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1
1
BIOBIOÉÉTICATICA
FUNDAMENTOS E PRINCFUNDAMENTOS E PRINCÍÍPIOSPIOS
2
BIOÉTICA
BIO ÉTICA
3
BIO
VIDA
4
ÉTICA
• domínio da filosofia que procura determinar a 
finalidade da vida humana e os meios de a alcançar; 
ciência que tem por objecto o juízo de apreciação 
com vista à distinção entre o bem e o mal; 
• a moral; 
• ciência da moral. 
5
ÉTICA
ETHIKÉ “a ciência relativa aos costumes”
ETHIKÓS “relativo à moral”
6
BIOÉTICA
Termo proposto pelo médico Van Rensselaer Potter
em 1970
2
7
FACTOS HISTÓRICOS QUE VÃO 
DESENCADEAR O APARECIMENTO DE UMA 
NOVA BIOÉTICA:
� Abusos na experimentação em seres humanos
� Aparecimento de novas tecnologias 
� Percepção da insuficiência dos referenciais éticos 
tradicionais
8
� Abusos na experimentação em seres humanos
Tuskegee (Alabama), 431 negros pobres 
foram privados de cuidados contra a sífilis, 
entre 1932 e 1972, para permitir o estudo do 
curso natural da doença
Experiências dos médicos nazis
9
“A prática da investigação clínica em seres 
humanos tem de ficar sujeita a critérios 
rigorosos que respeitem os direitos e 
dignidade de toda a pessoa humana.”
(Archer, 1996)
10
� Aparecimento de novas tecnologias
- tecnologias de cuidados intensivos
- tecnologias que permitem o suprimento da 
infertilidade
11
constituição das comissões de ética hospitalares:
resolver os conflitos éticos que se colocam
na assistência hospitalar e elaborar protocolos 
assistenciais nos casos em que seja necessária
uma política institucional pela dificuldade do
problema ou pela frequência com que ocorre
12
O funcionamento destas comissões fez sentir a 
necessidade de uma formação básica em bioética, 
sistemática e bem fundamentada, que se viria a tentar 
nos centros e institutos de bioética.
Instituto Borja de Bioética de Sant Cugat 
(Barcelona, 1975)
Centro de Estudos de Bioética 
(Coimbra, 1988)
3
13
� Percepção da insuficiência dos referenciais 
éticos tradicionais
Ausência de estruturas tradicionais que 
emoldurassem uma resposta ética às 
novas questões que se colocavam
14
O código hipocrático, baseado numa atitude 
paternalista do médico em relação ao doente, já não 
era suficiente numa época em que se começavam a 
acentuar os direitos dos doentes:
• direito à autonomia
• direito à verdade
• direito à informação
• direito ao consentimento informado
15
“Ao paciente passa a ser-lhe 
reconhecida liberdade na esfera da 
decisão, devendo ser considerado 
como um ser autónomo e 
independente, com crenças e valores 
que deverão ser respeitados.”
16
BIOÉTICA
Surge como um conjunto de preocupações 
éticas levantadas por cientistas
reacção vivencial ao rápido 
desenvolvimento de um 
tecnologismo desumanizante
17
BIOÉTICA
ÉTICA DA BIOSFERA
(Potter)
aspectos médicos
aspectos ecológicos
18
BIOÉTICA
Inclui todos os aspectos naturais e sociais 
que permitem a sobrevivência do Homem 
neste planeta, nomeadamente a preservação 
de um ecossistema que torna a terra 
habitável para o Homem. 
4
19
Apesar da sua origem científica, a bioética 
transcende, no seu discurso, métodos e 
objectivos, o âmbito da ciência.
20
ASPECTOS QUE CARACTERIZAM A BIOÉTICA E 
A DISTINGUEM DE OUTROS SABERES:
• Áreas não médicas
• Dimensão social
• Transdisciplinaridade e pluralismo
• Participação do público
• Bioética e governação nacional
• Harmonização internacional
21
� Áreas não médicas
A BIOÉTICA não é simplesmente uma 
nova versão da antiga ética médica, pois 
inclui áreas que não são médicas
Ex.
BIOÉTICA DO AMBIENTE: gerir da melhor 
forma os recursos actualmente existentes e 
transmiti-los às gerações futuras
22
� Dimensão social
Muitas das novas tecnologias médicas têm 
repercussões que ultrapassam as relações médico / 
paciente [aspecto em que se concentrava a ética 
médica tradicional] e terão fortes consequências no 
futuro da humanidade, reflectindo-se em áreas sociais 
que têm a ver com a família, a economia, o direito, a 
psicologia, além da filosofia, teologia e outras.
23
A gestão dos conflitos que poderão surgir 
dessas situações exige a participação de toda 
a sociedade e das suas várias especialidades 
profissionais.
24
� Transdisciplinaridade e pluralismo
A BIOÉTICA situa-se em zonas de intersecção 
de vários saberes:
-tecnociências (biologia, medicina)
-humanidades (filosofia, ética, psicologia, 
antropologia)
-ciências sociais (economia, sociologia)
-outras disciplinas (direito)
5
25
� Transdisciplinaridade e pluralismo
A transdisciplinaridade da bioética pretende 
manter a autonomia e independência tanto das 
áreas científicas como das humanistas, mas 
procurando encontrar a sua complementaridade na 
busca de respostas consensuais para a defesa da 
dignidade da pessoa humana.
26
� Transdisciplinaridade e pluralismo
A bioética desenvolve-se numa sociedade 
pluralista de horizontes ideológicos heterogéneos 
acerca do valor da vida e da morte, 
heterogeneidade esta que não deve ser negada, sob 
pena de desvirtuar a bioética, que deveria até dar 
voz àqueles que a não têm (minorias étnicas).
27
� Participação do público
Deve ser a sociedade a decidir sobre as 
tecnologias que lhe convêm
A bioética não pode ser imposta ao público pela 
autoridade dos especialistas, mas deve ser discutia 
e construída com ele
28
� Bioética e governação nacional
� Harmonização internacional
A bioética tem como papel, igualmente, o 
assessoramento de políticas nacionais, num 
esforço de harmonização internacional
29
BIOÉTICA:
Mecanismo de coordenação e instrumento 
de reflexão para orientar o saber biomédico 
e tecnológico, em função de uma protecção 
cada vez mais responsável da vida humana
30
BIOÉTICA:
Estudo interdisciplinar dos problemas 
criados pelo progresso biomédico, sua 
repercussão na sociedade e seu sistema de 
valores
6
31
BIOÉTICA:
Saber transdisciplinar que planeia as atitudes 
que a humanidade deve tomar ao interferir 
como o nascer, o morrer, a qualidade de vida 
e a interdependência de todos os seres vivos
32
BIOÉTICA
3 GRANDES ÁREAS
Início da vida 
contracepção, exame pré-natal, aborto, inseminação artificial
Fim da vida
morte e morrer, doente terminal, eutanásia
Outras questões
códigos de ética das profissões, 
experimentação em seres humanos, 
direito à saúde, fome
33
O conceito de VIDA presta-se hoje a valorações 
distintas
Eutanásia ���� ���� Interrupção Voluntária 
de Gravidez
Necessidade de articular valores contraditórios 
sobre o significado e o alcance da intervenção 
médica
34
Elaboração de um conjunto de PRINCÍPIOS que 
orientem a actuação clínica, na dependência estrita da 
doutrina da dignidade da pessoa humana:
� Beneficência
� Não-maleficência
� Respeito pela autonomia
� Justiça
35
TRADIÇÃO HIPOCRÁTICA:
a relação médico-doente era baseada exclusivamente nos 2 
primeiros princípios
princípio da beneficência
princípio da não-maleficência
36
o clínico actua de acordo com aquilo que lhe 
parece ser o melhor interesse do paciente
não provocar dano ao paciente, de 
forma intencional ou negligente
dimensão clínica valores pessoais do doente
princípio da beneficência
princípio da não-maleficência
7
37
respeito pela autonomia
Direito de cada pessoa ao seu 
“autogoverno”
PRÁTICA CLÍNICA:
os profissionais de saúde devem ter em linha de 
conta a vontade dos doentes, nomeadamente no 
que respeita à abstenção ou suspensão de meios 
desproporcionados de tratamento.
38
respeito pela autonomia
A objecção de consciência é o 
paradigma do exercício da 
autodeterminação profissional
do doente
do profissional de saúde
39
Princípio da justiça
“justiça distributiva”
Justa distribuição de recursos na 
sociedade
Afectação de recursos para a 
prestação de cuidados de saúde

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