Logo Passei Direto
Buscar
Material

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Augustinho 
PALUDOAu
gu
st
in
ho
PA
LU
D
O
OR
ÇA
M
EN
TO
 P
ÚB
LI
CO
, A
FO
 E
 L
RF
Augustinho
PALUDO
Ou
tro
s 
tít
ul
os
 d
a
ED
IT
OR
A 
JU
SP
OD
IV
M
9 788544 233788
ISBN 978-85-442-3378-8
Bacharel em Administração, pós-
graduado em Administração Pública,
MBA em Gestão Pública, Mestrando 
em Planejamento e Governança 
Pública. É professor de Orçamento 
Público, Administração Financeira e 
Orçamentária, LRF, Administração Pública 
e Planejamento Governamental em 
cursinhos de Curitiba, em Pós-Graduação,
e no Programa Gestão Brasil, e Tutor de 
cursos da Esaf nessas áreas. Foi Diretor 
de Planejamento, Orçamento e Finanças 
na Justiça Federal do Paraná; Analista 
de Finanças e Controle da CGU-RS; e 
atualmente é Analista Administrativo-
Auditor do TRE-PR, aprovado nos 
seguintes concursos: 6º lugar – Analista 
Administrativo TRE-SC/2005; 16º lugar 
– Analista de Finanças e Controle da CGU 
na Região Sul/2006; 3o lugar – Analista 
de Orçamento do MPU no Paraná/2007; 
2º lugar – Analista Administrativo do 
TRE-PR/2007. Em 2008 foi novamente 
aprovado no concurso de AFC-CGU para 
Brasília e convocado para assumir o cargo. 
Em 2019 foi aprovado em 1º lugar na prova 
classificatória para o Mestrado na UTFPR.
Numa linguagem clara e objetiva, este livro reúne conhecimentos práticos, 
teóricos e de docência; contém inúmeras dicas importantes, e chega com esta 
finalidade: facilitar o aprendizado e possibilitar a segurança e o acerto de questões 
em provas relacionadas com Orçamento Público, Administração Financeira e 
Orçamentária e LRF.
Por abordar o aspecto prático, este livro também se destina aos profissionais 
que atuam na área de Planejamento, Orçamento e Finanças, podendo ainda ser 
utilizado para pesquisas acadêmicas.
Conquistar uma vaga no serviço público só depende de você: se você estiver 
disposto a estudar com dedicação e perseverança, então a vaga já é sua. Trata-se 
apenas de uma questão de tempo!
Boa sorte a todos!
Prof. Augustinho Paludo
De acordo com:
• Novo PPA 2020-2023
• Manual Técnico de Orçamento 
e LDO para 2020
• Manual do SIAFI
• Análise de provas recentes
• Utilizado pelas principais
bancas de concursos
• Guia prático-conceitual
para o gestor público
• Fonte de pesquisa para
trabalhos acadêmicos
4ª edição
revista e atualizada
Orçamento 
Público, 
AFO e LRF
Orçamento
Público, 
AFO e LRF
INCLUI
Livro de Questões 
Comentadas
capa_orçamento_publico.indd 1capa_orçamento_publico.indd 1 03/04/2020 16:41:3303/04/2020 16:41:33
MATERIAL COMPLEMENTAR
QUESTÕES COMENTADAS 
Orçamento Público, 
Administração Financeira e 
Orçamentária, e Lrf
PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 
 
2 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
QUESTÕES COMENTADAS 
 
Orçamento Público, Administração Financeira e 
Orçamentária, e Lrf 
 
4ª Edição 2021 
 
 
 
 
 
 
 
Esta 4ª edição/2021 do livro Questões Comentadas de Orçamento Público/Afo/Lrf 
Encontra-se registrada na Biblioteca Nacional sob nº 769.912. 
Portanto, todos os direitos estão reservados. 
Nos termos da Lei que resguarda os direitos autorais, 
é proibida a comercialização total ou parcial de qualquer forma ou 
 meio, eletrônico ou mecânico, inclusive por meio de processos xerográficos, 
fotocópias e gravação, sem a permissão por escrito do autor. 
Edição e Coordenação: do próprio autor. 
Fechamento da edição: 21 de outubro de 2021. 
Curitiba-PR. 
PALUDO, Augustinho Vicente. 
 
 
PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 
 
3 
 
 
 
 
 
 
 
 
Dedico este livro aos meus filhos 
Luis Otavio, Ana Laisa, 
e Jose Pedro. 
 
 
 
 
 
 
De tudo, ficam três coisas: 
 
A certeza de que estamos sempre começando, 
A certeza de que é preciso continuar, 
A certeza de que seremos interrompidos antes de terminar. 
 
 
Portanto devemos: 
 
Fazer da interrupção um caminho novo, 
Da queda, um passo de dança, 
Do medo, uma escada, 
Do sonho, uma ponte, 
Da procura, um encontro. 
 
 
Poema atribuído a 
Fernando Sabino 
PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 
 
4 
 
 
 
O Autor 
 
 
 
 
 
Augustinho Vicente Paludo é Bacharel em Administração pelas Faculdades 
SPEI, Especialista em Administração Pública pelas Faculdades Unibrasil, MBA em 
Gestão Pública pela Faculdade Tecnológica Fatex-Expert, e Mestre em Planejamento e 
Governança Pública pela UTFPR. É professor de Orçamento Público, Administração 
Financeira e Orçamentária, LRF, Administração Pública e Planejamento Governamental 
em cursinhos preparatórios para concursos públicos em Curitiba e Tutor de cursos da Esaf 
nessas áreas. Possui experiência de mais de 20 anos no meio público. Foi Diretor de 
Planejamento, Orçamento e Finanças na Justiça Federal do Paraná; Analista de Finanças 
e Controle da CGU-RS; e atualmente é Analista Administrativo do TRE-PR com exercício 
na Secretaria de Controle Interno e Auditoria. Voltou a estudar para concursos públicos em 
2005, tendo obtido os seguintes resultados: 6º lugar – Analista Administrativo TRE-
SC/2005; 16º lugar – Analista de Finanças e Controle da CGU na Região Sul/2006; 3º 
lugar – Analista de Orçamento do MPU no Paraná/2007; 2º lugar – Analista Administrativo 
do TRE-PR/2007. Em 2008 foi novamente aprovado no concurso de AFC-CGU para 
Brasília e convocado para assumir a vaga em julho de 2009. Em 2019 foi aprovado em 1º 
lugar na prova classificatória para o Mestrado na UTFPR, e concluído o Mestrado com 
Avaliação “A”. 
 
Augustinho Paludo atua, também, como professor de pós-graduação nos módulos 
de Orçamento Público, Administração Pública e Planejamento Governamental. 
 
Constantemente recebe convites (alguns aceitos) para ministrar aulas (concursos e 
pós-graduação) em cursinhos e instituições educacionais de diversas capitais brasileiras. 
Em 2013 foi convidado pela Fundação Fernando Henrique Cardoso (em parceria com a 
EBS-Estação Business Scholl) onde, de 2014ª2018 ministrou 4 módulos relacionados com 
Administração Pública, Orçamento Público e Planejamento Governamental no Programa 
GESTÃO BRASIL (destinado a capacitar gestores e servidores públicos municipais em nível 
nacional). Atualmente essas aulas encontram-se disponíveis na empresa JML, 
nacionalmente conhecida pela qualidade de seus cursos. 
Em 2021 gravou o Curso Nacional de Implementação da Governança Organizacional 
Pública para Órgãos e entidades Públicas brasileiras. 
 
PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 
 
5 
 
APRESENTAÇÃO 
 
Preliminarmente - muito obrigado - a todos os alunos que adquiriram este livro e 
enviaram e-mails com elogios e sugestões de aprimoramento. Foi uma surpresa a forma 
como foram acolhidas e elogiadas as edições anteriores. Esse reconhecimento nos encheu 
de orgulho e aumentou a satisfação e o prazer com que nos dedicamos a esta obra, 
bem como a responsabilidade quanto ao conteúdo apresentado. 
Imerso no mundo dos concursos, antes como concurseiro, nos últimos 15 anos como 
professor e escritor, tenho constatado comentários com o seguinte teor: “Isso eu nunca vi!”, 
“De onde a banca tirou isso?”, “Isso não tem em livro nenhum!” etc. Em face disso, percebi 
que, em meu livro de teoria havia conteúdo suficiente para responder as questões de 
concursos. Assim, os comentários das questões aqui apresentadas, salvo quando indicadas 
outras fontes, são originários da obra Orçamento Público, Administração Financeira e 
Orçamentária e LRF, editora JUSPODIVM. 
Nesta Quarta Edição foram inseridas novas questões de 2019/2020/2021, revisados 
os comentários das questões da terceira edição, e mantidas algumas questões da segunda 
edição, cujo conteúdo é importante e os conceitos não mudaram. Algumas questões têm 
citações direta de meu nome e trechos deste livro; em dezenas e dezenas de questões é 
fácil perceber que é quase um copiar/colar do texto deas receitas e despesas” sejam inclusas – 
quando se omite, ainda que uma só, estará sendo descumprido esse princípio. 
63.CONSULPLAN-ACI-FORMIGA/2020. A respeito dos Princípios Orçamentários, analise a 
afirmativa: Orçamento bruto, este princípio preconiza o registro das receitas fixadas e das 
despesas previstas na LOA pelo valor total e líquido, vedadas quaisquer deduções. 
Comentários 
Segundo Paludo (2020) “O princípio do Orçamento Bruto estabelece que todas as parcelas 
de receitas e despesas, obrigatoriamente, devem fazer parte do orçamento em seus valores 
brutos; devem constar na LOA sem qualquer tipo de deduções.” 
Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, a questão está errada, pois 
receitas e despesas devem constar na LOA pelo valor bruto e não pelo líquido. A questão 
também tem outro erro: as receitas são previstas e as despesas fixadas. 
64.CESPE-AnalistaContábil-MP-PA/2020. A respeito de conceitos, espécies e natureza 
jurídica do orçamento público, julgue o item. O princípio da unidade estabelece que deve 
haver uma única lei orçamentária para cada ente da federação. 
65.CESPE-AnalistaGestãoFinanceiraINPI/2013. Para permitir que haja maior controle nos 
gastos públicos, o princípio da unidade propõe que os orçamentos de todos os entes 
federados (União, estados e municípios) sejam reunidos em uma única peça orçamentária, 
que assume a função de orçamento nacional unificado. 
66.FGV-AgenteFiscalização-TC-SP/2015. A concepção doutrinária do princípio da unidade 
é que o orçamento deve ser uno, ou seja, cada unidade orçamentária deve possuir apenas 
um orçamento. A análise desse princípio, quanto às disposições constitucionais e legais 
para a elaboração da Lei Orçamentária Anual, permite afirmar que os múltiplos orçamentos 
– fiscal, de investimento das empresas e da seguridade social – seguem a concepção da 
totalidade orçamentária. 
Comentários 
Segundo Paludo (2017) “O princípio da unidade ensina que o orçamento deve ser uno, ou 
seja, no âmbito de cada esfera de Governo (União, estados e municípios) deve existir 
apenas um só orçamento para um exercício financeiro. Cada esfera de Governo deve 
possuir apenas um orçamento, fundamentado em uma única política orçamentária e 
PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 
 
26 
 
estruturado uniformemente. Assim, existem o Orçamento da União, o de cada estado e o de 
cada município. 
Esse princípio, contido no art.2º da Lei nº 4.320/1964, foi consagrado na Constituição 
Federal (art. 165, § 5º) que determina: A Lei Orçamentária Anual compreenderá: I – o 
Orçamento Fiscal referente aos Poderes da União, seus fundos, órgãos e entidades da 
administração direta e indireta, inclusive fundações instituídas e mantidas pelo Poder 
Público; II – o orçamento de investimento das empresas em que a União, direta ou 
indiretamente, detenha a maioria do capital social com direito a voto; III – o orçamento da 
seguridade social, abrangendo todas as entidades e órgãos a ela vinculados, da 
administração direta ou indireta, bem como os fundos e fundações instituídos e mantidos 
pelo Poder Público. 
Esses três orçamentos é que compõem a LOA – Lei Orçamentária Anual. Esse modelo 
atual segue a concepção de totalidade orçamentária, visto que os orçamentos são 
elaborados de forma independente, para depois serem consolidados em um só, o 
Orçamento Geral da União, possibilitando assim o conhecimento do desempenho global 
das finanças públicas. 
Esse princípio é também é denominado princípio da totalidade em face de ser 
composto pelos: Orçamento Fiscal; Orçamento de Investimento; Orçamento da Seguridade 
Social – e ao mesmo tempo consolidar os orçamentos dos diversos órgãos e Poderes de 
forma que permita a cada Governo uma visão geral do conjunto das finanças públicas”. 
 
Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima. As questões 64 e 66 estão 
corretas e tem resposta direta no texto; e a questão 65 está errada porque não se trata de 
orçamento nacional: cada esfera de governo/unidade da federação terá seu orçamento 
anual. 
Obs.: A questão 66, como tantas outras – o texto da questão é quase igual ao conteúdo 
do livro e sugere que a questão foi elaborada a partir desse livro Orçamento Público/Afo/Lrf. 
67.ITAME-ACI-COLINAS-GO/2020. A Constituição Federal estabelece que a Lei 
Orçamentária Anual não conterá dispositivo estranho à previsão da receita e à fixação da 
despesa, contendo apenas matéria orçamentária ou financeira. Tal disposição refere-se ao 
princípio da Exclusividade Orçamentária. 
68.FGV-AnalistaOrçamento-IBGE/2016. Muitas leis aprovadas no Brasil em todos os entes 
estatais versam sobre um tema principal, mas também trazem disposições sobre outras 
matérias. São as chamadas “outras providências”. As leis orçamentárias NÃO devem tratar 
de outras providências em sua ementa em decorrência do princípio da: 
A) discriminação; 
B) exclusividade; 
C) legalidade; 
D) não afetação; 
E) publicidade. 
69.CESPE-Administrador-TCE-PA/2016. Com relação ao orçamento público. De acordo 
com o princípio da exclusividade, autorizações para aberturas de créditos suplementares e 
contratações de operações de crédito, apesar de constituírem dispositivos estranhos à 
PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 
 
27 
 
previsão de receitas e à fixação de despesas, podem constar da lei orçamentária anual 
(LOA). 
70.FUNDEP-Administrador-IFMG/2016. Sobre orçamento público. O princípio orçamentário 
que, através de exceção prevista na Constituição Federal vigente, possibilita a inclusão de 
autorização para contratação de operação de crédito por antecipação de receita na lei 
orçamentária denomina-se princípio da exclusividade. 
71.FCC-Administrador-DefensoriaRR/2015. Em atendimento ao princípio orçamentário da 
exclusividade, a Lei Orçamentária Anual não conterá dispositivo estranho à previsão de 
receita e à fixação da despesa. É exceção legal a essa regra o que consta em 
I. Autorização para abertura de créditos suplementares. 
II. Autorização para contratação de operações de crédito. 
III. Autorização para contratação de operações de crédito por antecipação da receita 
orçamentária. 
Comentários 
Segundo Paludo (2017) “Pelo princípio da exclusividade, a Lei de Orçamento deverá tratar 
apenas de matéria financeira, excluindo-se dela qualquer outro dispositivo estranho. 
Assim, não pode o texto da lei orçamentária instituir tributo, por exemplo, nem qualquer 
outra determinação que fuja às finalidades específicas de previsão de receita e fixação de 
despesa. 
De acordo com o § 8º, do artigo 165, da Constituição Federal, a Lei Orçamentária Anual não 
conterá dispositivo estranho à previsão da receita e à fixação da despesa, não se incluindo 
na proibição a autorização para a abertura de créditos suplementares e contratações de 
operações de crédito, ainda que por antecipação de receitas, nos termos da lei”. 
Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, a questão 67 está correta; na 
questão 68 a alternativa B é a verdadeira; as questões 69 e 70 estão corretas: autorização 
para créditos suplementares e contratação de operações de crédito é exceção permitida 
pela CF/1988 ao princípio da exclusividade; e na questão 71 os 3 itens estão corretos, 
conforme consta no segundo parágrafo do texto acima. 
72.CESPE-Procurador-TCDF/2020. Quanto ao direito financeiro e econômico, julgue o 
item: Em razão do princípio orçamentário da especialização ou da discriminação, as 
despesas deverão ser apresentadas, na lei orçamentária anual, com suas respectivas 
categorias de programação. 
73.VUNESP-AnalistaGestão-SJC/2015. O princípio orçamentário da especificação, 
também chamado de discriminação ou especialização (arts.5º e 15º da Lei nº 4.320/1964) 
prevê que o orçamento deve ser 
A) único. 
B) detalhado. 
C) vinculado. 
D) exclusivo. 
E) universal. 
74.FCC-Auditor-MP-Paraíba/2015. O orçamentista de umaPrefeitura do Estado da Paraíba 
recebeu orientação para consignar no orçamento dotação para programa especial de 
trabalho que, por sua natureza, não poderia cumprir-se subordinadamente às normas gerais 
de execução da despesa. Assim, esse programa foi consignado em dotação global, 
PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 
 
28 
 
classificado como despesa de capital. Esse fato representou uma exceção legal ao princípio 
orçamentário da especificação. 
75.CESPE-AnalistaControle-TCE-PR/2016. Analise a afirmativa a respeito dos princípios 
orçamentários. Na elaboração da proposta orçamentária, um dos princípios determina a não 
consignação de dotações globais para as despesas, mas esse grau de detalhamento não 
exige a separação de valores destinados a despesas de pessoal daquelas destinadas a 
serviços de terceiros, por serem ambas de mesma natureza. 
Comentários 
Segundo Paludo (2017) “Princípio da especificação, especialização ou discriminação 
opõe-se à inclusão de valores globais, de forma genérica, ilimitados e sem discriminação, e 
ainda, o início de programas ou projetos não incluídos na LOA. 
Esse princípio está consagrado no § 1º do art. 15 da Lei nº 4.320/1964: Na lei de 
orçamento a discriminação da despesa far-se-á no mínimo por elementos; § 1º. Entende-se 
por elementos o desdobramento da despesa com pessoal, material, serviços, obras e 
outros meios de que se serve a Administração Pública para consecução dos seus fins. 
Atualmente o Orçamento programa utiliza diversas classificações que se encontram 
agregadas na categoria de programação. 
Também encontra amparo legal no art. 5º da Lei nº 4.320/1964: a lei de orçamento não 
consignará dotações globais destinadas a atender indiferentemente a despesas de 
pessoal, material, serviços de terceiros, transferências ou quaisquer outras, ressalvado o 
disposto no art. 20 e seu parágrafo único. Reforça, ainda, esse princípio o contido no artigo 
5º, § 4º, da LRF, que veda consignar na LOA crédito com finalidade imprecisa ou com 
dotação ilimitada.” 
Exceções: 1 – art. 20, parágrafo único, da Lei nº 4.320/1964: Os programas especiais de 
trabalho que, por sua natureza, não possam cumprir-se subordinadamente às normas gerais 
de execução da despesa poderão ser custeadas por dotações globais, classificadas 
entre as Despesas de Capital; 2 – art. 5º, III, b, da LRF, que trata da reserva de 
contingência, que é uma dotação global para atender a passivos contingentes e outras 
despesas imprevistas”. 
Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, a questão 72 está correta e tem 
resposta direta no texto; na questão 73 a alternativa B é a verdadeira e tem resposta direta 
no texto; a questão 74 está correta: programa especial de trabalho, classificado como 
despesa de capital é exceção a esse princípio; e a questão 75 está errada porque despesas 
de pessoal e com serviços de terceiros pertencem a diferentes grupos na classificação por 
natureza da despesa e devem ser detalhadas. 
76.FGV-EspecialistaPP-SALVADOR/2020. Em uma situação hipotética, o Prefeito de 
Salvador, preocupado com a alta do desemprego no município, decide propor, no projeto de 
Lei Orçamentária Anual, que um décimo de todo o ISS recolhido pela Prefeitura seja 
automaticamente empregado em programa de capacitação para desempregados. Antes da 
inserção no texto do projeto, no entanto, o Prefeito consulta seus assessores jurídicos, que 
o informam sobre a impossibilidade do ato, em função do Princípio 
A) da proibição do estorno. 
B) da não-afetação. 
C) do orçamento bruto. 
D) da exclusividade. 
E) da discriminação. 
PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 
 
29 
 
77.ESAF-Analista-ANAC/2016. Sobre orçamento público. Ao tratar dos Princípios 
Orçamentários, a Constituição Federal admite exceção no seguinte caso: Não Vinculação 
das Receitas de Impostos. 
78.CESPE-EspecialistaFinanças-TELEBRÁS/2015. Acerca dos princípios orçamentários. 
A destinação de recursos provenientes da receita de impostos ao fundo de participação dos 
estados e municípios tem previsão constitucional e representa uma exceção ao princípio da 
não afetação das receitas. 
Comentários 
Segundo Paludo (2020) “O princípio da não afetação de receitas veda a vinculação de 
receita de impostos a órgão, fundo ou despesa, e está definido na Constituição Federal. 
Art. 167, São vedados: IV – a vinculação da receita de impostos a órgão, fundo ou 
despesa, ressalvadas ... 
O princípio da não afetação/vinculação de receitas determina que as receitas de 
impostos não sejam previamente vinculadas a determinadas despesas, a fim de que 
estejam livres para sua alocação racional, no momento oportuno, conforme as prioridades 
públicas. Esse princípio refere-se apenas aos impostos – não inclui taxas e contribuições. 
Exceções: Há muitas: 1 – fundos constitucionais: Fundo de participação dos Estados, 
Municípios, Centro-Oeste, Norte, Nordeste, compensação pela exportação de produtos 
industrializados etc.; 2 – Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica 
(Fundeb); 3 – Ações e serviços públicos de saúde; 4 – garantias às operações de crédito 
por antecipação de receita (ARO); 5 – atividades da administração tributária; 6 – vinculação 
de impostos estaduais e municipais para prestação de garantia ou contra garantia à União”. 
Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, na questão 76 a alternativa 
correta é a B; as questões 77 e 78 estão corretas: o princípio da não vinculação de 
receitas de impostos admite exceção, sendo o fundo de participação dos estados e 
municípios uma delas. 
79.CESPE-Auditor-TC-RN/2015. Acerca da receita pública, despesa pública e execução 
orçamentária. A transposição, o remanejamento ou a transferência de recursos de uma 
categoria de programação para outra ou de um órgão para outro são proibidos se não 
houver prévia autorização legislativa, exceto no âmbito das atividades de ciência, tecnologia 
e inovação, quando o objetivo for viabilizar os resultados de projetos restritos a essas 
funções. 
Comentários 
Segundo Paludo (2017) “O Princípio do não estorno encontra-se expressamente previsto 
no art. 167, VI, da CF: é vedado: a transposição, o remanejamento ou a transferência de 
recursos de uma categoria de programação para outra ou de um órgão para outro, sem 
prévia autorização legislativa. 
Portanto, o administrador público não pode remanejar ou transferir verbas de um órgão 
para outro, nem alterar a categoria de programação sem prévia autorização legislativa. Se 
houver insuficiência orçamentária ou carência de novas dotações, deve-se recorrer à 
abertura de crédito suplementar ou especial, mediante autorização do Poder Legislativo, 
contida na própria LOA ou em lei específica de crédito adicional. 
Exceção: 1.O § 5º, do art.167 permite a transposição, remanejamento ou transferência de 
recursos - de uma categoria para outra – para atividades de ciência, tecnologia e inovação – 
mediante ato direto do Poder Executivo. A exceção é apenas de uma categoria de 
programação para outra – não sendo válida de um órgão para outro”. 
PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 
 
30 
 
Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, a questão 79 está errada 
porque a exceção não abrange “de um órgão para outro”. 
80.CESPE-AnalistaContábil-MP-PA/2020. A respeito de conceitos e princípios do 
orçamento público, julgue o item. No Brasil, o princípio do equilíbrio orçamentário deve ser 
respeitado tanto em seu aspecto formal, quanto em seu aspecto material, sob pena de crime 
de responsabilidade. 
81.CESPE-ACE-Planejamento-TCE-PA/2016. A respeito do orçamento público. O princípio 
do equilíbrio, estabelece que o montante da despesa autorizada em cada exercício 
financeiro não poderá ser superior ao total de receitas estimadas para o mesmo período. 
82.FGV-Administrador-TJ-RO/2015. Acercade princípios orçamentários. A vedação à 
realização de operações de créditos que excedam o montante das despesas de capital no 
texto constitucional está diretamente relacionada ao princípio orçamentário do equilíbrio. 
 Comentários 
Segundo Paludo (2017) “O princípio do equilíbrio está consagrado no art. 4º, inciso I, 
alínea a, da LRF que determina que a LDO disporá sobre o equilíbrio entre receita e 
despesa. Ele estabelece que a despesa fixada não pode ser superior à receita prevista, ou 
seja, deve ser igual à receita prevista. A finalidade deste princípio é deter o crescimento 
desordenado dos gastos governamentais e impedir o déficit orçamentário. 
Praticamente em todos os anos esse princípio é apenas formalmente atendido nas 
LOA’s, visto que o “equilíbrio” é mantido com as operações de crédito nele contidas e 
autorizadas – que são na verdade empréstimos que escondem o déficit existente. 
O princípio do equilíbrio orçamentário: é aferido pelo total das despesas e receitas, e 
não por categorias econômicas correntes ou de capital; é aferido no momento da 
aprovação do orçamento – e não durante sua execução”. 
Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, a questão 80 está errada e tem 
resposta direta no texto; as questões 81 e 82 estão corretas: a 81 traz o conceito do 
princípio e a 82 traz uma situação prática: as operações de crédito que estão relacionadas 
ao princípio do equilíbrio. 
83.CESPE-ACE-TC-RJ/2020. Acerca de orçamento público, julgue o item: O princípio 
orçamentário da programação determina que as receitas e despesas sejam integralmente 
programadas no orçamento, sendo vedada qualquer dedução. 
84.CESPE-Administrador-ENAP/2015. Acerca de noções básicas de administração 
financeira e orçamentária. Se a proposta orçamentária de determinado órgão público 
discriminar a despesa apenas até o nível de modalidade de aplicação, então estará sendo 
descumprido o princípio da programação. 
Comentários 
Segundo Paludo (2020) “O princípio da programação surgiu a partir da instituição do 
orçamento-programa, e apregoa que o orçamento deve evidenciar os programas de 
trabalho, servindo como instrumento de administração do Governo, facilitando a 
fiscalização, gerenciamento e planejamento. Todas as despesas são inseridas no 
Orçamento sob a forma de programa. 
Programa é o instrumento que o Governo utiliza para organizar suas ações de maneira 
lógica e racional, a fim de otimizar a aplicação dos recursos públicos e maximizar os 
resultados para a sociedade”. 
Portanto, de forma clara a questão 83 está errada e divergente do texto acima: refere-se 
ao princípio do orçamento bruto; e a questão 84 está errada: o princípio da programação 
PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 
 
31 
 
refere-se à organização das ações e inclusão das despesas em programas de trabalho. O 
detalhamento da despesa refere-se ao princípio da especificação, especialização ou 
discriminação. 
85.CESPE-AnalistaAdministradorMS/2013. Sobre orçamento público e princípios 
orçamentários. Apresentar o orçamento público em linguagem clara e compreensível atende 
ao princípio da clareza. 
Comentários 
Segundo Paludo (2017) “De caráter meramente formal, o princípio da clareza exige que a 
linguagem orçamentária seja clara e de fácil entendimento; exige que as informações 
orçamentário-financeiras sejam divulgadas em linguagem facilitada, de forma que as 
pessoas comuns consigam entendê-las. Traz implícita a finalidade de facilitar o controle 
social, proporcionando a todos sua compreensão mediante uma linguagem facilitada. 
Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, a questão está correta porque 
linguagem clara e compreensível refere-se ao princípio da clareza. 
86.EDUCA.AgenteArrecadação-PB/2020. As finanças da Administração Pública são 
regidas por regras orçamentárias visando maior controle e transparência na arrecadação e 
na aplicação dos recursos públicos. Quanto à legislação, para o planejamento e execução, 
as finanças da Administração Pública está respaldada, entre outros, no(a): Assinale a 
alternativa INCORRETA: 
A. Na Constituição Federal de 1988. 
B. Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar 101/2000). 
C. Lei 4.320/64, o Decreto-Lei 200/67 – Dispõe sobre a organização da Administração 
Federal, e a Reforma Administrativa. 
D. Lei 10.180/2001 - Organiza e disciplina os Sistemas de Planejamento e de Orçamento 
Federal, de Administração Financeira Federal, de Contabilidade Federal e de Controle 
Interno do Poder Executivo Federal. 
E. Decreto-Lei no 2.848, de 7 de dezembro de 1940. - Código penal. 
Comentários 
Segundo Paludo (2020) “As principais normas acerca do Orçamento Público são; a a Lei 
4.320/1964, a LRF (Lei Complementar nº 101/2000) e a CF/1988 ... A Lei 10.180 e decretos 
organizam as atividades de: planejamento e orçamento, administração financeira, 
contabilidade e controle interno. 
No aspecto jurídico a LOA ocupa papel inferior, visto que deve obedecer a vários 
instrumentos legais, alguns de mesma hierarquia, outro com status de lei complementar, 
além da LRF e da própria Constituição Federal vigente.” 
PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 
 
32 
 
 
Visão Jurídico-Legal Do Orçamento Público 
Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, E é a alternativa errada e a 
resposta da questão: todas as demais normas encontram-se citadas no texto. Contudo, a 
banca poderia ter inserido nas alternativas as leis do PPA e LDO, indispensáveis em matéria 
orçamentário-financeira. 
1.4 Orçamento na Constituição Federal 
 Todos os artigos constitucionais sobre orçamento público encontram-se inseridos e 
comentados em meu livro de Orçamento Público, Administração Financeira e 
Orçamentária e Lei de Responsabilidade Fiscal. 
87.FGV-AnalistaAdministrativo-MP-RJ/2020. A Constituição da República de 1988 
estabeleceu três instrumentos de planejamento e orçamento. A Lei Orçamentária Anual 
conterá três peças orçamentárias: o orçamento fiscal, o orçamento de investimento das 
estatais e o orçamento da seguridade social. 
Comentários 
Segundo Paludo (2020) “Por sua importância, magnitude e por ser norma superior de 
obediência obrigatória, o conhecimento dos artigos constitucionais são também 
obrigatórios para qualquer estudante ou profissional que atue na área de Planejamento 
Governamental e Orçamento Público. 
Art. 165. Leis de iniciativa do Poder Executivo estabelecerão: ... § 5º. A Lei Orçamentária 
Anual compreenderá: I – o Orçamento Fiscal referente aos Poderes da União, seus 
fundos, órgãos e entidades da administração direta e indireta, inclusive fundações 
instituídas e mantidas pelo Poder Público; II – o orçamento de investimento das 
empresas em que a União, direta ou indiretamente, detenha a maioria do capital social com 
direito a voto; III – o orçamento da seguridade social, abrangendo todas as entidades e 
órgãos a ela vinculados, da Administração direta ou indireta, bem como os fundos e 
fundações instituídos e mantidos pelo Poder Público. 
O orçamento anual é compreende esses três orçamentos, que ao final compõem a LOA – 
Lei Orçamentária Anual.” 
Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, a questão está correta. 
88.IMPARH-Advogado-PMF/2020. Conforme expresso pelo Texto Constitucional de 1988, 
a lei orçamentária anual não conterá dispositivo estranho à previsão da receita e à fixação 
da despesa, não se incluindo na proibição a autorização para abertura de créditos 
PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 
 
33 
 
suplementares e contratação de operações de crédito, ainda que por antecipação de receita, 
nos termos da lei. 
89.FGV-AnalistaOrçamento-IBGE/2016. Sobre orçamento público. Nos termos do que 
prevê a Constituição, a lei orçamentária anual pode autorizar a contratação de operações de 
crédito por antecipação da receita orçamentária.Comentários 
Segundo Paludo (2020) “De acordo com o artigo 165, § 8º, da CF/1988, a Lei Orçamentária 
Anual não conterá dispositivo estranho à previsão da receita e à fixação da despesa, não se 
incluindo na proibição a autorização para abertura de créditos suplementares e contratação 
de operações de crédito, ainda que por antecipação de receita, nos termos da lei. 
Esse texto reflete o princípio da exclusividade, com suas únicas duas exceções.” 
Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, as duas questões estão 
corretas: a 88 é recorte do texto constitucional e a 89 indica uma exceção permitida: que 
operações de crédito sejam autorizadas diretamente na LOA. 
90.AugustinhoPaludo/2020. Acerca do orçamento na Constituição Federal. A constituição 
federal de 1988 trouxe diversas inovações em matéria orçamentária, ampliando os 
instrumentos de planejamento e orçamento. 
91.CESPE-AnalistaAdministrativoMI/2013. Sobre orçamento público. A inovação trazida 
pela Constituição Federal de 1988 ao orçamento foi limitar a despesa pública com pessoal 
ativo e inativo. 
Comentários 
Segundo Paludo (2020) “Em matéria orçamentária, as principais inovações trazidas pela 
CF/1988: a instituição do PPA como principal instrumento de planejamento governamental; 
a obrigatoriedade de elaboração da Lei de Diretrizes Orçamentárias-LDO; a agregação no 
projeto de LOA dos orçamentos fiscais, da seguridade social e de investimentos (novidade); 
a faculdade de o Poder Legislativo propor emendas aos projetos orçamentários”. 
A CF/1988 não estabelece um limite para a despesa com pessoal ativo e inativo: apenas 
abriu espaço para que isso ocorra (art.169: A despesa com pessoal ativo e inativo da 
União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios não poderá exceder os limites 
estabelecidos em lei complementar). “Os limites foram estabelecidos pela LRF. São de no 
máximo 50% da receita corrente líquida para a União e 60% para estados e municípios. 
Esses limites são divididos entre os poderes e o Ministério Público” (Paludo, 2017). 
Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, a questão 90 está correta e 
a questão 91 está errada porque indica uma inovação que não foi trazida pela Constituição 
Federal de 1988. 
92.FGV-EspecialistaPP-SALVADOR/2020. As opções a seguir apresentam vedações 
orçamentárias previstas no Artigo 167 da Constituição da República, à exceção de uma. 
Assinale-a. 
A) Início de programas ou projetos não incluídos na lei orçamentária anual. 
B) Instituição de fundos de qualquer natureza, sem prévia autorização legislativa. 
C) Realização de despesas ou assunção de obrigações diretas que excedam os créditos 
orçamentários ou adicionais. 
D) Utilização de recursos dos orçamentos fiscal e da seguridade social para cobrir déficit de 
empresas, fundações e fundos, independente de autorização legislativa específica. 
PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 
 
34 
 
E) Transferência voluntária de recursos e concessão de empréstimos, pelos Governos 
Federal e Estaduais e suas instituições financeiras, para pagamento de despesas com 
pessoal ativo, inativo e pensionista, dos Estados. 
Comentários 
Segundo Paludo (2020) “Artigo 167. São vedados: ... VIII – a utilização, sem autorização 
legislativa específica, de recursos dos orçamentos fiscal e da seguridade social para suprir 
necessidade ou cobrir déficit de empresas, fundações e fundos, inclusive dos mencionados 
no art. 165, § 5º. 
Portanto, com autorização através de lei específica podem ser utilizados esses 
recursos para cobrir déficits de empresas, fundações e fundos”. 
Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, a alternativa D é a errada e 
a resposta da questão. 
93.FCC-AnalistaContábilMP-AM/2013. Correspondem a vedações, aos orçamentos, 
previstas na Constituição Federal: 
I. O início de programas ou projetos não incluídos na Lei Orçamentária Anual. 
II. O refinanciamento da dívida pública não incluído na Lei Orçamentária e nas de crédito 
adicional. 
III. A transposição, o remanejamento ou a transferência de recursos de uma categoria de 
programação para outra ou de um órgão para outro, sem prévia autorização legislativa. 
IV. A realização de operações de créditos que excedam o montante das despesas de 
capital, ressalvadas as autorizadas mediante créditos suplementares ou especiais com 
finalidade precisa, aprovados pelo Poder Legislativo por maioria absoluta. 
V. A atualização monetária do principal da dívida mobiliária refinanciada em valores 
superiores à variação do índice de preços previsto na Lei de Diretrizes Orçamentárias, ou 
em legislação específica. 
Comentários 
I-Verdadeira. Vedação contida no artigo 167, I, da CF/1988. “Esta vedação: reforça o 
princípio do planejamento-programação (projetos, programas); reforça o princípio da 
universalidade (tudo deve estar incluso no orçamento); e reforça o princípio da 
especificação/discriminação (especificar/ discriminar os projetos e programas inclusos na 
LOA)” (Paludo, 2017). 
II-Falsa. Não há essa vedação na CF/1988. A LRF é que estabelece, no artigo 5º, § 2o, que 
o refinanciamento da dívida pública constará separadamente na lei orçamentária e nas de 
crédito adicional. 
III-Verdadeira. Vedação contida no artigo 167, VI, da CF/1988. “Esta regra assegura maior 
fidelidade ao processo de planejamento/orçamento; evita a utilização de orçamento 
aprovado para uma finalidade em outra finalidade diferente. O texto contempla o princípio de 
não estorno” (Paludo, 2017). 
IV-Verdadeira. Vedação contida no artigo 167, III da CF/1988, com a respectiva exceção. 
“Trata-se da chamada “regra de ouro”. Se as operações de crédito forem superiores às 
despesas de capital, então o ente público estará se “endividando” para custear despesas 
correntes ou de manutenção – o que é inaceitável. No entanto, a regra de ouro pode ser 
“quebrada” – e nesse caso teremos a única lei em matéria orçamentário-financeira que 
exige maioria absoluta para sua aprovação” (Paludo, 2017). 
V-Falsa. Não há essa vedação na CF/1988; ela está contida na LRF, artigo 5º, § 3º. 
PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 
 
35 
 
94.FCC-ConselheiroTCM-RJ/2015. A Constituição Federal fixa normas relacionadas com o 
PPA, com a LDO e com a LOA. No que diz respeito especificamente à Lei Orçamentária 
Anual, o texto constitucional estabelece: 
I. Essa lei compreenderá o orçamento de investimento das empresas em que a União, direta 
ou indiretamente, detenha a maioria do capital social com direito a voto. 
II. O seu projeto será acompanhado de demonstrativo regionalizado do efeito, sobre as 
receitas e despesas, decorrente de isenções, anistias, remissões, subsídios e benefícios de 
natureza financeira, tributária e creditícia. 
III. Essa lei compreenderá o orçamento fiscal referente aos Poderes da União, seus fundos, 
órgãos e entidades da administração direta e indireta, inclusive fundações instituídas e 
mantidas pelo Poder Público. 
Comentários 
I.Verdadeiro. Segundo o contido no § 5º, do artigo 165, da CF/88, a lei orçamentária anual 
compreenderá: II- o orçamento de investimento das empresas em que a União, direta ou 
indiretamente, detenha a maioria do capital social com direito a voto. 
II.Verdadeiro. De acordo com o artigo 165, § 6º da CF/1988, o Projeto de Lei Orçamentária 
será acompanhado de demonstrativo regionalizado do efeito, sobre as receitas e despesas, 
decorrente de isenções, anistias, remissões, subsídios e benefícios de natureza financeira, 
tributária e creditícia. 
III.Verdadeiro. Segundo o contido no § 5º, do artigo 165, da CF/88, a lei orçamentária anual 
compreenderá: I- o orçamento fiscal referente aos Poderes da União, seus fundos, órgãos 
e entidades da administração direta e indireta, inclusive fundações instituídas e mantidas 
pelo Poder Público. 
95.FGV-Conselheiro-TCM-RJ/2015. O processo orçamentário no Brasiltem regras 
definidas na Constituição Federal e na legislação complementar e ordinária, principalmente 
no que tange às competências de cada poder na definição das receitas e despesas para um 
exercício. No que se refere às regras relativas às emendas à Lei do Orçamento: as 
emendas parlamentares são permitidas somente para alteração das despesas de custeio. 
Comentários 
Segundo Paludo (2017) “De acordo com o artigo 166, § 3º, da CF/1988, as emendas ao 
projeto de lei do orçamento anual ou aos projetos que o modifiquem somente podem ser 
aprovadas caso: I–sejam compatíveis com o Plano Plurianual e com a Lei de Diretrizes 
Orçamentárias; II–indiquem os recursos necessários, admitidos apenas os provenientes de 
anulação de despesa, excluídas as que incidam sobre: a) dotações para pessoal e seus 
encargos; b) serviço da dívida; c) transferências tributárias constitucionais para estados, 
Municípios e Distrito Federal; ou III – sejam relacionadas: a) com a correção de erros ou 
omissões; ou b) com os dispositivos do texto do projeto de lei”. 
Portanto, a questão 95 está errada: a afirmativa é diferente da autorização contida na 
CF/1988, e contém uma limitação também não prevista no texto constitucional, “somente”. 
96.VUNESP-AnalistaGestão-SJC/2015. A Comissão Mista, a que se refere a Constituição 
Federal, tem por incumbência a avaliação e emissão de pareceres sobre os projetos de lei 
relativos ao plano plurianual e é formada por (__) e será (__). Completa corretamente as 
lacunas: 
A) Senadores representantes de todos os partidos … permanente. 
B) Deputados representantes de todos os partidos … permanente. 
C) Senadores e Deputados Federais … transitória. 
PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 
 
36 
 
D) Senadores e Deputados Federais … permanente. 
E) Representantes de cada partido na Câmara Federal … transitória. 
Comentários 
De acordo com o artigo 166, § 1º, da CF/1988, a matéria orçamentária cabe a uma 
Comissão mista permanente de senadores e deputados. 
Portanto, de forma inequívoca, a alternativa D é a resposta da questão, pois preenche 
corretamente o texto. 
97.AugustinhoPaludo/2020. Acerca das regras constitucionais de orçamento público. Um 
ente público, no momento da execução do orçamento, percebeu que determinada dotação 
possibilitaria melhores resultados se fosse remanejada para ser aplicada em outra 
finalidade. Nesse caso, a constituição federal permite o remanejamento, ainda que para 
outra categoria de programação. 
Comentários 
Segundo Paludo (2020) “O processo de programação orçamentária demanda esforços de 
inúmeros agentes e cada despesa deverá ser avaliada e justificada antes de sua inclusão na 
proposta de orçamento anual. Para assegurar que o processo de programação não seja 
desvirtuado é que o artigo 167, VI, da CF/1988 proíbe a transposição, o remanejamento ou 
a transferência de recursos de uma categoria de programação para outra ou de um órgão 
para outro, sem prévia autorização legislativa. 
Este texto contempla o princípio do não estorno. Trata-se de regra que assegura maior 
fidelidade ao processo de planejamento/orçamento; evita que o orçamento aprovado para 
uma finalidade seja utilizado em outra finalidade diferente.” 
Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, a questão está errada porque 
não é permitido o remanejamento de recursos para outra categoria de programação, salvo 
se houver prévia autorização legislativa. 
98.CESPE-EspecialistaGestão-TELEBRAS/2015. Com relação à lei orçamentária anual-
LOA na constituição federal. Segundo a CF/81988 é permitido o início de programas ou 
projetos não incluídos na LOA, desde que seja justificado ao Poder Legislativo. 
Comentários 
Segundo Paludo (2020) “De acordo com o artigo 167, I, da CF/1988, são vedados: o início 
de programas ou projetos não incluídos na Lei Orçamentária Anual. 
Esta vedação: reforça o princípio do planejamento-programação (projetos, programas); 
reforça o princípio da universalidade (tudo deve estar incluso no orçamento); e reforça o 
princípio da especificação/discriminação (especificar/discriminar os projetos e programas 
inclusos na LOA).” 
Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, a questão está errada, porque o 
item I do artigo 167 não comporta exceção. 
99.FCC-AnalistaAdm-TRF3/2016. No que se refere à matéria orçamentária, a Constituição 
Federal VEDA expressamente o que consta nos itens: 
I. Concessão ou utilização de créditos ilimitados. 
II. Realização de despesas ou a assunção de obrigações diretas que excedam os créditos 
orçamentários ou adicionais. 
III. Realização de operações de créditos que excedam o montante das despesas correntes. 
 
PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 
 
37 
 
Comentários 
I.Certo. Segundo o artigo 167, VII, da CF/1988, é vedada a concessão ou utilização de 
créditos ilimitados. 
II.Certo. De acordo com o artigo 167, II, da CF/1988, é vedada a realização de despesas ou 
a assunção de obrigações diretas que excedam os créditos orçamentários ou adicionais. 
III.Errado. O certo seriam “despesas de capital”, conforme o contido no artigo 167, III, da 
CF/1988. 
Capítulo 2. LEI ORÇAMENTÁRIA ANUAL-LOA E PROCESSO ORÇAMENTÁRIO 
100.FCM-TécnicoAdministração-CARNAIBA-MG/2019. De acordo com Paludo (2012), o 
ciclo de planejamento e orçamento público brasileiro é composto por três instrumentos 
principais: o Plano Plurianual, a Lei de Diretrizes Orçamentárias e a Lei Orçamentária Anual. 
A esse respeito analise: a Lei Orçamentária Anual estima as receitas e fixa as despesas de 
toda a Administração Pública Federal para o ano subsequente. 
Comentários 
Segundo Paludo (2019) “O sistema orçamentário brasileiro é composto por três 
instrumentos principais: a Lei Orçamentária Anual, a Lei de Diretrizes Orçamentárias e o 
Plano Plurianual. 
A Lei Orçamentária Anual é o produto final do processo orçamentário coordenado pela 
SOF. É o documento legal que contém a previsão de receitas e autorização de despesas a 
serem realizadas no exercício financeiro subsequente. A LOA estima/prevê receitas e 
fixa/autoriza despesas para um exercício financeiro.” 
Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, a questão está correta. 
Obs.: A questão 100, como outras – cita diretamente meu nome/trechos de meu livro de 
Orçamento Público, Administração Financeira e Orçamentária e Lei de Responsab. Fiscal. 
101.FUNDEP-ControladorInterno-MG/2020. Com relação às normas gerais de direito 
financeiro para elaboração e controle dos orçamentos e balanços da União, dos estados, 
dos municípios e do Distrito Federal, tomando como base a Lei Federal nº 4.320, de 17 de 
março de 1964, analise a afirmativa: A Lei do Orçamento contém a discriminação da receita 
e despesa de forma a evidenciar a política econômica financeira e o programa de trabalho 
do Governo. 
102.ACCESS-Tesoureiro-Municipal-RJ/2020. Conforme prevê a lei 4.320/64, é correto 
afirmar que a Lei de Orçamentos compreenderá: 
a) todas as receitas, exceto as de operações de crédito autorizadas em lei. 
b) todas as receitas, inclusive as operações de credito por antecipação da receita e as 
emissões de papel-moeda. 
c) todas as receitas e despesas pelos seus totais, admitidas determinadas deduções. 
d) dotações globais destinadas a atender indiferentemente a despesas de pessoal, material, 
serviços de terceiros, transferências ou quaisquer outras. 
e) a discriminação da receita e despesa de forma a evidenciar a política econômica 
financeira e o programa de trabalho do Governo, obedecidos os princípios de unidade, 
universalidade e anualidade. 
Comentários 
PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 
 
38 
 
Segundo Paludo (2020) “Normas da Lei nº 4.320/1964, Art. 2º. A Lei do Orçamento conterá 
a discriminação da receita e despesa de forma a evidenciar a política econômica financeira 
e o programade trabalho do Governo, obedecidos os princípios de unidade, universalidade 
e anualidade.” 
Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, a questão 101 está correta e 
na questão 102 a Alternativa E é a verdadeira e a resposta da questão. 
103.CESPE-ACE-TC-RJ/2020. A respeito dos mecanismos utilizados na elaboração, 
execução e controle do orçamento, julgue o item: A lei orçamentária anual pode prever 
investimento com duração superior a um exercício financeiro, se uma lei específica autorizar 
a inclusão do referido investimento no plano plurianual. 
Comentários 
Segundo Paludo (2020) “Artigo 167, § 1º. Nenhum investimento cuja execução ultrapasse 
um exercício financeiro poderá ser iniciado sem prévia inclusão no Plano Plurianual, ou sem 
lei que autorize a inclusão, sob pena de crime de responsabilidade. 
Essa vedação refere-se ao princípio do planejamento. Se ultrapassar um exercício 
financeiro, então o valor é significativo: tem que ser planejado e tem que constar no PPA 
ou noutra lei específica. Reflete também o princípio da programação: todas as 
despesas são inclusas no PPA e na LOA sob a forma de programas. 
Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, a questão 103 está correta: 
se lei específica autorizar, a LOA pode prever investimento com duração superior a um ano. 
104.CEBRASPE-SEFAZ-AL/2020. A respeito de orçamento anual e da despesa pública, 
julgue o item: No orçamento público federal, tanto a receita quanto a despesa são 
programadas, autorizadas e controladas. 
Comentários 
As vezes a resposta é tão simples que surpreende: as receitas são estimadas, autorizadas 
e controladas; mas a despesa é fixada: o gestor tem que ater ao valor fixado, que somente 
pode ser alterado em caso de congestionamento (para menos) ou mediante lei de créditos 
adicionais (para mais). 
Portanto, a questão está errada: as despesas são fixadas e não programadas. 
105.FCC-Administrador-DefensoriaSP/2015. Sobre orçamento público. A Lei 
Orçamentária Anual prevê receitas e fixa despesas para execução em determinado período 
de tempo. 
106.FGV-AnalistaAdministrativo-TJ-PIAUÍ/2015. No processo de planejamento público 
governamental, entre os diversos instrumentos, destaca-se aquele que estima as receitas 
que o Governo deverá arrecadar durante o ano e fixa os gastos a serem realizados com tais 
recursos. Esse instrumento é denominado: Lei Orçamentária Anual (LOA). 
107.CESPE-ACE-Planejamento-TCE-PA/2016. A respeito do orçamento público. A lei 
orçamentária anual, entre outros aspectos, exprime, em termos financeiros, a alocação dos 
recursos públicos para determinado exercício. 
Comentários 
Segundo Paludo (2017) “A LOA – Lei Orçamentária Anual é o produto final do processo 
orçamentário coordenado pela SOF. Ela abrange apenas o exercício financeiro a que se 
refere e é o documento legal que contém a previsão de receitas e autorização de 
despesas a serem realizadas no exercício financeiro. O Orçamento Público é uma lei que, 
entre outros aspectos, exprime, em termos financeiros, a alocação dos recursos 
públicos. 
PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 
 
39 
 
A LOA estima/prevê receitas e fixa/autoriza despesas para um exercício financeiro”. 
Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, as três questões estão 
corretas. 
Obs.: A questão 107, como centenas de outras questões – não citam meu nome – mas tem 
recorte parcial de texto de meu livro Orçamento Público/Afo/Lrf. 
108.FCC-Administrador-DefensoriaSP/2015. Acerca dos orçamentos públicos, nos termos 
da Constituição Federal, o orçamento fiscal, de investimentos das empresas estatais e o da 
seguridade social constarão da lei orçamentária, de iniciativa do Poder Legislativo, com 
vigência de doze meses, ou seja, de 1º de janeiro a 31 de dezembro. 
109.CESPE-EspecialistaFinanças-TELEBRÁS/2015. Quanto ao processo orçamentário, à 
elaboração da proposta de orçamento e aos instrumentos legais. Caso se tenha iniciado o 
exercício financeiro e o projeto de lei orçamentária anual ainda não tenha sido aprovado no 
Poder Legislativo, a própria lei orçamentária do exercício anterior prevê os procedimentos 
para liberação de recursos financeiros. 
Comentários 
Segundo Paludo (2017) “A LOA é composta pelos orçamentos Fiscal, da Seguridade 
Social e de Investimento das estatais. Ela prevê os recursos a serem arrecadados e fixa as 
despesas a serem realizadas pelo Governo Federal, referentes aos Poderes Legislativo, 
Executivo e Judiciário. 
A vigência da LOA abrange somente o exercício financeiro a que se refere: 01 de janeiro a 
31 de dezembro”. 
Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, a questão 108 está correta 
tanto no que se refere aos três orçamentos, como em relação a vigência de 1º de janeiro a 
31 de dezembro; e a questão 109 está errada: caso inicie o ano sem aprovação prévia da 
LOA – o orçamento será executado na proporção de 1/12 por mês, com base em 
autorização contida na LDO para o exercício. 
110.CESPE-AuditorFUB/2015. Acerca do orçamento público e classificações 
orçamentárias. A lei orçamentária anual é composta dos orçamentos: fiscal, seguridade 
social e investimento das estatais. 
111.FCC-Administrador-DefensoriaSP/2015. Acerca dos orçamentos públicos, nos termos 
da Constituição Federal, o orçamento fiscal, de investimentos das empresas estatais e o da 
seguridade social constarão da lei orçamentária anual de iniciativa do Poder Executivo. 
112.VUNESP-AnalistaGestão-SJC/2015. De acordo com a Constituição Federal, a Lei 
Orçamentária compreende o orçamento fiscal, o de investimento e o da seguridade social. O 
orçamento de investimento refere-se às empresas em que a União, direta ou indiretamente, 
detenha a maioria do capital social com direito a voto. 
113.FCC-AnalistaAdm-TRF3/2016. Nos termos da Constituição Federal é conteúdo da Lei 
Orçamentária Anual: o Orçamento fiscal referente aos fundos da União, e o orçamento de 
investimento das empresas em que a União, direta ou indiretamente, detenha a maioria do 
capital social com direito a voto. 
Comentários 
Segundo Paludo (2017) “A Constituição Federal de 1988, art. 165, determina que a Lei 
Orçamentária Anual compreenderá o Orçamento Fiscal, o de Investimento das Empresas 
Estatais e o da Seguridade Social, explicando cada tipo de orçamento: 
PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 
 
40 
 
1.Orçamento Fiscal, referente aos Poderes da União, seus fundos, órgãos e entidades da 
Administração direta e indireta, inclusive fundações instituídas e mantidas pelo Poder 
Público. 
2.Orçamento de Investimento das empresas em que a União, direta ou indiretamente, 
detenha a maioria do capital social com direito a voto. 
3.Orçamento da Seguridade Social abrange todas as entidades e órgãos a ele 
vinculados, da Administração direta ou indireta, bem como os fundos e fundações 
instituídos e mantidos pelo Poder Público. 
Esses três orçamentos é que compõem a LOA – Lei Orçamentária Anual. Esse modelo 
atual segue a concepção de totalidade orçamentária, visto que os orçamentos são 
elaborados de forma independente, para depois serem consolidados em um só, o 
Orçamento Geral da União, possibilitando assim o conhecimento do desempenho global 
das finanças públicas”. 
Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, as quatro questões estão 
corretas. 
114.FCC-Contador-TRE-Amapá/2015. Sobre o orçamento anual. Na Lei Orçamentária 
Anual, o orçamento fiscal compatibilizado com o plano plurianual terá entre suas funções a 
de reduzir desigualdades interregionais, segundo critério populacional. 
115.FCC-ConselheiroTCM-RJ/2015. A Constituição Federal fixa normas relacionadas com 
o PPA, com a LDO e com a LOA. No que diz respeito à Lei Orçamentária Anual, o texto 
constitucional estabelece que: Essa lei compreenderá o orçamento da seguridade social, 
abrangendo todas as entidades e órgãosa ela vinculados, da administração direta ou 
indireta, bem como os fundos e fundações instituídos e mantidos pelo Poder Público, sendo 
que este orçamento, que deverá ser compatibilizado com o plano plurianual, terá, entre suas 
funções, a de reduzir desigualdades inter-regionais, segundo critério populacional. 
Comentários 
Segundo Paludo (2017) “De acordo com o art. 166, § 7º, da CF/1988, o Orçamento Fiscal e 
de Investimentos, compatibilizados com o PPA, terão entre suas funções a de reduzir 
desigualdades inter-regionais, segundo critério populacional. 
Somente o Orçamento Fiscal e o de Investimentos é que objetivam reduzir desigualdades 
inter-regionais – o Orçamento da Seguridade Social não tem essa função”. 
Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, a questão 114 está correta e a 
115 está errada: apenas o orçamento fiscal e o de investimento atuarão para reduzir 
desigualdades regionais – o orçamento da seguridade social não tem essa função. 
116.CESPE-EspecialistaFinanças-TELEBRÁS/2015. Acerca do programa de dispêndios 
globais para empresas do setor produtivo estatal. O programa de dispêndios globais deve 
apresentar informação da origem das fontes de recursos que financiarão os investimentos 
propostos pelas empresas estatais, como também precisa ser elaborado 
concomitantemente ao orçamento de investimento, para que seja peça integrante do projeto 
do orçamento da União. 
Comentários 
Segundo Paludo (2017) “O Orçamento das Empresas Estatais independentes não faz parte 
do Orçamento Fiscal e nem do Orçamento da Seguridade Social. O Orçamento 
Operacional das Empresas Estatais independentes faz parte do Programa de 
Dispêndios Globais, cuja aprovação ocorre diretamente por decreto do Poder Executivo. 
 
PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 
 
41 
 
De acordo com o art.8º do Decreto 8.189/2014, compete ao DEST – Departamento de 
Coordenação e Governança das Empresas Estatais coordenar a elaboração do Programa 
de Dispêndios Globais e da proposta do Orçamento de Investimento das empresas 
estatais (contém todas as fontes de recursos e suas respectivas aplicações), 
compatibilizando-os com as metas de resultado primário fixadas, bem como acompanhar a 
sua execução orçamentária. 
O Orçamento Operacional das Estatais seguirá na forma de anexo da mensagem 
presidencial que encaminha o Projeto de Lei Orçamentária ao Congresso Nacional”. 
Portanto, a questão está correta: o programa de dispêndios globais deve apresentar 
informação da origem das fontes de recursos que financiarão os investimentos, e seguirá 
como anexo da LOA. 
117.CESPE-Auditor-TC-RN/2015. Relativos a documentos, instituições e técnicas para 
administração orçamentária. A elaboração do projeto de lei orçamentária anual é iniciada e 
controlada pelo órgão central do sistema de administração financeira federal. 
Comentários 
Segundo Paludo (2017) “O processo de elaboração do projeto de Lei Orçamentária Anual 
se desenvolve no âmbito do Sistema de Planejamento e de Orçamento Federal. 
Amparado na Lei nº 10.180/2001, no Decreto nº 8.189/2014 e nos últimos MTO’s, é 
possível afirmar que as competências da SOF no processo orçamentário anual 
compreendem: coordenar, consolidar e supervisionar a elaboração da Lei de Diretrizes 
Orçamentárias e da proposta orçamentária da União, compreendendo os Orçamentos 
Fiscal e da Seguridade Social”. 
Portanto, de forma clara, a questão está errada: a competência para a elaboração do 
projeto de LOA é do Sistema de Planejamento e Orçamento – coordenado pela SOF-
Secretaria de Orçamento Federal. 
118.CESPE-Administrador-ENAP/2015. Acerca de noções básicas de administração 
financeira e orçamentária. Durante o processo de elaboração orçamentária, a revisão da 
estrutura programática do orçamento depende da definição prévia das macrodiretrizes. 
119.CESPE-Administrador-TCE-SC/2016. Acerca de finanças e orçamento público. A 
revisão da estrutura programática do projeto da lei orçamentária anual deve ser feita após a 
definição e a divulgação dos limites das propostas setoriais. 
Comentários 
Segundo Paludo (2017-2020) “Destacamos e detalhamos a seguir, numa visão prática, as 
competências que julgamos mais importantes da SOF como Órgão Central de orçamento, 
na função precípua de coordenar o processo orçamentário como um todo. 
No início de cada ano, considerando a meta fiscal e demais normas estabelecidas pela 
LDO para o exercício, a SOF: 1–Planeja a elaboração do orçamento e define diretrizes ... 
2–Promove e valida a revisão da estrutura programática ... 3-Elabora a Pré-proposta ... 
4–Estima a previsão de receitas e avalia a NFGC ... 5–Fixa parâmetros e referenciais 
monetários para a apresentação da proposta setorial ... 6–Divulga normas gerais para 
elaboração ... 7–Estabelece o cronograma para a elaboração orçamentária ... 8–Capta, 
analisa e valida as propostas setoriais ... 9–Formaliza o PL-LOA”. 
Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, a questão 118 está correta: 
primeiro vêm as diretrizes e depois a revisão da estrutura programática; e a questão 119 
está errada: a revisão da estrutura programática ocorre antes da definição dos 
limites/referenciais monetários para apresentação das propostas setoriais. 
PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 
 
42 
 
 
 Caríssimos, penso que essas 2 questões foram elaboradas a partir de meu livro, 
pois desconheço outro livro que aborde esse detalhamento como eu abordo. 
120.CESPE-ACE-TC-RJ/2020. A respeito dos mecanismos utilizados na elaboração do 
orçamento, julgue o item: Cada órgão setorial de planejamento e orçamento é responsável 
pela elaboração da proposta das unidades orçamentárias sob sua supervisão. 
121.FCC-Contador-TRF3/2016. A Lei nº 4.320/1964, que estabelece normas gerais de 
Direito Financeiro, quanto a aspectos pertinentes ao orçamento público, prevê que unidade 
orçamentária é o agrupamento de serviços subordinados ao mesmo órgão a que serão 
consignadas dotações próprias. 
Comentários 
Segundo Paludo (2020) “Unidade Orçamentária é a repartição da Administração Federal 
que recebe seus créditos diretamente da LOA ou, de acordo com a Lei nº 4.320/1964, art. 
14, é o agrupamento de serviços subordinados ao mesmo órgão ou repartição a que 
serão consignadas dotações próprias. 
A Unidade Orçamentária desempenha o papel de coordenadora do processo de 
elaboração da proposta orçamentária no seu âmbito de atuação, integrando e 
articulando o trabalho das Unidades Administrativas vinculadas (aquelas que necessitam 
de uma Unidade Orçamentária para obter créditos orçamentários para a execução de seus 
programas e ações). 
Conforme estabelecido nos MTO’s, as Unidades Orçamentárias são responsáveis pela 
apresentação da programação orçamentária detalhada da despesa por programa, ação 
orçamentária e subtítulo”. 
Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, a questão 120 está errada e 
a questão 121 está correta e traz o conceito de unidade orçamentária. 
122.ESAF-AnalistaAdministrativoMTUR/2014. Estão descritas abaixo diversas etapas do 
processo de elaboração orçamentária. Analise o ator responsável por cada uma das etapas 
descritas: 
I.Define diretrizes estratégicas e parâmetros quantitativos: Secretaria de Orçamento Federal; 
II.Elabora proposta: Unidade Orçamentária; 
III.Consolida e valida a proposta: Órgão Setorial. 
Comentários 
O item I tem resposta nas questões 118-119; o item II tem resposta nas questões 120-121. 
No item III, segundo Paludo (2017) “Também aqui destacamos os itens mais importantes de 
atuação dos Órgãos Setoriais como articuladores do processo no âmbito de seus 
respectivos órgãos ... 6–Valida, consolida e formaliza a Proposta Orçamentária do Órgão”. 
Portanto, de forma clara, os três itens estão corretos: indicam as atividades e seus 
responsáveis corretamente – embora o item III possa causar dúvidas porque não 
especificouse era proposta setorial (responsabilidade do Órgão Setorial) ou se tratava da 
proposta anual consolidada (responsabilidade da SOF). 
123.CESPE-EspecialistaFinançasTELEBRÁS/2013. Sobre a proposta orçamentária. De 
acordo com a LDO da União de 2012, as propostas orçamentárias dos órgãos do Poder 
Judiciário e do MPU deverão ser objeto de parecer do Conselho Nacional de Justiça e do 
Conselho Nacional do Ministério Público. 
Comentários 
PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 
 
43 
 
Segundo Paludo (2017) “O processo de elaboração da proposta orçamentária para os 
Poderes Legislativo e Judiciário e para o Ministério Público da União, apresenta as 
seguintes peculiaridades: ... as propostas do Poder Judiciário e do Ministério Público da 
União deverão conter parecer de mérito do Conselho Nacional de Justiça e do Conselho 
Nacional do Ministério Público. 
Esses pareceres têm caráter apenas opinativo, e não se aplicam à proposta 
orçamentária do STF – Supremo Tribunal Federal, do Conselho Nacional de Justiça, do 
Ministério Público Federal e do Conselho Nacional do Ministério Público”. 
Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, a questão está correta: as 
propostas do Judiciário e do MPU devem conter parecer de mérito, respeitadas as exceções 
acima elencadas. 
124.FCC-ACE-TC-CE/2015. A proposta da Lei Orçamentária Anual deve ser encaminhada 
pelo Poder Executivo ao Legislativo acompanhada de exposição circunstanciada da 
situação econômico-financeira. Essa exposição é denominada 
A) razão orçamentária. 
B) tabela explicativa. 
C) mensagem. 
D) exposição orçamentária. 
E) fundamentação orçamentária. 
125.FGV-Conselheiro-TCM-RJ/2015. Acerca da LOA. Uma proposta de Lei Orçamentária é 
apresentada contendo a mensagem, o projeto de lei e tabelas explicativas com a receita 
prevista e a despesa fixada para o exercício a que se refere a proposta. 
Comentários 
Segundo Paludo (2017) “A fase final é a elaboração da Mensagem Presidencial, texto e 
anexos do Projeto de Lei Orçamentária e encaminhamento ao Congresso Nacional. Essa 
mensagem contará com a participação do DEST, da Área Econômica, dos Órgãos Setoriais 
e da Casa Civil da Presidência da República. 
De acordo com a Lei nº 4.320/1964 a mensagem deverá conter: exposição 
circunstanciada da situação econômico-financeira, documentada com demonstração da 
dívida fundada e flutuante, saldos de créditos especiais, Restos a Pagar e outros 
compromissos financeiros exigíveis; exposição e justificação da política econômico-
financeira do Governo; justificação da receita e despesa, particularmente no tocante ao 
orçamento de capital. 
Os anexos incluem quadros demonstrativos das receitas e despesas; quadro das 
dotações por Órgãos do Governo e da Administração; quadro demonstrativo do programa 
anual de trabalho do Governo em termos de realizações de obras e prestação de serviços; 
especificação dos programas especiais de trabalho custeados por dotações globais; 
tabelas explicativas com o comportamento da receita e da despesa, abrangendo diversos 
exercícios financeiros”. 
Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, na questão 124 a alternativa C 
é a resposta; e a questão 125 está correta: as duas questões tratam da mensagem de 
encaminhamento do projeto de LOA. 
126.CESPE-ACE-TCDF/2020. Julgue o item, acerca da LOA: Após serem elaborados, 
projetos de lei orçamentária como o mencionado devem ser enviados à Câmara Legislativa 
do Distrito Federal, iniciando-se, com isso, a fase de apreciação legislativa do ciclo 
orçamentário. 
PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 
 
44 
 
127.CESPE-EspecialistaFinanças-TELEBRÁS/2015. Quanto ao processo orçamentário, à 
elaboração da proposta de orçamento e aos instrumentos legais. O projeto de lei 
orçamentária anual, enviado pelo Poder Executivo ao Poder Legislativo, é encaminhado 
para a comissão mista de planos e orçamentos públicos que examina e emite parecer 
acerca do projeto de lei, entre outras atribuições. 
Comentários 
Segundo Paludo (2017) “O Projeto de Lei Orçamentária Anual – PL-LOA da União é 
enviado pelo Presidente da República ao Congresso Nacional (Poder Legislativo) até o dia 
31 de agosto de cada ano. 
Recebido o projeto, ele é imediatamente enviado à Comissão Mista de Planos, Orçamentos 
e Fiscalização, que é formada por 30 deputados e dez senadores. A essa comissão 
compete, de acordo com a CF, art. 166, § 1º: I-examinar e emitir parecer sobre os projetos 
referidos neste artigo e sobre as contas apresentadas anualmente pelo Presidente da 
República”. 
Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, as duas questões estão 
corretas: 126: enviado à Câmara Legislativa inicia a fase de apreciação legislativa; 127: o 
PL-LOA é encaminhado à comissão mista que examina e emite parecer acerca do projeto. 
128.FCC-ProcuradorTCM-RJ/2015. A respeito da tramitação legislativa das leis 
orçamentárias, é correto afirmar: As emendas aos projetos de leis orçamentárias serão 
apresentadas na Comissão Mista, que sobre elas emitirá parecer, e apreciadas, na forma 
regimental, pelo Plenário das duas Casas do Congresso Nacional. 
129.FGV-AdministradorLegislativo-CARUARU/2015. Sobre o processo orçamentário 
brasileiro. Para que seja aprovada modificação da LOA, as emendas devem ser compatíveis 
somente com o PPA. 
130.FCC-Contador-TRF3/2016. De acordo com a Constituição Federal de 1988, em relação 
às emendas ao projeto de lei do orçamento anual, entre outros requisitos, somente podem 
ser aprovadas se a anulação da despesa incidir sobre: 
I. Dotação para pessoal e seus encargos. 
II. Transferências tributárias constitucionais para Estados, Municípios ou Distrito Federal. 
III. Dotação para construção de fóruns. 
IV. Dotação para aquisição de computadores pelo Poder Judiciário. 
131.FCC-AnalistaAdm-TRF3/2016. Quanto ao processo de elaboração, discussão, votação 
e aprovação da proposta orçamentária, a Constituição Federal estabelece que no caso de 
emendas ao projeto da lei do orçamento anual, somente são admitidas as indicações de 
recursos advindos de anulação de despesa. 
132.CESPE-Procurador-BA/2014. No que concerne ao projeto de lei orçamentária anual. 
Admite-se a apresentação de emenda ao projeto de lei orçamentária anual, com a indicação 
de recursos necessários, mediante a anulação de despesa referente a dotações para 
pessoal e seus encargos. 
133.VUNESP-AuditorCI-PMSP/2015. De acordo com a Lei nº 4.320, de 1964, não se 
admitirão emendas ao projeto de Lei de Orçamento que visem conceder dotação superior 
aos quantitativos previamente fixados em resolução do Poder Legislativo para concessão de 
auxílios e subvenções. 
Comentários 
PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 
 
45 
 
Segundo Paludo (2017) “É no âmbito da Comissão mista/áreas temáticas - que são 
apresentadas as emendas ao Orçamento da União (art. 166, § 2º, as emendas serão 
apresentadas na Comissão mista, que sobre elas emitirá parecer, e apreciadas pelo 
Plenário das duas Casas do Congresso Nacional). 
Com relação às emendas, existe uma série de restrições legais quanto à sua 
apresentação: 
De acordo com a Lei nº 4.320/1964, art. 33: não se admitirão emendas ao projeto de Lei 
de Orçamento que visem a: a) alterar a dotação solicitada para despesa de custeio, salvo 
quando provada, nesse ponto, a inexatidão da proposta; b) conceder dotação para o início 
de obra cujo projeto não esteja aprovado pelos órgãos competentes; c) conceder dotação 
para instalação ou funcionamento de serviço que não esteja anteriormente criado; d) 
conceder dotação superior aos quantitativos previamente fixados em resolução do Poder 
Legislativo para concessão de auxílios e subvenções. 
De acordo com a CF/1988, art. 166, § 3º: as emendas ao Projeto de Lei do Orçamento 
Anual ou aos projetos que o modifiquem somente podem ser aprovadascaso: I– sejam 
compatíveis com o Plano Plurianual e com a Lei de Diretrizes Orçamentárias; II– indiquem 
os recursos necessários, admitidos apenas os provenientes de anulação de despesa, 
excluídas as que incidam sobre: a) dotações para pessoal e seus encargos; b) serviço da 
dívida; c) transferências tributárias constitucionais para Estados, Municípios e Distrito 
Federal; ou III– sejam relacionadas: a) com a correção de erros ou omissões; ou b) com os 
dispositivos do texto do projeto de lei”. 
Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, temos as seguintes respostas: 
questão 128 está correta conforme texto acima (art. 166, § 2º, da CF/1988); a questão 129 
está errada: as emendas devem ser compatíveis com o PPA e a LDO; na questão 130, os 
itens I,II estão errados porque não são permitidas essas anulações pelo artigo art. 166, § 
3º, da CF – e os itens IIIeIV estão corretos: são despesas passíveis de anulação para 
garantir recursos a outras emendas de despesas; a questão 131 está correta: os recursos 
para emendas são oriundos da anulação de outra despesa passível de anulação; a questão 
132 está errada: não é possível anular dotação para pessoal ou encargos sociais; e a 
questão 133 está correta: a lei 4.320/1964 proíbe emendas que visem conceder dotação 
superior aos quantitativos previamente fixados em resolução do Poder Legislativo para 
concessão de auxílios e subvenções. 
134.MSC-TesoureiroMunicipal-RJ/2021. Conforme a Lei nº 4320/64, não se admitirão 
emendas ao projeto de Lei de Orçamento que visem: 
I.Alterar a dotação solicitada para despesa de custeio, mesmo quando provada a inexatidão 
da proposta. 
II. Conceder dotação para o início de obra cujo projeto não esteja aprovado pelos órgãos 
competentes. 
III. Conceder dotação para instalação, ou funcionamento de serviço, que não esteja 
anteriormente criado. 
IV. Conceder dotação superior aos quantitativos previamente fixados em resolução do 
Poder Legislativo para concessão de auxílios e subvenções. 
Comentários 
De acorco com o texto da questão anterior, o item I está errado, pois se provada inexatidão 
poderá haver ajuste; os itens II, III e IV estão corretos: são vedações impostas pela lei 
4.320/1964. 
PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 
 
46 
 
135.CESPE-AnalistaControle-Adm-TCE-PR/2016. Acerca das etapas do processo 
orçamentário e dos instrumentos do orçamento público, analise: A apreciação de emendas 
ao projeto de lei orçamentária, apresentadas por parlamentares, prevê a solicitação de 
informações a especialistas, a participação em audiências públicas bem como discussões e 
consultas, em razão das determinações legais que as disciplinam. 
Comentários 
Segundo Paludo (2018) “É no âmbito da Comissão mista/áreas temáticas - que são 
apresentadas as emendas ao Orçamento da União ... É comum a utilização de consultas a 
especialistas e realização de audiências como subsídio às discussões acerca das 
emendas”. 
Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, a questão está correta. 
136.FCC-ProcuradorTCM-RJ/2015. Segundo a Constituição Federal, leis de iniciativa do 
Poder Executivo estabelecerão o Plano Plurianual; as Diretrizes Orçamentárias e os 
Orçamentos Anuais. A respeito da tramitação das referidas leis, é correto afirmar: o 
Presidente da República poderá enviar mensagem ao Congresso Nacional para propor 
modificação nos projetos de leis orçamentárias enquanto não iniciada a votação, na 
Comissão mista, da parte cuja alteração é proposta. 
Comentários 
Segundo Paludo (2017) “Amparado no Texto Constitucional, o Presidente da República 
também pode apresentar emendas ao projeto de Lei Orçamentária Anual, conforme 
preceitua o art. 166, § 5º: “O Presidente da República poderá enviar mensagem ao 
Congresso Nacional para propor modificação nos projetos a que se refere este artigo 
enquanto não iniciada a votação, na Comissão Mista, da parte cuja alteração é proposta”. 
Portanto, a questão está correta e tem resposta direta no texto acima. 
137.CESPE-Contador-STJ/2015. No que se refere ao orçamento público. A lei 
orçamentária anual deve definir o montante da reserva de contingência, em percentual da 
receita corrente líquida, bem como sua forma de utilização. 
Comentários 
De acordo com o artigo 5º, III, da LRF, a Lei Orçamentária anual deverá conter reserva 
de contingência, “cuja forma de utilização e montante, definido com base na receita 
corrente líquida, serão estabelecidos na Lei de Diretrizes Orçamentárias”. 
Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, a questão está errada porque 
não é a LOA quem define o montante da reserva de contingência – mas a LDO. 
138.CEC-Contador-Palmeira/2012. Inclui-se no processo orçamentário a elaboração e a 
execução do orçamento, além, é claro, da aprovação da Lei Orçamentária Anual-LOA pelo 
Poder Legislativo. Sobre esse assunto, assinale a alternativa correta 
A) Somente o chefe do poder executivo pode apresentar emendas ao projeto de Lei 
Orçamentária Anual. 
B) O Poder executivo deverá encaminhar ao Poder Legislativo o projeto de Lei Orçamentária 
Anual até o dia 31 de agosto de cada ano. 
C) O processo orçamentário é segregado da Lei Orçamentária Anual, ou seja, não há 
interrelacionamento entre eles. 
D) O orçamento público é contínuo e dinâmico, mas não é flexível porque deve seguir a 
risca o que foi aprovado pela Lei Orçamentária do respectivo exercício. 
PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 
 
47 
 
E) O orçamento público é contínuo, mas não é dinâmico porque não pode sofrer influência 
da conjuntura econômica, política e social em sua elaboração e aprovação. 
Comentários 
A-Falsa. Os deputados e senadores também podem apresentar emendas: “O relatório 
preliminar da comissão mista fixa o número de emendas que poderão ser apresentadas: por 
comissões do Senado ou da Câmara; por bancada estadual; e individualmente por cada 
deputado ou senador” (Paludo, 2017). 
B-Verdadeira. O encaminhamento do projeto de Lei Orçamentária Anual é de competência 
privativa do Presidente da República (artigo 84, XXIII, da CF/88) “A LOA – Lei Orçamentária 
Anual é um instrumento de planejamento anual de iniciativa privativa do chefe do Poder 
Executivo ... O Projeto de Lei Orçamentária Anual – PLOA da União é enviado pelo 
Presidente da República ao Congresso Nacional (Poder Legislativo) até o dia 31 de agosto 
de cada ano” (Paludo, 2017). 
C-Falsa. O processo orçamentário e Lei Orçamentária Anual constituem um só processo. 
“De maneira simples, o orçamento é uma estimativa, uma previsão. Ao final do processo de 
elaboração, o Orçamento Público materializa-se numa lei, a LOA – Lei Orçamentária Anual” 
(Paludo, 2017). Durante a elaboração diz-se “processo de elaboração orçamentária” e a 
partir da aprovação pelo Poder Legislativo passa a ser chamado de LOA-Lei Orçamentária 
Anual (ou, simplesmente, orçamento anual). 
D-Falsa. “Quando nos referimos ao processo orçamentário, em 2001, afirmamos que o 
Orçamento Público é um processo, contínuo, dinâmico e flexível, que traduz em termos 
financeiros os planos e programas do Governo, ajustando o ritmo de sua execução à efetiva 
arrecadação dos recursos previstos” (Paludo, 2017). 
E-Falsa. O orçamento anual tem que ser “dinâmico para se ajustar às conjunturas 
econômicas, sociais e políticas – tornando-se, assim, efetivos instrumentos de realização 
dos objetivos nacionais estabelecidos no PPA e implementados nos orçamentos-programas 
anuais” (Paludo, 2017). 
 Caríssimos, penso que essa questão foi elaborada a partir de meu livro, 
percebam que a maioria dos itens apenas alterou parcialmente o seu conteúdo. 
139.CONSULPLAN-AnalistaAdm-TRE-MG/2013. O projeto de LOA é elaborado pela 
Secretaria de Orçamento Federal e encaminhado ao Congresso Nacional pelo Presidente 
da República. O Presidente da República pode vetar o texto aprovado, total ou parcialmente, 
no prazo dequinze dias úteis, contados da data do recebimento. Neste caso, comunicará ao 
Presidente do Senado os motivos do veto. 
140.CESPE-Administrador-TCE-PA/2016. Julgue o item relativo ao orçamento público. O 
processo orçamentário é concluído com a aprovação das diversas leis orçamentárias que, 
em seu decorrer, foram elaboradas. 
Comentários 
Segundo Paludo (2017) “O Presidente da República, de acordo com o art. 66, § 1º, da 
CF/1988, dispõe de 15 dias úteis para sancionar ou vetar o projeto. Decorridos 15 dias 
sem manifestação, o silêncio importará sanção (concordância tácita). 
Por fim, a aprovação e promulgação da LOA são formalizadas pelos seguintes atos: 
decretação pelo Poder Legislativo; sanção pelo Presidente da República; e promulgação”. 
Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, a questão 139 está correta: o 
presidente da república tem 15 dias úteis para sancionar ou vetar a LOA; e a questão 140 
PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 
 
48 
 
está errada: o processo de aprovação encerra-se com a aprovação e promulgação de uma 
única LOA para cada ente da federação. 
141.FUNCERN-ACI-SJM-RN/2020. De acordo com a Lei nº 4.320/64, caso não receba a 
proposta orçamentária no prazo fixado na Constituição ou nas Leis Orgânicas dos 
Municípios, o Poder Legislativo considerará como proposta a Lei de Orçamento vigente. 
Comentários 
Segundo Paludo (2020) “Se não receber a proposta orçamentária no prazo fixado nas 
Constituições ou nas Leis Orgânicas dos Municípios, o Poder Legislativo considerará como 
proposta a Lei de Orçamento vigente”. 
Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, a questão está correta. 
Capítulo 3. LEI DE DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIAS-LDO 
142.FCM-TécnicoAdministração-CARNAIBA-MG/2019. De acordo com Paludo (2012), o 
ciclo de planejamento e orçamento público brasileiro é composto por três instrumentos 
principais: o Plano Plurianual, a Lei de Diretrizes Orçamentárias e a Lei Orçamentária Anual. 
A respeito analise: a Lei Orçamentária Anual é elaborada anualmente e estabelece as 
diretrizes para a construção da Lei de Diretrizes Orçamentárias. 
Comentários 
Segundo Paludo (2019) “O sistema orçamentário brasileiro é composto por três 
instrumentos principais: a Lei Orçamentária Anual, a Lei de Diretrizes Orçamentárias e o 
Plano Plurianual.” 
Como vimos em diversas questões do capítulo 2, a lei orçamentária anual estima receita e 
fixa despesas. “Cabe à LDO estabelecer Diretrizes para a elaboração dos orçamentos 
anuais – fato que pode ser constatado nas últimas LDO’s.” 
Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, a questão está errada. A 
LOA não estabelece diretrizes; a LDO é quem estabelece diretrizes para a LOA. 
Obs.: A questão 142, como outras – cita diretamente meu nome/trechos de meu livro de 
Orçamento Público, Administração Financeira e Orçamentária e Lei de Responsab. Fiscal. 
143.FUNDATEC-AdministradorCRP-RS/2019. A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) 
surgiu por meio da Constituição Federal de 1988, almejando ser o elo entre o Plano 
Plurianual e a Lei Orçamentária Anual. Na LDO devem estar incluídas as metas e 
prioridades da administração pública, incluindo as despesas de capital para o exercício 
financeiro subsequente. 
144.VUNESP-Contador-TJ-SP/2015. Sobre as diretrizes orçamentárias e os orçamentos 
anuais. A lei de diretrizes orçamentárias compreenderá as metas e prioridades da 
administração pública federal, incluindo as despesas de capital para o exercício financeiro 
subsequente, orientará a elaboração da lei orçamentária anual, disporá sobre as alterações 
na legislação tributária e estabelecerá a política de aplicação das agências financeiras 
oficiais de fomento. 
145.FCC-Administrador-DefensoriaRR/2015. A respeito do orçamento público Federal, no 
que se refere à elaboração dos orçamentos, metas e prioridades da Administração pública 
federal, incluindo as despesas de capital para o exercício subsequente. Essa determinação 
corresponde à Lei de Diretrizes Orçamentárias. 
PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 
 
49 
 
146.VUNESP-AnalistaPlanejamento-PMSP/2015. A Lei de Diretrizes Orçamentárias 
configura-se como um dos instrumentos de planejamento, atualmente, disponíveis para o 
gestor público. A esse respeito, é correto afirmar que 
A) estabelece a política de aplicação das agências financeiras de fomento, mas não dispõe 
sobre alterações na legislação tributária. 
B) define as metas e prioridades contidas no Plano Plurianual para o exercício financeiro 
dos próximos quatro anos. 
C) dispõe sobre alterações na legislação tributária e estabelece as metas e prioridades para 
o exercício financeiro corrente. 
D) estabelece as metas e prioridades para o exercício financeiro seguinte e orienta a 
elaboração do Orçamento. 
E) estabelece as metas e prioridades para o exercício financeiro dos dois anos 
subsequentes. 
147.CESPE-Administrador-TCE-PA/2016. Com relação ao PPA, LDO e LOA. As políticas 
das agências financeiras oficiais de fomento deverão ser estabelecidas na Lei de Diretrizes 
Orçamentárias-LDO. 
148.CESPE-Administrador-TCE-PA/2016. Com relação ao PPA, LDO e LOA. Alterações 
na legislação tributária deverão estar dispostas na Lei de Diretrizes Orçamentárias-LDO. 
Comentários 
O conceito da LDO foi alterado pela EC 109/2021. 
Segundo Paludo (2020) “A LDO também se materializa numa lei ordinária de iniciativa 
privativa do chefe do Poder Executivo. É um instrumento de planejamento e o “elo” entre o 
PPA e a LOA. Ela antecipa e orienta a direção e o sentido dos gastos públicos, bem como 
os parâmetros que devem nortear a elaboração do Projeto de Lei Orçamentária para o 
exercício subsequente, além, é claro, de selecionar, dentre os programas do Plano 
Plurianual, quais terão prioridade na programação e execução do orçamento anual 
subsequente. 
O conceito da LDO é fornecido pela Constituição Federal de 1988. Segundo o art. 165, § 
2º, “a Lei de Diretrizes Orçamentárias compreenderá as metas e prioridades da 
Administração Pública Federal, estabelecerá as diretrizes de política fiscal e respectivas 
metas, em consonância com trajetória sustentável da dívida pública, orientará a elaboração 
da Lei Orçamentária Anual, disporá sobre as alterações na legislação tributária e 
estabelecerá a política de aplicação das agências financeiras oficiais de fomento”. Esse 
conceito pode ser detalhado para melhor compreensão: 
Metas: são partições dos objetivos que, mediante a quantificação física e financeira dos 
programas e projetos, permitem medir o nível de alcance dos objetivos. Poderão ser de 
caráter social, econômico e financeiro. 
Prioridades: A LDO retira do PPA as prioridades que a LOA deve contemplar em cada 
ano, mas essas prioridades não são absolutas, visto que existem outras despesas 
prioritárias: 1.obrigações constitucionais e legais; 2.manutenção e funcionamento dos 
órgãos/entidades; 3.demais despesas priorizadas pela LDO. 
Orientará a elaboração da Lei Orçamentária Anual: essa é a principal atribuição da LDO, 
haja vista a importância do Orçamento Público na vida de uma nação. Ela orienta não só a 
elaboração, mas também a execução do Orçamento Público no ano seguinte. 
PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 
 
50 
 
Disporá sobre as alterações na legislação tributária: as receitas tributárias são a principal 
fonte de financiamento dos gastos públicos. Assim, a criação de novos tributos, o aumento ou 
a diminuição de alíquotas etc. devem ser consideradas pela LDO. 
Estabelecerá a política de aplicação das agências financeiras oficiais de fomento: 
essas agências, na maioria, são bancos públicos, sendo a principal agência de fomento o 
BNDES. Temos também o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e os bancos 
regionais. Esse fomento ocorre através de empréstimos e financiamentos à sociedade,meu livro, e, em quase todas é 
possível perceber uma grande semelhança entre o texto de meu livro e o enunciado das 
questões. 
 As questões comentadas nesta obra estão divididas em duas partes: questões 
comentadas das principais bancas (FCC, CESP, ESAF, FGV, AOCP, VUNESP, FCM, 
FUNDATEC, FUNDEP, OBJETIVA etc); e provas comentadas de Analista de Finanças e 
Controle-CGU/2012; Analista do Tesouro PI/2015; Auditor de Controle Externo-TCU/2015; 
Analista de Controle-Administração TCPE/2017; e Analista Ministerial MPContas-PA/2019. 
 O meu compromisso é manter os livros atualizados e em sintonia com o 
entendimento das bancas. Assim, assegure-se de que seu livro de estudos esteja 
atualizado. Outro compromisso é responder a todos os e-mails recebidos via CONTATO do 
site www.comopassar.com.br / www.augustinhopaludo.com.br. Portanto, em caso de 
dúvida, encaminhe seu e-mail, que eu responderei. 
 A todos, sugiro que leiam – na minha página - dois artigos: “Como Passar em 
Concursos”,e “O SEGREDO para passar em concursos”. O primeiro contém o que 
acredito ser o mais importante acerca da preparação e conquista do cargo público; e o 
segundo traz dicas que fazem a diferença entre o “quase” e a aprovação: certamente esses 
artigos irão ajudá-lo nessa caminhada. 
Dica: nem sempre o conteúdo do edital traduz o que é cobrado na prova. 
Portanto, além desse livro, leia com atenção todo o conteúdo do livro-texto de Orçamento 
Público/Afo/Lrf, e você estará preparado para enfrentar qualquer concurso que envolva essa 
matéria, e lembre-se: na hora da prova, Deus o(a) ajudará a lembrar daquilo que você 
estudou! Portanto, estude com perseverança que você conquistará o cargo público com o 
qual sonha. 
 
Boa sorte a todos. 
O Autor 
PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 
 
6 
 
SUMÁRIO 
Parte 1 - QUESTÕES COMENTADAS de Administração Pública 
1. ORÇAMENTO PÚBLICO........................................................................................... 8 
1.1 Introdução e Conceitos ........................................................................................... 8 
1.2 Tipos/Técnicas Orçamentárias .................................................................................... 17 
1.3 Princípios Orçamentários .............................................................................................. 23 
1.4 Orçamento na Constituição Federal ............................................................................ 32 
2. LEI ORÇAMENTÁRIA ANUAL-LOA E PROCESSO ORÇAMENTÁRIO .................... 37 
3 LEI DE DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIAS-LDO ......................................................... 48 
4. PLANO PLURIANUAL-PPA ..................................................................................... 56 
5. CICLO ORÇAMENTÁRIO ........................................................................................ 63 
6. RECEITA PÚBLICA ................................................................................................. 73 
6.1 Dívida Ativa e Fundos ............................................................................................ 87 
7. DESPESA PÚBLICA ................................................................................................ 89 
7.1 Dívida Pública ....................................................................................................... 108 
8. CRÉDITOS ADICIONAIS ........................................................................................ 111 
9. RESTOS A PAGAR ................................................................................................ 117 
10. DESPESAS DE EXERCÍCIOS ANTERIORES ....................................................... 121 
11. SUPRIMENTO DE FUNDOS ................................................................................. 124 
12. PROGRAMAÇÃO FINANCEIRA E DESCENTRALIZAÇÕES ................................ 128 
13. TRANSFERÊNCIAS ............................................................................................. 134 
14. SISTEMAS DO GOVERNO FEDERAL ................................................................. 140 
15. SIAFI .................................................................................................................... 144 
16. CONTA ÚNICA ..................................................................................................... 148 
17. SIDOR/SIOP ........................................................................................................ 152 
18. LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL ................................................................ 154 
18.1 Objetivos, Princípios, Transparência, Campo de Aplicação ................................ 154 
18.2 Receita e Despesa ............................................................................................. 159 
18.3 Relatório Resumido de Execução Orçamentária e Relatório de Gestão Fiscal.... 167 
18.4 LRF: Outros Assuntos ........................................................................................ 172 
Parte 2 - PROVAS COMENTADAS 
1. ANALISTA DE FINANÇAS E CONTROLE – CGU/2012 ............................................... 178 
2. ANALISTA DO TESOURO – PIAUÍ/2015 ..................................................................... 186 
3. AUDITOR DE CONTROLE EXTERNO - TCU/2015 ...................................................... 195 
4. ANALISTA DE CONTROLE-ADMINISTRAÇÃO – TCPE/2017 ..................................... 202 
5. ANALISTA MINISTERIAL – MPContas-PA/2019 .......................................................... 205 
 
BIBLIOGRAFIA ................................................................................................................. 208 
PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 
 
7 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PARTE 1 
 
 
 
Questões Comentadas 
de Orçamento Público/Afo/Lrf 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 
 
8 
 
Capítulo 1. ORÇAMENTO PÚBLICO 
1.1 Introdução e Conceitos 
1.ASP-Procurador-Vinhedos/2020. No que se refere à atividade financeira do Estado, 
analise os itens a seguir: I – O estudo do Direito Financeiro perpassa pela análise do 
fenômeno financeiro, tomado esse no sentido de observar gradativamente a razão da 
obtenção de ingresso de recursos nos cofres públicos. II – A finalidade principal do Estado é 
a realização do bem individual. III – O Estado visa à satisfação das necessidades públicas. 
2.FCC-ConsultorLegislativo-DF/2018. A respeito da finalidade da atividade financeira do 
Estado, a doutrina ensina que 
a) o objetivo fundamental da atividade financeira do Estado é proporcionar recursos 
econômicos para o custeio de sua manutenção e funcionamento, sendo que esta atividade 
está intimamente vinculada ao próprio fim do Estado, ou seja, o bem comum da população. 
b) a atividade financeira do Estado é puramente instrumental, porque obter recursos e 
realizar gastos é um fim em si mesmo; além disso, o Estado tem por objetivo único o 
aumento de seu patrimônio (superávit). 
c) há idêntica conduta entre o Estado e o particular, porque este também procura obter, 
despender e criar condições para sua mantença e de sua família; mas uma conduta difere 
da outra porque a atividade financeira do Estado é facultativa e a do particular é obrigatória. 
d) a exploração direta de atividade econômica pelo Estado brasileiro é regra, permitindo, de 
forma excepcional, aos particulares, a livre iniciativa e a livre concorrência, de acordo com o 
que estabelece a Constituição Federal. 
e) todas as empresas públicas e as sociedades de economia mista, por expressa disposição 
constitucional, têm a finalidade de exercerem atividades financeiras em prol do bem comum 
e, por isso, todas gozam de privilégios fiscais, extensivos ou não às demais empresas do 
setorcomo forma de incentivo ao desenvolvimento de certas atividades no setor privado, que 
resultarão, ainda que indiretamente, em benefícios para a população”. 
Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, temos as seguintes respostas: 
143 está correta (tem características e parte do conceito da LDO); questão 144 está 
correta (traz o conceito da LDO estabelecido pela CF/1988); questão 145 está correta 
porque estabelecer metas e prioridades é uma das competências da LDO; na questão 146 a 
alternativa D é a verdadeira: a LDO estabelece metas e prioridades para o exercício 
financeiro seguinte e orienta a elaboração do Orçamento; questão 147 está correta 
(estabelecer políticas para as agências financeiras oficiais de fomento é competência da 
LDO); e a questão 148 está correta (dispor sobre alterações na legislação tributária 
compete à LDO). 
149.ITAME-ACI-COLINAS-GO/2020. A Lei de Diretrizes Orçamentárias, a LDO, tem como 
principal finalidade orientar a elaboração dos orçamentos fiscais e da seguridade social e de 
investimento do Poder Público, incluindo os poderes Executivo, Legislativo, Judiciário e as 
empresas públicas e autarquias. 
150.IADM-AuditorFiscal-BoaVista/2020. Analise a afirmativa a seguir: No Brasil, a Lei de 
Diretrizes Orçamentárias tem como a principal finalidade orientar a elaboração dos 
orçamentos fiscais e da seguridade social e de investimento do Poder Público, incluindo os 
poderes Executivo, Legislativo, Judiciário e as empresas públicas e autarquias. 
151.VUNESP-AnalistaPlanejamento-PMSP/2015. Sobre LDO e LOA. A elaboração da Lei 
de Orçamento Anual deve ser orientada pela Lei de Diretrizes Orçamentárias, considerando 
que esse processo orienta as prioridades da administração pública para o orçamento do ano 
seguinte ao corrente. 
152.CESPE-AuditorFUB/2015. A lei de diretrizes orçamentárias promove orientações 
fundamentais na elaboração da proposta orçamentária, visto que é nesse dispositivo legal 
que estão previstos os limites de gastos de cada poder. 
Comentários 
No comentário anterior vimos o conteúdo que se refere ao conceito da LDO, já atualizado 
pela EC 109/2021. Segundo Paludo (2020) “Orientar a elaboração da Lei Orçamentária 
anual é considerada principal finalidade da LDO. A LDO estabelece os limites 
orçamentários das propostas dos Poderes, do Ministério Público e da Defensoria Pública 
da União.” 
Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima e na questão anterior, todas 
as questões estão corretas. 
153.FCC-AFCE-TCE-PI/2014. Sobre o ciclo de Planejamento no Setor Público. A LDO é o 
documento componente do Planejamento Público responsável pela direção na elaboração 
do orçamento. Por meio dela se estabelecem as metas e prioridades, alterações na 
legislação tributária, além de dispor sobre dívida pública e despesas com pessoal, entre 
outras. 
Comentários 
PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 
 
51 
 
Segundo Paludo (2017) “A Lei de Diretrizes Orçamentárias estabece metas e prioridades ... 
Ainda de acordo com a CF/1988, são atribuições da LDO dispor sobre: a dívida pública 
Federal; as despesas da União com pessoal e encargos sociais; a fiscalização, pelo Poder 
Legislativo, sobre obras e serviços com indícios de irregularidades graves”. 
Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, a questão está correta: a 
primeira parte é do conceito, e as outras são as demais competências que a CF/1988 
atribuiu à LDO: dispor sobre dívida pública e despesas com pessoal. 
154.FCC-ANALISTAADMINISTRAIVO-SAAS/2019. A Lei de Diretrizes Orçamentárias 
(LDO), nos termos da Constituição Federal de 1988 e do inciso II do parágrafo 2º do artigo 
35 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, é instrumento importante na 
condução da política fiscal do governo e: I. Compreende metas e prioridades da 
Administração Pública Federal. II. Orienta a elaboração da Lei Orçamentária Anual. 
155.FGV-Administrador-DefensoriaRJ/2020. A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) é 
uma importante inovação trazida pela Constituição da República de 1988 ao ordenamento 
político brasileiro, estipulando metas e prioridades da Administração Pública. Trata-se de 
uma de suas atribuições constitucionais: estabelecer políticas de aplicação das agências 
financeiras oficiais de fomento. 
Comentários 
Os recortes de meus livro, contendo as respostas dessas afirmativas, consta nas questões 
anteriores. Inseri mais questões recentes, com mesmo tema, para que o aluno perceba que 
é essencial compreender esse conteúdo, que sozinho responde por cerca de 40% de todas 
as questões acerca da LDO. 
Portanto, a duas questões estão corretas: são competências constitucionais atribuídas a 
LDO, que integram o próprio conceiro da LDO. 
156.CESPE-Administrador-TCE-PA/2016. Com relação ao orçamento público. A lei de 
diretrizes orçamentárias (LDO) pode conter dispositivos que instituam, suprimam, reduzam 
ou ampliem alíquotas de tributos. 
Comentários 
Segundo Paludo (2017) “Disporá sobre as alterações na legislação tributária: as receitas 
tributárias são a principal fonte de financiamento dos gastos públicos. Assim, a criação de 
novos tributos, o aumento ou a diminuição de alíquotas etc. devem ser considerados pela 
LDO. 
Na prática isso significa que devem ser consideradas todas as alterações na legislação 
tributária que irão impactar na arrecadação de recursos no exercício seguinte – cujo valor a 
maior oriundo dessas alterações – será utilizado para autorizar um conjunto de despesas, 
que, somente serão executadas se as alterações tributárias efetivamente ocorrerem e os 
recursos forem efetivamente arrecadados. 
Apesar dessa atribuição da CF/1988, a LDO não pode instituir, suprimir, diminuir ou 
aumentar alíquotas de tributos”. 
Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, a questão está correta. 
Obs.: A questão 156, como centenas de outras questões – não citam meu nome, mas foi 
elaborada com recorte parcial de texto de meu livro Orçamento Público/Afo/Lrf. 
157.ALTERNATIVE-CONTADOR-SMBV/2020. Sobre a Lei de Diretrizes Orçamentárias, 
descrita na Lei Complementar nº 101/2000 e em concordância com a Constituição Federal 
de 1988, é correto afirmar que a lei de diretrizes orçamentárias não poderá dispor sobre o 
equilíbrio entre receitas e despesas e critérios e forma de limitação de empenho. 
PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 
 
52 
 
158.FCC-AnalistaAdministrativo-TRT16/2014. A Lei de Responsabilidade Fiscal ampliou o 
significado e a importância da Lei de Diretrizes Orçamentárias – LDO, que passou a dispor 
sobre: Normas relativas ao controle de custos e à avaliação dos resultados dos programas 
financiados pelos orçamentos; e Condições e exigências para transferências de recursos a 
entidades públicas e privadas. 
159.FGV-Auditor-TJ-PIAUÍ/2015. Um dos instrumentos previstos na Constituição Federal 
como parte do processo de planejamento é a Lei de Diretrizes Orçamentárias, que visa, 
entre outras coisas, dispor sobre: critérios e forma de limitação de empenho e equilíbrio 
entre receitas e despesas. 
160.VUNESP-AnalistaPlanejamento-PMSP/2015. A respeito da LDO. As normas relativas 
ao controle de custos e à avaliação dos resultados dos programas financiados com recursos 
dos orçamentos é matéria que compete à Lei de Diretrizes Orçamentárias. 
161.FCC-ConselheiroTCM-RJ/2015. Sobre a LDO. Relaciona-se à Lei de Diretrizes 
Orçamentárias dispor sobre normas relativas ao controle de custos e à avaliação dos 
resultados dos programas financiados com recursos dos orçamentos. 
162.CESPE-Administrador-TCE-SC/2016. Acerca de finanças e orçamento público. Caso 
um programa executado por entidade do setor privado seja financiado com recursos do 
orçamento público, a avaliação desse programa deverá obedecer às normas estabelecidas 
na lei de diretrizes orçamentárias. 
Comentários 
Segundo Paludo (2017) “ALRF–Lei de Responsabilidade Fiscal aumentou 
consideravelmente o conteúdo da LDO, atribuindo-lhe a responsabilidade de tratar de 
outras matérias, conforme consta nos arts. 4º, 5º, 16, e 26: 
Art. 4º. A Lei de Diretrizes Orçamentárias atenderá o disposto no § 2º do art. 165 da 
Constituição e disporá também sobre: a) equilíbrio entre receitas e despesas; b) critérios e 
forma de limitação de empenho ... c) (vetado);d) (vetado); e) normas relativas ao controle de 
custos e à avaliação dos resultados dos programas financiados com recursos dos 
orçamentos (ações não orçamentárias (garantidas com recursos extraorçamentários) não 
se sujeitam a esse controle e avaliação); f) demais condições e exigências para 
transferências de recursos a entidades públicas e privadas”. 
Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, e questão 157 está errada e 
todas as demais estão corretas. 
163.FGV-AnalistaAdministrativo-MP-RJ/2020. No Anexo de Metas Fiscais que 
acompanha a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), a apresentação das metas anuais: 
A) detalhará a composição do serviço da dívida; 
B) conterá valores corrigidos pela taxa básica de juros da economia; 
C) está circunscrita aos resultados nominal e primário; 
D) será acompanhada de metodologia e memória de cálculo; 
E) virá acompanhada das metas do exercício anterior. 
164.FCC-AnalistaAdm-TRF3/2016. Sobre a Lei de Diretrizes Orçamentárias, considere: 
I. Condições e exigências para transferências de recursos a entidades públicas e privadas. 
II. Metas anuais, em valores correntes e constantes, relativas a receitas, despesas, 
resultados nominal e primário e montante da dívida pública, para o exercício a que se 
referirem e para os dois seguintes. 
III. Demonstrativo da estimativa e compensação da renúncia de receita. 
PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 
 
53 
 
IV. Demonstrativo da margem de expansão das despesas obrigatórias de caráter 
continuado. 
V. Passivos contingentes e outros riscos capazes de afetar as contas públicas. 
Comentários 
Segundo Paludo (2017) “A LRF–Lei de Responsabilidade Fiscal aumentou 
consideravelmente o conteúdo da LDO, atribuindo-lhe a responsabilidade de tratar de outras 
matérias, conforme consta no art. 4º: 
§ 1º. Integrará o projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias Anexo de Metas Fiscais, em 
que serão estabelecidas metas anuais, em valores correntes e constantes, relativas a 
receitas, despesas, resultados nominal e primário e montante da dívida pública, para o 
exercício a que se referirem e para os dois seguintes. 
§ 2º. O Anexo conterá, ainda: I–avaliação do cumprimento das metas relativas ao ano 
anterior; II–demonstrativo das metas anuais, instruído com memória e metodologia de 
cálculo que justifiquem os resultados pretendidos, comparando-as com as fixadas nos três 
exercícios anteriores, e evidenciando a consistência delas com as premissas e os objetivos 
da política econômica nacional; III–evolução do patrimônio líquido, também nos últimos três 
exercícios, destacando a origem e a aplicação dos recursos obtidos com a alienação de 
ativos; IV–avaliação da situação financeira e atuarial: a) dos regimes geral de previdência 
social e próprio dos servidores públicos e do Fundo de Amparo ao Trabalhador; b) dos 
demais fundos públicos e programas estatais de natureza atuarial; V–demonstrativo da 
estimativa e compensação da renúncia de receita e da margem de expansão das despesas 
obrigatórias de caráter continuado. 
§ 3º. A Lei de Diretrizes Orçamentárias conterá Anexo de Riscos Fiscais, onde serão 
avaliados os passivos contingentes e outros riscos capazes de afetar as contas públicas, 
informando as providências a serem tomadas, caso se concretizem”. 
Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, na questão 163 a alternativa 
D é a resposta; e na questão 164 todos os itens são verdadeiros. 
165.CESPE-ACE-TC-PE/2017. Com relação ao orçamento público brasileiro. A lei de 
diretrizes orçamentárias deve prever medidas a serem tomadas nos casos de passivos 
contingentes capazes de afetar as contas públicas, caso se materializem. 
166.CESPE-AnalistaAdministrativo-TRT8/2015. No tocante as diretrizes constitucionais 
pertinentes ao plano plurianual (PPA) e a lei de diretrizes orçamentárias (LDO), analise a 
afirmativa: os riscos fiscais - anexados a LDO - são classificados em riscos orçamentários e 
riscos da dívida. 
Comentários 
Segundo Paludo (2017) “A LRF–Lei de Responsabilidade Fiscal aumentou 
consideravelmente o conteúdo da LDO, atribuindo-lhe a responsabilidade de tratar de outras 
matérias, conforme consta no art. 4º: 
§ 3º. A Lei de Diretrizes Orçamentárias conterá Anexo de Riscos Fiscais, onde serão 
avaliados os passivos contingentes e outros riscos capazes de afetar as contas públicas, 
informando as providências a serem tomadas, caso se concretizem. 
As últimas LDO’s destacam dois tipos de riscos: o risco Orçamentário (decorrente das 
receitas e despesas não ocorrerem conforme previsto) e o risco da dívida pública 
mobiliária (oriundo das variações das taxas de juros, câmbio e de inflação). 
Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, as duas questões estão 
corretas: 165, a LDO deve avaliar os passivos contingentes e prever medidas a serem 
PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 
 
54 
 
tomadas, caso se materializem; 166, risco orçamentário e risco de dívida são os riscos que 
constam no anexo de riscos fiscais da LDO. 
167.FGV-AdministradorLegislativo-CARUARU/2015. A Lei de Diretrizes Orçamentárias – 
LDO é o elo que faz a ligação do plano plurianual com o orçamento anual. Com relação à 
LDO, analise: Será encaminhada até oito meses antes do encerramento do exercício 
financeiro e devolvida para sanção até o encerramento da sessão legislativa. 
168.ESAF-AnalistaPO-MPOG/2015. Sobre o conteúdo, tramitação e prazos relacionados à 
elaboração da Lei de Diretrizes Orçamentárias ─ LDO, é correto afirmar: em obediência à 
disposição constitucional vigente, o projeto de lei de diretrizes orçamentárias será 
encaminhado até oito meses e meio antes do encerramento do exercício financeiro e 
devolvido para sanção até o encerramento do primeiro período da sessão legislativa. 
169.FGV-AdministradorLegislativo-CARUARU/2015. A Lei de Diretrizes Orçamentárias – 
LDO é o documento que faz a ligação do plano plurianual com o orçamento anual. Com 
relação à LDO, analise: As emendas ao projeto de lei de diretrizes orçamentárias não 
poderão ser aprovadas quando incompatíveis com o plano plurianual. 
170.FCC-Administrador-DefensoriaSP/2015. Os instrumentos de planejamento público 
estão previstos na Constituição Federal, entre eles, a Lei de Diretrizes Orçamentárias. As 
emendas ao projeto de lei de diretrizes orçamentárias, segundo a Constituição Federal, não 
poderão ser aprovadas quando incompatíveis com o Plano Plurianual. 
Comentários 
Segundo Paludo (2017) “A Lei de Diretrizes Orçamentárias – LDO é o instrumento 
norteador da elaboração da LOA – Lei Orçamentária Anual. Ela seleciona os programas do 
Plano Plurianual que deverão ser contemplados com dotações na LOA correspondente. A 
LDO também se materializa numa lei ordinária de iniciativa privativa do chefe do Poder 
Executivo. É um instrumento de planejamento e o “elo” entre o PPA e a LOA. 
A LDO deve ser produzida em harmonia com o PPA, com vistas a orientar a elaboração 
da LOA. Deve ser encaminhada ao Congresso Nacional até o dia 15 de abril de cada ano - 
onde deve ser aprovada e devolvida para sanção até o encerramento do primeiro período 
da sessão legislativa. Embora sendo encaminhada periodicamente a cada ano, a sua 
vigência é superior a um exercício, ou seja, desde a sua aprovação até o final do 
exercício seguinte”. 
Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, todas as questões estão 
corretas: a LDO é o elo de ligação e auxilia na coerência entreo PPA e a LOA (167e169); 
deve ser encaminhada até 15 de abril – oito meses e meio antes do encerramento do 
exercício - e devolvida para sanção até o encerramento da sessão legislativa (167-168); e, 
as emendas da LDO têm que ser compatíveis com o PPA (169-170). 
171.CESPE-EspecialistaGestão-TELEBRAS/2015. Com relação à lei orçamentária anual-
LOA. A reserva de contingência é uma dotação global não especificamente destinada a 
determinado órgão, unidade orçamentária, programa ou categoria econômica cujos recursos 
serão utilizados para abertura de créditos adicionais. 
Comentários 
Segundo Paludo (2017) “ A LRF determina, em seu art. 5º, III, que a LDO conterá reserva de 
contingência, cuja forma de utilização e montante, definido com base na receita corrente 
líquida, serão estabelecidos na Lei de Diretrizes Orçamentárias, destinada ao: a) (vetado), 
b) atendimento de passivos contingentes e outros riscos e eventos fiscais imprevistos. 
 
PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 
 
55 
 
A Reserva de Contingência foi prevista pelo artigo 91 do DL 200/1967 – mas somente foi 
implementada a partir da LRF. De acordo com a LDO para 2017, a reserva de contingência, 
para 2018, corresponde a 0,2% da receita corrente líquida no projeto de LOA e na LOA 
aprovada. 
Caso não ocorram os riscos e eventos imprevistos, o valor dessa reserva é utilizado 
como fonte para abertura de créditos adicionais”. 
Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, a questão está correta: a 
reserva de contingência é uma dotação global que não tem destinação específica – e, caso 
não ocorram os riscos previstos, seus recursos podem ser utilizados para abertura de 
créditos adicionais. 
172.FGV-Administrador-FUNARTE/2014. Sobre atividade financeira e contas públicas. 
Superávit primário é o resultado positivo de todas as receitas e despesas do governo, 
excetuando gastos com pagamento de juros. Nas contas do governo, o chamado déficit 
primário ocorre quando esse resultado é negativo. 
173.CESPE-EconomistaENAP/2015. Com relação a déficit e necessidade de financiamento 
público. O resultado primário avalia se o governo está ou não atuando dentro de seus limites 
orçamentários, ou seja, contribuindo para a redução ou elevação do endividamento do setor 
público. Existem duas formas de apuração dos resultados supracitados: são os chamados 
critérios abaixo da linha e acima da linha. O critério abaixo da linha registra o desempenho 
fiscal do governo mediante a apuração dos fluxos de receitas e despesas orçamentárias em 
determinado período. 
Comentários 
Segundo Paludo (2017) “O Resultado Primário é obtido mediante o somatório das receitas 
primárias (menos) o somatório das despesas primárias – excluindo-se as despesas com 
juros da dívida pública. Pode ser sintetizado no seguinte cálculo: receitas não financeiras 
(menos) despesas não financeiras. Meta é a diferença entre Receitas e Despesas 
primárias: se positiva é Superávit Primário, se negativa é Déficit Primário. 
O resultado primário avalia o comportamento fiscal do Governo e revela se ele está 
respeitando os limites orçamentários do exercício (receitas X despesas) não financeiras). 
No Brasil, a apuração oficial da meta de resultado primário e nominal é feita pelo Banco 
Central, através da metodologia denominada abaixo da linha. Essa metodologia utiliza 
para o cálculo a dívida líquida apurada no exercício (menos) a dívida líquida apurada no 
exercício anterior. Esse cálculo tem como base o regime de caixa (menos os juros que 
seguem o regime de competência). 
A STN – Secretaria do Tesouro Nacional também vem apurando esses resultados 
mediante cálculo que considera as receitas e despesas. O método utilizado pela STN, 
baseado nas receitas e despesas, é denominado acima da linha”. 
Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, a questão 172 está correta: 
superávit primário ocorre quando as receitas primárias superam as despesas primárias 
(sem incluir juros), que, se for negativo, haverá déficit primário; e a questão 173 está 
errada somente quanto a última afirmativa: o critério abaixo da linha não utiliza receitas e 
despesas - mas a dívida líquida. 
174.CESPE-AnalistaAdministrativoMI/2013. Sobre orçamento público e lei de diretrizes 
orçamentárias. Consoante o atual ordenamento jurídico brasileiro, em determinado período 
do ano, duas leis de diretrizes orçamentárias vigem simultaneamente. 
 
PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 
 
56 
 
175.CESPE-GerenteProjetoMME/2013. Considerando as diferenças entre LDO e LOA: O 
tempo de vigência da LDO, incluindo-se orientação e execução, é de um ano, ou seja, um 
exercício financeiro. 
Comentários 
Segundo Paludo (2017) “A vigência da Lei de Diretrizes Orçamentárias, se considerados os 
meses, é de 18 meses, e se considerarmos os anos, de 2 anos. Desde a sua aprovação, 
que deve ocorrer até o final do primeiro período da sessão legislativa (17/7), até o final do 
exercício financeiro seguinte (31/12). 
Embora durante seis meses de cada ano haja vigência simultânea de duas LDO’s – 
elas não incidem sobre o mesmo PL e LOA –, mas sobre PL’s e LOA’s diferentes: cada LDO 
incide sobre um único PLLOA e sobre a LOA oriunda desse PLLOA aprovada pelo 
Congresso Nacional”. 
Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, a questão 174 está correta 
porque durante seis meses por ano existem duas LDO’s em vigência; e a questão 175 está 
errada porque o tempo de vigência da LDO não é de um ano: é de 18 meses. 
Capítulo 4. PLANO PLURIANUAL-PPA 
176.FUNDATEC-AdministradorCRP-RS/2019. Conforme Paludo (2015), Plano Plurianual 
(PPA) é um instrumento de planejamento de ____________ prazo, que estabelece de forma 
_______________ as diretrizes, os objetivos e as metas da Administração Pública para as 
despesas de capital e outras delas decorrentes e para as relativas aos programas de 
duração continuada. Retrata as intenções do gestor público para um período de 
______________ anos, podendo ser revisado, durante sua vigência, por meio de inclusão, 
exclusão ou alteração de programas. Assinale a alternativa que preenche, correta e 
respectivamente, as lacunas do trecho acima. 
A) médio – regionalizada – quatro 
B) curto – nacionalizada – três 
C) longo – setorizada – quatro 
D) curto e médio – regionalizada – três 
E) médio – integralizada – quatro 
Comentários 
Segundo Paludo (2017) “O PPA é o instrumento de planejamento de médio prazo do 
governo federal ... estabelece de forma regionalizada, as diretrizes, os objetivos e metas da 
administração pública federal para as despesas de capital e outras delas decorrentes e para 
as relativas aos programas de duração continuada ...; a vigência do PPA é de quatro anos 
...; a revisão não é obrigatória ...; realiza alterações (inclusões/exclusões) de programas.” 
Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, a questão está correta. 
Obs.: A questão 176, como outras – cita diretamente meu nome/trechos de meu livro de 
Orçamento Público, Administração Financeira e Orçamentária e Lei de Responsab. Fiscal. 
177.FGV-Administrador-DefensoriaRJ/2020. Conforme previsto na Constituição da 
República de 1988, o Plano Plurianual (PPA) é um dos instrumentos do planejamento 
público, que estabelece de forma regionalizada, as diretrizes, objetivos e metas da 
administração pública federal para as despesas de capital e outras delas decorrentes e para 
as relativas aos programas de duração continuada. 
PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 
 
57 
 
178.IDIB-ControleInterno-Gravatá-PE/2020. Sobre o plano plurianual (PPA), analise a 
afirmativa. Faz parte das competências do PPA tratar das despesas relativas aos programas 
de duração continuada. 
179.FUNDATEC-NívelSuperior-Calheiras-SC/2019. Acerca dos instrumentos de 
planejamento, analise a afirmativa: O Plano Plurianual (PPA)estabelece, de forma 
regionalizada, as diretrizes, objetivos e metas da Administração Pública relativas às 
despesas de capital e aos gastos correntes delas derivados. 
180.FGV-AdministradorLegislativo-CARUARU/2015. A respeito do Plano Plurianual. O 
Plano Plurianual – PPA estabelecerá as diretrizes, objetivos e metas da administração para 
as Despesas de Capital e outras delas decorrentes, e para as relativas aos programas de 
duração continuada. 
181.FCC-Auditor-MP-Paraíba/2015. Sobre orçamento público. O instrumento de 
planejamento pelo qual devem ser previstos os objetivos, diretrizes e metas da 
Administração pública para as despesas relativas aos programas de duração continuada é o 
Plano Plurianual. 
182.CESPE-AgteAdministrativo-PF/2014. Quanto ao PPA. O plano plurianual - 
instrumento de planejamento de médio prazo do governo federal - estabelece objetivos e 
metas para despesas de capital, incluindo-se despesas decorrentes necessárias a 
investimentos a serem realizados durante mais de um exercício financeiro. 
183.CESPE-Administrador-TCE-PA/2016. Com relação a Plano Plurianual-PPA. O PPA 
estabelece não só as despesas de capital, mas também outras despesas delas decorrentes. 
Comentários 
Segundo Paludo (2017) “O conceito do PPA-Plano Plurianual é extraído da Constituição 
Federal, art. 165, § 1º: a lei que instituir o plano plurianual estabelecerá, de forma 
regionalizada, as diretrizes, os objetivos e metas da administração pública federal para as 
despesas de capital e outras delas decorrentes e para as relativas aos programas de 
duração continuada. Este conceito pode ser detalhado para facilitar a sua compreensão: 
Regionalização – refere-se às macrorregiões brasileiras: Norte, Nordeste, Sudeste, Centro-
Oeste e Sul – será detalhado no tópico a seguir. 
Diretrizes – são “um conjunto de instruções”, são “orientações gerais” que balizarão as 
medidas que o governo adotará para alcançar os objetivos; são “linhas norteadoras” que 
definem os rumos a serem seguidos; são critérios de ação e de decisão que disciplinam e 
orientam os diversos aspectos envolvidos no planejamento. 
Objetivos – são alvos a serem atingidos, são o resultado que se pretende alcançar com a 
realização das ações governamentais, sempre visando ao bem-estar da coletividade. Cada 
Programa incluso no PPA possui objetivo(s) específico(s), ao mesmo tempo em que 
concorre para o alcance dos objetivos gerais. 
Metas – são partições dos objetivos que, mediante a quantificação física dos programas e 
projetos, permitem medir e avaliar o nível de alcance dos objetivos. 
Despesas de Capital – as despesas de capital são aquelas que contribuem para a 
formação ou aquisição de um bem de capital – são obras de toda espécie, equipamentos, 
investimentos, inversões financeiras e amortizações de dívidas. 
Outras delas decorrentes – são as despesas geradas após a entrega do produto das 
despesas de capital. São despesas correntes essenciais para o seu funcionamento ou 
manutenção. Ex: a construção de uma escola é despesa de capital. Concluída a obra e 
iniciada a sua utilização é necessário contratar professores, auxiliares, pagar despesas com 
luz, água, telefone, etc. – essas são as despesas decorrentes das despesas de capital (da 
PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 
 
58 
 
construção da escola). 
Programas de Duração Continuada – de acordo com a LRF são despesas que 
ultrapassam a dois exercícios financeiros. Referem-se à manutenção dos órgãos e 
entidades e aos recursos necessários à oferta de bens e serviços no período de vigência do 
PPA através de programas continuados de educação, saúde, segurança, lazer, etc”. 
Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, todas as questões estão 
corretas. 
184.FCM-TécnicoAdministração-CARNAIBA-MG/2019. De acordo com Paludo (2012), o 
ciclo de planejamento e orçamento público brasileiro é composto por três instrumentos 
principais: o Plano Plurianual, a Lei de Diretrizes Orçamentárias e a Lei Orçamentária Anual. 
A esse respeito analise: o Plano Plurianual vigora por 8 anos, sendo um planejamento de 
médio/longo prazo da administração federal. 
Comentários 
Segundo Paludo (2017) “O PPA é o instrumento de planejamento de médio/longo prazo do 
governo federal. É de quatro anos o período de sua vigência, mas ele não coincide com o 
mandato presidencial.” 
Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, a questão está errada. 
Obs.: A questão 184, como outras – cita diretamente meu nome/trechos de meu livro de 
Orçamento Público, Administração Financeira e Orçamentária e Lei de Responsab. Fiscal. 
Caríssimos, porque plano de médio/longo prazos? Como sua vigência é de 4 anos, sob 
esse aspecto é plano de médio prazo; por outro lado, conforme explicado nas questões 192-
193, o PPA corresponde ao Planejamento Estratégico do Governo Federal, e sendo 
estratégico, obrigatoriamente é de longo prazo: por isso analise a questão acerca desse 
tema, porque o PPA tanto pode ser considerado tanto de médio como de longo prazos. 
185.FGV-Administrador-DefensoriaRJ/2020. Em relação ao processo orçamentário do 
PPA e a sua vigência relativamente ao mandato do chefe do Poder Executivo, é correto 
afirmar que: 
A) sua vigência se confunde com o mandato, vigendo durante os quatro anos do governo; 
B) entra em vigor no segundo ano do mandato, mantendo-se vigente até o final do primeiro 
ano do mandato seguinte; 
C) entra em vigor no terceiro ano do mandato, mantendo-se vigente até o final do segundo 
ano do mandato seguinte; 
D) entra em vigor no quarto ano do mandato, mantendo-se vigente até o final do terceiro ano 
do mandato seguinte; 
E) tem a vigência prescrita em decreto específico do chefe do Poder Executivo, podendo 
variar entre dois e quatro anos desde o início do mandato. 
Comentários 
Segundo Paludo (2017) “O PPA será enviado ao Congresso Nacional para aprovação no 
primeiro ano do mandato, passando a vigorar, então, a partir do segundo ano do 
mandato presidencial atual até o final do primeiro ano do mandato presidencial 
seguinte. É de quatro anos o período de sua vigência, mas ele não coincide com o mandato 
presidencial”. 
Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, a alternativa B é a resposta 
da questão. 
PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 
 
59 
 
Obs.: Na questão 185, como tantas outras, o texto da questão é quase igual ao conteúdo 
do livro e sugere que a questão foi montada a partir desse livro Orçamento Público/Afo/Lrf. 
186.FGV-Auditor-CGE-MA/2014. Acerca do Plano Plurianual, analise a afirmativa: A lei que 
instituir o Plano Plurianual estabelecerá as diretrizes, os objetivos e as metas da 
Administração Pública, de forma regionalizada. 
187.CESPE-AnalistaAdministrativo-CADE/2014. A respeito do sistema de planejamento e 
orçamento previstos na Constituição Federal de 1988. A regionalização do plano plurianual 
fornece informações relacionadas à distribuição das metas estipuladas para cada objetivo 
especificado, e deve ser expressa em macrorregiões ou estados. 
Comentários 
Segundo Paludo (2017) “Com vistas a alcançar os objetivos constitucionais estabelecidos no 
art. 3º da CF/1988, o critério utilizado para o estabelecimento de diretrizes, objetivos e 
metas é a regionalização (não é por estado nem por municípios) e o critério populacional. 
Essa regionalização não se refere apenas ao PPA, mas a todos os demais planos que, 
conforme art. 165, § 4º, devem ser elaborados em consonância com o plano plurianual e 
apreciados pelo Congresso Nacional”. 
Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, a questão 186 está correta; 
e a questão 187 está errada somente porque incluiu os estados: a regionalização é por 
Macrorregiões e não por Estados ou Municípios. 
188.AOCP-Administrador-Uberlândia/2015. A matéria orçamentária abrange o Plano 
Plurianual, a Lei de Diretrizes Orçamentáriase a Lei Orçamentária Anual. Referente ao 
assunto, o período de definição das prioridades do governo no Plano Plurianual é de quatro 
anos. 
189.FCC-AnalistaAdministrativoMP-AM/2013. Sobre o PPA. O plano plurianual 
estabelece, de forma regionalizada, as diretrizes, objetivos e metas a serem seguidos pelo 
governo, ao longo de um período de quatro anos e tem vigência a partir do segundo ano de 
um mandato até o final do primeiro ano do mandato seguinte. 
190.VUNESP-AnalistaAdministrativo-SE-SP/2013. O Plano Plurianual consiste em 
planejamento estratégico de médio prazo, que contém os projetos e atividades que o 
governo pretende realizar, ordenando as suas ações e visando à consecução de objetivos e 
metas a serem atingidos. Sua vigência é de quatro anos, iniciando-se no segundo exercício 
financeiro do mandato do Chefe do Executivo e terminando no final do primeiro exercício 
financeiro do mandato subsequente. 
191.CESPE-AnalistaPOG-SEAD-PB/2010. Sobre o PPA, a LDO e a LOA. No que diz 
respeito ao plano plurianual da União, sua vigência coincide com a do mandato do chefe do 
Poder Executivo. 
Comentários 
Segundo Paludo (2017) “O PPA será enviado ao Congresso Nacional para aprovação no 
primeiro ano do mandato, passando a vigorar, então, a partir do segundo ano do 
mandato presidencial atual até o final do primeiro ano do mandato presidencial 
seguinte. É de quatro anos o período de sua vigência. 
É no primeiro ano do mandato do Presidente da República que é elaborado o seu PPA; o 
seu planejamento para os quatro anos seguintes. O PPA deve ser encaminhado ao 
Congresso Nacional no 1º ano do mandato presidencial, até 31 de agosto, e devolvido para 
sanção até 22 de dezembro do mesmo ano. 
Assim, no primeiro ano de mandato Presidencial é utilizado o PPA elaborado pelo 
PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 
 
60 
 
presidente anterior (e também a LDO e a LOA)”. 
Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, as questões 188a190 estão 
corretas; e a questão 191 está errada: a vigência do PPA não coincide com o mandato do 
chefe do Poder Executivo. 
Obs.: A questão 190, como centenas de outras questões – não citam meu nome – mas tem 
recorte parcial de texto do meu livro Orçamento Público/Afo/Lrf. 
192.FGV-AnalistaOrçamento-IBGE/2016. O Plano Plurianual (PPA), previsto na 
Constituição Federal, é um instrumento de planejamento cujas definições devem orientar a 
elaboração dos demais. Acerca do PPA, analise a seguinte afirmativa: Pode ser associado 
ao conceito de planejamento estratégico do governo, por estabelecer objetivos e metas. 
193.UFSB-Auditor-UFSB/2017. Em relação ao Plano Plurianual, que corresponde a um dos 
instrumentos de planejamento previstos na Constituição Federal de 1988, analise a 
afirmativa: os planos e programas nacionais, regionais e setoriais previstos na Constituição 
Federal serão elaborados em consonância com o plano plurianual e apreciados pelo 
Congresso Nacional. 
Comentários 
Segundo Paludo (2017) “O Plano Plurianual – PPA é o instrumento legal de planejamento 
de maior alcance no estabelecimento das prioridades e no direcionamento das ações do 
governo. Ele traduz, ao mesmo tempo, o compromisso com objetivos e a visão de futuro 
assim como a previsão de alocação dos recursos orçamentários nas funções de Estado e 
nos programas de governo. 
O Plano Plurianual condiciona a elaboração de todos os demais planos no âmbito federal, 
que devem estar de acordo e harmonizar-se com el, conforme dispõe o art. 165, § 4º da CF, 
os planos e programas nacionais, regionais e setoriais previstos nesta Constituição serão 
elaborados em consonância com o plano plurianual e apreciados pelo Congresso 
Nacional. 
Com as inovações iniciadas em 2012 o PPA tornou-se mais estratégico ... o PPA representa 
o Planejamento Estratégico do Governo Federal”. 
Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, as duas questões estão 
corretas: o PPA é o planejamento estratégico do Governo Federal e suas orientações 
condicionam a elaboração dos demais planos. 
194.CESPE-Administrador-ENAP/2015. Com relação ao orçamento público no Brasil. No 
âmbito do plano plurianual, a iniciativa expressa o que deve ser feito, refletindo as situações 
a serem alteradas pela implementação de um conjunto de ações, com desdobramento no 
território. 
Comentários 
Segundo Paludo (2017) “As Iniciativas são atributos dos Objetivos; são institutos derivados 
dos Objetivos e declaram os meios (como fazer) que viabilizam os Objetivos e suas metas. 
Demonstram as entregas de bens e serviços resultantes da atuação do Estado ou de 
arranjos de gestão pactuados entre os entes federados ou entre estes e a sociedade”. 
Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, a questão está errada: as 
iniciativas declaram “como” e não “o que” fazer. Registre-se que no atual PPA (2020-2023) e 
no MTO-SOF/2021 não constam iniciativas. 
195.CESPE-Contador-STJ/2015. No que se refere ao orçamento público. Atualmente, o 
plano plurianual organiza-se em categorias denominadas ações, com foco na organização 
da atuação do governo nos níveis estratégicos e táticos. 
PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 
 
61 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2020) “Até 2012 a estruturação dos PPA’s era baseada no binômio 
Programa-Ação, utilizado em todos os tipos de programas, tanto no PPA como nas LOA’s: 
nesse modelo havia sobreposição entre o plano e o orçamento através das ações. A nova 
estrutura deu lugar a Programas Temáticos e tornou a Ação uma categoria exclusiva 
dos orçamentos. Com essa inovação não há sobreposição: haverá complementaridade 
entre esses instrumentos, sem prejuízo à integração. 
A nova estrutura do PPA 2020-2023 preserva as diferenças essenciais do Plano e do 
Orçamento: o PPA tem como foco a organização da ação de governo nos níveis estratégico 
(Eixos Estratégicos, Diretrizes e Temas) e tático (Programas); e o Orçamento responde pela 
organização em nível operacional (demonstra como fazer: ações orçamentárias e não 
orçamentárias)”. 
Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, a questão está errada: o 
PPA não contempla as ações – elas passaram a ser exclusivas do orçamento anual. 
196.FCC-AFCE-TCE-PI/2014. Sobre o Planejamento no Setor Público. O PPA integra o 
Planejamento Público para 4 anos. Nele estão presentes os programas e seus indicadores, 
e suas metas. Possui uma dimensão estratégica apoiada, em grande parte, na campanha 
eleitoral. 
197.CESPE-GerenteProjetoMME/2013. Acerca do plano plurianual. No PPA, devem estar 
representadas todas as diretrizes do governo com relação a orçamento, tais como as 
debatidas por ocasião das campanhas para presidente, governador e prefeito. 
Comentários 
Segundo Paludo (2017) “Dimensão Estratégica. O Plano começa com a Orientação 
Estratégica definida pelo Governo, organizado à luz dos cenários econômico, social, 
ambiental e regional. A construção da dimensão estratégica apoia-se nas orientações de 
Governo, que, em grande parte, refletem o programa de governo divulgado na 
campanha eleitoral. As Orientações Estratégicas de Governo estarão presentes em todas 
as etapas e irão influenciar a formulação das políticas públicas, os Programas Temáticos, os 
Objetivos setoriais e as Iniciativas a serem desenvolvidas para sua viabilização”. 
Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, as duas questões estão 
corretas: o programa divulgado na campanha eleitoral irá influenciar a elaboração do PPA. 
(quanto a vigência: já visto em questões anteriores; programas: veremos a seguir). 
Obs.: Fui o primeito autor a escrever que a dimensão estratégica apoia-se na campanha 
eleitoral. Assim, acredito que essas questões foram elaboradas a partir da leitura de meu 
livro de Orçamento Público/Afo/Lrf. 
198.CESPE-AnalistaAdministrador-MP-CE/2020. A respeito de orçamento e finanças 
públicas, julgueo item: Os investimentos públicos cuja duração ou execução ultrapasse um 
exercício somente poderão ser iniciados após sua prévia inclusão no PPA, ou em lei que 
autorize sua inclusão. 
Comentários 
De acordo com Paludo (2020) “Segundo o artigo 167, § 1º, da CF/1988, nenhum 
investimento cuja execução ultrapasse um exercício financeiro poderá ser iniciado sem 
prévia inclusão no Plano Plurianual, ou sem lei que autorize a inclusão, sob pena de crime 
de responsabilidade.” 
Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, a questão está correta. 
PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 
 
62 
 
199.CESPE-AnalistaContabilTRT10/2013. Sobre o Plano Plurianual-PPA. Além de 
programas destinados exclusivamente a operações especiais, o PPA integra as políticas 
públicas e organiza a atuação governamental, por meio de programas temáticos e de 
gestão, manutenção e serviços ao Estado. 
Comentários 
Segundo Paludo (2020) “Toda ação de Governo está estruturada em programas. O 
programa é o elemento básico de organização e execução do Plano Plurianual, e, 
como tal, deve possibilitar a visualização dos dispêndios e das realizações de cada esfera 
governamental. Os programas, por sua vez, são instrumentos de organização da ação 
governamental visando à concretização dos objetivos pretendidos para o período do plano, 
sendo mensurados por indicadores inclusos no PPA correspondente. 
O PPA 2020-2023 tem apenas dois tipos de programas, assim conceituados: Programas 
Finalísticos: conjunto de ações orçamentárias e não orçamentárias da unidade 
responsável, suficientes para enfrentar problemas da sociedade, conforme objetivos e 
metas; e Programas de Gestão: conjunto de ações orçamentárias e não orçamentárias, 
que não são passíveis de associação aos programas finalísticos, relacionados à gestão 
da atuação governamental ou à manutenção da capacidade produtiva das empresas 
estatais. 
Os programas destinados exclusivamente a operações especiais não integram o 
Plano Plurianual - constarão apenas nos orçamentos anuais”. 
Atenção: Em 2013 a questão estava certa e existiam os dois tipos de programas 
citados; mas a partir do PPA 2020-2023 ela está errada, porque os programas agora 
são: os finalísticos e os de gestão. 
200.FGV-AnalistaProjetos-IBGE/2016. Um sistema de monitoramento e avaliação do PPA 
deve ser construído a partir de diretrizes que permitam melhorar sua gestão. No Brasil, 
NÃO é uma diretriz para o monitoramento e a avaliação do PPA: 
A) atender às necessidades dos órgãos setoriais e de coordenação de governo, para 
subsidiar a tomada de decisão nos diferentes níveis; 
B) considerar as lições aprendidas com as experiências de monitoramento e avaliação no 
setor público em âmbito nacional e internacional; 
C) detalhar uma realidade nacional para implementação de todas as políticas, 
nacionalmente, buscando assim uma abordagem centralizada e uniforme; 
D) observar as contribuições resultantes dos diálogos com os Entes Federados e a 
sociedade durante o processo de elaboração do PPA; 
E) promover a sua implantação, de forma progressiva, segundo as prioridades estabelecidas 
pelo governo. 
Comentários 
Segundo Paludo (2017)” Tanto o Monitoramento como a Avaliação do PPA encontram-se 
pautados nas seguintes diretrizes: considerar a realidade de implementação de cada 
política, em base territorial, buscando assim uma abordagem flexível que subsidie decisões 
e contribua para a implementação; atender às necessidades dos órgãos setoriais e de 
coordenação de governo, para subsidiar a tomada de decisão nos diferentes níveis; 
considerar as lições aprendidas com as experiências de monitoramento e avaliação no setor 
público em âmbito nacional e internacional; observar as contribuições resultantes dos 
diálogos com os Entes Federados e sociedade durante o processo de elaboração do PPA; 
aproveitar estruturas de monitoramento e avaliação existentes na Administração, 
trabalhando na busca de informações complementares; e promover a sua implantação, de 
PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 
 
63 
 
forma progressiva, segundo as prioridades estabelecidas pelo governo”. 
Portanto, de forma clara conforme texto acima, a alternativa C é a resposta da questão: 
todas as demais alternativas são diretrizes do Monitoramento e Avaliação do PPA. 
Obs.: As questões 200e201, como centenas de outras questões – não citam meu nome – 
mas têm recortes de texto de meu livro Orçamento Público/Afo/Lrf. 
201.FGV-AnalistaProjetos-IBGE/2016. Acerca do PPA. É previsto que um sistema de 
monitoramento e avaliação do PPA disponibilize aos gestores públicos instrumentos de 
apoio ao gerenciamento dos programas. Esses instrumentos devem permitir: elaborar 
painéis de evolução de metas e indicadores em relatórios gerenciais periódicos. 
Comentários 
Segundo Paludo (2017) “O Sistema de Monitoramento e Avaliação deve disponibilizar aos 
gestores públicos instrumentos de apoio ao gerenciamento, de modo a permitir: elaborar 
painéis de evolução de metas e indicadores e relatórios gerenciais, tais como balanços 
periódicos, relatórios de status etc”. 
Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, a questão está correta. 
Capítulo 5. CICLO ORÇAMENTÁRIO 
202.FCM-TécnicoAdministração-CARNAIBA-MG/2019. De acordo com Paludo (2012), o 
ciclo de planejamento e orçamento público brasileiro é composto por três instrumentos 
principais: o Plano Plurianual, a Lei de Diretrizes Orçamentárias e a Lei Orçamentária Anual. 
A respeito desses três instrumentos, é correto afirmar que 
a) o Plano Plurianual vigora por 8 anos, sendo um planejamento de médio/longo prazo da 
administração federal. 
b) a Lei Orçamentária Anual é elaborada anualmente e estabelece as diretrizes para a 
construção da Lei de Diretrizes Orçamentárias. 
c) a Lei Orçamentária Anual estima as receitas e fixa as despesas de toda a Administração 
Pública Federal para o ano subsequente. 
d) o Plano Plurianual obedece aos parâmetros estabelecidos pela Lei de Diretrizes 
Orçamentárias. 
Comentários 
Segundo Paludo (2019) “O ciclo ampliado de planejamento e orçamento é composto por 
três instrumentos principais: a Lei Orçamentária Anual, a Lei de Diretrizes Orçamentárias 
e o Plano Plurianual. 
A Lei Orçamentária Anual é o produto final do processo orçamentário coordenado pela 
SOF. É o documento legal que contém a previsão de receitas e autorização de despesas a 
serem realizadas no exercício financeiro subsequente. A LOA estima/prevê receitas e 
fixa/autoriza despesas para um exercício financeiro.” 
Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, a alternativa C é a correta e 
a resposta da questão. 
Obs.: A questão 202, como outras – cita diretamente meu nome/trechos de meu livro de 
Orçamento Público, Administração Financeira e Orçamentária e Lei de Responsab. Fiscal. 
203.FGV-AnalistaAdministrativo-MP-RJ/2020. O ciclo orçamentário contempla as fases de 
elaboração, discussão e aprovação, execução e avaliação do orçamento, as quais têm 
PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 
 
64 
 
participação dos representantes dos poderes e também da sociedade. No que tange à 
participação do Poder Legislativo, as alterações promovidas por parlamentares no projeto de 
lei do orçamento antes da sua votação são chamadas de: 
A) créditos adicionais; 
B) créditos suplementares; 
C) emendas; 
D) substitutivos; 
E) transposições. 
Comentários 
Segundo Paludo (2020) “O ciclo orçamentário anual compreende o período de tempo em 
que se processam as atividades típicas do Orçamento Público; ou seja, a elaboração 
orçamentária, a discussão e aprovação, a execução orçamentária e financeira, e o controle 
e avaliação. 
Aprovação. O chefe do Executivo é quem envia o Projeto de Lei ao Poder Legislativo, onde 
ocorre o processo legislativo. O PL-LOA é imediatamente encaminhadoà Comissão Mista 
de Planos, Orçamento e Fiscalização, onde são apresentadas emendas que alteram o 
projeto de LOA.” 
Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, a alternativa C é a correta e 
a resposta da questão. 
204.FCC-Auditor-TC-SP/2013. Há três leis orçamentárias, todas de iniciativa do Executivo: 
o Plano Plurianual, a Lei de Diretrizes Orçamentárias e a Lei Orçamentária Anual, que 
formam o ciclo orçamentário. Sobre no tema, é correto afirmar: São anuais as Leis de 
Diretrizes Orçamentárias e o Orçamento Anual. O projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias 
deve ser encaminhado ao Poder Legislativo até oito meses e meio antes do encerramento 
do exercício financeiro e devolvido para sanção até o encerramento do primeiro período da 
sessão legislativa. 
Comentários 
Segundo Paludo (2017) “Ciclo orçamentário ampliado. O sistema orçamentário brasileiro 
é composto por três instrumentos principais: a Lei Orçamentária Anual, a Lei de Diretrizes 
Orçamentárias e o Plano Plurianual. O Plano Plurianual, que vigora por quatro anos, 
estabelece diretrizes, objetivos e metas da Administração federal para as despesas de 
capital e para os programas de duração continuada, veiculando, portanto, um planejamento 
de médio prazo. A Lei de Diretrizes Orçamentárias é elaborada anualmente e objetiva 
detalhar as metas e prioridades da Administração para o ano subsequente e orientar a 
elaboração da Lei Orçamentária Anual, além de dispor sobre alterações tributárias e 
estabelecer a política de aplicação das agências de fomento. 
O ciclo orçamentário ampliado ou ciclo de planejamento e orçamento federal 
corresponde a um período mais amplo que quatro anos. Ele inicia com a elaboração, 
discussão, votação e aprovação do PPA – Plano Plurianual; continua com a elaboração, 
discussão, votação e aprovação da LDO – Lei de Diretrizes Orçamentárias; e, por fim, a 
elaboração, discussão, votação e aprovação, execução, controle e avaliação da LOA – Lei 
Orçamentária Anual. 
A LDO deve ser encaminhada ao Congresso Nacional até o dia 15 de abril de cada ano - 
onde deve ser aprovada e devolvida para sanção até o encerramento do primeiro período 
da sessão legislativa”. 
PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 
 
65 
 
Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, a questão está correta em 
todos os aspectos abordados. 
205.CESPE-AgteAdministrativo-MDIC/2014. No que se refere ao ciclo orçamentário. A 
duração do ciclo orçamentário é superior a um exercício financeiro, ou seja, o ciclo 
orçamentário não coincide com o ano civil. 
206.CESPE-AgteAdministrativo-PF/2014. Acerca dos instrumentos orçamentários. No 
Brasil, o ciclo orçamentário é definido como processo contínuo, dinâmico e flexível, em que 
são avaliados os aspectos físicos e financeiros dos programas do setor público. 
207.FUNCAB-AssistenteFinanças-PARAIBA/2013. Sobre o ciclo orçamentário anual. O 
ciclo orçamentário compreende o período de tempo em que se processam as quatro 
atividades típicas do Orçamento Público. 
208.CESPE-ACE-TC-PE/2017. A respeito do ciclo do orçamento público. Constituído por 
diversas etapas, desde a proposta orçamentária até a aprovação da lei orçamentária, o ciclo 
orçamentário é, ao longo de todo exercício, um processo intermitente no que diz respeito a 
análises e decisões. 
Comentários 
Segundo Paludo (2017) “O ciclo de planejamento e orçamento público brasileiro é 
composto, portanto, por três instrumentos principais: o Plano Plurianual, a Lei de 
Diretrizes Orçamentárias e a Lei Orçamentária Anual. Assim, o ciclo orçamentário ampliado 
corresponde a um período superior a quatro anos. 
O ciclo orçamentário anual compreende apenas as atividades relacionadas com o 
orçamento anual: elaboração; discussão, votação e aprovação; execução orçamentária; e 
controle e avaliação. O ciclo orçamentário compreende o período de tempo em que se 
processam as atividades típicas do Orçamento Público. O ciclo orçamentário é maior 
que o exercício financeiro, ele não coincide com o ano civil. Inicia-se com a elaboração 
e aprovação (no ano anterior), a execução e o controle (no exercício) e o controle e a 
avaliação (no ano seguinte). 
… 
Quando nos referimos ao processo orçamentário, em 2001, afirmamos que o Orçamento 
Público é um processo, contínuo, dinâmico e flexível: Ao mesmo tempo em que o PPA é 
executado, uma LDO está vigente e uma LOA está sendo executada; e outro projeto de 
LDO e de LOA estão sendo elaborados (continuidade). Os planos de médio/longo prazo 
(plurianual, regionais, setoriais) e de curto prazo (orçamento anual) têm que ser dinâmicos 
e flexíveis para se ajustarem às conjunturas econômicas, sociais e políticas – tornando-
se, assim, efetivos instrumentos de realização dos objetivos nacionais estabelecidos no 
PPA e implementados nos orçamentos-programas anuais. Por fim, o orçamento anual 
permite ajustes - alguns no âmbito de cada Poder/órgão e outros mediante Créditos 
Adicionais (flexibilidade)”. 
Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, as questões 205a208 estão 
corretas e a questão 209 está errada: as etapas do ciclo orçamentário vão além da 
aprovação - com a execução e controle/avaliação. 
Obs.: As questões 205 e 207, como centenas de outras questões – não citam meu nome – 
mas têm recortes de texto de meu livro Orçamento Público/Afo/Lrf. 
 
PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 
 
66 
 
209.CESPE-ACE-TCDF/2020. Julgue o item, acerca do ciclo orçamentário: O modelo 
orçamentário brasileiro, definido na Constituição Federal de 1988, compõe-se de três 
instrumentos: o plano plurianual (PPA), a lei de diretrizes orçamentárias (LDO) e a LOA. 
210.FGV-AnalistaAdministrativo-MP-RJ/2020. A Constituição da República de 1988 
estabeleceu três instrumentos de planejamento e orçamento, que autores denominaram de 
ciclo orçamentário. Sobre esses instrumentos, é INCORRETO afirmar que: 
A) a Lei Orçamentária Anual é de iniciativa do chefe do Poder Executivo; 
B) o Plano Plurianual deverá estabelecer os programas de duração continuada; 
C) a Lei de Diretrizes Orçamentárias é um instrumento de conexão entre o PPA e o 
orçamento anual; 
D) o Plano Plurianual tem vigência de quatro anos, iniciando-se no primeiro exercício do 
mandato do chefe do Poder Executivo; 
E) a Lei Orçamentária Anual conterá três peças orçamentárias: o orçamento fiscal, o 
orçamento de investimento das estatais e o orçamento da seguridade social. 
211.MSC-AgenteContábil-RJ/2021. Em conformidade ao ciclo orçamentário: Plano 
Plurianual (PPA), Lei de diretrizes Orçamentárias (LDO) e Lei Orçamentária Anual (LOA), 
analise as assertivas e assinale a alternativa correta. 
a) PPA - documento que traz as diretrizes, objetivos e metas de médio prazo da 
administração pública e tem vigência de dois anos; LDO - é elaborado, semestralmente, tem 
como objetivo apontar as prioridades do governo para o próximo semestre; LOA - é o 
orçamento anual, prevê os orçamentos fiscais, da seguridade social e de investimentos das 
estatais. 
b) PPA - documento que traz as diretrizes, objetivos e metas de médio prazo da 
administração pública e tem vigência de quatro anos; LDO - é elaborado, anualmente, tem 
como objetivo apontar as prioridades do governo para o próximo ano; LOA - é o orçamento 
anual, prevê os orçamentos fiscais, da seguridade social e de investimentos das estatais. 
c) PPA - é o orçamento anual, prevê os orçamentos fiscais, da seguridade social e de 
investimentos das estatais da administração pública e tem vigência de um ano; LDO - é 
elaborado, anualmente, tem como objetivo apontar as prioridades do governo para o 
próximo ano; LOA - documento que traz as diretrizes, objetivos e metas de médio prazo. 
d) PPA - documento que traz as diretrizes, objetivos e metas de curto prazo da 
administração pública e tem vigência de um ano; LDO - é elaborado, anualmente, tem como 
objetivoapontar as prioridades do governo para o próximo ano; LOA - é o orçamento anual, 
prevê os orçamentos fiscais, da seguridade social e de investimentos das estatais. 
e) PPA - documento que traz as diretrizes, objetivos e metas de médio prazo da 
administração pública e tem vigência de dois anos; LDO - é elaborado, semestralmente, tem 
como objetivo apontar as prioridades do governo para o próximo semestre; LOA - é o 
orçamento anual, prevê os orçamentos fiscais, da seguridade social e de investimentos das 
estatais. 
Comentários 
Segundo Paludo (2020) “O ciclo ampliado de planejamento e orçamento é composto por 
três instrumentos principais: a Lei Orçamentária Anual, a Lei de Diretrizes Orçamentárias 
e o Plano Plurianual. O Plano Plurianual, que vigora por quatro anos, estabelece diretrizes, 
objetivos e metas da Administração federal para as despesas de capital e para os 
programas de duração continuada, veiculando, portanto, um planejamento de médio prazo. 
A Lei de Diretrizes Orçamentárias é elaborada anualmente e objetiva detalhar as metas e 
prioridades da Administração para o ano subsequente e orientar a elaboração da Lei 
PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 
 
67 
 
Orçamentária Anual, além de dispor sobre alterações tributárias e estabelecer a política de 
aplicação das agências de fomento. 
A partir dos parâmetros definidos pela Lei de Diretrizes Orçamentárias e em consonância 
com a programação do Plano Plurianual, a Lei Orçamentária Anual (composta pelos 
orçamento fiscal, da seguridade social e de investimentos das estatais) estima as receitas e 
fixa as despesas de toda a Administração Pública Federal para o ano subsequente.” 
Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, a questão 209 está correta; 
na questão 210 a alternativa E é a reposta; e na 211 a alternativa B é a resposta. 
212.FCC-AnalistaTesouro-PI/2015. Acerca do ciclo de Planejamento-Orçamento, 
consubstanciado nos instrumentos: Plano Plurianual, Lei de Diretrizes Orçamentárias e Lei 
Orçamentária Anual, considere: 
I. O Plano Plurianual, no âmbito estadual, é lei de iniciativa da Secretaria de Planejamento e 
Orçamento. 
II. A Lei Orçamentária Anual deverá conter todas as receitas e despesas de todos os 
poderes, órgãos, entidades, fundos e fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público. 
III. A Lei de Diretrizes Orçamentárias, entre outros, orientará a elaboração da Lei 
Orçamentária Anual, disporá sobre as alterações na legislação tributária e estabelecerá a 
política de aplicação das agências financeiras oficiais de fomento. 
IV. Na lei do Plano Plurianual, incluem-se as autorizações para abertura de créditos 
adicionais das despesas de capital e outras delas decorrentes. 
Comentários 
I.Falsa. Segundo Paludo (2017) “A iniciativa dessas leis (PPA,LDO,LOA) são exclusivas do 
Poder Executivo (do Presidente da República, do governador ou do prefeito)”. 
II.Verdadeira. Segundo Paludo (2017) “A LOA é o produto final do processo 
orçamentário. Ela é o documento legal que contém a previsão de receitas e autorização de 
despesas a serem realizadas no exercício financeiro, para os poderes, órgãos, entidades, 
fundos e fundações públicas”. 
III.Verdadeira. Segundo Paludo (2017) “A Lei de Diretrizes Orçamentárias compreenderá 
as metas e prioridades da Administração Pública Federal ... orientará a elaboração da Lei 
Orçamentária Anual, disporá sobre as alterações na legislação tributária e estabelecerá a 
política de aplicação das agências financeiras oficiais de fomento”. 
IV.Falsa. O PPA não pode autorizar despesas (créditos adicionais); apenas a LOA pode 
conter autorização para abertura de créditos suplementares. 
213.VUNESP-AnalistaGestão-SJC/2015. A associação da atividade de planejamento ao 
orçamento público, passando este a ser elaborado por meio de um conjunto de três leis 
distintas, porém harmônicas entre si, é determinada pelo art. 165 da CF, de 1988. O nome 
das leis e a sequência correta em que ocorrem é: plano plurianual; diretrizes orçamentárias; 
orçamentos anuais. 
214.FCC-TécnicoC.Externo-TC-CE/2015. A iniciativa para a elaboração do Plano 
Plurianual − PPA, da Lei de Diretrizes Orçamentárias − LDO e da Lei Orçamentária Anual − 
LOA é 
A) do Poder Executivo. 
B) do Poder Legislativo. 
C) do Poder Judiciário. 
D) dos Poderes Executivo e Legislativo. 
PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 
 
68 
 
E) dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. 
Comentários 
Segundo Paludo (2017) “PPA ...; LDO ...; LOA ... O orçamento anual é um instrumento que 
expressa a alocação dos recursos públicos, sendo operacionalizado por meio de diversos 
programas, que constituem a integração do planejamento com o orçamento. 
Art. 165. Leis de iniciativa do Poder Executivo estabelecerão: I – o Plano Plurianual; II – as 
diretrizes orçamentárias; III – os orçamentos anuais. A iniciativa dessas leis é exclusiva 
do Poder Executivo (do Presidente da República, do governador ou do prefeito). São todas 
leis ordinárias e possuem tramitação especial e mais célere”. 
Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, a questão 213 está correta, e 
na questão 214 a alternativa A é a verdadeira e a resposta da questão. 
215.FCC-AuditorTCGO/2015. Considerando o Plano Plurianual − PPA, a Lei de Diretrizes 
Orçamentárias − LDO e a Lei Orçamentária Anual − LOA, é correto afirmar que: 
I.O PPA evidencia, para 4 anos, programas de duração continuada; 
II.O Legislativo não entra em recesso sem antes aprovar a LDO; 
III.O orçamento anual-LOA pode autorizar operações de crédito por antecipação da receita. 
Comentários 
I.Verdadeira. Segundo Paludo (2017) “PPA ... é de quatro anos o período de sua vigência. 
O conceito do PPA é extraído da Constituição Federal, art. 165, § 1º ... e para as relativas 
aos programas de duração continuada”. 
II.Verdadeira. Segundo Paludo (2017) “O primeiro período da sessão legislativa não pode 
ser interrompido sem a aprovação da LDO (2/2 a 17/7)”. 
III.Verdadeira. Segundo Paludo (2017) “A Lei Orçamentária Anual não conterá dispositivo 
estranho à previsão da receita e à fixação da despesa, não se incluindo na proibição a 
autorização para a abertura de créditos suplementares e contratações de operações de 
crédito, ainda que por antecipação de receitas, nos termos da lei”. 
216.CESPE-AnalistaAdmTRT-MT/2015. Acerca de planejamento e orçamento. Segundo a 
CF, a peça do sistema de planejamento e orçamento federal que condiciona a elaboração 
dos planos e programas nacionais, regionais e setoriais é o PPA. 
217.FGV-AnalistaAdmTJ-SC/2015. Acerca do Plano Plurianual. Anexos que contenham o 
detalhamento de programas temáticos, de programas de gestão, manutenção e serviços ao 
Estado e de órgãos responsáveis por programas de governo são conteúdos que devem ser 
apresentados no Plano Plurianual. 
Comentários 
Segundo Paludo (2017) “O Plano Plurianual – PPA é o instrumento legal de planejamento 
de maior alcance no estabelecimento das prioridades e no direcionamento das ações do 
governo. O Plano Plurianual condiciona a elaboração de todos os demais planos no 
âmbito federal, que devem estar de acordo e harmonizar-se com ele, conforme dispõe o art. 
165, § 4º, da CF: os planos e programas nacionais, regionais e setoriais previstos nesta 
Constituição serão elaborados em consonância com o plano plurianual e apreciados pelo 
Congresso Nacional. 
O projeto do PPA tem ainda três anexos detalhando os Programas Temáticos; 
Programas de Gestão, Manutenção e Serviços ao Estado. O MPOG ainda definiu os 
órgãos que serão responsáveis pelos programas”. 
PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 
 
69 
 
Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, as questões estão corretas. A 
216 tem resposta direta no primeiro parágrafo; a 217 encontra resposta direta no último 
parágrafo. 
Obs.: A questão217, como centenas de outras questões – não citam meu nome – mas tem 
recortes de texto de meu livro Orçamento Público/Afo/Lrf. 
218.FCC-ACE-SÃOLUIS/2015. Segundo a Constituição Federal, as diretrizes, objetivos e 
metas da Administração pública para as despesas de capital e outras delas decorrentes e 
para as relativas aos programas de duração continuada serão estabelecidas na lei do plano 
plurianual, de 4 anos o período de vigência, passando a vigorar a partir do segundo ano de 
mandato presidencial. 
219.VUNESP-AnalistaPPeGestão-PMSP/2015. A respeito do Plano Plurianual, da Lei de 
Diretrizes Orçamentárias e da Lei Orçamentária Anual, analise: O PPA estrutura programas 
e ações de Estado para quatro anos e orienta processos anuais via LDO e LOA. 
Comentários 
Segundo Paludo (2017) “O PPA será enviado ao Congresso Nacional para aprovação no 
primeiro ano do mandato, passando a vigorar, então, a partir do segundo ano do 
mandato presidencial atual até o final do primeiro ano do mandato presidencial seguinte. É 
de quatro anos o período de sua vigência. 
É no primeiro ano do mandato do Presidente da República que é elaborado o seu PPA; o 
seu planejamento para os quatro anos seguintes. O PPA deve ser encaminhado ao 
Congresso Nacional no 1º ano do mandato presidencial, até 31 de agosto e devolvido para 
sanção até 22 de dezembro do mesmo ano”. 
Portanto, as duas questões estão corretas. A 218, além de conter o conceito do PPA, 
indica que o período de vigência é 4 anos, que inicia a partir do segundo ano de mandato 
presidencial; e a 219 afirma que o período é de 4 anos e indica que o PPA contém 
programas e orienta os processos de LDO e LOA. 
220.FGV.AdministradorFlorianópolis/2014. No Brasil, temos três grandes instrumentos de 
planejamento: o Plano Plurianual, a Lei de Diretrizes Orçamentárias e a Lei do Orçamento 
Anual. Nesse sentido, pode-se afirmar que: a LDO compreenderá as metas e as prioridades 
para o exercício financeiro subsequente, orientando a elaboração da LOA. 
221.FCC-Administrador-DefensoriaRR/2015. A Constituição Federal, no que se refere à 
elaboração dos orçamentos, estabelece: metas e prioridades da Administração pública 
federal. Essa determinação corresponde as Diretrizes Orçamentárias. 
222.CESPE-Auditor-CGPI/2015. À luz dos dispositivos constitucionais que regem a 
elaboração orçamentária. A lei de diretrizes orçamentárias, instrumento de planejamento da 
atividade financeira para o exercício financeiro subsequente, objetiva dispor sobre as 
alterações na legislação tributária e estabelecer a política de aplicação das agências 
financeiras oficiais de fomento. 
Comentários 
Já vimos os três instrumentos do ciclo. Segundo Paludo (2017) “O conceito da LDO é 
fornecido pela Constituição Federal de 1988, art. 165, § 2º: a Lei de Diretrizes 
Orçamentárias compreenderá as metas e prioridades da Administração Pública Federal, 
estabelecerá as diretrizes de política fiscal e respectivas metas, em consonância com 
trajetória sustentável da dívida pública, orientará a elaboração da Lei Orçamentária Anual, 
disporá sobre as alterações na legislação tributária e estabelecerá a política de aplicação 
das agências financeiras oficiais de fomento.” 
PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 
 
70 
 
 
Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, todas as questões estão 
corretas (lembre que o conceito da LDO mudou com a EC 109/2021). 
223.FCC-AnalistaAdministrativo-TRE-SE/2015. Considere em relação a LDO − Lei de 
Diretrizes Orçamentárias: estabelece critérios e forma de limitação de empenho na hipótese 
legal; Demais condições e exigências para transferências de recursos a entidades públicas 
e privadas. 
224.FCC-AnalistaAdm-TRT-MG/2015. Considere as informações: Critérios e forma de 
limitação de empenho; Normas relativas ao controle de custos e à avaliação dos resultados 
dos programas financiados com recursos do orçamento. Esses conteúdos devem constar, 
do seguinte instrumento de planejamento: LDO. 
225.CESPE-AnalistaMMA/2014. Com relação ao orçamento público no Brasil. A lei de 
diretrizes orçamentárias (LDO) será acompanhada pelo anexo de riscos fiscais, que 
abrangem os riscos capazes de afetar as contas públicas e suas providências. 
Comentários 
Segundo Paludo (2017) “A Lei de Responsabilidade Fiscal aumentou consideravelmente o 
conteúdo da LDO, atribuindo-lhe a responsabilidade de tratar de outras matérias ... disporá 
também sobre: equilíbrio entre receitas e despesas; critérios e forma de limitação de 
empenho, a ser efetivada nas hipóteses previstas na LRF; normas relativas ao controle de 
custos e à avaliação dos resultados dos programas financiados com recursos dos 
orçamentos; demais condições e exigências para transferências de recursos a entidades 
públicas e privadas. 
A LRF conterá dois anexos: anexo de metas fiscais e anexo de riscos fiscais. Segundo a 
LRF, no Anexo de Riscos Fiscais serão avaliados os passivos contingentes e outros riscos 
capazes de afetar as contas públicas, informando as providências a serem tomadas, caso 
se concretizem”. 
 
Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, as três questões estão 
corretas: a 223 e 224 têm resposta direta no primeiro parágrafo; e a 225 tem resposta direta 
no segundo parágrafo. 
226.FGV-Administrador-Defensoria-MT/2015. Com relação às Leis de iniciativa do Poder 
Executivo, analise: A LOA tem como principais objetivos estimar a receita e fixar a 
programação das despesas para o exercício financeiro. 
227.FGV-AnalistaAdministrativo-TJ-PIAUÍ/2015. No processo de planejamento público 
governamental, entre os diversos instrumentos, destaca-se aquele que estima as receitas 
que o Governo deverá arrecadar durante o ano e fixa os gastos a serem realizados com tais 
recursos. Esse instrumento é denominado: Lei Orçamentária Anual (LOA). 
Comentários 
Segundo Paludo (2017) “A LOA – Lei Orçamentária Anual é o produto final do processo 
orçamentário, é o documento legal que contém a previsão de receitas e a autorização de 
despesas a serem realizadas no exercício financeiro. 
Ela prevê os recursos a serem arrecadados e fixa as despesas a serem realizadas pelo 
Governo Federal, referentes aos poderes Legislativo, Executivo e Judiciário”. 
Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, as duas questões estão 
corretas: a LOA estima/prevê receitas e fixa/autoriza despesas. 
PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 
 
71 
 
228.FCC-ConselheiroTCM-RJ/2015. A Constituição Federal fixa normas relacionadas com 
os Planos Plurianuais, com as Leis de Diretrizes Orçamentárias e com as Leis 
Orçamentárias Anuais. No que diz respeito à Lei Orçamentária Anual, o texto constitucional 
estabelece: Essa lei compreenderá o orçamento de investimento, o da seguridade social e o 
fiscal. 
229.CESPE-AuditorFUB/2015. Acerca do orçamento público e classificações 
orçamentárias. A lei orçamentária anual é composta dos orçamentos: fiscal, seguridade 
social e investimento das estatais. 
230.CESPE-AnalistaMMA/2014. Com relação ao orçamento público no Brasil. Os 
orçamentos não compreendidos na LOA pelo orçamento fiscal incluem os orçamentos da 
saúde e do investimento das empresas. 
Comentários 
Segundo Paludo (2017) “A Constituição Federal de 1988, art. 165, determina que a Lei 
Orçamentária Anual compreenderá o Orçamento Fiscal, o de Investimento das empresas 
estatais e o da Seguridade Social, definindo cada tipo de orçamento: Orçamento Fiscal, 
referente aos poderes da União, seus fundos, órgãos e entidades da Administração direta e 
indireta, inclusive fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público; Orçamento de 
Investimento das empresas em que a União, direta ou indiretamente, detenha a maioria do 
capital social com direito a voto. Esse orçamento abrange tão somente as empresas 
estatais independentes. As estatais dependentes estão inclusas no Orçamento Fiscal; 
Orçamentoda Seguridade Social, abrangendo todas as entidades e órgãos a ela 
vinculados, da Administração direta ou indireta, bem como os fundos e fundações instituídos 
e mantidos pelo Poder Público. Esse orçamento compreende as despesas relativas à 
Saúde, à Previdência e à Assistência Social. 
Esses três orçamentos é que compõem a LOA - Lei Orçamentária Anual. Por sua 
abrangência e dimensão, o Orçamento Fiscal é considerado o mais importante dos três 
orçamentos”. 
Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, as três questões estão 
corretas. A 228 e 229 têm resposta direta no texto acima; e na 230 a resposta também é 
clara: são três orçamentos: fiscal, seguridade social e investimento. Quem não faz parte do 
orçamento fiscal? Os outros dois orçamentos citados pela questão: saúde (pertence a 
seguridade social) e investimento (das estatais). 
231.VUNESP-AnalistaAdministrativoDCTA/2013. De acordo com o Ato das Disposições 
Constitucionais Transitórias da CF/88, os prazo de envio, pelo poder executivo ao 
legislativo, de a) 4 meses antes do encerramento do primeiro exercício financeiro do 
mandato (31 de agosto); b) 8 meses e meio antes do encerramento do exercício financeiro 
(15 de abril); c) 4 meses antes do encerramento do exercício financeiro (31 de agosto). 
Correspondem, respectivamente, aos projetos de PPA, LDO e LOA. 
232.ESAF-AnalistaPO-MPOG/2015. Sobre o conteúdo, tramitação e prazos relacionados à 
elaboração da Lei de Diretrizes Orçamentárias ─ LDO, é correto afirmar: em obediência à 
disposição constitucional vigente, o projeto de lei de diretrizes orçamentárias será 
encaminhado até oito meses e meio antes do encerramento do exercício financeiro e 
devolvido para sanção até o encerramento do primeiro período da sessão legislativa. 
233.FCC-AnalistaAdm-TRE-RR/2015. O processo de elaboração da Lei Orçamentária 
Anual-LOA inicia-se com a formulação das propostas orçamentárias, observados o PPA e a 
LDO. No âmbito da União, o projeto de lei orçamentária anual é enviado pelo Presidente da 
República ao Congresso Nacional, até 31 de agosto de cada ano. 
 
PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 
 
72 
 
234.FGV-AnalistaAdmTJ-SC/2015. Os instrumentos de planejamento vigentes no Brasil, 
PPA, LDO e LOA, são integrados e devem ser elaborados de acordo com os prazos legais 
para que possam contribuir efetivamente no processo de planejamento. 
Comentários 
Segundo Paludo (2017) “O projeto da LOA é encaminhado pelo Presidente da República 
ao Congresso Nacional, até o dia 31 de agosto de cada ano ... O Poder Executivo possui 
prazo até o dia 15 de abril de cada ano para encaminhamento do projeto de Lei de Diretrizes 
Orçamentárias ao Congresso Nacional ... O PPA deve ser encaminhado ao Congresso 
Nacional no 1º ano do mandato presidencial, até quatro meses antes do encerramento do 
exercício financeiro (31 de agosto). 
O quadro a seguir, ajuda a dirimir possíveis dúvidas quanto ao encaminhamento, aprovação 
e vigência do PPA, LDO e LOA. 
ETAPAS PPA LDO LOA
ENCAMINHAMENTO
31 de agosto do 1º. ano 
do mandato presidencial 
15 de abril 31 de agosto
APROVAÇÃO 22 de dezembro 17 de julho 22 de dezembro
VIGÊNCIA
4 anos 
de 1º. de janeiro do 2º. ano 
do mandato presidencial 
até 31 de dezembro do 
1º.ano do mandato seguinte
18 meses 
da aprovação até 
o dia 31 de 
dezembro do ano 
seguinte
1 ano 
1º. de janeiro a 
31 de dezembro
LEIS DO CICLO ORÇAMENTÁRIO AMPLIADO
 
Cabe ainda relembrar que esses instrumentos de Planejamento, Orçamento e Gestão, o 
PPA, a LDO e a LOA, são todos materializados através de Leis Ordinárias”. 
Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, todas as questões estão 
corretas: as questões 231a233 têm resposta direta no texto acima (o primeiro período da 
seção legislativa encerra em 17 de julho). A questão 234 indica assertivamente que os 
processos (PPA, LDO, LOA) são integrados e obedecem a prazos legais. 
235.CESPE-AnalistaAdministrativoMI/2013. Sobre o ciclo orçamentário. O processo 
orçamentário (ciclo) é visto como autossuficiente, já que a primeira etapa do ciclo se renova 
anualmente a partir de resultados e definições constantes de uma programação de longo 
prazo. 
Comentários 
Segundo Paludo (2017) “O ciclo orçamentário (processo orçamentário), certamente não é 
autossuficiente, uma vez que a primeira parte do sistema (lei orçamentária) tem 
renovação anual, refletindo em grande parte o resultado de definições constantes de uma 
programação de médio prazo, que, por sua vez, detalha os planos de longo prazo, que 
também são dinâmicos e flexíveis às conjunturas econômicas, sociais e políticas”. 
Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, a questão está errada: o 
ciclo não é autossuficiente – se fosse, não precisaria de renovação/atualização. 
Obs.: A questão 235, como centenas de outras questões – não citam meu nome – mas tem 
recortes de texto de meu livro Orçamento Público/Afo/Lrf. 
Capítulo 6. RECEITA PÚBLICA 
236.FUNDATEC-CONTADOR-IEP-RS/2020. De acordo com a Norma Brasileira de 
Contabilidade, NBCTG Estrutura Conceitual (2019), analise a afirmativa: Receitas são 
aumentos nos ativos, ou aumentos nos passivos, que resultam em aumentos no patrimônio 
PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 
 
73 
 
líquido, exceto aqueles referentes a contribuições de detentores de direitos sobre o 
patrimônio. 
237.FGV.AgenteFiscalização-TC-SP/2015. Sobre receita pública. O conceito contábil de 
receita relaciona-se a aumentos nos benefícios econômicos durante o período contábil sob 
a forma de entrada de recursos ou aumento de ativos ou diminuição de passivos, que 
resultem em aumento do patrimônio líquido. 
Comentários 
Segundo Paludo (2020) “Vários são os conceitos existentes acerca das receitas públicas. 
De acordo com a NBCTG Estrutura Conceitual (2019), Receitas são aumentos nos ativos, 
ou reduções nos passivos, que resultam em aumentos no patrimônio líquido, exceto 
aqueles referentes a contribuições de detentores de direitos sobre o patrimônio. 
Esse conceito contábil não corresponde à receita orçamentária pública, mas à receita sob o 
enfoque das normas aplicáveis às empresas privadas”. 
Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, a questão 236 está errada 
(o aumento nos passivos é despesa); e a questão 237 está correta. 
238.CESPE-AnalistaContábil-MP-PA/2020. Em relação ao conceito e à classificação das 
receitas públicas, analise a afirmativa: Consideram-se receitas públicas as entradas de 
recursos financeiros de caráter compensatório, tais como retenções e garantias. 
239.FGV-TécnicoAdministrativo-TJCE/2020. Em geral entende-se receita pública como 
todo ingresso de recurso nos cofres públicos, mas nem todo ingresso corresponde a uma 
receita orçamentária que pode ser utilizada como fonte de financiamento das ações 
públicas. 
240.CESPE-AnalistaContábil-MP-PA/2020. No que diz respeito aos conceitos de ingressos 
e receitas públicas, julgue o item a seguir: Nem todo ingresso público é uma receita pública, 
mas toda receita pública é um ingresso público. 
241.FCC-ProcuradorTCM-RJ/2015. Para a doutrina, receita não se confunde com ingresso, 
porque ingresso compreende toda quantia recebida pelos cofres públicos, seja restituível ou 
não, enquanto que receita é toda entrada ou ingresso definitivo de dinheiro aos cofres 
públicos. 
242.FCC-ProcuradorTCM-RJ/2015. Sobre receitas públicas. A Lei de Responsabilidade 
Fiscal dispõe que somente as receitas tributárias, de ingresso definitivo aos cofres públicos, 
são consideradas receitas públicas, excluindo-se, assim, os empréstimos compulsórios e as 
receitas originárias. 
Comentários 
Segundo Paludo (2020) “O Manual de Receita Nacional STN/SOF define como receita 
todos os ingressos disponíveis para coberturaprivado. 
Comentários 
Segundo Paludo (2020) “A atividade financeira é exercida pelo Estado visando ao bem 
comum da coletividade. Ela está vinculada à arrecadação de recursos destinados à 
concretização dos objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil (art.3º da 
CF/88), e à satisfação de necessidades públicas básicas inseridas na ordem jurídico-
constitucional, atendidas mediante a prestação de serviços públicos, a intervenção no 
domínio econômico, o exercício regular do poder de polícia e o fomento às atividades de 
interesse público/social. É aplicada no âmbito Federal, estadual e municipal, e, segundo o 
mestre Aliomar Baleeiro, consiste em: obter recursos (receita pública); despender os 
recursos (despesa pública); gerir e planejar os recursos (Orçamento Público); e, criar crédito 
(empréstimo público). 
Toda atividade pública deve contribuir para o alcance dos objetivos fundamentais da 
República Federativa do Brasil e para o alcance do objetivo maior do Estado: a promoção 
do bem-estar da coletividade.” 
Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, temos as seguintes respostas: 
As afirmativas da questão 1 estão corretas: I.O Direito Financeiro analisa o 
ingresso/arrecadação de recursos nos cofres públicos (receita); II.A finalidade principal do 
Estado é a realização do bem-estar da coletividade; III.A arrecadação de recursos destina-
se a atender às necessidades públicas. Na questão 2, a alternativa A é a verdadeira: a 
atividade financeira arrecada recursos para para satisfação das necessidades públicas, 
(incluindo as de manutenção e funcionamento), e está ligada ao objetivo maior do Estado 
que é o bem-estar da coletividade (bem comum da população). 
PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 
 
9 
 
3.CESPE-AnalistaControle-CGE-PE/2010. Acerca das finanças públicas. A atividade 
financeira do Estado decorre do exercício do poder financeiro, que emana da soberania 
estatal, compreendida como a propriedade que tem um Estado de ser uma ordem suprema 
que não deve a sua validade a nenhuma outra ordem superior. 
Comentários 
A definição de atividade financeira do Estado encontra-se na questão anterior. Assim, 
vamos direto aos comentários desta questão. Extrai-se do direito constitucional que somente 
o Estado detém o poder soberano (soberania interna e independência externa). Segundo 
Paludo (2021) “A atividade financeira decorre da soberania estatal, pois somente o Estado 
pode instituir unilateralmente impostos, taxas e contribuições.” 
Portanto, a questão está correta porque a atividade financeira decorre da soberania estatal, 
visto que o Estado detém o poder soberano. 
4. VUNESP-AdvogadoPiracibaba/2019. Acerca da atividade financeira do Estado. O 
Direito Financeiro consiste num ramo do Direito Público que estuda a atividade financeira do 
Estado sob o ponto de vista econômico, ou seja, a atividade financeira do Estado que se 
desdobra em receita, despesa, orçamento e crédito público. 
5.CESPE-ACE-PE/2010. A respeito da atividade financeira do Estado: a receita pública é 
objeto de estudo do Direito Tributário, pois caracteriza ingresso de numerário nos cofres 
públicos. 
Comentários 
Segundo Paludo (2020) “O Direito Financeiro compreende a disciplina jurídica da atividade 
financeira do Estado, envolvendo receita, despesa, orçamento e crédito público. Ele 
disciplina a organização e a administração das finanças públicas, ou seja, disciplina a 
atividade financeira do Estado: é mais amplo que o direito Tributário. Já o Direito Tributário 
trata da disciplina jurídica apenas dos tributos (receitas tributárias: impostos, taxas e 
contribuições) – compreende o conjunto de normas que regulam a instituição e arrecadação 
desses tributos e a relação jurídica do Estado com os Contribuintes”. 
Portanto, de forma clara e direta e em harmonia com o texto acima, temos as seguintes 
respostas: A questão 4 está correta: o Direito Financeiro estuda a atividade financeira do 
Estado, que se desdobra em receita, despesa, orçamento e crédito público; e a questão 5 
está errada porque a receita pública é objeto do direito financeiro, cuja competência 
abrange todas as receitas (mais as despesas, o orçamento e o crédito público); a 
competência do direito tributário compreende apenas uma das origens das receitas 
públicas (a receita tributária). 
6.FCC-AnalistaControle-TC-PR/2011. Quanto à definição de Finanças Públicas, considere: 
I. É ciência que estuda as atividades fiscais e não fiscais dos poderes públicos na sua 
aplicação a empreendimentos de caráter público e privado. 
II. É atividade desempenhada pelos poderes públicos na obtenção de recursos para o 
cumprimento de suas finalidades. 
III. É atividade desempenhada pelos poderes públicos na aplicação de recursos para o 
cumprimento de suas finalidades. 
Está correto o que se afirma APENAS em 
A) I. B) II. C) III. D) I e III. E) II e III. 
Comentários 
PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 
 
10 
 
I-Falsa. “Finanças públicas é o ramo da economia que trata da gestão dos recursos 
públicos: compreende a gestão e o controle financeiro públicos ... As finanças públicas se 
materializam através da política fiscal” (Paludo, 2015) – no entanto, nesse conceito não 
estão compreendidas as atividades não fiscais. 
II-Verdadeira. Como vimos na questão 1, a atividade financeira é exercida pelo Estado 
visando ao bem comum da coletividade e está vinculada à arrecadação de recursos 
destinados à satisfação de necessidades públicas básicas inseridas na ordem jurídico-
constitucional. 
III-Verdadeira. Já vimos que a atividade financeira do Estado está vinculada à 
arrecadação de recursos destinados à satisfação de necessidades públicas básicas. 
Vimos também, na questão 3, que a atividade financeira decorre da soberania estatal, pois 
somente o Estado pode instituir unilateralmente impostos, taxas e contribuições: a atuação 
do Estado envolve Poderes/Governo/Administração. 
7.FGV-EspecialistaPP-SALVADOR/2020. Em relação às justificativas da intervenção do 
Estado na economia, analise se a afirmativa a seguir é verdadeira ou falsa. Existem 
externalidades positivas, como ocorre no setor de educação. 
8.CESPE-Auditor-TC-DF. Sobre orçamento e finanças públicas. A teoria do gasto público e 
a das funções do governo fundamentam-se nas falhas de mercado, que incluem a existência 
de bens públicos e os monopólios naturais. 
Comentários 
Segundo Paludo (2020) “A teoria das finanças públicas trata dos fundamentos do Estado 
e das funções de governo, e dá suporte teórico (fundamentação) à intervenção do 
Estado na economia. De forma geral, a teoria das finanças públicas gira em torno da 
existência das falhas de mercado, que tornam necessária a presença do Governo, o 
estudo das funções do Governo, da teoria da tributação e do gasto público. As falhas de 
mercado são fenômenos que impedem que a economia alcance o estágio de welfare 
economics ou Estado de Bem-Estar Social (ótimo de pareto), através do livre mercado, sem 
interferência do Governo”. 
Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, as duas questões estão 
corretas: a questão 7 porque as falhas de mercado (externalidades) são justificativa para a 
intervençao do Estado na Economia (positiva como setor da Educação-ler resposta da 
próxima questão); e a questão 8 porque a “existência de bens públicos, e monopólios 
naturais” são exemplos típicos de falhas de mercado. 
9.AOCP-AnalistaAdm-UF-GO/2015. A atuação do Estado objetiva proporcionar o ótimo de 
Pareto, o qual indica que os recursos alocados têm a propriedade de que ninguém pode 
melhorar sua situação sem causar algum prejuízo a outros agentes. No entanto, existem as 
falhas de mercado que impedem que ocorra uma situação de ótimo de Pareto. As falhas de 
informação requerem a intervenção do Estado em razão de o mercado por si só não 
fornecer dados suficientes para que os consumidoresdas despesas orçamentárias e operações 
que, mesmo não havendo ingresso de recursos, financiam despesas orçamentárias. 
Para o Manual de Procedimentos da Receita Pública da STN, receitas públicas são todos 
os ingressos de caráter não devolutivo auferidos pelo Poder Público, em qualquer esfera 
governamental, para alocação e cobertura das despesas públicas. 
Entendemos que receita pública é qualquer recurso obtido pelo Estado, num determinado 
período financeiro, disponível para custear despesas públicas. 
Receitas são ingressos financeiros no patrimônio público. Mas nem todos os ingressos 
nos cofres públicos são receita pública orçamentária. Alguns recursos são “meras 
entradas” sujeitas a posterior devolução. Receita Pública “stricto sensu” são apenas as 
PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 
 
74 
 
receitas orçamentárias, que são as receitas de caráter não devolutivo, que estarão 
disponíveis para custear despesas públicas”. 
Portanto, em harmonia com o texto acima temos as seguintes respostas: a questão 238 
está errada: receitas de caráter compensatório não são receitas públicas; a 239a241 estão 
corretas: trazem a diferenciação entre ingressos e receitas, conforme texto do último 
parágrafo; a 242 está errada em todos os aspectos. 
Obs.: Nas questões 239e240, como tantas outras, o texto é quase igual ao conteúdo do 
livro, o que sugere que foram elaboradas a partir do livro Orçamento Público/Afo/Lrf. 
243.CESPE-Contador-STJ/2015. Com relação a administração financeira e orçamentária. 
Se determinado cidadão efetuar um pagamento ao Tesouro Nacional que, embora seja 
devido, ainda não tenha sido previsto na lei orçamentária anual, esse ingresso financeiro 
deverá ser classificado como receita orçamentária. 
244.CESPE-Auditor-TC-RN/2015. Com relação ao orçamento público e à atuação do 
governo na economia. Se determinado órgão público realizar operação de crédito, sem 
oferecer como garantia sua receita futura, e receber recursos não previstos no orçamento 
em decorrência dessa operação, os ingressos serão classificados como receita 
orçamentária. 
245.VUNESP-AnalistaAdministrativo-SAEG/2015. A Lei do Orçamento, nº 4.320/64, diz 
em seu artigo 3º que ela compreenderá todas as receitas, incluindo as autorizadas em lei. 
Enquadram-se como receita as operações de crédito. 
246.CESPE-AnalistaAdministrativoCNJ/2013. Se, durante o debate do projeto de lei 
orçamentária, forem subestimados os valores a serem arrecadados, os valores adicionais 
que eventualmente venham a ser arrecadados durante o período de vigência da lei 
orçamentária deixarão de ser considerados receita orçamentária e passarão a ser receita 
extraordinária. 
247.FCC-AnalistaAdm-TRF3/2016. No que se refere às receitas públicas, a Lei nº 
4.320/1964 estabelece que o superávit do orçamento corrente resultante do balanceamento 
dos totais das receitas e despesas correntes não constitui item de receita orçamentária. 
248.FGV-ContadorPGE-RO/2015. Sobre receita pública. Não podem ser reconhecidas 
como orçamentária: cancelamento de despesas inscritas em restos a pagar; depósitos em 
garantia; operações de crédito por antecipação de receita; superávit financeiro apurado no 
balanço patrimonial. 
Comentários 
Segundo Paludo (2017) “As receitas orçamentárias correspondem às entradas de 
recursos que o Estado utiliza para financiar seus gastos, para aplicação em programas e 
ações governamentais, incorporando-se ao patrimônio do ente público. 
Toda receita prevista na LOA é orçamentária, mas nem toda receita orçamentária está 
prevista na LOA. As despesas devem ser necessariamente autorizadas, enquanto que 
para as receitas basta apenas a estimativa. 
Do ponto de vista orçamentário todo ingresso nos cofres públicos é receita - exceto: ARO, 
emissão de papel-moeda, entradas compensatórias, e saldos oriundos do superávit 
financeiro e de restos a pagar”. 
Portanto, em harmonia com o texto acima temos as seguintes respostas: as questões 
243a245 estão corretas: todo ingresso de recursos é considerado receita – mesmo que não 
esteja previsto na LOA e mesmo que seja operação de crédito; a questão 246 está errada: 
tanto a receita prevista como a receita superior não prevista, se arrecadadas serão 
PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 
 
75 
 
consideradas receita orçamentária; e as questões 247e248 estão corretas: trazem 
exatamente os itens que não são considerados receita orçamentária. 
249.CONSULPLAN-AnalistaAdm-TRE-MG/2013. Os ingressos de recursos financeiros nos 
cofres do Estado denominam-se Receitas Públicas. Operações Intraorçamentárias são 
aquelas realizadas entre órgãos e demais entidades da Administração Pública integrantes 
do orçamento fiscal e do orçamento da seguridade social do mesmo ente federativo, por 
isso, não representam novas entradas de recursos nos cofres públicos do ente, mas apenas 
movimentação de receitas entre seus órgãos. 
250.CESPE-ACE-TCU/2013. Sobre receita pública. Na consolidação das contas nacionais, 
a Secretaria do Tesouro Nacional excluirá as operações intergovernamentais, para evitar 
dupla contagem de despesas, receitas, ingressos e dispêndios do setor público. 
251.CESPE-EspecialistaGestão-TELEBRAS/2015. A respeito do orçamento público. As 
receitas intraorçamentárias são receitas correntes, pertencentes a terceiros, arrecadadas 
pelo ente público exclusivamente para fazer face às exigências contratuais pactuadas para 
posterior devolução. 
252.FCC-ConselheiroTCM-RJ/2015. Sobre receitas públicas. Receitas correntes e de 
capital intraorçamentárias constituem novas categorias econômicas da receita orçamentária. 
Comentários 
Segundo Paludo (2017) “Receitas intraorçamentárias são as receitas oriundas de 
operações realizadas entre órgãos, fundos, autarquias, fundações públicas, empresas 
estatais dependentes e demais entidades da Administração Pública integrantes do 
Orçamento Fiscal e da Seguridade Social de uma mesma esfera de Governo. 
As receitas intraorçamentárias constituem contrapartida das despesas realizadas na 
modalidade de Aplicação 91 – Aplicação Direta Decorrente de Operação entre Órgãos, 
Fundos e Entidades Integrantes dos Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social. Dessa 
forma, na consolidação das contas públicas, essas despesas e receitas poderão ser 
identificadas, de modo que se anulem os efeitos de duplas contagens decorrentes de 
sua inclusão no orçamento. 
Portanto, as receitas intraorçamentárias não representam novas entradas de recursos 
nos cofres públicos do ente, mas apenas remanejamento de receitas entre órgãos e 
entidades do Orçamento Fiscal e da Seguridade Social. Elas têm a mesma função da 
receita original; diferem apenas pelo fato de destinarem-se ao registro de receitas 
provenientes de órgãos pertencentes à mesma esfera de Governo”. 
Portanto, em harmonia com o texto acima temos as seguintes respostas: as questões 249 e 
250 estão corretas: operações Intraorçamentárias são realizadas entre órgãos e entidades 
integrantes do orçamento fiscal e da seguridade social do mesmo ente federativo – e foram 
criadas para evitar dupla contagem de receitas e despesas do setor público; e as questões 
251 e 252 estão erradas: as receitas intraorçamentárias não pertencem a terceiros, não 
estão sujeitas a devolução e não constituem novas categorias econômicas da receita. 
253.FCC-Contador-TRF3/2016. Sobre as formas de ingresso de receita, nos termos do 
Decreto nº 93.872/1986, considera-se receita orçamentária da União todo e qualquer 
ingresso que tenha sido decorrente, produzido ou realizado direta ou indiretamente pelos 
órgãos competentes, na forma originária ou derivada. 
254.FGV-ContadorPGE-RO/2015. Na elaboração do orçamento, a conceituação e a 
previsão adequada de receitas são consideradas fatores significativos, pois são 
determinantes na fixação dos limites de despesas, uma vez que as receitas arrecadadas 
durante o exercício podem serdestinadas para a cobertura das despesas. Uma 
PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 
 
76 
 
característica exclusiva das receitas orçamentárias é que representam disponibilidades de 
recursos. 
255.ACCESS-Tesoureiro-Municipal-RJ/2020. De acordo com a lei 4.320/64, analise a 
alternativa a seguir: O superávit do orçamento corrente resultante do balanceamento dos 
totais das receitas e despesas correntes constituirá item de receita orçamentária. 
256.CESPE-AnalistaAdministrativo-STJ/2015. Referentes a conceitos e normas aplicáveis 
à receita pública. Empréstimos tomados pelo poder público para atender eventuais 
insuficiências de caixa, até que se regularize o fluxo de receitas previstas, representam 
entradas compensatórias e, como tal, são ingressos extraorçamentários, que constituem 
passivos exigíveis. 
257.CESPE-EspecialistaFinanças-TELEBRÁS/2015. Acerca da estrutura para alocação 
de recursos, e classificação orçamentária. Considere que, no edital de licitação para venda 
de ativos de determinado ente público da administração direta, conste a obrigatoriedade de 
depósitos em caução por parte dos interessados. Nesse caso, esses valores deverão ser 
considerados ingressos extraorçamentários, visto que são recursos financeiros de caráter 
temporário e relativos a valores não componentes da lei orçamentária. 
Comentários 
Segundo Paludo (2020) “Do ponto de vista orçamentário, as receitas podem ser 
classificadas em: 
1.Orçamentárias: para os manuais de Receita Nacional e de Contabilidade STN/SOF, na 
União, em algumas transações, há o registro da receita orçamentária mesmo não havendo 
ingressos efetivos, devido à necessidade de autorização legislativa para sua realização. 
Assim, existem receitas orçamentárias que não ingressam nos cofres públicos. É o 
caso da aquisição financiada de bens, que são operações de crédito, classificadas como 
receitas orçamentárias de capital. 
Para a SOF as receitas orçamentárias correspondem às entradas de recursos que o 
Estado utiliza para financiar seus gastos, para aplicação em programas e ações 
governamentais. Esse manual coloca como ingressos orçamentários as receitas efetivas e 
não efetivas, e as originárias e derivadas. A receita orçamentária pode ou não estar 
prevista no orçamento, e possui caráter não devolutivo. É um fato contábil modificativo 
aumentativo, pois não existe obrigação de devolução do recurso, que passa a integrar 
definitivamente o patrimônio público. 
Assim, a receita, pelo enfoque orçamentário, corresponde a todos os ingressos 
disponíveis para cobertura das despesas públicas, em qualquer esfera governamental. 
São considerados ingressos todas as entradas, em certo período de tempo, que o Estado 
utiliza para financiar seus gastos, podendo ou não se incorporar ao seu patrimônio. 
Do ponto de vista orçamentário todo ingresso nos cofres públicos é receita - exceto: ARO, 
emissão de papel-moeda, entradas compensatórias, e saldos oriundos do superávit 
financeiro e de restos a pagar. 
2.Extraorçamentárias. Para a SOF, os ingressos possuem caráter temporário, não se 
incorporando ao patrimônio público. Tais receitas não integram o Orçamento Público e 
constituem passivos exigíveis do ente, de tal forma que o seu pagamento não está 
sujeito à autorização legislativa. Ex.: depósito em caução, Antecipação de Receitas 
Orçamentárias – ARO, emissão de moeda e outras. 
Para a STN, os ingressos extraorçamentários são aqueles pertencentes a terceiros, 
arrecadados pelo ente público exclusivamente para fazer face às exigências contratuais 
pactuadas para posterior devolução”. 
PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 
 
77 
 
Portanto, em harmonia com o texto acima temos as seguintes respostas: as questões 
253e254 estão corretas: todo e qualquer ingresso na forma de receira originária ou 
derivada é receita orçamentária, que são disponibilidades para custear despesas públicas; a 
255 está errada: o superávit não constitui item de receita orçamentária (explicações na 
classificação por natureza); as questões 256e257 estão corretas: empréstimos para 
atender insuficiências de caixa são ARO, que são passivos exigíveis sujeitos à devolução; 
assim como os depósitos em cauções, que são entradas compensatórias no ativo e passivo 
financeiro. 
258.ESAF-Contador-FNI/2016. Acerca das receitas públicas, analise a afirmativa: Receitas 
orçamentárias são ingressos de recursos financeiros que se incorporam definitivamente ao 
patrimônio público, pois pertencem à entidade que os recebe. Também são chamadas de 
receitas efetivas. 
259.CESPE-AnalistaContábil-MP-PA/2020. Em relação ao conceito e à classificação das 
receitas públicas, analise a afirmativa: receitas efetivas resultam em aumento na situação 
patrimonial líquida da administração pública. 
Comentários 
Segundo Paludo (2020) “Receitas orçamentárias são receitas efetivas. Receita pública 
efetiva – é aquela em que o ingresso dos recursos não foi precedido de registro de 
reconhecimento do direito e não constituem obrigações correspondentes. Essas receitas 
alteram positivamente a situação líquida patrimonial no momento do reconhecimento da 
receita. Trata-se de um fato contábil modificativo aumentativo. 
Receita Pública Não Efetiva – é aquela em que o ingresso dos recursos foi precedido de 
registro do reconhecimento do direito. Essas receitas não alteram a situação líquida 
patrimonial – há uma simples troca de elementos patrimoniais. Trata-se de um fato 
permutativo, denominado mutação passiva.” 
Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, as duas questões estão 
corretas. 
260.CESPE-AgteAdministrativo-PF/2014. Em relação à receita. A classificação da receita 
quanto à natureza visa identificar a origem do recurso que ingressa nos cofres públicos 
segundo o fato gerador, servindo para análise do impacto dos investimentos 
governamentais na economia. 
261.ESAF-AnalistaPO-MPOG/2015. A respeito da origem e classificação dos recursos 
arrecadados pelo Estado no processo orçamentário federal, é correto afirmar: a natureza de 
receita orçamentária busca identificar a origem do recurso segundo seu fato gerador. 
Comentários 
Segundo Paludo (2017) “A classificação segundo a natureza surgiu em atendimento ao § 1º 
do art. 8º da Lei nº 4.320/1964, combinado com o art. 11, que estabelece que a receita será 
discriminada e identificada por números de código decimal. Eles refletem o fato gerador 
que ocasionou o ingresso dos recursos nos cofres públicos. 
A classificação da receita por natureza busca a melhor identificação da origem do recurso 
segundo seu fato gerador. O primeiro item da classificação é por categoria econômica, 
utilizada para mensurar o impacto das decisões do Governo na economia nacional 
(formação de capital, custeio, investimentos etc)”. 
Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, as duas questões estão 
corretas. 
262.FGV-TécnicoAdministrativo-TJCE/2020. De acordo com o Manual de Contabilidade 
aplicada ao Setor Público, na classificação da receita por natureza, o último dígito 
PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 
 
78 
 
corresponde ao tipo, que tem a finalidade de identificar o tipo de arrecadação a que se 
refere aquela natureza: conforme a codificação: 1 1 1 3.01.1 1. Nesse caso, o dígito 
correspondente ao tipo indica que se trata do valor referente a: 
A) receita principal; 
B) dívida ativa da receita principal; 
C) multa e juros da receita principal; 
D) multa e juros da dívida ativa da receita principal; 
E) montante da receita principal acrescido de multa e juros da respectiva receita. 
263.FGV-AnalistaAdministrativo-MP-RJ/2020. A nova estrutura de codificação das 
naturezas de receita estabelecida pela Portaria nº 05, de 25 de agosto de 2015, acrescentou 
a categoria Tipo, que tem a finalidade de identificar o tipo de arrecadação a que se refereaquela natureza. Nessa categoria, o dígito 3 representa dívida ativa da receita principal. 
Comentários 
Segundo Paludo (2020) “A classificação por natureza é composta por oito dígitos que 
correspondem a seis níveis, e podem ser memorizados pela palavra COEDT, composta pela 
letra inicial de cada nível. 
Segundo o MTO/SOF, o tipo correspondente ao último dígito na natureza de receita e tem 
a finalidade de identificar o tipo de arrecadação a que se refere aquela natureza, sendo: 
“0”, quando se tratar de natureza de receita não valorizável ou agregadora; “1”, quando se 
tratar da arrecadação Principal da receita; “2”, quando se tratar de Multas e Juros de Mora 
da respectiva receita; “3”, quando se tratar de Dívida Ativa da respectiva receita; e “4”, 
quando se tratar de Multas e Juros de Mora da Dívida Ativa da respectiva receita. 
Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, na questão 262 a 
alternativa A é a resposta, e a questão 263 está correta. 
264.IMPARH-Advogado-PMF/2020. De acordo com os conceitos estabelecidos pela Lei nº 
4.320/64, a receita classificar-se-á nas seguintes categorias econômicas: Receitas 
Correntes e Receitas de Capital. 
265.CESPE-AnalistaAdministrativo-ANP/2013. Sobre receita pública. Segundo as 
categorias econômicas, as receitas podem ser classificadas em receitas correntes ou 
receitas de capital. 
266.CESPE-AuditorFUB/2015. Acerca do orçamento público e classificações orçamentárias 
da receita. Sob a ótica econômica, as receitas estão divididas em receitas correntes e de 
capital. 
267.ESAF-AnalistaPO-MPOG/2015. A principal característica que diferencia receitas 
correntes de receitas de capital é: ambas têm o poder de aumentar a disponibilidade 
financeira do Estado, porém, as receitas de capital, na sua maioria, não provocam efeitos 
sobre o patrimônio líquido. 
Comentários 
Segundo Paludo (2017) “As categorias econômicas correntes e capital, estabelecidas no 
art. 11 da Lei nº 4.320/1964, foram detalhadas pela Portaria Interministerial STN/SOF nº 
338/2006, em: Receitas Correntes Intraorçamentárias e Receitas de Capital 
Intraorçamentárias. Assim, existem apenas duas categorias econômicas, mas que 
apresentam números de identificação diferentes se forem receitas intraorçamentárias: 
1 – receitas correntes; e 7 – receitas correntes intraorçamentárias; 
2 – receitas de capital; e 8 – receitas de capital intraorçamentárias. 
PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 
 
79 
 
As receitas correntes não decorrem de uma mutação patrimonial, ou seja, são receitas 
efetivas que alteram a situação líquida patrimonial, podendo ter origem tanto nas receitas 
originárias quanto nas receitas derivadas. 
As receitas de capital representam permutações patrimoniais que nada acrescentam ao 
patrimônio público, só ocorrendo uma troca de elementos patrimoniais, isto é, há um 
aumento no sistema financeiro pela entrada de recursos e uma baixa no sistema 
patrimonial pela saída de um bem ou direito, exceto as transferências de capital”. 
Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, todas as questões estão 
corretas. 
268.FCC-Técnico-TRT14/2016. Com relação à classificação da receita orçamentária, a 
Origem é o detalhamento das Categorias Econômicas com vistas a identificar a natureza da 
procedência das receitas no momento em que ingressam no Orçamento Público. São 
Origens de receitas orçamentárias: receita de operações de crédito e patrimonial; 
transferências correntes e transferências de capital. 
Comentários 
Segundo Paludo (2017) “A origem é um detalhamento da classificação econômica, das 
receitas correntes e de capital. Tem por objetivo identificar a origem das receitas no 
momento em que elas ingressam no patrimônio público. 
No caso das receitas correntes, a origem pode ser: receita tributária; receita de 
contribuições; receita patrimonial; receita agropecuária; receita industrial; receita de 
serviços; transferências correntes; e outras receitas correntes. Tratando-se das receitas 
de capital, a origem pode ser: operações de crédito; alienação de bens; amortização 
de empréstimos; transferências de capital; outras receitas de capital”. 
Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, a questão está correta 
tanto no conceito de “origem” como nos exemplos citados de origens de despesas 
correntes e despesas de capital. 
269.QUADRIX-ADMINISTRADOR-CFO/2020. No que se refere as receitas públicas, julgue 
o item: São consideradas como receitas correntes as tributárias, as de contribuições, a 
patrimonial, a agropecuária, a industrial, a de serviços e, ainda, as provenientes de recursos 
financeiros recebidos de outras pessoas de direito público ou privado, quando destinadas a 
atender despesas classificáveis em Despesas Correntes. 
270.CESPE-Administrador-ENAP/2015. No que diz respeito a receitas e despesas 
públicas. Se determinada entidade da administração pública realizar venda de mercadorias 
inerentes à sua atividade principal, então o produto da venda deverá ser classificado como 
receita corrente de serviços. 
271.FCC-ACE-SÃOLUIS-MA/2015. Na lei orçamentária, para o exercício de 2015, de 
determinado Município da região nordeste, entre outras, consta a previsão de arrecadação 
de impostos inscritos na dívida ativa. Com relação ao detalhamento das Categorias 
Econômicas das Receitas Orçamentárias, a arrecadação de impostos inscritos na dívida 
ativa é classificada na Origem de receita: outras receitas correntes. 
272.FGV-AnalistaOrçamento-IBGE/2016. Na origem de receita denominada “Outras 
Receitas Correntes” enquadram-se as espécies de recursos, arrecadados pelo ente público, 
não vinculados às demais origens previstas em lei. Uma espécie de receita vinculada à 
origem “Outras Receitas Correntes” é a receita da dívida ativa. 
273.FCC-AnalistaContábil-TRT23/2016. Sobre receita pública. Considerando os tipos de 
receita, são classificadas como receitas correntes as tributárias, patrimoniais, industriais, de 
contribuições, de serviços. 
PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 
 
80 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2020) “Receitas correntes são os ingressos de recursos que aumentam 
as disponibilidades financeiras do Estado, oriundos das atividades operacionais - para 
aplicação em despesas de custeio/manutenção das atividades em geral, à implementação 
de políticas públicas e ao alcance dos objetivos dos programas e ações do Governo. 
Nas receitas correntes, a origem pode ser: receita tributária; receita de contribuições; 
receita patrimonial; receita agropecuária; receita industrial; receita de serviços; 
transferências correntes; e outras receitas correntes. 
As receitas tributárias compreendem os impostos, taxas e contribuições de melhoria. 
São Receitas de Contribuições: Contribuições Sociais, Contribuições de Intervenção no 
Domínio Econômico, Contribuições de Interesse das Categorias Profissionais ou 
Econômicas, Contribuição para Custeio de Iluminação Pública (aplicável a municípios e ao 
Distrito Federal). 
Receita de serviços. é o ingresso proveniente da prestação de serviços pelo ente público 
de transporte, saúde, comunicação, portuário, armazenagem, de inspeção e fiscalização, 
judiciário, processamento de dados, e outros serviços. 
Outras receitas correntes. São os ingressos correntes provenientes de outras origens não 
classificáveis nos níveis anteriores, e que, na sua essência, se destinam a atender 
despesas correntes. Ex.: indenizações, multas, juros de mora sobre tributos, contribuições, 
dívida ativa etc”. 
Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, todas as questões estão 
corretas e tem resposta direta no texto acima. 
274.FUNDATEC-AgenteAdministrativo-GRAMADO/2019. Analise a afirmativa em relação 
às características da Receita Pública e suas classificações: Os ingressos financeiros 
oriundos de operações de crédito, alienação de bens e amortizaçãode empréstimos são 
receitas de capital. 
275.ACCESS-Tesoureiro-Municipal-RJ/2020. De acordo com a lei 4.320/64, analise a 
alternativa a seguir: São receitas de capital as provenientes da realização de recursos 
financeiros oriundos da conversão, em espécie, de bens e direitos. 
276.CESPE-AuditorFUB/2015. Acerca do orçamento público e classificações 
orçamentárias. Sob a ótica econômica, as receitas estão divididas em receitas correntes e 
de capital, abrangendo estas últimas as operações de credito, a alienação de bens, a 
amortização de empréstimos, as transferências de capital e outras receitas de capital. 
277.CESPE-AnalistaAdministrativo-TRE-PI/2016. Acerca das receitas públicas. Apresenta 
corretamente uma receita econômica cuja origem a classifica como receita de capital: 
amortização de empréstimos. 
278.VUNESP-Contador-TJ-SP/2015. Sobre receita pública. As receitas de operações de 
crédito; de alienação de bens móveis e imóveis; e de amortização de empréstimos 
concedidos serão classificadas como receitas de capital. 
279.FCC-TécnicoControleExterno-TC-CE/2015. Acerca de receita pública. As receitas de 
amortização de empréstimos concedidos e operações de crédito são classificadas, 
respectivamente, como receitas de capital e de capital. 
Comentários 
Segundo Paludo (2020) “Receitas de capital são as receitas que alteram o patrimônio 
duradouro do Estado. São os ingressos de recursos financeiros oriundos de atividades 
PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 
 
81 
 
geralmente não operacionais para aplicação em despesas operacionais, correntes ou de 
capital, visando cumprir os objetivos traçados nos programas e ações de Governo. 
As origens das receitas de capital podem ser: operações de crédito; alienação de bens; 
amortização de empréstimos; transferências de capital; outras receitas de capital”. 
Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, todas as questões estão 
corretas e trazem origens das receitas de capital. 
280.CESPE-AUDITOR-SEFAZ-AL/2020. A respeito de receitas públicas, julgue o item: O 
superávit do orçamento corrente resultante do balanceamento dos totais das receitas e 
despesas correntes é classificado como receita de capital e não constitui item da receita 
orçamentária. 
Comentários 
Segundo Paludo (2020) “O superávit do Orçamento Corrente, resultante do 
balanceamento dos totais das receitas e despesas correntes, apurado no balanço 
orçamentário - não constituirá item de receita orçamentária. 
Esse superávit do Orçamento Corrente é classificado como receita de capital porque 
a receita corrente se esgota dentro do exercício financeiro. É extraorçamentária porque foi 
arrecadada em um exercício e será utilizada num exercício posterior.” 
Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, a questão está correta. 
Obs.: Na questão 280, como tantas outras, o texto da questão é quase igual ao conteúdo 
do livro, o que sugere que foi elaborada a partir do livro Orçamento Público/Afo/Lrf. 
281.CESPE-AnalistaContábil-MP-PA/2020. No que diz respeito às classificações das 
receitas públicas, julgue o item: As receitas tributárias são consideradas receitas originárias. 
282.FGV-Administrador-TJ-RO/2015. As receitas públicas arrecadadas por meio da 
exploração de atividades econômicas pela administração pública, decorrentes de rendas do 
patrimônio mobiliário e imobiliário do Estado (receita de aluguel), de preços públicos, de 
prestação de serviços comerciais e de venda de produtos industriais ou agropecuários são 
denominadas: originárias. 
283.CESPE-AnalistaAdministrativo-ANTT/2013. A classificação das receitas e despesas 
públicas em originárias e derivadas, que não é normatizada pela legislação, restringe-se ao 
estudo acadêmico do orçamento, não sendo utilizada como classificador oficial da receita 
pública. 
Comentários 
Segundo Paludo (2020) “Receita Originária – é a receita efetiva oriunda das rendas 
produzidas pelos ativos do Poder Público, pela cessão remunerada de bens e valores 
(aluguéis e ganhos em aplicações financeiras), ou aplicação em atividades econômicas 
(produção, comércio ou serviços). Podem ser subclassificadas em: I–Patrimoniais: 
receitas que provêm das rendas geradas pelo patrimônio do próprio Estado (mobiliário e 
imobiliário). Ex.: receitas de aluguéis, receitas decorrentes das vendas de bens e as 
operações de crédito. Incluem-se também as decorrentes de pagamento de royalties pela 
exploração do seu patrimônio por concessionários e permissionários de serviços públicos. 
II– Empresariais: são aquelas provenientes das atividades realizadas pelo Estado como 
empresário, seja no âmbito comercial, industrial ou de prestação de serviços. 
Receita Derivada – é a receita efetiva obtida pelo Estado em função de sua soberania, por 
meio de tributos, penalidades, indenizações e restituições. As receitas derivadas são 
formadas por receitas correntes, segundo a classificação da receita por categoria 
econômica. Ex.: receita tributária, receita de contribuições etc. 
PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 
 
82 
 
Embora utilizada no meio acadêmico, a diferenciação origináriaXderivada não é utilizada 
como classificação oficial da receita pelo poder público”. 
Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, a questão 281 está errada e 
as questões 282e283 estão corretas. 
284.CESPE-AnalistaAdministrador-MP-CE/2020. A respeito da receita e da despesa 
públicas, julgue o item: A classificação da receita pública por fonte de recursos indica se ela 
pertence ao exercício corrente ou a exercícios anteriores. 
Comentários 
Segundo Paludo (2020) “Classificação por grupo-fonte. Esta classificação divide os 
recursos em: originários do Tesouro ou de Outras Fontes; e fornece a indicação sobre o 
exercício em que foram arrecadados, se corrente ou anterior.” 
Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, a questão está correta. 
285.FCC-AnalistaCE-TC-AM/2013. Sobre os procedimentos contábeis orçamentários, 
analise os itens a seguir: 
I. O código de fonte/destinação de recursos, para a receita orçamentária, tem a finalidade de 
indicar a destinação de recursos para a realização de determinadas despesas 
orçamentárias. Para a despesa orçamentária, indica a origem dos recursos que estão sendo 
utilizados. 
II. Destinação Ordinária é o processo de vinculação entre a origem e a aplicação de 
recursos, em atendimento às finalidades específicas estabelecidas pelos mandamentos 
legais. 
III. O controle das disponibilidades financeiras por destinação/fonte de recursos deve ser 
feito somente durante a execução orçamentária. 
Comentários 
I-Verdadeira. Segundo Paludo (2017) “O código da destinação exerce dois papéis: para a 
receita indica a destinação dos recursos arrecadados; para a despesa indica a origem dos 
recursos que garantirão as despesas”. 
II-Falsa. Na destinação ordinária não há vinculação entre origem e aplicação. “Destinação 
ordinária - é o processo de alocação livre entre a origem e a aplicação de recursos, para 
atender a quaisquer finalidades” (Paludo, 2017). 
III-Falsa. Segundo Paludo (2017) “Todos os entes da Federação devem controlar a 
destinação de recursos, haja vista a existência de vinculações para todos eles. Esse 
controle das disponibilidades financeiras por destinação/fonte de recursos deve ser feito 
desde a elaboração do orçamento até a sua execução”. 
286.FUNDEP-TécnicoContabil-BC-MG/2020. A receita orçamentária passa por 
determinados estágios, que são os passos que evidenciam o comportamento da receita e 
facilitam o conhecimento e a gestão dos ingressos de recursos. Esses estágios são: 
Previsão, Lançamento, Arrecadação e Recolhimento. 
287.CEBRASPE-Auditor-SEFAZ-AL/2020. Com relação às etapas e estágios das receitas 
públicas e das despesas públicas, e suas categorias, julgue o item: Em alguns casos, a 
cronologia das etapas da receitaorçamentária — previsão, lançamento, arrecadação e 
recolhimento — não precisa necessariamente ser observada, uma vez que nem todas as 
etapas ocorrem para todos os tipos de receitas orçamentárias. 
Comentários 
PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 
 
83 
 
Segundo Paludo (2020) “Em termos de gestão, a receita orçamentária é classificada em 
duas etapas: planejamento e execução. As “etapas” da receita pública são novidades 
trazidas pelos Manuais de Receita Nacional, de Contabilidade, e de Orçamento, da 
STN/SOF, e não se confundem com os “estágios” da receita: previsão, lançamento, 
arrecadação e recolhimento. 
Nem todas as receitas percorrem o estágio do lançamento. De acordo com o art. 52 da 
Lei nº 4.320/1964, são objeto de lançamento: os impostos diretos e quaisquer outras 
rendas com vencimento determinado em lei, regulamento ou contrato.” 
Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, a questão está correta. 
288.ESAF-Contador-FNI/2016. No que se refere às etapas da receita orçamentária, analise 
a afirmativa: A receita orçamentária possui três etapas: planejamento, previsão e execução. 
A etapa da execução ainda pode ser dividida em dois estágios: lançamento e arrecadação. 
289.FGV-AdministradorFUNARTE/2014. A respeito da receita pública, analise: os três 
estágios da realização da receita orçamentária são lançamento, arrecadação e 
recolhimento. 
Comentários 
Segundo Paludo (2017) “Em termos de gestão, a receita orçamentária é classificada em 
duas etapas: planejamento e execução. As “etapas” da receita pública são novidades 
trazidas pelos Manuais de Receita Nacional, de Contabilidade, e de Orçamento, da 
STN/SOF, e não se confundem com os “estágios” da receita. 
A receita pública, desde a sua inclusão na proposta orçamentária até o seu recolhimento ao 
caixa único do Tesouro Nacional, percorre estágios ou fases. A etapa de execução 
compreende os “estágios” da Receita Orçamentária Pública na forma prevista na Lei nº 
4.320/1964: lançamento, arrecadação e recolhimento”. 
Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, a questão 288 está errada 
tanto em relação as etapas quanto em relação aos estágios da etapa execução; e a questão 
289 está correta: para a lei 4.320/1964 os “estágios” da receita orçamentária são apenas 
três: lançamento, arrecadação e recolhimento. 
290.CESPE-ACE-TC-PE/2017. Com relação as receitas públicas, julgue o item: A previsão 
de arrecadação na lei orçamentária anual é obrigatória e constitui condição para que uma 
receita seja classificada como orçamentária. 
Comentários 
Segundo Paludo (2017) “Em termos de importância e aspectos legais, a receita pública 
demanda menos interesse que a despesa pública ... As despesas devem ser 
necessariamente autorizadas, enquanto que para as receitas basta apenas a estimativa; 
as despesas não podem ultrapassar o valor autorizado, salvo mediante crédito adicional, 
mas as receitas podem ultrapassar a previsão sem restrição nenhuma”. 
Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, a questão está errada: 
mesmo se não previstas as receitas podem ser arrecadadas. 
291.ACCESS-ACI-RJ/2020. Em conformidade com o que prevê a Lei nº 4.320/64, as 
previsões de receitas constarão na lei orçamentária anual e em seus anexos, incluindo a 
receita arrecadada nos dois últimos exercícios anteriores, em que se elaboraram a proposta 
orçamentária e a receita prevista para o exercício atual. 
292.VUNESP-AuditorCI-PMSP/2015. No que diz respeito à previsão da receita pública, 
prevista na LRF: as previsões de receita considerarão os efeitos das alterações na 
legislação. 
PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 
 
84 
 
293.CESPE-AuditorFUB/2015. Quanto a execução financeira e orçamentária e estágios da 
despesa e receita pública. As alterações em índices oficiais de preços interferem no cálculo 
da previsão de receita orçamentária. 
294.CESPE-AnalistaControle-Adm-TCE-PR/2016. No que se refere a receitas públicas, 
suas classificações e características, analise a afirmativa: Na elaboração de sua proposta 
orçamentária, as unidades devem considerar o histórico de arrecadação de períodos 
anteriores, associado a aspectos legais que possam afetar a previsão, os índices de preços 
e o crescimento econômico. 
Comentários 
Segundo Paludo (2020) “A previsão da receita antecede a fixação da despesa; previsão é 
a estimativa de arrecadação da receita, constante da Lei Orçamentária Anual – LOA, que 
resulta da metodologia de projeção de receitas orçamentárias. A metodologia utilizada pelo 
Governo Federal está baseada na série histórica de arrecadação dos últimos anos ou 
meses anteriores, ajustada por parâmetros de variação de preços, de quantidade dos 
bens produzidos ou de alguma mudança de aplicação de alíquota em sua base de cálculo. 
Resumindo: considera-se a série histórica; as mudanças ocorridas na legislação 
(alteração de alíquotas); a previsão de crescimento da economia (quantidade a ser 
produzida); e a taxa de inflação (que afetará os preços)”. 
Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, as questões estão corretas: 
a previsão inclui as receitas dos dois últimos exercícios mais a do exercício atual (291); a 
previsão da receita considera a alteração da legislação (292); assim como as alterações nos 
índices de preços (293); e consideram o histórico de anos anteriores, aspectos legais, 
índices de preços, e crescimento econômico (294). 
295.FGV-TÉCNICOADMINISTRATIVO-TJCE/2020. No processo de registro dos estágios 
da receita orçamentária, os procedimentos que envolvem a verificação da procedência do 
crédito fiscal e a pessoa que lhe é devedora, e a inscrição do débito desta, corresponde ao 
lançamento. 
296.MSC-Tesoureiro-RJ/2021. Conforme a Lei nº 4320/64, no Capítulo II, da Receita, 
analise a afirmativa: O lançamento da receita é ato da repartição competente, que verifica a 
procedência do crédito fiscal e a pessoa que lhe é devedora e inscreve o débito desta. 
297.FCC-Auditor-TCE-AM/2015. Sob a óptica do Direito Financeiro, e de acordo com o que 
estabelece a Lei Federal nº 4.320/1964, o lançamento da receita é o ato da repartição 
competente e tem por finalidade, verificar a procedência do crédito fiscal, verificar a pessoa 
que é devedora desse crédito e inscrever o débito desse devedor. 
Comentários 
Segundo Paludo (2017) “Para a Lei nº 4.320/1964, art. 53, o lançamento da receita é o 
ato da repartição competente, que verifica a procedência do crédito fiscal e a pessoa que 
lhe é devedora, e inscreve o débito desta.” 
Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, as questões estão corretas. 
298.CESPE-AnalistaAdministrativo-SGES/2013. Em relação a receita pública. A 
arrecadação, um dos estágios da receita pública, caracteriza-se pela transferência ou pelo 
depósito das obrigações dos contribuintes em favor do Tesouro Nacional. 
299.FUNDEP-TécnicoContabil-BC-MG/2020. A receita orçamentária passa por 
determinados estágios, que são os passos que evidenciam o comportamento da receita e 
facilitam o conhecimento e a gestão dos ingressos de recursos. A esse respeito, analise: 
Arrecadação corresponde ao pagamento pelos contribuintes ou devedores, por meio dos 
agentes arrecadadores ou instituições financeiras autorizadas pelo ente. 
PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 
 
85 
 
300.FUNDEP-TécnicoContabil-BC-MG/2020. A receita orçamentária passa por 
determinados estágios, que são os passos que evidenciam o comportamento da receita e 
facilitam o conhecimento e a gestão dos ingressos de recursos. Recolhimento é a 
transferência dos valores arrecadados à conta específica do Tesouro, responsável pela 
administração e controle da arrecadação e programação financeira. 
301.CESPE-AnalistaAdministrador-MP-CE/2020. A respeito de receitas públicas e 
considerando uma compra realizadaem 31/12/2019 e paga 30 dias após a entrega, julgue o 
item: O estágio do recolhimento da despesa foi concretizado em 2019. 
Comentários 
Segundo Paludo (2017) “A Arrecadação corresponde ao momento que o contribuinte 
comparece ao banco e efetua o pagamento da obrigação. Para a STN, é a entrega, 
realizada pelos contribuintes ou devedores, aos agentes arrecadadores ou bancos 
autorizados pelo ente, dos recursos devidos ao Tesouro. 
De acordo com o Manual de Procedimentos da Receita Pública, recolhimento é a 
transferência dos valores arrecadados à conta específica do Tesouro, responsável 
pela administração e controle da arrecadação e programação financeira, observando o 
Princípio da Unidade de Caixa, representado pelo controle centralizado dos recursos 
arrecadados em cada ente”. 
Portanto, em harmonia com o texto acima temos as seguintes respostas: a questão 298 
está errada: arrecadação é o pagamento em instituições autorizadas e não a transferência 
para o tesouro; a 299 está correta: arrecadação corresponde ao pagamento pelos 
contribuintes ou devedores; a 300 está correta: recolhimento é a transferência dos valores 
à conta única, é o último estágio e obedece ao princípio da unidade de caixa; e a 301 está 
errada em todos os sentidos: trata-se de uma “compra”, que é uma despesa e não uma 
receita. 
302.VUNESP-AuditorCI-PMSP/2015. No que tange à cronologia, as etapas da receita 
orçamentária seguem a ordem de ocorrência dos fenômenos econômicos, levando em 
consideração o modelo de orçamento existente no país e a tecnologia utilizada. Dessa 
forma, a ordem sistemática dessa cronologia é previsão, lançamento, arrecadação e 
recolhimento. 
Comentários 
Segundo Paludo (2017) “De acordo com os manuais, as etapas da receita orçamentária 
seguem a ordem de ocorrência dos fenômenos econômicos, levando-se em 
consideração o modelo de orçamento existente no País e a tecnologia utilizada. Dessa 
forma, a ordem sistemática inicia-se com a previsão e termina com o recolhimento. 
Etapa do planejamento ... estágio da previsão ...; Etapa da execução ... estágios 
lançamento, arrecadação e recolhimento ...”. 
Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, a questão está correta. 
Obs.: Na questão 302, como tantas outras, o texto da questão é similar ao conteúdo do 
livro, o que sugere que foi elaborada a partir do livro Orçamento Público/Afo/Lrf. 
6.1 Dívida Ativa e Fundos 
303.CESPE-AnalistaAdministrador-MP-CE/2020. Determinado estado da Federação tem, 
a receber, o valor de um aluguel devido ao tesouro estadual, vencido e não pago no prazo 
legal. A partir dessa situação hipotética, julgue o item: O valor dessa dívida deverá ser 
inscrito na dívida ativa. 
PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 
 
86 
 
304.FUNDATEC-CONTADOR-IEP-RS/2020. Analise a seguinte afirmativa sobre dívida 
ativa: A Dívida Ativa Tributária é o crédito da Fazenda Pública dessa natureza, proveniente 
de obrigação legal relativa a tributos e respectivos adicionais e multas. A Dívida Ativa Não 
Tributária são os demais créditos da Fazenda Pública. 
305. VUNESP-AnalistaGestão-SUZANO/2016. O conjunto de créditos tributários e não 
tributários em favor da Fazenda Pública, não recebidos no prazo para pagamento definido 
em lei ou em decisão proferida em processo regular, inscrito pelo órgão ou entidade 
competente, após apuração de certeza e liquidez, refere-se à dívida ativa. 
306.VUNESP-Contador-TJ-SP/2015. Acerca da dívida ativa. São os créditos da Fazenda 
Pública de natureza tributária ou não tributária, exigíveis em virtude do transcurso do prazo 
para pagamento. Esses créditos são cobrados por meio da emissão de determinada 
certidão da Fazenda Pública da União, inscrita na forma da lei, com validade de título 
executivo. Isso confere a essa certidão caráter líquido e certo, embora se admita prova em 
contrário. 
307.CESPE-AnalistaAdministrativo-SGES/2013. Em relação à dívida ativa. A dívida ativa 
corresponde aos créditos da fazenda pública, tributários ou não, que, não pagos nos 
vencimentos, são inscritos em registro próprio, após apuradas sua liquidez e certeza. 
308.CESPE-Administrador-TCE-PA/2016. Julgue o item acerca de receita pública e dívida 
ativa. Os créditos a receber da dívida ativa, que são classificados no ativo, representam uma 
fonte potencial de fluxo de caixa. 
Comentários 
Segundo Paludo (2020) “A dívida ativa abrange todos os créditos da Fazenda Pública, cuja 
certeza e liquidez foram apuradas, por não terem sido pagos nas datas em que 
venceram. São créditos a receber classificados no ativo e representam uma fonte 
potencial de fluxo de caixa. 
A dívida ativa divide-se em tributária (oriunda de impostos, taxas e contribuições) e não 
tributária (oriunda dos demais direitos a receber). Ambas incluem juros, multas e 
atualizações, que formarão o valor principal. Para que uma dívida se torne “dívida ativa” é 
essencial que o crédito seja líquido e certo e esteja vencido. 
 O ato de inscrição em dívida ativa é ato jurídico, cuja finalidade é legitimar a origem do 
crédito em favor da Fazenda Pública, e revestir o procedimento dos requisitos jurídicos 
para as ações de cobrança. Após a inscrição, a CDA – Certidão de dívida ativa constitui-
se em título executivo extrajudicial que fundamentará a ação de cobrança a ser proposta, 
caso não haja o pagamento pela via administrativa”. 
Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, todas as questões estão 
corretas: 303, valor a receber, vencido e não pago no prazo legal, deve ser inscrito na 
dívida ativa; 304, traz conceitos corretos de dívida ativa tributária e dívida ativa não 
tributária; 305, créditos não recebidos no prazo, que gozam de certeza e liquidez, são 
inscritos em dívida ativa; 306, certidão de dívida ativa tem validade de título executivo para a 
ação de cobrança; 307, créditos podem ser tributários ou não; e 308, créditos de dívida ativa 
são fonte potencial de fluxo de caixa. 
Obs.: A questão 308, como centenas de outras questões – não citam meu nome – mas 
utiliza recorte de texto de meu livro Orçamento Público/Afo/Lrf. 
309.CESPE-GerenteProjetoMME/2013. No que se refere à abrangência e aos 
procedimentos de escrituração da dívida ativa da União. O pagamento da dívida ativa é 
escriturado como receita orçamentária do exercício financeiro. 
Comentários 
PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 
 
87 
 
Segundo Paludo (2017) “Os recebimentos de valores referentes à dívida ativa deverão ser 
classificados como receita orçamentária do exercício em que forem arrecadados, em 
contrapartida de uma conta de Variação Passiva que compensará a Variação Ativa 
registrada no momento da inscrição”. 
Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, a questão está correta: o 
pagamento/recebimento de dívida ativa é escriturado como receita orçamentária do 
exercício. 
310.CESPE-ACE-TC-RJ/2020. Em relação às receitas públicas, julgue o item: A receita da 
dívida ativa abrange créditos tributários e não tributários, sem o acréscimo de atualização 
monetária, multa e juros de mora, os quais serão contabilizados em rubricas próprias. 
311.MSC-AgenteContábil-RJ/2021. Acerca da dívida ativa. O termo de inscrição da dívida 
ativa, autenticado pela autoridade competente, indicará, obrigatoriamente: a quantia devida, 
os juros de mora acrescidos, e a origem e natureza do crédito. 
Comentários 
Segundo Paludo (2020) “A dívida ativa divide-se em tributária (oriunda de impostos, taxas 
e contribuições) e não tributária (oriunda dos demais direitos a receber). Ambas incluem 
juros, multas e atualizações, que serão contabilizados em rubricas próprias. 
As receitas de dívida ativa incluem, além do valor principal, a atualização monetária, a 
multa e os juros de mora.” 
Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, as duas questões estão 
corretas: a dívida ativa inclui a atualizaçãoe juros de mora. 
Obs.: A questão 310, como centenas de outras questões – não citam meu nome – mas 
utiliza recorte de texto de meu livro Orçamento Público/Afo/Lrf. 
311-A.CEBRASPE-Auditor-SEFAZ-RS/2018. A respeito dos fundos especiais de natureza 
contábil, analise a afitmativa: As receitas do fundo devem restringir-se ao produto da 
arrecadação de impostos. 
Comentários 
Segundo Paludo (2020) “Os fundos especiais são constituídos por um grupo de receitas 
especificadas por lei, que se vinculam à realização de determinados objetivos ou serviços. 
Trata-se de uma forma de gerir separadamente os recursos destinados a uma finalidade 
específica, em conformidade com os objetivos de política econômica, social ou 
administrativa do Governo. Ex.: Fundo do Regime Geral de Previdência Social. 
Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, a questão está errada: os 
fundos compõem-se de um “grupo de receitas”, como no exemplo citado. 
312.FUNDATEC-Auditor-CAGE-RS/2014. Acerca dos fundos especiais, analise a 
afirmativa: Constituem fundos de natureza contábil o recolhimento, a movimentação e 
controle de receitas e sua distribuição para a realização de objetivos ou serviços 
específicos, atendidas as normas de captação e utilização dos recursos que forem 
estabelecidas na lei de instituição do fundo. 
313.CESPE-AgenteAdministração-ABIN/2010. A respeito dos fundos. As condições para a 
instituição e o funcionamento dos fundos de natureza contábil só podem ser estabelecidas 
por meio de lei complementar. 
Comentários 
PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 
 
88 
 
Segundo Paludo (2017) “Os fundos, a partir de 1934, sempre estiveram presentes nos 
dispositivos constitucionais relacionados ao Orçamento Público, e somente podem ser 
instituídos mediante lei, conforme estabelece o artigo 167, IX, da CF/1988. 
Esses fundos são classificados em duas espécies: Os de natureza contábil são 
constituídos por disponibilidades financeiras evidenciadas em registros contábeis, 
destinados a atender a saques a serem efetuados diretamente contra o caixa do Tesouro 
Nacional. Os de natureza financeira são constituídos mediante movimentação de 
recursos de caixa do Tesouro Nacional para depósitos em estabelecimentos oficiais de 
crédito, segundo cronograma aprovado, destinados a atender aos saques previstos em 
programação específica. 
Há muita semelhança entre esses fundos. Para ter certeza se um fundo é de natureza 
contábil ou financeira, é necessário ler a lei que o instituiu.” 
Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, a questão 312 está correta e 
reflete um fundo de natureza contábil; e a questão 313 está errada porque basta uma lei 
ordinária para instituir um fundo, não há necessidade de lei complementar. 
314.UFPA-ProcuradorAutárquico/2012. Sobre os fundos especiais. Salvo determinação 
em contrário da lei que o instituiu, o saldo positivo do fundo especial apurado em balanço 
não será transferido para o exercício seguinte, a crédito do mesmo fundo. 
Comentários 
Segundo Paludo (2017) “Se houver saldo positivo apurado ao final de cada exercício 
financeiro, será transferido para o exercício seguinte, a crédito do mesmo fundo, salvo 
determinação em contrário da lei que o instituiu. 
A lei que instituir o fundo tem ampla liberdade para alterar os procedimentos padrão dos 
fundos quanto às normas de execução, ao controle, à prestação de contas e à aplicação do 
saldo dos recursos em outra finalidade”. 
Portanto, de forma clara, a questão está errada porque o saldo positivo do fundo especial 
deve ser transferido para o exercício seguinte, a crédito do mesmo fundo. 
Obs.: A questão 314, como centenas de outras questões – não citam meu nome – mas 
utiliza recortes de texto de meu livro Orçamento Público/Afo/Lrf. 
Capítulo 7. DESPESA PÚBLICA 
315.CESPE-Administrador-ENAP/2015. No que diz respeito a despesas públicas. Sob o 
enfoque patrimonial, a despesa pública é definida como um decréscimo nos benefícios 
econômicos durante o período contábil, sob a forma de saída de recursos ou redução de 
ativos ou incremento em passivos que resulte em decréscimo do patrimônio líquido. 
316.FCC-ProcuradorTCM-RJ/2015. Sobre despesas públicas. Despesas públicas são 
dispêndios do Estado ou de outra pessoa jurídica de direito público, para o funcionamento 
dos serviços públicos. 
317.CONSULPLAN-AdministradorALAGOAS/2014. Acerca da despesa pública. A 
Despesa Pública corresponde a todo gasto, previsto na lei orçamentária ou em lei especial, 
efetuado pelos entes governamentais para manutenção dos serviços de custeio da máquina 
administrativa, aplicação em investimento ou pagamento de dívidas. 
Comentários 
Segundo Paludo(2020) “De acordo com a NBCTG Estrutura Conceitual (2019), despesas 
são reduções nos ativos, ou aumentos nos passivos, que resultam em reduções no 
PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 
 
89 
 
patrimônio líquido, exceto aqueles referentes a distribuições aos detentores de direitos 
sobre o patrimônio. Registre-se que esse conceito contábil não corresponde à despesa 
orçamentária pública, mas à despesa sob o enfoque das normas aplicadas às empresas 
privadas. 
Os Manuais de Despesa da STN/SOF apresentam dois conceitos para as despesas: 
Despesa pública é o conjunto de dispêndios realizados pelos entes públicos para o 
funcionamento e manutenção dos serviços públicos prestados à sociedade (despesas 
orçamentárias e extraorçamentárias). Despesa orçamentária é o fluxo que deriva da 
utilização de crédito consignado no orçamento da entidade, podendo ou não diminuir a 
situação líquida patrimonial. 
Entendemos que despesa pública consiste na aplicação de recursos públicos objetivando 
realizar as finalidades do Estado. São gastos públicos (autorizados por lei) realizados para 
assegurar o custeio da máquina pública, a prestação dos serviços públicos, os 
investimentos, e atender às necessidades da coletividade previstas no orçamento”. 
Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, todas as questões estão 
corretas: a 315 traz o conceito de despesa na ótica da contabilidade geral-privada; as 
316e317 são conceitos de despesa pública, que têm resposta direta no texto acima. 
318.FUNDATEC-AgenteAdministrativo-GRAMADO/2019. A respeito da despesa pública. 
A despesa pública consiste na realização de gastos que possibilitam a manutenção, o 
funcionamento e a expansão dos serviços públicos. 
319.CONSULPLAN-AnalistaAdministrativo-TRE-MG/2013. Acerca da despesa pública. A 
despesa pública é o conjunto de dispêndios realizados pelos entes públicos para o 
funcionamento e manutenção dos serviços públicos prestados à sociedade. 
320.FCC-ProcuradorTCM-RJ/2015. Sobre despesas públicas. Despesas públicas são 
dispêndios do Estado ou de outra pessoa jurídica de direito público, para o funcionamento 
dos serviços públicos. 
Comentários 
Segundo Paludo (2020) “O termo – Dispêndio/Gasto/Despesa Pública – compreende 
toda e qualquer despesa realizada: orçamentária, extraorçamentária ou intraorçamentária. 
No entanto a despesa pública “stricto sensu” refere-se apenas as despesas 
orçamentárias: são estas que realizam as finalidades do Estado, que atendem às 
necessidades da coletividade. 
Despesa pública consiste na aplicação de recursos públicos objetivando realizar as 
finalidades do Estado. São gastos públicos (autorizados por lei) realizados para assegurar o 
custeio da máquina pública, a prestação dos serviços públicos, os investimentos, e atender 
às necessidades da coletividade previstas no orçamento”. 
Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, as três questões estão 
corretas: Dispêndio compreende toda e qualquer despesa: orçamentária, extraorçamentária 
ou intraorçamentária. Custeio compreende a manutenção e funcionamento. 
321.CESPE-AUDITOR-SEFAZ-AL/2020. A respeito da dinâmica do orçamento público, 
julgue o item: No orçamento públicofederal, as despesas são programadas, autorizadas e 
controladas. 
Comentários 
Caríssimos, questão muito fácil, num concurso desse, nem pensar em errar! Despesas 
são objeto de programação. Programação é para o curto prazo, para um ano: 
programação anual (LOA). A programação é discutida e autorizada pelo Congresso 
Nacional; e, durante e depois da execução orçamentário-financeira, são controladas. 
PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 
 
90 
 
Portanto, a questão está correta: despesas são programadas, autorizadas e controladas. 
322.CESPE-AnalistaGestãoFinanceiraINPI/2013. Sobre despesa pública. A despesa 
orçamentária pode ser definida como aquela que depende de autorização legislativa, na 
forma de consignação de dotação orçamentária, para ser efetivada. 
323.VUNESP-AnalistaFinanc-OrçamARARAS/2015. O grupo econômico de capital, que 
representa despesas fixadas e especificadas na lei de créditos adicionais e previamente 
autorizadas pelo povo, formado por investimentos, inversões financeiras, amortização da 
dívida interna e amortização da dívida externa e outras, é classificado como despesas 
A) orçamentárias. 
B) extraorçamentárias. 
C) tributárias. 
D) derivadas. 
E) por mutações econômicas. 
Comentários 
Segundo Paludo (2017) “Despesas orçamentárias – são as despesas que se encontram 
previstas no orçamento anual e as provenientes dos créditos adicionais abertos durante o 
exercício financeiro. 
Despesa orçamentária é aquela que depende de autorização legislativa para sua 
efetivação – na LOA ou em Lei de Créditos Adicionais. É a efetiva aplicação de recursos 
públicos com a finalidade de alcançar os fins dos programas governamentais. Ex.: 
despesas correntes e despesas de capital”. 
Portanto, a questão 322 está correta e tem resposta direta no texto acima; e na questão 
323 a alternativa A é a verdadeira: trata-se de despesa orçamentária. 
324.CESPE-Auditor-TC-RN/2015. Acerca da despesa pública e execução orçamentária. 
São despesas extraorçamentárias os desembolsos realizados tanto para pagamento das 
operações de crédito por antecipação de receita quanto para satisfação das dívidas inscritas 
em restos a pagar. 
325.FGV-Administrador-AL-MT/2014. Sobre despesas públicas. São exemplos de 
despesas classificadas como extraorçamentárias: os pagamentos de consignações de folha 
de pessoal e os restos a pagar. 
Comentários 
Segundo Paludo (2017) “Despesas extraorçamentárias – são as despesas que não 
constaram no orçamento: são todos os dispêndios financeiros que não foram, nem 
precisam ser, autorizados pela LOA ou por Créditos Adicionais. São contrapartidas 
(devoluções) dos ingressos extraorçamentárias (cauções, ARO etc.). Também podem se 
referir a Restos a Pagar, cuja autorização para a realização da despesa ocorreu em 
exercício anterior. 
O Manual de Despesa Nacional, classifica esses dispêndios como saídas compensatórias e 
como Restos a Pagar: Saídas compensatórias no Ativo e no Passivo financeiro – 
representam desembolsos de recursos de terceiros em poder do ente público, tais como: a) 
devolução dos valores de terceiros (cauções/depósitos), b) recolhimento de 
consignações/retenções, c) pagamento das operações de crédito por antecipação de 
receita (ARO), d) pagamentos de salário-família, salário-maternidade e auxílio-natalidade; 
e) Pagamento de Restos a Pagar”. 
PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 
 
91 
 
Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, as duas questões estão 
corretas: a 324 traz como exemplo o pagamento de operações de crédito por antecipação 
de receita e restos a pagar; e a 325 o pagamento de consignações e restos a pagar – todas 
são extraorçamentárias. 
326.CESPE-EspecialistaFinançasTELEBRÁS/2013. Sobre despesas públicas. No 
encerramento do exercício, as despesas podem apresentar-se como: empenhadas, 
liquidadas e pagas; empenhadas, liquidadas e não pagas; e empenhadas, não liquidadas e 
não pagas. 
Comentários 
Segundo Paludo (2017) “São situações possíveis para as despesas públicas: 
Empenhadas, liquidadas e pagas – esse é o procedimento padrão para as despesas do 
exercício; Empenhadas, liquidadas e não pagas – é uma das possibilidades de inscrição 
de despesas em restos a pagar, classificada como restos a pagar processados; 
Empenhadas, não liquidadas e não pagas – é a segunda possibilidade de inscrição de 
despesas em restos a pagar, classificada como restos a pagar não processados; Existe 
ainda outra situação, que compreende as – despesas não empenhadas: nesse caso, em 
exercício seguinte, serão enquadradas como despesas de exercícios anteriores”. 
Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, a questão está correta. 
Obs.: A questão 326, como centenas de outras questões – não citam meu nome – mas 
utiliza recortes de texto de meu livro Orçamento Público/Afo/Lrf. 
327.CESPE-AnalistaAdministrativo-SGES/2013. No que se refere às classificações 
orçamentárias: são essenciais à programação, à execução, ao acompanhamento, ao 
controle e à avaliação da atividade financeira do Estado. 
Comentários 
Segundo Paludo (2017) “As classificações orçamentárias permitem a visualização da 
despesa sob diferentes enfoques, conforme o ângulo que se pretende analisar. Elas são 
imprescindíveis para a realização da programação, da execução, do controle e da 
avaliação das despesas e realizações, bem como para dar transparência à gestão dos 
recursos públicos”. 
Portanto, de forma clara, a questão está correta, e tem resposta direta no texto acima. 
Obs.: Na questão 327, como tantas outras, o texto da questão é similar ao conteúdo do 
livro, o que sugere que foi elaborada a partir do livro Orçamento Público/Afo/Lrf. 
328.CESPE-ACE-Planejamento-TCE-PA/2016. A respeito do processo de orçamentação. A 
programação qualitativa do orçamento público é a organização do gasto público por meio da 
identificação dos programas com a classificação funcional e econômica da despesa. 
Comentários 
Segundo Paludo (2017) “Qualitativa. Segundo os MTO’s/SOF, o programa de trabalho 
define qualitativamente a programação orçamentária, e deve responder, de maneira clara e 
objetiva, às perguntas clássicas que caracterizam o ato de orçar. Do ponto de vista 
operacional, a classificação qualitativa é composta pelos seguintes blocos de 
informação: Classificação Por Esfera, Classificação Institucional, Classificação Funcional e 
Estrutura Programática”. 
Portanto, a questão está errada: a classificação econômica é “financeira” e não qualitativa 
como a afirmativa indica. 
329.CESPE-Administrador-ENAP/2015. Com relação ao orçamento público no Brasil. O 
PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 
 
92 
 
campo destinado à esfera orçamentária é composto de dois dígitos e deve ser associado à 
ação orçamentária. 
330.CESPE-Administrador-TCE-SC/2016. Acerca de finanças e orçamento público. O 
objetivo da classificação da receita pública por esfera orçamentária é identificar se o item a 
ser classificado pertence ao orçamento fiscal, ao orçamento da seguridade social ou ao 
orçamento de investimento das empresas estatais. 
Comentários 
Segundo Paludo (2017) “A classificação por esfera orçamentária tem por finalidade 
identificar se a dotação pertence ao orçamento é Fiscal, da Seguridade Social ou de 
Investimento das Empresas Estatais, conforme disposto no § 5º do art. 165 da 
Constituição. 
Na base do SIOP, o campo destinado à esfera orçamentária é composto de dois dígitos, 
associados à ação orçamentária, e utiliza os seguintes códigos:” 
10 Orçamento Fiscal
20 Orçamento da Seguridade Social
30 Orçamento de Investimento (das Estatais)
CÓDIGO ESFERA ORÇAMENTÁRIA
 
Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, as duas questões estão 
corretas. 
331.CESPE-AnalistaControle-Adm-TCE-PR/2016. A respeito de despesa pública, analise 
a afirmativa: a classificaçãoinstitucional da despesa é fundamental ao exercício do controle 
social porque possibilita ao usuário da informação identificar todos os programas de 
governo. 
332.FGV-ContadorPGE-RO/2015. Sobre despesa pública. A ‘Responsabilização pela 
execução de uma despesa’ está associada à seguinte classificação da despesa 
orçamentária: institucional. 
333.CEBRASPE-Auditor-DF/2020. Em relação as classificações orçamentárias, julgue o 
item: A classificação institucional da despesa orçamentária deve atribuir a cada órgão 
público com competência para realizar despesas uma unidade orçamentária única e 
exclusiva. 
Comentários 
Segundo Paludo (2017) “A classificação institucional é a mais antiga classificação da 
despesa utilizada e tem como finalidade evidenciar as Unidades Administrativas 
responsáveis pela execução da despesa, ou seja, quais os órgãos que são incumbidos de 
executar a programação orçamentária. Sua principal vantagem está em permitir a 
identificação da instituição responsável pela execução e prestação de contas de 
determinado programa ou ação governamental. 
A classificação institucional é aquela que representa a estrutura orgânica e administrativa 
governamental, correspondendo a dois níveis hierárquicos: órgão e Unidade 
Orçamentária. O órgão é a unidade institucional que, a título de subordinação ou 
supervisão, agrega determinadas Unidades Orçamentárias e Unidades Administrativas.” 
Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, a questão 331 está errada: a 
classificação institucional permite apenas identificar quem á o órgão/entidade responsável 
pela execução do orçamento e pela prestação de contas – os programas pertencem a 
classificação por estrutura programática; a questão 332 está correta: a responsabilização 
PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 
 
93 
 
pela execução de uma despesa está associada a classificação institucional; e a questão 333 
está errada: um órgão congrega mais de uma unidade orçamentária. 
334.FUNDEP-TécnicoContabil-BC-MG/2020. Com relação à classificação das despesas 
orçamentárias, analise a afirmativa: A classificação funcional da despesa orçamentária é 
representada por cinco dígitos. Os três primeiros referem-se à função. 
335.ESAF-AnalistaPO-MPOG/2015. A classificação funcional da despesa procura 
responder basicamente à seguinte indagação: 
a) de que forma os recursos públicos serão aplicados. 
b) em que área territorial serão aplicados os recursos. 
c) qual a amplitude da ação governamental que será realizada. 
d) em que áreas de despesa a ação governamental será realizada. 
e) em que instituição ou ministério serão alocados os recursos. 
336.CESPE-ACE-Planejamento-TCE-PA/2016. Sobre as classificações orçamentárias. A 
classificação funcional da despesa orçamentária tem como finalidade principal evidenciar 
as unidades administrativas responsáveis pela sua execução. 
337.FCC-ACE-SÃOLUIS-MA/2015. A classificação funcional busca informar basicamente 
em que área de despesa a ação governamental será realizada. Considerando que a 
classificação funcional é representada por cinco dígitos, é correto afirmar que os dois 
primeiros são relativos às funções, e os três últimos às subfunções. 
338.FGV-Conselheiro-TCM-RJ/2015. Uma das classificações da despesa pública prevista 
em lei é a classificação funcional, que corresponde ao maior nível de agregação das 
diversas áreas de atuação do setor público. Essa classificação está detalhada na Portaria 
MOG nº 42/1999, que define as funções e subfunções. Acerca dessa classificação, analise a 
afirmativa: A subfunção agrega um determinado subconjunto de despesas e identifica a 
natureza básica das ações que se aglutinam em torno das funções. 
Comentários 
Segundo Paludo (2020) “A classificação funcional da despesa tem como principal 
finalidade permitir a consolidação nacional dos gastos do setor público. Ela fornece as 
bases para a apresentação de dados estatísticos informando sobre os gastos do Governo 
nos principais segmentos em que atuam as organizações do Estado. 
Para os MTO’s/SOF, a classificação funcional, por funções e subfunções, busca responder 
basicamente à indagação: em que área de ação governamental a despesa será realizada. 
Cada atividade, projeto e operação especial identificará a função e a subfunção às quais se 
vinculam. 
A classificação funcional é composta por cinco dígitos. Os dois primeiros referem-se à 
função, que pode ser traduzida como o maior nível de agregação das despesas das 
diversas áreas de atuação do setor público. A subfunção corresponde aos três últimos 
dígitos e representa um nível de agregação imediatamente inferior à função, cuja 
finalidade é evidenciar cada área da atuação governamental, através da agregação de 
determinado subconjunto de despesas e da identificação da natureza básica das 
ações que se aglutinam em torno das funções”. 
Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, a questão 334 está errada: a 
função é identificada pelos dois primeiros dígitos; na 335 a alternativa D é a resposta: a 
classificação funcional demonstra “em que área” a despesa será realizada; a 336 está 
errada: a finalidade da classificação funcional é demonstrar a área de realização da 
despesa, e não a unidade responsável; as 337e338 estão corretas. 
PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 
 
94 
 
339.FUNDEP-AnalistaAdministrativo-LagoaSanta/2019. Quanto às bases ou critérios 
classificatórios nos orçamentos públicos, os programas não podem mais ser traduzidos por 
títulos padronizados. Esses programas passaram a ser estabelecidos em atos próprios da 
União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios e compostos por quatro categorias, 
que são, além da que leva o próprio nome da classificação (programa), 
A) sistema, subsistema e dotação. 
B) projeto, atividade e operações especiais. 
C) piloto, planejamento e execuções fiscais. 
D) diretrizes, objetivos e arrecadações fiduciárias. 
340.CESPE-AnalistaAdministrativo-STJ/2015. Com relação a sistema e processo de 
orçamentação, classificações orçamentárias, estrutura programática e créditos ordinários e 
adicionais. A estrutura de programação é identificada por programas, projetos, atividades ou 
operações especiais e seus respectivos subtítulos. 
Comentários 
Segundo Paludo (2020) “Toda ação de governo deve estar estruturada em forma de 
programas, que deverão estar orientados para a realização dos objetivos estratégicos 
estabelecidos para o período de vigência do Plano Plurianual – PPA. 
A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios devem estabelecer em atos 
próprios as suas estruturas de programas, códigos e identificação, observando os 
conceitos da Portaria nº 42/1999-MPOG. Ou seja, todos os entes devem ter seus trabalhos 
organizados por programas, mas cada ente estabelecerá sua estrutura própria de 
acordo com a referida Portaria e demais normativos recentes. 
A classificação por estrutura programática compreende: programa, ação e 
subtítulo/localizador. As ações podem ser: atividade, projeto ou operação especial”. 
PROGRAMA SUBTÍTULO
1º, 2º, 3º, 4º 1º 2º, 3º, 4º 5º, 6º, 7º, 8º
Numérico Numérico Alfanumérico Localizador do Gasto
AÇÃO
ESTRUTURA PROGRAMÁTICA
 
Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, na questão 339 a 
alternativa B é a resposta; e a questão 340 está correta. 
341.CESPE-ACE-TC-PE/2017. Com relação ao orçamento público brasileiro. Despesas 
orçamentárias de agregação neutra, como dívidas e ressarcimentos, não integram o plano 
plurianual. 
Comentários 
Segundo Paludo (2017) “Segundo os Manuais de Orçamento, a função “Encargos 
Especiais” engloba as despesas em relação às quais não se pode associar um bem ou 
serviço a ser gerado no processo produtivo corrente, tais como: dívidas, ressarcimentos, 
indenizações e outras afins, representando, portanto, uma agregação neutra ... Neste 
caso, as ações estarãoassociadas aos programas do tipo “Operações Especiais”, que 
constarão apenas do orçamento, não integrando o PPA. 
Os programas denominados “Operações Especiais” não fazem parte do PPA e constam 
apenas no orçamento anual”. 
PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 
 
95 
 
Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, a questão está correta: as 
despesas de agregação neutra estão associadas aos programas Operações Especiais, que 
não integram o PPA. 
342.CESPE-AnalistaAdministrativo-CADE/2014. Com referência ao processo de 
orçamentação público no Brasil. A estrutura programática da despesa pública definida para 
a LOA deve ser a mesma para todos os entes da Federação, devido aos objetivos de 
consolidação das contas públicas. 
Comentários 
Segundo Paludo (2017) “Toda ação de Governo está estruturada em programas. O 
programa é o elemento básico de organização e execução do Plano Plurianual, e, como tal, 
deve possibilitar a visualização dos dispêndios e das realizações de cada esfera 
governamental. 
A principal finalidade da classificação por programa é demonstrar as realizações do 
Governo, o resultado final de seu trabalho em prol da sociedade. Essa classificação surgiu 
para permitir o cumprimento das novas funções do orçamento. 
A estrutura programática não é comum a todos: ela é definida por cada Ente Público 
(União, Estados, DF, Municípios), que poderão utilizar a da União – ou outra diferente”. 
Portanto, a questão 342 está errada: a estrutura programática não é a mesma – ela é 
definida por cada ente da federação. 
343.FGV-TécnicoAdministrativo-TJCE/2020. Com relação as classificações 
orçamentárias. As despesas programadas para manutenção das atividades devem ser ação 
orçamentária, que por suas características, deve ser classificada como um projeto. 
344.CESPE-Procurador-MP-CE/2020. O instrumento de programação orçamentária que é 
utilizado para alcançar o objetivo de determinado programa e que envolve um conjunto de 
operações limitadas no tempo, das quais resulta um produto que concorre para a expansão 
ou para o aperfeiçoamento da ação de governo, é denominado projeto. 
345.ESAF-Analista-ANAC/2016. O instrumento de programação utilizado para alcançar o 
objetivo de um programa, envolvendo um conjunto de operações limitadas no tempo, das 
quais não resulta um produto que concorre para a expansão ou o aperfeiçoamento da ação 
de governo, é denominado Operação Especial. 
346.CESPE-ACE-Planejamento-TCE-PA/2016. A respeito do processo de orçamentação. 
As despesas decorrentes de sentença judicial são classificadas como operações especiais, 
por não gerarem produtos. 
Comentários 
Segundo Paludo (2020) “As ações são instrumentos de realização dos programas, são 
operações das quais resultam produtos (bens ou serviços), que contribuem para atender ao 
objetivo de um programa. As ações, conforme suas características, podem ser classificadas 
como atividades, projetos ou operações especiais. 
Atividade – é um instrumento de programação utilizado para alcançar o objetivo de um 
programa, envolvendo um conjunto de operações que se realizam de modo contínuo e 
permanente, das quais resulta um produto ou serviço necessário à manutenção da ação 
de governo. Exemplo: atividades de fiscalização e monitoramento, campanhas anuais de 
vacinação etc. As ações do tipo Atividade mantêm o mesmo nível da produção pública. 
Projeto – é um instrumento de programação utilizado para alcançar o objetivo de um 
programa, envolvendo um conjunto de operações, limitadas no tempo, das quais resulta 
um produto que concorre para a expansão ou o aperfeiçoamento da ação de governo. 
PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 
 
96 
 
Exemplo: construção de uma escola; de um posto de saúde; de uma rodovia etc. As ações 
do tipo Projeto aumentam a produção pública, criam condições para novas atividades, ou 
tratam de ações inéditas com prazo determinado. Operação Especial – operações 
especiais são despesas que não contribuem para a manutenção, expansão ou 
aperfeiçoamento das ações de Governo, das quais não resulta um produto, e não gerem 
contraprestação direta sob a forma de bens ou serviços”. 
Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, as questões 343e344 estão 
corretas: são ações do tipo projeto; as questões 345e346 estão corretas: são ações do 
tipo operação especial. 
347.CESPE-AdministradorPF/2014. As atividades, os projetos e as operações especiais 
devem ser detalhados na estrutura programática em subtítulos, não podendo haver 
alterações de sua finalidade, do produto e das metas estabelecidas, a não ser que sejam 
feitas por meio de projeto de lei que altere a lei orçamentária anual. 
348.CEPERJ-AnalistaCE-SEFAZ-RJ/2013. No que diz respeito ao orçamento público, é 
correto afirmar que o menor nível de categoria de programação é o subtítulo, sendo 
utilizado, exclusivamente, para especificar a localização física da ação. 
Comentários 
Segundo Paludo (2017) “Os subtítulos (localizadores) encontram-se padronizados pela SOF 
como: nacional ou exterior; por regiões (NO, NE, CO, SD, SL); por Estados; e por 
Municípios. 
Segundo os Manuais de Orçamento, as atividades, os projetos e as operações especiais 
serão detalhados em subtítulos, utilizados para especificar a localização física da ação, não 
podendo haver, por conseguinte, alteração: da finalidade da ação, do produto e das 
metas estabelecidas. 
O subtítulo representa o menor nível de categoria de programação e será detalhado 
por esfera orçamentária, grupo de natureza de despesa, modalidade de aplicação, 
identificador de uso e fonte de recursos, sendo o produto e a unidade de medida os 
mesmos da ação orçamentária”. 
Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, as duas questões estão 
corretas: 347, no subtítulo não pode haver alterações da finalidade, produto e metas 
estabelecidas; 348, o subtítulo é o menor nível de categoria de programação. 
349.FUNDEP-TécnicoContabil-BC-MG/2020. Com relação à classificação das despesas 
orçamentárias, analise a afirmativa: A classificação da despesa orçamentária, segundo a 
sua natureza, compõe-se de categoria econômica, grupo de natureza da despesa, 
modalidade e elemento de despesa. 
350.CESPE-Administrador-TCE-PA/2016. No que diz respeito às despesas públicas. De 
acordo com a classificação financeira por categoria econômica, as despesas públicas 
podem ser de três tipos: despesas correntes, despesas de capital e despesas da dívida 
pública. 
Comentários 
Segundo Paludo (2020) “A classificação por natureza da despesa é composta por um 
código de oito dígitos: seis obrigatórios e dois facultativos. O conjunto de informações 
que formam esse código são: Categoria Econômica; Grupo de Natureza da Despesa; 
Modalidade de Aplicação; Elemento de Despesa; e facultativamente, o Subelemento de 
Despesa. 
A classificação da receita por natureza busca a melhor identificação da origem do recurso 
segundo seu fato gerador. Só existem duas categorias econômicas: correntes e capital. 
PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 
 
97 
 
A despesa, assim como a receita, é classificada em duas categorias econômicas: 
despesas correntes e despesas de capital”. 
Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, as questões 349 está 
correta; e a questão 350 está errada: existe somente duas categorias econômicas, 
conforme destacado acima. 
351.FCC-Técnico-TRT14/2016. O Grupo da Natureza de Despesa − GND é um agregador 
de elementos de despesa com as mesmas características quanto ao objeto de gasto. A 
despesa com aquisição de veículo é classificada no GND, denominado de 
A) bens móveis. 
B) imobilizado. 
C) investimentos. 
D) material permanente. 
E) Inversões Financeiras. 
352.ESAF-Contador-FNI/2016. Quanto à classificação das despesas públicas, analise a 
afirmativa: As despesastomem suas decisões racionalmente. 
10.FGV-Conselheiro-TCM-RJ/2015. Em relação ao conceito de externalidade, analise a 
afirmativa: a regulação ótima de uma externalidade consiste em eliminar completamente 
seus efeitos prejudiciais. 
11.FCC-ACE-TC-CE/2015. As externalidades resultam das ações de indivíduos e firmas que 
consideram apenas seus benefícios e custos privados, não observando os benefícios e 
custos sociais. Nesse sentido, os problemas associados à emissão de poluentes na 
atmosfera podem ser corrigidos por meio do livre jogo das forças de mercado. 
Comentários 
PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 
 
11 
 
Segundo Paludo (2017) “As falhas de mercado são fenômenos que impedem que a 
economia alcance o estágio de welfare economics ou máximo Estado de Bem-Estar Social 
(ótimo de Pareto), através do livre mercado, sem interferência do Governo. As falhas de 
mercado normalmente citadas são: existência dos bens públicos, existência de monopólios 
naturais, externalidades, desenvolvimento, emprego e estabilidade, e assimetria de 
informação. 
Externalidades – uma fábrica pode poluir um rio e ao mesmo tempo gerar empregos. 
Assim, a poluição é uma externalidade negativa porque causa danos ao meio ambiente, e a 
geração de empregos é uma externalidade positiva por aumentar o bem-estar e diminuir a 
criminalidade. O Governo deverá agir no sentido de inibir atividades que causem 
externalidades negativas e incentivar atividades causadoras de externalidades positivas. 
Assimetria de informação, em que o Governo atua para obrigar empresários e 
fornecedores a prestarem informações em geral de interesse dos consumidores. A 
informação assimétrica ocorre quando “um dos agentes do mercado possui informação 
superior ao outro, seja qualitativa ou quantitativa, que podem interferir nas relações 
econômicas estabelecidas” (Lenise Secchin (2015)”. 
Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, temos as seguintes respostas: a 
questão 9 está correta: as falhas de mercado impedem que ocorra o máximo de bem-
estar/ótimo de Pareto sem a intervenção do Governo, sendo a assimetria de informação 
uma típica falha de mercado; as questões 10 e 11 estão erradas; a 10 porque a regulação 
ótima não elimina completamente as externalidades negativas - ela ameniza essas 
externalidades mediante o estabelecimento de limites de poluição, regras para tratamento 
de resíduos, etc; e a questão 11 porque o “livre mercado”, sem atuação do Governo, não 
corrige as externalidades como deveria. 
12.ESAF-Analista-ANAC/2016. Com base na Teoria das Finanças Públicas, são 
características que pertencem a um bem público: É um bem não rival; O consumo do bem é 
coletivo; É um bem indivisível; São bens tangíveis e intangíveis. 
Comentários 
Segundo Paludo (2017) “Os bens públicos puros são de consumo indivisível e não 
excludente (não rival). Seu consumo é coletivo, assim, uma pessoa utilizando um bem 
público não tira o direito de outra também utilizá-lo. Bens públicos puros são oferecidos 
diretamente pelo Estado porque são essenciais ao bem-estar da população – ao mesmo 
tempo em que não são passíveis de comércio pelo mercado (são indivisíveis e não 
excludentes)”. 
Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, a questão 12 está correta: 
todas as características citadas são de bens públicos, que podem ser tangíveis ou 
intangíveis. 
13.CESPE-Administrador-FUB/2015. Acerca do orçamento público. O orçamento público 
possui três funções distintas que coexistem simultaneamente: alocativa, distributiva e 
estabilizadora. 
14.CESPE-Administrador-TCE-PA/2016. Julgue o item relativo ao orçamento público. 
Cabe ao governo executar as funções econômicas exercidas pelo Estado, as quais se 
dividem em alocativa, distributiva e estabilizadora. 
Comentários 
Segundo Paludo (2017) “Para atingir os objetivos de estabilidade, crescimento e correção 
das falhas de mercado, o Governo intervém na economia, utilizando-se do Orçamento 
Público e das funções orçamentárias. As três funções orçamentárias clássicas 
apontadas pelos autores são: alocativa, distributiva e estabilizadora”. 
PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 
 
12 
 
Portanto, de forma clara e direta e em harmonia com o texto acima, as duas questões 
estão corretas: pois indicam as três funções orçamentárias utilizadas pelos governos. 
15.FGV-AnalistaOrçamento-IBGE/2016.Independentemente das competências específicas 
dos entes estatais, suas atribuições são geradoras de crescentes despesas, que exigem 
cada vez mais recursos para seu financiamento. Quando um ente estatal propõe no 
orçamento a estruturação do anel viário para escoamento da produção em uma determinada 
região, trata-se de uma atividade do âmbito da seguinte função do orçamento: alocativa. 
16.ESAF-Analista-ANAC/2016. A ação do governo por meio da política fiscal abrange três 
funções básicas: a alocativa, a distributiva e a estabilizadora. A ação distributiva da renda é 
feita por meio de oportunidades educacionais, pagamentos em dinheiro e gastos públicos 
sociais. 
17.ESAF-AnalistaPO-MPOG/2015. Sob o ponto de vista das funções clássicas do Estado: 
alocativa, distributiva estabilizadora, analise: A função estabilizadora tem como objetivo o 
uso da política econômica visando a um alto nível de emprego, à estabilidade dos preços e 
à obtenção de uma taxa apropriada de crescimento econômico. 
Comentários 
Segundo Paludo (2017) “Função alocativa – relaciona-se à alocação de recursos por parte 
do Governo a fim de oferecer bens e serviços públicos puros (ex.: segurança, justiça) que 
não seriam oferecidos pelo mercado ou seriam em condições ineficientes; bens meritórios 
ou semipúblicos (ex.: educação e saúde); e criar condições para que bens privados sejam 
oferecidos no mercado pelos produtores; e ainda, corrigir imperfeições no sistema de 
mercado (como oligopólios) e corrigir os efeitos negativos de externalidades. 
Função distributiva – visa tornar a sociedade menos desigual em termos de renda e 
riqueza, através da tributação e de transferências financeiras, subsídios, incentivos fiscais, 
alocação de recursos em camadas mais pobres da população etc. (ex.: programa “Fome 
Zero”, “Bolsa Família", destinação de recursos para o SUS, educação básica, assistência 
social sem prévia contribuição etc). O governo tributa e arrecada de quem pode pagar e os 
distribui/redistribui a quem tem pouco ou nada têm, através de programas sociais. 
Função estabilizadora – é a aplicação das diversas políticas econômico-financeiras a fim 
de ajustar o nível geral de preços, melhorar o nível de emprego, estabilizar a moeda e 
promover o crescimento econômico, mediante instrumentos de política monetária, cambial 
e fiscal, ou outras medidas de intervenção econômica que afetam o nível da demanda 
agregada (controles por leis, limitação etc)”. 
Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, as três questões estão 
corretas: a 15 porque houve alocação de orçamento para a estruturação do anel viário; a 16 
porque cita exemplos típicos de políticas distributivas: oportunidades educacionais, 
pagamentos em dinheiro e gastos sociais; e a 17 porque alto nível de emprego, estabilidade 
dos preços e crescimento econômico são objetivos da função estabilizadora. 
18.FUNDATEC-AgenteAdministrativo-GRAMADO/2019. O Orçamento Público é um 
documento que dá autorização aos entes públicos para receber e gastar recursos 
financeiros. É, portanto, um ato administrativo revestido de força legal que estabelece um 
conjunto de ações a serem realizadas durante um período de tempo determinado, 
estimando o total de recursos a serem arrecadados pelas entidades públicas e fixando, 
baseado na previsão de receitas, o montante a ser aplicado na execução dos programas de 
trabalho. 
19.CESPE-AnalistaAdministrativoCNJ/2013. Sobre orçamento público. O orçamento é um 
plano em que se expressa, em termos decorrentes podem ser subdivididas, segundo sua natureza, em: 
“Pessoal e Encargos Sociais”, “Juros e Encargos da Dívida”, e “Outras Despesas 
Correntes”. 
Comentários 
Segundo Paludo (2017) “De acordo com os Manuais de Despesas STN/SOF, os grupos de 
natureza da despesa são agregador de elementos de despesa com as mesmas 
características quanto ao objeto de gasto. 
A Despesa Corrente compreende os grupos: 1– pessoal e encargos sociais; 2 – juros e 
encargos da dívida; 3 – outras despesas correntes. A Despesa de Capital compreende os 
grupos: 4 – investimentos; 5 – inversão financeira; 6 - amortização da dívida”. 
Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, na questão 351 a alternativa C 
é a resposta pois veículo é despesa de capital, classificada no grupo investimentos; e a 
questão 352 está correta: cita os três grupos das despesas correntes. 
353.FUNDATEC-Contador-IEP-RS/2020. Conforme a Lei do Orçamento e respectivas 
classificações orçamentárias: Classificam-se como inversões financeiras as dotações para 
manutenção de serviços anteriormente criados, inclusive as destinadas a atender a obras de 
conservação e adaptação de bens imóveis. 
354.FCC-AnalistaContabilidade-TRE-PR/2017. As dotações da Lei Orçamentária Anual de 
um Tribunal Regional Eleitoral destinadas à ampliação do edifício-sede de tal Tribunal, com 
aumento dos benefícios econômicos do ativo, e à construção de um prédio onde funcionará 
o Cartório Eleitoral em um município, classificam-se, respectivamente, com os seguintes 
códigos de categoria econômica e nomenclatura do grupo de natureza da despesa: 
A) 3, Investimentos; 3, Inversões Financeiras. 
B) 3, Inversões Financeiras; 4, Inversões Financeiras. 
C) 3, Despesas de Custeio; 4, Transferências de Capital. 
D) 4, Investimentos; 4, Transferências de Capital. 
E) 4, Investimentos; 4, Investimentos. 
355.FGV-EspecialistaPP-SALVADOR/2020. A despesa pública é classificada como 
despesa corrente e despesa de capital. Assinale a opção que indica despesas correntes. 
PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 
 
98 
 
A) Inversões financeiras e investimentos. 
B) Inversões financeiras e despesas de custeio. 
C) Investimentos e despesas de custeio. 
D) Inversões financeiras e transferências correntes. 
E) Despesas de custeio e transferências correntes. 
Comentários 
Segundo Paludo (2017) “A Classificação por Natureza da Despesa compreende duas 
categorias econômicas: 
Despesas Correntes: classificam-se nessa categoria todas as despesas que não 
contribuem, diretamente, para a formação ou aquisição de um bem de capital – 
compreende os grupos: 1– pessoal e encargos sociais; 2 – juros e encargos da dívida; 3 – 
outras despesas correntes. 
 Despesas de Capital: classificam-se nessa categoria aquelas despesas que contribuem, 
diretamente, para a formação ou aquisição de um bem de capital – compreende os grupos: 
4 – investimentos; 5 – inversão financeira; 6 - amortização da dívida”. 
Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, as questões 353 está errada: 
manutenção e serviços é despesas correntes; a questão 354 “E” deveria ter sido anulada 
porque não há resposta correta: não existe categoria econômica “investimentos” – apenas 
grupo de natureza de despesa. Nenhuma das alternativas contém Categoria Econômica; 
logo, estão todas erradas; e na questão 355 a alternativa E é a resposta: indica tipos de 
despesas correntes. 
356.CESPE-AnalistaAdministrativo-ANP/2013. Acerca de Classificações orçamentárias 
da Despesa pública. A estratégia para a realização da despesa está presente na 
modalidade de aplicação. 
Comentários 
Segundo Paludo (2017) “Diz-se que a classificação por Natureza da Despesa é 
complementada pela informação gerencial modalidade de aplicação, cuja finalidade é 
indicar o modo de utilização dos recursos. 
A modalidade de aplicação especifica a estratégia de utilização dos recursos públicos, 
e objetiva, principalmente, eliminar a dupla contagem dos recursos transferidos ou 
descentralizados”. 
Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, a questão está correta. 
357.FGV-AnalistaAdministrativo-MP-RJ/2020. Com base na seguinte informação “37-
Locação de Mão de Obra 120,00”, a descrição dos itens de despesa da ação orçamentária 
representa a classificação da despesa por: 
A) fonte; 
B) elemento; 
C) grupo de natureza; 
D) categoria econômica; 
E) modalidade de aplicação 
358.FCC-AFCE-TCE-PI/2014. Tendo em vista a classificação econômica da despesa, eis 
um ponto de divergência entre a Portaria SOF/STN nº 163/2001 e a Lei nº 4.320/1964. A 
PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 
 
99 
 
Portaria determina que o orçamento possa se deter na modalidade de aplicação da 
despesa. 
Comentários 
Segundo Paludo (2017) “A classificação por natureza da despesa é composta por um 
código de oito dígitos: seis obrigatórios e dois facultativos. O conjunto de informações que 
formam esse código são: Categoria Econômica; Grupo de Natureza da Despesa; 
Modalidade de Aplicação; Elemento de Despesa; e facultativamente, o Subelemento de 
Despesa. 
No âmbito da LOA, o Código da Natureza da Despesa é composto apenas pelos 4 
primeiros dígitos. Na execução do orçamento é que são utilizados os demais”. 
2º 3º e 4º 5º e 6º
Grupo de Natureza 
da Despesa
Modalidade de 
Aplicação
Elemento de 
Despesa
CLASSIFICAÇÃO POR NATUREZA DA DESPESA
1º
Categoria 
Econômica 
da Despesa
7º e 8º
Desdobramento 
Facultativo
C Ó D I G O com 8 DÍGITOS
 
Portanto, na questão 357 a alternativa B é a resposta: nesse caso a classificação seria 
3390.37.xx; e a questão 358 está correta: no âmbito da LOA a classificação utiliza apenas 
os quatro primeiros dígitos; que termina com a modalidade de aplicação. 
359.FCC-ProcuradorTCM-RJ/2015. Despesas públicas são dispêndios do Estado ou de 
outra pessoa jurídica de direito público, para o funcionamento dos serviços públicos. Sobre 
as despesas correntes, é correto afirmar: as dotações para despesas com a aquisição direta 
de bens ou serviços destinados a manutenção, são despesas correntes. 
360.VUNESP-AnalistaFO-ARARAS/2015. As despesas correntes que possuem por 
característica o fato de não produzirem qualquer acréscimo patrimonial e sim gerarem, por 
consequência, a diminuição no patrimônio são destinadas 
A) para despesas, às quais não corresponda contraprestação direta em bens e serviços. 
B) à manutenção de serviços anteriormente criados, inclusive para atender a obras de 
conservação e adaptação de bens imóveis. 
C) para aquelas despesas não consignadas na lei do orçamento. 
D) para aquelas despesas consignadas na lei do orçamento. 
E) à aquisição de imóveis ou de bens de capital já em utilização e não geram serviços que 
contribuem para o acréscimo do PIB. 
361.VUNESP-Contador-TJ-SP/2015. Acerca da despesa pública, analise a afirmativa: As 
despesas que contribuem, diretamente, para a formação ou aquisição de um bem de capital 
são despesas de capital. 
362.CESPE-AnalistaAdministrativo-TRT8/2015. Acerca das despesas constantes do 
orçamento público, bem como suas classificações, analise a afirmativa: A administração 
pública, ao fazer investimento com a obtenção de títulos representativos de participação no 
capital social de outras entidades em funcionamento, deverá classificar o gasto como 
despesas de capital — inversões financeiras. 
363.FUNDEP-TécnicoContabil-BC-MG/2020. Com relação à classificação das despesas 
orçamentárias, analise a afirmativa: Despesa orçamentária efetiva é aquela que, no 
momento de sua realização, reduz a situação líquida patrimonial da entidade. 
Comentários 
PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 
 
100 
 
Segundo Paludo (2017) “Despesas Correntes: classificam-se nessa categoria todas as 
despesas que não contribuem, diretamente, para a formaçãoou aquisição de um bem de 
capital. Essas despesas destinam-se à manutenção ou ao custeio das atividades dos 
órgãos e entidades públicas – são as despesas necessárias ao seu funcionamento. São 
tratadas na contabilidade pública como despesas efetivas (salvo aquisição de material de 
consumo), pois na sua execução afetam negativamente o patrimônio do ente público, 
reduzindo-o. 
Despesas de Capital: classificam-se nessa categoria aquelas despesas que contribuem, 
diretamente, para a formação ou aquisição de um bem de capital. De acordo com a Lei nº 
4.320/1964, abrangem também auxílios para obras públicas, auxílios para equipamentos e 
instalações, auxílios para inversões financeiras e outras contribuições. Essas despesas são 
tratadas como não efetivas, visto que não alteram a situação líquida patrimonial, salvo as 
transferências de capital, que são efetivas. 
Despesa de Capital ... Inversões Financeiras – Despesas orçamentárias com a aquisição 
de imóveis ou bens de capital já em utilização; aquisição de títulos representativos do 
capital de empresas ou entidades de qualquer espécie, já constituídas, quando a 
operação não importe aumento do capital; e com a constituição ou aumento do capital de 
empresas, além de outras despesas classificáveis neste grupo”. 
Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, a questão 359 está correta: 
trata-se de despesas correntes; na questão 360 a alternativa B é a resposta: despesas com 
manutenção, conservação e adaptação, são despesas correntes; a questão 361 está 
correta e tem resposta direta no texto acima; a questão 362 está correta: títulos 
representativos de participação no capital social de outras entidades é(são) despesa de 
capital - inversões financeiras; e a questão 363 está correta: despesa efetiva reduz a 
situação líquida patrimonial. 
364.CESPE-Administrador-ENAP/2015. A respeito de orçamento público. Distinguir a 
perenidade da fonte de recurso é fundamental ao planejamento orçamentário, por isso a 
norma vigente, para operacionalizar o indicador de resultado primário, classifica a receita em 
periódica ou extraordinária. 
Comentários 
Segundo Paludo (2017) “De acordo com o Manual de Orçamento da SOF, o identificador 
de resultado primário, indica se as despesas são primárias ou financeiras, e tem como 
finalidade auxiliar a apuração do resultado primário - identificando as despesas que 
integrarão o cálculo de resultado primário, cujo demonstrativo constará em anexo à lei 
orçamentária. 
A ação orçamentária não poderá conter créditos para despesas financeiras e primárias ao 
mesmo tempo. Ou ela é financeira, ou é primária. A única exceção é a reserva de 
contingência, que, de acordo com as últimas LDO’s, pelo menos metade da reserva deve 
ser considerada como despesa primária para efeito de apuração do resultado fiscal”. 
Portanto, a questão está errada: o indicador de resultado primário utiliza a classificação 
financeira ou não financeira (primária) – e não periódica ou extraordinária. 
365.AugustinhoPaludo/2020. Sobre despesa pública. As “etapas” da despesa pública são 
novidades trazidas pelos Manuais de Receita Nacional, de Contabilidade, e de Orçamento 
da STN/SOF, e não se confundem com os “estágios” da despesa definidos pela lei 
4320/1964. 
366.CONSULPLAN-AgenteAdm-Olinda/2015. A despesa orçamentária possui, de acordo 
com as normas vigentes, etapas que devem ser cumpridas pela administração, uma delas é 
PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 
 
101 
 
o planejamento. Compreende o planejamento da despesa orçamentária: fixação da 
despesa, movimentação de crédito, licitação. 
367.VUNESP-AnalistaPlanejamento-PMSP/2015. Sobre despesa pública. A execução da 
despesa orçamentária deve obrigatoriamente passar pelos seguintes estágios: empenho, 
liquidação e pagamento. 
368.MSC-Tesoureiro-RJ/2021. Acerca da despesa pública. Após o recebimento do crédito 
orçamentário, o Órgão Público está em condições de efetuar a realização da despesa, que 
deve obedecer aos seguintes estágios: Empenho, liquidação e pagamento. 
Comentários 
Segundo Paludo (2020) “Em termos de gestão, a despesa orçamentária é classificada em 
duas etapas: planejamento e execução. As “etapas” da despesa pública são novidades 
trazidas pelos Manuais de Receita Nacional, de Contabilidade, e de Orçamento da 
STN/SOF, e não se confundem com os “estágios” da despesa – como veremos a seguir. 
Segundo os manuais, a etapa do planejamento e contratação abrange, de modo geral, a 
fixação da despesa orçamentária, a descentralização/movimentação de créditos, a 
programação orçamentária e financeira, e o processo de licitação e a contratação. A etapa 
de execução compreende os “estágios” ou fases da despesa orçamentária pública na forma 
prevista na Lei nº 4.320/1964: empenho, liquidação e pagamento. 
Toda despesa orçamentária é obrigada a percorrer os estágios de: empenho, liquidação e 
pagamento – e não pode haver inversão de nenhuma fase”. 
EMPENHO LIQUIDAÇÃO PAGAMENTO
ESTÁGIO do Planejamento
ETAPAS DA DESPESA PÚBLICA
PLANEJAMENTO
FIXAÇÃO
E X E C U Ç Ã O
ESTÁGIOS da Execução
 
 
Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, as quatro questões estão 
corretas. 
Obs.: A questão 367, como centenas de outras questões – não citam meu nome – mas tem 
recorte parcial de texto de meu livro Orçamento Público/Afo/Lrf. 
369.ACCESS-Tesoureiro-Municipal-RJ/2020. Acerca da despesa pública. O ato emanado 
de autoridade competente que cria para o Estado obrigação de pagamento pendente ou não 
de implemento de condição é denominado empenho. 
370.FUNCERN-ACI-SJM-RN/2020. Quanto as despesas públicas. O ato emanado de 
autoridade competente que cria, para o Estado, obrigação de pagamento pendente ou não 
de implemento de condição é chamado de empenho da despesa. 
371.VUNESP-AnalistaPlanejamento-PMSP/2015. O ato emanado de autoridade 
competente que cria para o Estado obrigação de pagamento pendente ou não de 
implemento de condição é definido legalmente como empenho da despesa. 
372.FCC-ConselheiroTCM-RJ/2015. Sobre os estágios das despesas públicas, é correto 
afirmar que 
A) a emissão da Nota de Empenho não depende da emissão do Empenho. 
PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 
 
102 
 
B) a emissão da Nota de Empenho é indispensável. 
C) o Empenho da despesa, excepcionalmente, poderá ser dispensado. 
D) não existe diferença entre Empenho e Nota de Empenho. 
E) o Empenho da despesa é um ato indispensável. 
373.CESPE-AGU/2015. Acerca da despesa pública. O empenho, que é estágio da despesa 
pública, não se confunde com a nota de empenho, pois nem todo empenho possui uma nota 
de empenho emitida. 
374.ESAF-AnalistaPO-MPOG/2015. A respeito dos conceitos orçamento impositivo versus 
orçamento autorizativo e das práticas observadas na elaboração e execução do orçamento 
no Brasil em anos recentes, analise a afirmativa: a emissão da nota de empenho por 
unidade gestora não garante a realização da despesa, uma vez que pode ser anulado(a). 
Comentários 
Segundo Paludo (2020) “O empenho corresponde ao primeiro estágio da despesa e 
consiste na reserva de dotação orçamentária para um fim específico. O empenho é o 
principal instrumento da Administração para o acompanhamento e controle da execução do 
orçamento. Ele é assinado pelo ordenador da despesa e pelo gestor financeiro. 
Não confundir “empenho da despesa” com “Nota de Empenho”. Veja a diferença: 
Empenho da despesa, conforme a Lei nº 4.320/1964, art. 58, é o ato emanado de 
autoridade competente que cria para o Estado a obrigação de pagamento pendente ou não 
de implemento de condição. Portanto, o “empenho da despesa” é uma autorização da 
autoridade competente para a realização da despesa. O Estado, representado pelo 
ordenador da despesa, ordena, através de sua assinatura, a realização de uma despesa, 
gerando a assunção de uma obrigação. 
Nota de Empenho: conforme constana Lei nº 4.320/1964, art. 60, § 1º, em casos 
especiais previstos na legislação específica será dispensada a emissão da Nota de 
Empenho. A “Nota de Empenho” corresponde a um documento emitido e impresso no 
SIAFI – Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal, que somente 
pode ocorrer após o “empenho da despesa”. 
Portanto, o “empenho da despesa” é indispensável, mas a “Nota de Empenho” poderá, 
excepcionalmente, ser dispensada. 
O empenho gera somente obrigação orçamentária. Essa afirmativa que o empenho “cria 
a obrigação de pagamento” somente é válida se for extração literal do texto da lei – pois 
enquanto não ocorrer a liquidação o empenho pode ser anulado; portanto, na prática não 
é no empenho, mas no estágio da liquidação que a obrigação de pagamento é criada”. 
Portanto, as questões 369a371 estão corretas: corresponde ao conceito de empenho 
extraído da lei 4.320/1964; na questão 372 a alternativa E é a resposta - visto que o 
empenho é indispensável; as questões 373e374 estão corretas: conforme explicado no 
texto acima, empenho é diferente de nota de empenho; e a simples emissão de empenho 
não gera despesa/não cria obrigação, pois o empenho pode ser anulado. 
 Caríssimos, penso que as questões 372, 373 e 374 foram elaboradas a partir do 
conteúdo de meu livro, pois utilizam termos que defendo desde a 1ª edição de 
meu livro(2008) – e que, finalmente, as bancas acataram: a diferenciação entre 
empenhoXnota de empenho (que até 2014 não era diferenciado pelas bancas). 
375.CEBRASPE-SEFAZ-AL/2020. Acerca do regime orçamentário da despesa pública, 
julgue o item: a emissão do empenho caracteriza despesa orçamentária. 
PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 
 
103 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2020) “Quando o assunto é Restos a Pagar, o mesmo manual afirma que 
a emissão de empenho é suficiente para se reconhecer a despesa e a assunção de um 
passivo financeiro-orçamentário. Assim, chega-se à seguinte conclusão: 
• A emissão de empenho gera obrigação orçamentária, apenas; 
 • A regra geral para o reconhecimento da despesa e da obrigação financeira 
continua sendo o momento da liquidação; 
 • Para fins de cálculo do superávit financeiro considera-se despesa e passivo 
financeiro o momento da emissão de empenho; 
 • Para fins de inscrição em Restos a Pagar considera-se despesa e passivo 
financeiro-orçamentário o momento da emissão de empenho. 
Atenção Por força do artigo 35 da Lei 4.320/1964, permanece válida a seguinte 
afirmativa: para o enfoque orçamentário a emissão do empenho caracteriza despesa 
orçamentária. 
Regime Contábil Competência Receitas e Despesas
Caixa - Receitas
Empenho - Despesas
Regime Orçamentário Misto
 
Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, a questão está correta: na 
ótica orçamentária, a nota de empenho caracteriza despesa. 
Obs.: A questão 375, como centenas de outras questões – não citam meu nome – mas 
utiliza recortes de texto de meu livro Orçamento Público/Afo/Lrf. 
376.VUNESP-AnalistaGestão-SUZANO/2016. De acordo com a legislação em vigor, 
empenho é o ato emanado de autoridade competente que cria para o Estado a obrigação de 
pagamento pendente ou não de implemento de condição. Consiste na reserva de dotação 
orçamentária para um fim específico. O empenho pode ser classificado em: ordinário, 
estimativo e global. 
Comentários 
Segundo Paludo (2017) “A Nota de Empenho é emitida no SIAFI, conforme sua natureza e 
finalidade, podendo ser de três tipos: 
Ordinário: é a modalidade de empenho utilizada para realização de despesas de valor fixo 
previamente conhecido e cujo pagamento deve ser feito de uma só vez. É, sem dúvida, a 
modalidade mais utilizada. 
Estimativo: é a modalidade utilizada para despesas cujo valor total não é previamente 
conhecido. Trata-se de despesas variáveis como luz, água, telefone etc. Esse tipo de 
empenho demanda ajustes no decorrer e no encerramento de cada exercício, de acordo 
com a variação real da despesa. 
Global: é a modalidade utilizada para despesas contratuais e outras de valor determinado, 
sujeitas a parcelamento. O montante da despesa é conhecido previamente, mas o 
pagamento é realizado em parcelas. Pode ser considerado um “misto” das modalidades 
anteriores, mais direcionado para contrato de obras públicas ou aquisições de material com 
entrega parcelada”. 
Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, a questão está correta: a 
nota de empenho pode ser ordinária, estimativa ou global. 
377.FUNDATEC-AgenteAdministrativo-GRAMADO/2019. A despesa pública é realizada 
através de estágios. A fase em que se verifica o direito adquirido pelo credor, tendo por base 
os títulos e documentos comprobatórios do respectivo crédito, é conhecida por: 
PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 
 
104 
 
A) Pagamento. 
B) Empenho. 
C) Liquidação. 
D) Conferência. 
E) Recolhimento. 
378.ESAF-Contador-FNI/2016. No que se refere às etapas da despesa orçamentária, 
analise a afirmativa: A liquidação da despesa consiste na verificação do direito adquirido 
pelo credor tendo por base os títulos e documentos comprobatórios do respectivo crédito, 
visando apurar a origem e o objeto do que se deve pagar, a importância exata a pagar, e a 
quem se deve pagar a importância, para extinguir a obrigação. 
379.FGV-AnalistaOrçamento-IBGE/2016. Em uma repartição pública, um servidor tem, 
entre outras, a função de conferir documentos de processos de despesa referentes a 
contratos de prestação de serviços. Nessa atividade o servidor identifica a origem e o objeto 
da despesa e a importância exata a pagar. Dois dos documentos objeto da conferência são 
o contrato e os comprovantes da prestação efetiva do serviço. Essa atividade refere-se ao 
estágio da liquidação. 
380.VUNESP-AnalistaFO-ARARAS/2015. Sobre os estágios da despesa pública. A 
verificação do direito adquirido pelo credor, tendo por base os títulos e documentos 
comprobatórios do respectivo crédito, configura a liquidação. 
381.FCC-Auditor-MP-Paraíba/2015. O setor de contabilidade de uma Prefeitura do Estado 
da Paraíba verificou que houve o direito adquirido por um credor com base em documentos 
que comprovam o respectivo crédito. Essa fase da despesa é denominada liquidação. 
Comentários 
Segundo Paludo (2017) “A liquidação corresponde ao segundo estágio da despesa, de 
acordo com a Lei nº 4.320/1964. É no momento da liquidação que surge para o Estado a 
obrigação de pagamento. É nesse estágio que se verifica o cumprimento do “implemento 
de condição” a que se refere o empenho. 
O conceito de liquidação foi definido pela Lei nº 4.320/1964 como a verificação do direito 
adquirido pelo credor tendo por base os títulos e documentos comprobatórios do respectivo 
crédito. 
A liquidação consiste na comprovação de que o credor cumpriu todas as obrigações 
constantes do empenho, e tem como finalidade apurar: a) a origem e o objeto do que se 
deve pagar; b) a importância exata a pagar; e c) a quem se deve pagar a importância para 
extinguir a obrigação. Quando a liquidação tratar de fornecimentos feitos ou serviços 
prestados terá por base: I – o contrato, ajuste ou acordo respectivo; II – a Nota de 
Empenho; III – os comprovantes da entrega de material ou da prestação efetiva do serviço. 
Esse estágio é caracterizado pela entrega dos materiais ou serviços contratados, de acordo 
com as quantidades, a qualidade e o prazo previamente definidos na Nota de Empenho ou 
no contrato”. 
Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, na questão 377 a alternativa 
C é a resposta; e as questões 378a381 estão corretas: o conteúdo reflete assertivamente o 
estágio da liquidação. 
382.FGV-EspecialistaPP-SALVADOR/2020. Os estágios da despesa pública são 
empenho, liquidação e pagamento. Em relação a esses estágios da despesa, analise: O 
pagamento da despesa será efetuado quando ordenado,após sua regular liquidação. 
PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 
 
105 
 
383.VUNESP-AnalistaFinanc-OrçamARARAS/2015. Na entrega dos recursos equivalentes 
à dívida líquida ao credor, mediante ordem bancária ou ordem de pagamento, caracterizada 
pelo despacho exarado por autoridade competente, determinando que a despesa seja paga, 
devendo ser observado o devido processamento dos documentos pelo setor da 
contabilidade, tem-se 
A) o pagamento. 
B) a liquidação. 
C) o empenho ordinário. 
D) o empenho global. 
E) a fixação. 
384.CESPE-Administrador-TCE-SC/2016. Relativo a receitas e despesas públicas. O 
estágio de pagamento da despesa caracteriza-se pelo despacho por meio do qual a 
autoridade competente determina que a despesa seja liquidada. 
385.IADM-ACI-BOAVISTA/2020. Sobe a despesa pública, analise a afirmativa: o despacho 
exarado pela autoridade competente determinando que a despesa seja paga, denomina-se 
Ordem de pagamento. 
386.CESPE-ACE-TC-RJ/2020. Acerca da despesa pública, julgue o item: A ordem de 
pagamento da despesa orçamentária somente pode ser exarada em documentos 
processados pelos serviços de contabilidade. 
Comentários 
Segundo Paludo (2017) “O estágio do pagamento corresponde ao efetivo desembolso 
financeiro público, precedido do empenho e da liquidação. De acordo com o art. 65 da Lei nº 
4.320/1964, o pagamento será efetuado por Tesouraria ou Pagadoria, por estabelecimentos 
bancários credenciados e, em casos excepcionais, por meio de adiantamentos. 
O conceito legal define a Ordem de Pagamento como o despacho exarado por autoridade 
competente, determinando que a despesa seja paga. Esse despacho somente poderá 
ocorrer após cumprido o estágio da liquidação. 
Ordem bancária – somente pode ser emitida após a “ordem de pagamento”. É o 
documento emitido no SIAFI que materializa o pagamento da despesa e que efetivamente 
transfere para a conta do fornecedor beneficiário o valor líquido a que ele tem direito pelo 
material entregue ou pelo serviço prestado. 
Estágio da Despesa Pública que extingue a obrigação
Despacho do Ordenador de Despesa que manda pagar
Documento emitido no Siafi que viabiliza o pagamento
PAGAMENTO
Ordem de Pagamento
Ordem Bancária
 
Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, a questão 382 está correta; 
na questão 383 a alternativa A é a resposta, visto que se trata do estágio de pagamento; a 
questão 384 está errada: estágio de pagamento é o efetivo desembolso – despacho é a 
“ordem de pagamento”, que se materializa mediante a emissão da ordem bancária; e as 
questões 385e386 estão corretas: ordem de pagamento é o despacho que manda pagar, 
que deve ser exarado em documento processado pela contabilidade. 
7.1 Dívida Pública 
386-A.CESPE-ACE-TCDF/2020. A respeito da dívida pública, julgue o item: A trajetória da 
dívida pública federal nos últimos 10 anos apresenta uma tendência de crescimento com 
ampliação da velocidade de crescimento desde novembro de 2014. 
PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 
 
106 
 
 
Portanto, a questão está correta: o gráfico mostra que a dívida pública cresceu e que a 
partir de 2014 o crescimento foi ainda maior. O valor de 2020 eu acrescentei. 
387.ESAF-Analista-ANAC/2016. Contraída pelo Tesouro Nacional por um breve e 
determinado período de tempo, a dívida flutuante compreende os seguintes itens: os 
Restos a Pagar, excluídos os serviços da dívida; os serviços da dívida a pagar; os 
depósitos; os débitos de tesouraria. 
388.VUNESP-Contador-TJ-SP/2015. Sobre dívida pública. A dívida flutuante compreende 
os restos a pagar, excluídos os serviços da dívida; os serviços da dívida a pagar; os 
depósitos; bem como os débitos de tesouraria. 
389.CESPE-AnalistaAdmTRT-MT/2015. Com relação à despesa pública, analise a 
afirmativa: Os resíduos passivos de cada exercício são uma modalidade de dívida pública 
flutuante e denominam-se restos a pagar. 
390.FCC-ACE-TC-CE/2015. As rubricas que compõem a dívida flutuante da União, dos 
Estados, dos Municípios e do Distrito Federal são identificadas no Capítulo II do Título IX da 
Lei Federal nº 4.320/64. De acordo com a disciplina fixada por essa Lei, essa dívida 
flutuante compreende 
I. os compromissos de exigibilidade superior a doze meses, contraídos para atender a 
desequilíbrio orçamentário de serviços públicos. 
II. os restos a pagar, excluídos os serviços da dívida. 
III. os compromissos de exigibilidade superior a doze meses, contraídos para atender a 
desequilíbrio financeiro de obras públicas. 
IV. os serviços da dívida a pagar. 
391.CESPE-AnalistaAdministrativo-TRE-PI/2016. No que se refere a dívida pública, 
analise a afirmativa: Serviços de dívidas a pagar são empenhos processados, vinculados a 
contratos de prestação de serviços, com seus respectivos encargos financeiros, e não 
pagos ao término do seu exercício financeiro. 
Comentários 
Segundo Paludo (2020) “A dívida flutuante corresponde aos passivos financeiros exigíveis 
em prazo inferior a 12 meses, que não necessitam de autorização orçamentária para o 
seu pagamento, porque já foram autorizados pelo Poder Legislativo e resta apenas o seu 
pagamento, ou porque referem-se a dispêndios extraorçamentários. 
PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 
 
107 
 
De acordo com o art. 92 da Lei nº 4.320/1964, a dívida flutuante compreende: I- os Restos 
a Pagar, excluídos os serviços da dívida. Os Restos a Pagar são resíduos passivos - 
correspondem às despesas empenhadas e não pagas no exercício financeiro, e incluem 
tanto os processados como os não processados; II- os serviços da dívida a pagar. Os 
serviços da dívida a pagar incluem os valores referentes à amortização do principal, juros, 
correção monetária (se houver), bem como outros encargos oriundos da dívida pública de 
longo prazo. Essas despesas também correspondem a uma “espécie de Restos a Pagar”, 
visto que a Nota de Empenho para o seu pagamento foi emitida em exercício anterior; III – 
os depósitos. Os depósitos abrangem as cauções em dinheiro, as obrigações de terceiros 
a recolher, as consignações a pagar, e outros depósitos de caráter devolutivo; IV – os 
débitos de Tesouraria. Os débitos de Tesouraria são as obrigações oriundas de 
Antecipações de Receitas Orçamentárias (ARO), realizadas com a finalidade de cobrir as 
necessidades financeiras de caixa. Só podem ser contratadas a partir do dia 10 de janeiro e 
devem ser liquidadas até o dia 10 de dezembro, inclusive com juros, correção monetária e 
demais encargos”. 
Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, temos as seguintes 
respostas: as questões 387a389 estão corretas: a 387-388 trazem todos os componentes 
da dívida flutuante, e a 389 reforça que resíduos passivos são restos a pagar e, portanto, 
dívida flutuante; na questão 390 os itens II e IV estão corretos e compõem a dívida 
flutuante – os demais estão errados; e a questão 391 está errada: conforme texto acima 
serviços da dívida a pagar são despesas relacionadas à dívida e não simplesmente 
serviços. 
392.MSC-Tesoureiro-RJ/2021. A respeito da dívida pública, conforme a Lei Complementar 
nº 101/2000, analise: Dívida pública consolidada ou fundada é o montante total, apurado 
sem duplicidade das obrigações financeiras do ente da Federação, assumidas em virtude de 
leis, contratos, convênios, ou tratados e da realização de operações de crédito, para 
amortização em prazo superior a doze meses. 
393.UFSB-Auditor-UFSB/2017. Sobre dívida pública. Segundo a Lei nº 4.320/1964, a 
dívida pública consolidada compreende os compromissos assumidos mediante emissão de 
títulos para resgaste em exercício financeiro subsequente. 
394.CESPE-AnalistaControle-Adm-TCE-PR/2016. Acerca de dívida e endividamento, 
analise a afirmativa: dívida pública consolidada ou fundada representa as obrigações 
financeiras de determinadoente federativo, eliminadas as duplicidades, cujas origens são 
contratos, convênios, tratados, leis, e operações de crédito com prazo de amortização 
superior a doze meses. 
395.CESPE-AnalistaAdministrativo-STJ/2015. Com relação a conceitos e normas 
aplicáveis à despesa pública. As operações de crédito contraído pelo poder público integram 
a dívida pública fundada, independentemente do prazo de amortização, desde que a receita 
correspondente conste do respectivo orçamento. 
396.FCC-ACE-TC-CE/2015. Sobre dívida pública. Nos termos da LRF, o montante total, 
apurado sem duplicidade, das obrigações financeiras do Estado do Ceará assumidas em 
virtude de contratos é denominada dívida pública consolidada. 
397.CEBRASPE-Auditor-DF/2020. Em relação aos limites da dívida pública, julgue o item: 
Ainda que não sejam pagos durante a execução do orçamento em que tenham sido 
incluídos, os precatórios judiciais integram a dívida consolidada, para fins de aplicação dos 
limites. 
398.FCC-Auditor-MP-Paraíba/2015. Nos termos da Lei de Responsabilidade Fiscal, os 
precatórios judiciais não pagos durante a execução do orçamento em que foram incluídos 
devem, para fins de aplicação de limites, integrar a dívida consolidada. 
PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 
 
108 
 
Comentários 
Segundo Paludo (2017) “A dívida fundada corresponde aos passivos financeiros com 
exigibilidade superior a 12 meses, que necessitam de autorização legislativa para o seu 
pagamento, cuja despesa deve passar pelos estágios de empenho, liquidação e 
pagamento. Abrangem tanto a dívida interna quanto a externa. 
De acordo com o art. 98 da Lei nº 4.320/1964, a dívida fundada compreende os 
compromissos de exigibilidade superior a 12 meses, contraídos para atender a 
desequilíbrio orçamentário ou a financiamento de obras e serviços públicos. O § 2º do art. 
115 do Decreto nº 93.872/1986 é mais claro e diz que “a dívida fundada ou consolidada 
compreende os compromissos de exigibilidade superior a 12 meses contraídos mediante 
emissão de títulos ou celebração de contratos para atender a desequilíbrio orçamentário, 
ou a financiamento de obras e serviços públicos, e que dependam de autorização 
legislativa para amortização ou resgate”. 
A LRF traz um conceito mais atual e mais amplo que os da Lei nº 4.320/1964 e do 
Decreto nº 93.872/1986. No art. 29, inciso I, define a dívida pública consolidada ou 
fundada como o montante total, apurado sem duplicidade, das obrigações financeiras do 
ente da Federação, assumidas em virtude de leis, contratos, convênios ou tratados e da 
realização de operações de crédito, para amortização em prazo superior a 12 meses. Ainda 
de acordo com a LRF, as operações de créditos que constaram no orçamento, mesmo com 
prazo de vencimento inferior a 12 meses, são consideradas dívida fundada. 
Portanto, a dívida fundada ou consolidada compreende: as operações de crédito, para 
amortização em prazo superior a 12 meses; os compromissos diversos com exigibilidade 
superior a 12 meses; a emissão de títulos públicos; as obrigações assumidas em virtude de 
leis, contratos, convênios ou tratados; a assunção, o reconhecimento ou a confissão de 
dívidas por ente da Federação; as operações de créditos com prazo inferior a 12 meses 
que constaram no orçamento. 
No que se refere ao § 7º do art. 30 da LRF, os precatórios judiciais não pagos durante a 
execução do orçamento em que houverem sido incluídos integram a dívida consolidada, 
apenas para fins de aplicação dos limites de endividamento. Portanto, para outras 
finalidades e conceitualmente falando, não são dívida fundada”. 
Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, todas as questões estão 
corretas: 392, conceito de dívida pública consolidada ou fundada, segundo a LRF; 393, 
compromissos mediante emissão de títulos para resgaste em exercício seguinte é dívida 
fundada; 394, traz o conceito de dívida consolidada; 395, destaca as operações de crédito 
que “constaram no orçamento”, consideradas dívida fundada independentemente do prazo 
de quitação; 396, menciona a dívida fundada de “contratos”; 397e398, trata dos precatórios 
judiciais não pagos durante a execução do orçamento – que segundo a LRF compõem a 
dívida consolidada apenas para aplicação dos limites. 
Capítulo 8. CRÉDITOS ADICIONAIS 
399.FGV-EspecialistaPP-SALVADOR/2020. Sobre orçamento público e créditos 
orçamentários. As autorizações de despesa não computadas ou insuficientemente dotadas 
na Lei de Orçamento são créditos adicionais. 
400.UFSB-AUDITOR-UFSB/2017. De acordo com a Lei nº 4.320/1964, analise a afirmativa 
acerca dos créditos adicionais: os créditos adicionais são autorizações de despesa não 
computadas ou insuficientemente dotadas na Lei do Orçamento. 
PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 
 
109 
 
401.CESPE-Administrador-TCE-PA/2016. Com relação a despesas. Despesas públicas 
não computadas na lei de orçamento anual ou insuficientemente dotadas poderão ser 
autorizadas por meio dos denominados créditos adicionais. 
402.CONSULPLAN-AnalistaAdministrativo-TRE-MG/2013. A respeito da despesa pública. 
O orçamento anual pode ser alterado por meio de créditos adicionais. Por crédito adicional, 
entendem-se as autorizações de despesas não computadas ou insuficientemente dotadas 
na lei orçamentária. 
Comentários 
Segundo Paludo (2017) “Para a lei nº 4.320/1964 são créditos adicionais, as autorizações 
de despesa não computadas ou insuficientemente dotadas na Lei de Orçamento. 
Também chamados mecanismos retificadores do orçamento, os créditos adicionais 
proporcionam certa flexibilidade à programação orçamentária, procurando ajustar o 
orçamento aprovado com a realidade constatada na execução”. 
Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, todas as questões estão 
corretas e corresponde ao conceito de crédito adicional. 
403.CESPE-Administrador-ENAP/2015. Com relação ao orçamento público no Brasil. Todo 
crédito adicional constitui um crédito orçamentário, mas nem todo crédito orçamentário é 
também um crédito adicional. 
Comentários 
Segundo Paludo (2017) “Crédito orçamentário corresponde a uma autorização para 
realizar despesas. Sem essa autorização não há como acionar os mecanismos de 
execução dos programas governamentais e das ações vinculadas aos diversos órgãos, 
Unidades Orçamentárias e Unidades Administrativas. 
Crédito inicial ou ordinário é aquele que consta na LOA. Todos os demais são 
créditos adicionais”. A figura a seguir, extraída de meu livro Orçamento Público, Afo e 
Lrf ajuda a compreender os créditos orçamentários. 
 
Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, a questão está correta: os 
créditos adicionais são créditos orçamentários, mas nem todo crédito orçamentário é 
adicional – porque existem os créditos iniciais/ordinários que constam na LOA. 
404.PROGEP-Auditor-Uberlândia/2020. Créditos adicionais são autorizações de despesa 
não computadas ou insuficientemente dotadas na Lei de Orçamento e classificam-se em 
Suplementar, Especial e Extraordinário. 
405.CESPE-AgteAdministrativo-MDIC/2014. Relativo ao orçamento público no Brasil. 
Durante o exercício financeiro, a lei orçamentária anual pode ser retificada devido a 
aprovação de créditos adicionais suplementares, especiais ou extraordinários. 
PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 
 
110 
 
406.FCC-AnalistaCE-TC-AM/2013. Sobre despesa pública. De acordo com a Constituição 
de 1988 e Lei nº 4.320/1964, os créditos adicionais classificam-se em suplementares, 
especiais, e extraordinários. 
407.VUNESP-Contador-TJ-SP/2013. As autorizações de despesa não computadas ou 
insuficientemente dotadas na Lei de Orçamento – as quais são classificadas em 
suplementares, especiais e extraordinárias – são consideradas créditos adicionais. 
Comentários 
Segundo Paludo (2017) “À exceção dos créditosordinários contidos na LOA, todos os 
demais créditos orçamentários aprovados no decorrer do exercício são denominados 
créditos adicionais. Assim, adicional é o gênero, que possui três espécies: os créditos 
suplementares, os créditos especiais e os créditos extraordinários”. 
Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, as questões estão corretas: os 
créditos adicionais classificam-se em: suplementares, especiais e extraordinários. 
408.PROGEP-Auditor-Uberlândia/2020. A respeito das espécies de créditos adicionais, 
analise a afirmativa: Crédito Adicional Suplementar é destinado ao reforço de dotação 
orçamentária. 
409.FUNDATEC-Contador-IEP-RS/2020. Analise a seguinte afirmativa sobre créditos 
adicionais: Os créditos suplementares e especiais são autorizados por decreto executivo e 
abertos por lei. 
410.FCC-AnalistaAdm-TRE-Amapá/2015. No dia 01/10/2015, o gestor de uma entidade 
pública governamental constatou que o crédito orçamentário disponível não seria suficiente 
para cobrir as tarifas de energia elétrica até o fim do exercício financeiro e, 
consequentemente, manter em funcionamento os serviços públicos já existentes à época. 
Para garantir a execução da despesa relativa ao fornecimento de energia elétrica para 
manutenção dos serviços públicos, o gestor deve abrir crédito adicional suplementar, por 
meio de decreto e após prévia autorização legislativa, o qual não poderá ser reaberto em 
2016. 
411.FGV-AnalistaAdministrativo-TJ-AM/2013. Créditos Adicionais são autorizações de 
despesas não computadas ou insuficientemente dotadas na Lei do Orçamento. A esse 
respeito, os créditos suplementares, para serem abertos, dependem da existência de 
recursos disponíveis para ocorrer a despesa e devem ser precedidos de exposição 
justificada. 
Comentários 
Segundo Paludo (2017) “Créditos suplementares são aqueles destinados ao reforço de 
dotação orçamentária recebida (art. 41, I, da Lei nº 4.320/1964), ou seja, já existia uma 
dotação para aquela finalidade, mas essa dotação se mostrou insuficiente. Ex.: em uma 
entidade pública um programa é aprovado e descentralizado, e o crédito para material de 
consumo é no valor de R$ 100 mil. No decurso do ano percebe-se que o valor necessário 
para material de consumo é de R$ 150 mil. Essa diferença de R$ 50 mil necessita de um 
crédito que suplemente, que complemente o orçamento recebido. Por isso o nome de 
crédito suplementar. 
Esses créditos estão diretamente relacionados com o orçamento, visto que apenas 
reforçam/suplementam dotações aprovadas na Lei Orçamentária Anual, e não podem ser 
reabertos no exercício seguinte, ainda que aprovados no dia 30 de dezembro. 
Os créditos suplementares têm autorização contida no próprio texto da LOA, mas 
estão vinculados aos limites fixados na forma de percentual, que variam conforme a 
natureza do gasto. A abertura de créditos suplementares necessita de justificativa e de 
PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 
 
111 
 
fonte de recursos correspondentes, visto que se não há existência de recursos 
disponíveis não há que se falar em abertura de crédito adicional suplementar, pois esses 
créditos não possuem caráter de urgência”. 
Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, temos as seguintes respostas: 
408 está correta, crédito Suplementar destina-se a reforço de dotação; 409 está errada, 
créditos suplementares são abertos por decreto; 410 está correta, para suplementar 
dotação insuficiente utiliza-se crédito suplementar, autorizado por decreto, que não poderá 
ser reaberto no ano seguinte; 411, créditos suplementares dependem da existência de 
recursos e justificativa para sua abertura. 
412.ESAF-AnalistaAdministrativoMTUR/2014. A respeito dos créditos adicionais. Créditos 
suplementares são destinados ao reforço de dotação orçamentária. A Lei Orçamentária 
Anual poderá conter autorização para a abertura de créditos suplementares, limitados a 
determinada importância ou percentual sem a necessidade de submissão ao Poder 
Legislativo. Tais créditos terão vigência no exercício em que forem abertos. 
413.FGV-EspecialistaLegislativo-ALERJ/2017. Durante o exercício financeiro, verificou-se 
que, em um ente público, a dotação para serviços de manutenção de equipamentos de 
informática foi dimensionada a menor. Em decorrência disso, foi solicitada a abertura de um 
crédito adicional. Esse crédito adicional: 
A) conserva a sua especificidade e não é incorporado ao orçamento; 
B) deve ser coberto apenas com recursos de superávit financeiro; 
C) pode ser reaberto no exercício seguinte, no caso de execução incompleta; 
D) pode ser aberto dentro dos limites autorizados na LOA; 
E) não pode gerar inscrição em restos a pagar. 
Comentários 
Segundo Paludo (2017) “Créditos suplementares são aqueles destinados ao 
reforço de dotação orçamentária recebida (art. 41, I, da Lei nº 4.320/1964), ou seja, 
já existia uma dotação para aquela finalidade, mas essa dotação se mostrou 
insuficiente. Os créditos suplementares têm autorização contida no próprio texto 
da LOA, mas estão vinculados aos limites fixados na forma de percentual, que 
variam conforme a natureza do gasto”. 
Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, a questão 412 está correta; 
e a alternativa D é a verdadeira e a resposta da questão 413. 
414.PROGEP-Auditor-Uberlândia/2020. A respeito das espécies de créditos adicionais, 
analise a afirmativa: Crédito Adicional Especial é destinado a despesas para as quais não 
haja dotação orçamentária específica. 
415.IBAMSP-AuditorFiscal-Santos/2020. De acordo com o regramento estabelecido na Lei 
nº 4.320/1964, os créditos destinados a despesas para as quais não haja dotação 
orçamentária específica, são considerados créditos especiais. 
416.FCC-ACE-TC-CE/2015. Sobre créditos adicionais. Na lei orçamentária anual para o 
exercício de 2015, de determinado ente da federação, não consta dotação específica para 
aquisição de veículos. Pretendendo o gestor público, no referido exercício, realizar tal 
despesa deverá abrir um crédito adicional a ser classificado em especial. 
417.CESPE-AnalistaAdministrativo-SGES/2013. Acerca de créditos orçamentários. Em 
relação aos créditos orçamentários. O governo do estado que pretenda criar nova secretaria 
PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 
 
112 
 
de governo após a aprovação da LOA pode fazer uso de créditos especiais, dada a 
inexistência de dotação específica para tal fim na referida lei. 
418.CESPE-AUDITOR-DF/2020. Julgue o item, relativo aos créditos adicionais: O crédito 
especial cujo ato de autorização seja promulgado nos últimos quatro meses do exercício 
financeiro pode ser reaberto e incorporado ao orçamento do ano seguinte, desde que 
respeitado o limite do seu saldo. 
419.ESAF-AnalistaAdm-MTUR/2014. A respeito dos créditos adicionais. Créditos especiais 
são destinados às despesas para as quais não haja dotação orçamentária específica, 
devendo ser autorizados por lei. Note-se que sua abertura depende da existência de 
recursos disponíveis. Tais créditos não poderão ter vigência além do exercício em que forem 
autorizados, salvo se o ato de autorização for promulgado nos últimos quatro meses 
daquele exercício, caso em que reabertos nos limites dos seus saldos, serão incorporados 
ao orçamento do exercício financeiro subsequente. 
420.FUNDATEC-AdministradorCRP-RS/2019. Segundo a Lei nº 4.320/1964, são créditos 
adicionais as autorizações de despesa não computadas ou insuficientemente dotadas na Lei 
de Orçamento. Tendo em vista o conteúdo apresentado, assinale a alternativa que 
apresenta conceito adequado sobre créditos adicionais especiais: São proventos destinados 
a despesas para as quais não haja dotação orçamentária específica. 
Comentários 
Segundo Paludo (2017) “Créditos Especiais são aqueles destinados a despesas para as 
quais não haja dotação orçamentária específica (art. 41,II, da Lei nº 4.320/1964). Ex.: 
não foi previsto no orçamento a aquisição de microcomputadores. No decorrer do ano foi 
identificado que a falta de microcomputadores estava prejudicando o desenvolvimento das 
atividades da entidade pública e comprometendo a prestação de serviços aos cidadãos. 
Decide-se então pela aquisição dos microcomputadores. A autorização para essa aquisição 
deverá ser feita mediante projeto de lei específico de crédito especial a ser aprovado pelo 
Congresso Nacional, pois se trata de uma despesa nova, ainda não autorizada pelo Poder 
Legislativo. 
Os créditos adicionais especiais, portanto, referem-se a despesas novas não 
contempladas na LOA – Lei Orçamentária Anual. Em termos de gestão, refletem uma falha 
de planejamento, haja vista que a despesa sequer foi prevista. Qualquer que seja a 
despesa objeto do crédito especial, necessita de justificativa e de fonte de recursos 
correspondentes, visto que se não há recursos disponíveis não há que se falar em abertura 
de crédito adicional especial, pois, geralmente, esses créditos também não possuem 
caráter de urgência. 
Com relação ao período de vigência, o art. 167, § 2º, da CF/1988 é claro: os créditos 
especiais e extraordinários terão vigência no exercício financeiro em que forem 
autorizados, salvo se o ato de autorização for promulgado nos últimos quatro meses 
daquele exercício, caso em que, reabertos nos limites de seus saldos, serão incorporados 
ao orçamento do exercício financeiro subsequente”. 
Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, temos as seguintes respostas: 
as questões 414a417 estão corretas: as afirmativas se referem a créditos especiais; as 
418e419 estão corretas: se promulgado nos últimos quatro meses do exercício, poderão 
ser reabertos no ano seguinte; e a questão 420 está errada: créditos especiais não são 
proventos: são créditos. 
421.CESPE-ACE-TCDF/2020. Julgue o item, acerca de orçamento público: Considerando-
se a inexistência de créditos ordinários na LOA de 2020 e a situação de calamidade pública, 
os referidos créditos adicionais devem ser classificados como extraordinários. 
PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 
 
113 
 
422.PROGEP-Auditor-Uberlândia/2020. A respeito das espécies de créditos adicionais, 
analise a afirmativa: Crédito Adicional Extraordinário é destinado a despesas urgentes e 
imprevistas, em caso de guerra, comoção intestina ou calamidade pública. 
423.FUNCERN-ACI-SJM-RN/2020. Quanto aos créditos adicionais. Os créditos adicionais 
destinados a despesas urgentes e imprevistas em caso de comoção intestina são 
classificados como extraordinários. 
424.CESPE-EspecialistaFinanças-TELEBRÁS/2015. Acerca da execução do orçamento e 
mecanismos para corrigir insuficiências ou para garantir o pagamento a fornecedores. 
Situação hipotética: Em razão das chuvas ocorridas em determinado município, muitas 
casas foram levadas pelas águas, o que gerou um estado de calamidade na região, e, para 
tal emergência, não há previsão de destinação de recursos na lei orçamentária do 
município. Assertiva: Nesse caso, o prefeito poderá emitir decreto que permita abrir créditos 
adicionais extraordinários, mesmo sem indicar a fonte de recursos. 
425.VUNESP-AnalistaGestão-SJC/2015. Para atender a despesas imprevisíveis e 
urgentes, como as decorrentes de guerra, comoção interna ou calamidade pública, poderá 
ser admitida/o 
A) o aumento de dotação orçamentária por receita vinculada. 
B) a abertura de crédito extraordinário. 
C) a transferência de dotações orçamentárias do Poder Legislativo. 
D) a transferência de dotações orçamentárias do Poder Judiciário. 
E) a possibilidade de transferências de dotações orçamentárias dos Poderes Legislativo e 
Judiciário. 
426.FCC-Contador-TRF3/2014. Sobre orçamento público. É regra atinente aos créditos 
adicionais: a abertura de crédito adicional destinado a despesa urgente e imprevista em 
caso de calamidade pública independe de ciência ao Poder Legislativo. 
Comentários 
Segundo Paludo (2017) “Créditos extraordinários são aqueles destinados a despesas 
urgentes e imprevistas, como em caso de guerra, comoção intestina ou calamidade 
pública. O art. 167, § 3º, da CF/1988 especifica: A abertura de crédito extraordinário somente 
será admitida para atender a despesas imprevisíveis e urgentes, como as decorrentes de 
guerra, comoção interna ou calamidade pública, observado o disposto no art. 62 (medida 
provisória). Ex.: As despesas decorrentes das enchentes/desmoronamentos no Rio de 
Janeiro em 2010. Esse tipo de despesa não comporta previsão, são despesas urgentes e 
decorrentes de calamidade pública. Tem como meio de atendimento os créditos 
extraordinários porque decorrem de situação extraordinária. 
Por serem urgentes, esses créditos não se submetem previamente à aprovação do 
Congresso Nacional. São autorizados através de Medida Provisória do chefe do Poder 
Executivo, que depois deve submetê-las à apreciação do Congresso Nacional. 
Por se tratar de despesas urgentes e inadiáveis, não é exigida previamente a indicação da 
fonte de recursos que garantirá os créditos, e a Lei nº 4.320/1964 também não exige a 
justificativa. 
A abertura desses créditos extraordinários se dará mediante a publicação da medida 
provisória ou do decreto no Diário Oficial respectivo (da União ou do estado), não 
necessitando, portanto, de nenhum ato complementar”. 
Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, temos as seguintes respostas: 
as questões 421a424 estão corretas e se referem a créditos extraordinários; na questão 
PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 
 
114 
 
425 a alternativa B é a resposta, comoção interna ou calamidade pública é caso de crédito 
extraordinário; e a questão 426 está correta: a abertura de crédito extraordinário independe 
de ciência prévia ao Poder Legislativo: é feito diretamente por medida provisória. 
427.CEBRASPE-SEFAZ-AL/2020. A respeito de orçamento público e créditos adicionais, 
julgue o item: A anulação parcial de dotações orçamentárias não é uma fonte de recursos 
para a abertura de crédito suplementar. 
428.PROGEP-Auditor-Uberlândia/2020. A respeito de fontes de recursos para créditos 
adicionais, analise a afirmativa: Superávit Financeiro é a diferença positiva entre o ativo 
financeiro e o passivo financeiro, conjugando-se, ainda, os saldos dos créditos adicionais 
transferidos e as operações de crédito a eles vinculadas. 
429.FUNDATEC-CONTADOR-IEP-RS/2020. Analise a seguinte afirmativa sobre fonte de 
recursos para créditos adicionais: Entende-se por superávit financeiro a diferença positiva 
entre o ativo financeiro e o passivo financeiro, conjugando-se, ainda, os saldos dos créditos 
adicionais transferidos e as operações de crédito a eles vinculadas. 
430.FCC-Contador-TRF3/2014. É regra atinente as fontes de recursos dos créditos 
adicionais: consideram-se recursos disponíveis para a abertura de créditos suplementares 
os resultantes de anulação parcial de dotação orçamentária. 
431.FCC-Contador-TRT16/2014. A abertura do crédito adicional visando à aquisição das 
ambulâncias depende da existência de recursos disponíveis para ocorrer a despesa. Dentre 
eles, considera-se recurso disponível 
A) o superávit financeiro apurado durante a execução orçamentária do exercício. 
B) os resultantes da economia orçamentária. 
C) o excesso de arrecadação das receitas extraorçamentárias. 
D) os resultantes de anulação parcial ou total de despesas empenhadas e não realizadas. 
E) o superávit financeiro apurado em balanço patrimonial do exercício anterior. 
432.CESPE-AgteAdministrativo-TC-RO/2013. Relativo a créditos adicionais. O excesso de 
arrecadação apurado em exercício anterior poderá ser utilizado integralmente como fonte de 
abertura de créditos adicionais. 
Comentários 
Segundo Paludo (2017) “A fonte de recursos indica a origem dos recursos, de onde virão 
os recursos,para garantir a realização das despesas referentes aos créditos adicionais; 
indica, portanto, como serão financiadas as despesas que serão realizadas com a 
aprovação e abertura de créditos adicionais. 
As possíveis fontes de recursos para abertura de créditos adicionais são: 
De acordo com a Lei nº 4.320/1964: I- o superávit financeiro apurado em balanço 
patrimonial do exercício anterior; II- os provenientes de excesso de arrecadação; III- os 
resultantes de anulação parcial ou total de dotações orçamentárias ou de créditos 
adicionais, autorizados em Lei; IV- o produto de operações de crédito autorizadas, em 
forma que juridicamente possibilite ao Poder Executivo realizá-las. De acordo com art. 5º, 
III, da LRF – Lei de Responsabilidade Fiscal: V- Reserva de contingência; De acordo com 
o art. 166, § 8º, da CF: VI- os recursos decorrentes de veto, emenda ou rejeição do projeto 
de Lei Orçamentária Anual”. 
Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, temos as seguintes respostas: 
as questões 427a430 estão corretas: todos os exemplos citados são fontes de recursos 
válidas para créditos adicionais; na questão 431 a alternativa E é a resposta: superávit 
PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 
 
115 
 
financeiro é fonte de recurso disponível para garantir créditos adicionais; a questão 432 está 
errada: excesso de arrecadação ocorre no exercício e não em exercício anterior (nesse 
caso será superávit financeiro). 
433.FGV-AnalistaOrçamento-IBGE/2016. Os créditos adicionais são as autorizações de 
despesas não computadas ou insuficientemente dotadas na LOA. Salvo exceções previstas, 
sua abertura depende da indicação de fonte de recursos. A fonte de recurso que, quando 
utilizada, NÃO causa aumento global da dotação inicial autorizada na LOA é: 
A) excesso de arrecadação; 
B) operações de crédito autorizadas; 
C) recebimentos de convênios e recursos vinculados não previstos na LOA; 
D) reserva de contingência; 
E) superávit financeiro apurado em balanço patrimonial do exercício anterior. 
434.FCC-ConselheiroTCM-RJ/2015. Sobre despesa pública e créditos orçamentários. A 
abertura de crédito adicional com recursos da anulação total ou parcial de dotação não 
altera o montante total do crédito orçamentário aprovado na Lei Orçamentária Anual. 
Comentários 
Segundo Paludo (2017) “Resta ainda especificar as fontes de recursos que afetam o 
orçamento anual, e aquelas que não o afetam. O quadro a seguir traz essa informação:” 
ALTERAM O ORÇAMENTO ANUAL NÃO ALTERAM O ORÇAMENTO ANUAL
Superávit Financeiro Reserva de Contingência
Excesso de Arrecadação Anulação Parcial ou Total de Dotação
Operações de Crédito
Recursos Decorrentes de Veto ou Rejeição
FONTE DE RECURSOS PARA CRÉDITOS ADICIONAIS
 
Fonte de recursos para abertura de créditos adicionais. 
Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, na questão 433 a alternativa D 
é a resposta: reserva de contingência é fonte de recursos que não causa aumento da 
dotação autorizada na LOA; e a questão 434 está correta: anulação total ou parcial de 
dotação não altera o total do crédito aprovado na LOA. 
Capítulo 9. RESTOS A PAGAR 
435.CESPE-AUDITOR-SEFAZ-AL/2020. A respeito de despesas públicas e restos a pagar, 
julgue o item: Os restos a pagar são as despesas empenhadas e não liquidadas até o dia 31 
de dezembro do exercício financeiro. 
436.VUNESP-AuditorCI-PMSP/2015. A respeito de despesa pública e restos a pagar. 
Restos a pagar são despesas empenhadas, mas não pagas dentro do exercício financeiro. 
437.CESPE-AnalistaAdministrativoMI/2013. Sobre despesas públicas. Restos a pagar são 
despesas empenhadas, mas não pagas até o dia 31 de dezembro do exercício corrente, 
distinguindo-se as processadas das não processadas. 
PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 
 
116 
 
438.FCC-ConselheiroTCM-GO/2015. Sobre despesa pública. É correto afirmar que Restos 
a Pagar são despesas empenhadas e não pagas até 31 de dezembro, estejam elas 
liquidadas ou não liquidadas. 
439.CESPE-Administrador-FUB/2015. Acerca do orçamento público. Os restos a pagar 
compreendem as despesas empenhadas e não pagas até o dia 31 de dezembro e servem 
para resguardar o direito do credor de receber, uma vez que a despesa foi empenhada. 
Comentários 
Segundo Paludo (2020) “O conceito de Restos a Pagar encontra-se expresso no art. 36 da 
Lei nº 4.320/1964 como sendo as despesas empenhadas, mas não pagas até o dia 31 
de dezembro. 
A inscrição não garante o direito ao pagamento – é necessário que se cumpra 
integralmente o estágio da liquidação (que em Restos a Pagar é definido como 
“processado”). Portanto, alguns empenhos inscritos poderão ser cancelados se o 
fornecedor não entregar o material ou não prestar o serviço conforme combinado”. 
Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, a questão 435 está errada, 
restos a pagar são as despesas “empenhadas” e não pagas, que podem estar liquidadas ou 
não; as questões 436a438 estão corretas: trazem o conceito de restos a pagar; e a questão 
439 está errada: conforme texto acima a inscrição não garante o pagamento pois a nota de 
empenho pode ser anulada (cancelada). 
440.CESPE-AnalistaControle-Adm-TCE-PR/2016. No que se refere à despesa pública, 
especialmente restos a pagar. Os valores inscritos em restos a pagar de tribunal, referentes 
a despesas não liquidadas, se caracterizam como dívidas flutuantes, uma vez que sua 
previsão de pagamento é de curto prazo. 
441.ESAF-Analista-ANAC/2016. Sobre despesa e dívida pública. Contraída pelo Tesouro 
Nacional por um breve e determinado período de tempo, os Restos a Pagar compõem a 
dívida flutuante. 
Comentários 
Segundo Paludo (2017) “Restos a pagar integram a dívida flutuante, conforme art. 92 da Lei 
nº 4.320/1964 - são resíduos passivos cujos pagamentos poderão, ou não, ocorrer em 
exercício(s) seguinte(s)”. 
Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, as duas questões estão 
corretas: restos a pagar integram a dívida pública flutuante. 
442.CESPE-Administrador-TCE-PA/2016. Com relação ao orçamento e despesas 
públicas. As despesas caracterizadas como restos a pagar são extraorçamentárias na 
inscrição e orçamentárias no pagamento. 
Comentários 
Segundo Paludo (2017) “Restos a Pagar é despesa orçamentária na inscrição e despesa 
extraorçamentária no pagamento”. 
Portanto, de forma inequívoca, a questão está errada: restos a pagar são despesas 
orçamentárias no ano da inscrição. 
 Caríssimos, penso que a questão 442 foi elaborada a partir do conteúdo de meu 
livro, pois utiliza os termos que escrevi, apenas invertendo a afirmação. 
443.CESPE-ACE-TC-RJ/2020. Com relação aos restos a pagar e despesas de exercícios 
anteriores: Independentemente de serem processadas ou não, só serão pagas as 
despesas inscritas em restos a pagar liquidadas. 
PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 
 
117 
 
444.CESPE-ACE-TC-RJ/2020. Acerca da despesa pública, julgue o item: Despesas com 
suprimento de fundos sem a apresentação da prestação de contas até o encerramento do 
exercício devem ser inscritas em restos a pagar não processados. 
Comentários 
Segundo Paludo (2017) “Toda despesa orçamentária é obrigada a percorrer os estágios de: 
empenho, liquidação e pagamento – e não pode haver inversão de nenhuma fase. O 
estágio do pagamento corresponde ao efetivo desembolso financeiro público, precedido do 
empenho e da liquidação. 
Não poderão ser inscritos em restos a pagar - não processados – as despesas referentes 
a diárias, ajuda de custo e suprimento de fundos. 
Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, a questão 443 está correta: a 
liquidação é condição prévia e obrigatória para ocorrer o pagamento; e a questão 444 está 
errada: suprimento de fundos não processado não pode ser inscrito em restos a pagar. 
445.VUNESP-Contador-TJ-SP/2015.Sobre restos a pagar. A dívida flutuante compreende, 
entre outros, os restos a pagar, sendo que o registro dos restos a pagar far-se-á por 
exercício e por credor, distinguindo-se as despesas processadas das não processadas. 
446.FCC-AnalistaAdministrativo-TRT-PR/2010. Quanto aos restos a pagar. Restos a 
Pagar de despesas não processadas são aqueles cujo empenho foi emitido e o objeto 
adquirido não foi entregue. 
447.ESAF-Analista-ANAC/2016. Sendo observados os limites globais de empenho e 
movimentação financeira, no que se refere à inscrição em Restos a Pagar Processados: A 
despesa deve ter sido prévia e legalmente empenhada; a despesa tenha sido liquidada, mas 
não paga no exercício. 
448.CESPE-Administrador-ENAP/2015. A respeito de orçamento público. Situação 
hipotética: Devido a novas demandas para a qualificação do servidor público, a ENAP 
adquiriu, no dia 23 de outubro de 2014, novas cadeiras, que foram entregues apenas em 
janeiro de 2015. Assertiva: Nessa situação, a despesa deve ser, no orçamento de 2015, 
classificada como restos a pagar processados. 
449.VUNESP-AnalistaPlanej-PMSP/2015. A diferença entre as despesas empenhadas que 
foram liquidadas e não pagas no final do exercício devem ser inscritas em 
A) déficit primário. 
B) dívida consolidada líquida. 
C) restos a pagar não processados. 
D) despesas de exercícios anteriores. 
E) restos a pagar processados. 
Comentários 
Segundo Paludo (2017) “As despesas inscritas em Restos a Pagar podem ser classificadas 
de modos diferentes. Segundo a Lei nº 4.320/1964, art. 36: ... distinguindo-se as 
processadas das não processadas e também de acordo com o Decreto nº 93.872/1986, art. 
67, § 2º: o registro dos Restos a Pagar far-se-á por exercício e por credor. 
Os Restos a Pagar processados equivalem às despesas liquidadas, ou seja, às 
despesas em que o credor já cumpriu sua obrigação, já entregou o material ou já prestou o 
serviço – tendo, portanto, direito líquido e certo ao pagamento correspondente. Os Restos 
a Pagar não processados equivalem às despesas não liquidadas, ou seja, são aquelas 
em que o fornecedor ainda não entregou o material ou não prestou o serviço. Esse credor 
PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 
 
118 
 
ainda não tem direito ao crédito, mas poderá tê-lo se cumprir sua obrigação conforme 
estipulado no empenho ou no contrato. 
O Manual do Siafi Web inclui os RP Não Processados em Liquidação. Assim, de acordo 
com o Manual do Siafi a inscrição dos RP será classificada em: a) RP Processados: no 
momento da inscrição a despesa estava liquidada; b) RP Não Processados em 
Liquidação: foi iniciada a entrega do material/serviço, que ainda está em fase de análise e 
conferência: não houve o recebimento definitivo; RP Não Processados a liquidar: no 
momento da inscrição a despesa não estava liquidada e sua inscrição está condicionada a 
indicação pelo Ordenador de Despesa da Unidade Gestora, ou pessoa por ele autorizada. 
As duas classificações estão corretas e poderão ser cobradas em provas”. 
Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, temos as seguintes respostas: a 
445 está correta, o registro de restos a pagar diferencia ano da inscrição, fornecedor, e 
despesas processadas e não processadas; a 446 está correta, trata-se de despesas não 
processadas; a 447 está correta e refere-se a restos a pagar processados; a 448 está 
errada: trata-se de restos a pagar não processados, pois em 31 de dezembro a mercadoria 
não havia sido entregue, estava não liquidada; e na questão 449 a resposta é a alternativa 
E: despesas liquidadas transformam-se em restos a pagar processados. 
450.ESAF-AnalistaPO-MPOG/2015. A respeito dos conceitos orçamento impositivo versus 
orçamento autorizativo e das práticas observadas na elaboração e execução do orçamento 
no Brasil em anos recentes, analise a afirmativa: restos a pagar não processados podem ser 
prorrogados para além do exercício subsequente ao exercício de sua inscrição. 
451.CESPE-ACE-Planejamento-TCE-PA/2016. No que se refere ao orçamento público e à 
atuação do Estado. Os restos a pagar processados terão validade até o dia trinta e um de 
dezembro do exercício subsequente, quando serão automaticamente cancelados. 
Comentários 
Segundo Paludo (2017) “Para os restos a pagar não processados a Regra Geral é: Os 
restos a pagar não processados e não liquidados posteriormente terão validade até 30 de 
junho do segundo ano subsequente ao de sua inscrição. Regras Específicas: I– Para os 
Órgãos do Poder Executivo: se a execução foi iniciada até 30 de junho do segundo ano 
subsequente ao da inscrição em restos a pagar a vigência dos restos a pagar inscritos 
continua; II– Para os restos a pagar relativos às despesas: a) do Programa de Aceleração 
do Crescimento – PAC; b) do Ministério da Saúde; ou c) do Ministério da Educação 
financiadas com recursos da Manutenção e Desenvolvimento do Ensino a vigência dos 
restos a pagar inscritos continua. 
Para os restos a pagar processados a Regra é que eles continuam vigendo além da 
data de 30 de junho do segundo ano subsequente ao de sua inscrição – independentemente 
de qualquer ato das Unidades Gestoras. Os Restos a Pagar processados não podem ser 
cancelados, visto que o fornecedor de bens e/ou serviços já cumpriu com a obrigação de 
fazer e a Administração Pública não poderá deixar de cumprir com a obrigação de pagar, 
sob pena de afrontar princípios como o da legalidade e da moralidade, que regem a 
Administração Pública (art. 37 da CF/1988)”. 
Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, a questão 450 está correta: 
restos a pagar não processados, cuja execução tenha sido iniciada - podem ser prorrogados 
para além do exercício subsequente ao da inscrição; e a questão 451 está errada: restos a 
pagar processados podem ter vigência de até cinco anos a contar da inscrição. 
452.ALTERNATIVE-Contador-SMBV/2020. De acordo a Lei Complementar nº 101, de 4 de 
maio de 2.000 e Lei nº 4.320, de 17 de março de 1964, no que tange os Restos a Pagar, 
analise a afirmativa: No balanço financeiro, os Restos a Pagar do exercício serão 
PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 
 
119 
 
computados na receita extra-orçamentária para compensar sua inclusão na despesa 
orçamentária. 
453.FUNDEP-TécnicoContabil-BC-MG/2020. Com relação as despesas de restos a pagar, 
analise a afirmativa a seguir: Os restos a pagar do exercício serão computados na receita 
extraorçamentária para compensar sua inclusão na despesa orçamentária. 
Comentários 
Segundo Paludo (2020) “Os Restos a Pagar do exercício serão computados na receita 
extraorçamentária para compensar sua inclusão na despesa orçamentária. 
Assim, chega-se à seguinte conclusão: no momento da inscrição do empenho em Restos 
a Pagar a despesa é orçamentária visto que utilizou orçamento do exercício e, no 
momento do pagamento da despesa inscrita, é despesa extraorçamentária, pois o 
orçamento da despesa é o do exercício anterior. 
Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, as duas questões estão 
corretas. 
Capítulo 10. DESPESAS DE EXERCÍCIOS ANTERIORES 
454.CESPE-ACE-TCDF/2020. Julgue o item, acerca das receitas e despesas públicas: 
Considere que determinada entidade pública tenha realizado o empenho em janeiro de x2, 
referente a merenda escolar entregue em dezembro de x1. Nessa situação, a referida 
despesa pertence ao exercício de x2, sob a classificação de despesas de exercícios 
anteriores. 
455.CESPE-Procurador-MP-CE/2020. Um órgão público inscreveu em restos a pagar 
compromisso que ainda não havia sido liquidado, mas no exercício seguinte, a referida 
inscrição em restos a pagar foi cancelada. Um ano depois do cancelamento, a 
administração pública reconheceu que o serviço correspondente àquele compromisso havia, 
de fato, sido prestado. Nessa situação, o pagamento do referido compromisso deve ser feito 
por meio daconta de despesas de exercícios anteriores. 
456.CESPE-AnalistaAdministrador-MP-CE/2020. Considerando uma compra realizada em 
31/12/2019 e paga 30 dias após a entrega, julgue o item: Essa despesa deve ser registrada 
como despesa de exercícios anteriores, uma vez que foi gerada em 2019 e liquidada em 
2020. 
457.FCC-AnalistaContábil-TRT23/2011. Quanto aos diversos termos da despesa pública. 
Despesas de exercícios anteriores são despesas orçamentárias. 
458.CONSULPLAN-AnalistaAdministrativo-TRE-MG/2013. Acerca de despesas da 
administração pública. Despesas de exercícios anteriores são despesas pagas com 
orçamento vigente, decorrentes de compromissos assumidos em exercícios anteriores 
àquele em que deva ocorrer o pagamento. 
Comentários 
Segundo Paludo (2020) "Despesas de Exercícios Anteriores são aquelas cujas 
obrigações se referem a exercícios findos, que não foram sequer empenhadas, ou 
tiveram seus empenhos cancelados – indevidamente ou por falta de saldo financeiro 
para a sua inscrição em Restos a Pagar. Podem se referir a um ou vários exercícios 
concomitantemente - e são pagos com dotação específica do orçamento vigente. 
Despesas de Exercícios Anteriores, embora se refiram a exercícios passados, são 
despesas orçamentárias, haja vista que a emissão da nota de empenho ocorre com 
dotação do exercício vigente". 
PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 
 
120 
 
Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, temos as seguintes respostas: 
454e455 estão corretas, são despesas de exercícios passados/anteriores; a 456 está 
errada, se a compra foi realizada e está aguardando entrega é porque houve emissão de 
empenho, e nesse caso se trata de restos a pagar; a questão 457 está correta, são 
despesas orçamentárias; e 458, está correta: são despesas pagas com orçamento vigente. 
 Caríssimos, penso que a questão 457 foi elaborada a partir do conteúdo de meu 
livro, pois utiliza os termos que escrevi, destaquei, e mantenho desde 2008. 
459.CESPE-AnalistaControle-Adm-TCE-PR/2016. No que se refere a despesas de 
exercícios anteriores, analise a afirmativa. Se o fato gerador de despesa de tribunal tiver 
ocorrido em determinado ano e, por alguma razão, a despesa ficar para ser paga somente 
no ano seguinte, considerando a mudança de exercício, essa despesa, para que possa ser 
paga, deverá ser inscrita, ao final do primeiro ano, como despesa de exercícios anteriores. 
460.CESPE-AnalistaAdministrativo-SGES/2013. Acerca de Despesas de exercícios 
anteriores. O ordenador de despesa do exercício anterior é autoridade competente para, por 
meio de pronunciamento expresso, reconhecer a dívida que será paga no exercício 
corrente. 
Comentários 
Segundo Paludo (2017) "Para uma despesa ser tratada como de exercícios anteriores, deve 
ser aberto um processo administrativo contendo a documentação correspondente ao direito 
do credor, e deve ser precedida de termo formal de reconhecimento da despesa, visto que 
somente as despesas líquidas e certas poderão receber tal tratamento. Esse 
reconhecimento da dívida a ser paga à conta de Despesas de Exercícios Anteriores 
compete ao ordenador de despesas, devendo o processo conter os seguintes docu-
mentos e informações ...”. 
Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, a questão 459 está errada: não 
há como “inscrever” despesas de exercícios anteriores (inscrição é para restos a pagar) – a 
despesa de exercício anterior é reconhecida e paga; e a questão 460 também está errada: 
o reconhecimento da despesa como de exercício anterior e, ato decorrente, autorização 
para pagamento, somente podem ser feitos pelo ordenador de despesa que estiver em 
exercício – e não pelo antigo ordenador de despesa. 
461.CESPE-Administrador-TCE-SC/2016. Relativo a receitas e despesas públicas. Se um 
órgão público reconhecer dívida referente a exercício financeiro já encerrado, a despesa 
poderá ser inscrita na conta de despesas de exercícios anteriores. 
Comentários 
Como disse acima, “inscrição” é de restos a pagar – quando ocorre ao final do exercício 
para ser paga no exercício seguinte. No entanto, nesta questão a palavra “inscrição” é 
utilizada no sentido de reconhecimento da despesa – sem configurar o registro da 
passagem de um ano para outro, que é restos a pagar. 
Portanto, a questão 461 está correta: se reconhecida a despesa referente a exercício 
encerrado – ela será paga como despesas de exercícios anteriores. 
462.QUADRIX-Administrador-CFO/2020. No que se refere ao orçamento público, julgue o 
item: Consideram‐se despesas de exercícios encerrados, as quais o orçamento respectivo 
consigne crédito próprio, com saldo suficiente para atendê‐las, que não se tenham 
processado na época própria. 
463.CESPE-EspecialistaFinanças-TELEBRÁS/2015. Acerca da execução do orçamento e 
mecanismos para corrigir insuficiências ou para garantir o pagamento a fornecedores. As 
despesas resultantes de compromissos assumidos em exercícios encerrados, para os quais 
PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 
 
121 
 
o orçamento respectivo consignou crédito próprio com saldo suficiente para atendê-las, 
poderão ser reconhecidas como despesas de exercícios anteriores e, para tal, não devem 
estar inscritas em restos a pagar. 
464.FGV-Administrador-AL-MT/2014. As despesas de exercícios encerrados, para os 
quais o orçamento respectivo consignava créditos próprios, com saldo suficiente para 
atendê‐los, mas que não tenham sido processados, em época própria, tendo o credor 
cumprido a sua obrigação é uma ocorrência a ser paga, desde que autorizado pelo 
ordenador de despesa, na dotação de restos a pagar não processados. 
465.CESPE-ACE-TC-RJ/2020. Acerca de restos a pagar e despesas de exercícios 
anteriores, julgue o item: Restos a pagar com prescrição interrompida são considerados 
despesas de exercícios anteriores. 
466.FCC-ConselheiroTCM-RJ/2015. Sobre despesa pública. Os restos a pagar com 
prescrição interrompida podem ser pagos a conta de despesas de exercícios anteriores, 
mediante o empenhamento da despesa na respectiva dotação orçamentária. 
Comentários 
Segundo Paludo (2020) “As Despesas de Exercícios Anteriores podem ser oriundas de 
três situações: não terem sido processadas na época própria; tratar-se de Restos a Pagar 
com prescrição interrompida; serem reconhecidas após o encerramento do exercício. 
O Decreto nº 93.872/1986 especifica essas despesas: a) Despesas que não se tenham 
processado na época própria: aquelas cujo empenho tenha sido considerado 
insubsistente e anulado no encerramento do exercício correspondente, mas que, dentro do 
prazo estabelecido, o credor tenha cumprido sua obrigação; b) Restos a Pagar com 
prescrição interrompida: a despesa cuja inscrição como Restos a Pagar tenha sido 
cancelada, mas ainda vigente o direito do credor; c) Compromissos reconhecidos após 
o encerramento do exercício: a obrigação de pagamento criada em virtude de lei, mas 
somente reconhecido o direito do reclamante após o encerramento do exercício 
correspondente”. 
Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, as questões 462a464 tratam do 
mesmo tipo de despesa enquadrada como de exercícios anteriores (462-463 corretas, 464 
errada); e as questões 465-466 estão corretas e tratam de outro tipo de despesas de 
exercícios anteriores: restos a pagar com prescrição interrompida. 
467.VUNESP-AnalistaGestão-SUZANO/2016. No momento do pagamento de restos a 
pagar, referente à despesa empenhada pelo valor estimado, verifica-se que existe diferença 
entre o valor da despesa inscrita e o valor real a ser pago. Diante dessa situação, se o valor 
real a ser pago for superior ao valor inscrito, a diferença entre os valores deve ser 
A) empenhada na conta de despesas de exercícios anteriores. 
B) cancelada e emitida por um empenho próprio. 
C) mantida na conta de restos a pagar no exercício corrente. 
D) empenhada para contadinheiro, para um período de tempo definido, o 
programa de operações do governo e os meios de financiamento desse programa. 
PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 
 
13 
 
20.CESPE-Administrador-EBC/2011. Orçamento é um plano detalhado da obtenção e do 
uso de recursos, financeiros ou de outra natureza, durante um período especificado; 
representa um plano para o futuro, expresso em termos quantitativos. A elaboração do 
orçamento denomina-se processo orçamentário e o emprego dos orçamentos no controle 
das atividades é conhecido como controle orçamentário. 
Comentários 
Segundo Paludo (2020) “O Orçamento anual é o documento que define a gestão anual dos 
recursos públicos. É o documento legal que contém a previsão de receitas e a autorização 
de despesas a serem realizadas por um governo, em um determinado exercício financeiro. 
Com a aprovação e promulgação da LOA, as despesas nela contidas são autorizadas, 
viabilizando a realização das Políticas Públicas organizadas em programas, mediante a 
quantificação das metas e a alocação de recursos para as ações orçamentárias”. 
Segundo Paludo (2017) “O orçamento moderno é um plano que expressa em termos 
quantitativos/financeiros, para um período de tempo definido, o programa de operações do 
Governo e os meios de financiamento desse programa”. 
Tanto o orçamento tradicional, como o de desempenho, e também o orçamento programa, 
têm entre suas finalidades a de ser “instrumento de controle”. Através do orçamento 
aprovado é possível controlar todas as despesas realizadas, no sentido de aferir se foram 
autorizadas pela Lei Orçamentária Anual ou mediante créditos adicionais, bem como aferir 
se na execução do orçamento foi respeitada a finalidade para a qual o crédito orçamentário 
foi aprovado (controle orçamentário). 
“De maneira simples, o orçamento é uma estimativa, uma previsão. Ao final do processo de 
elaboração, o Orçamento Público materializa-se numa lei, a LOA – Lei Orçamentária Anual” 
(Paludo, 2018). Assim, durante a elaboração chama-se processo (compreende as etapas, o 
“passo-a-passo”) e uma vez aprovado pelo Poder Legislativo é denominado de Lei 
Orçamentária Anual (embora também possa ser chamado de orçamento anual). 
Portanto, de forma clara e direta e em harmonia com o texto acima, as três questões estão 
corretas em todos os aspectos abordados. 
Obs.: A questão 19, como centenas de outras questões – não citam meu nome – mas é 
recorte de texto de meu livro Orçamento Público/Afo/Lrf (muitas, o recorte é parcial). 
21.FCC-AnalistaControle-AMAPÁ/2012. O instrumento de gestão que se torna em plano 
de governo expresso em forma de lei, que faz a estimativa de receita a arrecadar e fixa a 
despesa para um período determinado de tempo, em geral de um ano, chamado exercício 
financeiro, em que o governante não está obrigado a realizar todas as despesas ali 
previstas, porém não poderá contrair outras sem a prévia aprovação do poder legislativo, é 
conhecido como Orçamento 
A) Flexível. 
B) Ordinário. 
C) Contínuo. 
D) Público. 
E) Operacional. 
 
Comentários 
PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 
 
14 
 
Segundo Paludo (2017) “De maneira simples, o orçamento é uma estimativa, uma previsão. 
Ao final do processo de elaboração, o Orçamento Público materializa-se numa lei, a LOA – 
Lei Orçamentária Anual. 
O Orçamento Público é o instrumento de gestão para viabilização do planejamento 
governamental e de realização das Políticas Públicas organizadas em programas. É o 
documento legal que contém a previsão de receitas e a autorização de despesas a 
serem realizadas por um governo, em um determinado exercício financeiro. ... Embora 
haja despesas obrigatórias, no geral, o Orçamento Público brasileiro é considerado 
autorizativo”. 
Portanto, de forma clara e direta e em harmonia com o texto acima, a alternativa D é a 
verdadeira e a resposta da questão, pois a questão trata do Orçamento Público. As 
afirmativas AeC são apenas características do orçamento público; a alternativa B nem se 
enquadra na questão; e a alternativa E trata apenas do orçamento operacional, utilizado 
para implementação de planos e projetos. 
22.AugustinhoPaludo/2020. Sobre as características do orçamento público brasileiro, 
analise a afirmativa: Em termos de processo, o orçamento público é contínuo, dinâmico e 
flexível. 
Comentários 
Segundo Paludo (2020) “Quando nos referimos ao processo orçamentário, em 2001, 
afirmamos que o Orçamento Público é um processo, contínuo, dinâmico e flexível, que 
traduz em termos financeiros os planos e programas do Governo, ajustando o ritmo de sua 
execução à efetiva arrecadação dos recursos previstos. 
Ao mesmo tempo em que o PPA é executado, uma LDO está vigente e uma LOA está 
sendo executada; e outro projeto de LDO e de LOA estão sendo elaborados 
(continuidade). Os planos de médio/longo prazo (plurianual, regionais, setoriais) e de curto 
prazo (orçamento anual) têm que ser dinâmicos e flexíveis para se ajustarem às 
conjunturas econômicas, sociais e políticas – tornando-se, assim, efetivos instrumentos de 
realização dos objetivos nacionais estabelecidos no PPA e implementados nos orçamentos-
programas anuais. Por fim, o orçamento anual permite ajustes - alguns no âmbito de cada 
Poder/órgão e outros mediante Créditos Adicionais (flexibilidade)”. 
Portanto, a questão está correta: o orçamento público é contínuo, dinâmico e flexível. 
23.CESPE-Administrador-TCE-PA/2016. Julgue o item relativo ao orçamento público. Além 
de ser um dos instrumentos de gestão mais antigos da administração pública, o orçamento 
público é um conceito estático cujas funções têm permanecido inalteradas desde a sua 
criação. 
24.CESPE-AnalistaAdmTRT-MT/2015. Sobre orçamento público, julgue o item. O 
orçamento moderno caracteriza-se por ser um instrumento de administração. 
25.FGV-Auditor-TJ-PIAUÍ/2015. As práticas orçamentárias nas entidades do setor público 
começaram a ser influenciadas por uma concepção mais moderna de orçamento a partir do 
século XX, com o objetivo de contribuir para que o orçamento fosse efetivamente um 
instrumento de administração. Constitui uma característica da concepção moderna de 
orçamento: mecanismo da política fiscal do governo. 
Comentários 
Segundo Paludo (2017) “Antigamente, o orçamento era apenas um meio de controle 
político do legislativo sobre o executivo, mas tanto a finalidade quanto os conceitos 
evoluíram e o Orçamento Público tornou-se bem mais abrangente que a simples previsão 
de receita e fixação de despesa. 
PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 
 
15 
 
O orçamento evoluiu para um instrumento básico de administração e, dessa forma, 
cumpre muitas funções, dentre as quais a de ser instrumento de controle econômico; 
instrumento do planejamento governamental; ser utilizado para controlar gastos; ser visto 
como um programa de Governo através do qual havia de se demonstrar não apenas a 
elaboração financeira, mas também a orientação do Governo. 
Atualmente, o orçamento deixou de ser mera peça orçamentária e tornou-se um poderoso 
instrumento de intervenção na economia e na sociedade”. 
Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, a questão 23 está errada: o 
orçamento público é um conceito dinâmico em constante evolução; e as questões 24 e 25 
estão corretas: o orçamento moderno é um instrumento de administração; mecanismo de 
política fiscal (gestão e controle financeiro); e instrumento de intervenção na economia. 
26.ESAF-AnalistaPO-MPOG/2015. A respeito dos conceitos orçamento impositivo versus 
orçamento autorizativo e das práticas observadas na elaboração e execução do orçamento 
no Brasil em anos recentes, é correto afirmar que existe um rol de despesas que as leis e a 
Constituição Federal definem como obrigatórias. 
27.CESPE-AnalistaAdm-STJ/2015. Acerca de conceitos e normas aplicáveisde despesa de exercício futuro. 
E) mantida no saldo de contas a pagar até a emissão do empenho por valor real. 
Comentários 
Segundo Paludo (2017) “Caso o valor inscrito em restos a pagar seja insuficiente para 
quitação da despesa - a diferença deverá ser empenhada e paga como despesas de 
exercícios anteriores”. 
Portanto, de forma inequívoca a alternativa A é a verdadeira e a resposta da questão. 
PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 
 
122 
 
Obs.: A questão 467, como centenas de outras questões – não citam meu nome – mas tem 
recorte de texto de meu livro Orçamento Público/Afo/Lrf. 
Capítulo 11. SUPRIMENTO DE FUNDOS 
468.CEBRASPE-SEFAZ-AL/2020. Julgue o item, acerca de suprimento de fundos: Para 
que o recurso de suprimento de fundos seja concedido ao suprido, devem ser percorridos os 
três estágios da despesa orçamentária — empenho, liquidação e pagamento. 
469.VUNESP-AnalistaGestão-SUZANO/2016. O adiantamento de valores a um servidor, 
para futura prestação de contas, que constitui despesa orçamentária e, portanto, percorreu 
os três estágios da despesa orçamentária (empenho, liquidação e pagamento), refere-se a 
A) fundo perdido. 
B) suprimentos de fundos. 
C) adiantamento de empenho. 
D) adiantamento de viagem. 
E) concessão programada. 
470.CONSULPLAN-AnalistaAdministrativo-TRE-MG/2013. A respeito da despesa pública. 
O suprimento de fundos é caracterizado por ser um adiantamento de valores a um servidor 
para futura prestação de contas. Esse adiantamento constitui despesa orçamentária, ou 
seja, para conceder o recurso ao suprido é necessário percorrer os três estágios da despesa 
orçamentária: empenho, liquidação e pagamento. 
Comentários 
Segundo Paludo (2020) “Também conhecido como “adiantamento”, o Suprimento de 
Fundos corresponde a um regime especial de execução da despesa, mas que deve 
cumprir os estágios de empenho, liquidação e pagamento. 
Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, a questão está correta. 
 Caríssimos, penso que as questões 468-470 foram elaboradas a partir do 
conteúdo de meu livro, pois utilizam os termos que escrevi, destaquei, e mantenho 
desde 2008. 
471.Contador-FNI/2016. No que se refere a suprimento de fundos, também chamado de 
regime de adiantamento de numerário, analise a afirmativa: O regime de adiantamento é 
aplicável aos casos de despesas expressamente definidos em lei e consiste na entrega de 
numerário a servidor, sempre precedida de empenho na dotação própria para o fim de 
realizar despesas, que não possam subordinar-se ao processo normal de aplicação. 
472.VUNESP-AnalistaPlanejamento-PMSP/2015. Sobre suprimento de fundos. Na 
contabilidade pública, regime de adiantamento é a entrega de numerário ao servidor, a 
critério do ordenador de despesa e sob sua inteira responsabilidade, precedido de empenho 
e de futura prestação de contas. 
473.FCC-AnalistaContábil-TRT23/2016. A respeito de suprimento de fundos. A Lei nº 
4.320/64 rege a realização de despesas sob o regime de suprimento de fundos, também 
denominadas despesas sob regime de adiantamento. 
Comentários 
PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 
 
123 
 
Segundo Paludo (2017) “Suprimento de fundos é um meio de realizar despesas que, pela 
sua urgência e eventualidade, não possam aguardar o processamento normal da 
execução orçamentária. 
Suprimento de fundos ou adiantamento consiste na entrega de numerário a servidor, 
sempre precedida de empenho prévio na dotação própria à despesa a realizar, para 
despesa que não possa subordinar-se ao processo normal de execução, concedido a 
critério do ordenador de despesas, e sob sua inteira responsabilidade”. 
Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, as três questões estão 
corretas: a 471e472 trazem o conceito de suprimento de fundos; a 473 confirma que 
suprimento de fundos é também chamado de “adiantamento”. 
474.CEBRASPE-SEFAZ-AL/2020. Julgue o item, acerca de suprimento de fundos: O 
suprimento de fundos representa uma despesa, do ponto de vista patrimonial, pois, no 
momento da sua concessão, há redução no patrimônio líquido. 
475.CESPE-Administrador-ENAP/2015. A respeito de orçamento público. Situação 
hipotética: Deslocados para uma importante missão em localidade remota do país, 
servidores do Ministério do Planejamento receberam adiantamento de valores, na forma de 
suprimento de fundos. Assertiva: De acordo com o enfoque patrimonial, tal operação não é 
considerada despesa, pois não há alteração no patrimônio líquido. 
476.CESPE-Procurador-MP-CE/2020. Acerca de suprimento de fundos. Se determinado 
suprimento de fundos não for integralmente utilizado, o respectivo saldo remanescente 
deverá ser devolvido ao órgão concedente. 
Comentários 
Segundo Paludo (2020) “Segundo o enfoque contábil dado pela STN, esse adiantamento 
constitui despesa orçamentária, pois percorre os três estágios da despesa orçamentária: 
empenho, liquidação e pagamento. 
No entanto, para compensar a realização dessa despesa (visto que o valor concedido 
poderá, ou não, ser utilizado), no momento da liquidação da despesa orçamentária, ao 
mesmo tempo em que ocorre o registro de um passivo, há também a incorporação de um 
ativo, que representa o direito de receber um bem ou serviço, objeto do gasto a ser 
efetuado pelo suprido, ou a devolução do numerário adiantado. 
Assim, na ótica contábil-patrimonial, a concessão de suprimento constitui fato 
permutativo, visto que não há alteração no patrimônio líquido”. 
Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, a questão 474 está errada, a 
questão 475e476 estão corretas: sob a ótica contábil-patrimonial suprimento de fundos não 
é despesa, pois não afeta a situação patrimonial face ao lançamento simultâneo de direito a 
receber do suprido – que se não utilizar o valor, terá que devolvê-lo ao órgão concedente. 
477.CESPE-AdministradorPF/2014. No que se refere às despesas públicas. O limite para a 
definição das despesas de pequeno vulto que podem ser objeto de suprimento de fundos é 
estabelecido por portaria do ministro da Fazenda, sendo aplicável a todos os demais órgãos 
do Poder Executivo federal. 
478.ESAF-Contador-FNI/2016. No que se refere a suprimento de fundos, também chamado 
de regime de adiantamento de numerário, analise a afirmativa: Despesas de caráter sigiloso 
e despesas de pequeno vulto, conforme limite estabelecido pelo Ministério da Fazenda, são 
exemplos de despesas que podem ser executadas por meio de suprimento de fundos. 
479.ESAF-AnalistaPO-MPOG/2015. A realização de despesa por intermédio de Suprimento 
de Fundos de que trata o art. 68 da Lei nº 4.320/64 pode ser: despesas de caráter sigiloso 
PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 
 
124 
 
podem ser realizadas mediante suprimento de fundos, desde que haja regramento para 
esse fim. 
Comentários 
Segundo Paludo (2017) “A Lei nº 4.320/1964 e o Decreto nº 93.872/1986 mencionam três 
tipos de despesas ou tipos de suprimento de fundos: I– para atender a despesas 
eventuais, inclusive em viagens e com serviços especiais, que exijam pronto pagamento; 
II– quando a despesa deva ser feita em caráter sigiloso, conforme se classificar em 
regulamento; e III – para atender a despesas de pequeno vulto, assim entendidas 
aquelas cujo valor, em cada caso, não ultrapassar limite estabelecido em Portaria do 
ministro da Fazenda”. 
Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, as três questões estão 
corretas, e apresentam tipos de despesas passíveis de atendimento por meio de 
suprimento de fundos. 
480.ESAF-Analista-ANAC/2016. De acordo com a norma vigente, não se deve conceder 
suprimento de fundos nos seguintes casos, exceto: 
a) a responsável por dois suprimentos. 
b) a servidor que tenha sob sua guarda um exemplar do Cartão de Pagamento do Governo 
Federal (CPGF). 
c) a servidor que tenha aao orçamento 
público. O chamado orçamento impositivo se caracteriza, entre outros aspectos, pela 
obrigatoriedade de execução das emendas parlamentares individuais, até o limite de 1,2% 
da receita corrente líquida anual prevista no projeto de lei orçamentária encaminhado pelo 
Poder Executivo ao Poder Legislativo. 
Comentários 
Segundo Paludo (2017) “Quando o orçamento anual é aprovado, transformando-se na LOA 
– Lei Orçamentária Anual, apenas contém a autorização do Poder Legislativo para que, no 
decorrer do exercício financeiro, o gestor público verifique a real necessidade e utilidade de 
realização da despesa autorizada, e, sendo ela necessária, proceda a sua execução. No 
entanto, com relação às despesas obrigatórias estabelecidas pela Constituição ou 
mediante lei, não há que se falar em caráter autorizativo do orçamento. Para essas, o 
caráter será sempre obrigatório, e, portanto, impositivo. Mas com relação às despesas 
não obrigatórias, a sua execução insere-se na discricionariedade do gestor. 
No geral – mesmo depois da EC-86/2015 (execução obrigatória de 1,2% da RCL) - o 
Orçamento Público brasileiro é considerado autorizativo”. 
Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, a questão 26 está correta: 
existe um rol de despesas que as leis e a Constituição Federal definem como obrigatórias; e 
a questão 27 está errada: a execução obrigatória de 1,2% não define um orçamento como 
impositivo. 
Obs.: A questão 26, como centenas de outras questões – não citam meu nome – mas é 
recorte parcial de texto de meu livro Orçamento Público/Afo/Lrf. 
28.FCC-AnalistaControle-TC-PR/2011. De acordo com a Constituição Federal de 1988, a 
competência para legislar sobre direito financeiro e orçamento é 
A) exclusiva da União. 
B) privativa da União, dos Estados e do Distrito Federal. 
C) privativa da União. 
D) exclusiva da União, dos Estados e do Distrito Federal. 
E) concorrente da União, Estados e Distrito Federal. 
Comentários 
PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 
 
16 
 
Segundo Paludo (2017) “A competência legislativa orçamentária é matéria tratada pelo 
Direito Financeiro – um ramo do Direito Público que, sob o ponto de vista jurídico, estuda e 
regula a atividade financeira do Estado. De acordo com a CF/1988, o Direito Financeiro e o 
Orçamento Público inserem-se no âmbito da legislação concorrente. Conforme consta no 
artigo 24, compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente 
sobre: I – Direito Tributário, Financeiro, Penitenciário, Econômico e Urbanístico; II – 
orçamento. 
Quanto aos Municípios, o art. 30 da CF/1988, lhes confere competência para legislar sobre 
assuntos de interesse local e suplementar a legislação federal e a estadual no que couber – 
de forma concomitante com a União e os Estados”. 
Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, em matéria financeira e 
orçamentária a competência legislativa é concorrente, o que torna a alternativa E 
verdadeira e a resposta da questão. 
29.FCC-ProcuradorTCM-RJ/2015. Sobre as espécies de orçamento, é correto afirmar: A 
doutrina afirma que a Constituição Federal brasileira adotou o chamado Orçamento Misto, 
em que o Poder Executivo tem a competência para elaboração dos projetos de leis 
orçamentárias e o envio destes projetos ao Poder Legislativo, para sua discussão e 
aprovação. 
30.FGV-AnalistaOrçamento-IBGE/2016. No ciclo orçamentário, a competência para a 
aprovação da proposta orçamentária é: 
A) delegada ao Poder Legislativo; 
B) compartilhada entre os poderes; 
C) exclusiva do Poder Executivo; 
D) exclusiva do Poder Legislativo; 
E) reservada ao chefe do Poder Executivo. 
31.VUNESP-AnalistaFO-ARARAS/2015. Sobre orçamento público. O tipo de orçamento 
utilizado em países parlamentaristas, no qual a elaboração, a votação e a aprovação do 
orçamento são de competência do Poder Legislativo, cabendo ao Executivo a sua 
execução, é denominado legislativo. 
Comentários 
Segundo Paludo (2017) “No Brasil o orçamento é do tipo misto, visto que a iniciativa cabe 
ao Poder Executivo, mas sua aprovação é submetida ao Poder Legislativo, bem como o seu 
controle e julgamento. Os dois poderes participam ativamente do processo orçamentário. 
Em matéria orçamentária compete ao Poder Executivo elaborar e executar; e ao Poder 
Legislativo aprovar e fiscalizar. 
Em regimes parlamentaristas o orçamento é Legislativo, visto que a competência 
orçamentária é privativa do Poder Legislativo, inclusive sua elaboração - cabendo ao 
Executivo a sua execução”. 
Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, a questão 29 está correta: no 
Brasil vigora o orçamento tipo misto; na questão 30 a alternativa D é a resposta: a 
competência para aprovar a LOA é do legislativo; e a questão 31 está correta: descreve 
com perfeição o orçamento do tipo legislativo. 
 
 
 
PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 
 
17 
 
1.2 Tipos/Técnicas Orçamentárias 
32.CESPE-AnalistaAdministrador-MP-CE/2020. A respeito de orçamento e finanças 
públicas, julgue o item: A técnica orçamentária do orçamento clássico ou tradicional 
caracteriza-se por uma acentuada preocupação com o atendimento das necessidades da 
coletividade. 
33.FCC-ConselheiroTCM-RJ/2015. O orçamento do qual consta apenas a previsão da 
receita e a fixação da despesa, constituindo uma peça meramente contábil-financeira, sem 
nenhuma espécie de planejamento da ação do governo, sem qualquer objetivo econômico e 
social de forma clara e sem preocupação com objetivos e metas e voltado preferencialmente 
às necessidades dos órgãos públicos, denomina-se orçamento 
A) de desempenho ou por realizações. 
B) estatal. 
C) clássico ou tradicional. 
D) pragmático. 
E) de base zero ou por estratégia. 
34.FGV-AnalistaOrçamento-IBGE/2016. As concepções que norteiam o desenvolvimento 
das técnicas orçamentárias passaram por constante evolução, sobretudo em decorrência da 
maior complexidade das atividades desempenhadas pelos entes estatais. Porém, os 
primeiros modelos de orçamento foram desenvolvidos a partir da concepção de orçamento 
tradicional. Uma caraterística associada a essa concepção inicial do orçamento é: 
classificações suficientes para instrumentalizar o controle de despesas. 
35.FGV-Administrador-TJ-RO/2015. Os conceitos de orçamento tradicional e orçamento 
moderno não são modelos definidos, mas concepções extremas a partir das quais os 
modelos e técnicas orçamentárias são elaborados. Uma das características da concepção 
tradicional do orçamento público é: a alocação de recursos com vistas à aquisição de meios. 
36.CESPE-EspecialistaFinanças-TELEBRÁS/2015. Acerca de métodos, técnicas, 
instrumentos do orçamento público e sistema de classificação orçamentária. No orçamento 
tradicional, a peça orçamentária apresenta a previsão de receita e a autorização de despesa 
e, mesmo com a pouca relação com os anseios e as necessidades dos cidadãos brasileiros, 
nele há a previsão de objetivos econômicos e sociais a serem atingidos. 
Comentários 
Segundo Paludo (2016) “O Orçamento Tradicional/clássico é um documento de previsão de 
receita e autorização de despesas com ênfase no gasto, no que se comprava. É um 
processo orçamentário em que apenas uma dimensão do orçamento é explicitada, qual 
seja, o objeto de gasto. 
Esse orçamento refletia apenas os meios que o Estado dispunha para executar suas 
tarefas. Sua finalidade era ser um instrumento de controle político do Legislativo sobre o 
Executivo – sem preocupação com o planejamento, com objetivos a realizar, com a 
intervenção na economia ou com as necessidades da população. 
O critério para a classificação dos gastos era Unidade Administrativa (classificação 
institucional) e o elemento de despesa (objeto do gasto), apenas o suficiente para permitir 
o controle das despesas, e as projeções eram feitas em função dos orçamentos 
executados nos anos anteriores,recaindo nas mesmas falhas e na perpetuação dos erros. 
Foi baseado no Orçamento Tradicional que surgiu o rótulo de “lei de meios”, haja vista que 
o orçamento era classificado como um inventário dos “meios” com os quais o Estado 
contava para levar a cabo suas tarefas – sem preocupação com os fins (resultados)”. 
PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 
 
18 
 
 
Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, a questão 32 está errada e tem 
resposta no segundo parágrafo; na questão 33 a alternativa C é a verdadeira, com resposta 
direta no segundo parágrafo; as questões 34 e 35 estão corretas: a 34 tem resposta direta 
no terceiro parágrafo e a 35 tem resposta no primeiro e quarto parágrafos; e a questão 36 
está errada: no orçamento tradicional não havia previsão de objetivos a serem atingidos. 
37.FUNDATEC-AgenteAdministrativo-GRAMADO/2019. Acerca do Orçamento Público. A 
técnica orçamentária que consiste na interligação do planejamento com o orçamento, de 
modo que seja elaborado um programa de trabalho, expresso por um conjunto de ações a 
serem realizadas, em que são identificados os recursos necessários para sua execução, é 
chamada de Orçamento de Desempenho. 
38.CESPE-Técnico-TRE-PI/2016-adaptado. Assinale a opção correta que apresenta o tipo 
de orçamento, que analisa custos e utiliza planejamento para estabelecer metas e objetivos. 
A) orçamento participativo. 
B) orçamento de desempenho. 
C) orçamento tradicional. 
D) orçamento de base zero. 
E) orçamento-programa. 
39.CESPE-ContadorUNIPAMPA/2013. No orçamento de desempenho, consideram-se os 
seguintes fatores para a mensuração da atuação: economia de custos ou insumos, 
eficiência técnica na obtenção dos produtos e eficácia dos resultados pretendidos pelas 
políticas governamentais. 
40.FCC-ContadorTRE-CE/2012. No processo orçamentário que se caracteriza por 
apresentar duas dimensões do orçamento: o objeto de gasto e um programa de trabalho, 
contendo as ações desenvolvidas, toda a ênfase reside na performance organizacional, 
sendo também conhecido como orçamento funcional. Esta técnica orçamentária é 
conhecida como orçamento de desempenho. 
Comentários 
Segundo Paludo (2017) “O Orçamento de Desempenho representou uma evolução do 
Orçamento Tradicional; buscava saber o que o Governo fazia (ações orçamentárias) e não 
apenas o que comprava (elemento de despesa). Havia também forte preocupação com 
os custos dos programas. 
A ênfase é no desempenho organizacional, e avaliam-se os resultados (em termos de 
eficácia – não de efetividade). Procura-se medir o desempenho através do resultado obtido, 
tornando o orçamento um instrumento de gerenciamento para a Administração Pública. 
É um processo orçamentário que se caracteriza por apresentar duas dimensões do 
orçamento: o objeto do gasto e um programa de trabalho, contendo as ações a serem 
desenvolvidas. 
Utilizava-se o planejamento para definir objetivos, mas ainda não havia a estreita 
vinculação do planejamento com o orçamento (obtida com o orçamento programa), e o 
critério de classificação foi alterado para incorporar o programa de trabalho e a 
classificação por funções. 
Segundo James Giacomoni (2017) o Orçamento de Desempenho é aquele que apresenta 
os propósitos e objetivos para os quais os créditos se fazem necessários, os custos dos 
PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 
 
19 
 
programas propostos para atingir aqueles objetivos e dados quantitativos que meçam as 
realizações e o trabalho levado a efeito em cada programa”. 
Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, a questão 37 está errada e tem 
resposta direta no 4º parágrafo; na questão 38 a alternativa B é a verdadeira e tem 
resposta direta no primeiro, quarto e quinto parágrafos; as questões 39 e 40 estão corretas: 
a 39 porque no orçamento de desempenho havia preocupação com custos, com a eficiência 
interna e com a eficácia nos resultados; a 40 tem resposta direta no segundo e terceiro 
parágrafos. 
Obs.: A questão 40, como centenas de outras questões – não citam meu nome – mas tem 
recorte parcial de texto de meu livro Orçamento Público/Afo/Lrf. 
41.CESPE-AnalistaContábil-MP-PA/2020. A respeito de conceitos, espécies e natureza 
jurídica do orçamento público, julgue o item. No orçamento-programa, a lei orçamentária não 
deve conter apenas as estimativas para as receitas e despesas do próximo exercício 
financeiro, mas também a previsão de objetivos e metas relacionados à realização das 
necessidades públicas. 
42.FGV-AnalistaOrçamento-IBGE/2016. O orçamento-programa, na concepção original da 
Organização das Nações Unidas (ONU), é tido como um sistema em que se presta 
particular atenção às coisas que um governo realiza mais do que às coisas que adquire. 
Desta forma, caso um ente público elabore sua proposta orçamentária com base na técnica 
do orçamento-programa, um elemento que está entre os essenciais é a identificação dos 
objetivos e propósitos perseguidos pela instituição e para os quais serão utilizados os 
recursos orçamentários. 
Comentários 
Segundo Paludo (2017) “O Orçamento Programa é o atual e mais moderno Orçamento 
Público, está intimamente ligado ao planejamento, e representa o maior nível de 
classificação das ações governamentais: ele vai além da previsão de receitas e fixação de 
despesas, e expressa o compromisso e as ações do governo para a sociedade, pois indica 
com clareza os objetivos da nação ... a alocação de recursos visa à consecução de objetivos 
e metas. 
James Giacomoni (2017), cita documento divulgado pela ONU em 1959, segundo o qual o 
Orçamento Programa é um sistema que presta particular atenção às coisas que o Governo 
realiza, mais do que às coisas que ele adquire. Portanto, no Orçamento Programa a 
ênfase é no que se realiza e não no que se gasta”. 
Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, as duas questões estão 
corretas: a 41 tem resposta direta no primeiro parágrafo, e a 42, no orçamento programa a 
ênfase é nas realizações e há identificação de objetivos e propósitos a serem realizados 
com os recursos orçamentários. 
Obs.: Na questão 41, como tantas outras – o texto da questão é quase igual ao conteúdo 
do livro e sugere que a questão foi montada a partir desse livro Orçamento Público/Afo/Lrf. 
43.CESPE-Administrador-ENAP/2015. Com relação ao orçamento público no Brasil. O 
orçamento-programa, introduzido na legislação brasileira a partir da promulgação da 
Constituição Federal de 1988, tem como preocupação básica a identificação dos custos dos 
programas. 
44.FCC-AnalistaAdministrativo-TRE-CE/2012. O instrumento ou ferramenta de 
planejamento da ação governamental, no qual os aspectos administrativos e econômicos se 
sobrepõem aos políticos, introduzido no Brasil pela Lei nº 4.320/64 e Decreto Lei nº 200/67, 
consolidado pela Constituição Federal de 1988, adaptado a partir do ano 2000 para incluir o 
PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 
 
20 
 
nível de detalhamento da ação e que atua como módulo integrador entre o plano e o 
orçamento refere-se 
A) ao Quadro de detalhamento da despesa. 
B) à Classificação econômica da despesa. 
C) à Classificação da receita. 
D) ao Programa. 
E) à Classificação funcional da despesa. 
Comentários 
Segundo Paludo (2017) “Orçamento Programa. Essa técnica de elaboração orçamentária foi 
determinada pela Lei nº 4.320/1964, reforçada pelo Decreto-Lei nº 200/1967, teve a primeira 
classificação funcional-programática em 1974, mas foi apenas com a edição do Decreto nº 
2.829/1998 e com a vigência do primeiro PPA 2000-2003 que se tornou realidade. 
Mas, atenção: a partir do PPA 2012-2015, não há mais desmembramento do Programa 
em Ações no planejamento: no PPA constam apenas os programas; as ações se tornaram 
instrumentos específicos dos orçamentos anuais”. 
Portanto, de forma clara e em harmonia como texto acima, a questão 43 está errada: o 
orçamento programa não surgiu com a CF/88, mas no ano 2.000, e como visto no 
comentário da questão anterior, sua preocupação básica são as realizações; e na questão 
44 a alternativa D é a verdadeira e a resposta da questão. Todas as demais alternativas 
não se referem a técnicas orçamentárias. A alternativa A trata apenas de “quadros de 
despesas”; e as alternativas B,C,E tratam apenas de “classificações de receita e despesa”. 
45.CESPE-AnalistaAdministrativo-TRT8/2015. Acerca do orçamento-programa, assinale a 
opção correta. 
A) A adoção do orçamento-programa no Brasil não representou grandes avanços em 
relação aos sistemas orçamentários anteriores, devido a ausência de indicadores para 
medição de resultado dos programas. 
B) O orçamento-programa tem como um de seus objetivos incrementar financeiramente o 
orçamento de um exercício para o outro. 
C) Um orçamento cuja ênfase esteja voltada mais as realizações de um governo do que as 
suas aquisições possui características de orçamento-programa. 
D) No orçamento-programa, as decisões orçamentárias estão diretamente relacionadas as 
necessidades financeiras dos entes da administração pública. 
E) O principal critério de classificação orçamentária previsto no orçamento-programa 
corresponde as unidades administrativas. 
Comentários 
Segundo Paludo (2018) “A ênfase do orçamento-programa é nas realizações ... James 
Giacomoni cita como características do Orçamento Programa: o orçamento é o elo entre 
o planejamento e o orçamento; a alocação de recursos visa à consecução de objetivos e 
metas; as decisões orçamentárias são tomadas com base em avaliações e análises técnicas 
de alternativas possíveis; na elaboração do orçamento são considerados todos os custos 
dos programas, inclusive os que extrapolam o exercício; a estrutura do orçamento está 
voltada para os aspectos administrativos e de planejamento; o principal critério de 
classificação é o funcional-programático; utilização sistemática de indicadores e padrões de 
medição do trabalho e de resultados; o controle visa avaliar a eficiência, a eficácia e a 
efetividade das ações governamentais”. 
PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 
 
21 
 
A.Errada. O orçamento-programa trouxe avanços, e conforme texto acima, há utilização 
sistemática de indicadores. 
B.Errada. No orçamento-programa a ênfase é nos objetivos a realizar. O incremento 
financeiro de um ano para o outro é do orçamento tradicional. 
C.Certa. Segundo Paludo (2017) “O Orçamento Programa presta particular atenção às 
coisas que o Governo realiza, mais do que às coisas que ele adquire. Portanto, no 
Orçamento Programa a ênfase é no que se realiza e não no que se gasta”. 
D.Errada. Conforme texto acima, as decisões são tomadas com base em avaliações e 
análises técnicas de alternativas – e não das necessidades financeiras. 
E.Errada. Conforme texto acima, o principal critério de classificação é o funcional-
programático. 
46.IADM-AuditorFiscal-BoaVista/2020. Acerca do orçamento público, analise a afirmativa 
a seguir: Uma das principais desvantagens do orçamento base zero é que ele impossibilita o 
planejamento orçamentário para o próximo exercício. 
47.FCC-ConselheiroTCM-RJ/2015. A espécie de orçamento cuja técnica utilizada para sua 
confecção consiste em desconsiderar os valores do ano anterior como valor inicial mínimo, e 
proceder a uma análise crítica de todos os recursos solicitados pelos órgãos 
governamentais, e de suas efetivas necessidades, sem qualquer compromisso com 
montantes iniciais de dotações, denomina-se orçamento de base zero ou por estratégia. 
48.CESPE-AnalistaAdministrativo-TRE-PI/2016. Sobre orçamento público. A técnica 
orçamentária que exige análise, revisão e avaliação de todas as despesas propostas, e não 
apenas daquelas que ultrapassem o nível de gastos já existente, é denominada orçamento 
base-zero. 
49.FGV-AnalistaOrçamento-IBGE/2016. Desde as primeiras tentativas de se elaborar um 
orçamento no âmbito governamental até os dias atuais, vários modelos de orçamento foram 
propostos, tendo em vista contribuir para uma melhor destinação dos recursos públicos. O 
modelo de orçamento em que as ações de um programa governamental constituem 
unidades de decisão cujas necessidades de recursos são avaliadas em pacotes de decisão 
é o orçamento 
A) base zero; 
B) gerencial; 
C) participativo; 
D) por desempenho; 
E) por programa. 
Comentários 
Segundo Paludo (2017) “No Orçamento Base-Zero cada despesa é tratada como uma nova 
iniciativa de despesa, e a cada ano é necessário provar as necessidades de orçamento, 
competindo com outras prioridades e projetos. Inicia-se todo ano, partindo do “zero” – 
daí o nome Orçamento Base-Zero. 
O Orçamento Base-Zero exige que o administrador justifique, a cada ano, todas as 
dotações solicitadas em seu orçamento, incluindo alternativas, análise de custo, finalidade, 
medidas de desempenho, e as consequências da não aprovação do orçamento. 
 
O Orçamento Base-Zero seleciona as melhores alternativas e equilibra as realizações 
pretendidas com os recursos disponíveis. Essas alternativas agrupam um conjunto de 
PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 
 
22 
 
gastos denominados “pacotes de decisão”, relacionados em ordem de prioridade, de 
forma a facilitar a tomada de decisão. Pacotes de decisão são alternativas que contêm 
custos, benefícios e metas. Cada pacote deve ter seu dono/gestor, que deverá justificar, 
executar e se responsabilizar pelos resultados, sem extrapolar os custos autorizados. 
Esse tipo de orçamento é incompatível com qualquer planejamento de médio ou longo 
prazo.” 
Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, a questão 46 está errada e tem 
resposta direta no último parágrafo; as questões 47 e 48 estão corretas e na questão 49 a 
alternativa A é a verdadeira: todas essas questões têm resposta direta no texto acima. 
50-IFMS-TecnólogoGestãoPública-CEFET-MS/2019. Leia a definição a seguir: É um 
importante instrumento de complementação da democracia representativa, pois permite que 
o cidadão debata e defina os destinos de uma cidade. Além disso, ele estimula o exercício 
da cidadania, o compromisso da população com o bem público e a corresponsabilização 
entre governo e sociedade sobre a gestão da cidade. Assinale a alternativa que corresponde 
ao tipo de orçamento público ao qual o texto se refere. 
A) Orçamento – Programa. 
B) Orçamento Participativo. 
C) Orçamento Base Zero. 
D) Orçamento Clássico. 
E) Orçamento de Desempenho. 
51.ESAF-AnalistaPO-MPOG/2015. Quanto ao orçamento público. A adoção do orçamento 
participativo como instrumento de complementação da democracia representativa 
proporciona à sociedade definir prioridades de investimentos em obras e serviços a serem 
realizados a cada ano com recursos do ente público. 
Comentários 
Segundo Paludo (2017) “O principal benefício do Orçamento Participativo é a 
democratização da relação do Estado-sociedade com fortalecimento da democracia. 
Nesse processo, o cidadão deixa de ser um simples coadjuvante para ser protagonista 
ativo da gestão pública. 
Essa técnica orçamentária estimula o exercício da cidadania, o compromisso da 
população com o bem público, e gera corresponsabilização entre Governo e 
sociedade sobre a gestão dos recursos públicos. 
Vale ressaltar que somente são colocados para decisão da população os recursos 
disponíveis para investimentos (parte deles), e a participação do cidadão ocorre no 
momento de elaboração e muito timidamente na fiscalização de sua execução”. 
Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, na questão 50 a resposta é a 
alternativa B, e a questão 51 está correta: o orçamento participativo é instrumento da 
democracia e a sociedade/cidadãos decidem parte dos investimentos a serem realizados. 
Obs.: A questão 50, como centenas de outras questões– não citam meu nome – mas tem 
recorte parcial de texto de meu livro Orçamento Público/Afo/Lrf. 
1.3 Princípios Orçamentários 
52.FUNDATEC-AdministradorCRP-RS/2019. Os princípios orçamentários são premissas, 
linhas norteadoras a serem observadas na elaboração e execução da lei orçamentária. São 
válidos para todos os entes e para todos os Poderes, de modo que visam a aumentar a 
consistência e a estabilidade do sistema orçamentário. 
PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 
 
23 
 
53.FCC-AnalistaAdministrativo-DP-RS/2013. Os princípios orçamentários visam 
estabelecer regras básicas, a fim de conferir racionalidade, eficiência e transparência aos 
processos de elaboração, execução e controle do orçamento público. 
54.CESPE-AnalistaAdministrativoTRE-MS/2013. Acerca dos princípios orçamentários e 
da evolução do orçamento público. Os princípios orçamentários estão sujeitos a 
transformações de conceito e significação, pois não têm caráter absoluto ou dogmático e 
suas formulações originais não atendem, necessariamente, ao universo econômico-
financeiro do Estado moderno. 
Comentários 
Segundo Paludo (2020) “Os princípios orçamentários são regras válidas para todo o 
processo orçamentário (elaboração, execução e controle/avaliação) – aplicam-se tanto à 
LOA como aos créditos adicionais – e visam assegurar-lhe racionalidade, eficiência e 
transparência, mas não têm caráter absoluto, visto que apresentam exceções. Aplicam-
se a todos os Entes e Poderes quando o tema for matéria orçamentária. 
O Orçamento Público é um processo, contínuo, dinâmico e flexível ... dinâmicos e flexíveis 
para se ajustarem às conjunturas econômicas, sociais e políticas”. 
Dinâmico é aquilo que se atualiza; assim, alguns conceitos originais de princípios 
orçamentários não atendem ao universo econômico-financeiro moderno porque não se 
atualizaram; não acompanharam as transformações ocorridas. 
Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, as três questões estão 
corretas por expressarem informações e características assertivas acerca dos princípios 
orçamentários. 
Obs.: A questão 53, como centenas de outras questões – não citam meu nome – mas é 
recorte parcial de texto de meu livro Orçamento Público/Afo/Lrf). 
55.QUADRIX-Administrador-CFO/2020. No que se refere ao orçamento público, julgue o 
item: O princípio da legalidade estabelece a necessidade de que as receitas e despesas 
devem estar contidas na lei orçamentária anual. 
56.CONSULPLAN-AnalistaAdministrativo-TRE-MG/2013. Sobre Orçamento Público. 
Cabe ao Poder Público fazer ou deixar de fazer somente aquilo que a lei expressamente 
autorizar, ou seja, se subordina aos ditames da lei. A aprovação do projeto de orçamento 
ocorre quando convertido em lei, em cumprimento ao princípio da legalidade aplicado à 
Administração Pública, segundo o qual a Constituição Federal de 1988, no seu Art. 165, 
estabelece a necessidade de formalização legal das leis orçamentárias. 
Comentários 
Segundo Paludo (2017) “O princípio da legalidade exige que o gestor público observe os 
preceitos e normas legais aplicáveis à arrecadação de receitas e à realização de despesas. 
Por este princípio, o orçamento anual, ao final de sua elaboração, deve ser aprovado pelo 
Poder Legislativo respectivo, tornando-se uma lei, a LOA. Também devem ser objeto de lei 
as Diretrizes Orçamentárias e o Plano Plurianual (art. 165 da CF/1988), bem como os 
créditos adicionais. 
Pelo princípio da legalidade a ação estatal deve ser exercida nos contornos da autorização 
parlamentar consubstanciada no Plano Plurianual, na Lei de Diretrizes Orçamentárias, na 
Lei Orçamentária Anual ou em qualquer outra modalidade que exige autorização legislativa 
relativa à matéria orçamentária”. 
Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, as duas questão estão 
corretas, pois de acordo com o princípio da legalidade o orçamento anual deve ser 
PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 
 
24 
 
aprovado por lei (lei orçamentária anual, que contém as receitas e despesas), bem como o 
PPA, LDO e Créditos Adicionais. 
57.MSC-AssistenteAdministrativo-MG/2020. Acerca dos Princípios Orçamentários, é 
sabido que eles são normas gerais que, pela sua relevância, abrangência e valor intrínseco, 
fundamentam o sistema jurídico. Acerca do princípio da anualidade, analise a afirmativa: O 
orçamento deve ser elaborado e autorizado para um determinado período de tempo, 
chamado exercício financeiro, e que corresponde ao civil. 
58.CESPE-AnalistaControle-Adm-TCE-PR/2016. Analise a afirmativa a respeito dos 
princípios orçamentários. Conforme o princípio da anualidade, as previsões de receitas e de 
despesas se referem sempre a um período limitado de tempo, denominado exercício 
financeiro. Se os parlamentares não aprovam o orçamento no prazo determinado, o 
orçamento do exercício seguinte se inicia descumprindo o referido princípio. 
59.VUNESP-AuditorCI-PMSP/2015. Sobre orçamento público. Com base nos princípios 
orçamentários, temos que o orçamento deve ser elaborado e autorizado para um 
determinado período de tempo, geralmente um ano. 
Comentários 
Segundo Paludo (2017) “O princípio da anualidade apregoa que as estimativas de receitas 
e as autorizações de despesas devem referir-se a um período limitado de tempo, em geral 
um ano ou o chamado “exercício financeiro”, que corresponde ao período de vigência do 
orçamento. 
Este princípio impõe que o orçamento deve ter vigência limitada no tempo, sendo que, no 
caso brasileiro, corresponde ao período de um ano. De acordo com o art. 4º da Lei nº 
4.320/1964: “o exercício financeiro coincidirá com o ano civil” – ou seja, 1º de janeiro a 31 
de dezembro”. 
Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, a questão 57 está correta e tem 
resposta direta no texto acima; a questão 58 está errada no que se refere à última frase: 
mesmo se aprovado com atraso, as receitas e despesas referem-se ao período de um ano; 
e a questão 59 está correta: o orçamento vigora para determinado período de tempo, que 
no Brasil corresponde a um ano. 
60.FGV-EspecialistaPP-SALVADOR/2020. Assinale a opção que indica o princípio 
orçamentário segundo o qual o orçamento deve conter todas as receitas e todas as 
despesas da entidade. 
A) Unidade. 
B) Universalidade. 
C) Totalidade. 
D) Especificação. 
E) Exatidão. 
61.UFSB-Auditor-UFSB/2017. Dentre os princípios orçamentários, assinale aquele que 
estabelece que todas as receitas e despesas de todos os poderes, órgãos e entidades da 
Administração Pública devem estar previstas na lei orçamentária, a fim de conferir clareza 
ao orçamento e facilitar sua compreensão. 
A) Unidade 
B) Exclusividade 
C) Publicidade 
D) Universalidade 
PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 
 
25 
 
62.FCC-ACE-TC-CE/2015.Considere que, hipoteticamente, o projeto da Lei Orçamentária 
Anual do Estado do Ceará teve de ser alterado porque não previa as operações de crédito 
autorizadas em lei. Da forma como foi originalmente apresentado havia afronta ao princípio 
orçamentário da universalidade. 
Comentários 
Segundo Paludo (2020) “O princípio da universalidade determina que o orçamento deve 
considerar todas as receitas e todas as despesas, e nenhuma instituição governamental 
deve ficar afastada do orçamento. 
O princípio da universalidade também contempla tudo que pode aumentar/diminuir a 
arrecadação da receita e a realização da despesa”. 
Todas as Receitas e Despesas devem ser inclusas na LOA
Nenhuma Instituição Pública deve ficar fora do Orçamento
Nenhuma Despesa pode ser realizada sem autorização legislativa
Princípio da 
Universalidade
 
Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, na questão 60 a alternativa B é 
a correta; na questão 61 a alternativa D é a correta; e a questão 62 está correta: o 
princípio da universalidade exige que “todas

Mais conteúdos dessa disciplina