Logo Passei Direto
Buscar

Antimicrobianos: Classificação e Uso

Ferramentas de estudo

Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Os antimicrobianos são utilizados pra combater infecções causadas por microrganismos. São classificados em varias 
categorias com base em seu mecanismo de ação, espectro de atividade e tipo de microrganismo alvo. Nesse resumo 
o assunto mais abordado serão os antibacterianos. 
Para entender o funcionamento dos diferentes medicamentos é preciso ter compreensão de alguns conceitos que 
são esclarecidos a seguir: 
• Bactericida: são compostos que promovem a morte da bactéria 
• Bacteriostáticos: detêm o crescimento de determinadas bactérias, dificultando sua proliferação e deixando 
pra o sistema imune do paciente a tarefa de eliminar as bactérias que já estão presentes no organismo 
(tetracilcina) 
• Quimioterápicos: compostos sintéticos capazes de destruir agentes infecciosos 
• Antibióticos: substancias produzidas por microrganismos que matam ou inibem o crescimento de outros 
microrganismos 
 
A antibiótico terapia pode ser classificada de acordo com o objetivo do tratamento, a escolha do antimicrobiano e a 
situação clinica do paciente, abaixo estão os seus objetivos: 
 
• Profilática: previne uma infecção antes que ela ocorra, normalmente é feita em pacientes de risco. Um 
exemplo é a administração de antibióticos antes da cirurgia ou em pessoas expostas a doenças infecciosas. 
• Empírica: objetiva iniciar o tratamento antibiótico antes de identificar o microrganismo específico 
responsável pela infecção. O medicamento escolhido é baseado nos sintomas clínicos e nos patógenos mais 
prováveis de acordo com o local da infecção. Um exemplo é em caso de pneumonia, antibióticos de amplo 
espectro são administrados enquanto se aguarda os resultados da cultura 
• Definitiva: escolher um antibiótico específico após a identificação do patógeno e seu perfil de sensibilidade. 
É mais eficaz e menos propenso a causar resistência. 
 
Pra identificar o antibiótico ideal pro paciente é preciso fazer a coleta do microrganismo presente no seu corpo. 
Existem algumas formas de coleta principais para cada tipo de infecção: 
• Hemocultura: coleta do sangue pra cultura, muito usada pra detecção de bacteremia ou sepse (em casos de 
febre sem foco aparente, suspeita-se de infecção sistêmica) 
• Urocultura: feita em suspeitas de infecções do trato urinário (cistite ou pielonefrite) 
• Cultura de secreção respiratória: coleta de secreção das vias aéreas, como escarro ou aspirado traqueal 
• Cultura da secreção da ferida/abcesso: coleta de amostras de secreção purulenta ou tecido de uma ferida 
(abcessos e úlcera) 
• Antibiograma: teste realizado pra determinar a sensibilidade ou resistência de bactérias isoladas a 
diferentes antibióticos. Tem como objetivo orientar a melhor escolha pro tratamento. A bactéria é isolada 
no meio de cultura e a amostra é exposta a diferentes antibióticos pra ver em qual é sensível. 
Também pode mostrar a quais medicamentos ele é resistente e quais tem efeito intermediário, em caso de 
uso de um medicamento intermediário pro tratamento é preciso dobrar a dose pra gerar efeito. 
Qsofa: ferramenta de avaliação rápida pra identificação de pacientes com infecção que pode evoluir pra sepse ou 
choque. Fatores avaliados: 
Antibiótico terapia empírica: trocar pra definitiva baseada na cultura e antibiograma caso 
o medicamento que eu dei anteriormente não cobre a bactéria da cultura 
Fiz antibiótico terapia empírica por 3 dias no paciente, daí veio o antibiograma e eu vi que 
esse medicamento não está englobando a bactéria que o paciente tem, então troco por 
outro e começo a contar os dias do 0 dnv, até 7 dias 
 
• FR maior ou igual a 
22rpm 
• PAS menor ou igual a 100 
• ECG menor ou igual a 14 
A presença de pelo menos dois fatores indica pior prognóstico: paciente deve ser manejado na UTI 
 
Os antibacterianos correspondem a uma classe que pode ser agrupada de diferentes 
formas: podem ser classificados em bactericida ou bacteriostático, de acordo com seus 
mecanismos de ação e por último de curto espectro (mais específico) ou de amplo 
espectro (abrange uma maior quantidade de bactérias). 
 
É de suma importância saber também a classificação das bactérias mais comum, pra 
poder dirigir um tratamento empírico mais certeiro pro paciente, pra que ele não 
precise mudar de medicamento depois da cultura. 
 
abaixo está uma ilustração das classes medicamentosas e em qual fase do ciclo celular ou local da bactéria eles agem 
 
antibacterianos bacteriostáticos: esses medicamentos dependem do sistema imune do hospedeiro pra eliminar a 
infecção, geralmente usados em infecções onde o sistema imune do paciente está em boas condições pra colaborar 
com o tratamento 
 
já os bactericidas são importantes em infecções graves, como sepse, endocardite, meningite e em pacientes 
imunossuprimidos, onde é importante eliminar o patógeno rapidamente. 
 
aresistência antimicrobiana 
 é a capacidade que esses microrganismos possuem pra crescer na presença de um fármaco que normalmente os 
matariam ou limitariam seu crescimento. A resistência aos fármacos pode ser intrínseca da bactéria ou adquirida por 
modificação em sua estrutura genética. Existem alguns processos pelos quais as bactérias podem adquirir resistência 
aos fármacos: 
• Modificação da bactéria de modo a produzir enzimas que inativam o fármaco, como a B-lactamase que 
inativa algumas penicilinas 
• Modificação da bactéria pra que a penetração do fármaco seja reduzida, como a ausência da proteína de 
membrana em pseudômonas aeruginosa resistente 
• Expressão de bombas de efluxo que removem o antibacteriano da célula mais rapidamente do que sua 
entrada 
• Alteração estrutural da molécula-alvo para o fármaco antibacteriano 
 
Pontos em que o antibiótico age: síntese da parede celular, poros e destruir a integridade da membrana celular, vai 
inibir o mecanismo do ácido fólico, ou impedir a duplicação do DNA 
 
• 7 dias é tempo de antibioticoterapia necessária mínima, com exceção de algumas patologia 
Classe mais importante e mais usada na prática clínica, tem em comum o anel beta lactâmico em sua composição. 
Inibidores da síntese da parede celular, junto com a Fosfomicina (usada pra cistite). Atuam em gram – e + 
Beta lactâmicos: 
1. penicilinas 
2. cefalosporinas 
3. monobactamicos 
4. Carbapenêmicos
 
quanto maior a geração mais potente é o antibiótico e uma gama maior de bactérias é englobada no mecanismo de 
ação 
1º geração: naturais. Tem maior atividade contra 
gram-positivos (strepto e estaphylo), alguns cocos 
gram negativos (neisseria meningitidis) e anaeróbios. 
São sensíveis a penicilinase (que é uma betalactamase 
simples) que é uma enzima produzida por algumas 
bactérias que inativa a penicilina. Tem pouca eficácia 
contra gram-negativos. 
• Penicilina g-benzatina (benzetacil): amigdalite, 
sífilis. paciente alérgico a penicilina toma 
azitromicina pra tratar amigdalite, é capaz de 
matar todos os estreptococos. 
 
• Penicilina antiestafilocócica: estafilococus produz 
muita betalactamase, por isso não funciona com 
as penicilinas mais simples, por isso ele tem um 
antibiótico próprio pra ele que é a oxacilina + 
meticilina (antiestafilocócico de primeira 
geração). Cefazolina e cefalexina também fazem 
parte 
2º geração: aminopenicilinas. São resistentes a 
penicilinase por ter uma estrutura diferente. Eficazes 
contra estafilococos. Tem pouca atividade pra gram-
negativa 
• Amoxicilina: usada pra tratamento de amigdalite, 
infecção urinária (E. coli), sinusite bacteriana e 
úlcera por H. pylori. 
Bactéria mais importante da amigdalite aguda: 
Streptococcus piogenes (tratado com amoxicilina 
ou benzetacil) 
• Ampicilina: existe sozinha ou também com um 
inibidor de betalactamase que é o sulbactam 
3º geração: anti-pseudomonas/carboxipenicilinas. São 
eficazes pra ampla gama de gram-positivas e algumas 
gram-negativas. Ainda são sensíveis a degradação da 
betalactamase. 
• Carbenecilina: pegaprincipalmente uma bactéria 
muito comum hospitalar (Pseudomonas) 
4º geração: ureidopenicilinas. Especialmente eficazes 
pra gram-negativas resistentes (P. Aeruginosa). 
podem ser combinadas com inibidores da 
betalactamase pra aumento da sua eficácia. 
• Piperacilina: vem sempre com tazobactan 
Inibidores da betalactamase 
 são usados mais em pacientes que já tiveram alguma infecção prévia e não é a primeira vez que estão usando 
determinado antibiótico, ou seja, a penicilina pode ser usada com outro fármaco que não deixa a bactéria quebrar a 
penicilina, aí ela pode agir melhor. 
São adicionados às penicilinas pra inibir a enzima betalactamase produzida pelas bactérias resistentes, aumentando 
o espectro de ação da penicilina. 
a maioria das bactérias hospitalares destroem os antibióticos por possuírem b-lactamase que destrói o anel beta 
lactâmico das penicilinas. 
Tazobactan: (piperacilina) pseudomonoas 
Clavulanato: (amoxicilina) H. influenza, S. Aureus, E. coli 
Fosfomicina/nitrofurantoina: primeira linha pra infecção baixa 
tipo cistite 
Fosfomicina é uma dose só 
Celulites: oxacilina ou cefalosporina de 1ª geração 
(estafilococus). Antibiótico de escolha cefalexina ou cefadroxila 
 
Sulbactam: (ampicilina) H. influenza, S. Aureus 
 
1º geração: anti estafilococos, pega principalmente 
gram positivos, usados pra infecção de pele e cistite 
da gestante 
• Cefalexina: celulites, usada na cistite de gestante 
• Cefazolina: é endovenosa 
Não indicado pra pacientes renais ou com meningite 
2º geração: começa a pegar um pouco mais de gram 
negativos. Pacientes com DPOC Infectados (pq as 
principais bactérias que infectam esses pacientes são 
gram negativas). Frequentemente usadas pra infec. 
respiratórias 
• Cefuroxime: paciente com DPOC exacerbado 
(dispneia e aumento do catarro) 
• Cefoxitina: única cefalosporina de 2º geração que 
pega anaeróbios 
• cefaclor 
 
3º geração: pega muito mais gram negativo do que 
positivo. Todas são injetáveis. Amplamente usadas no 
tratamento de meningite, pneumonia comunitária, 
ITU 
• Ceftriaxona: pode ser usado em pacientes renais, 
pois tem eliminação hepática. Utilizado no 
tratamento da meningite, tratamento de 1ª linha 
da pielonefrite, pneumonia 
• Ceftazidime: pra bactéria hospitalar 
Pseudomonas Aeruginosa. Usado no tratamento 
empírico da sepse 
• Cefotaxima: usada pra tratar pseudomonas em 
crianças. 
 
4º geração: pega quase só gram negativos. Usada pra 
infecções hospitalares graves 
• Cefepime: pneumonias hospitalares, ITU grave, 
meningite. Pega enterobactérias 
Pode ser usado empiricamente em pacientes 
oncológicos que fazem febre pós quimioterapia e 
tem neutrófilos abaixo de 500 (neutropenia febril 
pós quimioterapia). Usar vancomicina se tiver 
vermelhidão no local que vai o cateter pois há 
perigo de ter MRSA. 
 
5º geração: usada pra tratar pneumonia da 
comunidade, infecções de MRSA e outras bactérias 
resistentes 
• Ceftarolina 
• Ceftobiprol 
 
Efeitos colaterais das cefalosporinas 
 
• Reação de hipersensibilidade semelhante as 
penicilinas: anafilaxia, febre baixa, exantemas, 
nefrite, granulocitopenia e anemia hemolítica 
• Anafilaxia a penicilina aumenta as chances de que 
ocorra com as cefalosporinas, por isso não deve 
ser realizado 
• Alergia cruzada com as penicilinas 
• Tromboflebite pós injeção intravenosa 
• Nefro toxicidade 
• Disfunção plaquetária 
• Efeito do tipo dissulfiram ou antabuse: 
hipersensibilidade ao álcool (se o paciente está 
usando cefalosporina e toma álcool), com 
convulsões, arritmias cardíacas e depressão 
respiratória 
 
 
 
Possuem um anel beta-lactâmico único. Apresentam bastante atividade em E. coli, 
Klebsioella pneumoniae, pseudomonas aeruginosa, H. influenza. 
 
 
• Aztreonam: exclusivo pra gram negativo aeróbio, pega bem Pseudomonas. Pode ser usado em pacientes 
alérgicos a penicilina. 
É administrado EV e pouco tóxico 
Bactéria MRSA (Staphylococcus aureus resistente à meticilina): 
são bactérias que desenvolveram resistência a alguns 
antibióticos como penicilinas e cefalosporinas. Dar vancomicina 
 
Estável contra muitas betalactamases e tem boa penetração no LCR 
 exclusivamente pra infecções hospitalares, eficácia contra uma ampla gama de gram negativos 
(penetram facilmente as porinas), positivos e anaeróbios. Tem o espectro mais amplo que todos os antibióticos 
betas lactâmicos. São usados na ineficácia das outras classes. Só não funciona em bactéria KPC.
 
 
 
 
 
 
1º geração: 
• Ertapenem: não é eficaz contra Pseudomonas 
aeruginosa e Acinetobacter spp 
 
 
 
2º geração: 
• Meropenem: usado em infecções resistentes 
aos demais antibióticos 
• Imipenem 
• doripenem 
 
todos pegam pseudomonas e não é indicado utiliza-los sem antibiograma 
como efeito adverso: crise convulsiva 
 
medicamentos usados pra pseudomonas aeruginosa (bact. Hosp.): carbenecilina, piperacilina, ciprofloxacina, 
Ceftazidime, Cefepime, astreonan, todos os carbapenemicos 
 
tratamento da pielonefrite: Ceftriaxona é a 1ª linha, caso tiver antibiograma usar ciprofloxacina 
 
artrite séptica: Ceftriaxona por 21 dias (S. aureus, neisseria gonorrhoeae) 
 
infecção gonocócica anogenital (uretra, colo do útero e anus): Ceftriaxona IM + azitromicina VO dose única 
 
tratamento da pneumonia comunitária do paciente idoso/com comorbidades: Ceftriaxona + claritromicina que 
cobre as bact. Atípicas (macrolídeos). pode ser causada por H. influenza, pneumococos, bactérias atípicas 
(micoplsama, clamídia e legionella) 
 
 
 
Bactéria KPC gram negativa mais comum do hospital 
que é produtora de carbapenemase, mesmo dando o 
beta lactâmico mais potente essa bact. Não morre 
• Polimixina B: antibiótico antigo e muito tóxico, é 
o único que trata 
 
 
Bactérias produtoras de betalactamase de amplo 
espectro: quando produz esse tipo de 
betalactamase só não destrói os carbapenemicos, o 
resto tudo sim 
 
Meningite bacteriana 
 
Diagnóstico é feito por análise de líquor, mas a terapia deve ser iniciada imediatamente e o fármaco de escolha deve ser bactericida pois o 
sistema imune do SNC é deficitário. 
Terapia imediata: antimicrobiano + dexametasona (o antimicrobiano deve ser a Ceftriaxona caso o paciente tenha menos de 50 anos, já em 
caso de paciente com mais de 50 anos, imunossuprimidos ou gestante deve ser adicionada ao tratamento a ampicilina que cobre uma bact. 
Que pode estar presente em imunossuprimidos, a listeria. O corticoide é usado pra diminuir as sequelas da meningite. 
 
Agentes etiológicos: 
• Streptococos pneumoniae, neisseria meningitidis, H. influenza: Ceftriaxona cobre 
• Listeria monocytogenes: ampicilina ou penicilina G cobre 
 
 
São inibidores da síntese da parede celular. Tem como representantes à Vancomicina e a Tiecoplanina. 
 
Possui espectro de ação para cocos gram positivos: 
• Estreptococos 
• Enterococos 
• Estafilococos 
 
Vancomicina 
 
• Bactericida para S. Aureus meticilino-resistente (MRSA) no caso de sepse e endocardite, para 
Enterococos e Clostridium Difficile que causa a colite pseudomembranosa (1ª linha) 
• A administração para todos é endovenosa com exceção da colite que é via oral 
• Possui excreção por filtração glomerular 
• Efeitos colaterais: flebite no local da infusão, calafrios, febre, ototoxicidade, nefrotoxicidade, 
ruborização 
• A ruborização com esse medicamento se chama síndrome do homem vermelho que é causada pela 
liberação de histamina, melhora com a interrupção do medicamento por um período 
• Tiecoplanina: semelhante à vancomicina em espectro, mas possui administração endovenosa ou 
intramuscular uma vez ao dia 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Outros agentes ativos na parede e membrana celular (não fazem parte de nenhuma classe) 
 
• Daptomicina: ativa contra cepas de S. Aureus e Enterococos resistentes a Vancomicina. Seliga a membrana 
celular da bactéria, causa efluxo de potássio e morte celular. 
Pode causar miopatia. 
Não é indicada pro tratamento da pneumonia por ser antagonista do surfactante, ou seja, o surfactante 
pulmonar inibe esse medicamento. 
 
• Polimixina: interagem com os fosfolipídios da membrana celular, desorganizando-a e modificando a usa 
permeabilidade 
Ativas em bactérias gram negativas e produtoras de carbapenemase 
Indicado no tratamento de KPC 
Nefrotóxica e neurotóxica 
 
• Fosfomicina: inibe a síntese da parede celular por interferir na produção do ácido acetilmurâmico. É ativo em 
gram positivos e negativos. 
Usado em dose única em casos de cistite nas mulheres = indicação de tratamento empírico da cistite 
 
Colite pseudomembranosa: causa diarreia, 
febre, dor abdominal... 
É uma infecção do cólon por toxinas do 
C.difficile que ocorre em pacientes que 
usam antibióticos de amplo espectro 
São antibióticos bactericidas ativos contra bactérias gram negativas e é nefrotóxico. Doses devem ser corrigidas na 
insuficiência renal. Aminoglicosídeos aumentam a potência dos beta lactâmicos (mecanismo sinérgico). 
 
Mecanismo de ação: inibidores irreversíveis da síntese proteica nas células bacterianas. Ultrapassa inicialmente os 
canais de porina da membrana externa e depois é transportado ativamente pela membrana celular até o citoplasma 
ligando-se à subunidade 30S dos ribossomos 
 
• Gentamicina 
• Neomicina: nebacetin 
• Tobramicina 
• Amicacina: maior resistência às 
enzimas inativadoras 
• Netilmicina 
• Estreptomicina 
 
Características gerais: 
 
• Geralmente usados em combinação com beta-
lactâmicos em infecções graves por gram 
negativos 
• É o tratamento da endocardite por gram positivos 
em associação com oxacilina ou vancomicina 
• Tratamento da tuberculose: estreptomicina 
• Não atua em anaeróbios 
• Mecanismo de resistência: produção de enzimas 
transferases que inativam o antibiótico 
• Administração EV ou IM, doses devem ser 
corrigidas na insuficiência renal 
 
 
Nebacetin: tem em sua fórmula o sulfato de neomicina e bacitracina zincica 
• Apresenta melhor eficácia e menos toxicidade quando a dose total é injetada em uma dose diária 
• Nunca usados isoladamente pois há rápido surgimento da resistência bacteriana, com exceção das infecções 
urinarias 
• Muito usados na endocardite infecciosa (gentamicina) associada a beta lactâmicos ou vancomicina 
• Neomicina: usado em formulações tópicas como pomadas e colírio 
 
Efeitos adversos dos aminoglicosídeos: 
 
• Ototoxicidade: pode causar perda da audição 
permanente, inicialmente começa com a perda de 
audição pra alta frequência e depois perde a 
audição pra baixa frequência também 
• Nefro toxicidade reversível: aumento dos níveis 
séricos de creatinina 
• Bloqueio neuromuscular: bloqueia a liberação da 
acetilcolina e é revertido com o uso de sais de 
cálcio 
• Disfunção vestibular: vertigens e desequilíbrio 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
São bacteriostáticos inibidores da síntese proteica que agem na subunidade 30S do ribossomo bacteriano, produtos 
naturais originalmente obtidos de Streptomyces spp, apresentam amplo espectro de ação: bactérias aeróbias e 
anaeróbias, gram positivos e negativos (pega bactérias atípicas). Não é usado em infecções graves. 
Efeito em: 
• Chlamydia: causadora de uma doença 
ulcerosa sexualmente transmissível (linfo 
granuloma venéreo) 
• Rickettsia 
• Mycoplasma 
• Espiroquetas (treponema pallidum) 
 
Mecanismos de resistência dessas bactérias: bombas de efluxo, proteção ribossomal e inativação de enzimas 
 
• Tetracicilina e Oxitetraciclina → absorção 
entre 60-70% 
• Doxicicilina e Minociclina → absorção entre 
95-100% 
• Tigeciclina: via endovenosa. 
• Altamente quelantes (Ca2+, Mg2+, Fe2/3+, Al3+) 
→ não consumir com leite, antiácidos e 
preparações de ferro, bem como suplementos 
• Não consumir com alimento 
• Doses usuais 
Tetraciclina e Oxitetraciclina → 500 mg 4x/dia 
Doxiciclina e Minociclina → 50-100 mg 1-2x/dia 
• Apresentam ampla distribuição, permeando 
BHE e barreira placentária 
• Excreção biliar e renal 
Doxiciclina: tetraciclina mais utilizada na prática 
clínica 
 
 
Usos clínicos: 
• Acne e cólera 
• Clamídia (chlamydia trachomatis) 
• Antraz (bacillus antracis) 
• Endocardite por bartonella 
• Brucelose 
• Peste (yersínia pestis) 
• Febre Q (coxiella burnetti) 
• Febre maculosa 
• Tifo 
• Também age em IST: íngua, lesão ulcerada do 
pênis, elefantíase da bolsa escrotal 
 
 
Tigeciclina 
 
Usada em cepas resistentes as demais tetraciclinas por possuir amplo espectro de ação 
Administração EV 
Espectro pra: 
• Estafilococos epidermidis e aureus (inclusive 
resistentes a meticilina e vancomicina) 
• Estreptococos resistentes a penicilina 
• Enterococos, inclusive aos resistentes a 
vancomicina 
• Enterobactérias 
• Anaeróbios 
• Riquetsias, micoplasma, clamídia, legionella 
• Proteus sp e pseudomonas aeruginosa são 
intrinsicamente resistentes 
 
Efeitos colaterais 
 
• Efeitos gastrointestinais: queimação, desconforto, náuseas, vômitos e diarreia 
• Reações a foto sensibilidade 
• Toxicidade hepática e renal 
• Acastanhamento dos dentes das crianças 
• Não usar em gestantes e crianças até 8 anos por apresentar inibição do crescimento 
ósseo e pigmentação cinzenta permanente dos dentes 
 
mecanismo de ação: bloqueio do alongamento da cadeia polipeptídica, ou seja, inibem a síntese proteica na 
subunidade 50S do ribossomo bacteriano. Usado na amigdalite, pneumonia em paciente jovem. 
 
• Eritromicina: 1ª a ser desenvolvida, usada atualmente apenas pra tratar difteria 
• Claritromicina: 
• azitromicina: muito usada no COVID, é a mais usada 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
São medicamentos substitutos das penicilinas no caso dos pacientes alérgicos. 
Sua ação pode ser bactericida ou bacteriostática a depender da sua concentração e do tipo de microrganismo 
Azitromicina e claritromicina são derivados sintéticos da eritromicina 
 
Uso clínico 
 
• usados majoritariamente no tratamento de 
patologias do trato respiratório causadas por 
streptococos pneumoniae, H. influenza, e outros 
patógenos atípicos como micoplasma, legionella e 
chlamydophilia 
• tratamento alternativo às penicilinas: 
pneumonias, faringites/tonsilites, sinusites, 
infecções de via aérea superior 
• infecções não complicadas na pele 
• bastante efetivo no tratamento da clamídia 
(azitromicina dose única) 
• tratamento de gastrite/duodenite por H.pylori 
• ativos contra infecção por neisseria sp 
• eritromicina é o tratamento preferido na difteria 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Esses medicamentos não possuem necessidade de ajuste em caso de insuficiência renal por possuírem excreção 
biliar 
Atravessam a placenta e alcançam o feto 
Azitromicina pode causar o aumento do intervalo QT, arritmia cardíaca 
 
 
Faringite aguda, paciente alérgico à 
penicilina: 
Azitromicina 500mg VO ao dia por 5 dias. 
Paciente com pneumonia, menor que 50 anos, sem comorbidades: 
✓ Amoxicilina 500mg VO 8/8hs por 7dias ou 
✓ Azitromicina 500mg VO ao dia por 5 dias ou 
✓ Claritromicina 500mg VO 12/12hs por 7 dias. 
Efeitos adversos dos macrolídeos 
 
• hepatotoxicidade: principalmente a eritromicina 
• transtornos gástricos: epigastralgia e azia 
• toxicidade cardiológica: arritmia cardíaca 
• erupções cutâneas 
• interação enzimática (inibem a CYP3A4) 
potencializando a ação da carbamazepina, 
corticoesteroides, ciclosporina, digoxina, teofilina, 
triazolam, valproato e varfarina 
 
 
 
 
 
Lincomicina e clindamicina 
 Clindamicina: junto com a ampicilina mais causam colite pseudomembranosa, por isso não é tão usada. Cocos gram 
positivos e anaeróbios (pode ser usada pra abcessos) 
• pode ser administrada VO ou EV 
• apresenta ampla distribuição nos tecidos 
• não atravessa a barreiahematoencefálica 
• captada ativamente por leucócitos (abcessos) 
• metabolismo hepático 
• excreção biliar e renal 
• interfere no alongamento da cadeia polipeptídica 
• inibe a transpeptidação 
• sem ajuste na insuficiência renal 
• não atua em gram negativas 
 
uso clínico 
 
• infecções cutâneas e de partes moles causadas 
por estreptococos e estafilococos 
• ativa contra S. Aureus resistente à meticilina 
adquirida na comunidade 
• lesões perfurantes de abdome e intestino em 
associação com aminoglicosídeos ou 
cefalosporinas de 3ª geração 
• profilaxia da endocardite em pacientes alérgicos a 
penicilina 
• toxoplasmose cerebral em pacientes com AIDS em 
associação a pirimetiamina 
 
efeitos adversos 
 
• náuseas e vômitos 
• anorexia 
• flatulência 
• dor abdominal 
• diarreia 
• colite pseudomembranosa por clostridium 
difficile 
• prolongamento do período de paralisia pós 
anestésicas 
• elevação das transaminases séricas 
 
 
 
Mecanismo de ação: bloqueio da síntese de ácido fólico 
 
Indicações clínicas: infecções não complicadas do trato urinário 
 
Sulfas absorvidas: via oral, tópica ou parenteral 
• usadas em infecções não complicadas do do ITU (E. coli) 
• infecções respiratórias: pneumococos, klebsiella pneumoniae, Haemophillus, Morasella Catarrhalis 
• infecções intestinais: são raramente usadas por possuir cepas resistentes 
• nocardiose pulmonar, cutânea, articular e óssea 
• toxoplasmose: sulfadiazina, primetamina 
• malária 
• sulfas de uso tópico: sulfasalazina pra colite ulcerativa aguda e enterite regional, sulfadiazina de prata 
pra profilaxia de infecções e queimados, sulfacetamina pra conjuntivite bacteriana 
• pneumocistose: pneumonia em paciente HIV positivo, a 1ª linha de tratamento é bactrin endovenoso 
 
• bactrin (sulfametoxazol + trimetoprim): não tem ação em anaeróbios, pseudomonas aeruginosa e 
micoplasma, é ativa contra estafilococos aureus sensíveis e resistentes a meticilina 
 
 
 
sulfametoxazol + trimetropim: 
• Absorção mais rápida da trimetroprima 
• A combinação é bactericida 
• A sulfa isolada é bacteriostática 
Linezolida: não tem classe 
 
• antibiótico sintético membro das oxazolidinonas 
• espectro: gram positovos (estafilo MRSA, estrepto e Enterococos), cocos gram positivos anaeróbios, 
corinebactérias, nocardia, listeria 
• bacteriostático: age inibindo a formação do complexo ribossomal incial na subunidade 50S 
• via oral ou EV 
• uso clinico: Enterococos resistentes a vancomicina, pneumonia e infecção de pele/partes moles 
• efeitos colaterais: trombocitopenia, neuropatia óptica e periférica, síndrome serotoninérgica 
(associação com antidepressivos) 
 
tratamento do MRSA: vancomicina/teicoplanina, daptomicina, linezolida 
 
 
 
Reações adversas ao medicamento: 
 
• Iniciam uma semana após o uso 
• Cefaleia, anorexia e vômitos 
• cristalúria 
• Distúrbios hematopoiéticos: anemia hemolítica aguda, agranulocitose e anemia aplástica (rara) 
• Reações de hipersensibilidade: urticária, eritrodermia, rashes... 
• síndrome de steven johson: reação de hipersensibilidade com erupções cutâneas e de mucosas, grave e 
potencialmente fatal 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Inibem a tropoisomerase II (DNA girasse) impedindo o relaxamento do DNA superespiralado 
As quinolonas são usadas na pneumonia atípica por micoplasma, clamídia e legionella. Também são ativas 
contra legionella 
 
1ª geração 
 
• Ácido nalidíxico 
• Ácido pipemídico 
• Cinoxacino 
 
2ª geração 
 
• Norfloxacino 
• Lomefloxacino 
• Pefloxacino 
• Ofloxacino 
• Ciprofloxacino: o melhor pra gram negativo, 
inclusive pseudomonas aeruginosa. Tem 
administração endovenosa também 
 
 
 
3ª geração 
 
• Levofloxacino: atividade superior contra 
gram positivos, inclusive Streptococcus 
pneumoniae 
• Sparfloxacino 
• Moxifloxacino: atividade melhorada contra 
gram positivos como S. pneumoniae e S. 
aureus 
• Gatifloxacino 
 
4ª geração 
 
• Gemifloxacino 
• Trovafloxacino 
• Clinafloxacino 
• Sitafloxacino 
• Garenoxacina 
 
Ciprofloxacino e levofloxacino : excelente atividade para gram negativos, e boa contra gram positivos. 
Ativos: Enterobacter, Pseudomonas, Neisseria, Haemoplilus, Campylobacter. Estafilococos sensíveis à 
meticilina. 
 
Farmacocinética das quinolonas 
 
o São absorvidas pelo TGI (possuem boa biodisponibilidade) 
o Distribui e atinge concentrações séricas consideráveis nos aparelhos: urogenital e respiratório 
o Possui baixa concentração no Líquor (exceto a Ofloxacina) 
o Possuem excreção renal 
o Podem ser usados por via parenteral quando necessários 
o Sua absorção é prejudicada por cálcio, magnésio, alumínio e antiácidos 
 
 
Uso clínico 
 
• ITUs 
• Infecção do TGI: diarreia causada por Shigella, 
Salmonella, E. coli 
• Infecções respiratórias: uso em infecções por 
H. influenza, Moraxella Catarrhalis, S. aureus, 
M.pneumoniae, chlamydia e legionella 
• Osteomilite por S. aureus 
• Profilaxia da meningite meningocócica: 
ciprofloxacino em dose única 
• Fluoroquinolonas respiratórias: levofloxacino, 
moxifloxacino 
 
Efeitos adversos das quinolonas: 
 
• Náuseas, vômitos e diarreia 
• Cefaleia, tontura, insônia, neuropatia 
periférica 
• Prolongamento do intervalo QT (arritmias 
graves) 
• Compromete a cartilagem de crescimento, 
por isso não indicado pra menores de 18 anos 
• Tendinite e ruptura de tendão 
 
 
Infecção urinária baixa 
 
Quais os principais sintomas 
• Necessidade urgente de urinar com 
frequência 
• Elimina pouca urina durante a micção 
• Ardor durante a micção 
• Dores na bexiga, costas e baixo ventre 
• Febre 
• Sangue na urina nos casos mais graves 
 
 
 
Exames laboratoriais 
• Parcial de urina com sedimento corado 
• Urocultura com antibiograma 
• PSA (antígeno prostático específico) 
 
tratamento 
• Cistite: nitrofurantoina por 7 dias ou 
fosfomicina dose única ou ciproflxacino por 3 
dias 
• Prostatite aguda: ciprofloxacino por 14 dias 
ou sulfametoxazol + trimetropim por 14 dias
 
 
 
Metronidazol: não possui classe, mas também atua a nível de DNA 
 
• Tem mecanismo de ação bactericida: é 
absorvido pela bactéria e degradado, gerando 
compostos citotóxicos que causam a ruptura 
da estrutura helicoidal do DNA bacteriano e 
inibição da sua síntese 
 
indicações 
• Giardíase, amebíase, tricomaníase, vaginites 
por Gardnerella vaginalis 
• Infecçoes anaeróbias (melhor droga) 
• Tratamento de pacientes portadores de 
periodontite crônica refrataria 
 
Espectro de ação 
• Bem absorvido via oral, também é usado via 
endovenosa 
• Penetra o SNC 
• Metabolização hepática 
• Efeitos colaterais: náuseas, diarreia, estomatite, 
efeito dissulfiram 
Tetraciclina e ciprofloxacino não podem 
ser tomados com leite: podem ser 
queladas pelo cálcio 
• Bactérias anaeróbias (não tem atividade em 
aeróbios) 
• Protozoários: giardíase, amebíase e 
tricomoníase 
 
Indicações clínicas 
• Infecções intra-abdominais por anaeróbios ou 
mistas (em combinação com outros antib), 
por exemplo na peritonite secundária 
(apendicite supurada, perfuração intestinal, 
pancreatite necrosante) é usado Ceftriaxona + 
metronidazol 
• Vaginites: em dose única ou via oral por 7 
dias, também tem de uso tópico 
• Colite pseudomembranosa (clostridium 
difficile): tratamento de 2ª linha 
• Abcesso cerebral: cefrtriaxona + metronidazol 
(anaeróbios, S. aureus e S. pyogenes) 
 
Vulvovaginites: infecção da vulva e vagina, 
pode ser vaginose bacteriana, protozoário ou 
fungo (cândida)

Mais conteúdos dessa disciplina