Prévia do material em texto
DIREITO INTERNCIONAL 09/02/2023 RAMOS DO DIREITO INTERNACIONAL · Direito internacional público Tem como principal objetivo resolver conflitos entre os Estados e demais sujeitos do D.P.I., inclusive as organizações (OMS, OTAN, ONU) OBS: os indivíduos também podem ser sujeitos do D.P.I., porém de modo passivo. Outros métodos de solução de conflito: diplomacia, juízos arbitrais ou as cortes internacionais. · Direito internacional privados Tem como objetivo resolver os conflitos de lei no espaço. · Direito internacional comunitário Formação de blocos econômicos para integralização e fortalecimento econômico. Ex: União Europeia – isenção da taxa de impostos. · Surgem após a 2ª guerra mundial · Mercado Comum Europeu: derruba fronteiras, livre circulação de bens e serviços, capitais e concorrência. · União Aduaneira – TEC – taxa de exportação comum · União Monetária – unificação da gestão e coordenação econômica – moeda única · União Política – unificação do governo OBJETO DE ESTUDO DO D.P.I · Comunidade ou sociedade? A comunidade guarda uma relação de afetividade e pertencimento entre os indivíduos, no qual existe uma mobilização para a resolução dos conflitos, o que inexiste no cenário do direito internacional público efetivo. Dessa forma, prevalece o estudo da sociedade, que visa a “boa convivência”. 16/02/2023 continuação do Direito Internacional Público... · Evolução: · Jus Fetiali Romano: tratava da declaração da guerra e da paz – era de cunho religioso e civil. · Jus Gentium: disciplinava as relações entre romanos e estrangeiros – interpunha as leis dos romanos. · Doutrina Hugo Grotius: é considerado o pai do Direito Internacional – acreditava que os mares não poderiam ser território de nenhuma nação; pregava a internalização das águas. · Idade Moderna: tem haver com as grandes navegações, o capitalismo mercantil... a partir de então, tem-se a criação do direito internacional e a concepção da soberania com a formação dos estados absolutistas. · *Tratado de Westfália*: estabelece que cada Estado não deve intervir no outro porque são soberanos – é uma discussão presente até hoje no Direito Internacional, é um marco dos Estados soberanos. · *Revolução Francesa*: é um símbolo do Estado Democrático de Direito – é a derrotada dos Estados Absolutistas, mas não significa a quebrada da soberania. · Congresso de Viena: acontece após a derrota de Napoleão Bonaparte – é a reorganização do mapa – mexe mais com as questões territoriais e acordos internacionais. · *Doutrina Monroe*: visa interpor a influência dos Estados Unidos na América, pois acredita que a “América é dos americanos.” O poder econômico e político dos EUA é muito grande. · Liga das Nações: é criada após 1ª Guerra Mundial – é um tratado internacional que teve como principal objetivo a paz – mas, teve o efeito contrário – esta liga, pelas inúmeras interposições, incentivou a 2ª Guerra Mundial. · *ONU*: é outro marco do Direito Internacional – tudo o que aconteceu após a criação da ONU, transformou todo o Direito Internacional – é constituída pela Carta de São Francisco (1945) – dentre seus objetivos: resolução dos litígios territoriais, estabelecimento da paz mundial e internacionalização do comércio. Incentivou a criação da Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948). A partir da ONU, além do estabelecimento dos direitos humanos, tem-se a formação dos direitos das crianças, direitos das mulheres, das minorias, do meio ambiente... a ONU proporciona medidas que possuem força para alterar a legislação interna de um país, como a do Brasil – VAI CAIR UMA QUESTÃO DISSERTATIVA SOBRE ISSO NA PROVA! · Acordo de Brettan Woods: é um reflexo da 2ª Guerra Mundial – dolarização da economia. 23/02/23 SUJEITOS DE DIP a) ESTADO – organização governamental: Para o direito internacional é o Estado o detentor da força política (possui personalidade jurídica e pode assinar tratados) b) ESTADO – organização – indivíduo: não tem personalidade jurídica, mas possui um papel ativo - inicio da atuação das organizações e não somente figurativo: ONU: movimentos na defesa da paz, resoluções de conflitos, criação de assembleias para minorias, direito dos refugiados. OMC (regular e defender a liberdade econômica e não intervenção estatal na economia, proteção aos países mais vulneráveis); OTAN (visa prevenir a exploração do trabalho escravo) FMI; UNESCO Todas as organizações intergovernamentais são elaboradas por tratados internacionais. A ONU – surge com pelo tratado “CARTA SÃO FRANCISCO” c) ESTADO – organização – indivíduo e ONG: não possui personalidade jurídica, mas é um sujeito de direito internacional que atua de maneira passiva. Ex: Hitler. Desempenham papeis relevantes no DPI, como prestação de auxilio em países de extrema pobreza, em situação de guerra, ou outros, mesmo não tendo um tratado propriamente assinado entre os países. d) Outros: Vaticano (é uma personalidade jurídica e pode assinar uns tratados internacionais, atuando em conflitos), insurgentes (manifestações e movimentos políticos internos; alguns doutrinadores trazem como sujeito de direitos ex: separatista) e beligerantes OBJETIVOS DA ONU: · Defesa da paz; · Cooperação internacional; · Promover e estimular o respeito aos direitos humanos, · Desenvolver relações amistosas, · 17 ODS: objetivos do desenvolvimento sustentável (questões sociais, econômicas e ambientais). A partir do momento que um país assina o tratado, surgem metas a serem cumpridas por meio da realização de políticas públicas. – BRASIL assinou. EX: conservação dos biomas, novo ensino médio (atingir nota 7 até 2030) Descumprimento das metas = sanções econômicas Órgãos da ONU: · Assembleia geral (realização de deliberações sobre diversas temáticas) · Conselho da UNU: a) Membros permanentes – Rússia, EUA, França, China e Inglaterra; Índia e Brasil gostariam de entrar como membros fixos da segurança, mas não conseguem por rivalidades socioeconômicas B) Membros rotativos – 10 membros -Brasil á foi membro · conselho econômico e social (possuem 54 membros eleitos pela assembleia geral, com mandato de três anos com o principal objetivo de fortalecer a cooperação internacional) · conselho tutela: função de exercer o território sob sua tutela do qual foi retirado o poder. Ex: Afeganistão. FONTES DO DIP · PRIMÁRIOS: - Costumes - Princípios (pacta san servanda – boa-fé) - Tratados · AUXILIARES: - Doutrina - Decisões internacionais - Equidade 02/03/2023 Fundamentos do direito internacional · Teoria subjetiva: o que subordina o Estado ao cumprimento do que o DIP determina é a sua voluntariedade ou vontade de colaboração. Essa teoria fortalece a soberania do Estado (vantagem), contudo acaba fragilizando a os objetivos do direito internacional e impede atue de forma mais harmônica para solucionar eventuais conflitos. (desvantagem) · Teoria objetivista: valorização do direito internacional sobre a vontade do estado. Valorização do princípio “Pacta Sunt Servanda” A simples participação do Estado em uma convenção, por exemplo, já é o suficiente para sua submissão. Não é necessária a efetiva concordância/vontade, sob o risco de sanção. Vantagem – fortalecimento do D.I.P. Desvantagem – relativização do poder estatal · Características · - Soberania dos Estados (discriminação das mulheres em outros países – não é possível fazer nada a respeito) · - Horizontalidade – (diz respeito a todos os países na cooperação internacional e não a na questão econômica) · - Coordenação entre os países (sem subordinação) · - Sanções precárias (questão de direito interno). Ex.: bloqueio econômico TRATADOS INTERNACIONAIS Art. 2 - convenção de Viena: “Acordo internacional entre os Estados” - é escrito e possui uma denominação. · Origem: costumes – ações reiteradas (recorrente) que eram aceitas pela sociedade que foram positivadas em função da necessidade de formalização da sociedade. · Nomenclatura: são termos genéricos aos quais foram atribuídas certas nomenclaturas. Contudo, atualmente a nomenclatura não possui ligação direta com seuobjeto. EX.: tratado de paris – tratado comercial. exceção: - Concordata: sempre será um acordo entre o estado e o Vaticano. · Formação dos tratados · A princípio, é necessária uma demanda (necessidade social que necessita de formalização). · Programação do encontro (ministro de relações exteriores) · Debates e discussão para a negociação · Ratificação · Assinatura Ao assinar o país se tornará signatário do tratado. FORMAS DE INCORPORAÇÃO · Monista: o direito interno e o direito internacional integram o mesmo ordenamento jurídico – após assinado possui efeito imediato no ordenamento interno Em caso de contradição om o ordenamento interno, para os nacionalistas defendem que deve prevalecer o direito interno; já os internacionalistas defendem a prevalência do direito internacional. · Dualista: direito interno e direito internacional ocupam áreas distintas - Radicais: só é incorporado através de lei - Moderada; incorporada por meio de decreto. Brasil adota a Teoria dualista moderada · Status: emenda constitucional (direitos humanos); Lei ordinária · Classificação dos tratados 1) procedimento · Solene · Simplificado: cada estado concorda e assina 2) partes: · Bilateral · Multilateral 3) tempo · delimitado (transitório) – comerciais · permanente 4) espaço · absoluto – abrange todo o planeta · relativo 5) adesão · aberto – permite a integração de outro país ao tratado · fechado – não permite a integração – cláusula proibitiva TRADTADOS INTERNACIONAIS Requisitos: · Apesar do fundamento que domina o direito internacional ser objetivista, é necessário a concordância dos Estados (consentimento) · vedação a temática que atente aos direitos humanos – análogo a escravidão, tortura, etc. · deve ser um tratado possível de ser colocado em prática (viabilidade) sujeitos · estados · organizações internacionais · santa sé/vaticano representação: compete ao PR (chefe de estado) ou delegar a competência ao plenipotenciário (ministro das relações estrangeiras - assina no lugar do presidente. · secretário geral das organizações – representa a organização em algum tratado entrada no direito interno · teoria monista – o direito interno passa a respeitar o tratado de imediato (trata-se de um só ordenamento jurídico) · dualista – status A CF, antes da emenda 45 previa em seu art. 5º §3 que “o tratado que entrar no Brasil terá status de LO”. Com a EC 45, o tratado passa a entrar no ordenamento jurídico com força de emenda constitucional que trate de direitos humanos. Outros tratados, que versem a sobre temas específicos ganham status supralegal e infraconstitucional. Formas de extinção · Por mútuo acordo ou deliberação dos Estados · Impossibilidade de execução (inviabilidade) · Quando descumprido por uma ou demais partes Tratados internacionais – sec. Xx 20/15 – Assembleia da ONU: Objetivos do milênio · Também presente nas 17 ODS · 1972 – Primeira vez que se falou no assunto na confederação de Estocolmo · 197 – Relatório de Brundhand – apresenta os três pilares da sustentabilidade: natural, social, econômica · CF. art.225 – · 1992 – Rio 92/Agenda 21 · 200- ODS 5 – questão social – 1º prevê o acesso a igualdade de gênero, acabando com todas as formas de descriminação entre homens e mulheres e meninas no Brasil. 2º estabelecer politicas púbicas Tratado de Petrópolis Objetiva a anexação do Acre, realizado por Barão do Rio branco. Conferência de IOTA Convenção do Pará Carta de São Francisco – deu origem a ONU Completar!!! 2º BIMESTRE DIREITO INTERNACIONAL PRIVADO Tem por objetivo solucionar os conflitos de lei no espaço Fontes: · Todas do DIP · LINDB · CF – Art. 12 · Lei de migração 2017 PROBLEMAS: Normas: Ocorrendo conflitos envolvendo estrangeiros, a lei utilizada para solucionar, seja nacional ou estrangeira, corresponde ao que diz a LINDB Competência local: o foro competente pode ser tanto o brasileiro, quanto estrangeiro, segundo o art. 26 e SS do CPC. No que diz respeito aos contratos, corresponde ao local de sua assinatura LINDB – LEI DE INTRODUÇÃO AS NORMAS DE DIREITO BRASILEIRO · É necessário identificar o objeto e o elemento de conexão (art. 7º ao 10º) Objeto de conexão: corresponde a matéria de direito – sucessão, obrigação... Elemento de conexão: corresponde a lei a ser seguida – artigos correspondentes a essa matéria. EXERCÍCIO DE PROVA Artigo: a lei do país em que domiciliada a pessoa determina as regras sobre o começo, fim da personalidade, o nome, a capacidade e os direitos de família. R: objeto de conexão do art. 7º começo e fim da personalidade, nome, capacidade e direito de família, poies é o tema, a matéria do direito; já o elemento de conexão diz respeito a lei a ser seguida será a do domicílio da pessoa. Art. 7º caput - Objeto de conexão: estado e capacidade + direito de família; elemento de conexão: domicílio como regra -se não o tiver, será observado o seu local de residência - animus definitivo § 1 - Objeto de conexão: Impedimento; elemento de conexão: local de celebração do casamento - se ele não casou no Brasil, seguirá a lei do local onde se casou; § 2 - Objeto: casamento entre dois estrangeiros da mesma nacionalidade; conexão: lei de nacionalidade de nubentes desde que ambos estrangeiros e com autoridades diplomáticas... § 3 - Objeto: invalidade do casamento; conexão; primeiro domicilio do casal, nacionalidades diferentes; primeiro domicilio do casal 4º e 5º - objeto: regime de bens; conexão: local do domicilio conjugal. Se diverso do primeiro domicílio. §6 – objeto: reconhecimento do divórcio; conexão: local da realização do divórcio. Para que haja o reconhecimento do divórcio, é necessária a homologação pelo STJ. Art. 8º - objeto; direitos reais – local da situação do bem; art. 8 c/c 21 e ss. do CPC. É possível ajuizar uma ação no Brasil e não seguir as leis brasileiras, contudo, essa determinação não existe com relação aos bens imóveis, devendo sempre seguir as lei nacionais. 9º - local de celebração do acordo/obrigação. · Segundo a doutrina, o fato da lei estipular qual a norma a ser seguida (estrangeira ou nacional), retira a autonomia das partes para convencionar os acordos no âmbito internacional. JUIZO COMPETENTE A regra, é que a jurisdição é fruto da soberania do Estado, e por consequência deverá ser exercida dentro do território. Contudo existem hipóteses de legislação concorrente Art. 21. Compete à autoridade judiciária brasileira processar e julgar as ações em que: I - o réu, qualquer que seja a sua nacionalidade, estiver domiciliado no Brasil; II - no Brasil tiver de ser cumprida a obrigação; III - o fundamento seja fato ocorrido ou ato praticado no Brasil. Parágrafo único. Para o fim do disposto no inciso I, considera-se domiciliada no Brasil a pessoa jurídica estrangeira que nele tiver agência, filial ou sucursal. - não há liberdade de escolher a lei a ser seguida, somente o foro NACIONALIDADE Vínculo entre o indivíduo e Estado. Elementos de um país: · Estado Soberano · Povo · Território A nacionalidade é reconhecida como um direito humano AQUISIÇÃO – ART. 12 CF ORIGINÁRIA – ART. 12 CF Critérios: Territorial – espaço demarcada por uma relação de poder. Área marítima (até 12 milhas náuticas) + Espaço aéreo correspondente -considerada extensão do território brasileiro. · Navio mercante... olhar no art. (O Brasil não pode atuar fora de suas fronteiras) Sanguíneo Brasileiro (a) que está trabalhando a serviço do país em outro país e acaba tendo filhos. · Os nascidos de pai ou mãe no estrangeiro, devem ser registrados em repartição competente. Antes, as pessoas não registradas ficavam sem nacionalidade, oque fere os direitos humanos. DERIVADA É a nacionalidade adquirida pela manifestação da vontade · Originário de países de língua portuguesa: para requerer a nacionalidade é necessário 1 ano, ininterrupto, de domicílio no BR + idoneidade. · Os que não falam português: 15 anos ininterrupto ininterruptos + idoneidade. Trata-se de um ato discricionário do Presidente da Republica e delegado ao Ministério da Justiça.04/05/2023 Lei de migração: 13.445/2017 Revogou o estatuto do estrangeiro de 1980 Contexto histórico: guerra fria e bipolaridade Surge então a figura do “Refugiado”, que ganha um novo viés com o fim da guerra fria e do mundo bipolar, além das consequências das guerras civis que emergiam em função de conflitos internos. (ex.: na África – Ruanda tutsis X itus; Sudão, União Soviética – republicas buscam sua independência, República Checa) · Em razão desses conflitos, nota-se um crescimento da população migratória em larga escala -> Refugiados. Após a década de 90, essas pessoas começam a ser tratadas de outra forma, deixando de serem vistos apenas como inimigos ou estranhos, principalmente em função da intervenção da ONU que impõe o respeito aos direitos humanos. Concepção da Lei de Migração de 2017: · Humanitária Desprezou-se a utilização do termo “estrangeiro”, para uma nomenclatura mais acolhedora que diz respeito aos “não nacionais”. Migração: palavra que traz informações sobre o fluxo de pessoas · Causas: melhoras dos meios de transportes e comunicação; causas “espontâneas”, na maioria das vezes quando uma pessoa acha que encontra melhores condições de vida, ou outras não obrigatórias · Migração forçada: em função de trabalho análogo ao escravo. · Tráfico de pessoas, órgão e tecidos Refugiados: migrantes (os que chegam “E” e os que saem “I”) Para ser considerado refugiado devem ser reconhecido 2 requisitos; a) Critério subjetivo: temor (medo de perder a vida) b) Objetivos: se resumem as causas que causam temor (guerra civil; questões étnicas – Ruanda; religiosa; gênero; homossexualidade; questão racial...) Imprimir lei de migração! Garantias da Lei de Migração Art. 3º · II; III; VI; VIII; ART 4º - igualdade dos direitos Art. 5º - passaporte Art. 6º - vistos Visto: nenhum visto garante a entrada de alguém no país. O visto não corresponde a um direito subjetivo, e sim uma expectativa de direito. Art. 7º - autoridade que concede o visto Art. 9º - requisitos 11/05/2023 Art. 10º - não concessão de visto – incisos mais importantes: II e II Atenção: art. 45 e modalidades Art. 12 – visto de visita Ex.: tempo curto – 15, 20, 30 dias... Art. 14 – visto temporário (concedido ao imigrante com o intuído de estabelecer residência) ex.: pessoas que entram no país para fazer doutorado, mestrado, ou outros... · Para receber tratamento – águas termais brasileiras · Acolhimento humanitário: Obs.: para ter a condição de refugiado eu devo passar por um processo burocrático, dessarte, a maioria dos refugiados permanecem no país através do acolhimento humanitário. Todavia, a condição de refugiado não é um requisito para tanto. Novidades com relação a aquisição de naturalidade – art. 65 e SS · Art. 12, I · Art. 65 – regulamenta a naturalização ordinária, nos seguintes termos: Art. 65. Será concedida a naturalização ordinária àquele que preencher as seguintes condições (além dos estabelecidos no art. 12 da CF): I - ter capacidade civil, segundo a lei brasileira; II - ter residência em território nacional, pelo prazo mínimo de 4 (quatro) anos; III - comunicar-se em língua portuguesa, consideradas as condições do naturalizando; e IV - não possuir condenação penal ou estiver reabilitado, nos termos da lei. · O prazo de 4 anos cai para 1 ano: Art. 66. O prazo de residência fixado no inciso II do caput do art. 65 será reduzido para, no mínimo, 1 (um) ano se o naturalizando preencher quaisquer das seguintes condições: II - Ter filho brasileiro; III - ter cônjuge ou companheiro brasileiro e não estar dele separado legalmente ou de fato no momento de concessão da naturalização; V - Haver prestado ou poder prestar serviço relevante ao Brasil; ou VI - Recomendar-se por sua capacidade profissional, científica ou artística. Parágrafo único. O preenchimento das condições previstas nos incisos V e VI do caput será avaliado na forma disposta em regulamento. Art. 68. A naturalização especial poderá ser concedida ao estrangeiro que se encontre em uma das seguintes situações: I - Seja cônjuge ou companheiro, há mais de 5 (cinco) anos, de integrante do Serviço Exterior Brasileiro em atividade ou de pessoa a serviço do Estado brasileiro no exterior; ou II - Seja ou tenha sido empregado em missão diplomática ou em repartição consular do Brasil por mais de 10 (dez) anos ininterruptos. Prova: · Nacionalidade – aquisição: a) Originária b) Derivada a.1 territorial a.2 sanguínea LEI DE MIGRAÇÃO - Concepção, mudanças, vistos e formas de retirada e extradição (81 até 89) EXTRADIÇÃO Trata-se de uma medida de cooperação internação e não mais uma medida administrativa de retirada, trata-se de um ato bilateral, sendo necessário a reciprocidade entre os estados para que então seja válida. Pode tanto solicitar ou conceder o pedido de extradição. · É necessária uma condenação criminal · Não é uma medida administrativa, e sim uma medida diplomática, tendo processo de instrução e execução, devendo passar obrigatoriamente pela análise do STF · Não é concedida, segundo os art. 81 e 82, no caso de crimes de menor potencial ofensivo · Não é possível extraditar brasileiro nato, ou quando o fato não ser crime no brasil · Quando for condenado ou absolvido no brasil ou em outro · Sendo o crime prescrito, crime politico ou crime de opinião O refugiado é protegido contra todos os meios de saída e expulsão, a partir do tratado dos refugiados, uma vez que eles só estão no páis pedindo refúgio · Quando ele não for considerado crime político pelo STF (terrorismo) · Quando estiver sendo processado pelo TPI Conceção · Condenação por crime maior de 2 anos · Pode haver a prisão cautelar ate que o processo seja finalizado PREFERÊNCIA: Art. 85 da lei de migração A preferencia é sempre do território de onde foi cometido a infração · Quando se tratar de crimes diversos, aplica-se a lei ao crime mais grave · Por último será analisado o domicílio e a nacionalidade É necessário o aval do STF, tendo amplos poderes para ser negado pelo poder executivo (presidente), executivo e judiciário (MP, e polícia federal) · A negação da extradição não permite a reentrada de um processo pelo mesmo fato – art. 86 ESTATUTO DOS REFUGIADOS Trata-se de uma imigração forçada pelo emento subjetivo (temor) e objetivo (guerras civis) A legislação era a critério taxativo, contudo, passou a ser taxativo, a partir de qualquer ação que venha a ferir os direitos humanos O brasil, antes mesmo da lei, era tido com um país acolhedor, crescendo significativamente o numero de refugiados em meados de 2009 · O refugio pode ser estendido aos familiares · É necessário fazer uma entrevista, por onde eu manifestarei minha vontade · Eixo da proteção – órgãos CNURE E CNARE ·