o conjunto capa induzido é roscado a uma haste, constituindo a válvula. O induzido é mantido contra uma sede pela ação de uma mola, sendo a passagem NF Fonte: Parker, 2007 Eletropneumática Válvula de Controle Direcional 3/2 Acionada por Solenóide Indireto, Retorno por Mola, N.F., do Tipo Assento com Disco Fonte: Parker, 2007 Circuitos Eletropneumáticos Nos circuitos eletropneumáticos são representados os componentes pneumáticos e elétricos adequadamente dispostos de forma a conseguir a sequencia de comandos necessária para obter os movimentos exigidos pelo sistema mecânico, por exemplo máquinas e ou equipamentos industriais. Basicamente, existem quatro métodos de construção de circuitos eletropneumáticos: - intuitivo, - minimização de contatos ou sequencia mínima, - maximização de contatos ou cadeia estacionária, - lógico. Minimização de Contatos O método de minimização de contatos, também conhecido como método cascata ou de sequencia mínima, reduz de maneira considerável o número de relés auxiliares utilizados no comando elétrico. Tem sua principal aplicação em circuitos sequenciais eletropneumáticos e eletro hidráulicos acionados por válvulas direcionais de duplo solenoide ou duplo servocomando que apresentam a característica de memorizar o último acionamento efetuado. Neste método o comando elétrico é subdividido em setores, que serão energizados de forma sequencial, de forma a evitar a superposição de comandos que ocorrem principalmente quando se trabalha com sequencias indiretas de acionamento. Exemplo de acionamento A+ A- B+ B- Minimização de Contatos Como primeiro passo a sequencia deverá ser dividida em setores. Para o qual a mesma deverá ser lida da esquerda para a direita, dividindo toda vez que uma letra for se repetir sem importar o sinal do acionamento (+ ou -) A+ |A- B+ |B- I | II | I Como a letra B não esta contida no primeiro setor é possível considerar o retorno de B como parte da primeira divisão. Minimização de Contatos O segundo passo é desenhar a “cascata elétrica” de acordo com o número de setores secundários encontrados na divisão da sequencia. O número de reles auxiliares que controlarão a cascata será igual ao número de setores menos um. Minimização de Contatos Para três setores secundários: Para quatro setores secundá rios: Minimização de Contatos Para 5 setores secundários: Minimização de Contatos No terceiro passo da construção do circuito de comando são distribuídos todos os componentes emissores de sinais e solenoides nos setores secundários para que sejam energizados de acordo com a divisão dos setores definidos na sequencia de movimentos. Quando dois movimentos ocorrem dentro do mesmo setor, o elemento emissor de sinal localizado no final do movimento anterior é energizado pelo próprio setor e comanda diretamente o movimento posterior. Para nosso exemplo A+ |A- B+ |B- I | II | I Minimização de Contatos É possível observar que: O cilindro A deverá avançar no setor I e retornar no setor II O cilindro B avançará no setor II e retornará no setor I. Minimização de Contatos Passo Comando Acionamento Setor 1º Botão de partida S1 Avanço do Cilindro A I 2º Chave de fim de curso S2 Mudança de alimentação de setor, de I para II Rede 3º Setor secundário II energizado Retorno do Cilindro A II 4º Chave fim de curso S3 Avanço do Cilindro B II 5º Chave fim de curso S4 Mudança de alimentação de setor, de II para I Rede 6º Setor secundário I energizado Retorno do Cilindro B I 7º Chave fim de curso S5 Desliga o retorno do cilindro B I A partir desta analise é possível construir o quadro com a sequencia de acionamentos mostrado a seguir Minimização de Contatos Minimização de Contatos Exemplo 2 Numa furadeira o cilindro A será utilizado para fixar a peça a ser usinada e o cilindro B movimentará o cabeçote. O equipamento será acionado por um botão de partida originando o avanço de A para prender a peça, na sequencia o cilindro B avança e realiza a furacão, após o qual recua retirando a broca da peça, finalmente o cilindro A recua liberando a peça. Solução A sequencia do sistema será: A+B+B-A- A+ B+|B- A- Trata-se de uma sequencia indireta Como é uma sequencia indireta justifica se o uso do método de minimização de contatos. 1 Passo. Divisão em Setores A+ B+| B- A- I | II Como neste caso, o último movimento da sequencia ocorre no setor II e o primeiro deverá ocorrer no setor I, o botão de partida efetuará a mudança de alimentação do setor II para o I. Minimização de Contatos Passo Comando Acionamento Setor 1º Botão de partida S1 Mudança de alimentação de setor, de II para I Rede 2º Setor secundário I energizado Avanço do Cilindro A I 3º Chave fim de curso S2 Avanço do Cilindro B I 4º Chave fim de curso S3 Mudança de alimentação de setor, de I para II Rede 5º Setor secundário I energizado Retorno do Cilindro B II 6º Chave fim de curso S4 Retorno do Cilindro A II 7º Chave fim de curso S5 Desliga o retorno do cilindro A e de B II A partir desta analise é possível construir o quadro com a sequencia de acionamentos mostrado a seguir Minimização de Contatos O método de maximização de contatos é também conhecido como método passo a passo ou de cadeia estacionária e tem como característica principal a sua segurança podendo ser aplicado em qualquer tipo de circuito sequencial eletropneumático, independente de ter válvulas direcionais de comando de simples ou duplo solenoide. Neste tipo de projetos se por exemplo um elemento final de sinal, seja botão, sensor ou chave fim de curso for acionado fora da hora, acidental ou propositalmente , esse componente não pode interferir no circuito pois cada acionamento depende da ocorrência acionamento anterior. No método da cadeia estacionária, cada setor poderá comandar um único movimento de um único cilindro, isto é, como cada letrada sequencia representa um cilindro, o número de divisões será igual ao número de letras existentes na sequencia. Método de Maximização de Contatos Método de Maximização de Contatos Exemplos A+ | A-| B+ | B - = 4 passos I | II | III | IV A+| B+| B- | A - = 4 passos I | II | III | IV A+| B+| B-| A-|B+| B-|= 6 passos I | II |III| IV| V | VI| A+| B+| A-|A+|B- | A-|= 6 passos I | II |III| IV| V | VI| Método de Maximização de Contatos Após dividir a sequencia em setores a etapa seguinte é projetar o circuito de comando, seguindo as seguintes orientações: - Cada elemento de sinal energizará sempre um relé auxiliar; - Cada relé auxiliar da cadeia deverá realizar três funções: autorretenção, habilitar o próximo relé e realizar a ligação e/ou desligamento dos solenoides. - O final do último movimento da sequencia deverá ativar um último relé o qual não terá autorretenção e deverá desligar o primeiro relé da cadeia estacionária. - O último relé desliga o primeiro, e este por sua vez o segundo até que todos sejam desligados. - O número de relés auxiliares a serem utilizados na cadeia estacionária é igual ao número de movimentos da sequencia +1 - Movimentos simultâneos de dois cilindros em uma sequencia de comando deve ser considerados dentro de um mesmo passo, necessitando apenas de um relé auxiliar. Método de Maximização de Contatos A+ | A-| B+ | B - = 4 passos I | II | III | IV Passo Comando Acionamento Relé 1º Botão de partida S1 Avanço do Cilindro A K1 2º Chave de fim de curso S2 Retorno do Cilindro A K2 3º Chave de fim de curso S3 Avanço do Cilindro B K3 4º Chave de fim de curso S4 Retorno do Cilindro B K4 5º Chave de fim de curso S5 Desliga a cadeia estacionária K5 Maximização de Contatos Bibliografia • Bustamante Fialho, A. Automação Pneumática, 3 Edição. Editora: Érica, 2003. • Parker Automation. Tecnologia Pneumática Industrial. Apostila M1001-1BR. Jacarei São Paulo, 2007. Disponível em https://www.parker.com/literature/Brazil/m_1002_2.pdf> Acesso 12 de Novembro de 2020. • Moreira, Ilo da Silva . Comandos Elétricos de Sistemas Pneumáticos e Hidráulicos. 2 Edição. Editora: SENAI SP. São Paulo, 2012. https://www.parker.com/literature/Brazil/m_1002_2.pdf