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MAYANA SEGATTO – FANUT/UFG RESUMODEMICROBIOLOGIA GERAL E DE ALIMENTOS bacteriologia Citologia das Bactérias m.o. unicelulares (eubactérias e arqueas – sem peptideoglicano); procariotos – cromossomo único sem membrana nuclear; parede celular de peptidoglicano – carboidrato-proteína; reprodução por fissão binária; monomórficas – cocos, bacilos e espiralados; pleomórficas – diplococos, estreptococos, tétrades (2D), sarcinas (3D), estafilococos (cacho de uva), diplobacilos, estreptobacilos, paliçada, cocobacilo, vibrião (vírgula), espirilo, espiroqueta. ● Estruturas Essenciais Parede celular: proteção, dá forma, previne rupturas por pressão, sítio de ação de antibióticos, origem ao septo da div. cel., composta de peptideoglicano/mureína (dissacarídeos de NAG+NAM e tetrapeptídeos L-ala. G-glu, DAP e D-ala), Método de Gram: Cristal violeta e fucsina/safranina. ➪ Gram+: ptns porinas (cor roxa), 90% peptideoglicano, exotoxina, ác, teicóico, ác. lipoteicóico. Ligação e permeabilidade (sítios receptores de bacteriofagos, sítio de lig. c/ epitélio), antígenos celulares de identificação sorológica. ➪ Gram-: presença de periplasma, 25% peptidoglicano, membrana ext. c/ porinas e lipopolissacarídeo (LPS → exotoxina e endotoxina), > suscetibilidade à quebra, ausência de ác. teicóico, cor rosa/vermelha. As Gram- possuem membrana externa, de bicamada lipídica c/ fosfolipídio, LPS (lip. A, polissacarídeo – antígeno O – e endotoxina) e ptn, sem colesterol (excetoMycoplasma), cujas funções são permeabilidade seletiva, barreira hidrofóbica, à antibióticos, sais biliares, evasão a fagos. Membrana citoplasmática: transporte de solutos, produção de energia p/ cadeia transportadora de elétrons, fosforilação oxidativa, duplicação DNA, biossíntese. Citoplasma: 80% água, contendo principalmente ptns (enzimas), carboidratos, lipídeos, íons inorgânicos (presentes em concentrações muito maiores no citoplasma do que na maioria dos meios) e muitos compostos de baixo peso molecular. Espesso, aquoso, semi transparente e elástico. Principais estruturas do citoplasma dos procariontes são: um nucleóide(contendo DNA), as partículas, denominadas ribossomos, e os depósitos de reserva, denominados inclusões. Nucleóide: região do DNA dupla hélice, molécula única de 1mm de comprimento e ausente de membrana celular. ● Estruturas Acessórias Biofilme: a complexa agregação de micróbios, podem entupir os canos de água e, qnd crescem sobre implantes médicos, como próteses articulares/cateteres, têm capacidade de causar infecções, resistentes a antibióticos, pois oferecem uma barreira protetora contra a ação antibiótica. Flagelos: estruturas de locomoção muito pequenas, longos apêndices filamentosos que realizam a propulsão da bactéria – motilidade, presentes em algumas células procarióticas. As que não os possuem são chamadas de atríquias (sem projeções). Podem ser peritríquios ou polares (podem ser monotríquios, lofotríquios ou anfitríquios). externa, o filamento, um centro oco, e a terceira é o corpo basal, que ancora o flagelo às parede celular e membrana plasmática. Cápsula: Se a substância é organizada e está firmemente aderida à parede celular, o glicocálice é descrito como cápsula, que protege as bactérias patogênicas contra a fagocitose pelas células do hospedeiro, permitem a adesão a superfícies, impedem a dessecação e podem fornecer nutrientes. Protege as bactérias contra choques mecânicos. Camada Mucosa e S: Substâncias poliméricas extracelulares (SPE), polissacarídeos, parcialmente desligadas da célula. “S” encontrada nas arqueias, composta de ptns ou glicoptns, ligadas à parede celular, dando SUSTENTAÇÃO, já que não possuem peptidoglicano verdadeiro. Serve de reservatório de água e nutrientes, formam biofilmes, aumentam o poder infectante, bem como a resistência a biocidas. Fímbrias e Pili: apêndices filamentosos de ptn, numerosos, sem papel de motilidade. pili: gram-/fímbrias: gram+ (forma a fímbria sexual, condutora de material genético durante a conjugação, promove aderência pelas adesinas e serve de receptor de bacteriófagos). Plasmídeo: DNA circularpela fosforilação em nível de substrato (grupo fosfato de composto químico adicionado ao ADP), fosforilação oxidativa (elétrons transferidos pela membrana citoplasmática) e fotofosforilação (energia luminosa convertida em energia química ➪NADPH).𝑁𝐴𝐷+ Enzimas: coenzimas nas bactérias (í0n: , ou𝐶𝑎2+ 𝑀𝑔2+ molécula adicional) Catabolismo de Carboidratos: respiração celular ou fermentação. Respiração Celular: consiste em glicólise, ciclo de Krebs e cadeia respiratória/transportadora de elétrons, produzindo 38 ATPs, com O2 como aceptor final de elétrons em aeróbias, e outro íon inorgânico em anaeróbias (NO3- reduzido em NO2-, N2O ou N2). no citoplasma, precisa de matéria orgânica e temperatura ideal. Consiste em glicólise, redução de piruvato produzindo .𝑁𝐴𝐷+ Na fermentação lática 1 glicose é oxidada em 2 ácido pirúvico, gerando a energia que é utilizada a fim de formar 2 ATP. 2 ácido pirúvico reduzidos por 2 NADH➪ 2 ácido láctico. Como o ácido láctico é o produto final da reação, não sofre mais oxidação, e a maior parte da energia produzida pela reação permanece armazenada no ácido. Produz somente uma pequena quantidade de energia. Pode ser homolática ou heterolática. A fermentação alcoólica se inicia com a glicólise: 1 glicose➪ 2 ácido pirúvico + 2 ATP 2 ácido pirúvico➪ 2 acetaldeído + 2 CO2 Os acetaldeídos são reduzidos por NADH➪ 2 etanol. É um processo de baixo rendimento energético porque a maioria da energia contida na molécula inicial de glicose permanece no etanol, o produto final. Saccharomyces ➪ cerveja e pães. Catabolismo de lipídeos: ocorre em bactérias que têm genes codificadores de enzimas lipases. Produz 2 ATP. O glicerol é convertido em diidroxiacetona fosfato e catabolisado no ciclo de Krebs. Os ácidos graxos sofrem , a degradação β 𝑜𝑥𝑖𝑑𝑎çã𝑜 dos ácidos graxos em que fragmentos de carbono são liberados de 2 em 2 para formar Acetil-CoA, que é catabolisado no ciclo de Krebs. Catabolismo de proteínas: feito por proteases e peptidases, em que aminoácidos são enzimaticamente convertidos por meio de desaminação e descarboxilação. Passa pelo ciclo de Krebs. Produz cadaverinas e putrescinas de odor desagradável (indol, escatol, ácido sulfídrico), responsáveis pela putrefação (NH3, CO2, H). Saldo energético variado, porém raro passar de 2 ATP. Anabolismo: reações que utilizam energia do catabolismo na biossíntese. Os organismos que produzem substâncias orgânicas pela fotossíntese são os fotolitotróficos e os fotorganotróficos. Os que produzem pela quimiossíntese são os quimiolitotróficos e quimiorganotróficos. Ambos possuem vias anabólicas para síntese de carboidratos, lip (ácidos graxos) e ptns (aminoácidos). Controle de Crescimento Microbiano previne/controla doenças infecciosas, preserva alimentos, inibe o crescimento de mo deteriorantes, impede contaminação de culturas puras e evita a contaminação da água e alimentos. ● Níveis de controle: eliminação parcial, bacteriostático (inibe crescimento) e bactericida (eliminação total/morte ➪ perda irreversível da capacidade de replicação) Esterilização: destruição completa de todas as formas de vida microbiana, incluindo esporos e vírus. Assepsia: ausência de mo em estado vegetativo (metabolicamente ativos) em objetos e tecidos vivos. Antissepsia: destruição/remoção de mo em tecidos vivos. Desinfecção: destruição/remoção de mo em objetos inanimados. Sanitização: redução de mo, a níveis seguros, de acordo com padrões de Saúde Pública. ● Métodos de controle microbiano Podem ser bactericidas e bacteriostáticos, cuja eficácia depende de fatores como tempo de exposição, temperatura, MAYANA SEGATTO – FANUT/UFG Fermentação: não requer O2 ou sistema transportador de elétrons; usa 1 molécula orgânica como aceptor final de 𝑒− para qualquer processo metabólico que libera energia. Ocorre ● Mecanismos de ação dos agentes de controle - Alteração da permeabilidade da membrana: compostos quaternários de amônia, fenol, clorexidina, álcoois, antimicrobianos - Retenção mecânica (filtração) - Remoção mecânica: surfactantes - Desnaturação de ácidos nucleicos: radiação, calor - Oxidação de constituintes celulares: peróxidos - Desnaturação proteica: fenol, halogênios (inibição enzimática), metais pesados, óxido de etileno e calor. ● Métodos físicos Calor: por calor úmido (fervura, autoclavação – vapor sob pressão – e pasteurização) ou calor seco (flambagem, incineração e ar quente) Filtração: passagem de líq/gás por filtros. Memb. filtrantes que variam de 0,45 a 0,01 . HEPA – membrana deµ𝑚 ultrafiltração. Radiação: ➪ Ionizante (comprimento de onda 1 nm), sendo os raios UV mais efetivos, ação de menor poder de penetração, formadora de dímeros de timina no DNA, inibindo a correta replicação de DNA, bactericida, usado para desinfecção do ar e vacinas, no entanto pode causar lesão ocular e câncer de pele. Frio: refrigeração (0 a 8ºC) de efeito bacteriostático pela manutenção do estado de latência, não destrói todos mo. Congelamento lento + prejudicial: cristais de gelo. Conserva bactérias e fungos. Congelamento rápido com crioprotetores que preservam integridade celular (leite, sangue, glicerina/glicerol). Dessecação: retirada de água em que o mo se encontra, não permitindo que cresçam nem se multipliquem; pode haver resistência de vírus e esporos. Pressão osmótica: uso de concentrações de sais e açúcares, criando ambientes hipertônicos, usado para preservação de alimentos, como em salgas, geleias e doces cristalizados. ● Métodos Químicos (antimicrobianos) Controlam o crescimento em tecidos vivos e objetos inanimados. Não esterilizam Nenhum desinfetante é apropriado a todas circunstâncias. Depende da concentração, natureza do material, contato c/ os mo. Microbianos químicos (quimioesterilizante): glutaraldeído, ácido peracético (odontologia) e óxido de etileno (NASA). Antimicrobianos: desinfetantes e antissépticos. Em sua maioria, promovem a desnaturação proteica, perda de permeabilidade da membr. plasmática, impossibilidade de produção de energia pela cadeia respiratória/transp. de ,𝑒− dissolve lip. Antimicrobianos conc. da substância, características e nº de mo presentes, condições ambientais (como presença de matéria orgânica, biofilme, natureza do meio) ● Mecanismos de ação dos antimicrobianos Podem ativar processos metabólicos e estruturas celulares básicas dos mo (sítios alvo). Parede celular: betas-lactâmicos e glicopeptídicos inibem a síntese do peptidoglicano, provocam a lise da parede celular. Membrana celular: destroem a permeabilidade seletiva rompem o fosfolipídeo (polimera B, colestina). ↓TS ↑EC Síntese proteica: inibida por atuação seletiva em vários estágios da síntese proteica. - Afetam o ribossomo 70S, impedindo que o 30S se ligue ao 50S ou ao RNAt, provocando o elongaçãao ou translocação do 50S. Bacterida/bacterioestático a depender das ptns (essenciais ou acessórias) ↑TS (ribossomo humano 80S) - Aminoglicosideos: formam ptns defeituosas - tetracinas: 30S-tRNA - clorafenicol/tiafenicol: 50S-impede ligação entre aas - madrolídeos/azalídeos, como a azitromicna, afeta a translocção no 50S). Síntese de ácidos nucleicos: - síntese de RNA polimerasae inibida pela rifamicina, moedindo a produção de RNA. Bacterida/bacterioestático a depender das ptns (essenciais ou acessórias) ↓TS - estrutura do DNA rompida por nitroimidazois, impedindo reprodução. Bactericida ↓TS - quinolonas: interaeg com a topoisomerase, afetando a síntese de DNA girase, responsável pelo enovelamento do material genético Bactericida ↑TS Vias metabólicas: sulfametoconazol e trimetoprim; SULFAS análogas estruturaisde PABA (purinas, tiamina e metionina), impedindo/competindo produção microbiana de ácido fólico, um precursor das purinas e pirimidinas. Bactericida ↑TS (humanos adquirem pela alimentação). Resistência natural da espécie ou adquirida/extrínseca; antibióticos selecionam indivíduos +resistentes, não induzem resistência; troca de material genético lateral entre bactérias da mesma espécie ou não. ● Mecanismos de resistência Têm base genética: mutações espontâneas nos genes endógenos (estruturais e regulatórios) ou aquisição de sequências exógenas, também ligado a biofilmes. Sítio alvo do antibiótico modificado estruturalmente: impede permanentemente a ligação do antibiótico à ptns da superfície celular; Alteração da entrada dos antibióticos: redução da permeabilidade por alteração das porinas ou aumento do efluxo do antibiótico por codificação de bomba ativa que o retira da bactéria; Inativação do antibiótico: aquisição de genes que codificam enzimas que destroem ou alteram o antibiótico (mudam a “chave”). Mutualismo, comensalismo e parasitismo. Patogenicidade capacidade de um patógeno de prejudicar seu hospedeiro. Todos patógenos têm característica da invasividade, mas nem todos têm toxigenicidade (capacidade MAYANA SEGATTO – FANUT/UFG ● Toxicidade seletiva Capacidade de um fármaco de lesar um mo infectante numa concentração tolerada pelo hospedeiro. Pode causar efeitos colateiros. oportunista ou primário, de prejudicar hospedeiro. Fatores de virulência: estruturas, produtos, estratégias que contribuem no aumento dessa capacidade. Patógenos +virulentos. Etapas percorridas pelo patógeno: penetração no organismo, evasão das defesas primárias, adesão às células, metabolização, multiplicação nos tecidos, resistência às defesas (secundárias/específicas), causar danos aos tecidos. ● Mecanismos bacterianos de patogenicidade Se o patógeno supera as defesas do hospedeiro, o mo pode danificar as células de quatro formas básicas: 1. Utilizando os nutrientes do hospedeiro. 2. Causando danos diretos à região próxima ao local da invasão. 3. Produzindo toxinas, que são transportadas pelo sangue e pela linfa, que danificam sítios distantes do local inicial da invasão. 4. Induzindo reações de hipersensibilidade. Portas de entrada/saída: membranas mucosas (trato respiratório, TGI e trato urogenital), pele, via parenteral; Nº de mo invasores; Aderência: (adesinas/ligantes: glicoptns, lipoptns, fímbrias, pili, glicocálice, LPS e biofilmes, se ligam a receptores das células do hospedeiro); Penetração/evasão das defesas: cápsula, parede celular (proteína M, fímbrias, proteína opa), enzimas (coagulase, cinase, hialuronidase, colagenase), invasina (penetração do citoesqueleto), variação antigênica (alteração dos antígenos de superfície) Danos à célula do hosp.: sideróforos (removem o ferro das proteínas transportadoras), dano direto, enzimas, toxinas (exo: toxinas A-B, danificadoras de membrana – poros –, superantígenos – massiva liberação de citocinas inflamatórias, genotoxina – danificam DNA; e endo: LPS liberado pela morte da bactéria), conversão lisogênica. Evasinas: fatores de virulência e estratégias para evitar fagocitose. Genética bacteriana ● Estruturas Nucleoide: haploide, sem histonas, superenovelado, dividido em operons, agrupamentos de genes estruturais em sequência, regulados em conjunto. Região reguladora: promotor (controle da expressão, taxa de transcrição de um gene) e operador. Gene repressor–região reguladora–operons ● Expressão Replicação semi-conservativa; Topoisomerase/DNA girase: origem da replicação; DNA helicase: quebra da fita; Enzima SSB: mantém o DNA aberto; DNA polimerase: 5’3’ na fita líder; DNA primase: 3’5’ fita antilider; DNA ligases: conectam fragmentos de Okasaki da fita antilíder. ● Transcrição do DNA de produzir toxinas). Patógenos podem ser: oportunistas (microbiota) ou primários (não convivem conosco/contato causa doenças) ● Virulência grau de capacidade de patógeno, seja Elementos genéticos móveis: plasmídeos (autoduplicação independentemente do cromossomo) Elementos transponíveis: genes saltadores que não se duplicam sem estar no cromossomo. Transposon: pequenos segmentos de DNA que podem se mover (ser “transpostos”) de uma região de uma molécula de DNA para outra. ALTERAÇÕES GENOTÍPICAS ● Mutação Mudanças e erros = alterações herdadas, espontâneas ou induzidas (agentes químicos/físicos) Mutação pontual: substituição de um nucleotídeo: ➪Sentido trocado/Erro: aminoácido diferente; ➪Sem sentido: códons de parada; ➪Mutação silenciosa/neutra: ainda codifica mesmo aa. Deslocamento de quadro de leitura: ➪Inserção de nucleotídeos ➪Deleção “ Em casos de múltiplos de 3, não afeta-se a matriz. ● Recombinação alteração passada horizontalmente por Transformação: captação de DNA do ambiente e incorporação ao cromossomo bacteriano/plasmídeo ➪bactéria transformada/híbrida, sendo que bactérias naturalmente transformáveis denomimam-se “competentes”, produzem enzimas que abrem membrana, captam DNA e fecham a memb. Transdução: ocorre por meio de bacteriófago, vírus que comanda DNA bacteriano para produzir capsídeo e DNA viral até se reproduzir. Esse vírus contém material genético bacteriano também e ao infectar outra bactéria, recombina com seu DNA. Conjugação; contato célula-célula, unidirecional – via plasmídeo, uma fita que se duplicará na célula receptora, que em sua reprodução gerará 2 bactérias (com gene F).𝐹+ Gram+: +próximas; Gram-: pílio sexual. MAYANA SEGATTO – FANUT/UFG ➪Helicase quebra a fita na regiçao dos genes requeridos; ➪Transcrição em RNA pela RNA polimerase DNA dependente; ➪mRNA em códons; ➪tradução no ribossomo 70S;