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10 UNIVERSIDADE PITÁGORAS UNOPAR CURSO DE BACHARELADO EM ENFERMAGEM maria divina florencio da silva RELATÓRIO DE ESTÁGIO CURRICULAR EM eNFERMAGEM: HOSPITALAR Colinas do Tocantins 2023 maria divina florencio da silva RELATÓRIO DE ESTÁGIO CURRICULAR EM ENFERMAGEM: HOSPITALAR Relatório de Estágio em Enfermagem apresentado como requisito parcial para a integralização curricular. Orientadora: Profa. Francielly Imazu Gomes Colinas do Tocantins 2023 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO 3 2 DESENVOLVIMENTO: APROXIMAÇÃO TEÓRICO PRÁTICA 4 2.1 – Apresentação e contextualização das ações gerenciais do enfermeiro de unidade 4 2.2 – Apresentação e contextualização das ações assistenciais do enfermeiro de unidade 5 2.3 – Experiências pessoais 6 3 CONSIDERAÇÕES FINAIS 8 REFERÊNCIAS 9 ANEXOS 10 ANEXO A – Termo de validação do Relatório de Estágio 10 INTRODUÇÃO O relatório de estágio supervisionado em enfermagem hospitalar tem por objetivo aprimorar a parte prática do futuro profissional em enfermagem, faz parte obrigatória da grade curricular, sendo o momento de oportunidade do estudante em atuar prestando auxilio à área de enfermagem conhecendo toda a rotina de um hospital, obtendo experiência e conhecimento da profissão. Durante o estágio, o estudante tem a oportunidade de conviver e aprender com outros diferentes profissionais. Durante a realização do estágio em enfermagem hospitalar o acadêmico em enfermagem tem a oportunidade de realmente conhecer a fundo sua futura profissão, com seus desafios e anseios, adquirindo experiência, enfrentando situações diárias de dificuldades. Para atingir a excelência dos serviços prestados, durante a formação profissional, através do estágio em enfermagem hospitalar supervisionado, é necessário ter a experiência prática e não apenas a parte teórica. Este relatório de estágio hospitalar supervisionado tem por objetivo descrever todas as atividades que realizei durante o estágio, em diversos setores do hospital Municipal de Colinas do Tocantins, completando a carga horária de 400 horas. Os cuidados de enfermagem de modo geral tem como finalidade evitar que ocorram complicações no quadro do paciente. Porém, o enfermeiro tem o dever de reconhecer os sinais e sintomas nesses casos através da anamnese, e exame físico, para realizar um atendimento adequado e com qualidade. Sendo assim, o enfermeiro tem um papel muito importante, pois é o profissional de saúde que está por mais tempo próximo do paciente e deve ter um olhar apurado para identificar qualquer risco ou complicação precocemente. Portanto, obter conhecimentos e utilizá-los em intervenções corretas é parte da responsabilidade da equipe de enfermagem, que deve manter-se sempre atualizada para que haja uma atuação mais eficaz no cuidado do paciente, visando a diminuição de riscos, complicações e morte. DESENVOLVIMENTO: APROXIMAÇÃO TEÓRICO PRÁTICA 2.1 Apresentação e contextualização das ações gerenciais do enfermeiro da unidade As ações gerenciais dos enfermeiros no hospital revelaram que suas atuações no cenário hospitalar estão diretamente relacionadas à utilização de estratégias e/ou ferramentas gerenciais, que estimulem e valorizem a interação e participação da equipe no processo de tomada de decisões. O enfermeiro no contexto hospitalar realiza atividades que vão desde a prestação do cuidado direto ao paciente até aquelas de caráter gerencial, conferindo-lhe especialmente uma concessão singular, permitindo-lhe agir com mais autonomia, assim como interferir na tomada de decisões dentro da organização. Ao realizar o trabalho em equipe, cabe a esse profissional maior capacidade em lidar com conflitos e desafios, como também gerenciar as atividades em um ambiente de confiança e de satisfação. Dessa forma, a liderança auxilia o enfermeiro na construção de um ambiente de trabalho satisfatório, por meio do estabelecimento de vínculos profissionais saudáveis e de processos dialógicos efetivos entre a equipe de enfermagem e os integrantes da equipe multiprofissional. É notório enfatizar que, por meio da liderança, o enfermeiro faz o elo para conformar os objetivos organizacionais com os objetivos da equipe de enfermagem, almejando o aprimoramento da prática profissional e a qualidade da assistência prestada. Portanto, o enfermeiro é caracterizado como elemento facilitador do trabalho da equipe. Na Enfermagem, a gerência do cuidado de enfermagem mobiliza ações nas relações, interações e associações entre as pessoas como seres humanos complexos e que vivenciam a organicidade do sistema de cuidado complexo, constituída por equipes de enfermagem e saúde com competências/aptidões/potências gerenciais próprias ou inerentes às atividades profissionais dos enfermeiros. A prática gerencial do enfermeiro envolve múltiplas ações de gerenciar cuidando e educando, de cuidar gerenciando e educando, de educar cuidando e gerenciando, construindo conhecimentos e articulando os diversos serviços hospitalares e para hospitalares, em busca da melhor qualidade do cuidado, como direito do cidadão. Entretanto, muitos enfermeiros ainda consideram gerenciar e cuidar como atividades dicotômicas e incompatíveis em sua realização e estabelecem uma diferença entre cuidado direto e cuidado indireto, valorizando e entendendo como cuidado somente aquilo que depende de sua ação direta junto ao paciente. Nesse sentido, o cuidado indireto, apesar de ser uma ação voltada à organização e implementação do cuidado direto, muitas vezes, ainda é pouco compreendido entre os enfermeiros como uma dimensão complementar do processo de cuidar. 2.2 Apresentação e contextualização das ações assistenciais do enfermeiro da unidade O profissional enfermeiro carrega sobre si o papel primordial na classificação, este por vez tem a responsabilidade nas portas de entrada das urgências e emergências de acolher e avaliar o usuário em suas múltiplas demandas. Cabe ressaltar que ser enfermeiro é ter como meio de trabalho o homem, e como indivíduo da ocorrência para desenvolvimento do seu trabalho, o próprio homem. Vê-se então que há uma aproximação significativa em que o profissional tem a chance de atuar, acumulando experiências e a partir das experiências, o mesmo amplia a capacidade de diagnosticar problemas e encaminhar soluções de acordo com os sinais e sintomas apresentados pelo paciente. No hospital pude observa que o enfermeiro é responsável pela assistência junto a sua equipe, no qual na assistência realiza ações de classificação, triagem e diagnóstico de enfermagem. As principais atividades vivenciadas realizadas por nós acadêmicos e também visualizadas e acompanhadas por nós foram: · Assistência do enfermeiro ao paciente na sala vermelha; · Assistência do enfermeiro na introdução de cateter vesical de demora; · Introdução de cateter central; · Realização de exames; · Assistência a realização de curativos; · Orientação na consulta médica; · Acompanhamento de realização de medicações; · Realização de alta hospitalar; · Realização de SAE; · Realização de triagem e classificação. 2.3 Experiências pessoais Durante o desenvolvimento do estágio, como acadêmica concluir que o estágio permitiu a realização do afloramento de todo meu potencial, além de refletir todas as responsabilidades do enfermeiro na prática. Sabe-se que toda assistência ela é crucial para o restabelecimento do estado de saúde, assim o enfermeiro acompanha o desenvolvimento de todos os procedimentos realizados pela sua equipe, uma grande parte deles são de responsabilidade privativa do enfermeiro. Por exemplo, na sala vermelha, o que mais observamos foi a introdução de Sonda vesical de demora, que é um tubo fino e flexível que é inserido desde a uretra até à bexiga, para permitir a saída de urina para um saco coletor. Outro procedimento que pude acompanhar foi a passagem da Sonda Nasogástrica que é um tubo fino e flexível, que é colocado no hospital desde o nariz até ao estômago, e que permite manter a alimentaçãoe a administração de medicamentos em pessoas que não conseguem engolir ou se alimentar normalmente, devido a algum tipo de cirurgia na região da boca e garganta, ou devido a doenças degenerativas, ou quando o paciente se encontra impossibilitado. Alimentar através da sonda é um processo relativamente simples, no entanto, é importante ter alguns cuidados para evitar que a sonda saia do lugar e para impedir que a alimentação possa chegar nos pulmões, podendo causar uma pneumonia, por exemplo. Por isso, o enfermeiro deve sempre avaliar o posicionamento da sonda dos pacientes da sala vermelha, caso observe alguma intercorrência o dispositivo deve ser retirado e passado outro comunicando o médico. Outro exame bastante realizado pelo enfermeiro é o eletrocardiograma que consiste na compreensão anatômica dos impulsos elétricos necessários para a contração do miocárdio. O eletrocardiograma permite a avaliação elétrica da atividade cardíaca do paciente apresentada em gráficos. Muitos pacientes queixam se de dor no peito, com sintomas que leva-se a suspeita de infarto, muitas veze o médico solicita o exame para descartar esse diagnóstico, sendo responsabilidade do enfermeiro juntamente com sua equipe de realizar o exame. Pacientes em estado críticos ou semicríticos aguardam uma vaga e transferência para o hospitais de referência da cidade, nesse caso eles são estabilizados, até o surgimento da vaga, ou mesmo, ter condições favoráveis para transferência. O médico pode solicitar que o enfermeiro prepare os instrumentos necessários para a realização do cateter central, geralmente realizado na subclávia. O acesso venoso central é um procedimento frequente nas unidades de terapia intensiva e, embora seja muito útil, o seu caráter invasivo traz algumas complicações graves. Por isso, vários cuidados deve ser realizados para a manutenção do cateter venoso, entre eles, a realização do curativo do cateter. Pude compreender que o enfermeiro deve ter conhecimento sobre quais são os materiais necessários para inserção do cateter venoso central, oferecendo junto ao médico os cuidados necessários para que se obtenha sucesso na introdução desse dispositivo que para o paciente grave é de grande importância. A organização de toda assistência é prestada também é crucial, por isso, em alguns procedimentos existe na unidade os protocolos a ser seguidos, de modo, que o paciente receba assistência imediata conforme seu diagnóstico, cada minuto é valioso. Desse modo, o enfermeiro é o líder, exerce a liderança, organizando, direcionando a equipe, de modo, que a assistência oferecida a comunidade realmente seja de qualidade. Buscando sempre que o paciente se recupere e volte para seu lar, com autonomia e saúde. CONSIDERAÇÕES FINAIS O estágio permite que o acadêmico reflita sobre seus conhecimentos, realizando uma análise sobre o conhecimento adquirido na teoria e na prática, fazendo uma breve analise de toda fundamentação teórica adquirida ao longo do curso, contribuindo para um maior aprendizado. Sendo assim, o estágio em enfermagem hospitalar proporcionou uma melhor compreensão sobre a pratica da profissão, onde o supervisor de estagio tirou todas as dúvidas apresentadas, dando autonomia ao estagiário para a pratica das atividades de estagio, de forma que sua orientação foi bastante satisfatória. Foi possível vivenciar o enfermeiro dentro do hospital, contando com as considerações da orientadora e supervisora de estágio, as quais muito contribuíram para melhor desempenho das atividades com qualidade representando muito para quem no momento está em processo de aprendizagem e no início da atuação. Desse modo, pude observar a realidade de casos diferenciados entre si, e visualizando a atuação do supervisor de campo, aprendi como lidar e agir com o imprevisível. REFERÊNCIAS CURITIBA. Secretaria da Justiça. Relatório de atividades. Curitiba, 2004. DEMO, Pedro. Metodologia do conhecimento científico. São Paulo: Atlas, 1999. JULIANI, R.GM. Organização e Funcionamento de Farmácia Hospitalar. 1.ed. São Paulo: Érica: Saraiva, 2016. FARIA, C.O. et al. Farmácia Hospitalar. Porto alegre: SGAH, 2019. Portaria Nº 4.283, de 30 de dezembro de 2010. Aprova as diretrizes e estratégias para organização, fortalecimento e aprimoramento das ações e serviços de farmácia no âmbito dos hospitais. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2010/prt4283_30_12_201 0.html. SOUZA, C. A.; et. al. Cultura de segurança em unidades de terapia intensiva: perspectiva dos profissionais de saúde. Revista Gaúcha de Enfermagem. Porto Alegre, v. 40, e20180294, 2019. Disponível em: https://bit.ly/3qKVPJ1. Acesso em: 02 abr. 2021. UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ. Biblioteca Central. Normas para apresentação de trabalhos. 2. ed. Curitiba: UFPR, 1992. v. 2. ANEXO A – Termo de validação do Relatório de Estágio image1.png