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AULA 8: Tratados Internacionais 
Nível de obrigatoriedade das fontes 
 
+ Tratados 
Costume Internacional 
Princípios gerais do direito 
Atos de organizações internacionais 
Declarações escritas 
Declarações orais 
- Atos Unilaterais 
 
1. Fontes: Como se cria o direito internacional? 
2. Sujeitos: Quem cria o direito internacional? 
3. Solução de Controvérsias: Como quem cria o direito internacional resolve as controvérsias? 
Fonte do Direito: 
 Discussão de fonte como criação do direito, como se cria o direito 
 
“A teoria das fontes, em suas origens modernas, reporta-se à tomada de consciência de que o direito mã é 
essencialmente um dado, mas uma construção elaborada no interior 
 
Francisco de Vitória → consulta da coroa espanhola em relação aos bárbaros (índios) 
poderia matar, escravizar apresentar a fé e conversão forçada 
ele analisa a bíblia para esses questionamentos 
 
Hugo Grotius → realismo portugal e espanha poderiam ou não dividir o mar 
dois campos, direito natural e direito das nações 
 
Lista de Fontes (Artigo 38 do ECIJ) As fontes primárias de direito internacional aceitas e codificadas, 
presentes no Estatuto da Corte Internacional de Justiça (ECIJ) desde a década de 20, são: 
1. Convenções Internacionais (Tratados). 
2. Costume Internacional (como prova de uma prática geral aceita como direito). 
3. Princípios Gerais do Direito (reconhecidos pelas nações civilizadas). 
● Meios Auxiliares: Decisões judiciais e doutrina dos publicistas mais qualificados. 
● Outras Fontes (adicionadas posteriormente): O curso também abordará atos unilaterais de estados e 
atos de organizações internacionais (resoluções), que surgiram após a criação do Estatuto do ECIJ e 
são temas de controvérsia. 
 
● Direito Interno: Possui uma hierarquia de fontes (pirâmide), com a Constituição no topo. 
● Direito Internacional: Não existe hierarquia jurídica. Há a horizontalidade das fontes; tratados, 
costumes e princípios estão no mesmo nível. 
Distinção entre Importância Política e Jurídica é fundamental separar a importância política da relevância 
jurídica dos instrumentos. Por exemplo, a Declaração Universal dos Direitos Humanos tem imensa 
importância política e histórica, mas não é uma fonte jurídica de direito em si, porque os estados a adotaram 
justamente para não ter um dever jurídico direto. 
Distinção entre Fonte e Norma Fonte é o meio de formalização (ex: a Convenção de Viena); norma é o 
imperativo abstrato ou orientação específica para o comportamento (ex: "Todo tratado em vigor obriga as 
partes")[ 
 
 Fontes formais reconhecidas pelo DIP → 
Corte do direito internacional de justiça Artigo 38 
 
Lista de Fontes (Artigo 38 do ECIJ) As fontes primárias de direito internacional aceitas e codificadas, 
presentes no Estatuto da Corte Internacional de Justiça (ECIJ) desde a década de 20, são: 
4. Convenções Internacionais (Tratados). 
5. Costume Internacional (como prova de uma prática geral aceita como direito). 
6. Princípios Gerais do Direito (reconhecidos pelas nações civilizadas). 
● Meios Auxiliares: Decisões judiciais e doutrina dos publicistas mais qualificados. 
● Outras Fontes (adicionadas posteriormente): O curso também abordará atos unilaterais de estados e 
atos de organizações internacionais (resoluções), que surgiram após a criação do Estatuto do ECIJ e 
são temas de controvérsia. 
 
● Direito Interno: Possui uma hierarquia de fontes (pirâmide), com a Constituição no topo. 
● Direito Internacional: Não existe hierarquia jurídica. Há a horizontalidade das fontes; tratados, 
costumes e princípios estão no mesmo nível. 
Distinção entre Importância Política e Jurídica é fundamental separar a importância política da relevância 
jurídica dos instrumentos. Por exemplo, a Declaração Universal dos Direitos Humanos tem imensa 
importância política e histórica, mas não é uma fonte jurídica de direito em si, porque os estados a adotaram 
justamente para não ter um dever jurídico direto. 
Distinção entre Fonte e Norma Fonte é o meio de formalização (ex: a Convenção de Viena); norma é o 
imperativo abstrato ou orientação específica para o comportamento (ex: "Todo tratado em vigor obriga as 
partes")[ 
Definição de Tratado (Convenção de Viena) Tratado é um acordo internacional que possui as seguintes 
características essenciais: 
● Concluído por escrito (não existe tratado oral). 
● Concluído entre estados ou entre estados e organizações internacionais (não envolve sociedade civil ou 
empresas). 
● Regido exclusivamente pelo direito internacional. 
● Que exige ratificação (o ato de double check em que o estado se compromete formalmente). 
 
No sistema internacional todas as fontes estão no mesmo nível, que costumes, princípios→ não há hierarquia 
 
Mas custume não é documento mas comportamento, então garantir a precisão ? Isso porque as discussões 
ocorrem diferente no campo política 
 
Tratado: acordo internacional por meio de um documento escrito concluído entre Estados o ente estado e 
organizações internacionais e regido pelo direito internacional, quer conste um instrumento único, quer de dois 
ou mais instrumentos conexos qualquer que seja sua denominação específica. 
 
DIFERENCIAL: Ratificação (FORÇA OBRIGATÓRIA) 
● carta 
● telégrafo 
● nota diplomática 
 
Negociação + Assinatura + Ratificação + Entrada em vigor → execução 
 
Texto: 
Preâmbulo 
Cláusulas → normas 
 
Reserva →cada Estado tem seu procedimento interno para aceitar os tratados 
→ é específica para o estado que a faz e pode suprimir um artigo, dar sentido a um termo ou incluir um 
procedimento (como a inclusão do procedimento de saída dos EUA da OMS) 
 
O nome dado ao documento é irrelevante para sua natureza jurídica. Tratados podem ser chamados de carta 
(ex: Carta da ONU), convenção (ex: Convenção de Genebra), acordo (ex: Acordo de Paris), protocolo (ex: 
Protocolo de Kyoto), ajuste, ou memorando. O que define se é um tratado é sua estrutura: ser um documento 
escrito, regido pelo direito internacional, e que prevê ratificação. 
Procedimento Interno: O processo de incorporação de um tratado no direito interno (como a autorização do 
Congresso ou o prazo para submissão) é regido pelo direito nacional de cada estado e não pelo direito 
internacional. 
O processo interno de incorporação (assinatura pelo Presidente, autorização do Congresso, e 
ratificação/incorporação) é regido pelo direito interno e pode levar muito tempo, como exemplificado pelo caso 
da ratificação do protocolo do Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos no Brasil. 
● Busca de Tratados: Foram listados sistemas de busca de tratados, incluindo o Sistema Concórdia 
(MRE), a base de legislação do Planalto e o Sistema de Tratados da ONU. 
Princípio do Single Undertaking: Utilizando o exemplo do GATT/OMC (Organização Mundial do 
Comércio), foi destacado que, no sistema da OMC, todos os acordos (Anexo 1A, 1B, 1C etc.) são considerados 
um único tratado. Isso significa que os estados devem aceitar todos os documentos ou não aceitar nenhum, e é 
proibido apresentar reservas. A única exceção são os acordos plurilaterais do Anexo 4 (como compras 
governamentais). 
 
AULA 10: Costumes e Princípios 
 
O costume não é um documento escrito, mas sim uma prática geral aceita como direito. 
→ é repetida por é entendido que é um comportamento obrigatório 
 
● Elemento Objetivo: A prática reiterada ou repetida. 
● Elemento Subjetivo (Opinio Juris): A convicção de que aquele comportamento é obrigatório. 
Prática: como a cortesia de presidentes ligarem após uma eleição ou a prática de não ficar parado à esquerda 
do metrô). Uma prática não gera uma expectativa de cumprimento obrigatório e sua violação não acarreta 
repercussão jurídica. 
Costume: Geralmente, a certeza de que algo é um costume só ocorre no momento da violação, quando as 
outras partes se insurgem e procedimentos de solução de controvérsias confirmam a regra. 
 
 
os estados podem tudo, desde que seja permitido pelo direito — são custumepq quando houve violações à uma 
intervenção, só há certeza quando há violação 
 
 
Costumes podem ser: 
● multilateral – princípio pacta sunt servanda 
● bilateral 
● regional – salvo-conduto na América Latina para asilados), ou multilateral 
 
 
costume pode cair em desuso 
 
juridicamente o ele não é inferior juridicamente a um tratado 
mas politicamente costume é inferior pq o tratado dá uma seguridade 
 
Os costumes formavam a maior parte do direito internacional, mas após a Segunda Guerra Mundial, os estados 
passaram a preferir codificar os costumes em tratados, como é o caso da Convenção de Viena sobre Direito dos 
Tratados. 
 
Não há hierarquia – tratados, costumes e princípios estão no mesmo nível. Mas, o tratado oferece maior 
segurança e previsibilidade por ter momentos de início e fim definidos, o que é politicamente relevante. 
Se o Direito Internacional fosse uma culinária, o Tratado seria uma receita escrita, medida e assinada por todos 
os chefs (estados), com um processo formal para validação (ratificação). Já o Costume seria uma técnica 
culinária transmitida oralmente e repetida por gerações (prática), que se torna obrigatória porque todos os chefs 
acreditam que é a maneira “certa” de cozinhar aquele prato (opinio juris), e se alguém o fizer de outra forma, 
será imediatamente contestado pela comunidade gastronômica. 
 
Costumes 
● Definição 
● Distinção entre usos e costumes 
● Alcance 
● Extinção 
 
 Relação com normas convencionais 
● Princípios gerais 
● Definição 
● Distinção entre regras e princípios 
● Função 
 
Princípios Gerais do Direito. 
As três são consideradas fontes primárias do direito internacional, conforme previsto no Estatuto da Corte 
Internacional de Justiça (ECIJ) 
 
Princípio como Tipo de Norma: 
 ◦ Regra: Norma com orientações muito específicas, que inclui detalhes e exceções, deixando pouca margem 
para interpretação no caso concreto (Exemplo: cláusula da nação mais favorecida do GATT, apesar de ser 
chamada de princípio). 
 ◦ Princípio: Norma com pautas genéricas, que exigem interpretação e integram o ordenamento (Exemplo: 
princípio da boa-fé no direito contratual ou o princípio da precaução). 
 
Princípios → há duas perspectivas 
é um tipo de norma - determinado comportamento 
e a genéricas que é necessário interpretação para aplicação 
→ há diferença permanece no nível de detalhe 
 
Princípio como Lógica Geral da Regulação: 
É a lógica que dá sentido à interpretação do sistema (Exemplo: Princípio da Nação Mais Favorecida, que é a 
lógica de que “tudo que você oferecer para um, você vai oferecer para outro”). 
● Função Integrativa: Os princípios são usados para fornecer soluções por analogia em casos não 
regulamentados diretamente, preenchendo as lacunas do direito. 
● Escopo: Em geral, o Brasil considera como fontes tanto os princípios do direito interno quanto os 
princípios do direito internacional. 
 
AULA 11: Atos unilaterais e decisões de organizações soft law 
 
Atos Unilaterais de Estados 
O ato unilateral de estado se resume a promessas ou declarações unilaterais. Não se trata de atos como 
denúncias de tratados ou tarifas, que são meros fatos com repercussões jurídicas. → atos de Estado para 
indivíduos e não para outros Estados 
 
→ Os únicos casos em que a Corte Internacional de Justiça considerou uma promessa de estado como fonte de 
obrigação foram os casos da França contra a Austrália e Nova Zelândia, envolvendo testes nucleares. 
 
 
Aos ou Decisões de Organizações Internacionais 
● Não existe uma regra geral que determine se as decisões de organizações internacionais são obrigatórias 
ou apenas recomendatórias. 
 
Interpretação → ler o tratado constitutivo ou o documento que cria o regime para inferir se a decisão tem 
natureza obrigatória (fonte) ou facultativa (recomendação). 
 
Exemplos: 
● Assembleia Geral da ONU: As resoluções são geralmente recomendatórias, pois o Artigo 10 da Carta 
prevê que a Assembleia “poderá fazer recomendações”. 
● Conselho de Segurança da ONU: As resoluções são obrigatórias, pois o Artigo 25 estabelece que os 
membros "concordam em aceitar e executar as decisões" 
● MERCOSUL: As normas de certos órgãos (como o Conselho Mercado Comum) têm caráter 
obrigatório. 
→ não há um mecanismo geral para a incorporação desses atos no direito interno, exceto para as resoluções do 
Conselho de Segurança que impõem sanções (congelamento de bens). 
 
 
AULA 12: Sujeito - Estado 
 
Para quem é feito o direito internacional? 
Regime internacional forte → principal ator é o Estado 
 
obrigatoriedade → dever 
precisão → detalhe e previsibilidade 
delegação → sujeitos 
 
Sujeito: A definição de sujeito de direito é aquele que possui aptidão genérica (personalidade) para adquirir 
direitos e contrair obrigações 
 
A visão clássica de sujeito era restrita àquele que podia celebrar tratados, o que inicialmente se aplicava apenas 
aos Estados 
 
Deliberação e implementação 
 → a capacidade de um sujeito não decorre influência mas de quem a sociedade concorde a quem tem 
capacidade jurídica 
 
Personalidade 
- aptidão genérica para adquirir direitos e contrair obrigações 
- capacidade jurídica 
- e a medida jurídica da personalidade (Sá pereira) ou a manifestação do poder de ação implícito no 
conceito de personalidade 
 
→ no plano interno aos poucos se tem mais autonomia para organizar os atos 
→ no plano externo 
 
Personalidade jurídica 
pessoal natural e pessoa jurídica 
→ dependendo da cultura jurídica de cada Estado determinar quem é pessoa jurídica 
 
Ator Político – influência/ sem capacidade para entrar, sair ou regular acordos 
Personalidade Jurídica – responsabilidade obrigatória 
 
Entendimentos 
● Clássico: 
○ apenas Estados 
○ organizações internacionais 
 
● Atualizado (não há consenso) 
○ indivíduos 
○ empresas 
○ ONGs 
 
● Regimes fortes (Jurisdicizados) 
quebram a lógica vestfaliana (Estado como único ator) ao permitir a existência de instituições fortes que 
podem deliberar, criar novas normas, monitorar e resolver controvérsias sem depender do veto ou da vontade 
exclusiva do Estado. Ex: União Europeia 
 
● Regimes Fracos 
os mecanismos são controlados pelos estados e servem apenas como fóruns de negociação (como o exemplo da 
aliança de extrema-direita sobre direitos reprodutivos). A maioria das instituições internacionais se enquadra 
nesta categoria, necessitando da tradução e incorporação das decisões pelo Estado. 
 
Convenção sobre Direitos e Deveres dos Estados de 1933 (montevidéu) 
Art 1O Estado como pessoa de Direito Internacional deve reunir os seguintes requisitos: 
– população permanente (povo) 
– território determinado 
– governo próprio (soberania interna) 
– capacidade de entrar em relações com os demais Estados (soberania externa) 
 
Território 
O território é o espaço de ação soberana exclusiva e inclui solo, águas, ar e subsolo. 
As regras atuais definem o mar territorial (soberania clássica) 
 
→ Não há Estado sem território 
 
Perda de Território: Um estado pode não ter mar (ex: Bolívia, Paraguai), mas não pode existir sem solo. A 
perda temporária de território não extingue o estado (ex: Polônia na Segunda Guerra Mundial), mas a perda 
geográfica irrecuperável de solo levaria ao fim do estado sob as regras atuais (ex: Tuvalu). 
 
Povo 
Povo é a definição mais adequada, pois é o conjunto de pessoas que detém um vínculo político-jurídico de 
caráter permanente com o Estado, participando da formação de sua vontade. População é um conceito 
demográfico inadequado. 
→ Nação é um conceito antropológico (comunidade unida por vínculos étnicos, históricos e culturais). Os 
estados modernos, como o Brasil, são multiculturais e não nações 
 
Caso da Palestina 
 
- A Palestina, sob o colonialismo britânico, existiu como entidade territorial após a dissolução do Império 
Turco-Otomano. 
- O movimento político palestino defende a desocupação*de um território estatal pré-existente (século 
XX), e não a criação deum novo. 
- Utiliza argumentos históricos baseados no Império Romano Antigo (antes de 500 d.C.). 
- O conceito moderno de território como espaço de ação soberana é uma invenção do Direito 
Internacional surgida após a Paz de Vestfália (1648). 
 
● Sujeito: Está mais associado a um papel burocrático e a um reconhecimento formal atribuído pelo 
direito internacional. Possui aptidão genérica para adquirir direitos e contrair obrigações. O Estado é o 
sujeito mais clássico. Organizações internacionais, se tiverem personalidade jurídica, também são 
sujeitos. 
● Ator: Não tem necessariamente o mesmo peso que o sujeito. Atores, como empresas (exemplo da 
indústria fóssil nas negociações do clima) ou empresários influentes, não são sujeitos de direito 
internacional. Eles são altamente influentes no processo, mas a comunidade internacional não lhes deu 
a capacidade jurídica de assinar tratados. Muitas vezes, esses atores não querem ser sujeitos para evitar 
as regras de publicidade e transparência. 
● Delegação de Autoridade: A discussão de sujeitos está ligada à delegação de autoridade nos regimes 
internacionais. Quanto mais o Estado controla o que é decidido (regime Westfaliano clássico), menos 
delegação de autoridade o regime possui, tornando-o mais fraco em termos de instituições e 
jurisdicização. 
Reconhecimento de Governo 
● É o ato pelo qual um Estado declara se reconhece a legitimidade dos novos ocupantes do poder. 
● Doutrinas Latino-Americanas: O Brasil e outros países adotaram a prática de não emitir nota de 
reconhecimento, seguindo a Doutrina Estrada (evitar o julgamento da legitimidade alheia). A 
Doutrina Tobar (anterior) previa o não reconhecimento apenas em caso de revolução e não eleições 
regulares. 
Reconhecimento de Estado 
● É um ato livre que reconhece a existência de um novo estado. Pode ser expresso ou tácito (implícito, 
como ao celebrar um tratado). 
○ É declaratório (a maioria do Direito Internacional sustenta isso), ou seja, o Estado já existe e 
não depende do reconhecimento formal dos outros para sua existência política. 
○ É constitutivo, ou seja, o reconhecimento é um elemento necessário para a existência do Estado. 
→ Embora seja juridicamente declaratório, na prática, a falta de reconhecimento compromete drasticamente a 
capacidade de existência do Estado no cenário global moderno (exemplo da Somalilândia, que tinha apenas um 
memorando de entendimento com a Etiópia até o final do ano passado). 
 
A discussão sobre as Fontes do Direito Internacional (DIN) se concentra nos modos de criação do direito, e as 
fontes são tradicionalmente classificadas em **fontes primárias** e **meios auxiliares** (ou fontes que 
auxiliam na interpretação). 
RESUMO 
Fontes Primárias Clássicas 
● Convenções Internacionais (Tratados) 
● Costume Internacional 
● Princípios Gerais do Direito 
. Meios Auxiliares 
● Decisões judiciais 
● Doutrina dos publicistas mais qualificados. 
 
● Fontes Não Clássicas ou Controversas 
● Atos Unilaterais dos Estados: 
● Atos (ou Decisões) de Organizações Internacionais 
 
➔ Fonte é o meio de formalização da entrada da norma na vida (exemplo: a Convenção de Viena sobre 
direito dos tratados é uma fonte). 
➔ Norma é o imperativo abstrato ou orientação específica para o comportamento (exemplo: "Todo tratado 
em vigor obriga as partes"). 
AULA 13 e 14: Organizações Internacionais e Individuos 
As OIs são o primeiro ente que não é Estado a ser amplamente aceito como sujeito de direito internacional. 
● Distinções 
Organização internacional não é sinônimo de regime internacional ou instituição internacional. Uma OI é uma 
estrutura formal, que pode abrigar vários regimes (como o buquê de galhos da ONU, que tem muitos regimes) 
ou apenas um (Organização Internacional do Café). A regulação de um regime é pensada a partir da lógica 
temática. 
● Atribuição de personalidade Jurídica 
 Uma OI é estabelecida por tratado (mesmo que chamado de Carta, Constituição ou Artigos de Acordo). A 
personalidade jurídica pode ser dada de forma expressa (com uma cláusula no tratado) ou tácita. 
A OI pode: 
● celebrar tratados 
● participar de mecanismos de solução de controvérsia 
● exercer proteção funcional sobre seus funcionários e ter direito de legação (enviar diplomatas). 
Além disso, a vontade da organização é descolada da vontade dos membros (exemplo: a aprovação da 
Palestina como membro da ONU não obriga todos os membros a reconhecerem a Palestina como Estado). 
Estrutura 
● Órgão máximo de tomada de decisão 
● secretariado 
● Plenária de todos os membros – conselho 
● Órgão executivo com parte dos membros – conselho 
● Órgão de solução de controvérsias 
 
 
Opinião Consultiva 
para ela fazer tudo que está na carta ela precisa de personalidade juridica 
sendo a carta, entende-se implicitamente 
 
Âmbito interno (nacional): 
● assinatura de acordo sede 
capacidade de ter direitos e assumir obrigações 
 
Âmbito externo (internacional) 
● proteção diplomática 
● proteção internacional 
Regras de Tomada de Decisão (Delegação de Autoridade): 
● Unanimidade: Implica que a decisão não é tomada se houver discordância de apenas um membro; é 
característica dos regimes mais vestefalianos. (todos concordem, ou seja, todos têm o poder de veto) 
● Maioria: Mais delegação de autoridade, pois o Estado aceita o processo mesmo podendo perder a 
votação. (maioria dos membros presentes e que votem) 
● Consenso: Ninguém se opõe, mas pode gerar espaço para abuso político em regimes como a OMC. 
Membros (força vinculante) 
● Membros plenos fazem parte do tratado e votam) 
● Observadores podem apenas ouvir e, às vezes, falar, mas não têm direitos/deveres plenos), 
independentemente da nomenclatura (associado, terceiro, convidado). 
● Não membro de nenhuma forma 
 
 
Os indivíduos são sujeitos? 
O indivíduo é a fonte de maior controvérsia sobre ser sujeito de direito internacional 
Visão Clássica (Positivista): Esta visão defende que o indivíduo não é sujeito de direito internacional. O 
conceito tradicional de sujeito era restrito àqueles que tinham capacidade de celebrar tratados, o que 
classicamente se aplicava apenas aos Estados. 
Visão Sociológica (Emergente): Devido aos desenvolvimentos no campo dos Direitos Humanos e do Direito 
Penal Internacional, surge uma escola de pensamento que defende uma definição mais ampla de sujeito. 
Argumenta-se que a definição de sujeito no plano internacional deve seguir o modelo do direito interno.. 
● Sujeito ativos de direitos ex: julgamento no TPI 
● Sujeitos passivo de deveres ex: titular de direitos no plano dos direitos humanos 
 
Direito de voz já é quebra do regime westfaliano 
● Função Política: A possibilidade de indivíduos apresentarem relatórios sombra ou denúncias quebra o 
monopólio da voz do Estado sobre o que ocorre em seu território. 
Atos Unilaterais: Outros atores, como empresas e ONGs, apesar de serem relevantes e influentes (atores 
políticos), não são reconhecidos como sujeitos de maneira ampla, diferentemente do indivíduo, cujo 
envolvimento é mais formalizado em regimes de proteção 
 
AULA 15: Solução de controvérsias 
 
Revisão 
Membros originários 
Membros ascensão 
 
Relações com outras organizações 
regimes independentes 
relatórios conjuntos 
relatórios de dados 
 
→ regra de tomada de decisão = consenso 
 
Diretor geral 
 
Exemplo OMC 
→ indivíduos em postos chave 
não aparecem como sujeitos ativos passivos 
 
*os acordos da OMC estabelecem direitos e obrigações sobre os Estados 
ex: dumping - vender o preço abaixo dos outros concorrentes para prejudicá los 
 
→ o procedimento explica como o Estado deve agir quando isso ocorre para buscar medidas 
não cita diretamente as empresas 
 
→ Menções dos indivíduos e empresas só aparecem em apelações no órgão de solução de controvérsias 
 
empresas não aparecem diretamente mas juntos com os membros da organização 
 
O Caso Específico da OMC (Organização Mundial do Comércio) 
O sistemamultilateral de comércio foi usado como um exemplo prático de Organização Internacional: 
● Evolução do Regime: O regime de comércio começou sem uma organização internacional (o GATT) 
na década de 40 e só veio a ter uma (a OMC) na década de 90, num processo de reforma. A tentativa 
inicial de criar a Organização Internacional do Comércio (OIC) fracassou devido à rejeição interna nos 
Estados Unidos. 
● Membros: Os membros da OMC não são apenas estados. Membros são entidades com independência 
de política aduaneira, como a União Europeia, Hong Kong e Chinese Taipei. 
● Decisão e Estrutura: A OMC tem órgãos como a Conferência Ministerial (órgão máximo, a cada dois 
anos) e o Conselho Geral, que veste três chapéus, incluindo o Órgão de Solução de Controvérsias. A 
regra padrão de tomada de decisão é o consenso. 
● Indivíduos e Empresas: Os acordos da OMC não fazem referência a pessoas ou empresas; eles 
estabelecem direitos e obrigações apenas para os estados. Empresas só podem aparecer indiretamente, 
fornecendo informações como especialistas por meio de uma decisão do Órgão de Apelação (que foi 
uma válvula de escape no sistema member driven). 
● 
Solução de Controvérsias 
→ forma de delegação 
Rule making - criação de normas 
implementação 
Solução de controvérsias 
 
 
Tratado de Tordesilhas - não é tratado moderno 
 
Quem são as partes do conflito? 
Mediador em geral é só 1 
 
 
Categoria Mecanismos Característica Principal 
Meios 
Diplomáticos 
Negociação (ou 
Consulta) 
Apenas as partes envolvidas; mecanismo clássico do 
sistema Vestfaliano. 
Meios Políticos Inquérito 
(Averiguação de 
Fatos) 
Terceiro estabelece a verdade dos fatos, sem opinar 
sobre a política (ex: comissão de inquérito sobre 
armas químicas no Iraque). 
 Bons Ofícios Terceiro aproxima as partes num terreno neutro, 
mas não propõe soluções (ex: o papel do Papa). 
 Mediação Terceiro apresenta propostas que não são 
obrigatórias, cabendo às partes aceitá-las, 
modificá-las ou rejeitá-las. 
 Conciliação Envolve geralmente um grupo ou comissão; pode 
envolver inquérito e reapresentar propostas ao longo 
do tempo. 
Meios 
Jurisdicionais 
Arbitragem A decisão do terceiro é obrigatória; os estados ainda 
podem escolher os árbitros. 
 Corte A decisão do terceiro é obrigatória; os estados não 
podem escolher os juízes. 
 
 
→ antes o uso da força era um mecanismo regular da relação dos Estados, até o surgimento da carta da nações 
unidas, houveram tentativas de convencimento a não usar a força 
O Órgão de Solução de Controvérsias – OSC) 
O sistema de solução de controvérsias da OMC é um exemplo de alta delegação de autoridade: 
● No sistema GATT anterior, a decisão sobre a adoção de um relatório de disputa exigia consenso, 
permitindo que o estado perdedor bloqueasse o resultado 
● Consenso Negativo 
A OMC reverteu essa regra, exigindo consenso para não adotar uma decisão. Na prática, conclui que quem 
perdeu e quem ganhou não foi adotado, todos os membros têm que concordar em não adotá-lo. 
● O Bloqueio do Órgão de Apelação 
 O caráter mais técnico do sistema dependia do Órgão de Apelação, cujos membros precisam de consenso para 
serem indicados. Os Estados Unidos bloquearam novas indicações por anos (sob Trump e Biden), paralisando o 
órgão. 
● Bypasses (Contornos) 
 Para contornar o bloqueio, os membros da OMC começaram a recorrer a mecanismos paralelos de 
arbitragem e a outros mecanismos políticos (bons ofícios, conciliação, mediação). 
● Fluxograma: O processo inicia-se com o pedido de consultas (negociação), seguido pelo 
estabelecimento de um Painel (natureza de arbitragem) e, teoricamente, recurso ao Órgão de Apelação. 
 
 
QUESTÃO 1 
O artigo 38 do Estatuto da Corte Internacional de Justiça (ECID) é amplamente considerado o principal 
instrumento de identificação das fontes formais do Direito Internacional Público (DIP). De acordo com esse 
artigo e a doutrina majoritária, qual das alternativas abaixo apresenta corretamente a relação entre as fontes do 
DIP? Assinale a alternativa CORRETA. 
 
A. As decisões judiciais e os ensinamentos dos publicistas mais qualificados constituem fontes primárias e 
obrigatórias, com o mesmo peso dos tratados internacionais e do costume internacional na resolução de 
litígios. → tratados e costume são fontes primárias (ERRADA) 
B. O costume internacional e os princípios gerais do direito são considerados fontes subsidiárias, devendo 
ser aplicados apenas na ausência de tratados internacionais ou para a interpretação destes. 
C. A ordem de indicação no artigo 38 do Estatuto da Corte indica a hierarquia jurídica entre as fontes ali 
citadas. → horizontalidade das fonte (ERRADA) 
D. Os atos unilaterais dos Estados (como o reconhecimento, o protesto ou a notificação) são listados 
explicitamente no Artigo 38 do ECIJ como fontes formais autônomas do DIP. → Atos unilaterais 
surgiram como modo de criação do direito após o Estatuto da CIJ (ERRADA) 
E. Os tratados internacionais, o costume internacional e os princípios gerais do direito são 
considerados as fontes primárias e principais do Direito Internacional, aplicadas pela CIJ sem 
hierarquia estrita entre elas. CERTA 
 
 
QUESTÃO 2 
Em relação ao conceito de Sujeitos do Direito Internacional Público (DIP) as entidades que possuem 
personalidade jurídica internacional, ou seja, são capazes de ter direitos e deveres sob o DIP - assinale a 
alternativa INCORRETA: 
 
 
A. O Estado soberano é o sujeito primário e mais tradicional do Direito Internacional, caracterizado pela 
tríade território, população e governo, além da capacidade de entrar em relações com outros Estados. 
(CERTA) 
B. Os indivíduos são considerados sujeitos de Direito Internacional, uma vez que DIP lhes confere direitos 
(ex: direitos humanos) e lhes impõe deveres (ex: responsabilidade por crimes internacionais, como no 
Tribunal Penal Internacional). de acordo com uma corrente mais sociológica do direito internacional. 
(CERTA) 
C. As Organizações Internacionais Governamentais, como a Organização das Nações Unidas 
(ONU),também são sujeitos do DIP, mas possuem uma personalidade jurídica limitada pelos seus 
tratados constitutivos e pelos objetivos que lhes foram designados pelos Estados-membros. (CERTA) 
D. O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) é um exemplo de organização civil não 
governamental (ONG) que, em razão da importância de sua atuação, tem personalidade jurídica 
internacional plena e ilimitada, como um Estado.(ERRADA) 
E. O movimento de um povo pela sua autodeterminação é reconhecido pelo DIP na medida em que um 
Estado criado com base nesse movimento não depende do reconhecimento de outros para existir. 
(CERTA) 
 
QUESTÃO 3 
Considere as três afirmações abaixo, relativas aos métodos de solução de controvérsias internacionais: 
 
I. Os meios diplomáticos (como negociação, inquérito, mediação, conciliação e bons oficios) e os meios 
jurisdicionais (arbitragem e solução judicial) são métodos de solução pacífica que se distinguem 
fundamentalmente pelo caráter obrigatório ou não da decisão final para as partes. CERTA 
II.A Corte Internacional de Justiça (CIJ), por ser principal órgão judicial da ONU, possui jurisdição obrigatória 
automática sobre todos os Estados-membros da Organização, exceto quando o assunto envolver questões de 
fronteira. ERRADA 
XIII. A negociação é o meio mais comum e preferencial para a solução pacifica de controvérsias do sistema 
vestifaliano. CERTA 
 
Assinale a alternativa CORRETA: 
 
a) Somente as afirmações I e I1 estão corretas. 
b) Somente as afirmações II e III estão corretas 
 c) Somente as afirmações I e III estão corretas. 
d) As afirmações I, II e III estão corretas. 
e) Somente a afirmação I está correta. 
 
QUESTÃO 4 
 
O artigo "The Concept of Legalization" define a jurisdicização da política internacional como uma forma 
particular de institucionalização, caracterizada por três dimensões centrais e independentes.Com base na 
definição proposta pelos autores,qual das afirmações a seguir descreve CORRETAMENTE um desses 
componentes ou a natureza fundamental do conceito de legalização? 
 
A. O componente delegação drefere-se ao grau em que as regras são de fato implementadas 
domesticamente pelos Estados, avaliando, portanto, os efeitos e a eficácia das normas.(ERRADA) 
B. De acordo com essa teoria, ou há ou não há, jurisdicização (este requerendo que as três dimensões sejam 
maximizadas), não se admitindo variações ou gradientes. (ERRADA) 
C. O componente obrigatoriedade refere-se ao quanto vinculados pelo conjunto de normas que 
criaram, submetendo seu comportamento à análise sob os procedimentos e o discurso do Direito 
Internacional. (CERTA) 
D. O componente precisão estende-se ao conteúdo substantivo das regras, sendo este o fator principal que 
determina se um acordo é legalmente obrigatório ou não. (ERRADA 
E. As três dimensões são interconectadas e não podem variar independentemente, de modo que a alta 
obrigatoriedade exige um alto nível de delegação para que sistema funcione. (ERRADA) 
 
 
LEIA O SEGUINTE ATO INTERNACIONAL PARA AS PERGUNTAS 5 A 8 
 
QUESTÃO 5 
 
Assinale a alternativa que CORRETAMENTE indica a razão pela qual o ato internacional citado é um 
tratado internacional: 
 
 
A. Acordo De Paris. 
B. Sendo Partes da Convenção-G Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima doravante 
denominada "Convenção` 
C. A título de contribuições nacionalmente determinadas à resposta global à mudança do clima todas 
10, 11 e13, com vistas à consecução do objetivo deste Acordo conforme estabelecido no Artigo 2° 
D. Este Acordo estará aberto a assinatura e sujeito a ratificação, aceitação ou aprovação de Estados e 
organizações regionais de integração econômica que sejam Partes da Convenção. 
E. As disposições do Artigo 16 da Convenção sobre a adoção de anexos e emendas aos anexos da 
Convenção devem ser aplicadas mutatis mutandis a este Acordo. 
 
 
QUESTÃO 6 
 
Assinale a alternativa com a interpretação CORRETA de quem pode ser parte do ato internacional: 
 
A. Somente os Estados-membros das Nações Unidas que também são signatários do Protocolo de Quioto 
são elegíveis para se tornarem Partes do Acordo de Paris. 
B. Podem ser partes, exclusivamente, os Estados soberanos e as Organizações Internacionais de integração 
econômica regional, desde que estas últimas sejam formalmente reconhecidas pela Assembleia Geral da 
ONU. 
C. Somente os Estados soberanos que sejam Partes da CQNUMC (Convenção-Quadro) podem se tornar 
Partes do Acordo de Paris, sendo vedada a participação de qualquer Organização Internacional.. 
D. Podem ser Partes apenas os Estados soberanos reconhecidos pela ONU e o Comitê Internacional da 
Cruz Vermelha (CICV), em virtude de seu status sui generis no Direito Internacional. 
E. Podem ser Partes do Acordo de Paris os Estados e as Organizações de integração econômica 
regional, como a União Europeia, mas o tipo de participação destas depende do fato de seus 
membros serem ou não também partes do Acordo. 
 
Artigo 20 O presente Acordo estará aberto para assinatura e sujeito a ratificação, aceitação ou aprovação pelos 
Estados e organizações regionais de integração econômica que sejam Partes da Convenção.(..) No caso das 
organizações regionais de integração econômica com um ou mais Estados-membros que sejam Partes do 
presente Acordo, a organização e os seus Estados-membros decidirão sobre suas respectivas responsabilidades 
para o cumprimento de suas obrigações ao abrigo deste Acordo. 
 
QUESTÃO 7 
Sobre o funcionamento do mecanismo de solução de controvérsias do Acordo de Paris, assinale a 
alternativa CORRETA: 
 
A. Mecanismo de Facilitação e Cumprimento do Acordo de Paris o órgão com competência para a solução 
de controvérsias no Acordo e tem natureza penalizadora (punitive). → falicitadora 
B. O mecanismo adotado pelo Acordo de Paris é o mesmo da Convenção-Quadro. 
C. O Acordo de Paris não possui um mecanismo de solução de controvérsias próprio, remetendo 
obrigatoriamente as disputas entre as Partes à Corte Internacional de Justiça (CIJ), que opera sob as 
normas da Convenção-Quadro. 
D. Diferentemente da Convenção-Quadro, o sistema utiliza o Mecanismo de Solução de Controvérsias da 
Organização Mundial do Comércio (OMC) como principal ferramenta para arbitrar disputas de 
relacionadas a emissões de gases de efeito estufa, 
E. O comité de Paris é um órgão jurisdicional com poder para emitir sentenças finais e vínculo amantes 
mas sua jurisdição é limitada apenas a disputas que envolvam o financiamento climático entre países 
 
QUESTÃO 8 
Assinale a alternativa INCORRETA com relação à estrutura decisória do Acordo de Paris: 
 
A. A Conferência das Partes da Convenção-Quadro atua também como Reunião das Partes do Acordo 
Decisório, órgão maior de tomada de decisão do Acordo de Paris. 
B. A Reunião das Partes deve promover facilitar a entrada em vigor do Acordo e também o fórum 
onde são realizadas a assinatura e a ratificação iniciais do Acordo pelos novos Estados Partes. 
C. A Reunião das Partes tem a função de receber e considerar as informações submetidas pelas Partes 
sobre suas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs), bem como a comunicação de adaptação 
de cada pais. 
D. É função da Reunião das Partes revisar periodicamente metodologia de elaboração de NDCs emitir 
orientações para garantir que design e comunicação das NDCs futuras reflitam a ambição progressiva de 
cada Parte. 
E. O Acordo de Paris não têm órgãos cuja função seja tomar decisões, por não se tratar de uma organização 
internacional. 
 
 
QUESTÃO 9 
Com relação ao nível de jurisdicização do Acordo de Paris, assinale a alternativa CORRETA: 
 
A. Ainda que a obrigatoriedade do Acordo seja alta, por se tratar de um tratado, o nível de precisão 
é mais baixo, já que cada Parte pode definir o seu nível de compromisso com os objetivos do 
regime e delegação de autoridade também é de baixa a moderada, 
B. O Acordo cria um regime com alta obrigatoriedade, mas baixa precisão e delegação de autoridade,. em 
razão da inexistência de mecanismos de solução de controvérsias 
C. Embora o Acordo seja marcado por um nível de precisão bastante alto e médio de obrigatoriedade o 
maior problema do acordo é não permitir a participação de empresas como partes decisórias. 
D. O Acordo é marcado por características do nivel mais baixo de jurisdicização, por não criar 
expressamente uma organização internacional. 
E. É possível notar alta obrigatoriedade, precisão e delegação de autoridade no arranjo institucional criado 
pelo Acordo. 
 
 
QUESTÃO 10 
 
Os EUA têm barrado a nomeação de novos juízes para o colegiado desde 2016, ainda no mandato de Barack 
Obama. Com isso, em 2019, o tribunal deixou de operar, por falta de quórum. As nomeações precisam ser feitas 
por consenso entre os países-membros. (...) 
 
A alternativa que CORRETAMENTE indica uma perspectiva que permite compreender o objeto da notícia a 
partir dos temas estudados durante semestre: 
 
A. O modelo de análise da juridicização dos regimes internacionais permite compreender como as 
instituições podem ser mais fortes ou fracas, restringindo ou não o exercício do poder pelos 
Estados e leva à compreensão do porquê alguns Estados reagem às estruturas criadas, como no 
caso noticiado. 
B. Dos temas estudados, o único que pode ser utilizado para discutir a notícia é o relativo à definição de 
sujeitos de direito internacional, porque eventuais controvérsias entre os Estados seriam resolvidas mais 
facilmente com a participação de indivíduos atuando de forma neutra. 
C. As discussões em torno da definição dos elementos do Estado são mais adequadas, porque há uma 
sobrerrepresentação chinesa na organização, já que não apenas China, mas também territórios chineses 
participam da organização, ocasionando um desequilíbrio em seu favor. 
D. A relevância do costume internacional, enquanto prática reiterada pelos Estados no sistema 
internacional ao longo do tempo,é uma perspectiva que contribui para a compreensão do tema, por 
possibilitar pensar nas tradições do sistema. 
E. A tensão descrita no texto é uma questão que requer a discussão da implementação prática das normas 
criadas pelos Estados em organizações internacionais e, portanto, envolve o modelo que analisa a 
jurisdicização dos regimes internacionais 
 
Tratado - Mercosul 
O Tratado de Assunção (1991) criou o Mercosul com composição fechada a quatro Estados da América do Sul, 
sem admitir organizações internacionais como Partes. Artigo 20 Seu órgão central é o Grupo Mercado Comum, 
encarregado de supervisionar a implementação e coordenar políticas (Artigos 9, 10 e 11). O Tratado não 
instituiu um tribunal ou sistema jurisdicional próprio, prevendo solução de controvérsias preferencialmente por 
negociação diretaArtigo 3. A estrutura institucional completa e os mecanismos arbitrais foram criados 
posteriormente por outros protocolos. O Tratado tem baixo grau de precisão e baixa delegação institucional, 
configurando baixo nível de juridicização. 
 
Acordo de Paris 
O Acordo de Paris é aberto a Estados e organizações regionais de integração econômica (Art.20). Sua estrutura 
decisória é exercida pela Conferência das Partes atuando como Reunião das Partes do Acordo (Art.16), 
responsável por supervisionar a implementação e as NDCs. Ele não cria tribunal próprio, remetendo as 
controvérsias ao mecanismo da Convenção-Quadro (Art.24). O Comitê de implementação e cumprimento é 
facilitador, não acusatório e não punitivo (Art.15). As obrigações centrais são de procedimento, não de 
resultado. Sua precisão é baixa e sua delegação institucional também baixa, configurando baixo nível de 
juridicização. 
 
Jurisdicização (Legalization) ABBOTT et al. (2000) 
Legalization no texto é um falso cognato; não significa tornar legal algo que era proibido. Refere-se ao grau do 
aspecto jurídica ou de institucionalização de um regime, que pode ser medido por três dimensões: 
OBRIGAÇÃO: é a vinculação do Estado ou outros atores com o compromisso ou regra. 
 
Alta: Obrigação incondicional; linguagem e outros indícios de intenção de ser legalmente vinculado. 
★ Tratado político: condições implícitas na obrigação. 
★ Reservas nacionais sobre obrigações específicas; obrigações contingentes e cláusulas de escape. 
Baixa: Negação explícita da intenção de ser legalmente vinculado. 
 
PRECISÃO: é a definição das regras do nível de ambiguidade a conduta que exige, autoriza ou prescreve. 
 
Alta: Regras determinadas: apenas questões estreitas de interpretação. 
★ Questões de interpretação substanciais, mas limitadas. 
★ Grandes áreas de discrição. 
 
Baixa: Impossível determinar se a conduta está em conformidade. 
DELEGAÇÃO: é autorização de terceiros para implantar, implementar e aplicar regras. → O nível de 
delegação costuma ser baixo, sendo a União Europeia o exemplo máximo de alta delegação. 
 
a. Resolução de Disputas: 
Alta: Tribunais: decisões vinculativas de terceiros; jurisdição geral; acesso privado direto; podem interpretar e 
complementar regras; tribunais nacionais têm jurisdição. 
★ Tribunais: jurisdição, acesso ou autoridade normativa limitada ou consensual. 
★ Conciliação, mediação. 
 
Baixa: Negociação política pura. 
 
b. Elaboração e Implementação de Regras: 
Alta: Regulamentos vinculativos; aplicação centralizada. 
★ Regulamentos vinculativos com consentimento ou opção de exclusão. 
★ Políticas internas vinculativas; legitimação da aplicação descentralizada. 
★ Projetos de convenções; monitoramento e publicidade. 
 
Baixa: Fórum para negociações. 
As dimensões da legalização variam em grau e podem ser combinadas de diversas formas, criando uma 
continuidade de tipos ideais: 
Hard Law: quando as três propriedades (obrigação, precisão e delegação) são maximizadas. 
Soft Law: diversas combinações de normas que resultam em diferentes graus de intensidade 
➔ Os níveis de jurisdicização só aumentam quando se quebra a lógica westfaliana. Assim, os regimes são 
resultado da vontade política dos Estados no momento da negociação. A escolha por um regime com 
alta ou baixa obrigatoriedade, precisão e delegação reflete os interesses políticos dos negociadores. 
 
Exemplos: Declaração de DH e FMI foram criados no mesmo período de tempo, mas possuem características 
de jurisdicização diferentes. Então não é o tempo que define tratado ou regimes mas a escolha política do 
Estados e suas intenções de vincular-se em diferentes graus. 
➔ Nesse sentido, há uma grande diversidade nos regimes internacionais, os regimes não interferem um ao 
outro por causa da anarquia internacional . 
	Se o Direito Internacional fosse uma culinária, o Tratado seria uma receita escrita, medida e assinada por todos os chefs (estados), com um processo formal para validação (ratificação). Já o Costume seria uma técnica culinária transmitida oralmente e repetida por gerações (prática), que se torna obrigatória porque todos os chefs acreditam que é a maneira “certa” de cozinhar aquele prato (opinio juris), e se alguém o fizer de outra forma, será imediatamente contestado pela comunidade gastronômica. 
	Reconhecimento de Governo 
	Reconhecimento de Estado 
	O Caso Específico da OMC (Organização Mundial do Comércio) 
	O Órgão de Solução de Controvérsias – OSC)

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