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Professor Alyson Barros 
Aula 04 – PMCE/2022 
 
 
1 
PSICOLOGIA DA SAÚDE E HOSPITALAR. AÇÕES BÁSICAS EM SAÚDE. ATENÇÃO, 
CUIDADO E MODALIDADES DE ATENDIMENTO EM SAÚDE. PSICOLOGIA EM 
INSTITUIÇÕES DE SAÚDE. TRABALHO MULTIDISCIPLINAR, INTERDISCIPLINAR E 
TRANSDISCIPLINAR. TERMINALIDADE, LUTO E MORTE. .................................. 1 
QUESTÕES SOBRE PSICOLOGIA DA SAÚDE .................................................. 54 
QUESTÕES COMENTADAS E GABARITADAS .................................................. 83 
BROMBERG, MARIA HELENA P. F. A PSICOTERAPIA EM SITUAÇÕES DE PERDAS E 
LUTO. SÃO PAULO: EDITORA LIVRO PLENO, 2000; ..................................... 125 
LUTO E MELANCOLIA (FREUD) ...................................................................... 137 
RESUMO ........................................................................................................ 137 
QUESTÕES .................................................................................................... 142 
QUESTÕES COMENTADAS E GABARITADAS ................................................. 148 
 
Psicologia da Saúde e Hospitalar. Ações Básicas 
em Saúde. Atenção, Cuidado e Modalidades de 
Atendimento em Saúde. Psicologia em 
Instituições de Saúde. Trabalho Multidisciplinar, 
Interdisciplinar e Transdisciplinar. 
Terminalidade, Luto e Morte. 
 
 
... a Psicologia da Saúde é a aplicação dos 
conhecimentos e das técnicas psicológicas à 
saúde, às doenças e aos cuidados de saúde, 
visando a promoção e manutenção da saúde e a 
prevenção da doença. A finalidade principal da 
Psicologia da Saúde é compreender como é 
possível, através de intervenções psicológicas, 
contribuir para a melhoria do bem-estar dos 
indivíduos e das comunidades. 
 
Fonte: Almeira e Malagris, 2011. 
 
 Não é redundante usar a expressão “psicologia da saúde”? Talvez, pois toda 
atuação do psicólogo é voltada – em maior ou menor grau – para a saúde. Porém, essa 
concepção simplista não nos é útil para o nosso concurso. Precisamos saber desse 
tópico as suas definições, seu objeto, seus objetivos e seu campo de atuação. Para 
isso, farei uso indiscriminado de um excelente artigo nomeado de “A prática da 
psicologia da saúde”, de Raquel Ayres Almeida e Lúcia E. Novaes Malagris, que 
veremos adiante. 
Segundo Richard Straub (2014), psicologia da saúde é a aplicação dos 
princípios e pesquisas psicológicos para a melhoria da saúde e a prevenção e o 
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2 
tratamento de doenças. 
Segundo o sobrinho do Aurélio, o irmão do Google, o tal do Wikipédia, 
a Psicologia da Saúde é a aplicação dos conhecimentos e das técnicas psicológicas à 
saúde, às doenças e aos cuidados de saúde. Decorrente desse aforisma wiki, podemos 
começar a desenhar nossos conceitos. Já podemos definir que o foco de atuação é o 
processo saúde-doença e que esse processo é multifatorial. Também podemos definir 
que é necessário um conjunto de conhecimentos e técnicas psicológicas para dar 
conta do recado. 
Matarazzo, lá no início da década de 1980, em meio a efervescência do 
movimento sanitarista no Brasil, definiu a Psicologia da Saúde como: “...o conjunto 
de contribuições educacionais, científicas e profissionais específicas da Psicologia 
para a promoção e manutenção da saúde, prevenção e tratamento das doenças, na 
identificação da etiologia e diagnósticos relacionados à saúde, à doença e às 
disfunções, bem como no aperfeiçoamento do sistema de políticas da saúde”. Essa 
perspectiva é claramente comprometida com o viés social. 
Segundo a Associação de Psicologia Americana, a intervenção de psicólogos 
na saúde, além de contribuir para a melhoria do bem-estar psicológico e da qualidade 
de vida dos clientes dos serviços de saúde, pode também contribuir para a redução 
de internações hospitalares, diminuição da utilização de medicamentos e utilização 
mais adequada dos serviços e recursos de saúde. 
O surgimento da psicologia da saúde remonta ao ano de 1978, na American 
Psychological Association (APA), com a criação da divisão de psicologia da saúde 
(Divisão 38). Quatro anos depois, foi publicado o primeiro volume de seu periódico 
oficial, Health Psychology. Nessa edição, Joseph Matarazzo, o primeiro presidente da 
divisão, estabeleceu quatro objetivos do novo campo (Straub, 2014): 
. 1. Estudar de forma científica as causas e as origens de 
determinadas doenças. 
. 2. Promover a saúde 
. 3. Prevenir e tratar doenças 
. 4. Promover políticas de saúde pública e o aprimoramento do 
sistema de saúde pública. 
Observe que a atual psicologia da saúde não deve ser confundida com a 
medicina psicossomática e nem com a medicina comportamental. 
A psicologia da saúde é um campo relativamente novo e que, além de superar 
as dicotomias entre saúde-doença e corpo-mente, considera o contexto social e o 
fator histórico nos processos de saúde e de doença da população. A doença e a saúde 
têm, nessa perspectiva, um estado subjetivo afetado e decorrente da própria 
consciência da doença e que pode expressar sofrimento assim como pode determinar 
a aderência ao tratamento ou a prevenção. 
Deixamos a visão dualista na saúde, psiquismo separado do corpo, para 
adotarmos uma perspectiva integrada de mente e corpo e, além disso, sociedade. 
Passamos a estudar, também, os processos de adoecimento relacionados ao gênero 
e à idade. Para Richard Straub (2014), passamos a adotar uma teoria sistêmica, que 
pressupõe que toda a natureza é mais bem compreendida como uma hierarquia de 
sistemas, na que cada um deles é composto de modo simultâneo por subsistemas e 
por uma parte de sistemas maiores e mais abrangentes. 
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 Sobre isso, Sebastini (s.d.) define: 
Doença: processo fisiopatológico determinante do estado de 
disfunção. 
Enfermidade: estado subjetivo do indivíduo afetado e decorrente da 
própria conscientização. 
Anormalidade: papel de doente que a pessoa assume na sociedade, ou 
seja, à correspondente disfunção social e que, portanto, afeta o seu 
relacionamento com os demais indivíduos normais. 
 Perceba que tanto a enfermidade quanto a anormalidade possuem um forte 
componente psicossocial. Nesse ponto reside o trabalho do Psicólogo da Saúde e de 
outros profissionais. Isso ocorre pois tendemos a encarar a doença em sentido mais 
amplo atualmente. Isso significa que não só o indivíduo participa dos cuidados 
básicos ou da manutenção da doença, como também a sociedade é uma dimensão 
responsável por essa caracterização. Isso está insculpido na nossa Constituição 
Federal e nas Leis orgânicas da Saúde (Lei 8.080/90 e Lei 8142/90). 
 A saúde-doença é vista atualmente como um fenômeno multidimensional e de 
causa multifatorial. Esse é um novo paradigma, que exploraremos mais adiante, que 
orienta as ações de atenção à saúde. Isso representa uma mudança de pensamento 
decorrente do modelo médico para o modelo também psicológico e social da 
condição humana nos processos de saúde e doença. Isso ocorre, pois o modelo 
médico de saúde-doença é insuficiente para dar conta da realidade. 
 
...a Psicologia da Saúde tem sido considerada como um campo de 
trabalho da Psicologia que nasce para dar resposta a uma demanda 
sócio-sanitária. Os Psicólogos da Saúde, procedentes em sua maioria 
(no Brasil) da Psicologia Clínica, da Medicina Psicossomática e da 
Psicologia Social Comunitária estão adaptando seus enquadres e 
técnicas a um novo campo de aplicação, que integra os aportes 
provenientes de suas fontes. 
Fonte: Ricardo Werner Sebastiani (s.d.) em Psicologia da Saúde no 
Brasil: 50 anos de história. 
 
 Dito isto, fica claro que o enfoque da psicologia da saúde ultrapassa a 
perspectivadiferente, no contato com seus pacientes, Freud 
pôde construir “tanto um novo ramo do conhecimento quanto um método 
terapêutico” (1940[1938], p. 91). 
A psicanálise surge e se desenvolve na escuta e a partir da escuta singular à 
qual se propõe. Buscamos neste artigo resgatar e percorrer a história e o 
desenvolvimento do processo de escuta como recurso da técnica psicanalítica e suas 
implicações na psicanálise como teoria. À medida que o campo psíquico pode ser 
equiparado a um sistema aberto, a escuta destaca-se como ponto fundamental no 
campo intersubjetivo, característico do encontro analítico. 
 
A palavra que se impõe 
A psicanálise surge em reação ao niilismo terapêutico dominante na 
psiquiatria alemã do final do século XIX, que preconizava a observação do enfermo 
sem escutá-lo e a classificação da patologia sem o intuito de oferecer-lhe tratamento 
(Roudinesco e Plon, 1998). Freud inquieta-se com tal conduta. Mesmo tendo 
formação médica e estando imerso em um contexto científico de caráter positivista, 
a conduta psiquiátrica da época não o satisfaz. Freud propõe a todo tempo – e desde 
o início de sua experiência clínica no Hospital Salpêtrière com Charcot – que o 
paciente fosse escutado. Embora ainda distante de fundar a psicanálise, já começa a 
demarcar o importante papel que atribuiria à palavra. 
Cabe ressaltar que estamos falando de uma palavra que lhe abriria novas 
possibilidades de compreensão do sofrimento humano. Desta forma, dois trabalhos 
se impõem: o de escutar a palavra do outro e o de produzir palavras que viessem ao 
encontro dessa demanda de ajuda. Talvez se demarque, desde esses tempos iniciais, 
uma característica essencial da psicanálise como método e técnica: estar aberta à 
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singularidade desse outro que fala, seja na dimensão referente a seu sofrimento e 
pedido de ajuda, seja no que diz respeito ao efeito de sua ação terapêutica sobre ele. 
Ao abrir caminhos para que o homem repense sua história, a própria psicanálise 
escreve sua história de transformações e ampliações. 
Os tempos iniciais são os de emprego da hipnose. Em estado hipnótico o 
paciente descreve cenas, conecta-se com o material traumático. Cabe ao médico, 
então, comunicar-lhe o que havia sido dito e descrito, uma vez que retornando do 
transe o paciente de nada se lembra. Os sintomas são esbatidos pelo uso desse 
método, mas o sujeito não se apropria ativamente de sua história. Então, no decorrer 
de seus trabalhos, Freud vai abandonando a hipnose e se direcionando à necessidade 
de criar outra forma de escutar. Surge a associação livre. 
Também no trabalho de desconstrução e construção a palavra do paciente 
tem um efeito na teoria e na técnica. Emmy Von N. lhe pediu, certa vez, que não a 
tocasse, não a olhasse e nada falasse; queria apenas ser escutada. A palavra se impõe, 
apontando uma mudança no caminho de Freud: a cura viria por ela, mas não mais a 
palavra de um sujeito ausente, que delegava ao terapeuta uma função de memória 
de seus conteúdos traumáticos e que colocava em ação um recurso que priorizava a 
sugestão. Agora, é por meio das narrativas ativas de um sujeito acordado , de seu 
discurso cheio de lacunas, da presença e ausência da palavra que o paciente passa a 
ser escutado. Ao retirar a palavra do que a nosografia diz sobre o paciente, Freud 
entrega a palavra ao próprio paciente para que ele fale sobre si mesmo. Surge então 
a psicanálise, marcada pelo convite a que o analisando, em uma posição ativa diante 
de seu processo de cura, comunique-se e associe livremente. 
Introduzindo o conceito de inconsciente, Freud desloca a fala até um outro 
lugar, muito além da intenção consciente de comunicar algo: ao falar, o sujeito 
comunica muito mais do que aquilo a que inicialmente se propôs. O inconsciente 
busca ser escutado e ter seus desejos satisfeitos, comunicando-se por meio de 
complexas formações: sonhos, sintomas, lapsos, chistes, atos-falhos; fenômenos que 
apontam para esse “desconhecido” que habita o sujeito. E assim abre-se na palavra a 
dimensão do que escapa ao próprio enunciante. 
O campo da patologia é o primeiro espaço no qual Freud observa a existência 
do inconsciente, ao focar o olhar sobre os sintomas durante seus trabalhos com as 
histéricas. Anos depois essa observação amplia-se, abrangendo também o que é da 
ordem dos processos psicológicos normais: os sonhos apontam para a existência 
universal do inconsciente. Por meio deles Freud depara-se com a imperiosa 
necessidade da escuta na prática clínica: são as associações do paciente que 
possibilitam o acesso aos significados de seus sonhos. Distancia-se, assim, a 
psicanálise de uma idéia de “código universal de deciframento”, uma vez que no 
processo de compreensão das produções do inconsciente a palavra terá que ser dada 
ao paciente. 
Ao tratar da psicopatologia da vida cotidiana, Freud escreve a respeito de 
“falhas” que operam no discurso: palavras esquecidas, palavras trocadas, palavras 
suprimidas, palavras equivocadas. E o inconsciente mostra-se operante não apenas 
no dormir, mas também na vida de vigília. Ao tratar dos chistes, Freud detém-se em 
trocadilhos, piadas, aforismos: palavras que sob a égide da comédia podem ser ditas. 
E o inconsciente mostra-se operante na vida de vigília, não somente por meio da 
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falha, mas também como “criador de novidade” (Hornstein, 2003, p. 151). Os textos 
freudianos dessa primeira década da psicanálise retratam, em última análise, o 
domínio permanente do inconsciente sobre a totalidade da vida consciente. 
E assim a associação livre ganha destaque fundamental. De fato, a análise dos 
fenômenos psicológicos normais e patológicos só se mostra possível por meio dela, 
exigindo do analista, em contrapartida, uma capacidade de escuta que não reduza os 
espaços simbólicos que a associação livre viabiliza. Ao paciente cabe comunicar tudo 
o que lhe ocorre, sem deixar de revelar algo que lhe pareça insignificante, vergonhoso 
ou doloroso, enquanto que ao analista cabe escutar o paciente sem o privilégio, 
a priori , de qualquer elemento de seu discurso. Na efetivação dessa regra 
fundamental instaura-se a situação analítica, abrindo possibilidades do 
desvelamento da palavra. 
No seio da associação livre vai se produzindo um deslocamento da imagem, 
do fato como fixo, e este vai se incluindo em múltiplas imagens caleidoscópicas cujas 
combinações possíveis se multiplicam e onde o ritmo, a cadência, a intensidade 
maior de alguns fonemas, a excitação explícita no gaguejar de uma palavra, o sentido 
duvidoso de uma frase mal construída, tudo isso vai dando tonalidades diferentes a 
estas figuras que não passam desapercebidas à escuta sutil da atenção flutuante. Ao 
mesmo tempo, ao ser escutado pelo analista, o próprio sujeito que fala se escuta 
(Alonso, 1988, p. 2). 
Associando, o paciente fala de um outro – o inconsciente – que lhe é 
desconhecido e irrompe em sua fala quando a lógica consciente se rompe. Torna-se 
presente, em algum determinado momento da fala do paciente, a lógica do 
inconsciente, do processo primário. A partir de sonhos, atos-falhos, chistes, 
esquecimentos, ambigüidades, contradições, essa lógica vai se desvelando e os 
conteúdos sendo significados com a ajuda da interpretação. 
Nestes primeiros tempos da psicanálise Freud apresenta o aparelho psíquico 
dentro de um modelo tópico, composto de três “lugares” – consciente, pré-consciente 
e inconsciente –, que se organizam em dois sistemas, com princípios reguladores e de 
funcionamento completamente distintos. Esses construtos teóricos sustentam uma 
técnica psicanalítica,a qual designa ao analista o trabalho de tornar consciente o 
inconsciente. O analista atua como um decifrador, que com seus recursos técnicos é 
capaz de traduzir e revelar ao sujeito seus desejos, fornecendo-lhe sentido 
desconhecido. A escuta analítica, sob este preceito técnico de tornar consciente o 
inconsciente, fica revestida de um saber e de um poder, ou utilizando a expressão 
lacaniana, o analista fica em um lugar de sujeito do suposto saber. Lugar que quando 
delegado pelo paciente pode, nos momentos iniciais da análise, auxiliar que palavras 
sejam enunciadas a esse outro, visto pelo paciente como possuidor de um saber pleno 
e absoluto. Entretanto, na medida em que o processo avança, cabe ao analista a 
recusa da ocupação desse lugar. A condução do processo analítico deve possibilitar a 
descoberta, por parte do paciente, de que ele é quem sabe de si: um saber que é 
patrimônio de um território desconhecido de si mesmo. Para alcançá-lo, além de ser 
escutado, o paciente deverá escutarse. É somente ao assumir a posição de quem não 
sabe a respeito de quem chega com uma demanda de ajuda que o analista poderá 
efetivamente exercitar a escuta analítica. 
À medida que avança em suas formulações teóricas, Freud vai construindo, 
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modificando e reconstruindo concepções técnicas, de forma a garantir a validade da 
psicanálise como método terapêutico. Em seus artigos sobre a técnica psicanalítica 
podemos acompanhar seus dilemas. Como pensar “regras” para os procedimentos 
psicanalíticos sem cair em uma esterilização da técnica? Como construir um método – 
caminho a seguir – sem perder de vista a singularidade do encontro entre paciente e 
analista? O risco era o de propor regras que passassem a ser tomadas como verdades 
absolutas – às quais não caberia nenhum questionamento –, levando a um 
distanciamento dos preceitos de autonomia, liberdade e singularidade da 
psicanálise. De fato, Freud sempre salienta que o domínio da técnica é alcançado 
principalmente pela experiência clínica, a qual não diz respeito apenas ao 
atendimento de pacientes, mas também, e fundamentalmente, à experiência clínica 
da análise pessoal. O cuidado com a escuta de si mesmo aparece no texto freudiano 
como condição sine qua non para a possibilidade de exercer uma escuta em relação 
ao outro. 
 
De uma arte interpretativa à escuta da repetição 
São as aventuras clínicas, com seus fracassos e sucessos terapêuticos, e as 
aventuras da psicanálise aplicada 1que vão conduzindo Freud a importantes 
formulações teóricas. A introdução de conceitos como narcisismo e transferência, 
bem como a constatação do fenômeno da repetição são decisivos para evolução a um 
novo tempo da técnica psicanalítica. Em Além do princípio do prazer , Freud analisa 
essa evolução, salientando que no princípio a psicanálise era, acima de tudo, uma 
arte interpretativa. Isto é, o intento do psicanalista reduzia-se em descobrir, decifrar, 
reunir e comunicar o material inconsciente do paciente, combatendo 
permanentemente as resistências imbuídas a esse processo. 
Tornou-se cada vez mais claro que o objetivo que fora estabelecido – que o 
inconsciente deve tornar-se consciente – não era completamente atingível através 
desse método. O paciente não pode recordar a totalidade do que nele se acha 
recalcado, e o que não é possível recordar pode ser exatamente a parte essencial 
(1920, p. 31). 
A conceitualização da pulsão de morte e da compulsão à repetição como sua 
manifestação clínica impuseram uma nova demanda técnica: além de ter alcance 
sobre o que não é acessível devido ao recalcamento, é preciso alcançar também o que 
é inacessível por ser desligado, não representado. E assim a escuta psicanalítica 
transforma-se e amplia-se radicalmente: a tarefa do psicanalista não mais consiste 
em recuperar uma história, mas também em possibilitar simbolizações 
estruturantes. 
Neste sentido, a transferência ganha força como espaço privilegiado do 
trabalho analítico. Nela a palavra dirigida ao analista terá que ser remetida às suas 
originais determinações, evidenciando o valor de uma história sempre única e 
singular. Talvez aí se faça presente com mais clareza o que está além da palavra 
escutada no processo analítico: a transferência como ferramenta técnica 
fundamental só é possível na medida em que Freud vai valorizando o complexo 
encontro que ocorre entre o paciente e o analista. Fora do papel de decifrador, o 
analista depara-se com um psiquismo aberto, que produz e reproduz continuamente 
efeitos de uma história. 
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Em Análise terminável e interminável, Freud (1937) aponta o efeito da escuta 
no campo analítico: a análise é um processo terminável enquanto se refere ao uso da 
capacidade de escuta do analista, mas interminável enquanto se refere à capacidade 
adquirida pelo paciente de escutar-se. O processo analítico, a partir da escuta do 
psicanalista, envolve a instrumentalização da escuta do paciente em relação a si 
mesmo. 
 
O encontro na clínica psicanalítica 
Luis Hornstein (2003), psicanalista argentino, ao trabalhar as relações entre 
intersubjetividade e clínica psicanalítica ressalta o quão importantes são os suportes 
teóricos do analista, uma que vez que são eles que caracterizam e sustentam a práxis. 
É desde seus preceitos teóricos que o analista enxerga o paciente como ser psíquico 
e sustenta sua escuta diante dele. 
A ciência, em um primeiro momento, preconizava a possibilidade de predizer 
toda a realidade do mundo, à medida que fossem estabelecidas as leis gerais de 
funcionamento da natureza. Entretanto, a física – ciência da qual Freud se vale para 
suas formulações sobre o funcionamento do aparelho psíquico – passa, desde a 
época freudiana, por transformações radicais em muitos de seus construtos, abrindo 
espaço para o quântico, o relativo, o complexo, o instável, o criativo. Transformações 
que levam ao questionamento da visão determinista do mundo, ao renascimento da 
noção de imprevisto e à incorporação, pela ciência, da noção de probabilidade. 
Transformações que levam à quebra do paradigma do determinismo, o qual minimiza 
a criação e a liberdade. Conduzindo tais transformações e suas implicações ao 
terreno psicanalítico, é possível compreender o psiquismo como um sistema aberto , 
que tem uma organização determinada, mas que pode modificar-se e adquirir novas 
propriedades. “Pensar o sujeito como um sistema aberto à intersubjetividade, não 
somente no passado, senão na atualidade, exige refletir sobre as tramas relacionais e 
seus efeitos constitutivos da subjetividade” (Hornstein, 2003, p. 97). O que é da ordem 
da relação ganha destaque, acima de tudo a partir de seus efeitos sobre o sujeito, uma 
vez que esta concepção de psiquismo como sistema aberto pressupõe um 
permanente intercâmbio e uma complexa rede de inter-relações entre sujeito e 
objeto. 
A busca pela historização do indivíduo torna-se imprescindível. Freud sempre 
manteve a aspiração de recuperar a verdade histórica a partir da narrativa do 
paciente. Hornstein aponta para a possibilidade de articulação dos acontecimentos 
históricos significativos com as montagens fantasmáticas que acompanham suas 
representações psíquicas. Encontrar relações entre circunstâncias reais e 
fantasmáticas e articulá-las com a interpretação que o sujeito elaborou acerca do 
vivenciado. Historizar implica considerar que a história não é uma estrutura 
invariável, nem um conjunto de acontecimentos imprevisíveis. 
Desde a primeira sessão a história oficial é confrontada com aquela que o 
analista ajuda a construir, analisando as formações de compromisso.Os testemunhos 
do passado são os sintomas, as transferências, as repetições, as formações de caráter, 
os sonhos e também as recordações (2003, p. 102). 
Justifica-se, então, a análise dos suportes teóricos que sustentam a práxis do 
analista. Considerar o psiquismo como um sistema aberto, considerar que o 
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psiquismo produz e reproduz continuamente efeitos de uma história, implica colocar 
a escuta em um campo intersubjetivo, ou seja, no campo da transferência. Entretanto, 
ainda que analista e analisando estejam incluídos no mesmo campo, não há entre 
eles uma relação de simetria. É a capacidade de escuta do analista que garante a 
assimetria necessária ao processo. Escuta da pulsão, que insiste no alicerce de cada 
palavra. Escuta da pulsão evocada em cada palavra. Vivência pulsional reatualizada, 
repetida, insistente na busca por satisfação. Escuta que mantém a transferência, mas 
não se confunde com ela, não cede à convocatória constante do paciente. 
O analisando se dirige ao analista como sendo o único destinatário de sua 
palavra, o que não é mais que a tentativa que o analisando faz de articular seu desejo 
a uma presença concreta. De atribuir ao desejo um objeto para não reconhecer que o 
desejo, em sua impossibilidade de satisfazer-se, implica em uma falta, em uma 
ausência (Alonso, 1988, p. 3). 
Escuta que pressupõe a abstinência do analista, impedindo uma satisfação 
substituta do desejo e remetendo o sujeito às origens infantis de seu amor. Desejos, 
que ao não serem satisfeitos, abrem a possibilidade de ressignificação. 
 
Análise: interjogo de possibilidades e limites da escuta 
A importância da escuta na psicanálise vai se evidenciando na medida em que 
percorremos os textos freudianos. As recomendações da técnica, assim como os 
desenvolvimentos teóricos, apontam sempre para a preocupação de Freud de que a 
psicanálise não perca o que a diferenciava das demais possibilidades terapêuticas: o 
valor dado ao autoconhecimento e à liberdade pessoal. O que visa ser escutado na 
psicanálise resulta em uma psicanálise da escuta. Os lapsos, os sonhos, as repetições, 
os sintomas; enfim, as formas de subjetividade – livres de uma classificação ou de 
rótulos – abrem espaços de singularidade. 
A teoria psicanalítica não pode ocupar o lugar da história de vida do paciente. 
Os fantasmas do analista não podem ensurdecê-lo no encontro com o paciente. Desta 
forma, o famoso tripé – formação teórica, atividade de supervisionar-se e análise 
pessoal – constitui os recursos na qualificação do processo de escutar o outro. A 
própria história da psicanálise, nos relatos clínicos de Anna O. e Dora, atestam os 
riscos da “surdez” do analista. Como bem assinala Hornstein: 
É possível pretender que fórmulas simples permitam compreender o processo 
analítico? Não, analisar é hipercomplexo: escutar com atenção flutuante, representar, 
fantasiar, experimentar afetos, identificar-se, recordar, auto-analisar-se, conter, 
assinalar, interpretar e construir (2003, p. 105). 
De fato, a preocupação com a formação do analista está presente desde os 
tempos iniciais. Quando Jung, a partir de seu trabalho em parceria com Bleuer na 
Clínica do Burghölzli, tem a idéia de “tratar os alunos como pacientes” (Roudinesco e 
Plon, 1998, p. 17) está lançada a semente para o que depois tornar-se-ia a exigência 
da análise didática na formação de futuros analistas. É fundamental destacar, porém, 
que em 1925, quando foi instituída na Associação Psicanalítica Internacional (IPA), a 
obrigatoriedade da análise pessoal para a formação psicanalítica visava a 
socialização entre professor e aluno, e o afastamento das práticas de idolatria e 
imitação a Freud. Parece que, todavia, o intuito inicial distorceu-se, já que: 
ao longo dos anos, a IPA se havia transformado num vasto aparelho 
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atormentado pelo culto da personalidade (...). Reencontrou-se, assim, 
na análise didática, o poder da sugestão que Freud havia banido da 
prática da Psicanálise. Em conseqüência disso, seus herdeiros 
passaram a correr o risco de se transformar em discípulos devotos de 
mestres medíocres, quer por se tomarem por novos profetas, quer por 
aceitarem em silêncio a esclerose institucional (p. 18). 
Talvez aí tenha se perdido o que deveria ser o ponto maior de identificação 
com Freud: a liberdade de pensamento. Percebe-se, assim, que na intenção de criar 
regras de qualificação do analista em sua escuta clínica, outros temas foram se 
interpondo entre o processo de ser escutado para ser um psicanalista e o 
cumprimento das exigências para ter autorização de ser um psicanalista. Mas criam-
se sombras frente aos temas que aludem à questão da análise pessoal, e que tentam 
permanecer disfarçadas atrás dela. Sombras que, uma vez existentes, parecem 
transformá-la muito mais em uma busca em atender expectativas pré-estabelecidas 
e institucionais do que em uma busca em cuidar de si próprio como condição fundante 
da própria capacidade analítica. 
Alonso (1988) demarca com propriedade que os mesmos fatores que podem 
oferecer possibilidades ao analista em relação à sua escuta também podem limitá-la. 
Em torno do analista estão seu fantasma, sua história pessoal, sua teoria e ainda a 
história e a atualidade do movimento psicanalítico. Escutar-se de fato em sua análise 
pessoal permite a instrumentalização do analista e oferece, conseqüentemente, a 
possibilidade de utilização de todos estes fatores como recursos que incrementam 
sua capacidade de escuta e de verdadeira sustentação do seu lugar. Em 
contrapartida, a adesão dogmática e a conversão em um estereótipo de psicanalista 
provocam, inevitavelmente, a limitação: o “fantasma torna-se limite para a escuta 
nos pontos cegos. A teoria passa a ser limitadora da escuta quando entra na sessão 
para ser aplicada ou confirmada” (p. 5). 
Assim, o alcance da escuta do analista também está intrinsecamente 
vinculado a um processo de historização, a qual implica a apropriação de um fazer-se 
psicanalista, a compreensão que este é um processo complexo, contínuo e 
interminável. E o reconhecimento que: 
a possibilidade de escuta está no próprio desejo do analista, recuperado a cada 
momento pelo trânsito das associações que lhe permitem reconhecer seu desejo 
pessoal em jogo para poder a ele renunciar, levando-o a não ter a necessidade de 
querer assegurar seu lugar – nem pela rigidez do setting , nem pela rigidez do gesto 
(p. 4). 
Ao propormos percorrer a história da escuta na psicanálise, chegamos à 
escuta da psicanálise. Ao lançarmos nosso olhar para a importância dada pelo 
analista às palavras de seu analisando, demarcou-se o fundamental papel da escuta 
do analista em relação a si próprio, em sua análise pessoal. De fato, a escuta da 
psicanálise encontra sua vitalidade na capacidade do analista reconhecer o valor e a 
necessidade de ser ele próprio escutado, promovendo em si uma capacidade que está 
fora do domínio da rigidez ou da padronização, e que por isto abre vias de acesso à 
escuta do outro. Assim, recupera-se no tempo de cada analista a criatividade e a 
vitalidade dos novos tempos inaugurados por Freud: o reconhecimento do 
inconsciente e dos recursos de acesso à compreensão de seus efeitos. 
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Fonte: MACEDO, Mônica Medeiros Kother; FALCAO, Carolina Neumann de Barros. A 
escuta na psicanálise e a psicanálise da escuta. Psychê, São Paulo , v. 9, n. 15, p. 65-
76, jun.2005 . Disponível em 
. acessos em 02 abr. 2019. 
 
As 3 revoluções na saúde 
 Temos 3 grandes revoluções na saúde que podemos destacar no modelo 
apresentado por Ribeiro. 
Os conceitos de saúde e de doença evoluíram com a história do homem. Numa 
descrição genérica desta evolução, podem considerar-se cinco grandes períodos: 
 1. Um primeiro período pré-científico ou pré-cartesiano, até ao século 
XVII; 
 2. Um período científico ou de início de desenvolvimento do modelo 
biomédico, que se começou a instalar com a implementação do pensamento 
científico e o Iluminismo; 
 3. A primeira revolução da saúde, com o desenvolvimento da saúde 
pública no século XIX; 
 4. A segunda revolução da saúde, iniciada na década de 1970, com a 
evidência da multicausalidade associada às principais causas de 
morbilidade e de mortalidade, e à importância que o comportamento 
desempenha nessas causas; 
 5. A terceira revolução da saúde, associada à necessidade da redução 
dos custos e ao aumento de um novo padrão de doenças, as doenças 
crônicas no idoso. 
Fonte: RIBEIRO, JLP. A Psicologia da Saúde. In ALVES, RF., org. Psicologia da saúde: 
teoria, intervenção e pesquisa [online]. Campina Grande: EDUEPB, 2011. pp. 23-64. 
ISBN 978-85-7879-192-6. Available from SciELO Books . 
 
 Vejamos: 
 
Primeira revolução na saúde – modelo biomédico 
A primeira revolução da saúde foi consequência da revolução industrial (séc. 
XVIII). Era uma época de grandes epidemias e migrações, assim como altos índices de 
morbidade e mortalidade. Era uma época em que afloravam a tuberculose, a 
escarlatina, pneumonia, difteria, sarampo, varíola e outras doenças infecto 
contagiosas. 
O modelo biomédico, aplicado à saúde pública, desenvolveu-se devido ao 
reconhecimento de que havia relação entre as condições sociais e causas de 
mortalidade. O meio físico (insalubridade) proporcionava a propagação de doenças. 
Além disso, na época poucas das doenças que listamos eram tratáveis. 
Surge um modelo biomédico orientado, portanto, para controlar a 
propagação dos agentes patogênicos. Um agente patogênico ou patógeno, também 
chamado de agente infeccioso ou etiológico animado, é um organismo capaz de 
produzir doenças infecciosas aos seus hospedeiros sempre que esteja em 
circunstâncias favoráveis, inclusive do meio ambiente. Assim, o agente patogênico só 
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causará a doença se conseguir penetrar no sistema imunológico do hospedeiro. 
Lembre-se que foi a época gloriosa de Louis Pasteur (Teoria do Germe - os 
organismos não nascem por geração espontânea, sendo que há associação entre 
agente patogénico e manifestação da doença). 
Na época, foi controlada a mobilidade dos agentes patogênicos através da 
construção de sistemas de esgotos e de distribuição de água potável e da gestão de 
migrações. Além disso, foram adotadas práticas de destruição desses agentes, 
através da clorificação das águas de consumo, por exemplo. A partir desse modelo 
também foram tomadas medidas de saúde pública como a canalização de água, os 
esgotos, o recolhimento do lixo doméstico e hospitalar. Destaco que foi somente no 
século XVIII é que começamos a ver a distribuição das vacinas. 
 A adoção dessas medidas para sanear as consequências diretas da 
insalubridade das revoluções industriais foi favorecida do contexto filosófico e 
científico e o desenvolvimento industrial e às mudanças sociais. 
 Esse modelo biomédico entende que as doenças advêm do exterior do corpo. 
Tais doenças são causadas por desequilíbrios químicos, bactérias, vírus e 
predisposição genética. 
 Sobre isso: 
Primeira revolução da saúde 
O início da revolução industrial nos finais do século XVIII teve consequências 
nefastas para a saúde. Exemplos maciços de desequilíbrio ecológico foram, por 
exemplo, as grandes epidemias decorrentes das mudanças sociais e das alterações 
do sistema de produção. Grande quantidade de pessoas migravam e aglomeravam-
se nas grandes cidades, com fracas condições de salubridade e habitabilidade, 
facilitadoras da difusão de microorganismos causadores de grande morbilidade e 
mortalidade. A tuberculose foi uma das doenças mais conhecidas da época e a que 
mais vítimas provocou, tendo-se verificado o mesmo padrão de mortalidade elevada 
para outras doenças infecciosas, tais como: a pneumonia, o sarampo, a gripe, a 
escarlatina, a difteria e a varíola (entre outras). 
A primeira revolução da saúde foi um dos ramos do modelo biomédico que 
conduziu ao desenvolvimento das modernas medidas de saúde pública 
(Bolander,1998). Tais medidas foram essenciais para as mudanças dos padrões de 
saúde e doença do mundo desenvolvido de então, e foram suficientes até meados do 
presente século. 
O modelo biomédico, aplicado à saúde pública, desenvolveu-se, segundo 
Ribeiro (1997), devido ao reconhecimento de que: a) as doenças infecciosas eram 
difíceis senão impossíveis de curar e, uma vez instaladas no adulto, o seu tratamento 
e a sua cura eram dispendiosos; b) os indivíduos contraíam doenças infecciosas em 
contato com o meio ambiente físico e social que continha o agente patogénico; c) as 
doenças infecciosas não se contraíam a não ser que o organismo hospedeiro 
fornecesse um meio favorável ao desenvolvimento do agente infeccioso. E 
acrescenta. Para prevenir as doenças era necessário controlar os agentes 
patogénicos, o que foi feito, por exemplo, controlando a sua mobilidade através da 
construção de sistemas de esgotos e de distribuição de água potável e da gestão de 
migrações, ou destruindo esses agentes, por exemplo, através da clorificação das 
águas de consumo, e finalmente, já bem dentro do presente século, produzindo 
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vacinas. Quando essas medidas falhavam, intervinha a medicina curativa que, a partir 
de meados do século XX, encontrou nos antibióticos um auxiliar eficaz na destruição 
desses microorganismos. 
Os princípios do modelo biomédico definidos pela teoria do germe, que a 
princípio se referiam apenas aos microorganismos, estenderam-se depois ás toxinas, 
ao neoplasma, à desregulação endócrina, à deficiência nutricional, etc., 
caracterizando-se por considerar a existência de uma relação causal linear entre uma 
causa simples e uma doença (Noack,1987). Uma das evoluções para uma concepção 
mais atual passou pela aceitação de que a etiologia da doença é multicausal. 
O modelo biomédico teve tanto sucesso que, no final da década de 70, nos 
Estados Unidos, rareavam os indivíduos com menos de 75 anos, cuja morte fosse 
devida a doenças infecciosas (Ribeiro,1993). Contudo, o modelo biomédico 
negligencia a autonomia conceitual e as representações que as pessoas fazem sobre 
o seu estado de saúde. É o caso, por exemplo, das avaliações subjetivas sobre os 
sintomas, das interpretações ou das significações sobre as causas e as evoluções de 
uma determinada doença, da implementação e da modificação de estilos de vida ou 
da decisão em aderir às recomendações feitas pelo médico (Laderman,1987). E esta 
atividade conceitual tem uma influência marcante na evolução do estado de saúde. 
Com efeito, diversas investigações empíricas têm demonstrado que as significações 
pessoais estão na base do bem-estar psicológico e na facilitação dos processos de 
promoção da saúde, assim como nos de reabilitação (Antonovsky,1979; Aron e 
Aron,1987; Laderman,1987). 
Como seria de esperar, a omissão que o modelo biomédico faz da autonomia 
conceitual da pessoa é consistente com as definições de saúde e doença com ele 
conotadas: a saúdeé concebida como sendo a ausência de doença e esta é 
conceptualizada considerando exclusivamente as perturbações que se processam na 
dimensão física da pessoa (Engel,1977). 
Fonte: Albuquerque, Carlos Manuel de Sousa e Oliveira, Cristina Paula Ferreira. Saúde 
e Doença: Significações e Perspectivas em Mudança. Millenium - Revista do ISPV - 
n.º 25 - Janeiro de 200. Disponível em: 
http://www.ipv.pt/millenium/Millenium25/25_27.htm 
 
 Se, por um lado, esse modelo foi útil para diminuir a taxa de mortalidade das 
doenças infectocontagiosas, por outro, centrou-se quase de forma exclusiva no 
agente patológico e ignorou aspectos comportamentais e sociais. A regra do modelo 
biomédico é: os sujeitos adoecem porque estão em contato com agentes patogénicos 
e porque estão vulneráveis. 
 No Brasil esse modelo influenciou o nosso sanitarismo. 
Ah, o modelo biomédico existe até hoje, assim como todos os modelos que 
apresentaremos a seguir. 
 
Segunda revolução da saúde – modelo biopsicossocial 
 Se o foco do modelo biomédico eram as doenças infecto contagiosas, 
podemos dizer que a segunda revolução da saúde buscou fazer esse contraponto para 
propor uma saúde em seu conceito mais amplo. No Relatório de Lalonde (1974), por 
exemplo, a saúde poderia ser classificada em quatro elementos gerais: biologia, 
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ambiente, estilo de vida, e organização da assistência sanitária. Já a Conferência 
Alma-Ata (1978) enfatizou a atenção primária à saúde (Cuidados de Saúde 
Primários), salientando a necessidade de atenção especial aos países em 
desenvolvimento. O Relatório Richmond (1979) apresentou ao mundo a conclusão 
que das mortes prematuras nos EUA 50% eram atribuídas ao estilo de vida; 20% a 
fatores ambientais; 20% à biologia humana e 10% a cuidados de saúde inadequados. 
E, claro, metade das mortes causadas por estilos de vida eram causadas por 
fumar, beber, sedentarismo e dieta inadequada. 
A Psicologia da Saúde emerge nos anos 70 do século XX baseada nos 
fundamentos da segunda revolução da saúde. Naquela época já se sabia que a 
etiologia comportamental das doenças determinava a intervenção em termos de 
mudança de comportamentos, como deixar de fumar, ter uma alimentação saudável, 
controlar o stress, praticar exercício e fazer consultas regulares. O foco da psicologia 
da saúde era, portanto, a promoção de estilos de vida para a produção da saúde. 
 Sobre isso: 
Segunda revolução da saúde 
A expressão "segunda revolução da saúde" foi utilizado por Richmond, em 
1979, no seu relatório sobre a saúde dos americanos, e propõe-se qualificar as 
mudanças cuja implementação é necessária para responder às novas exigências de 
saúde. Globalmente, pode afirmar-se que o desenvolvimento do modelo biomédico 
se centrara na doença, que a primeira revolução da saúde se centrara na prevenção 
da doença, e que a segunda revolução da saúde se centra na saúde. 
Os aspectos mais radicais desta segunda revolução são: 
a) centrar-se na saúde ao invés de na doença; 
b) preconizar o retorno a uma perspectiva ecológica. 
Acreditara-se que, com a primeira revolução da saúde, os problemas de saúde 
estariam resolvidos. No entanto, a partir de meados do século XX, surge nova 
epidemia: uma epidemia comportamental (McIntyre,1994). Com efeito, constatou-se 
que, nos países desenvolvidos, as doenças que mais contribuíam para a mortalidade 
eram doenças com etiologia comportamental. 
Com base nesta evidência, a segunda revolução da saúde teria de se centrar 
numa nova concepção, em novos princípios: dado as novas epidemias não terem 
origem em organismos patogénicos, a teoria do germe deixou de ser aplicável. O 
equivalente ao germe, nesta epidemia, é o comportamento individual (Ribeiro,1993). 
A vacina, agora, teria de ser a modificação do comportamento, tomando este um 
sentido lato (ibidem). 
Assim, esta constatação chama a atenção dos profissionais da saúde e da 
doença para a importância de alterar o estilo de vida da população. A modificação de 
alguns comportamentos, tais como, deixar de fumar, cuidar da alimentação, controlar 
o stress, praticar exercício ou atividade física regularmente, dormir um número de 
horas adequado, verificar periodicamente a saúde, permitiria reduzir drasticamente a 
mortalidade. 
Além da mudança na etiologia da morbilidade e mortalidade, outros fatores 
contribuíram para a emergência da nova concepção de saúde. Ramos (1988) refere os 
seguintes: alterações demográficas, tais como, envelhecimento da população, 
diversificação da família, a que se podem acrescentar a mobilidade social dos 
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indivíduos e as migrações; revolução tecnológica, que, aumentando as possibilidades 
de intervenção na doença, exigem mais e melhores especialistas aumentando os 
custos da assistência médica; aproximação dos serviços de saúde à comunidade. 
Pode-se, ainda, acrescentar o aumento do poder do consumidor que, tornando-se 
mais exigente e com mais capacidade crítica, força os políticos a serem mais sensíveis 
à opinião pública. 
Principais conceitos da segunda revolução da saúde 
Os conceitos da segunda revolução da saúde foram difundidos, primeiro por 
Marc Lalonde, depois por Julius Richmond e pela Organização Mundial da Saúde na 
declaração de Alma-Ata, em 1978. Os conceitos foram divulgados e implementados 
universalmente no documento "Metas da Saúde para Todos", com edição original de 
1984 e tradução portuguesa do Ministério da Saúde, de 1986. São conceitos 
particularmente importantes para os países desenvolvidos, onde os benefícios da 
primeira revolução da saúde já eram visíveis. 
Embora toda a filosofia deste novo modelo estabeleça uma ruptura com o 
modelo anterior, salientam-se dois conceitos centrais, específicos e inovadores: 
"promoção da saúde" e "estilo de vida". Estes conceitos encerram implicitamente, na 
sua definição, todos os princípios da segunda revolução da saúde. 
Promoção da saúde 
A promoção da saúde é um conceito multidisciplinar de que têm sido 
produzidas inúmeras definições (Breslow,1987; Goodstadt et al.,1987; Kaplan,1984; 
Noack,1987). 
A definição adoptada na carta de Otawa, em 1986, e que tem sido utilizada, é a 
seguinte: processo de "capacitar" (enabling) as pessoas para aumentarem o controlo 
sobre a sua saúde e para a melhorar. O Working Group on Concepts and Principles of 
Health Promotion (WGCPHP,1987) salienta dois grandes objectivos principais para a 
promoção da saúde: 1) melhorar a saúde; 2) dominar (por parte do cidadão) o 
processo conducente à melhoria da saúde. Na análise da definição, Green e Raeburn 
(1990) consideram que a chave está na palavra "capacitar": esta palavra deriva do 
verbo "to enable " (no original) que significa "fornecer os meios e as oportunidades, 
tornar possível, prático, simples, e dar poder legal, capacidade ou autorização para". 
Consideram que significa devolver à população o poder em matéria de saúde, 
retirando-o ás instituições, aos dirigentes, aos profissionais e à tecnologia. O objetivo 
primordial da promoção da saúde no futuro poderia, assim, ser o de facilitar a 
transferência de recursos importantes na saúde, tais como: conhecimentos, técnicas, 
poder e dinheiro para a comunidade. 
Estes mesmos autores explicam que a adopção de estratégias de promoção da 
saúde e dos princípios a ela subjacentes encerra um conflito potencial. Embora muitos 
profissionais e gestores da área da saúde afirmem defender a ideia de devolver mais 
poder à comunidade, na prática poucos estão dispostos a fazê-lo. A justificação destes 
profissionais é a de que eles é que "sabem melhor" o que fazer, podendo afirmar-se 
que esta constituia filosofia dominante entre estes profissionais. 
Segundo Noack (1987), a promoção da saúde parece ter substituído o conceito 
de higiene e, sem ser sinónimo, sobrepõe-se parcialmente ao de prevenção de doença 
(Rosenstock,1987; Dean,1990). 
Rosenstock (1987) considera que a distinção entre prevenção das doenças e 
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promoção da saúde tem três implicações distintas, que incluem: a) implicações acerca 
da atribuição de responsabilidade pela saúde; b) implicações ao nível da seleção dos 
alvos da intervenção para maximizar a saúde e; c) implicações para a ética da 
promoção da saúde. 
Finalmente, salientamos que a promoção da saúde surgiu, entre outras razões, 
porque trazia vantagens económicas diretas (menos gastos com a doença) e indiretas 
(mais dias de trabalho, mais energia no trabalho). 
Estilo de vida 
A noção de Estilo de Vida é um conceito antigo para a psicologia que foi 
adoptado pelo novo modelo de concepção da saúde próprio da Segunda Revolução 
da Saúde. Lalonde (1974) definiu Estilo de Vida como: "o agregado de decisões 
individuais que afetam a vida (do indivíduo) e sobre as quais tem algum controlo" 
(p.32). A Organização Mundial de saúde define estilo de vida como "conjunto de 
estruturas mediadoras que refletem uma totalidade de atividades, atitudes e valores 
sociais" (WHO,1986, p.43), ou como: "um aglomerado de padrões comportamentais, 
intimamente relacionados, que dependem das condições económicas e sociais, da 
educação, da idade e de muitos outros fatores" (WHO,1988, p.114). Ribeiro (1994) 
salienta que o Estilo de Vida tem sido interpretado desde uma forma ampla, até uma 
forma estrita. E acrescenta. Se, por exemplo, Lalonde o qualifica como padrões de 
decisões, o que subentende toda uma cadeia de cognições, expectativas, emoções e 
comportamentos, interligados com antecedentes, consequentes e colaterais 
susceptíveis de os influenciar, McQueen (1987) reduzia-o a uma constelação de 
comportamentos conducentes a uma boa saúde. 
Fonte: Albuquerque, Carlos Manuel de Sousa e Oliveira, Cristina Paula Ferreira. Saúde 
e Doença: Significações e Perspectivas em Mudança. Millenium - Revista do ISPV - 
n.º 25 - Janeiro de 200. Disponível em: 
http://www.ipv.pt/millenium/Millenium25/25_27.htm 
 
 Professor, e de onde vem o famigerado modelo biopsicossocial? 
 Esse é o modelo de Engel, de 1977. Engel identificou o modelo biopsicossocial 
como uma estrutura conceitual mais completa para orientar os clínicos no seu 
trabalho diário com os pacientes. Este tentou relacionar as causas biológicas 
das doenças com os fatores psicológicos e sociais do indivíduo, como por exemplo: 
Biológico: Vírus, bactérias, lesões; 
Psicológicas: Comportamentos de risco, crenças, coping, stress, 
personalidade; 
Social: Classe, emprego, etnia. 
 
 O enfrentamento da doença passa, portanto, por essas três dimensões. 
 
 Vamos diferenciar o modelo biopsicossocial do modelo biomédico. 
Diferenças entre os modelos: 
 Modelo Biomédico Modelo Biopsicossocial 
Causa da doença Fatores de natureza biológica que podem ser internos ou externos ao indivíduo Multiplicidade de fatores, podendo ser biológicos, psicológicos ou sociais 
Responsável pela doença O sujeito é considerado vítima dos condicionantes biológicos que determinaram a O sujeito pode ser parcialmente considerado responsável pela sua doença 
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doença. 
Como tratar a doença Através de medicação, vacinação, cirurgia, quimioterapia, radioterapia. Todos com 
objetivo de mudar o estado físico do corpo 
Mudança de comportamento, encorajando mudanças nas crenças, estratégias de 
coping e adesão às recomendações médicas 
Responsável pelo tratamento Médico 
 
Médico e doente 
 
Papel da psicologia A doença (biologia) tem consequências psicológicas, contudo são vistas como 
entidades separadas 
Os fatores psicológico s podem ser considerados na etiologia e manutenção da 
doença e da saúde 
 
 
Terceira revolução na saúde – a promoção da saúde e estilo de vida. 
 Essa terceira revolução começou nos anos 90 do século passado e não 
substituiu nenhum dos modelos anteriores. Na verdade, complementou o segundo 
modelo ao enfatizar a qualidade dos serviços prestados a uma população em 
mudança. Ela surgiu para atender, por exemplo, os problemas efetivos da transição 
epidemiológica, que já existiam na segunda revolução na saúde, mas que aqui dão a 
tônica do movimento. 
 Sobre isso: 
 
Entende-se por transição epidemiológica as mudanças 
ocorridas no tempo nos padrões de morte, morbidade e invalidez que 
caracterizam uma população específica e que, em geral, ocorrem em 
conjunto com outras transformações demográficas, sociais e 
econômicas (Omram, 2001; Santos-Preciado et al., 2003). O processo 
engloba três mudanças básicas: substituição das doenças 
transmissíveis por doenças não-transmissíveis e causas externas; 
deslocamento da carga de morbi-mortalidade dos grupos mais jovens 
aos grupos mais idosos; e transformação de uma situação em que 
predomina a mortalidade para outra na qual a morbidade é dominante. 
A definição da transição epidemiológica deve, assim, ser considerada 
componente de um conceito mais amplo apresentado por Lerner (1973) 
como transição da saúde, que inclui elementos das concepções e 
comportamentos sociais, correspondentes aos aspectos básicos da 
saúde nas populações humanas. 
A transição da saúde pode de dividir em dois elementos 
principais: de um lado, encontra-se a transição das condições de 
saúde(referindo-se às mudanças na frequência, magnitude e 
distribuição das condições de saúde, expressas através das mortes, 
doenças e incapacidades) e de outro, a resposta social organizada a 
estas condições que se instrumenta por meio dos sistemas de atenção 
à saúde (transição da atenção sanitária), determinada em grande 
medida pelo desenvolvimento social, econômico e tecnológico mais 
amplo (Frenk et al., 1991). 
Fonte: SCHRAMM, Joyce Mendes de Andrade et al. Transição 
epidemiológica e o estudo de carga de doença no Brasil. Ciênc. saúde 
coletiva, Rio de Janeiro , v. 9, n. 4, p. 897-908, Dec. 2004. Available 
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on 13 Nov. 2019. http://dx.doi.org/10.1590/S1413-
81232004000400011. 
 
 Tivemos, portanto, aumento da expectativa de vida, alterações demográficas, 
aumento da prevalência das doenças crônicas, preocupação com qualidade de vida, 
etc. 
Perceba que tentamos sair de um modelo patogênico para um modelo 
salutogênico. 
 Ademais: 
A emergência da Psicologia da Saúde é uma “oportunidade para ajudar a 
nação a reduzir a aceleração dos custos de saúde” (MATARAZZO, 1980, p. 808). Esta 
afirmação reflete uma preocupação que já acompanhara o desenvolvimento da 
segunda revolução da saúde e que se tornou, dez anos depois, num elemento central. 
Além das mudanças na etiologia da morbilidade e mortalidade, outros fatores 
contribuíram para a emergência da terceira revolução da saúde. Ramos (1988) se 
refere aos seguintes: 
1. Alterações demográficas tais como envelhecimento da população, 
diversificação da família, a que se podem acrescentar a mobilidade 
social dos indivíduos e as migrações; 
2. Revolução tecnológica que, aumentando as possibilidades de 
intervenção na doença, exige mais e melhores especialistas, 
aumentando os custos da assistência médica; 
3. Aproximaçãodos serviços de saúde à comunidade. 
Pode-se, ainda, acrescentar o aumento do poder do consumidor que, tornando-se 
mais exigente e com mais capacidade crítica, força os políticos a serem mais sensíveis 
à opinião pública. 
O final do século XX traz grandes mudanças para as sociedades desenvolvidas, 
nomeadamente no modo de conceber o Campo da Saúde, e pela discrepância entre 
os custos, a satisfação dos utentes ou da sociedade, e os resultados das intervenções 
neste universo. 
A terceira revolução da saúde decorre dos efeitos da segunda revolução da 
saúde e da incapacidade desta em dar resposta aos problemas que se vieram a 
deparar. Como explicava Ellwood (1988), o presidente dos Estados Unidos da América 
proclamava, já em 1969, que a nação enfrentava uma crise no sistema de cuidados de 
saúde: os custos disparavam, os doentes começavam a contestar a autoridade dos 
médicos e a dúvida instalava-se acerca da eficácia de certos procedimentos médicos 
dispendiosos. 
Outra alteração decisiva tem a ver com o aumento da expectativa de vida da 
população. King (1990) utilizou a expressão “Armadilha Demográfica” para designar o 
resultado da passagem de um modelo de elevada natalidade e elevada mortalidade 
para outro de baixa natalidade e baixa mortalidade. Chama a atenção para o impacto 
destas mudanças, nomeadamente no ambiente e no colapso dos sistemas ecológicos. 
Este autor afirma que esta ideia não é nova e que constitui uma nova versão do que 
Malthus defendera no século XVIII. 
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O modelo biomédico abordou com êxito as doenças agudas, as que causavam 
mais mortalidade nas idades mais novas, contribuindo para o envelhecimento da 
população e deslocando as preocupações dos problemas de saúde para as doenças 
crônicas. 
Com efeito, se observarmos a evolução da expectativa de vida, por exemplo, 
em Portugal desde o início do século XX, constata-se, segundo o Instituto Nacional de 
Estatística, que a esperança de vida de um recém-nascido que, em 1920, era de 35,8 
anos para os homens e 40,0 para as mulheres, passou, no final do século XX, para perto 
dos 70 e 80 anos respectivamente. Ou seja, em 80 anos a expectativa de vida à 
nascença duplicou. 
Enquanto nos primeiros anos de vida predominam as doenças agudas, nos 
últimos predominam as crônicas. Cerca de 86% das pessoas com mais de 65 anos 
sofrem, pelo menos, de uma doença crônica (RODIN; SALOVEY, 1989). Estes fatos 
permitem conceitualizar, do ponto de vista do sistema de saúde, a existência de dois 
mundos: um mundo gerontológico versus um mundo pediátrico, em vez de um mundo 
desenvolvido versus não-desenvolvido ou em desenvolvimento. As doenças do foro 
gerontológico tendem a ser crônicas, enquanto as do foro pediátrico tendem a ser 
agudas. Esta constatação aponta para a necessidade de sistemas de cuidados de 
saúde diferenciados, provavelmente mesmo separados, dadas às diferenças de 
equipamentos, tecnologias e tipo de apoio em geral que estes dois grupos de doenças 
exigem. 
Fonte: RIBEIRO, JLP. A Psicologia da Saúde. In ALVES, RF., org. Psicologia da saúde: 
teoria, intervenção e pesquisa [online]. Campina Grande: EDUEPB, 2011. pp. 23-64. 
ISBN 978-85-7879-192-6. Available from SciELO Books . 
 
 
Matriciamento 
 Segundo o Guia Prático de Matriciamento em Saúde Mental: 
1.1 O QUE é MATRICIAMENTO 
Matriciamento ou apoio matricial é um novo modo de produzir saúde em que 
duas ou mais equipes, num processo de construção compartilhada, criam uma 
proposta de intervenção pedagógico-terapêutica. 
No processo de integração da saúde mental à atenção primária na realidade 
brasileira, esse novo modelo tem sido o norteador das experiências implementadas 
em diversos municípios, ao longo dos últimos anos. Esse apoio matricial, formulado 
por Gastão Wagner Campos (1999), tem estruturado em nosso país um tipo de cuidado 
colaborativo entre a saúde mental e a atenção primária. 
Tradicionalmente, os sistemas de saúde se organizam de uma forma vertical 
(hierárquica), com uma diferença de autoridade entre quem encaminha um caso e 
quem o recebe, havendo uma transferência de responsabilidade ao encaminhar. A 
comunicação entre os dois ou mais níveis hierárquicos ocorre, muitas vezes, de forma 
precária e irregular, geralmente por meio de informes escritos, como pedidos de 
parecer e formulários de contrarreferência que não oferecem uma boa resolubilidade. 
A nova proposta integradora visa transformar a lógica tradicional dos sistemas 
de saúde: encaminhamentos, referências e contrarreferências, protocolos e centros 
de regulação. Os efeitos burocráticos e pouco dinâmicos dessa lógica tradicional 
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podem vir a ser atenuados por ações horizontais que integrem os componentes e 
seus saberes nos diferentes níveis assistenciais. 
Na horizontalização decorrente do processo de matriciamento, o sistema de 
saúde se reestrutura em dois tipos de equipes: 
-	equipe de referência; 
-	equipe de apoio matricial. 
Na situação específica do Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil, as equipes 
da Estratégia de Saúde da Família (ESF) funcionam como equipes de referência 
interdisciplinares, atuando com uma responsabilidade sanitária que inclui o cuidado 
longitudinal, além do atendimento especializado que realizam concomitantemente. E 
a equipe de apoio matricial, no caso específico desse guia prático, é a equipe de saúde 
mental. 
Segundo Campos e Domitti (2007, p. 400), a relação entre essas duas equipes 
constitui um novo arranjo do sistema de saúde: 
apoio matricial e equipe de referência são, ao mesmo tempo, 
arranjos organizacionais e uma metodologia para gestão do 
trabalho em saú- de, objetivando ampliar as possibilidades de 
realizar-se clínica amplia- da e integração dialógica entre 
distintas especialidades e profissões. 
O apoio matricial é distinto do atendimento realizado por um especialista 
dentro de uma unidade de atenção primária tradicional. Ele pode ser entendido com 
base no que aponta Figueiredo e Campos (2009): “um suporte técnico especializado 
que é ofertado a uma equipe interdisciplinar em saúde a fim de ampliar seu campo de 
atuação e qualificar suas ações”. 
O matriciamento deve proporcionar a retaguarda especializada da assis- 
tência, assim como um suporte técnico-pedagógico, um vínculo inter- pessoal e o 
apoio institucional no processo de construção coletiva de projetos terapêuticos junto 
à população. Assim, também se diferencia da supervisão, pois o matriciador pode 
participar ativamente do projeto terapêutico. 
Matriciamento não é: 
• encaminhamento ao especialista 
• atendimento individual pelo profissional de saúde mental 
• intervenção psicossocial coletiva realizado apenas pelo profissional de 
saúde mental 
Fonte: CHIAVERINI, D. H. (org.) et al. Guia Prático de Matriciamento em Saúde Mental. 
Brasília - DF: Ministério da Saúde - Centro de Estudo e Pesquisa em Saúde Coletiva, 
2011. 
 
A Interconsulta 
A interconsulta psicológica é um instrumento utilizado pelo profissional para 
compreender e aprimorar a assistência ao paciente no hospital geral. [...] 
A presença da atividade de interconsulta é mais forte em hospitais 
universitários (Rossi, 2008), e, a partir do maior desenvolvimento e reconhecimento 
da psicologia hospitalar, nas últimas décadas, como área de atuação da psicologia, 
com um modelo próprio de atuação, adaptado à realidade institucional hospitalar, os 
psicólogos inseridos nesse contexto foram cada vez mais chamados à prestação desse 
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serviço. 
Segundo Rossi (2008), a interconsulta psicológica tem como objetivos auxiliar 
profissionais de outras áreas no diagnóstico e tratamento de pacientes com 
problemas psiquiátricos ou psicossociais (situações emocionais emergentes) e 
intermediar a relação entre os envolvidos na situação (equipe de saúde, pacientes e 
familiares), facilitando a comunicação, a cooperação e a elaboração de conflitos. 
Nogueira-Martins (1995) descreve assim os passos da interconsulta 
psicológica: 1. coleta de informações com médicos, enfermeiros, paciente, familiares 
e outros; 2. elaboração de diagnósticos situacionais; 3. devolução e assessoramento; 
e 4. acompanhamento diário da evolução da situação. 
Considerando as reais necessidades dos pacientes, incluindo atenção ao 
contexto em que estão inseridos e a relação com a equipe que o atende, é importante 
que o psicólogo interconsultor possa, inicialmente, realizar uma análise funcional do 
ambiente e das demandas impostas por paciente e equipe (Gorayeb, 2001). A partir de 
tais avaliações e do entendimento sobre o funcionamento do paciente, da família e 
equipe, e sua inter-relação contextualizada no ambiente hospitalar, as estratégias de 
intervenção podem ser traçadas e colocadas em prática. 
Diferentes motivos podem ser determinantes da solicitação de uma 
interconsulta psicológica por médicos e outros membros da equipe. Alguns dos mais 
frequentemente encontrados em estudos realizados no Brasil (Botega, 2002; Smaira, 
Kerr-Corrêa & Contel, 2003) são: colaboração para o diagnóstico diferencial de 
patologias orgânicas e psicológicas, persistência de comportamento queixoso do 
paciente, comportamento de paciente que altera o funcionamento da enfermaria, 
sensibilização da equipe pelas atitudes do paciente, dificuldade da equipe em lidar 
com sentimentos e reações decorrentes do adoecer, risco e/ou tentativa de suicídio, 
pacientes com transtornos psiquiátricos e desajustes na relação médico-paciente. 
Dessa forma, ao se constituir como uma modalidade de intervenção que 
permite considerar a demanda institucional que inclui a subjetividade nas relações da 
equipe e a assistência psicológica aos pacientes e seus familiares, a interconsulta 
psicológica é uma das formas mais visíveis da aplicação do conceito de 
interdisciplinaridade. A interdisciplinaridade pode ser considerada como uma troca 
intensa de saberes profissionais em diversos campos, exercendo, dentro de um 
mesmo cenário, uma ação de reciprocidade, mutualidade, que pressupõe uma 
atitude diferenciada diante de um determinado caso (Oliveira et al., 2011). 
Fonte: GAZOTTI, Thaís de Castro; PREBIANCHI, Helena Bazanelli. Caracterização da 
interconsulta psicológica em um hospital geral.Psicol. teor. prat., São Paulo , v. 16, n. 
1, p. 18-30, abr. 2014 . Disponível em 
. acessos em 05 out. 2019. 
 
 
Projeto Terapêutico Singular 
 Se liga ai! 
O Projeto Terapêutico Singular (PTS) é um recurso de clínica ampliada e da 
humanização em saúde. Segundo Carvalho e Cunha (2006), o uso do termo “singular” 
em substituição a “individual”, outrora mais utilizado, baseia-se na premissa de que 
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nas práticas de saúde coletiva – e em especial na atenção primária – é fundamental 
levar em consideração não só o indivíduo, mas todo o seu contexto social. 
Os projetos podem ser familiares, coletivos e até territoriais, o que restringe o 
uso da palavra “individual”. E ainda que o centro de um projeto terapêutico singular 
seja, de fato, um indivíduo apenas, olhar para os cuidados de alguém – em especial 
na saúde mental – exige um foco abrangente que incluiu o seu entorno familiar e 
territorial. Essa concepção é extremamente importante para um matriciador quando 
ele aborda algum caso com a equipe de referência. 
Durante a coleta dessas informações e no diálogo com a Equipe de Saúde da 
Família (ESF), é muito importante não fazer julgamentos bruscos, cuidando sempre 
para reforçar atitudes positivas, especialmente aquelas que denotem autonomia com 
responsabilidade e clareza técnica. Além disso, em toda discussão devemos buscar 
uma formulação diagnóstica, lembrando que na saúde mental os diagnósticos são 
frequentemente temporários e que, mais importante do que acertar o código 
diagnóstico, é compreender a situação em suas várias facetas. 
O uso de diagnósticos sindrômicos amplos é perfeitamente aceitável no campo 
da ESF. No entanto, vale destacar os itens que devemos ter em mente ao formular um 
diagnóstico ampliado multiaxial. Não falamos aqui dos critérios do manual 
diagnóstico americano, o DSM-IV, mas sim de uma adaptação para a Atenção Primária 
à Saúde (APS). Não estamos, em absoluto, restringindo-nos ao diagnóstico 
psiquiátrico, mas abrindo uma agenda interdisciplinar. 
Formulação diagnóstica multiaxial 
• Sintomas mentais e transtornos mentais 
• Estilo de personalidade e transtornos de personalidade e do desenvolvimento 
• Problemas de saúde em geral 
• Avaliação de incapacidade 
• Problemas sociais 
Fonte: CHIAVERINI, D. H. (org.) et al. Guia Prático de Matriciamento em Saúde Mental. 
Brasília - DF: Ministério da Saúde - Centro de Estudo e Pesquisa em Saúde Coletiva, 
2011. 
 
Clínica Ampliada 
A fonte básica de conhecimentos aqui é uma cartilha do Ministério da Saúde 
relançada em 2008. 
CLÍNICA AMPLIADA 
De modo geral, quando se pensa em clínica, imagina-se um médico 
prescrevendo um remédio ou solicitando um exame para comprovar ou não a 
hipótese do usuário ter uma determinada doença. No entanto, a clínica precisa ser 
muito mais do que isso, pois todos sabemos que as pessoas não se limitam às 
expressões das doenças de que são portadoras. Alguns problemas como a baixa 
adesão a tratamentos, os pacientes refratários (ou “poliqueixosos”) e a dependência 
dos usuários dos serviços de saúde, entre outros, evidenciam a complexidade dos 
Sujeitos que utilizam serviços de saúde e os limites da prática clínica centrada na 
doença. É certo que o diagnóstico de uma doença sempre parte de um princípio 
universalizante, generalizável para todos, ou seja, ele supõe alguma regularidade e 
produz uma igualdade que é apenas parcialmente verdadeira, por exemplo: um 
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alcoolista é um alcoolista e um hipertenso é um hipertenso. 
Mas isso pode levar à suposição de que basta o diagnóstico para definir todo o 
tratamento para aquela pessoa. Entretanto, como já dizia um velho ditado: “cada caso 
é um caso”. E esta consideração pode mudar, ao menos em parte, a conduta dos 
profissionais de saúde. Por exemplo, se a pessoa com hipertensão é deprimida ou não, 
se está isolada, se está desempregada ou não, tudo isso interfere no desenvolvimento 
da doença. O diagnóstico pressupõe uma certa regularidade, uma repetição. Mas para 
que se realize uma clínica adequada é preciso saber, além do que o sujeito apresenta 
de igual, o que ele apresenta de diferente, de singular, inclusive, um conjunto de sinais 
e sintomas que somente nele se expressam de determinado modo. Com isso, abrem-
se inúmeras possibilidades de intervenção, e é possível propor tratamentos muito 
melhores com a participação das pessoas envolvidas. 
A seguir, veremos algumas situações concretas 
Um serviço de hematologia percebeu que mesmo tendo disponível toda a 
tecnologia para o diagnóstico e o tratamento dos usuários com anemia falciforme, 
havia um problema que, se não fosse levado em conta, não resolveria a anemia desses 
usuários.Essa doença acomete principalmente a população negra que, na cidade em 
que o serviço funcionava, só tinha acesso ao trabalho braçal, herança de uma história 
de discriminação racial e resultado da desigualdade social. O serviço percebeu que o 
tratamento ficaria muito limitado caso o enfoque fosse estritamente hematológico, 
pois a sobrevivência dos usuários estava ameaçada pela composição da doença com 
o contexto em que os sujeitos se encontravam. Era necessário criar novas opções de 
trabalho para esses usuários do serviço, uma vez que, mesmo com acesso a 
tratamento, eles não poderiam executar trabalhos braçais. A equi- pe então se 
debruçou sobre o problema e propôs buscar ajuda em escolas de computação, com a 
ideia de oferecer cursos para aos usuários com anemia falciforme que o desejassem, 
criando assim novas opções de trabalho e melhorando a expectativa de vida. O serviço 
buscou aumentar a autonomia dos usuários, apesar da doença. 
O serviço de saúde poderia ter se concentrado no problema genético e em toda a 
tecnologia que ele dispõe para diagnóstico e tratamento, ignorando a história e a 
situação social das pessoas que estão sob seus cuidados, comprometendo assim a 
adesão ao tratamento e a eficácia. 
Podemos dizer então que a clínica ampliada é (DECORE): 
a. • um compromisso radical com o sujeito doente, visto de modo singular; 
b. • assumir a RESPONSABILIDADE sobre os usuários dos serviços de saúde; 
c. • buscar ajuda em outros setores, ao que se dá nome de INTERSE- 
TORIALIDADE; 
d. • RECONHECER OS LIMITES DOS CONHECIMENTOS dos profissionais de 
saúde e das TECNOLOGIAS por eles empregadas e buscar outros 
conhecimentos em diferentes setores, como no exemplo 
e. • mencionado anteriormente em que o serviço de saúde incorporou o 
conhecimento acerca da situação de exclusão em que viviam seus usuários; 
f. • assumir um compromisso ÉTICO profundo. 
 
A situação mencionada demonstra as implicações éticas da clínica, pois, se o 
serviço de saúde tivesse reduzido os usuários à doença, ele pode- ria ser considerado 
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cúmplice da discriminação racial e da desigualdade social que ainda existe no país. 
Como se sabe, não são poucas as situações em que o adoecimento é causado 
ou agravado por situações de dominação e injustiça social. Algumas dessas 
dominações podem passar despercebidas, como é o caso das relações de gênero, 
dada a prevalência em alguns contextos culturais. As doenças (como a LER/DORT) 
causadas pela superexploração, pelas condições de trabalho inadequadas ou formas 
de gestão autoritárias também são outros exemplos. A clínica ampliada exige, 
portanto, dos profissionais de saúde um exame permanente dos próprios valores e 
dos valores em jogo na sociedade. O que pode ser ótimo e correto para o profissional 
pode estar contribuindo para o adoecimento de um usuário. O compromisso ético 
com o usuário deve levar o serviço a ajudá-lo a enfrentar, ou ao menos perceber, estas 
causalidades externas. 
E por falar de dificuldades, não podemos esquecer que, às vezes, o próprio 
diagnóstico já traz uma situação de discriminação social que aumenta o sofrimento e 
dificulta o tratamento (exemplos são as doenças que produzem discriminação social, 
e os “diagnósticos” que paralisam a ação de saúde, em vez de desencadeá-la). Cabe à 
clínica ampliada não assumir como normal estas situações, principalmente quando 
comprometem o tratamento. 
Algumas sugestões práticas 
A ESCUTA – Escutar significa, num primeiro momento, acolher toda queixa ou 
relato do usuário mesmo quando possa parecer não interes- sar diretamente para o 
diagnóstico e tratamento. Mais do que isto, é preciso ajudá-lo a reconstruir (e 
respeitar) os motivos que ocasionaram o seu adoecimento e as correlações que o 
usuário estabelece entre o que sente e a vida – as relações com seus convivas e 
desafetos. Ou seja, perguntar por que ele acredita que adoeceu e como ele se sente 
quando tem este ou aquele sintoma. Quanto mais a doença for compreendi- da e 
correlacionada com a vida, menos chance haverá de se tornar um problema somente 
do serviço de saúde, mas sim, também, do sujeito doente. É mais fácil, assim, evitar a 
infantilização e a atitude passiva diante do tratamento. Pode não ser possível fazer 
uma escuta detalhada o tempo todo para todo mundo (dependendo do tipo de 
serviço de saúde), mas é possível escolher quem precisa mais, e é possível temperar 
os encontros clínicos com estas “frestas de vida”. 
VÍNCULO E AFETOS – Tanto profissionais quan- to usuários, individualmente 
ou coletivamente, transferem afetos. Um usuário pode associar um profissional com 
um parente e vice-versa. Um profissional que tem um parente com diabete não vai 
sentir-se da mesma forma, ao cuidar de um sujeito com diabete, que um profissional 
que não tem este vínculo afetivo. 
É necessário aprender a prestar atenção nesses fluxos de afetos para melhor 
compreender-se e compreender o outro, e poder ajudar a pessoa doente a ganhar 
mais autonomia e lidar com a doença de modo proveitoso para ela. Nesse pro- cesso, 
a equipe de referência é muito importante, porque os fluxos de afetos de cada 
membro da equipe com o usuário e familiares são diferentes, permitindo que as 
possibilidades de ajudar o sujeito doente sejam maiores. Sem esquecer que, dentro 
da própria equipe estas transferências também acontecem. 
MUITO AJUDA QUEM NÃO ATRAPALHA 
– Infelizmente o mito de que os tratamentos e intervenções só fazem bem é muito 
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forte. Ocorre, entretanto, com relativa frequência, o uso inadequado de medicações e 
exames, causando graves danos à saúde e desperdício de dinheiro. Os diazepínicos e 
antidepressivos são um exemplo. Aparentemente, muitas vezes, é mais fácil para os 
profissionais de saúde e também para os usuários utilizarem esses medicamentos, do 
que conversar sobre os problemas e desenvolver a capacidade de enfrentá-los. O uso 
abusivo de antibióticos e a terapia de reposição hormonal são outros exemplos. 
Quanto aos exames, também existe uma mitificação muito forte. É preciso saber que 
muitos deles têm riscos à saúde e limites, prin- cipalmente quando são solicitados 
sem os devidos critérios. A noção de saúde como bem de consumo (“quanto mais, 
melhor”) precisa ser combatida para que possamos diminuir os danos. O real 
significado e as expectativas das pessoas quando procuram um serviço de saúde 
precisam ser trabalhados na clínica ampliada, para diminuir o número de doenças 
causadas por tratamento e para não iludir as pessoas. 
EVITAR RECOMENDAÇÕES PASTORAIS E CULPABILIZANTES. NEGOCIAR 
RESTRIÇÕES SEM RANCOR E LEVANDO EM CONTA INVESTIMENTOS DO DOENTE – 
Quem nunca viu aquele usuário que se compraz em provocar a equipe contando que 
não tomou a medicação ou que burlou uma dieta? Como isso acontece? Acontece que 
muitas vezes a equipe, acreditando que uma determinada forma de viver seja mais 
saudável, põe-se a orientar enfaticamente os usu- ários sobre o que fazer e evitar. Fala 
muito e escuta pouco. Então, quando os usuários encontram dificuldades de seguir 
“as ordens” ou têm outras prioridades, a equipe se irrita com eles, muitas vezes não 
se dando conta disso. Essa irritação transparece e dificulta o diálogo e a possibilidade 
de uma proposta terapêutica pactuada com o usuário, provocando reações de 
“afirmação de autonomia” e resistência ao tratamento, gerando um neurótico círculo 
vicioso. 
É muito importante tentar produzir co-responsabilidade e não culpa. A culpa 
anestesia, gera resistência e pode até humilhar. Muitas vezes, entra em 
funcionamento uma forma inconsciente da equipe de lidarcom as limitações do 
tratamento transferindo o ônus de um possível fracasso para o usuário. 
TRABALHAR COM OFERTAS E NÃO APENAS COM RESTRIÇÕES – As mudanças 
de hábitos podem ser encaradas como ofertas de experiên- cias novas e não apenas 
como restrições. Atividade física pode ser uma prazerosa descoberta, pratos mais 
adequados podem ser bons, etc. Se admitirmos que o jeito normal de viver a vida é 
apenas mais um, e não o único, e que as descobertas podem ser interessantes, fica 
mais fácil construir conjuntamente propostas aceitáveis. 
ESPECIFICAR OFERTAS PARA CADA SUJEITO – Se um usuário ama a atividade 
X ou a comida Y que, no entanto, não são recomendáveis para sua condição biológica, 
é preferível não começar o tratamento por ali. Ou então, tentar um “meio termo” 
possível (redução de da nos). Especificar os Projetos Terapêuticos significa procurar o 
jeito certo e a proposta certa para cada pessoa ou grupo, de acordo com suas 
preferências e história. 
EVITAR INICIAR CONSULTAS QUESTIONANDO AFERIÇÕES E 
COMPORTAMENTOS. VALORIZAR QUALIDADE DE VIDA – Ao lidar com pessoas 
portadoras de doenças crônicas, pode ser muito eficiente não começar todos os 
encontros com perguntas sobre a doença (comeu, não comeu, tomou remédio ou não, 
etc.) ou infantilizantes (“comportou-se??”). Isso mostra ao usuário o que queremos: 
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ajudá-lo a viver melhor e não torná-lo submisso às nossas propostas. 
PERGUNTAR O QUE O USUÁRIO ENTENDEU DO QUE FOI DITO SOBRE SUA 
DOENÇA E MEDICAÇÃO – A linguagem dos profissionais de saúde nem sempre é 
compreensível. Portanto, habituar-se a perguntar o que foi ouvido do que dissemos 
ajuda muito. Além disso, é importante ouvir quais as causas da doença na opinião dos 
usuários. Em doenças crônicas é muito comum que a doença apareça após um 
estresse, como falecimentos, desemprego ou prisões na família. Ao ouvir as 
associações causais, a equipe pode saber em que situações similares o usuário pode 
piorar e o quanto o tratamento pode depender do desenvolvimento da capacidade do 
usuário de lidar com essas situações. 
Algumas sugestões para tentar evitar hipocondria e hipermedicação 
EVITAR ASSUSTAR O USUÁRIO – O medo nem sempre é um bom aliado. 
Provavelmente funciona menos do que se imagina. Afinal, supor que o medo de 
adoecer ou morrer vai funcionar sempre significa supor que as pessoas agem sempre 
de forma racional em direção aos seus interesses de sobrevivência. Evidentemente, 
não somos assim. Existem forças internas, como os desejos (por exemplo, por uma 
comida “especial”, ou uma atividade importante); existem forças externas, como a 
cultura, definindo papéis sociais e hábitos de vida. Por tudo isso, talvez na maioria das 
vezes, assustar o usuário é uma ação pouco eficaz que pode tanto levar a pessoa a 
uma dependência do serviço, quanto à resistência ao tratamento. Isso não significa 
que não devam ser apresentados os possíveis riscos. 
LEMBRAR QUE DOENÇA CRÔNICA NÃO PODE SER A ÚNICA PREOCUPAÇÃO 
DA VIDA. EQUILIBRAR COMBATE À DOENÇA COM PRODUÇÃO DE VIDA – 
“Medicalização da vida” é quando a doença torna-se preocupação central na vida do 
usuário. Isso é muito comum em doenças crônicas. A autonomia diminui e procurar 
médicos e fazer exames torna-se uma atividade central e quase única. Na verdade, as 
mesmas atitudes que podem produzir resistência ao tratamento podem facilitar a 
medicalização. Resistência ou dependência são duas faces da mesma moeda. A 
equipe deve saber adequar as propostas terapêuticas aos investimentos afetivos do 
usuário (ou seja, o que gosta ou o que não gosta) para que a doença e o tratamento 
não se tornem o seu objeto de investimento central. Isso é equilibrar as preocupações 
e ações de combate à doença com as preocupações de produção de vida. 
ATUAR NOS EVENTOS MÓRBIDOS COM O MÁXIMO DE APOIO E O MÍNIMO DE 
MEDICAÇÃO. PREFERIR FITOTERÁPICOS A DIAZEPÍNICOS – Muitos usuários iniciam 
uma doença durante processos de luto ou situações difíceis, como desemprego, 
prisão de parente, etc. A repetição ou persistência dessas situações também pode 
agravar a doença. É importante que a equipe tente lidar com essas situações da forma 
competente e tentando evitar dependência dos ansiolíticos (diazepínicos, 
principalmente). A capacidade de escuta da equipe é uma grande ferramenta e é 
preciso saber que parte da cura depende do sujeito aprender a lidar com essas 
situações agressivas de uma forma menos danosa. A ideia de que toda dor ou estresse 
requer um ansiolítico é extremamente difundida, mas não pode seduzir a equipe de 
saúde, que deve apostar num conceito de saúde ampliado que inclui também a 
capacidade de lidar com os limites e revezes da vida da forma mais produtiva possível. 
O ansiolítico deve ser de preferência inicialmente fitoterápico, por não gerar 
dependência, e deve ser encarado como se fosse um pedido de tempo numa partida 
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esportiva: permite uma respirada e uma reflexão para continuar o jogo. Mas o 
essencial é o jogo e não sua interrupção. 
DIREITO À DIFERENÇA – Uma outra possibilidade, importante no caso de 
atenção à população étnica ou culturalmente diferenciada, como indígenas, negros 
ou ciganos é considerar a provável existência de recursos e de atores sociais que 
atuam com o terapeutas tradicionais, que compõem o universo sociocultural desses 
segmentos da população. A procura paralela e autônoma desses recursos deve ser 
considerada. O diálogo respeitoso sobre essa possibilidade configura condição 
indispensável tanto da aproximação à lógica das concepções e práticas sobre o 
processo saúde-doença afeitas ao sujeito doente e à sua rede social, como de 
possíveis negociações terapêuticas no objetivo de atingir resultados que combinem 
maiores chances de eficácia biomédica com aceitabilidade cultural. 
EQUIPE DE REFERÊNCIA (INTERDISCIPLINAR) E APOIO MATRICIAL 
O trabalho em saúde pode ser comparado a uma corrente, cuja resistência 
(eficácia) depende de todos os elos. Se a corrente é quase toda de aço, mas um elo é 
de plástico, a resistência à tração do conjunto é a do plástico e não a do aço. Essa 
metáfora demonstra a grande interdependência do trabalho em saúde. É vá- lida 
tanto para um serviço de saúde com seus diferentes profissionais quanto para o 
sistema de saúde com seus diferentes serviços. Portanto, a qualidade da atenção e a 
satisfação dos trabalhadores também dependerão de como a gestão facilita este 
diálogo e reforça a interação criativa entre profissionais e serviços de saúde. É por isso 
que a proposta de Equipe Interdisciplinar (de Referência) e Apoio Matricial objetiva 
facilitar a humanização da gestão e da atenção ao mesmo tempo. 
O conceito de equipe de referência é simples. Podemos tomar como exemplo 
a equipe multiprofissional de Saúde da Família, que é referência para uma 
determinada população. No plano da gestão esta referência facilita um vínculo 
específico entre um grupo de pro- fissionais e um certo número de usuários. Isso 
possibilita uma gestão mais centrada nos fins do que nos meios (consultas por hora é 
um exemplo de gestão centrada nos meios). No entanto, a proposta de equipes de 
referência vai além da responsabilização e chega até a divisão de poder gerencial. As 
equipes interdisciplinares ou transdisciplinares (o “trans” aqui indica o aumento do 
grau de comunicação, da troca de saberes, de afetos e de co-responsabilidade entre 
os integrantes da equipe) têm que ter algum poder de decisão na organização, 
principalmente, no que diz respeito ao processo de trabalho da equipe. Não há como 
propor humanização da gestão e da atenção sem propor um equilíbrioindividualista e de simples técnicas clínicas para abordar ações 
educativas, sociais, culturais, e psicológicas de forma integrada. 
Aprofundando esse assunto, temos que: 
A Psicologia da Saúde é uma área recente, desenvolvida principalmente a 
partir da década de 70, cujas pesquisas e aplicações, respectivamente, visam a 
compreender e atuar sobre a inter-relação entre comportamento e saúde e 
comportamento e doenças. (Miyazaki, Domingos & Caballo, 2001; Barros, 2002). 
Também são objetos de estudo os funcionamentos psicológicos habitualmente 
saudáveis envolvidos em situações que, mesmo implicando ajuste emocional, não 
acarretam alterações no estado de saúde, como por exemplo, a gravidez e o 
envelhecimento (Barros, 1999). 
A Psicologia da Saúde não está interessada diretamente pela situação, que 
cabe ao foro médico. Seu interesse está na forma como o sujeito vive e experimenta 
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o seu estado de saúde ou de doença, na sua relação consigo mesmo, com os outros e 
com o mundo. Objetiva fazer com que as pessoas incluam no seu projeto de vida, um 
conjunto de atitudes e comportamentos ativos que as levem a promover a saúde e 
prevenir a doença, além de aperfeiçoar técnicas de enfrentamento no processo de 
ajustamento ao adoecer, à doença e às suas eventuais consequências (Barros, 1999). 
Dessa forma, a Psicologia da Saúde busca compreender o papel das variáveis 
psicológicas sobre a manutenção da saúde, o desenvolvimento de doenças e seus 
comportamentos associados. Além de desenvolver pesquisas sobre cada um desses 
aspectos, os psicólogos da saúde realizam intervenções com o objetivo de prevenir 
doenças e auxiliar no manejo ou no enfrentamento das mesmas (Miyazaki, Domingos 
& Caballo, 2001). 
[...] 
Segundo De Marco (2003), o termo "psicologia da saúde" tem sido utilizado 
para denominar o conjunto de atividades exercidas por profissionais da área de 
psicologia no campo da saúde, não somente nas formas de assistência e pesquisa, 
mas também na forma de ensino. 
Trindade e Teixeira (1998, 2002) afirmam que o domínio da Psicologia da 
Saúde diz respeito ao papel da Psicologia, como ciência e como profissão, nos 
campos da saúde e da doença, incluindo as saúdes física e mental e abrange todo o 
campo da Medicina, mas ultrapassando-o ao levar em conta os fatores sociais, 
culturais e ambientais relacionados com a saúde e com a doença, uma vez que as 
significações e os discursos sobre a saúde e as doenças são diferentes consoantes 
com o estatuto socioeconômico, o gênero e a diversidade cultural. 
Assim, dando relevância à promoção e manutenção da saúde e à prevenção 
da doença, a finalidade principal da Psicologia da Saúde é compreender como é 
possível, através de intervenções psicológicas, contribuir para a melhoria do bem-
estar dos indivíduos e das comunidades (Trindade & Teixeira, 2002). Matarazzo 
elaborou uma definição de Psicologia da Saúde que é até hoje a mais conhecida, 
como pode ser visto abaixo nas palavras do autor: 
P.S. é o conjunto de contribuições educacionais, científicas e 
profissionais específicas da Psicologia, utilizadas para a 
promoção e manutenção da saúde, prevenção e tratamento das 
doenças, identificação da etiologia e diagnóstico (de 
problemas) relacionados à saúde, doença e disfunções, para a 
análise do sistema de atenção à saúde e formação de políticas 
de saúde (1980, p. 815). 
Dessa forma a área se distingue da Psicologia Clínica por compreender o 
comportamento no contexto da saúde e doença. Embora possa ser importante 
distinguir saúde mental e física, a Psicologia da Saúde focaliza principalmente os 
aspectos físicos da saúde e doença e os modelos empregados em saúde mental nem 
sempre são os mais indicados (Kerbauy, 2002). 
[..] 
Os psicólogos da saúde se direcionam para a compreensão da forma como os 
fatores biológicos, comportamentais e sociais influenciam a saúde e a doença. Podem 
estar centrados na promoção da saúde e prevenção de doença, trabalhando com os 
fatores psicológicos que fortalecem a saúde e que reduzem o risco de adoecer, podem 
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disponibilizar serviços clínicos a indivíduos saudáveis ou doentes em diferentes 
contextos e, podem ainda, estar envolvidos em pesquisa e investigação, no ensino e 
formação (Teixeira, 2004). 
As funções dos profissionais de Psicologia da Saúde estão se expandindo à 
medida que o campo amadurece. A maioria dos psicólogos da saúde trabalham em 
hospitais, clínicas e departamentos acadêmicos de faculdades e universidades onde 
eles podem fornecer ajuda direta e indireta aos pacientes. Na atuação clínica, podem 
fornecer atendimento para pacientes com dificuldades de ajustamento à condição de 
doente, como por exemplo, na redução de sentimentos de depressão no paciente 
internado. Pode-se também ensinar aos pacientes métodos psicológicos para ajudá-
los a manejar ou gerir os problemas de saúde, como aprender a controlar as 
condições de dor (Sarafino, 2004). 
A intervenção em Centros de Saúde e Hospitais deve levar em consideração 
uma tripla dimensão de intervenção: os pacientes, seus familiares e os profissionais 
de saúde. (Romano, 1999; Ismael, 2005). Os campos de atuação clínica podem ser: 
prestação de cuidados de saúde na atenção básica e de média complexidade, 
unidades de internação hospitalar (alta complexidade), serviços de saúde mental, 
unidades de dor, oncologia, serviços de saúde pública, serviços de saúde ocupacional, 
consultas de supressão do tabagismo, serviços de reabilitação, entre outros (Teixeira, 
2004). 
Fonte: Almeida e Malagris, 2011. 
 Em suma, o que fazem os profissionais de psicologia da saúde então? Integram 
e empregam esse conhecimento sistêmico em suas ações de prevenção e promoção 
à saúde. 
 
Referência indicada para leitura: ALMEIDA, Raquel Ayres de; MALAGRIS, Lucia 
Emmanoel Novaes. A prática da psicologia da saúde. Rev. SBPH, Rio de Janeiro , v. 
14, n. 2, p. 183-202, dez. 2011. Disponível em 
. acessos em 13 nov. 2019. 
 
 
Ainda sobre esse assunto, é fundamental destacar uma preleção bastante 
simples e que mostra o quanto o Brasil é bagunçado: 
Características da psicologia da saúde no Brasil 
No Brasil autores importantes como Spink (Spink 1992; Spink, 2003; Spink, 
Menegon, Gamba & Lisboa, 2007) vinculam a psicologia da saúde ao modelo da 
psicologia social e comunitária. Para Spink (2003) a Psicologia da saúde é considerada 
um novo campo de saber que se reestrutura a partir da inserção de psicólogos na 
Rede de atenção à saúde pública e a abertura de novos campos de atuação do 
psicólogo. Tal contexto vem introduzindo transformações qualitativas na prática 
profissional que requer novas perspectivas teóricas. O novo Campo de saber, como 
pretende Spink, situa as questões de saúde entre o individual e o social, e configura-
se como área de especialização da psicologia social. 
A configuração da psicologia da saúde como área de especialização da 
psicologia social é problemática e não consensual. Analisando a produção de Spink 
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foi possível identificar que estas ideias foram elaboradas entre os anos 1990 e 2000, 
em um momento em que o Sistema Único de Saúde (SUS) do Brasil estava 
estruturando-se e se inaugurava a entrada dos psicólogos nos serviços de APS, fato 
que desvelou a fragilidade da formação de psicólogos em termos de seu preparo paramaior de 
poderes nas relações entre os trabalhadores dentro da organização e na relação da 
organização com o usuário. Primeiro, porque, do contrário, as decisões serão 
centralizadas em um serviço de saúde ou em um profissional da equipe, reduzindo o 
trabalho dos outros trabalhadores a simples execução, o que, além de ser adoecedor 
para estes trabalhadores, será péssimo para a qualidade da atenção, já que o 
envolvimento com o usuário tende a diminuir e o trabalho a se burocratizar. Em 
segundo lugar, se a gestão não produz relações de poder na organização de saúde que 
valorizem a equipe como espaço de decisão, ela faz o contrário: produz fragmentação 
desta equipe. Em outras palavras: nada pior para dois profissionais que estão na 
mesma equipe, trabalhando com o mesmo usuário, do que estarem obrigados a 
dialogar por meio de terceiros, ou seja, por intermédio dos seus coordenadores 
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(“superiores”, como se costuma dizer). As diferenças e os conflitos, em vez de serem 
preferencialmente resolvidas no grupo, são remetidas aos coordenadores, para que 
eles conversem e resolvam. Isto é, produz-se uma certa “infantilização” dos 
trabalhadores e induz-se mais a competição do que a cooperação e coletivização. A 
falta de equipe de referências pode induzir uma ilusão de auto-suficiência das 
corporações e um clima de disputa estéril no serviço. A proposta de equipe de 
referência pretende, ao menos, não alimentar estes conflitos corporativos, colocando 
o usuário no centro do processo gerencial e da atenção. 
 
 
A Figura 1 pode se encaixar em qualquer organograma típico, piramidal, que 
divide o trabalho em “caixinhas” separadas (setores, departamentos, programas...) e 
concentra o poder no alto. Podemos tomar o organograma como parâmetro didático 
da lógica de gestão. Não significa que toda mudança tenha necessariamente que 
começar pelo organograma. O que importa é a vida real da organização/ serviço e a 
construção de linhas de diálogo em todas as direções (não somente de cima para 
baixo), ou seja, o que importa é construir viabilidade para a chamada 
“transversalidade”, que muitas vezes pode fazer um organograma “real” mais 
adequado. 
Potencialmente os organogramas podem induzir tanto o trabalho cooperativo 
quanto competitivo (MORGAN, 1996). Porém, o organograma tradicional induz 
predominantemente à competição porque propõe uma pirâmide em que no alto 
concentra-se muito poder de decisão. É chamado organograma VERTICAL. O 
organograma também é potencialmente cooperativo porque propõe uma certa 
divisão de trabalho que, teoricamente, no somatório do trabalho de todas as 
“caixinhas”, resultaria na missão da organização. Mas, no caso das organizações de 
saúde, quando o usuário vai transitando entre as caixinhas quase como numa “linha 
de montagem” (com os tais “encaminhamentos” no sistema, e com as 
“interconsultas” nos hospitais), isso não funciona muito bem. Ao final da linha o 
usuário fica sem alguém que seja responsável por ele como um “todo”, como se 
costuma dizer. Cada profissional faz a sua “parte” e não há quem “junte as partes”. 
Alguns autores chamam esta responsabilização que “junta tudo” de coordenação 
(STARFIELD, 2002). Mas, como o saber popular analisa, “o que é de todo mundo, não 
é de ninguém”. E nesta lógica, ocorre com maior facilidade o que se chama de 
“desresponsabilização”, além da sobreposição de atividades (de exames, por 
exemplo), das iatrogenias (desde que não há quem se responsabilize por pensar qual 
será o resultado da soma de todas as propostas de intervenção) e uma maior 
probabilidade de haver abandono de tratamento sem que os serviços sequer 
percebam. O usuário muitas vezes fica com uma sensação de desamparo (uma vez 
que “pula” entre serviços e profissionais), enquanto o trabalhador se distancia da 
possibilidade de ver o resultado final do seu trabalho para o usuário, identificando-se 
preponderantemente com partes do processo (reforçando a chamada redução do 
objeto de trabalho). 
Num serviço hospitalar pode-se definir a equipe de referência como o conjunto 
de profissionais que se responsabiliza pelos mesmos usuários cotidianamente. Por 
exemplo, um certo número de leitos em uma enfermaria a cargo de uma equipe. Esta 
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mesma equipe pode ter profissionais que trabalhem como apoiadores, quando fazem 
uma “interconsulta” ou um procedimento em usu- ários que estão sob a 
responsabilidade de outra equipe. A diferença do apoio e da interconsulta tradicional 
é que o apoiador faz mais do que a interconsulta, ele deve negociar sua proposta com 
a equipe responsável. Ou seja, é da responsabilidade da equipe de referência 
entender as propostas, as implicações e as interações que o diagnóstico e a proposta 
do apoiador vão produzir. Nessa proposta não é possível transferir a responsabilidade 
dos pedaços do usuário por especialidades. 
Outros tipos de apoio também podem existir. A coordenação por categorias 
profissionais (clínica, de enfermagem, de fisioterapia, etc.), por programas e temas 
(como o Controle de Infecções Hospitalares) também pode funcionar como 
apoiadores. Em vez de apenas prescrever determinações, estes apoiadores deverão 
reconhecer a legitimidade da equipe e negociar as propostas e as formas de realizá-
las com cada uma das equipes. Passam a fazer o chamado apoio à gestão para as 
equipes de referência, ajudando-as a aumentar sua capacidade de análise da 
realidade e de intervenção. 
As unidades de urgência e emergência também podem adotar a mesma lógica 
interna de divisão por equipes de referência em relação aos leitos de observação ou 
de espera para internação. Estas equipes deverão encontrar formas de lidar com as 
trocas de plantão sem perder o seguimento e tentando construir projetos 
terapêuticos. Durante o dia é recomendável dispor de profissionais com contratos de 
diaristas para poder acompanhar os freqüentadores assíduos e os internados de 
forma mais eficaz e de fato constituir uma equipe multiprofissional. No entanto, 
mesmo quando há esta inserção horizontal de profissionais no servi- ço é necessário 
trocar plantões. Estes momentos podem ser valorizados para a construção de 
Projetos Terapêuticos Singulares. As equipes de referência nas unidades de urgência 
deverão se responsabilizar pelos usuários que as procuram, devendo buscar formas 
de contato com as unida- des internas do hospital. Enquanto uma equipe de uma 
unidade de especialidade não acolhe um paciente ou não faz determinado procedi- 
mento, o paciente deve ser considerado como de responsabilidade da equipe de 
referência da urgência, para evitar que o paciente fique abandonado. Há também os 
contratos com as unidades externas do hospital: as equipes de atenção básica ou de 
um serviço de especialidade precisam saber – não somente por meio do usuário – que 
um paciente sob sua responsabilidade está usando assiduamente uma unidade de 
urgência, ou apresentou uma complicação de um problema crônico. É preciso criar 
novas formas de comunicação na rede assistencial a partir do apoio matricial 
Em relação à REDE ASSISTENCIAL, como funciona o princípio da equipe de 
referência? Da mesma forma. Os centros de especialidade passam a ter “dois 
usuários”: os seus usuários propriamente ditos e as equipes de referência da atenção 
básica com a qual estes usuários serão compartilhados. 
Um grande centro de especialidade pode ter várias equipes de referência 
locais. O “contrato de gestão” com o gestor local pode não ser mais apenas sobre o 
número de procedimentos, mas também sobre os resultados. Um centro de referência 
em oncologia, por exemplo, vai termuitos usuários crônicos ou sob tratamento longo. 
Os seus resultados (a serem pactuados e avaliados em contratos de gestão com o 
gestor da rede local) podem depender da equipe local de Saúde da Família, como por 
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exemplo da capacidade desta, de lidar com a rede social necessária a um bom pós-
operatório, ou do atendimento adequado de pequenas intercorrências. A equipe 
especialista poderia fazer reuniões com a equipe local, para trocar informações, 
orientar e planejar conjuntamente o Projeto Terapêutico de usuários compartilhados 
que estão em situação mais grave. 
Quem está na atenção básica tem um ponto de vista diferente e complementar 
ao de quem está num centro de referência. A equipe na Atenção Básica tem mais 
chance de conhecer a família a longo tempo, conhecer a situação afetiva, as 
consequências e o significado do adoecimento de um deles. O centro de especialidade 
terá uma visão mais focalizada na doença. Um especialista em cardiologia pode tanto 
discutir projetos terapêuticos de usuários crônicos com- partilhados com as equipes 
locais, como trabalhar para aumentar a autonomia das equipes locais, capacitando-
as melhor, evitando assim compartilhamentos desnecessários. Tudo isso porque, do 
ponto de vista gerencial, mudou o contrato de gestão. Estendeu-se a responsabilidade 
da equipe especialista, para além da realização de procedimentos ou consultas. Um 
centro de especialidade que consiga aumentar a capacidade de prevenção e 
intervenção das equipes locais adscritas pode diminuir a sua demanda e aumentar 
sua eficácia. A velha ficha de referência e contrarreferência continua existindo, mas 
incorporam-se outros recursos para incrementar o diálogo entre os diferentes 
serviços. Um destes recursos, veremos adiante, é o Projeto Terapêutico Singular. 
A proposta de Núcleo de Saúde Integral pode ser entendida como uma 
proposta de apoio matricial. Se o contrato do profissional de nutrição, por exemplo, 
não for de apoio matricial, sua ação em consultas individuais será segmentada e ele 
não dará conta da demanda. Por outro lado, se ele aprender a fazer o apoio, poderá 
compartilhar os seus saberes para que as equipes na Atenção Básica sob sua 
responsabilidade sejam capazes de resolver os problemas mais comuns e poderá 
participar das reuniões com as equipes para fazer projetos terapêuticos singulares nos 
casos mais complicados. A atenção individual pode ocorrer, mas não deve se 
configurar na principal atividade do nutricionista. Evidentemente, para que isso 
aconteça o profissional que faz apoio deve adquirir novas competências e o contrato 
com o gestor deve ser muito claro. 
A proposta de equipe de referência exige a aquisição de novas capacidades 
técnicas e pedagógicas tanto por parte dos gestores quanto dos trabalhadores. É um 
processo de aprendizado coletivo, cuja possibilidade de sucesso está fundamentada 
no grande potencial resolutivo e de satisfação que ela pode trazer aos usuários e 
trabalhadores. É importante para a humanização porque se os serviços e os saberes 
profissionais muitas vezes recortam os Sujeitos em partes ou patologias, as equipes 
de referência são uma forma de resgatar o compromisso com o Sujeito, reconhecendo 
toda a complexidade do seu adoecer e do seu projeto terapêutico. Uma das 
dificuldades de executar esta proposta é reconhecer a interdependência entre 
profissionais e serviços, porque isso pode significar reconhecer os próprios limites e a 
necessidade de inventar caminhos e soluções que estão além do saber e competência 
de cada um. Se esta é a dificuldade, esta é também a grande força motriz, uma vez 
que o trabalho criativo é muito mais saudável e prazeroso. O desafio, portanto, é o da 
mudança de uma cultura organizacional no SUS, ou melhor, a mudança de uma 
cultura organizacional ainda em desacordo com os princípios do SUS. 
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PROJETO TERAPÊUTICO SINGULAR – PTS 
O PTS é um conjunto de propostas de condutas terapêuticas articuladas, para 
um sujeito individual ou coletivo, resultado da discussão coletiva de uma equipe 
interdisciplinar, com apoio matricial se necessário. Geralmente é dedicado a situações 
mais complexas. No fundo é uma variação da discussão de “caso clínico”. Foi bastante 
desenvolvido em espaços de atenção à saúde mental como forma de propiciar uma 
atuação integrada da equipe valorizando outros aspectos, além do diagnóstico 
psiquiátrico e da medicação, no tratamento dos usuários. Portanto, é uma reunião de 
toda a equipe em que todas as opiniões são importantes para ajudar a entender o 
Sujeito com alguma de- manda de cuidado em saúde e, conseqüentemente, para 
definição de propostas de ações. O nome Projeto Terapêutico Singular, em lugar de 
Projeto Terapêutico Individual, como também é conhecido, nos parece melhor porque 
destaca que o projeto pode ser feito para grupos ou famílias e não só para indivíduos, 
além de frisar que o projeto busca a singularidade (a diferença) como elemento 
central de articulação (lembrando que os diagnósticos tendem a igualar os sujeitos e 
minimizar as diferenças: hipertensos, diabéticos, etc.). 
O PTS contém quatro momentos: 
1) O diagnóstico: que deverá conter uma avaliação orgânica, 
psicológica e social, que possibilite uma conclusão a respeito dos riscos 
e da vulnerabilidade do usuário. Deve tentar captar como o Sujeito 
singular se produz diante de forças como as doenças, os desejos e os 
interesses, assim como também o trabalho, a cultura, a família e a rede 
social. Ou seja, tentar entender o que o Sujeito faz de tudo que fizeram 
dele. 
2) Definição de metas: uma vez que a equipe fez os diagnósticos, ela faz 
propostas de curto, médio e longo prazo, que serão negociadas com o 
Sujeito doente pelo membro da equipe que tiver um vínculo melhor. 
3) Divisão de responsabilidades: é importante definir as tarefas de cada 
um com clareza. 
4) Reavaliação: momento em que se discutirá a evolução e se farão as 
devidas correções de rumo. 
É realmente muito simples, mas alguns aspectos precisam ser observados: 
a) a escolha dos casos para reuniões de PTS: a proposta é de que sejam 
escolhidos usuários ou famílias em situações mais graves ou difíceis, na 
opinião de alguns membros da equipe (qualquer membro da equipe). 
Não parece necessário nem possível que o grande esforço de fazer um 
PTS seja dirigido a todos os usuários de uma equipe, exceto em 
hospitais e, eventualmente, centros de especialidade; 
b) as reuniões para discussão de PTS: de todos os aspectos que já 
discutimos em relação à reunião de equipe, o mais importante no caso 
deste encontro para a realização do PTS é o vínculo dos membros da 
equipe com o usuário e a família. Cada membro da equipe, a partir dos 
vínculos que construiu, trará para a reunião aspectos diferentes e 
poderá também receber tarefas diferentes, de acordo com a 
intensidade e a qualidade desse vínculo. Defendemos que os 
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profissionais que tenham vínculo mais estreito assumam mais 
responsabilidade na coordenação do PTS. Assim como o médico 
generalista ou outro especialista pode assumir a coordenação de um 
tratamento frente a outros profissionais, um membro da equipe 
também pode assumir a coordenação de um projeto terapêutico 
singular frente à equipe. Uma estratégia que algumas equipes utilizam 
é reservar um tempo fixo, semanal ou quinzenal, para reuniões 
exclusivas do PTS. 
c) o tempo de um PTS: o tempo mais dilatadode formulação e 
acompanhamento do PTS depende da característica de cada serviço. 
Serviços de saúde na Atenção Básica e Centros de Especialidades com 
usuários crônicos têm um seguimento longo (longitudinalidade) e 
também uma necessidade maior da Clínica Ampliada. Isso, 
naturalmente, significa processos de aprendizado e transformação 
diferenciados. Serviços com tempo de permanência e vínculo menores 
farão PTSs com tempos mais curtos. O mais difícil é desfazer um viés 
imediatista que a cultura hospitalar imprimiu em profissionais e 
usuários. Geralmente não se faz uma abordagem integral em um 
encontro único, mesmo que seja uma consulta longa. Muitas 
informações essenciais surgem no decorrer do seguimento e a partir 
do(s) vínculo(s) com o usuário. A história, em geral, vai se construindo 
aos poucos, embora, obviamente, não se possa falar de regras fixas 
para um processo que é relacional e complexo. 
d) PTS e Mudança: quando ainda existem possibilidades de tratamento 
para uma doença, não é muito difícil provar que o investimento da 
equipe de saúde faz diferença no resultado. O encorajamento e o apoio 
podem contribuir para evitar uma atitude passiva por parte do usuário. 
Uma pessoa menos deprimida, que assume um projeto terapêutico 
solidário, como projeto em que se (re)constrói e acredita que poderá 
ser mais feliz, evidentemente tende a ter um prognóstico e uma 
resposta clínica melhor. 
No entanto, não se costuma investir em usuários que se acreditam 
“condenados”, seja por si mesmos, como no caso de um alcoolista, seja pela 
estatística, como no caso de uma patologia grave. Se esta participação do usuário é 
importante, é necessário persegui-la com um mínimo de técnica e organização. Não 
bastam o diagnóstico e a conduta padronizados. Nos casos de “prognóstico fechado”, 
ou seja, de usuários em que existem poucas opções terapêuticas, como no caso dos 
usuários sem possibilidade de cura ou controle da doença, é mais fácil ainda para uma 
equipe eximir-se de dedicar-se a eles, embora, mesmo nesses casos, seja bastante 
evidente que é possível morrer com mais ou menos sofrimento, dependendo de como 
o usuário e a família entendem, sentem e lidam com a morte. O PTS nesses casos pode 
ser importante como ferramenta gerencial, uma vez em que constitui um espaço 
coletivo em que se pode falar do sofrimento dos trabalhadores em lidar com 
determinada situação. A presunção de “não envolvimento” compromete as ações de 
cui- dado e adoece trabalhadores de saúde e usuários, porque, como se sabe, é um 
mecanismo de negação simples, que tem eficiência precária. O melhor é aprender a 
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lidar com o sofrimento inerente ao trabalho em saúde de forma solidária na equipe 
(ou seja, criando condições para que se possa falar dele quando ocorrer). 
Diante dessa tendência, é importante no PTS uma certa crença de que a pessoa 
tem grande poder de mudar a sua relação com a vida e com a própria doença. A 
herança das revoluções na Saúde Mental (Reforma Psiquiátrica), experimentando a 
proposta de que o Sujeito é construção permanente e que pode produzir “margens de 
manobra”, deve ser incorporada na Clínica Ampliada e no PTS. À equipe cabe exercitar 
uma abertura para o imprevisível e para o novo e lidar com a possível ansiedade que 
essa proposta traz. Nas situações em que só se enxergava certezas, podem-se ver 
possibilidades. Nas situações em que se enxergava apenas igualdades, podem-se 
encontrar, a partir dos esforços do PTS, grandes diferenças. Nas situações em que se 
imaginava haver pouco o que fazer, pode-se encontrar muito trabalho. As 
possibilidades descortinadas por este tipo de abordagem têm que ser trabalhadas 
cuidadosamente pela equipe para evitar atrope- lamentos. O caminho do usuário ou 
do coletivo é somente dele, e é ele que dirá se e quando quer ir, negociando ou 
rejeitando as ofertas da equipe de saúde. 
Uma anamnese para a Clínica Ampliada e o PTS 
A concepção de Clínica Ampliada e a proposta do PTS convidam-nos a 
entender que as situações percebidas pela equipe como de difícil resolução são 
situações que esbarram nos limites da Clí- nica Tradicional. É necessário, portanto, 
que se forneçam instrumentos para que os profissionais possam lidar consigo 
mesmos e com os Sujeitos acometidos por uma doença de forma diferente da 
tradicional. 
Se todos os membros da equipe fazem as mesmas perguntas e conversam da 
mesma forma com o usuário, a reunião de PTS pode não acrescentar grande coisa. Ou 
seja, é preciso fazer as perguntas da anamnese tradicional, mas dando espaço para as 
ideias e as palavras do usuário. Exceto que ocorra alguma urgência ou dúvida quanto 
ao diagnóstico orgânico, não é preciso direcionar demais as perguntas e muito menos 
duvidar dos fatos que a(s) teoria(s) não explica(m) (“só dói quando chove, por 
exemplo”). Uma história clínica mais completa, sem filtros, tem uma função 
terapêutica em si mesma, na medida em que situa os sintomas na vida do Sujeito e dá 
a ele a possibilidade de falar, o que implica algum grau de análise sobre a própria 
situação. Além disso, esta anamnese permite que os profissionais reconheçam as 
singularidades do Sujeito e os limites das classificações diagnósticas. A partir da 
percepção da complexidade do sujeito acometido por uma doença, o profissional 
pode perceber que muitos determinantes do problema não estão ao alcance de 
intervenções pontuais e isoladas. Fica clara a necessidade do protagonismo do Sujeito 
no projeto de sua cura: autonomia. 
A partir da anamnese ampliada o tema da intervenção ganha des- taque. 
Quando a história clínica revela um sujeito doente imerso em teias de relações com as 
pessoas e as instituições, a tendência dos profissionais de saúde é de adotar uma 
atitude “apostólica” (BALINT, 1988). Propomos que não predomine nem a postura 
radicalmente “neutra”, que valoriza sobremaneira a não-intervenção, nem aquela 
típica na prática biomédica, que pressupõe que o Sujeito acometido por uma doença 
seja passivo diante das propostas. 
Outra função terapêutica da história clínica acontece quando o usuário é 
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estimulado a qualificar e situar cada sintoma em relação aos seus sentimentos e 
outros eventos da vida (modalização). Exemplo: no caso de um usuário que apresenta 
falta de ar, é interessante saber como ele se sente naquele momento: com medo? 
Conformado? Agitado? O que melhora e o que piora os sintomas? Que fatos 
aconteceram próximo à crise? Isso é importante porque, culturalmente, a doença e o 
corpo podem ser vistos com um certo distanciamento e não é incomum a produção 
de uma certa “esquizofrenia”, que leva muitas pessoas ao serviço de saúde como se 
elas estivessem levando o carro ao mecânico: a doença (e o corpo) fica dissociada da 
vida. Na medida em que a história clínica traz para perto dos sintomas e queixas 
elementos da vida do Sujeito, ela permite que haja um aumento da consciência sobre 
as relações da “queixa” com a vida. Quando a doença ou os seus determinantes estão 
“fora” do usuário, a cura também está fora, o que possibilita uma certa passividade 
em relação à doença e ao tratamento. 
O que chamamos de história “psi” em parte está misturado com o que 
chamamos de história clínica, mas aproveitamos recursos do campo da saúde mental 
para destacar aspectos que nos parecem essenciais. 
• Procurar descobrir o sentido da doença para o usuário: respeitar e 
ajudar na construção de relações causais próprias, mesmo que não 
sejam coincidentes com a ciência oficial. Exemplo: por que você acha 
que adoeceu? É impressionante perceber as portas que essa pergunta 
abre na Clínica:ela ajuda a entender quais redes de causalidades o 
Sujeito atribui ao seu adoecimento. Em doenças crônicas como o 
diabete, quando a sua primeira manifestação está associada a um 
evento mórbido, como um falecimento de familiar ou uma briga, as 
pioras no controle glicêmico estarão muitas vezes relacionadas a 
eventos semelhantes (na perspectiva do Sujeito acometido pela 
diabete). Ao fazer esta pergunta, muitas vezes damos um passo no 
sentido de ajudar o Sujeito a reconhecer e aprender a lidar com os 
“eventos” de forma menos adoecedora. 
• Procurar conhecer as singularidades do Sujeito, perguntando sobre os 
medos, as raivas, as manias, o temperamento, seu sono e sonhos. São 
perguntas que ajudam a entender a dinâmica do Sujeito e suas 
características. Elas têm importância terapêutica, pois possibilitam a 
associação de aspectos muito singulares da vida com o projeto 
terapêutico. 
• Procurar avaliar se há negação da doença, qual a capacidade de 
autonomia e quais os possíveis ganhos secundários com a doença. Na 
medida em que a conversa transcorre, é possível, dependendo da 
situação, fazer estas avaliações, que podem ser muito úteis na 
elaboração do projeto terapêutico. 
• Procurar perceber a chamada contratransferência, ou seja, os 
sentimentos que o profissional desenvolve pelo usuário durante os 
encontros; procurar descobrir os limites e as possibilidades que esses 
sentimentos produzem na relação clínica. Existem muitas pessoas e 
instituições falando na conversa entre dois Sujeitos. O profissional está 
imerso nestas forças. Perceber a raiva, os incômodos, os rótulos 
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utilizados (bêbado, poliqueixoso, etc.), ajuda a entender os rumos da 
relação terapêutica, na medida em que, ato contínuo, pode-se avaliar 
como se está lidando com estas forças. Num campo menos sutil, é 
importante também analisar se as intenções do profissional estão de 
acordo com a demanda do usuário. O profissional pode desejar que o 
Sujeito use preservativos e não se arrisque com DST ou uma gravidez 
indesejada. O Sujeito pode estar apaixonado. O profissional quer 
controlar a glicemia, o Sujeito quer ser feliz. Enfim é preciso verificar as 
intenções, as linhas de força que interferem na relação profissional-
usuário para produzir algum caminho comum. 
• Procurar conhecer quais os projetos e desejos do usuário. Os desejos 
aglutinam uma enorme quantidade de energia vital e podem ser 
extremamente terapêuticos, ou não. Só não podem ser ignorados. 
• Conhecer as atividades de lazer (do presente e do passado) é muito 
importante. A simples presença ou ausência de atividades prazerosas é 
bastante indicativa da situação do usuário; por outro lado, conhecer os 
fatores que mais desencadeiam transtornos no usuário também pode 
ser decisivo num projeto terapêutico. São questões que em um número 
muito razoável de vezes apontam caminhos, senão para os projetos 
terapêuticos, pelo menos para o aprofundamento do vínculo e da 
compreensão do Sujeito. 
• Fazer a história de vida é um recurso que pode incluir grande parte das 
questões propostas acima. Como demanda mais tempo, deve ser 
usado com mais critério. Muitas vezes requer também que haja um 
vínculo e um preparo anterior à conversa, para que seja frutífera. 
Por último, em relação à inserção social do Sujeito, acreditamos que as 
informações mais importantes já foram ao menos aventadas no decorrer das questões 
anteriores, visto que o usuário falou da sua vida. No entanto, nunca é demais lembrar 
que as questões relativas às condições de sobrevivência (moradia, alimentação, 
saneamento, renda, etc.) ou da inserção do Sujeito em instituições poderosas, como 
religião, tráfico, trabalho, frequentemente estão entre os determinantes principais 
dos problemas de saúde e sempre serão fundamentais para o Projeto Terapêutico. 
A partir de todo este processo, chega-se a uma proposta, que deve começar a 
ser negociada com o usuário. Se o objetivo é que o projeto seja incorporado pelo 
usuário, essa negociação deve ser flexível, sensível às mudanças de curso e atenta aos 
detalhes. É importante que haja um membro da equipe que se responsabilize por um 
vínculo mais direto e acompanhe o processo (coordenação). Geralmente esta pessoa 
deve ser aquela com quem o usuário tem um vínculo mais positivo. 
 
A Reunião de Equipe 
É preciso reconhecer que a forma tradicional de fazer gestão (CAMPOS, 2000) 
tem uma visão muito restrita do que seja uma reunião. Para que a equipe consiga 
inventar um projeto terapêutico e negociá-lo com o usuário é importante lembrar que: 
Reunião de EQUIPE NÃO É um espaço apenas para que uma pessoa da equipe 
distribua tarefas às outras. Reunião é um espaço de diálogo e é preciso que haja um 
clima em que todos tenham direito à voz e à opinião. Como vivemos numa sociedade 
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em que os espaços do cotidiano são muito autoritários, é comum que uns estejam 
acostumados a mandar e outros a calar e obedecer. Criar um clima fraterno de troca 
de opiniões (inclusive críticas), associado à objetividade nas reuniões, exige um 
aprendizado de todas as partes e é a primeira tarefa de qualquer equipe. 
 
PTS e Gestão 
As discussões para construção e acompanha- mento do PTS são uma excelente 
oportunidade para a valorização dos trabalhadores da equipe de saúde. Haverá uma 
alternância de relevâncias entre os diferentes trabalhos, de forma que em cada 
momento alguns membros da equipe estarão mais protagonistas e criativos do que 
outros (já que as necessidades de cada usuário variam no tempo). No decorrer do 
tempo vai ficando evidente a interdependência entre todos na equipe. A percepção e 
o reconhecimento na equipe desta variação de importância é uma forma importante 
de reconhecer e valorizar a “obra” criativa e singular de cada um. 
O espaço do PTS também é privilegiado para a equipe construir a articulação 
dos diversos recursos de intervenção que ela dispõe (fazer um cardápio com as várias 
possibilidades de recursos disponíveis, percebendo que em cada momento alguns 
terão mais relevância que outros). Dessa forma é um espaço importantíssimo para 
avaliação e aperfeiçoamento desses mesmos recursos (“por que funcionou ou não 
esta ou aquela proposta?”). 
Outra importante utilidade gerencial dos encontros de PTS é o matriciamento 
com (outros) especialistas. Na medida em que a equipe consegue perceber seus 
limites e suas dificuldades (e esta é uma paradoxal condição de aprendizado e 
superação), ela pode pedir ajuda. Quando existe um interesse sobre determinado 
tema, a capacidade de aprendizado é maior. Portanto, este é potencialmente um 
excelente espaço de formação permanente. Por outro lado, é um espaço de troca e de 
aprendizado para os apoiadores matriciais, que também experimentarão aplicar seus 
saberes em uma condição complexa, recheada de variáveis que nem sempre o recorte 
de uma especialidade está acostumado a lidar. Este encontro é tanto mais fecundo 
quanto mais houver um contrato na rede assistencial de que haja equipes de 
referência e apoio matricial. 
Para as reuniões funcionarem é preciso construir um clima favorável ao 
diálogo, em que todos aprendam a falar e ouvir, inclusive críticas. O reconhecimento 
de limites, como dissemos, é fundamental para invenção de possibilidades. Mas é 
preciso mais do que isso, é pre- ciso que haja um clima de liberdade de se pensar “o 
novo”. O peso da hierarquia, que tem respaldo não somente na organização, mas 
também nas valorizações sociais entre as diferentes corporações, pode impedir um 
diálogo real em que pensamentos e sentimentos possam ser livremente expressados. 
Fonte:CLÍNICA AMPLIADA, EQUIPE DE REFERÊNCIA E PROJETO TERAPÊUTICO 
SINGULAR. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Secretaria de Atenção à Saúde. Núcleo Técnico da 
Política Nacional de Humanização. 2008. 
 
 
 
Questões sobre Psicologia da Saúde 
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1. INSTITUTO AOCP - UFPB – Psicólogo – 2019 
Dentre os dispositivos clínicos utilizados pelo psicólogo, há aquele entendido como 
uma proposta voltada para a melhoria das relações entre os serviços de saúde e os 
usuários do serviço, primando-se pela escuta, pelo processamento da demanda dos 
sujeitos e, quando possível, pela resolução imediata do problema. Assinale a 
alternativa que corresponde a esse dispositivo. 
A Integralidade. 
B Acolhimento. 
C Formação de vínculo. 
D Aliança terapêutica. 
E Humanização. 
 
2. Instituto AOCP - TRT - 1ª REGIÃO (RJ) - Analista Judiciário – Psicologia – 
2018 
O matriciamento, ou apoio matricial em saúde mental, foi formulado a partir do 
reconhecimento da necessidade de envolver a atenção básica para a efetivação das 
mudanças propostas pela reforma psiquiátrica, sobretudo fortalecendo o vínculo no 
território. Em relação ao matriciamento em saúde mental, é correto afirmar que 
A se constitui enquanto intervenção psicossocial coletiva realizada apenas pelo 
profissional de saúde mental. 
B se caracteriza por realizar encaminhamento ao profissional especializado. 
C é formado pelas seguintes equipes: núcleo de apoio, equipe de referência e equipe 
de apoio matricial. 
D o PTS (Projeto Terapêutico Singular) não é considerado organizador das ações em 
saúde. 
E a interconsulta é o principal instrumento do apoio matricial na atenção primária, 
sendo uma ação colaborativa entre profissionais de diferentes áreas. 
 
3. INSTITUTO AOCP - EBSERH - Psicólogo - Hospitalar (HDT-UFT) – 2015 
Recomenda-se que o atendimento da doença crônica diabetes mellitus em hospitais 
seja acompanhado do atendimento psicológico. Os pacientes, ao receberem o 
diagnóstico, apresentam grande ansiedade, e a forma como enfrentam a doença 
pode interferir nos comportamento de autocuidado. Em geral, são atendidos em 
grupo nos hospitais. Os tipos de grupos indicados para trabalhar com essa doença 
são: 
A somente sala de espera. 
B somente grupo de acompanhamento. 
C sala de espera, grupo de acolhimento e grupo de acompanhamento. 
D somente sala de espera e grupo de acolhimento. 
E somente grupo de acolhimento e grupo de acompanhamento. 
 
4. INSTITUTO AOCP - EBSERH - Psicólogo - Hospitalar (HDT-UFT) – 2015 
Os pacientes, em processo de entrevista, que apresentam ganhos quanto ao insight 
A são dependentes químicos. 
B apresentam síndromes demenciais. 
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C apresentam síndrome autista. 
D são bipolares em quadro maníaco. 
E são fóbicos. 
 
5. INSTITUTO AOCP - EBSERH - Psicólogo - Área Hospitalar (CH-UFPA) - 2016 
A educação em saúde é um campo que possui diversas facetas, constituindo um 
conjunto de práticas das áreas tanto da educação quanto da saúde. A respeito desse 
tema, assinale a alternativa correta. 
A No Brasil, a educação em saúde constituiu-se no âmbito da saúde pública e privada, 
orientando novas práticas. 
B Duas dimensões dessa disciplina se destacam e persistem atualmente: uma 
envolvendo a aprendizagem sobre as doenças e outra caracterizada como promoção 
da saúde pela Organização Mundial da Saúde, incluindo os fatores sociais que afetam 
a saúde. 
C Atualmente, há uma significativa estagnação de programas de pesquisas que 
incluem essa área. 
D A educação em saúde é um processo sistemático, contínuo e permanente que 
objetiva a formação e o desenvolvimento da consciência crítica dos estudiosos na 
busca de soluções para problemas, não sendo ainda acessível à população. 
E A educação em saúde ainda é algo recente e em desenvolvimento, por isso não 
possui embasamento legal, o que tem dificultado o cumprimento de algumas 
normas. 
 
6. INSTITUTO AOCP - 2020 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Psicólogo 
Sobre a intersetorialidade e o trabalho em rede, analise as assertivas e assinale 
a alternativa que aponta a(s) correta(s). 
I. O trabalho em rede tem como objetivo integrar as políticas sociais na 
sua elaboração, execução, monitoramento e avaliação, de modo a 
fragmentar ações, resguardadas as especificidades de cada área. 
II. Processo que cria conexão entre diferentes organizações, a partir da 
compreensão de seu funcionamento, de modo a coordenar interesses 
distintos e fortalecer os comuns, com ações integradas. 
III. Um dos desafios da intersetorialidade é a conjugação de várias ações 
de diferentes secretarias, pois a atuação no mesmo território não garante 
que as ações sejam confrontadas e realizadas em um projeto global. 
A Apenas I. 
B Apenas II. 
C Apenas III. 
D Apenas I e II. 
E Apenas II e III. 
 
7. INSTITUTO AOCP - 2018 - TRT - 1ª REGIÃO (RJ) - Analista Judiciário - 
Psicologia 
Em relação ao atendimento às situações de emergência, assinale a alternativa 
correta. 
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A De acordo com a Política Nacional de Atenção às Urgências, o acolhimento aos 
casos agudos deve ocorrer em pontos específicos de atenção, de modo a contemplar 
a classificação de risco e a intervenção adequada e necessária aos diferentes agravos.
 
B A crise deve ser definida enquanto acontecimento social e subjetivo, sendo situada 
em relação a um contexto histórico específico e a acontecimentos sociais e familiares, 
levando em conta os dispositivos que participam da produção cultural da mesma. 
C A crise geralmente se manifesta de maneira homogênea nos sujeitos, de modo que 
não ocorre imprevisibilidade. 
D Crises em saúde mental consistem em eventos exclusivamente relacionados à 
negatividade, ao distúrbio, à falta de adaptação, entre outros. 
E A humanização da atenção, garantindo efetivação de um modelo centrado no 
sintoma e baseado nas necessidades de saúde, consiste em uma das diretrizes da 
Política Nacional de Atenção às Urgências. 
 
8. INSTITUTO AOCP - 2019 - UFPB – Psicólogo – 2019 
A Carta de Bangkok, escrita em 2005, durante a 6ª Conferência Mundial de Promoção 
da Saúde, fez um apelo para o avanço das ações de promoção de saúde em nível 
mundial, tanto no âmbito pessoal como no empresarial e no governamental. No que 
se refere às ações empresariais e sua relação com a saúde do trabalhador, assinale a 
alternativa correta. 
A Os cenários locais, as culturas nacionais, o meio ambiente e a distribuição de 
riquezas são determinantes da saúde sobre os quais o setor empresarial apresenta 
pouco ou nenhum impacto. 
B Na dimensão pessoal, o trabalho é o principal regulador da organização da vida 
humana. 
C A responsabilidade de assegurar saúde e segurança no local de trabalho é exclusiva 
do setor governamental. 
D O adoecimento psíquico está sempre relacionado às condições de trabalho do 
trabalhador. 
E Na perspectiva psicológica, o trabalho é uma categoria central no desenvolvimento 
de si mesmo e uma fonte de autoestima. 
 
9. AOCP - EBSERH - HE-UFPEL - Psicólogo Hospitalar - 2015 
Com relação à psicologia da saúde, assinale a alternativa correta. 
(A) A Psicologia da Saúde tem como objetivo compreender como os fatores 
hereditários influenciam na saúde e na doença. 
(B) Psicologia da Saúde é a disciplina ou o campo de especialização da Psicologia 
que aplica seus princípios, técnicas e conhecimentos científicos para avaliar, 
diagnosticar e curar qualquer problema de ordem física ou mental. 
(C) A Psicologia da Saúde,com base no modelo biopsicossocial, utiliza os 
conhecimentos das ciências biomédicas, da Psicologia Clínica e da Psicologia Social-
comunitária. O trabalho com outros profissionais é imprescindível. 
(D) O psicólogo especialista em Psicologia Hospitalar tem sua função centrada 
nos âmbitos primário e secundário de atenção à saúde. 
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(E) O psicólogo hospitalar reúne conhecimentos e técnicas para aplicá-los de 
maneira coordenada e sistemática, visando à melhora da assistência integral do 
paciente hospitalizado, usando estritamente o modelo clínico de atuação. 
 
10. AOCP - EBSERH - HE-UFSCAR - Psicólogo Hospitalar - 2015 
A finalidade principal da Psicologia da Saúde é compreender como é possível, por 
meio de intervenções psicológicas, contribuir para a melhoria do bem-estar dos 
indivíduos e das comunidades. Referente ao assunto, assinale a alternativa correta. 
(A) Os psicólogos da saúde se direcionam para a compreensão da forma como os 
fatores biológicos, financeiros e amorosos influenciam a saúde e a doença. 
(B) A maioria dos psicólogos da saúde trabalha em hospitais, clínicas e 
departamentos acadêmicos de faculdades e universidades onde eles podem 
comandar o subjetivo dos pacientes. 
(C) A Psicologia da Saúde é a aplicação dos conhecimentos e das técnicas 
psicológicas à saúde, às doenças e aos cuidados de saúde, visando à promoção e 
manutenção da saúde e à prevenção da doença. 
(D) A Psicologia da Saúde está interessada diretamente pela situação, que cabe 
ao foro médico. 
(E) Os psicólogos da saúde administram medicações, com o objetivo de prevenir 
doenças e auxiliar no manejo ou no enfrentamento dessas doenças. 
 
11. AOCP - EBSERH - HDT-UFT - Psicólogo Hospitalar - 2015 
A área da psicologia da saúde, que envolve relações humanas e de trabalho, atua 
(A) na depressão pós-infarto do miocárdio. 
(B) na dor de cabeça em decorrência de tensão. 
(C) na dor no peito em ataques de pânico. 
(D) na incontinência fecal e náuseas antecipatórias. 
(E) nos problemas decorrentes de planos de saúde, como o burnout, da equipe de 
saúde. 
 
12. AOCP - EBSERH - HDT-UFT - Psicólogo Hospitalar - 2015 
Um aspecto da psicologia da saúde que é tema recorrente em pesquisa é/são: 
(A) burnout em instituições hospitalares. 
(B) protocolo de avaliação. 
(C) formação de equipe. 
(D) níveis de atendimento em saúde pública. 
(E) testes de avaliação adequados ao contexto. 
 
13. AOCP - EBSERH - HU-UFJF - Psicólogo Hospitalar - 2015 
O stress é identificado como determinante de inúmeras patologias. Pode-se aliviar o 
stress utilizando técnicas de relaxamento. O relaxamento pode ser utilizado como 
ferramenta auxiliar no atendimento. Esse relaxamento pode ocorrer por hipnose, 
respiração profunda, biofeedback, meditação e visualização, entre outros recursos. 
Recomenda-se NÃO utilizar nenhuma dessas técnicas em pacientes que estejam 
(A) com depressão. 
(B) com dor. 
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(C) em aleitamento. 
(D) com psoríase. 
(E) com obesidade. 
 
14. AOCP - EBSERH - HU-UFJF - Psicólogo Hospitalar - 2015 
Ao propor um trabalho clínico no hospital, o psicólogo e a equipe vivenciam outros 
conflitos. Um deles diz respeito ao ritmo de altas e aproveitamento de leitos que pode 
fazer emergir um processo inconsciente: a necessidade de reter o paciente mais ou 
menos tempo que o necessário na hospitalização. Para tanto, a intervenção do 
psicólogo em um trabalho de supervisão poderá contribuir para a elaboração desta 
questão que envolve projeção e introjeção. Do ponto de vista teórico, o tipo de 
conflito citado acima e seu entendimento diz respeito a uma contribuição teórica 
apresentada pela teoria 
(A) da Psicanálise. 
(B) do Psicodrama. 
(C) Cognitiva comportamental. 
(D) da Gestalt. 
(E) Humanista. 
 
15. AOCP - EBSERH - HU-UFJF - Psicólogo Hospitalar - 2015 
O efeito que expressa o mecanismo de potencialização dos ganhos terapêuticos 
obtidos pela técnica focal é nomeado 
(A) efeito iatrogênico. 
(B) efeito de adaptação. 
(C) efeito carambola. 
(D) efeito ansiogênico. 
(E) efeito histriônico. 
 
16. AOCP - EBSERH - HU-UFMS - Psicólogo Hospitalar - 2014 
A respeito dos fundamentos e princípios da Psicologia da Saúde, analise as assertivas 
e assinale a alternativa que aponta a(s) correta(s). 
I. A psicologia da saúde é a aplicação de princípios e pesquisas psicológicas para a 
melhoria da saúde e a prevenção e o tratamento de doenças. 
II. A psicologia da saúde é a aplicação de princípios e pesquisas sociológicas para a 
melhoria da saúde e a prevenção e o tratamento de doenças. 
III. A psicologia da saúde caracteriza-se pela evitação de princípios e pesquisas 
psicológicas para a melhoria da saúde e a prevenção e o tratamento de doenças. 
IV. A psicologia da saúde é a aplicação de princípios e pesquisas filosóficas para a 
melhoria da saúde e a prevenção e o tratamento de doenças. 
(A) Apenas I. 
(B) Apenas III. 
(C) Apenas I e IV. 
(D) Apenas II, III e IV. 
(E) I, II, III e IV. 
 
17. AOCP - EBSERH - HU-UFMS - Psicólogo Hospitalar - 2014 
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Em relação aos objetivos da psicologia da saúde, analise as assertivas e assinale a 
alternativa que aponta a(s) correta(s). 
I. Estudar de forma não científica as causas e origens de determinadas doenças. 
II. Na identificação da etiologia e no diagnóstico relacionado à saúde, à doença e às 
disfunções, bem como no aperfeiçoamento do sistema de política da Saúde. 
III. Atuar no sustento da profilaxia, pela falta de compreensão pedagógica e científica. 
IV. Aplicação dos conhecimentos e das técnicas psicológicas à saúde. 
(A) Apenas I. 
(B) Apenas II e III. 
(C) Apenas II e IV. 
(D) Apenas II, III e IV. 
(E) I, II, III e IV. 
 
18. AOCP - EBSERH - HU-UFMS - Psicólogo Hospitalar - 2014 
O contexto, em que a mensagem central da psicologia da saúde é que a saúde e a 
doença estão sujeitas a influências psicológicas, denomina-se 
(A) contexto social. 
(B) contexto biológico. 
(C) contexto psicológico. 
(D) contexto físico. 
(E) contexto médico. 
 
19. AOCP - EBSERH - HU-UFMS - Psicólogo Hospitalar - 2014 
São tendências que moldaram a psicologia da saúde: 
(A) a diminuição da expectativa de vida em mais de 20 anos. 
(B) o reconhecimento de fatores psicológicos e sociais na influência dos 
comportamentos. 
(C) o fortalecimento do modelo biomédico. 
(D) a ineficiência das abordagens em promoção da saúde e a prevenção de doenças, 
com relação a cistos no tratamento de saúde. 
(E) a ineficácia de fatores psicológicos e sociais na influência dos comportamentos. 
 
20. AOCP - EBSERH - HUCAM-UFES - Psicólogo Hospitalar - 2014 
A inserção do psicólogo nas equipes de atenção primária à saúde (APS) ainda é muito 
discutida e recente. Entendendo que esse profissional tem um olhar que valoriza o ser 
humano e a integração com o meio, assinale a alternativa INCORRETA sobre a 
atuação na atenção primária. 
(A) O psicólogo na APS tem a possibilidade de trabalhar com a promoção à saúde, 
entendendo que a APS visa não somente á prevenção. 
(B) O psicólogo pode assumir um papel de facilitador na relação médico-paciente. 
(C) O psicólogo possibilita a integração da equipe de saúde junto à comunidade 
fazendo meio entre população e equipe de saúde. 
(D) Uma das possibilidades na atuação é a promoção do autocuidado na saúde 
mental, pois a saúde física conta com enfermeiros especializados. 
(E) A desestigmatização do problema de saúde intervindo junto à comunidade e 
pacientespode ser promovida pelo psicólogo. 
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21. AOCP - EBSERH - HULW-UFPB - Psicólogo Hospitalar - 2014 
Sobre o termo “Psicologia da Saúde”, assinale a alternativa INCORRETA. 
(A) A Psicologia da Saúde dá ênfase ao papel desempenhado pelos fatores 
psicológicos nas causas, progressão e consequências da saúde e da doença. 
(B) A Psicologia da Saúde defende que a mente e o corpo interagem. 
(C) A Psicologia da Saúde veio desafiar a cisão mente e corpo, ao propor um papel 
para a mente, tanto na causa como no tratamento da doença. 
(D) A Psicologia da Saúde difere da medicina Psicossomática, da saúde 
Comportamental e da Medicina Comportamental, uma vez que a investigação 
realizada em Psicologia da Saúde é própria da disciplina da Psicologia. 
(E) A Psicologia da Saúde sugere que os seres humanos devem ser vistos como 
sistemas complexos e que a doença é causada por um único fator causal. 
 
22. AOCP - EBSERH - HULW-UFPB - Psicólogo Hospitalar - 2014 
Pode-se afirmar que são tendências que moldaram a Psicologia da Saúde, EXCETO 
I. aumento da expectativa de vida. 
II. o surgimento de transtornos relacionados com o estilo de vida. 
III. alterações do modelo biomédico. 
IV. diminuição dos custos do atendimento em saúde. 
(A) Apenas I. 
(B) Apenas IV. 
(C) Apenas I e II. 
(D) Apenas II, III e IV. 
(E) I, II, III e IV. 
 
23. AOCP - EBSERH - HULW-UFPB - Psicólogo Hospitalar - 2014 
De acordo com as perspectivas em psicologia da saúde, aquela que se concentra 
importantes aspectos da saúde e da doença relacionados com a idade denomina-se 
(A) perspectiva sociocultural. 
(B) perspectiva de gênero. 
(C) perspectiva biopsicossocial. 
(D) perspectiva do curso de vida. 
(E) perspectiva socioambiental. 
 
24. AOCP - EBSERH - HULW-UFPB - Psicólogo Hospitalar - 2014 
Comparando os métodos de pesquisa em psicologia da saúde, com o método de 
coleta de dados, relacione as colunas e assinala a alternativa com a sequência 
correta. 
1. Estudos descritivos. 
2. Estudos observacionais. 
3. Estudos experimentais. 
4. Estudos epidemiológicos. 
A. Comparação estatística de grupos experimentais e de controle. 
B. Estudos de casos, inquéritos, entrevistas, observações naturalísticas. 
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C. Inquéritos, entrevistas ou observações que revelem uma correlação estatística que 
permita previsões. 
D. Comparações estatísticas entre grupos expostos a diferentes fatores de risco. 
(A) 1B – 2C – 3A – 4D. 
(B) 1C – 2A – 3D – 4B. 
(C) 1D – 2B – 3A – 4C. 
(D) 1B – 2A – 3D – 4C. 
(E) 1B – 2A – 3C – 4D. 
 
25. AOCP - EBSERH - HULW-UFPB - Psicólogo Hospitalar - 2014 
Em psicologia da saúde os comportamentos ou hábitos relacionados ao estilo de vida 
que prejudicam a saúde são chamados 
(A) imunógenos comportamentais. 
(B) patógenos comportamentais. 
(C) distintos comportamentais. 
(D) omissos comportamentais. 
(E) diversos comportamentais. 
 
26. AOCP - EBSERH - HUSM-UFSM - Psicólogo Hospitalar - 2014 
O profissional da Psicologia, ao ser reconhecido na área da saúde e adentrar em 
hospitais, unidades básicas de saúde, entre outros, passa a compor a equipe de 
saúde. Sobre essa relação, assinale a alternativa INCORRETA. 
(A) Cabe ao psicólogo, na equipe de saúde, conversar e analisar o caso de seus 
pacientes de forma conjunta, sempre mantendo o sigilo e preservando seus 
pacientes. 
(B) Entendendo que a equipe de saúde é composta por profissionais de vários 
saberes, é importante que o psicólogo utilize em seu diálogo/escrita linguagem clara 
e objetiva, evitando termos técnicos e específicos da Psicologia. 
(C) A integração da equipe de saúde é imprescindível para que o atendimento e o 
cuidado atinjam a amplitude do conceito de saúde. 
(D) Os psicólogos muitas vezes ocupam o lugar de “tradutores” entre os médicos e os 
usuários, possibilitando uma melhor qualidade na relação entre eles. 
(E) A Psicologia Hospitalar busca comprometer-se com questões ligadas apenas à 
qualidade de vida dos usuários, eximindo-se das questões relacionadas aos 
profissionais da equipe de saúde. 
 
27. AOCP - EBSERH - HUJM-UFMT - Psicólogo Hospitalar - 2014 
A partir do relato a seguir, assinale a alternativa correta considerando as 
possibilidades de diagnóstico para o caso. 
“B. é uma puérpera de 37 anos que precisou fazer tratamentos para conseguir 
engravidar. Com uma gestação de risco, teve várias internações e a última durou 40 
dias; nessa, permaneceu em repouso até que o bebê nascesse. Ao nascer prematuro, 
o bebê ficou internado mais alguns dias. Após uma semana com o bebê, B. encontra-
se muito chorosa e seu médico, ao passar na visita diária, pede o acompanhamento 
do Serviço de Psicologia.” 
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(A) O caso descreve um clássico da literatura médica, psiquiátrica e psicológica: a mãe 
encontra-se em depressão pós-parto e vai precisar ser medicada para conseguir ficar 
bem e cuidar de seu bebê. 
(B) Como a paciente ficou muito tempo internada, o que pode estar acontecendo é o 
que chamamos de “hospitalismo”. 
(C) O caso descrito exemplifica o que chamamos de “baby blues”, ou seja, um período 
após o nascimento do bebê em que a mãe pode ficar chorosa, depressiva e romper 
com a realidade. 
(D) Deve-se considerar o longo período de internação; longe de casa, da autonomia e 
da independência, além da adaptação à nova função: ser mãe, que exige da mulher a 
mudança da postura de filha para assumir o novo papel. 
(E) Em casos de bebê prematuros, a mãe fica chorosa e com dificuldades em aceitar 
que a gestação não completou 40 semanas. 
 
28. AOCP - EBSERH - HUJM-UFMT - Psicólogo Hospitalar - 2014 
“O. é um homem de 37 anos que trata câncer no abdômen há três anos; já não fala, se 
alimenta por sonda e quase não responde a estímulos. A fase terminal de seu câncer 
levou a família e o próprio paciente a aceitarem os cuidados paliativos”. Sobre 
Cuidados Paliativos, Terminalidade e Comunicação de Más Notícias, assinale a 
alternativa INCORRETA. 
(A) Cuidados Paliativos correspondem a cuidados a pacientes que não respondem ao 
tratamento curativo, buscando oferecer qualidade de vida em tempo de morte. 
(B) A Comunicação de Más Notícias tem apenas caráter informativo. 
(C) São considerados pacientes terminais aqueles que possuem uma doença em 
estado avançado, progressivo e incurável. 
(D) Uma das bases dos Cuidados Paliativos é o enfoque na atenção integral, ou seja, 
aspectos físicos, emocionais, sociais e espirituais. 
(E) A Comunicação de Más Notícias, quando realizada de um modo inteligente e 
continuado, em um lugar adequado, contribui para minimizar o sofrimento do 
paciente e da família. 
 
29. AOCP - EBSERH - HUJM-UFMT - Psicólogo Hospitalar - 2014 
A partir do caso a seguir, assinale a alternativa que aponta a temática a ser trabalhada 
durante a internação. 
“C. é uma mulher de 21 anos que chega ao hospital com cetoacidose diabética, 
apresentando glicemia com valor superior a 700. A paciente é diretamente 
encaminhada para a UTI e a família informa à equipe que C. tem diabetes mellitus há 
9 anos e não segue corretamente a dieta, bem como não faz as correções de insulina”. 
(A) Rotinas da UTI. 
(B) Relação com a juventude e a doença. 
(C) Dificuldades de adesão ao tratamento. 
(D) Vergonha de corrigir a glicemia na frente dos amigos. 
(E) Não envolvimento da família no cuidado. 
 
30. AOCP - EBSERH - HUJM-UFMT - Psicólogo Hospitalar - 2014 
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A partir do caso exposto a seguir, assinale a alternativa que corresponde ao foco mais 
adequado a ser trabalhado na intervenção do psicólogo hospitalar junto à mãe. 
“C. acaba de dar a luz a seu primeiro filho. Está casada há pouco mais de um ano e já 
planejava a gestação. Durante os nove meses, realizou o pré-natal e sempre estava 
tudo bem com ela e com o bebê. Depois que o bebê nasceu, no segundo dia de 
hospital, quando estavam prestes a ter alta, o menino apresentou a respiração muito 
cansada. Após exames constatou-se uma má formação no pulmão, sendo 
encaminhado para a UTI neonatal. A mãe foi embora em alta e voltava nas visitas, 
porém sempre chorosa e quase não entrava em contato com o bebê” 
(A) Pré-natal mal realizado, que não constatou a má formação. 
(B) Pré-cirúrgico do parto cesárea. 
(C) Envolvimento do pai na relação de cuidado. 
(D) Expectativa frente ao bebê e o desajuste entre o bebê ideal e o real. 
(E) Expectativa de vida do bebê. 
 
31. AOCP - EBSERH - HUSM-UFSM - Psicólogo Hospitalar - 2014 
Considerando o caso descrito a seguir, assinale a alternativa INCORRETA. 
“Márcia é uma mulher de 39 anos que está hospitalizada por trabalho de parto 
prematuro com 21 semanas. A paciente fez 9 anos de tratamento para engravidar e 
durante esse tempo teve 3 abortos espontâneos. Encontra-se muito ansiosa e seu 
médico solicitou acompanhamento psicológico, porém não falou à Márcia. Sendo 
assim, ao chegar para atendê-la, Márcia diz ao psicólogo que não pediu para ser 
atendida e recebe mal o atendimento psicológico’”. 
(A) Geralmente a solicitação de atendimento psicológica é feita pelo médico, 
enfermagem e família. 
(B) Uma estratégia usada pelo psicólogo, nesse caso, é conversar com a paciente 
sobre os supostos motivos que levaram o médico a pensar que o atendimento 
psicológico será benéfico. 
(C) Faz-se importante conversar com a paciente a fim de explicar o que é o 
atendimento psicológico, desfazendo possíveis fantasias em relação à Psicologia. 
(D) Mesmo se a paciente, após apresentação do Serviço de Psicologia, ainda se 
recusar ao atendimento, é importante ao profissional se colocar à disposição e 
informar onde poderá ser encontrado no hospital, uma vez que a paciente pode 
mudar de ideia. 
(E) Não é correto o psicólogo se oferecer ao atendimento, pois é sempre o paciente 
que procura o psicólogo 
 
32. AOCP - EBSERH - HUSM-UFSM - Psicólogo Hospitalar - 2014 
Considerando o caso descrito a seguir, assinale a alternativa que NÃO corresponde à 
situação. 
“J. é uma recém-nascida prématura. Quando sua mãe ainda estava na 27ª semana de 
gestação, que era de risco, devido ao aumento da pressão arterial, foi preciso realizar 
cesárea devido às condições de saúde da gestante. Sendo assim, o bebê precisou ficar 
na UTI pré-natal por 32 dias. Durante esse tempo, sua mãe e a família em geral 
visitaram J. apenas durante os três primeiros dias, quando a mãe ainda estava 
hospitalizada no pós-cesárea.” 
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(A) Muitos profissionais da saúde ainda têm dificuldades em reconhecer e considerar 
as necessidades afetivas dos bebês, ainda que muitas pesquisas atuais demonstrem 
essas. 
(B) A privação materna ocorrerá se o bebê for afastado dos cuidados de sua mãe e 
será relativamente suave se essa criança passar a receber cuidados de outros 
indivíduos conhecidos. 
(C) O fato da criança receber mais visitas da mãe e ter mais contato com a equipe 
aumenta o nível de infecções. 
(D) Além dos cuidados de higiene e alimentação, também é necessário afeto e 
estímulos a bebês e crianças. 
(E) Segundo Spitz (1945), se a privação durar mais de quatro ou cinco meses, os danos 
podem ser irreversíveis. 
 
33. AOCP - EBSERH - HUSM-UFSM - Psicólogo Hospitalar - 2014 
“O paciente precisará passar por um processo psicológico de elaboração de perda e 
reestruturação de sua imagem corporal e, consequentemente, reorganização do seu 
eu físico”. 
O psicólogo hospitalar depara-se com várias situações em sua atuação. A partir da 
descrição apresentada, assinale a alternativa INCORRETA acerca do procedimento 
correspondente. 
(A) Amputação de membro inferior. 
(B) Mastectomia (retirada da mama). 
(C) Histerectomia (retirada do útero). 
(D) Polidactilia (retirada de dedo extranumerário). 
(E) Endoscopia. 
 
34. AOCP - EBSERH - HUSM-UFSM - Psicólogo Hospitalar - 2014 
“R. é uma mulher de 48 anos, que está em tratamento por púrpura trombocitopênica 
idiopática há dois anos. Sempre muito vaidosa, quando descobriu as primeiras 
manchas roxas em seu corpo, como elas vinham com facilidade, entrou em choque. 
Ao longo dos anos também teve que se adaptar ao tratamento, que inclui várias 
internações e uso de corticoides”. Sobre os aspectos psicológicos da doença crônica, 
assinale a alternativa correta. 
(A) Não são só as doenças incuráveis que são crônicas, há também pacientes que, 
após longo tempo de internação, mantêm a cronicidade de sua doença, muitas vezes 
para obterem cuidados que não teriam fora do ambiente hospitalar. 
(B) Quando o paciente encontra-se em conflito com a doença crônica, não pode se 
esquecer de focar a situação na doença e em suas consequências físicas. 
(C) A doença é algo que vem de fora, não tem ligação com o sujeito; é um inimigo 
externo que deve ser combatido. 
(D) Para que ocorra um bom tratamento, o profissional deve considerar a doença, não 
um “sujeito doente”. 
(E) O doente crônico nunca conseguirá conviver com a doença de forma mais amena, 
adaptando-se ao possível da nova condição do “ser doente”. 
 
35. AOCP - EBSERH - HUSM-UFSM - Psicólogo Hospitalar - 2014 
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A partir do caso a seguir, assinale a alternativa INCORRETA. 
“Maria é uma mulher de 67 anos muito ativa, participativa na comunidade e na igreja. 
Quando tinha 60 anos, sua filha mais nova morreu em um acidente de carro, deixando 
uma bebê de 50 dias de nascida. Meses depois, a paciente descobriu um câncer de 
mama e, com o tratamento, se curou. Agora passa por outro momento difícil para ela: 
a separação de seu filho mais velho. Retorna ao hospital com fortes dores de cabeça 
e visão turva; o diagnóstico foi de tumor cerebral”. 
(A) Apenas as perdas reais podem ser compreendidas como fatores de estresse e 
possíveis dificuldades de adaptação, levando à formação do câncer. 
(B) Em oncologia, o conflito psicológico incide em como os pacientes manejam seus 
afetos e suas experiências de perdas. 
(C) Há estudos apontando que sujeitos que desenvolvem câncer geralmente são 
pessoas que assumem em suas vidas uma “vocação de serviço”, no sentido de servir. 
(D) Atitudes de desistência frente à vida, observadas em paciente com câncer, podem 
ser representadas por desamparo ou desistência. 
(E) A forma como o sujeito reage às vivências de situações estressantes é fator 
preponderante ao desenvolvimento da doença e, depois, ao tratamento. 
 
36. AOCP - EBSERH - HUSM-UFSM - Psicólogo Hospitalar - 2014 
“E. é uma senhora de 72 anos que fez uma cirurgia ortopédica sem intercorrências. 
Após isso, ela segue para o quarto com a família e, no segundo dia de internação, 
quando estava já de alta, começou a passar mal e teve uma parada 
cardiorrespiratória, sendo levada às pressas à UTI a fim de ser reanimada.” Diante do 
caso apresentado, assinale a alternativa que corresponde à possível conduta do 
psicólogo. 
(A) Acolher e orientar a família diante da eminência da morte, buscando dar espaço 
às angústias dessa. 
(B) Primeiramente orientarsobre a UTI, desmistificando o setor, ainda que a família 
estivesse presente quando a paciente teve a parada. 
(C) Tentar conversar e acalmar a paciente, pois ela já estava de alta. 
(D) Conversar com a família buscando ressaltar as coisas positivas da recuperação, 
negando o risco de morte. 
(E) Preparar a família para a morte da paciente, entendendo que esse é o único 
prognóstico para o caso. 
 
37. AOCP - 2013 - EBSERH/HU-UFGD - Psicólogo Hospitalar 
A partir do caso apresentado a seguir assinale a alternativa que apresenta o foco mais 
adequado para o atendimento psicológico. 
“D. é um homem de meia idade e sua paixão sempre foi motos. Logo que comprou 
uma maior foi dar uma volta com sua esposa e num deslize acabou derrapando na 
pista e a moto caiu sobre sua perna esmagando-a. Sua esposa sofreu ferimentos leves 
e ele foi encaminhado direto para o hospital. Após a primeira cirurgia, o médico 
comenta com o paciente a grande possibilidade de amputação”. 
(A) Culpa pelo acidente. 
(B) Paixão por motos. 
(C) Possibilidade de amputação. 
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(D) Hospitalização. 
(E) Causas do acidente 
 
38. AOCP - 2013 - EBSERH/HU-UFGD - Psicólogo Hospitalar 
Diante da situação problema relatada a seguir, assinale a possibilidade de 
intervenção psicológica e sua justificativa adequada. 
“F. é uma menina de 6 anos que tem Síndrome de Down. Segundo sua família, a 
menina sempre teve uma ‘saúde de ferro’ e nunca ficou internada. Há uma semana 
começou a apresentar dor de garganta e dificuldade para comer. Como não 
melhorava, a família levou-a para ser consultada no pronto socorro e logo após o 
atendimento ela foi internada. Durante a hospitalização, muitos exames foram 
realizados e constatou-se que F. tem leucemia. Após o médico conversar com a família 
sobre o diagnóstico, a equipe solicita o Serviço de Psicologia.” 
(A) Acolhimento e Avaliação Psicológica. Primeiro acolher o momento de 
desestabilidade emocional da família para poder avaliar a atitude da família diante 
da situação, recursos psíquicos para o enfrentamento, principais mecanismos de 
defesa estabelecendo ao fim a conduta psicológica a ser tomada. 
(B) Orientação Psicológica. Como após receber notícias difíceis as pessoas costumam 
ficar em estado de choque, a orientação seria importante para esclarecer dúvidas. 
(C) Acolhimento. Diante de uma notícia difícil cabe ao psicólogo ser solidário e acolher 
a família, mostrando-se compadecido da situação. 
(D) Observação Psicológica. Por ser um momento muito delicado, no pós notícia é 
importante apenas observar como a família reage. 
(E) Manejo Situacional. Entendendo o impacto do diagnóstico sentido pela família, é 
importante buscar um manejo das angústias e ansiedades. 
 
39. AOCP - 2013 - EBSERH/HU-UFGD - Psicólogo Hospitalar 
As Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs) por si só já evocam o temor da morte, 
considerando a UTI neonatal é possível identificar a dualidade vida e morte. 
Considerando o caso descrito a seguir assinale a alternativa correta. 
“Z. teve seu primeiro bebê após a bolsa romper quando ainda estava de 29 semanas. 
Além de ser um bebê prematuro, apenas quando ele nasceu é que ficou sabendo que 
ele apresenta uma síndrome que causa más formações. Após 48 horas do nascimento 
Z, teve alta do hospital e seu filho permaneceu na UTI neonatal. Passando três dias, a 
mãe ainda não tinha retornado ao hospital para visitar seu filho e o bebê só piorava.” 
(A) A intervenção do psicólogo nesse caso seria para a mãe aceitar a morte do bebê, 
considerando a prematuridade e as más formações, configurando um caso 
irreversível. 
(B) O fato da mãe não voltar para visitar o bebê pode demonstrar o quanto ela não 
estava pronta para ser mãe, encarar a maternidade e o amor incondicional. 
(C) No caso acima, é possível pensar na dificuldade e no medo da mãe de estabelecer 
um vínculo e o bebê morrer. Ao mesmo tempo, é possível trabalhar a dificuldade da 
mãe em aceitar a diferença do bebê real com o bebê idealizado na gestação e a 
importância do cuidado maternal para a sobrevivência e o desenvolvimento psíquico 
do recém-nascido. 
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(D) Na UTI neonatal, a equipe tem um papel fundamental e cabe à enfermagem 
conscientizar a mãe de seu papel de cuidadora e responsável por seu filho. 
(E) Até hoje não há nenhuma prova de que o psiquismo do bebê reage à falta da mãe 
e de estímulos como no caso de recém-nascidos que ficam muito tempo em UTI. 
 
40. AOCP - EBSERH/HU-UFS - Psicólogo Hospitalar - 2013 
O transplante de órgãos tem crescido no Brasil e essa começa a ser uma realidade 
cada vez mais próxima nos hospitais. A partir do caso a seguir, assinale a alternativa 
correta em relação à atuação do psicólogo. 
“João é um menino de 13 anos que nasceu com uma má formação no rim esquerdo. 
Após muitos tratamentos, sua última chance é o transplante renal. A primeira busca 
por compatibilidade foi em seu núcleo familiar principal, porém sem sucesso. Diante 
da angústia e sofrimento da família, outros familiares se apresentaram enquanto 
doadores até que uma tia materna foi constatada enquanto compatível e aceitou 
doar um dos seus rins”. 
(A) O ponto mais importante para a atuação no psicólogo em casos de transplante é 
ter um bom vínculo e relacionamento com o médico cirurgião. 
(B) O preparo psicológico para o transplante é mais importante para a família que 
para o paciente, pois a família já estava angustiada. 
(C) Esclarecer dúvidas e dissipar angústias e medos é uma tarefa exclusiva do médico, 
não podendo ser realizada por outro. 
(D) Não é necessário realizar qualquer preparo com o receptor, pois sua alegria e 
esperança na vida é o mais importante. 
(E) O trabalho com o doador é muito importante e visa identificar níveis 
motivacionais, sentimentos de culpa, retaliação ou barganha para a doação. 
 
41. AOCP - EBSERH/HU-UFS - Psicólogo Hospitalar - 2013 
 “R. é uma mulher de 42 anos que, a quatro, vem tratando um tipo de câncer nos 
ossos. Após ficar seis meses sem detecção de células cancerígenas, um exame recente 
comprovou a existência de tumores em outros órgãos. A mais de um mês internada 
com muitas dores e desconforto já se apresenta confusa e a medicina não vê cura para 
seu caso. Diante do quadro, a família aceita os cuidados paliativos”. 
Com relação aos Cuidados Paliativos, assinale a alternativa correta. 
(A) Os Cuidados Paliativos ainda são uma realidade pouco conhecida nos hospitais 
devido à dificuldade do médico em aceitar que não há mais cura para o paciente. 
(B) A medicina paliativa, ao abandonar o caráter curativo, abrevia a vida do paciente. 
(C) A filosofia dos Cuidados Paliativos privilegia o doente e não a doença. 
(D) O psicólogo é o responsável pela realização dos Cuidados Paliativos, entendendo 
que esse profissional tem um olhar humanizado para o paciente. 
(E) A escolha pelo Cuidado Paliativo é uma forma da família abandonar o doente e se 
eximir dos cuidados com o mesmo. 
 
42. AOCP - EBSERH/HU-UFS - Psicólogo Hospitalar - 2013 
Considerando o caso a seguir, assinale a alternativa que corresponde à temática 
possível trabalhada pelo psicólogo. 
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“M. é um menino de 5 anos que sofreu um acidente em casa e foi socorrido pelo Corpo 
de Bombeiros, chegou ao hospital ainda consciente e foi encaminhado diretamente 
para a sala de cirurgia. Seus pais acompanharam ele até o hospital e não têm ideia da 
extensão do ferimento, eles aguardam na sala de espera e referemque o filho nunca 
tinha estado em um hospital.” 
(A) Suporte psicológico com o paciente. 
(B) Acolhimento com os pais e supressão de ansiedade. 
(C) Preparo pré-cirúrgico infantil. 
(D) Orientação sobre normas e rotinas do hospital. 
(E) Ajudar a família a contatar outros familiares. 
 
43. AOCP - EBSERH - HUJM-UFMT - Psicólogo Hospitalar - 2014 
Considerando o caso relatado a seguir, assinale a alternativa que indica a conduta 
psicológica mais adequada a seguir neste caso. 
M. é uma mulher com cerca de 40 anos que deu entrada no hospital com intoxicação 
exógena por antidepressivos. Fez tratamento para depressão há um ano e está 
vivendo uma separação dolorosa depois de 25 anos de casamento. Tem dois filhos 
adultos e essa é sua 6ª tentativa de suicídio. 
(A) Acolhimento e encaminhamento. Primeiro acolher demonstrando uma postura 
neutra, sem julgamento da ação, depois encaminhar, por se tratar de uma questão 
psiquiátrica e que necessita de acompanhamento com remédios. 
(B) Orientação psicológica. Orientar a paciente sobre o que aconteceu, os motivos que 
levaram a tal ato e buscar resgatar a importância e o valor da vida. 
(C) Encaminhamento. Diante de um caso complexo e que envolve questões de difícil 
enfrentamento para a paciente, o melhor é não “mexer” com essas situações e 
encaminhar para alguém que poderá dar continuidade a um trabalho mais profundo 
de psicoterapia. 
(D) Acolhimento, avaliação psicológica e encaminhamento. Depois de acolher a 
paciente e avaliar suas condições buscando entender o que aconteceu, é importante 
realizar o encaminhamento, uma vez que além de possuir um histórico grave, 
demonstrando poucos recursos de enfrentamento, a paciente fica no hospital apenas 
para a desintoxicação. 
(E) A única possibilidade de atuação nessa situação é com a equipe, que geralmente 
demonstra dificuldade em lidar com pacientes suicidas, pois esses vão em 
desencontro com o objetivo de sua profissão. 
 
44. AOCP - EBSERH - HUJM-UFMT - Psicólogo Hospitalar - 2014 
Considerando o caso a seguir, assinale a alternativa que apresenta a conduta a ser 
seguida pelo psicólogo. 
P. é um homem de quase 80 anos que sofreu um acidente de carro, em que ele era o 
condutor, junto com sua esposa, que estava no passageiro e morreu. A família não 
contou ao paciente sobre a morte da companheira. P., depois de ficar 20 dias 
internado em um hospital perto da cidade onde ocorreu o acidente, foi transferido 
para outro hospital localizado em um centro de referência a traumas. O paciente 
chega muito deprimido, consciente e conversando; revela um estado de sentimento 
de infelicidade que atribui sentir desde criança. Apresentando dificuldades para 
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comer, dormir, pesadelos e respiração pesada mesmo com a saturação de oxigênio 
normal, é marcada uma cirurgia para corrigir o trauma abdominal provocado pelo 
acidente. 
(A) Diante dos sintomas e humor deprimido apresentados pelo paciente, faz-se 
importante repensar a cirurgia, uma vez que esses podem interferir negativamente no 
transcorrer cirúrgico ou em sua recuperação. 
(B) Considerando que o paciente irá realizar um procedimento cirúrgico, é importante 
realizar a Orientação Psicológica para Procedimentos e acompanhar no pós-
operatório. 
(C) A primeira coisa a se fazer é contar ao paciente que sua esposa morreu. Ainda que 
a família tenha medo de contar, o psicólogo pode fazer isso buscando amenizar as 
fantasias do paciente e melhorando seu humor. 
 (D) A mudança de hospital é algo muito importante a ser trabalhado, pois o humor 
deprimido pode estar associado a isso. 
 (E) Entendendo que o paciente é idoso e sofreu um acidente grave, é importante 
trabalhar na família a possibilidade da morte como único recurso. 
 
45. AOCP - EBSERH - HC-UFG - Psicólogo Hospitalar - 2015 
Paciente masculino, 72 anos, agricultor aposentado, viúvo, encontra-se internado na 
UTI (Unidade de Terapia Intensiva) de sua cidade há 18 dias. Foi levado às pressas 
para o hospital por uma das filhas queixando-se de fortes dores no peito. Foi realizada 
uma cirurgia de urgência na qual o paciente não respondeu satisfatoriamente. A 
família, que se encontra bastante abalada com a situação, relata à equipe que ele 
sempre trabalhou muito, nunca ficou internado, não tem hábito de sair de sua 
propriedade e é tabagista desde os 16 anos. O paciente apresenta episódios de 
confusão mental, está choroso, queixoso, solicitando a família a todo o momento, 
com quadro clínico grave, porém estável e com prognóstico desfavorável. De acordo 
com o caso clínico, assinale a alternativa correta no que diz respeito à atuação do 
psicólogo dentro da UTI. 
(A) O psicólogo, na UTI, deve trabalhar focado apenas no paciente, já que é este 
que está vivenciando os medos e a despessoalização, manifestando, assim, diversos 
conflitos emocionais. 
(B) É dever do psicólogo orientar os familiares, durante a visita, a não 
tocar/conversar com o paciente, para que este não se agite e venha a ter 
complicações clínicas. 
(C) A atuação do psicólogo, na UTI, fica restrita quando há pacientes em 
coma/sedação, pois, não ocorrendo a verbalização, o atendimento não se torna 
viável. 
(D) É função do psicólogo, na UTI, além de trabalhar com os pacientes, 
acompanhar e adaptar as visitas, orientar os familiares quanto às rotinas da unidade, 
preparando-os para a entrada e informando as regras que norteiam o bom 
funcionamento do local. 
(E) A morte é um tema que mobiliza muitos conteúdos e também é muito presente 
na UTI, portanto não deve ser abordada, nem pelos familiares e nem pela equipe de 
saúde. 
 
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46. AOCP - EBSERH - HC-UFG - Psicólogo Hospitalar - 2015 
Paciente feminina, 6 anos, filha única, é estudante e muito ativa. Foi hospitalizada 
devido a uma febre intensa e, aparentemente, sem causa específica. Após muitos 
exames, a criança e a família receberam o diagnóstico de leucemia, segundo o 
médico, sendo necessário iniciar a quimioterapia o quanto antes. Os pais, abalados, 
tentam proporcionar à filha tranquilidade, já que ela, a cada dia que passa, pede para 
ir embora e voltar à escola. Assinale a alternativa correta sobre hospitalização infantil 
e suas possibilidades de acordo com o caso apresentado. 
(A) A criança, que necessita de visitas regulares ao hospital, não encontra 
dificuldades em lidar com essa situação, já que não possui conhecimento e 
entendimento do processo. 
(B) Consideramos o “brincar” uma das formas da criança elaborar suas questões 
e conflitos, minimizando angústias, ansiedades e medos. 
(C) O envolvimento dos pais nas brincadeiras durante a internação não é 
adequado, pois podem inibir a criança. 
(D) É necessário trazer a criança para um ambiente lúdico, mas as brinquedotecas 
em hospitais não são muito utilizadas, uma vez que a criança internada não pode sair 
do quarto. 
(E) Não é adequado que a criança saiba sobre o seu diagnóstico e os possíveis 
procedimentos, todas as informações devem ser transmitidas aos pais/ cuidadores. 
 
47. AOCP - EBSERH - HC-UFG - Psicólogo Hospitalar - 2015 
Paciente masculino, 45 anos, é casado e pai de 3 filhos. Há poucos dias, recebeu o 
diagnóstico de Insuficiência Renal e soube da necessidade de iniciar hemodiálise. 
Juntamente com o tratamento, surgiram as privações do trabalho, alimentação e 
rotina. O paciente mostra-se resistente às mudanças e ao tratamento dialítico, 
dizendo que, se deixar de realizá-lo algumas vezes isso não acarretará grandes 
implicações para sua saúde. Sabendo que, durante um atendimento psicológico, 
estabelecer um foco é de extrema importância, norteando o trabalho do psicólogo. 
De acordoatuar na saúde pública em nível de atenção primária. Em seus escritos Spink critica 
as práticas de psicólogos emigradas da clínica individual/privada cujo modelo de 
intervenção se ancora na psicoterapia. A crítica assegura que o discurso da clínica 
individual deve ser superado em favor de uma construção mais condizente com o 
campo da psicologia da saúde. 
Spink (2003), ressalta a falta de preparo dos psicólogos para intervir em saúde 
pública e mostra que a formação desse profissional, assim como sua prática 
tradicional, foram fundados na psicologia clínica individual, com ênfase na clínica 
privada e no modelo médico/psiquiátrico. A perspectiva de Spink é pertinente no que 
se refere à predominância das assistências clínicas em todos os níveis de atenção de 
saúde, mas, problemática no que se refere à afirmação de que a psicologia da saúde 
seja uma área de especialização da psicologia social. Spink (2003) se refere à 
Psicologia Social e Saúde como suficiente para incorporar a psicologia da saúde. Esta 
perspectiva confunde Psicologia da Saúde com a práxis inapropriada de psicólogos 
em atuação no campo da saúde pública e principalmente em APS. 
Isso aconteceu porque o contexto encontrado por Spink, naquele momento, 
indicava pouca clareza com respeito ao início do processo de institucionalização das 
práticas de psicólogos na rede de saúde pública, fato que desvelou a falta de preparo 
destes psicólogos para compreender seu papel nas instituições que passaram a 
recebê-los. Ou seja, os profissionais levaram as mesmas práticas clínicas tradicionais 
para os setores recém-criados que pediam uma intervenção psicossocial e amparada 
na psicologia da saúde. 
O problema da inadequação das práticas do psicólogo no campo de saúde 
pública ainda é visível e precisa ser superado. Sem embargo, para definir o campo da 
psicologia da saúde será necessário acessar outros argumentos baseados nas 
práticas, experiências e desenvolvimentos teóricos de investigadores de várias partes 
do mundo, que vêm investindo desde décadas em estudos científicos sobre a 
delimitação teórico-prática da psicologia da saúde. 
Yamamoto e Cunha (1998), também se opõem ao discurso de Spink (1992), 
com respeito a não haver necessidade de construir um novo corpo de conhecimentos 
para a psicologia da saúde, já que esta deveria constituir-se mais como uma 
ampliação dos conhecimentos subordinados à psicologia social que, propriamente, a 
construção de uma nova e distinta área de atuação. Outra questão problemática é a 
identificação da psicologia da saúde com psicologia hospitalar. Em investigações 
realizadas por Yamamoto e Cunha (1998) e Yamamoto, Trindade e Oliveira (2002), 
existe, entre os psicólogos brasileiros que atuam no contexto hospitalar, uma 
identificação da psicologia da saúde como sinônima da psicologia hospitalar. E, 
também, a defesa da psicologia hospitalar como campo próprio ou autônomo, tal 
como quer Angerami-Camon (1994). Para Yamamoto e Cunha (1998) a psicologia 
hospitalar não deveria ser compreendida como nova área, ou como campo 
autônomo, já que designaria um local aonde desenvolver a intervenção profissional, 
e não um campo de atuação. 
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Yamamoto e Cunha (1998) e Campos (1988), encontraram em suas 
investigações, naquele momento, psicólogos atuando em hospitais utilizando 
práticas clínicas muito pouco modificadas das práticas mais tradicionais. Para 
Yamamoto e Cunha (1998) o trabalho realizado no âmbito hospitalar, com suas 
peculiaridades em razão de sua inserção nesse novo espaço de atuação profissional, 
deveria ser mais bem considerado como uma vertente das ações do campo da saúde. 
Para eles, o trabalho feito no contexto hospitalar deveria estar situado dentro da 
perspectiva da psicologia da saúde, entendida em termos mais amplos sem 
enquadrá-la nos limites de uma especialização. Isto favoreceria a formação 
profissional com relação à necessidade de uma melhor instrumentalização técnica, 
fundamentada em aportes teóricos mais consistentes, de modo a subsidiar as ações 
e ampliar-lhes os limites tradicionais. 
Tais visões, resumidas acima, levaram a que o Brasil fosse identificado como 
diferente do resto do mundo. Pais Ribeiro (2011), por exemplo, afirmou que a 
psicologia da saúde no Brasil tem uma organização distinta do resto do mundo, sendo 
identificada pela psicologia hospitalar. 
Para Gorayeb (2010) é inadequado utilizar o termo psicologia hospitalar, como 
sinônimo de psicologia da saúde, já que são conceitos distintos. A confusão de termos 
é apenas encontrada no Brasil. O certo é que a psicologia da saúde é mais ampla e a 
psicologia hospitalar deveria ser uma área de aplicação da psicologia da saúde. Tal 
equívoco foi amparado Conselho Federal de Psicologia [CFP](2007), ao instituir uma 
psicologia hospitalar como área de especialização da psicologia e não da psicologia 
da saúde. 
A perspectiva teórica assumida pelos autores deste artigo e baseada em Alves 
(2008) é a de que a psicologia da saúde não deverá estar vinculada a uma relação de 
pertencimento nem à psicologia clínica nem tampouco à psicologia social. Como já 
não está em relação à medicina comportamental. Ainda que não se possa reivindicar 
sua pureza teórica. Ao contrário, a compreensão da psicologia da saúde deve ser 
como uma disciplina autônoma, mas essencialmente interdisciplinar. Tal perspectiva 
é utilizada para propor que a psicologia da saúde, considerada como campo de 
saberes e de práticas, se desenvolve sobre uma base multi e interdisciplinar já que se 
articula entre os saberes e práticas originados de múltiplas disciplinas, como: a 
psicologia clínica, a psicologia social, a psicologia comunitária, a saúde 
pública/comunitária, a epidemiologia, a antropologia, a sociologia, a medicina 
comportamental, entre outras. Assim, a psicologia da saúde tem na construção de sua 
base teórica o conhecimento produzido por estas disciplinas. Para poder atuar com 
tal diversidade recomenda-se a superação das visões extremas. Para poder 
reconhecer a construção do conhecimento como um processo dinâmico - porque não 
para de desenvolver-se e mudar, e flexível – porque entende que não há nada de 
essencialmente novo -, senão que todo saber é construído a partir de outros saberes 
já estabelecidos (sejam eles científicos ou populares). 
Conceitos da Psicologia da Saúde 
O contexto da psicologia da saúde discutido até agora mostra sua complexa 
conjuntura. Lovelle (2003) alerta que o conceito de psicologia da saúde apresenta 
uma história curta e, ainda, se encontra num período embrionário de seu 
desenvolvimento. 
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Ruiperez (1997) define a psicologia da saúde como a “ciência que estuda o 
comportamento no campo da saúde/enfermidade” (p.27). Para ele esta disciplina se 
refere aos aspectos da psicologia relacionados com a experiência da saúde e da 
enfermidade, ou com as condutas que intervêm na determinação e explicação da 
saúde. A psicologia da saúde também constitui a aplicação da teoria e das práticas 
psicológicas aos sistemas de saúde com o objetivo de solucionar seus problemas e 
questões fundamentais. 
Santacreu (1991) afirma ser o objetivo da psicologia da saúde o estudo sobre 
a saúde e a intervenção na prevenção da enfermidade. Na definição da American 
Psychological Association (APA) a psicologia da saúde inclui as contribuições 
educacionais, científicas e profissionais da disciplina psicologia à promoção e a 
manutenção da saúde, a prevenção e o tratamento das enfermidades, a identificação 
da etiologia e o diagnóstico dos componentes associados à saúde, à doença, à análise 
do sistema de saúde ecom o caso apresentado, assinale a alternativa que representa o foco 
adequado a ser trabalhado. 
(A) Culpa pelo diagnóstico. 
(B) Aderência ao tratamento. 
(C) Enfrentamento. 
(D) Hospitalização. 
(E) Relação com o cotidiano. 
 
48. AOCP - EBSERH - HC-UFG - Psicólogo Hospitalar - 2015 
Paciente feminina, 32 anos, deu entrada no hospital queixando-se de contrações. Ela 
está com 19 semanas de gestação e, segundo orientação do médico, precisará 
permanecer internada por tempo indeterminado para tratamento de Trabalho de 
Parto Prematuro (TPP), fazendo uso de inibina. A paciente tem uma adequada rede 
de apoio e idealiza muito a gestação, já que seu grande sonho sempre foi ser mãe, e a 
família espera ansiosa a chegada da criança. Essa paciente conta com um histórico 
de 2 abortamentos, sendo que o segundo foi logo após ela completar 23 semanas. A 
paciente encontra-se chorosa e ansiosa e diz que só ficará tranquila quando passar 
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da 23º semana. Assinale a alternativa correta sobre a atuação do psicólogo na 
maternidade. 
(A) A abordagem psicológica da gestante é igual a dos demais pacientes 
hospitalizados, uma vez que esta encontra-se no mesmo ambiente. 
(B) Muitas vezes, alguma intercorrência pode acontecer durante a gestação e a 
hospitalização se faz necessária, porém a espera de um filho é algo tão feliz na vida 
da mulher que esta não se abala com essas intercorrências e o atendimento/ 
avaliação emocional não são necessários. 
(C) Para a mulher, há uma idealização da gestação, parto e bebê, porém, quando 
ocorre alguma intercorrência, a gestante passa a entrar em contato com dados reais 
que nem sempre são compatíveis com seu ideal, e é papel do psicólogo trabalhar para 
que ela retome suas idealizações, com a finalidade de ela não se frustrar ainda mais, 
o que acarretaria maiores intercorrências. 
(D) O trabalho do psicólogo junto a maternidade é importante na medida em que 
auxilia as gestantes em seus medos e ansiedade frente ao parto, intercorrências, 
vínculo mãe-bebê e ao nascer de um novo papel a ser desempenhado. 
(E) É natural que a gestante experimente diversos sentimentos durante a 
gestação e o tratamento é exclusivamente medicamentoso, pensando no bem estar 
da gestante e do bebê. 
 
49. AOCP - EBSERH - HC-UFG - Psicólogo Hospitalar - 2015 
Paciente masculino, 62 anos, casado, tem filhos e netos pequenos, ainda é atuante na 
profissão e apresenta uma forte espiritualidade. Nos últimos meses, teve internação 
no Pronto-Socorro do hospital recorrente sempre com sintomas de gripe. Há 3 dias 
no hospital (sua primeira internação mais longa) para tratamento de uma 
pneumonia, recebe o diagnóstico de ser portador do vírus HIV. O paciente encontra-
se abalado, com sentimento de culpa e medo da reação da família. O psicólogo foi 
chamado para acompanhar o caso. Assinale a alternativa correta em relação à 
conduta do profissional. 
(A) Acolher o paciente em seu momento de dor e medo, dispor-se a ouvir seu 
sofrimento, isento de discriminações e julgamentos, estabelecendo um vínculo 
terapêutico para condução do caso. 
(B) O psicólogo deve comunicar o diagnóstico à família o mais rápido possível, 
pois há a possibilidade de algum membro ter sido infectado e os cuidados devem 
começar o quanto antes. 
(C) É o paciente que deve comunicar o diagnóstico à família e, mesmo estando 
inseguro e não sabendo como abordá-lo, deve estar sem a presença da equipe, pois 
este é um momento particular e sigiloso. 
(D) Os familiares geralmente apresentam instabilidade emocional frente a 
hospitalização e diagnóstico, porém como o foco é o paciente, o trabalho psicológico 
com os familiares não pode ser executado. 
(E) Por se tratar de um diagnóstico que é tabu social e rodeado de preconceitos, 
o psicólogo deve evitar a comunicação à equipe, a fim de não expor o paciente. 
 
50. AOCP - EBSERH - HDT-UFT - Psicólogo Hospitalar - 2015 
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Pacientes com enfermidade renal crônica, em tratamento hemodialítico, apresentam 
como queixa principal a adaptação ao tratamento e questões relacionadas à morte. 
Nessa perspectiva, o trabalho do psicólogo em uma unidade de hemodiálise abrange 
não só o paciente. Os planos de trabalho possíveis são: 
(A) relação paciente-unidade e equipe-paciente. 
(B) relação paciente-doença-tratamento. 
(C) relação paciente-família-equipe. 
(D) relação equipe-família-doença. 
(E) relação paciente-unidade; equipe-paciente; 
paciente-doença-tratamento; paciente-família-equipe; equipe-família-doença. 
 
51. CESPE – EBSERH – Psicólogo Hospitalar – 2018 
Considerando a necessidade de monitoramento e avaliação do trabalho 
realizado nos serviços de saúde, julgue os itens a seguir, de acordo com a Política 
Nacional de Atenção Básica (PNAB). 
A produção da informação estratégica no âmbito do monitoramento e 
avaliação é fator de estresse e desmotivação para o trabalhador. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
52. CESPE – EBSERH – Psicólogo Hospitalar – 2018 
Entre os itens que são objeto de avaliação do desempenho técnico, estão o 
relacionamento do profissional com o paciente e a aplicação da tecnologia médica. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
53. CESPE – EBSERH – Psicólogo Hospitalar – 2018 
A avaliação do resultado utiliza múltiplas medidas, que incluem a avaliação de 
saúde física, os inventários de saúde mental e o efeito da doença sobre o 
comportamento da pessoa assistida. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
54. CESPE – EBSERH – Psicólogo Hospitalar – 2018 
A avaliação situacional, que confirma ou corrige as ações em saúde, só é 
necessária nos casos em que não é feito o monitoramento sistemático e contínuo das 
informações relevantes ao processo de planejamento. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
55. CESPE – EBSERH – Psicólogo Hospitalar – 2018 
Um indicador é a medida que resulta do processo de avaliação e que informa a 
satisfação subjetiva do usuário com o serviço recebido. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
56. CESPE/CEBRASPE - Barra de Coqueiros – Psicólogo – 2020 
No que se refere à estratégia saúde da família (ESF), à atenção básica e à 
atuação do psicólogo nesses programas, assinale a opção correta. 
A A ESF objetiva promover a qualidade de vida da população e intervir em fatores que 
possam colocar a saúde em risco. 
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B A Unidade de Pronto Atendimento (UPA), com sua visão integral e equânime, deve 
ser a porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS). 
C A ESF é composta por equipe multiprofissional obrigatória e minimamente 
composta por um médico especialista em saúde da família, dois enfermeiros ou 
técnicos de enfermagem e três agentes comunitários. 
D O trabalho desenvolvido pela equipe do Programa Saúde da Família (PSF) é 
fundamentada em uma lógica assistencial integral positivista biológica para o 
atendimento das necessidades da população. 
E O trabalho do psicólogo dentro da atenção básica ocorre nos Núcleos de Apoio à 
Saúde da Família (NASF), em uma perspectiva multidisciplinar e de flexibilização de 
constructos biomédicos tradicionais. 
 
57. Instituto AOCP - EBSERH - Psicólogo Hospitalar - 2015 
Sobre a ética aplicada à prática da saúde mental, o psicólogo inserido nestas equipes 
hospitalares tem uma ética própria que se aplica ao aspecto 
A moral. 
B da escuta. 
C da responsabilidade. 
D da escuta e da responsabilidade. 
E do dever. 
 
58. CESPE – EBSERH – Psicólogo Hospitalar – 2018 
Julgue os itens a seguir, acerca do trabalho do psicólogo na área de psicologia da 
saúde,no contexto hospitalar. 
Os conhecimentos que o psicólogo utiliza na sua atuação em hospitais incluem 
conteúdos da psicopatologia, fisiologia, neurociência, psicologia social e abordagens 
comportamentais e cognitivas. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
59. CESPE – EBSERH – Psicólogo Hospitalar – 2018 
A teoria sistêmica do comportamento não é mais utilizada no trabalho de psicologia 
da saúde porque é fundamentada no modelo biomédico. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
 
60. CESPE – EBSERH – Psicólogo Hospitalar – 2018 
O trabalho do psicólogo junto a portadores de doenças crônicas inclui cuidados 
preventivos nos níveis secundário e terciário de assistência. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
61. CESPE – EBSERH – Psicólogo Hospitalar – 2018 
A prevenção de doenças e a promoção da saúde em pediatria devem acontecer desde 
o nascimento da criança, usando-se as premissas da psicoeducação para treinar pais 
e cuidadores no manejo dos diferentes aspectos ambientais e comportamentais da 
criança, conforme a realidade de cada família. 
( ) Certo ( ) Errado 
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62. CESPE – STJ – Psicólogo – 2018 
Julgue os próximos itens, relativos à psicologia da saúde. 
A intervenção psicológica em recaída de alcoolismo baseia-se em estratégias 
terapêuticas de prevenção, tais como a monitoração dos estados afetivos ou 
cognitivos do paciente associado ao desejo do uso; devendo-se evitar elogios pelo 
sucesso obtido, devido às frustrações em casos de recaída. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
63. CESPE – STJ – Psicólogo – 2018 
Na prevenção primária relacionada ao uso e consumo de substâncias, a 
intervenção breve, que pode ser aplicada, entre outros, por médicos, psicólogos e 
enfermeiros, apresenta-se como um instrumento eficaz com foco na prevenção ou 
promoção de saúde e na concepção de saúde ampliada. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
64. CESPE – STJ – Psicólogo – 2018 
O paradigma biopsicossocial amplia o significado sobre saúde-doença, 
proporcionando uma visão integral do ser e do adoecer, e compreende as dimensões 
físicas, psicológicas e sociais. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
65. CESPE – STJ – Psicólogo – 2018 
Na investigação de pensamentos, planos e comportamentos suicidas, deve-se evitar 
indagar especificamente sobre a presença de ideias de insatisfação com a vida, pois, 
quanto mais intenso for o desejo de morrer e menor a ambivalência entre morrer e 
viver, maior será ́o risco de suicídio. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
66. CESPE - TCE-PA - Auditor de Controle Externo - Psicologia - 2016 
Acerca da psicologia da saúde, julgue o próximo item. 
Os psicólogos da saúde trabalham a partir de uma perspectiva biopsicossocial da 
doença, ou seja, reconhecem que a saúde e a doença, no indivíduo, relacionam-se a 
fatores psicológicos e socioculturais. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
67. CESPE - TCE-PA - Auditor de Controle Externo - Psicologia - 2016 
Acerca da psicologia da saúde, julgue o próximo item. 
A prevenção secundária envolve ações para conter ou retardar os danos causados 
pela doença em estágios avançados e para proporcionar às pessoas o maior nível 
possível de reabilitação. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
68. CESPE – TRE/BA – Psicologia – 2009. 
Julgue os itens que se seguem, relativos ao papel do psicólogo na equipe de 
cuidados básicos à saúde. 
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O psicólogo da saúde incluído em equipes multidisciplinares exerce sua 
prática clínica com as pessoas da comunidade, auxiliando, ainda, no processo 
educacional dos agentes de saúde por meio de dinâmicas de grupos e debates acerca 
dos assuntos daquela comunidade. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
69. CESPE – TRE/BA – Psicologia – 2009. 
A abordagem comportamental coleta e registra as contingências do programa 
de saúde, por meio de análises funcionais do comportamento, do mapeamento de 
estimulação aversiva e da falta de repertório comportamental, e oferece psicoterapia 
para a comunidade e para os membros do programa, com o objetivo de modificar 
comportamentos alvos. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
70. CESPE – TRE/BA – Psicologia – 2009. 
O profissional com especialidade em psicologia do trabalho faz levantamentos 
acerca da estrutura e funcionamento do programa de cuidados básicos à saúde junto 
a médicos e coordenadores, pesquisa assuntos pertinentes à motivação dos técnicos 
e seleciona e capacita os agentes de saúde segundo as necessidades da comunidade. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
71. CESPE – TRE/BA – Psicologia – 2009. 
A abordagem psicanalítica investiga dados pertinentes à relação dos 
indivíduos e suas influências nos conflitos, realiza psicoterapia especificamente 
grupal, baseada na psicodinâmica, identifica sintomas que indiquem aspectos da 
subjetividade do sujeito e promove grupos de reflexão entre membros do programa e 
da comunidade. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
72. CESPE – TRE/BA – Psicologia – 2009. 
O psicólogo educacional planeja programas de educação em prevenção e 
promoção de saúde da criança —, relativos à educação sexual — e da mulher — nos 
cuidados com a gravidez e com os filhos — e delega aos agentes a atuação junto à 
comunidade, organizando atividades de lazer, eventos contra estresse e atividades 
relativas à qualidade de vida na terceira idade. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
73. CESPE – TRE/BA – Psicologia – 2009. 
A abordagem psicodramática descreve como se dá a relação dos sujeitos como 
seres no mundo, procurando compreender não apenas a casualidade, mas também 
maneira como esta se estruturou, e promovendo reflexões críticas acerca de temas 
diversos entre membros do programa e da comunidade. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
74. CESPE – TRE/BA – Psicologia – 2009. 
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A abordagem fenomenológica promove debates em grupos, com a finalidade 
de construir melhores relações entre sujeitos inseridos em suas famílias e na 
comunidade, mediante de dinâmicas de grupos e outras técnicas de psicoterapia em 
grupo. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
75. CESPE – DEPEN – Psicólogo – 2013 
No que diz respeito ao processo de adoecimento e ao enfrentamento da 
doença, julgue os itens a seguir. 
Os pacientes na terceira idade, assim como os em estágio terminal, podem 
suscitar nos membros da equipe de saúde que os assiste sentimentos de angústia 
relacionados à morte. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
76. CESPE – DEPEN – Psicólogo – 2013 
Na terceira idade, a fase do ciclo vital em que ocorre um maior número de 
perdas, os indivíduos adquirem maior consciência da finitude da vida, o que os 
permite temer menos a morte do que as pessoas em outras etapas da vida. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
77. CESPE – DEPEN – Psicólogo – 2013 
O convívio com pacientes em estágio terminal pode suscitar angústias nos 
profissionais de saúde, os quais devem ser preparados para lidar com os sentimentos 
decorrentes dessa relação, uma vez que a eles cabe encorajar os pacientes a encarar 
a morte como desafio e obstáculo. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
78. CESPE – DEPEN – Psicólogo – 2013 
A atuação do psicólogo hospitalar em casos de pacientes com doenças 
terminais é fundamental, podendo ele ajudar esses pacientes na experimentação de 
sentimentos e angústias que podem ocorrer nessas situações em que a morte é o 
tema central. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
79. CESPE – DEPEN – Psicólogo – 2013 
Compete aos profissionais de saúde discutir e refletir sobre as angústias e os 
sentimentos comumente presentes em pacientes com doenças terminais, a fim de 
que possam oferecer subsídios a esses pacientes.( ) Certo ( ) Errado 
 
80. CESPE – DEPEN – Psicólogo – 2013 
Jeniffer, casada havia cinco anos com Mário, deu à luz, havia duas semanas, a 
Amanda, a segunda filha do casal, que já tinha um filho. Devido a complicações na 
gestação, a bebê nasceu prematura, com 26 semanas e, imediatamente após o parto, 
foi internada na UTI neonatal do hospital. 
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Com base no caso acima, julgue os próximos itens, relativos às intervenções 
do psicólogo no contexto hospitalar. 
Diante da possibilidade de morte iminente da bebê, o psicólogo deve 
antecipar essa informação à família, juntamente com toda a equipe, devendo, ainda, 
adotar medidas para que a família não se aproxime da bebê, dada a possibilidade de 
ocorrência de vivências traumatizantes e ansiogênicas. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
81. CESPE – DEPEN – Psicólogo – 2013 
O apoio e a escuta do psicólogo a toda família (Jeniffer, Mário e filho mais velho 
do casal) poderão viabilizar a criação de pontos de referências e a ressignificação e 
elaboração desse contexto de internação por essa família. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
82. CESPE – DEPEN – Psicólogo – 2013 
A qualidade da sobrevivência de Amanda depende dos seus primeiros 
instantes de vida; e a experiência de descontinuidade precoce e abrupta, a internação 
logo após o nascimento, é vivenciada pela bebê e por todos os seus familiares. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
83. CESPE – DEPEN – Psicólogo – 2013 
O psicólogo responsável por atender à família deverá considerar, em sua 
intervenção, o momento evolutivo da bebê e as questões psíquicas que envolvem a 
realização de internação neonatal. 
( ) Certo ( ) Errado 
Gabarito: C 
Comentários: Perfeito! Esses dados acerca do bebê e de suas condições constituem 
a base através da qual o psicólogo irá planejar sua intervenção. 
 
84. CESPE – DEPEN – Psicólogo – 2013 
O psicólogo responsável por atender à família deverá viabilizar a comunicação 
de Mário e Jeniffer com a equipe de profissionais da UTI, mas deverá ser a única 
referência para a família nesse espaço, devido à rotatividade de profissionais nesse 
processo e à necessidade de escuta da família, que pode estar angustiada em face das 
possíveis perdas. 
( ) Certo ( ) Errado 
Gabarito: E 
Comentários: Não deve ser a única referencia! Os pais podem ter acesso a todos os 
profissionais que trabalham no caso. 
 
85. CESPE – DEPEN – Psicólogo – 2013 
1. A atuação do psicólogo no combate ao uso de drogas é voltada para os 
âmbitos primário e secundário de atenção à saúde, os quais abrangem as seguintes 
atividades: atendimento psicoterápico individual e em grupo; grupo de 
psicoprofilaxia; atendimento em ambulatório; psicodiagnóstico; consultoria; 
interconsultoria. 
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( ) Certo ( ) Errado 
 
86. CESPE – MPU – Psicólogo – 2013 
Um funcionário público, de cinquenta e quatro anos de idade, procurou o 
serviço de saúde do órgão em que trabalhava por apresentar um quadro álgico 
importante, que o incomodava havia aproximadamente um ano. Realizados os 
exames, foi diagnosticada uma condição crônica que explicava os sintomas álgicos e 
indicada cirurgia que poderia minorar, mas não curar a dor, e atrasar a evolução da 
doença. O paciente entrou em processo de ansiedade, e a intensidade da dor 
aumentou. O médico responsável decidiu afastar o servidor do trabalho por trinta 
dias, em licença médica, e o encaminhou para o serviço de psicologia, solicitando 
intervenção complementar no tratamento da dor e auxílio psicológico para favorecer 
a decisão do paciente de se submeter ou não ao ato cirúrgico. 
Considerando a situação hipotética acima apresentada, julgue os itens 
subsequentes com relação aos aspectos éticos e técnicos para assistência cognitivo-
comportamental ao paciente em questão. 
O paciente sofre de dor crônica e pode se beneficiar da intervenção psicológica 
para alívio da dor, desde que não lhe seja ministrada medicação álgica enquanto 
durar o tratamento psicológico. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
87. CESPE – MPU – Psicólogo – 2013 
De acordo com a teoria do gate control, ou teoria do portão, técnicas de 
meditação, como atenção plena, e técnicas de distração podem minorar a percepção 
de dor do paciente porque estímulos cerebrais descendentes estimulam o 
fechamento do chamado portão, pelo qual passa, ascendendo pela espinha dorsal, o 
estímulo álgico, que se encaminha até o hipotálamo. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
88. CESPE – MPU – Psicólogo – 2013 
O questionário de dor McGill é indicado como instrumento para avaliar as 
dimensões qualitativas e quantitativas da dor desse paciente, pois inclui descritores 
afetivos, sensitivos e avaliativos, além dos índices de dor. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
89. CESPE – MPU – Psicólogo – 2013 
A inclusão da família no processo de assistência psicológica ao paciente nesse 
momento é, em princípio, adequada e relevante. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
90. CESPE – MPU – Psicólogo – 2013 
O psicólogo deve estimular o paciente a realizar a cirurgia, pois cabe a esse 
profissional apoiar a indicação do procedimento e dessensibilizar o paciente em 
relação às ameaças percebidas quanto à cirurgia. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
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91. CESPE – MPU – Psicólogo – 2013 
No caso em exame, a interdisciplinaridade seria especialmente benéfica ao 
paciente, porque ele contaria com a assistência do psicólogo, do médico responsável 
e de outros profissionais de saúde que poderiam discutir o caso em conjunto, 
oferecendo-lhe assistência integral. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
92. CESPE – MPU – Psicólogo – 2013 
Julgue os itens a seguir acerca de iniciativas e procedimentos de um serviço 
de saúde e dos aspectos relacionados à doença e ao adoecimento. 
Fatores psicológicos agudos e crônicos são associados ao maior risco de 
doenças cardíacas e às manifestações agudas da doença, como o infarto do 
miocárdio. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
93. CESPE – MPU – Psicólogo – 2013 
Evidências clínicas apontam para a hipótese de que o estresse esteja 
associado ao funcionamento endócrino e imunológico e esteja relacionado, com 
frequência, ao processo de adoecimento. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
94. CESPE – MPU – Psicólogo – 2013 
Embora as estratégias de enfrentamento a doenças sejam específicas para 
cada indivíduo, as pessoas reagem da mesma maneira diante de qualquer processo 
de adoecimento. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
95. CESPE – MPU – Psicólogo – 2013 
A oferta de um serviço de assistência em grupo para tratamento do tabagismo 
é uma iniciativa de cuidados terciários que pode prevenir a ocorrência de câncer e 
doenças pulmonares. 
( ) Certo ( ) Errado 
 
96. COMPERVE – UFRN - Psicólogo Clínico – 2017 
Na perspectiva da clínica, a psicologia da saúde pode ser compreendida como 
a) o modelo de abordagem interdisciplinar, restrita ao nível secundário de 
atendimento e com atuação limitada a hospitais, característica de atuação 
institucional, na qual o trabalho do psicólogo é independente do serviço médico. 
b) a área que aplica conhecimentos científicos específicos da psicologia sobre as 
interrelações entre componentes emocionais, cognitivos, sociais e biológicos da 
saúde e da doença para promoção e manutenção da saúde, prevenção, tratamento e 
reabilitação da doença e da incapacidade. 
c) a abordagem baseada na premissa de que conflitos internos ou estilos de 
personalidade causam doenças e, desequilibram a dimensão emocional dos 
indivíduos,o que acarreta danos nos planos comportamentais, cognitivos e sociais. 
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d) o campo interdisciplinar em que médicos e psicólogos trabalham com base na 
pesquisa, atuando de forma independente, na área específica de suas atribuições e 
competências, de modo a favorecer a saúde do individuo de maneira holística. 
 
97. COMPERVE – UFRN - Psicólogo Clínico – 2015 
Em 2004, o Ministério da Saúde implementa o PNH (Projeto Nacional de 
Humanização), publicando a cartilha sobre a Clínica Ampliada, dentro do Projeto 
HumanizaSUS, reconhecendo que o fator humano estava ausente do nosso sistema 
de saúde. Assim, a clínica ampliada em Psicologia consiste em 
a) uma prática que envolve atendimento multidisciplinar à problemática vivenciada 
pelo paciente. 
b) uma prática que pode envolver várias abordagens psicológicas , de acordo com o 
paciente em questão. 
c) uma prática comprometida com o contexto sócio-político-cultural das pessoas, 
considerando especificidades dos significados e sentidos, e com os aspectos 
ambientais, culturais, sociais, etc. 
d) uma prática que está atenta para além das queixas psicológicas, integrando 
também os aspectos biológicos. 
 
98. COMPERVE – UFRN – Psicólogo Clínico – 2015 
Todos os anos são registrados cerca de 10.000 suicídios no Brasil, o que é considerado 
um grave problema de saúde pública. Os principais fatores de risco dessa 
problemática são: 
A) presença de doença mental, ser do sexo feminino, relato de pensamento suicida e 
conflitos familiares. 
B) tentativa prévia de suicídio, presença de doença mental, sentimento de 
desesperança e ser do sexo masculino. 
C) história familiar de suicídio, depressão, ser do sexo feminino, ser de meia idade. 
D) ser jovem, fazer uso de drogas, introversão e isolamento social. 
 
99. COMPERVE – UFRN – Psicólogo Social – 2009 
O conceito atual de saúde é 
A) expressão de felicidade e prazer constantes. 
B) resultado da produção social expressa pela qualidade de vida individual ou 
coletiva. 
C) condição de existência das pessoas no seu aspecto individual. 
D) conseqüência de acesso a bens de consumo e lazer. 
 
100. COMPERVE – UFRN – Psicólogo Social – 2009 
Na relação entre o terapeuta e o paciente, nos serviços ambulatoriais de saúde 
mental, verifica-se que 
A) o paciente, ao escolher o profissional, está ciente das diferenças culturais que 
existem. 
B) os pacientes, em sua maioria, verbalizam a existência de conflito, com clara 
demanda de atendimento psicológico. 
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C) a autoridade atribuída ao terapeuta, por seu saber, é recoberta fortemente pela 
marca do poder de sua classe. 
D) as características vinculadas ao modo de inserção na escala social são 
compartilhadas por ambos. 
 
101. COMPERVE – UFRN – Psicólogo Social – 2009 
Ao longo de sua história, o hospital tem desempenhado diferentes atribuições. 
Atualmente, 
A) no entanto, ele ainda age, prioritariamente, como um controlador social de 
produção. 
B) ele consiste em uma prática concreta, mas foi transformado num mecanismo 
coordenador de atenção. 
C) os trabalhos de equipe possibilitam que os agentes mantenham controle global do 
trabalho no hospital. 
D) o claro domínio na relação médico-paciente não existe mais, no hospital. 
 
102. COMPERVE – UFRN – Psicólogo Social – 2009 
O acompanhamento psicológico conduzido em ambulatórios de hospitais gerais é 
proposto a pacientes 
A) cujo problema emocional guarde estreita ligação com a patologia orgânica. 
B) que apresentem uma demanda por atenção primária em saúde mental. 
C) cuja questão psicológica não seja conseqüência de uma patologia funcional 
orgânica. 
D) que tenham sido encaminhados por serviços de saúde mental de sua região. 
 
103. COMPERVE – UFRN – Psicólogo Social – 2009 
A interconsulta, como uma das formas de atuação do psicólogo nas instituições de 
saúde, tem como principal objetivo 
A) oferecer atendimento terapêutico aos psicólogos que atuam nessas instituições. 
B) avaliar administrativamente o desempenho da equipe. 
C) estimular os profissionais de saúde a promoverem sua auto-análise. 
D) avaliar os serviços prestados pela equipe à instituição. 
 
104. COMPERVE – UFRN – Psicólogo Social – 2009 
A atuação do psicólogo em atendimento a um paciente em estágio terminal de uma 
doença, inclui 
A) levar o paciente a aderir melhor ao tratamento. 
B) permitir o prolongamento da vida. 
C) trabalhar com o material que o paciente manifestar. 
D) orientar familiares quanto à evolução do estado psíquico do paciente. 
Gabarito: C 
Comentários: Qual o objetivo da atuação do psicólogo nesses casos? Sempre 
trabalhar com o material que o paciente manifestar, e dar suporte à família. 
 
105. COMPERVE – UFRN – Psicólogo Social – 2009 
O papel fundamental da atuação do psicólogo, em uma equipe multiprofissional, é 
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A) integrar os profissionais da equipe, possibilitando ações de tratamento conjuntas. 
B) ensinar os psicólogos a trabalharem em equipe nas diversas ações terapêuticas. 
C) desmistificar preconceitos e resistências dos psicólogos da equipe quanto à 
terapêutica. 
D) desmistificar os preconceitos e as resistências quanto à atividade do psicólogo. 
Gabarito: D 
Comentários: Apesar da banca ter divulgado que o gabarito é a letra D, a A é a correta, 
em minha modesta opinião. 
 
106. COMPERVE – UFRN – Psicólogo Social – 2009 
São os seguintes os três tipos de discursos estratégicos que, no Brasil, desenharam as 
linhas no campo da Saúde Mental: 
A) psiquiátrico, organicista e institucional. 
B) organicista, preventivista e psicoterápico. 
C) sociológico, institucional e psicológico. 
D) sociogenético, psicogenético e organicista. 
 
107. COMPERVE – UFRN – Psicólogo Social – 2009 
No Brasil, atualmente, a assistência em Saúde Mental procura romper com uma 
prática ambulatorial centrada na avaliação diagnóstica e na medicalização. 
Esse processo de ruptura pode ser entendido como uma 
A) construção de um novo paradigma. 
B) modernização do modelo atual, em relação ao anterior. 
C) humanização do sistema de saúde. 
D) metamorfose em um modelo ambulatorial. 
 
108. COMPERVE – UFRN – Psicólogo Social – 2009 
Em suas atividades de contato com as pessoas, o psicólogo pode deparar com 
copping, que é a 
A) alteração da expressão afetiva. 
B) capacidade de auto-reconhecimento. 
C) alteração de personalidade esquizóide. 
D) capacidade de enfrentamento. 
 
 
 
 
Questões Comentadas e Gabaritadas 
1. INSTITUTO AOCP - UFPB – Psicólogo – 2019 
Dentre os dispositivos clínicos utilizados pelo psicólogo, há aquele entendido como 
uma proposta voltada para a melhoria das relações entre os serviços de saúde e os 
usuários do serviço, primando-se pela escuta, pelo processamento da demanda dos 
sujeitos e, quando possível, pela resolução imediata do problema. Assinale a 
alternativa que corresponde a esse dispositivo. 
A Integralidade. 
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B Acolhimento. 
C Formação de vínculo. 
D Aliança terapêutica. 
E Humanização. 
Gabarito: B 
Comentário: Falou em acolhimento e resolutividade em uma única frase, identifique 
sempre: acolhimento. 
 
2. Instituto AOCP - TRT - 1ª REGIÃO (RJ) - Analista Judiciário – Psicologia – 
2018 
O matriciamento, ou apoio matricial em saúde mental, foi formulado a partirdo 
reconhecimento da necessidade de envolver a atenção básica para a efetivação das 
mudanças propostas pela reforma psiquiátrica, sobretudo fortalecendo o vínculo no 
território. Em relação ao matriciamento em saúde mental, é correto afirmar que 
A se constitui enquanto intervenção psicossocial coletiva realizada apenas pelo 
profissional de saúde mental. 
B se caracteriza por realizar encaminhamento ao profissional especializado. 
C é formado pelas seguintes equipes: núcleo de apoio, equipe de referência e equipe 
de apoio matricial. 
D o PTS (Projeto Terapêutico Singular) não é considerado organizador das ações em 
saúde. 
E a interconsulta é o principal instrumento do apoio matricial na atenção primária, 
sendo uma ação colaborativa entre profissionais de diferentes áreas. 
Gabarito: E 
Comentário: Conforme estudamos: Matriciamento ou apoio matricial é um novo 
modo de produzir saúde em que duas ou mais equipes, num processo de construção 
compartilhada, criam uma proposta de intervenção pedagógico-terapêutica. 
 
3. INSTITUTO AOCP - EBSERH - Psicólogo - Hospitalar (HDT-UFT) – 2015 
Recomenda-se que o atendimento da doença crônica diabetes mellitus em hospitais 
seja acompanhado do atendimento psicológico. Os pacientes, ao receberem o 
diagnóstico, apresentam grande ansiedade, e a forma como enfrentam a doença 
pode interferir nos comportamento de autocuidado. Em geral, são atendidos em 
grupo nos hospitais. Os tipos de grupos indicados para trabalhar com essa doença 
são: 
A somente sala de espera. 
B somente grupo de acompanhamento. 
C sala de espera, grupo de acolhimento e grupo de acompanhamento. 
D somente sala de espera e grupo de acolhimento. 
E somente grupo de acolhimento e grupo de acompanhamento. 
Gabarito: C 
Comentários: Questão interessante. Digo interessante por não ter encontrado essas 
expressões dentro de qualquer classificação formal de trabalho com grupos. Entendo 
que o grupo de sala de espera ocorre ANTES da intervenção, o grupo de acolhimento 
ocorre DURANTE a intervenção (ou em paralelo) e o grupo de acompanhamento 
ocorre DEPOIS da intervenção. 
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4. INSTITUTO AOCP - EBSERH - Psicólogo - Hospitalar (HDT-UFT) – 2015 
Os pacientes, em processo de entrevista, que apresentam ganhos quanto ao insight 
A são dependentes químicos. 
B apresentam síndromes demenciais. 
C apresentam síndrome autista. 
D são bipolares em quadro maníaco. 
E são fóbicos. 
Gabarito: E 
Comentários: Péssima questão. O comando da questão está mal elaborado. Deveria 
ser escrito da seguinte forma: são pacientes capazes de obter insight nas entrevistas... 
Pronto, somente o fóbico tem essa chance de forma clara. Os outros naturalmente 
mostram uma desconexão com o entrevistador e apresentam também um 
comprometimento cognitivo por conta do quadro (lembre-se que estamos 
generalizando). 
 
5. INSTITUTO AOCP - EBSERH - Psicólogo - Área Hospitalar (CH-UFPA) - 2016 
A educação em saúde é um campo que possui diversas facetas, constituindo um 
conjunto de práticas das áreas tanto da educação quanto da saúde. A respeito desse 
tema, assinale a alternativa correta. 
A No Brasil, a educação em saúde constituiu-se no âmbito da saúde pública e privada, 
orientando novas práticas. 
B Duas dimensões dessa disciplina se destacam e persistem atualmente: uma 
envolvendo a aprendizagem sobre as doenças e outra caracterizada como promoção 
da saúde pela Organização Mundial da Saúde, incluindo os fatores sociais que afetam 
a saúde. 
C Atualmente, há uma significativa estagnação de programas de pesquisas que 
incluem essa área. 
D A educação em saúde é um processo sistemático, contínuo e permanente que 
objetiva a formação e o desenvolvimento da consciência crítica dos estudiosos na 
busca de soluções para problemas, não sendo ainda acessível à população. 
E A educação em saúde ainda é algo recente e em desenvolvimento, por isso não 
possui embasamento legal, o que tem dificultado o cumprimento de algumas 
normas. 
Gabarito: B 
Comentários: O termo educação em saúde forma-se a partir do campo da saúde 
pública. Somente recentemente é que a iniciativa privada foi considerada e, mesmo 
assim, ainda de forma precária. Há uma constante preocupação governamental e 
também acadêmica na continuidade dos estudos sobre educação em saúde. A 
educação em saúde não é algo recente. 
 
6. INSTITUTO AOCP - 2020 - Prefeitura de Novo Hamburgo - RS - Psicólogo 
Sobre a intersetorialidade e o trabalho em rede, analise as assertivas e assinale 
a alternativa que aponta a(s) correta(s). 
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I. O trabalho em rede tem como objetivo integrar as políticas sociais na 
sua elaboração, execução, monitoramento e avaliação, de modo a 
fragmentar ações, resguardadas as especificidades de cada área. 
II. Processo que cria conexão entre diferentes organizações, a partir da 
compreensão de seu funcionamento, de modo a coordenar interesses 
distintos e fortalecer os comuns, com ações integradas. 
III. Um dos desafios da intersetorialidade é a conjugação de várias ações 
de diferentes secretarias, pois a atuação no mesmo território não garante 
que as ações sejam confrontadas e realizadas em um projeto global. 
A Apenas I. 
B Apenas II. 
C Apenas III. 
D Apenas I e II. 
E Apenas II e III. 
Gabarito: E 
Comentários: Fragmentar? 
 
7. INSTITUTO AOCP - 2018 - TRT - 1ª REGIÃO (RJ) - Analista Judiciário - 
Psicologia 
Em relação ao atendimento às situações de emergência, assinale a alternativa 
correta. 
A De acordo com a Política Nacional de Atenção às Urgências, o acolhimento aos 
casos agudos deve ocorrer em pontos específicos de atenção, de modo a contemplar 
a classificação de risco e a intervenção adequada e necessária aos diferentes agravos.
 
B A crise deve ser definida enquanto acontecimento social e subjetivo, sendo situada 
em relação a um contexto histórico específico e a acontecimentos sociais e familiares, 
levando em conta os dispositivos que participam da produção cultural da mesma. 
C A crise geralmente se manifesta de maneira homogênea nos sujeitos, de modo que 
não ocorre imprevisibilidade. 
D Crises em saúde mental consistem em eventos exclusivamente relacionados à 
negatividade, ao distúrbio, à falta de adaptação, entre outros. 
E A humanização da atenção, garantindo efetivação de um modelo centrado no 
sintoma e baseado nas necessidades de saúde, consiste em uma das diretrizes da 
Política Nacional de Atenção às Urgências. 
Gabarito: B 
Comentários: O acolhimento de casos agudos pode ocorrer inicialmente em 
qualquer ponto da rede. Depois é que ocorre o encaminhamento. A crise geralmente 
se manifesta de maneira heterogênea. 
 
8. INSTITUTO AOCP - 2019 - UFPB – Psicólogo – 2019 
A Carta de Bangkok, escrita em 2005, durante a 6ª Conferência Mundial de Promoção 
da Saúde, fez um apelo para o avanço das ações de promoção de saúde em nível 
mundial, tanto no âmbito pessoal como no empresarial e no governamental. No que 
se refere às ações empresariais e sua relação com a saúde do trabalhador, assinale a 
alternativa correta. 
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A Os cenários locais, as culturas nacionais, o meio ambiente e a distribuição de 
riquezas são determinantes da saúde sobre os quais o setor empresarial apresenta 
pouco ou nenhum impacto. 
B Na dimensão pessoal, o trabalho é o principal regulador da organização da vida 
humana. 
C A responsabilidade de assegurar saúde e segurança no local de trabalho é exclusiva 
do setor governamental. 
D Oadoecimento psíquico está sempre relacionado às condições de trabalho do 
trabalhador. 
E Na perspectiva psicológica, o trabalho é uma categoria central no desenvolvimento 
de si mesmo e uma fonte de autoestima. 
Gabarito: E 
Comentários: As 4 primeiras assertivas são deterministas. Não podem ser aceitas. 
 
9. AOCP - EBSERH - HE-UFPEL - Psicólogo Hospitalar - 2015 
Com relação à psicologia da saúde, assinale a alternativa correta. 
(A) A Psicologia da Saúde tem como objetivo compreender como os fatores 
hereditários influenciam na saúde e na doença. 
(B) Psicologia da Saúde é a disciplina ou o campo de especialização da Psicologia 
que aplica seus princípios, técnicas e conhecimentos científicos para avaliar, 
diagnosticar e curar qualquer problema de ordem física ou mental. 
(C) A Psicologia da Saúde, com base no modelo biopsicossocial, utiliza os 
conhecimentos das ciências biomédicas, da Psicologia Clínica e da Psicologia Social-
comunitária. O trabalho com outros profissionais é imprescindível. 
(D) O psicólogo especialista em Psicologia Hospitalar tem sua função centrada 
nos âmbitos primário e secundário de atenção à saúde. 
(E) O psicólogo hospitalar reúne conhecimentos e técnicas para aplicá-los de 
maneira coordenada e sistemática, visando à melhora da assistência integral do 
paciente hospitalizado, usando estritamente o modelo clínico de atuação. 
Gabarito: C 
Comentários: O modelo é biopsiossocial. Primário, secundário e terciário. A 
psicologia da saúde vai além do modelo clínico. 
 
10. AOCP - EBSERH - HE-UFSCAR - Psicólogo Hospitalar - 2015 
A finalidade principal da Psicologia da Saúde é compreender como é possível, por 
meio de intervenções psicológicas, contribuir para a melhoria do bem-estar dos 
indivíduos e das comunidades. Referente ao assunto, assinale a alternativa correta. 
(A) Os psicólogos da saúde se direcionam para a compreensão da forma como os 
fatores biológicos, financeiros e amorosos influenciam a saúde e a doença. 
(B) A maioria dos psicólogos da saúde trabalha em hospitais, clínicas e 
departamentos acadêmicos de faculdades e universidades onde eles podem 
comandar o subjetivo dos pacientes. 
(C) A Psicologia da Saúde é a aplicação dos conhecimentos e das técnicas 
psicológicas à saúde, às doenças e aos cuidados de saúde, visando à promoção e 
manutenção da saúde e à prevenção da doença. 
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(D) A Psicologia da Saúde está interessada diretamente pela situação, que cabe 
ao foro médico. 
(E) Os psicólogos da saúde administram medicações, com o objetivo de prevenir 
doenças e auxiliar no manejo ou no enfrentamento dessas doenças. 
Gabarito: C 
Comentários: A A erra ao descrever as peculiaridades dos métodos da psicologia. A 
B erra ao falar do foco da psicologia da saúde. A D erra ao endereçar ao foco médico. 
A E erra ao associar à medicação. 
 
11. AOCP - EBSERH - HDT-UFT - Psicólogo Hospitalar - 2015 
A área da psicologia da saúde, que envolve relações humanas e de trabalho, atua 
(A) na depressão pós-infarto do miocárdio. 
(B) na dor de cabeça em decorrência de tensão. 
(C) na dor no peito em ataques de pânico. 
(D) na incontinência fecal e náuseas antecipatórias. 
(E) nos problemas decorrentes de planos de saúde, como o burnout, da equipe de 
saúde. 
Gabarito: E 
Comentários: O campo das relações humanas é o campo organizacional! 
 
12. AOCP - EBSERH - HDT-UFT - Psicólogo Hospitalar - 2015 
Um aspecto da psicologia da saúde que é tema recorrente em pesquisa é/são: 
(A) burnout em instituições hospitalares. 
(B) protocolo de avaliação. 
(C) formação de equipe. 
(D) níveis de atendimento em saúde pública. 
(E) testes de avaliação adequados ao contexto. 
Gabarito: A 
Comentários: O burnout em instituições hospitalares é um tema comum! 
 
13. AOCP - EBSERH - HU-UFJF - Psicólogo Hospitalar - 2015 
O stress é identificado como determinante de inúmeras patologias. Pode-se aliviar o 
stress utilizando técnicas de relaxamento. O relaxamento pode ser utilizado como 
ferramenta auxiliar no atendimento. Esse relaxamento pode ocorrer por hipnose, 
respiração profunda, biofeedback, meditação e visualização, entre outros recursos. 
Recomenda-se NÃO utilizar nenhuma dessas técnicas em pacientes que estejam 
(A) com depressão. 
(B) com dor. 
(C) em aleitamento. 
(D) com psoríase. 
(E) com obesidade. 
Gabarito: A 
Comentários: O biofeedback não é últil ou aconselhado em casos de depressão. 
 
14. AOCP - EBSERH - HU-UFJF - Psicólogo Hospitalar - 2015 
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Ao propor um trabalho clínico no hospital, o psicólogo e a equipe vivenciam outros 
conflitos. Um deles diz respeito ao ritmo de altas e aproveitamento de leitos que pode 
fazer emergir um processo inconsciente: a necessidade de reter o paciente mais ou 
menos tempo que o necessário na hospitalização. Para tanto, a intervenção do 
psicólogo em um trabalho de supervisão poderá contribuir para a elaboração desta 
questão que envolve projeção e introjeção. Do ponto de vista teórico, o tipo de 
conflito citado acima e seu entendimento diz respeito a uma contribuição teórica 
apresentada pela teoria 
(A) da Psicanálise. 
(B) do Psicodrama. 
(C) Cognitiva comportamental. 
(D) da Gestalt. 
(E) Humanista. 
Gabarito: A 
Comentários: Falou em inconsciente, falou em psicanálise. 
 
15. AOCP - EBSERH - HU-UFJF - Psicólogo Hospitalar - 2015 
O efeito que expressa o mecanismo de potencialização dos ganhos terapêuticos 
obtidos pela técnica focal é nomeado 
(A) efeito iatrogênico. 
(B) efeito de adaptação. 
(C) efeito carambola. 
(D) efeito ansiogênico. 
(E) efeito histriônico. 
Gabarito: C 
Comentários: Efeito que se espalha para outras áreas da vida: efeito carabola. 
 
16. AOCP - EBSERH - HU-UFMS - Psicólogo Hospitalar - 2014 
A respeito dos fundamentos e princípios da Psicologia da Saúde, analise as assertivas 
e assinale a alternativa que aponta a(s) correta(s). 
I. A psicologia da saúde é a aplicação de princípios e pesquisas psicológicas para a 
melhoria da saúde e a prevenção e o tratamento de doenças. 
II. A psicologia da saúde é a aplicação de princípios e pesquisas sociológicas para a 
melhoria da saúde e a prevenção e o tratamento de doenças. 
III. A psicologia da saúde caracteriza-se pela evitação de princípios e pesquisas 
psicológicas para a melhoria da saúde e a prevenção e o tratamento de doenças. 
IV. A psicologia da saúde é a aplicação de princípios e pesquisas filosóficas para a 
melhoria da saúde e a prevenção e o tratamento de doenças. 
(A) Apenas I. 
(B) Apenas III. 
(C) Apenas I e IV. 
(D) Apenas II, III e IV. 
(E) I, II, III e IV. 
Gabarito: A 
Comentários: Não utiliza as pesquisas/princípios sociológicos ou filosóficos, não 
evitamos princípios e pesquisas psicológicas. 
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17. AOCP - EBSERH - HU-UFMS - Psicólogo Hospitalar - 2014 
Em relação aos objetivos da psicologia da saúde, analise as assertivas e assinale a 
alternativa que aponta a(s) correta(s). 
I. Estudar de forma não científica as causas e origens de determinadas doenças. 
II. Na identificação da etiologia e no diagnóstico relacionado à saúde, à doença e às 
disfunções, bem como no aperfeiçoamento do sistema de política da Saúde. 
III. Atuar no sustento da profilaxia, pela falta de compreensão pedagógica e científica. 
IV. Aplicação dos conhecimentos e das técnicas psicológicas à saúde. 
(A) Apenas I. 
(B) Apenas II e III. 
(C) Apenas II e IV. 
(D) Apenas II, III e IV. 
(E) I, II, III e IV. 
Gabarito: C 
Comentários:Estudar de forma científica. 
 
18. AOCP - EBSERH - HU-UFMS - Psicólogo Hospitalar - 2014 
O contexto, em que a mensagem central da psicologia da saúde é que a saúde e a 
doença estão sujeitas a influências psicológicas, denomina-se 
(A) contexto social. 
(B) contexto biológico. 
(C) contexto psicológico. 
(D) contexto físico. 
(E) contexto médico. 
Gabarito: C 
Comentários: Esse é o campo psicológico. 
 
19. AOCP - EBSERH - HU-UFMS - Psicólogo Hospitalar - 2014 
São tendências que moldaram a psicologia da saúde: 
(A) a diminuição da expectativa de vida em mais de 20 anos. 
(B) o reconhecimento de fatores psicológicos e sociais na influência dos 
comportamentos. 
(C) o fortalecimento do modelo biomédico. 
(D) a ineficiência das abordagens em promoção da saúde e a prevenção de doenças, 
com relação a cistos no tratamento de saúde. 
(E) a ineficácia de fatores psicológicos e sociais na influência dos comportamentos. 
Gabarito: B 
Comentários: O crescimento do reconhecimento dos fatores psicológicos e sociais 
nos comportamentos humanos. 
 
20. AOCP - EBSERH - HUCAM-UFES - Psicólogo Hospitalar - 2014 
A inserção do psicólogo nas equipes de atenção primária à saúde (APS) ainda é muito 
discutida e recente. Entendendo que esse profissional tem um olhar que valoriza o ser 
humano e a integração com o meio, assinale a alternativa INCORRETA sobre a 
atuação na atenção primária. 
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(A) O psicólogo na APS tem a possibilidade de trabalhar com a promoção à saúde, 
entendendo que a APS visa não somente á prevenção. 
(B) O psicólogo pode assumir um papel de facilitador na relação médico-paciente. 
(C) O psicólogo possibilita a integração da equipe de saúde junto à comunidade 
fazendo meio entre população e equipe de saúde. 
(D) Uma das possibilidades na atuação é a promoção do autocuidado na saúde 
mental, pois a saúde física conta com enfermeiros especializados. 
(E) A desestigmatização do problema de saúde intervindo junto à comunidade e 
pacientes pode ser promovida pelo psicólogo. 
Gabarito: D 
Comentários: A segunda parte da D tá bem sem noção. 
 
21. AOCP - EBSERH - HULW-UFPB - Psicólogo Hospitalar - 2014 
Sobre o termo “Psicologia da Saúde”, assinale a alternativa INCORRETA. 
(A) A Psicologia da Saúde dá ênfase ao papel desempenhado pelos fatores 
psicológicos nas causas, progressão e consequências da saúde e da doença. 
(B) A Psicologia da Saúde defende que a mente e o corpo interagem. 
(C) A Psicologia da Saúde veio desafiar a cisão mente e corpo, ao propor um papel 
para a mente, tanto na causa como no tratamento da doença. 
(D) A Psicologia da Saúde difere da medicina Psicossomática, da saúde 
Comportamental e da Medicina Comportamental, uma vez que a investigação 
realizada em Psicologia da Saúde é própria da disciplina da Psicologia. 
(E) A Psicologia da Saúde sugere que os seres humanos devem ser vistos como 
sistemas complexos e que a doença é causada por um único fator causal. 
Gabarito: E 
Comentários: A doença é multicausal. 
 
22. AOCP - EBSERH - HULW-UFPB - Psicólogo Hospitalar - 2014 
Pode-se afirmar que são tendências que moldaram a Psicologia da Saúde, EXCETO 
I. aumento da expectativa de vida. 
II. o surgimento de transtornos relacionados com o estilo de vida. 
III. alterações do modelo biomédico. 
IV. diminuição dos custos do atendimento em saúde. 
(A) Apenas I. 
(B) Apenas IV. 
(C) Apenas I e II. 
(D) Apenas II, III e IV. 
(E) I, II, III e IV. 
Gabarito: A 
Comentários: Eu entraria com recurso nessa questão. Todas as assertivas (I, II, III e 
IV) estão corretas! Logo, não tem gabarito! 
 
23. AOCP - EBSERH - HULW-UFPB - Psicólogo Hospitalar - 2014 
De acordo com as perspectivas em psicologia da saúde, aquela que se concentra 
importantes aspectos da saúde e da doença relacionados com a idade denomina-se 
(A) perspectiva sociocultural. 
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(B) perspectiva de gênero. 
(C) perspectiva biopsicossocial. 
(D) perspectiva do curso de vida. 
(E) perspectiva socioambiental. 
Gabarito: D 
Comentários: Estamos diante da evolução das pessoas, ao longo do tempo, no 
ambiente. É a perspectiva do curso de vida. 
 
24. AOCP - EBSERH - HULW-UFPB - Psicólogo Hospitalar - 2014 
Comparando os métodos de pesquisa em psicologia da saúde, com o método de 
coleta de dados, relacione as colunas e assinala a alternativa com a sequência 
correta. 
1. Estudos descritivos. 
2. Estudos observacionais. 
3. Estudos experimentais. 
4. Estudos epidemiológicos. 
A. Comparação estatística de grupos experimentais e de controle. 
B. Estudos de casos, inquéritos, entrevistas, observações naturalísticas. 
C. Inquéritos, entrevistas ou observações que revelem uma correlação estatística que 
permita previsões. 
D. Comparações estatísticas entre grupos expostos a diferentes fatores de risco. 
(A) 1B – 2C – 3A – 4D. 
(B) 1C – 2A – 3D – 4B. 
(C) 1D – 2B – 3A – 4C. 
(D) 1B – 2A – 3D – 4C. 
(E) 1B – 2A – 3C – 4D. 
Gabarito: B 
Comentários: Temos 
1. Estudos descritivos. C. Inquéritos, entrevistas ou observações que revelem uma 
correlação estatística que permita previsões. 
2. Estudos observacionais. A. Comparação estatística de grupos experimentais e de 
controle. 
3. Estudos experimentais. D. Comparações estatísticas entre grupos expostos a 
diferentes fatores de risco. 
4. Estudos epidemiológicos. B. Estudos de casos, inquéritos, entrevistas, 
observações naturalísticas. 
 
25. AOCP - EBSERH - HULW-UFPB - Psicólogo Hospitalar - 2014 
Em psicologia da saúde os comportamentos ou hábitos relacionados ao estilo de vida 
que prejudicam a saúde são chamados 
(A) imunógenos comportamentais. 
(B) patógenos comportamentais. 
(C) distintos comportamentais. 
(D) omissos comportamentais. 
(E) diversos comportamentais. 
Gabarito: D 
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Comentários: Faço nem ideia de onde essa saiu. Se souber, me avise! 
 
26. AOCP - EBSERH - HUSM-UFSM - Psicólogo Hospitalar - 2014 
O profissional da Psicologia, ao ser reconhecido na área da saúde e adentrar em 
hospitais, unidades básicas de saúde, entre outros, passa a compor a equipe de 
saúde. Sobre essa relação, assinale a alternativa INCORRETA. 
(A) Cabe ao psicólogo, na equipe de saúde, conversar e analisar o caso de seus 
pacientes de forma conjunta, sempre mantendo o sigilo e preservando seus 
pacientes. 
(B) Entendendo que a equipe de saúde é composta por profissionais de vários 
saberes, é importante que o psicólogo utilize em seu diálogo/escrita linguagem clara 
e objetiva, evitando termos técnicos e específicos da Psicologia. 
(C) A integração da equipe de saúde é imprescindível para que o atendimento e o 
cuidado atinjam a amplitude do conceito de saúde. 
(D) Os psicólogos muitas vezes ocupam o lugar de “tradutores” entre os médicos e os 
usuários, possibilitando uma melhor qualidade na relação entre eles. 
(E) A Psicologia Hospitalar busca comprometer-se com questões ligadas apenas à 
qualidade de vida dos usuários, eximindo-se das questões relacionadas aos 
profissionais da equipe de saúde. 
Gabarito: E 
Comentários: A psicologia hospitalar vai além das questões de qualidade de vida. 
Atua também com questões relacionadas aos profissionais da equipe de saúde. 
 
27. AOCP - EBSERH - HUJM-UFMT - Psicólogo Hospitalar - 2014 
A partir do relato a seguir, assinale a alternativa correta considerando as 
possibilidades de diagnóstico para o caso. 
“B. é uma puérpera de 37 anos que precisou fazer tratamentos para conseguirengravidar. Com uma gestação de risco, teve várias internações e a última durou 40 
dias; nessa, permaneceu em repouso até que o bebê nascesse. Ao nascer prematuro, 
o bebê ficou internado mais alguns dias. Após uma semana com o bebê, B. encontra-
se muito chorosa e seu médico, ao passar na visita diária, pede o acompanhamento 
do Serviço de Psicologia.” 
(A) O caso descreve um clássico da literatura médica, psiquiátrica e psicológica: a mãe 
encontra-se em depressão pós-parto e vai precisar ser medicada para conseguir ficar 
bem e cuidar de seu bebê. 
(B) Como a paciente ficou muito tempo internada, o que pode estar acontecendo é o 
que chamamos de “hospitalismo”. 
(C) O caso descrito exemplifica o que chamamos de “baby blues”, ou seja, um período 
após o nascimento do bebê em que a mãe pode ficar chorosa, depressiva e romper 
com a realidade. 
(D) Deve-se considerar o longo período de internação; longe de casa, da autonomia e 
da independência, além da adaptação à nova função: ser mãe, que exige da mulher a 
mudança da postura de filha para assumir o novo papel. 
(E) Em casos de bebê prematuros, a mãe fica chorosa e com dificuldades em aceitar 
que a gestação não completou 40 semanas. 
Gabarito: E 
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Comentários: Não temos hospitalismo aqui, mas a dificuldades em aceitar que a 
gestação não completou 40 semanas (prematuro). Há, portanto, um risco! 
 
28. AOCP - EBSERH - HUJM-UFMT - Psicólogo Hospitalar - 2014 
“O. é um homem de 37 anos que trata câncer no abdômen há três anos; já não fala, se 
alimenta por sonda e quase não responde a estímulos. A fase terminal de seu câncer 
levou a família e o próprio paciente a aceitarem os cuidados paliativos”. Sobre 
Cuidados Paliativos, Terminalidade e Comunicação de Más Notícias, assinale a 
alternativa INCORRETA. 
(A) Cuidados Paliativos correspondem a cuidados a pacientes que não respondem ao 
tratamento curativo, buscando oferecer qualidade de vida em tempo de morte. 
(B) A Comunicação de Más Notícias tem apenas caráter informativo. 
(C) São considerados pacientes terminais aqueles que possuem uma doença em 
estado avançado, progressivo e incurável. 
(D) Uma das bases dos Cuidados Paliativos é o enfoque na atenção integral, ou seja, 
aspectos físicos, emocionais, sociais e espirituais. 
(E) A Comunicação de Más Notícias, quando realizada de um modo inteligente e 
continuado, em um lugar adequado, contribui para minimizar o sofrimento do 
paciente e da família. 
Gabarito: B 
Comentários: Apenas caráter informativo? UAAAAAAU! 
 
29. AOCP - EBSERH - HUJM-UFMT - Psicólogo Hospitalar - 2014 
A partir do caso a seguir, assinale a alternativa que aponta a temática a ser trabalhada 
durante a internação. 
“C. é uma mulher de 21 anos que chega ao hospital com cetoacidose diabética, 
apresentando glicemia com valor superior a 700. A paciente é diretamente 
encaminhada para a UTI e a família informa à equipe que C. tem diabetes mellitus há 
9 anos e não segue corretamente a dieta, bem como não faz as correções de insulina”. 
(A) Rotinas da UTI. 
(B) Relação com a juventude e a doença. 
(C) Dificuldades de adesão ao tratamento. 
(D) Vergonha de corrigir a glicemia na frente dos amigos. 
(E) Não envolvimento da família no cuidado. 
Gabarito: C 
Comentários: não segue corretamente a dieta, bem como não faz as correções de 
insulina = Dificuldades de adesão ao tratamento. 
 
30. AOCP - EBSERH - HUJM-UFMT - Psicólogo Hospitalar - 2014 
A partir do caso exposto a seguir, assinale a alternativa que corresponde ao foco mais 
adequado a ser trabalhado na intervenção do psicólogo hospitalar junto à mãe. 
“C. acaba de dar a luz a seu primeiro filho. Está casada há pouco mais de um ano e já 
planejava a gestação. Durante os nove meses, realizou o pré-natal e sempre estava 
tudo bem com ela e com o bebê. Depois que o bebê nasceu, no segundo dia de 
hospital, quando estavam prestes a ter alta, o menino apresentou a respiração muito 
cansada. Após exames constatou-se uma má formação no pulmão, sendo 
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encaminhado para a UTI neonatal. A mãe foi embora em alta e voltava nas visitas, 
porém sempre chorosa e quase não entrava em contato com o bebê” 
(A) Pré-natal mal realizado, que não constatou a má formação. 
(B) Pré-cirúrgico do parto cesárea. 
(C) Envolvimento do pai na relação de cuidado. 
(D) Expectativa frente ao bebê e o desajuste entre o bebê ideal e o real. 
(E) Expectativa de vida do bebê. 
Gabarito: A 
Comentários: Temos um péssimo pré-natal. 
 
31. AOCP - EBSERH - HUSM-UFSM - Psicólogo Hospitalar - 2014 
Considerando o caso descrito a seguir, assinale a alternativa INCORRETA. 
“Márcia é uma mulher de 39 anos que está hospitalizada por trabalho de parto 
prematuro com 21 semanas. A paciente fez 9 anos de tratamento para engravidar e 
durante esse tempo teve 3 abortos espontâneos. Encontra-se muito ansiosa e seu 
médico solicitou acompanhamento psicológico, porém não falou à Márcia. Sendo 
assim, ao chegar para atendê-la, Márcia diz ao psicólogo que não pediu para ser 
atendida e recebe mal o atendimento psicológico’”. 
(A) Geralmente a solicitação de atendimento psicológica é feita pelo médico, 
enfermagem e família. 
(B) Uma estratégia usada pelo psicólogo, nesse caso, é conversar com a paciente 
sobre os supostos motivos que levaram o médico a pensar que o atendimento 
psicológico será benéfico. 
(C) Faz-se importante conversar com a paciente a fim de explicar o que é o 
atendimento psicológico, desfazendo possíveis fantasias em relação à Psicologia. 
(D) Mesmo se a paciente, após apresentação do Serviço de Psicologia, ainda se 
recusar ao atendimento, é importante ao profissional se colocar à disposição e 
informar onde poderá ser encontrado no hospital, uma vez que a paciente pode 
mudar de ideia. 
(E) Não é correto o psicólogo se oferecer ao atendimento, pois é sempre o paciente 
que procura o psicólogo 
Gabarito: E 
Comentários: A iniciativa pode partir do psicólogo sim! 
 
32. AOCP - EBSERH - HUSM-UFSM - Psicólogo Hospitalar - 2014 
Considerando o caso descrito a seguir, assinale a alternativa que NÃO corresponde à 
situação. 
“J. é uma recém-nascida prématura. Quando sua mãe ainda estava na 27ª semana de 
gestação, que era de risco, devido ao aumento da pressão arterial, foi preciso realizar 
cesárea devido às condições de saúde da gestante. Sendo assim, o bebê precisou ficar 
na UTI pré-natal por 32 dias. Durante esse tempo, sua mãe e a família em geral 
visitaram J. apenas durante os três primeiros dias, quando a mãe ainda estava 
hospitalizada no pós-cesárea.” 
(A) Muitos profissionais da saúde ainda têm dificuldades em reconhecer e considerar 
as necessidades afetivas dos bebês, ainda que muitas pesquisas atuais demonstrem 
essas. 
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(B) A privação materna ocorrerá se o bebê for afastado dos cuidados de sua mãe e 
será relativamente suave se essa criança passar a receber cuidados de outros 
indivíduos conhecidos. 
(C) O fato da criança receber mais visitas da mãe e ter mais contato com a equipe 
aumenta o nível de infecções. 
(D) Além dos cuidados de higiene e alimentação, também é necessário afeto e 
estímulos a bebês e crianças. 
(E) Segundo Spitz (1945), se a privação durar mais de quatro ou cinco meses, os danos 
podem ser irreversíveis. 
Gabarito: C 
Comentários: Mais risco de infecção? De onde isso? 
 
33. AOCP - EBSERH - HUSM-UFSM - Psicólogo Hospitalar - 2014 
“O paciente precisará passar por um processopsicológico de elaboração de perda e 
reestruturação de sua imagem corporal e, consequentemente, reorganização do seu 
eu físico”. 
O psicólogo hospitalar depara-se com várias situações em sua atuação. A partir da 
descrição apresentada, assinale a alternativa INCORRETA acerca do procedimento 
correspondente. 
(A) Amputação de membro inferior. 
(B) Mastectomia (retirada da mama). 
(C) Histerectomia (retirada do útero). 
(D) Polidactilia (retirada de dedo extranumerário). 
(E) Endoscopia. 
Gabarito: E 
Comentários: Na endoscopia não há perda corporal. 
 
34. AOCP - EBSERH - HUSM-UFSM - Psicólogo Hospitalar - 2014 
“R. é uma mulher de 48 anos, que está em tratamento por púrpura trombocitopênica 
idiopática há dois anos. Sempre muito vaidosa, quando descobriu as primeiras 
manchas roxas em seu corpo, como elas vinham com facilidade, entrou em choque. 
Ao longo dos anos também teve que se adaptar ao tratamento, que inclui várias 
internações e uso de corticoides”. Sobre os aspectos psicológicos da doença crônica, 
assinale a alternativa correta. 
(A) Não são só as doenças incuráveis que são crônicas, há também pacientes que, 
após longo tempo de internação, mantêm a cronicidade de sua doença, muitas vezes 
para obterem cuidados que não teriam fora do ambiente hospitalar. 
(B) Quando o paciente encontra-se em conflito com a doença crônica, não pode se 
esquecer de focar a situação na doença e em suas consequências físicas. 
(C) A doença é algo que vem de fora, não tem ligação com o sujeito; é um inimigo 
externo que deve ser combatido. 
(D) Para que ocorra um bom tratamento, o profissional deve considerar a doença, não 
um “sujeito doente”. 
(E) O doente crônico nunca conseguirá conviver com a doença de forma mais amena, 
adaptando-se ao possível da nova condição do “ser doente”. 
Gabarito: A 
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Comentários: Doenças crônicas possuem efeitos psicológicos que devem ser 
trabalhados pelo psicólogo. O profissional deve considerar o sujeito doente e não a 
doença em si. Sim, ele conseguirá conviver com sua doença crônica. 
 
35. AOCP - EBSERH - HUSM-UFSM - Psicólogo Hospitalar - 2014 
A partir do caso a seguir, assinale a alternativa INCORRETA. 
“Maria é uma mulher de 67 anos muito ativa, participativa na comunidade e na igreja. 
Quando tinha 60 anos, sua filha mais nova morreu em um acidente de carro, deixando 
uma bebê de 50 dias de nascida. Meses depois, a paciente descobriu um câncer de 
mama e, com o tratamento, se curou. Agora passa por outro momento difícil para ela: 
a separação de seu filho mais velho. Retorna ao hospital com fortes dores de cabeça 
e visão turva; o diagnóstico foi de tumor cerebral”. 
(A) Apenas as perdas reais podem ser compreendidas como fatores de estresse e 
possíveis dificuldades de adaptação, levando à formação do câncer. 
(B) Em oncologia, o conflito psicológico incide em como os pacientes manejam seus 
afetos e suas experiências de perdas. 
(C) Há estudos apontando que sujeitos que desenvolvem câncer geralmente são 
pessoas que assumem em suas vidas uma “vocação de serviço”, no sentido de servir. 
(D) Atitudes de desistência frente à vida, observadas em paciente com câncer, podem 
ser representadas por desamparo ou desistência. 
(E) A forma como o sujeito reage às vivências de situações estressantes é fator 
preponderante ao desenvolvimento da doença e, depois, ao tratamento. 
Gabarito: A 
Comentários: E pior que tem gente que acredita que perdas geram câncer... 
 
36. AOCP - EBSERH - HUSM-UFSM - Psicólogo Hospitalar - 2014 
“E. é uma senhora de 72 anos que fez uma cirurgia ortopédica sem intercorrências. 
Após isso, ela segue para o quarto com a família e, no segundo dia de internação, 
quando estava já de alta, começou a passar mal e teve uma parada 
cardiorrespiratória, sendo levada às pressas à UTI a fim de ser reanimada.” Diante do 
caso apresentado, assinale a alternativa que corresponde à possível conduta do 
psicólogo. 
(A) Acolher e orientar a família diante da eminência da morte, buscando dar espaço 
às angústias dessa. 
(B) Primeiramente orientar sobre a UTI, desmistificando o setor, ainda que a família 
estivesse presente quando a paciente teve a parada. 
(C) Tentar conversar e acalmar a paciente, pois ela já estava de alta. 
(D) Conversar com a família buscando ressaltar as coisas positivas da recuperação, 
negando o risco de morte. 
(E) Preparar a família para a morte da paciente, entendendo que esse é o único 
prognóstico para o caso. 
Gabarito: A 
Comentários: O foco é o acolhimento e a escuta. 
 
37. AOCP - 2013 - EBSERH/HU-UFGD - Psicólogo Hospitalar 
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A partir do caso apresentado a seguir assinale a alternativa que apresenta o foco mais 
adequado para o atendimento psicológico. 
“D. é um homem de meia idade e sua paixão sempre foi motos. Logo que comprou 
uma maior foi dar uma volta com sua esposa e num deslize acabou derrapando na 
pista e a moto caiu sobre sua perna esmagando-a. Sua esposa sofreu ferimentos leves 
e ele foi encaminhado direto para o hospital. Após a primeira cirurgia, o médico 
comenta com o paciente a grande possibilidade de amputação”. 
(A) Culpa pelo acidente. 
(B) Paixão por motos. 
(C) Possibilidade de amputação. 
(D) Hospitalização. 
(E) Causas do acidente 
Gabarito: C 
Comentários: O foco é a provável perda corporal. 
 
38. AOCP - 2013 - EBSERH/HU-UFGD - Psicólogo Hospitalar 
Diante da situação problema relatada a seguir, assinale a possibilidade de 
intervenção psicológica e sua justificativa adequada. 
“F. é uma menina de 6 anos que tem Síndrome de Down. Segundo sua família, a 
menina sempre teve uma ‘saúde de ferro’ e nunca ficou internada. Há uma semana 
começou a apresentar dor de garganta e dificuldade para comer. Como não 
melhorava, a família levou-a para ser consultada no pronto socorro e logo após o 
atendimento ela foi internada. Durante a hospitalização, muitos exames foram 
realizados e constatou-se que F. tem leucemia. Após o médico conversar com a família 
sobre o diagnóstico, a equipe solicita o Serviço de Psicologia.” 
(A) Acolhimento e Avaliação Psicológica. Primeiro acolher o momento de 
desestabilidade emocional da família para poder avaliar a atitude da família diante 
da situação, recursos psíquicos para o enfrentamento, principais mecanismos de 
defesa estabelecendo ao fim a conduta psicológica a ser tomada. 
(B) Orientação Psicológica. Como após receber notícias difíceis as pessoas costumam 
ficar em estado de choque, a orientação seria importante para esclarecer dúvidas. 
(C) Acolhimento. Diante de uma notícia difícil cabe ao psicólogo ser solidário e acolher 
a família, mostrando-se compadecido da situação. 
(D) Observação Psicológica. Por ser um momento muito delicado, no pós notícia é 
importante apenas observar como a família reage. 
(E) Manejo Situacional. Entendendo o impacto do diagnóstico sentido pela família, é 
importante buscar um manejo das angústias e ansiedades. 
Gabarito: A 
Comentários: Acolhimento e Avaliação Psicológica para encaminhar o caso. 
 
39. AOCP - 2013 - EBSERH/HU-UFGD - Psicólogo Hospitalar 
As Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs) por si só já evocam o temor da morte, 
considerando a UTI neonatal é possível identificar a dualidade vida e morte. 
Considerando o caso descrito a seguir assinale a alternativa correta. 
“Z. teve seu primeiro bebê após a bolsa romper quando ainda estava de 29 semanas. 
Além de ser um bebê prematuro, apenas quando ele nasceu é que ficou sabendo que 
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ele apresenta uma síndrome que causa más formações. Após 48 horas do nascimento 
Z, teve alta do hospital e seu filho permaneceu na UTI neonatal. Passando três dias, a 
mãe ainda não tinha retornado ao hospital para visitar seu filho e o bebê só piorava.” 
(A) A intervenção do psicólogo nesse caso seria para a mãe aceitar a morte do bebê, 
considerando a prematuridade e as más formações, configurando um caso 
irreversível. 
(B) O fato da mãe não voltar para visitar o bebê pode demonstrar o quanto ela não 
estava pronta para ser mãe, encarar a maternidade e o amor incondicional. 
(C) No caso acima, é possível pensar na dificuldade e no medo da mãe de estabelecer 
um vínculo e o bebê morrer. Ao mesmo tempo, é possível trabalhar a dificuldade da 
mãe em aceitar a diferença do bebê real com o bebê idealizado na gestação e a 
importância do cuidado maternal para a sobrevivência e o desenvolvimento psíquico 
do recém-nascido. 
(D) Na UTI neonatal, a equipe tem um papel fundamental e cabe à enfermagem 
conscientizar a mãe de seu papel de cuidadora e responsável por seu filho. 
(E) Até hoje não há nenhuma prova de que o psiquismo do bebê reage à falta da mãe 
e de estímulos como no caso de recém-nascidos que ficam muito tempo em UTI. 
Gabarito: C 
Comentários: Há um breve início de hospitalismo e também uma discrepância entre 
o bebê real e o bebê idealizado. 
 
40. AOCP - EBSERH/HU-UFS - Psicólogo Hospitalar - 2013 
O transplante de órgãos tem crescido no Brasil e essa começa a ser uma realidade 
cada vez mais próxima nos hospitais. A partir do caso a seguir, assinale a alternativa 
correta em relação à atuação do psicólogo. 
“João é um menino de 13 anos que nasceu com uma má formação no rim esquerdo. 
Após muitos tratamentos, sua última chance é o transplante renal. A primeira busca 
por compatibilidade foi em seu núcleo familiar principal, porém sem sucesso. Diante 
da angústia e sofrimento da família, outros familiares se apresentaram enquanto 
doadores até que uma tia materna foi constatada enquanto compatível e aceitou 
doar um dos seus rins”. 
(A) O ponto mais importante para a atuação no psicólogo em casos de transplante é 
ter um bom vínculo e relacionamento com o médico cirurgião. 
(B) O preparo psicológico para o transplante é mais importante para a família que 
para o paciente, pois a família já estava angustiada. 
(C) Esclarecer dúvidas e dissipar angústias e medos é uma tarefa exclusiva do médico, 
não podendo ser realizada por outro. 
(D) Não é necessário realizar qualquer preparo com o receptor, pois sua alegria e 
esperança na vida é o mais importante. 
(E) O trabalho com o doador é muito importante e visa identificar níveis 
motivacionais, sentimentos de culpa, retaliação ou barganha para a doação. 
Gabarito: E 
Comentários: O trabalho psicológico visa a entender as estratégias psicológicas 
envolvidas, como motivação, culpa, retaliação, barganha, etc. 
 
41. AOCP - EBSERH/HU-UFS - Psicólogo Hospitalar - 2013 
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 “R. é uma mulher de 42 anos que, a quatro, vem tratando um tipo de câncer nos 
ossos. Após ficar seis meses sem detecção de células cancerígenas, um exame recente 
comprovou a existência de tumores em outros órgãos. A mais de um mês internada 
com muitas dores e desconforto já se apresenta confusa e a medicina não vê cura para 
seu caso. Diante do quadro, a família aceita os cuidados paliativos”. 
Com relação aos Cuidados Paliativos, assinale a alternativa correta. 
(A) Os Cuidados Paliativos ainda são uma realidade pouco conhecida nos hospitais 
devido à dificuldade do médico em aceitar que não há mais cura para o paciente. 
(B) A medicina paliativa, ao abandonar o caráter curativo, abrevia a vida do paciente. 
(C) A filosofia dos Cuidados Paliativos privilegia o doente e não a doença. 
(D) O psicólogo é o responsável pela realização dos Cuidados Paliativos, entendendo 
que esse profissional tem um olhar humanizado para o paciente. 
(E) A escolha pelo Cuidado Paliativo é uma forma da família abandonar o doente e se 
eximir dos cuidados com o mesmo. 
Gabarito: C 
Comentários: Nos cuidados paliativos o foco é a pessoa. 
 
42. AOCP - EBSERH/HU-UFS - Psicólogo Hospitalar - 2013 
Considerando o caso a seguir, assinale a alternativa que corresponde à temática 
possível trabalhada pelo psicólogo. 
“M. é um menino de 5 anos que sofreu um acidente em casa e foi socorrido pelo Corpo 
de Bombeiros, chegou ao hospital ainda consciente e foi encaminhado diretamente 
para a sala de cirurgia. Seus pais acompanharam ele até o hospital e não têm ideia da 
extensão do ferimento, eles aguardam na sala de espera e referem que o filho nunca 
tinha estado em um hospital.” 
(A) Suporte psicológico com o paciente. 
(B) Acolhimento com os pais e supressão de ansiedade. 
(C) Preparo pré-cirúrgico infantil. 
(D) Orientação sobre normas e rotinas do hospital. 
(E) Ajudar a família a contatar outros familiares. 
Gabarito: B 
Comentários: O foco é, inicialmente, o acolhimento. 
 
43. AOCP - EBSERH - HUJM-UFMT - Psicólogo Hospitalar - 2014 
Considerando o caso relatado a seguir, assinale a alternativa que indica a conduta 
psicológica mais adequada a seguir neste caso. 
M. é uma mulher com cerca de 40 anos que deu entrada no hospital com intoxicação 
exógena por antidepressivos. Fez tratamento para depressão há um ano e está 
vivendo uma separação dolorosa depois de 25 anos de casamento. Tem dois filhos 
adultos e essa é sua 6ª tentativa de suicídio. 
(A) Acolhimento e encaminhamento. Primeiro acolher demonstrando uma postura 
neutra, sem julgamento da ação, depois encaminhar, por se tratar de uma questão 
psiquiátrica e que necessita de acompanhamento com remédios. 
(B) Orientação psicológica. Orientar a paciente sobre o que aconteceu, os motivos que 
levaram a tal ato e buscar resgatar a importância e o valor da vida. 
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(C) Encaminhamento. Diante de um caso complexo e que envolve questões de difícil 
enfrentamento para a paciente, o melhor é não “mexer” com essas situações e 
encaminhar para alguém que poderá dar continuidade a um trabalho mais profundo 
de psicoterapia. 
(D) Acolhimento, avaliação psicológica e encaminhamento. Depois de acolher a 
paciente e avaliar suas condições buscando entender o que aconteceu, é importante 
realizar o encaminhamento, uma vez que além de possuir um histórico grave, 
demonstrando poucos recursos de enfrentamento, a paciente fica no hospital apenas 
para a desintoxicação. 
(E) A única possibilidade de atuação nessa situação é com a equipe, que geralmente 
demonstra dificuldade em lidar com pacientes suicidas, pois esses vão em 
desencontro com o objetivo de sua profissão. 
Gabarito: D 
Comentários: O foco é o acolhimento, avaliação e encaminhamento. 
 
44. AOCP - EBSERH - HUJM-UFMT - Psicólogo Hospitalar - 2014 
Considerando o caso a seguir, assinale a alternativa que apresenta a conduta a ser 
seguida pelo psicólogo. 
P. é um homem de quase 80 anos que sofreu um acidente de carro, em que ele era o 
condutor, junto com sua esposa, que estava no passageiro e morreu. A família não 
contou ao paciente sobre a morte da companheira. P., depois de ficar 20 dias 
internado em um hospital perto da cidade onde ocorreu o acidente, foi transferido 
para outro hospital localizado em um centro de referência a traumas. O paciente 
chega muito deprimido, consciente e conversando; revela um estado de sentimento 
de infelicidade que atribui sentir desde criança. Apresentando dificuldades para 
comer, dormir, pesadelos e respiração pesada mesmo com a saturação de oxigênio 
normal, é marcada uma cirurgia para corrigir o traumaao planejamento da política de saúde (Castro & Bornholdt, 
2004). Carrobles (1993), apesar de reconhecer a dificuldade para delimitar o conceito 
de psicologia da saúde, defende que a psicologia da saúde deve ser entendida como 
disciplina e propõe o seguinte conceito: 
A psicologia da saúde é o campo de especialização da psicologia que centra 
seu interesse no âmbito dos problemas de saúde, especialmente físicos ou 
orgânicos, com a principal função de prevenir a ocorrência dos mesmos ou de 
tratá-los ou reabilitá-los, utilizando para isso a metodologia, os princípios e os 
conhecimentos da atual psicologia científica, sobre a base de que a conduta 
constitui, junto com as causas biológicas e sociais, os principais determinantes 
tanto da saúde como da maior parte das enfermidades e problemas humanos de 
saúde existentes da atualidade (p.17). 
Tanto a perspectiva da APA como a de Carrobles são genéricas e implica a ideia 
de uma psicologia da saúde apta a ser praticada nos diversos níveis de assistência. 
Rodríguez – Marín (1999) argumenta que a psicologia da saúde, em nível conceitual, 
ainda não está totalmente explicada. Além da diversidade de conceitos, algumas 
vezes ela é confundida com a psicologia clínica, com terapia comportamental e por 
último com medicina comportamental. O autor insiste em que ainda que as relações 
entre todas elas sejam inegáveis, é necessário estabelecer as diferenças entre elas. 
Para Simón (1993) a psicologia da saúde é a “confluência das contribuições 
específicas das diversas parcelas do saber psicológico (psicologia clínica, psicologia 
básica, psicologia social, psicobiologia), tanto à promoção e manutenção da saúde 
como à prevenção e tratamento da enfermidade” (p. 19). Nesta definição Simón 
destaca a diversidade teórica da psicologia da saúde mais circunscrita aos âmbitos 
da psicologia que ao campo interdisciplinar. 
Pérez (1991) estabelece uma diferenciação entre a psicologia da saúde e a 
psicologia clínica. A primeira se dedica aos assuntos psicológicos que estão nas bases 
dos problemas fisiológicos, e a segunda, se ocupa dos problemas psicológicos por si 
mesmos. 
Rodríguez-Marín (1999) compartilha a opinião de Pérez e amplia a parte 
correspondente à psicologia da saúde. Diz que a psicologia da saúde “se ocupa com 
as consequências psicológicas que possam ter problemas fisiológicos incluindo 
nestes os comportamentos a interação com o sistema de provisão de cuidados 
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sanitários” (p. 180). O mesmo autor segue afirmando que a psicologia da saúde tem a 
ver com os aspectos cognitivos, emocionais e comportamentais associados a saúde-
enfermidade física. Se trata de uma aplicação da psicologia ao campo da saúde-
enfermidade física que tem como uma das principais características o sistema 
sanitário como contexto de trabalho. “Assim, a psicologia da saúde não só dirige sua 
atenção ao indivíduo cuja saúde está em questão, senão ao conjunto complexo de 
instituições e forças dentro das quais se persegue a saúde” (p.181). Ainda com 
Rodríguez-Marín (1999), a psicologia da saúde é uma disciplina que se ampara de 
teorias e métodos de outras disciplinas psicológicas básicas, constituindo-se como 
uma área de prática profissional, implicada com os problemas do campo da saúde, os 
contextos e problemas do sistema sanitário. 
Alves (2008) definiu a psicologia da saúde, como um campo autônomo de 
aplicação da psicologia. Recém delimitado em comparação ao da clínica, no âmbito 
das disciplinas da saúde. Se dedica às práticas de promoção de saúde e de prevenção 
de enfermidades e tem na APS seu campo de aplicação prioritário. Se orienta à saúde 
geral, aos problemas físicos e sua vinculação aos fatores psicossociais. Seu principal 
objetivo é a saúde dos indivíduos em seus meios sociais. É realizada através de 
programas institucionais cuja base de sua elaboração deverá ser o conhecimento 
epidemiológico da população a ser assistida. Nesta definição a psicologia da saúde 
mantém sua aplicação prioritária, mas não exclusiva, na APS. 
Mediante a consideração da psicologia da saúde como disciplina matizada por 
vários conceitos, é possível ver que há muito que fazer para sedimentá-la e dar-lhe 
um caráter de especialidade da psicologia. O principal parece ser a delimitação do 
corpo teórico ao que se embasará para padronizar as atuações dos profissionais 
nesse campo. De modo que não é adequado recorrer aos mesmos conceitos da 
psicologia clínica para atuar em psicologia da saúde, não estabelecer uma relação de 
subordinação nem com a psicologia no contexto hospitalar e nem com a psicologia 
social. 
É preciso trabalhar com o novo marco teórico que é o que pode dar suporte a 
estas práticas, ainda, emergentes no caso do Brasil. Uma recomendação importante 
para começar seria reconhecer as áreas e as intervenções do profissional dedicado a 
este campo. Conhecer bem a saúde pública/comunitária, no que se refere às políticas 
de saúde e as formas de intervir nos níveis de atenção de saúde (primário, secundário 
e terciário). 
Fonte: ALVES, Railda et al . Atualidades sobre a psicologia da saúde e a realidade 
Brasileira. Psic., Saúde & Doenças, Lisboa , v. 18, n. 2, p. 545-555, ago. 2017 
. Disponível em 
. acessos 
em 03 abr. 2018. http://dx.doi.org/10.15309/17psd180221. 
 
 
Como é possível perceber, o psicólogo trabalha a partir da psicologia da saúde 
no SUS. 
 
A Psicologia da Saúde 
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Na busca de conceituações da Psicologia da Saúde, encontram-se definições 
consideradas simples de serem lembradas, segundo a opinião de Marks, Murray, 
Evans e Willig (2000), que descrevem a Psicologia da Saúde como um campo 
interdisciplinar preocupado com a aplicação dos conhecimentos e técnicas 
psicológicas à saúde-doença e os cuidados de saúde. Informações adicionais 
complementam esse conceito, enfatizando como objetivos da Psicologia da Saúde a 
promoção e a manutenção do bem-estar de indivíduos, da comunidade e da 
população. Embora se observe que o foco é normalmente na saúde física, mais do que 
na saúde mental, ressalta-se que esses aspectos não podem ser entendidos 
separadamente (Marks et al., 2000). A Psicologia da Saúde é um campo 
multidisciplinar formado por ramos de ciências sociais e da saúde, incluindo 
antropologia médica, sociologia medica, ética médica, política social, economia, 
epidemiologia, medicina, cirurgia, e odontologia. Essa abordagem traz conhecimento 
e teoria de disciplinas cognatas para uma novo campo interdisciplinar entre a 
psicologia e esses campos relacionados em processo de evolução (Marks et al., 2000). 
Uma das preocupações dos psicólogos que atuam na saúde é compreender a 
relação entre o comportamento e a saúde e como intervir na interface indivíduo, 
sistema de saúde e sociedade. Uma conceituação mais ampla, bastante citada e 
aceita por muitos autores, é a de Matarazzo (1980), para quem se trata de: 
um conjunto de contribuições educacionais, científicas e profissionais 
da disciplina da Psicologia para promoção e manutenção da saúde, a 
prevenção e tratamento de doenças, a identificação da etiologia e 
diagnóstico dos correlatos de saúde, doença e funções relacionadas, e 
a análise e aprimoramento do sistema e regulamentação da saúde (p. 
815). 
A definição de Psicologia da Saúde foi adotada pela American Psychology 
Association (APA), pela British Psychology Society (BPS) e por profissionais e 
organizações científicas, tornando-se uma divisão da APA, em 1979. No cenário 
brasileiro, Kerbauy (1987), preocupadaabdominal provocado pelo 
acidente. 
(A) Diante dos sintomas e humor deprimido apresentados pelo paciente, faz-se 
importante repensar a cirurgia, uma vez que esses podem interferir negativamente no 
transcorrer cirúrgico ou em sua recuperação. 
(B) Considerando que o paciente irá realizar um procedimento cirúrgico, é importante 
realizar a Orientação Psicológica para Procedimentos e acompanhar no pós-
operatório. 
(C) A primeira coisa a se fazer é contar ao paciente que sua esposa morreu. Ainda que 
a família tenha medo de contar, o psicólogo pode fazer isso buscando amenizar as 
fantasias do paciente e melhorando seu humor. 
 (D) A mudança de hospital é algo muito importante a ser trabalhado, pois o humor 
deprimido pode estar associado a isso. 
 (E) Entendendo que o paciente é idoso e sofreu um acidente grave, é importante 
trabalhar na família a possibilidade da morte como único recurso. 
Gabarito: A 
Comentários: O idoso tem o direito de saber do falecimento da esposa. 
 
45. AOCP - EBSERH - HC-UFG - Psicólogo Hospitalar - 2015 
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Paciente masculino, 72 anos, agricultor aposentado, viúvo, encontra-se internado na 
UTI (Unidade de Terapia Intensiva) de sua cidade há 18 dias. Foi levado às pressas 
para o hospital por uma das filhas queixando-se de fortes dores no peito. Foi realizada 
uma cirurgia de urgência na qual o paciente não respondeu satisfatoriamente. A 
família, que se encontra bastante abalada com a situação, relata à equipe que ele 
sempre trabalhou muito, nunca ficou internado, não tem hábito de sair de sua 
propriedade e é tabagista desde os 16 anos. O paciente apresenta episódios de 
confusão mental, está choroso, queixoso, solicitando a família a todo o momento, 
com quadro clínico grave, porém estável e com prognóstico desfavorável. De acordo 
com o caso clínico, assinale a alternativa correta no que diz respeito à atuação do 
psicólogo dentro da UTI. 
(A) O psicólogo, na UTI, deve trabalhar focado apenas no paciente, já que é este 
que está vivenciando os medos e a despessoalização, manifestando, assim, diversos 
conflitos emocionais. 
(B) É dever do psicólogo orientar os familiares, durante a visita, a não 
tocar/conversar com o paciente, para que este não se agite e venha a ter 
complicações clínicas. 
(C) A atuação do psicólogo, na UTI, fica restrita quando há pacientes em 
coma/sedação, pois, não ocorrendo a verbalização, o atendimento não se torna 
viável. 
(D) É função do psicólogo, na UTI, além de trabalhar com os pacientes, 
acompanhar e adaptar as visitas, orientar os familiares quanto às rotinas da unidade, 
preparando-os para a entrada e informando as regras que norteiam o bom 
funcionamento do local. 
(E) A morte é um tema que mobiliza muitos conteúdos e também é muito presente 
na UTI, portanto não deve ser abordada, nem pelos familiares e nem pela equipe de 
saúde. 
Gabarito: D 
Comentários: Deram como gabarito a letra E, mas é a D... Não tem como ser a letra 
E! 
 
46. AOCP - EBSERH - HC-UFG - Psicólogo Hospitalar - 2015 
Paciente feminina, 6 anos, filha única, é estudante e muito ativa. Foi hospitalizada 
devido a uma febre intensa e, aparentemente, sem causa específica. Após muitos 
exames, a criança e a família receberam o diagnóstico de leucemia, segundo o 
médico, sendo necessário iniciar a quimioterapia o quanto antes. Os pais, abalados, 
tentam proporcionar à filha tranquilidade, já que ela, a cada dia que passa, pede para 
ir embora e voltar à escola. Assinale a alternativa correta sobre hospitalização infantil 
e suas possibilidades de acordo com o caso apresentado. 
(A) A criança, que necessita de visitas regulares ao hospital, não encontra 
dificuldades em lidar com essa situação, já que não possui conhecimento e 
entendimento do processo. 
(B) Consideramos o “brincar” uma das formas da criança elaborar suas questões 
e conflitos, minimizando angústias, ansiedades e medos. 
(C) O envolvimento dos pais nas brincadeiras durante a internação não é 
adequado, pois podem inibir a criança. 
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(D) É necessário trazer a criança para um ambiente lúdico, mas as brinquedotecas 
em hospitais não são muito utilizadas, uma vez que a criança internada não pode sair 
do quarto. 
(E) Não é adequado que a criança saiba sobre o seu diagnóstico e os possíveis 
procedimentos, todas as informações devem ser transmitidas aos pais/ cuidadores. 
Gabarito: B 
Comentários: Sim, o brincar entra no hospital! 
 
47. AOCP - EBSERH - HC-UFG - Psicólogo Hospitalar - 2015 
Paciente masculino, 45 anos, é casado e pai de 3 filhos. Há poucos dias, recebeu o 
diagnóstico de Insuficiência Renal e soube da necessidade de iniciar hemodiálise. 
Juntamente com o tratamento, surgiram as privações do trabalho, alimentação e 
rotina. O paciente mostra-se resistente às mudanças e ao tratamento dialítico, 
dizendo que, se deixar de realizá-lo algumas vezes isso não acarretará grandes 
implicações para sua saúde. Sabendo que, durante um atendimento psicológico, 
estabelecer um foco é de extrema importância, norteando o trabalho do psicólogo. 
De acordo com o caso apresentado, assinale a alternativa que representa o foco 
adequado a ser trabalhado. 
(A) Culpa pelo diagnóstico. 
(B) Aderência ao tratamento. 
(C) Enfrentamento. 
(D) Hospitalização. 
(E) Relação com o cotidiano. 
Gabarito: B 
Comentários: Foco na aderência! 
 
48. AOCP - EBSERH - HC-UFG - Psicólogo Hospitalar - 2015 
Paciente feminina, 32 anos, deu entrada no hospital queixando-se de contrações. Ela 
está com 19 semanas de gestação e, segundo orientação do médico, precisará 
permanecer internada por tempo indeterminado para tratamento de Trabalho de 
Parto Prematuro (TPP), fazendo uso de inibina. A paciente tem uma adequada rede 
de apoio e idealiza muito a gestação, já que seu grande sonho sempre foi ser mãe, e a 
família espera ansiosa a chegada da criança. Essa paciente conta com um histórico 
de 2 abortamentos, sendo que o segundo foi logo após ela completar 23 semanas. A 
paciente encontra-se chorosa e ansiosa e diz que só ficará tranquila quando passar 
da 23º semana. Assinale a alternativa correta sobre a atuação do psicólogo na 
maternidade. 
(A) A abordagem psicológica da gestante é igual a dos demais pacientes 
hospitalizados, uma vez que esta encontra-se no mesmo ambiente. 
(B) Muitas vezes, alguma intercorrência pode acontecer durante a gestação e a 
hospitalização se faz necessária, porém a espera de um filho é algo tão feliz na vida 
da mulher que esta não se abala com essas intercorrências e o atendimento/ 
avaliação emocional não são necessários. 
(C) Para a mulher, há uma idealização da gestação, parto e bebê, porém, quando 
ocorre alguma intercorrência, a gestante passa a entrar em contato com dados reais 
que nem sempre são compatíveis com seu ideal, e é papel do psicólogo trabalhar para 
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que ela retome suas idealizações, com a finalidade de ela não se frustrar ainda mais, 
o que acarretaria maiores intercorrências. 
(D) O trabalho do psicólogo junto a maternidade é importante na medida em que 
auxilia as gestantes em seus medos e ansiedade frente ao parto, intercorrências, 
vínculo mãe-bebê e ao nascer de um novo papel a ser desempenhado. 
(E) É natural que a gestante experimente diversos sentimentos durante a 
gestação e o tratamento é exclusivamente medicamentoso, pensando no bem estar 
da gestante e do bebê. 
Gabarito: D 
Comentários: Foco na elaboração subjetiva. 
 
49. AOCP - EBSERH - HC-UFG- Psicólogo Hospitalar - 2015 
Paciente masculino, 62 anos, casado, tem filhos e netos pequenos, ainda é atuante na 
profissão e apresenta uma forte espiritualidade. Nos últimos meses, teve internação 
no Pronto-Socorro do hospital recorrente sempre com sintomas de gripe. Há 3 dias 
no hospital (sua primeira internação mais longa) para tratamento de uma 
pneumonia, recebe o diagnóstico de ser portador do vírus HIV. O paciente encontra-
se abalado, com sentimento de culpa e medo da reação da família. O psicólogo foi 
chamado para acompanhar o caso. Assinale a alternativa correta em relação à 
conduta do profissional. 
(A) Acolher o paciente em seu momento de dor e medo, dispor-se a ouvir seu 
sofrimento, isento de discriminações e julgamentos, estabelecendo um vínculo 
terapêutico para condução do caso. 
(B) O psicólogo deve comunicar o diagnóstico à família o mais rápido possível, 
pois há a possibilidade de algum membro ter sido infectado e os cuidados devem 
começar o quanto antes. 
(C) É o paciente que deve comunicar o diagnóstico à família e, mesmo estando 
inseguro e não sabendo como abordá-lo, deve estar sem a presença da equipe, pois 
este é um momento particular e sigiloso. 
(D) Os familiares geralmente apresentam instabilidade emocional frente a 
hospitalização e diagnóstico, porém como o foco é o paciente, o trabalho psicológico 
com os familiares não pode ser executado. 
(E) Por se tratar de um diagnóstico que é tabu social e rodeado de preconceitos, 
o psicólogo deve evitar a comunicação à equipe, a fim de não expor o paciente. 
Gabarito: A 
Comentários: Foco no acolhimento. 
 
50. AOCP - EBSERH - HDT-UFT - Psicólogo Hospitalar - 2015 
Pacientes com enfermidade renal crônica, em tratamento hemodialítico, apresentam 
como queixa principal a adaptação ao tratamento e questões relacionadas à morte. 
Nessa perspectiva, o trabalho do psicólogo em uma unidade de hemodiálise abrange 
não só o paciente. Os planos de trabalho possíveis são: 
(A) relação paciente-unidade e equipe-paciente. 
(B) relação paciente-doença-tratamento. 
(C) relação paciente-família-equipe. 
(D) relação equipe-família-doença. 
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(E) relação paciente-unidade; equipe-paciente; 
paciente-doença-tratamento; paciente-família-equipe; equipe-família-doença. 
Gabarito: E 
Comentários: Relação de todos com todos. =] 
 
51. CESPE – EBSERH – Psicólogo Hospitalar – 2018 
Considerando a necessidade de monitoramento e avaliação do trabalho 
realizado nos serviços de saúde, julgue os itens a seguir, de acordo com a Política 
Nacional de Atenção Básica (PNAB). 
A produção da informação estratégica no âmbito do monitoramento e 
avaliação é fator de estresse e desmotivação para o trabalhador. 
( ) Certo ( ) Errado 
Gabarito: E 
Comentários: A produção da informação estratégica no âmbito do monitoramento e 
avaliação ajuda a promover políticas que, entre zilhões de outras coisas, reduzam o 
estresse e a desmotivação para o trabalhador 
 
52. CESPE – EBSERH – Psicólogo Hospitalar – 2018 
Entre os itens que são objeto de avaliação do desempenho técnico, estão o 
relacionamento do profissional com o paciente e a aplicação da tecnologia médica. 
( ) Certo ( ) Errado 
Gabarito: C 
Comentários: A avaliação de desempenho neste campo da saúde deve considerar 
não apenas o número de pacientes atendidos, mas também o relacionamento do 
profissional com o paciente e a aplicação da tecnologia médica. 
 
53. CESPE – EBSERH – Psicólogo Hospitalar – 2018 
A avaliação do resultado utiliza múltiplas medidas, que incluem a avaliação de 
saúde física, os inventários de saúde mental e o efeito da doença sobre o 
comportamento da pessoa assistida. 
( ) Certo ( ) Errado 
Gabarito: C 
Comentários: A avaliação dos efeitos das ações desenvolvidas na PNAB irá considerar 
um conjunto complexo e amplo de dimensões e instrumentos. A alternativa apresenta 
uma lista possível de áreas e estratégias possíveis. 
 
54. CESPE – EBSERH – Psicólogo Hospitalar – 2018 
A avaliação situacional, que confirma ou corrige as ações em saúde, só é 
necessária nos casos em que não é feito o monitoramento sistemático e contínuo das 
informações relevantes ao processo de planejamento. 
( ) Certo ( ) Errado 
Gabarito: E 
Comentários: A avaliação situacional dá conta de entender como o contexto está 
evoluindo. Em outras palavras, é uma forma de avaliar o ambiente e depende do 
monitoramento sistemático e contínuo dos processos de planejamento. Estamos 
diante do Planejamento Estratégico Situacional. 
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55. CESPE – EBSERH – Psicólogo Hospitalar – 2018 
Um indicador é a medida que resulta do processo de avaliação e que informa a 
satisfação subjetiva do usuário com o serviço recebido. 
( ) Certo ( ) Errado 
Gabarito: E 
Comentários: Indicadores são representações numéricas ou não numéricas onde 
mensuramos um determinado atributo. São, em outras palavras, escalas. Eles são 
medidas que indicam o quanto uma situação está favorável ou não para um grupo de 
pessoas, para uma ação ou para uma situação. 
 A assertiva trata dos índices nos indicadores e não dos indicadores. 
 
56. CESPE/CEBRASPE - Barra de Coqueiros – Psicólogo – 2020 
No que se refere à estratégia saúde da família (ESF), à atenção básica e à 
atuação do psicólogo nesses programas, assinale a opção correta. 
A A ESF objetiva promover a qualidade de vida da população e intervir em fatores que 
possam colocar a saúde em risco. 
B A Unidade de Pronto Atendimento (UPA), com sua visão integral e equânime, deve 
ser a porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS). 
C A ESF é composta por equipe multiprofissional obrigatória e minimamente 
composta por um médico especialista em saúde da família, dois enfermeiros ou 
técnicos de enfermagem e três agentes comunitários. 
D O trabalho desenvolvido pela equipe do Programa Saúde da Família (PSF) é 
fundamentada em uma lógica assistencial integral positivista biológica para o 
atendimento das necessidades da população. 
E O trabalho do psicólogo dentro da atenção básica ocorre nos Núcleos de Apoio à 
Saúde da Família (NASF), em uma perspectiva multidisciplinar e de flexibilização de 
constructos biomédicos tradicionais. 
Gabarito: A 
Comentários: A Atenção Básica é a principal porta de entrada e o centro articulador 
do acesso dos usuários ao Sistema Único de Saúde (SUS) e às Redes de Atenção à 
Saúde 
A Estratégia Saúde da Família (ESF) é composta por equipe multiprofissional que 
possui, no mínimo, médico generalista ou especialista em saúde da família ou médico 
de família e comunidade, enfermeiro generalista ou especialista em saúde da família, 
auxiliar ou técnico de enfermagem e agentes comunitários de saúde (ACS). 
A lógica é a da atenção integral. 
O trabalho do psicólogo dentro da atenção básica ocorre nos Núcleos de Apoio à 
Saúde da Família (NASF), em uma perspectiva multidisciplinar e de superação 
flexibilização de constructos biomédicos tradicionais. 
 
57. Instituto AOCP - EBSERH - Psicólogo Hospitalar - 2015 
Sobre a ética aplicada à prática da saúde mental, o psicólogo inserido nestas equipes 
hospitalares tem uma ética própria que se aplica ao aspecto 
A moral. 
B da escuta. 
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C da responsabilidade. 
D da escuta e da responsabilidade. 
E do dever. 
Gabarito: D 
Comentário: Seu compromisso é com o cliente, com o demandante. Nesse sentido, 
ele deve atuar eticamente não por ser o seu dever, mas pelo entendimento do outro. 
Assim, suaética parte da escuta e da responsabilidade. 
 Tá, minha explicação ficou meio fraquinha, não foi? Ok, eles copiaram e colaram 
daqui: 
No que diz respeito aos aspectos éticos em psiquiatria, Pitta (2001) aponta a 
escuta e a responsabilidade como os dois principais pontos. O ato psicológico de 
ouvir o outro e buscar decifrar seus códigos, nem sempre claros, relaciona-se a 
necessidade de uma escuta ativa, de não fazer-se indiferente. Com relação à ética da 
responsabilidade, faz-se necessário o fornecimento da assistência tanto do ponto de 
vista jurídico, técnico e administrativo, como a reflexão e discussão das intervenções 
objetivando seu aprimoramento. 
A Psicologia da Saúde, além da visão interdisciplinar, direciona-se para os 
aspectos de qualidade de vida do ser humano no processo saúde-doença. Essa 
preocupação refere-se a um movimento dentro das ciências humanas e biológicas no 
sentido de valorizar princípios éticos tanto quanto o controle de sintomas, a 
diminuição da mortalidade ou aumento da expectativa de vida (Seidl & Zannon, 
2004). 
Fonte: CALVETTI, Prisla Ucker; FIGHERA, Jossiele; MULLER, Marisa Campio. A bioética 
nas intervenções em psicologia da saúde. Psic, São Paulo , v. 9, n. 1, p. 115-
120, jun. 2008 . Disponível em 
. acessos em 05 out. 2019. 
 
 
58. CESPE – EBSERH – Psicólogo Hospitalar – 2018 
Julgue os itens a seguir, acerca do trabalho do psicólogo na área de psicologia da 
saúde, no contexto hospitalar. 
Os conhecimentos que o psicólogo utiliza na sua atuação em hospitais incluem 
conteúdos da psicopatologia, fisiologia, neurociência, psicologia social e abordagens 
comportamentais e cognitivas. 
( ) Certo ( ) Errado 
Gabarito: Certo 
Comentários: Absolutamente correto. Praticamente toda a psicologia entra em ação 
na área da psicologia da saúde e em hospitais. 
 
59. CESPE – EBSERH – Psicólogo Hospitalar – 2018 
A teoria sistêmica do comportamento não é mais utilizada no trabalho de psicologia 
da saúde porque é fundamentada no modelo biomédico. 
( ) Certo ( ) Errado 
Gabarito: Errado 
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Comentários: Primeiro, a teoria sistêmica não é fundamentada no modelo 
biomédico. Segundo, ela ainda é bastante utilizada. 
 
 
60. CESPE – EBSERH – Psicólogo Hospitalar – 2018 
O trabalho do psicólogo junto a portadores de doenças crônicas inclui cuidados 
preventivos nos níveis secundário e terciário de assistência. 
( ) Certo ( ) Errado 
Gabarito: Certo 
Comentários: Sim, a banca elaborou mal essa assertiva. Ela é de 2018 e ainda chama 
atenção à saúde como se chamava antigamente, creio que para maltratar mesmo. A 
palavra preventivo tem o sentido de “nível de atenção”. Não é a primeira vez que a 
banca faz isso e não será a última. Ah, quais os níveis de “prevenção/atenção à saúde” 
que o psicólogo desenvolve no hospital? Somente o secundário e terciário. 
 
61. CESPE – EBSERH – Psicólogo Hospitalar – 2018 
A prevenção de doenças e a promoção da saúde em pediatria devem acontecer desde 
o nascimento da criança, usando-se as premissas da psicoeducação para treinar pais 
e cuidadores no manejo dos diferentes aspectos ambientais e comportamentais da 
criança, conforme a realidade de cada família. 
( ) Certo ( ) Errado 
Gabarito: Certo 
Comentários: O trabalho do psicólogo nos níveis primários de atenção à saúde 
(prevenção e promoção à saúde) em pediatria inclui o envolvimento da 
família/cuidadores e a sua orientação. 
 
62. CESPE – STJ – Psicólogo – 2018 
Julgue os próximos itens, relativos à psicologia da saúde. 
A intervenção psicológica em recaída de alcoolismo baseia-se em estratégias 
terapêuticas de prevenção, tais como a monitoração dos estados afetivos ou 
cognitivos do paciente associado ao desejo do uso; devendo-se evitar elogios pelo 
sucesso obtido, devido às frustrações em casos de recaída. 
( ) Certo ( ) Errado 
Gabarito: Errada 
Comentários: Evitar elogios? De onde? 
 
63. CESPE – STJ – Psicólogo – 2018 
Na prevenção primária relacionada ao uso e consumo de substâncias, a 
intervenção breve, que pode ser aplicada, entre outros, por médicos, psicólogos e 
enfermeiros, apresenta-se como um instrumento eficaz com foco na prevenção ou 
promoção de saúde e na concepção de saúde ampliada. 
( ) Certo ( ) Errado 
Gabarito: Certo 
Comentários: Não sei justificar essa. De verdade. Se souber, dá um help. O que é essa 
djaba de intervenção breve? 
 
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64. CESPE – STJ – Psicólogo – 2018 
O paradigma biopsicossocial amplia o significado sobre saúde-doença, 
proporcionando uma visão integral do ser e do adoecer, e compreende as dimensões 
físicas, psicológicas e sociais. 
( ) Certo ( ) Errado 
Gabarito: Certo 
Comentários: É a visão atual. Se liga ai, tudo para a banca é multiprofissional, bio-
psico-social e sistêmico. 
 
65. CESPE – STJ – Psicólogo – 2018 
Na investigação de pensamentos, planos e comportamentos suicidas, deve-se evitar 
indagar especificamente sobre a presença de ideias de insatisfação com a vida, pois, 
quanto mais intenso for o desejo de morrer e menor a ambivalência entre morrer e 
viver, maior será ́o risco de suicídio. 
( ) Certo ( ) Errado 
Gabarito: Errada 
Comentários: No trabalho com suicidas deve-se ser direto, isso inclui perguntar em 
toda sessão se o paciente possui planos de se matar. 
 
66. CESPE - TCE-PA - Auditor de Controle Externo - Psicologia - 2016 
Acerca da psicologia da saúde, julgue o próximo item. 
Os psicólogos da saúde trabalham a partir de uma perspectiva biopsicossocial da 
doença, ou seja, reconhecem que a saúde e a doença, no indivíduo, relacionam-se a 
fatores psicológicos e socioculturais. 
( ) Certo ( ) Errado 
Gabarito: Certo 
Comentários: Definição cristalina. Digna de grifo. 
 
67. CESPE - TCE-PA - Auditor de Controle Externo - Psicologia - 2016 
Acerca da psicologia da saúde, julgue o próximo item. 
A prevenção secundária envolve ações para conter ou retardar os danos causados 
pela doença em estágios avançados e para proporcionar às pessoas o maior nível 
possível de reabilitação. 
( ) Certo ( ) Errado 
Gabarito: Errado 
Comentários: Essa é a prevenção terciária. 
 
68. CESPE – TRE/BA – Psicologia – 2009. 
Julgue os itens que se seguem, relativos ao papel do psicólogo na equipe de 
cuidados básicos à saúde. 
O psicólogo da saúde incluído em equipes multidisciplinares exerce sua 
prática clínica com as pessoas da comunidade, auxiliando, ainda, no processo 
educacional dos agentes de saúde por meio de dinâmicas de grupos e debates acerca 
dos assuntos daquela comunidade. 
( ) Certo ( ) Errado 
Gabarito: C 
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Comentários: Nas equipes multidisciplinares, apesar do CESPE não se deter sempre 
na diferenciação dos conceitos de transdisciplinaridade e interdisciplinaridade, 
temos o psicólogo utilizando seu referencial integrado de sujeito e adoecimento – a 
partir de uma perspectiva sistêmica – para integrar às ações básicas de saúde. Desse 
modo, ações educativas são próprias da intervenção do psicólogo em equipes básicas 
de saúde. 
 
69. CESPE – TRE/BA – Psicologia – 2009. 
A abordagem comportamental coleta e registra as contingências do programa 
de saúde, por meio de análises funcionais do comportamento, do mapeamento de 
estimulação aversiva e da falta de repertório comportamental, e oferece psicoterapia 
para a comunidade e para os membrosdo programa, com o objetivo de modificar 
comportamentos alvos. 
( ) Certo ( ) Errado 
Gabarito: C 
Comentários: Essa é a definição clara do comportamentalismo aplicado às 
atividades do psicólogo em nível básico. 
 
70. CESPE – TRE/BA – Psicologia – 2009. 
O profissional com especialidade em psicologia do trabalho faz levantamentos 
acerca da estrutura e funcionamento do programa de cuidados básicos à saúde junto 
a médicos e coordenadores, pesquisa assuntos pertinentes à motivação dos técnicos 
e seleciona e capacita os agentes de saúde segundo as necessidades da comunidade. 
( ) Certo ( ) Errado 
Gabarito: C 
Comentários: Correto novamente, veja que estamos diante de ações primárias em 
um contexto multidisciplinar. 
 
71. CESPE – TRE/BA – Psicologia – 2009. 
A abordagem psicanalítica investiga dados pertinentes à relação dos 
indivíduos e suas influências nos conflitos, realiza psicoterapia especificamente 
grupal, baseada na psicodinâmica, identifica sintomas que indiquem aspectos da 
subjetividade do sujeito e promove grupos de reflexão entre membros do programa e 
da comunidade. 
( ) Certo ( ) Errado 
Gabarito: E 
Comentários: A base psicanalítica é fundamentalmente uma abordagem orientada 
para reminiscências do passado através da livre associação e, além disso, sua atuação 
é eminentemente individual e não grupal. 
 
72. CESPE – TRE/BA – Psicologia – 2009. 
O psicólogo educacional planeja programas de educação em prevenção e 
promoção de saúde da criança —, relativos à educação sexual — e da mulher — nos 
cuidados com a gravidez e com os filhos — e delega aos agentes a atuação junto à 
comunidade, organizando atividades de lazer, eventos contra estresse e atividades 
relativas à qualidade de vida na terceira idade. 
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( ) Certo ( ) Errado 
Gabarito: E 
Comentários: Essa parte de delegar aos agentes competências é parte das 
atribuições do Psicólogo do Trabalho no contexto da atenção básica da saúde. Veja: 
Quanto a campos de Atuação: 
Psicólogo da Saúde: Atuação voltada a equipe multidisciplinar no sentido de 
contribuir com a promoção e prevenção de Saúde nas comunidades e suas 
Famílias, podendo ainda, estender suas técnicas psicoterapias aos outros 
técnicos do PSF como por exemplo, promovendo dinâmicas de grupos com 
finalidade de aprendizado, debates e discussões sobre assuntos da 
comunidade, contribuindo com pesquisas sobre a área da Saúde, enfim, 
auxiliando nos processos Educacionais dos Agentes de Saúdes, entre outras 
possibilidades 
Psicólogo do Trabalho: Realizar levantamentos acerca da estrutura e 
funcionamento do PFS junto a Médicos e Gerentes, no sentido de alinhar os 
outros membros da equipe as necessidades da comunidade, pesquisar 
assuntos pertinentes a motivação dos técnicos, escolha e captação de agentes 
de saúde segundo as necessidades da comunidade local, realizar pesquisas 
acerca do desempenho prestados pelos mais diferentes PSFs com a finalidade 
de igualar e melhorar a qualidade no atendimento e prestação de serviços, 
uma padronização, etc. 
Psicólogo Educacional: Planejamento de Programas de educação com foco 
de prevenção e promoção de saúde à crianças (Higiene bucal, educação 
sexual, etc.), à mulheres (cuidados com a gravidez, cuidados com crianças, 
etc.) à adolescentes (Uso e abuso de drogas, violência, etc.) à comunidade em 
geral (Mutirões contra doenças infecto – contagiosas e degenerativas, contra 
estresse, promoção de lazer e qualidade de vida, etc.) à idosos (qualidade de 
vida na 3º idade, relação com a família, etc.), à famílias com membros 
excepcionais (Suas limitações, o mercado – de – trabalho, etc.), enfim, muitas 
possibilidades de atuação com práticas educacionais dentro do PSF que 
contribuiriam significativamente com o impacto positivo deste programa nas 
comunidades e suas famílias. 
Fonte: Silva, D., Perestrelo, D., Alencar, E. Programa de saúde da família – PSF: Uma 
reflexão crítica dos PSFs sob a ótica da disciplina “Psicologia e Saúde Coletiva” da 
graduação de Psicologia do Centro Universitário Nove de Julho – UNINOVE. 2006. 
Disponível em: http://www.redepsi.com.br/2006/09/04/programa-de-sa-de-da-fam-
lia-psf-uma-reflex-o-cr-tica-dos-psfs-sob-a-tica-da-disciplina-psicologia-e-sa-de-
coletiva-da-gradua-o-de-psicologia-do-centro-universit-rio-nove-de-julho-uninove/ 
 
73. CESPE – TRE/BA – Psicologia – 2009. 
A abordagem psicodramática descreve como se dá a relação dos sujeitos como 
seres no mundo, procurando compreender não apenas a casualidade, mas também 
maneira como esta se estruturou, e promovendo reflexões críticas acerca de temas 
diversos entre membros do programa e da comunidade. 
( ) Certo ( ) Errado 
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Gabarito: E 
Comentários: Essa é a abordagem fenomenológica. 
 
74. CESPE – TRE/BA – Psicologia – 2009. 
A abordagem fenomenológica promove debates em grupos, com a finalidade 
de construir melhores relações entre sujeitos inseridos em suas famílias e na 
comunidade, mediante de dinâmicas de grupos e outras técnicas de psicoterapia em 
grupo. 
( ) Certo ( ) Errado 
Gabarito: E 
Comentários: Essa é a abordagem psicodramática. Como eu sei de tudo isso? Uai, 
descobri a fonte de onde eles tiraram essas definições (tortas): 
 Quanto a Uso de abordagens teóricas: 
Abordagem comportamental: Coleta e registro de dados de ambiente Físico e 
Social buscando ordem entre os eventos que se relacionam entre a sociedade x 
PSF x famílias x Indivíduos, levantamento de contingências relevantes através de 
análises funcionais do comportamento humano para promoção de saúde e 
qualidade de vida. Mapeamento de estimulação aversiva e falta de repertório 
comportamental diretamente ligado a comunidade e aos membros do próprio 
PSF, produção de pesquisas na área de Saúde sobre a ótica comportamental, 
psicoterapia baseado na modificação de comportamentos alvos, sujeito único e 
linha de base. 
Abordagem Psicanalítica: Coleta de dados pertinentes a relação dos indivíduos 
e suas influências (Internas x externas), pesquisas sob a ótica psicanaílica, 
psicoterapia baseado na dinâmica e estrutura da psiquê (ID – EGO – SUPEREGO), 
buscar função das pulsões e estruturação de doenças psicológicas (Neurose, 
Psicose, etc.), buscar sintomas que se manifestam indicando aspectos da 
subjetividade de indivíduos, identificar relatos relevantes para Análises mais 
profundas, promover grupos de reflexão entre membros do PSF x Comunidade, 
orientação individual e coletiva de sujeitos e famílias. 
Abordagem Fenomenológica: Descrever fielmente como se dá a relação dos 
sujeitos enquanto ser-no-mundo, procurando compreender não apenas a 
casualidade, mas o “como” desta casualidade, ou seja, buscando de que maneira 
se estruturou esta casualidade, como se dá as relações humanas em 
determinados locais, realizar pesquisas sob a ótica fenomenológica, promover 
reflexões críticas acerca de temas diversos entre membros do PSF e da 
comunidade, etc. 
Abordagem Psicodramática: Através de dinâmicas de grupos, roly – play, e 
outras técnicas de psicoterapia em grupo, promover a qualidade de vida e a 
promoção de saúde a membros do PSF e da comunidade, promover debates e 
reflexões em grupos com a finalidade de construir melhores relações entre os 
membros enquanto sujeitos inseridos em suas famílias e estas inseridas na 
comunidade, pesquisas sob a ótica psicodramática, etc. 
Fonte: Silva, D., Perestrelo, D., Alencar, E. Programa de saúde da família – PSF: Uma 
reflexão crítica dos PSFs sob a ótica da disciplina “Psicologia e Saúde Coletiva” da 
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graduação de Psicologia do Centro Universitário Nove de Julho – UNINOVE. 2006. 
Disponível em: http://www.redepsi.com.br/2006/09/04/programa-de-sa-de-da-fam-
lia-psf-uma-reflex-o-cr-tica-dos-psfs-sob-a-tica-da-disciplina-psicologia-e-sa-de-
coletiva-da-gradua-o-de-psicologia-do-centro-universit-rio-nove-de-julho-uninove/ 
 
 
75. CESPE – DEPEN – Psicólogo – 2013 
No que diz respeito ao processo de adoecimento e ao enfrentamento da 
doença, julgue os itens a seguir. 
Os pacientes na terceira idade, assim como os em estágio terminal, podem 
suscitar nos membros da equipe de saúde que os assiste sentimentos de angústia 
relacionados à morte. 
( ) Certo ( ) Errado 
Gabarito: C 
Comentários: Em tese, e de modo bem genérico, isso é verdadeiro. A equipe de saúde, 
apesar dos esforços iguais, tem uma apreensão maior sobre a morte de tais pacientes 
que de outros. 
 
76. CESPE – DEPEN – Psicólogo – 2013 
Na terceira idade, a fase do ciclo vital em que ocorre um maior número de 
perdas, os indivíduos adquirem maior consciência da finitude da vida, o que os 
permite temer menos a morte do que as pessoas em outras etapas da vida. 
( ) Certo ( ) Errado 
Gabarito: E 
Comentários: Uma coisa não garante outra. É apenas uma mera e simples (besta 
mesmo) questão de interpretação. 
 
77. CESPE – DEPEN – Psicólogo – 2013 
O convívio com pacientes em estágio terminal pode suscitar angústias nos 
profissionais de saúde, os quais devem ser preparados para lidar com os sentimentos 
decorrentes dessa relação, uma vez que a eles cabe encorajar os pacientes a encarar 
a morte como desafio e obstáculo. 
( ) Certo ( ) Errado 
Gabarito: E 
Comentários: Desafio e obstáculo? Longe de mim esse desafio! Afê Maria, o CESPE 
samba na nossa cara. 
 
78. CESPE – DEPEN – Psicólogo – 2013 
A atuação do psicólogo hospitalar em casos de pacientes com doenças 
terminais é fundamental, podendo ele ajudar esses pacientes na experimentação de 
sentimentos e angústias que podem ocorrer nessas situações em que a morte é o 
tema central. 
( ) Certo ( ) Errado 
Gabarito: C 
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Comentários: O papel do psicólogo no contexto hospitalar é o de ajudar o paciente a 
desvelar o modo como experiência emocionalmente e psicologicamente sua 
condição. 
 
79. CESPE – DEPEN – Psicólogo – 2013 
Compete aos profissionais de saúde discutir e refletir sobre as angústias e os 
sentimentos comumente presentes em pacientes com doenças terminais, a fim de 
que possam oferecer subsídios a esses pacientes. 
( ) Certo ( ) Errado 
Gabarito: C 
Comentários: Correto! Digna de grifo! 
 
80. CESPE – DEPEN – Psicólogo – 2013 
Jeniffer, casada havia cinco anos com Mário, deu à luz, havia duas semanas, a 
Amanda, a segunda filha do casal, que já tinha um filho. Devido a complicações na 
gestação, a bebê nasceu prematura, com 26 semanas e, imediatamente após o parto, 
foi internada na UTI neonatal do hospital. 
Com base no caso acima, julgue os próximos itens, relativos às intervenções 
do psicólogo no contexto hospitalar. 
Diante da possibilidade de morte iminente da bebê, o psicólogo deve 
antecipar essa informação à família, juntamente com toda a equipe, devendo, ainda, 
adotar medidas para que a família não se aproxime da bebê, dada a possibilidade de 
ocorrência de vivências traumatizantes e ansiogênicas. 
( ) Certo ( ) Errado 
Gabarito: E 
Comentários: E o cabeçalho da questão fala de risco de morte? Não fala! Além da 
ação descrita ser absurda, pois o psicólogo não vai impedir a pouco provável 
despedida da família, não há qualquer evidência que demonstre que estamos de fato 
falando da possibilidade de morte iminente do bebê. 
 
81. CESPE – DEPEN – Psicólogo – 2013 
O apoio e a escuta do psicólogo a toda família (Jeniffer, Mário e filho mais velho 
do casal) poderão viabilizar a criação de pontos de referências e a ressignificação e 
elaboração desse contexto de internação por essa família. 
( ) Certo ( ) Errado 
Gabarito: C 
Comentários: Considerando que a família também está “internada” por estar 
acompanhando a criança, sim, o apoio e a escuta psicológica irão ajudar na 
ressignificação e elaboração pela família. 
 
82. CESPE – DEPEN – Psicólogo – 2013 
A qualidade da sobrevivência de Amanda depende dos seus primeiros 
instantes de vida; e a experiência de descontinuidade precoce e abrupta, a internação 
logo após o nascimento, é vivenciada pela bebê e por todos os seus familiares. 
( ) Certo ( ) Errado 
Gabarito: C 
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Comentários: Correto. A descontinuidade não é a morte em si, mas a internação. 
Nesse caso, todos sofrem o impacto dessa separação provisória. 
 
83. CESPE – DEPEN – Psicólogo – 2013 
O psicólogo responsável por atender à família deverá considerar, em sua 
intervenção, o momento evolutivo da bebê e as questões psíquicas que envolvem a 
realização de internação neonatal. 
( ) Certo ( ) Errado 
Gabarito: C 
Comentários: Perfeito! Esses dados acerca do bebê e de suas condições constituem 
a base através da qual o psicólogo irá planejar sua intervenção. 
 
84. CESPE – DEPEN – Psicólogo – 2013 
O psicólogo responsável por atender à família deverá viabilizar a comunicação 
de Mário e Jeniffer com a equipe de profissionais da UTI, mas deverá ser a única 
referência para a família nesse espaço, devido à rotatividade de profissionais nesse 
processo e à necessidade de escuta da família, que pode estar angustiada em face das 
possíveis perdas. 
( ) Certo ( ) Errado 
Gabarito: E 
Comentários: Não deve ser a única referencia! Os pais podem ter acesso a todos os 
profissionais que trabalham no caso. 
 
85. CESPE – DEPEN – Psicólogo – 2013 
2. A atuação do psicólogo no combate ao uso de drogas é voltada para os 
âmbitos primário e secundário de atenção à saúde, os quais abrangem as seguintes 
atividades: atendimento psicoterápico individual e em grupo; grupo de 
psicoprofilaxia; atendimento em ambulatório; psicodiagnóstico; consultoria; 
interconsultoria. 
( ) Certo ( ) Errado 
Gabarito: E 
Comentários: A psicoprofilaxia é uma técnica que busca a felicidade do indivíduo. 
Outro ponto fundamental é que além do psicólogo atuar no âmbito terciário, o que 
não foi contemplado pela assertiva, as ações descritas não citam qualquer atividade 
na atuação primária (prevenção). 
 
86. CESPE – MPU – Psicólogo – 2013 
Um funcionário público, de cinquenta e quatro anos de idade, procurou o 
serviço de saúde do órgão em que trabalhava por apresentar um quadro álgico 
importante, que o incomodava havia aproximadamente um ano. Realizados os 
exames, foi diagnosticada uma condição crônica que explicava os sintomas álgicos e 
indicada cirurgia que poderia minorar, mas não curar a dor, e atrasar a evolução da 
doença. O paciente entrou em processo de ansiedade, e a intensidade da dor 
aumentou. O médico responsável decidiu afastar o servidor do trabalho por trinta 
dias, em licença médica, e o encaminhou para o serviço de psicologia, solicitando 
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intervenção complementar no tratamento da dor e auxílio psicológico para favorecer 
a decisão do paciente de se submeter ou não ao ato cirúrgico. 
Considerando a situação hipotética acima apresentada, julgue os itens 
subsequentes com relação aos aspectos éticos e técnicos para assistência cognitivo-
comportamental ao paciente em questão. 
O paciente sofre de dor crônicae pode se beneficiar da intervenção psicológica 
para alívio da dor, desde que não lhe seja ministrada medicação álgica enquanto 
durar o tratamento psicológico. 
( ) Certo ( ) Errado 
Gabarito: E 
Comentários: Ter a intervenção psicológica não contraindica a utilização de 
medicações álgicas. 
 
87. CESPE – MPU – Psicólogo – 2013 
De acordo com a teoria do gate control, ou teoria do portão, técnicas de 
meditação, como atenção plena, e técnicas de distração podem minorar a percepção 
de dor do paciente porque estímulos cerebrais descendentes estimulam o 
fechamento do chamado portão, pelo qual passa, ascendendo pela espinha dorsal, o 
estímulo álgico, que se encaminha até o hipotálamo. 
( ) Certo ( ) Errado 
Gabarito: C 
Comentários: Correta. Vamos pormenorizar um pouco essa teoria. 
A Teoria do “Gate Control”, também chamada Teoria do Portão 
foi elaborada por Melzack & Wall em 1965. De acordo com esses autores 
existe nos cornos posteriores medulares um mecanismo neural que 
funciona como um portão, controlando o fluxo dos impulsos 
transmitidos desde as fibras periféricas até o sistema nervoso central. 
De forma mais detalhada esse mecanismo funcionaria da seguinte 
maneira: 
1. Um mecanismo de controle na espinha dorsal modula a 
transmissão dos impulsos nervosos dos terminais aferentes até as 
“células T” (células transmissoras na espinha). Nesse momento é a 
substância gelatinosa existente na espinha que faz o controle dos 
padrões aferentes antes que eles estimulem as células T. 
2. Fibras nervosas de pequeno diâmetro são responsáveis 
pela transmissão lenta de estímulos, ao passo que as fibras de grande 
diâmetro respondem pela condução rápida. A atividade nas fibras de 
condução lenta facilita a transmissão, na medida em que “abre o 
portão” para a passagem dos estímulos, enquanto a atividade nas 
fibras de condução rápida tende a inibir a transmissão dos mesmos, 
“fechando o portão”. 
3. Esse mecanismo é influenciado também pelos impulsos 
nervosos centrais, ou descendentes do cérebro. Um sistema 
especializado de condutores nervosos ativa os processos cognitivos 
(emoções, memória, experiências), que, por meio dessas fibras 
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descendentes, influenciam as propriedades moduladoras do 
mecanismo do portão. 
4. Quando a descarga de impulsos transmitidos pelas 
células T ultrapassa um certo nível crítico, é ativado um sistema de 
ação representado pelas áreas neurais que formam a base para a 
seqüência de comportamentos e experiências característicos da dor. 
Entre as teorias abrangentes, a Teoria do Portão é uma das mais 
referidas e bem aceitas na atualidade, apesar de ainda necessitar de 
avaliação empírica. 
Fonte: Oliveira, Leila Monteiro Navarro; Souza, Pollyanna da Silva. A dor 
do paciente: um estudo comparativo entre sua percepção e a avaliação 
de seu médico. Centro de Psicologia Hospitalar e Domiciliar do 
Nordeste. Recife, 2003. 
 
 
88. CESPE – MPU – Psicólogo – 2013 
O questionário de dor McGill é indicado como instrumento para avaliar as 
dimensões qualitativas e quantitativas da dor desse paciente, pois inclui descritores 
afetivos, sensitivos e avaliativos, além dos índices de dor. 
( ) Certo ( ) Errado 
Gabarito: C 
Comentários: Correto. Vejamos: 
Questionário de Dor de McGill: 
Este é o único instrumento que avalia as várias dimensões da dor: sensitiva, 
afetiva, avaliativa... É composto por 20 grupos de palavras onde cada uma delas é um 
tipo de dor, sendo que os grupos são numerados de acordo com a intensidade, sendo 
1 a menor delas. Muitos pacientes vão identificar logo de cara a sua própria dor ou 
identificar muitas palavras. Confuso??? Nem tanto. 
Uma maneira de interpretar os resultados é verificar qual a dimensão mais 
predominante. Por exemplo, podemos ter uma primeira impressão de mecanismos 
nociceptivos ou neuropáticos de dor. Mesmo que a quantidade de palavras seja 
inconsistente, vamos imaginar o seguinte cenário: o paciente marca todos os 10 
grupos de palavras sensitivas, porém com pouca intensidade, marcando 1 ou 2 em 
cada grupo. E quando chega nos grupos relacionados à dimensão afetiva, marca as 
últimas palavras. Isso mostra que existe grande impacto das emoções na dor, que 
necessitará o envolvimento de outros profissionais no tratamento, como médicos e 
psicólogos. [...] Geo
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Fonte: Artur Padão Gosling. Questionários e Escalas para Avaliação da Dor. Disponível 
em: 
http://pablomarinho.blogspot.com.br/2011/02/questionarios-e-escalas-para-
avaliacao.html 
 
89. CESPE – MPU – Psicólogo – 2013 
A inclusão da família no processo de assistência psicológica ao paciente nesse 
momento é, em princípio, adequada e relevante. 
( ) Certo ( ) Errado 
Gabarito: C 
Comentários: Correto, a família pode ajudar a implementar as estratégias 
estabelecidas pelo psicólogo assim como reduzir os fatores predisponentes de 
ansiedade e descompromisso com o tratamento. 
 
90. CESPE – MPU – Psicólogo – 2013 
O psicólogo deve estimular o paciente a realizar a cirurgia, pois cabe a esse 
profissional apoiar a indicação do procedimento e dessensibilizar o paciente em 
relação às ameaças percebidas quanto à cirurgia. 
( ) Certo ( ) Errado 
Gabarito: E 
Comentários: O papel do psicólogo é reduzir a ansiedade e fazer com que o paciente 
decida pela cirurgia, pela não cirurgia ou até por um momento posterior para realizar 
tal escolha. 
 
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91. CESPE – MPU – Psicólogo – 2013 
No caso em exame, a interdisciplinaridade seria especialmente benéfica ao 
paciente, porque ele contaria com a assistência do psicólogo, do médico responsável 
e de outros profissionais de saúde que poderiam discutir o caso em conjunto, 
oferecendo-lhe assistência integral. 
( ) Certo ( ) Errado 
Gabarito: C 
Comentários: Essa é a definição clara do trabalho interdisciplinar para o CESPE. Vale 
a pena grifar. 
 
92. CESPE – MPU – Psicólogo – 2013 
Julgue os itens a seguir acerca de iniciativas e procedimentos de um serviço 
de saúde e dos aspectos relacionados à doença e ao adoecimento. 
Fatores psicológicos agudos e crônicos são associados ao maior risco de 
doenças cardíacas e às manifestações agudas da doença, como o infarto do 
miocárdio. 
( ) Certo ( ) Errado 
Gabarito: C 
Comentários: Tecnicamente essa assertiva considerou tudo em termos de fatores 
psicológicos. Em outras palavras, a assertiva pode ser reescrita assim: fatores 
psicológicos afetam as doenças cardíacas, em especial o infarto do miocárdio. 
 Ainda sobre isso: 
Emoções negativas 
As emoções negativas podem ainda influenciar indiretamente tanto o risco 
quanto o prognóstico de pacientes com doença coronariana por influenciar a adesão 
a comportamentos prejudiciais à saúde como tabagismo, consumo de álcool e 
drogas, diminuição da qualidade do sono, má alimentação, obesidade e 
sedentarismo, além de seus efeitos sobre o suporte social e isolamento social 
(Kubzansky & Kawachi, 2000; Sirois & Burg, 2003). A isquemia miocárdica e o infarto 
do miocárdio podem ser provocados por fatores psicológicos, mas ainda não há 
evidências consistentes dessa associação em relação às arritmias cardíacas (Lampert 
& cols., 2002), mesmo sabendo-se que " as emoções negativas como ansiedade e 
depressão podem afetar a estabilidade elétrica do coração através da alteração da 
regulação autonômica (especificamente, reduzindo a variabilidade da frequência 
cardíaca)" (Kubzansky & Kawachi, 2000, p. 330) e quefatores comportamentais 
acarretam ativação simpática excessiva, desencadeando arritmias. É importante 
esclarecer que arritmias de origem comportamental são ocasionadas pela somatória 
de três condições: (a) instabilidade elétrica miocárdica, usualmente devido à doença 
coronariana prévia; (b) um evento desencadeador agudo, frequentemente 
relacionado a estresse mental; e (c) um estado psicológico crônico intenso, que 
muitas vezes inclui depressão e desesperança (Rozanski & cols., 1999). 
Fonte: BONOMO, Ana Myriam Sánchez and ARAUJO, Tereza Cristina Cavalcanti 
Ferreira de. Psicologia aplicada à cardiologia: um estudo sobre emoções relatadas em 
exame de holter. Psic.: Teor. e Pesq. [online]. 2009, vol.25, n.1 [cited 2014-03-28], pp. 
65-74 . Available from: 
. ISSN 0102-
3772. http://dx.doi.org/10.1590/S0102-37722009000100008. 
 
93. CESPE – MPU – Psicólogo – 2013 
Evidências clínicas apontam para a hipótese de que o estresse esteja 
associado ao funcionamento endócrino e imunológico e esteja relacionado, com 
frequência, ao processo de adoecimento. 
( ) Certo ( ) Errado 
Gabarito: C 
Comentários: Realmente, o estresse está associado tanto ao processo de 
adoecimento quanto a alterações nos sistemas endócrino e imunológico. Sobre isso, 
é interessante fazer duas citações: 
A preocupação científica com a questão do estresse reside na sua provável 
relação com o adoecimento ou sofrimento que ele provoca(7-12). Os sintomas físicos 
mais comuns são: fadiga, dores de cabeça, insônia, dores no corpo, palpitações, 
alterações intestinais, náusea, tremores, extremidades frias e resfriados constantes. 
Entre os sintomas psíquicos, mentais e emocionais, encontram-se a diminuição da 
concentração e memória, indecisão, confusão, perda do senso de humor, ansiedade, 
nervosismo, depressão, raiva, frustração, preocupação, medo, irritabilidade e 
impaciência. 
Fonte: MUROFUSE, Neide Tiemi; ABRANCHES, Sueli Soldati and NAPOLEAO, 
Anamaria Alves. Reflexões sobre estresse e Burnout e a relação com a 
enfermagem. Rev. Latino-Am. Enfermagem [online]. 2005, vol.13, n.2 [cited 2014-03-
28], pp. 255-261 . Available from: 
. ISSN 0104-
1169. http://dx.doi.org/10.1590/S0104-11692005000200019. 
 
Tanto o "estresse" psicológico quanto o produzido pelo exercício físico são 
acompanhados por um aumento da descarga de catecolaminas (adrenalina e 
noradrenalina), que exercem influência sobre uma série de processos fisiológicos, 
sendo um fator a mais na modulação da imunidade. A resposta ao "estresse" se reflete 
em modificações bioquímicas, endocrinológicas, hematológicas, fisiológicas, etc., 
que pretendem levar o organismo à sua situação homeostática ideal. 
Fonte: CORDOVA MARTINEZ, Alfredo and ALVAREZ-MON, Melchor. O sistema 
imunológico (I): conceitos gerais, adaptação ao exercício físico e implicações 
clínicas. Rev Bras Med Esporte [online]. 1999, vol.5, n.3 [cited 2014-03-28], pp. 120-125 
. Available from: . ISSN 1517-
8692. http://dx.doi.org/10.1590/S1517-86921999000300010. 
 
94. CESPE – MPU – Psicólogo – 2013 
Embora as estratégias de enfrentamento a doenças sejam específicas para 
cada indivíduo, as pessoas reagem da mesma maneira diante de qualquer processo 
de adoecimento. 
( ) Certo ( ) Errado 
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Gabarito: E 
Comentários: Negativo, as pessoas reagem de forma diferenciada e própria ao 
processo de adoecimento. Isso leva em conta não só a subjetividade do indivíduo, 
como também seu histórico, a doença e a perspectiva de cura. 
 
95. CESPE – MPU – Psicólogo – 2013 
A oferta de um serviço de assistência em grupo para tratamento do tabagismo 
é uma iniciativa de cuidados terciários que pode prevenir a ocorrência de câncer e 
doenças pulmonares. 
( ) Certo ( ) Errado 
Gabarito: E 
Comentários: Se é para prevenir, é atenção primária e não terciária. 
 
 
96. COMPERVE – UFRN - Psicólogo Clínico – 2017 
Na perspectiva da clínica, a psicologia da saúde pode ser compreendida como 
a) o modelo de abordagem interdisciplinar, restrita ao nível secundário de 
atendimento e com atuação limitada a hospitais, característica de atuação 
institucional, na qual o trabalho do psicólogo é independente do serviço médico. 
b) a área que aplica conhecimentos científicos específicos da psicologia sobre as 
interrelações entre componentes emocionais, cognitivos, sociais e biológicos da 
saúde e da doença para promoção e manutenção da saúde, prevenção, tratamento e 
reabilitação da doença e da incapacidade. 
c) a abordagem baseada na premissa de que conflitos internos ou estilos de 
personalidade causam doenças e, desequilibram a dimensão emocional dos 
indivíduos, o que acarreta danos nos planos comportamentais, cognitivos e sociais. 
d) o campo interdisciplinar em que médicos e psicólogos trabalham com base na 
pesquisa, atuando de forma independente, na área específica de suas atribuições e 
competências, de modo a favorecer a saúde do individuo de maneira holística. 
Gabarito: D 
Comentários: A psicologia da saúde é um campo multidisciplinar e de foco primário, 
secundário e terciário. Sim, o psicólogo atua de forma independente, ou seja, pode 
trabalhar sozinho. Mas, o ideal é que considere o trabalho de seus colegas de equipe 
interdisciplinar. 
 
97. COMPERVE – UFRN - Psicólogo Clínico – 2015 
Em 2004, o Ministério da Saúde implementa o PNH (Projeto Nacional de 
Humanização), publicando a cartilha sobre a Clínica Ampliada, dentro do Projeto 
HumanizaSUS, reconhecendo que o fator humano estava ausente do nosso sistema 
de saúde. Assim, a clínica ampliada em Psicologia consiste em 
a) uma prática que envolve atendimento multidisciplinar à problemática vivenciada 
pelo paciente. 
b) uma prática que pode envolver várias abordagens psicológicas , de acordo com o 
paciente em questão. 
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c) uma prática comprometida com o contexto sócio-político-cultural das pessoas, 
considerando especificidades dos significados e sentidos, e com os aspectos 
ambientais, culturais, sociais, etc. 
d) uma prática que está atenta para além das queixas psicológicas, integrando 
também os aspectos biológicos. 
Gabarito: C 
Comentários: A “clínica ampliada” é um conceito de clínica que vai além da saúde e 
que considera o contexto social da população atendida. Ou seja, além de considerar 
todos os níveis de saúde, considera aspectos sócio-políticos e culturais das pessoas 
com que trabalha. 
 
98. COMPERVE – UFRN – Psicólogo Clínico – 2015 
Todos os anos são registrados cerca de 10.000 suicídios no Brasil, o que é considerado 
um grave problema de saúde pública. Os principais fatores de risco dessa 
problemática são: 
A) presença de doença mental, ser do sexo feminino, relato de pensamento suicida e 
conflitos familiares. 
B) tentativa prévia de suicídio, presença de doença mental, sentimento de 
desesperança e ser do sexo masculino. 
C) história familiar de suicídio, depressão, ser do sexo feminino, ser de meia idade. 
D) ser jovem, fazer uso de drogas, introversão e isolamento social. 
Gabarito: B 
Comentários: Fator de risco para o suicídio... Sem dúvida nenhuma, das variáveis 
apresentadas, a tentativa prévia tem maior forçapara, estatisticamente causar 
preocupação em novas tentativas. 
 
99. COMPERVE – UFRN – Psicólogo Social – 2009 
O conceito atual de saúde é 
A) expressão de felicidade e prazer constantes. 
B) resultado da produção social expressa pela qualidade de vida individual ou 
coletiva. 
C) condição de existência das pessoas no seu aspecto individual. 
D) conseqüência de acesso a bens de consumo e lazer. 
Gabarito: B 
Comentários: Como aprendi na própria UFRN, é um conceito bio-psico-social. 
 
100. COMPERVE – UFRN – Psicólogo Social – 2009 
Na relação entre o terapeuta e o paciente, nos serviços ambulatoriais de saúde 
mental, verifica-se que 
A) o paciente, ao escolher o profissional, está ciente das diferenças culturais que 
existem. 
B) os pacientes, em sua maioria, verbalizam a existência de conflito, com clara 
demanda de atendimento psicológico. 
C) a autoridade atribuída ao terapeuta, por seu saber, é recoberta fortemente pela 
marca do poder de sua classe. 
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D) as características vinculadas ao modo de inserção na escala social são 
compartilhadas por ambos. 
Gabarito: C 
Comentários: Não cabe ao paciente estar ciente das diferenças culturais, mas ao 
profissional. Nem todo paciente expressa demandas claras. Sim, a autoridade é 
atribuída ao terapeuta. 
 
101. COMPERVE – UFRN – Psicólogo Social – 2009 
Ao longo de sua história, o hospital tem desempenhado diferentes atribuições. 
Atualmente, 
A) no entanto, ele ainda age, prioritariamente, como um controlador social de 
produção. 
B) ele consiste em uma prática concreta, mas foi transformado num mecanismo 
coordenador de atenção. 
C) os trabalhos de equipe possibilitam que os agentes mantenham controle global do 
trabalho no hospital. 
D) o claro domínio na relação médico-paciente não existe mais, no hospital. 
Gabarito: B 
Comentários: O hospital deixa de ser puramente uma instituição de oferta de serviços 
secundários para ajudar a coordenar redes de saúde (em níveis primário e terciário). 
Sim, temos de marcar a “menos estranha” aqui. 
 
102. COMPERVE – UFRN – Psicólogo Social – 2009 
O acompanhamento psicológico conduzido em ambulatórios de hospitais gerais é 
proposto a pacientes 
A) cujo problema emocional guarde estreita ligação com a patologia orgânica. 
B) que apresentem uma demanda por atenção primária em saúde mental. 
C) cuja questão psicológica não seja conseqüência de uma patologia funcional 
orgânica. 
D) que tenham sido encaminhados por serviços de saúde mental de sua região. 
Gabarito: A 
Comentários: O acompanhamento psicológico em ambulatórios é direcionado e 
focado na patologia que o levou ao ambulatório. 
 
103. COMPERVE – UFRN – Psicólogo Social – 2009 
A interconsulta, como uma das formas de atuação do psicólogo nas instituições de 
saúde, tem como principal objetivo 
A) oferecer atendimento terapêutico aos psicólogos que atuam nessas instituições. 
B) avaliar administrativamente o desempenho da equipe. 
C) estimular os profissionais de saúde a promoverem sua auto-análise. 
D) avaliar os serviços prestados pela equipe à instituição. 
Gabarito: D 
Comentários: A Interconsulta é uma segunda opinião profissional. 
 
104. COMPERVE – UFRN – Psicólogo Social – 2009 
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A atuação do psicólogo em atendimento a um paciente em estágio terminal de uma 
doença, inclui 
A) levar o paciente a aderir melhor ao tratamento. 
B) permitir o prolongamento da vida. 
C) trabalhar com o material que o paciente manifestar. 
D) orientar familiares quanto à evolução do estado psíquico do paciente. 
Gabarito: C 
Comentários: Qual o objetivo da atuação do psicólogo nesses casos? Sempre 
trabalhar com o material que o paciente manifestar, e dar suporte à família. 
 
105. COMPERVE – UFRN – Psicólogo Social – 2009 
O papel fundamental da atuação do psicólogo, em uma equipe multiprofissional, é 
A) integrar os profissionais da equipe, possibilitando ações de tratamento conjuntas. 
B) ensinar os psicólogos a trabalharem em equipe nas diversas ações terapêuticas. 
C) desmistificar preconceitos e resistências dos psicólogos da equipe quanto à 
terapêutica. 
D) desmistificar os preconceitos e as resistências quanto à atividade do psicólogo. 
Gabarito: D 
Comentários: Apesar da banca ter divulgado que o gabarito é a letra D, a A é a correta, 
em minha modesta opinião. 
 
106. COMPERVE – UFRN – Psicólogo Social – 2009 
São os seguintes os três tipos de discursos estratégicos que, no Brasil, desenharam as 
linhas no campo da Saúde Mental: 
A) psiquiátrico, organicista e institucional. 
B) organicista, preventivista e psicoterápico. 
C) sociológico, institucional e psicológico. 
D) sociogenético, psicogenético e organicista. 
Gabarito: B 
Comentários: Vejamos: 
As idéias psiquiátricas, de acordo com o autor, foram produzidas ao longo da história 
com compromissos político-ideológicos distantes da problemática da saúde mental. 
Isto pôde ser observado nos três momentos pelos quais passou a Psiquiatria no Brasil: 
o do discurso organicista, o preventivista e o psicoterápico. 
No primeiro momento, situado na década de 30, buscou-se encontrar os elementos 
orgânicos constitutivos dos indivíduos como explicação para os transtornos mentais. 
Foi a época das noções de higiene psíquica e racial, na qual as práticas eugênicas 
triunfaram. Acreditava-se que existia uma natureza humana e a decifração das leis de 
hereditariedade permitiriam a regeneração dos doentes mentais. 
A Psiquiatria preventivista, da década de 60 e, mais fortemente, da década de 70, 
trouxe como proposta a possibilidade de retirar os atendimentos dos consultórios 
privados e dos asilos para levá-los à comunidade. Seu objeto de estudo era a saúde 
mental e não a doença, seu objetivo era a prevenção da doença mental, o sujeito de 
tratamento passou a ser a coletividade e não mais os indivíduos, os profissionais não 
eram somente os psiquiatras, mas as equipes comunitárias, e o espaço de tratamento 
passou a ser a comunidade. Um novo conceito de personalidade também foi adotado; 
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o indivíduo tornou- se a unidade biopsicossocial. 
Já o discurso psicoterápico, está presente na atualidade, propondo o tratamento 
individualizado, de volta aos consultórios, agregando os conhecimentos da 
Psicologia, na multiplicidade de seus campos teórico-práticos. 
Fonte: A PRODUÇÃO DO CONHECIMENTO PSICOLÓGICO- PSIQUIÁTRICO EM SAÚDE 
MENTAL: CONSIDERAÇÕES A PARTIR DE UM TEXTO EXEMPLAR 
Aline Frollini Lunardelli Lara 
 
107. COMPERVE – UFRN – Psicólogo Social – 2009 
No Brasil, atualmente, a assistência em Saúde Mental procura romper com uma 
prática ambulatorial centrada na avaliação diagnóstica e na medicalização. 
Esse processo de ruptura pode ser entendido como uma 
A) construção de um novo paradigma. 
B) modernização do modelo atual, em relação ao anterior. 
C) humanização do sistema de saúde. 
D) metamorfose em um modelo ambulatorial. 
Gabarito: A 
Comentários: Para romper é preciso de um novo paradigma. 
 
108. COMPERVE – UFRN – Psicólogo Social – 2009 
Em suas atividades de contato com as pessoas, o psicólogo pode deparar com 
copping, que é a 
A) alteração da expressão afetiva. 
B) capacidade de auto-reconhecimento. 
C) alteração de personalidade esquizóide. 
D) capacidade de enfrentamento. 
Gabarito: D 
Comentários: Coping = capacidade de enfrentamento. 
 
 
 
 
 
BROMBERG, Maria Helena P. F. A Psicoterapia em 
Situações de Perdas e Luto. São Paulo: Editora 
Livro Pleno,2000; 
 
Introdução 
Ariés (1977) indica como a morte foi tendo seu cerimonial mudado ao longo 
dos tempos, significando as mudanças que afetaram o impacto sobre a sociedade. 
Hoje o que se vê é uma inversão completa dos costumes, desde a relação entre 
moribundo e ambiente social e físico até as manifestações sociais das emoções. 
Segundo ele, no século XX, nas sociedades ocidentais, a morte tornou-se um fato a ser 
vivido com discrição. o que transferiu o local da morte dos lares para os hospitais, 
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tecnalizando-a e dessacralizando-a. É a forma que a sociedade produziu para se 
proteger de tragédias que podem abalar seu equilíbrio já tão fragilizado em razão das 
constantes e rápidas mudanças a que se submete. 
[...] 
O mito da imortalidade aparece em quase todas as culturas, revelado pelas 
cerimônias de enterro e rituais de luto que preparam o morto para a viagem ao outro 
mundo e que aceitam a influência do espírito muito tempo após a morte do corpo. Há 
também formas simbólicas pelas quais o desejo da imortalidade se manifesta. Pela 
biológica, a pessoa se perpetua em sua descendência: pela teológica, há vida após a 
morte ou então há um plano mais elevado de vida após 
 
O luto – Teorias 
A Escala para Pontuação do Reajustamento Social de HOLMES e RAHE (1967) 
aponta a morte do cônjuge como o mais elevado fator de estresse e de necessidade 
de reajustamento social. É seguida por divórcio, separação conjugal e morte de um 
membro próximo da família. Como pode ser visto, todos esses eventos estão 
relacionados à perda, de uma maneira ou de outra, requerendo um reajustamento 
social completo, aqui definido como a quantidade e a duração da mudança no padrão 
de vida ao qual a pessoa está acostumada, a partir de um evento, não importando o 
quanto foi desejada ou não. 
[...] 
1. 1. Luto e perda do objeto: a abordagem psicanalítica 
[...] 
Para FREUD (1984), a análise comparativa entre luto e melancolia (ou os 
sentimentos de luto ou depressão clínica) demonstra que o luto pode ser um modelo 
de depressão clínica: ambos são no luto patológico. Descreve a síndrome do luto 
crônico como uma reação mórbida, na qual ansiedade, tensão, inquietação e insônia 
predominam, havendo também idéias de auto-reprovação e repentes de raiva. Essas 
manifestações refletem a maneira pela qual a criança teria reagido à ações refletem 
a perda primária. 
Para KRUPP (1965), há uma conexão importante com o processo de luto pela 
pessoa amada e transformações de personalidade. Essa conexão tem por base 
identificação e introjeção como mecanismos de defesa, objetivando reter 
experiências de prazer que se desprendem de objetos externos para serem 
renovados. Os mecanismos podem se darmos para se 
- introjeção depressiva (depressão), cuja ausência é patológica; 
- identificações sintomáticas similares aos sintomas do morto; 
- identificações de personalidade do enlutado que adota maneirismos 
característicos do morto; 
- identificação construtiva do enlutado, que assume interesses e 
atividades do morto. 
O clássico estudo de LINDEMANN(1944) confirmou a necessidade apontada 
por Freud, em 1917, de que, para concluir o trabalho de luto, a libido deve ser retirada 
do objeto perdido e transferi da para um novo objeto. 
[...] 
1.2. Luto e perda do vínculo: a abordagem etológica 
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A teoria do vínculo desenvolvida por BOWLBY (1960, 1978a, 1978b. 1981) 
integra ideias da Psicanálise e da Etologia. Tem uma interpretação funcional para o 
luto mas diferentemente do conceito psicanalítico na medida em que analisa o 
comportamento complexo do ser humano com uma visão mais ampla, que considera 
tanto aspectos psicológicos quanto biológicos. 
Ocupando posição central em sua teoria, está a afirmação de que o 
comportamento do vínculo tem valor de sobrevívêncía para todas as espécies e que 
luto - visto como o aspecto negativo do vínculo - é uma resposta genérica à separação. 
Assim sendo, a seqüência das fases protesto-desespero observada no luto é uma 
resposta característica de muitas espécies ao rompimento de fortes vínculos afetívos. 
Embora tenha concordado com algumas idéias da 
Psicanálise, como, por exemplo, com KLEIN(1940) sobre o impacto que as 
perdas na infância terão para as perdas no futuro, não concordo com o significado 
atribuído ao desmame como perda primária (BOWLBY,1960), alegando a existência 
de eventos concomitantes (no caso, o afastamento da mãe) que ameaçam a 
sobrevivência do bebê. É ainda BOWLBY(1978a) que afirma ser uma das maiores 
funções do objeto de vínculo - principalmente a mãe, mas também a figura substituta 
constante - oferecer urna base de segurança que permita ao indivíduo explorar o 
meio. Assim sendo, mesmo que ameaçado, ele não somente se afasta do estimulo 
ameaçador, como também se protege no objeto de vínculo. Com a perda desse 
objeto, não há mais a base segura onde se refugiar diante do perigo, o que faz com 
que seja uma experiência aterrorizante. Esta é a razão pela qual o sofrimento é uma 
reação universal à separação de uma figura de vínculo. 
Ao conceítuar o processo de luto como uma forma de ansiedade de 
separação, a teoria do vínculo oferece uma interpretação teórica para aspectos do 
luto normal e patológico não explicados por outras abordagens. Como, por exemplo, 
pode explicar sintomas aparentemente paradoxais: a necessidade de encontrar a 
pessoa perdida, a sensação de ter a presença da pessoa morta e até mesmo a raiva 
sentida por essa pessoa. Como já citado, os sentimentos muitas vezes ambivalentes 
acerca da perda refletem a tentativa irracional de manter o vinculo, mesmo que 
desconsíderando as evidências da realidade. 
O comportamento do vinculo estabelece-se seguindo quatro fases, de acordo 
com BOWLBY(1978). Na primeira, ocorrem orientação e sinais sem discriminação de 
figura e, em condições favoráveis, os comportamentos típicos dessa fase (voltar-se 
para uma pessoa, seguir objetos com os olhos, sorrir e balbuciar, sem ser para uma 
pessoa específíca são acrescidos, por volta da décima segunda semana de vida, dos 
comportamentos da segunda fase, caracterizada por orientação e sinais dirigidos a 
uma (ou mais) figura(s) discriminada(s). Ou seja, o bebe acentua sua orientação para 
a figura materna (mãe ou substituta). A resposta diferenciada a estímulo auditivo tem 
início na décima semana. Essa fase se estende até por volta de seis meses, ou mais, 
de acordo com as circunstãncias. Na terceira fase, dá-se a manutenção da 
proximidade com uma figura discriminada por meio da locomoção ou de sinais. Dessa 
forma, o bebê tem a figura materna como seu ponto de referência, segue-a quando se 
afasta, saúda-a quando se aproxima e considera-a a base a partir da qual faz suas 
explorações. É evidente para todos que há uma ligação vincular entre o bebê e a figura 
materna, ao mesmo tempo que estranhos são considerados com cautela ou mesmo 
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afastamento. Essa fase se inicia aproximadamente aos seis ou sete meses de idade, 
continua pelo segundo ou até terceiro ano de vida. Em bebês que tiveram pouco 
contato com uma figura materna permanente, o início da terceira fase pode ser 
retardado para depois do primeiro aniversário. Na quarta fase, dá-se a formação de 
uma parceria definida por meio de padrões de previsibilidade de comportamento da 
figura materna, que vão permitir ao bebê assegurar-se do vinculo com ela. 
A qualidade do vínculo estabelecido primariamentedeterminará, então, os 
vínculos futuros e os recursos disponíveis para enfrentamento e elaboração de 
rompimentos e perdas. BOWLBY(1978b) descreve o vínculo ansioso como causado 
por uma série de separações e como provocador de relações de dependência. 
Também reações de fobia encontradas em crianças estão relacionadas a vínculos 
ansiosos estabelecidos como padrão de não-disponibilidade de figuras de vínculo. 
 Por outro lado, um vínculo seguro permite o desenvolvimento da 
autoconfiança e da auto-estima. Em um estudo de ROSEMBERG (1965). os resultados 
mostram que a medida de auto-estima é negativamente correlacionada com 
tendência à depressão, sentir-se isolado e solitário e com suscetibilidade a sintomas 
somáticos. 
Considero importante observar que estes são os sintomas mais 
freqüentemente encontrados na reação de luto, abrangendo também rebaixamento 
na auto-estima. Ou seja: quando o vínculo é rompido, os recursos de que o indivíduo 
dispõe para elaborar o luto devem ser buscados na qualidade de vínculo 
anteriormente existente. 
 
2. O PROCESSO PSICOLÓGICO DO LUTO 
ENGEL (1961) coloca a questão de ser o luto em si uma doença. Considera-o 
uma resposta característica à perda de um objeto valorizado, seja a pessoa amada, 
um objeto material especial, emprego, status, casa, país, ideal, parte do corpo. 
Segundo ele, o luto sem complicações segue seu curso consistente, modificado por 
variáveis como: morte abrupta, natureza de preparação para o evento e o significado 
que o objeto perdido tem para o sobrevivente. O assim chamado curso consistente 
inclui uma fase inicial de choque e descrença, na qual a pessoa tenta negar a perda e 
se isolar contra o choque da realidade. A seguir, vem uma fase de crescente 
consciência da perda. marcada por efeitos dolorosos de tristeza, culpa, vergonha, 
impotência e desesperança: há também o choro, uma sensação de vazio, distúrbios 
de alimentação e de sono, às vezes alguns distúrbios psicossomáticos associados à 
dor física, perda de interesse pelas companhias ou atividades costumeiras. perda da 
qualidade nas atividades profissionais. Por fim. há uma prolongada fase de 
recuperação, na qual se dá a elaboração do luto, o trauma da perda é superado e é 
restabelecido um estado de saúde. 
[...] 
No entanto, para esclarecer o ganho obtido com as ideias de ENGEL, quanto a 
necessidade ou não de intervenção terapêutica (e, em caso positivo, de que espécie, 
levo em conta que: 
- o luto, com todas as suas formas e ramificações, é objeto de estudo e de 
pesquisa tal1to das Ciências do Comportamento, quanto das Físicas e 
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Biológicas, uma vez que envolve a aplicação de suas descobertas para minorar 
o sofrimento das pessoas; 
- a ocorrência do luto, precedendo ou juntamente com outras doenças, está 
presente com tanta freqüência que não pode ser considerada uma simples 
coincidência irrelevante. Diga-se da mesma forma para a incidência de mortes 
na fase de luto; 
- se a experiência - ou ameaça - da perda do objeto consistentemente afeta o 
ajustamento total do indivíduo, pode-se dizer que foi identificado um fator 
etiológico de tanta importância que desconsiderá-Io seria certamente uma 
expressão de preconceito científico; 
- entender o luto como doença exige que não saiam de perspectiva os aspectos 
ambientais diferentes dos que são habitualmente levados em conta, ou seja: 
os objetos psíquicos, pessoas, profissão, objetivos. lar dos pacientes não 
podem ser desconsiderados até que seja provado que as relações de vínculo 
com o objeto não tenham qualquer papel na patogênese da doença. 
 
2.1. A sintomatologia 
 
 
SINTOMA DESCRIÇÃO 
A - AFETIVO 
Depressão Sentimento de tristeza, depressão, disforia, acompanhado 
por intenso sofrimento subjetivo, dor mental. Episódios 
(ondas) de depressão podem ser intensos e algumas vezes 
(mas não sempre) precipitados por eventos externos (receber 
carinho, ir a certos locais, lembranças de atividades feitas em 
conjunto, aniversários etc.). Sentimentos de desespero, 
lamentação, pena são os predominantes. 
Ansiedade Medos, ameaças, sensação de impotência, de perder a 
cabeça, de morrer, medo de ser incapaz de sobreviver sem o 
cônjuge, ansiedade de separação, medo de viver sozinho, 
preocupações financeiras e preocupações sobre outros 
assuntos que antes eram resolvidos com o cônjuge. 
Culpa Auto-acusações sobre eventos do passado, notadamente 
sobre aqueles que levaram à morte (sentir que mais poderia 
ter sido feito para evitar a morte). Sentimentos de culpa sobre 
seu comportamento em relação ao parceiro (deveria ter 
tratado diferente, tomado decisões diferentes). 
Raiva e Hostilidade Irritabilidade em relação à família, no cuidado dos filhos, com 
os amigos (por sentir que não entendiam ou não gostavam 
tanto do morto ou não entenderam o luto). Raiva do destino, 
que a morte tenha ocorrido, raiva do cônjuge falecido (porque 
o deixou sozinho, porque não precisa mais de cuidados), dos 
médicos e enfermeiros. 
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Falta de Prazer Perda do prazer obtido com comida, hobbies, eventos sociais 
ou familiares, e outras atividades que tenham sido 
anteriormente prazerosas, mesmo que o cônjuge não tenha 
estado presente. Sensação de que nada mais será prazeroso 
sem o cônjuge. 
Solidão Sentir-se só, mesmo na presença de outras pessoas; crises 
periódicas de intensa solidão, principalmente nos momentos 
em que o cônjuge estaria presente [á noite, nos fins de 
semana) e durante eventos especiais que seriam 
compartilhados. 
 
 
SINTOMA DESCRIÇÃO 
B - MANIFESTACÕES COMPORTAMENTAIS 
Agitação Tensão, inquietação atípica, hiperatividade, freqüentemente 
sem completar as tarefas (fazer coisas apenas para se manter 
ativo), comportamento de procura do cônjuge, mesmo 
reconhecendo que é inútil. 
Fadiga 
 
Redução do nível de atividade geral (às vezes interrompida 
pelas crises de agitação mencionadas anteriormente); 
lentificação da fala e do pensamento; Iassidão geral, olhar 
triste. 
Choro 
 
Lágrimas ou olhos marejados , expressão geral de tristeza, 
com os cantos da boca caídos, olhar triste. 
 
SINTOMA DESCRIÇÃO 
C - ATITUDES EM RELAÇÃO SI AO FALECIDO E AO AMBIENTE 
Auto-reprovação Ver: A Culpa 
Baixa auto-estima Sentimentos de inadequação, fracasso e incompetência nas 
próprias possibilidades, sem o cônjuge; sentimento de que 
nada vale a pena. 
Desamparo Pessimismo sobre as circunstâncias atuais e futuras, 
desesperança, perda de propósito na vida, pensamentos 
sobre suicídio (desejo de não continuar vivendo sem o 
cônjuge) 
Suspeita Dúvidas quanto aos motivos daqueles que oferecem ajuda. 
Problemas Dificuldade em manter relacionamentos interpessoais, 
rejeição de amizades, afastamento das funções sociais. 
Atitudes em 
relação ao falecido 
Anseio pelo falecido, ondas de saudade, de procura por 
ele/ela, dor intensa. Imitação do comportamento do falecido 
(por exemplo, na maneira de falar, de andar), engajar-se nos 
mesmos interesses e objetivos. Idealização do falecido: 
tendência a ignorar qualquer defeito e a exagerar as 
características positivas. Ambivalência: alternância de 
sentimentos sobre o falecido. Imagens do falecido, com 
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frequência muito vidas e quase alucinatórias; afirma ter visto 
ou ouvido o falecido. Preocupações com a lembrança do 
falecido, tanto as voas quanto as más, e necessidade de falar 
incessantemente sobre isso com exclusão do interesse sobre 
qualquer outro tópico.com a relação comportamento e saúde, 
descreve a origem da Psicologia da Saúde e chama a atenção para a variação de 
nomenclaturas empregadas para a área: a Medicina Psicossomática, a Psicologia 
Médica, a Medicina Comportamental, entre outras. Alerta para que esta não seja mais 
uma divisão para a Psicologia, já que não se trata de uma profissão, e sim de uma área 
de conhecimento e pesquisa da Psicologia. 
Para Taylor (1999), a Psicologia da Saúde constitui um campo da Psicologia 
destinado a entender as influências psicológicas sobre como as pessoas permanecem 
saudáveis, por que ficam doentes e como agem quando adoecem. Taylor (1999) 
focaliza ainda a promoção e manutenção da saúde, a prevenção e o tratamento da 
doença, as relações entre saúde-doença e o comportamento e as melhorias na 
sistemática de cuidado e formulação de políticas de saúde. O campo da Psicologia da 
Saúde é amplo e as definições incluem a análise e a tendência do sistema de atenção 
à saúde para os âmbitos de recuperação, prevenção e promoção, bem como para a 
elaboração de políticas da saúde. Dessa maneira, é explícita a sua relevância para 
quaisquer atividades, seja no nível primário, secundário ou terciário, seja nos 
processos e/ou políticas, dado o seu potencial para o bem-estar individual ou da 
comunidade. 
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O crescimento da área, segundo Marks et al. (2000), pode ser atribuído a três 
fatores: a) à evidência do aumento de doenças e da mortalidade, causadas pelo estilo 
de vida, b) ao fortalecimento da filosofia dos países industrializados de que os 
indivíduos são responsáveis por sua própria saúde, e c) ao aumento da discordância 
com o modelo médico e sua dominância, na atenção à saúde. Paralelamente aos 
fatores destacados pelos autores, também notamos a valorização do contexto social 
como um dos determinantes da saúde, sendo a sua avaliação fundamental para 
qualquer ação a ser desenvolvida em prol da saúde. 
As ações em Psicologia precedem a teoria, na perspectiva de Catharino (1999), 
de forma que, na Psicologia da Saúde, também não foi diferente; as ações e as 
necessidades da área despertaram a curiosidade de alguns profissionais, entre os 
quais Gioia-Martins e Rocha Júnior (2001), que vêem a Psicologia da Saúde como um 
novo campo, porém salientam a necessidade de as práticas, nesse novo contexto, 
serem acompanhadas por referenciais teóricos que forneçam subsídios básicos para 
sua sustentação. Esses mesmos autores apontam para as transformações da 
Psicologia, que surgem com as mudanças das necessidades da sociedade, 
valorizando o olhar para o contexto social, como a abertura de novos espaços de 
atuação, evidenciando ações educativas sobre as práticas saudáveis e a criação de 
políticas de prevenção para uma abrangência global, de sorte a mostrar a eficácia 
dessas ações para a redução dos custos de serviços de saúde. 
A Psicologia da Saúde pode ser vista como um campo da Psicologia que nasce 
para dar resposta a uma demanda sociossanitária, de acordo com Sebastiani (2000), 
o qual destaca algumas tendências para essa área, como: integração de modelos 
teóricos, modificação de crenças a atitudes com relação às enfermidades, a 
participação individual e comunitária nas questões de saúde - todos aspectos 
compreendidos pelo autor como estratégias para soluções dos problemas de saúde. 
Essa concepção ampliada de ações indica também a necessidade de 
ampliação de espaços de atuação, pois, em alguns momentos da história, a Psicologia 
da Saúde ficou restrita apenas à Psicologia Hospitalar. Tal circunstância leva 
estudiosos da área a examinarem a atuação, a exemplo de Miyazaki e Amaral (1995), 
que entendem que "o psicólogo da saúde deve ser definido como o profissional que 
lida com os problemas associados ao continuum saúde/doença, sem especificação 
do ambiente no qual atua" (p. 238). 
Diante dessas mudanças de ambientes, de referenciais teóricos e técnicos, os 
profissionais inseridos esbarram nas especificidades da área. Uma pesquisa realizada 
por Seidl e Costa Júnior (1999), sobre o psicólogo na rede pública de saúde do Distrito 
Federal, constatou que 100% dos profissionais evidenciavam a necessidade de 
treinamento específico, para sua atuação profissional. Em relação à introdução de 
profissionais da Psicologia em outros níveis de atenção à saúde, primário, secundário 
e terciário, Yamamoto (1998) reforça que não está em questão a importância do 
trabalho da Psicologia, na saúde pública, nem defende linhas específicas de teorias 
ou técnicas, mas insiste na instrumentalização técnica apropriada e respaldos 
teóricos que orientem as ações a serem desempenhadas, para além dos limites 
tradicionais. Por tratar-se de uma área recente, requer construções específicas, nas 
quais não se reproduzam apenas as práticas clínicas, todavia que sejam coerentes 
com as especificidades do setor de saúde. Bernardes (2010) refere que a maioria dos 
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serviços se baseia no modelo clínico, sugerindo a abertura da Psicologia para o 
diálogo com todos os atores envolvidos, entre eles a comunidade, estimulando 
inclusive a participação e o controle social. 
A limitação das práticas em saúde, ou seja, a transposição de atuação sem 
fundamentação teórica e envolvimento social, mostra-se como uma preocupação 
para Seidl e Costa Júnior (1999); eles explicitam que a Psicologia da Saúde, no 
contexto nacional, acompanhou a expansão e a evolução da Psicologia clínica, 
porém, atuando em diferentes áreas, que exigem um compromisso social por parte 
do profissional. Enfatizando esse contexto, Sebastiani (2000) sublinha que a área de 
saúde, é a que mais tem contratado psicólogos nos últimos quinze anos. Uma das 
justificativas para essa absorção seria a diminuição da procura pelas atividades de 
consultório baseadas em um modelo estritamente clínico. 
Fonte: PIRES, Ana Cláudia Tolentino e BRAGA, Tânia Moron Saes. O psicólogo na 
saúde pública: formação e inserção profissional.Temas psicol. [online]. 2009, vol.17, 
n.1 [citado 2018-03-18], pp. 151-162 . Disponível em: 
. ISSN 1413-389X. 
 
 
Diferenciação de conceitos 
 Leia com muita atenção: 
Psicologia da Saúde 
Straub (2005), refere hoje ser possível afirmar que a psicologia da saúde possui 
focos e objetivos próprios. Tendo sido os quatro principais aqueles estabelecidos pela 
American Psycological Association (APA) e seu então presidente Joseph Matarazzo e 
publicados no primeiro volume de seu periódico oficial, Health Psychology. 
Para o referido autor, tendo a saúde como seu tema fundamental, a Psicologia 
da Saúde é um subcampo da Psicologia que aplicam princípios e pesquisas 
psicológicas para melhoria, tratamento e prevenção de doenças. As áreas de interesse 
da Psicologia da Saúde incluem condições sociais, fatores biológicos e traços de 
personalidade. Um campo relativamente novo que irá desempenhar um papel 
fundamental para o enfrentamento de desafios para a saúde do mundo, a Psicologia 
da Saúde é a ciência que busca responder questões relativas à forma como o bem 
estar das pessoas pode ser afetado pelo que se pensa, sente e faz. Por se tratar de um 
subcampo da Psicologia, a Psicologia da Saúde tem como premissa "quatro 
objetivos" distintos porém complementares: 
1. Estudar de forma científica as causas e origens de determinadas 
doenças, ou seja, a sua etiologia. Os psicólogos da saúde estão 
principalmente interessados nas origens psicológicas, 
comportamentais e sociais da doença. 
2. Promover a saúde. Preocupa-se com questões sobreSINTOMA DESCRIÇÃO 
D - DETERIORAÇÃO COGNITIVA 
Lentidão do 
pensamento e da 
concentração 
Pensamento lento e memória inibida: também B – Fadiga. 
 
SINTOMA DESCRIÇÃO 
E - MUDANÇAS FISIOLÓGICAS E QUEIXAS SOMÁTICAS 
Perda de Apetite (Às vezes come em excesso.) Acompanhada por mudanças no 
peso: às vezes considerável perda de peso. 
Distúrbio do Sono Frequentemente insônia, às vezes dorme em excesso. 
distúrbios no ritmo à noite. 
Perda de Energia Ver B - Fadiga. 
Queixas Somáticas Incluem dores de cabeça, na nuca, nas costas, câimbras, 
náuseas, vômitos, nó na garganta, boca seca ou com gosto 
amargo, prisão de ventre, azia, indigestão, flatulência, visão 
embaçada, dor ao urinar, respiração curta, necessidade de 
sispirar, sensação de estômago vazio, falta de força muscular, 
palpitações, tremores, queda de cabelos. 
Queixas Somáticas 
do falecimento 
Aparecimento de sintomas similares aos do falecido, 
particularmente aqueles da doença terminal; a pessoa pode 
estar convencida de ter a mesma doença. 
Mudanças na 
ingestão 
Aumento no uso de psicotrópicos (de tranquilizantes, de 
medicação, etc.). de bebidas alcoólicas e de fumo. 
Suscetibilidade a 
doenças 
Particularmente infecções (por queda da imunidade), 
também as relacionadas à falta de cuidados com a saúde 
(tuberculose) e as relacionadas ao estresse (por exemplo, 
problemas cardíacos). 
 
2.2. Fases do enlutamento 
No processo de luto, a variação é de três a cinco fases, embora a avaliação de 
duração e sequência seja vista como consistente por alguns autores [...] 
1) Entorpecimento: a primeira reação encontrada em sobreviventes de catástrofes ê 
também a reação inicial à perda por morte; ocorre choque. entorpecimento, 
descrença; a duração pode ser de poucas horas ou de muitos dias; pode ser 
interrompida por crises de raiva ou de profundo desespero. A pessoa recentemente 
enlutada se sente aturdida, atordoada. desamparada. imobilizada, perdida. Há 
também possíveis evidências de sintomas somáticos. como respiração suspirante. 
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rigidez no pescoço e sensação de vazio no estômago. A negação inicial da perda pode 
ser uma forma de defesa contra um evento de tão difícil aceitação. Também presente 
nesta fase está a tentativa de automaticamente continuar a viver como antes. como 
se nada tivesse mudado na vida. 
2) Anseio e protesto: a seguir. vem uma fase de emoções fortes, com muito 
sofrimento psicológico e agitação física. À medida que se desenvolve a consciência da 
perda, há muito anseio por reencontrar a pessoa morta, com crises de profunda dor e 
espasmos incontroláveis de choro. Apesar da consciência da perda irreversível, o 
desejo de recuperar a pessoa às vezes é insuperável. Há momentos em que a pessoa 
tem a viva sensação da presença do morto; aquilo que não tiver relação com o morto 
tem pouco significado ou importância; a pessoa se mostra afastada e introvertida. 
Também é comum que o enlutado sinta muita raiva, às vezes dirigida contra si 
mesmo, na forma de acusações com sentimentos de culpa por pequenas omissões de 
cuidados que possam ter acontecido com o morto; às vezes é dirigida contra outras 
pessoas, principalmente aquelas que oferecem consolo e ajuda; a raiva também pode 
ser dirigida contra o morto, pelo abandono que provocou. A pessoa enlutada 
movimenta-se sem descanso, como em busca do morto (principal características 
desta fase) e mostra-se obsessivamente preocupada com lembranças, pensamentos 
e objetos do morto. Convém ressaltar que a raiva, mesmo sendo intensa e freqüente, 
nesta fase não é indicativa de luto patológico. Ocorrem também sentimentos 
incompatíveis ou contrários, por exemplo: esperança e desapontamento, 
simultaneamente. 
3) Desespero: com a passagem do primeiro ano de luto, o enlutado deixa de procurar 
pela pessoa perdida e reconhece a imutabilidade da perda. Esta é uma fase muito 
mais difícil que as anteriores. O enlutado duvida que qualquer coisa que vale a pena 
na vida possa ser preservada, assim, instalando-se apatia e depressão. O processo de 
superação dessas reações é lento e doloroso. É muito comum que ocorra afastamento 
das pessoas e das atividades, falta de interesse em envolvimentos de qualquer 
espécie, assim como a inabilidade para se concentrar em tarefas rotineiras e para 
iniciar atividades. Os sintomas somáticos persistem, incluindo falta de sono, perda de 
apetite e de peso, distúrbios gastrintestinais. 
 
4) Recuperação e restituição: a depressão e a desesperança começam a se 
entrelaçar, com frequência cada vez maior, a sentimentos mais positivos e menos 
devastadores. A pessoa enlutada pode aceitar as mudanças em si e na situação, 
lidando com elas e obtendo maior eficácia. Vem dai uma nova identidade, que lhe 
permite desistir da ideia de recuperar a pessoa morta. Dá-se o retorno da 
independência e da iniciativa, podendo mesmo rejeitar algum relacionamento que 
tivesse mero significado de suporte. Apesar da instabilidade ainda presente nos 
relacionamentos sociais, nessa fase o enlutado busca fazer novas amizades e reatar 
antigos laços, o que só será possível quando se afastar cada vez mais das lembranças 
da pessoa morta. Mesmo com o processo de recuperação ainda em andamento, é 
comum a recorrência de sintomas que haviam cedido, particularmente em datas que 
ativam lembranças. como aniversário de nascimento, de morte, de casamento. Por 
esse motivo, o fenômeno é conhecido como "reação de aniversário". 
[...] 
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2.3. Luto normal e luto patológico 
[...] 
LINDEMANN(1944] categorizou que chamou de reações mórbidas do luto, como 
distorções do luto normal. São elas: 
- reação adiada: quando o enlutado tem que enfrentar situações concomitantes ao 
luto que não permitem a entrada no trabalho de elaboração. Podem não ser 
apresentadas reações imediatas à morte que, no entanto, poderão vir a ser 
provocadas mais tarde por eventos que, aparente ou superficialmente, não teriam 
força para tanto; 
- reação distorcida: a alteração se dá no comportamento do enlutado, podendo até 
dar a falsa impressão de que está passando por uma elaboração adequada. São 
exemplos: 
a) superatividade sem sentir a perda; 
b) desenvolvimento de sintomas da doença do morto; 
c) doença psicossomática, particularmente colite ulcerativa, artrite 
reumatoide e asma; 
d) alteração no relacionamento com amigos e parentes, principalmente na 
direção do isolamento social; 
e) hostilidade contra pessoas específicas, em geral pessoas que cuidaram do 
morto, como médicos, por exemplo; 
f) perda duradoura dos padrões de interação social, com falta de iniciativa e 
decisão; 
g) atividade em detrimento de sua existência social e econômica; 
h) depressão agitada, com tensão, insônia, sentimentos de desvalia, 
necessidade de autopunição. Em casos extremos, há risco de suicídio. 
 
A partir daí, conceituou, ampliando as reações anormais de luto para: 
- luto crônico: prolongamento indefinido do luto, com predomínio de ansiedade, 
tensão, inquietação e insônia; também podem ocorrer sintomas de identificação; 
- luto adiado: semelhante ao descrito por LINDERMANN(1944). No processo do 
adiamento. a pessoa enlutada pode apresentar comportamento normal ou alguns 
sintomas de luto distorcido, como superatividade, sintomas da doença do morto, 
isolamento; 
- luto inibido: os sintomas do luto normal estão ausentes. Para PARKES (1965), não 
há exatamente diferença entre luto inibido e luto adiado, tratando-se apenas de graus 
diferentes de sucesso na defesa psíquica. 
[...] 
2.4. Fatores de risco 
Os fatores de risco podem ser divididos em quatro área: 
1) Fatores predisponentes no enlutado: ser jovemcomo levar as 
pessoas realizarem comportamentos que promovam a saúde (praticar 
exercícios regularmente, comer alimentos nutritivo, etc). 
3. Prevenir e tratar doenças. Projeta programas para ajudar as pessoas 
a pararem de fumar, perderem peso, administrarem o estresse, e 
minimizarem outros fatores de risco de uma saúde fraca. Preocupa-se 
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também com aquelas que já estão doentes, em seus esforços para 
adaptarem-se a suas doenças ou obedecerem regimes de tratamento 
difíceis. 
4. Promover políticas de saúde pública e aprimorameto do sistema de 
saúde pública. Os psicólogos da saúde são bastante ativos em todos os 
aspectos da educação para a saúde, e reúnem-se com frequência com 
os líderes governamentais que formulam políticas públicas na tentativa 
de melhorar os serviços de saúde para todos os indivíduos. 
Notadamente, as tendências sociais e históricas, criaram a necessidade de um 
modelo novo e mais amplo de saúde e de doença, os psicólogos da saúde estando 
cada vez mais dispostos a alcançar o êxito diante de tal tendência. Deste modo, estes 
profissionais desenvolveram diversos modelos, ou persectivas, para guiar seu 
trabalho. 
 
Psicologia Médica 
Provavelmente por se tratar de um novo capítulo na história da Medicina, a 
Psicologia Médica pode ser melhor percebida como um estudo do que como uma 
prática. O que verdadeiramente não diminui seu mérito, uma vez que a maioria das 
práticas é melhor aproveitada e praticada quando advindas de estudo aprofundado. 
Para Muniz e Chazan (2010), no âmbito da Psicologia Médica, a proposta é 
estudar a psicologia do estudante, do médico, do paciente, da relação entre estes, da 
família e do próprio contexto institucional dessas relações. 
Levando em consideração o contexto da criação e da prática da Psicologia 
Médica, é possível perceber que "a Psicologia Médica tem como principal objetivo de 
estudo, as relações humanas no contexto médico. Portanto, a compreensão do 
homem em sua totalidade, em seu diálogo permanente entre mente e corpo, em sua 
condição biopsicossocial, é fundamental para a Psicologia Médica" (Muniz e Chazan, 
2010, p. 49 in Mello Filho, Burd e Cols, 2010). 
Se a interlocução entre ensino e prática é questão fundamental, e portanto 
indispensável, pode-se partir do princípio de que "pouco adiantam os conhecimentos 
de ordem intelectual em Psicologia Médica se eles não forem experienciados na 
prática clínica do estudante ou médico" (Muniz e Chazan, 2010, p. 51 in Mello Filho, 
Burd e Cols, 2010). É possível crer que "perceber o que não é diretamente explicitado 
pelo paciente não é tarefa fácil. Escutar o que não é dito em palavras requer um 
modelo de relação que, de forma alguma, é o habitual" (Muniz e Chazan, 2010, p. 52 
in Mello Filho, Burd e Cols, 2010). ...as transformações, ou melhor, as possibilidade de 
mudanças nas atitudes dos estudantes estarão ligadas diretametne à intensidade das 
experiências emocionais vividas no decorrer de sua formação médica. E 
desenvolvendo a capacidade de elaborar seus conflitos. De refletir sobre suas 
angústias, que o estudante poderá posteriormente ouvir as angústias do paciente" 
(Muniz e Chazan, 2010, p.52 in Mello Filho, Burd e Cols, 2010). Assim, como ocorre em 
Psicologia de um modo geral. 
Segundo Caixeta (2010), o conceito de Psicologia Médica é controverso desde 
o início. Portanto, em uma tentativa de elucidar não tão somente o conceito, mas, 
sobretudo a prática do profissional de Psicologia Médica, vale lançar mão de seus 
objetivos. Para o autor, os objetivos da Psicologia Médica não se confundem, com os 
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da Psiquiatria ou Psicanálise, estando fundamentados sobretudo no estudo e manejo 
dos problemas psicológicos inerentes aos médicos, no estudo sobre o adoecer e o 
morrer, no estudo das repercussões sistêmicas ou cerebrais sobre a psicologia do 
paciente, na repercussão da doença sobre a psicodinâmica familiar, na importânica 
dos fatores psicobiológicos dentro da gênese, desencadeamento e terapêutica de 
certas doenças, no mitigar convenientemente as angústias espirituais e existenciais 
ao curso das enfermidades longas e difíceis, no escutar o paciente, escutar sobre a 
doença, escutar as queixas e o sofrimento do paciente e de seus próximos, no 
esclarecer, na medida do possível, as complexas relações psicobiológicas entre "alma 
e corpo" dentro do contexto médico, e, no fornecer aos médicos noções psicológicas 
práticas indispensáveis ao seu exercício médico cotidiano. 
Em um nível mais profundo de Psicologia Médica (no tocante à Psiquiatria de 
Ligação ou aos serviços Especializados em Psicologia Médica), empenha-se enxergar 
os fatores psicopatológicos presentes dentro de certas relações médico-paciente. É 
então um nível mais aprofundado de Psicologia Médica e que releva uma assistência 
mais especializada, pertencente talvez a um serviço de Psiquiatria de Ligação ou de 
Psicologia Médica (Caixeta, 2010). 
Enfim, embora seja tanto tentador quanto mais fácil fragmentar a atividade 
médica em uma Medicina Somática e uma Medicina Psicológia, na maioria das vezes 
uma em detrimento da outra, faz-se necessária a unificação da medicina intentando 
uma melhor compreensão, terapia mais eficaz e indubitavelmente, um prazer e um 
interesse acrescidos a prática. 
 
Psicologia Hospitalar 
Mais que uma atuação determinada por uma localização, a "Psicologia 
hospitalar é o campo de entendimento e tratamento dos aspectos psicológicos em 
torno do adoecimento" – aquele que se "dá quando o sujeito humano, carregado de 
subjetividade , esbarra em um "real", de natureza patológica, denominado 
"doença"..."(Simonetti, 2004, p. 15). 
É importante apontar o objeto da psicologia hospitalar e estabelecer que está 
relacionado aos aspectos psicológicos, e não às causas psicológicas. 
Assim, fica estabelecido que "a psicologia hospitalar não trata apenas das 
doenças com causas psíquicas, classicamente denominadas 
"psicossomáticas", mas sim dos aspectos psicológicos de toda e qualquer 
doença", uma vez que é factível que "toda doença encontra-se repleta de 
subjetividade, e por isso pode se beneficiar do trabalho da psicologia 
hospitalar" (Simonetti, 2004, p. 15). 
Embora o foco da psicologia hospitalar seja o aspecto psicológico em torno do 
adoecimento, é sensato aceitar que aspectos psicológicos não existem soltos. Entre 
tantas importantes características da psicologia hospitalar, uma delas, de extrema 
relevância é a de que "ela não estabelece uma meta ideal para o paciente alcançar, 
mas simplesmente aciona um processo de elaboração simbólica do adoecimento." 
(Simonetti, 2004, p. 19). 
Vale citar a afirmativa: "curar sempre que possível, aliviar quase sempre, 
consolar sempre" (Simonetti, 2004, p. 21). A transmutação de "consolar" em "escutar" 
se aproxima consideravelmente da "filosofia da psicologia hospitalar, que então pode 
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ser definida como psicologia da escuta, em oposição à filosofia da cura..." (Simonetti, 
2004, p. 21). 
Mesmo naqueles casos em que o paciente encontra-se impossibilitado de falar 
por razões orgânicas ou não, (...) ou pura resistência, ainda assim essa orientação do 
trabalho pela palavra é válida, já que existem muitos signos não- verbais com valor 
de palavra, como gestos, olhares, a escrita e mesmo o silêncio (Simonetti, 2004, p. 23). 
Enfim, "a psicologia hospitalar vem se desenvolvendo no âmbito de um novo 
paradigna epistemológicoque busca uma visão mais ampla do ser humano e 
privilegia a articulação entre diferentes formas de conhecimento" (Simonetti, 2004, p. 
25-26). E, a consequência clínica mais importante dessa visão é a de que "em vez de 
doenças existem doentes" (Simonetti, 2004, p. 26 citando Perestrello, 1989). 
 
Psicossomática 
Pensar em Psicossomática requer abertura para novas perspectivas entre a 
Medicina e a Psicanálise. Neste sentido, é a abertura para integração entre as 
perpectivas da doença com sua dimensão psicológia; da relação médico-paciente 
com seus múltiplos desdobramentos ; da ação terapêutica voltada para a pessoa do 
doente - um ser entendido como um todo biopsicossocial. Diante dessa abertura, 
necessária para a concepção dessa ciência e prática (Psicossomática), é possível 
afirmar que se trata sobretudo de "uma nova visão da Patologia e da Terapêutica, 
tornando possível o axioma antropológico do objetivo médico.Em outras palavras, 
trouxe para o pensamento médico científico e para a prática assistencial o mote 
clássico: tratar doentes e não doenças". (Eksterman in MelloFilho, Burd e cols, 2010. 
p. 40). 
Vale afirmar que em sentido prático, não se trata de Psicanálise aplicada aos 
doentes somáticos, ou mesmo psicanalisar portadores de enfermidade físicas: trata-
se, fundamentalmente, de uma transformação, tanto do pensamento quanto da 
atitude médica. 
Dia a dia, os vários fatos observados na prática clínica evidenciam que soma e 
psiquismo formam uma só unidade; que a oposicão entre termos ‘mental’ e 
‘corporal’, ‘físico’ e ‘anímico’, ‘psíquico’ e ‘somático’ carece de existência real. Impõe-
se, pois a noção do homem como unidade psicossomática. O paciente deve ser 
encarado não como simples máquina que precisa de reparo, mas como ser 
necessitado que pede ajuda e proteção (...) (Eksterman in Mello Filho, Burd e cols, 
2010. p. 40 citando Perestrello, 1945). 
Em seu cerne, a Psicossomática traz o objetivo básico de promoção de uma 
nova atitude na assistência, educação e pesquisa médicas, ou seja, atitude 
psicossomática, que visa a integração dos elementos psicodinâmicos e biológicos da 
Patologia. Para além dessa premissa, a Psicossomática atribui o valor devido à 
multidisciplinaridade, uma vez que busca conexão efetiva com a Enfermagem, o 
Serviço Social, a Nutrição e a Psicologia, desde que comprometidas com o cuidado 
geral e a dimensão social da patologia, além da condição existencial do doente. Para 
tanto é imprescindível que haja absoluto compromentimento de todos os 
profissionais envolvidos. 
Apesar de toda a conceituação bem estruturada e até otimista acerca da 
Psicossomática, vale citar a expectativa de Ekstermam acerca da Psicossomática 
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como ainda sendo "mais uma esperança do que uma realidade prática. Isso porque 
persiste o maior dos desafios; o efetivo encontro do ser humano consigo próprio e 
com o outro" (Eksterman in Melo Filho, Burd e cols, 2010. p. 45). 
Fonte: MOSIMANN, Laila T. Noleto Q.; LUSTOSA, Maria Alice. A Psicologia hospitalar e 
o hospital. Rev. SBPH, Rio de Janeiro , v. 14, n. 1, p. 200-232, jun. 2011 . Disponível 
em . acessos em 13 nov. 2019. 
 
 
O papel do psicólogo na equipe de cuidados básicos à saúde. 
 
Basicamente, a inserção do psicólogo busca a promoção da saúde e a 
prevenção e agravos, do ponto de vista psicológico, de problemas de saúde. Sua 
atuação é integrada com outros profissionais e seu papel é definido no escopo das 
discussões nacionais sobre a medicina preventiva, nas décadas de 1970 e 1980. 
 Atualmente, os cuidados básicos de saúde estão inscritos dentro das políticas 
públicas de saúde. Essa, por sua vez, é preconizada na lógica do SUS que, em suas leis 
orgânicas n°8.080 e n°8.142 estabelecem seu conceito ampliado de saúde, 
incorporando fatores do meio físico, socioeconômico e cultural e oportunidades de 
acesso aos serviços de promoção, proteção e recuperação da saúde. O modelo 
proposto pelo SUS é fundamentado na atenção básica, como porta de entrada dos 
outros níveis de saúde e como substituição ao modelo biomédico curativo. No 
modelo atual, prevalecem, pelo menos em teoria, as ações preventivas e de 
promoção à saúde em detrimento do modelo apenas curativo. 
 A atenção básica compreende ações integrais que abrangem a promoção e a 
proteção da saúde, a prevenção de agravos, o diagnóstico, o tratamento, a 
reabilitação e a manutenção da saúde. 
 E quais os principais problemas da área no que se refere à inserção do 
psicólogo? A primeira grande dificuldade, encontrada em 10 a cada 10 artigos que 
falam do papel do psicólogo nas equipes de atenção básica, é a precária formação 
dos profissionais. Além desses não serem bem formados, eles precisam sair de sua 
postura apolítica tanto para entender seu papel social quanto para promover 
melhoras no serviço público de saúde quanto para. 
 Em minha modesta opinião, o psicólogo que ingressa em equipes de atenção 
básica tem dois pacientes doentes: os que lhe são encaminhados e o próprio sistema 
público de saúde. 
 O segundo grande problema é a indefinição e seu papel nas esquipes. Sobre 
isso: 
 Para os psicólogos, pela sua relativa recente inserção no setor saúde – década 
de 90 – ainda não há uma definição clara do seu papel em cada um dos níveis de 
atenção, o que resulta em desconhecimento das possibilidades de atuação. 
Essencialmente, a atuação na atenção básica se caracteriza pelo desenvolvimento de 
um trabalho da equipe de saúde na e com a comunidade através do modelo da 
vigilância da saúde, focando, sobretudo, ações de promoção à saúde e trabalhando 
também com prevenção e atenção curativa (Böing, Crepaldi, & Moré, 2009). 
Não há, na prática, um local definido para o psicólogo no nível primário de 
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atenção; fazem parte da equipe mínima de saúde da família apenas o enfermeiro e o 
médico (clínico geral), considerados profissionais de saúde de nível superior, sendo 
que a presença do odontólogo é garantida pela determinação da existência de uma 
equipe de saúde bucal para cada equipe de saúde da família (Brasil, 2006a). 
Movimentos da categoria dos psicólogos promoveram discussões acerca do papel do 
profissional de Psicologia na saúde coletiva, debatendo se este deve participar das 
equipes matriciais de apoio às equipes de saúde da família ou ser incluído nessas 
equipes e atuar segundo a Estratégia de Saúde da Família, na unidade local de saúde 
(Psicologia: Ciência e Profissão, 2006; Conselho Regional de Psicologia – 12ª Região, 
2007; Romagnoli, 2006); propostas do Ministério da Saúde apontam o modelo de 
equipes matriciais (Brasil, 2004a, 2004b, 2004c; 2006b; 2007a; 2008). O que se 
evidencia nessas discussões é a falta de conhecimento, por parte dos gestores, dos 
demais profissionais de saúde, dos próprios psicólogos e de seus representantes, do 
potencial das contribuições da Psicologia no nível primário de atenção e, sobretudo, 
dos aspectos essenciais que caracterizam um trabalho nesse nível. 
Muitos são os fatores que interagem recursivamente para a atual situação da 
Psicologia na saúde coletiva, indefinida e insatisfatória, sobretudo na atenção básica. 
Um dos fatores mais debatidos refere-se à formação dos psicólogos e dos demais 
profissionais de saúde. Para responder essa questão, foram estabelecidas parcerias, 
em várias regiões do País, entre Ministério da Saúde, universidades e prefeituras 
municipais (secretarias municipais de saúde) para a criação de cursos de 
especialização e residências em saúde da família com o objetivode capacitar 
profissionais de saúde, dentre eles o psicólogo, para o desenvolvimento de um 
trabalho em conformidade com o modelo da ESF. Outra medida foi a ampliação do 
Programa Nacional de Reorientação da Formação em Saúde – Pró-Saúde (Portaria nº 
3.019/2007) para os demais cursos de graduação da área da saúde, além dos cursos 
de Medicina, enfermagem e odontologia, visando a incentivar transformações do 
processo de formação, de geração de conhecimentos e de prestação de serviços à 
comunidade para abordagem integral na atenção à saúde. 
O que se percebe, na prática, é que os profissionais, mesmo após dois anos de 
formação e de treinamento específicos, como é o caso das residências 
multiprofissionais, se encontram em situação indefinida na atenção básica, pois não 
encontram espaço e condições para desenvolverem um trabalho condizente com o 
novo modelo de atenção à saúde que se pretende efetivar. Esse impasse ocorre, 
sobretudo, com os profissionais não tradicionalmente incluídos no setor saúde, como 
é o caso do psicólogo. Cabe esclarecer que o referido espaço diz respeito ao campo 
da atenção básica, ou seja, à unidade local de saúde e à comunidade de sua área de 
abrangência. E a condição primordial que falta aos psicólogos é a de fazer parte de 
uma equipe de saúde interdisciplinar; é a condição, portanto, de terem a 
possibilidade de assumir o papel de profissionais de saúde, como os demais, e não 
exclusivamente o de especialistas na atenção especializada. 
Fonte: BOING, Elisangela e CREPALDI, Maria Aparecida. O Psicólogo na atenção 
básica:: uma incursão pelas políticas públicas de saúde Brasileiras1. Psicol. cienc. 
prof. [online]. 2010, vol.30, n.3 [citado 2013-08-12], pp. 634-649 . Disponível em: 
. ISSN 1414-9893. 
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E como isso é cobrado em concursos? De forma bem pobre. Em geral, como 
veremos em nossas questões, eles pedem que você descreva as técnicas e as 
abordagens utilizadas pelo psicólogo dentro das equipes de atenção básica à saúde. 
 
 
Atuação em equipes hospitalares 
 Sobre a atuação do psicólogo no campo hospitalar, temos: 
No âmbito hospitalar, a falta de clareza quanto às atribuições dos diferentes 
profissionais, principal- mente em profissões emergentes, é um dos fatores que 
dificulta o trabalho em equipe. O hospital é uma instituição complexa, que envolve 
um grande número de especialidades. Esses profissionais são preparados para tomar 
decisões importantes em curto espaço de tempo. Tradicionalmente, tais decisões 
competem aos médicos. No entanto, com o aparecimento de novas especialidades, 
os médicos contam hoje com o auxílio de diversos profissionais de campos 
emergentes. Um desses campos é a Psicologia. 
A crescente inserção da Psicologia em equipes de saúde é hoje um fato 
reconhecido (LoBianco et al., 1994). No âmbito hospitalar, sabe-se que a Psicologia 
vem participando mais ativamente na definição de condutas e tratamentos (Romano, 
1999). Contudo, há queixas entre psicólogos de que muitas das suas observações 
clínicas não são prontamente aceitas pelas equipes. Tais dificuldades têm gerado 
discussões sobre qual o modo mais apropriado da Psicologia se inserir nas equipes 
multidisciplinares. 
Uma primeira condição para o trabalho multidisciplinar efetivo do psicólogo é 
a clareza de suas atribuições e das expectativas concernentes a sua especificidade 
(Romano, 1999). No caso de estarem esclarecidas as atribuições do psicólogo, espera-
se que ele seja capaz de se mostrar competente o suficiente para que sua prática seja 
vista como necessária (Chiattone, 2000; Moré et al., 2004). 
Uma das dificuldades apontadas na relação do psicólogo com a equipe é a 
ausência de linguagem clara e objetiva. Em contraste, Seidl e Costa (1999) 
informaram que tais dificuldades diminuem quando o psicólogo é pós-graduado, 
desenvolve atividades de pesquisa e participa de eventos científicos. 
Em estudo realizado na Escócia, Wild et al. (2003) verificaram que o baixo 
índice de encaminhamento para tratamento psicológico estava mais relacionado à 
falta de compreensão da prática do que à desconfiança dos métodos. A partir desses 
resultados, os autores concluíram que há necessidade dos psicólogos hospi- talares 
investirem em canais de comunicação que permitam divulgar e esclarecer o trabalho 
que realizam ou podem realizar em hospitais. 
Apesar dos avanços obtidos, o trabalho em equipe ainda constitui um importante 
desafio para o desenvolvimento da Psicologia Hospitalar (Seidl & Costa, 1999; 
Yamamoto & Cunha, 1998). Gavião e Pinto (2000) ouviram 80 psicólogos que 
trabalhavam em hospital e concluíram que o compromisso interprofissional é ainda 
muito idealizado. Com efeito, a intervenção multidisciplinar não ocorre de modo 
freqüente e sistemático (Bucher, 2003; Crepaldi, 1999), podendo ser prejudicada por 
uma rígida discriminação hierárquica (Romano, 1999). A discriminação hierárquica 
ocorre quando não se diferencia status de função, substituindo-se as especificidades 
de cada membro da equipe pelas relações de poder. A dinâmica de trabalho em 
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equipe, fundamentada na diferença de cada especialista, depende da autonomia e do 
compartilhamento de responsabilidades. Em uma equipe bem-sucedida, o diálogo é 
aberto e cooperativo, favorecendo o rodízio natural de lideranças situacionais 
(Romano, 1999). 
Fonte: Tonetto, Aline Maria, Gomes, William Barbos. A prática do psicólogo hospitalar 
em equipe multidisciplinar. Estudos de Psicologia I Campinas I 24(1) I 89-98 I janeiro - 
março. 2007 
 
Atuação do psicólogo nos níveis primário, secundário e terciário em saúde 
(MODALIDADES DE ATENDIMENTO). 
 
Excelente tópico! Primeiro vou explicar alguns pontos que sempre confundem aquele 
candidato que está há mais tempo nessa área e que ainda mantém alguns vícios. Ação 
básica de saúde é a mesma coisa que níveis de atenção à saúde e níveis de prevenção 
à saúde. O Ministério da Saúde passou a adotar a terminologia de nível básico, de 
média complexidade e de alta complexidade no início da década de 1990 em função 
da precisão dos termos utilizados. 
 Podemos fazer, então, a seguinte diferenciação: 
 
Nível de atenção à saúde Ação 
Prevenção primária Promoção e Prevenção 
Prevenção secundária Diagnóstico e Tratamento 
Prevenção terciária Reabilitação 
 
Nível de assistência à saúde 
Atenção básica 
Média complexidade 
Alta complexidade 
 
É fundamental que comecemos pelos níveis de assistência à saúde do ponto 
de vista do Sistema Único de Saúde – SUS. No SUS, o cuidado com a saúde está 
ordenado em níveis de atenção, que são a básica, a de média complexidade e a de 
alta complexidade. Essa estruturação visa a melhor programação e planejamento das 
ações e serviços do sistema. Não se deve, porém, considerar um desses níveis de 
atenção mais relevante que outro, porque a atenção à Saúde deve ser integral. 
A atenção básica é o ponto de contato preferencial dos usuários com o SUS e 
seu primeiro contato, realizado pelas especialidades básicas da Saúde, que são: 
clínica médica, pediatria, obstetrícia, ginecologia, inclusive as emergências referentes 
a essas áreas. Cabe também à atenção básica proceder aos encaminhamentos dos 
usuários para os atendimentos de média e alta complexidade. Uma atenção básica 
bem organizada garante resolução de cerca de 80% das necessidades e problemas de 
saúde da população de um município e consolida os pressupostos do SUS: eqüidade, 
universalidade e integralidade. A estratégia adotada pelo Ministério da Saúde, como 
prioritáriapara a organização da atenção básica é a estratégia Saúde da Família, que 
estabelece vínculo sólido de co-responsabilização com a comunidade adscrita. A 
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responsabilidade pela oferta de serviços de atenção básica à saúde é da gestão 
municipal, sendo o financiamento para as ações básicas à saúde de responsabilidade 
das três esferas de governo. 
A média complexidade compõe-se por ações e serviços que visam atender aos 
principais problemas de saúde e agravos da população cuja prática clínica demande 
disponibilidade de profissionais especializados e o uso de recursos tecnológicos de 
apoio e diagnóstico terapêutico. A alta complexidade, por sua vez, é um conjunto de 
procedimentos que, no contexto do SUS, envolve alta tecnologia e alto custo, 
objetivando propiciar à população acesso a serviços qualificados, integrando-os aos 
demais níveis de atenção à saúde (atenção básica e de média complexidade). 
Vejamos onde cada uma dessas ações se organiza originalmente. 
Atenção básica à Saúde Média Complexidade Alta complexidade 
Programa de Saúde da Família e 
Unidade Básica de Saúde (postos 
de saúde). 
 
Ambulatórios Hospitais 
Atenção: O que está descrito na tabela retrata o local de atuação preferencial dos 
tipos de atenção à saúde. Perceba que um posto de saúde pode ter ações de 
reabilitação e de ação sobre a patologia em si, assim como os níveis de média e alta 
complexidade podem trabalhar com prevenção a agravos ou à instalação de doenças 
(apesar deste não ser seu fim precípuo). 
 
 
Técnicas de Acolhimento e Escuta na saúde mental 
 Podemos dizer, de acordo com a Cartilha da Política Nacional de 
Humanização (Ministério da Saúde, 2010): 
Acolher é dar acolhida, admitir, aceitar, dar ouvidos, dar crédito a, 
agasalhar, receber, atender, admitir (FERREIRA, 1975). O acolhimento como 
ato ou efeito de acolher expressa, em suas várias definições, uma ação de 
aproximação, um “estar com” e um “estar perto de”, ou seja, uma atitude de 
inclusão. 
Essa atitude implica, por sua vez, estar em relação com algo ou alguém. 
É exatamente nesse sentido, de ação de “estar com” ou “estar perto de”, que 
queremos afirmar o acolhimento como uma das diretrizes de maior relevância 
ética/estética/política da Política Nacional de Humanização do SUS: 
• ética no que se refere ao compromisso com o reconhecimento do 
outro, na atitude de acolhê-lo em suas diferenças, suas dores, suas 
alegrias, seus modos de viver, sentir e estar na vida; 
• estética porque traz para as relações e os encontros do dia-a-dia a 
invenção de estratégias que contribuem para a dignificação da vida e 
do viver e, assim, para a construção de nossa própria humanidade; 
• política porque implica o compromisso coletivo de envolver-se neste 
“estar com”, potencializando protagonismos e vida nos diferentes 
encontros. 
 
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 Vamos por partes. Eu nunca encontrei uma lista de técnicas de escuta e de 
acolhimento psicológico. No limiar da minha curta paciência posso dizer que temos 
muito conteúdo produzido sobre isso, mas quase nada de ciência (incluindo o scielo). 
Quase todos associados à psicanálise. Assim: não temos uma lista de técnicas de 
acolhimento e escuta, mas “reflexões”. Não espero que isso caia copiado e colado em 
sua prova, mas que, pelo menos, você aprenda a falar a linguagem desse pessoal. 
 Podemos ainda salvar o assunto, claro, com alguns trechos que podem dar 
uma boa base para qualquer questão sobre o assunto. Estudaremos acolhimento e 
escuta juntos. 
Na saúde mental, a escuta, o acolhimento e o vínculo caracterizam-se como 
ações preponderantes para as intervenções, sendo tecnologias estratégicas para o 
cuidado no território, permitindo uma “intimidade terapêutica” no sentido de o 
trabalhador estar aberto à escuta das necessidades de saúde do usuário, em uma 
postura mais acolhedora. 
Considera a escuta indispensável para sua vida e que se a mesma estivesse 
presente desde cedo teria alcançado mais resultados positivos, relacionados à sua 
terapêutica. Quando a escuta é permeada de liberdade de expressão, torna-se 
decisiva para o tratamento. 
Considera-se que, na saúde mental, o uso do eu do terapeuta é fundamental 
na relação com o sujeito em sofrimento psíquico, na qual a escuta serve enquanto um 
dos elementos dessa relação e é estabelecida no encontro face a face entre o 
terapeuta e o usuário, ou seja, quando ambos se comunicam compartilhando o 
mesmo tempo e o mesmo espaço. 
Há componentes básicos para comunicação eficiente na clínica, denominadas 
habilidades não seletivas de escuta, como comportamento verbal e não verbal; e 
habilidades seletivas, como realizar perguntas abertas, evitando reprimir o usuário 
com os ‘porquês’; parafrasear o conteúdo; exprimir sentimentos; concretizar e 
resumir a história contada. 
Esta escuta fortalece os laços vinculares, na medida em que valoriza e permite 
a expressão do sofrimento, das necessidades, das dúvidas e dos afetos. Também 
produz alívio e a sensação de resolutividade diante das demandas, essencial no 
trabalho em saúde, particularmente em saúde mental, quando se dá voz ao 
sofrimento do outro, propondo-se a auxiliá-lo na busca da resolução de seu 
problema. 
Fonte: MAYNART, Willams Henrique da Costa et al . A escuta qualificada e o 
acolhimento na atenção psicossocial. Acta paul. enferm., São Paulo , v. 27, n. 4, p. 
300-304, Aug. 2014 . Available from 
. access 
on 18 Apr. 2018. http://dx.doi.org/10.1590/1982-0194201400051. 
 
 
A escuta na saúde 
 
 Sobre a “escuta” que vai cair em sua prova. 
Freud inaugura novos tempos: o tempo da palavra como forma de acesso por 
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parte do homem ao desconhecido em si mesmo e o tempo da escuta que ressalta a 
singularidade de sentidos da palavra enunciada. Ocupa-se, em suas produções 
teóricas e em seu trabalho clínico, de palavras que desvelam e velam; que produzem 
primeiro descargas e depois associações. Palavras que evidenciam a existência de um 
outro-interno, mas que também proporcionam vias de contato com um outro-externo 
quando qualificado na sua escuta. Esses tempos em Freud inauguram a singularidade 
de uma situação de comunicação entre paciente e analista. Um chega com palavras 
que demandam um desejo de ser compreendido em sua dor, o outro escuta as 
palavras por ver nestas as vias de acesso ao desconhecido que habita o paciente. A 
situação analítica é, por excelência, uma situação de comunicação: nela circulam 
demandas nem sempre lógicas ou de fácil deciframento, mas as quais, em seu cerne, 
comunicam o desejo e a necessidade de serem escutadas. 
A capacidade de ir além da ciência de sua época está intimamente ligada à 
possibilidade de Freud de buscar nas palavras de seus pacientes e em suas próprias – 
mais do que padrões de adaptação à moral e costumes vigentes – uma fala 
atravessada pelo inconsciente e pela sexualidade: mensagens cifradas e enigmáticas 
que demandaram outra qualidade de escuta para serem compreendidas. Ao se 
deparar com o sofrimento histérico, Freud põe-se a escutar um corpo que fala; nos 
sonhos descobre a capacidade dos elementos se condensarem e se deslocarem, 
criando uma outra cena; nos lapsos percebe a expressão de algo, via uma inesperada 
inabilidade na execução de atos ou falas até então exitosas. Ao dar cada vez mais 
espaço para o que escutava de forma

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