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Panorama da suinocultura Zootecnia II Panorama da suinocultura 1- A suinocultura no contexto mundial 2- Cadeia produtiva da carne suína no Brasil Introdução ⤷ Suíno doméstico (Sus scrofa); ⤷ Originado do Javali; ⤷ Período da domesticação (8000 a 5000 a. C); ⤷ Brasil: ● Chegada no litoral paulista (São Vicente) em 1532. ⤷ Suíno: Espécie bastante difundida Suinocultura no contexto mundial ⤷ Últimos 20 anos crescimento da produção mundial de carne = 42,7% ● 78,2 para 111,7 milhões de t. ⤷ No mesmo período o plantel cresceu apenas 7,1% ● 900 para 964 milhões de cabeças ⤷ Produção de carne (42,7%) X Plantel (7,1%) ⤷ Comparativo do consumo per capita médio estimado de carnes no mundo ⤷ Consumo médio de carne suína / habitante / ano ⤷ Principais razões da queda da exportação de carne suína pelo Brasil: ● Problemas sanitários (OK) ● ⬇ competitividade: - ⬆relativo $ do transporte rodoviário, - ⬆$ portuário (70% maiores que na Europa), - ⬆$ mão de obra, - ⬆$ da energia elétrica para a indústria. Cadeia produtiva da carne suína no Brasil ⤷ Objetivo: Abordar os principais agentes envolvidos na cadeia produtiva da carne suína ⤷ Os agentes estão envolvidos com um dos seguintes segmentos: ● Insumos ● Pecuário ● Intermediação ● Abate e processamento ● Distribuição e consumo ⤷ Segmento de insumos (produtos para a saúde animal) ● Faturamento anual da indústria brasileira de produtos para saúde animal ⤷ Participação percentual no faturamento da indústria brasileira de produtos para saúde animal - Quais as matérias primas mais usadas na produção de rações ? - O Brasil é auto suficiente na produção dessas matérias primas ? ⤷ Produção brasileira de milho e de soja grão e farelo - Plantio e colheita da primeira safra (regiões sul, sudeste e centro-oeste) - Plantio e colheita da segunda safra (regiões centro-oeste, sul e sudeste) ⤷ Distribuição do rebanho suíno brasileiro ⤷ Rebanho suíno brasileiro (103 cabeças) ● Região sul: 59 % ⤷ Produção brasileira de carne suína (103 toneladas) ● Região sul: 60 % ⤷ Sistemas de Produção ou de Criação de Suínos (Produtor, qualidade genética dos animais, programa nutricional, práticas de manejo, características das instalações, tipos de insumos para controle sanitário): Níveis de produtividade e custo de implantação da unidade de produção). ● Regimes Intensivos (Regime totalmente confinado, regime de criação ao ar livre e regime semi-confinado) ● Regime extensivo ⤷ Ciclo de produção dos suínos SUINOCULTURA MUNDIAL E BRASILEIRA ⤷ Sistemas de Produção ou de Criação de Suínos : ● Sistemas Intensivos (Sistema totalmente confinado, sistema de criação ao ar livre e sistema semi-confinado) ● Sistema extensivo Sistema totalmente confinado ⤷ Formas de alojamento das diferentes categorias animais ⤷ Matrizes em pré-gestação e gestação mantidas individualmente ⤷ Matrizes em pré-gestação e gestação mantidas em grupo ⤷ Matrizes em lactação mantidas em gaiolas de parição ⤷ Matrizes em lactação mantidas em baias de parição ⤷ Cachaços em baias individuais ⤷ Baias coletivas para leitões em fases pré-inicial e inicial ⤷ Criação de suínos nas fases pré-inicial e inicial no sistema de cama sobreposta ⤷ Baias coletivas para suínos nas fases de recria e terminação ⤷ Criação de suínos nas fases de recria e terminação no sist. de cama sobreposta Sistema de criação ao ar livre Sistemas semi-confinado Tipos de produção de suínos ⤷ Produto comercializado e as categorias animais presentes nas granjas: ● Produção de ciclo completo (CC) ● Produção de leitões - Unidade de Produção de Leitões (UPL - 18 a 22kg) - Unidade de Produção de Desmamados (UPD - 6 a 8 kg) - Crechários ● Produção de animais terminados - Sistema convencional (UT) - Sistema “Wean to finish” (WF) ● Produção de reprodutores ● Produção de ciclo completo (CC): Predominou no Brasil até meados dos anos 90. ● Distribuição dos setores: ○ Em um único sítio de criação ○ Em dois sítios de criação (UPL e UT) ○ Em três sítios de criação (UPD, Creche e UT) ○ Em quatro sítios de criação (UPD, Creche, UT e UPM) ⤷ Produção de leitões (UPL, UPD e Crechario) Produção de animais terminados (Unidades de terminação - UT e Sistema “wean to finish – WF”). ⤷ Valores de venda: ● Suíno terminado: R$ 65,00/arroba de carcaça; R$ 4,33/kg de carcaça; R$ 3,46/kg de peso vivo. ● Leitão de 18 a 22kg de peso (SP): 8 a 10% do valor da arroba de carcaça do suíno terminado (R$ 5,20 a 6,50). ● Leitão de 18 a 22kg de peso (Sul): ± 1,60 a 1,70 X o preço do kg vivo do suíno terminado ● Leitão de 6 a 8 kg de peso (Sul): ± 3,50 a 3,80 X o preço do kg vivo do suíno terminado ⤷ Produção de reprodutores: Granjas tradicionais e, principalmente, empresas de genética. Principais empresas de genética de suínos do país: - SADIA - AGROCERES PIC GENETIPORC (AGROCERES + GENETIPORC) - TOPIGS NORSVIN (TOPIGS + NORSVIN) - DB DANBRED - CHOICE GENETICS (PEN AR LAN + NEWSHAM) - EMBRAPA ⤷ Distribuição da produção de matrizes e cachaços em 2011 Estruturação da produção de reprodutores (♂ e ♀) 1- Granjas Núcleo: ● Possuem raças e linhas puras ● Realizam avaliação genética, controles de acasalamentos, seleção e transferência de reprodutores 2- Granjas Multiplicadoras: ● Realizam os cruzamentos indicados entre raças e linhas diferentes ● Produzem os machos e fêmeas híbridas (heterose e complementaridade) 1- Granjas Núcleo: ● Bisavó 2- Granjas Multiplicadoras: ● Avós 3- Granjas comerciais (CC, UPL, UPD): ● Utilizam machos e fêmeas híbridas ● Exploram as vantagens da heterose e da complementaridade ● Destinam a produção para frigoríficos, abatedouros e termina- dores Animais terminados ⤷ Produto comercializado e categorias animais existentes na granja):Produção de ciclo completo (CC): ● Produção de leitões (UPL, UPD e crechario) ● Produção de animais terminados (UT) ● Produção de reprodutores ● Produção de suínos como pets e para pesquisa (mini pigs) Organização da produção de suínos ⤷ Estrutura de integração (vertical e horizontal) ● Possíveis responsabilidades do integrador: ○ Fornecimento dos leitões para as unidades de terminação. ○ Prestação de assistência técnica. ○ Transporte de animais. ○ Remunerar pelos suínos produzidos. ○ Fornecimento das rações (depende do tipo de contrato) ○ Fornecimento de medicamentos e outros insumos (depende do tipo de contrato) ○ Transporte de rações e demais insumos (depende do tipo de contrato) ○ Fornecimento dos reprodutores para produtores de leitões (depende do tipo de contrato) ○ Fornecer a terra, instalações e equipamentos. ○ Fornecer a mão de obra (familiar ou contratada). ○ Arcar com a demanda de água e energia. ○ Arcar com a manutenção e reforma das instalações, equipamentos e estradas de acesso. ○ Responsabilizar-se pelo tratamento, manejo e uso racional dos dejetos. ○ Seguir as orientações técnicas do integrador. ○ Produção de leitões (UPD e UPL) ou de suínos terminados. ⤷ Produtores independentes (independentes quanto a compra de insumos, volume produzido e destino das vendas) ⤷ Índices Zootécnicos na Suinocultura Tecnificada ● Valores críticos e metas nas fases de pré-gestação e gestação ⤷ Demonstrativo prático da importância ● Influência do número de partos/porca/ano e do número de leitões nascidos vivos sobre o número necessário de matrizes produtivas no plantel ● Comparado com a granja B, nas granjas D, A e C serão consumidos um adicional de ração de 61, 121 e 190 toneladas, respectivamente, ou seja terão um custo adicional de aproximadamente R $36.600,00; 72.600,00 e 114.000,00, respectivamente. ● Admitindo o consumo médio de 1100kg de ração por matriz produtiva/ano e R$0,60/kg de ração INSTALAÇÕES E EQUIPAMENTOS NA SUINOCULTURA INTRODUÇÃO ⤷ Participação percentual média das variáveis que compõem o custo total de produção de suínos terminados em uma granja de ciclo completo ⤷ As instalações devem ser projetadas e construídas visando: ● Conforto dos animais ● Garantia de saúde aorebanho ● Facilidade de manejo ● Economia de mão- de- obra ● Manejo racional dos dejetos SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO DAS INSTALAÇÕES ⤷ Saúde animal, facilidade de manejo e economia de mão- de- obra ● Sistema horizontal ou fechado ● Sistema modular ORIENTAÇÃO DOS GALPÕES, DISTÂNCIA ENTRE OS GALPÕES E LOCALIZAÇÃO GRANJA ● Conforto e saúde animal, manejo dos dejetos ● ● Orientação dos galpões ● Distância entre os galpões ⤷ Localização (topografia) ⤷ Localização (recomendações visando a biossegurança) ● Evitar distâncias inferiores a 1 km de estradas com trânsito não controlado. ● Evitar distâncias inferiores a 1 km de outras granjas. ● Efetuar o plantio de árvores que possam criar uma barreira vegetal no perímetro da granja . - Localização (topografia) - L ● Cercar a granja com tela de alambrado que impeça a entrada de outros animais e pessoas desautorizadas. ● Construir portaria de entrada na propriedade e embarcador/ desembarcador externo a área de produção para que veículos com animais e insumos não adentrem as instalações.\ ● Desinfetar qualquer veículo e equipamento suspeito de contaminação antes de introduzi-lo no sistema. - Localização (recomendações visando a biossegurança) 3- ● Permitir somente a entrada de visitas e pessoal técnico após banho e troca de roupa, desde que tenham estado sem contato com suínos por um período mínimo de 48h. ● Realizar manejo e utilização corretos dos dejetos (legislação ambiental). MANEJO E UTILIZAÇÃO DOS DEJETOS ⤷ Assunto complexo e extremamente importante frente a realidade da suinocultura brasileira (produção e potencial poluente) ⤷ Elevado potencial poluente: ● Ar: mal cheiro, gases nocivos (CO2; CH4 ; N2O; NH3 ; H2S) ● Solo: N; P; Cu; Zn ● Água: N; P; patógenos; fármacos ⤷ Potencial poluente do suíno (DBO) ● 01 pessoa ≈ 54g diárias de 02 ● 01 suíno ≈ 160 g diárias de O2 ● 01 suíno ≈ 3,5 pessoas ● Ex: Suinocultura de ciclo completo com 2000 matrizes ● Admitindo 10 suínos/ matriz alojada na granja ● No total de suínos da granja = 20.000 animais ● Potencial poluente = 1 suíno : 3,0 habitante ⤷ Características do dejeto líquido de suíno ● Definição ● Quantidade produzida (categoria animal, tipo de piso e grau de diluição: sistema de limpeza, tipos de bebedouros, quantidade de água de chuva incorporada) ● Composição ● Ex: Suinocultura de ciclo completo com 2000 matrizes ● Admitindo a produção media de 150L de dejetos/matriz/dia ● - 2000 matrizes X 0,15m3 /dia X 365 dias = 109.500 m3 /ano ● Transporte de dejetos tratados ● Ex: Equipamento para transporte de 6m3 de dejetos tratados ● Transporte de dejetos tratados: 109.500 ÷ 6 = 18.250 viagens/ano ou 50 viagens/dia ⤷ Formas de manejo e utilização de dejetos ● Manejo na forma líquida: ○ Manejo em piso compactado ou ripado, com canais de condução de dejetos para bioesterqueiras ou lagoas de estabilização revestidas (armazenamento e fermentação – tempo de retenção) ○ Lagoas de estabilização ○ Manejo em piso compacto ou ripado, com canais de condução de dejetos para separação da parte sólida e escoamento da parte líquida para bioesterqueiras ou lagoas de estabilização revestidas. ○ Manejo em piso compacto ou ripado, com canais de condução de dejetos para bioesterqueiras ou lagoas de estabilização revestidas. ○ Manejo em piso compacto ou ripado, com canais de condução de dejetos para separação da parte sólida e escoamento da parte líquida para lagoas de estabilização revestidas. ○ Manejo em piso compacto ou ripado, com canais de condução de dejetos para biodigestores. ⤷ Manejo na forma sólida: ● Compostagem ● Criação de suínos em cama sobreposta (deep bedding) ● Criação de suínos em cama sobreposta (deep bedding) ○ Introduzido no Brasil em 1992 ○ Oferece conforto e bem estar aos animais ○ ⬇ odor devido a menor eliminação de gases ○ ⬇ a água contida nos dejetos, concentrando os nutrientes (para cada 6,2 kg de água, 5,7 kg são eliminados no caso da cama sobreposta) (OLIVEIRA, 2002) ○ Exige ⬇ investimentos em instalações, estrutura de estocagem, transporte e distribuição dos dejetos ○ Dificulta a multiplicação de moscas ○ ⬆ necessidade de ventilação das instalações ○ Necessidade de grande volume de material para cama ○ ⬆ chance de disseminação de Mycobacterium avium ⤷ Formas de manejo e utilização de dejetos ● Pré-gestação, gestação e cachaços ● Maternidade ● Creche ● Crescimento e terminação Equipamentos Comedouros: ⤷ Facilitar o fornecimento de ração e minimizar os desperdícios. ⤷ Matrizes em pré gestação e gestação: ● Alojamento em baias coletivas. ● Alojamento em gaiolas individuais: Uso de calha com dispositivo para alimentar simultaneamente as matrizes (automático ou manual). ● Matrizes e leitões na maternidade. ● Cachaços. ● Leitões na creche e animais em crescimento e terminação (Comedouros automáticos: metal, sintético e alvenaria). Bebedouros ⤷ Garantir o suprimento adequado de água com um mínimo de desperdício. ● Cachaços, matrizes em pré gestação e gestação coletiva e animais de reposição: tipo chupeta ou concha ● Matrizes em pré gestação e gestação individual: tipo calha ● Matrizes na maternidade: tipo chupeta ou concha ● Leitões na maternidade: tipo concha ● Leitões na creche e suínos em crescimento- terminação: tipo chupeta, concha ou em nível