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Professor: Arthur de Souza Cunha. Especialista em História e Cultura no Brasil (ESTÁCIO DE SÁ) Licenciado em História (UFRN) Psicanalista Clínico (IBPC) Cientista religioso em formação (UNIFCV) Teólogo em formação (STBP) Membro do Grupo de Pesquisa Teologia Cristã e Religião Contemporânea (LABÔ-PUC) Membro do Laboratório de estudos de religiões e religiosidades (LERR-UNIFCV) INTRODUÇÃO AO PENTECOSTALISMO etapas para entender o pentecostalismo Conceito sobre pentecostalismo Aspecto Histórico Rua Azusa Aspecto Religioso Aspecto Sociológico Diferentes visões Neopentecostalismo 1° Onda 2° Onda 3° Onda introdução PENTECOSTALISMO HISTÓRIA TEOLOGIA RAMIFICAÇÕES SOCIOLOGIA O pentecostalismo é um movimento do Cristianismo evangélico que dá ênfase especial numa experiência direta e pessoal de Deus através do Batismo no Espírito Santo. O termo pentecostal é derivado de Pentecostes, um termo grego que descreve a festa judaica das semanas. Para os cristãos, este evento comemora a descida do Espírito Santo sobre os seguidores de Jesus Cristo, conforme descrito no Atos 2 Pentecostais tendem a ver que seu movimento reflete o mesmo tipo de poder espiritual, estilo de adoração e ensinamentos que foram encontrados na Igreja primitiva. Por este motivo, alguns pentecostais também usam o termo Apostólica ou Evangelho Pleno para descrever seu movimento. Conceito DE PENTECOSTALISMO O movimento pentecostal de hoje traça seus vestígios da sua comunidade a uma reunião de oração no Colégio Bíblico Betel, na cidade de Topeka, estado do Kansas, nos Estados Unidos, em 1° de janeiro de 1901. Ali, muitos chegaram à conclusão de que falar em línguas era o sinal bíblico do Batismo no Espírito Santo. Charles Parham foi o fundador desta escola, que mais tarde iria para a cidade de Houston, no Texas. Apesar da segregação racial em Houston, William J. Seymour, um pregador negro, foi autorizado a assistir a aulas bíblicas de Parham. Seymour viajou para Los Angeles, onde sua pregação provocou o Avivamento da Rua Azusa em 1906. Apesar do trabalho de vários grupos wesleyanos avivalistas, como Parham e D. L. Moody, o início do movimento pentecostal difundido nos Estados Unidos, é geralmente considerado como tendo começado com Seymour no avivamento da rua Azusa Aspecto histórico O movimento pentecostal de hoje traça seus vestígios da sua O avivamento na rua Azusa foi o primeiro avivamento pentecostal a receber atenção significativa, e muitas pessoas de todo o mundo tornaram-se atraídas para ele. A imprensa de Los Angeles deu muita atenção ao avivamento de Seymour, o que ajudou a alimentar o seu crescimento. Um número de novos grupos menores iniciou-se, inspirado nos acontecimentos deste avivamento. Os visitantes internacionais e missionários pentecostais acabariam por trazer estes ensinamentos para outras nações, de modo que praticamente todas as denominações pentecostais clássicas hoje traçam suas raízes históricas no avivamento da rua Azusa. RUA AZUSA SALVAÇÃO: A crença central do pentecostalismo é que através da morte, sepultamento e ressurreição de Jesus Cristo, os pecados podem ser perdoados e a humanidade reconciliada com Deus. A soteriologia pentecostal é geralmente mais arminiana que calvinista. A segurança do crente é uma doutrina realizada dentro do pentecostalismo, no entanto, fé e arrependimento são necessários para a salvação e continuam a ser necessários para a continuação dessa salvação BATISMO NO ESPÍRITO: A crença e prática pentecostal centraliza-se sobre sua compreensão de plenitude ou Batismo no Espírito Santo. A maioria dos pentecostais creem que no momento do novo nascimento (regeneração), o novo crente tem a presença do Espírito Santo (habitação).[47] Enquanto o Espírito "habita" em cada cristão, pentecostais creem que Cristo deseja "encher" o crente com o Espírito Santo. Para os pentecostais, este "enchimento" ou batismo com o Espírito Santo é uma experiência definitiva que acontece depois da salvação e capacita aqueles que foram cheios com o poder a servir e testemunhar, e também experimentar os dons espirituais descritos na Bíblia Aspecto religioso DONS ESPIRITUAIS : Pentecostais colocam os dons do Espírito em contexto com o Fruto do Espírito Santo. O fruto do Espírito é o resultado do novo nascimento e do contínuo permanecer em Cristo. É pelo fruto exibido que o caráter espiritual é julgado. Os dons espirituais são recebidos como resultado do batismo com o Espírito Santo. Os dons são livremente dados pelo Espírito Santo, não podem ser ganhos ou merecidos, eles não são um critério adequado para a avaliar a vida ou maturidade espiritual de alguém. Pentecostais ver nos escritos bíblicos de Paulo uma ênfase em tanto ter caráter quanto poder, exercendo os dons em amor. PROFECIA: Pentecostais normalmente concordam com o princípio protestante do Sola Scriptura. A Bíblia é a " única regra do suficiente de fé e prática", ela é "fixa, completa, e uma revelação objetiva“. Paralelamente a este grande respeito pela autoridade das Escrituras está a crença de que o dom de profecia continua a ser dado aos crentes em tempos pós-bíblicos. A profecia não é compreendida pelos pentecostais como a capacidade de pregar, embora a profecia e a pregação possam sobrepor-se às vezes. Pentecostais definem profecia como uma "manifestação espontânea da graça de Deus, recebida por revelação, (às vezes como uma visão, em outros momentos como sentimentos ou pensamentos) e falada pelo Espírito através de um cristão, na língua dos destinados à ouvir a palavra profética. Se vinda como palavra falada em uma situação específica".[58] Como todos os dons, a profecia é dada a comunidade cristã para encorajar e fortalecer a fé. A profecia sempre está subserviente e sob a autoridade das Escrituras Aspecto religioso FALAR EM LÍNGUAS: Falar em línguas é uma distintiva prática pentecostal. Um crente pentecostal em uma experiência espiritual pode vocalizar fluentemente expressões ininteligíveis (glossolalia), ou articular uma linguagem alegadamente natural até então desconhecida para ele (xenoglossia).Dentro do pentecostalismo, geralmente há uma distinção entre dois tipos de línguas. Primeiro, muitos a veem como a evidência inicial do Batismo no Espírito Santo, quando um crente fala em línguas pela primeira vez. A maioria das denominações pentecostais a consideram como o sinal de que o crente está cheio do Espírito Santo. Segundo, pentecostais frequentemente referem-se a um dom de línguas. CURA: A Cura pela fé é uma importante crença em muitas igrejas pentecostais. As práticas variam, mas geralmente esta oração inclui o pastor ungir o doente com azeite e a ajuda dos anciãos da igreja, juntamente com os colaboradores pastorais, e a imposição de mãos sobre o requerente da oração. Baseado no relato de Atos 19:11-12, alguns pentecostais ungem e oram sobre "panos de oração", que podem ser colocados perto de uma parte do corpo doente. Aspecto religioso O pentecostalismo é um fenômeno religioso notavelmente urbano. No entanto, atraiu populações rurais significativas na América Latina, África e Europa Oriental. O sociólogo David Martin chamou a atenção para uma visão geral do protestantismo rural na América Latina, enfocando a conversão indígena e camponesa ao pentecostalismo. A mudança cultural resultante da modernização do campo refletiu-se no modo de vida camponês. Consequentemente, muitos camponeses - especialmente na América Latina - experimentaram a conversão coletiva a diferentes formas de Pentecostalismo e interpretaram como uma resposta à modernização no campo Aspecto sociológico Vários grupos cristãos têm criticado o movimento pentecostal e carismático por dar muita atenção às manifestações místicas, como a glossolalia que seria o sinal obrigatório de um batismo do Espírito Santo para um crente, o cai no chão, os gemidos e gritos, durante cultos, bem como seu anti-intelectualismo.Uma doutrina particularmente controversa nas igrejas é a da teologia da prosperidade, que se espalhou nas décadasde 1970 e 1980 nos Estados Unidos, principalmente por televangelistas pentecostais e carismáticos.[120][121] Esta doutrina é centrada no ensino da fé cristã como um meio de enriquecer-se financeira e materialmente, através de uma "confissão positiva" e uma contribuição para os ministérios cristãos.[122] Promessas de cura divina e prosperidade são garantidos em troca de certos montantes de doações.[123][124] A fidelidade no dízimo permitiria evitar as maldições de Deus, os ataques do diabo e da pobreza.[125] As ofertas e dízimo ocupam muito tempo nos cultos.[126] Muitas vezes associada ao dízimo obrigatório, esta doutrina é por vezes comparada com um negócio religioso.[127][128][129] Em 2012, o Conselho Nacional de Evangélicos da França publicou um documento denunciando essa doutrina, mencionando que a prosperidade era de fato possível para um crente, mas que essa teologia levada ao extremo leva ao materialismo e à idolatria, que não é a propósito do evangelho.[130][131] Pastores pentecostais que aderem à teologia da prosperidade têm sido criticados por jornalistas por seu estilo de vida bling-bling (roupas luxuosas, casas grandes, carros luxuosos, avião particular, Diferentes visões O termo neopentecostalismo, ou a expressão Terceira Onda do Pentecostalismo, designam a terceira onda do movimento pentecostal. É um movimento dentro do cristianismo que surgiu em meados dos anos 1970 e 1980, algumas décadas após o movimento pentecostal do início do século XX, ocorrido em 1906. Dissidente do evangelicalismo que congrega denominações oriundas do pentecostalismo clássico ou mesmo das igrejas cristãs tradicionais (batistas, presbiteriana, metodistas, etc), o neopentecostalismo é considerado um movimento sectário. No Brasil, alguns dos maiores e mais representativos grupos dessa corrente são a Igreja Universal do Reino de Deus, a Igreja Internacional da Graça de Deus, a Igreja Mundial do Poder de Deus, a Igreja Renascer em Cristo, a Igreja Apostólica Fonte da Vida e a Comunidade Cristã Paz e Vida, que aceitam apóstolos, bispos e pastores ou missionários presidentes que norteiam o rumo de suas igrejas no País e pelo mundo. neopentecostalismo 1º Onda (Pentecostalismo Clássico) A Primeira onda está ligada ao movimento iniciado por William Joseph Seymour por volta de 1906, na rua azuza, Chicago (EUA). E no brasil com a chegada do Italiano Louis Francescon fundador da Congregação Cristã no brasil e dos suecos Daniel Berg e Gunnar Vingren fundadores da maior denominação pentecostal do mundo a Assembleia de Deus. Essas denominações dominaram amplamente o cenário pentecostal durante 40 anos e foram responsáveis por milhares de conversões, aumentando consideravelmente o número de evangélicos no País. O Foco da mensagem era o Batismo com Espírito Santo com a evidência em falar em línguas, a evangelização, vida santa e a volta iminente de Cristo. Movimento em ondas 2º Onda (Pentecostalismo de Cura Divina) A Chamada segunda onda pentecostal surgiu a partir dos anos 50 e 60 e está ligada ao “movimento das Tendas”, chamada assim, pelo modo de evangelização promovido pelos missionários americanos e brasileiros da Igreja do Evangelho Quadrangular, que se popularizou realizando campanhas de evangelização e milagres em todo o País em tendas de lona. Deste Movimento podemos destacar 03 denominações principais. Sendo elas: a já citada Igreja do Evangelho Quadrangular, a Igreja O Brasil para Cristo e a Igreja Pentecostal Deus é Amor. O Foco da mensagem desta onda era a Cura Divina, Batismo com o Espírito e a expulsão de demônios. Movimento em ondas 3º Onda ( Neo-Pentecostalismo) A Terceira Onda teve início no final dos anos 70 e início dos anos 80, e é fortemente caracterizada por um certo afastamento das doutrinas pentecostais clássicas e apego à chamada teologia da prosperidade. Os “Neo Pentecostais” como são chamados, adotam formas diferentes de administração e utilizam técnicas de Marketing extremamente eficazes em suas abordagens tendo na mídia seu principal foco. Desta terceira onda, surgiram a Igreja Universal do reino de Deus, Igreja Internacional da Graça de Deus ,Igreja Mundial do Poder de Deus, Igreja Renascer em Cristo, Comunidade Sara Nossa Terra, Igreja Paz e Vida, as Comunidades Evangélicas em geral e diversas outras. O Foco da Mensagem é Prosperidade Financeira, bem estar pessoal, exorcismo e etc… Movimento em ondas CAMPOS, Leonildo S. As origens norte-americanas do pentecostalismo brasileiro: observações sobre uma relação ainda pouco avaliada. REVISTA USP, São Paulo, n.67, p. 100-115, setembro/novembro 2005. ANTONIAZZI, Alberto (coordenador). Nem anjos nem demônios: Interpretações sociológicas do pentecostalismo Petrópolis: Vozes, 1994, p. 67-162. SOUSA, João Bosco de. Metamorphosis e Nekrosis. DEI: Natal, 2007 MARIANO, Ricardo. Neopentecostais. São Paulo: Edições Loyola, 1999. STOTT, John. A verdade do Evangelho: um apelo a unidade. São Paulo: ABU Editora, 2000. bibliografia