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SIMULADO TEMÁTICO 
Inquérito Policial 
 
 
CADERNO DE QUESTÕES 
 
 
1. (Questão adaptada – FGV – 2024). Demétrio é investigado e indiciado pela prática do crime de 
receptação qualificada. Demétrio comparece à delegacia com a sua defesa técnica e explica que 
gostaria de prestar esclarecimentos acerca dos fatos por considerar que a investigação é totalmente 
improcedente. O delegado de polícia, porém, conclui o inquérito sem ouvir as declarações do imputado 
por considerá-las irrelevantes; pois, segundo ele, além de dispor de todo o acervo probatório sobre a 
materialidade delitiva, e para não causar atropelo à persecução penal, o investigado poderia fazer uso 
do direito ao silêncio. Em relação à situação-problema hipotética, considerando as disposições do 
Código de Processo Penal, da Constituição da República, e da Jurisprudência atualizada dos Tribunais 
Superiores, julgue o item. 
Embora não exista propriamente uma dialética na fase da persecução criminal, as declarações do 
imputado, quando deseja prestá-las, em sede policial, não poderão ser interpretadas como tumulto ou 
retardamento às investigações, pois elas podem esclarecer fatos, circunstâncias, e podem evitar a 
inobservância das normas constitucionais e legais na fase pré-processual. 
 
2. (Questão adaptada – FGV – 2024). Demétrio é investigado e indiciado pela prática do crime de 
receptação qualificada. Demétrio comparece à delegacia com a sua defesa técnica e explica que 
gostaria de prestar esclarecimentos acerca dos fatos por considerar que a investigação é totalmente 
improcedente. O delegado de polícia, porém, conclui o inquérito sem ouvir as declarações do imputado 
por considerá-las irrelevantes; pois, segundo ele, além de dispor de todo o acervo probatório sobre a 
materialidade delitiva, e para não causar atropelo à persecução penal, o investigado poderia fazer uso 
do direito ao silêncio. Em relação à situação-problema hipotética, considerando as disposições do 
Código de Processo Penal, da Constituição da República, e da Jurisprudência atualizada dos Tribunais 
Superiores, julgue o item. 
No curso do inquérito policial, conforme a disciplina do Código de Processo Penal, o imputado deve 
ser ouvido e não interrogado. Todavia, as declarações prestadas pelo investigado devem ser regidas 
pelas normas processuais relacionadas ao interrogatório judicial. 
 
3. (Questão adaptada – FGV – 2024). Demétrio é investigado e indiciado pela prática do crime de 
receptação qualificada. Demétrio comparece à delegacia com a sua defesa técnica e explica que 
gostaria de prestar esclarecimentos acerca dos fatos por considerar que a investigação é totalmente 
improcedente. O delegado de polícia, porém, conclui o inquérito sem ouvir as declarações do imputado 
por considerá-las irrelevantes; pois, segundo ele, além de dispor de todo o acervo probatório sobre a 
materialidade delitiva, e para não causar atropelo à persecução penal, o investigado poderia fazer uso 
do direito ao silêncio. Em relação à situação-problema hipotética, considerando as disposições do 
Código de Processo Penal, da Constituição da República, e da Jurisprudência atualizada dos Tribunais 
Superiores, julgue o item. 
Em âmbito judicial, formada a sua convicção acerca da autoria do crime, a dispensa do interrogatório 
do acusado, por parte do juiz, não deve conduzir à nulidade processual, se existirem outros meios 
probatórios disponíveis para a formação da verdade real. 
 
4. (Questão adaptada – FGV – 2024). Demétrio é investigado e indiciado pela prática do crime de 
receptação qualificada. Demétrio comparece à delegacia com a sua defesa técnica e explica que 
gostaria de prestar esclarecimentos acerca dos fatos por considerar que a investigação é totalmente 
improcedente. O delegado de polícia, porém, conclui o inquérito sem ouvir as declarações do imputado 
 
 
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por considerá-las irrelevantes; pois, segundo ele, além de dispor de todo o acervo probatório sobre a 
materialidade delitiva, e para não causar atropelo à persecução penal, o investigado poderia fazer uso 
do direito ao silêncio. Em relação à situação-problema hipotética, considerando as disposições do 
Código de Processo Penal, da Constituição da República, e da Jurisprudência atualizada dos Tribunais 
Superiores, julgue o item. 
No modelo acusatório, o interrogatório do acusado, para além de ser um ato personalíssimo e 
defensivo, é ato tipicamente judicial; entretanto, em sede policial, considerando o interrogatório como 
um meio de prova e meio de defesa, o investigado deverá ser advertido pelo delegado de polícia de que 
o seu silêncio poderá prejudicar a sua defesa. 
 
5. (Questão Adaptada – FGV – 2024). Miguel, empresário, foi difamado por Carlos, que lhe imputou fato 
ofensivo à sua reputação, por meio de palavras. Nessa hipótese, julgue o item. O inquérito policial 
destinado à investigação do referido delito, deverá ser iniciado mediante requerimento de Miguel. 
 
6. (Questão adaptada – CESPE/CEBRASPE – 2024). Não se admite a oferta de acordo de não persecução 
penal ao investigado reincidente, ainda que insignificante a infração penal pretérita. 
 
7. (Questão adaptada – CESPE/CEBRASPE – 2024). Em razão da natureza inquisitória do procedimento 
investigatório criminal, o ofendido não poderá requerer a realização de diligências durante o inquérito. 
 
8. (Questão adaptada – CESPE/CEBRASPE – 2024). Depois de ordenado o arquivamento do inquérito 
policial pela autoridade judiciária por falta de base para a denúncia, a autoridade policial não poderá 
proceder a novas pesquisas se de outras provas tiver notícia. 
 
9. (Questão adaptada – CESPE/CEBRASPE – 2024). Ordenado o arquivamento do inquérito policial, o 
Ministério Público comunicará esse fato à vítima e encaminhará os autos à instância de revisão 
ministerial, para homologação. 
 
10. (Questão adaptada – CESPE/CEBRASPE – 2024). Considere que tenha sido instaurado inquérito para 
apurar a ocorrência de crime de tráfico de pessoas e que, no curso do procedimento para o 
esclarecimento do fato, tenha-se revelado necessária a requisição de informações cadastrais do 
investigado constantes do banco de dados de uma empresa privada. Nesse caso, a autoridade policial e 
o Ministério Público poderão requisitar tais informações diretamente à empresa, a qual terá prazo de 
24 horas para atender essa requisição. 
 
11. (Questão adaptada – CESPE/CEBRASPE – 2024). José está sendo investigado pela prática do crime 
de roubo contra Maria. Tanto José quanto Maria têm mais de 18 anos de idade. No curso do inquérito 
nessa situação hipotética, julgue o item. José e Maria poderão requerer qualquer diligência, cuja 
realização ficará a juízo da autoridade policial. 
 
12. (Questão adaptada – CESPE/CEBRASPE – 2024). A incomunicabilidade do indiciado dependerá 
sempre de despacho nos autos e somente será permitida quando o interesse da sociedade ou a 
conveniência da investigação o exigir. 
 
13. (Questão adaptada – CESPE/CEBRASPE – 2024). A incomunicabilidade, que não excederá de três 
dias, será decretada por despacho fundamentado do juiz, a requerimento da autoridade policial, desde 
que oficiada pelo órgão do Ministério Público. 
 
14. (Questão adaptada – CESPE/CEBRASPE – 2024). Assim que a autoridade policial tomar 
conhecimento da ocorrência de infração penal, deverá, dentre outras providências, dirigir-se ao local, 
providenciando para que não se alterem estado e conservação das coisas até a chegada dos peritos 
 
 
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criminais e apreender os objetos que tiverem relação com o fato, após liberados pelos peritos 
criminais. 
 
15. (Questão adaptada – CESPE/CEBRASPE – 2024). Nos casos de crimes processados mediante ação 
penal privada, a autoridade policial somente poderá proceder ao inquérito por requerimentode quem 
tenha qualidade para intentá-la ou do Ministério Público. 
 
16. (Questão adaptada – CESPE/CEBRASPE – 2024). Para verificar a possibilidade de a infração haver 
sido praticada de determinado modo, a autoridade policial só poderá proceder à reprodução simulada 
dos fatos, desde que esta não contrarie a moralidade ou a ordem pública, após autorização judicial. 
 
17. (Questão adaptada – CESPE/CEBRASPE – 2024). Depois de ordenado o arquivamento do inquérito 
pela autoridade judiciária, por falta de base para a denúncia, a autoridade policial não poderá proceder 
a novas pesquisas. 
 
18. (Questão adaptada – CESPE/CEBRASPE – 2024). O inquérito não poderá ser iniciado sem 
representação nos casos de crimes em que a cabível ação pública depender de representação. 
 
19. (Questão adaptada – CESPE/CEBRASPE – 2024). É incabível o oferecimento de denúncia pelo 
Ministério Público sem a anterior instauração do competente inquérito policial. 
 
20. (Questão adaptada – CESPE/CEBRASPE – 2024). É cabível o arquivamento do inquérito policial pela 
autoridade policial, desde que cabalmente demonstrada à atipicidade da conduta ou a inexistência do 
fato. 
 
21. (Questão adaptada – CESPE/CEBRASPE – 2024). A autoridade policial poderá, de ofício, realizar 
novas diligências sobre o mesmo fato, mesmo após o arquivamento do inquérito policial pelo 
Ministério Público. 
 
22. (Questão adaptada – IGEDUC – 2024). Durante a fase de inquérito, a autoridade responsável pela 
condução do processo deve assegurar a imparcialidade e a objetividade na coleta de provas e na análise 
dos fatos, evitando qualquer tipo de influência externa ou parcialidade que possa comprometer a 
integridade do procedimento. 
 
23. (Questão adaptada – CESPE/CEBRASPE – 2023). Havendo pedido do Ministério Público de retorno 
de inquérito policial ao delegado de polícia para novas diligências, é cabível o ajuizamento de ação 
penal privada subsidiária da pública. 
 
24. (Questão adaptada – CESPE/CEBRASPE – 2023). O arquivamento do inquérito policial por 
atipicidade da conduta faz coisa julgada formal, o que permite a reabertura de investigações pela 
autoridade policial em determinadas situações. 
 
25. (Questão adaptada – CESPE/CEBRASPE – 2023). Durante uma investigação de homicídio, o autor do 
fato foi identificado, e a autoridade policial solicitou autorização judicial para realizar a interceptação 
telefônica e a decretação da prisão, tendo sido a interceptação indeferida pelo juiz, que entendeu que 
haveria outras formas de se obter a prova. Considerando-se a situação hipotética em comento e os 
aspectos suscitados pelo tema, julgue o item subsequente. O autor do fato, ao ser indiciado no 
inquérito policial instaurado, em procedimento sigiloso, será ouvido, e o respectivo termo será 
assinado por duas testemunhas que dele tenham escutado a leitura. 
 
 
 
 
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SIMULADO TEMÁTICO 
Inquérito Policial 
 
 
CADERNO DE QUESTÕES com Gabarito Comentado 
 
 
1. (Questão adaptada – FGV – 2024). Demétrio é investigado e indiciado pela prática do crime de 
receptação qualificada. Demétrio comparece à delegacia com a sua defesa técnica e explica que 
gostaria de prestar esclarecimentos acerca dos fatos por considerar que a investigação é totalmente 
improcedente. O delegado de polícia, porém, conclui o inquérito sem ouvir as declarações do imputado 
por considerá-las irrelevantes; pois, segundo ele, além de dispor de todo o acervo probatório sobre a 
materialidade delitiva, e para não causar atropelo à persecução penal, o investigado poderia fazer uso 
do direito ao silêncio. Em relação à situação-problema hipotética, considerando as disposições do 
Código de Processo Penal, da Constituição da República, e da Jurisprudência atualizada dos Tribunais 
Superiores, julgue o item. 
Embora não exista propriamente uma dialética na fase da persecução criminal, as declarações do 
imputado, quando deseja prestá-las, em sede policial, não poderão ser interpretadas como tumulto ou 
retardamento às investigações, pois elas podem esclarecer fatos, circunstâncias, e podem evitar a 
inobservância das normas constitucionais e legais na fase pré-processual. 
 
Gabarito CERTO. 
A investigação preliminar é um procedimento preparatório que, por ser inquisitivo, dispensa o 
contraditório e a ampla defesa. O objetivo do inquérito policial é reunir informações de acordo com o 
critério discricionário da autoridade policial, o que não implica em arbitrariedade. 
Portanto, a falta de observância do contraditório e da ampla defesa não prejudica os direitos e garantias 
do investigado, que deve ser ouvido sempre que possível, pois pode fornecer informações relevantes 
para a elucidação dos fatos. 
É importante ressaltar que o principal objetivo da investigação é realizar uma apuração séria da autoria 
e materialidade do crime, fornecendo subsídios para a formação da opinio delicti por parte do 
Ministério Público. Além disso, o juiz não pode proferir condenação baseada exclusivamente nos 
elementos informativos obtidos durante a investigação. 
Vejamos 3 artigos que corroboram a veracidade da assertiva: 
CPP 
Art. 6o Logo que tiver conhecimento da prática da infração penal, a autoridade policial deverá: 
(...) 
V - ouvir o indiciado, ouvir o indiciado, com observância, no que for aplicável, do disposto 
no Capítulo III do Título Vll, deste Livro, devendo o respectivo termo ser assinado por duas 
testemunhas que Ihe tenham ouvido a leitura; 
(...) 
Título VII 
Capítulo III 
Do interrogatório do acusado 
Art. 185. O acusado que comparecer perante a autoridade judiciária, no curso do processo penal, será 
qualificado e interrogado na presença de seu defensor, constituído ou nomeado. 
(...) 
Art. 155. O juiz formará sua convicção pela livre apreciação da prova produzida em contraditório 
judicial, não podendo fundamentar sua decisão exclusivamente nos elementos informativos 
colhidos na investigação, ressalvadas as provas cautelares, não repetíveis e antecipadas. 
 
2. (Questão adaptada – FGV – 2024). Demétrio é investigado e indiciado pela prática do crime de 
receptação qualificada. Demétrio comparece à delegacia com a sua defesa técnica e explica que 
 
 
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gostaria de prestar esclarecimentos acerca dos fatos por considerar que a investigação é totalmente 
improcedente. O delegado de polícia, porém, conclui o inquérito sem ouvir as declarações do imputado 
por considerá-las irrelevantes; pois, segundo ele, além de dispor de todo o acervo probatório sobre a 
materialidade delitiva, e para não causar atropelo à persecução penal, o investigado poderia fazer uso 
do direito ao silêncio. Em relação à situação-problema hipotética, considerando as disposições do 
Código de Processo Penal, da Constituição da República, e da Jurisprudência atualizada dos Tribunais 
Superiores, julgue o item. 
No curso do inquérito policial, conforme a disciplina do Código de Processo Penal, o imputado deve 
ser ouvido e não interrogado. Todavia, as declarações prestadas pelo investigado devem ser regidas 
pelas normas processuais relacionadas ao interrogatório judicial. 
 
Gabarito CERTO. 
De fato, é o que dispõe o CPP. 
Recapitulemos: 
Art. 6o Logo que tiver conhecimento da prática da infração penal, a autoridade policial deverá: 
(...) 
V - o indiciado, ouvir o indiciado, com observância, no que for aplicável, do disposto no Capítulo III 
do Título Vll, deste Livro, devendo o respectivo termo ser assinado por duas testemunhas que Ihe 
tenham ouvido a leitura; 
(...) 
Título VII 
Capítulo III 
Do interrogatório do acusado 
Art. 185. O acusado que comparecer perante a autoridade judiciária, no curso do processo penal, será 
qualificado e interrogado na presença de seu defensor, constituído ou nomeado. 
 
3. (Questão adaptada – FGV – 2024). Demétrio é investigado e indiciado pela prática do crime de 
receptação qualificada. Demétrio comparece à delegacia com a sua defesa técnica e explica que 
gostariade prestar esclarecimentos acerca dos fatos por considerar que a investigação é totalmente 
improcedente. O delegado de polícia, porém, conclui o inquérito sem ouvir as declarações do imputado 
por considerá-las irrelevantes; pois, segundo ele, além de dispor de todo o acervo probatório sobre a 
materialidade delitiva, e para não causar atropelo à persecução penal, o investigado poderia fazer uso 
do direito ao silêncio. Em relação à situação-problema hipotética, considerando as disposições do 
Código de Processo Penal, da Constituição da República, e da Jurisprudência atualizada dos Tribunais 
Superiores, julgue o item. 
Em âmbito judicial, formada a sua convicção acerca da autoria do crime, a dispensa do interrogatório 
do acusado, por parte do juiz, não deve conduzir à nulidade processual, se existirem outros meios 
probatórios disponíveis para a formação da verdade real. 
 
Gabarito ERRADO. 
Contrariamente ao que foi afirmado, no âmbito judicial, prevalecem os princípios do contraditório e da 
ampla defesa, que engloba a autodefesa, exercida, por exemplo, por meio do interrogatório. Esses 
princípios têm respaldo constitucional e sua violação pode acarretar nulidade processual devido à 
violação de direitos fundamentais. 
É importante observar as disposições do Código de Processo Penal (CPP): 
Art. 185. O acusado que comparecer perante a autoridade judiciária, no curso do processo penal, será 
qualificado e interrogado na presença de seu defensor, constituído ou nomeado. (...) 
Art. 564. A nulidade ocorrerá nos seguintes casos: 
(...) 
III - por falta das fórmulas ou dos termos seguintes: 
(...) 
 
 
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e) a citação do réu para ver-se processar, o seu interrogatório, quando presente, e os prazos 
concedidos à acusação e à defesa; 
Veja o que determina a CF: 
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos 
brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à 
igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: 
(...) 
LV - aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral são assegurados o 
contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes; 
 
4. (Questão adaptada – FGV – 2024). Demétrio é investigado e indiciado pela prática do crime de 
receptação qualificada. Demétrio comparece à delegacia com a sua defesa técnica e explica que 
gostaria de prestar esclarecimentos acerca dos fatos por considerar que a investigação é totalmente 
improcedente. O delegado de polícia, porém, conclui o inquérito sem ouvir as declarações do imputado 
por considerá-las irrelevantes; pois, segundo ele, além de dispor de todo o acervo probatório sobre a 
materialidade delitiva, e para não causar atropelo à persecução penal, o investigado poderia fazer uso 
do direito ao silêncio. Em relação à situação-problema hipotética, considerando as disposições do 
Código de Processo Penal, da Constituição da República, e da Jurisprudência atualizada dos Tribunais 
Superiores, julgue o item. 
No modelo acusatório, o interrogatório do acusado, para além de ser um ato personalíssimo e 
defensivo, é ato tipicamente judicial; entretanto, em sede policial, considerando o interrogatório como 
um meio de prova e meio de defesa, o investigado deverá ser advertido pelo delegado de polícia de que 
o seu silêncio poderá prejudicar a sua defesa. 
 
Gabarito ERRADO. 
Na realidade, o investigado tem o direito de se manter em silêncio, o que não pode ser interpretado em 
seu desfavor, seja em sede policial, seja na judicial. 
Veja o que dispõe a CF: 
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos 
brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à 
igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: 
(...) 
LXIII - o preso será informado de seus direitos, entre os quais o de permanecer calado, sendo-lhe 
assegurada a assistência da família e de advogado; 
Atente-se para as seguintes disposições do CPP: 
Art. 6o Logo que tiver conhecimento da prática da infração penal, a autoridade policial deverá: 
(...) 
V - ouvir o indiciado, ouvir o indiciado, com observância, no que for aplicável, do disposto 
no Capítulo III do Título Vll, deste Livro, devendo o respectivo termo ser assinado por duas 
testemunhas que Ihe tenham ouvido a leitura; 
(...) 
Título VII 
Capítulo III 
Do interrogatório do acusado 
Art. 186. Depois de devidamente qualificado e cientificado do inteiro teor da acusação, o acusado será 
informado pelo juiz, antes de iniciar o interrogatório, do seu direito de permanecer calado e de 
não responder perguntas que lhe forem formuladas. 
Parágrafo único. O silêncio, que não importará em confissão, não poderá ser interpretado em 
prejuízo da defesa. 
 
 
 
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5. (Questão Adaptada – FGV – 2024). Miguel, empresário, foi difamado por Carlos, que lhe imputou fato 
ofensivo à sua reputação, por meio de palavras. Nessa hipótese, julgue o item. O inquérito policial 
destinado à investigação do referido delito, deverá ser iniciado mediante requerimento de Miguel. 
 
Gabarito CERTO. 
De fato, o inquérito policial destinado à investigação do referido delito, deverá ser iniciado mediante 
requerimento de Miguel, vítima do crime, nos termos do artigo 5º, § 5º do CPP, a saber: 
Art. 5º § 5o Nos crimes de ação privada, a autoridade policial somente poderá proceder a inquérito 
a requerimento de quem tenha qualidade para intentá-la. 
 
As formas de instauração do inquérito policial estão previstas ao teor do Art. 5º, I, II e § 3º, CPP. No 
tocante as formas de instauração do inquérito, é imprescindível o conhecimento da espécie de ação 
penal a que aquele delito está sujeito, pois, a depender da espécie de ação penal, a instauração 
dependerá ou não do requerimento ou representação da vítima. 
➔ Crimes de ação penal pública incondicionada: 
○ Instauração de ofício (art. 5º, CPP); 
○ Instauração mediante requisição do juiz ou do Ministério Público (art. 5º, CPP); 
○ Instauração mediante requerimento do ofendido (art. 5º, CPP); 
➔ Crimes de ação penal pública condicionada: 
○ Requisição do Ministro da Justiça (art. 24, CPP); 
○ Representação da vítima (art. 5º, §4º, CPP); 
➔ Crimes de ação penal de iniciativa privada: 
○ Instauração mediante requerimento da vítima (art. 5º, §5º, CPP). 
Página 146 – Manual Caseiro 
(Direito Processual Penal I). 
 
6. (Questão adaptada – CESPE/CEBRASPE – 2024). Não se admite a oferta de acordo de não 
persecução penal ao investigado reincidente, ainda que insignificante a infração penal pretérita. 
 
Gabarito ERRADO. 
Diferentemente do que foi afirmado, é possível propor um acordo de não persecução penal ao 
investigado reincidente, desde que as infrações penais anteriores sejam consideradas insignificantes, 
conforme estipulado no artigo 28-A, parágrafo 2, inciso II, do Código de Processo Penal, que diz: 
Art. 28-A, § 2º O disposto no caput deste artigo não se aplica nas seguintes hipóteses: (...) 
II - se o investigado for reincidente ou se houver elementos probatórios que indiquem conduta 
criminal habitual, reiterada ou profissional, exceto se insignificantes as infrações penais pretéritas; 
 
De acordo com a nova redação do art. 28-A do CPP, não sendo caso de arquivamento e tendo o 
investigado confessado formal e circunstancialmente a prática de infração penal sem violência ou 
grave ameaça e com pena mínima inferior a 4 (quatro) anos, o Ministério Público (MP) poderá 
propor acordo de não persecução penal, desde que necessário e suficiente para a reprovação e a 
prevenção do crime, mediante as seguintes condições ajustadas cumulativa e alternativamente: 
I – reparar o dano ou restituir a coisa à vítima, exceto na impossibilidade de fazê-lo; 
II – renunciar voluntariamente a bens e direitos indicados pelo Ministério Público como instrumentos,produto ou proveito do crime; 
III – prestar serviço à comunidade ou a entidades públicas por período correspondente à pena mínima 
cominada ao delito diminuída de um a dois terços, em local a ser indicado pelo juízo da execução, na 
forma do art. 46 do DecretoLei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 (Código Penal); 
 
 
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IV – pagar prestação pecuniária, a ser estipulada nos termos do art. 45 do Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de 
dezembro de 1940 (Código Penal), a entidade pública ou de interesse social, a ser indicada pelo juízo 
da execução, que tenha, preferencialmente, como função proteger bens jurídicos iguais ou semelhantes 
aos aparentemente lesados pelo delito; ou 
V – cumprir, por prazo determinado, outra condição indicada pelo MP, desde que proporcional e 
compatível com a infração penal imputada. 
Página 178 – Manual Caseiro 
(Direito Processual Penal I). 
 
7. (Questão adaptada – CESPE/CEBRASPE – 2024). Em razão da natureza inquisitória do procedimento 
investigatório criminal, o ofendido não poderá requerer a realização de diligências durante o inquérito. 
 
Gabarito ERRADO. 
Ao contrário do que foi afirmado, o ofendido tem o direito de solicitar diligências durante a fase 
investigatória, as quais serão decididas pela autoridade policial, conforme previsto no artigo 14 do 
Código de Processo Penal: 
Art. 14. O ofendido, ou seu representante legal, e o indiciado poderão requerer qualquer diligência, 
que será realizada, ou não, a juízo da autoridade. 
 
8. (Questão adaptada – CESPE/CEBRASPE – 2024). Depois de ordenado o arquivamento do inquérito 
policial pela autoridade judiciária por falta de base para a denúncia, a autoridade policial não poderá 
proceder a novas pesquisas se de outras provas tiver notícia. 
 
Gabarito ERRADO. 
Na verdade, de acordo com o artigo 18 do Código de Processo Penal, a autoridade policial pode 
realizar novas investigações se tiver conhecimento de outras provas após o arquivamento do inquérito 
policial. 
Art. 18. Depois de ordenado o arquivamento do inquérito pela autoridade judiciária, por falta de 
base para a denúncia, a autoridade policial poderá proceder a novas pesquisas, se de outras provas 
tiver notícia. 
 
CPP, art. 18. Depois de ordenado o arquivamento do inquérito pela autoridade judiciária, por falta de 
base para a denúncia, a autoridade policial poderá proceder a novas pesquisas, se de outras provas tiver 
notícia. 
Súmula n. 524-STF: Arquivado o inquérito policial, por despacho do juiz, a requerimento do 
Promotor de Justiça, não pode a ação penal ser iniciada, sem novas provas. 
A regra é que o inquérito policial arquivado pode ser desarquivado. Entretanto, a depender da 
fundamentação do arquivamento, entende a jurisprudência que ele não poderia ser desarquivado. 
Para melhor compreensão do tema, vejamos: 
 
 
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Página 140 – Manual Caseiro 
(Direito Processual Penal I). 
 
9. (Questão adaptada – CESPE/CEBRASPE – 2024). Ordenado o arquivamento do inquérito policial, o 
Ministério Público comunicará esse fato à vítima e encaminhará os autos à instância de revisão 
ministerial, para homologação. 
 
Gabarito CERTO. 
De fato, a alternativa reproduz o art. 28, do CPP, confira-se: 
Art. 28. Ordenado o arquivamento do inquérito policial ou de quaisquer elementos informativos da 
mesma natureza, o órgão do Ministério Público comunicará à vítima, ao investigado e à autoridade 
policial e encaminhará os autos para a instância de revisão ministerial para fins de homologação, na 
forma da lei. 
 
Segundo a nova redação do art. 28, caput, do Código de Processo Penal, ordenado o arquivamento do 
inquérito policial ou de quaisquer elementos informativos da mesma natureza, o órgão do 
Ministério Público comunicaria à vítima, ao investigado e à autoridade policial e encaminharia, 
em todos os casos, os autos à instância de revisão ministerial para fins de homologação, na forma 
da lei. 
Assim, de acordo com a literalidade do dispositivo legal, sempre que houvesse arquivamento de 
inquérito policial ou de elementos informativos da mesma natureza (peças de informação, 
procedimento investigatório criminal instaurado pelo Ministério Público etc.), deveria o órgão 
ministerial providenciar a remessa do procedimento à instância revisora, independentemente de 
provocação da vítima ou de seu representante legal. 
Contudo, o STF atribuiu interpretação conforme (análise da lei sob a ótica constitucional) e definiu 
que o Promotor (ou Procurador da República) manifesta-se (e não ordena) pelo arquivamento da 
investigação (inquérito policial ou outro procedimento similar) e submete (sujeita à apreciação de 
outrem) essa manifestação ao juiz competente (juiz das garantias) e comunica à vítima, ao 
investigado e à autoridade policial, podendo (faculdade e não obrigação) encaminhar os autos ao 
Procurador-Geral de Justiça (ou órgão similar), para fins de homologação. 
Nota-se, portanto, continuar o magistrado a controlar o arquivamento do inquérito, situação que ficou 
clara, porque o STF atribuiu interpretação conforme ao § 1.º do art. 28, assentando que a autoridade 
judicial competente também poderá submeter o caso à apreciação da instância superior do Ministério 
Público, quando verificar situação de nítida ilegalidade ou teratologia no ato de arquivamento. 
Diante disso, permanece o sistema de análise do arquivamento como sempre foi, embora com duas 
ressalvas: 
a) a vítima do delito, cientificada do pleito de arquivamento do inquérito ou outra investigação poderá, 
no prazo de 30 dias, submeter a matéria à revisão da instância superior do MP (art. 28, § 1.º, CPP); 
 
 
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b) o próprio membro do MP que se manifesta pelo arquivamento pode submeter esse parecer ao 
Procurador-Geral de Justiça (ou órgão equivalente). 
Entretanto, nesta última hipótese, parece-nos deva o tema ser regulamentado pelo Ministério Público 
para que se aguarde eventual manifestação da vítima, no prazo de 30 dias, antes de apreciar o 
arquivamento da investigação; se o fizer antes disso, as razões do ofendido e o seu direito de colocá-las 
à instância superior do MP ficam prejudicados. 
 
10. (Questão adaptada – CESPE/CEBRASPE – 2024). Considere que tenha sido instaurado inquérito para 
apurar a ocorrência de crime de tráfico de pessoas e que, no curso do procedimento para o 
esclarecimento do fato, tenha-se revelado necessária a requisição de informações cadastrais do 
investigado constantes do banco de dados de uma empresa privada. Nesse caso, a autoridade policial e 
o Ministério Público poderão requisitar tais informações diretamente à empresa, a qual terá prazo de 
24 horas para atender essa requisição. 
 
Gabarito CERTO. 
De fato, a autoridade policial e o Ministério Público poderão requisitar tais informações diretamente à 
empresa, a qual terá prazo de 24 horas para atender essa requisição. 
Observe o que determina o CPP: 
Art. 13-A. Nos crimes previstos nos arts. 148, 149 e 149-A, no § 3º do art. 158 e no art. 159 do 
Decreto-Lei no 2.848, de 7 de dezembro de 1940 (Código Penal), e no art. 239 da Lei no 8.069, de 13 
de julho de 1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente), o membro do Ministério Público ou o 
delegado de polícia poderá requisitar, de quaisquer órgãos do poder público ou de empresas da 
iniciativa privada, dados e informações cadastrais da vítima ou de suspeitos. 
Parágrafo único. A requisição, que será atendida no prazo de 24 (vinte e quatro) horas, conterá: 
I - o nome da autoridade requisitante; 
II - o número do inquérito policial; e 
III - a identificação da unidade de polícia judiciária responsável pela investigação. 
 
O art. 13-A do CPP, menos complexo, trata da requisição de dados cadastrais (informações atinentes à 
própria identidade, como nome, data de nascimento, RG, CPF, filiação e endereço). Permite que, em 
determinados crimes que envolvem restrição da liberdade da vítima, o membro do Ministério 
Público ou o Delegadode Polícia requisite informações cadastrais de quaisquer órgãos do poder 
público ou de empresas da iniciativa privada. A ordem deve ser atendida em 24 horas, e pode se 
referir a dados não apenas do investigado, mas também da vítima. 
Nesse contexto, Hoffmann destaca que a obtenção direta de dados cadastrais já possuía previsão na 
legislação, seja vinculada a delitos de lavagem de capitais ou crime organizado (delegado de polícia e 
membro do MP), ou sem restrição a delitos específicos (delegado de polícia): 
A requisição de dados cadastrais pela Polícia Judiciária ou Ministério Público no âmbito da persecução 
penal possui previsão também na Lei do Crime Organizado (art. 15 da Lei 12.850/13) e na Lei de 
Lavagem de Capitais (art. 17-A da Lei 9.613/98), que se referem expressamente ao investigado, e não 
estipulam prazo para cumprimento. Especificamente quanto ao delegado de polícia, cabe mencionar 
também o chamado poder geral de requisição constante na Lei de Investigação Criminal (art. 2º, §2º da 
Lei 12.830/13), válido para quaisquer delitos, que apesar de não definir prazo, não limita a requisição 
ao suspeito. 
Página 159 – Manual Caseiro 
(Direito Processual Penal I). 
 
11. (Questão adaptada – CESPE/CEBRASPE – 2024). José está sendo investigado pela prática do crime 
de roubo contra Maria. Tanto José quanto Maria têm mais de 18 anos de idade. No curso do inquérito 
 
 
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nessa situação hipotética, julgue o item. José e Maria poderão requerer qualquer diligência, cuja 
realização ficará a juízo da autoridade policial. 
 
Gabarito CERTO. 
De acordo com o artigo 14 do Código de Processo Penal, tanto o ofendido, ou seu representante legal, 
quanto o indiciado têm o direito de solicitar qualquer diligência, a qual será decidida pela autoridade 
policial responsável pelo inquérito policial. Assim, José e Maria podem requerer qualquer diligência, e 
a sua realização dependerá da avaliação da autoridade policial. 
CPP - Art. 14. O ofendido, ou seu representante legal, e o indiciado poderão requerer qualquer 
diligência, que será realizada, ou não, a juízo da autoridade. 
 
12. (Questão adaptada – CESPE/CEBRASPE – 2024). A incomunicabilidade do indiciado dependerá 
sempre de despacho nos autos e somente será permitida quando o interesse da sociedade ou a 
conveniência da investigação o exigir. 
 
Gabarito CERTO. 
A afirmação encontra respaldo no artigo 21 do Código de Processo Penal, cuja compatibilidade com a 
Constituição de 1988 é discutível. No entanto, considerando que o dispositivo ainda está em vigor, a 
banca considerou a afirmação como correta. Eis o texto do dispositivo: 
Art. 21. A incomunicabilidade do indiciado dependerá sempre de despacho nos autos e somente será 
permitida quando o interesse da sociedade ou a conveniência da investigação o exigir. 
Importante apenas mencionar as vozes da doutrina pela inconstitucionalidade e até mesmo revogação 
tácita do dispositivo. Tem-se que, mesmo no estado de defesa, medida excepcional, a 
incomunicabilidade do preso é vedada: 
Art. 136. (...) § 3º Na vigência do estado de defesa: 
IV - é vedada a incomunicabilidade do preso. 
Contudo, como dito, sem a revogação do dispositivo ou expressa declaração de sua não recepção, tem-
se que ele ainda está vigente, pelo que a banca considerou correta a assertiva. 
 
13. (Questão adaptada – CESPE/CEBRASPE – 2024). A incomunicabilidade, que não excederá de três 
dias, será decretada por despacho fundamentado do juiz, a requerimento da autoridade policial, desde 
que oficiada pelo órgão do Ministério Público. 
 
Gabarito ERRADO. 
Na verdade, conforme o disposto no parágrafo único do artigo 21 do CPP, é possível que a 
incomunicabilidade derive de requerimento do próprio Ministério Público: 
Art. 21. (...) Parágrafo único. A incomunicabilidade, que não excederá de três dias, será decretada 
por despacho fundamentado do Juiz, a requerimento da autoridade policial, ou do órgão do 
Ministério Público, respeitado, em qualquer hipótese, o disposto no artigo 89, inciso III, do Estatuto 
da Ordem dos Advogados do Brasil (Lei n. 4.215, de 27 de abril de 1963) 
 
14. (Questão adaptada – CESPE/CEBRASPE – 2024). Assim que a autoridade policial tomar 
conhecimento da ocorrência de infração penal, deverá, dentre outras providências, dirigir-se ao local, 
providenciando para que não se alterem estado e conservação das coisas até a chegada dos peritos 
criminais e apreender os objetos que tiverem relação com o fato, após liberados pelos peritos 
criminais. 
 
Gabarito CERTO. 
De fato, a assertiva está correta por descrever o procedimento da autoridade policial descrito no artigo 
6º do CPP, in verbis: 
Art. 6º Logo que tiver conhecimento da prática da infração penal, a autoridade policial deverá: 
 
 
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I - dirigir-se ao local, providenciando para que não se alterem o estado e conservação das coisas, 
até a chegada dos peritos criminais; 
II - apreender os objetos que tiverem relação com o fato, após liberados pelos peritos criminais; 
III - colher todas as provas que servirem para o esclarecimento do fato e suas circunstâncias; 
IV - ouvir o ofendido; 
V - ouvir o indiciado, com observância, no que for aplicável, do disposto no Capítulo III do Título Vll, 
deste Livro, devendo o respectivo termo ser assinado por duas testemunhas que Ihe tenham ouvido a 
leitura; 
VI - proceder a reconhecimento de pessoas e coisas e a acareações; 
VII - determinar, se for caso, que se proceda a exame de corpo de delito e a quaisquer outras perícias; 
VIII - ordenar a identificação do indiciado pelo processo datiloscópico, se possível, e fazer juntar aos 
autos sua folha de antecedentes; 
IX - averiguar a vida pregressa do indiciado, sob o ponto de vista individual, familiar e social, sua 
condição econômica, sua atitude e estado de ânimo antes e depois do crime e durante ele, e quaisquer 
outros elementos que contribuírem para a apreciação do seu temperamento e caráter. 
X - colher informações sobre a existência de filhos, respectivas idades e se possuem alguma 
deficiência e o nome e o contato de eventual responsável pelos cuidados dos filhos, indicado pela 
pessoa presa. 
 
Existe um rol não taxativo nos art. 6º e 7º do CPP de diligências previstas para serem cumpridas. 
Destaca-se, porém, que essas diligências não são vinculantes, obrigatórias, e o delegado pode verificar 
quais serão necessárias, bem como, poderá também realizar alguma que não esteja prevista. Inobstante 
a regra da não obrigatoriedade de diligências préestipuladas, o Ordenamento Jurídico comporta uma 
exceção, qual seja, a realização do exame de corpo de delito nos crimes que deixam vestígios. 
Por todo o exposto, contemplamos que dizer que o inquérito policial goza da característica da 
discricionariedade significa que a autoridade policial possui liberdade de atuação dentro dos 
parâmetros legais que lhe são conferidos. Não há que se falar em procedimento rígido de observância 
obrigatória. 
Página 136 – Manual Caseiro 
(Direito Processual Penal I). 
 
15. (Questão adaptada – CESPE/CEBRASPE – 2024). Nos casos de crimes processados mediante ação 
penal privada, a autoridade policial somente poderá proceder ao inquérito por requerimento de quem 
tenha qualidade para intentá-la ou do Ministério Público. 
 
Gabarito ERRADO. 
Ao contrário do que foi afirmado, o Código de Processo Penal estipula que, nos crimes de ação 
privada, a autoridade policial só pode instaurar inquérito mediante solicitação da parte com 
legitimidade para iniciá-lo, ou seja, não é possível a instauração a pedido do Ministério Público. 
Art. 5. § 5o Nos crimes de ação privada, a autoridade policial somente poderá proceder a inquérito a 
requerimento de quem tenha qualidade para intentá-la. 
 
As formas de instauração do inquérito policial estão previstas ao teor do Art. 5º, I, II e § 3º, CPP. No 
tocante as formas de instauração do inquérito, é imprescindível o conhecimento da espéciede ação 
penal a que aquele delito está sujeito, pois, a depender da espécie de ação penal, a instauração 
dependerá ou não do requerimento ou representação da vítima. 
➔ Crimes de ação penal pública incondicionada: 
○ Instauração de ofício (art. 5º, CPP); 
 
 
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○ Instauração mediante requisição do juiz ou do Ministério Público (art. 5º, CPP); 
○ Instauração mediante requerimento do ofendido (art. 5º, CPP); 
➔ Crimes de ação penal pública condicionada: 
○ Requisição do Ministro da Justiça (art. 24, CPP); 
○ Representação da vítima (art. 5º, §4º, CPP); 
➔ Crimes de ação penal de iniciativa privada: 
○ Instauração mediante requerimento da vítima (art. 5º, §5º, CPP). 
Página 146 – Manual Caseiro 
(Direito Processual Penal I). 
 
16. (Questão adaptada – CESPE/CEBRASPE – 2024). Para verificar a possibilidade de a infração haver 
sido praticada de determinado modo, a autoridade policial só poderá proceder à reprodução simulada 
dos fatos, desde que esta não contrarie a moralidade ou a ordem pública, após autorização judicial. 
 
Gabarito ERRADO. 
Contrariamente ao que foi afirmado, o Código de Processo Penal estabelece que a autoridade policial 
pode realizar a reprodução simulada dos fatos para verificar a possibilidade de a infração ter sido 
cometida de determinado modo, desde que isso não viole a moralidade ou a ordem pública, não sendo 
necessário obter autorização judicial. 
Art. 7o Para verificar a possibilidade de haver a infração sido praticada de determinado modo, a 
autoridade policial poderá proceder à reprodução simulada dos fatos, desde que esta não contrarie a 
moralidade ou a ordem pública. 
 
A reprodução simulada é vedada quando importar em ofensa à moralidade, como, por exemplo, a 
reconstituição de crime contra a dignidade sexual, ou em ofensa à moralidade ou a ordem pública. 
Exemplo: Reconstituir um crime de estupro, não tem sentido pedir para que haja novamente o ato 
apenas para verificar como aconteceu. 
Nesse sentido, NUCCI explica “não se fará reconstituição de um crime sexual violento, usando 
vítima e réu, por exemplo, o que contraria a moralidade, nem tampouco a reconstituição de uma 
chacina, num lugar onde a população ainda está profundamente revoltada com o crime, podendo 
até buscar o linchamento do réu”. 
Cumpre destacarmos que o acusado não será obrigado a participar (em decorrência do princípio do 
nemo tenetur se detegere), bem como, o Delegado pode achar que não seja fundamental a 
reconstituição e não realizá-la. 
Página 161 – Manual Caseiro 
(Direito Processual Penal I). 
 
17. (Questão adaptada – CESPE/CEBRASPE – 2024). Depois de ordenado o arquivamento do inquérito 
pela autoridade judiciária, por falta de base para a denúncia, a autoridade policial não poderá proceder 
a novas pesquisas. 
 
Gabarito ERRADO. 
Na realidade, o CPP dispõe que, depois de ordenado o arquivamento do inquérito pela autoridade 
judiciária, por falta de base para a denúncia, a autoridade policial poderá proceder a novas 
pesquisas, se de outras provas tiver notícia, vejamos: 
Art. 18. Depois de ordenado o arquivamento do inquérito pela autoridade judiciária, por falta de 
base para a denúncia, a autoridade policial poderá proceder a novas pesquisas, se de outras provas 
tiver notícia. 
 
 
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CPP, art. 18. Depois de ordenado o arquivamento do inquérito pela autoridade judiciária, por falta de 
base para a denúncia, a autoridade policial poderá proceder a novas pesquisas, se de outras provas tiver 
notícia. 
Súmula n. 524-STF: Arquivado o inquérito policial, por despacho do juiz, a requerimento do 
Promotor de Justiça, não pode a ação penal ser iniciada, sem novas provas. 
A regra é que o inquérito policial arquivado pode ser desarquivado. Entretanto, a depender da 
fundamentação do arquivamento, entende a jurisprudência que ele não poderia ser desarquivado. 
Para melhor compreensão do tema, vejamos: 
 
Página 140 – Manual Caseiro 
(Direito Processual Penal I). 
 
18. (Questão adaptada – CESPE/CEBRASPE – 2024). O inquérito não poderá ser iniciado sem 
representação nos casos de crimes em que a cabível ação pública depender de representação. 
 
Gabarito CERTO. 
De fato, o inquérito, nos crimes em que a ação pública depender de representação, não poderá sem ela 
ser iniciado, vide artigo 5º, § 4º, in verbis: 
Art. 5. § 4o O inquérito, nos crimes em que a ação pública depender de representação, não poderá 
sem ela ser iniciado. 
 
As formas de instauração do inquérito policial estão previstas ao teor do Art. 5º, I, II e § 3º, CPP. No 
tocante as formas de instauração do inquérito, é imprescindível o conhecimento da espécie de ação 
penal a que aquele delito está sujeito, pois, a depender da espécie de ação penal, a instauração 
dependerá ou não do requerimento ou representação da vítima. 
➔ Crimes de ação penal pública incondicionada: 
○ Instauração de ofício (art. 5º, CPP); 
○ Instauração mediante requisição do juiz ou do Ministério Público (art. 5º, CPP); 
○ Instauração mediante requerimento do ofendido (art. 5º, CPP); 
➔ Crimes de ação penal pública condicionada: 
○ Requisição do Ministro da Justiça (art. 24, CPP); 
○ Representação da vítima (art. 5º, §4º, CPP); 
➔ Crimes de ação penal de iniciativa privada: 
○ Instauração mediante requerimento da vítima (art. 5º, §5º, CPP). 
Página 146 – Manual Caseiro 
(Direito Processual Penal I). 
 
 
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19. (Questão adaptada – CESPE/CEBRASPE – 2024). É incabível o oferecimento de denúncia pelo 
Ministério Público sem a anterior instauração do competente inquérito policial. 
 
Gabarito ERRADO. 
Ao contrário do que foi afirmado, o Ministério Público pode apresentar denúncia mesmo na ausência 
de inquérito policial, devido à dispensabilidade deste, como estabelecido no artigo 39, parágrafo 5º, do 
Código de Processo Penal. 
Art. 39. § 5o O órgão do Ministério Público dispensará o inquérito, se com a representação forem 
oferecidos elementos que o habilitem a promover a ação penal, e, neste caso, oferecerá a denúncia no 
prazo de quinze dias. 
 
Na eventual hipótese de o titular da ação penal já contar com elementos de informação suficientes para 
subsidiar a futura ação penal, o inquérito policial poderá ser dispensado. Nesse sentido, vejamos o 
texto normativo: 
Art. 12. O inquérito policial acompanhará a denúncia ou queixa, sempre que servir de base a uma 
ou outra. 
Interpretando o teor do art. 12 do CPP em sentido contrário, podemos concluir que se não servir de 
base para denúncia ou queixa, será dispensado. Contudo, se servir de base, deverá acompanhar a peça 
(denúncia ou queixa-crime). Nessa mesma linha, dispõe o art. 39 § 5° do CPP: 
Art. 39, § 5º O órgão do Ministério Público dispensará o inquérito, se com a representação forem 
oferecidos elementos que o habilitem a promover a ação penal, e, neste caso, oferecerá a denúncia no 
prazo de quinze dias. 
Página 130 – Manual Caseiro 
(Direito Processual Penal I). 
 
20. (Questão adaptada – CESPE/CEBRASPE – 2024). É cabível o arquivamento do inquérito policial pela 
autoridade policial, desde que cabalmente demonstrada à atipicidade da conduta ou a inexistência do 
fato. 
 
Gabarito ERRADO. 
Na realidade, a autoridade policial não poderá mandar arquivar os autos do inquérito policial, vejamos: 
Art. 17. A autoridade policial não poderá mandar arquivar autos de inquérito. 
 
Nos moldes do art. 17, a autoridade policial não poderá mandar arquivar autos de inquérito. O 
delegado de polícia não pode arquivar nem requisitar arquivamento de um inquérito policial, pois ele 
não é o titular da ação penal. O titular da ação penal é o Ministério Público. 
Página 138 – Manual Caseiro 
(Direito Processual Penal I). 
 
21. (Questão adaptada – CESPE/CEBRASPE – 2024). A autoridade policial poderá, de ofício, realizar 
novas diligências sobre o mesmo fato, mesmo após o arquivamento do inquérito policial pelo 
Ministério Público. 
 
GabaritoCERTO. 
De fato, trata-se do entendimento extraído do artigo 18 do CPP, vejamos: 
 
 
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Art. 18. Depois de ordenado o arquivamento do inquérito pela autoridade judiciária, por falta de base 
para a denúncia, a autoridade policial poderá proceder a novas pesquisas, se de outras provas tiver 
notícia. 
 
CPP, art. 18. Depois de ordenado o arquivamento do inquérito pela autoridade judiciária, por falta de 
base para a denúncia, a autoridade policial poderá proceder a novas pesquisas, se de outras provas tiver 
notícia. 
Súmula n. 524-STF: Arquivado o inquérito policial, por despacho do juiz, a requerimento do 
Promotor de Justiça, não pode a ação penal ser iniciada, sem novas provas. 
A regra é que o inquérito policial arquivado pode ser desarquivado. Entretanto, a depender da 
fundamentação do arquivamento, entende a jurisprudência que ele não poderia ser desarquivado. 
Para melhor compreensão do tema, vejamos: 
 
Página 140 – Manual Caseiro 
(Direito Processual Penal I). 
 
22. (Questão adaptada – IGEDUC – 2024). Durante a fase de inquérito, a autoridade responsável pela 
condução do processo deve assegurar a imparcialidade e a objetividade na coleta de provas e na análise 
dos fatos, evitando qualquer tipo de influência externa ou parcialidade que possa comprometer a 
integridade do procedimento. 
 
Gabarito CERTO. 
Certamente, mesmo durante a fase do inquérito policial, é imprescindível que a autoridade 
responsável, ou seja, a autoridade policial, mantenha uma postura imparcial e objetiva ao analisar os 
fatos, pois é proibido que o agente público aja com interesses ocultos visando alcançar um resultado 
específico. 
Naturalmente, considerando que se trata de seres humanos, é inevitável que o agente tenha 
sentimentos, no entanto, é fundamental lembrar que sua atuação deve estar em conformidade com a 
legalidade, sendo crucial evitar qualquer tipo de influência externa ou parcialidade que possa 
comprometer a integridade do procedimento. 
Portanto, a autoridade policial deve agir sem qualquer tipo de preferência, preconceito ou interesse 
pessoal na questão, tratando todas as partes envolvidas de forma equânime e justa. 
Desse modo, ao garantir a imparcialidade, assegura-se que o resultado da investigação seja baseado 
estritamente nos fatos apurados e nas provas coletadas, sem influências indevidas. 
 
23. (Questão adaptada – CESPE/CEBRASPE – 2023). Havendo pedido do Ministério Público de retorno 
de inquérito policial ao delegado de polícia para novas diligências, é cabível o ajuizamento de ação 
penal privada subsidiária da pública. 
 
 
 
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Gabarito ERRADO. 
Na realidade, o Ministério Público poderá requerer a devolução do inquérito para novas diligências, 
imprescindíveis, conforme o artigo 16 do CPP, in verbis: 
Art. 16. O Ministério Público não poderá requerer a devolução do inquérito à autoridade 
policial, senão para novas diligências, imprescindíveis ao oferecimento da denúncia. 
Nesse sentido, a jurisprudência do STJ, vejamos: 
Se o Ministério Público promove o arquivamento do inquérito ou requer o seu retorno ao delegado 
de polícia para novas diligências, não cabe queixa subsidiária (STJ. 6ª Turma. AgRg no AREsp 
1049105/DF, Rel. Min. Rogerio Schietti Cruz, julgado em 18/10/2018) 
Logo, o Ministério Público pode requerer a devolução do IP, para diligências imprescindíveis a 
denúncia, não cabendo assim a queixa subsidiária, conforme a jurisprudência do Superior Tribunal de 
Justiça (STJ). 
 
24. (Questão adaptada – CESPE/CEBRASPE – 2023). O arquivamento do inquérito policial por 
atipicidade da conduta faz coisa julgada formal, o que permite a reabertura de investigações pela 
autoridade policial em determinadas situações. 
 
Gabarito ERRADO. 
Contrariamente ao que foi afirmado, tanto na doutrina quanto na jurisprudência, é predominante o 
entendimento de que o arquivamento do inquérito policial devido à atipicidade da conduta gera coisa 
julgada material, ou seja, a decisão torna-se imutável e, portanto, não é cabível o desarquivamento. 
Para facilitar a compreensão, é útil mencionar o quadro elaborado pelo professor Márcio Cavalcante 
sobre as situações em que o desarquivamento do inquérito policial é possível: 
 
 
25. (Questão adaptada – CESPE/CEBRASPE – 2023). Durante uma investigação de homicídio, o autor do 
fato foi identificado, e a autoridade policial solicitou autorização judicial para realizar a interceptação 
telefônica e a decretação da prisão, tendo sido a interceptação indeferida pelo juiz, que entendeu que 
haveria outras formas de se obter a prova. Considerando-se a situação hipotética em comento e os 
aspectos suscitados pelo tema, julgue o item subsequente. O autor do fato, ao ser indiciado no 
inquérito policial instaurado, em procedimento sigiloso, será ouvido, e o respectivo termo será 
assinado por duas testemunhas que dele tenham escutado a leitura. 
 
Gabarito CERTO. 
O presente item exige o conhecimento do artigo 6º, inciso V, do Código de Processo Penal, vejamos: 
Art. 6o Logo que tiver conhecimento da prática da infração penal, a autoridade policial deverá: 
 
 
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(...) 
V - ouvir o indiciado, com observância, no que for aplicável, do disposto no Capítulo III do Título Vll, 
deste Livro, devendo o respectivo termo ser assinado por duas testemunhas que Ihe tenham ouvido a 
leitura; 
Com efeito, a autoridade policial deverá ouvir o indiciado, de modo que o termo de depoimento deverá 
ser assinado por duas testemunhas. 
Além disso, cumpre salientar que o inquérito policial será, em regra, sigiloso, nos termos do artigo 20 
do Código de Processo Penal, a saber: 
Art. 20. A autoridade assegurará no inquérito o sigilo necessário à elucidação do fato ou exigido 
pelo interesse da sociedade. 
 
Mais material em:
Mercado Livre (POSOSVIKI)
https://lista.mercadolivre.com.br/_CustId_157132099
e
Mercado Shops (POSOSVIKI): 
https://pososviki.mercadoshops.com.br/_CustId_157132099
Doação: ajudacompixxx@gmail.com

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