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17/03/2022 Enterobactérias • Características da família - Anaeróbios facultativos (podem crescer com ou sem O2) - Gram negativos (rosa) - Reduzem nitrato e nitrito (produzem nitrito) - Fermentam glicose - Catalase positivos - Oxidase negativos (oxida reagentes) São as mais frequentes causadoras de doenças. • Estrutura antigênica - Flagelos (antígeno H) - Parede celular: LPS (antígeno O) - Cápsula (antígeno K) São muito patogênicas e há um grupo muito grande, com oportunistas. Há patógenos que são muito virulentos. • Escherichia coli A principal causadora de infecções no trato urinária. Locais que a e.coli afeta: - Uretra, bexiga e rins - Intestinos - Sangue - Cérebro Escherichia coli possui algumas variantes. 1. EPEC - enteropatogênica 2. EHEC ou STEC - enterohemorrágica 3. EAEC – enteroagregativa 4. ETEC -enterotoxigênica 5. EIEC – enteroinvasiva 1. EPEC - enteropatogênica - Lesão celular do tipo A/E (diarreia, lesão no intestino, lesão física, mudança morfológica de células) - Fatores de virulência Fímbria BFP - adesão Intimina - adesão Sistema de secreção tipo III - proteínas bacterianas que se organizam para formar uma estrutura semelhante à uma seringa e penetra na membrana plasmática da célula e transmite para nós as proteínas que funcionam como âncoras para grudar nas células: → Proteína Esp e Tir - adesão As proteínas começam a grudar nas paredes do intestino e as vilosidades desaparecem por conta do forramento de bactérias. Podendo liberar toxinas bacterianas perigosas. Formam um pedestal que segura a bactéria: • EHEC - Enterohemorrágicas Lesão celular tipo A/E (do intestino) Secreção de toxina Stx1 e Stx2 (toxina): Interrompem a síntese proteica Enterohemolisina (toxina): hemólise EspP (toxina): cliva fator V de coagulação Essa bactéria impede a coagulação. Causa diarreia com sangue Pode evoluir para Síndrome Hemolítica Urêmica Insuficiência renal Hemólise -> Patogênese: - Adesão e colonização - Desaparecimento das microvilosidades - Produção de toxina - Lesão vascular - Diarreia sanguinolenta - Colite hemorrágica • EAEC – Enteroagregativa Adesão e colonização (lesão adesão/agregação) Hipersecreção de muco (biofilme) Secreção de toxinas Desnutrição Diarreia aquosa e mucoide Mobile User Diagnóstico: - Coprocultura - Amostra deve ser coletada e colocada em frasco estéril contendo glicerina tamponada ou meio Cary Blair, conservar em T.A. por até 24hrs. - Semear amostras em ágar Mac Conkey e SS. - Observar crescimento de colônias vermelhas. - Identificação bioquímica. Urocultura A amostra (urina de jato médio) deve ser colocada após anti-sepsia da região genital em frasco estéril. Semear em ágar Cled, MacConkey e observar o crescimento das colônias. Se positivo, realizar identificação bioquímica. O laudo final deve ter o número de colonias por mL. - Se amostra for urina de jato médio: Mais que 100.000 UFC/mL (10^5) = gram positiva. - Se a amostra coletada por punção suprapúbica: Qualquer contagem é considerada urocultura positiva IMPORTANTE: se houver crescimento de mais de um tipo de bactéria, mesmo que com contagem superior a 100.000 UFC/mL liberar o laudo com a informação: “Multiplos microrganismos presentes: provável contaminação, sugerindo repetir a cultura. Mobile User Na identificação do meio, sabe-se que é positiva, pois fermenta os três açucares presentes. Produz gás e não reage com o íon ferro, então a cultura fica amarelada. Prova de citrato Simmons: Serve para saber se a bactéria é capaz de utilizar o Citrato de sódio como única fonte de carbono. Citrato de sódio -> hidróxido de amônia (aumento do ph, muda a cor do meio). Prova do Indol: Detecta a produção de indol pela bactéria em meio de cultivo contendo triptofano. Triptofano (aminoácido quebra) -> Indol + ácido pirúvico + amônia Reativo de Kovacs (amarelo) --> Reativo de Kovacs (rosa ou vermelho) • Klebsiella pneumoniae Bacilo gram negativo Componente da microbiota intestinal, mas causadora frequente de infecções associadas à serviços de saúde como: - Pneumonia - Sepse - Feridas - Meningite - ITUs Pacientes em uso de ventilação mecânica, sondas, cateteres são mais susceptíveis. A variedade resistente aos carbapenêmicos é conhecida como KPC. A bactéria se dissemina pelas mãos ou pelo contato com superfícies contaminadas do hospital (leito, maçanetas, meses, controle remoto, telefone). Medidas de precaução de contato devem ser adotadas para pacientes internados. A correta e frequente higienização das mãos é fundamental para evitar disseminação desta bactéria. As resistências foram criadas pelo uso excessivo de antibióticos em todos os meios (humanos, animal e água). Desta maneira, puderam ir se adaptando aos ambientes. - Tratamento de infecções por KPC Polimixina B Tigecilina Amicacina Se Klebsiella for resistênte à imipenem, meropenem, doripenem e ertapenem, então é uma KPC. Resistência codificada pelo plasmídeo NDM-1 onde está o gene blaKPC. • Yersinia spp Bacilo gram negativo Não fermenta lactose Yersinia pestis Yersinia enterocolitica (alimentos) - gastroenterite Yersinia psudotuberculosis (alimentos) - spticemia (infecção generalizada) Manifestações clínicas: - Bubônica: febre repentina, dor de cabeça, calafrios, fraqueza e um ou mais linfonodos aumentados de tamanho e dolorosos. - Septicêmica: febre, calafrio, fraqueza extrema, dor abdominal, choque e sangramentos na pele ou internos. Ocorre nas áreas de necrose em extremidades. Pode ocorrer como primeira manifestação a partir da forma bubônica. - Pneumônica: febre, dor de cabeça, fraqueza, dor no peito, tosso com ou sem sangue, dispneia. Esta forma ocorre pela inalação da bactéria ou pela disseminação da septicêmica que atingiu o pulmão. Esta é a forma mais grave e pode ser transmitida de humano para humano. Diagnóstico: - Hemocultura - Cultura de escarro - Cultura de lavado broncoalveolar - Biópsia de linfonodo - Sorologia