Prévia do material em texto
Augustinho PALUDOAu gu st in ho PA LU D O OR ÇA M EN TO P ÚB LI CO , A FO E L RF Augustinho PALUDO Ou tro s tít ul os d a ED IT OR A JU SP OD IV M 9 788544 233788 ISBN 978-85-442-3378-8 Bacharel em Administração, pós- graduado em Administração Pública, MBA em Gestão Pública, Mestrando em Planejamento e Governança Pública. É professor de Orçamento Público, Administração Financeira e Orçamentária, LRF, Administração Pública e Planejamento Governamental em cursinhos de Curitiba, em Pós-Graduação, e no Programa Gestão Brasil, e Tutor de cursos da Esaf nessas áreas. Foi Diretor de Planejamento, Orçamento e Finanças na Justiça Federal do Paraná; Analista de Finanças e Controle da CGU-RS; e atualmente é Analista Administrativo- Auditor do TRE-PR, aprovado nos seguintes concursos: 6º lugar – Analista Administrativo TRE-SC/2005; 16º lugar – Analista de Finanças e Controle da CGU na Região Sul/2006; 3o lugar – Analista de Orçamento do MPU no Paraná/2007; 2º lugar – Analista Administrativo do TRE-PR/2007. Em 2008 foi novamente aprovado no concurso de AFC-CGU para Brasília e convocado para assumir o cargo. Em 2019 foi aprovado em 1º lugar na prova classificatória para o Mestrado na UTFPR. Numa linguagem clara e objetiva, este livro reúne conhecimentos práticos, teóricos e de docência; contém inúmeras dicas importantes, e chega com esta finalidade: facilitar o aprendizado e possibilitar a segurança e o acerto de questões em provas relacionadas com Orçamento Público, Administração Financeira e Orçamentária e LRF. Por abordar o aspecto prático, este livro também se destina aos profissionais que atuam na área de Planejamento, Orçamento e Finanças, podendo ainda ser utilizado para pesquisas acadêmicas. Conquistar uma vaga no serviço público só depende de você: se você estiver disposto a estudar com dedicação e perseverança, então a vaga já é sua. Trata-se apenas de uma questão de tempo! Boa sorte a todos! Prof. Augustinho Paludo De acordo com: • Novo PPA 2020-2023 • Manual Técnico de Orçamento e LDO para 2020 • Manual do SIAFI • Análise de provas recentes • Utilizado pelas principais bancas de concursos • Guia prático-conceitual para o gestor público • Fonte de pesquisa para trabalhos acadêmicos 4ª edição revista e atualizada Orçamento Público, AFO e LRF Orçamento Público, AFO e LRF INCLUI Livro de Questões Comentadas capa_orçamento_publico.indd 1capa_orçamento_publico.indd 1 03/04/2020 16:41:3303/04/2020 16:41:33 MATERIAL COMPLEMENTAR QUESTÕES COMENTADAS Orçamento Público, Administração Financeira e Orçamentária, e Lrf PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 2 QUESTÕES COMENTADAS Orçamento Público, Administração Financeira e Orçamentária, e Lrf 4ª Edição 2021 Esta 4ª edição/2021 do livro Questões Comentadas de Orçamento Público/Afo/Lrf Encontra-se registrada na Biblioteca Nacional sob nº 769.912. Portanto, todos os direitos estão reservados. Nos termos da Lei que resguarda os direitos autorais, é proibida a comercialização total ou parcial de qualquer forma ou meio, eletrônico ou mecânico, inclusive por meio de processos xerográficos, fotocópias e gravação, sem a permissão por escrito do autor. Edição e Coordenação: do próprio autor. Fechamento da edição: 21 de outubro de 2021. Curitiba-PR. PALUDO, Augustinho Vicente. PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 3 Dedico este livro aos meus filhos Luis Otavio, Ana Laisa, e Jose Pedro. De tudo, ficam três coisas: A certeza de que estamos sempre começando, A certeza de que é preciso continuar, A certeza de que seremos interrompidos antes de terminar. Portanto devemos: Fazer da interrupção um caminho novo, Da queda, um passo de dança, Do medo, uma escada, Do sonho, uma ponte, Da procura, um encontro. Poema atribuído a Fernando Sabino PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 4 O Autor Augustinho Vicente Paludo é Bacharel em Administração pelas Faculdades SPEI, Especialista em Administração Pública pelas Faculdades Unibrasil, MBA em Gestão Pública pela Faculdade Tecnológica Fatex-Expert, e Mestre em Planejamento e Governança Pública pela UTFPR. É professor de Orçamento Público, Administração Financeira e Orçamentária, LRF, Administração Pública e Planejamento Governamental em cursinhos preparatórios para concursos públicos em Curitiba e Tutor de cursos da Esaf nessas áreas. Possui experiência de mais de 20 anos no meio público. Foi Diretor de Planejamento, Orçamento e Finanças na Justiça Federal do Paraná; Analista de Finanças e Controle da CGU-RS; e atualmente é Analista Administrativo do TRE-PR com exercício na Secretaria de Controle Interno e Auditoria. Voltou a estudar para concursos públicos em 2005, tendo obtido os seguintes resultados: 6º lugar – Analista Administrativo TRE- SC/2005; 16º lugar – Analista de Finanças e Controle da CGU na Região Sul/2006; 3º lugar – Analista de Orçamento do MPU no Paraná/2007; 2º lugar – Analista Administrativo do TRE-PR/2007. Em 2008 foi novamente aprovado no concurso de AFC-CGU para Brasília e convocado para assumir a vaga em julho de 2009. Em 2019 foi aprovado em 1º lugar na prova classificatória para o Mestrado na UTFPR, e concluído o Mestrado com Avaliação “A”. Augustinho Paludo atua, também, como professor de pós-graduação nos módulos de Orçamento Público, Administração Pública e Planejamento Governamental. Constantemente recebe convites (alguns aceitos) para ministrar aulas (concursos e pós-graduação) em cursinhos e instituições educacionais de diversas capitais brasileiras. Em 2013 foi convidado pela Fundação Fernando Henrique Cardoso (em parceria com a EBS-Estação Business Scholl) onde, de 2014ª2018 ministrou 4 módulos relacionados com Administração Pública, Orçamento Público e Planejamento Governamental no Programa GESTÃO BRASIL (destinado a capacitar gestores e servidores públicos municipais em nível nacional). Atualmente essas aulas encontram-se disponíveis na empresa JML, nacionalmente conhecida pela qualidade de seus cursos. Em 2021 gravou o Curso Nacional de Implementação da Governança Organizacional Pública para Órgãos e entidades Públicas brasileiras. PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 5 APRESENTAÇÃO Preliminarmente - muito obrigado - a todos os alunos que adquiriram este livro e enviaram e-mails com elogios e sugestões de aprimoramento. Foi uma surpresa a forma como foram acolhidas e elogiadas as edições anteriores. Esse reconhecimento nos encheu de orgulho e aumentou a satisfação e o prazer com que nos dedicamos a esta obra, bem como a responsabilidade quanto ao conteúdo apresentado. Imerso no mundo dos concursos, antes como concurseiro, nos últimos 15 anos como professor e escritor, tenho constatado comentários com o seguinte teor: “Isso eu nunca vi!”, “De onde a banca tirou isso?”, “Isso não tem em livro nenhum!” etc. Em face disso, percebi que, em meu livro de teoria havia conteúdo suficiente para responder as questões de concursos. Assim, os comentários das questões aqui apresentadas, salvo quando indicadas outras fontes, são originários da obra Orçamento Público, Administração Financeira e Orçamentária e LRF, editora JUSPODIVM. Nesta Quarta Edição foram inseridas novas questões de 2019/2020/2021, revisados os comentários das questões da terceira edição, e mantidas algumas questões da segunda edição, cujo conteúdo é importante e os conceitos não mudaram. Algumas questões têm citações direta de meu nome e trechos deste livro; em dezenas e dezenas de questões é fácil perceber que é quase um copiar/colar do texto deas receitas e despesas” sejam inclusas – quando se omite, ainda que uma só, estará sendo descumprido esse princípio. 63.CONSULPLAN-ACI-FORMIGA/2020. A respeito dos Princípios Orçamentários, analise a afirmativa: Orçamento bruto, este princípio preconiza o registro das receitas fixadas e das despesas previstas na LOA pelo valor total e líquido, vedadas quaisquer deduções. Comentários Segundo Paludo (2020) “O princípio do Orçamento Bruto estabelece que todas as parcelas de receitas e despesas, obrigatoriamente, devem fazer parte do orçamento em seus valores brutos; devem constar na LOA sem qualquer tipo de deduções.” Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, a questão está errada, pois receitas e despesas devem constar na LOA pelo valor bruto e não pelo líquido. A questão também tem outro erro: as receitas são previstas e as despesas fixadas. 64.CESPE-AnalistaContábil-MP-PA/2020. A respeito de conceitos, espécies e natureza jurídica do orçamento público, julgue o item. O princípio da unidade estabelece que deve haver uma única lei orçamentária para cada ente da federação. 65.CESPE-AnalistaGestãoFinanceiraINPI/2013. Para permitir que haja maior controle nos gastos públicos, o princípio da unidade propõe que os orçamentos de todos os entes federados (União, estados e municípios) sejam reunidos em uma única peça orçamentária, que assume a função de orçamento nacional unificado. 66.FGV-AgenteFiscalização-TC-SP/2015. A concepção doutrinária do princípio da unidade é que o orçamento deve ser uno, ou seja, cada unidade orçamentária deve possuir apenas um orçamento. A análise desse princípio, quanto às disposições constitucionais e legais para a elaboração da Lei Orçamentária Anual, permite afirmar que os múltiplos orçamentos – fiscal, de investimento das empresas e da seguridade social – seguem a concepção da totalidade orçamentária. Comentários Segundo Paludo (2017) “O princípio da unidade ensina que o orçamento deve ser uno, ou seja, no âmbito de cada esfera de Governo (União, estados e municípios) deve existir apenas um só orçamento para um exercício financeiro. Cada esfera de Governo deve possuir apenas um orçamento, fundamentado em uma única política orçamentária e PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 26 estruturado uniformemente. Assim, existem o Orçamento da União, o de cada estado e o de cada município. Esse princípio, contido no art.2º da Lei nº 4.320/1964, foi consagrado na Constituição Federal (art. 165, § 5º) que determina: A Lei Orçamentária Anual compreenderá: I – o Orçamento Fiscal referente aos Poderes da União, seus fundos, órgãos e entidades da administração direta e indireta, inclusive fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público; II – o orçamento de investimento das empresas em que a União, direta ou indiretamente, detenha a maioria do capital social com direito a voto; III – o orçamento da seguridade social, abrangendo todas as entidades e órgãos a ela vinculados, da administração direta ou indireta, bem como os fundos e fundações instituídos e mantidos pelo Poder Público. Esses três orçamentos é que compõem a LOA – Lei Orçamentária Anual. Esse modelo atual segue a concepção de totalidade orçamentária, visto que os orçamentos são elaborados de forma independente, para depois serem consolidados em um só, o Orçamento Geral da União, possibilitando assim o conhecimento do desempenho global das finanças públicas. Esse princípio é também é denominado princípio da totalidade em face de ser composto pelos: Orçamento Fiscal; Orçamento de Investimento; Orçamento da Seguridade Social – e ao mesmo tempo consolidar os orçamentos dos diversos órgãos e Poderes de forma que permita a cada Governo uma visão geral do conjunto das finanças públicas”. Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima. As questões 64 e 66 estão corretas e tem resposta direta no texto; e a questão 65 está errada porque não se trata de orçamento nacional: cada esfera de governo/unidade da federação terá seu orçamento anual. Obs.: A questão 66, como tantas outras – o texto da questão é quase igual ao conteúdo do livro e sugere que a questão foi elaborada a partir desse livro Orçamento Público/Afo/Lrf. 67.ITAME-ACI-COLINAS-GO/2020. A Constituição Federal estabelece que a Lei Orçamentária Anual não conterá dispositivo estranho à previsão da receita e à fixação da despesa, contendo apenas matéria orçamentária ou financeira. Tal disposição refere-se ao princípio da Exclusividade Orçamentária. 68.FGV-AnalistaOrçamento-IBGE/2016. Muitas leis aprovadas no Brasil em todos os entes estatais versam sobre um tema principal, mas também trazem disposições sobre outras matérias. São as chamadas “outras providências”. As leis orçamentárias NÃO devem tratar de outras providências em sua ementa em decorrência do princípio da: A) discriminação; B) exclusividade; C) legalidade; D) não afetação; E) publicidade. 69.CESPE-Administrador-TCE-PA/2016. Com relação ao orçamento público. De acordo com o princípio da exclusividade, autorizações para aberturas de créditos suplementares e contratações de operações de crédito, apesar de constituírem dispositivos estranhos à PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 27 previsão de receitas e à fixação de despesas, podem constar da lei orçamentária anual (LOA). 70.FUNDEP-Administrador-IFMG/2016. Sobre orçamento público. O princípio orçamentário que, através de exceção prevista na Constituição Federal vigente, possibilita a inclusão de autorização para contratação de operação de crédito por antecipação de receita na lei orçamentária denomina-se princípio da exclusividade. 71.FCC-Administrador-DefensoriaRR/2015. Em atendimento ao princípio orçamentário da exclusividade, a Lei Orçamentária Anual não conterá dispositivo estranho à previsão de receita e à fixação da despesa. É exceção legal a essa regra o que consta em I. Autorização para abertura de créditos suplementares. II. Autorização para contratação de operações de crédito. III. Autorização para contratação de operações de crédito por antecipação da receita orçamentária. Comentários Segundo Paludo (2017) “Pelo princípio da exclusividade, a Lei de Orçamento deverá tratar apenas de matéria financeira, excluindo-se dela qualquer outro dispositivo estranho. Assim, não pode o texto da lei orçamentária instituir tributo, por exemplo, nem qualquer outra determinação que fuja às finalidades específicas de previsão de receita e fixação de despesa. De acordo com o § 8º, do artigo 165, da Constituição Federal, a Lei Orçamentária Anual não conterá dispositivo estranho à previsão da receita e à fixação da despesa, não se incluindo na proibição a autorização para a abertura de créditos suplementares e contratações de operações de crédito, ainda que por antecipação de receitas, nos termos da lei”. Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, a questão 67 está correta; na questão 68 a alternativa B é a verdadeira; as questões 69 e 70 estão corretas: autorização para créditos suplementares e contratação de operações de crédito é exceção permitida pela CF/1988 ao princípio da exclusividade; e na questão 71 os 3 itens estão corretos, conforme consta no segundo parágrafo do texto acima. 72.CESPE-Procurador-TCDF/2020. Quanto ao direito financeiro e econômico, julgue o item: Em razão do princípio orçamentário da especialização ou da discriminação, as despesas deverão ser apresentadas, na lei orçamentária anual, com suas respectivas categorias de programação. 73.VUNESP-AnalistaGestão-SJC/2015. O princípio orçamentário da especificação, também chamado de discriminação ou especialização (arts.5º e 15º da Lei nº 4.320/1964) prevê que o orçamento deve ser A) único. B) detalhado. C) vinculado. D) exclusivo. E) universal. 74.FCC-Auditor-MP-Paraíba/2015. O orçamentista de umaPrefeitura do Estado da Paraíba recebeu orientação para consignar no orçamento dotação para programa especial de trabalho que, por sua natureza, não poderia cumprir-se subordinadamente às normas gerais de execução da despesa. Assim, esse programa foi consignado em dotação global, PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 28 classificado como despesa de capital. Esse fato representou uma exceção legal ao princípio orçamentário da especificação. 75.CESPE-AnalistaControle-TCE-PR/2016. Analise a afirmativa a respeito dos princípios orçamentários. Na elaboração da proposta orçamentária, um dos princípios determina a não consignação de dotações globais para as despesas, mas esse grau de detalhamento não exige a separação de valores destinados a despesas de pessoal daquelas destinadas a serviços de terceiros, por serem ambas de mesma natureza. Comentários Segundo Paludo (2017) “Princípio da especificação, especialização ou discriminação opõe-se à inclusão de valores globais, de forma genérica, ilimitados e sem discriminação, e ainda, o início de programas ou projetos não incluídos na LOA. Esse princípio está consagrado no § 1º do art. 15 da Lei nº 4.320/1964: Na lei de orçamento a discriminação da despesa far-se-á no mínimo por elementos; § 1º. Entende-se por elementos o desdobramento da despesa com pessoal, material, serviços, obras e outros meios de que se serve a Administração Pública para consecução dos seus fins. Atualmente o Orçamento programa utiliza diversas classificações que se encontram agregadas na categoria de programação. Também encontra amparo legal no art. 5º da Lei nº 4.320/1964: a lei de orçamento não consignará dotações globais destinadas a atender indiferentemente a despesas de pessoal, material, serviços de terceiros, transferências ou quaisquer outras, ressalvado o disposto no art. 20 e seu parágrafo único. Reforça, ainda, esse princípio o contido no artigo 5º, § 4º, da LRF, que veda consignar na LOA crédito com finalidade imprecisa ou com dotação ilimitada.” Exceções: 1 – art. 20, parágrafo único, da Lei nº 4.320/1964: Os programas especiais de trabalho que, por sua natureza, não possam cumprir-se subordinadamente às normas gerais de execução da despesa poderão ser custeadas por dotações globais, classificadas entre as Despesas de Capital; 2 – art. 5º, III, b, da LRF, que trata da reserva de contingência, que é uma dotação global para atender a passivos contingentes e outras despesas imprevistas”. Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, a questão 72 está correta e tem resposta direta no texto; na questão 73 a alternativa B é a verdadeira e tem resposta direta no texto; a questão 74 está correta: programa especial de trabalho, classificado como despesa de capital é exceção a esse princípio; e a questão 75 está errada porque despesas de pessoal e com serviços de terceiros pertencem a diferentes grupos na classificação por natureza da despesa e devem ser detalhadas. 76.FGV-EspecialistaPP-SALVADOR/2020. Em uma situação hipotética, o Prefeito de Salvador, preocupado com a alta do desemprego no município, decide propor, no projeto de Lei Orçamentária Anual, que um décimo de todo o ISS recolhido pela Prefeitura seja automaticamente empregado em programa de capacitação para desempregados. Antes da inserção no texto do projeto, no entanto, o Prefeito consulta seus assessores jurídicos, que o informam sobre a impossibilidade do ato, em função do Princípio A) da proibição do estorno. B) da não-afetação. C) do orçamento bruto. D) da exclusividade. E) da discriminação. PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 29 77.ESAF-Analista-ANAC/2016. Sobre orçamento público. Ao tratar dos Princípios Orçamentários, a Constituição Federal admite exceção no seguinte caso: Não Vinculação das Receitas de Impostos. 78.CESPE-EspecialistaFinanças-TELEBRÁS/2015. Acerca dos princípios orçamentários. A destinação de recursos provenientes da receita de impostos ao fundo de participação dos estados e municípios tem previsão constitucional e representa uma exceção ao princípio da não afetação das receitas. Comentários Segundo Paludo (2020) “O princípio da não afetação de receitas veda a vinculação de receita de impostos a órgão, fundo ou despesa, e está definido na Constituição Federal. Art. 167, São vedados: IV – a vinculação da receita de impostos a órgão, fundo ou despesa, ressalvadas ... O princípio da não afetação/vinculação de receitas determina que as receitas de impostos não sejam previamente vinculadas a determinadas despesas, a fim de que estejam livres para sua alocação racional, no momento oportuno, conforme as prioridades públicas. Esse princípio refere-se apenas aos impostos – não inclui taxas e contribuições. Exceções: Há muitas: 1 – fundos constitucionais: Fundo de participação dos Estados, Municípios, Centro-Oeste, Norte, Nordeste, compensação pela exportação de produtos industrializados etc.; 2 – Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb); 3 – Ações e serviços públicos de saúde; 4 – garantias às operações de crédito por antecipação de receita (ARO); 5 – atividades da administração tributária; 6 – vinculação de impostos estaduais e municipais para prestação de garantia ou contra garantia à União”. Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, na questão 76 a alternativa correta é a B; as questões 77 e 78 estão corretas: o princípio da não vinculação de receitas de impostos admite exceção, sendo o fundo de participação dos estados e municípios uma delas. 79.CESPE-Auditor-TC-RN/2015. Acerca da receita pública, despesa pública e execução orçamentária. A transposição, o remanejamento ou a transferência de recursos de uma categoria de programação para outra ou de um órgão para outro são proibidos se não houver prévia autorização legislativa, exceto no âmbito das atividades de ciência, tecnologia e inovação, quando o objetivo for viabilizar os resultados de projetos restritos a essas funções. Comentários Segundo Paludo (2017) “O Princípio do não estorno encontra-se expressamente previsto no art. 167, VI, da CF: é vedado: a transposição, o remanejamento ou a transferência de recursos de uma categoria de programação para outra ou de um órgão para outro, sem prévia autorização legislativa. Portanto, o administrador público não pode remanejar ou transferir verbas de um órgão para outro, nem alterar a categoria de programação sem prévia autorização legislativa. Se houver insuficiência orçamentária ou carência de novas dotações, deve-se recorrer à abertura de crédito suplementar ou especial, mediante autorização do Poder Legislativo, contida na própria LOA ou em lei específica de crédito adicional. Exceção: 1.O § 5º, do art.167 permite a transposição, remanejamento ou transferência de recursos - de uma categoria para outra – para atividades de ciência, tecnologia e inovação – mediante ato direto do Poder Executivo. A exceção é apenas de uma categoria de programação para outra – não sendo válida de um órgão para outro”. PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 30 Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, a questão 79 está errada porque a exceção não abrange “de um órgão para outro”. 80.CESPE-AnalistaContábil-MP-PA/2020. A respeito de conceitos e princípios do orçamento público, julgue o item. No Brasil, o princípio do equilíbrio orçamentário deve ser respeitado tanto em seu aspecto formal, quanto em seu aspecto material, sob pena de crime de responsabilidade. 81.CESPE-ACE-Planejamento-TCE-PA/2016. A respeito do orçamento público. O princípio do equilíbrio, estabelece que o montante da despesa autorizada em cada exercício financeiro não poderá ser superior ao total de receitas estimadas para o mesmo período. 82.FGV-Administrador-TJ-RO/2015. Acercade princípios orçamentários. A vedação à realização de operações de créditos que excedam o montante das despesas de capital no texto constitucional está diretamente relacionada ao princípio orçamentário do equilíbrio. Comentários Segundo Paludo (2017) “O princípio do equilíbrio está consagrado no art. 4º, inciso I, alínea a, da LRF que determina que a LDO disporá sobre o equilíbrio entre receita e despesa. Ele estabelece que a despesa fixada não pode ser superior à receita prevista, ou seja, deve ser igual à receita prevista. A finalidade deste princípio é deter o crescimento desordenado dos gastos governamentais e impedir o déficit orçamentário. Praticamente em todos os anos esse princípio é apenas formalmente atendido nas LOA’s, visto que o “equilíbrio” é mantido com as operações de crédito nele contidas e autorizadas – que são na verdade empréstimos que escondem o déficit existente. O princípio do equilíbrio orçamentário: é aferido pelo total das despesas e receitas, e não por categorias econômicas correntes ou de capital; é aferido no momento da aprovação do orçamento – e não durante sua execução”. Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, a questão 80 está errada e tem resposta direta no texto; as questões 81 e 82 estão corretas: a 81 traz o conceito do princípio e a 82 traz uma situação prática: as operações de crédito que estão relacionadas ao princípio do equilíbrio. 83.CESPE-ACE-TC-RJ/2020. Acerca de orçamento público, julgue o item: O princípio orçamentário da programação determina que as receitas e despesas sejam integralmente programadas no orçamento, sendo vedada qualquer dedução. 84.CESPE-Administrador-ENAP/2015. Acerca de noções básicas de administração financeira e orçamentária. Se a proposta orçamentária de determinado órgão público discriminar a despesa apenas até o nível de modalidade de aplicação, então estará sendo descumprido o princípio da programação. Comentários Segundo Paludo (2020) “O princípio da programação surgiu a partir da instituição do orçamento-programa, e apregoa que o orçamento deve evidenciar os programas de trabalho, servindo como instrumento de administração do Governo, facilitando a fiscalização, gerenciamento e planejamento. Todas as despesas são inseridas no Orçamento sob a forma de programa. Programa é o instrumento que o Governo utiliza para organizar suas ações de maneira lógica e racional, a fim de otimizar a aplicação dos recursos públicos e maximizar os resultados para a sociedade”. Portanto, de forma clara a questão 83 está errada e divergente do texto acima: refere-se ao princípio do orçamento bruto; e a questão 84 está errada: o princípio da programação PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 31 refere-se à organização das ações e inclusão das despesas em programas de trabalho. O detalhamento da despesa refere-se ao princípio da especificação, especialização ou discriminação. 85.CESPE-AnalistaAdministradorMS/2013. Sobre orçamento público e princípios orçamentários. Apresentar o orçamento público em linguagem clara e compreensível atende ao princípio da clareza. Comentários Segundo Paludo (2017) “De caráter meramente formal, o princípio da clareza exige que a linguagem orçamentária seja clara e de fácil entendimento; exige que as informações orçamentário-financeiras sejam divulgadas em linguagem facilitada, de forma que as pessoas comuns consigam entendê-las. Traz implícita a finalidade de facilitar o controle social, proporcionando a todos sua compreensão mediante uma linguagem facilitada. Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, a questão está correta porque linguagem clara e compreensível refere-se ao princípio da clareza. 86.EDUCA.AgenteArrecadação-PB/2020. As finanças da Administração Pública são regidas por regras orçamentárias visando maior controle e transparência na arrecadação e na aplicação dos recursos públicos. Quanto à legislação, para o planejamento e execução, as finanças da Administração Pública está respaldada, entre outros, no(a): Assinale a alternativa INCORRETA: A. Na Constituição Federal de 1988. B. Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar 101/2000). C. Lei 4.320/64, o Decreto-Lei 200/67 – Dispõe sobre a organização da Administração Federal, e a Reforma Administrativa. D. Lei 10.180/2001 - Organiza e disciplina os Sistemas de Planejamento e de Orçamento Federal, de Administração Financeira Federal, de Contabilidade Federal e de Controle Interno do Poder Executivo Federal. E. Decreto-Lei no 2.848, de 7 de dezembro de 1940. - Código penal. Comentários Segundo Paludo (2020) “As principais normas acerca do Orçamento Público são; a a Lei 4.320/1964, a LRF (Lei Complementar nº 101/2000) e a CF/1988 ... A Lei 10.180 e decretos organizam as atividades de: planejamento e orçamento, administração financeira, contabilidade e controle interno. No aspecto jurídico a LOA ocupa papel inferior, visto que deve obedecer a vários instrumentos legais, alguns de mesma hierarquia, outro com status de lei complementar, além da LRF e da própria Constituição Federal vigente.” PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 32 Visão Jurídico-Legal Do Orçamento Público Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, E é a alternativa errada e a resposta da questão: todas as demais normas encontram-se citadas no texto. Contudo, a banca poderia ter inserido nas alternativas as leis do PPA e LDO, indispensáveis em matéria orçamentário-financeira. 1.4 Orçamento na Constituição Federal Todos os artigos constitucionais sobre orçamento público encontram-se inseridos e comentados em meu livro de Orçamento Público, Administração Financeira e Orçamentária e Lei de Responsabilidade Fiscal. 87.FGV-AnalistaAdministrativo-MP-RJ/2020. A Constituição da República de 1988 estabeleceu três instrumentos de planejamento e orçamento. A Lei Orçamentária Anual conterá três peças orçamentárias: o orçamento fiscal, o orçamento de investimento das estatais e o orçamento da seguridade social. Comentários Segundo Paludo (2020) “Por sua importância, magnitude e por ser norma superior de obediência obrigatória, o conhecimento dos artigos constitucionais são também obrigatórios para qualquer estudante ou profissional que atue na área de Planejamento Governamental e Orçamento Público. Art. 165. Leis de iniciativa do Poder Executivo estabelecerão: ... § 5º. A Lei Orçamentária Anual compreenderá: I – o Orçamento Fiscal referente aos Poderes da União, seus fundos, órgãos e entidades da administração direta e indireta, inclusive fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público; II – o orçamento de investimento das empresas em que a União, direta ou indiretamente, detenha a maioria do capital social com direito a voto; III – o orçamento da seguridade social, abrangendo todas as entidades e órgãos a ela vinculados, da Administração direta ou indireta, bem como os fundos e fundações instituídos e mantidos pelo Poder Público. O orçamento anual é compreende esses três orçamentos, que ao final compõem a LOA – Lei Orçamentária Anual.” Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, a questão está correta. 88.IMPARH-Advogado-PMF/2020. Conforme expresso pelo Texto Constitucional de 1988, a lei orçamentária anual não conterá dispositivo estranho à previsão da receita e à fixação da despesa, não se incluindo na proibição a autorização para abertura de créditos PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 33 suplementares e contratação de operações de crédito, ainda que por antecipação de receita, nos termos da lei. 89.FGV-AnalistaOrçamento-IBGE/2016. Sobre orçamento público. Nos termos do que prevê a Constituição, a lei orçamentária anual pode autorizar a contratação de operações de crédito por antecipação da receita orçamentária.Comentários Segundo Paludo (2020) “De acordo com o artigo 165, § 8º, da CF/1988, a Lei Orçamentária Anual não conterá dispositivo estranho à previsão da receita e à fixação da despesa, não se incluindo na proibição a autorização para abertura de créditos suplementares e contratação de operações de crédito, ainda que por antecipação de receita, nos termos da lei. Esse texto reflete o princípio da exclusividade, com suas únicas duas exceções.” Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, as duas questões estão corretas: a 88 é recorte do texto constitucional e a 89 indica uma exceção permitida: que operações de crédito sejam autorizadas diretamente na LOA. 90.AugustinhoPaludo/2020. Acerca do orçamento na Constituição Federal. A constituição federal de 1988 trouxe diversas inovações em matéria orçamentária, ampliando os instrumentos de planejamento e orçamento. 91.CESPE-AnalistaAdministrativoMI/2013. Sobre orçamento público. A inovação trazida pela Constituição Federal de 1988 ao orçamento foi limitar a despesa pública com pessoal ativo e inativo. Comentários Segundo Paludo (2020) “Em matéria orçamentária, as principais inovações trazidas pela CF/1988: a instituição do PPA como principal instrumento de planejamento governamental; a obrigatoriedade de elaboração da Lei de Diretrizes Orçamentárias-LDO; a agregação no projeto de LOA dos orçamentos fiscais, da seguridade social e de investimentos (novidade); a faculdade de o Poder Legislativo propor emendas aos projetos orçamentários”. A CF/1988 não estabelece um limite para a despesa com pessoal ativo e inativo: apenas abriu espaço para que isso ocorra (art.169: A despesa com pessoal ativo e inativo da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios não poderá exceder os limites estabelecidos em lei complementar). “Os limites foram estabelecidos pela LRF. São de no máximo 50% da receita corrente líquida para a União e 60% para estados e municípios. Esses limites são divididos entre os poderes e o Ministério Público” (Paludo, 2017). Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, a questão 90 está correta e a questão 91 está errada porque indica uma inovação que não foi trazida pela Constituição Federal de 1988. 92.FGV-EspecialistaPP-SALVADOR/2020. As opções a seguir apresentam vedações orçamentárias previstas no Artigo 167 da Constituição da República, à exceção de uma. Assinale-a. A) Início de programas ou projetos não incluídos na lei orçamentária anual. B) Instituição de fundos de qualquer natureza, sem prévia autorização legislativa. C) Realização de despesas ou assunção de obrigações diretas que excedam os créditos orçamentários ou adicionais. D) Utilização de recursos dos orçamentos fiscal e da seguridade social para cobrir déficit de empresas, fundações e fundos, independente de autorização legislativa específica. PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 34 E) Transferência voluntária de recursos e concessão de empréstimos, pelos Governos Federal e Estaduais e suas instituições financeiras, para pagamento de despesas com pessoal ativo, inativo e pensionista, dos Estados. Comentários Segundo Paludo (2020) “Artigo 167. São vedados: ... VIII – a utilização, sem autorização legislativa específica, de recursos dos orçamentos fiscal e da seguridade social para suprir necessidade ou cobrir déficit de empresas, fundações e fundos, inclusive dos mencionados no art. 165, § 5º. Portanto, com autorização através de lei específica podem ser utilizados esses recursos para cobrir déficits de empresas, fundações e fundos”. Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, a alternativa D é a errada e a resposta da questão. 93.FCC-AnalistaContábilMP-AM/2013. Correspondem a vedações, aos orçamentos, previstas na Constituição Federal: I. O início de programas ou projetos não incluídos na Lei Orçamentária Anual. II. O refinanciamento da dívida pública não incluído na Lei Orçamentária e nas de crédito adicional. III. A transposição, o remanejamento ou a transferência de recursos de uma categoria de programação para outra ou de um órgão para outro, sem prévia autorização legislativa. IV. A realização de operações de créditos que excedam o montante das despesas de capital, ressalvadas as autorizadas mediante créditos suplementares ou especiais com finalidade precisa, aprovados pelo Poder Legislativo por maioria absoluta. V. A atualização monetária do principal da dívida mobiliária refinanciada em valores superiores à variação do índice de preços previsto na Lei de Diretrizes Orçamentárias, ou em legislação específica. Comentários I-Verdadeira. Vedação contida no artigo 167, I, da CF/1988. “Esta vedação: reforça o princípio do planejamento-programação (projetos, programas); reforça o princípio da universalidade (tudo deve estar incluso no orçamento); e reforça o princípio da especificação/discriminação (especificar/ discriminar os projetos e programas inclusos na LOA)” (Paludo, 2017). II-Falsa. Não há essa vedação na CF/1988. A LRF é que estabelece, no artigo 5º, § 2o, que o refinanciamento da dívida pública constará separadamente na lei orçamentária e nas de crédito adicional. III-Verdadeira. Vedação contida no artigo 167, VI, da CF/1988. “Esta regra assegura maior fidelidade ao processo de planejamento/orçamento; evita a utilização de orçamento aprovado para uma finalidade em outra finalidade diferente. O texto contempla o princípio de não estorno” (Paludo, 2017). IV-Verdadeira. Vedação contida no artigo 167, III da CF/1988, com a respectiva exceção. “Trata-se da chamada “regra de ouro”. Se as operações de crédito forem superiores às despesas de capital, então o ente público estará se “endividando” para custear despesas correntes ou de manutenção – o que é inaceitável. No entanto, a regra de ouro pode ser “quebrada” – e nesse caso teremos a única lei em matéria orçamentário-financeira que exige maioria absoluta para sua aprovação” (Paludo, 2017). V-Falsa. Não há essa vedação na CF/1988; ela está contida na LRF, artigo 5º, § 3º. PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 35 94.FCC-ConselheiroTCM-RJ/2015. A Constituição Federal fixa normas relacionadas com o PPA, com a LDO e com a LOA. No que diz respeito especificamente à Lei Orçamentária Anual, o texto constitucional estabelece: I. Essa lei compreenderá o orçamento de investimento das empresas em que a União, direta ou indiretamente, detenha a maioria do capital social com direito a voto. II. O seu projeto será acompanhado de demonstrativo regionalizado do efeito, sobre as receitas e despesas, decorrente de isenções, anistias, remissões, subsídios e benefícios de natureza financeira, tributária e creditícia. III. Essa lei compreenderá o orçamento fiscal referente aos Poderes da União, seus fundos, órgãos e entidades da administração direta e indireta, inclusive fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público. Comentários I.Verdadeiro. Segundo o contido no § 5º, do artigo 165, da CF/88, a lei orçamentária anual compreenderá: II- o orçamento de investimento das empresas em que a União, direta ou indiretamente, detenha a maioria do capital social com direito a voto. II.Verdadeiro. De acordo com o artigo 165, § 6º da CF/1988, o Projeto de Lei Orçamentária será acompanhado de demonstrativo regionalizado do efeito, sobre as receitas e despesas, decorrente de isenções, anistias, remissões, subsídios e benefícios de natureza financeira, tributária e creditícia. III.Verdadeiro. Segundo o contido no § 5º, do artigo 165, da CF/88, a lei orçamentária anual compreenderá: I- o orçamento fiscal referente aos Poderes da União, seus fundos, órgãos e entidades da administração direta e indireta, inclusive fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público. 95.FGV-Conselheiro-TCM-RJ/2015. O processo orçamentário no Brasiltem regras definidas na Constituição Federal e na legislação complementar e ordinária, principalmente no que tange às competências de cada poder na definição das receitas e despesas para um exercício. No que se refere às regras relativas às emendas à Lei do Orçamento: as emendas parlamentares são permitidas somente para alteração das despesas de custeio. Comentários Segundo Paludo (2017) “De acordo com o artigo 166, § 3º, da CF/1988, as emendas ao projeto de lei do orçamento anual ou aos projetos que o modifiquem somente podem ser aprovadas caso: I–sejam compatíveis com o Plano Plurianual e com a Lei de Diretrizes Orçamentárias; II–indiquem os recursos necessários, admitidos apenas os provenientes de anulação de despesa, excluídas as que incidam sobre: a) dotações para pessoal e seus encargos; b) serviço da dívida; c) transferências tributárias constitucionais para estados, Municípios e Distrito Federal; ou III – sejam relacionadas: a) com a correção de erros ou omissões; ou b) com os dispositivos do texto do projeto de lei”. Portanto, a questão 95 está errada: a afirmativa é diferente da autorização contida na CF/1988, e contém uma limitação também não prevista no texto constitucional, “somente”. 96.VUNESP-AnalistaGestão-SJC/2015. A Comissão Mista, a que se refere a Constituição Federal, tem por incumbência a avaliação e emissão de pareceres sobre os projetos de lei relativos ao plano plurianual e é formada por (__) e será (__). Completa corretamente as lacunas: A) Senadores representantes de todos os partidos … permanente. B) Deputados representantes de todos os partidos … permanente. C) Senadores e Deputados Federais … transitória. PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 36 D) Senadores e Deputados Federais … permanente. E) Representantes de cada partido na Câmara Federal … transitória. Comentários De acordo com o artigo 166, § 1º, da CF/1988, a matéria orçamentária cabe a uma Comissão mista permanente de senadores e deputados. Portanto, de forma inequívoca, a alternativa D é a resposta da questão, pois preenche corretamente o texto. 97.AugustinhoPaludo/2020. Acerca das regras constitucionais de orçamento público. Um ente público, no momento da execução do orçamento, percebeu que determinada dotação possibilitaria melhores resultados se fosse remanejada para ser aplicada em outra finalidade. Nesse caso, a constituição federal permite o remanejamento, ainda que para outra categoria de programação. Comentários Segundo Paludo (2020) “O processo de programação orçamentária demanda esforços de inúmeros agentes e cada despesa deverá ser avaliada e justificada antes de sua inclusão na proposta de orçamento anual. Para assegurar que o processo de programação não seja desvirtuado é que o artigo 167, VI, da CF/1988 proíbe a transposição, o remanejamento ou a transferência de recursos de uma categoria de programação para outra ou de um órgão para outro, sem prévia autorização legislativa. Este texto contempla o princípio do não estorno. Trata-se de regra que assegura maior fidelidade ao processo de planejamento/orçamento; evita que o orçamento aprovado para uma finalidade seja utilizado em outra finalidade diferente.” Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, a questão está errada porque não é permitido o remanejamento de recursos para outra categoria de programação, salvo se houver prévia autorização legislativa. 98.CESPE-EspecialistaGestão-TELEBRAS/2015. Com relação à lei orçamentária anual- LOA na constituição federal. Segundo a CF/81988 é permitido o início de programas ou projetos não incluídos na LOA, desde que seja justificado ao Poder Legislativo. Comentários Segundo Paludo (2020) “De acordo com o artigo 167, I, da CF/1988, são vedados: o início de programas ou projetos não incluídos na Lei Orçamentária Anual. Esta vedação: reforça o princípio do planejamento-programação (projetos, programas); reforça o princípio da universalidade (tudo deve estar incluso no orçamento); e reforça o princípio da especificação/discriminação (especificar/discriminar os projetos e programas inclusos na LOA).” Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, a questão está errada, porque o item I do artigo 167 não comporta exceção. 99.FCC-AnalistaAdm-TRF3/2016. No que se refere à matéria orçamentária, a Constituição Federal VEDA expressamente o que consta nos itens: I. Concessão ou utilização de créditos ilimitados. II. Realização de despesas ou a assunção de obrigações diretas que excedam os créditos orçamentários ou adicionais. III. Realização de operações de créditos que excedam o montante das despesas correntes. PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 37 Comentários I.Certo. Segundo o artigo 167, VII, da CF/1988, é vedada a concessão ou utilização de créditos ilimitados. II.Certo. De acordo com o artigo 167, II, da CF/1988, é vedada a realização de despesas ou a assunção de obrigações diretas que excedam os créditos orçamentários ou adicionais. III.Errado. O certo seriam “despesas de capital”, conforme o contido no artigo 167, III, da CF/1988. Capítulo 2. LEI ORÇAMENTÁRIA ANUAL-LOA E PROCESSO ORÇAMENTÁRIO 100.FCM-TécnicoAdministração-CARNAIBA-MG/2019. De acordo com Paludo (2012), o ciclo de planejamento e orçamento público brasileiro é composto por três instrumentos principais: o Plano Plurianual, a Lei de Diretrizes Orçamentárias e a Lei Orçamentária Anual. A esse respeito analise: a Lei Orçamentária Anual estima as receitas e fixa as despesas de toda a Administração Pública Federal para o ano subsequente. Comentários Segundo Paludo (2019) “O sistema orçamentário brasileiro é composto por três instrumentos principais: a Lei Orçamentária Anual, a Lei de Diretrizes Orçamentárias e o Plano Plurianual. A Lei Orçamentária Anual é o produto final do processo orçamentário coordenado pela SOF. É o documento legal que contém a previsão de receitas e autorização de despesas a serem realizadas no exercício financeiro subsequente. A LOA estima/prevê receitas e fixa/autoriza despesas para um exercício financeiro.” Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, a questão está correta. Obs.: A questão 100, como outras – cita diretamente meu nome/trechos de meu livro de Orçamento Público, Administração Financeira e Orçamentária e Lei de Responsab. Fiscal. 101.FUNDEP-ControladorInterno-MG/2020. Com relação às normas gerais de direito financeiro para elaboração e controle dos orçamentos e balanços da União, dos estados, dos municípios e do Distrito Federal, tomando como base a Lei Federal nº 4.320, de 17 de março de 1964, analise a afirmativa: A Lei do Orçamento contém a discriminação da receita e despesa de forma a evidenciar a política econômica financeira e o programa de trabalho do Governo. 102.ACCESS-Tesoureiro-Municipal-RJ/2020. Conforme prevê a lei 4.320/64, é correto afirmar que a Lei de Orçamentos compreenderá: a) todas as receitas, exceto as de operações de crédito autorizadas em lei. b) todas as receitas, inclusive as operações de credito por antecipação da receita e as emissões de papel-moeda. c) todas as receitas e despesas pelos seus totais, admitidas determinadas deduções. d) dotações globais destinadas a atender indiferentemente a despesas de pessoal, material, serviços de terceiros, transferências ou quaisquer outras. e) a discriminação da receita e despesa de forma a evidenciar a política econômica financeira e o programa de trabalho do Governo, obedecidos os princípios de unidade, universalidade e anualidade. Comentários PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 38 Segundo Paludo (2020) “Normas da Lei nº 4.320/1964, Art. 2º. A Lei do Orçamento conterá a discriminação da receita e despesa de forma a evidenciar a política econômica financeira e o programade trabalho do Governo, obedecidos os princípios de unidade, universalidade e anualidade.” Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, a questão 101 está correta e na questão 102 a Alternativa E é a verdadeira e a resposta da questão. 103.CESPE-ACE-TC-RJ/2020. A respeito dos mecanismos utilizados na elaboração, execução e controle do orçamento, julgue o item: A lei orçamentária anual pode prever investimento com duração superior a um exercício financeiro, se uma lei específica autorizar a inclusão do referido investimento no plano plurianual. Comentários Segundo Paludo (2020) “Artigo 167, § 1º. Nenhum investimento cuja execução ultrapasse um exercício financeiro poderá ser iniciado sem prévia inclusão no Plano Plurianual, ou sem lei que autorize a inclusão, sob pena de crime de responsabilidade. Essa vedação refere-se ao princípio do planejamento. Se ultrapassar um exercício financeiro, então o valor é significativo: tem que ser planejado e tem que constar no PPA ou noutra lei específica. Reflete também o princípio da programação: todas as despesas são inclusas no PPA e na LOA sob a forma de programas. Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, a questão 103 está correta: se lei específica autorizar, a LOA pode prever investimento com duração superior a um ano. 104.CEBRASPE-SEFAZ-AL/2020. A respeito de orçamento anual e da despesa pública, julgue o item: No orçamento público federal, tanto a receita quanto a despesa são programadas, autorizadas e controladas. Comentários As vezes a resposta é tão simples que surpreende: as receitas são estimadas, autorizadas e controladas; mas a despesa é fixada: o gestor tem que ater ao valor fixado, que somente pode ser alterado em caso de congestionamento (para menos) ou mediante lei de créditos adicionais (para mais). Portanto, a questão está errada: as despesas são fixadas e não programadas. 105.FCC-Administrador-DefensoriaSP/2015. Sobre orçamento público. A Lei Orçamentária Anual prevê receitas e fixa despesas para execução em determinado período de tempo. 106.FGV-AnalistaAdministrativo-TJ-PIAUÍ/2015. No processo de planejamento público governamental, entre os diversos instrumentos, destaca-se aquele que estima as receitas que o Governo deverá arrecadar durante o ano e fixa os gastos a serem realizados com tais recursos. Esse instrumento é denominado: Lei Orçamentária Anual (LOA). 107.CESPE-ACE-Planejamento-TCE-PA/2016. A respeito do orçamento público. A lei orçamentária anual, entre outros aspectos, exprime, em termos financeiros, a alocação dos recursos públicos para determinado exercício. Comentários Segundo Paludo (2017) “A LOA – Lei Orçamentária Anual é o produto final do processo orçamentário coordenado pela SOF. Ela abrange apenas o exercício financeiro a que se refere e é o documento legal que contém a previsão de receitas e autorização de despesas a serem realizadas no exercício financeiro. O Orçamento Público é uma lei que, entre outros aspectos, exprime, em termos financeiros, a alocação dos recursos públicos. PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 39 A LOA estima/prevê receitas e fixa/autoriza despesas para um exercício financeiro”. Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, as três questões estão corretas. Obs.: A questão 107, como centenas de outras questões – não citam meu nome – mas tem recorte parcial de texto de meu livro Orçamento Público/Afo/Lrf. 108.FCC-Administrador-DefensoriaSP/2015. Acerca dos orçamentos públicos, nos termos da Constituição Federal, o orçamento fiscal, de investimentos das empresas estatais e o da seguridade social constarão da lei orçamentária, de iniciativa do Poder Legislativo, com vigência de doze meses, ou seja, de 1º de janeiro a 31 de dezembro. 109.CESPE-EspecialistaFinanças-TELEBRÁS/2015. Quanto ao processo orçamentário, à elaboração da proposta de orçamento e aos instrumentos legais. Caso se tenha iniciado o exercício financeiro e o projeto de lei orçamentária anual ainda não tenha sido aprovado no Poder Legislativo, a própria lei orçamentária do exercício anterior prevê os procedimentos para liberação de recursos financeiros. Comentários Segundo Paludo (2017) “A LOA é composta pelos orçamentos Fiscal, da Seguridade Social e de Investimento das estatais. Ela prevê os recursos a serem arrecadados e fixa as despesas a serem realizadas pelo Governo Federal, referentes aos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário. A vigência da LOA abrange somente o exercício financeiro a que se refere: 01 de janeiro a 31 de dezembro”. Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, a questão 108 está correta tanto no que se refere aos três orçamentos, como em relação a vigência de 1º de janeiro a 31 de dezembro; e a questão 109 está errada: caso inicie o ano sem aprovação prévia da LOA – o orçamento será executado na proporção de 1/12 por mês, com base em autorização contida na LDO para o exercício. 110.CESPE-AuditorFUB/2015. Acerca do orçamento público e classificações orçamentárias. A lei orçamentária anual é composta dos orçamentos: fiscal, seguridade social e investimento das estatais. 111.FCC-Administrador-DefensoriaSP/2015. Acerca dos orçamentos públicos, nos termos da Constituição Federal, o orçamento fiscal, de investimentos das empresas estatais e o da seguridade social constarão da lei orçamentária anual de iniciativa do Poder Executivo. 112.VUNESP-AnalistaGestão-SJC/2015. De acordo com a Constituição Federal, a Lei Orçamentária compreende o orçamento fiscal, o de investimento e o da seguridade social. O orçamento de investimento refere-se às empresas em que a União, direta ou indiretamente, detenha a maioria do capital social com direito a voto. 113.FCC-AnalistaAdm-TRF3/2016. Nos termos da Constituição Federal é conteúdo da Lei Orçamentária Anual: o Orçamento fiscal referente aos fundos da União, e o orçamento de investimento das empresas em que a União, direta ou indiretamente, detenha a maioria do capital social com direito a voto. Comentários Segundo Paludo (2017) “A Constituição Federal de 1988, art. 165, determina que a Lei Orçamentária Anual compreenderá o Orçamento Fiscal, o de Investimento das Empresas Estatais e o da Seguridade Social, explicando cada tipo de orçamento: PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 40 1.Orçamento Fiscal, referente aos Poderes da União, seus fundos, órgãos e entidades da Administração direta e indireta, inclusive fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público. 2.Orçamento de Investimento das empresas em que a União, direta ou indiretamente, detenha a maioria do capital social com direito a voto. 3.Orçamento da Seguridade Social abrange todas as entidades e órgãos a ele vinculados, da Administração direta ou indireta, bem como os fundos e fundações instituídos e mantidos pelo Poder Público. Esses três orçamentos é que compõem a LOA – Lei Orçamentária Anual. Esse modelo atual segue a concepção de totalidade orçamentária, visto que os orçamentos são elaborados de forma independente, para depois serem consolidados em um só, o Orçamento Geral da União, possibilitando assim o conhecimento do desempenho global das finanças públicas”. Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, as quatro questões estão corretas. 114.FCC-Contador-TRE-Amapá/2015. Sobre o orçamento anual. Na Lei Orçamentária Anual, o orçamento fiscal compatibilizado com o plano plurianual terá entre suas funções a de reduzir desigualdades interregionais, segundo critério populacional. 115.FCC-ConselheiroTCM-RJ/2015. A Constituição Federal fixa normas relacionadas com o PPA, com a LDO e com a LOA. No que diz respeito à Lei Orçamentária Anual, o texto constitucional estabelece que: Essa lei compreenderá o orçamento da seguridade social, abrangendo todas as entidades e órgãosa ela vinculados, da administração direta ou indireta, bem como os fundos e fundações instituídos e mantidos pelo Poder Público, sendo que este orçamento, que deverá ser compatibilizado com o plano plurianual, terá, entre suas funções, a de reduzir desigualdades inter-regionais, segundo critério populacional. Comentários Segundo Paludo (2017) “De acordo com o art. 166, § 7º, da CF/1988, o Orçamento Fiscal e de Investimentos, compatibilizados com o PPA, terão entre suas funções a de reduzir desigualdades inter-regionais, segundo critério populacional. Somente o Orçamento Fiscal e o de Investimentos é que objetivam reduzir desigualdades inter-regionais – o Orçamento da Seguridade Social não tem essa função”. Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, a questão 114 está correta e a 115 está errada: apenas o orçamento fiscal e o de investimento atuarão para reduzir desigualdades regionais – o orçamento da seguridade social não tem essa função. 116.CESPE-EspecialistaFinanças-TELEBRÁS/2015. Acerca do programa de dispêndios globais para empresas do setor produtivo estatal. O programa de dispêndios globais deve apresentar informação da origem das fontes de recursos que financiarão os investimentos propostos pelas empresas estatais, como também precisa ser elaborado concomitantemente ao orçamento de investimento, para que seja peça integrante do projeto do orçamento da União. Comentários Segundo Paludo (2017) “O Orçamento das Empresas Estatais independentes não faz parte do Orçamento Fiscal e nem do Orçamento da Seguridade Social. O Orçamento Operacional das Empresas Estatais independentes faz parte do Programa de Dispêndios Globais, cuja aprovação ocorre diretamente por decreto do Poder Executivo. PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 41 De acordo com o art.8º do Decreto 8.189/2014, compete ao DEST – Departamento de Coordenação e Governança das Empresas Estatais coordenar a elaboração do Programa de Dispêndios Globais e da proposta do Orçamento de Investimento das empresas estatais (contém todas as fontes de recursos e suas respectivas aplicações), compatibilizando-os com as metas de resultado primário fixadas, bem como acompanhar a sua execução orçamentária. O Orçamento Operacional das Estatais seguirá na forma de anexo da mensagem presidencial que encaminha o Projeto de Lei Orçamentária ao Congresso Nacional”. Portanto, a questão está correta: o programa de dispêndios globais deve apresentar informação da origem das fontes de recursos que financiarão os investimentos, e seguirá como anexo da LOA. 117.CESPE-Auditor-TC-RN/2015. Relativos a documentos, instituições e técnicas para administração orçamentária. A elaboração do projeto de lei orçamentária anual é iniciada e controlada pelo órgão central do sistema de administração financeira federal. Comentários Segundo Paludo (2017) “O processo de elaboração do projeto de Lei Orçamentária Anual se desenvolve no âmbito do Sistema de Planejamento e de Orçamento Federal. Amparado na Lei nº 10.180/2001, no Decreto nº 8.189/2014 e nos últimos MTO’s, é possível afirmar que as competências da SOF no processo orçamentário anual compreendem: coordenar, consolidar e supervisionar a elaboração da Lei de Diretrizes Orçamentárias e da proposta orçamentária da União, compreendendo os Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social”. Portanto, de forma clara, a questão está errada: a competência para a elaboração do projeto de LOA é do Sistema de Planejamento e Orçamento – coordenado pela SOF- Secretaria de Orçamento Federal. 118.CESPE-Administrador-ENAP/2015. Acerca de noções básicas de administração financeira e orçamentária. Durante o processo de elaboração orçamentária, a revisão da estrutura programática do orçamento depende da definição prévia das macrodiretrizes. 119.CESPE-Administrador-TCE-SC/2016. Acerca de finanças e orçamento público. A revisão da estrutura programática do projeto da lei orçamentária anual deve ser feita após a definição e a divulgação dos limites das propostas setoriais. Comentários Segundo Paludo (2017-2020) “Destacamos e detalhamos a seguir, numa visão prática, as competências que julgamos mais importantes da SOF como Órgão Central de orçamento, na função precípua de coordenar o processo orçamentário como um todo. No início de cada ano, considerando a meta fiscal e demais normas estabelecidas pela LDO para o exercício, a SOF: 1–Planeja a elaboração do orçamento e define diretrizes ... 2–Promove e valida a revisão da estrutura programática ... 3-Elabora a Pré-proposta ... 4–Estima a previsão de receitas e avalia a NFGC ... 5–Fixa parâmetros e referenciais monetários para a apresentação da proposta setorial ... 6–Divulga normas gerais para elaboração ... 7–Estabelece o cronograma para a elaboração orçamentária ... 8–Capta, analisa e valida as propostas setoriais ... 9–Formaliza o PL-LOA”. Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, a questão 118 está correta: primeiro vêm as diretrizes e depois a revisão da estrutura programática; e a questão 119 está errada: a revisão da estrutura programática ocorre antes da definição dos limites/referenciais monetários para apresentação das propostas setoriais. PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 42 Caríssimos, penso que essas 2 questões foram elaboradas a partir de meu livro, pois desconheço outro livro que aborde esse detalhamento como eu abordo. 120.CESPE-ACE-TC-RJ/2020. A respeito dos mecanismos utilizados na elaboração do orçamento, julgue o item: Cada órgão setorial de planejamento e orçamento é responsável pela elaboração da proposta das unidades orçamentárias sob sua supervisão. 121.FCC-Contador-TRF3/2016. A Lei nº 4.320/1964, que estabelece normas gerais de Direito Financeiro, quanto a aspectos pertinentes ao orçamento público, prevê que unidade orçamentária é o agrupamento de serviços subordinados ao mesmo órgão a que serão consignadas dotações próprias. Comentários Segundo Paludo (2020) “Unidade Orçamentária é a repartição da Administração Federal que recebe seus créditos diretamente da LOA ou, de acordo com a Lei nº 4.320/1964, art. 14, é o agrupamento de serviços subordinados ao mesmo órgão ou repartição a que serão consignadas dotações próprias. A Unidade Orçamentária desempenha o papel de coordenadora do processo de elaboração da proposta orçamentária no seu âmbito de atuação, integrando e articulando o trabalho das Unidades Administrativas vinculadas (aquelas que necessitam de uma Unidade Orçamentária para obter créditos orçamentários para a execução de seus programas e ações). Conforme estabelecido nos MTO’s, as Unidades Orçamentárias são responsáveis pela apresentação da programação orçamentária detalhada da despesa por programa, ação orçamentária e subtítulo”. Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, a questão 120 está errada e a questão 121 está correta e traz o conceito de unidade orçamentária. 122.ESAF-AnalistaAdministrativoMTUR/2014. Estão descritas abaixo diversas etapas do processo de elaboração orçamentária. Analise o ator responsável por cada uma das etapas descritas: I.Define diretrizes estratégicas e parâmetros quantitativos: Secretaria de Orçamento Federal; II.Elabora proposta: Unidade Orçamentária; III.Consolida e valida a proposta: Órgão Setorial. Comentários O item I tem resposta nas questões 118-119; o item II tem resposta nas questões 120-121. No item III, segundo Paludo (2017) “Também aqui destacamos os itens mais importantes de atuação dos Órgãos Setoriais como articuladores do processo no âmbito de seus respectivos órgãos ... 6–Valida, consolida e formaliza a Proposta Orçamentária do Órgão”. Portanto, de forma clara, os três itens estão corretos: indicam as atividades e seus responsáveis corretamente – embora o item III possa causar dúvidas porque não especificouse era proposta setorial (responsabilidade do Órgão Setorial) ou se tratava da proposta anual consolidada (responsabilidade da SOF). 123.CESPE-EspecialistaFinançasTELEBRÁS/2013. Sobre a proposta orçamentária. De acordo com a LDO da União de 2012, as propostas orçamentárias dos órgãos do Poder Judiciário e do MPU deverão ser objeto de parecer do Conselho Nacional de Justiça e do Conselho Nacional do Ministério Público. Comentários PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 43 Segundo Paludo (2017) “O processo de elaboração da proposta orçamentária para os Poderes Legislativo e Judiciário e para o Ministério Público da União, apresenta as seguintes peculiaridades: ... as propostas do Poder Judiciário e do Ministério Público da União deverão conter parecer de mérito do Conselho Nacional de Justiça e do Conselho Nacional do Ministério Público. Esses pareceres têm caráter apenas opinativo, e não se aplicam à proposta orçamentária do STF – Supremo Tribunal Federal, do Conselho Nacional de Justiça, do Ministério Público Federal e do Conselho Nacional do Ministério Público”. Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, a questão está correta: as propostas do Judiciário e do MPU devem conter parecer de mérito, respeitadas as exceções acima elencadas. 124.FCC-ACE-TC-CE/2015. A proposta da Lei Orçamentária Anual deve ser encaminhada pelo Poder Executivo ao Legislativo acompanhada de exposição circunstanciada da situação econômico-financeira. Essa exposição é denominada A) razão orçamentária. B) tabela explicativa. C) mensagem. D) exposição orçamentária. E) fundamentação orçamentária. 125.FGV-Conselheiro-TCM-RJ/2015. Acerca da LOA. Uma proposta de Lei Orçamentária é apresentada contendo a mensagem, o projeto de lei e tabelas explicativas com a receita prevista e a despesa fixada para o exercício a que se refere a proposta. Comentários Segundo Paludo (2017) “A fase final é a elaboração da Mensagem Presidencial, texto e anexos do Projeto de Lei Orçamentária e encaminhamento ao Congresso Nacional. Essa mensagem contará com a participação do DEST, da Área Econômica, dos Órgãos Setoriais e da Casa Civil da Presidência da República. De acordo com a Lei nº 4.320/1964 a mensagem deverá conter: exposição circunstanciada da situação econômico-financeira, documentada com demonstração da dívida fundada e flutuante, saldos de créditos especiais, Restos a Pagar e outros compromissos financeiros exigíveis; exposição e justificação da política econômico- financeira do Governo; justificação da receita e despesa, particularmente no tocante ao orçamento de capital. Os anexos incluem quadros demonstrativos das receitas e despesas; quadro das dotações por Órgãos do Governo e da Administração; quadro demonstrativo do programa anual de trabalho do Governo em termos de realizações de obras e prestação de serviços; especificação dos programas especiais de trabalho custeados por dotações globais; tabelas explicativas com o comportamento da receita e da despesa, abrangendo diversos exercícios financeiros”. Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, na questão 124 a alternativa C é a resposta; e a questão 125 está correta: as duas questões tratam da mensagem de encaminhamento do projeto de LOA. 126.CESPE-ACE-TCDF/2020. Julgue o item, acerca da LOA: Após serem elaborados, projetos de lei orçamentária como o mencionado devem ser enviados à Câmara Legislativa do Distrito Federal, iniciando-se, com isso, a fase de apreciação legislativa do ciclo orçamentário. PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 44 127.CESPE-EspecialistaFinanças-TELEBRÁS/2015. Quanto ao processo orçamentário, à elaboração da proposta de orçamento e aos instrumentos legais. O projeto de lei orçamentária anual, enviado pelo Poder Executivo ao Poder Legislativo, é encaminhado para a comissão mista de planos e orçamentos públicos que examina e emite parecer acerca do projeto de lei, entre outras atribuições. Comentários Segundo Paludo (2017) “O Projeto de Lei Orçamentária Anual – PL-LOA da União é enviado pelo Presidente da República ao Congresso Nacional (Poder Legislativo) até o dia 31 de agosto de cada ano. Recebido o projeto, ele é imediatamente enviado à Comissão Mista de Planos, Orçamentos e Fiscalização, que é formada por 30 deputados e dez senadores. A essa comissão compete, de acordo com a CF, art. 166, § 1º: I-examinar e emitir parecer sobre os projetos referidos neste artigo e sobre as contas apresentadas anualmente pelo Presidente da República”. Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, as duas questões estão corretas: 126: enviado à Câmara Legislativa inicia a fase de apreciação legislativa; 127: o PL-LOA é encaminhado à comissão mista que examina e emite parecer acerca do projeto. 128.FCC-ProcuradorTCM-RJ/2015. A respeito da tramitação legislativa das leis orçamentárias, é correto afirmar: As emendas aos projetos de leis orçamentárias serão apresentadas na Comissão Mista, que sobre elas emitirá parecer, e apreciadas, na forma regimental, pelo Plenário das duas Casas do Congresso Nacional. 129.FGV-AdministradorLegislativo-CARUARU/2015. Sobre o processo orçamentário brasileiro. Para que seja aprovada modificação da LOA, as emendas devem ser compatíveis somente com o PPA. 130.FCC-Contador-TRF3/2016. De acordo com a Constituição Federal de 1988, em relação às emendas ao projeto de lei do orçamento anual, entre outros requisitos, somente podem ser aprovadas se a anulação da despesa incidir sobre: I. Dotação para pessoal e seus encargos. II. Transferências tributárias constitucionais para Estados, Municípios ou Distrito Federal. III. Dotação para construção de fóruns. IV. Dotação para aquisição de computadores pelo Poder Judiciário. 131.FCC-AnalistaAdm-TRF3/2016. Quanto ao processo de elaboração, discussão, votação e aprovação da proposta orçamentária, a Constituição Federal estabelece que no caso de emendas ao projeto da lei do orçamento anual, somente são admitidas as indicações de recursos advindos de anulação de despesa. 132.CESPE-Procurador-BA/2014. No que concerne ao projeto de lei orçamentária anual. Admite-se a apresentação de emenda ao projeto de lei orçamentária anual, com a indicação de recursos necessários, mediante a anulação de despesa referente a dotações para pessoal e seus encargos. 133.VUNESP-AuditorCI-PMSP/2015. De acordo com a Lei nº 4.320, de 1964, não se admitirão emendas ao projeto de Lei de Orçamento que visem conceder dotação superior aos quantitativos previamente fixados em resolução do Poder Legislativo para concessão de auxílios e subvenções. Comentários PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 45 Segundo Paludo (2017) “É no âmbito da Comissão mista/áreas temáticas - que são apresentadas as emendas ao Orçamento da União (art. 166, § 2º, as emendas serão apresentadas na Comissão mista, que sobre elas emitirá parecer, e apreciadas pelo Plenário das duas Casas do Congresso Nacional). Com relação às emendas, existe uma série de restrições legais quanto à sua apresentação: De acordo com a Lei nº 4.320/1964, art. 33: não se admitirão emendas ao projeto de Lei de Orçamento que visem a: a) alterar a dotação solicitada para despesa de custeio, salvo quando provada, nesse ponto, a inexatidão da proposta; b) conceder dotação para o início de obra cujo projeto não esteja aprovado pelos órgãos competentes; c) conceder dotação para instalação ou funcionamento de serviço que não esteja anteriormente criado; d) conceder dotação superior aos quantitativos previamente fixados em resolução do Poder Legislativo para concessão de auxílios e subvenções. De acordo com a CF/1988, art. 166, § 3º: as emendas ao Projeto de Lei do Orçamento Anual ou aos projetos que o modifiquem somente podem ser aprovadascaso: I– sejam compatíveis com o Plano Plurianual e com a Lei de Diretrizes Orçamentárias; II– indiquem os recursos necessários, admitidos apenas os provenientes de anulação de despesa, excluídas as que incidam sobre: a) dotações para pessoal e seus encargos; b) serviço da dívida; c) transferências tributárias constitucionais para Estados, Municípios e Distrito Federal; ou III– sejam relacionadas: a) com a correção de erros ou omissões; ou b) com os dispositivos do texto do projeto de lei”. Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, temos as seguintes respostas: questão 128 está correta conforme texto acima (art. 166, § 2º, da CF/1988); a questão 129 está errada: as emendas devem ser compatíveis com o PPA e a LDO; na questão 130, os itens I,II estão errados porque não são permitidas essas anulações pelo artigo art. 166, § 3º, da CF – e os itens IIIeIV estão corretos: são despesas passíveis de anulação para garantir recursos a outras emendas de despesas; a questão 131 está correta: os recursos para emendas são oriundos da anulação de outra despesa passível de anulação; a questão 132 está errada: não é possível anular dotação para pessoal ou encargos sociais; e a questão 133 está correta: a lei 4.320/1964 proíbe emendas que visem conceder dotação superior aos quantitativos previamente fixados em resolução do Poder Legislativo para concessão de auxílios e subvenções. 134.MSC-TesoureiroMunicipal-RJ/2021. Conforme a Lei nº 4320/64, não se admitirão emendas ao projeto de Lei de Orçamento que visem: I.Alterar a dotação solicitada para despesa de custeio, mesmo quando provada a inexatidão da proposta. II. Conceder dotação para o início de obra cujo projeto não esteja aprovado pelos órgãos competentes. III. Conceder dotação para instalação, ou funcionamento de serviço, que não esteja anteriormente criado. IV. Conceder dotação superior aos quantitativos previamente fixados em resolução do Poder Legislativo para concessão de auxílios e subvenções. Comentários De acorco com o texto da questão anterior, o item I está errado, pois se provada inexatidão poderá haver ajuste; os itens II, III e IV estão corretos: são vedações impostas pela lei 4.320/1964. PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 46 135.CESPE-AnalistaControle-Adm-TCE-PR/2016. Acerca das etapas do processo orçamentário e dos instrumentos do orçamento público, analise: A apreciação de emendas ao projeto de lei orçamentária, apresentadas por parlamentares, prevê a solicitação de informações a especialistas, a participação em audiências públicas bem como discussões e consultas, em razão das determinações legais que as disciplinam. Comentários Segundo Paludo (2018) “É no âmbito da Comissão mista/áreas temáticas - que são apresentadas as emendas ao Orçamento da União ... É comum a utilização de consultas a especialistas e realização de audiências como subsídio às discussões acerca das emendas”. Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, a questão está correta. 136.FCC-ProcuradorTCM-RJ/2015. Segundo a Constituição Federal, leis de iniciativa do Poder Executivo estabelecerão o Plano Plurianual; as Diretrizes Orçamentárias e os Orçamentos Anuais. A respeito da tramitação das referidas leis, é correto afirmar: o Presidente da República poderá enviar mensagem ao Congresso Nacional para propor modificação nos projetos de leis orçamentárias enquanto não iniciada a votação, na Comissão mista, da parte cuja alteração é proposta. Comentários Segundo Paludo (2017) “Amparado no Texto Constitucional, o Presidente da República também pode apresentar emendas ao projeto de Lei Orçamentária Anual, conforme preceitua o art. 166, § 5º: “O Presidente da República poderá enviar mensagem ao Congresso Nacional para propor modificação nos projetos a que se refere este artigo enquanto não iniciada a votação, na Comissão Mista, da parte cuja alteração é proposta”. Portanto, a questão está correta e tem resposta direta no texto acima. 137.CESPE-Contador-STJ/2015. No que se refere ao orçamento público. A lei orçamentária anual deve definir o montante da reserva de contingência, em percentual da receita corrente líquida, bem como sua forma de utilização. Comentários De acordo com o artigo 5º, III, da LRF, a Lei Orçamentária anual deverá conter reserva de contingência, “cuja forma de utilização e montante, definido com base na receita corrente líquida, serão estabelecidos na Lei de Diretrizes Orçamentárias”. Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, a questão está errada porque não é a LOA quem define o montante da reserva de contingência – mas a LDO. 138.CEC-Contador-Palmeira/2012. Inclui-se no processo orçamentário a elaboração e a execução do orçamento, além, é claro, da aprovação da Lei Orçamentária Anual-LOA pelo Poder Legislativo. Sobre esse assunto, assinale a alternativa correta A) Somente o chefe do poder executivo pode apresentar emendas ao projeto de Lei Orçamentária Anual. B) O Poder executivo deverá encaminhar ao Poder Legislativo o projeto de Lei Orçamentária Anual até o dia 31 de agosto de cada ano. C) O processo orçamentário é segregado da Lei Orçamentária Anual, ou seja, não há interrelacionamento entre eles. D) O orçamento público é contínuo e dinâmico, mas não é flexível porque deve seguir a risca o que foi aprovado pela Lei Orçamentária do respectivo exercício. PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 47 E) O orçamento público é contínuo, mas não é dinâmico porque não pode sofrer influência da conjuntura econômica, política e social em sua elaboração e aprovação. Comentários A-Falsa. Os deputados e senadores também podem apresentar emendas: “O relatório preliminar da comissão mista fixa o número de emendas que poderão ser apresentadas: por comissões do Senado ou da Câmara; por bancada estadual; e individualmente por cada deputado ou senador” (Paludo, 2017). B-Verdadeira. O encaminhamento do projeto de Lei Orçamentária Anual é de competência privativa do Presidente da República (artigo 84, XXIII, da CF/88) “A LOA – Lei Orçamentária Anual é um instrumento de planejamento anual de iniciativa privativa do chefe do Poder Executivo ... O Projeto de Lei Orçamentária Anual – PLOA da União é enviado pelo Presidente da República ao Congresso Nacional (Poder Legislativo) até o dia 31 de agosto de cada ano” (Paludo, 2017). C-Falsa. O processo orçamentário e Lei Orçamentária Anual constituem um só processo. “De maneira simples, o orçamento é uma estimativa, uma previsão. Ao final do processo de elaboração, o Orçamento Público materializa-se numa lei, a LOA – Lei Orçamentária Anual” (Paludo, 2017). Durante a elaboração diz-se “processo de elaboração orçamentária” e a partir da aprovação pelo Poder Legislativo passa a ser chamado de LOA-Lei Orçamentária Anual (ou, simplesmente, orçamento anual). D-Falsa. “Quando nos referimos ao processo orçamentário, em 2001, afirmamos que o Orçamento Público é um processo, contínuo, dinâmico e flexível, que traduz em termos financeiros os planos e programas do Governo, ajustando o ritmo de sua execução à efetiva arrecadação dos recursos previstos” (Paludo, 2017). E-Falsa. O orçamento anual tem que ser “dinâmico para se ajustar às conjunturas econômicas, sociais e políticas – tornando-se, assim, efetivos instrumentos de realização dos objetivos nacionais estabelecidos no PPA e implementados nos orçamentos-programas anuais” (Paludo, 2017). Caríssimos, penso que essa questão foi elaborada a partir de meu livro, percebam que a maioria dos itens apenas alterou parcialmente o seu conteúdo. 139.CONSULPLAN-AnalistaAdm-TRE-MG/2013. O projeto de LOA é elaborado pela Secretaria de Orçamento Federal e encaminhado ao Congresso Nacional pelo Presidente da República. O Presidente da República pode vetar o texto aprovado, total ou parcialmente, no prazo dequinze dias úteis, contados da data do recebimento. Neste caso, comunicará ao Presidente do Senado os motivos do veto. 140.CESPE-Administrador-TCE-PA/2016. Julgue o item relativo ao orçamento público. O processo orçamentário é concluído com a aprovação das diversas leis orçamentárias que, em seu decorrer, foram elaboradas. Comentários Segundo Paludo (2017) “O Presidente da República, de acordo com o art. 66, § 1º, da CF/1988, dispõe de 15 dias úteis para sancionar ou vetar o projeto. Decorridos 15 dias sem manifestação, o silêncio importará sanção (concordância tácita). Por fim, a aprovação e promulgação da LOA são formalizadas pelos seguintes atos: decretação pelo Poder Legislativo; sanção pelo Presidente da República; e promulgação”. Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, a questão 139 está correta: o presidente da república tem 15 dias úteis para sancionar ou vetar a LOA; e a questão 140 PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 48 está errada: o processo de aprovação encerra-se com a aprovação e promulgação de uma única LOA para cada ente da federação. 141.FUNCERN-ACI-SJM-RN/2020. De acordo com a Lei nº 4.320/64, caso não receba a proposta orçamentária no prazo fixado na Constituição ou nas Leis Orgânicas dos Municípios, o Poder Legislativo considerará como proposta a Lei de Orçamento vigente. Comentários Segundo Paludo (2020) “Se não receber a proposta orçamentária no prazo fixado nas Constituições ou nas Leis Orgânicas dos Municípios, o Poder Legislativo considerará como proposta a Lei de Orçamento vigente”. Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, a questão está correta. Capítulo 3. LEI DE DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIAS-LDO 142.FCM-TécnicoAdministração-CARNAIBA-MG/2019. De acordo com Paludo (2012), o ciclo de planejamento e orçamento público brasileiro é composto por três instrumentos principais: o Plano Plurianual, a Lei de Diretrizes Orçamentárias e a Lei Orçamentária Anual. A respeito analise: a Lei Orçamentária Anual é elaborada anualmente e estabelece as diretrizes para a construção da Lei de Diretrizes Orçamentárias. Comentários Segundo Paludo (2019) “O sistema orçamentário brasileiro é composto por três instrumentos principais: a Lei Orçamentária Anual, a Lei de Diretrizes Orçamentárias e o Plano Plurianual.” Como vimos em diversas questões do capítulo 2, a lei orçamentária anual estima receita e fixa despesas. “Cabe à LDO estabelecer Diretrizes para a elaboração dos orçamentos anuais – fato que pode ser constatado nas últimas LDO’s.” Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, a questão está errada. A LOA não estabelece diretrizes; a LDO é quem estabelece diretrizes para a LOA. Obs.: A questão 142, como outras – cita diretamente meu nome/trechos de meu livro de Orçamento Público, Administração Financeira e Orçamentária e Lei de Responsab. Fiscal. 143.FUNDATEC-AdministradorCRP-RS/2019. A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) surgiu por meio da Constituição Federal de 1988, almejando ser o elo entre o Plano Plurianual e a Lei Orçamentária Anual. Na LDO devem estar incluídas as metas e prioridades da administração pública, incluindo as despesas de capital para o exercício financeiro subsequente. 144.VUNESP-Contador-TJ-SP/2015. Sobre as diretrizes orçamentárias e os orçamentos anuais. A lei de diretrizes orçamentárias compreenderá as metas e prioridades da administração pública federal, incluindo as despesas de capital para o exercício financeiro subsequente, orientará a elaboração da lei orçamentária anual, disporá sobre as alterações na legislação tributária e estabelecerá a política de aplicação das agências financeiras oficiais de fomento. 145.FCC-Administrador-DefensoriaRR/2015. A respeito do orçamento público Federal, no que se refere à elaboração dos orçamentos, metas e prioridades da Administração pública federal, incluindo as despesas de capital para o exercício subsequente. Essa determinação corresponde à Lei de Diretrizes Orçamentárias. PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 49 146.VUNESP-AnalistaPlanejamento-PMSP/2015. A Lei de Diretrizes Orçamentárias configura-se como um dos instrumentos de planejamento, atualmente, disponíveis para o gestor público. A esse respeito, é correto afirmar que A) estabelece a política de aplicação das agências financeiras de fomento, mas não dispõe sobre alterações na legislação tributária. B) define as metas e prioridades contidas no Plano Plurianual para o exercício financeiro dos próximos quatro anos. C) dispõe sobre alterações na legislação tributária e estabelece as metas e prioridades para o exercício financeiro corrente. D) estabelece as metas e prioridades para o exercício financeiro seguinte e orienta a elaboração do Orçamento. E) estabelece as metas e prioridades para o exercício financeiro dos dois anos subsequentes. 147.CESPE-Administrador-TCE-PA/2016. Com relação ao PPA, LDO e LOA. As políticas das agências financeiras oficiais de fomento deverão ser estabelecidas na Lei de Diretrizes Orçamentárias-LDO. 148.CESPE-Administrador-TCE-PA/2016. Com relação ao PPA, LDO e LOA. Alterações na legislação tributária deverão estar dispostas na Lei de Diretrizes Orçamentárias-LDO. Comentários O conceito da LDO foi alterado pela EC 109/2021. Segundo Paludo (2020) “A LDO também se materializa numa lei ordinária de iniciativa privativa do chefe do Poder Executivo. É um instrumento de planejamento e o “elo” entre o PPA e a LOA. Ela antecipa e orienta a direção e o sentido dos gastos públicos, bem como os parâmetros que devem nortear a elaboração do Projeto de Lei Orçamentária para o exercício subsequente, além, é claro, de selecionar, dentre os programas do Plano Plurianual, quais terão prioridade na programação e execução do orçamento anual subsequente. O conceito da LDO é fornecido pela Constituição Federal de 1988. Segundo o art. 165, § 2º, “a Lei de Diretrizes Orçamentárias compreenderá as metas e prioridades da Administração Pública Federal, estabelecerá as diretrizes de política fiscal e respectivas metas, em consonância com trajetória sustentável da dívida pública, orientará a elaboração da Lei Orçamentária Anual, disporá sobre as alterações na legislação tributária e estabelecerá a política de aplicação das agências financeiras oficiais de fomento”. Esse conceito pode ser detalhado para melhor compreensão: Metas: são partições dos objetivos que, mediante a quantificação física e financeira dos programas e projetos, permitem medir o nível de alcance dos objetivos. Poderão ser de caráter social, econômico e financeiro. Prioridades: A LDO retira do PPA as prioridades que a LOA deve contemplar em cada ano, mas essas prioridades não são absolutas, visto que existem outras despesas prioritárias: 1.obrigações constitucionais e legais; 2.manutenção e funcionamento dos órgãos/entidades; 3.demais despesas priorizadas pela LDO. Orientará a elaboração da Lei Orçamentária Anual: essa é a principal atribuição da LDO, haja vista a importância do Orçamento Público na vida de uma nação. Ela orienta não só a elaboração, mas também a execução do Orçamento Público no ano seguinte. PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 50 Disporá sobre as alterações na legislação tributária: as receitas tributárias são a principal fonte de financiamento dos gastos públicos. Assim, a criação de novos tributos, o aumento ou a diminuição de alíquotas etc. devem ser consideradas pela LDO. Estabelecerá a política de aplicação das agências financeiras oficiais de fomento: essas agências, na maioria, são bancos públicos, sendo a principal agência de fomento o BNDES. Temos também o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e os bancos regionais. Esse fomento ocorre através de empréstimos e financiamentos à sociedade,meu livro, e, em quase todas é possível perceber uma grande semelhança entre o texto de meu livro e o enunciado das questões. As questões comentadas nesta obra estão divididas em duas partes: questões comentadas das principais bancas (FCC, CESP, ESAF, FGV, AOCP, VUNESP, FCM, FUNDATEC, FUNDEP, OBJETIVA etc); e provas comentadas de Analista de Finanças e Controle-CGU/2012; Analista do Tesouro PI/2015; Auditor de Controle Externo-TCU/2015; Analista de Controle-Administração TCPE/2017; e Analista Ministerial MPContas-PA/2019. O meu compromisso é manter os livros atualizados e em sintonia com o entendimento das bancas. Assim, assegure-se de que seu livro de estudos esteja atualizado. Outro compromisso é responder a todos os e-mails recebidos via CONTATO do site www.comopassar.com.br / www.augustinhopaludo.com.br. Portanto, em caso de dúvida, encaminhe seu e-mail, que eu responderei. A todos, sugiro que leiam – na minha página - dois artigos: “Como Passar em Concursos”,e “O SEGREDO para passar em concursos”. O primeiro contém o que acredito ser o mais importante acerca da preparação e conquista do cargo público; e o segundo traz dicas que fazem a diferença entre o “quase” e a aprovação: certamente esses artigos irão ajudá-lo nessa caminhada. Dica: nem sempre o conteúdo do edital traduz o que é cobrado na prova. Portanto, além desse livro, leia com atenção todo o conteúdo do livro-texto de Orçamento Público/Afo/Lrf, e você estará preparado para enfrentar qualquer concurso que envolva essa matéria, e lembre-se: na hora da prova, Deus o(a) ajudará a lembrar daquilo que você estudou! Portanto, estude com perseverança que você conquistará o cargo público com o qual sonha. Boa sorte a todos. O Autor PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 6 SUMÁRIO Parte 1 - QUESTÕES COMENTADAS de Administração Pública 1. ORÇAMENTO PÚBLICO........................................................................................... 8 1.1 Introdução e Conceitos ........................................................................................... 8 1.2 Tipos/Técnicas Orçamentárias .................................................................................... 17 1.3 Princípios Orçamentários .............................................................................................. 23 1.4 Orçamento na Constituição Federal ............................................................................ 32 2. LEI ORÇAMENTÁRIA ANUAL-LOA E PROCESSO ORÇAMENTÁRIO .................... 37 3 LEI DE DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIAS-LDO ......................................................... 48 4. PLANO PLURIANUAL-PPA ..................................................................................... 56 5. CICLO ORÇAMENTÁRIO ........................................................................................ 63 6. RECEITA PÚBLICA ................................................................................................. 73 6.1 Dívida Ativa e Fundos ............................................................................................ 87 7. DESPESA PÚBLICA ................................................................................................ 89 7.1 Dívida Pública ....................................................................................................... 108 8. CRÉDITOS ADICIONAIS ........................................................................................ 111 9. RESTOS A PAGAR ................................................................................................ 117 10. DESPESAS DE EXERCÍCIOS ANTERIORES ....................................................... 121 11. SUPRIMENTO DE FUNDOS ................................................................................. 124 12. PROGRAMAÇÃO FINANCEIRA E DESCENTRALIZAÇÕES ................................ 128 13. TRANSFERÊNCIAS ............................................................................................. 134 14. SISTEMAS DO GOVERNO FEDERAL ................................................................. 140 15. SIAFI .................................................................................................................... 144 16. CONTA ÚNICA ..................................................................................................... 148 17. SIDOR/SIOP ........................................................................................................ 152 18. LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL ................................................................ 154 18.1 Objetivos, Princípios, Transparência, Campo de Aplicação ................................ 154 18.2 Receita e Despesa ............................................................................................. 159 18.3 Relatório Resumido de Execução Orçamentária e Relatório de Gestão Fiscal.... 167 18.4 LRF: Outros Assuntos ........................................................................................ 172 Parte 2 - PROVAS COMENTADAS 1. ANALISTA DE FINANÇAS E CONTROLE – CGU/2012 ............................................... 178 2. ANALISTA DO TESOURO – PIAUÍ/2015 ..................................................................... 186 3. AUDITOR DE CONTROLE EXTERNO - TCU/2015 ...................................................... 195 4. ANALISTA DE CONTROLE-ADMINISTRAÇÃO – TCPE/2017 ..................................... 202 5. ANALISTA MINISTERIAL – MPContas-PA/2019 .......................................................... 205 BIBLIOGRAFIA ................................................................................................................. 208 PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 7 PARTE 1 Questões Comentadas de Orçamento Público/Afo/Lrf PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 8 Capítulo 1. ORÇAMENTO PÚBLICO 1.1 Introdução e Conceitos 1.ASP-Procurador-Vinhedos/2020. No que se refere à atividade financeira do Estado, analise os itens a seguir: I – O estudo do Direito Financeiro perpassa pela análise do fenômeno financeiro, tomado esse no sentido de observar gradativamente a razão da obtenção de ingresso de recursos nos cofres públicos. II – A finalidade principal do Estado é a realização do bem individual. III – O Estado visa à satisfação das necessidades públicas. 2.FCC-ConsultorLegislativo-DF/2018. A respeito da finalidade da atividade financeira do Estado, a doutrina ensina que a) o objetivo fundamental da atividade financeira do Estado é proporcionar recursos econômicos para o custeio de sua manutenção e funcionamento, sendo que esta atividade está intimamente vinculada ao próprio fim do Estado, ou seja, o bem comum da população. b) a atividade financeira do Estado é puramente instrumental, porque obter recursos e realizar gastos é um fim em si mesmo; além disso, o Estado tem por objetivo único o aumento de seu patrimônio (superávit). c) há idêntica conduta entre o Estado e o particular, porque este também procura obter, despender e criar condições para sua mantença e de sua família; mas uma conduta difere da outra porque a atividade financeira do Estado é facultativa e a do particular é obrigatória. d) a exploração direta de atividade econômica pelo Estado brasileiro é regra, permitindo, de forma excepcional, aos particulares, a livre iniciativa e a livre concorrência, de acordo com o que estabelece a Constituição Federal. e) todas as empresas públicas e as sociedades de economia mista, por expressa disposição constitucional, têm a finalidade de exercerem atividades financeiras em prol do bem comum e, por isso, todas gozam de privilégios fiscais, extensivos ou não às demais empresas do setorcomo forma de incentivo ao desenvolvimento de certas atividades no setor privado, que resultarão, ainda que indiretamente, em benefícios para a população”. Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, temos as seguintes respostas: 143 está correta (tem características e parte do conceito da LDO); questão 144 está correta (traz o conceito da LDO estabelecido pela CF/1988); questão 145 está correta porque estabelecer metas e prioridades é uma das competências da LDO; na questão 146 a alternativa D é a verdadeira: a LDO estabelece metas e prioridades para o exercício financeiro seguinte e orienta a elaboração do Orçamento; questão 147 está correta (estabelecer políticas para as agências financeiras oficiais de fomento é competência da LDO); e a questão 148 está correta (dispor sobre alterações na legislação tributária compete à LDO). 149.ITAME-ACI-COLINAS-GO/2020. A Lei de Diretrizes Orçamentárias, a LDO, tem como principal finalidade orientar a elaboração dos orçamentos fiscais e da seguridade social e de investimento do Poder Público, incluindo os poderes Executivo, Legislativo, Judiciário e as empresas públicas e autarquias. 150.IADM-AuditorFiscal-BoaVista/2020. Analise a afirmativa a seguir: No Brasil, a Lei de Diretrizes Orçamentárias tem como a principal finalidade orientar a elaboração dos orçamentos fiscais e da seguridade social e de investimento do Poder Público, incluindo os poderes Executivo, Legislativo, Judiciário e as empresas públicas e autarquias. 151.VUNESP-AnalistaPlanejamento-PMSP/2015. Sobre LDO e LOA. A elaboração da Lei de Orçamento Anual deve ser orientada pela Lei de Diretrizes Orçamentárias, considerando que esse processo orienta as prioridades da administração pública para o orçamento do ano seguinte ao corrente. 152.CESPE-AuditorFUB/2015. A lei de diretrizes orçamentárias promove orientações fundamentais na elaboração da proposta orçamentária, visto que é nesse dispositivo legal que estão previstos os limites de gastos de cada poder. Comentários No comentário anterior vimos o conteúdo que se refere ao conceito da LDO, já atualizado pela EC 109/2021. Segundo Paludo (2020) “Orientar a elaboração da Lei Orçamentária anual é considerada principal finalidade da LDO. A LDO estabelece os limites orçamentários das propostas dos Poderes, do Ministério Público e da Defensoria Pública da União.” Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima e na questão anterior, todas as questões estão corretas. 153.FCC-AFCE-TCE-PI/2014. Sobre o ciclo de Planejamento no Setor Público. A LDO é o documento componente do Planejamento Público responsável pela direção na elaboração do orçamento. Por meio dela se estabelecem as metas e prioridades, alterações na legislação tributária, além de dispor sobre dívida pública e despesas com pessoal, entre outras. Comentários PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 51 Segundo Paludo (2017) “A Lei de Diretrizes Orçamentárias estabece metas e prioridades ... Ainda de acordo com a CF/1988, são atribuições da LDO dispor sobre: a dívida pública Federal; as despesas da União com pessoal e encargos sociais; a fiscalização, pelo Poder Legislativo, sobre obras e serviços com indícios de irregularidades graves”. Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, a questão está correta: a primeira parte é do conceito, e as outras são as demais competências que a CF/1988 atribuiu à LDO: dispor sobre dívida pública e despesas com pessoal. 154.FCC-ANALISTAADMINISTRAIVO-SAAS/2019. A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), nos termos da Constituição Federal de 1988 e do inciso II do parágrafo 2º do artigo 35 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, é instrumento importante na condução da política fiscal do governo e: I. Compreende metas e prioridades da Administração Pública Federal. II. Orienta a elaboração da Lei Orçamentária Anual. 155.FGV-Administrador-DefensoriaRJ/2020. A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) é uma importante inovação trazida pela Constituição da República de 1988 ao ordenamento político brasileiro, estipulando metas e prioridades da Administração Pública. Trata-se de uma de suas atribuições constitucionais: estabelecer políticas de aplicação das agências financeiras oficiais de fomento. Comentários Os recortes de meus livro, contendo as respostas dessas afirmativas, consta nas questões anteriores. Inseri mais questões recentes, com mesmo tema, para que o aluno perceba que é essencial compreender esse conteúdo, que sozinho responde por cerca de 40% de todas as questões acerca da LDO. Portanto, a duas questões estão corretas: são competências constitucionais atribuídas a LDO, que integram o próprio conceiro da LDO. 156.CESPE-Administrador-TCE-PA/2016. Com relação ao orçamento público. A lei de diretrizes orçamentárias (LDO) pode conter dispositivos que instituam, suprimam, reduzam ou ampliem alíquotas de tributos. Comentários Segundo Paludo (2017) “Disporá sobre as alterações na legislação tributária: as receitas tributárias são a principal fonte de financiamento dos gastos públicos. Assim, a criação de novos tributos, o aumento ou a diminuição de alíquotas etc. devem ser considerados pela LDO. Na prática isso significa que devem ser consideradas todas as alterações na legislação tributária que irão impactar na arrecadação de recursos no exercício seguinte – cujo valor a maior oriundo dessas alterações – será utilizado para autorizar um conjunto de despesas, que, somente serão executadas se as alterações tributárias efetivamente ocorrerem e os recursos forem efetivamente arrecadados. Apesar dessa atribuição da CF/1988, a LDO não pode instituir, suprimir, diminuir ou aumentar alíquotas de tributos”. Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, a questão está correta. Obs.: A questão 156, como centenas de outras questões – não citam meu nome, mas foi elaborada com recorte parcial de texto de meu livro Orçamento Público/Afo/Lrf. 157.ALTERNATIVE-CONTADOR-SMBV/2020. Sobre a Lei de Diretrizes Orçamentárias, descrita na Lei Complementar nº 101/2000 e em concordância com a Constituição Federal de 1988, é correto afirmar que a lei de diretrizes orçamentárias não poderá dispor sobre o equilíbrio entre receitas e despesas e critérios e forma de limitação de empenho. PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 52 158.FCC-AnalistaAdministrativo-TRT16/2014. A Lei de Responsabilidade Fiscal ampliou o significado e a importância da Lei de Diretrizes Orçamentárias – LDO, que passou a dispor sobre: Normas relativas ao controle de custos e à avaliação dos resultados dos programas financiados pelos orçamentos; e Condições e exigências para transferências de recursos a entidades públicas e privadas. 159.FGV-Auditor-TJ-PIAUÍ/2015. Um dos instrumentos previstos na Constituição Federal como parte do processo de planejamento é a Lei de Diretrizes Orçamentárias, que visa, entre outras coisas, dispor sobre: critérios e forma de limitação de empenho e equilíbrio entre receitas e despesas. 160.VUNESP-AnalistaPlanejamento-PMSP/2015. A respeito da LDO. As normas relativas ao controle de custos e à avaliação dos resultados dos programas financiados com recursos dos orçamentos é matéria que compete à Lei de Diretrizes Orçamentárias. 161.FCC-ConselheiroTCM-RJ/2015. Sobre a LDO. Relaciona-se à Lei de Diretrizes Orçamentárias dispor sobre normas relativas ao controle de custos e à avaliação dos resultados dos programas financiados com recursos dos orçamentos. 162.CESPE-Administrador-TCE-SC/2016. Acerca de finanças e orçamento público. Caso um programa executado por entidade do setor privado seja financiado com recursos do orçamento público, a avaliação desse programa deverá obedecer às normas estabelecidas na lei de diretrizes orçamentárias. Comentários Segundo Paludo (2017) “ALRF–Lei de Responsabilidade Fiscal aumentou consideravelmente o conteúdo da LDO, atribuindo-lhe a responsabilidade de tratar de outras matérias, conforme consta nos arts. 4º, 5º, 16, e 26: Art. 4º. A Lei de Diretrizes Orçamentárias atenderá o disposto no § 2º do art. 165 da Constituição e disporá também sobre: a) equilíbrio entre receitas e despesas; b) critérios e forma de limitação de empenho ... c) (vetado);d) (vetado); e) normas relativas ao controle de custos e à avaliação dos resultados dos programas financiados com recursos dos orçamentos (ações não orçamentárias (garantidas com recursos extraorçamentários) não se sujeitam a esse controle e avaliação); f) demais condições e exigências para transferências de recursos a entidades públicas e privadas”. Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, e questão 157 está errada e todas as demais estão corretas. 163.FGV-AnalistaAdministrativo-MP-RJ/2020. No Anexo de Metas Fiscais que acompanha a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), a apresentação das metas anuais: A) detalhará a composição do serviço da dívida; B) conterá valores corrigidos pela taxa básica de juros da economia; C) está circunscrita aos resultados nominal e primário; D) será acompanhada de metodologia e memória de cálculo; E) virá acompanhada das metas do exercício anterior. 164.FCC-AnalistaAdm-TRF3/2016. Sobre a Lei de Diretrizes Orçamentárias, considere: I. Condições e exigências para transferências de recursos a entidades públicas e privadas. II. Metas anuais, em valores correntes e constantes, relativas a receitas, despesas, resultados nominal e primário e montante da dívida pública, para o exercício a que se referirem e para os dois seguintes. III. Demonstrativo da estimativa e compensação da renúncia de receita. PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 53 IV. Demonstrativo da margem de expansão das despesas obrigatórias de caráter continuado. V. Passivos contingentes e outros riscos capazes de afetar as contas públicas. Comentários Segundo Paludo (2017) “A LRF–Lei de Responsabilidade Fiscal aumentou consideravelmente o conteúdo da LDO, atribuindo-lhe a responsabilidade de tratar de outras matérias, conforme consta no art. 4º: § 1º. Integrará o projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias Anexo de Metas Fiscais, em que serão estabelecidas metas anuais, em valores correntes e constantes, relativas a receitas, despesas, resultados nominal e primário e montante da dívida pública, para o exercício a que se referirem e para os dois seguintes. § 2º. O Anexo conterá, ainda: I–avaliação do cumprimento das metas relativas ao ano anterior; II–demonstrativo das metas anuais, instruído com memória e metodologia de cálculo que justifiquem os resultados pretendidos, comparando-as com as fixadas nos três exercícios anteriores, e evidenciando a consistência delas com as premissas e os objetivos da política econômica nacional; III–evolução do patrimônio líquido, também nos últimos três exercícios, destacando a origem e a aplicação dos recursos obtidos com a alienação de ativos; IV–avaliação da situação financeira e atuarial: a) dos regimes geral de previdência social e próprio dos servidores públicos e do Fundo de Amparo ao Trabalhador; b) dos demais fundos públicos e programas estatais de natureza atuarial; V–demonstrativo da estimativa e compensação da renúncia de receita e da margem de expansão das despesas obrigatórias de caráter continuado. § 3º. A Lei de Diretrizes Orçamentárias conterá Anexo de Riscos Fiscais, onde serão avaliados os passivos contingentes e outros riscos capazes de afetar as contas públicas, informando as providências a serem tomadas, caso se concretizem”. Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, na questão 163 a alternativa D é a resposta; e na questão 164 todos os itens são verdadeiros. 165.CESPE-ACE-TC-PE/2017. Com relação ao orçamento público brasileiro. A lei de diretrizes orçamentárias deve prever medidas a serem tomadas nos casos de passivos contingentes capazes de afetar as contas públicas, caso se materializem. 166.CESPE-AnalistaAdministrativo-TRT8/2015. No tocante as diretrizes constitucionais pertinentes ao plano plurianual (PPA) e a lei de diretrizes orçamentárias (LDO), analise a afirmativa: os riscos fiscais - anexados a LDO - são classificados em riscos orçamentários e riscos da dívida. Comentários Segundo Paludo (2017) “A LRF–Lei de Responsabilidade Fiscal aumentou consideravelmente o conteúdo da LDO, atribuindo-lhe a responsabilidade de tratar de outras matérias, conforme consta no art. 4º: § 3º. A Lei de Diretrizes Orçamentárias conterá Anexo de Riscos Fiscais, onde serão avaliados os passivos contingentes e outros riscos capazes de afetar as contas públicas, informando as providências a serem tomadas, caso se concretizem. As últimas LDO’s destacam dois tipos de riscos: o risco Orçamentário (decorrente das receitas e despesas não ocorrerem conforme previsto) e o risco da dívida pública mobiliária (oriundo das variações das taxas de juros, câmbio e de inflação). Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, as duas questões estão corretas: 165, a LDO deve avaliar os passivos contingentes e prever medidas a serem PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 54 tomadas, caso se materializem; 166, risco orçamentário e risco de dívida são os riscos que constam no anexo de riscos fiscais da LDO. 167.FGV-AdministradorLegislativo-CARUARU/2015. A Lei de Diretrizes Orçamentárias – LDO é o elo que faz a ligação do plano plurianual com o orçamento anual. Com relação à LDO, analise: Será encaminhada até oito meses antes do encerramento do exercício financeiro e devolvida para sanção até o encerramento da sessão legislativa. 168.ESAF-AnalistaPO-MPOG/2015. Sobre o conteúdo, tramitação e prazos relacionados à elaboração da Lei de Diretrizes Orçamentárias ─ LDO, é correto afirmar: em obediência à disposição constitucional vigente, o projeto de lei de diretrizes orçamentárias será encaminhado até oito meses e meio antes do encerramento do exercício financeiro e devolvido para sanção até o encerramento do primeiro período da sessão legislativa. 169.FGV-AdministradorLegislativo-CARUARU/2015. A Lei de Diretrizes Orçamentárias – LDO é o documento que faz a ligação do plano plurianual com o orçamento anual. Com relação à LDO, analise: As emendas ao projeto de lei de diretrizes orçamentárias não poderão ser aprovadas quando incompatíveis com o plano plurianual. 170.FCC-Administrador-DefensoriaSP/2015. Os instrumentos de planejamento público estão previstos na Constituição Federal, entre eles, a Lei de Diretrizes Orçamentárias. As emendas ao projeto de lei de diretrizes orçamentárias, segundo a Constituição Federal, não poderão ser aprovadas quando incompatíveis com o Plano Plurianual. Comentários Segundo Paludo (2017) “A Lei de Diretrizes Orçamentárias – LDO é o instrumento norteador da elaboração da LOA – Lei Orçamentária Anual. Ela seleciona os programas do Plano Plurianual que deverão ser contemplados com dotações na LOA correspondente. A LDO também se materializa numa lei ordinária de iniciativa privativa do chefe do Poder Executivo. É um instrumento de planejamento e o “elo” entre o PPA e a LOA. A LDO deve ser produzida em harmonia com o PPA, com vistas a orientar a elaboração da LOA. Deve ser encaminhada ao Congresso Nacional até o dia 15 de abril de cada ano - onde deve ser aprovada e devolvida para sanção até o encerramento do primeiro período da sessão legislativa. Embora sendo encaminhada periodicamente a cada ano, a sua vigência é superior a um exercício, ou seja, desde a sua aprovação até o final do exercício seguinte”. Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, todas as questões estão corretas: a LDO é o elo de ligação e auxilia na coerência entreo PPA e a LOA (167e169); deve ser encaminhada até 15 de abril – oito meses e meio antes do encerramento do exercício - e devolvida para sanção até o encerramento da sessão legislativa (167-168); e, as emendas da LDO têm que ser compatíveis com o PPA (169-170). 171.CESPE-EspecialistaGestão-TELEBRAS/2015. Com relação à lei orçamentária anual- LOA. A reserva de contingência é uma dotação global não especificamente destinada a determinado órgão, unidade orçamentária, programa ou categoria econômica cujos recursos serão utilizados para abertura de créditos adicionais. Comentários Segundo Paludo (2017) “ A LRF determina, em seu art. 5º, III, que a LDO conterá reserva de contingência, cuja forma de utilização e montante, definido com base na receita corrente líquida, serão estabelecidos na Lei de Diretrizes Orçamentárias, destinada ao: a) (vetado), b) atendimento de passivos contingentes e outros riscos e eventos fiscais imprevistos. PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 55 A Reserva de Contingência foi prevista pelo artigo 91 do DL 200/1967 – mas somente foi implementada a partir da LRF. De acordo com a LDO para 2017, a reserva de contingência, para 2018, corresponde a 0,2% da receita corrente líquida no projeto de LOA e na LOA aprovada. Caso não ocorram os riscos e eventos imprevistos, o valor dessa reserva é utilizado como fonte para abertura de créditos adicionais”. Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, a questão está correta: a reserva de contingência é uma dotação global que não tem destinação específica – e, caso não ocorram os riscos previstos, seus recursos podem ser utilizados para abertura de créditos adicionais. 172.FGV-Administrador-FUNARTE/2014. Sobre atividade financeira e contas públicas. Superávit primário é o resultado positivo de todas as receitas e despesas do governo, excetuando gastos com pagamento de juros. Nas contas do governo, o chamado déficit primário ocorre quando esse resultado é negativo. 173.CESPE-EconomistaENAP/2015. Com relação a déficit e necessidade de financiamento público. O resultado primário avalia se o governo está ou não atuando dentro de seus limites orçamentários, ou seja, contribuindo para a redução ou elevação do endividamento do setor público. Existem duas formas de apuração dos resultados supracitados: são os chamados critérios abaixo da linha e acima da linha. O critério abaixo da linha registra o desempenho fiscal do governo mediante a apuração dos fluxos de receitas e despesas orçamentárias em determinado período. Comentários Segundo Paludo (2017) “O Resultado Primário é obtido mediante o somatório das receitas primárias (menos) o somatório das despesas primárias – excluindo-se as despesas com juros da dívida pública. Pode ser sintetizado no seguinte cálculo: receitas não financeiras (menos) despesas não financeiras. Meta é a diferença entre Receitas e Despesas primárias: se positiva é Superávit Primário, se negativa é Déficit Primário. O resultado primário avalia o comportamento fiscal do Governo e revela se ele está respeitando os limites orçamentários do exercício (receitas X despesas) não financeiras). No Brasil, a apuração oficial da meta de resultado primário e nominal é feita pelo Banco Central, através da metodologia denominada abaixo da linha. Essa metodologia utiliza para o cálculo a dívida líquida apurada no exercício (menos) a dívida líquida apurada no exercício anterior. Esse cálculo tem como base o regime de caixa (menos os juros que seguem o regime de competência). A STN – Secretaria do Tesouro Nacional também vem apurando esses resultados mediante cálculo que considera as receitas e despesas. O método utilizado pela STN, baseado nas receitas e despesas, é denominado acima da linha”. Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, a questão 172 está correta: superávit primário ocorre quando as receitas primárias superam as despesas primárias (sem incluir juros), que, se for negativo, haverá déficit primário; e a questão 173 está errada somente quanto a última afirmativa: o critério abaixo da linha não utiliza receitas e despesas - mas a dívida líquida. 174.CESPE-AnalistaAdministrativoMI/2013. Sobre orçamento público e lei de diretrizes orçamentárias. Consoante o atual ordenamento jurídico brasileiro, em determinado período do ano, duas leis de diretrizes orçamentárias vigem simultaneamente. PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 56 175.CESPE-GerenteProjetoMME/2013. Considerando as diferenças entre LDO e LOA: O tempo de vigência da LDO, incluindo-se orientação e execução, é de um ano, ou seja, um exercício financeiro. Comentários Segundo Paludo (2017) “A vigência da Lei de Diretrizes Orçamentárias, se considerados os meses, é de 18 meses, e se considerarmos os anos, de 2 anos. Desde a sua aprovação, que deve ocorrer até o final do primeiro período da sessão legislativa (17/7), até o final do exercício financeiro seguinte (31/12). Embora durante seis meses de cada ano haja vigência simultânea de duas LDO’s – elas não incidem sobre o mesmo PL e LOA –, mas sobre PL’s e LOA’s diferentes: cada LDO incide sobre um único PLLOA e sobre a LOA oriunda desse PLLOA aprovada pelo Congresso Nacional”. Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, a questão 174 está correta porque durante seis meses por ano existem duas LDO’s em vigência; e a questão 175 está errada porque o tempo de vigência da LDO não é de um ano: é de 18 meses. Capítulo 4. PLANO PLURIANUAL-PPA 176.FUNDATEC-AdministradorCRP-RS/2019. Conforme Paludo (2015), Plano Plurianual (PPA) é um instrumento de planejamento de ____________ prazo, que estabelece de forma _______________ as diretrizes, os objetivos e as metas da Administração Pública para as despesas de capital e outras delas decorrentes e para as relativas aos programas de duração continuada. Retrata as intenções do gestor público para um período de ______________ anos, podendo ser revisado, durante sua vigência, por meio de inclusão, exclusão ou alteração de programas. Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima. A) médio – regionalizada – quatro B) curto – nacionalizada – três C) longo – setorizada – quatro D) curto e médio – regionalizada – três E) médio – integralizada – quatro Comentários Segundo Paludo (2017) “O PPA é o instrumento de planejamento de médio prazo do governo federal ... estabelece de forma regionalizada, as diretrizes, os objetivos e metas da administração pública federal para as despesas de capital e outras delas decorrentes e para as relativas aos programas de duração continuada ...; a vigência do PPA é de quatro anos ...; a revisão não é obrigatória ...; realiza alterações (inclusões/exclusões) de programas.” Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, a questão está correta. Obs.: A questão 176, como outras – cita diretamente meu nome/trechos de meu livro de Orçamento Público, Administração Financeira e Orçamentária e Lei de Responsab. Fiscal. 177.FGV-Administrador-DefensoriaRJ/2020. Conforme previsto na Constituição da República de 1988, o Plano Plurianual (PPA) é um dos instrumentos do planejamento público, que estabelece de forma regionalizada, as diretrizes, objetivos e metas da administração pública federal para as despesas de capital e outras delas decorrentes e para as relativas aos programas de duração continuada. PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 57 178.IDIB-ControleInterno-Gravatá-PE/2020. Sobre o plano plurianual (PPA), analise a afirmativa. Faz parte das competências do PPA tratar das despesas relativas aos programas de duração continuada. 179.FUNDATEC-NívelSuperior-Calheiras-SC/2019. Acerca dos instrumentos de planejamento, analise a afirmativa: O Plano Plurianual (PPA)estabelece, de forma regionalizada, as diretrizes, objetivos e metas da Administração Pública relativas às despesas de capital e aos gastos correntes delas derivados. 180.FGV-AdministradorLegislativo-CARUARU/2015. A respeito do Plano Plurianual. O Plano Plurianual – PPA estabelecerá as diretrizes, objetivos e metas da administração para as Despesas de Capital e outras delas decorrentes, e para as relativas aos programas de duração continuada. 181.FCC-Auditor-MP-Paraíba/2015. Sobre orçamento público. O instrumento de planejamento pelo qual devem ser previstos os objetivos, diretrizes e metas da Administração pública para as despesas relativas aos programas de duração continuada é o Plano Plurianual. 182.CESPE-AgteAdministrativo-PF/2014. Quanto ao PPA. O plano plurianual - instrumento de planejamento de médio prazo do governo federal - estabelece objetivos e metas para despesas de capital, incluindo-se despesas decorrentes necessárias a investimentos a serem realizados durante mais de um exercício financeiro. 183.CESPE-Administrador-TCE-PA/2016. Com relação a Plano Plurianual-PPA. O PPA estabelece não só as despesas de capital, mas também outras despesas delas decorrentes. Comentários Segundo Paludo (2017) “O conceito do PPA-Plano Plurianual é extraído da Constituição Federal, art. 165, § 1º: a lei que instituir o plano plurianual estabelecerá, de forma regionalizada, as diretrizes, os objetivos e metas da administração pública federal para as despesas de capital e outras delas decorrentes e para as relativas aos programas de duração continuada. Este conceito pode ser detalhado para facilitar a sua compreensão: Regionalização – refere-se às macrorregiões brasileiras: Norte, Nordeste, Sudeste, Centro- Oeste e Sul – será detalhado no tópico a seguir. Diretrizes – são “um conjunto de instruções”, são “orientações gerais” que balizarão as medidas que o governo adotará para alcançar os objetivos; são “linhas norteadoras” que definem os rumos a serem seguidos; são critérios de ação e de decisão que disciplinam e orientam os diversos aspectos envolvidos no planejamento. Objetivos – são alvos a serem atingidos, são o resultado que se pretende alcançar com a realização das ações governamentais, sempre visando ao bem-estar da coletividade. Cada Programa incluso no PPA possui objetivo(s) específico(s), ao mesmo tempo em que concorre para o alcance dos objetivos gerais. Metas – são partições dos objetivos que, mediante a quantificação física dos programas e projetos, permitem medir e avaliar o nível de alcance dos objetivos. Despesas de Capital – as despesas de capital são aquelas que contribuem para a formação ou aquisição de um bem de capital – são obras de toda espécie, equipamentos, investimentos, inversões financeiras e amortizações de dívidas. Outras delas decorrentes – são as despesas geradas após a entrega do produto das despesas de capital. São despesas correntes essenciais para o seu funcionamento ou manutenção. Ex: a construção de uma escola é despesa de capital. Concluída a obra e iniciada a sua utilização é necessário contratar professores, auxiliares, pagar despesas com luz, água, telefone, etc. – essas são as despesas decorrentes das despesas de capital (da PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 58 construção da escola). Programas de Duração Continuada – de acordo com a LRF são despesas que ultrapassam a dois exercícios financeiros. Referem-se à manutenção dos órgãos e entidades e aos recursos necessários à oferta de bens e serviços no período de vigência do PPA através de programas continuados de educação, saúde, segurança, lazer, etc”. Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, todas as questões estão corretas. 184.FCM-TécnicoAdministração-CARNAIBA-MG/2019. De acordo com Paludo (2012), o ciclo de planejamento e orçamento público brasileiro é composto por três instrumentos principais: o Plano Plurianual, a Lei de Diretrizes Orçamentárias e a Lei Orçamentária Anual. A esse respeito analise: o Plano Plurianual vigora por 8 anos, sendo um planejamento de médio/longo prazo da administração federal. Comentários Segundo Paludo (2017) “O PPA é o instrumento de planejamento de médio/longo prazo do governo federal. É de quatro anos o período de sua vigência, mas ele não coincide com o mandato presidencial.” Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, a questão está errada. Obs.: A questão 184, como outras – cita diretamente meu nome/trechos de meu livro de Orçamento Público, Administração Financeira e Orçamentária e Lei de Responsab. Fiscal. Caríssimos, porque plano de médio/longo prazos? Como sua vigência é de 4 anos, sob esse aspecto é plano de médio prazo; por outro lado, conforme explicado nas questões 192- 193, o PPA corresponde ao Planejamento Estratégico do Governo Federal, e sendo estratégico, obrigatoriamente é de longo prazo: por isso analise a questão acerca desse tema, porque o PPA tanto pode ser considerado tanto de médio como de longo prazos. 185.FGV-Administrador-DefensoriaRJ/2020. Em relação ao processo orçamentário do PPA e a sua vigência relativamente ao mandato do chefe do Poder Executivo, é correto afirmar que: A) sua vigência se confunde com o mandato, vigendo durante os quatro anos do governo; B) entra em vigor no segundo ano do mandato, mantendo-se vigente até o final do primeiro ano do mandato seguinte; C) entra em vigor no terceiro ano do mandato, mantendo-se vigente até o final do segundo ano do mandato seguinte; D) entra em vigor no quarto ano do mandato, mantendo-se vigente até o final do terceiro ano do mandato seguinte; E) tem a vigência prescrita em decreto específico do chefe do Poder Executivo, podendo variar entre dois e quatro anos desde o início do mandato. Comentários Segundo Paludo (2017) “O PPA será enviado ao Congresso Nacional para aprovação no primeiro ano do mandato, passando a vigorar, então, a partir do segundo ano do mandato presidencial atual até o final do primeiro ano do mandato presidencial seguinte. É de quatro anos o período de sua vigência, mas ele não coincide com o mandato presidencial”. Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, a alternativa B é a resposta da questão. PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 59 Obs.: Na questão 185, como tantas outras, o texto da questão é quase igual ao conteúdo do livro e sugere que a questão foi montada a partir desse livro Orçamento Público/Afo/Lrf. 186.FGV-Auditor-CGE-MA/2014. Acerca do Plano Plurianual, analise a afirmativa: A lei que instituir o Plano Plurianual estabelecerá as diretrizes, os objetivos e as metas da Administração Pública, de forma regionalizada. 187.CESPE-AnalistaAdministrativo-CADE/2014. A respeito do sistema de planejamento e orçamento previstos na Constituição Federal de 1988. A regionalização do plano plurianual fornece informações relacionadas à distribuição das metas estipuladas para cada objetivo especificado, e deve ser expressa em macrorregiões ou estados. Comentários Segundo Paludo (2017) “Com vistas a alcançar os objetivos constitucionais estabelecidos no art. 3º da CF/1988, o critério utilizado para o estabelecimento de diretrizes, objetivos e metas é a regionalização (não é por estado nem por municípios) e o critério populacional. Essa regionalização não se refere apenas ao PPA, mas a todos os demais planos que, conforme art. 165, § 4º, devem ser elaborados em consonância com o plano plurianual e apreciados pelo Congresso Nacional”. Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, a questão 186 está correta; e a questão 187 está errada somente porque incluiu os estados: a regionalização é por Macrorregiões e não por Estados ou Municípios. 188.AOCP-Administrador-Uberlândia/2015. A matéria orçamentária abrange o Plano Plurianual, a Lei de Diretrizes Orçamentáriase a Lei Orçamentária Anual. Referente ao assunto, o período de definição das prioridades do governo no Plano Plurianual é de quatro anos. 189.FCC-AnalistaAdministrativoMP-AM/2013. Sobre o PPA. O plano plurianual estabelece, de forma regionalizada, as diretrizes, objetivos e metas a serem seguidos pelo governo, ao longo de um período de quatro anos e tem vigência a partir do segundo ano de um mandato até o final do primeiro ano do mandato seguinte. 190.VUNESP-AnalistaAdministrativo-SE-SP/2013. O Plano Plurianual consiste em planejamento estratégico de médio prazo, que contém os projetos e atividades que o governo pretende realizar, ordenando as suas ações e visando à consecução de objetivos e metas a serem atingidos. Sua vigência é de quatro anos, iniciando-se no segundo exercício financeiro do mandato do Chefe do Executivo e terminando no final do primeiro exercício financeiro do mandato subsequente. 191.CESPE-AnalistaPOG-SEAD-PB/2010. Sobre o PPA, a LDO e a LOA. No que diz respeito ao plano plurianual da União, sua vigência coincide com a do mandato do chefe do Poder Executivo. Comentários Segundo Paludo (2017) “O PPA será enviado ao Congresso Nacional para aprovação no primeiro ano do mandato, passando a vigorar, então, a partir do segundo ano do mandato presidencial atual até o final do primeiro ano do mandato presidencial seguinte. É de quatro anos o período de sua vigência. É no primeiro ano do mandato do Presidente da República que é elaborado o seu PPA; o seu planejamento para os quatro anos seguintes. O PPA deve ser encaminhado ao Congresso Nacional no 1º ano do mandato presidencial, até 31 de agosto, e devolvido para sanção até 22 de dezembro do mesmo ano. Assim, no primeiro ano de mandato Presidencial é utilizado o PPA elaborado pelo PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 60 presidente anterior (e também a LDO e a LOA)”. Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, as questões 188a190 estão corretas; e a questão 191 está errada: a vigência do PPA não coincide com o mandato do chefe do Poder Executivo. Obs.: A questão 190, como centenas de outras questões – não citam meu nome – mas tem recorte parcial de texto do meu livro Orçamento Público/Afo/Lrf. 192.FGV-AnalistaOrçamento-IBGE/2016. O Plano Plurianual (PPA), previsto na Constituição Federal, é um instrumento de planejamento cujas definições devem orientar a elaboração dos demais. Acerca do PPA, analise a seguinte afirmativa: Pode ser associado ao conceito de planejamento estratégico do governo, por estabelecer objetivos e metas. 193.UFSB-Auditor-UFSB/2017. Em relação ao Plano Plurianual, que corresponde a um dos instrumentos de planejamento previstos na Constituição Federal de 1988, analise a afirmativa: os planos e programas nacionais, regionais e setoriais previstos na Constituição Federal serão elaborados em consonância com o plano plurianual e apreciados pelo Congresso Nacional. Comentários Segundo Paludo (2017) “O Plano Plurianual – PPA é o instrumento legal de planejamento de maior alcance no estabelecimento das prioridades e no direcionamento das ações do governo. Ele traduz, ao mesmo tempo, o compromisso com objetivos e a visão de futuro assim como a previsão de alocação dos recursos orçamentários nas funções de Estado e nos programas de governo. O Plano Plurianual condiciona a elaboração de todos os demais planos no âmbito federal, que devem estar de acordo e harmonizar-se com el, conforme dispõe o art. 165, § 4º da CF, os planos e programas nacionais, regionais e setoriais previstos nesta Constituição serão elaborados em consonância com o plano plurianual e apreciados pelo Congresso Nacional. Com as inovações iniciadas em 2012 o PPA tornou-se mais estratégico ... o PPA representa o Planejamento Estratégico do Governo Federal”. Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, as duas questões estão corretas: o PPA é o planejamento estratégico do Governo Federal e suas orientações condicionam a elaboração dos demais planos. 194.CESPE-Administrador-ENAP/2015. Com relação ao orçamento público no Brasil. No âmbito do plano plurianual, a iniciativa expressa o que deve ser feito, refletindo as situações a serem alteradas pela implementação de um conjunto de ações, com desdobramento no território. Comentários Segundo Paludo (2017) “As Iniciativas são atributos dos Objetivos; são institutos derivados dos Objetivos e declaram os meios (como fazer) que viabilizam os Objetivos e suas metas. Demonstram as entregas de bens e serviços resultantes da atuação do Estado ou de arranjos de gestão pactuados entre os entes federados ou entre estes e a sociedade”. Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, a questão está errada: as iniciativas declaram “como” e não “o que” fazer. Registre-se que no atual PPA (2020-2023) e no MTO-SOF/2021 não constam iniciativas. 195.CESPE-Contador-STJ/2015. No que se refere ao orçamento público. Atualmente, o plano plurianual organiza-se em categorias denominadas ações, com foco na organização da atuação do governo nos níveis estratégicos e táticos. PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 61 Comentários Segundo Paludo (2020) “Até 2012 a estruturação dos PPA’s era baseada no binômio Programa-Ação, utilizado em todos os tipos de programas, tanto no PPA como nas LOA’s: nesse modelo havia sobreposição entre o plano e o orçamento através das ações. A nova estrutura deu lugar a Programas Temáticos e tornou a Ação uma categoria exclusiva dos orçamentos. Com essa inovação não há sobreposição: haverá complementaridade entre esses instrumentos, sem prejuízo à integração. A nova estrutura do PPA 2020-2023 preserva as diferenças essenciais do Plano e do Orçamento: o PPA tem como foco a organização da ação de governo nos níveis estratégico (Eixos Estratégicos, Diretrizes e Temas) e tático (Programas); e o Orçamento responde pela organização em nível operacional (demonstra como fazer: ações orçamentárias e não orçamentárias)”. Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, a questão está errada: o PPA não contempla as ações – elas passaram a ser exclusivas do orçamento anual. 196.FCC-AFCE-TCE-PI/2014. Sobre o Planejamento no Setor Público. O PPA integra o Planejamento Público para 4 anos. Nele estão presentes os programas e seus indicadores, e suas metas. Possui uma dimensão estratégica apoiada, em grande parte, na campanha eleitoral. 197.CESPE-GerenteProjetoMME/2013. Acerca do plano plurianual. No PPA, devem estar representadas todas as diretrizes do governo com relação a orçamento, tais como as debatidas por ocasião das campanhas para presidente, governador e prefeito. Comentários Segundo Paludo (2017) “Dimensão Estratégica. O Plano começa com a Orientação Estratégica definida pelo Governo, organizado à luz dos cenários econômico, social, ambiental e regional. A construção da dimensão estratégica apoia-se nas orientações de Governo, que, em grande parte, refletem o programa de governo divulgado na campanha eleitoral. As Orientações Estratégicas de Governo estarão presentes em todas as etapas e irão influenciar a formulação das políticas públicas, os Programas Temáticos, os Objetivos setoriais e as Iniciativas a serem desenvolvidas para sua viabilização”. Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, as duas questões estão corretas: o programa divulgado na campanha eleitoral irá influenciar a elaboração do PPA. (quanto a vigência: já visto em questões anteriores; programas: veremos a seguir). Obs.: Fui o primeito autor a escrever que a dimensão estratégica apoia-se na campanha eleitoral. Assim, acredito que essas questões foram elaboradas a partir da leitura de meu livro de Orçamento Público/Afo/Lrf. 198.CESPE-AnalistaAdministrador-MP-CE/2020. A respeito de orçamento e finanças públicas, julgueo item: Os investimentos públicos cuja duração ou execução ultrapasse um exercício somente poderão ser iniciados após sua prévia inclusão no PPA, ou em lei que autorize sua inclusão. Comentários De acordo com Paludo (2020) “Segundo o artigo 167, § 1º, da CF/1988, nenhum investimento cuja execução ultrapasse um exercício financeiro poderá ser iniciado sem prévia inclusão no Plano Plurianual, ou sem lei que autorize a inclusão, sob pena de crime de responsabilidade.” Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, a questão está correta. PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 62 199.CESPE-AnalistaContabilTRT10/2013. Sobre o Plano Plurianual-PPA. Além de programas destinados exclusivamente a operações especiais, o PPA integra as políticas públicas e organiza a atuação governamental, por meio de programas temáticos e de gestão, manutenção e serviços ao Estado. Comentários Segundo Paludo (2020) “Toda ação de Governo está estruturada em programas. O programa é o elemento básico de organização e execução do Plano Plurianual, e, como tal, deve possibilitar a visualização dos dispêndios e das realizações de cada esfera governamental. Os programas, por sua vez, são instrumentos de organização da ação governamental visando à concretização dos objetivos pretendidos para o período do plano, sendo mensurados por indicadores inclusos no PPA correspondente. O PPA 2020-2023 tem apenas dois tipos de programas, assim conceituados: Programas Finalísticos: conjunto de ações orçamentárias e não orçamentárias da unidade responsável, suficientes para enfrentar problemas da sociedade, conforme objetivos e metas; e Programas de Gestão: conjunto de ações orçamentárias e não orçamentárias, que não são passíveis de associação aos programas finalísticos, relacionados à gestão da atuação governamental ou à manutenção da capacidade produtiva das empresas estatais. Os programas destinados exclusivamente a operações especiais não integram o Plano Plurianual - constarão apenas nos orçamentos anuais”. Atenção: Em 2013 a questão estava certa e existiam os dois tipos de programas citados; mas a partir do PPA 2020-2023 ela está errada, porque os programas agora são: os finalísticos e os de gestão. 200.FGV-AnalistaProjetos-IBGE/2016. Um sistema de monitoramento e avaliação do PPA deve ser construído a partir de diretrizes que permitam melhorar sua gestão. No Brasil, NÃO é uma diretriz para o monitoramento e a avaliação do PPA: A) atender às necessidades dos órgãos setoriais e de coordenação de governo, para subsidiar a tomada de decisão nos diferentes níveis; B) considerar as lições aprendidas com as experiências de monitoramento e avaliação no setor público em âmbito nacional e internacional; C) detalhar uma realidade nacional para implementação de todas as políticas, nacionalmente, buscando assim uma abordagem centralizada e uniforme; D) observar as contribuições resultantes dos diálogos com os Entes Federados e a sociedade durante o processo de elaboração do PPA; E) promover a sua implantação, de forma progressiva, segundo as prioridades estabelecidas pelo governo. Comentários Segundo Paludo (2017)” Tanto o Monitoramento como a Avaliação do PPA encontram-se pautados nas seguintes diretrizes: considerar a realidade de implementação de cada política, em base territorial, buscando assim uma abordagem flexível que subsidie decisões e contribua para a implementação; atender às necessidades dos órgãos setoriais e de coordenação de governo, para subsidiar a tomada de decisão nos diferentes níveis; considerar as lições aprendidas com as experiências de monitoramento e avaliação no setor público em âmbito nacional e internacional; observar as contribuições resultantes dos diálogos com os Entes Federados e sociedade durante o processo de elaboração do PPA; aproveitar estruturas de monitoramento e avaliação existentes na Administração, trabalhando na busca de informações complementares; e promover a sua implantação, de PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 63 forma progressiva, segundo as prioridades estabelecidas pelo governo”. Portanto, de forma clara conforme texto acima, a alternativa C é a resposta da questão: todas as demais alternativas são diretrizes do Monitoramento e Avaliação do PPA. Obs.: As questões 200e201, como centenas de outras questões – não citam meu nome – mas têm recortes de texto de meu livro Orçamento Público/Afo/Lrf. 201.FGV-AnalistaProjetos-IBGE/2016. Acerca do PPA. É previsto que um sistema de monitoramento e avaliação do PPA disponibilize aos gestores públicos instrumentos de apoio ao gerenciamento dos programas. Esses instrumentos devem permitir: elaborar painéis de evolução de metas e indicadores em relatórios gerenciais periódicos. Comentários Segundo Paludo (2017) “O Sistema de Monitoramento e Avaliação deve disponibilizar aos gestores públicos instrumentos de apoio ao gerenciamento, de modo a permitir: elaborar painéis de evolução de metas e indicadores e relatórios gerenciais, tais como balanços periódicos, relatórios de status etc”. Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, a questão está correta. Capítulo 5. CICLO ORÇAMENTÁRIO 202.FCM-TécnicoAdministração-CARNAIBA-MG/2019. De acordo com Paludo (2012), o ciclo de planejamento e orçamento público brasileiro é composto por três instrumentos principais: o Plano Plurianual, a Lei de Diretrizes Orçamentárias e a Lei Orçamentária Anual. A respeito desses três instrumentos, é correto afirmar que a) o Plano Plurianual vigora por 8 anos, sendo um planejamento de médio/longo prazo da administração federal. b) a Lei Orçamentária Anual é elaborada anualmente e estabelece as diretrizes para a construção da Lei de Diretrizes Orçamentárias. c) a Lei Orçamentária Anual estima as receitas e fixa as despesas de toda a Administração Pública Federal para o ano subsequente. d) o Plano Plurianual obedece aos parâmetros estabelecidos pela Lei de Diretrizes Orçamentárias. Comentários Segundo Paludo (2019) “O ciclo ampliado de planejamento e orçamento é composto por três instrumentos principais: a Lei Orçamentária Anual, a Lei de Diretrizes Orçamentárias e o Plano Plurianual. A Lei Orçamentária Anual é o produto final do processo orçamentário coordenado pela SOF. É o documento legal que contém a previsão de receitas e autorização de despesas a serem realizadas no exercício financeiro subsequente. A LOA estima/prevê receitas e fixa/autoriza despesas para um exercício financeiro.” Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, a alternativa C é a correta e a resposta da questão. Obs.: A questão 202, como outras – cita diretamente meu nome/trechos de meu livro de Orçamento Público, Administração Financeira e Orçamentária e Lei de Responsab. Fiscal. 203.FGV-AnalistaAdministrativo-MP-RJ/2020. O ciclo orçamentário contempla as fases de elaboração, discussão e aprovação, execução e avaliação do orçamento, as quais têm PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 64 participação dos representantes dos poderes e também da sociedade. No que tange à participação do Poder Legislativo, as alterações promovidas por parlamentares no projeto de lei do orçamento antes da sua votação são chamadas de: A) créditos adicionais; B) créditos suplementares; C) emendas; D) substitutivos; E) transposições. Comentários Segundo Paludo (2020) “O ciclo orçamentário anual compreende o período de tempo em que se processam as atividades típicas do Orçamento Público; ou seja, a elaboração orçamentária, a discussão e aprovação, a execução orçamentária e financeira, e o controle e avaliação. Aprovação. O chefe do Executivo é quem envia o Projeto de Lei ao Poder Legislativo, onde ocorre o processo legislativo. O PL-LOA é imediatamente encaminhadoà Comissão Mista de Planos, Orçamento e Fiscalização, onde são apresentadas emendas que alteram o projeto de LOA.” Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, a alternativa C é a correta e a resposta da questão. 204.FCC-Auditor-TC-SP/2013. Há três leis orçamentárias, todas de iniciativa do Executivo: o Plano Plurianual, a Lei de Diretrizes Orçamentárias e a Lei Orçamentária Anual, que formam o ciclo orçamentário. Sobre no tema, é correto afirmar: São anuais as Leis de Diretrizes Orçamentárias e o Orçamento Anual. O projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias deve ser encaminhado ao Poder Legislativo até oito meses e meio antes do encerramento do exercício financeiro e devolvido para sanção até o encerramento do primeiro período da sessão legislativa. Comentários Segundo Paludo (2017) “Ciclo orçamentário ampliado. O sistema orçamentário brasileiro é composto por três instrumentos principais: a Lei Orçamentária Anual, a Lei de Diretrizes Orçamentárias e o Plano Plurianual. O Plano Plurianual, que vigora por quatro anos, estabelece diretrizes, objetivos e metas da Administração federal para as despesas de capital e para os programas de duração continuada, veiculando, portanto, um planejamento de médio prazo. A Lei de Diretrizes Orçamentárias é elaborada anualmente e objetiva detalhar as metas e prioridades da Administração para o ano subsequente e orientar a elaboração da Lei Orçamentária Anual, além de dispor sobre alterações tributárias e estabelecer a política de aplicação das agências de fomento. O ciclo orçamentário ampliado ou ciclo de planejamento e orçamento federal corresponde a um período mais amplo que quatro anos. Ele inicia com a elaboração, discussão, votação e aprovação do PPA – Plano Plurianual; continua com a elaboração, discussão, votação e aprovação da LDO – Lei de Diretrizes Orçamentárias; e, por fim, a elaboração, discussão, votação e aprovação, execução, controle e avaliação da LOA – Lei Orçamentária Anual. A LDO deve ser encaminhada ao Congresso Nacional até o dia 15 de abril de cada ano - onde deve ser aprovada e devolvida para sanção até o encerramento do primeiro período da sessão legislativa”. PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 65 Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, a questão está correta em todos os aspectos abordados. 205.CESPE-AgteAdministrativo-MDIC/2014. No que se refere ao ciclo orçamentário. A duração do ciclo orçamentário é superior a um exercício financeiro, ou seja, o ciclo orçamentário não coincide com o ano civil. 206.CESPE-AgteAdministrativo-PF/2014. Acerca dos instrumentos orçamentários. No Brasil, o ciclo orçamentário é definido como processo contínuo, dinâmico e flexível, em que são avaliados os aspectos físicos e financeiros dos programas do setor público. 207.FUNCAB-AssistenteFinanças-PARAIBA/2013. Sobre o ciclo orçamentário anual. O ciclo orçamentário compreende o período de tempo em que se processam as quatro atividades típicas do Orçamento Público. 208.CESPE-ACE-TC-PE/2017. A respeito do ciclo do orçamento público. Constituído por diversas etapas, desde a proposta orçamentária até a aprovação da lei orçamentária, o ciclo orçamentário é, ao longo de todo exercício, um processo intermitente no que diz respeito a análises e decisões. Comentários Segundo Paludo (2017) “O ciclo de planejamento e orçamento público brasileiro é composto, portanto, por três instrumentos principais: o Plano Plurianual, a Lei de Diretrizes Orçamentárias e a Lei Orçamentária Anual. Assim, o ciclo orçamentário ampliado corresponde a um período superior a quatro anos. O ciclo orçamentário anual compreende apenas as atividades relacionadas com o orçamento anual: elaboração; discussão, votação e aprovação; execução orçamentária; e controle e avaliação. O ciclo orçamentário compreende o período de tempo em que se processam as atividades típicas do Orçamento Público. O ciclo orçamentário é maior que o exercício financeiro, ele não coincide com o ano civil. Inicia-se com a elaboração e aprovação (no ano anterior), a execução e o controle (no exercício) e o controle e a avaliação (no ano seguinte). … Quando nos referimos ao processo orçamentário, em 2001, afirmamos que o Orçamento Público é um processo, contínuo, dinâmico e flexível: Ao mesmo tempo em que o PPA é executado, uma LDO está vigente e uma LOA está sendo executada; e outro projeto de LDO e de LOA estão sendo elaborados (continuidade). Os planos de médio/longo prazo (plurianual, regionais, setoriais) e de curto prazo (orçamento anual) têm que ser dinâmicos e flexíveis para se ajustarem às conjunturas econômicas, sociais e políticas – tornando- se, assim, efetivos instrumentos de realização dos objetivos nacionais estabelecidos no PPA e implementados nos orçamentos-programas anuais. Por fim, o orçamento anual permite ajustes - alguns no âmbito de cada Poder/órgão e outros mediante Créditos Adicionais (flexibilidade)”. Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, as questões 205a208 estão corretas e a questão 209 está errada: as etapas do ciclo orçamentário vão além da aprovação - com a execução e controle/avaliação. Obs.: As questões 205 e 207, como centenas de outras questões – não citam meu nome – mas têm recortes de texto de meu livro Orçamento Público/Afo/Lrf. PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 66 209.CESPE-ACE-TCDF/2020. Julgue o item, acerca do ciclo orçamentário: O modelo orçamentário brasileiro, definido na Constituição Federal de 1988, compõe-se de três instrumentos: o plano plurianual (PPA), a lei de diretrizes orçamentárias (LDO) e a LOA. 210.FGV-AnalistaAdministrativo-MP-RJ/2020. A Constituição da República de 1988 estabeleceu três instrumentos de planejamento e orçamento, que autores denominaram de ciclo orçamentário. Sobre esses instrumentos, é INCORRETO afirmar que: A) a Lei Orçamentária Anual é de iniciativa do chefe do Poder Executivo; B) o Plano Plurianual deverá estabelecer os programas de duração continuada; C) a Lei de Diretrizes Orçamentárias é um instrumento de conexão entre o PPA e o orçamento anual; D) o Plano Plurianual tem vigência de quatro anos, iniciando-se no primeiro exercício do mandato do chefe do Poder Executivo; E) a Lei Orçamentária Anual conterá três peças orçamentárias: o orçamento fiscal, o orçamento de investimento das estatais e o orçamento da seguridade social. 211.MSC-AgenteContábil-RJ/2021. Em conformidade ao ciclo orçamentário: Plano Plurianual (PPA), Lei de diretrizes Orçamentárias (LDO) e Lei Orçamentária Anual (LOA), analise as assertivas e assinale a alternativa correta. a) PPA - documento que traz as diretrizes, objetivos e metas de médio prazo da administração pública e tem vigência de dois anos; LDO - é elaborado, semestralmente, tem como objetivo apontar as prioridades do governo para o próximo semestre; LOA - é o orçamento anual, prevê os orçamentos fiscais, da seguridade social e de investimentos das estatais. b) PPA - documento que traz as diretrizes, objetivos e metas de médio prazo da administração pública e tem vigência de quatro anos; LDO - é elaborado, anualmente, tem como objetivo apontar as prioridades do governo para o próximo ano; LOA - é o orçamento anual, prevê os orçamentos fiscais, da seguridade social e de investimentos das estatais. c) PPA - é o orçamento anual, prevê os orçamentos fiscais, da seguridade social e de investimentos das estatais da administração pública e tem vigência de um ano; LDO - é elaborado, anualmente, tem como objetivo apontar as prioridades do governo para o próximo ano; LOA - documento que traz as diretrizes, objetivos e metas de médio prazo. d) PPA - documento que traz as diretrizes, objetivos e metas de curto prazo da administração pública e tem vigência de um ano; LDO - é elaborado, anualmente, tem como objetivoapontar as prioridades do governo para o próximo ano; LOA - é o orçamento anual, prevê os orçamentos fiscais, da seguridade social e de investimentos das estatais. e) PPA - documento que traz as diretrizes, objetivos e metas de médio prazo da administração pública e tem vigência de dois anos; LDO - é elaborado, semestralmente, tem como objetivo apontar as prioridades do governo para o próximo semestre; LOA - é o orçamento anual, prevê os orçamentos fiscais, da seguridade social e de investimentos das estatais. Comentários Segundo Paludo (2020) “O ciclo ampliado de planejamento e orçamento é composto por três instrumentos principais: a Lei Orçamentária Anual, a Lei de Diretrizes Orçamentárias e o Plano Plurianual. O Plano Plurianual, que vigora por quatro anos, estabelece diretrizes, objetivos e metas da Administração federal para as despesas de capital e para os programas de duração continuada, veiculando, portanto, um planejamento de médio prazo. A Lei de Diretrizes Orçamentárias é elaborada anualmente e objetiva detalhar as metas e prioridades da Administração para o ano subsequente e orientar a elaboração da Lei PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 67 Orçamentária Anual, além de dispor sobre alterações tributárias e estabelecer a política de aplicação das agências de fomento. A partir dos parâmetros definidos pela Lei de Diretrizes Orçamentárias e em consonância com a programação do Plano Plurianual, a Lei Orçamentária Anual (composta pelos orçamento fiscal, da seguridade social e de investimentos das estatais) estima as receitas e fixa as despesas de toda a Administração Pública Federal para o ano subsequente.” Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, a questão 209 está correta; na questão 210 a alternativa E é a reposta; e na 211 a alternativa B é a resposta. 212.FCC-AnalistaTesouro-PI/2015. Acerca do ciclo de Planejamento-Orçamento, consubstanciado nos instrumentos: Plano Plurianual, Lei de Diretrizes Orçamentárias e Lei Orçamentária Anual, considere: I. O Plano Plurianual, no âmbito estadual, é lei de iniciativa da Secretaria de Planejamento e Orçamento. II. A Lei Orçamentária Anual deverá conter todas as receitas e despesas de todos os poderes, órgãos, entidades, fundos e fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público. III. A Lei de Diretrizes Orçamentárias, entre outros, orientará a elaboração da Lei Orçamentária Anual, disporá sobre as alterações na legislação tributária e estabelecerá a política de aplicação das agências financeiras oficiais de fomento. IV. Na lei do Plano Plurianual, incluem-se as autorizações para abertura de créditos adicionais das despesas de capital e outras delas decorrentes. Comentários I.Falsa. Segundo Paludo (2017) “A iniciativa dessas leis (PPA,LDO,LOA) são exclusivas do Poder Executivo (do Presidente da República, do governador ou do prefeito)”. II.Verdadeira. Segundo Paludo (2017) “A LOA é o produto final do processo orçamentário. Ela é o documento legal que contém a previsão de receitas e autorização de despesas a serem realizadas no exercício financeiro, para os poderes, órgãos, entidades, fundos e fundações públicas”. III.Verdadeira. Segundo Paludo (2017) “A Lei de Diretrizes Orçamentárias compreenderá as metas e prioridades da Administração Pública Federal ... orientará a elaboração da Lei Orçamentária Anual, disporá sobre as alterações na legislação tributária e estabelecerá a política de aplicação das agências financeiras oficiais de fomento”. IV.Falsa. O PPA não pode autorizar despesas (créditos adicionais); apenas a LOA pode conter autorização para abertura de créditos suplementares. 213.VUNESP-AnalistaGestão-SJC/2015. A associação da atividade de planejamento ao orçamento público, passando este a ser elaborado por meio de um conjunto de três leis distintas, porém harmônicas entre si, é determinada pelo art. 165 da CF, de 1988. O nome das leis e a sequência correta em que ocorrem é: plano plurianual; diretrizes orçamentárias; orçamentos anuais. 214.FCC-TécnicoC.Externo-TC-CE/2015. A iniciativa para a elaboração do Plano Plurianual − PPA, da Lei de Diretrizes Orçamentárias − LDO e da Lei Orçamentária Anual − LOA é A) do Poder Executivo. B) do Poder Legislativo. C) do Poder Judiciário. D) dos Poderes Executivo e Legislativo. PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 68 E) dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Comentários Segundo Paludo (2017) “PPA ...; LDO ...; LOA ... O orçamento anual é um instrumento que expressa a alocação dos recursos públicos, sendo operacionalizado por meio de diversos programas, que constituem a integração do planejamento com o orçamento. Art. 165. Leis de iniciativa do Poder Executivo estabelecerão: I – o Plano Plurianual; II – as diretrizes orçamentárias; III – os orçamentos anuais. A iniciativa dessas leis é exclusiva do Poder Executivo (do Presidente da República, do governador ou do prefeito). São todas leis ordinárias e possuem tramitação especial e mais célere”. Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, a questão 213 está correta, e na questão 214 a alternativa A é a verdadeira e a resposta da questão. 215.FCC-AuditorTCGO/2015. Considerando o Plano Plurianual − PPA, a Lei de Diretrizes Orçamentárias − LDO e a Lei Orçamentária Anual − LOA, é correto afirmar que: I.O PPA evidencia, para 4 anos, programas de duração continuada; II.O Legislativo não entra em recesso sem antes aprovar a LDO; III.O orçamento anual-LOA pode autorizar operações de crédito por antecipação da receita. Comentários I.Verdadeira. Segundo Paludo (2017) “PPA ... é de quatro anos o período de sua vigência. O conceito do PPA é extraído da Constituição Federal, art. 165, § 1º ... e para as relativas aos programas de duração continuada”. II.Verdadeira. Segundo Paludo (2017) “O primeiro período da sessão legislativa não pode ser interrompido sem a aprovação da LDO (2/2 a 17/7)”. III.Verdadeira. Segundo Paludo (2017) “A Lei Orçamentária Anual não conterá dispositivo estranho à previsão da receita e à fixação da despesa, não se incluindo na proibição a autorização para a abertura de créditos suplementares e contratações de operações de crédito, ainda que por antecipação de receitas, nos termos da lei”. 216.CESPE-AnalistaAdmTRT-MT/2015. Acerca de planejamento e orçamento. Segundo a CF, a peça do sistema de planejamento e orçamento federal que condiciona a elaboração dos planos e programas nacionais, regionais e setoriais é o PPA. 217.FGV-AnalistaAdmTJ-SC/2015. Acerca do Plano Plurianual. Anexos que contenham o detalhamento de programas temáticos, de programas de gestão, manutenção e serviços ao Estado e de órgãos responsáveis por programas de governo são conteúdos que devem ser apresentados no Plano Plurianual. Comentários Segundo Paludo (2017) “O Plano Plurianual – PPA é o instrumento legal de planejamento de maior alcance no estabelecimento das prioridades e no direcionamento das ações do governo. O Plano Plurianual condiciona a elaboração de todos os demais planos no âmbito federal, que devem estar de acordo e harmonizar-se com ele, conforme dispõe o art. 165, § 4º, da CF: os planos e programas nacionais, regionais e setoriais previstos nesta Constituição serão elaborados em consonância com o plano plurianual e apreciados pelo Congresso Nacional. O projeto do PPA tem ainda três anexos detalhando os Programas Temáticos; Programas de Gestão, Manutenção e Serviços ao Estado. O MPOG ainda definiu os órgãos que serão responsáveis pelos programas”. PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 69 Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, as questões estão corretas. A 216 tem resposta direta no primeiro parágrafo; a 217 encontra resposta direta no último parágrafo. Obs.: A questão217, como centenas de outras questões – não citam meu nome – mas tem recortes de texto de meu livro Orçamento Público/Afo/Lrf. 218.FCC-ACE-SÃOLUIS/2015. Segundo a Constituição Federal, as diretrizes, objetivos e metas da Administração pública para as despesas de capital e outras delas decorrentes e para as relativas aos programas de duração continuada serão estabelecidas na lei do plano plurianual, de 4 anos o período de vigência, passando a vigorar a partir do segundo ano de mandato presidencial. 219.VUNESP-AnalistaPPeGestão-PMSP/2015. A respeito do Plano Plurianual, da Lei de Diretrizes Orçamentárias e da Lei Orçamentária Anual, analise: O PPA estrutura programas e ações de Estado para quatro anos e orienta processos anuais via LDO e LOA. Comentários Segundo Paludo (2017) “O PPA será enviado ao Congresso Nacional para aprovação no primeiro ano do mandato, passando a vigorar, então, a partir do segundo ano do mandato presidencial atual até o final do primeiro ano do mandato presidencial seguinte. É de quatro anos o período de sua vigência. É no primeiro ano do mandato do Presidente da República que é elaborado o seu PPA; o seu planejamento para os quatro anos seguintes. O PPA deve ser encaminhado ao Congresso Nacional no 1º ano do mandato presidencial, até 31 de agosto e devolvido para sanção até 22 de dezembro do mesmo ano”. Portanto, as duas questões estão corretas. A 218, além de conter o conceito do PPA, indica que o período de vigência é 4 anos, que inicia a partir do segundo ano de mandato presidencial; e a 219 afirma que o período é de 4 anos e indica que o PPA contém programas e orienta os processos de LDO e LOA. 220.FGV.AdministradorFlorianópolis/2014. No Brasil, temos três grandes instrumentos de planejamento: o Plano Plurianual, a Lei de Diretrizes Orçamentárias e a Lei do Orçamento Anual. Nesse sentido, pode-se afirmar que: a LDO compreenderá as metas e as prioridades para o exercício financeiro subsequente, orientando a elaboração da LOA. 221.FCC-Administrador-DefensoriaRR/2015. A Constituição Federal, no que se refere à elaboração dos orçamentos, estabelece: metas e prioridades da Administração pública federal. Essa determinação corresponde as Diretrizes Orçamentárias. 222.CESPE-Auditor-CGPI/2015. À luz dos dispositivos constitucionais que regem a elaboração orçamentária. A lei de diretrizes orçamentárias, instrumento de planejamento da atividade financeira para o exercício financeiro subsequente, objetiva dispor sobre as alterações na legislação tributária e estabelecer a política de aplicação das agências financeiras oficiais de fomento. Comentários Já vimos os três instrumentos do ciclo. Segundo Paludo (2017) “O conceito da LDO é fornecido pela Constituição Federal de 1988, art. 165, § 2º: a Lei de Diretrizes Orçamentárias compreenderá as metas e prioridades da Administração Pública Federal, estabelecerá as diretrizes de política fiscal e respectivas metas, em consonância com trajetória sustentável da dívida pública, orientará a elaboração da Lei Orçamentária Anual, disporá sobre as alterações na legislação tributária e estabelecerá a política de aplicação das agências financeiras oficiais de fomento.” PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 70 Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, todas as questões estão corretas (lembre que o conceito da LDO mudou com a EC 109/2021). 223.FCC-AnalistaAdministrativo-TRE-SE/2015. Considere em relação a LDO − Lei de Diretrizes Orçamentárias: estabelece critérios e forma de limitação de empenho na hipótese legal; Demais condições e exigências para transferências de recursos a entidades públicas e privadas. 224.FCC-AnalistaAdm-TRT-MG/2015. Considere as informações: Critérios e forma de limitação de empenho; Normas relativas ao controle de custos e à avaliação dos resultados dos programas financiados com recursos do orçamento. Esses conteúdos devem constar, do seguinte instrumento de planejamento: LDO. 225.CESPE-AnalistaMMA/2014. Com relação ao orçamento público no Brasil. A lei de diretrizes orçamentárias (LDO) será acompanhada pelo anexo de riscos fiscais, que abrangem os riscos capazes de afetar as contas públicas e suas providências. Comentários Segundo Paludo (2017) “A Lei de Responsabilidade Fiscal aumentou consideravelmente o conteúdo da LDO, atribuindo-lhe a responsabilidade de tratar de outras matérias ... disporá também sobre: equilíbrio entre receitas e despesas; critérios e forma de limitação de empenho, a ser efetivada nas hipóteses previstas na LRF; normas relativas ao controle de custos e à avaliação dos resultados dos programas financiados com recursos dos orçamentos; demais condições e exigências para transferências de recursos a entidades públicas e privadas. A LRF conterá dois anexos: anexo de metas fiscais e anexo de riscos fiscais. Segundo a LRF, no Anexo de Riscos Fiscais serão avaliados os passivos contingentes e outros riscos capazes de afetar as contas públicas, informando as providências a serem tomadas, caso se concretizem”. Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, as três questões estão corretas: a 223 e 224 têm resposta direta no primeiro parágrafo; e a 225 tem resposta direta no segundo parágrafo. 226.FGV-Administrador-Defensoria-MT/2015. Com relação às Leis de iniciativa do Poder Executivo, analise: A LOA tem como principais objetivos estimar a receita e fixar a programação das despesas para o exercício financeiro. 227.FGV-AnalistaAdministrativo-TJ-PIAUÍ/2015. No processo de planejamento público governamental, entre os diversos instrumentos, destaca-se aquele que estima as receitas que o Governo deverá arrecadar durante o ano e fixa os gastos a serem realizados com tais recursos. Esse instrumento é denominado: Lei Orçamentária Anual (LOA). Comentários Segundo Paludo (2017) “A LOA – Lei Orçamentária Anual é o produto final do processo orçamentário, é o documento legal que contém a previsão de receitas e a autorização de despesas a serem realizadas no exercício financeiro. Ela prevê os recursos a serem arrecadados e fixa as despesas a serem realizadas pelo Governo Federal, referentes aos poderes Legislativo, Executivo e Judiciário”. Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, as duas questões estão corretas: a LOA estima/prevê receitas e fixa/autoriza despesas. PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 71 228.FCC-ConselheiroTCM-RJ/2015. A Constituição Federal fixa normas relacionadas com os Planos Plurianuais, com as Leis de Diretrizes Orçamentárias e com as Leis Orçamentárias Anuais. No que diz respeito à Lei Orçamentária Anual, o texto constitucional estabelece: Essa lei compreenderá o orçamento de investimento, o da seguridade social e o fiscal. 229.CESPE-AuditorFUB/2015. Acerca do orçamento público e classificações orçamentárias. A lei orçamentária anual é composta dos orçamentos: fiscal, seguridade social e investimento das estatais. 230.CESPE-AnalistaMMA/2014. Com relação ao orçamento público no Brasil. Os orçamentos não compreendidos na LOA pelo orçamento fiscal incluem os orçamentos da saúde e do investimento das empresas. Comentários Segundo Paludo (2017) “A Constituição Federal de 1988, art. 165, determina que a Lei Orçamentária Anual compreenderá o Orçamento Fiscal, o de Investimento das empresas estatais e o da Seguridade Social, definindo cada tipo de orçamento: Orçamento Fiscal, referente aos poderes da União, seus fundos, órgãos e entidades da Administração direta e indireta, inclusive fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público; Orçamento de Investimento das empresas em que a União, direta ou indiretamente, detenha a maioria do capital social com direito a voto. Esse orçamento abrange tão somente as empresas estatais independentes. As estatais dependentes estão inclusas no Orçamento Fiscal; Orçamentoda Seguridade Social, abrangendo todas as entidades e órgãos a ela vinculados, da Administração direta ou indireta, bem como os fundos e fundações instituídos e mantidos pelo Poder Público. Esse orçamento compreende as despesas relativas à Saúde, à Previdência e à Assistência Social. Esses três orçamentos é que compõem a LOA - Lei Orçamentária Anual. Por sua abrangência e dimensão, o Orçamento Fiscal é considerado o mais importante dos três orçamentos”. Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, as três questões estão corretas. A 228 e 229 têm resposta direta no texto acima; e na 230 a resposta também é clara: são três orçamentos: fiscal, seguridade social e investimento. Quem não faz parte do orçamento fiscal? Os outros dois orçamentos citados pela questão: saúde (pertence a seguridade social) e investimento (das estatais). 231.VUNESP-AnalistaAdministrativoDCTA/2013. De acordo com o Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da CF/88, os prazo de envio, pelo poder executivo ao legislativo, de a) 4 meses antes do encerramento do primeiro exercício financeiro do mandato (31 de agosto); b) 8 meses e meio antes do encerramento do exercício financeiro (15 de abril); c) 4 meses antes do encerramento do exercício financeiro (31 de agosto). Correspondem, respectivamente, aos projetos de PPA, LDO e LOA. 232.ESAF-AnalistaPO-MPOG/2015. Sobre o conteúdo, tramitação e prazos relacionados à elaboração da Lei de Diretrizes Orçamentárias ─ LDO, é correto afirmar: em obediência à disposição constitucional vigente, o projeto de lei de diretrizes orçamentárias será encaminhado até oito meses e meio antes do encerramento do exercício financeiro e devolvido para sanção até o encerramento do primeiro período da sessão legislativa. 233.FCC-AnalistaAdm-TRE-RR/2015. O processo de elaboração da Lei Orçamentária Anual-LOA inicia-se com a formulação das propostas orçamentárias, observados o PPA e a LDO. No âmbito da União, o projeto de lei orçamentária anual é enviado pelo Presidente da República ao Congresso Nacional, até 31 de agosto de cada ano. PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 72 234.FGV-AnalistaAdmTJ-SC/2015. Os instrumentos de planejamento vigentes no Brasil, PPA, LDO e LOA, são integrados e devem ser elaborados de acordo com os prazos legais para que possam contribuir efetivamente no processo de planejamento. Comentários Segundo Paludo (2017) “O projeto da LOA é encaminhado pelo Presidente da República ao Congresso Nacional, até o dia 31 de agosto de cada ano ... O Poder Executivo possui prazo até o dia 15 de abril de cada ano para encaminhamento do projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias ao Congresso Nacional ... O PPA deve ser encaminhado ao Congresso Nacional no 1º ano do mandato presidencial, até quatro meses antes do encerramento do exercício financeiro (31 de agosto). O quadro a seguir, ajuda a dirimir possíveis dúvidas quanto ao encaminhamento, aprovação e vigência do PPA, LDO e LOA. ETAPAS PPA LDO LOA ENCAMINHAMENTO 31 de agosto do 1º. ano do mandato presidencial 15 de abril 31 de agosto APROVAÇÃO 22 de dezembro 17 de julho 22 de dezembro VIGÊNCIA 4 anos de 1º. de janeiro do 2º. ano do mandato presidencial até 31 de dezembro do 1º.ano do mandato seguinte 18 meses da aprovação até o dia 31 de dezembro do ano seguinte 1 ano 1º. de janeiro a 31 de dezembro LEIS DO CICLO ORÇAMENTÁRIO AMPLIADO Cabe ainda relembrar que esses instrumentos de Planejamento, Orçamento e Gestão, o PPA, a LDO e a LOA, são todos materializados através de Leis Ordinárias”. Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, todas as questões estão corretas: as questões 231a233 têm resposta direta no texto acima (o primeiro período da seção legislativa encerra em 17 de julho). A questão 234 indica assertivamente que os processos (PPA, LDO, LOA) são integrados e obedecem a prazos legais. 235.CESPE-AnalistaAdministrativoMI/2013. Sobre o ciclo orçamentário. O processo orçamentário (ciclo) é visto como autossuficiente, já que a primeira etapa do ciclo se renova anualmente a partir de resultados e definições constantes de uma programação de longo prazo. Comentários Segundo Paludo (2017) “O ciclo orçamentário (processo orçamentário), certamente não é autossuficiente, uma vez que a primeira parte do sistema (lei orçamentária) tem renovação anual, refletindo em grande parte o resultado de definições constantes de uma programação de médio prazo, que, por sua vez, detalha os planos de longo prazo, que também são dinâmicos e flexíveis às conjunturas econômicas, sociais e políticas”. Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, a questão está errada: o ciclo não é autossuficiente – se fosse, não precisaria de renovação/atualização. Obs.: A questão 235, como centenas de outras questões – não citam meu nome – mas tem recortes de texto de meu livro Orçamento Público/Afo/Lrf. Capítulo 6. RECEITA PÚBLICA 236.FUNDATEC-CONTADOR-IEP-RS/2020. De acordo com a Norma Brasileira de Contabilidade, NBCTG Estrutura Conceitual (2019), analise a afirmativa: Receitas são aumentos nos ativos, ou aumentos nos passivos, que resultam em aumentos no patrimônio PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 73 líquido, exceto aqueles referentes a contribuições de detentores de direitos sobre o patrimônio. 237.FGV.AgenteFiscalização-TC-SP/2015. Sobre receita pública. O conceito contábil de receita relaciona-se a aumentos nos benefícios econômicos durante o período contábil sob a forma de entrada de recursos ou aumento de ativos ou diminuição de passivos, que resultem em aumento do patrimônio líquido. Comentários Segundo Paludo (2020) “Vários são os conceitos existentes acerca das receitas públicas. De acordo com a NBCTG Estrutura Conceitual (2019), Receitas são aumentos nos ativos, ou reduções nos passivos, que resultam em aumentos no patrimônio líquido, exceto aqueles referentes a contribuições de detentores de direitos sobre o patrimônio. Esse conceito contábil não corresponde à receita orçamentária pública, mas à receita sob o enfoque das normas aplicáveis às empresas privadas”. Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, a questão 236 está errada (o aumento nos passivos é despesa); e a questão 237 está correta. 238.CESPE-AnalistaContábil-MP-PA/2020. Em relação ao conceito e à classificação das receitas públicas, analise a afirmativa: Consideram-se receitas públicas as entradas de recursos financeiros de caráter compensatório, tais como retenções e garantias. 239.FGV-TécnicoAdministrativo-TJCE/2020. Em geral entende-se receita pública como todo ingresso de recurso nos cofres públicos, mas nem todo ingresso corresponde a uma receita orçamentária que pode ser utilizada como fonte de financiamento das ações públicas. 240.CESPE-AnalistaContábil-MP-PA/2020. No que diz respeito aos conceitos de ingressos e receitas públicas, julgue o item a seguir: Nem todo ingresso público é uma receita pública, mas toda receita pública é um ingresso público. 241.FCC-ProcuradorTCM-RJ/2015. Para a doutrina, receita não se confunde com ingresso, porque ingresso compreende toda quantia recebida pelos cofres públicos, seja restituível ou não, enquanto que receita é toda entrada ou ingresso definitivo de dinheiro aos cofres públicos. 242.FCC-ProcuradorTCM-RJ/2015. Sobre receitas públicas. A Lei de Responsabilidade Fiscal dispõe que somente as receitas tributárias, de ingresso definitivo aos cofres públicos, são consideradas receitas públicas, excluindo-se, assim, os empréstimos compulsórios e as receitas originárias. Comentários Segundo Paludo (2020) “O Manual de Receita Nacional STN/SOF define como receita todos os ingressos disponíveis para coberturaprivado. Comentários Segundo Paludo (2020) “A atividade financeira é exercida pelo Estado visando ao bem comum da coletividade. Ela está vinculada à arrecadação de recursos destinados à concretização dos objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil (art.3º da CF/88), e à satisfação de necessidades públicas básicas inseridas na ordem jurídico- constitucional, atendidas mediante a prestação de serviços públicos, a intervenção no domínio econômico, o exercício regular do poder de polícia e o fomento às atividades de interesse público/social. É aplicada no âmbito Federal, estadual e municipal, e, segundo o mestre Aliomar Baleeiro, consiste em: obter recursos (receita pública); despender os recursos (despesa pública); gerir e planejar os recursos (Orçamento Público); e, criar crédito (empréstimo público). Toda atividade pública deve contribuir para o alcance dos objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil e para o alcance do objetivo maior do Estado: a promoção do bem-estar da coletividade.” Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, temos as seguintes respostas: As afirmativas da questão 1 estão corretas: I.O Direito Financeiro analisa o ingresso/arrecadação de recursos nos cofres públicos (receita); II.A finalidade principal do Estado é a realização do bem-estar da coletividade; III.A arrecadação de recursos destina- se a atender às necessidades públicas. Na questão 2, a alternativa A é a verdadeira: a atividade financeira arrecada recursos para para satisfação das necessidades públicas, (incluindo as de manutenção e funcionamento), e está ligada ao objetivo maior do Estado que é o bem-estar da coletividade (bem comum da população). PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 9 3.CESPE-AnalistaControle-CGE-PE/2010. Acerca das finanças públicas. A atividade financeira do Estado decorre do exercício do poder financeiro, que emana da soberania estatal, compreendida como a propriedade que tem um Estado de ser uma ordem suprema que não deve a sua validade a nenhuma outra ordem superior. Comentários A definição de atividade financeira do Estado encontra-se na questão anterior. Assim, vamos direto aos comentários desta questão. Extrai-se do direito constitucional que somente o Estado detém o poder soberano (soberania interna e independência externa). Segundo Paludo (2021) “A atividade financeira decorre da soberania estatal, pois somente o Estado pode instituir unilateralmente impostos, taxas e contribuições.” Portanto, a questão está correta porque a atividade financeira decorre da soberania estatal, visto que o Estado detém o poder soberano. 4. VUNESP-AdvogadoPiracibaba/2019. Acerca da atividade financeira do Estado. O Direito Financeiro consiste num ramo do Direito Público que estuda a atividade financeira do Estado sob o ponto de vista econômico, ou seja, a atividade financeira do Estado que se desdobra em receita, despesa, orçamento e crédito público. 5.CESPE-ACE-PE/2010. A respeito da atividade financeira do Estado: a receita pública é objeto de estudo do Direito Tributário, pois caracteriza ingresso de numerário nos cofres públicos. Comentários Segundo Paludo (2020) “O Direito Financeiro compreende a disciplina jurídica da atividade financeira do Estado, envolvendo receita, despesa, orçamento e crédito público. Ele disciplina a organização e a administração das finanças públicas, ou seja, disciplina a atividade financeira do Estado: é mais amplo que o direito Tributário. Já o Direito Tributário trata da disciplina jurídica apenas dos tributos (receitas tributárias: impostos, taxas e contribuições) – compreende o conjunto de normas que regulam a instituição e arrecadação desses tributos e a relação jurídica do Estado com os Contribuintes”. Portanto, de forma clara e direta e em harmonia com o texto acima, temos as seguintes respostas: A questão 4 está correta: o Direito Financeiro estuda a atividade financeira do Estado, que se desdobra em receita, despesa, orçamento e crédito público; e a questão 5 está errada porque a receita pública é objeto do direito financeiro, cuja competência abrange todas as receitas (mais as despesas, o orçamento e o crédito público); a competência do direito tributário compreende apenas uma das origens das receitas públicas (a receita tributária). 6.FCC-AnalistaControle-TC-PR/2011. Quanto à definição de Finanças Públicas, considere: I. É ciência que estuda as atividades fiscais e não fiscais dos poderes públicos na sua aplicação a empreendimentos de caráter público e privado. II. É atividade desempenhada pelos poderes públicos na obtenção de recursos para o cumprimento de suas finalidades. III. É atividade desempenhada pelos poderes públicos na aplicação de recursos para o cumprimento de suas finalidades. Está correto o que se afirma APENAS em A) I. B) II. C) III. D) I e III. E) II e III. Comentários PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 10 I-Falsa. “Finanças públicas é o ramo da economia que trata da gestão dos recursos públicos: compreende a gestão e o controle financeiro públicos ... As finanças públicas se materializam através da política fiscal” (Paludo, 2015) – no entanto, nesse conceito não estão compreendidas as atividades não fiscais. II-Verdadeira. Como vimos na questão 1, a atividade financeira é exercida pelo Estado visando ao bem comum da coletividade e está vinculada à arrecadação de recursos destinados à satisfação de necessidades públicas básicas inseridas na ordem jurídico- constitucional. III-Verdadeira. Já vimos que a atividade financeira do Estado está vinculada à arrecadação de recursos destinados à satisfação de necessidades públicas básicas. Vimos também, na questão 3, que a atividade financeira decorre da soberania estatal, pois somente o Estado pode instituir unilateralmente impostos, taxas e contribuições: a atuação do Estado envolve Poderes/Governo/Administração. 7.FGV-EspecialistaPP-SALVADOR/2020. Em relação às justificativas da intervenção do Estado na economia, analise se a afirmativa a seguir é verdadeira ou falsa. Existem externalidades positivas, como ocorre no setor de educação. 8.CESPE-Auditor-TC-DF. Sobre orçamento e finanças públicas. A teoria do gasto público e a das funções do governo fundamentam-se nas falhas de mercado, que incluem a existência de bens públicos e os monopólios naturais. Comentários Segundo Paludo (2020) “A teoria das finanças públicas trata dos fundamentos do Estado e das funções de governo, e dá suporte teórico (fundamentação) à intervenção do Estado na economia. De forma geral, a teoria das finanças públicas gira em torno da existência das falhas de mercado, que tornam necessária a presença do Governo, o estudo das funções do Governo, da teoria da tributação e do gasto público. As falhas de mercado são fenômenos que impedem que a economia alcance o estágio de welfare economics ou Estado de Bem-Estar Social (ótimo de pareto), através do livre mercado, sem interferência do Governo”. Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, as duas questões estão corretas: a questão 7 porque as falhas de mercado (externalidades) são justificativa para a intervençao do Estado na Economia (positiva como setor da Educação-ler resposta da próxima questão); e a questão 8 porque a “existência de bens públicos, e monopólios naturais” são exemplos típicos de falhas de mercado. 9.AOCP-AnalistaAdm-UF-GO/2015. A atuação do Estado objetiva proporcionar o ótimo de Pareto, o qual indica que os recursos alocados têm a propriedade de que ninguém pode melhorar sua situação sem causar algum prejuízo a outros agentes. No entanto, existem as falhas de mercado que impedem que ocorra uma situação de ótimo de Pareto. As falhas de informação requerem a intervenção do Estado em razão de o mercado por si só não fornecer dados suficientes para que os consumidoresdas despesas orçamentárias e operações que, mesmo não havendo ingresso de recursos, financiam despesas orçamentárias. Para o Manual de Procedimentos da Receita Pública da STN, receitas públicas são todos os ingressos de caráter não devolutivo auferidos pelo Poder Público, em qualquer esfera governamental, para alocação e cobertura das despesas públicas. Entendemos que receita pública é qualquer recurso obtido pelo Estado, num determinado período financeiro, disponível para custear despesas públicas. Receitas são ingressos financeiros no patrimônio público. Mas nem todos os ingressos nos cofres públicos são receita pública orçamentária. Alguns recursos são “meras entradas” sujeitas a posterior devolução. Receita Pública “stricto sensu” são apenas as PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 74 receitas orçamentárias, que são as receitas de caráter não devolutivo, que estarão disponíveis para custear despesas públicas”. Portanto, em harmonia com o texto acima temos as seguintes respostas: a questão 238 está errada: receitas de caráter compensatório não são receitas públicas; a 239a241 estão corretas: trazem a diferenciação entre ingressos e receitas, conforme texto do último parágrafo; a 242 está errada em todos os aspectos. Obs.: Nas questões 239e240, como tantas outras, o texto é quase igual ao conteúdo do livro, o que sugere que foram elaboradas a partir do livro Orçamento Público/Afo/Lrf. 243.CESPE-Contador-STJ/2015. Com relação a administração financeira e orçamentária. Se determinado cidadão efetuar um pagamento ao Tesouro Nacional que, embora seja devido, ainda não tenha sido previsto na lei orçamentária anual, esse ingresso financeiro deverá ser classificado como receita orçamentária. 244.CESPE-Auditor-TC-RN/2015. Com relação ao orçamento público e à atuação do governo na economia. Se determinado órgão público realizar operação de crédito, sem oferecer como garantia sua receita futura, e receber recursos não previstos no orçamento em decorrência dessa operação, os ingressos serão classificados como receita orçamentária. 245.VUNESP-AnalistaAdministrativo-SAEG/2015. A Lei do Orçamento, nº 4.320/64, diz em seu artigo 3º que ela compreenderá todas as receitas, incluindo as autorizadas em lei. Enquadram-se como receita as operações de crédito. 246.CESPE-AnalistaAdministrativoCNJ/2013. Se, durante o debate do projeto de lei orçamentária, forem subestimados os valores a serem arrecadados, os valores adicionais que eventualmente venham a ser arrecadados durante o período de vigência da lei orçamentária deixarão de ser considerados receita orçamentária e passarão a ser receita extraordinária. 247.FCC-AnalistaAdm-TRF3/2016. No que se refere às receitas públicas, a Lei nº 4.320/1964 estabelece que o superávit do orçamento corrente resultante do balanceamento dos totais das receitas e despesas correntes não constitui item de receita orçamentária. 248.FGV-ContadorPGE-RO/2015. Sobre receita pública. Não podem ser reconhecidas como orçamentária: cancelamento de despesas inscritas em restos a pagar; depósitos em garantia; operações de crédito por antecipação de receita; superávit financeiro apurado no balanço patrimonial. Comentários Segundo Paludo (2017) “As receitas orçamentárias correspondem às entradas de recursos que o Estado utiliza para financiar seus gastos, para aplicação em programas e ações governamentais, incorporando-se ao patrimônio do ente público. Toda receita prevista na LOA é orçamentária, mas nem toda receita orçamentária está prevista na LOA. As despesas devem ser necessariamente autorizadas, enquanto que para as receitas basta apenas a estimativa. Do ponto de vista orçamentário todo ingresso nos cofres públicos é receita - exceto: ARO, emissão de papel-moeda, entradas compensatórias, e saldos oriundos do superávit financeiro e de restos a pagar”. Portanto, em harmonia com o texto acima temos as seguintes respostas: as questões 243a245 estão corretas: todo ingresso de recursos é considerado receita – mesmo que não esteja previsto na LOA e mesmo que seja operação de crédito; a questão 246 está errada: tanto a receita prevista como a receita superior não prevista, se arrecadadas serão PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 75 consideradas receita orçamentária; e as questões 247e248 estão corretas: trazem exatamente os itens que não são considerados receita orçamentária. 249.CONSULPLAN-AnalistaAdm-TRE-MG/2013. Os ingressos de recursos financeiros nos cofres do Estado denominam-se Receitas Públicas. Operações Intraorçamentárias são aquelas realizadas entre órgãos e demais entidades da Administração Pública integrantes do orçamento fiscal e do orçamento da seguridade social do mesmo ente federativo, por isso, não representam novas entradas de recursos nos cofres públicos do ente, mas apenas movimentação de receitas entre seus órgãos. 250.CESPE-ACE-TCU/2013. Sobre receita pública. Na consolidação das contas nacionais, a Secretaria do Tesouro Nacional excluirá as operações intergovernamentais, para evitar dupla contagem de despesas, receitas, ingressos e dispêndios do setor público. 251.CESPE-EspecialistaGestão-TELEBRAS/2015. A respeito do orçamento público. As receitas intraorçamentárias são receitas correntes, pertencentes a terceiros, arrecadadas pelo ente público exclusivamente para fazer face às exigências contratuais pactuadas para posterior devolução. 252.FCC-ConselheiroTCM-RJ/2015. Sobre receitas públicas. Receitas correntes e de capital intraorçamentárias constituem novas categorias econômicas da receita orçamentária. Comentários Segundo Paludo (2017) “Receitas intraorçamentárias são as receitas oriundas de operações realizadas entre órgãos, fundos, autarquias, fundações públicas, empresas estatais dependentes e demais entidades da Administração Pública integrantes do Orçamento Fiscal e da Seguridade Social de uma mesma esfera de Governo. As receitas intraorçamentárias constituem contrapartida das despesas realizadas na modalidade de Aplicação 91 – Aplicação Direta Decorrente de Operação entre Órgãos, Fundos e Entidades Integrantes dos Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social. Dessa forma, na consolidação das contas públicas, essas despesas e receitas poderão ser identificadas, de modo que se anulem os efeitos de duplas contagens decorrentes de sua inclusão no orçamento. Portanto, as receitas intraorçamentárias não representam novas entradas de recursos nos cofres públicos do ente, mas apenas remanejamento de receitas entre órgãos e entidades do Orçamento Fiscal e da Seguridade Social. Elas têm a mesma função da receita original; diferem apenas pelo fato de destinarem-se ao registro de receitas provenientes de órgãos pertencentes à mesma esfera de Governo”. Portanto, em harmonia com o texto acima temos as seguintes respostas: as questões 249 e 250 estão corretas: operações Intraorçamentárias são realizadas entre órgãos e entidades integrantes do orçamento fiscal e da seguridade social do mesmo ente federativo – e foram criadas para evitar dupla contagem de receitas e despesas do setor público; e as questões 251 e 252 estão erradas: as receitas intraorçamentárias não pertencem a terceiros, não estão sujeitas a devolução e não constituem novas categorias econômicas da receita. 253.FCC-Contador-TRF3/2016. Sobre as formas de ingresso de receita, nos termos do Decreto nº 93.872/1986, considera-se receita orçamentária da União todo e qualquer ingresso que tenha sido decorrente, produzido ou realizado direta ou indiretamente pelos órgãos competentes, na forma originária ou derivada. 254.FGV-ContadorPGE-RO/2015. Na elaboração do orçamento, a conceituação e a previsão adequada de receitas são consideradas fatores significativos, pois são determinantes na fixação dos limites de despesas, uma vez que as receitas arrecadadas durante o exercício podem serdestinadas para a cobertura das despesas. Uma PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 76 característica exclusiva das receitas orçamentárias é que representam disponibilidades de recursos. 255.ACCESS-Tesoureiro-Municipal-RJ/2020. De acordo com a lei 4.320/64, analise a alternativa a seguir: O superávit do orçamento corrente resultante do balanceamento dos totais das receitas e despesas correntes constituirá item de receita orçamentária. 256.CESPE-AnalistaAdministrativo-STJ/2015. Referentes a conceitos e normas aplicáveis à receita pública. Empréstimos tomados pelo poder público para atender eventuais insuficiências de caixa, até que se regularize o fluxo de receitas previstas, representam entradas compensatórias e, como tal, são ingressos extraorçamentários, que constituem passivos exigíveis. 257.CESPE-EspecialistaFinanças-TELEBRÁS/2015. Acerca da estrutura para alocação de recursos, e classificação orçamentária. Considere que, no edital de licitação para venda de ativos de determinado ente público da administração direta, conste a obrigatoriedade de depósitos em caução por parte dos interessados. Nesse caso, esses valores deverão ser considerados ingressos extraorçamentários, visto que são recursos financeiros de caráter temporário e relativos a valores não componentes da lei orçamentária. Comentários Segundo Paludo (2020) “Do ponto de vista orçamentário, as receitas podem ser classificadas em: 1.Orçamentárias: para os manuais de Receita Nacional e de Contabilidade STN/SOF, na União, em algumas transações, há o registro da receita orçamentária mesmo não havendo ingressos efetivos, devido à necessidade de autorização legislativa para sua realização. Assim, existem receitas orçamentárias que não ingressam nos cofres públicos. É o caso da aquisição financiada de bens, que são operações de crédito, classificadas como receitas orçamentárias de capital. Para a SOF as receitas orçamentárias correspondem às entradas de recursos que o Estado utiliza para financiar seus gastos, para aplicação em programas e ações governamentais. Esse manual coloca como ingressos orçamentários as receitas efetivas e não efetivas, e as originárias e derivadas. A receita orçamentária pode ou não estar prevista no orçamento, e possui caráter não devolutivo. É um fato contábil modificativo aumentativo, pois não existe obrigação de devolução do recurso, que passa a integrar definitivamente o patrimônio público. Assim, a receita, pelo enfoque orçamentário, corresponde a todos os ingressos disponíveis para cobertura das despesas públicas, em qualquer esfera governamental. São considerados ingressos todas as entradas, em certo período de tempo, que o Estado utiliza para financiar seus gastos, podendo ou não se incorporar ao seu patrimônio. Do ponto de vista orçamentário todo ingresso nos cofres públicos é receita - exceto: ARO, emissão de papel-moeda, entradas compensatórias, e saldos oriundos do superávit financeiro e de restos a pagar. 2.Extraorçamentárias. Para a SOF, os ingressos possuem caráter temporário, não se incorporando ao patrimônio público. Tais receitas não integram o Orçamento Público e constituem passivos exigíveis do ente, de tal forma que o seu pagamento não está sujeito à autorização legislativa. Ex.: depósito em caução, Antecipação de Receitas Orçamentárias – ARO, emissão de moeda e outras. Para a STN, os ingressos extraorçamentários são aqueles pertencentes a terceiros, arrecadados pelo ente público exclusivamente para fazer face às exigências contratuais pactuadas para posterior devolução”. PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 77 Portanto, em harmonia com o texto acima temos as seguintes respostas: as questões 253e254 estão corretas: todo e qualquer ingresso na forma de receira originária ou derivada é receita orçamentária, que são disponibilidades para custear despesas públicas; a 255 está errada: o superávit não constitui item de receita orçamentária (explicações na classificação por natureza); as questões 256e257 estão corretas: empréstimos para atender insuficiências de caixa são ARO, que são passivos exigíveis sujeitos à devolução; assim como os depósitos em cauções, que são entradas compensatórias no ativo e passivo financeiro. 258.ESAF-Contador-FNI/2016. Acerca das receitas públicas, analise a afirmativa: Receitas orçamentárias são ingressos de recursos financeiros que se incorporam definitivamente ao patrimônio público, pois pertencem à entidade que os recebe. Também são chamadas de receitas efetivas. 259.CESPE-AnalistaContábil-MP-PA/2020. Em relação ao conceito e à classificação das receitas públicas, analise a afirmativa: receitas efetivas resultam em aumento na situação patrimonial líquida da administração pública. Comentários Segundo Paludo (2020) “Receitas orçamentárias são receitas efetivas. Receita pública efetiva – é aquela em que o ingresso dos recursos não foi precedido de registro de reconhecimento do direito e não constituem obrigações correspondentes. Essas receitas alteram positivamente a situação líquida patrimonial no momento do reconhecimento da receita. Trata-se de um fato contábil modificativo aumentativo. Receita Pública Não Efetiva – é aquela em que o ingresso dos recursos foi precedido de registro do reconhecimento do direito. Essas receitas não alteram a situação líquida patrimonial – há uma simples troca de elementos patrimoniais. Trata-se de um fato permutativo, denominado mutação passiva.” Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, as duas questões estão corretas. 260.CESPE-AgteAdministrativo-PF/2014. Em relação à receita. A classificação da receita quanto à natureza visa identificar a origem do recurso que ingressa nos cofres públicos segundo o fato gerador, servindo para análise do impacto dos investimentos governamentais na economia. 261.ESAF-AnalistaPO-MPOG/2015. A respeito da origem e classificação dos recursos arrecadados pelo Estado no processo orçamentário federal, é correto afirmar: a natureza de receita orçamentária busca identificar a origem do recurso segundo seu fato gerador. Comentários Segundo Paludo (2017) “A classificação segundo a natureza surgiu em atendimento ao § 1º do art. 8º da Lei nº 4.320/1964, combinado com o art. 11, que estabelece que a receita será discriminada e identificada por números de código decimal. Eles refletem o fato gerador que ocasionou o ingresso dos recursos nos cofres públicos. A classificação da receita por natureza busca a melhor identificação da origem do recurso segundo seu fato gerador. O primeiro item da classificação é por categoria econômica, utilizada para mensurar o impacto das decisões do Governo na economia nacional (formação de capital, custeio, investimentos etc)”. Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, as duas questões estão corretas. 262.FGV-TécnicoAdministrativo-TJCE/2020. De acordo com o Manual de Contabilidade aplicada ao Setor Público, na classificação da receita por natureza, o último dígito PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 78 corresponde ao tipo, que tem a finalidade de identificar o tipo de arrecadação a que se refere aquela natureza: conforme a codificação: 1 1 1 3.01.1 1. Nesse caso, o dígito correspondente ao tipo indica que se trata do valor referente a: A) receita principal; B) dívida ativa da receita principal; C) multa e juros da receita principal; D) multa e juros da dívida ativa da receita principal; E) montante da receita principal acrescido de multa e juros da respectiva receita. 263.FGV-AnalistaAdministrativo-MP-RJ/2020. A nova estrutura de codificação das naturezas de receita estabelecida pela Portaria nº 05, de 25 de agosto de 2015, acrescentou a categoria Tipo, que tem a finalidade de identificar o tipo de arrecadação a que se refereaquela natureza. Nessa categoria, o dígito 3 representa dívida ativa da receita principal. Comentários Segundo Paludo (2020) “A classificação por natureza é composta por oito dígitos que correspondem a seis níveis, e podem ser memorizados pela palavra COEDT, composta pela letra inicial de cada nível. Segundo o MTO/SOF, o tipo correspondente ao último dígito na natureza de receita e tem a finalidade de identificar o tipo de arrecadação a que se refere aquela natureza, sendo: “0”, quando se tratar de natureza de receita não valorizável ou agregadora; “1”, quando se tratar da arrecadação Principal da receita; “2”, quando se tratar de Multas e Juros de Mora da respectiva receita; “3”, quando se tratar de Dívida Ativa da respectiva receita; e “4”, quando se tratar de Multas e Juros de Mora da Dívida Ativa da respectiva receita. Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, na questão 262 a alternativa A é a resposta, e a questão 263 está correta. 264.IMPARH-Advogado-PMF/2020. De acordo com os conceitos estabelecidos pela Lei nº 4.320/64, a receita classificar-se-á nas seguintes categorias econômicas: Receitas Correntes e Receitas de Capital. 265.CESPE-AnalistaAdministrativo-ANP/2013. Sobre receita pública. Segundo as categorias econômicas, as receitas podem ser classificadas em receitas correntes ou receitas de capital. 266.CESPE-AuditorFUB/2015. Acerca do orçamento público e classificações orçamentárias da receita. Sob a ótica econômica, as receitas estão divididas em receitas correntes e de capital. 267.ESAF-AnalistaPO-MPOG/2015. A principal característica que diferencia receitas correntes de receitas de capital é: ambas têm o poder de aumentar a disponibilidade financeira do Estado, porém, as receitas de capital, na sua maioria, não provocam efeitos sobre o patrimônio líquido. Comentários Segundo Paludo (2017) “As categorias econômicas correntes e capital, estabelecidas no art. 11 da Lei nº 4.320/1964, foram detalhadas pela Portaria Interministerial STN/SOF nº 338/2006, em: Receitas Correntes Intraorçamentárias e Receitas de Capital Intraorçamentárias. Assim, existem apenas duas categorias econômicas, mas que apresentam números de identificação diferentes se forem receitas intraorçamentárias: 1 – receitas correntes; e 7 – receitas correntes intraorçamentárias; 2 – receitas de capital; e 8 – receitas de capital intraorçamentárias. PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 79 As receitas correntes não decorrem de uma mutação patrimonial, ou seja, são receitas efetivas que alteram a situação líquida patrimonial, podendo ter origem tanto nas receitas originárias quanto nas receitas derivadas. As receitas de capital representam permutações patrimoniais que nada acrescentam ao patrimônio público, só ocorrendo uma troca de elementos patrimoniais, isto é, há um aumento no sistema financeiro pela entrada de recursos e uma baixa no sistema patrimonial pela saída de um bem ou direito, exceto as transferências de capital”. Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, todas as questões estão corretas. 268.FCC-Técnico-TRT14/2016. Com relação à classificação da receita orçamentária, a Origem é o detalhamento das Categorias Econômicas com vistas a identificar a natureza da procedência das receitas no momento em que ingressam no Orçamento Público. São Origens de receitas orçamentárias: receita de operações de crédito e patrimonial; transferências correntes e transferências de capital. Comentários Segundo Paludo (2017) “A origem é um detalhamento da classificação econômica, das receitas correntes e de capital. Tem por objetivo identificar a origem das receitas no momento em que elas ingressam no patrimônio público. No caso das receitas correntes, a origem pode ser: receita tributária; receita de contribuições; receita patrimonial; receita agropecuária; receita industrial; receita de serviços; transferências correntes; e outras receitas correntes. Tratando-se das receitas de capital, a origem pode ser: operações de crédito; alienação de bens; amortização de empréstimos; transferências de capital; outras receitas de capital”. Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, a questão está correta tanto no conceito de “origem” como nos exemplos citados de origens de despesas correntes e despesas de capital. 269.QUADRIX-ADMINISTRADOR-CFO/2020. No que se refere as receitas públicas, julgue o item: São consideradas como receitas correntes as tributárias, as de contribuições, a patrimonial, a agropecuária, a industrial, a de serviços e, ainda, as provenientes de recursos financeiros recebidos de outras pessoas de direito público ou privado, quando destinadas a atender despesas classificáveis em Despesas Correntes. 270.CESPE-Administrador-ENAP/2015. No que diz respeito a receitas e despesas públicas. Se determinada entidade da administração pública realizar venda de mercadorias inerentes à sua atividade principal, então o produto da venda deverá ser classificado como receita corrente de serviços. 271.FCC-ACE-SÃOLUIS-MA/2015. Na lei orçamentária, para o exercício de 2015, de determinado Município da região nordeste, entre outras, consta a previsão de arrecadação de impostos inscritos na dívida ativa. Com relação ao detalhamento das Categorias Econômicas das Receitas Orçamentárias, a arrecadação de impostos inscritos na dívida ativa é classificada na Origem de receita: outras receitas correntes. 272.FGV-AnalistaOrçamento-IBGE/2016. Na origem de receita denominada “Outras Receitas Correntes” enquadram-se as espécies de recursos, arrecadados pelo ente público, não vinculados às demais origens previstas em lei. Uma espécie de receita vinculada à origem “Outras Receitas Correntes” é a receita da dívida ativa. 273.FCC-AnalistaContábil-TRT23/2016. Sobre receita pública. Considerando os tipos de receita, são classificadas como receitas correntes as tributárias, patrimoniais, industriais, de contribuições, de serviços. PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 80 Comentários Segundo Paludo (2020) “Receitas correntes são os ingressos de recursos que aumentam as disponibilidades financeiras do Estado, oriundos das atividades operacionais - para aplicação em despesas de custeio/manutenção das atividades em geral, à implementação de políticas públicas e ao alcance dos objetivos dos programas e ações do Governo. Nas receitas correntes, a origem pode ser: receita tributária; receita de contribuições; receita patrimonial; receita agropecuária; receita industrial; receita de serviços; transferências correntes; e outras receitas correntes. As receitas tributárias compreendem os impostos, taxas e contribuições de melhoria. São Receitas de Contribuições: Contribuições Sociais, Contribuições de Intervenção no Domínio Econômico, Contribuições de Interesse das Categorias Profissionais ou Econômicas, Contribuição para Custeio de Iluminação Pública (aplicável a municípios e ao Distrito Federal). Receita de serviços. é o ingresso proveniente da prestação de serviços pelo ente público de transporte, saúde, comunicação, portuário, armazenagem, de inspeção e fiscalização, judiciário, processamento de dados, e outros serviços. Outras receitas correntes. São os ingressos correntes provenientes de outras origens não classificáveis nos níveis anteriores, e que, na sua essência, se destinam a atender despesas correntes. Ex.: indenizações, multas, juros de mora sobre tributos, contribuições, dívida ativa etc”. Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, todas as questões estão corretas e tem resposta direta no texto acima. 274.FUNDATEC-AgenteAdministrativo-GRAMADO/2019. Analise a afirmativa em relação às características da Receita Pública e suas classificações: Os ingressos financeiros oriundos de operações de crédito, alienação de bens e amortizaçãode empréstimos são receitas de capital. 275.ACCESS-Tesoureiro-Municipal-RJ/2020. De acordo com a lei 4.320/64, analise a alternativa a seguir: São receitas de capital as provenientes da realização de recursos financeiros oriundos da conversão, em espécie, de bens e direitos. 276.CESPE-AuditorFUB/2015. Acerca do orçamento público e classificações orçamentárias. Sob a ótica econômica, as receitas estão divididas em receitas correntes e de capital, abrangendo estas últimas as operações de credito, a alienação de bens, a amortização de empréstimos, as transferências de capital e outras receitas de capital. 277.CESPE-AnalistaAdministrativo-TRE-PI/2016. Acerca das receitas públicas. Apresenta corretamente uma receita econômica cuja origem a classifica como receita de capital: amortização de empréstimos. 278.VUNESP-Contador-TJ-SP/2015. Sobre receita pública. As receitas de operações de crédito; de alienação de bens móveis e imóveis; e de amortização de empréstimos concedidos serão classificadas como receitas de capital. 279.FCC-TécnicoControleExterno-TC-CE/2015. Acerca de receita pública. As receitas de amortização de empréstimos concedidos e operações de crédito são classificadas, respectivamente, como receitas de capital e de capital. Comentários Segundo Paludo (2020) “Receitas de capital são as receitas que alteram o patrimônio duradouro do Estado. São os ingressos de recursos financeiros oriundos de atividades PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 81 geralmente não operacionais para aplicação em despesas operacionais, correntes ou de capital, visando cumprir os objetivos traçados nos programas e ações de Governo. As origens das receitas de capital podem ser: operações de crédito; alienação de bens; amortização de empréstimos; transferências de capital; outras receitas de capital”. Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, todas as questões estão corretas e trazem origens das receitas de capital. 280.CESPE-AUDITOR-SEFAZ-AL/2020. A respeito de receitas públicas, julgue o item: O superávit do orçamento corrente resultante do balanceamento dos totais das receitas e despesas correntes é classificado como receita de capital e não constitui item da receita orçamentária. Comentários Segundo Paludo (2020) “O superávit do Orçamento Corrente, resultante do balanceamento dos totais das receitas e despesas correntes, apurado no balanço orçamentário - não constituirá item de receita orçamentária. Esse superávit do Orçamento Corrente é classificado como receita de capital porque a receita corrente se esgota dentro do exercício financeiro. É extraorçamentária porque foi arrecadada em um exercício e será utilizada num exercício posterior.” Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, a questão está correta. Obs.: Na questão 280, como tantas outras, o texto da questão é quase igual ao conteúdo do livro, o que sugere que foi elaborada a partir do livro Orçamento Público/Afo/Lrf. 281.CESPE-AnalistaContábil-MP-PA/2020. No que diz respeito às classificações das receitas públicas, julgue o item: As receitas tributárias são consideradas receitas originárias. 282.FGV-Administrador-TJ-RO/2015. As receitas públicas arrecadadas por meio da exploração de atividades econômicas pela administração pública, decorrentes de rendas do patrimônio mobiliário e imobiliário do Estado (receita de aluguel), de preços públicos, de prestação de serviços comerciais e de venda de produtos industriais ou agropecuários são denominadas: originárias. 283.CESPE-AnalistaAdministrativo-ANTT/2013. A classificação das receitas e despesas públicas em originárias e derivadas, que não é normatizada pela legislação, restringe-se ao estudo acadêmico do orçamento, não sendo utilizada como classificador oficial da receita pública. Comentários Segundo Paludo (2020) “Receita Originária – é a receita efetiva oriunda das rendas produzidas pelos ativos do Poder Público, pela cessão remunerada de bens e valores (aluguéis e ganhos em aplicações financeiras), ou aplicação em atividades econômicas (produção, comércio ou serviços). Podem ser subclassificadas em: I–Patrimoniais: receitas que provêm das rendas geradas pelo patrimônio do próprio Estado (mobiliário e imobiliário). Ex.: receitas de aluguéis, receitas decorrentes das vendas de bens e as operações de crédito. Incluem-se também as decorrentes de pagamento de royalties pela exploração do seu patrimônio por concessionários e permissionários de serviços públicos. II– Empresariais: são aquelas provenientes das atividades realizadas pelo Estado como empresário, seja no âmbito comercial, industrial ou de prestação de serviços. Receita Derivada – é a receita efetiva obtida pelo Estado em função de sua soberania, por meio de tributos, penalidades, indenizações e restituições. As receitas derivadas são formadas por receitas correntes, segundo a classificação da receita por categoria econômica. Ex.: receita tributária, receita de contribuições etc. PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 82 Embora utilizada no meio acadêmico, a diferenciação origináriaXderivada não é utilizada como classificação oficial da receita pelo poder público”. Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, a questão 281 está errada e as questões 282e283 estão corretas. 284.CESPE-AnalistaAdministrador-MP-CE/2020. A respeito da receita e da despesa públicas, julgue o item: A classificação da receita pública por fonte de recursos indica se ela pertence ao exercício corrente ou a exercícios anteriores. Comentários Segundo Paludo (2020) “Classificação por grupo-fonte. Esta classificação divide os recursos em: originários do Tesouro ou de Outras Fontes; e fornece a indicação sobre o exercício em que foram arrecadados, se corrente ou anterior.” Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, a questão está correta. 285.FCC-AnalistaCE-TC-AM/2013. Sobre os procedimentos contábeis orçamentários, analise os itens a seguir: I. O código de fonte/destinação de recursos, para a receita orçamentária, tem a finalidade de indicar a destinação de recursos para a realização de determinadas despesas orçamentárias. Para a despesa orçamentária, indica a origem dos recursos que estão sendo utilizados. II. Destinação Ordinária é o processo de vinculação entre a origem e a aplicação de recursos, em atendimento às finalidades específicas estabelecidas pelos mandamentos legais. III. O controle das disponibilidades financeiras por destinação/fonte de recursos deve ser feito somente durante a execução orçamentária. Comentários I-Verdadeira. Segundo Paludo (2017) “O código da destinação exerce dois papéis: para a receita indica a destinação dos recursos arrecadados; para a despesa indica a origem dos recursos que garantirão as despesas”. II-Falsa. Na destinação ordinária não há vinculação entre origem e aplicação. “Destinação ordinária - é o processo de alocação livre entre a origem e a aplicação de recursos, para atender a quaisquer finalidades” (Paludo, 2017). III-Falsa. Segundo Paludo (2017) “Todos os entes da Federação devem controlar a destinação de recursos, haja vista a existência de vinculações para todos eles. Esse controle das disponibilidades financeiras por destinação/fonte de recursos deve ser feito desde a elaboração do orçamento até a sua execução”. 286.FUNDEP-TécnicoContabil-BC-MG/2020. A receita orçamentária passa por determinados estágios, que são os passos que evidenciam o comportamento da receita e facilitam o conhecimento e a gestão dos ingressos de recursos. Esses estágios são: Previsão, Lançamento, Arrecadação e Recolhimento. 287.CEBRASPE-Auditor-SEFAZ-AL/2020. Com relação às etapas e estágios das receitas públicas e das despesas públicas, e suas categorias, julgue o item: Em alguns casos, a cronologia das etapas da receitaorçamentária — previsão, lançamento, arrecadação e recolhimento — não precisa necessariamente ser observada, uma vez que nem todas as etapas ocorrem para todos os tipos de receitas orçamentárias. Comentários PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 83 Segundo Paludo (2020) “Em termos de gestão, a receita orçamentária é classificada em duas etapas: planejamento e execução. As “etapas” da receita pública são novidades trazidas pelos Manuais de Receita Nacional, de Contabilidade, e de Orçamento, da STN/SOF, e não se confundem com os “estágios” da receita: previsão, lançamento, arrecadação e recolhimento. Nem todas as receitas percorrem o estágio do lançamento. De acordo com o art. 52 da Lei nº 4.320/1964, são objeto de lançamento: os impostos diretos e quaisquer outras rendas com vencimento determinado em lei, regulamento ou contrato.” Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, a questão está correta. 288.ESAF-Contador-FNI/2016. No que se refere às etapas da receita orçamentária, analise a afirmativa: A receita orçamentária possui três etapas: planejamento, previsão e execução. A etapa da execução ainda pode ser dividida em dois estágios: lançamento e arrecadação. 289.FGV-AdministradorFUNARTE/2014. A respeito da receita pública, analise: os três estágios da realização da receita orçamentária são lançamento, arrecadação e recolhimento. Comentários Segundo Paludo (2017) “Em termos de gestão, a receita orçamentária é classificada em duas etapas: planejamento e execução. As “etapas” da receita pública são novidades trazidas pelos Manuais de Receita Nacional, de Contabilidade, e de Orçamento, da STN/SOF, e não se confundem com os “estágios” da receita. A receita pública, desde a sua inclusão na proposta orçamentária até o seu recolhimento ao caixa único do Tesouro Nacional, percorre estágios ou fases. A etapa de execução compreende os “estágios” da Receita Orçamentária Pública na forma prevista na Lei nº 4.320/1964: lançamento, arrecadação e recolhimento”. Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, a questão 288 está errada tanto em relação as etapas quanto em relação aos estágios da etapa execução; e a questão 289 está correta: para a lei 4.320/1964 os “estágios” da receita orçamentária são apenas três: lançamento, arrecadação e recolhimento. 290.CESPE-ACE-TC-PE/2017. Com relação as receitas públicas, julgue o item: A previsão de arrecadação na lei orçamentária anual é obrigatória e constitui condição para que uma receita seja classificada como orçamentária. Comentários Segundo Paludo (2017) “Em termos de importância e aspectos legais, a receita pública demanda menos interesse que a despesa pública ... As despesas devem ser necessariamente autorizadas, enquanto que para as receitas basta apenas a estimativa; as despesas não podem ultrapassar o valor autorizado, salvo mediante crédito adicional, mas as receitas podem ultrapassar a previsão sem restrição nenhuma”. Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, a questão está errada: mesmo se não previstas as receitas podem ser arrecadadas. 291.ACCESS-ACI-RJ/2020. Em conformidade com o que prevê a Lei nº 4.320/64, as previsões de receitas constarão na lei orçamentária anual e em seus anexos, incluindo a receita arrecadada nos dois últimos exercícios anteriores, em que se elaboraram a proposta orçamentária e a receita prevista para o exercício atual. 292.VUNESP-AuditorCI-PMSP/2015. No que diz respeito à previsão da receita pública, prevista na LRF: as previsões de receita considerarão os efeitos das alterações na legislação. PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 84 293.CESPE-AuditorFUB/2015. Quanto a execução financeira e orçamentária e estágios da despesa e receita pública. As alterações em índices oficiais de preços interferem no cálculo da previsão de receita orçamentária. 294.CESPE-AnalistaControle-Adm-TCE-PR/2016. No que se refere a receitas públicas, suas classificações e características, analise a afirmativa: Na elaboração de sua proposta orçamentária, as unidades devem considerar o histórico de arrecadação de períodos anteriores, associado a aspectos legais que possam afetar a previsão, os índices de preços e o crescimento econômico. Comentários Segundo Paludo (2020) “A previsão da receita antecede a fixação da despesa; previsão é a estimativa de arrecadação da receita, constante da Lei Orçamentária Anual – LOA, que resulta da metodologia de projeção de receitas orçamentárias. A metodologia utilizada pelo Governo Federal está baseada na série histórica de arrecadação dos últimos anos ou meses anteriores, ajustada por parâmetros de variação de preços, de quantidade dos bens produzidos ou de alguma mudança de aplicação de alíquota em sua base de cálculo. Resumindo: considera-se a série histórica; as mudanças ocorridas na legislação (alteração de alíquotas); a previsão de crescimento da economia (quantidade a ser produzida); e a taxa de inflação (que afetará os preços)”. Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, as questões estão corretas: a previsão inclui as receitas dos dois últimos exercícios mais a do exercício atual (291); a previsão da receita considera a alteração da legislação (292); assim como as alterações nos índices de preços (293); e consideram o histórico de anos anteriores, aspectos legais, índices de preços, e crescimento econômico (294). 295.FGV-TÉCNICOADMINISTRATIVO-TJCE/2020. No processo de registro dos estágios da receita orçamentária, os procedimentos que envolvem a verificação da procedência do crédito fiscal e a pessoa que lhe é devedora, e a inscrição do débito desta, corresponde ao lançamento. 296.MSC-Tesoureiro-RJ/2021. Conforme a Lei nº 4320/64, no Capítulo II, da Receita, analise a afirmativa: O lançamento da receita é ato da repartição competente, que verifica a procedência do crédito fiscal e a pessoa que lhe é devedora e inscreve o débito desta. 297.FCC-Auditor-TCE-AM/2015. Sob a óptica do Direito Financeiro, e de acordo com o que estabelece a Lei Federal nº 4.320/1964, o lançamento da receita é o ato da repartição competente e tem por finalidade, verificar a procedência do crédito fiscal, verificar a pessoa que é devedora desse crédito e inscrever o débito desse devedor. Comentários Segundo Paludo (2017) “Para a Lei nº 4.320/1964, art. 53, o lançamento da receita é o ato da repartição competente, que verifica a procedência do crédito fiscal e a pessoa que lhe é devedora, e inscreve o débito desta.” Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, as questões estão corretas. 298.CESPE-AnalistaAdministrativo-SGES/2013. Em relação a receita pública. A arrecadação, um dos estágios da receita pública, caracteriza-se pela transferência ou pelo depósito das obrigações dos contribuintes em favor do Tesouro Nacional. 299.FUNDEP-TécnicoContabil-BC-MG/2020. A receita orçamentária passa por determinados estágios, que são os passos que evidenciam o comportamento da receita e facilitam o conhecimento e a gestão dos ingressos de recursos. A esse respeito, analise: Arrecadação corresponde ao pagamento pelos contribuintes ou devedores, por meio dos agentes arrecadadores ou instituições financeiras autorizadas pelo ente. PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 85 300.FUNDEP-TécnicoContabil-BC-MG/2020. A receita orçamentária passa por determinados estágios, que são os passos que evidenciam o comportamento da receita e facilitam o conhecimento e a gestão dos ingressos de recursos. Recolhimento é a transferência dos valores arrecadados à conta específica do Tesouro, responsável pela administração e controle da arrecadação e programação financeira. 301.CESPE-AnalistaAdministrador-MP-CE/2020. A respeito de receitas públicas e considerando uma compra realizadaem 31/12/2019 e paga 30 dias após a entrega, julgue o item: O estágio do recolhimento da despesa foi concretizado em 2019. Comentários Segundo Paludo (2017) “A Arrecadação corresponde ao momento que o contribuinte comparece ao banco e efetua o pagamento da obrigação. Para a STN, é a entrega, realizada pelos contribuintes ou devedores, aos agentes arrecadadores ou bancos autorizados pelo ente, dos recursos devidos ao Tesouro. De acordo com o Manual de Procedimentos da Receita Pública, recolhimento é a transferência dos valores arrecadados à conta específica do Tesouro, responsável pela administração e controle da arrecadação e programação financeira, observando o Princípio da Unidade de Caixa, representado pelo controle centralizado dos recursos arrecadados em cada ente”. Portanto, em harmonia com o texto acima temos as seguintes respostas: a questão 298 está errada: arrecadação é o pagamento em instituições autorizadas e não a transferência para o tesouro; a 299 está correta: arrecadação corresponde ao pagamento pelos contribuintes ou devedores; a 300 está correta: recolhimento é a transferência dos valores à conta única, é o último estágio e obedece ao princípio da unidade de caixa; e a 301 está errada em todos os sentidos: trata-se de uma “compra”, que é uma despesa e não uma receita. 302.VUNESP-AuditorCI-PMSP/2015. No que tange à cronologia, as etapas da receita orçamentária seguem a ordem de ocorrência dos fenômenos econômicos, levando em consideração o modelo de orçamento existente no país e a tecnologia utilizada. Dessa forma, a ordem sistemática dessa cronologia é previsão, lançamento, arrecadação e recolhimento. Comentários Segundo Paludo (2017) “De acordo com os manuais, as etapas da receita orçamentária seguem a ordem de ocorrência dos fenômenos econômicos, levando-se em consideração o modelo de orçamento existente no País e a tecnologia utilizada. Dessa forma, a ordem sistemática inicia-se com a previsão e termina com o recolhimento. Etapa do planejamento ... estágio da previsão ...; Etapa da execução ... estágios lançamento, arrecadação e recolhimento ...”. Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, a questão está correta. Obs.: Na questão 302, como tantas outras, o texto da questão é similar ao conteúdo do livro, o que sugere que foi elaborada a partir do livro Orçamento Público/Afo/Lrf. 6.1 Dívida Ativa e Fundos 303.CESPE-AnalistaAdministrador-MP-CE/2020. Determinado estado da Federação tem, a receber, o valor de um aluguel devido ao tesouro estadual, vencido e não pago no prazo legal. A partir dessa situação hipotética, julgue o item: O valor dessa dívida deverá ser inscrito na dívida ativa. PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 86 304.FUNDATEC-CONTADOR-IEP-RS/2020. Analise a seguinte afirmativa sobre dívida ativa: A Dívida Ativa Tributária é o crédito da Fazenda Pública dessa natureza, proveniente de obrigação legal relativa a tributos e respectivos adicionais e multas. A Dívida Ativa Não Tributária são os demais créditos da Fazenda Pública. 305. VUNESP-AnalistaGestão-SUZANO/2016. O conjunto de créditos tributários e não tributários em favor da Fazenda Pública, não recebidos no prazo para pagamento definido em lei ou em decisão proferida em processo regular, inscrito pelo órgão ou entidade competente, após apuração de certeza e liquidez, refere-se à dívida ativa. 306.VUNESP-Contador-TJ-SP/2015. Acerca da dívida ativa. São os créditos da Fazenda Pública de natureza tributária ou não tributária, exigíveis em virtude do transcurso do prazo para pagamento. Esses créditos são cobrados por meio da emissão de determinada certidão da Fazenda Pública da União, inscrita na forma da lei, com validade de título executivo. Isso confere a essa certidão caráter líquido e certo, embora se admita prova em contrário. 307.CESPE-AnalistaAdministrativo-SGES/2013. Em relação à dívida ativa. A dívida ativa corresponde aos créditos da fazenda pública, tributários ou não, que, não pagos nos vencimentos, são inscritos em registro próprio, após apuradas sua liquidez e certeza. 308.CESPE-Administrador-TCE-PA/2016. Julgue o item acerca de receita pública e dívida ativa. Os créditos a receber da dívida ativa, que são classificados no ativo, representam uma fonte potencial de fluxo de caixa. Comentários Segundo Paludo (2020) “A dívida ativa abrange todos os créditos da Fazenda Pública, cuja certeza e liquidez foram apuradas, por não terem sido pagos nas datas em que venceram. São créditos a receber classificados no ativo e representam uma fonte potencial de fluxo de caixa. A dívida ativa divide-se em tributária (oriunda de impostos, taxas e contribuições) e não tributária (oriunda dos demais direitos a receber). Ambas incluem juros, multas e atualizações, que formarão o valor principal. Para que uma dívida se torne “dívida ativa” é essencial que o crédito seja líquido e certo e esteja vencido. O ato de inscrição em dívida ativa é ato jurídico, cuja finalidade é legitimar a origem do crédito em favor da Fazenda Pública, e revestir o procedimento dos requisitos jurídicos para as ações de cobrança. Após a inscrição, a CDA – Certidão de dívida ativa constitui- se em título executivo extrajudicial que fundamentará a ação de cobrança a ser proposta, caso não haja o pagamento pela via administrativa”. Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, todas as questões estão corretas: 303, valor a receber, vencido e não pago no prazo legal, deve ser inscrito na dívida ativa; 304, traz conceitos corretos de dívida ativa tributária e dívida ativa não tributária; 305, créditos não recebidos no prazo, que gozam de certeza e liquidez, são inscritos em dívida ativa; 306, certidão de dívida ativa tem validade de título executivo para a ação de cobrança; 307, créditos podem ser tributários ou não; e 308, créditos de dívida ativa são fonte potencial de fluxo de caixa. Obs.: A questão 308, como centenas de outras questões – não citam meu nome – mas utiliza recorte de texto de meu livro Orçamento Público/Afo/Lrf. 309.CESPE-GerenteProjetoMME/2013. No que se refere à abrangência e aos procedimentos de escrituração da dívida ativa da União. O pagamento da dívida ativa é escriturado como receita orçamentária do exercício financeiro. Comentários PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 87 Segundo Paludo (2017) “Os recebimentos de valores referentes à dívida ativa deverão ser classificados como receita orçamentária do exercício em que forem arrecadados, em contrapartida de uma conta de Variação Passiva que compensará a Variação Ativa registrada no momento da inscrição”. Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, a questão está correta: o pagamento/recebimento de dívida ativa é escriturado como receita orçamentária do exercício. 310.CESPE-ACE-TC-RJ/2020. Em relação às receitas públicas, julgue o item: A receita da dívida ativa abrange créditos tributários e não tributários, sem o acréscimo de atualização monetária, multa e juros de mora, os quais serão contabilizados em rubricas próprias. 311.MSC-AgenteContábil-RJ/2021. Acerca da dívida ativa. O termo de inscrição da dívida ativa, autenticado pela autoridade competente, indicará, obrigatoriamente: a quantia devida, os juros de mora acrescidos, e a origem e natureza do crédito. Comentários Segundo Paludo (2020) “A dívida ativa divide-se em tributária (oriunda de impostos, taxas e contribuições) e não tributária (oriunda dos demais direitos a receber). Ambas incluem juros, multas e atualizações, que serão contabilizados em rubricas próprias. As receitas de dívida ativa incluem, além do valor principal, a atualização monetária, a multa e os juros de mora.” Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, as duas questões estão corretas: a dívida ativa inclui a atualizaçãoe juros de mora. Obs.: A questão 310, como centenas de outras questões – não citam meu nome – mas utiliza recorte de texto de meu livro Orçamento Público/Afo/Lrf. 311-A.CEBRASPE-Auditor-SEFAZ-RS/2018. A respeito dos fundos especiais de natureza contábil, analise a afitmativa: As receitas do fundo devem restringir-se ao produto da arrecadação de impostos. Comentários Segundo Paludo (2020) “Os fundos especiais são constituídos por um grupo de receitas especificadas por lei, que se vinculam à realização de determinados objetivos ou serviços. Trata-se de uma forma de gerir separadamente os recursos destinados a uma finalidade específica, em conformidade com os objetivos de política econômica, social ou administrativa do Governo. Ex.: Fundo do Regime Geral de Previdência Social. Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, a questão está errada: os fundos compõem-se de um “grupo de receitas”, como no exemplo citado. 312.FUNDATEC-Auditor-CAGE-RS/2014. Acerca dos fundos especiais, analise a afirmativa: Constituem fundos de natureza contábil o recolhimento, a movimentação e controle de receitas e sua distribuição para a realização de objetivos ou serviços específicos, atendidas as normas de captação e utilização dos recursos que forem estabelecidas na lei de instituição do fundo. 313.CESPE-AgenteAdministração-ABIN/2010. A respeito dos fundos. As condições para a instituição e o funcionamento dos fundos de natureza contábil só podem ser estabelecidas por meio de lei complementar. Comentários PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 88 Segundo Paludo (2017) “Os fundos, a partir de 1934, sempre estiveram presentes nos dispositivos constitucionais relacionados ao Orçamento Público, e somente podem ser instituídos mediante lei, conforme estabelece o artigo 167, IX, da CF/1988. Esses fundos são classificados em duas espécies: Os de natureza contábil são constituídos por disponibilidades financeiras evidenciadas em registros contábeis, destinados a atender a saques a serem efetuados diretamente contra o caixa do Tesouro Nacional. Os de natureza financeira são constituídos mediante movimentação de recursos de caixa do Tesouro Nacional para depósitos em estabelecimentos oficiais de crédito, segundo cronograma aprovado, destinados a atender aos saques previstos em programação específica. Há muita semelhança entre esses fundos. Para ter certeza se um fundo é de natureza contábil ou financeira, é necessário ler a lei que o instituiu.” Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, a questão 312 está correta e reflete um fundo de natureza contábil; e a questão 313 está errada porque basta uma lei ordinária para instituir um fundo, não há necessidade de lei complementar. 314.UFPA-ProcuradorAutárquico/2012. Sobre os fundos especiais. Salvo determinação em contrário da lei que o instituiu, o saldo positivo do fundo especial apurado em balanço não será transferido para o exercício seguinte, a crédito do mesmo fundo. Comentários Segundo Paludo (2017) “Se houver saldo positivo apurado ao final de cada exercício financeiro, será transferido para o exercício seguinte, a crédito do mesmo fundo, salvo determinação em contrário da lei que o instituiu. A lei que instituir o fundo tem ampla liberdade para alterar os procedimentos padrão dos fundos quanto às normas de execução, ao controle, à prestação de contas e à aplicação do saldo dos recursos em outra finalidade”. Portanto, de forma clara, a questão está errada porque o saldo positivo do fundo especial deve ser transferido para o exercício seguinte, a crédito do mesmo fundo. Obs.: A questão 314, como centenas de outras questões – não citam meu nome – mas utiliza recortes de texto de meu livro Orçamento Público/Afo/Lrf. Capítulo 7. DESPESA PÚBLICA 315.CESPE-Administrador-ENAP/2015. No que diz respeito a despesas públicas. Sob o enfoque patrimonial, a despesa pública é definida como um decréscimo nos benefícios econômicos durante o período contábil, sob a forma de saída de recursos ou redução de ativos ou incremento em passivos que resulte em decréscimo do patrimônio líquido. 316.FCC-ProcuradorTCM-RJ/2015. Sobre despesas públicas. Despesas públicas são dispêndios do Estado ou de outra pessoa jurídica de direito público, para o funcionamento dos serviços públicos. 317.CONSULPLAN-AdministradorALAGOAS/2014. Acerca da despesa pública. A Despesa Pública corresponde a todo gasto, previsto na lei orçamentária ou em lei especial, efetuado pelos entes governamentais para manutenção dos serviços de custeio da máquina administrativa, aplicação em investimento ou pagamento de dívidas. Comentários Segundo Paludo(2020) “De acordo com a NBCTG Estrutura Conceitual (2019), despesas são reduções nos ativos, ou aumentos nos passivos, que resultam em reduções no PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 89 patrimônio líquido, exceto aqueles referentes a distribuições aos detentores de direitos sobre o patrimônio. Registre-se que esse conceito contábil não corresponde à despesa orçamentária pública, mas à despesa sob o enfoque das normas aplicadas às empresas privadas. Os Manuais de Despesa da STN/SOF apresentam dois conceitos para as despesas: Despesa pública é o conjunto de dispêndios realizados pelos entes públicos para o funcionamento e manutenção dos serviços públicos prestados à sociedade (despesas orçamentárias e extraorçamentárias). Despesa orçamentária é o fluxo que deriva da utilização de crédito consignado no orçamento da entidade, podendo ou não diminuir a situação líquida patrimonial. Entendemos que despesa pública consiste na aplicação de recursos públicos objetivando realizar as finalidades do Estado. São gastos públicos (autorizados por lei) realizados para assegurar o custeio da máquina pública, a prestação dos serviços públicos, os investimentos, e atender às necessidades da coletividade previstas no orçamento”. Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, todas as questões estão corretas: a 315 traz o conceito de despesa na ótica da contabilidade geral-privada; as 316e317 são conceitos de despesa pública, que têm resposta direta no texto acima. 318.FUNDATEC-AgenteAdministrativo-GRAMADO/2019. A respeito da despesa pública. A despesa pública consiste na realização de gastos que possibilitam a manutenção, o funcionamento e a expansão dos serviços públicos. 319.CONSULPLAN-AnalistaAdministrativo-TRE-MG/2013. Acerca da despesa pública. A despesa pública é o conjunto de dispêndios realizados pelos entes públicos para o funcionamento e manutenção dos serviços públicos prestados à sociedade. 320.FCC-ProcuradorTCM-RJ/2015. Sobre despesas públicas. Despesas públicas são dispêndios do Estado ou de outra pessoa jurídica de direito público, para o funcionamento dos serviços públicos. Comentários Segundo Paludo (2020) “O termo – Dispêndio/Gasto/Despesa Pública – compreende toda e qualquer despesa realizada: orçamentária, extraorçamentária ou intraorçamentária. No entanto a despesa pública “stricto sensu” refere-se apenas as despesas orçamentárias: são estas que realizam as finalidades do Estado, que atendem às necessidades da coletividade. Despesa pública consiste na aplicação de recursos públicos objetivando realizar as finalidades do Estado. São gastos públicos (autorizados por lei) realizados para assegurar o custeio da máquina pública, a prestação dos serviços públicos, os investimentos, e atender às necessidades da coletividade previstas no orçamento”. Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, as três questões estão corretas: Dispêndio compreende toda e qualquer despesa: orçamentária, extraorçamentária ou intraorçamentária. Custeio compreende a manutenção e funcionamento. 321.CESPE-AUDITOR-SEFAZ-AL/2020. A respeito da dinâmica do orçamento público, julgue o item: No orçamento públicofederal, as despesas são programadas, autorizadas e controladas. Comentários Caríssimos, questão muito fácil, num concurso desse, nem pensar em errar! Despesas são objeto de programação. Programação é para o curto prazo, para um ano: programação anual (LOA). A programação é discutida e autorizada pelo Congresso Nacional; e, durante e depois da execução orçamentário-financeira, são controladas. PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 90 Portanto, a questão está correta: despesas são programadas, autorizadas e controladas. 322.CESPE-AnalistaGestãoFinanceiraINPI/2013. Sobre despesa pública. A despesa orçamentária pode ser definida como aquela que depende de autorização legislativa, na forma de consignação de dotação orçamentária, para ser efetivada. 323.VUNESP-AnalistaFinanc-OrçamARARAS/2015. O grupo econômico de capital, que representa despesas fixadas e especificadas na lei de créditos adicionais e previamente autorizadas pelo povo, formado por investimentos, inversões financeiras, amortização da dívida interna e amortização da dívida externa e outras, é classificado como despesas A) orçamentárias. B) extraorçamentárias. C) tributárias. D) derivadas. E) por mutações econômicas. Comentários Segundo Paludo (2017) “Despesas orçamentárias – são as despesas que se encontram previstas no orçamento anual e as provenientes dos créditos adicionais abertos durante o exercício financeiro. Despesa orçamentária é aquela que depende de autorização legislativa para sua efetivação – na LOA ou em Lei de Créditos Adicionais. É a efetiva aplicação de recursos públicos com a finalidade de alcançar os fins dos programas governamentais. Ex.: despesas correntes e despesas de capital”. Portanto, a questão 322 está correta e tem resposta direta no texto acima; e na questão 323 a alternativa A é a verdadeira: trata-se de despesa orçamentária. 324.CESPE-Auditor-TC-RN/2015. Acerca da despesa pública e execução orçamentária. São despesas extraorçamentárias os desembolsos realizados tanto para pagamento das operações de crédito por antecipação de receita quanto para satisfação das dívidas inscritas em restos a pagar. 325.FGV-Administrador-AL-MT/2014. Sobre despesas públicas. São exemplos de despesas classificadas como extraorçamentárias: os pagamentos de consignações de folha de pessoal e os restos a pagar. Comentários Segundo Paludo (2017) “Despesas extraorçamentárias – são as despesas que não constaram no orçamento: são todos os dispêndios financeiros que não foram, nem precisam ser, autorizados pela LOA ou por Créditos Adicionais. São contrapartidas (devoluções) dos ingressos extraorçamentárias (cauções, ARO etc.). Também podem se referir a Restos a Pagar, cuja autorização para a realização da despesa ocorreu em exercício anterior. O Manual de Despesa Nacional, classifica esses dispêndios como saídas compensatórias e como Restos a Pagar: Saídas compensatórias no Ativo e no Passivo financeiro – representam desembolsos de recursos de terceiros em poder do ente público, tais como: a) devolução dos valores de terceiros (cauções/depósitos), b) recolhimento de consignações/retenções, c) pagamento das operações de crédito por antecipação de receita (ARO), d) pagamentos de salário-família, salário-maternidade e auxílio-natalidade; e) Pagamento de Restos a Pagar”. PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 91 Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, as duas questões estão corretas: a 324 traz como exemplo o pagamento de operações de crédito por antecipação de receita e restos a pagar; e a 325 o pagamento de consignações e restos a pagar – todas são extraorçamentárias. 326.CESPE-EspecialistaFinançasTELEBRÁS/2013. Sobre despesas públicas. No encerramento do exercício, as despesas podem apresentar-se como: empenhadas, liquidadas e pagas; empenhadas, liquidadas e não pagas; e empenhadas, não liquidadas e não pagas. Comentários Segundo Paludo (2017) “São situações possíveis para as despesas públicas: Empenhadas, liquidadas e pagas – esse é o procedimento padrão para as despesas do exercício; Empenhadas, liquidadas e não pagas – é uma das possibilidades de inscrição de despesas em restos a pagar, classificada como restos a pagar processados; Empenhadas, não liquidadas e não pagas – é a segunda possibilidade de inscrição de despesas em restos a pagar, classificada como restos a pagar não processados; Existe ainda outra situação, que compreende as – despesas não empenhadas: nesse caso, em exercício seguinte, serão enquadradas como despesas de exercícios anteriores”. Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, a questão está correta. Obs.: A questão 326, como centenas de outras questões – não citam meu nome – mas utiliza recortes de texto de meu livro Orçamento Público/Afo/Lrf. 327.CESPE-AnalistaAdministrativo-SGES/2013. No que se refere às classificações orçamentárias: são essenciais à programação, à execução, ao acompanhamento, ao controle e à avaliação da atividade financeira do Estado. Comentários Segundo Paludo (2017) “As classificações orçamentárias permitem a visualização da despesa sob diferentes enfoques, conforme o ângulo que se pretende analisar. Elas são imprescindíveis para a realização da programação, da execução, do controle e da avaliação das despesas e realizações, bem como para dar transparência à gestão dos recursos públicos”. Portanto, de forma clara, a questão está correta, e tem resposta direta no texto acima. Obs.: Na questão 327, como tantas outras, o texto da questão é similar ao conteúdo do livro, o que sugere que foi elaborada a partir do livro Orçamento Público/Afo/Lrf. 328.CESPE-ACE-Planejamento-TCE-PA/2016. A respeito do processo de orçamentação. A programação qualitativa do orçamento público é a organização do gasto público por meio da identificação dos programas com a classificação funcional e econômica da despesa. Comentários Segundo Paludo (2017) “Qualitativa. Segundo os MTO’s/SOF, o programa de trabalho define qualitativamente a programação orçamentária, e deve responder, de maneira clara e objetiva, às perguntas clássicas que caracterizam o ato de orçar. Do ponto de vista operacional, a classificação qualitativa é composta pelos seguintes blocos de informação: Classificação Por Esfera, Classificação Institucional, Classificação Funcional e Estrutura Programática”. Portanto, a questão está errada: a classificação econômica é “financeira” e não qualitativa como a afirmativa indica. 329.CESPE-Administrador-ENAP/2015. Com relação ao orçamento público no Brasil. O PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 92 campo destinado à esfera orçamentária é composto de dois dígitos e deve ser associado à ação orçamentária. 330.CESPE-Administrador-TCE-SC/2016. Acerca de finanças e orçamento público. O objetivo da classificação da receita pública por esfera orçamentária é identificar se o item a ser classificado pertence ao orçamento fiscal, ao orçamento da seguridade social ou ao orçamento de investimento das empresas estatais. Comentários Segundo Paludo (2017) “A classificação por esfera orçamentária tem por finalidade identificar se a dotação pertence ao orçamento é Fiscal, da Seguridade Social ou de Investimento das Empresas Estatais, conforme disposto no § 5º do art. 165 da Constituição. Na base do SIOP, o campo destinado à esfera orçamentária é composto de dois dígitos, associados à ação orçamentária, e utiliza os seguintes códigos:” 10 Orçamento Fiscal 20 Orçamento da Seguridade Social 30 Orçamento de Investimento (das Estatais) CÓDIGO ESFERA ORÇAMENTÁRIA Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, as duas questões estão corretas. 331.CESPE-AnalistaControle-Adm-TCE-PR/2016. A respeito de despesa pública, analise a afirmativa: a classificaçãoinstitucional da despesa é fundamental ao exercício do controle social porque possibilita ao usuário da informação identificar todos os programas de governo. 332.FGV-ContadorPGE-RO/2015. Sobre despesa pública. A ‘Responsabilização pela execução de uma despesa’ está associada à seguinte classificação da despesa orçamentária: institucional. 333.CEBRASPE-Auditor-DF/2020. Em relação as classificações orçamentárias, julgue o item: A classificação institucional da despesa orçamentária deve atribuir a cada órgão público com competência para realizar despesas uma unidade orçamentária única e exclusiva. Comentários Segundo Paludo (2017) “A classificação institucional é a mais antiga classificação da despesa utilizada e tem como finalidade evidenciar as Unidades Administrativas responsáveis pela execução da despesa, ou seja, quais os órgãos que são incumbidos de executar a programação orçamentária. Sua principal vantagem está em permitir a identificação da instituição responsável pela execução e prestação de contas de determinado programa ou ação governamental. A classificação institucional é aquela que representa a estrutura orgânica e administrativa governamental, correspondendo a dois níveis hierárquicos: órgão e Unidade Orçamentária. O órgão é a unidade institucional que, a título de subordinação ou supervisão, agrega determinadas Unidades Orçamentárias e Unidades Administrativas.” Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, a questão 331 está errada: a classificação institucional permite apenas identificar quem á o órgão/entidade responsável pela execução do orçamento e pela prestação de contas – os programas pertencem a classificação por estrutura programática; a questão 332 está correta: a responsabilização PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 93 pela execução de uma despesa está associada a classificação institucional; e a questão 333 está errada: um órgão congrega mais de uma unidade orçamentária. 334.FUNDEP-TécnicoContabil-BC-MG/2020. Com relação à classificação das despesas orçamentárias, analise a afirmativa: A classificação funcional da despesa orçamentária é representada por cinco dígitos. Os três primeiros referem-se à função. 335.ESAF-AnalistaPO-MPOG/2015. A classificação funcional da despesa procura responder basicamente à seguinte indagação: a) de que forma os recursos públicos serão aplicados. b) em que área territorial serão aplicados os recursos. c) qual a amplitude da ação governamental que será realizada. d) em que áreas de despesa a ação governamental será realizada. e) em que instituição ou ministério serão alocados os recursos. 336.CESPE-ACE-Planejamento-TCE-PA/2016. Sobre as classificações orçamentárias. A classificação funcional da despesa orçamentária tem como finalidade principal evidenciar as unidades administrativas responsáveis pela sua execução. 337.FCC-ACE-SÃOLUIS-MA/2015. A classificação funcional busca informar basicamente em que área de despesa a ação governamental será realizada. Considerando que a classificação funcional é representada por cinco dígitos, é correto afirmar que os dois primeiros são relativos às funções, e os três últimos às subfunções. 338.FGV-Conselheiro-TCM-RJ/2015. Uma das classificações da despesa pública prevista em lei é a classificação funcional, que corresponde ao maior nível de agregação das diversas áreas de atuação do setor público. Essa classificação está detalhada na Portaria MOG nº 42/1999, que define as funções e subfunções. Acerca dessa classificação, analise a afirmativa: A subfunção agrega um determinado subconjunto de despesas e identifica a natureza básica das ações que se aglutinam em torno das funções. Comentários Segundo Paludo (2020) “A classificação funcional da despesa tem como principal finalidade permitir a consolidação nacional dos gastos do setor público. Ela fornece as bases para a apresentação de dados estatísticos informando sobre os gastos do Governo nos principais segmentos em que atuam as organizações do Estado. Para os MTO’s/SOF, a classificação funcional, por funções e subfunções, busca responder basicamente à indagação: em que área de ação governamental a despesa será realizada. Cada atividade, projeto e operação especial identificará a função e a subfunção às quais se vinculam. A classificação funcional é composta por cinco dígitos. Os dois primeiros referem-se à função, que pode ser traduzida como o maior nível de agregação das despesas das diversas áreas de atuação do setor público. A subfunção corresponde aos três últimos dígitos e representa um nível de agregação imediatamente inferior à função, cuja finalidade é evidenciar cada área da atuação governamental, através da agregação de determinado subconjunto de despesas e da identificação da natureza básica das ações que se aglutinam em torno das funções”. Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, a questão 334 está errada: a função é identificada pelos dois primeiros dígitos; na 335 a alternativa D é a resposta: a classificação funcional demonstra “em que área” a despesa será realizada; a 336 está errada: a finalidade da classificação funcional é demonstrar a área de realização da despesa, e não a unidade responsável; as 337e338 estão corretas. PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 94 339.FUNDEP-AnalistaAdministrativo-LagoaSanta/2019. Quanto às bases ou critérios classificatórios nos orçamentos públicos, os programas não podem mais ser traduzidos por títulos padronizados. Esses programas passaram a ser estabelecidos em atos próprios da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios e compostos por quatro categorias, que são, além da que leva o próprio nome da classificação (programa), A) sistema, subsistema e dotação. B) projeto, atividade e operações especiais. C) piloto, planejamento e execuções fiscais. D) diretrizes, objetivos e arrecadações fiduciárias. 340.CESPE-AnalistaAdministrativo-STJ/2015. Com relação a sistema e processo de orçamentação, classificações orçamentárias, estrutura programática e créditos ordinários e adicionais. A estrutura de programação é identificada por programas, projetos, atividades ou operações especiais e seus respectivos subtítulos. Comentários Segundo Paludo (2020) “Toda ação de governo deve estar estruturada em forma de programas, que deverão estar orientados para a realização dos objetivos estratégicos estabelecidos para o período de vigência do Plano Plurianual – PPA. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios devem estabelecer em atos próprios as suas estruturas de programas, códigos e identificação, observando os conceitos da Portaria nº 42/1999-MPOG. Ou seja, todos os entes devem ter seus trabalhos organizados por programas, mas cada ente estabelecerá sua estrutura própria de acordo com a referida Portaria e demais normativos recentes. A classificação por estrutura programática compreende: programa, ação e subtítulo/localizador. As ações podem ser: atividade, projeto ou operação especial”. PROGRAMA SUBTÍTULO 1º, 2º, 3º, 4º 1º 2º, 3º, 4º 5º, 6º, 7º, 8º Numérico Numérico Alfanumérico Localizador do Gasto AÇÃO ESTRUTURA PROGRAMÁTICA Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, na questão 339 a alternativa B é a resposta; e a questão 340 está correta. 341.CESPE-ACE-TC-PE/2017. Com relação ao orçamento público brasileiro. Despesas orçamentárias de agregação neutra, como dívidas e ressarcimentos, não integram o plano plurianual. Comentários Segundo Paludo (2017) “Segundo os Manuais de Orçamento, a função “Encargos Especiais” engloba as despesas em relação às quais não se pode associar um bem ou serviço a ser gerado no processo produtivo corrente, tais como: dívidas, ressarcimentos, indenizações e outras afins, representando, portanto, uma agregação neutra ... Neste caso, as ações estarãoassociadas aos programas do tipo “Operações Especiais”, que constarão apenas do orçamento, não integrando o PPA. Os programas denominados “Operações Especiais” não fazem parte do PPA e constam apenas no orçamento anual”. PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 95 Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, a questão está correta: as despesas de agregação neutra estão associadas aos programas Operações Especiais, que não integram o PPA. 342.CESPE-AnalistaAdministrativo-CADE/2014. Com referência ao processo de orçamentação público no Brasil. A estrutura programática da despesa pública definida para a LOA deve ser a mesma para todos os entes da Federação, devido aos objetivos de consolidação das contas públicas. Comentários Segundo Paludo (2017) “Toda ação de Governo está estruturada em programas. O programa é o elemento básico de organização e execução do Plano Plurianual, e, como tal, deve possibilitar a visualização dos dispêndios e das realizações de cada esfera governamental. A principal finalidade da classificação por programa é demonstrar as realizações do Governo, o resultado final de seu trabalho em prol da sociedade. Essa classificação surgiu para permitir o cumprimento das novas funções do orçamento. A estrutura programática não é comum a todos: ela é definida por cada Ente Público (União, Estados, DF, Municípios), que poderão utilizar a da União – ou outra diferente”. Portanto, a questão 342 está errada: a estrutura programática não é a mesma – ela é definida por cada ente da federação. 343.FGV-TécnicoAdministrativo-TJCE/2020. Com relação as classificações orçamentárias. As despesas programadas para manutenção das atividades devem ser ação orçamentária, que por suas características, deve ser classificada como um projeto. 344.CESPE-Procurador-MP-CE/2020. O instrumento de programação orçamentária que é utilizado para alcançar o objetivo de determinado programa e que envolve um conjunto de operações limitadas no tempo, das quais resulta um produto que concorre para a expansão ou para o aperfeiçoamento da ação de governo, é denominado projeto. 345.ESAF-Analista-ANAC/2016. O instrumento de programação utilizado para alcançar o objetivo de um programa, envolvendo um conjunto de operações limitadas no tempo, das quais não resulta um produto que concorre para a expansão ou o aperfeiçoamento da ação de governo, é denominado Operação Especial. 346.CESPE-ACE-Planejamento-TCE-PA/2016. A respeito do processo de orçamentação. As despesas decorrentes de sentença judicial são classificadas como operações especiais, por não gerarem produtos. Comentários Segundo Paludo (2020) “As ações são instrumentos de realização dos programas, são operações das quais resultam produtos (bens ou serviços), que contribuem para atender ao objetivo de um programa. As ações, conforme suas características, podem ser classificadas como atividades, projetos ou operações especiais. Atividade – é um instrumento de programação utilizado para alcançar o objetivo de um programa, envolvendo um conjunto de operações que se realizam de modo contínuo e permanente, das quais resulta um produto ou serviço necessário à manutenção da ação de governo. Exemplo: atividades de fiscalização e monitoramento, campanhas anuais de vacinação etc. As ações do tipo Atividade mantêm o mesmo nível da produção pública. Projeto – é um instrumento de programação utilizado para alcançar o objetivo de um programa, envolvendo um conjunto de operações, limitadas no tempo, das quais resulta um produto que concorre para a expansão ou o aperfeiçoamento da ação de governo. PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 96 Exemplo: construção de uma escola; de um posto de saúde; de uma rodovia etc. As ações do tipo Projeto aumentam a produção pública, criam condições para novas atividades, ou tratam de ações inéditas com prazo determinado. Operação Especial – operações especiais são despesas que não contribuem para a manutenção, expansão ou aperfeiçoamento das ações de Governo, das quais não resulta um produto, e não gerem contraprestação direta sob a forma de bens ou serviços”. Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, as questões 343e344 estão corretas: são ações do tipo projeto; as questões 345e346 estão corretas: são ações do tipo operação especial. 347.CESPE-AdministradorPF/2014. As atividades, os projetos e as operações especiais devem ser detalhados na estrutura programática em subtítulos, não podendo haver alterações de sua finalidade, do produto e das metas estabelecidas, a não ser que sejam feitas por meio de projeto de lei que altere a lei orçamentária anual. 348.CEPERJ-AnalistaCE-SEFAZ-RJ/2013. No que diz respeito ao orçamento público, é correto afirmar que o menor nível de categoria de programação é o subtítulo, sendo utilizado, exclusivamente, para especificar a localização física da ação. Comentários Segundo Paludo (2017) “Os subtítulos (localizadores) encontram-se padronizados pela SOF como: nacional ou exterior; por regiões (NO, NE, CO, SD, SL); por Estados; e por Municípios. Segundo os Manuais de Orçamento, as atividades, os projetos e as operações especiais serão detalhados em subtítulos, utilizados para especificar a localização física da ação, não podendo haver, por conseguinte, alteração: da finalidade da ação, do produto e das metas estabelecidas. O subtítulo representa o menor nível de categoria de programação e será detalhado por esfera orçamentária, grupo de natureza de despesa, modalidade de aplicação, identificador de uso e fonte de recursos, sendo o produto e a unidade de medida os mesmos da ação orçamentária”. Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, as duas questões estão corretas: 347, no subtítulo não pode haver alterações da finalidade, produto e metas estabelecidas; 348, o subtítulo é o menor nível de categoria de programação. 349.FUNDEP-TécnicoContabil-BC-MG/2020. Com relação à classificação das despesas orçamentárias, analise a afirmativa: A classificação da despesa orçamentária, segundo a sua natureza, compõe-se de categoria econômica, grupo de natureza da despesa, modalidade e elemento de despesa. 350.CESPE-Administrador-TCE-PA/2016. No que diz respeito às despesas públicas. De acordo com a classificação financeira por categoria econômica, as despesas públicas podem ser de três tipos: despesas correntes, despesas de capital e despesas da dívida pública. Comentários Segundo Paludo (2020) “A classificação por natureza da despesa é composta por um código de oito dígitos: seis obrigatórios e dois facultativos. O conjunto de informações que formam esse código são: Categoria Econômica; Grupo de Natureza da Despesa; Modalidade de Aplicação; Elemento de Despesa; e facultativamente, o Subelemento de Despesa. A classificação da receita por natureza busca a melhor identificação da origem do recurso segundo seu fato gerador. Só existem duas categorias econômicas: correntes e capital. PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 97 A despesa, assim como a receita, é classificada em duas categorias econômicas: despesas correntes e despesas de capital”. Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, as questões 349 está correta; e a questão 350 está errada: existe somente duas categorias econômicas, conforme destacado acima. 351.FCC-Técnico-TRT14/2016. O Grupo da Natureza de Despesa − GND é um agregador de elementos de despesa com as mesmas características quanto ao objeto de gasto. A despesa com aquisição de veículo é classificada no GND, denominado de A) bens móveis. B) imobilizado. C) investimentos. D) material permanente. E) Inversões Financeiras. 352.ESAF-Contador-FNI/2016. Quanto à classificação das despesas públicas, analise a afirmativa: As despesastomem suas decisões racionalmente. 10.FGV-Conselheiro-TCM-RJ/2015. Em relação ao conceito de externalidade, analise a afirmativa: a regulação ótima de uma externalidade consiste em eliminar completamente seus efeitos prejudiciais. 11.FCC-ACE-TC-CE/2015. As externalidades resultam das ações de indivíduos e firmas que consideram apenas seus benefícios e custos privados, não observando os benefícios e custos sociais. Nesse sentido, os problemas associados à emissão de poluentes na atmosfera podem ser corrigidos por meio do livre jogo das forças de mercado. Comentários PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 11 Segundo Paludo (2017) “As falhas de mercado são fenômenos que impedem que a economia alcance o estágio de welfare economics ou máximo Estado de Bem-Estar Social (ótimo de Pareto), através do livre mercado, sem interferência do Governo. As falhas de mercado normalmente citadas são: existência dos bens públicos, existência de monopólios naturais, externalidades, desenvolvimento, emprego e estabilidade, e assimetria de informação. Externalidades – uma fábrica pode poluir um rio e ao mesmo tempo gerar empregos. Assim, a poluição é uma externalidade negativa porque causa danos ao meio ambiente, e a geração de empregos é uma externalidade positiva por aumentar o bem-estar e diminuir a criminalidade. O Governo deverá agir no sentido de inibir atividades que causem externalidades negativas e incentivar atividades causadoras de externalidades positivas. Assimetria de informação, em que o Governo atua para obrigar empresários e fornecedores a prestarem informações em geral de interesse dos consumidores. A informação assimétrica ocorre quando “um dos agentes do mercado possui informação superior ao outro, seja qualitativa ou quantitativa, que podem interferir nas relações econômicas estabelecidas” (Lenise Secchin (2015)”. Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, temos as seguintes respostas: a questão 9 está correta: as falhas de mercado impedem que ocorra o máximo de bem- estar/ótimo de Pareto sem a intervenção do Governo, sendo a assimetria de informação uma típica falha de mercado; as questões 10 e 11 estão erradas; a 10 porque a regulação ótima não elimina completamente as externalidades negativas - ela ameniza essas externalidades mediante o estabelecimento de limites de poluição, regras para tratamento de resíduos, etc; e a questão 11 porque o “livre mercado”, sem atuação do Governo, não corrige as externalidades como deveria. 12.ESAF-Analista-ANAC/2016. Com base na Teoria das Finanças Públicas, são características que pertencem a um bem público: É um bem não rival; O consumo do bem é coletivo; É um bem indivisível; São bens tangíveis e intangíveis. Comentários Segundo Paludo (2017) “Os bens públicos puros são de consumo indivisível e não excludente (não rival). Seu consumo é coletivo, assim, uma pessoa utilizando um bem público não tira o direito de outra também utilizá-lo. Bens públicos puros são oferecidos diretamente pelo Estado porque são essenciais ao bem-estar da população – ao mesmo tempo em que não são passíveis de comércio pelo mercado (são indivisíveis e não excludentes)”. Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, a questão 12 está correta: todas as características citadas são de bens públicos, que podem ser tangíveis ou intangíveis. 13.CESPE-Administrador-FUB/2015. Acerca do orçamento público. O orçamento público possui três funções distintas que coexistem simultaneamente: alocativa, distributiva e estabilizadora. 14.CESPE-Administrador-TCE-PA/2016. Julgue o item relativo ao orçamento público. Cabe ao governo executar as funções econômicas exercidas pelo Estado, as quais se dividem em alocativa, distributiva e estabilizadora. Comentários Segundo Paludo (2017) “Para atingir os objetivos de estabilidade, crescimento e correção das falhas de mercado, o Governo intervém na economia, utilizando-se do Orçamento Público e das funções orçamentárias. As três funções orçamentárias clássicas apontadas pelos autores são: alocativa, distributiva e estabilizadora”. PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 12 Portanto, de forma clara e direta e em harmonia com o texto acima, as duas questões estão corretas: pois indicam as três funções orçamentárias utilizadas pelos governos. 15.FGV-AnalistaOrçamento-IBGE/2016.Independentemente das competências específicas dos entes estatais, suas atribuições são geradoras de crescentes despesas, que exigem cada vez mais recursos para seu financiamento. Quando um ente estatal propõe no orçamento a estruturação do anel viário para escoamento da produção em uma determinada região, trata-se de uma atividade do âmbito da seguinte função do orçamento: alocativa. 16.ESAF-Analista-ANAC/2016. A ação do governo por meio da política fiscal abrange três funções básicas: a alocativa, a distributiva e a estabilizadora. A ação distributiva da renda é feita por meio de oportunidades educacionais, pagamentos em dinheiro e gastos públicos sociais. 17.ESAF-AnalistaPO-MPOG/2015. Sob o ponto de vista das funções clássicas do Estado: alocativa, distributiva estabilizadora, analise: A função estabilizadora tem como objetivo o uso da política econômica visando a um alto nível de emprego, à estabilidade dos preços e à obtenção de uma taxa apropriada de crescimento econômico. Comentários Segundo Paludo (2017) “Função alocativa – relaciona-se à alocação de recursos por parte do Governo a fim de oferecer bens e serviços públicos puros (ex.: segurança, justiça) que não seriam oferecidos pelo mercado ou seriam em condições ineficientes; bens meritórios ou semipúblicos (ex.: educação e saúde); e criar condições para que bens privados sejam oferecidos no mercado pelos produtores; e ainda, corrigir imperfeições no sistema de mercado (como oligopólios) e corrigir os efeitos negativos de externalidades. Função distributiva – visa tornar a sociedade menos desigual em termos de renda e riqueza, através da tributação e de transferências financeiras, subsídios, incentivos fiscais, alocação de recursos em camadas mais pobres da população etc. (ex.: programa “Fome Zero”, “Bolsa Família", destinação de recursos para o SUS, educação básica, assistência social sem prévia contribuição etc). O governo tributa e arrecada de quem pode pagar e os distribui/redistribui a quem tem pouco ou nada têm, através de programas sociais. Função estabilizadora – é a aplicação das diversas políticas econômico-financeiras a fim de ajustar o nível geral de preços, melhorar o nível de emprego, estabilizar a moeda e promover o crescimento econômico, mediante instrumentos de política monetária, cambial e fiscal, ou outras medidas de intervenção econômica que afetam o nível da demanda agregada (controles por leis, limitação etc)”. Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, as três questões estão corretas: a 15 porque houve alocação de orçamento para a estruturação do anel viário; a 16 porque cita exemplos típicos de políticas distributivas: oportunidades educacionais, pagamentos em dinheiro e gastos sociais; e a 17 porque alto nível de emprego, estabilidade dos preços e crescimento econômico são objetivos da função estabilizadora. 18.FUNDATEC-AgenteAdministrativo-GRAMADO/2019. O Orçamento Público é um documento que dá autorização aos entes públicos para receber e gastar recursos financeiros. É, portanto, um ato administrativo revestido de força legal que estabelece um conjunto de ações a serem realizadas durante um período de tempo determinado, estimando o total de recursos a serem arrecadados pelas entidades públicas e fixando, baseado na previsão de receitas, o montante a ser aplicado na execução dos programas de trabalho. 19.CESPE-AnalistaAdministrativoCNJ/2013. Sobre orçamento público. O orçamento é um plano em que se expressa, em termos decorrentes podem ser subdivididas, segundo sua natureza, em: “Pessoal e Encargos Sociais”, “Juros e Encargos da Dívida”, e “Outras Despesas Correntes”. Comentários Segundo Paludo (2017) “De acordo com os Manuais de Despesas STN/SOF, os grupos de natureza da despesa são agregador de elementos de despesa com as mesmas características quanto ao objeto de gasto. A Despesa Corrente compreende os grupos: 1– pessoal e encargos sociais; 2 – juros e encargos da dívida; 3 – outras despesas correntes. A Despesa de Capital compreende os grupos: 4 – investimentos; 5 – inversão financeira; 6 - amortização da dívida”. Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, na questão 351 a alternativa C é a resposta pois veículo é despesa de capital, classificada no grupo investimentos; e a questão 352 está correta: cita os três grupos das despesas correntes. 353.FUNDATEC-Contador-IEP-RS/2020. Conforme a Lei do Orçamento e respectivas classificações orçamentárias: Classificam-se como inversões financeiras as dotações para manutenção de serviços anteriormente criados, inclusive as destinadas a atender a obras de conservação e adaptação de bens imóveis. 354.FCC-AnalistaContabilidade-TRE-PR/2017. As dotações da Lei Orçamentária Anual de um Tribunal Regional Eleitoral destinadas à ampliação do edifício-sede de tal Tribunal, com aumento dos benefícios econômicos do ativo, e à construção de um prédio onde funcionará o Cartório Eleitoral em um município, classificam-se, respectivamente, com os seguintes códigos de categoria econômica e nomenclatura do grupo de natureza da despesa: A) 3, Investimentos; 3, Inversões Financeiras. B) 3, Inversões Financeiras; 4, Inversões Financeiras. C) 3, Despesas de Custeio; 4, Transferências de Capital. D) 4, Investimentos; 4, Transferências de Capital. E) 4, Investimentos; 4, Investimentos. 355.FGV-EspecialistaPP-SALVADOR/2020. A despesa pública é classificada como despesa corrente e despesa de capital. Assinale a opção que indica despesas correntes. PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 98 A) Inversões financeiras e investimentos. B) Inversões financeiras e despesas de custeio. C) Investimentos e despesas de custeio. D) Inversões financeiras e transferências correntes. E) Despesas de custeio e transferências correntes. Comentários Segundo Paludo (2017) “A Classificação por Natureza da Despesa compreende duas categorias econômicas: Despesas Correntes: classificam-se nessa categoria todas as despesas que não contribuem, diretamente, para a formação ou aquisição de um bem de capital – compreende os grupos: 1– pessoal e encargos sociais; 2 – juros e encargos da dívida; 3 – outras despesas correntes. Despesas de Capital: classificam-se nessa categoria aquelas despesas que contribuem, diretamente, para a formação ou aquisição de um bem de capital – compreende os grupos: 4 – investimentos; 5 – inversão financeira; 6 - amortização da dívida”. Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, as questões 353 está errada: manutenção e serviços é despesas correntes; a questão 354 “E” deveria ter sido anulada porque não há resposta correta: não existe categoria econômica “investimentos” – apenas grupo de natureza de despesa. Nenhuma das alternativas contém Categoria Econômica; logo, estão todas erradas; e na questão 355 a alternativa E é a resposta: indica tipos de despesas correntes. 356.CESPE-AnalistaAdministrativo-ANP/2013. Acerca de Classificações orçamentárias da Despesa pública. A estratégia para a realização da despesa está presente na modalidade de aplicação. Comentários Segundo Paludo (2017) “Diz-se que a classificação por Natureza da Despesa é complementada pela informação gerencial modalidade de aplicação, cuja finalidade é indicar o modo de utilização dos recursos. A modalidade de aplicação especifica a estratégia de utilização dos recursos públicos, e objetiva, principalmente, eliminar a dupla contagem dos recursos transferidos ou descentralizados”. Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, a questão está correta. 357.FGV-AnalistaAdministrativo-MP-RJ/2020. Com base na seguinte informação “37- Locação de Mão de Obra 120,00”, a descrição dos itens de despesa da ação orçamentária representa a classificação da despesa por: A) fonte; B) elemento; C) grupo de natureza; D) categoria econômica; E) modalidade de aplicação 358.FCC-AFCE-TCE-PI/2014. Tendo em vista a classificação econômica da despesa, eis um ponto de divergência entre a Portaria SOF/STN nº 163/2001 e a Lei nº 4.320/1964. A PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 99 Portaria determina que o orçamento possa se deter na modalidade de aplicação da despesa. Comentários Segundo Paludo (2017) “A classificação por natureza da despesa é composta por um código de oito dígitos: seis obrigatórios e dois facultativos. O conjunto de informações que formam esse código são: Categoria Econômica; Grupo de Natureza da Despesa; Modalidade de Aplicação; Elemento de Despesa; e facultativamente, o Subelemento de Despesa. No âmbito da LOA, o Código da Natureza da Despesa é composto apenas pelos 4 primeiros dígitos. Na execução do orçamento é que são utilizados os demais”. 2º 3º e 4º 5º e 6º Grupo de Natureza da Despesa Modalidade de Aplicação Elemento de Despesa CLASSIFICAÇÃO POR NATUREZA DA DESPESA 1º Categoria Econômica da Despesa 7º e 8º Desdobramento Facultativo C Ó D I G O com 8 DÍGITOS Portanto, na questão 357 a alternativa B é a resposta: nesse caso a classificação seria 3390.37.xx; e a questão 358 está correta: no âmbito da LOA a classificação utiliza apenas os quatro primeiros dígitos; que termina com a modalidade de aplicação. 359.FCC-ProcuradorTCM-RJ/2015. Despesas públicas são dispêndios do Estado ou de outra pessoa jurídica de direito público, para o funcionamento dos serviços públicos. Sobre as despesas correntes, é correto afirmar: as dotações para despesas com a aquisição direta de bens ou serviços destinados a manutenção, são despesas correntes. 360.VUNESP-AnalistaFO-ARARAS/2015. As despesas correntes que possuem por característica o fato de não produzirem qualquer acréscimo patrimonial e sim gerarem, por consequência, a diminuição no patrimônio são destinadas A) para despesas, às quais não corresponda contraprestação direta em bens e serviços. B) à manutenção de serviços anteriormente criados, inclusive para atender a obras de conservação e adaptação de bens imóveis. C) para aquelas despesas não consignadas na lei do orçamento. D) para aquelas despesas consignadas na lei do orçamento. E) à aquisição de imóveis ou de bens de capital já em utilização e não geram serviços que contribuem para o acréscimo do PIB. 361.VUNESP-Contador-TJ-SP/2015. Acerca da despesa pública, analise a afirmativa: As despesas que contribuem, diretamente, para a formação ou aquisição de um bem de capital são despesas de capital. 362.CESPE-AnalistaAdministrativo-TRT8/2015. Acerca das despesas constantes do orçamento público, bem como suas classificações, analise a afirmativa: A administração pública, ao fazer investimento com a obtenção de títulos representativos de participação no capital social de outras entidades em funcionamento, deverá classificar o gasto como despesas de capital — inversões financeiras. 363.FUNDEP-TécnicoContabil-BC-MG/2020. Com relação à classificação das despesas orçamentárias, analise a afirmativa: Despesa orçamentária efetiva é aquela que, no momento de sua realização, reduz a situação líquida patrimonial da entidade. Comentários PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 100 Segundo Paludo (2017) “Despesas Correntes: classificam-se nessa categoria todas as despesas que não contribuem, diretamente, para a formaçãoou aquisição de um bem de capital. Essas despesas destinam-se à manutenção ou ao custeio das atividades dos órgãos e entidades públicas – são as despesas necessárias ao seu funcionamento. São tratadas na contabilidade pública como despesas efetivas (salvo aquisição de material de consumo), pois na sua execução afetam negativamente o patrimônio do ente público, reduzindo-o. Despesas de Capital: classificam-se nessa categoria aquelas despesas que contribuem, diretamente, para a formação ou aquisição de um bem de capital. De acordo com a Lei nº 4.320/1964, abrangem também auxílios para obras públicas, auxílios para equipamentos e instalações, auxílios para inversões financeiras e outras contribuições. Essas despesas são tratadas como não efetivas, visto que não alteram a situação líquida patrimonial, salvo as transferências de capital, que são efetivas. Despesa de Capital ... Inversões Financeiras – Despesas orçamentárias com a aquisição de imóveis ou bens de capital já em utilização; aquisição de títulos representativos do capital de empresas ou entidades de qualquer espécie, já constituídas, quando a operação não importe aumento do capital; e com a constituição ou aumento do capital de empresas, além de outras despesas classificáveis neste grupo”. Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, a questão 359 está correta: trata-se de despesas correntes; na questão 360 a alternativa B é a resposta: despesas com manutenção, conservação e adaptação, são despesas correntes; a questão 361 está correta e tem resposta direta no texto acima; a questão 362 está correta: títulos representativos de participação no capital social de outras entidades é(são) despesa de capital - inversões financeiras; e a questão 363 está correta: despesa efetiva reduz a situação líquida patrimonial. 364.CESPE-Administrador-ENAP/2015. A respeito de orçamento público. Distinguir a perenidade da fonte de recurso é fundamental ao planejamento orçamentário, por isso a norma vigente, para operacionalizar o indicador de resultado primário, classifica a receita em periódica ou extraordinária. Comentários Segundo Paludo (2017) “De acordo com o Manual de Orçamento da SOF, o identificador de resultado primário, indica se as despesas são primárias ou financeiras, e tem como finalidade auxiliar a apuração do resultado primário - identificando as despesas que integrarão o cálculo de resultado primário, cujo demonstrativo constará em anexo à lei orçamentária. A ação orçamentária não poderá conter créditos para despesas financeiras e primárias ao mesmo tempo. Ou ela é financeira, ou é primária. A única exceção é a reserva de contingência, que, de acordo com as últimas LDO’s, pelo menos metade da reserva deve ser considerada como despesa primária para efeito de apuração do resultado fiscal”. Portanto, a questão está errada: o indicador de resultado primário utiliza a classificação financeira ou não financeira (primária) – e não periódica ou extraordinária. 365.AugustinhoPaludo/2020. Sobre despesa pública. As “etapas” da despesa pública são novidades trazidas pelos Manuais de Receita Nacional, de Contabilidade, e de Orçamento da STN/SOF, e não se confundem com os “estágios” da despesa definidos pela lei 4320/1964. 366.CONSULPLAN-AgenteAdm-Olinda/2015. A despesa orçamentária possui, de acordo com as normas vigentes, etapas que devem ser cumpridas pela administração, uma delas é PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 101 o planejamento. Compreende o planejamento da despesa orçamentária: fixação da despesa, movimentação de crédito, licitação. 367.VUNESP-AnalistaPlanejamento-PMSP/2015. Sobre despesa pública. A execução da despesa orçamentária deve obrigatoriamente passar pelos seguintes estágios: empenho, liquidação e pagamento. 368.MSC-Tesoureiro-RJ/2021. Acerca da despesa pública. Após o recebimento do crédito orçamentário, o Órgão Público está em condições de efetuar a realização da despesa, que deve obedecer aos seguintes estágios: Empenho, liquidação e pagamento. Comentários Segundo Paludo (2020) “Em termos de gestão, a despesa orçamentária é classificada em duas etapas: planejamento e execução. As “etapas” da despesa pública são novidades trazidas pelos Manuais de Receita Nacional, de Contabilidade, e de Orçamento da STN/SOF, e não se confundem com os “estágios” da despesa – como veremos a seguir. Segundo os manuais, a etapa do planejamento e contratação abrange, de modo geral, a fixação da despesa orçamentária, a descentralização/movimentação de créditos, a programação orçamentária e financeira, e o processo de licitação e a contratação. A etapa de execução compreende os “estágios” ou fases da despesa orçamentária pública na forma prevista na Lei nº 4.320/1964: empenho, liquidação e pagamento. Toda despesa orçamentária é obrigada a percorrer os estágios de: empenho, liquidação e pagamento – e não pode haver inversão de nenhuma fase”. EMPENHO LIQUIDAÇÃO PAGAMENTO ESTÁGIO do Planejamento ETAPAS DA DESPESA PÚBLICA PLANEJAMENTO FIXAÇÃO E X E C U Ç Ã O ESTÁGIOS da Execução Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, as quatro questões estão corretas. Obs.: A questão 367, como centenas de outras questões – não citam meu nome – mas tem recorte parcial de texto de meu livro Orçamento Público/Afo/Lrf. 369.ACCESS-Tesoureiro-Municipal-RJ/2020. Acerca da despesa pública. O ato emanado de autoridade competente que cria para o Estado obrigação de pagamento pendente ou não de implemento de condição é denominado empenho. 370.FUNCERN-ACI-SJM-RN/2020. Quanto as despesas públicas. O ato emanado de autoridade competente que cria, para o Estado, obrigação de pagamento pendente ou não de implemento de condição é chamado de empenho da despesa. 371.VUNESP-AnalistaPlanejamento-PMSP/2015. O ato emanado de autoridade competente que cria para o Estado obrigação de pagamento pendente ou não de implemento de condição é definido legalmente como empenho da despesa. 372.FCC-ConselheiroTCM-RJ/2015. Sobre os estágios das despesas públicas, é correto afirmar que A) a emissão da Nota de Empenho não depende da emissão do Empenho. PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 102 B) a emissão da Nota de Empenho é indispensável. C) o Empenho da despesa, excepcionalmente, poderá ser dispensado. D) não existe diferença entre Empenho e Nota de Empenho. E) o Empenho da despesa é um ato indispensável. 373.CESPE-AGU/2015. Acerca da despesa pública. O empenho, que é estágio da despesa pública, não se confunde com a nota de empenho, pois nem todo empenho possui uma nota de empenho emitida. 374.ESAF-AnalistaPO-MPOG/2015. A respeito dos conceitos orçamento impositivo versus orçamento autorizativo e das práticas observadas na elaboração e execução do orçamento no Brasil em anos recentes, analise a afirmativa: a emissão da nota de empenho por unidade gestora não garante a realização da despesa, uma vez que pode ser anulado(a). Comentários Segundo Paludo (2020) “O empenho corresponde ao primeiro estágio da despesa e consiste na reserva de dotação orçamentária para um fim específico. O empenho é o principal instrumento da Administração para o acompanhamento e controle da execução do orçamento. Ele é assinado pelo ordenador da despesa e pelo gestor financeiro. Não confundir “empenho da despesa” com “Nota de Empenho”. Veja a diferença: Empenho da despesa, conforme a Lei nº 4.320/1964, art. 58, é o ato emanado de autoridade competente que cria para o Estado a obrigação de pagamento pendente ou não de implemento de condição. Portanto, o “empenho da despesa” é uma autorização da autoridade competente para a realização da despesa. O Estado, representado pelo ordenador da despesa, ordena, através de sua assinatura, a realização de uma despesa, gerando a assunção de uma obrigação. Nota de Empenho: conforme constana Lei nº 4.320/1964, art. 60, § 1º, em casos especiais previstos na legislação específica será dispensada a emissão da Nota de Empenho. A “Nota de Empenho” corresponde a um documento emitido e impresso no SIAFI – Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal, que somente pode ocorrer após o “empenho da despesa”. Portanto, o “empenho da despesa” é indispensável, mas a “Nota de Empenho” poderá, excepcionalmente, ser dispensada. O empenho gera somente obrigação orçamentária. Essa afirmativa que o empenho “cria a obrigação de pagamento” somente é válida se for extração literal do texto da lei – pois enquanto não ocorrer a liquidação o empenho pode ser anulado; portanto, na prática não é no empenho, mas no estágio da liquidação que a obrigação de pagamento é criada”. Portanto, as questões 369a371 estão corretas: corresponde ao conceito de empenho extraído da lei 4.320/1964; na questão 372 a alternativa E é a resposta - visto que o empenho é indispensável; as questões 373e374 estão corretas: conforme explicado no texto acima, empenho é diferente de nota de empenho; e a simples emissão de empenho não gera despesa/não cria obrigação, pois o empenho pode ser anulado. Caríssimos, penso que as questões 372, 373 e 374 foram elaboradas a partir do conteúdo de meu livro, pois utilizam termos que defendo desde a 1ª edição de meu livro(2008) – e que, finalmente, as bancas acataram: a diferenciação entre empenhoXnota de empenho (que até 2014 não era diferenciado pelas bancas). 375.CEBRASPE-SEFAZ-AL/2020. Acerca do regime orçamentário da despesa pública, julgue o item: a emissão do empenho caracteriza despesa orçamentária. PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 103 Comentários Segundo Paludo (2020) “Quando o assunto é Restos a Pagar, o mesmo manual afirma que a emissão de empenho é suficiente para se reconhecer a despesa e a assunção de um passivo financeiro-orçamentário. Assim, chega-se à seguinte conclusão: • A emissão de empenho gera obrigação orçamentária, apenas; • A regra geral para o reconhecimento da despesa e da obrigação financeira continua sendo o momento da liquidação; • Para fins de cálculo do superávit financeiro considera-se despesa e passivo financeiro o momento da emissão de empenho; • Para fins de inscrição em Restos a Pagar considera-se despesa e passivo financeiro-orçamentário o momento da emissão de empenho. Atenção Por força do artigo 35 da Lei 4.320/1964, permanece válida a seguinte afirmativa: para o enfoque orçamentário a emissão do empenho caracteriza despesa orçamentária. Regime Contábil Competência Receitas e Despesas Caixa - Receitas Empenho - Despesas Regime Orçamentário Misto Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, a questão está correta: na ótica orçamentária, a nota de empenho caracteriza despesa. Obs.: A questão 375, como centenas de outras questões – não citam meu nome – mas utiliza recortes de texto de meu livro Orçamento Público/Afo/Lrf. 376.VUNESP-AnalistaGestão-SUZANO/2016. De acordo com a legislação em vigor, empenho é o ato emanado de autoridade competente que cria para o Estado a obrigação de pagamento pendente ou não de implemento de condição. Consiste na reserva de dotação orçamentária para um fim específico. O empenho pode ser classificado em: ordinário, estimativo e global. Comentários Segundo Paludo (2017) “A Nota de Empenho é emitida no SIAFI, conforme sua natureza e finalidade, podendo ser de três tipos: Ordinário: é a modalidade de empenho utilizada para realização de despesas de valor fixo previamente conhecido e cujo pagamento deve ser feito de uma só vez. É, sem dúvida, a modalidade mais utilizada. Estimativo: é a modalidade utilizada para despesas cujo valor total não é previamente conhecido. Trata-se de despesas variáveis como luz, água, telefone etc. Esse tipo de empenho demanda ajustes no decorrer e no encerramento de cada exercício, de acordo com a variação real da despesa. Global: é a modalidade utilizada para despesas contratuais e outras de valor determinado, sujeitas a parcelamento. O montante da despesa é conhecido previamente, mas o pagamento é realizado em parcelas. Pode ser considerado um “misto” das modalidades anteriores, mais direcionado para contrato de obras públicas ou aquisições de material com entrega parcelada”. Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, a questão está correta: a nota de empenho pode ser ordinária, estimativa ou global. 377.FUNDATEC-AgenteAdministrativo-GRAMADO/2019. A despesa pública é realizada através de estágios. A fase em que se verifica o direito adquirido pelo credor, tendo por base os títulos e documentos comprobatórios do respectivo crédito, é conhecida por: PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 104 A) Pagamento. B) Empenho. C) Liquidação. D) Conferência. E) Recolhimento. 378.ESAF-Contador-FNI/2016. No que se refere às etapas da despesa orçamentária, analise a afirmativa: A liquidação da despesa consiste na verificação do direito adquirido pelo credor tendo por base os títulos e documentos comprobatórios do respectivo crédito, visando apurar a origem e o objeto do que se deve pagar, a importância exata a pagar, e a quem se deve pagar a importância, para extinguir a obrigação. 379.FGV-AnalistaOrçamento-IBGE/2016. Em uma repartição pública, um servidor tem, entre outras, a função de conferir documentos de processos de despesa referentes a contratos de prestação de serviços. Nessa atividade o servidor identifica a origem e o objeto da despesa e a importância exata a pagar. Dois dos documentos objeto da conferência são o contrato e os comprovantes da prestação efetiva do serviço. Essa atividade refere-se ao estágio da liquidação. 380.VUNESP-AnalistaFO-ARARAS/2015. Sobre os estágios da despesa pública. A verificação do direito adquirido pelo credor, tendo por base os títulos e documentos comprobatórios do respectivo crédito, configura a liquidação. 381.FCC-Auditor-MP-Paraíba/2015. O setor de contabilidade de uma Prefeitura do Estado da Paraíba verificou que houve o direito adquirido por um credor com base em documentos que comprovam o respectivo crédito. Essa fase da despesa é denominada liquidação. Comentários Segundo Paludo (2017) “A liquidação corresponde ao segundo estágio da despesa, de acordo com a Lei nº 4.320/1964. É no momento da liquidação que surge para o Estado a obrigação de pagamento. É nesse estágio que se verifica o cumprimento do “implemento de condição” a que se refere o empenho. O conceito de liquidação foi definido pela Lei nº 4.320/1964 como a verificação do direito adquirido pelo credor tendo por base os títulos e documentos comprobatórios do respectivo crédito. A liquidação consiste na comprovação de que o credor cumpriu todas as obrigações constantes do empenho, e tem como finalidade apurar: a) a origem e o objeto do que se deve pagar; b) a importância exata a pagar; e c) a quem se deve pagar a importância para extinguir a obrigação. Quando a liquidação tratar de fornecimentos feitos ou serviços prestados terá por base: I – o contrato, ajuste ou acordo respectivo; II – a Nota de Empenho; III – os comprovantes da entrega de material ou da prestação efetiva do serviço. Esse estágio é caracterizado pela entrega dos materiais ou serviços contratados, de acordo com as quantidades, a qualidade e o prazo previamente definidos na Nota de Empenho ou no contrato”. Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, na questão 377 a alternativa C é a resposta; e as questões 378a381 estão corretas: o conteúdo reflete assertivamente o estágio da liquidação. 382.FGV-EspecialistaPP-SALVADOR/2020. Os estágios da despesa pública são empenho, liquidação e pagamento. Em relação a esses estágios da despesa, analise: O pagamento da despesa será efetuado quando ordenado,após sua regular liquidação. PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 105 383.VUNESP-AnalistaFinanc-OrçamARARAS/2015. Na entrega dos recursos equivalentes à dívida líquida ao credor, mediante ordem bancária ou ordem de pagamento, caracterizada pelo despacho exarado por autoridade competente, determinando que a despesa seja paga, devendo ser observado o devido processamento dos documentos pelo setor da contabilidade, tem-se A) o pagamento. B) a liquidação. C) o empenho ordinário. D) o empenho global. E) a fixação. 384.CESPE-Administrador-TCE-SC/2016. Relativo a receitas e despesas públicas. O estágio de pagamento da despesa caracteriza-se pelo despacho por meio do qual a autoridade competente determina que a despesa seja liquidada. 385.IADM-ACI-BOAVISTA/2020. Sobe a despesa pública, analise a afirmativa: o despacho exarado pela autoridade competente determinando que a despesa seja paga, denomina-se Ordem de pagamento. 386.CESPE-ACE-TC-RJ/2020. Acerca da despesa pública, julgue o item: A ordem de pagamento da despesa orçamentária somente pode ser exarada em documentos processados pelos serviços de contabilidade. Comentários Segundo Paludo (2017) “O estágio do pagamento corresponde ao efetivo desembolso financeiro público, precedido do empenho e da liquidação. De acordo com o art. 65 da Lei nº 4.320/1964, o pagamento será efetuado por Tesouraria ou Pagadoria, por estabelecimentos bancários credenciados e, em casos excepcionais, por meio de adiantamentos. O conceito legal define a Ordem de Pagamento como o despacho exarado por autoridade competente, determinando que a despesa seja paga. Esse despacho somente poderá ocorrer após cumprido o estágio da liquidação. Ordem bancária – somente pode ser emitida após a “ordem de pagamento”. É o documento emitido no SIAFI que materializa o pagamento da despesa e que efetivamente transfere para a conta do fornecedor beneficiário o valor líquido a que ele tem direito pelo material entregue ou pelo serviço prestado. Estágio da Despesa Pública que extingue a obrigação Despacho do Ordenador de Despesa que manda pagar Documento emitido no Siafi que viabiliza o pagamento PAGAMENTO Ordem de Pagamento Ordem Bancária Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, a questão 382 está correta; na questão 383 a alternativa A é a resposta, visto que se trata do estágio de pagamento; a questão 384 está errada: estágio de pagamento é o efetivo desembolso – despacho é a “ordem de pagamento”, que se materializa mediante a emissão da ordem bancária; e as questões 385e386 estão corretas: ordem de pagamento é o despacho que manda pagar, que deve ser exarado em documento processado pela contabilidade. 7.1 Dívida Pública 386-A.CESPE-ACE-TCDF/2020. A respeito da dívida pública, julgue o item: A trajetória da dívida pública federal nos últimos 10 anos apresenta uma tendência de crescimento com ampliação da velocidade de crescimento desde novembro de 2014. PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 106 Portanto, a questão está correta: o gráfico mostra que a dívida pública cresceu e que a partir de 2014 o crescimento foi ainda maior. O valor de 2020 eu acrescentei. 387.ESAF-Analista-ANAC/2016. Contraída pelo Tesouro Nacional por um breve e determinado período de tempo, a dívida flutuante compreende os seguintes itens: os Restos a Pagar, excluídos os serviços da dívida; os serviços da dívida a pagar; os depósitos; os débitos de tesouraria. 388.VUNESP-Contador-TJ-SP/2015. Sobre dívida pública. A dívida flutuante compreende os restos a pagar, excluídos os serviços da dívida; os serviços da dívida a pagar; os depósitos; bem como os débitos de tesouraria. 389.CESPE-AnalistaAdmTRT-MT/2015. Com relação à despesa pública, analise a afirmativa: Os resíduos passivos de cada exercício são uma modalidade de dívida pública flutuante e denominam-se restos a pagar. 390.FCC-ACE-TC-CE/2015. As rubricas que compõem a dívida flutuante da União, dos Estados, dos Municípios e do Distrito Federal são identificadas no Capítulo II do Título IX da Lei Federal nº 4.320/64. De acordo com a disciplina fixada por essa Lei, essa dívida flutuante compreende I. os compromissos de exigibilidade superior a doze meses, contraídos para atender a desequilíbrio orçamentário de serviços públicos. II. os restos a pagar, excluídos os serviços da dívida. III. os compromissos de exigibilidade superior a doze meses, contraídos para atender a desequilíbrio financeiro de obras públicas. IV. os serviços da dívida a pagar. 391.CESPE-AnalistaAdministrativo-TRE-PI/2016. No que se refere a dívida pública, analise a afirmativa: Serviços de dívidas a pagar são empenhos processados, vinculados a contratos de prestação de serviços, com seus respectivos encargos financeiros, e não pagos ao término do seu exercício financeiro. Comentários Segundo Paludo (2020) “A dívida flutuante corresponde aos passivos financeiros exigíveis em prazo inferior a 12 meses, que não necessitam de autorização orçamentária para o seu pagamento, porque já foram autorizados pelo Poder Legislativo e resta apenas o seu pagamento, ou porque referem-se a dispêndios extraorçamentários. PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 107 De acordo com o art. 92 da Lei nº 4.320/1964, a dívida flutuante compreende: I- os Restos a Pagar, excluídos os serviços da dívida. Os Restos a Pagar são resíduos passivos - correspondem às despesas empenhadas e não pagas no exercício financeiro, e incluem tanto os processados como os não processados; II- os serviços da dívida a pagar. Os serviços da dívida a pagar incluem os valores referentes à amortização do principal, juros, correção monetária (se houver), bem como outros encargos oriundos da dívida pública de longo prazo. Essas despesas também correspondem a uma “espécie de Restos a Pagar”, visto que a Nota de Empenho para o seu pagamento foi emitida em exercício anterior; III – os depósitos. Os depósitos abrangem as cauções em dinheiro, as obrigações de terceiros a recolher, as consignações a pagar, e outros depósitos de caráter devolutivo; IV – os débitos de Tesouraria. Os débitos de Tesouraria são as obrigações oriundas de Antecipações de Receitas Orçamentárias (ARO), realizadas com a finalidade de cobrir as necessidades financeiras de caixa. Só podem ser contratadas a partir do dia 10 de janeiro e devem ser liquidadas até o dia 10 de dezembro, inclusive com juros, correção monetária e demais encargos”. Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, temos as seguintes respostas: as questões 387a389 estão corretas: a 387-388 trazem todos os componentes da dívida flutuante, e a 389 reforça que resíduos passivos são restos a pagar e, portanto, dívida flutuante; na questão 390 os itens II e IV estão corretos e compõem a dívida flutuante – os demais estão errados; e a questão 391 está errada: conforme texto acima serviços da dívida a pagar são despesas relacionadas à dívida e não simplesmente serviços. 392.MSC-Tesoureiro-RJ/2021. A respeito da dívida pública, conforme a Lei Complementar nº 101/2000, analise: Dívida pública consolidada ou fundada é o montante total, apurado sem duplicidade das obrigações financeiras do ente da Federação, assumidas em virtude de leis, contratos, convênios, ou tratados e da realização de operações de crédito, para amortização em prazo superior a doze meses. 393.UFSB-Auditor-UFSB/2017. Sobre dívida pública. Segundo a Lei nº 4.320/1964, a dívida pública consolidada compreende os compromissos assumidos mediante emissão de títulos para resgaste em exercício financeiro subsequente. 394.CESPE-AnalistaControle-Adm-TCE-PR/2016. Acerca de dívida e endividamento, analise a afirmativa: dívida pública consolidada ou fundada representa as obrigações financeiras de determinadoente federativo, eliminadas as duplicidades, cujas origens são contratos, convênios, tratados, leis, e operações de crédito com prazo de amortização superior a doze meses. 395.CESPE-AnalistaAdministrativo-STJ/2015. Com relação a conceitos e normas aplicáveis à despesa pública. As operações de crédito contraído pelo poder público integram a dívida pública fundada, independentemente do prazo de amortização, desde que a receita correspondente conste do respectivo orçamento. 396.FCC-ACE-TC-CE/2015. Sobre dívida pública. Nos termos da LRF, o montante total, apurado sem duplicidade, das obrigações financeiras do Estado do Ceará assumidas em virtude de contratos é denominada dívida pública consolidada. 397.CEBRASPE-Auditor-DF/2020. Em relação aos limites da dívida pública, julgue o item: Ainda que não sejam pagos durante a execução do orçamento em que tenham sido incluídos, os precatórios judiciais integram a dívida consolidada, para fins de aplicação dos limites. 398.FCC-Auditor-MP-Paraíba/2015. Nos termos da Lei de Responsabilidade Fiscal, os precatórios judiciais não pagos durante a execução do orçamento em que foram incluídos devem, para fins de aplicação de limites, integrar a dívida consolidada. PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 108 Comentários Segundo Paludo (2017) “A dívida fundada corresponde aos passivos financeiros com exigibilidade superior a 12 meses, que necessitam de autorização legislativa para o seu pagamento, cuja despesa deve passar pelos estágios de empenho, liquidação e pagamento. Abrangem tanto a dívida interna quanto a externa. De acordo com o art. 98 da Lei nº 4.320/1964, a dívida fundada compreende os compromissos de exigibilidade superior a 12 meses, contraídos para atender a desequilíbrio orçamentário ou a financiamento de obras e serviços públicos. O § 2º do art. 115 do Decreto nº 93.872/1986 é mais claro e diz que “a dívida fundada ou consolidada compreende os compromissos de exigibilidade superior a 12 meses contraídos mediante emissão de títulos ou celebração de contratos para atender a desequilíbrio orçamentário, ou a financiamento de obras e serviços públicos, e que dependam de autorização legislativa para amortização ou resgate”. A LRF traz um conceito mais atual e mais amplo que os da Lei nº 4.320/1964 e do Decreto nº 93.872/1986. No art. 29, inciso I, define a dívida pública consolidada ou fundada como o montante total, apurado sem duplicidade, das obrigações financeiras do ente da Federação, assumidas em virtude de leis, contratos, convênios ou tratados e da realização de operações de crédito, para amortização em prazo superior a 12 meses. Ainda de acordo com a LRF, as operações de créditos que constaram no orçamento, mesmo com prazo de vencimento inferior a 12 meses, são consideradas dívida fundada. Portanto, a dívida fundada ou consolidada compreende: as operações de crédito, para amortização em prazo superior a 12 meses; os compromissos diversos com exigibilidade superior a 12 meses; a emissão de títulos públicos; as obrigações assumidas em virtude de leis, contratos, convênios ou tratados; a assunção, o reconhecimento ou a confissão de dívidas por ente da Federação; as operações de créditos com prazo inferior a 12 meses que constaram no orçamento. No que se refere ao § 7º do art. 30 da LRF, os precatórios judiciais não pagos durante a execução do orçamento em que houverem sido incluídos integram a dívida consolidada, apenas para fins de aplicação dos limites de endividamento. Portanto, para outras finalidades e conceitualmente falando, não são dívida fundada”. Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, todas as questões estão corretas: 392, conceito de dívida pública consolidada ou fundada, segundo a LRF; 393, compromissos mediante emissão de títulos para resgaste em exercício seguinte é dívida fundada; 394, traz o conceito de dívida consolidada; 395, destaca as operações de crédito que “constaram no orçamento”, consideradas dívida fundada independentemente do prazo de quitação; 396, menciona a dívida fundada de “contratos”; 397e398, trata dos precatórios judiciais não pagos durante a execução do orçamento – que segundo a LRF compõem a dívida consolidada apenas para aplicação dos limites. Capítulo 8. CRÉDITOS ADICIONAIS 399.FGV-EspecialistaPP-SALVADOR/2020. Sobre orçamento público e créditos orçamentários. As autorizações de despesa não computadas ou insuficientemente dotadas na Lei de Orçamento são créditos adicionais. 400.UFSB-AUDITOR-UFSB/2017. De acordo com a Lei nº 4.320/1964, analise a afirmativa acerca dos créditos adicionais: os créditos adicionais são autorizações de despesa não computadas ou insuficientemente dotadas na Lei do Orçamento. PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 109 401.CESPE-Administrador-TCE-PA/2016. Com relação a despesas. Despesas públicas não computadas na lei de orçamento anual ou insuficientemente dotadas poderão ser autorizadas por meio dos denominados créditos adicionais. 402.CONSULPLAN-AnalistaAdministrativo-TRE-MG/2013. A respeito da despesa pública. O orçamento anual pode ser alterado por meio de créditos adicionais. Por crédito adicional, entendem-se as autorizações de despesas não computadas ou insuficientemente dotadas na lei orçamentária. Comentários Segundo Paludo (2017) “Para a lei nº 4.320/1964 são créditos adicionais, as autorizações de despesa não computadas ou insuficientemente dotadas na Lei de Orçamento. Também chamados mecanismos retificadores do orçamento, os créditos adicionais proporcionam certa flexibilidade à programação orçamentária, procurando ajustar o orçamento aprovado com a realidade constatada na execução”. Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, todas as questões estão corretas e corresponde ao conceito de crédito adicional. 403.CESPE-Administrador-ENAP/2015. Com relação ao orçamento público no Brasil. Todo crédito adicional constitui um crédito orçamentário, mas nem todo crédito orçamentário é também um crédito adicional. Comentários Segundo Paludo (2017) “Crédito orçamentário corresponde a uma autorização para realizar despesas. Sem essa autorização não há como acionar os mecanismos de execução dos programas governamentais e das ações vinculadas aos diversos órgãos, Unidades Orçamentárias e Unidades Administrativas. Crédito inicial ou ordinário é aquele que consta na LOA. Todos os demais são créditos adicionais”. A figura a seguir, extraída de meu livro Orçamento Público, Afo e Lrf ajuda a compreender os créditos orçamentários. Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, a questão está correta: os créditos adicionais são créditos orçamentários, mas nem todo crédito orçamentário é adicional – porque existem os créditos iniciais/ordinários que constam na LOA. 404.PROGEP-Auditor-Uberlândia/2020. Créditos adicionais são autorizações de despesa não computadas ou insuficientemente dotadas na Lei de Orçamento e classificam-se em Suplementar, Especial e Extraordinário. 405.CESPE-AgteAdministrativo-MDIC/2014. Relativo ao orçamento público no Brasil. Durante o exercício financeiro, a lei orçamentária anual pode ser retificada devido a aprovação de créditos adicionais suplementares, especiais ou extraordinários. PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 110 406.FCC-AnalistaCE-TC-AM/2013. Sobre despesa pública. De acordo com a Constituição de 1988 e Lei nº 4.320/1964, os créditos adicionais classificam-se em suplementares, especiais, e extraordinários. 407.VUNESP-Contador-TJ-SP/2013. As autorizações de despesa não computadas ou insuficientemente dotadas na Lei de Orçamento – as quais são classificadas em suplementares, especiais e extraordinárias – são consideradas créditos adicionais. Comentários Segundo Paludo (2017) “À exceção dos créditosordinários contidos na LOA, todos os demais créditos orçamentários aprovados no decorrer do exercício são denominados créditos adicionais. Assim, adicional é o gênero, que possui três espécies: os créditos suplementares, os créditos especiais e os créditos extraordinários”. Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, as questões estão corretas: os créditos adicionais classificam-se em: suplementares, especiais e extraordinários. 408.PROGEP-Auditor-Uberlândia/2020. A respeito das espécies de créditos adicionais, analise a afirmativa: Crédito Adicional Suplementar é destinado ao reforço de dotação orçamentária. 409.FUNDATEC-Contador-IEP-RS/2020. Analise a seguinte afirmativa sobre créditos adicionais: Os créditos suplementares e especiais são autorizados por decreto executivo e abertos por lei. 410.FCC-AnalistaAdm-TRE-Amapá/2015. No dia 01/10/2015, o gestor de uma entidade pública governamental constatou que o crédito orçamentário disponível não seria suficiente para cobrir as tarifas de energia elétrica até o fim do exercício financeiro e, consequentemente, manter em funcionamento os serviços públicos já existentes à época. Para garantir a execução da despesa relativa ao fornecimento de energia elétrica para manutenção dos serviços públicos, o gestor deve abrir crédito adicional suplementar, por meio de decreto e após prévia autorização legislativa, o qual não poderá ser reaberto em 2016. 411.FGV-AnalistaAdministrativo-TJ-AM/2013. Créditos Adicionais são autorizações de despesas não computadas ou insuficientemente dotadas na Lei do Orçamento. A esse respeito, os créditos suplementares, para serem abertos, dependem da existência de recursos disponíveis para ocorrer a despesa e devem ser precedidos de exposição justificada. Comentários Segundo Paludo (2017) “Créditos suplementares são aqueles destinados ao reforço de dotação orçamentária recebida (art. 41, I, da Lei nº 4.320/1964), ou seja, já existia uma dotação para aquela finalidade, mas essa dotação se mostrou insuficiente. Ex.: em uma entidade pública um programa é aprovado e descentralizado, e o crédito para material de consumo é no valor de R$ 100 mil. No decurso do ano percebe-se que o valor necessário para material de consumo é de R$ 150 mil. Essa diferença de R$ 50 mil necessita de um crédito que suplemente, que complemente o orçamento recebido. Por isso o nome de crédito suplementar. Esses créditos estão diretamente relacionados com o orçamento, visto que apenas reforçam/suplementam dotações aprovadas na Lei Orçamentária Anual, e não podem ser reabertos no exercício seguinte, ainda que aprovados no dia 30 de dezembro. Os créditos suplementares têm autorização contida no próprio texto da LOA, mas estão vinculados aos limites fixados na forma de percentual, que variam conforme a natureza do gasto. A abertura de créditos suplementares necessita de justificativa e de PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 111 fonte de recursos correspondentes, visto que se não há existência de recursos disponíveis não há que se falar em abertura de crédito adicional suplementar, pois esses créditos não possuem caráter de urgência”. Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, temos as seguintes respostas: 408 está correta, crédito Suplementar destina-se a reforço de dotação; 409 está errada, créditos suplementares são abertos por decreto; 410 está correta, para suplementar dotação insuficiente utiliza-se crédito suplementar, autorizado por decreto, que não poderá ser reaberto no ano seguinte; 411, créditos suplementares dependem da existência de recursos e justificativa para sua abertura. 412.ESAF-AnalistaAdministrativoMTUR/2014. A respeito dos créditos adicionais. Créditos suplementares são destinados ao reforço de dotação orçamentária. A Lei Orçamentária Anual poderá conter autorização para a abertura de créditos suplementares, limitados a determinada importância ou percentual sem a necessidade de submissão ao Poder Legislativo. Tais créditos terão vigência no exercício em que forem abertos. 413.FGV-EspecialistaLegislativo-ALERJ/2017. Durante o exercício financeiro, verificou-se que, em um ente público, a dotação para serviços de manutenção de equipamentos de informática foi dimensionada a menor. Em decorrência disso, foi solicitada a abertura de um crédito adicional. Esse crédito adicional: A) conserva a sua especificidade e não é incorporado ao orçamento; B) deve ser coberto apenas com recursos de superávit financeiro; C) pode ser reaberto no exercício seguinte, no caso de execução incompleta; D) pode ser aberto dentro dos limites autorizados na LOA; E) não pode gerar inscrição em restos a pagar. Comentários Segundo Paludo (2017) “Créditos suplementares são aqueles destinados ao reforço de dotação orçamentária recebida (art. 41, I, da Lei nº 4.320/1964), ou seja, já existia uma dotação para aquela finalidade, mas essa dotação se mostrou insuficiente. Os créditos suplementares têm autorização contida no próprio texto da LOA, mas estão vinculados aos limites fixados na forma de percentual, que variam conforme a natureza do gasto”. Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, a questão 412 está correta; e a alternativa D é a verdadeira e a resposta da questão 413. 414.PROGEP-Auditor-Uberlândia/2020. A respeito das espécies de créditos adicionais, analise a afirmativa: Crédito Adicional Especial é destinado a despesas para as quais não haja dotação orçamentária específica. 415.IBAMSP-AuditorFiscal-Santos/2020. De acordo com o regramento estabelecido na Lei nº 4.320/1964, os créditos destinados a despesas para as quais não haja dotação orçamentária específica, são considerados créditos especiais. 416.FCC-ACE-TC-CE/2015. Sobre créditos adicionais. Na lei orçamentária anual para o exercício de 2015, de determinado ente da federação, não consta dotação específica para aquisição de veículos. Pretendendo o gestor público, no referido exercício, realizar tal despesa deverá abrir um crédito adicional a ser classificado em especial. 417.CESPE-AnalistaAdministrativo-SGES/2013. Acerca de créditos orçamentários. Em relação aos créditos orçamentários. O governo do estado que pretenda criar nova secretaria PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 112 de governo após a aprovação da LOA pode fazer uso de créditos especiais, dada a inexistência de dotação específica para tal fim na referida lei. 418.CESPE-AUDITOR-DF/2020. Julgue o item, relativo aos créditos adicionais: O crédito especial cujo ato de autorização seja promulgado nos últimos quatro meses do exercício financeiro pode ser reaberto e incorporado ao orçamento do ano seguinte, desde que respeitado o limite do seu saldo. 419.ESAF-AnalistaAdm-MTUR/2014. A respeito dos créditos adicionais. Créditos especiais são destinados às despesas para as quais não haja dotação orçamentária específica, devendo ser autorizados por lei. Note-se que sua abertura depende da existência de recursos disponíveis. Tais créditos não poderão ter vigência além do exercício em que forem autorizados, salvo se o ato de autorização for promulgado nos últimos quatro meses daquele exercício, caso em que reabertos nos limites dos seus saldos, serão incorporados ao orçamento do exercício financeiro subsequente. 420.FUNDATEC-AdministradorCRP-RS/2019. Segundo a Lei nº 4.320/1964, são créditos adicionais as autorizações de despesa não computadas ou insuficientemente dotadas na Lei de Orçamento. Tendo em vista o conteúdo apresentado, assinale a alternativa que apresenta conceito adequado sobre créditos adicionais especiais: São proventos destinados a despesas para as quais não haja dotação orçamentária específica. Comentários Segundo Paludo (2017) “Créditos Especiais são aqueles destinados a despesas para as quais não haja dotação orçamentária específica (art. 41,II, da Lei nº 4.320/1964). Ex.: não foi previsto no orçamento a aquisição de microcomputadores. No decorrer do ano foi identificado que a falta de microcomputadores estava prejudicando o desenvolvimento das atividades da entidade pública e comprometendo a prestação de serviços aos cidadãos. Decide-se então pela aquisição dos microcomputadores. A autorização para essa aquisição deverá ser feita mediante projeto de lei específico de crédito especial a ser aprovado pelo Congresso Nacional, pois se trata de uma despesa nova, ainda não autorizada pelo Poder Legislativo. Os créditos adicionais especiais, portanto, referem-se a despesas novas não contempladas na LOA – Lei Orçamentária Anual. Em termos de gestão, refletem uma falha de planejamento, haja vista que a despesa sequer foi prevista. Qualquer que seja a despesa objeto do crédito especial, necessita de justificativa e de fonte de recursos correspondentes, visto que se não há recursos disponíveis não há que se falar em abertura de crédito adicional especial, pois, geralmente, esses créditos também não possuem caráter de urgência. Com relação ao período de vigência, o art. 167, § 2º, da CF/1988 é claro: os créditos especiais e extraordinários terão vigência no exercício financeiro em que forem autorizados, salvo se o ato de autorização for promulgado nos últimos quatro meses daquele exercício, caso em que, reabertos nos limites de seus saldos, serão incorporados ao orçamento do exercício financeiro subsequente”. Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, temos as seguintes respostas: as questões 414a417 estão corretas: as afirmativas se referem a créditos especiais; as 418e419 estão corretas: se promulgado nos últimos quatro meses do exercício, poderão ser reabertos no ano seguinte; e a questão 420 está errada: créditos especiais não são proventos: são créditos. 421.CESPE-ACE-TCDF/2020. Julgue o item, acerca de orçamento público: Considerando- se a inexistência de créditos ordinários na LOA de 2020 e a situação de calamidade pública, os referidos créditos adicionais devem ser classificados como extraordinários. PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 113 422.PROGEP-Auditor-Uberlândia/2020. A respeito das espécies de créditos adicionais, analise a afirmativa: Crédito Adicional Extraordinário é destinado a despesas urgentes e imprevistas, em caso de guerra, comoção intestina ou calamidade pública. 423.FUNCERN-ACI-SJM-RN/2020. Quanto aos créditos adicionais. Os créditos adicionais destinados a despesas urgentes e imprevistas em caso de comoção intestina são classificados como extraordinários. 424.CESPE-EspecialistaFinanças-TELEBRÁS/2015. Acerca da execução do orçamento e mecanismos para corrigir insuficiências ou para garantir o pagamento a fornecedores. Situação hipotética: Em razão das chuvas ocorridas em determinado município, muitas casas foram levadas pelas águas, o que gerou um estado de calamidade na região, e, para tal emergência, não há previsão de destinação de recursos na lei orçamentária do município. Assertiva: Nesse caso, o prefeito poderá emitir decreto que permita abrir créditos adicionais extraordinários, mesmo sem indicar a fonte de recursos. 425.VUNESP-AnalistaGestão-SJC/2015. Para atender a despesas imprevisíveis e urgentes, como as decorrentes de guerra, comoção interna ou calamidade pública, poderá ser admitida/o A) o aumento de dotação orçamentária por receita vinculada. B) a abertura de crédito extraordinário. C) a transferência de dotações orçamentárias do Poder Legislativo. D) a transferência de dotações orçamentárias do Poder Judiciário. E) a possibilidade de transferências de dotações orçamentárias dos Poderes Legislativo e Judiciário. 426.FCC-Contador-TRF3/2014. Sobre orçamento público. É regra atinente aos créditos adicionais: a abertura de crédito adicional destinado a despesa urgente e imprevista em caso de calamidade pública independe de ciência ao Poder Legislativo. Comentários Segundo Paludo (2017) “Créditos extraordinários são aqueles destinados a despesas urgentes e imprevistas, como em caso de guerra, comoção intestina ou calamidade pública. O art. 167, § 3º, da CF/1988 especifica: A abertura de crédito extraordinário somente será admitida para atender a despesas imprevisíveis e urgentes, como as decorrentes de guerra, comoção interna ou calamidade pública, observado o disposto no art. 62 (medida provisória). Ex.: As despesas decorrentes das enchentes/desmoronamentos no Rio de Janeiro em 2010. Esse tipo de despesa não comporta previsão, são despesas urgentes e decorrentes de calamidade pública. Tem como meio de atendimento os créditos extraordinários porque decorrem de situação extraordinária. Por serem urgentes, esses créditos não se submetem previamente à aprovação do Congresso Nacional. São autorizados através de Medida Provisória do chefe do Poder Executivo, que depois deve submetê-las à apreciação do Congresso Nacional. Por se tratar de despesas urgentes e inadiáveis, não é exigida previamente a indicação da fonte de recursos que garantirá os créditos, e a Lei nº 4.320/1964 também não exige a justificativa. A abertura desses créditos extraordinários se dará mediante a publicação da medida provisória ou do decreto no Diário Oficial respectivo (da União ou do estado), não necessitando, portanto, de nenhum ato complementar”. Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, temos as seguintes respostas: as questões 421a424 estão corretas e se referem a créditos extraordinários; na questão PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 114 425 a alternativa B é a resposta, comoção interna ou calamidade pública é caso de crédito extraordinário; e a questão 426 está correta: a abertura de crédito extraordinário independe de ciência prévia ao Poder Legislativo: é feito diretamente por medida provisória. 427.CEBRASPE-SEFAZ-AL/2020. A respeito de orçamento público e créditos adicionais, julgue o item: A anulação parcial de dotações orçamentárias não é uma fonte de recursos para a abertura de crédito suplementar. 428.PROGEP-Auditor-Uberlândia/2020. A respeito de fontes de recursos para créditos adicionais, analise a afirmativa: Superávit Financeiro é a diferença positiva entre o ativo financeiro e o passivo financeiro, conjugando-se, ainda, os saldos dos créditos adicionais transferidos e as operações de crédito a eles vinculadas. 429.FUNDATEC-CONTADOR-IEP-RS/2020. Analise a seguinte afirmativa sobre fonte de recursos para créditos adicionais: Entende-se por superávit financeiro a diferença positiva entre o ativo financeiro e o passivo financeiro, conjugando-se, ainda, os saldos dos créditos adicionais transferidos e as operações de crédito a eles vinculadas. 430.FCC-Contador-TRF3/2014. É regra atinente as fontes de recursos dos créditos adicionais: consideram-se recursos disponíveis para a abertura de créditos suplementares os resultantes de anulação parcial de dotação orçamentária. 431.FCC-Contador-TRT16/2014. A abertura do crédito adicional visando à aquisição das ambulâncias depende da existência de recursos disponíveis para ocorrer a despesa. Dentre eles, considera-se recurso disponível A) o superávit financeiro apurado durante a execução orçamentária do exercício. B) os resultantes da economia orçamentária. C) o excesso de arrecadação das receitas extraorçamentárias. D) os resultantes de anulação parcial ou total de despesas empenhadas e não realizadas. E) o superávit financeiro apurado em balanço patrimonial do exercício anterior. 432.CESPE-AgteAdministrativo-TC-RO/2013. Relativo a créditos adicionais. O excesso de arrecadação apurado em exercício anterior poderá ser utilizado integralmente como fonte de abertura de créditos adicionais. Comentários Segundo Paludo (2017) “A fonte de recursos indica a origem dos recursos, de onde virão os recursos,para garantir a realização das despesas referentes aos créditos adicionais; indica, portanto, como serão financiadas as despesas que serão realizadas com a aprovação e abertura de créditos adicionais. As possíveis fontes de recursos para abertura de créditos adicionais são: De acordo com a Lei nº 4.320/1964: I- o superávit financeiro apurado em balanço patrimonial do exercício anterior; II- os provenientes de excesso de arrecadação; III- os resultantes de anulação parcial ou total de dotações orçamentárias ou de créditos adicionais, autorizados em Lei; IV- o produto de operações de crédito autorizadas, em forma que juridicamente possibilite ao Poder Executivo realizá-las. De acordo com art. 5º, III, da LRF – Lei de Responsabilidade Fiscal: V- Reserva de contingência; De acordo com o art. 166, § 8º, da CF: VI- os recursos decorrentes de veto, emenda ou rejeição do projeto de Lei Orçamentária Anual”. Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, temos as seguintes respostas: as questões 427a430 estão corretas: todos os exemplos citados são fontes de recursos válidas para créditos adicionais; na questão 431 a alternativa E é a resposta: superávit PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 115 financeiro é fonte de recurso disponível para garantir créditos adicionais; a questão 432 está errada: excesso de arrecadação ocorre no exercício e não em exercício anterior (nesse caso será superávit financeiro). 433.FGV-AnalistaOrçamento-IBGE/2016. Os créditos adicionais são as autorizações de despesas não computadas ou insuficientemente dotadas na LOA. Salvo exceções previstas, sua abertura depende da indicação de fonte de recursos. A fonte de recurso que, quando utilizada, NÃO causa aumento global da dotação inicial autorizada na LOA é: A) excesso de arrecadação; B) operações de crédito autorizadas; C) recebimentos de convênios e recursos vinculados não previstos na LOA; D) reserva de contingência; E) superávit financeiro apurado em balanço patrimonial do exercício anterior. 434.FCC-ConselheiroTCM-RJ/2015. Sobre despesa pública e créditos orçamentários. A abertura de crédito adicional com recursos da anulação total ou parcial de dotação não altera o montante total do crédito orçamentário aprovado na Lei Orçamentária Anual. Comentários Segundo Paludo (2017) “Resta ainda especificar as fontes de recursos que afetam o orçamento anual, e aquelas que não o afetam. O quadro a seguir traz essa informação:” ALTERAM O ORÇAMENTO ANUAL NÃO ALTERAM O ORÇAMENTO ANUAL Superávit Financeiro Reserva de Contingência Excesso de Arrecadação Anulação Parcial ou Total de Dotação Operações de Crédito Recursos Decorrentes de Veto ou Rejeição FONTE DE RECURSOS PARA CRÉDITOS ADICIONAIS Fonte de recursos para abertura de créditos adicionais. Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, na questão 433 a alternativa D é a resposta: reserva de contingência é fonte de recursos que não causa aumento da dotação autorizada na LOA; e a questão 434 está correta: anulação total ou parcial de dotação não altera o total do crédito aprovado na LOA. Capítulo 9. RESTOS A PAGAR 435.CESPE-AUDITOR-SEFAZ-AL/2020. A respeito de despesas públicas e restos a pagar, julgue o item: Os restos a pagar são as despesas empenhadas e não liquidadas até o dia 31 de dezembro do exercício financeiro. 436.VUNESP-AuditorCI-PMSP/2015. A respeito de despesa pública e restos a pagar. Restos a pagar são despesas empenhadas, mas não pagas dentro do exercício financeiro. 437.CESPE-AnalistaAdministrativoMI/2013. Sobre despesas públicas. Restos a pagar são despesas empenhadas, mas não pagas até o dia 31 de dezembro do exercício corrente, distinguindo-se as processadas das não processadas. PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 116 438.FCC-ConselheiroTCM-GO/2015. Sobre despesa pública. É correto afirmar que Restos a Pagar são despesas empenhadas e não pagas até 31 de dezembro, estejam elas liquidadas ou não liquidadas. 439.CESPE-Administrador-FUB/2015. Acerca do orçamento público. Os restos a pagar compreendem as despesas empenhadas e não pagas até o dia 31 de dezembro e servem para resguardar o direito do credor de receber, uma vez que a despesa foi empenhada. Comentários Segundo Paludo (2020) “O conceito de Restos a Pagar encontra-se expresso no art. 36 da Lei nº 4.320/1964 como sendo as despesas empenhadas, mas não pagas até o dia 31 de dezembro. A inscrição não garante o direito ao pagamento – é necessário que se cumpra integralmente o estágio da liquidação (que em Restos a Pagar é definido como “processado”). Portanto, alguns empenhos inscritos poderão ser cancelados se o fornecedor não entregar o material ou não prestar o serviço conforme combinado”. Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, a questão 435 está errada, restos a pagar são as despesas “empenhadas” e não pagas, que podem estar liquidadas ou não; as questões 436a438 estão corretas: trazem o conceito de restos a pagar; e a questão 439 está errada: conforme texto acima a inscrição não garante o pagamento pois a nota de empenho pode ser anulada (cancelada). 440.CESPE-AnalistaControle-Adm-TCE-PR/2016. No que se refere à despesa pública, especialmente restos a pagar. Os valores inscritos em restos a pagar de tribunal, referentes a despesas não liquidadas, se caracterizam como dívidas flutuantes, uma vez que sua previsão de pagamento é de curto prazo. 441.ESAF-Analista-ANAC/2016. Sobre despesa e dívida pública. Contraída pelo Tesouro Nacional por um breve e determinado período de tempo, os Restos a Pagar compõem a dívida flutuante. Comentários Segundo Paludo (2017) “Restos a pagar integram a dívida flutuante, conforme art. 92 da Lei nº 4.320/1964 - são resíduos passivos cujos pagamentos poderão, ou não, ocorrer em exercício(s) seguinte(s)”. Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, as duas questões estão corretas: restos a pagar integram a dívida pública flutuante. 442.CESPE-Administrador-TCE-PA/2016. Com relação ao orçamento e despesas públicas. As despesas caracterizadas como restos a pagar são extraorçamentárias na inscrição e orçamentárias no pagamento. Comentários Segundo Paludo (2017) “Restos a Pagar é despesa orçamentária na inscrição e despesa extraorçamentária no pagamento”. Portanto, de forma inequívoca, a questão está errada: restos a pagar são despesas orçamentárias no ano da inscrição. Caríssimos, penso que a questão 442 foi elaborada a partir do conteúdo de meu livro, pois utiliza os termos que escrevi, apenas invertendo a afirmação. 443.CESPE-ACE-TC-RJ/2020. Com relação aos restos a pagar e despesas de exercícios anteriores: Independentemente de serem processadas ou não, só serão pagas as despesas inscritas em restos a pagar liquidadas. PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 117 444.CESPE-ACE-TC-RJ/2020. Acerca da despesa pública, julgue o item: Despesas com suprimento de fundos sem a apresentação da prestação de contas até o encerramento do exercício devem ser inscritas em restos a pagar não processados. Comentários Segundo Paludo (2017) “Toda despesa orçamentária é obrigada a percorrer os estágios de: empenho, liquidação e pagamento – e não pode haver inversão de nenhuma fase. O estágio do pagamento corresponde ao efetivo desembolso financeiro público, precedido do empenho e da liquidação. Não poderão ser inscritos em restos a pagar - não processados – as despesas referentes a diárias, ajuda de custo e suprimento de fundos. Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, a questão 443 está correta: a liquidação é condição prévia e obrigatória para ocorrer o pagamento; e a questão 444 está errada: suprimento de fundos não processado não pode ser inscrito em restos a pagar. 445.VUNESP-Contador-TJ-SP/2015.Sobre restos a pagar. A dívida flutuante compreende, entre outros, os restos a pagar, sendo que o registro dos restos a pagar far-se-á por exercício e por credor, distinguindo-se as despesas processadas das não processadas. 446.FCC-AnalistaAdministrativo-TRT-PR/2010. Quanto aos restos a pagar. Restos a Pagar de despesas não processadas são aqueles cujo empenho foi emitido e o objeto adquirido não foi entregue. 447.ESAF-Analista-ANAC/2016. Sendo observados os limites globais de empenho e movimentação financeira, no que se refere à inscrição em Restos a Pagar Processados: A despesa deve ter sido prévia e legalmente empenhada; a despesa tenha sido liquidada, mas não paga no exercício. 448.CESPE-Administrador-ENAP/2015. A respeito de orçamento público. Situação hipotética: Devido a novas demandas para a qualificação do servidor público, a ENAP adquiriu, no dia 23 de outubro de 2014, novas cadeiras, que foram entregues apenas em janeiro de 2015. Assertiva: Nessa situação, a despesa deve ser, no orçamento de 2015, classificada como restos a pagar processados. 449.VUNESP-AnalistaPlanej-PMSP/2015. A diferença entre as despesas empenhadas que foram liquidadas e não pagas no final do exercício devem ser inscritas em A) déficit primário. B) dívida consolidada líquida. C) restos a pagar não processados. D) despesas de exercícios anteriores. E) restos a pagar processados. Comentários Segundo Paludo (2017) “As despesas inscritas em Restos a Pagar podem ser classificadas de modos diferentes. Segundo a Lei nº 4.320/1964, art. 36: ... distinguindo-se as processadas das não processadas e também de acordo com o Decreto nº 93.872/1986, art. 67, § 2º: o registro dos Restos a Pagar far-se-á por exercício e por credor. Os Restos a Pagar processados equivalem às despesas liquidadas, ou seja, às despesas em que o credor já cumpriu sua obrigação, já entregou o material ou já prestou o serviço – tendo, portanto, direito líquido e certo ao pagamento correspondente. Os Restos a Pagar não processados equivalem às despesas não liquidadas, ou seja, são aquelas em que o fornecedor ainda não entregou o material ou não prestou o serviço. Esse credor PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 118 ainda não tem direito ao crédito, mas poderá tê-lo se cumprir sua obrigação conforme estipulado no empenho ou no contrato. O Manual do Siafi Web inclui os RP Não Processados em Liquidação. Assim, de acordo com o Manual do Siafi a inscrição dos RP será classificada em: a) RP Processados: no momento da inscrição a despesa estava liquidada; b) RP Não Processados em Liquidação: foi iniciada a entrega do material/serviço, que ainda está em fase de análise e conferência: não houve o recebimento definitivo; RP Não Processados a liquidar: no momento da inscrição a despesa não estava liquidada e sua inscrição está condicionada a indicação pelo Ordenador de Despesa da Unidade Gestora, ou pessoa por ele autorizada. As duas classificações estão corretas e poderão ser cobradas em provas”. Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, temos as seguintes respostas: a 445 está correta, o registro de restos a pagar diferencia ano da inscrição, fornecedor, e despesas processadas e não processadas; a 446 está correta, trata-se de despesas não processadas; a 447 está correta e refere-se a restos a pagar processados; a 448 está errada: trata-se de restos a pagar não processados, pois em 31 de dezembro a mercadoria não havia sido entregue, estava não liquidada; e na questão 449 a resposta é a alternativa E: despesas liquidadas transformam-se em restos a pagar processados. 450.ESAF-AnalistaPO-MPOG/2015. A respeito dos conceitos orçamento impositivo versus orçamento autorizativo e das práticas observadas na elaboração e execução do orçamento no Brasil em anos recentes, analise a afirmativa: restos a pagar não processados podem ser prorrogados para além do exercício subsequente ao exercício de sua inscrição. 451.CESPE-ACE-Planejamento-TCE-PA/2016. No que se refere ao orçamento público e à atuação do Estado. Os restos a pagar processados terão validade até o dia trinta e um de dezembro do exercício subsequente, quando serão automaticamente cancelados. Comentários Segundo Paludo (2017) “Para os restos a pagar não processados a Regra Geral é: Os restos a pagar não processados e não liquidados posteriormente terão validade até 30 de junho do segundo ano subsequente ao de sua inscrição. Regras Específicas: I– Para os Órgãos do Poder Executivo: se a execução foi iniciada até 30 de junho do segundo ano subsequente ao da inscrição em restos a pagar a vigência dos restos a pagar inscritos continua; II– Para os restos a pagar relativos às despesas: a) do Programa de Aceleração do Crescimento – PAC; b) do Ministério da Saúde; ou c) do Ministério da Educação financiadas com recursos da Manutenção e Desenvolvimento do Ensino a vigência dos restos a pagar inscritos continua. Para os restos a pagar processados a Regra é que eles continuam vigendo além da data de 30 de junho do segundo ano subsequente ao de sua inscrição – independentemente de qualquer ato das Unidades Gestoras. Os Restos a Pagar processados não podem ser cancelados, visto que o fornecedor de bens e/ou serviços já cumpriu com a obrigação de fazer e a Administração Pública não poderá deixar de cumprir com a obrigação de pagar, sob pena de afrontar princípios como o da legalidade e da moralidade, que regem a Administração Pública (art. 37 da CF/1988)”. Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, a questão 450 está correta: restos a pagar não processados, cuja execução tenha sido iniciada - podem ser prorrogados para além do exercício subsequente ao da inscrição; e a questão 451 está errada: restos a pagar processados podem ter vigência de até cinco anos a contar da inscrição. 452.ALTERNATIVE-Contador-SMBV/2020. De acordo a Lei Complementar nº 101, de 4 de maio de 2.000 e Lei nº 4.320, de 17 de março de 1964, no que tange os Restos a Pagar, analise a afirmativa: No balanço financeiro, os Restos a Pagar do exercício serão PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 119 computados na receita extra-orçamentária para compensar sua inclusão na despesa orçamentária. 453.FUNDEP-TécnicoContabil-BC-MG/2020. Com relação as despesas de restos a pagar, analise a afirmativa a seguir: Os restos a pagar do exercício serão computados na receita extraorçamentária para compensar sua inclusão na despesa orçamentária. Comentários Segundo Paludo (2020) “Os Restos a Pagar do exercício serão computados na receita extraorçamentária para compensar sua inclusão na despesa orçamentária. Assim, chega-se à seguinte conclusão: no momento da inscrição do empenho em Restos a Pagar a despesa é orçamentária visto que utilizou orçamento do exercício e, no momento do pagamento da despesa inscrita, é despesa extraorçamentária, pois o orçamento da despesa é o do exercício anterior. Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, as duas questões estão corretas. Capítulo 10. DESPESAS DE EXERCÍCIOS ANTERIORES 454.CESPE-ACE-TCDF/2020. Julgue o item, acerca das receitas e despesas públicas: Considere que determinada entidade pública tenha realizado o empenho em janeiro de x2, referente a merenda escolar entregue em dezembro de x1. Nessa situação, a referida despesa pertence ao exercício de x2, sob a classificação de despesas de exercícios anteriores. 455.CESPE-Procurador-MP-CE/2020. Um órgão público inscreveu em restos a pagar compromisso que ainda não havia sido liquidado, mas no exercício seguinte, a referida inscrição em restos a pagar foi cancelada. Um ano depois do cancelamento, a administração pública reconheceu que o serviço correspondente àquele compromisso havia, de fato, sido prestado. Nessa situação, o pagamento do referido compromisso deve ser feito por meio daconta de despesas de exercícios anteriores. 456.CESPE-AnalistaAdministrador-MP-CE/2020. Considerando uma compra realizada em 31/12/2019 e paga 30 dias após a entrega, julgue o item: Essa despesa deve ser registrada como despesa de exercícios anteriores, uma vez que foi gerada em 2019 e liquidada em 2020. 457.FCC-AnalistaContábil-TRT23/2011. Quanto aos diversos termos da despesa pública. Despesas de exercícios anteriores são despesas orçamentárias. 458.CONSULPLAN-AnalistaAdministrativo-TRE-MG/2013. Acerca de despesas da administração pública. Despesas de exercícios anteriores são despesas pagas com orçamento vigente, decorrentes de compromissos assumidos em exercícios anteriores àquele em que deva ocorrer o pagamento. Comentários Segundo Paludo (2020) "Despesas de Exercícios Anteriores são aquelas cujas obrigações se referem a exercícios findos, que não foram sequer empenhadas, ou tiveram seus empenhos cancelados – indevidamente ou por falta de saldo financeiro para a sua inscrição em Restos a Pagar. Podem se referir a um ou vários exercícios concomitantemente - e são pagos com dotação específica do orçamento vigente. Despesas de Exercícios Anteriores, embora se refiram a exercícios passados, são despesas orçamentárias, haja vista que a emissão da nota de empenho ocorre com dotação do exercício vigente". PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 120 Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, temos as seguintes respostas: 454e455 estão corretas, são despesas de exercícios passados/anteriores; a 456 está errada, se a compra foi realizada e está aguardando entrega é porque houve emissão de empenho, e nesse caso se trata de restos a pagar; a questão 457 está correta, são despesas orçamentárias; e 458, está correta: são despesas pagas com orçamento vigente. Caríssimos, penso que a questão 457 foi elaborada a partir do conteúdo de meu livro, pois utiliza os termos que escrevi, destaquei, e mantenho desde 2008. 459.CESPE-AnalistaControle-Adm-TCE-PR/2016. No que se refere a despesas de exercícios anteriores, analise a afirmativa. Se o fato gerador de despesa de tribunal tiver ocorrido em determinado ano e, por alguma razão, a despesa ficar para ser paga somente no ano seguinte, considerando a mudança de exercício, essa despesa, para que possa ser paga, deverá ser inscrita, ao final do primeiro ano, como despesa de exercícios anteriores. 460.CESPE-AnalistaAdministrativo-SGES/2013. Acerca de Despesas de exercícios anteriores. O ordenador de despesa do exercício anterior é autoridade competente para, por meio de pronunciamento expresso, reconhecer a dívida que será paga no exercício corrente. Comentários Segundo Paludo (2017) "Para uma despesa ser tratada como de exercícios anteriores, deve ser aberto um processo administrativo contendo a documentação correspondente ao direito do credor, e deve ser precedida de termo formal de reconhecimento da despesa, visto que somente as despesas líquidas e certas poderão receber tal tratamento. Esse reconhecimento da dívida a ser paga à conta de Despesas de Exercícios Anteriores compete ao ordenador de despesas, devendo o processo conter os seguintes docu- mentos e informações ...”. Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, a questão 459 está errada: não há como “inscrever” despesas de exercícios anteriores (inscrição é para restos a pagar) – a despesa de exercício anterior é reconhecida e paga; e a questão 460 também está errada: o reconhecimento da despesa como de exercício anterior e, ato decorrente, autorização para pagamento, somente podem ser feitos pelo ordenador de despesa que estiver em exercício – e não pelo antigo ordenador de despesa. 461.CESPE-Administrador-TCE-SC/2016. Relativo a receitas e despesas públicas. Se um órgão público reconhecer dívida referente a exercício financeiro já encerrado, a despesa poderá ser inscrita na conta de despesas de exercícios anteriores. Comentários Como disse acima, “inscrição” é de restos a pagar – quando ocorre ao final do exercício para ser paga no exercício seguinte. No entanto, nesta questão a palavra “inscrição” é utilizada no sentido de reconhecimento da despesa – sem configurar o registro da passagem de um ano para outro, que é restos a pagar. Portanto, a questão 461 está correta: se reconhecida a despesa referente a exercício encerrado – ela será paga como despesas de exercícios anteriores. 462.QUADRIX-Administrador-CFO/2020. No que se refere ao orçamento público, julgue o item: Consideram‐se despesas de exercícios encerrados, as quais o orçamento respectivo consigne crédito próprio, com saldo suficiente para atendê‐las, que não se tenham processado na época própria. 463.CESPE-EspecialistaFinanças-TELEBRÁS/2015. Acerca da execução do orçamento e mecanismos para corrigir insuficiências ou para garantir o pagamento a fornecedores. As despesas resultantes de compromissos assumidos em exercícios encerrados, para os quais PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 121 o orçamento respectivo consignou crédito próprio com saldo suficiente para atendê-las, poderão ser reconhecidas como despesas de exercícios anteriores e, para tal, não devem estar inscritas em restos a pagar. 464.FGV-Administrador-AL-MT/2014. As despesas de exercícios encerrados, para os quais o orçamento respectivo consignava créditos próprios, com saldo suficiente para atendê‐los, mas que não tenham sido processados, em época própria, tendo o credor cumprido a sua obrigação é uma ocorrência a ser paga, desde que autorizado pelo ordenador de despesa, na dotação de restos a pagar não processados. 465.CESPE-ACE-TC-RJ/2020. Acerca de restos a pagar e despesas de exercícios anteriores, julgue o item: Restos a pagar com prescrição interrompida são considerados despesas de exercícios anteriores. 466.FCC-ConselheiroTCM-RJ/2015. Sobre despesa pública. Os restos a pagar com prescrição interrompida podem ser pagos a conta de despesas de exercícios anteriores, mediante o empenhamento da despesa na respectiva dotação orçamentária. Comentários Segundo Paludo (2020) “As Despesas de Exercícios Anteriores podem ser oriundas de três situações: não terem sido processadas na época própria; tratar-se de Restos a Pagar com prescrição interrompida; serem reconhecidas após o encerramento do exercício. O Decreto nº 93.872/1986 especifica essas despesas: a) Despesas que não se tenham processado na época própria: aquelas cujo empenho tenha sido considerado insubsistente e anulado no encerramento do exercício correspondente, mas que, dentro do prazo estabelecido, o credor tenha cumprido sua obrigação; b) Restos a Pagar com prescrição interrompida: a despesa cuja inscrição como Restos a Pagar tenha sido cancelada, mas ainda vigente o direito do credor; c) Compromissos reconhecidos após o encerramento do exercício: a obrigação de pagamento criada em virtude de lei, mas somente reconhecido o direito do reclamante após o encerramento do exercício correspondente”. Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, as questões 462a464 tratam do mesmo tipo de despesa enquadrada como de exercícios anteriores (462-463 corretas, 464 errada); e as questões 465-466 estão corretas e tratam de outro tipo de despesas de exercícios anteriores: restos a pagar com prescrição interrompida. 467.VUNESP-AnalistaGestão-SUZANO/2016. No momento do pagamento de restos a pagar, referente à despesa empenhada pelo valor estimado, verifica-se que existe diferença entre o valor da despesa inscrita e o valor real a ser pago. Diante dessa situação, se o valor real a ser pago for superior ao valor inscrito, a diferença entre os valores deve ser A) empenhada na conta de despesas de exercícios anteriores. B) cancelada e emitida por um empenho próprio. C) mantida na conta de restos a pagar no exercício corrente. D) empenhada para contadinheiro, para um período de tempo definido, o programa de operações do governo e os meios de financiamento desse programa. PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 13 20.CESPE-Administrador-EBC/2011. Orçamento é um plano detalhado da obtenção e do uso de recursos, financeiros ou de outra natureza, durante um período especificado; representa um plano para o futuro, expresso em termos quantitativos. A elaboração do orçamento denomina-se processo orçamentário e o emprego dos orçamentos no controle das atividades é conhecido como controle orçamentário. Comentários Segundo Paludo (2020) “O Orçamento anual é o documento que define a gestão anual dos recursos públicos. É o documento legal que contém a previsão de receitas e a autorização de despesas a serem realizadas por um governo, em um determinado exercício financeiro. Com a aprovação e promulgação da LOA, as despesas nela contidas são autorizadas, viabilizando a realização das Políticas Públicas organizadas em programas, mediante a quantificação das metas e a alocação de recursos para as ações orçamentárias”. Segundo Paludo (2017) “O orçamento moderno é um plano que expressa em termos quantitativos/financeiros, para um período de tempo definido, o programa de operações do Governo e os meios de financiamento desse programa”. Tanto o orçamento tradicional, como o de desempenho, e também o orçamento programa, têm entre suas finalidades a de ser “instrumento de controle”. Através do orçamento aprovado é possível controlar todas as despesas realizadas, no sentido de aferir se foram autorizadas pela Lei Orçamentária Anual ou mediante créditos adicionais, bem como aferir se na execução do orçamento foi respeitada a finalidade para a qual o crédito orçamentário foi aprovado (controle orçamentário). “De maneira simples, o orçamento é uma estimativa, uma previsão. Ao final do processo de elaboração, o Orçamento Público materializa-se numa lei, a LOA – Lei Orçamentária Anual” (Paludo, 2018). Assim, durante a elaboração chama-se processo (compreende as etapas, o “passo-a-passo”) e uma vez aprovado pelo Poder Legislativo é denominado de Lei Orçamentária Anual (embora também possa ser chamado de orçamento anual). Portanto, de forma clara e direta e em harmonia com o texto acima, as três questões estão corretas em todos os aspectos abordados. Obs.: A questão 19, como centenas de outras questões – não citam meu nome – mas é recorte de texto de meu livro Orçamento Público/Afo/Lrf (muitas, o recorte é parcial). 21.FCC-AnalistaControle-AMAPÁ/2012. O instrumento de gestão que se torna em plano de governo expresso em forma de lei, que faz a estimativa de receita a arrecadar e fixa a despesa para um período determinado de tempo, em geral de um ano, chamado exercício financeiro, em que o governante não está obrigado a realizar todas as despesas ali previstas, porém não poderá contrair outras sem a prévia aprovação do poder legislativo, é conhecido como Orçamento A) Flexível. B) Ordinário. C) Contínuo. D) Público. E) Operacional. Comentários PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 14 Segundo Paludo (2017) “De maneira simples, o orçamento é uma estimativa, uma previsão. Ao final do processo de elaboração, o Orçamento Público materializa-se numa lei, a LOA – Lei Orçamentária Anual. O Orçamento Público é o instrumento de gestão para viabilização do planejamento governamental e de realização das Políticas Públicas organizadas em programas. É o documento legal que contém a previsão de receitas e a autorização de despesas a serem realizadas por um governo, em um determinado exercício financeiro. ... Embora haja despesas obrigatórias, no geral, o Orçamento Público brasileiro é considerado autorizativo”. Portanto, de forma clara e direta e em harmonia com o texto acima, a alternativa D é a verdadeira e a resposta da questão, pois a questão trata do Orçamento Público. As afirmativas AeC são apenas características do orçamento público; a alternativa B nem se enquadra na questão; e a alternativa E trata apenas do orçamento operacional, utilizado para implementação de planos e projetos. 22.AugustinhoPaludo/2020. Sobre as características do orçamento público brasileiro, analise a afirmativa: Em termos de processo, o orçamento público é contínuo, dinâmico e flexível. Comentários Segundo Paludo (2020) “Quando nos referimos ao processo orçamentário, em 2001, afirmamos que o Orçamento Público é um processo, contínuo, dinâmico e flexível, que traduz em termos financeiros os planos e programas do Governo, ajustando o ritmo de sua execução à efetiva arrecadação dos recursos previstos. Ao mesmo tempo em que o PPA é executado, uma LDO está vigente e uma LOA está sendo executada; e outro projeto de LDO e de LOA estão sendo elaborados (continuidade). Os planos de médio/longo prazo (plurianual, regionais, setoriais) e de curto prazo (orçamento anual) têm que ser dinâmicos e flexíveis para se ajustarem às conjunturas econômicas, sociais e políticas – tornando-se, assim, efetivos instrumentos de realização dos objetivos nacionais estabelecidos no PPA e implementados nos orçamentos- programas anuais. Por fim, o orçamento anual permite ajustes - alguns no âmbito de cada Poder/órgão e outros mediante Créditos Adicionais (flexibilidade)”. Portanto, a questão está correta: o orçamento público é contínuo, dinâmico e flexível. 23.CESPE-Administrador-TCE-PA/2016. Julgue o item relativo ao orçamento público. Além de ser um dos instrumentos de gestão mais antigos da administração pública, o orçamento público é um conceito estático cujas funções têm permanecido inalteradas desde a sua criação. 24.CESPE-AnalistaAdmTRT-MT/2015. Sobre orçamento público, julgue o item. O orçamento moderno caracteriza-se por ser um instrumento de administração. 25.FGV-Auditor-TJ-PIAUÍ/2015. As práticas orçamentárias nas entidades do setor público começaram a ser influenciadas por uma concepção mais moderna de orçamento a partir do século XX, com o objetivo de contribuir para que o orçamento fosse efetivamente um instrumento de administração. Constitui uma característica da concepção moderna de orçamento: mecanismo da política fiscal do governo. Comentários Segundo Paludo (2017) “Antigamente, o orçamento era apenas um meio de controle político do legislativo sobre o executivo, mas tanto a finalidade quanto os conceitos evoluíram e o Orçamento Público tornou-se bem mais abrangente que a simples previsão de receita e fixação de despesa. PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 15 O orçamento evoluiu para um instrumento básico de administração e, dessa forma, cumpre muitas funções, dentre as quais a de ser instrumento de controle econômico; instrumento do planejamento governamental; ser utilizado para controlar gastos; ser visto como um programa de Governo através do qual havia de se demonstrar não apenas a elaboração financeira, mas também a orientação do Governo. Atualmente, o orçamento deixou de ser mera peça orçamentária e tornou-se um poderoso instrumento de intervenção na economia e na sociedade”. Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, a questão 23 está errada: o orçamento público é um conceito dinâmico em constante evolução; e as questões 24 e 25 estão corretas: o orçamento moderno é um instrumento de administração; mecanismo de política fiscal (gestão e controle financeiro); e instrumento de intervenção na economia. 26.ESAF-AnalistaPO-MPOG/2015. A respeito dos conceitos orçamento impositivo versus orçamento autorizativo e das práticas observadas na elaboração e execução do orçamento no Brasil em anos recentes, é correto afirmar que existe um rol de despesas que as leis e a Constituição Federal definem como obrigatórias. 27.CESPE-AnalistaAdm-STJ/2015. Acerca de conceitos e normas aplicáveisde despesa de exercício futuro. E) mantida no saldo de contas a pagar até a emissão do empenho por valor real. Comentários Segundo Paludo (2017) “Caso o valor inscrito em restos a pagar seja insuficiente para quitação da despesa - a diferença deverá ser empenhada e paga como despesas de exercícios anteriores”. Portanto, de forma inequívoca a alternativa A é a verdadeira e a resposta da questão. PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 122 Obs.: A questão 467, como centenas de outras questões – não citam meu nome – mas tem recorte de texto de meu livro Orçamento Público/Afo/Lrf. Capítulo 11. SUPRIMENTO DE FUNDOS 468.CEBRASPE-SEFAZ-AL/2020. Julgue o item, acerca de suprimento de fundos: Para que o recurso de suprimento de fundos seja concedido ao suprido, devem ser percorridos os três estágios da despesa orçamentária — empenho, liquidação e pagamento. 469.VUNESP-AnalistaGestão-SUZANO/2016. O adiantamento de valores a um servidor, para futura prestação de contas, que constitui despesa orçamentária e, portanto, percorreu os três estágios da despesa orçamentária (empenho, liquidação e pagamento), refere-se a A) fundo perdido. B) suprimentos de fundos. C) adiantamento de empenho. D) adiantamento de viagem. E) concessão programada. 470.CONSULPLAN-AnalistaAdministrativo-TRE-MG/2013. A respeito da despesa pública. O suprimento de fundos é caracterizado por ser um adiantamento de valores a um servidor para futura prestação de contas. Esse adiantamento constitui despesa orçamentária, ou seja, para conceder o recurso ao suprido é necessário percorrer os três estágios da despesa orçamentária: empenho, liquidação e pagamento. Comentários Segundo Paludo (2020) “Também conhecido como “adiantamento”, o Suprimento de Fundos corresponde a um regime especial de execução da despesa, mas que deve cumprir os estágios de empenho, liquidação e pagamento. Portanto, de forma clara e com resposta direta no texto acima, a questão está correta. Caríssimos, penso que as questões 468-470 foram elaboradas a partir do conteúdo de meu livro, pois utilizam os termos que escrevi, destaquei, e mantenho desde 2008. 471.Contador-FNI/2016. No que se refere a suprimento de fundos, também chamado de regime de adiantamento de numerário, analise a afirmativa: O regime de adiantamento é aplicável aos casos de despesas expressamente definidos em lei e consiste na entrega de numerário a servidor, sempre precedida de empenho na dotação própria para o fim de realizar despesas, que não possam subordinar-se ao processo normal de aplicação. 472.VUNESP-AnalistaPlanejamento-PMSP/2015. Sobre suprimento de fundos. Na contabilidade pública, regime de adiantamento é a entrega de numerário ao servidor, a critério do ordenador de despesa e sob sua inteira responsabilidade, precedido de empenho e de futura prestação de contas. 473.FCC-AnalistaContábil-TRT23/2016. A respeito de suprimento de fundos. A Lei nº 4.320/64 rege a realização de despesas sob o regime de suprimento de fundos, também denominadas despesas sob regime de adiantamento. Comentários PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 123 Segundo Paludo (2017) “Suprimento de fundos é um meio de realizar despesas que, pela sua urgência e eventualidade, não possam aguardar o processamento normal da execução orçamentária. Suprimento de fundos ou adiantamento consiste na entrega de numerário a servidor, sempre precedida de empenho prévio na dotação própria à despesa a realizar, para despesa que não possa subordinar-se ao processo normal de execução, concedido a critério do ordenador de despesas, e sob sua inteira responsabilidade”. Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, as três questões estão corretas: a 471e472 trazem o conceito de suprimento de fundos; a 473 confirma que suprimento de fundos é também chamado de “adiantamento”. 474.CEBRASPE-SEFAZ-AL/2020. Julgue o item, acerca de suprimento de fundos: O suprimento de fundos representa uma despesa, do ponto de vista patrimonial, pois, no momento da sua concessão, há redução no patrimônio líquido. 475.CESPE-Administrador-ENAP/2015. A respeito de orçamento público. Situação hipotética: Deslocados para uma importante missão em localidade remota do país, servidores do Ministério do Planejamento receberam adiantamento de valores, na forma de suprimento de fundos. Assertiva: De acordo com o enfoque patrimonial, tal operação não é considerada despesa, pois não há alteração no patrimônio líquido. 476.CESPE-Procurador-MP-CE/2020. Acerca de suprimento de fundos. Se determinado suprimento de fundos não for integralmente utilizado, o respectivo saldo remanescente deverá ser devolvido ao órgão concedente. Comentários Segundo Paludo (2020) “Segundo o enfoque contábil dado pela STN, esse adiantamento constitui despesa orçamentária, pois percorre os três estágios da despesa orçamentária: empenho, liquidação e pagamento. No entanto, para compensar a realização dessa despesa (visto que o valor concedido poderá, ou não, ser utilizado), no momento da liquidação da despesa orçamentária, ao mesmo tempo em que ocorre o registro de um passivo, há também a incorporação de um ativo, que representa o direito de receber um bem ou serviço, objeto do gasto a ser efetuado pelo suprido, ou a devolução do numerário adiantado. Assim, na ótica contábil-patrimonial, a concessão de suprimento constitui fato permutativo, visto que não há alteração no patrimônio líquido”. Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, a questão 474 está errada, a questão 475e476 estão corretas: sob a ótica contábil-patrimonial suprimento de fundos não é despesa, pois não afeta a situação patrimonial face ao lançamento simultâneo de direito a receber do suprido – que se não utilizar o valor, terá que devolvê-lo ao órgão concedente. 477.CESPE-AdministradorPF/2014. No que se refere às despesas públicas. O limite para a definição das despesas de pequeno vulto que podem ser objeto de suprimento de fundos é estabelecido por portaria do ministro da Fazenda, sendo aplicável a todos os demais órgãos do Poder Executivo federal. 478.ESAF-Contador-FNI/2016. No que se refere a suprimento de fundos, também chamado de regime de adiantamento de numerário, analise a afirmativa: Despesas de caráter sigiloso e despesas de pequeno vulto, conforme limite estabelecido pelo Ministério da Fazenda, são exemplos de despesas que podem ser executadas por meio de suprimento de fundos. 479.ESAF-AnalistaPO-MPOG/2015. A realização de despesa por intermédio de Suprimento de Fundos de que trata o art. 68 da Lei nº 4.320/64 pode ser: despesas de caráter sigiloso PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 124 podem ser realizadas mediante suprimento de fundos, desde que haja regramento para esse fim. Comentários Segundo Paludo (2017) “A Lei nº 4.320/1964 e o Decreto nº 93.872/1986 mencionam três tipos de despesas ou tipos de suprimento de fundos: I– para atender a despesas eventuais, inclusive em viagens e com serviços especiais, que exijam pronto pagamento; II– quando a despesa deva ser feita em caráter sigiloso, conforme se classificar em regulamento; e III – para atender a despesas de pequeno vulto, assim entendidas aquelas cujo valor, em cada caso, não ultrapassar limite estabelecido em Portaria do ministro da Fazenda”. Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, as três questões estão corretas, e apresentam tipos de despesas passíveis de atendimento por meio de suprimento de fundos. 480.ESAF-Analista-ANAC/2016. De acordo com a norma vigente, não se deve conceder suprimento de fundos nos seguintes casos, exceto: a) a responsável por dois suprimentos. b) a servidor que tenha sob sua guarda um exemplar do Cartão de Pagamento do Governo Federal (CPGF). c) a servidor que tenha aao orçamento público. O chamado orçamento impositivo se caracteriza, entre outros aspectos, pela obrigatoriedade de execução das emendas parlamentares individuais, até o limite de 1,2% da receita corrente líquida anual prevista no projeto de lei orçamentária encaminhado pelo Poder Executivo ao Poder Legislativo. Comentários Segundo Paludo (2017) “Quando o orçamento anual é aprovado, transformando-se na LOA – Lei Orçamentária Anual, apenas contém a autorização do Poder Legislativo para que, no decorrer do exercício financeiro, o gestor público verifique a real necessidade e utilidade de realização da despesa autorizada, e, sendo ela necessária, proceda a sua execução. No entanto, com relação às despesas obrigatórias estabelecidas pela Constituição ou mediante lei, não há que se falar em caráter autorizativo do orçamento. Para essas, o caráter será sempre obrigatório, e, portanto, impositivo. Mas com relação às despesas não obrigatórias, a sua execução insere-se na discricionariedade do gestor. No geral – mesmo depois da EC-86/2015 (execução obrigatória de 1,2% da RCL) - o Orçamento Público brasileiro é considerado autorizativo”. Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, a questão 26 está correta: existe um rol de despesas que as leis e a Constituição Federal definem como obrigatórias; e a questão 27 está errada: a execução obrigatória de 1,2% não define um orçamento como impositivo. Obs.: A questão 26, como centenas de outras questões – não citam meu nome – mas é recorte parcial de texto de meu livro Orçamento Público/Afo/Lrf. 28.FCC-AnalistaControle-TC-PR/2011. De acordo com a Constituição Federal de 1988, a competência para legislar sobre direito financeiro e orçamento é A) exclusiva da União. B) privativa da União, dos Estados e do Distrito Federal. C) privativa da União. D) exclusiva da União, dos Estados e do Distrito Federal. E) concorrente da União, Estados e Distrito Federal. Comentários PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 16 Segundo Paludo (2017) “A competência legislativa orçamentária é matéria tratada pelo Direito Financeiro – um ramo do Direito Público que, sob o ponto de vista jurídico, estuda e regula a atividade financeira do Estado. De acordo com a CF/1988, o Direito Financeiro e o Orçamento Público inserem-se no âmbito da legislação concorrente. Conforme consta no artigo 24, compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre: I – Direito Tributário, Financeiro, Penitenciário, Econômico e Urbanístico; II – orçamento. Quanto aos Municípios, o art. 30 da CF/1988, lhes confere competência para legislar sobre assuntos de interesse local e suplementar a legislação federal e a estadual no que couber – de forma concomitante com a União e os Estados”. Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, em matéria financeira e orçamentária a competência legislativa é concorrente, o que torna a alternativa E verdadeira e a resposta da questão. 29.FCC-ProcuradorTCM-RJ/2015. Sobre as espécies de orçamento, é correto afirmar: A doutrina afirma que a Constituição Federal brasileira adotou o chamado Orçamento Misto, em que o Poder Executivo tem a competência para elaboração dos projetos de leis orçamentárias e o envio destes projetos ao Poder Legislativo, para sua discussão e aprovação. 30.FGV-AnalistaOrçamento-IBGE/2016. No ciclo orçamentário, a competência para a aprovação da proposta orçamentária é: A) delegada ao Poder Legislativo; B) compartilhada entre os poderes; C) exclusiva do Poder Executivo; D) exclusiva do Poder Legislativo; E) reservada ao chefe do Poder Executivo. 31.VUNESP-AnalistaFO-ARARAS/2015. Sobre orçamento público. O tipo de orçamento utilizado em países parlamentaristas, no qual a elaboração, a votação e a aprovação do orçamento são de competência do Poder Legislativo, cabendo ao Executivo a sua execução, é denominado legislativo. Comentários Segundo Paludo (2017) “No Brasil o orçamento é do tipo misto, visto que a iniciativa cabe ao Poder Executivo, mas sua aprovação é submetida ao Poder Legislativo, bem como o seu controle e julgamento. Os dois poderes participam ativamente do processo orçamentário. Em matéria orçamentária compete ao Poder Executivo elaborar e executar; e ao Poder Legislativo aprovar e fiscalizar. Em regimes parlamentaristas o orçamento é Legislativo, visto que a competência orçamentária é privativa do Poder Legislativo, inclusive sua elaboração - cabendo ao Executivo a sua execução”. Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, a questão 29 está correta: no Brasil vigora o orçamento tipo misto; na questão 30 a alternativa D é a resposta: a competência para aprovar a LOA é do legislativo; e a questão 31 está correta: descreve com perfeição o orçamento do tipo legislativo. PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 17 1.2 Tipos/Técnicas Orçamentárias 32.CESPE-AnalistaAdministrador-MP-CE/2020. A respeito de orçamento e finanças públicas, julgue o item: A técnica orçamentária do orçamento clássico ou tradicional caracteriza-se por uma acentuada preocupação com o atendimento das necessidades da coletividade. 33.FCC-ConselheiroTCM-RJ/2015. O orçamento do qual consta apenas a previsão da receita e a fixação da despesa, constituindo uma peça meramente contábil-financeira, sem nenhuma espécie de planejamento da ação do governo, sem qualquer objetivo econômico e social de forma clara e sem preocupação com objetivos e metas e voltado preferencialmente às necessidades dos órgãos públicos, denomina-se orçamento A) de desempenho ou por realizações. B) estatal. C) clássico ou tradicional. D) pragmático. E) de base zero ou por estratégia. 34.FGV-AnalistaOrçamento-IBGE/2016. As concepções que norteiam o desenvolvimento das técnicas orçamentárias passaram por constante evolução, sobretudo em decorrência da maior complexidade das atividades desempenhadas pelos entes estatais. Porém, os primeiros modelos de orçamento foram desenvolvidos a partir da concepção de orçamento tradicional. Uma caraterística associada a essa concepção inicial do orçamento é: classificações suficientes para instrumentalizar o controle de despesas. 35.FGV-Administrador-TJ-RO/2015. Os conceitos de orçamento tradicional e orçamento moderno não são modelos definidos, mas concepções extremas a partir das quais os modelos e técnicas orçamentárias são elaborados. Uma das características da concepção tradicional do orçamento público é: a alocação de recursos com vistas à aquisição de meios. 36.CESPE-EspecialistaFinanças-TELEBRÁS/2015. Acerca de métodos, técnicas, instrumentos do orçamento público e sistema de classificação orçamentária. No orçamento tradicional, a peça orçamentária apresenta a previsão de receita e a autorização de despesa e, mesmo com a pouca relação com os anseios e as necessidades dos cidadãos brasileiros, nele há a previsão de objetivos econômicos e sociais a serem atingidos. Comentários Segundo Paludo (2016) “O Orçamento Tradicional/clássico é um documento de previsão de receita e autorização de despesas com ênfase no gasto, no que se comprava. É um processo orçamentário em que apenas uma dimensão do orçamento é explicitada, qual seja, o objeto de gasto. Esse orçamento refletia apenas os meios que o Estado dispunha para executar suas tarefas. Sua finalidade era ser um instrumento de controle político do Legislativo sobre o Executivo – sem preocupação com o planejamento, com objetivos a realizar, com a intervenção na economia ou com as necessidades da população. O critério para a classificação dos gastos era Unidade Administrativa (classificação institucional) e o elemento de despesa (objeto do gasto), apenas o suficiente para permitir o controle das despesas, e as projeções eram feitas em função dos orçamentos executados nos anos anteriores,recaindo nas mesmas falhas e na perpetuação dos erros. Foi baseado no Orçamento Tradicional que surgiu o rótulo de “lei de meios”, haja vista que o orçamento era classificado como um inventário dos “meios” com os quais o Estado contava para levar a cabo suas tarefas – sem preocupação com os fins (resultados)”. PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 18 Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, a questão 32 está errada e tem resposta no segundo parágrafo; na questão 33 a alternativa C é a verdadeira, com resposta direta no segundo parágrafo; as questões 34 e 35 estão corretas: a 34 tem resposta direta no terceiro parágrafo e a 35 tem resposta no primeiro e quarto parágrafos; e a questão 36 está errada: no orçamento tradicional não havia previsão de objetivos a serem atingidos. 37.FUNDATEC-AgenteAdministrativo-GRAMADO/2019. Acerca do Orçamento Público. A técnica orçamentária que consiste na interligação do planejamento com o orçamento, de modo que seja elaborado um programa de trabalho, expresso por um conjunto de ações a serem realizadas, em que são identificados os recursos necessários para sua execução, é chamada de Orçamento de Desempenho. 38.CESPE-Técnico-TRE-PI/2016-adaptado. Assinale a opção correta que apresenta o tipo de orçamento, que analisa custos e utiliza planejamento para estabelecer metas e objetivos. A) orçamento participativo. B) orçamento de desempenho. C) orçamento tradicional. D) orçamento de base zero. E) orçamento-programa. 39.CESPE-ContadorUNIPAMPA/2013. No orçamento de desempenho, consideram-se os seguintes fatores para a mensuração da atuação: economia de custos ou insumos, eficiência técnica na obtenção dos produtos e eficácia dos resultados pretendidos pelas políticas governamentais. 40.FCC-ContadorTRE-CE/2012. No processo orçamentário que se caracteriza por apresentar duas dimensões do orçamento: o objeto de gasto e um programa de trabalho, contendo as ações desenvolvidas, toda a ênfase reside na performance organizacional, sendo também conhecido como orçamento funcional. Esta técnica orçamentária é conhecida como orçamento de desempenho. Comentários Segundo Paludo (2017) “O Orçamento de Desempenho representou uma evolução do Orçamento Tradicional; buscava saber o que o Governo fazia (ações orçamentárias) e não apenas o que comprava (elemento de despesa). Havia também forte preocupação com os custos dos programas. A ênfase é no desempenho organizacional, e avaliam-se os resultados (em termos de eficácia – não de efetividade). Procura-se medir o desempenho através do resultado obtido, tornando o orçamento um instrumento de gerenciamento para a Administração Pública. É um processo orçamentário que se caracteriza por apresentar duas dimensões do orçamento: o objeto do gasto e um programa de trabalho, contendo as ações a serem desenvolvidas. Utilizava-se o planejamento para definir objetivos, mas ainda não havia a estreita vinculação do planejamento com o orçamento (obtida com o orçamento programa), e o critério de classificação foi alterado para incorporar o programa de trabalho e a classificação por funções. Segundo James Giacomoni (2017) o Orçamento de Desempenho é aquele que apresenta os propósitos e objetivos para os quais os créditos se fazem necessários, os custos dos PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 19 programas propostos para atingir aqueles objetivos e dados quantitativos que meçam as realizações e o trabalho levado a efeito em cada programa”. Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, a questão 37 está errada e tem resposta direta no 4º parágrafo; na questão 38 a alternativa B é a verdadeira e tem resposta direta no primeiro, quarto e quinto parágrafos; as questões 39 e 40 estão corretas: a 39 porque no orçamento de desempenho havia preocupação com custos, com a eficiência interna e com a eficácia nos resultados; a 40 tem resposta direta no segundo e terceiro parágrafos. Obs.: A questão 40, como centenas de outras questões – não citam meu nome – mas tem recorte parcial de texto de meu livro Orçamento Público/Afo/Lrf. 41.CESPE-AnalistaContábil-MP-PA/2020. A respeito de conceitos, espécies e natureza jurídica do orçamento público, julgue o item. No orçamento-programa, a lei orçamentária não deve conter apenas as estimativas para as receitas e despesas do próximo exercício financeiro, mas também a previsão de objetivos e metas relacionados à realização das necessidades públicas. 42.FGV-AnalistaOrçamento-IBGE/2016. O orçamento-programa, na concepção original da Organização das Nações Unidas (ONU), é tido como um sistema em que se presta particular atenção às coisas que um governo realiza mais do que às coisas que adquire. Desta forma, caso um ente público elabore sua proposta orçamentária com base na técnica do orçamento-programa, um elemento que está entre os essenciais é a identificação dos objetivos e propósitos perseguidos pela instituição e para os quais serão utilizados os recursos orçamentários. Comentários Segundo Paludo (2017) “O Orçamento Programa é o atual e mais moderno Orçamento Público, está intimamente ligado ao planejamento, e representa o maior nível de classificação das ações governamentais: ele vai além da previsão de receitas e fixação de despesas, e expressa o compromisso e as ações do governo para a sociedade, pois indica com clareza os objetivos da nação ... a alocação de recursos visa à consecução de objetivos e metas. James Giacomoni (2017), cita documento divulgado pela ONU em 1959, segundo o qual o Orçamento Programa é um sistema que presta particular atenção às coisas que o Governo realiza, mais do que às coisas que ele adquire. Portanto, no Orçamento Programa a ênfase é no que se realiza e não no que se gasta”. Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, as duas questões estão corretas: a 41 tem resposta direta no primeiro parágrafo, e a 42, no orçamento programa a ênfase é nas realizações e há identificação de objetivos e propósitos a serem realizados com os recursos orçamentários. Obs.: Na questão 41, como tantas outras – o texto da questão é quase igual ao conteúdo do livro e sugere que a questão foi montada a partir desse livro Orçamento Público/Afo/Lrf. 43.CESPE-Administrador-ENAP/2015. Com relação ao orçamento público no Brasil. O orçamento-programa, introduzido na legislação brasileira a partir da promulgação da Constituição Federal de 1988, tem como preocupação básica a identificação dos custos dos programas. 44.FCC-AnalistaAdministrativo-TRE-CE/2012. O instrumento ou ferramenta de planejamento da ação governamental, no qual os aspectos administrativos e econômicos se sobrepõem aos políticos, introduzido no Brasil pela Lei nº 4.320/64 e Decreto Lei nº 200/67, consolidado pela Constituição Federal de 1988, adaptado a partir do ano 2000 para incluir o PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 20 nível de detalhamento da ação e que atua como módulo integrador entre o plano e o orçamento refere-se A) ao Quadro de detalhamento da despesa. B) à Classificação econômica da despesa. C) à Classificação da receita. D) ao Programa. E) à Classificação funcional da despesa. Comentários Segundo Paludo (2017) “Orçamento Programa. Essa técnica de elaboração orçamentária foi determinada pela Lei nº 4.320/1964, reforçada pelo Decreto-Lei nº 200/1967, teve a primeira classificação funcional-programática em 1974, mas foi apenas com a edição do Decreto nº 2.829/1998 e com a vigência do primeiro PPA 2000-2003 que se tornou realidade. Mas, atenção: a partir do PPA 2012-2015, não há mais desmembramento do Programa em Ações no planejamento: no PPA constam apenas os programas; as ações se tornaram instrumentos específicos dos orçamentos anuais”. Portanto, de forma clara e em harmonia como texto acima, a questão 43 está errada: o orçamento programa não surgiu com a CF/88, mas no ano 2.000, e como visto no comentário da questão anterior, sua preocupação básica são as realizações; e na questão 44 a alternativa D é a verdadeira e a resposta da questão. Todas as demais alternativas não se referem a técnicas orçamentárias. A alternativa A trata apenas de “quadros de despesas”; e as alternativas B,C,E tratam apenas de “classificações de receita e despesa”. 45.CESPE-AnalistaAdministrativo-TRT8/2015. Acerca do orçamento-programa, assinale a opção correta. A) A adoção do orçamento-programa no Brasil não representou grandes avanços em relação aos sistemas orçamentários anteriores, devido a ausência de indicadores para medição de resultado dos programas. B) O orçamento-programa tem como um de seus objetivos incrementar financeiramente o orçamento de um exercício para o outro. C) Um orçamento cuja ênfase esteja voltada mais as realizações de um governo do que as suas aquisições possui características de orçamento-programa. D) No orçamento-programa, as decisões orçamentárias estão diretamente relacionadas as necessidades financeiras dos entes da administração pública. E) O principal critério de classificação orçamentária previsto no orçamento-programa corresponde as unidades administrativas. Comentários Segundo Paludo (2018) “A ênfase do orçamento-programa é nas realizações ... James Giacomoni cita como características do Orçamento Programa: o orçamento é o elo entre o planejamento e o orçamento; a alocação de recursos visa à consecução de objetivos e metas; as decisões orçamentárias são tomadas com base em avaliações e análises técnicas de alternativas possíveis; na elaboração do orçamento são considerados todos os custos dos programas, inclusive os que extrapolam o exercício; a estrutura do orçamento está voltada para os aspectos administrativos e de planejamento; o principal critério de classificação é o funcional-programático; utilização sistemática de indicadores e padrões de medição do trabalho e de resultados; o controle visa avaliar a eficiência, a eficácia e a efetividade das ações governamentais”. PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 21 A.Errada. O orçamento-programa trouxe avanços, e conforme texto acima, há utilização sistemática de indicadores. B.Errada. No orçamento-programa a ênfase é nos objetivos a realizar. O incremento financeiro de um ano para o outro é do orçamento tradicional. C.Certa. Segundo Paludo (2017) “O Orçamento Programa presta particular atenção às coisas que o Governo realiza, mais do que às coisas que ele adquire. Portanto, no Orçamento Programa a ênfase é no que se realiza e não no que se gasta”. D.Errada. Conforme texto acima, as decisões são tomadas com base em avaliações e análises técnicas de alternativas – e não das necessidades financeiras. E.Errada. Conforme texto acima, o principal critério de classificação é o funcional- programático. 46.IADM-AuditorFiscal-BoaVista/2020. Acerca do orçamento público, analise a afirmativa a seguir: Uma das principais desvantagens do orçamento base zero é que ele impossibilita o planejamento orçamentário para o próximo exercício. 47.FCC-ConselheiroTCM-RJ/2015. A espécie de orçamento cuja técnica utilizada para sua confecção consiste em desconsiderar os valores do ano anterior como valor inicial mínimo, e proceder a uma análise crítica de todos os recursos solicitados pelos órgãos governamentais, e de suas efetivas necessidades, sem qualquer compromisso com montantes iniciais de dotações, denomina-se orçamento de base zero ou por estratégia. 48.CESPE-AnalistaAdministrativo-TRE-PI/2016. Sobre orçamento público. A técnica orçamentária que exige análise, revisão e avaliação de todas as despesas propostas, e não apenas daquelas que ultrapassem o nível de gastos já existente, é denominada orçamento base-zero. 49.FGV-AnalistaOrçamento-IBGE/2016. Desde as primeiras tentativas de se elaborar um orçamento no âmbito governamental até os dias atuais, vários modelos de orçamento foram propostos, tendo em vista contribuir para uma melhor destinação dos recursos públicos. O modelo de orçamento em que as ações de um programa governamental constituem unidades de decisão cujas necessidades de recursos são avaliadas em pacotes de decisão é o orçamento A) base zero; B) gerencial; C) participativo; D) por desempenho; E) por programa. Comentários Segundo Paludo (2017) “No Orçamento Base-Zero cada despesa é tratada como uma nova iniciativa de despesa, e a cada ano é necessário provar as necessidades de orçamento, competindo com outras prioridades e projetos. Inicia-se todo ano, partindo do “zero” – daí o nome Orçamento Base-Zero. O Orçamento Base-Zero exige que o administrador justifique, a cada ano, todas as dotações solicitadas em seu orçamento, incluindo alternativas, análise de custo, finalidade, medidas de desempenho, e as consequências da não aprovação do orçamento. O Orçamento Base-Zero seleciona as melhores alternativas e equilibra as realizações pretendidas com os recursos disponíveis. Essas alternativas agrupam um conjunto de PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 22 gastos denominados “pacotes de decisão”, relacionados em ordem de prioridade, de forma a facilitar a tomada de decisão. Pacotes de decisão são alternativas que contêm custos, benefícios e metas. Cada pacote deve ter seu dono/gestor, que deverá justificar, executar e se responsabilizar pelos resultados, sem extrapolar os custos autorizados. Esse tipo de orçamento é incompatível com qualquer planejamento de médio ou longo prazo.” Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, a questão 46 está errada e tem resposta direta no último parágrafo; as questões 47 e 48 estão corretas e na questão 49 a alternativa A é a verdadeira: todas essas questões têm resposta direta no texto acima. 50-IFMS-TecnólogoGestãoPública-CEFET-MS/2019. Leia a definição a seguir: É um importante instrumento de complementação da democracia representativa, pois permite que o cidadão debata e defina os destinos de uma cidade. Além disso, ele estimula o exercício da cidadania, o compromisso da população com o bem público e a corresponsabilização entre governo e sociedade sobre a gestão da cidade. Assinale a alternativa que corresponde ao tipo de orçamento público ao qual o texto se refere. A) Orçamento – Programa. B) Orçamento Participativo. C) Orçamento Base Zero. D) Orçamento Clássico. E) Orçamento de Desempenho. 51.ESAF-AnalistaPO-MPOG/2015. Quanto ao orçamento público. A adoção do orçamento participativo como instrumento de complementação da democracia representativa proporciona à sociedade definir prioridades de investimentos em obras e serviços a serem realizados a cada ano com recursos do ente público. Comentários Segundo Paludo (2017) “O principal benefício do Orçamento Participativo é a democratização da relação do Estado-sociedade com fortalecimento da democracia. Nesse processo, o cidadão deixa de ser um simples coadjuvante para ser protagonista ativo da gestão pública. Essa técnica orçamentária estimula o exercício da cidadania, o compromisso da população com o bem público, e gera corresponsabilização entre Governo e sociedade sobre a gestão dos recursos públicos. Vale ressaltar que somente são colocados para decisão da população os recursos disponíveis para investimentos (parte deles), e a participação do cidadão ocorre no momento de elaboração e muito timidamente na fiscalização de sua execução”. Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, na questão 50 a resposta é a alternativa B, e a questão 51 está correta: o orçamento participativo é instrumento da democracia e a sociedade/cidadãos decidem parte dos investimentos a serem realizados. Obs.: A questão 50, como centenas de outras questões– não citam meu nome – mas tem recorte parcial de texto de meu livro Orçamento Público/Afo/Lrf. 1.3 Princípios Orçamentários 52.FUNDATEC-AdministradorCRP-RS/2019. Os princípios orçamentários são premissas, linhas norteadoras a serem observadas na elaboração e execução da lei orçamentária. São válidos para todos os entes e para todos os Poderes, de modo que visam a aumentar a consistência e a estabilidade do sistema orçamentário. PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 23 53.FCC-AnalistaAdministrativo-DP-RS/2013. Os princípios orçamentários visam estabelecer regras básicas, a fim de conferir racionalidade, eficiência e transparência aos processos de elaboração, execução e controle do orçamento público. 54.CESPE-AnalistaAdministrativoTRE-MS/2013. Acerca dos princípios orçamentários e da evolução do orçamento público. Os princípios orçamentários estão sujeitos a transformações de conceito e significação, pois não têm caráter absoluto ou dogmático e suas formulações originais não atendem, necessariamente, ao universo econômico- financeiro do Estado moderno. Comentários Segundo Paludo (2020) “Os princípios orçamentários são regras válidas para todo o processo orçamentário (elaboração, execução e controle/avaliação) – aplicam-se tanto à LOA como aos créditos adicionais – e visam assegurar-lhe racionalidade, eficiência e transparência, mas não têm caráter absoluto, visto que apresentam exceções. Aplicam- se a todos os Entes e Poderes quando o tema for matéria orçamentária. O Orçamento Público é um processo, contínuo, dinâmico e flexível ... dinâmicos e flexíveis para se ajustarem às conjunturas econômicas, sociais e políticas”. Dinâmico é aquilo que se atualiza; assim, alguns conceitos originais de princípios orçamentários não atendem ao universo econômico-financeiro moderno porque não se atualizaram; não acompanharam as transformações ocorridas. Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, as três questões estão corretas por expressarem informações e características assertivas acerca dos princípios orçamentários. Obs.: A questão 53, como centenas de outras questões – não citam meu nome – mas é recorte parcial de texto de meu livro Orçamento Público/Afo/Lrf). 55.QUADRIX-Administrador-CFO/2020. No que se refere ao orçamento público, julgue o item: O princípio da legalidade estabelece a necessidade de que as receitas e despesas devem estar contidas na lei orçamentária anual. 56.CONSULPLAN-AnalistaAdministrativo-TRE-MG/2013. Sobre Orçamento Público. Cabe ao Poder Público fazer ou deixar de fazer somente aquilo que a lei expressamente autorizar, ou seja, se subordina aos ditames da lei. A aprovação do projeto de orçamento ocorre quando convertido em lei, em cumprimento ao princípio da legalidade aplicado à Administração Pública, segundo o qual a Constituição Federal de 1988, no seu Art. 165, estabelece a necessidade de formalização legal das leis orçamentárias. Comentários Segundo Paludo (2017) “O princípio da legalidade exige que o gestor público observe os preceitos e normas legais aplicáveis à arrecadação de receitas e à realização de despesas. Por este princípio, o orçamento anual, ao final de sua elaboração, deve ser aprovado pelo Poder Legislativo respectivo, tornando-se uma lei, a LOA. Também devem ser objeto de lei as Diretrizes Orçamentárias e o Plano Plurianual (art. 165 da CF/1988), bem como os créditos adicionais. Pelo princípio da legalidade a ação estatal deve ser exercida nos contornos da autorização parlamentar consubstanciada no Plano Plurianual, na Lei de Diretrizes Orçamentárias, na Lei Orçamentária Anual ou em qualquer outra modalidade que exige autorização legislativa relativa à matéria orçamentária”. Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, as duas questão estão corretas, pois de acordo com o princípio da legalidade o orçamento anual deve ser PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 24 aprovado por lei (lei orçamentária anual, que contém as receitas e despesas), bem como o PPA, LDO e Créditos Adicionais. 57.MSC-AssistenteAdministrativo-MG/2020. Acerca dos Princípios Orçamentários, é sabido que eles são normas gerais que, pela sua relevância, abrangência e valor intrínseco, fundamentam o sistema jurídico. Acerca do princípio da anualidade, analise a afirmativa: O orçamento deve ser elaborado e autorizado para um determinado período de tempo, chamado exercício financeiro, e que corresponde ao civil. 58.CESPE-AnalistaControle-Adm-TCE-PR/2016. Analise a afirmativa a respeito dos princípios orçamentários. Conforme o princípio da anualidade, as previsões de receitas e de despesas se referem sempre a um período limitado de tempo, denominado exercício financeiro. Se os parlamentares não aprovam o orçamento no prazo determinado, o orçamento do exercício seguinte se inicia descumprindo o referido princípio. 59.VUNESP-AuditorCI-PMSP/2015. Sobre orçamento público. Com base nos princípios orçamentários, temos que o orçamento deve ser elaborado e autorizado para um determinado período de tempo, geralmente um ano. Comentários Segundo Paludo (2017) “O princípio da anualidade apregoa que as estimativas de receitas e as autorizações de despesas devem referir-se a um período limitado de tempo, em geral um ano ou o chamado “exercício financeiro”, que corresponde ao período de vigência do orçamento. Este princípio impõe que o orçamento deve ter vigência limitada no tempo, sendo que, no caso brasileiro, corresponde ao período de um ano. De acordo com o art. 4º da Lei nº 4.320/1964: “o exercício financeiro coincidirá com o ano civil” – ou seja, 1º de janeiro a 31 de dezembro”. Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, a questão 57 está correta e tem resposta direta no texto acima; a questão 58 está errada no que se refere à última frase: mesmo se aprovado com atraso, as receitas e despesas referem-se ao período de um ano; e a questão 59 está correta: o orçamento vigora para determinado período de tempo, que no Brasil corresponde a um ano. 60.FGV-EspecialistaPP-SALVADOR/2020. Assinale a opção que indica o princípio orçamentário segundo o qual o orçamento deve conter todas as receitas e todas as despesas da entidade. A) Unidade. B) Universalidade. C) Totalidade. D) Especificação. E) Exatidão. 61.UFSB-Auditor-UFSB/2017. Dentre os princípios orçamentários, assinale aquele que estabelece que todas as receitas e despesas de todos os poderes, órgãos e entidades da Administração Pública devem estar previstas na lei orçamentária, a fim de conferir clareza ao orçamento e facilitar sua compreensão. A) Unidade B) Exclusividade C) Publicidade D) Universalidade PALUDO, Augustinho V. Questões Comentadas de Orçamento Público, AFO e LRF, 4ª ed/2021. 25 62.FCC-ACE-TC-CE/2015.Considere que, hipoteticamente, o projeto da Lei Orçamentária Anual do Estado do Ceará teve de ser alterado porque não previa as operações de crédito autorizadas em lei. Da forma como foi originalmente apresentado havia afronta ao princípio orçamentário da universalidade. Comentários Segundo Paludo (2020) “O princípio da universalidade determina que o orçamento deve considerar todas as receitas e todas as despesas, e nenhuma instituição governamental deve ficar afastada do orçamento. O princípio da universalidade também contempla tudo que pode aumentar/diminuir a arrecadação da receita e a realização da despesa”. Todas as Receitas e Despesas devem ser inclusas na LOA Nenhuma Instituição Pública deve ficar fora do Orçamento Nenhuma Despesa pode ser realizada sem autorização legislativa Princípio da Universalidade Portanto, de forma clara e em harmonia com o texto acima, na questão 60 a alternativa B é a correta; na questão 61 a alternativa D é a correta; e a questão 62 está correta: o princípio da universalidade exige que “todas