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Emenda Constitucional 132/2023 • Data de promulgação: 20 de dezembro de 2023. • Objetivo: Reformar o sistema tributário sobre o consumo no Brasil. Modelo Adotado: IVA Dual = O que é o IVA Dual? • IVA: Imposto sobre o Valor Agregado. • Dual: Dividido entre União (governo federal) e entes subnacionais (Estados, Municípios, Distrito Federal). • CBS: Federal, regula bens e serviços. • IBS: Compartilhado, tributa operações de consumo de competência dos Estados e Municípios. Mudanças no Sistema de Tributação 1. Extinção de Tributos Anteriores • ICMS: Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (anteriormente cobrado pelos Estados). • ISS: Imposto sobre Serviços (cobrado pelos Municípios). • PIS: Programa de Integração Social (contribuição federal). • COFINS: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (contribuição federal). 2. Criação de Novos Tributos • CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços): - Competência: Federal (União). - Substitui o PIS e COFINS. - Incide sobre bens e serviços em âmbito nacional. • IBS (Imposto sobre Bens e Serviços): - Competência: Compartilhada entre Estados, Municípios e Distrito Federal. - Substitui o ICMS e ISS. • IS (Imposto Seletivo): - Competência: União. - Destinado a desestimular o consumo de produtos nocivos à saúde ou ao meio ambiente (como tabaco, álcool e produtos poluentes). - Substitui parte do papel do antigo IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados). -Tributação única (monofásica) e com caráter extrafiscal, ou seja, visa regular o consumo ao invés de simplesmente arrecadar. • IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados): -Mantido, mas com função reduzida. Comitê Gestor: Administrado por representantes de Estados, Municípios e DF, responsável pela normatização e distribuição da arrecadação. Impostos Municipais Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) • Competência: Municípios e DF. • Fato Gerador: Propriedade de imóvel urbano. • Base de Cálculo: Valor venal do imóvel. Imposto Sobre Serviços (ISS) • Competência: Municípios e DF. • Fato Gerador: Prestação de serviços listados em lei complementar. • Base de Cálculo: Preço do serviço prestado. Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) • Competência: Municípios e DF. • Fato Gerador: Transmissão onerosa de imóveis entre vivos. • Base de Cálculo: Valor do imóvel em condições de mercado. Impostos Estaduais Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD) • Competência: Estados e DF. • Fato Gerador: Transmissão de bens por causa mortis ou doação. • Base de Cálculo: Valor venal dos bens transmitidos. Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) • Competência: Estados e DF. • Fato Gerador: Circulação de mercadorias e prestação de serviços. • Base de Cálculo: Preço da mercadoria ou serviço. Impostos Federais Imposto de Importação • Competência: União. • Fato Gerador: Entrada de produtos estrangeiros no território nacional. • Base de Cálculo: Valor da mercadoria (específica ou ad valorem). • Finalidade: Extrafiscal, ajustando o comércio exterior e política cambial. Imposto de Exportação • Competência: União. • Fato Gerador: Saída de produtos nacionais ou nacionalizados do território nacional. • Base de Cálculo: Valor de mercado ou preço em condições de livre concorrência. Imposto de Renda • Competência: União. • Fato Gerador: Aquisição de renda ou proventos de qualquer natureza. • Base de Cálculo: Valor da renda ou dos proventos tributáveis. • Progressividade: Alíquotas crescentes conforme a renda. Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) • Competência: União. • Fato Gerador: Saída de produtos industrializados. • Base de Cálculo: Valor da mercadoria. • Seletividade: Alíquota varia conforme a essencialidade do produto. Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) • Competência: União. • Fato Gerador: Operações de crédito, câmbio, seguro e títulos. • Base de Cálculo: Valor da operação. Imposto Territorial Rural (ITR) • Competência: União. • Fato Gerador: Propriedade de imóvel rural. • Base de Cálculo: Valor fundiário da terra. Administração Tributária Fiscalização • Objetivo: Verificar o cumprimento das obrigações tributárias, principais e acessórias. • Competência: Estabelecida pela legislação tributária. • Poderes: O Fisco pode examinar mercadorias, livros e documentos fiscais, mesmo de empresas imunes ou isentas. Sigilo Fiscal • Regras: As informações obtidas durante a fiscalização são protegidas por sigilo. • Exceções: Requisição judicial, processos administrativos, e permuta de informações fiscais com outros países mediante tratado. • LC 104/2001: Permite a divulgação de informações para fins penais ou de cobrança de dívida ativa. Dívida Ativa • Origem: Resulta de créditos tributários não pagos dentro do prazo. • Inscrição: O crédito tributário é inscrito em dívida ativa e pode ser cobrado judicialmente. • Certidão de Dívida Ativa (CDA): Documento que permite a execução fiscal do débito. Certidões • Certidão Negativa: Fornecida ao contribuinte quando não há débitos pendentes. • Certidão Positiva com Efeitos de Negativa: Emitida quando o contribuinte possui débitos suspensos ou em parcelamento. Princípios Tributários Introduzidos 1. Simplicidade: Tornar as normas mais fáceis de entender e aplicar. 2. Transparência: Fornecer clareza sobre a carga tributária paga. 3. Justiça Tributária: Distribuição justa de impostos baseada na capacidade contributiva. 4. Cooperação: Relação de colaboração entre Fisco e contribuintes. 5. Defesa do Meio Ambiente: Promover a sustentabilidade por meio de impostos seletivos. Objetivo Geral = Simplificar o sistema tributário, Reduzir a burocracia e melhorar a justiça fiscal, Criar um sistema tributário mais justo, transparente e eficiente. QUESTÕES DO SLIDE : 1- (Consulplan/TJMG/Titular de Serviços de Notas e de Registro) Ajuizada uma execução fiscal e tendo sido constatada pela Fazenda Pública a existência de um erro material na Certidão de Dívida Ativa – CDA, de acordo com entendimento consolidado do STJ. a) tendo em vista que o erro não é meramente formal, não se admite a substituição da CDA. b) é admissível a substituição da CDA por parte da Fazenda Pública, mas desde que os embargos à execução não tenham sido julgados em primeira instância. c) caso não tenham sido propostos embargos à execução, é facultada à Fazenda Pública a substituição da CDA para alterar o sujeito passivo, desde que o prazo para embargos à execução seja reaberto. d) a Fazenda Pública pode substituir a CDA apenas até a interposição dos embargos à execução. 2- (Cespe/TRF 5ª Região/Juiz Federal Substituto) Em cada uma das opções a seguir, é apresentada uma situação hipotética. Assinale a opção que apresenta situação que configura quebra de sigilo fiscal conforme as disposições do CTN. a) Com base nas informações constantes dos livros fiscais obtidos em determinada empresa, o funcionário do Fisco lavrou auto de infração e, ao final do procedimento administrativo, sem autorização judicial, encaminhou a informação para apuração criminal. b) A Fazenda Pública divulgou, por meio de sistemas públicos, sem autorização dos contribuintes, a concessão de moratória ou parcelamentos. c) Um funcionário da Receita Federal, tendo tomado conhecimento de informações fiscais por conta de sua função, repassou-as a outro funcionário da Receita Federal, do mesmo setor, para providências funcionais, sem expressa autorização da chefia direta. d) Tendo tomado conhecimento de informações fiscais, um funcionário do Fisco lavrou o devido auto de infração e, após o prazo de impugnação, encaminhou-o para a inscrição na dívida ativa, sem conhecimento do secretário da Receita Federal. e) Tendo verificado práticas ilícitas de natureza tributária, no curso de processo administrativo fiscal, o funcionário do Fisco encaminhou a informação ao Ministério Público, ao final do procedimento administrativo, bem como repassou para um jornalistaamigo as informações, sob a promessa de sigilo da fonte. 3- (FCC/Sefaz-GO/Auditor Fiscal da Receita Estadual) Relativamente à fiscalização tributária, notadamente no que diz respeito aos impostos de competência das diversas pessoas jurídicas de direito público interno, o Código Tributário Nacional estabelece que às Fazendas Públicas é permitida a prestação de assistência mútua a)entre todas elas, para a fiscalização dos tributos respectivos e para a permuta de informações, na forma estabelecida por lei ou convênio, em caráter geral ou específico. b)apenas para a permuta de informações, desde que restrita ao âmbito dos Estados e do Distrito Federal, relativamente aos impostos de sua competência comum, e ao âmbito dos Municípios e do Distrito Federal, relativamente aos impostos de competência comum destes. c)entre todas elas, para a permuta de informações e para a fiscalização de tributos, na forma estabelecida, por lei ou convênio, vedada a prestação de informações pela Fazenda Pública da União, que, no entanto, poderá recebê-las das Fazendas Públicas estaduais e municipais. d)para a permuta de informações de caráter tributário, mas vedada para fiscalização dos tributos respectivos, pois a fiscalização é atividade indelegável. e)apenas para a fiscalização de tributos respectivos, desde que restrita ao âmbito dos Estados e do Distrito Federal, relativamente aos impostos de sua competência comum, e ao âmbito dos Municípios, relativamente aos impostos de competência comum destes.