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MATERIAL DE APOIO PEDAGÓGICO PARA APRENDIZAGENS MATERIAL DE APOIO PEDAGÓGICO PARA APRENDIZAGENS GOVERNO DO ESTADO DE MINAS GERAIS SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO DE MINAS GERAIS ESCOLA DE FORMAÇÃO E DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL DE EDUCADORES VOLUME 1 Ciências da Natureza e suas Tecnologias 2º Ano2º Ano Ensino Médio SUMÁRIO BIOLOGIA ................................................................................................. pág 01 Planejamento 1: Classificação dos seres vivos .................................. pág 01 Planejamento 2: Os grandes Reinos ................................................. pág 07 Planejamento 3: Reino Monera .......................................................... pág 12 FÍSICA ...................................................................................................... pág 17 Planejamento 1: Ondulatória e Acústica ............................................. pág 17 Planejamento 2: Calor ...................................................................... pág 23 Planejamento 3: Temperatura .......................................................... pág 28 QUÍMICA .................................................................................................. pág 33 Planejamento 1: Constituição e a Organização dos materiais ............ pág 33 Planejamento 2: Propriedades Coligativas ....................................... pág 42 2º Ano2º Ano 2º Ano2º Ano Ensino Médio ANO DE ESCOLARIDADE REFERÊNCIA ANO LETIVO COMPONENTE CURRICULAR ÁREA DE CONHECIMENTO OBJETO(S) DE CONHECIMENTO COMPETÊNCIA HABILIDADE(S) MATERIAL DE APOIO PEDAGÓGICO PARA APRENDIZAGENS SIGNIFICATIVAS 1 2 o ano Ensino Médio 2022 Biologia Ciências da Natureza e suas Tecnologias TÓPICO 4. Características Gerais dos cinco reinos de seres vivos. OBJETO(S) DE CONHECIMENTO: HABILIDADE(S): Sistemática e Taxonomia. 4.1. Identificar as características que diferenciam os organismos dos cinco reinos de seres vivos. 4.1.1. Identificar a diversidade biológica organizada hierarquicamente. PLANEJAMENTO TEMA DE ESTUDO: Classificação dos seres vivos DURAÇÃO: 03 aulas PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS: A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ABERTURA: Para que serve a classificação dos seres vivos? Professor (a), inicie a aula contando um pouco sobre a história da classificação dos seres vivos de forma a aguçar a curiosidade do estudante. “Imagine a curiosidade do ser humano diante de tanta diversidade de seres vivos no nosso planeta! Desde a antiguidade o homem buscou agrupar os seres vivos por meio de características observáveis. O sistema mais anti- go de classificação foi proposto por Aristóteles (384 a.C. - 322 a.C.) e divi- dia os seres vivos em plantas e animais (Fig. 1). Ele foi o primeiro a agrupar os animais em invertebrados e vertebrados, além de descrever cerca de 500 espécies e classificá-las em diferentes categorias, como mamíferos e aves; Já seu discípulo Teofrasto (372 a.C. - 287 a.C.) classificou as plantas em ervas, arbustos e árvores, seguindo um critério de tamanho.” Mas para quê classificar? Explique que a classificação biológica é um sis- tema utilizado para organizar os seres vivos por meio de critérios prees- tabelecidos. Figura 1. Aristóteles. Disponível em:. Acesso em: 22 fev. 2022. 2º Ano2º Ano 2º Ano2º Ano Ensino Médio 2 Sempre bom realizar perguntas norteadoras para os estudantes, como: • A classificação Aristotélica era eficiente para classificar tanta biodiversidade? • Afinal de contas, o que são critérios? B) DESENVOLVIMENTO: 1º Momento: Escolhendo critérios de classificação Primeiramente, deve estar claro para os estudantes o significado de critérios: Critérios são parâmetros ou características usados para estabelecer uma comparação ou es- colha. Com base nos critérios escolhidos a classificação pode ser artificial (critérios que não refletem diferenças fundamentais dos seres vivos, como locomoção ou habitat) ou natural (ba- seada nas relações de parentesco evolutivo entre os seres vivos, considera aspectos morfoló- gicos, fisiológicos, reprodutivos, genéticos e ecológicos). Parte 1. Professor(a), apresente imagens de animais, como na figura 2, e solicite que os estudantes escolham critérios para separá-los em dois grupos ou mais. (A mediação do professor é importante ao perceber dificuldades na definição de critérios. Você, por exemplo, pode sugerir o critério pre- sença ou ausência de vértebras). Figura 2. Animais. Disponível em: . Acesso em 22 fev.2022. No final da atividade, cada grupo deverá expor os seus resultados para a turma. Pergunte aos es- tudantes se os grupos ficaram com muita quantidade de organismos diferentes. Será que podem escolher mais critérios para separar grupos menores de organismos mais semelhantes? O que se- ria melhor, escolher o habitat ou presença de patas, por exemplo? 2º Ano2º Ano 2º Ano2º Ano Ensino Médio 3 Parte 2. Ainda divididos em grupos, os estudantes re- ceberão um pacote com papéis de diversas cores, ta- manhos e formatos (Fig. 3). Os estudantes deverão escolher critérios e separar grupos de acordo com eles (podem usar caneta ou barbante para separar). O ideal é começar com crité- rios mais abrangentes formando grupos maiores e, aos poucos, escolher critérios mais específicos. Cada gru- po deve apresentar os critérios escolhidos e os grupos formados. Obs. Importante gerar reflexões quanto às diversas possibilidades de escolha de critérios (tipos e quanti- dades) e os grupos resultantes destas escolhas. 2º Momento: Classificação de Lineu e regras de nomenclatura. É importante o professor evidenciar as inovações da nomenclatura de Lineu em relação aos siste- mas anteriores, pois ele não utiliza habitat, por exemplo, como critério taxonômico evitando ani- mais tão distintos como baleia, moluscos e peixes ficarem num mesmo grupo. Explique que Lineu utilizou características estruturais e anatômicas em seus estudos. Parte 1. Sala de aula invertida. Para leitura em casa, o professor deve disponibilizar texto (ou vídeo-aula) sobre a classificação dos seres vivos de acordo com Carl von Linnée (1707-1778) ou Lineu. Sugestão de texto “Deus fez, Lineu organizou”. Disponível em: . Em sala, realize a discussão do texto com os estudantes. Em seguida, apresente os reinos defini- dos por Lineu (mineral, vegetal e animal) e os táxons: Reino- Filo-classe-ordem- família-gênero e espécie . Em seguida, defina o conceito de espécie dado por Lineu. Explique a nomenclatura bino- minal e as regras de nomenclatura. Realize atividades de fixação sobre o assunto. Professor (a), você pode repetir a atividade do 1º momento, parte 2, usando os taxons definidos por Lineu. Isto é, o grupo maior seria Reino e o menor seria espécie. 3º Momento: Sistemática e evolucionismo. Inicie a aula relembrando os conceitos estudados na aula anterior. Em seguida, esclareça para os estudantes sobre a Sistemática e seus objetivos. O professor pode ir à lousa e dar as seguintes definições: Sistemática é uma área da Biologia que estuda a biodiversidade através de um sistema sintético de classificação, chamado taxonomia. Ele utiliza hierarquias para agrupar os organismos for- mando grupos e subgrupos. A Sistemática Filogenética (atual) é uma metodologia de classificação dos organismos que bus- ca refletir a história evolutiva dos grupos e reuni-los com base no grau de parentesco filogenéti- co. Esta metodologia foi proposta por Willy Hennig em 1950 mas só teve ampla divulgação depois de traduzida do alemão para o inglês, em 1965. Disponível em: . Acesso em: 27 fev. 2022. Figura 3. Disponível em: . Acesso em: 22 fev. 2022. 2º Ano2º Ano 2º Ano2º Ano Ensino Médio 4 Professor(a), explique para osDE ESTUDO: Constituição e a Organização dos materiais DURAÇÃO: 06 aulas de 50 minutos ORIENTAÇÕES AO PROFESSOR: Esta sequência didática foi pensada para ser aplicada nas escolas públi- cas estaduais do Estado de Minas Gerais, para alunos do 2º ano do EM, nas modalidades EJA e/ou regu- lar. Espera-se que a escola em que esta sequência irá ser aplicada tenha a seguinte estrutura física: sala de aula com projetor e equipamento audiovisual; laboratório de ciências ou sala ambiente onde possam ser realizadas atividades experimentais de química. Ao longo dessa sequência didática é abordado o modelo de partículas para auxiliar na compreensão de como as partículas estão organizadas nos estados sólido, líquido e gasoso. Realizando experimentos simples, os estudantes são levados a elaborar modelos próprios para interpretar os resultados obtidos. Busca-se ainda abordar as representações próprias do ensino de CNT (Ciências da Natureza e suas Tec- nologias) ao contemplar os modelos de partículas para os sólidos, líquidos e gases. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS: A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ABERTURA: Já estudamos algumas propriedades dos materiais e vimos como eles se comportam nas mudanças de estado físico. Essas propriedades foram úteis tanto na identificação dos materiais quanto na escolha dos processos de separação de misturas. Nesta sequência didática, vamos discutir critérios que nos permitem classificar os materiais como sólidos, líquidos ou gasosos. Vamos também propor um mo- 2º Ano2º Ano 2º Ano2º Ano Ensino Médio 34 delo para explicar a constituição dos materiais, para nos ajudar a entender as propriedades dos sólidos, líquidos, gases e materiais coloidais. Convidamos você a propor seus próprios modelos, na tentativa de explicar os fenômenos da natureza que foram observados. Solte sua imaginação e não se preocupe se seus modelos não coincidirem com os científicos. O objetivo é dar-lhe a oportuni- dade de confrontar suas ideias sobre a constituição dos materiais com aquelas construídas pela ciência ao longo da História. B) DESENVOLVIMENTO: Aula 01. Classificando os materiais em sólidos, líquidos ou gasosos. Objetivos desta aula: Em grupos, os alunos deverão definir critérios gerais para classificar os ma- teriais e identificar o critério usado na classificação de cada material. O que fazer: 1. Em grupo, debatam as propriedades que distinguem os materiais e elaborem critérios que per- mitam classificar qualquer material sólido, líquido e gás. 2. No caderno, faça um quadro com duas colunas. Na primeira coluna, indique os tipos de mate- rial (sólido, líquido e gás) e, na segunda, os critérios e propriedades listados no item anterior para cada tipo. 3. Definam se os materiais indicados abaixo são sólidos, líquidos ou gases, justificando com os critérios relacionados no quadro construído no item 2. Água, açúcar, algodão, ar, barra de chocolate, manteiga dentro da geladeira, manteiga fora da geladeira em um dia de verão, álcool gel, spray de desodorante, chama do fogo, bloco de madei- ra, bolhas que desprendem de um refrigerante, esponja de aço, uma porção de farinha, espuma de sabão, isopor, nossas fezes, uma porção de areia, gás de cozinha, gasolina, giz, iogurte, lima- lha de ferro, massa de modelar, mel, moeda, mola, neblina, nuvem, parafuso de ferro, plástico de encapar cadernos, serragem, tecido de algodão, vidro, pasta de dente e xampu. 4. Debatam se nessa lista há materiais que não são nem sólidos, nem líquidos, nem gases, e quais desses materiais podem ter ao mesmo tempo duas dessas características. • REFLEXÃO 1. Descreva, em um parágrafo, o que você aprendeu com esta atividade e entregue ao seu professor. Aula 02. Construindo modelos para materiais gasosos. A seguir vocês irão fazer três experimentos simples. Vocês deverão executá-los e, em seguida, responderem a algumas perguntas em uma folha do caderno, que será recolhida posteriormente por seu professor. Atividade Prática Objetivos: • Observar o efeito da pressão e da temperatura sobre o ar presente nos recipientes. • Construir um modelo para representar as suas partículas antes e depois da compressão e do aquecimento. 2º Ano2º Ano 2º Ano2º Ano Ensino Médio 35 Material - Uma seringa descartável (grande) daquelas vendidas em farmácias (sem agulha), um ba- lão de látex (do tipo balão de aniversário), um erlenmeyer de 250 mililitros (mL), uma lamparina, um kitassato, uma mangueira de látex para conectar a seringa ao kitasato, uma garra de madeira, uma rolha para fechar o kitassato. Procedimento Parte I - Seringa com ar. (figura 01). • Coloque o dedo indicador na ponta da seringa para comprimir o ar que está dentro dela. • Observe o sistema antes e depois da compressão. Anotem as mudanças observadas. • Parte II- Vácuo em um frasco. (figura 02). • Em seguida, utilizando um kitassato cheio de ar, bem fechado com o auxílio de uma rolha, conectem-no a uma grande seringa, que funcionará como uma bomba de vácuo, como mos- tra a figura abaixo. • Puxe o êmbolo da seringa (lentamente, para não haver variação de temperatura), removendo assim parte do ar contido no frasco. • Obstruir o tubo de látex que liga a seringa ao frasco para obter vácuo parcial dentro do fras- co. Façam esse procedimento e soltem, de repente, a obstrução do tubo de látex. O que ocorre com o êmbolo da seringa? Anotem no caderno. Parte III- Aquecimento de um erlenmeyer cheio de ar. (figura 03). • Conectem o balão de látex à boca do erlenmeyer. Em seguida, com o auxílio de uma garra de madeira, segurem o erlenmeyer e aqueçam-no com a lamparina. • Observem o sistema antes do aquecimento e depois de algum tempo de aquecimento. O que ocorre com o balão? Faça suas anotações no caderno. Figura 01 Figura 02 Figura 03 • REFLEXÃO 1 – Considerando o modelo de partículas, esboce um desenho da organização das partículas do gás antes e depois da compressão da seringa, antes e depois de movimentar o êmbolo na parte II e an- tes e depois do aquecimento do gás na parte III. 2 – Em seguida, compare com os desenhos dos outros grupos e debata com o professor, fazendo os comentários que julgarem necessários. 3 – Cada grupo deverá escrever um parágrafo sobre o que aprendeu nessa atividade. Orientações ao professor(a): Para esta aula da sequência didática a sugestão é que seja assistido pelos alunos a aula de Física que foi ao ar em 15/10/2021 e posteriormente resolver as questões propostas. 2º Ano2º Ano 2º Ano2º Ano Ensino Médio 36 Aula 03. Propriedades dos gases. Objetivo da aula: • Abordar o modelo cinético molecular para os gases. • Conhecer as propriedades de compressibilidade e expansibilidade dos gases. Desenvolvimento da aula: Assistir a vídeo aula - GASES IDEAIS. Disponível em: (20 min). Em seguida, os alunos deverão responder no caderno as questões a seguir. 1. Se vocês determinarem a massa do ar nos sistemas iniciais – dentro da seringa e do erlenmeyer com o balão – antes (m1) e depois (m2) da compressão e do aquecimento, em cada caso, m1 será maior que m2, menor ou igual? Justifiquem a resposta em cada caso. 2. Se vocês determinarem a densidade do ar nos sistemas iniciais – dentro da seringa e do erlenme- yer com o balão – antes (d1) e depois (d2) da compressão e do aquecimento, em cada caso, d1 será maior que d2, menor ou igual? Justifiquem a resposta em cada caso. 3. Discuta com seus colegas de grupo e proponha um modelo (para cada caso) para o ar dentro da seringa e do erlenmeyer com o balão, antes e depois da compressão e do aquecimento. Esse modelo deverá explicar o fato de o ar comprimir-se sob pressão, poder ser retirado do kitassato e dilatar-se sob aquecimento. Reproduzam os desenhos da seringa, do kitasato com a seringa e do erlenmeyer com o balão no caderno e desenhem o modelo. Justifiquem o modelo escolhido e listem suas características, explicando-as. 2º Ano2º Ano 2º Ano2º Ano Ensino Médio 37 Aula 04. Influência da pressão sobre os materiais gasosose líquidos. Objetivo da aula: Observar a influência da pressão externa sobre os materiais nos estados gasoso e líquido. Propor modelos para as partículas nos estados sólidos, líquidos e gasosos. • Aula prática: Material: Duas seringas de 10 mL e Lamparina. Procedimento: 1. Em uma das seringas, coloque água até a marca de 7 mL. Com uma lampari- na, aqueça a sua ponta, lacrando-a. Deixe esfriar. 2. Encha a outra seringa com ar até a marca de 7 mL e aqueça a ponta para lacrá-la. Deixe esfriar. 3. Agora, tente empurrar os êmbolos e observe o comportamento de cada se- ringa. • REFLEXÃO 1. O que você observou? 2. Em qual das seringas foi mais fácil para você empurrar o êmbolo? 3. Proponha um modelo, por meio de desenhos, para os constituintes (partículas) dos materiais contidos em cada seringa. 4. Cite exemplos do seu cotidiano, em que você observa o comportamento dos gases similar ao do experimento e explique-os com base nesse modelo que você propôs. 5. De acordo com o modelo de partículas, explique por que os sólidos e os líquidos não são com- pressíveis como os gases, desenhando como estariam as partículas da matéria em cada estado de agregação. Aula 05. Leitura de interpretação de texto. Objetivo da aula: Sistematizar as discussões realizadas até o momento. TEXTO: A construção de um modelo para os materiais a partir do comportamento de gases Começamos a construir nosso modelo investigando o comportamento dos gases. A hipótese de que um gás seja constituído de partículas muito pequenas, que se movimentam no espaço vazio é um modelo interessante para explicar algumas propriedades apresentadas pelos gases. Assim, é possível comprimir o ar numa seringa porque as partículas que constituem os materiais são infi- nitamente pequenas e estão bastante afastadas. Da mesma forma, ao aquecermos o erlenmeyer com um balão, as partículas de ar distanciam-se umas das outras por causa do aumento da temperatura, que provoca o aumento da energia cinética e consequente aumento do movimento das partículas. Com esse mesmo modelo, buscamos explicar por que um gás se espalha rapidamente pelo am- biente. Suas partículas estão suficientemente separadas e possuem energia cinética, relacionada ao movimento. Desse modo, a tendência do gás é difundir-se pelo ambiente. O movimento ao acaso das partículas do ar também colabora para essa difusão. 2º Ano2º Ano 2º Ano2º Ano Ensino Médio 38 No experimento da aula 04, há influência da pressão sobre os materiais sólidos e líquidos, você deve ter notado que foi mais fácil comprimir o êmbolo da seringa com cheia de ar do que aquela com água. Por que isso ocorreu? Que modelo explicaria esse comportamento? Se você considerar que tanto a água quanto o ar são formados por partículas- no caso, moléculas- você já tem aqui um esboço científico para representar a realidade. Imagine agora essas partículas sendo comprimidas. É possível comprimir mais moléculas do gás porque há mais espaços vazios entre elas. Utilizando o nosso modelo, podemos representar os três estados de agregação da matéria por par- tículas. No estado gasoso, elas estão muito afastadas. Nos estados sólido e líquido, as partículas estão mais próximas umas das outras; no primeiro, elas estão mais organizadas do que no estado líquido. Com esse modelo, é possível explicar porque líquidos e gases têm formas variáveis, en- quanto os sólidos têm forma fixa. Fonte: Química e sociedade, pág.113. • QUESTÕES PARA REFLEXÃO. 1. Descreva as principais características do modelo de partículas para o estado gasoso. 2. Que aspecto do modelo cinético-molecular está associado ao movimento das partículas de um gás? 3. Quando você descascar uma mexerica, as pessoas à sua volta sentem o cheiro da fruta. 4. Como você explica o fenômeno de o cheiro se espalhar? 5. Por que o cheiro seria menos perceptível no inverno? 6. Elabore um modelo para explicar por que a sopa esfria quando assopramos. Aula 06. Leitura de interpretação de texto Objetivo desta aula: Retomar a classificação feita na primeira aula da sequência didática para rever critérios utilizados na classificação dos materiais e objetos e verificar que os materiais ou objetos com os quais estudantes tiveram dificuldade em classificar como sólido, líquido ou gases, são al- guns exemplos de colóides ou suspensão coloidal. LEITURA DO TEXTO : Materiais compostos e colóides A introdução do modelo para a estrutura dos materiais como sendo formados por partículas em movimento nos ajuda a explicar propriedades dos materiais nos diferentes estados físicos. Como debatemos anteriormente, a classificação dos materiais em sólidos, líquidos e gases é um bom modelo para explicar as propriedades de muitos materiais e se aplica às substâncias puras. Pode aplicar-se também a misturas, desde que sejam soluções, ou seja, tenham as partículas consti- 2º Ano2º Ano 2º Ano2º Ano Ensino Médio 39 tuintes com dimensões atômicas até 1 nm (nanômetro), que corresponde a 10-9 m (metros), ou um milionésimo de milímetro. No entanto, existem vários materiais e organismos que são muito com- plexos e não podem ser classificados em sólidos, líquidos e gases. Existem vários materiais que são formados por líquidos e gases. Uma nuvem, por exemplo, tem ca- racterísticas que nos levariam a classificá-la como um gás. Porém, sabemos que ela é constituída, entre outras coisas, de gotículas de água no estado líquido e, em alguns casos (como nas nuvens de tempestade), de pedacinhos de gelo em suspensão no ar. Portanto, a nuvem é considerada um aerossol, uma suspensão de partículas sólidas ou gotículas de líquido no ar ou outro gás. A fumaça também é um aerossol, pois é composta de partículas sólidas dispersas no ar. De modo geral, uma mistura de agregados de partículas sólidas em um meio líquido é chamada de colóide ou materiais em suspensão coloidal. Elas não devem ser classificadas em sólidos, líquidos ou gases. Por exemplo, a gelatina é uma dispersão coloidal em que o meio disperso se apresenta no estado sólido e o meio dispersante no estado líquido. A utilização do modelo de partículas permite, portanto, analisar as situações de partículas em sus- pensão coloidal, como nos exemplos das nuvens e da neblina. Na realidade, não se trata de gases, pois neles as partículas não interagem a ponto de formar aglomerados visíveis. Logo, apesar de compressíveis e fluidos, esses materiais não são gases, mas aerossóis; neles, as gotículas, no es- tado líquido, estão em suspensão no ar, que está no estado gasoso. Nesse caso, o ar seria consi- derado a fase de dispersão, ou seja, aquela que se encontra em maior quantidade. As gotículas de água são consideradas a fase dispersa, isto é, aquela que se encontra em menor quantidade. Uma maria-mole pode ser considerada uma espuma sólida, na qual um gás está em suspensão num sólido. O leite, a maionese e a manteiga são considerados emulsões, pois tanto a fase dispersa como a fase de dispersão estão no estado líquido. A classificação dos diversos tipos de sistemas coloidais está baseada no estado físico das fases dispersa e de dispersão. Nos debates sobre o modelo de partículas, estabelecemos um critério para a classificação dos materiais. Isso permitiu identificar materiais que, apesar de possuírem formato próprio e serem incompressíveis, não apresentam arranjo ordenado de suas partículas, como o vidro, ao contrário de um cristal de quartzo, que apresenta um arranjo bem-ordenado. Denominamos cristal todos os sólidos cujos átomos se organizam de forma periódica e ordenada, e amorfo todos os sólidos cujos átomos estão dispostos de forma aleatória ou desordenada. O vi- dro é amorfo, mas o quartzo é um cristal.Geralmente os cristais apresentam faces e propriedades de simetria . Concluindo, iniciamos este capítulo debatendo que a classificação dos materiais em sólidos, lí- quidos e gasosos é limitada, não se aplicando a todos os materiais indistintamente. Com base no modelo de comportamento das partículas,foi possível estabelecer algumas características e pro- priedades que nos permitiram distinguir essas formas e perceber que a classificação é útil para compreender as propriedades de diversos materiais, como água, ar, pedras, metais, gás de cozi- nha, álcool, entre outros. No entanto, existem materiais compostos, como suspensões coloidais e soluções, que não se en- caixam na classificação em sólidos, líquidos e gases. Outras experiências e características são ne- cessárias para entender a estrutura desses materiais mais complexos. 2º Ano2º Ano 2º Ano2º Ano Ensino Médio 40 • QUESTÕES PARA REFLEXÃO 1. Debata com os colegas se o nosso corpo é sólido, líquido, gasoso ou todos eles ao mesmo tempo. 2. Por que alguns materiais não podem ser classificados em sólidos, líquidos ou gases? 3. O que são colóides? Dê exemplos. 4. O que é um sólido cristalino? Dê exemplos. 5. O que significa dizer que o vidro é um sólido amorfo? 6. Classifique os sólidos abaixo em amorfos ou cristalinos: • cristal de quartzo • vidro de janela • gelo • pedaço de ouro • plástico de garrafa de refrigerante • cristais de proteínas • borracha • sabão • parafina • grão de areia • madeira RECURSOS: Data show ou TV com PC para apresentação dos estudantes. Livros didáticos para consulta ao conteúdo. Espaço na escola onde os professor/estudantes possam realizar atividades práticas. PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO: A avaliação é um aspecto importante do processo de aprender. Em geral, todas as atividades rea- lizadas sobre determinado conteúdo ensinado devem ser avaliadas. Isso promove uma diversifica- ção das formas de avaliação e mostra aos estudantes que o conjunto das atividades que realizam, e não apenas as provas, é valorizado. Desta forma, sugere-se que testes em grupo, atividades ex- perimentais, elaboração de textos, apresentação de trabalhos, apresentação de relatórios de pro- jetos, relatórios de experimentos, relatórios de visitas, elaboração de exposições sejam utilizadas. Considerando que o professor tenha muitos alunos e pouco tempo, a sugestão é que a cada aula sejam reservados alguns minutos para o fechamento da atividade e realizada a devolutiva para os alunos quanto ao seu desempenho. ATIVIDADES 1 – Explique como a quantidade de energia está associada ao movimento das partículas. Para um mesmo material, em qual estado físico as partículas têm mais energia cinética? 2 – A naftalina é um sólido branco de odor característico que sublima com facilidade. A figura que representa corretamente as partículas de uma amostra de naftalina após total sublimação é: 2º Ano2º Ano 2º Ano2º Ano Ensino Médio 41 3 – Faça um esquema do ciclo da água, representando por partículas, a água nos três estados físicos. 4 – Observe as afirmações: I) A pressão de um gás está diretamente relacionada à frequência de colisões. Quanto maior a frequência de colisões entre as moléculas e a parede do frasco, maior será a pressão. II) A temperatura de um gás está relacionada à energia cinética. Quanto maior a temperatura, maior será a energia cinética média das moléculas. III) O volume ocupado por um gás é sempre o volume total do recipiente em que ele se encontra. IV) À medida que subimos uma serra, a pressão atmosférica aumenta. Assinale a alternativa que apresenta as afirmações corretas. a) I, II e III. b) I, II e IV. c) II, III e IV. d) I,III e IV e) I, II, III e IV. REFERÊNCIAS CURRÍCULO REFERÊNCIA DE MINAS GERAIS. Disponível em: . Acesso em: 07 mar. 2022. EDUARDO MORTIMER et al. Matéria, energia e vida: uma abordagem interdisciplinar. vol 3. 1. ed. São Paulo: Scipione. MINAS GERAIS, Secretaria do Estado de Educação. Conteúdo Básico Comum: Planos de Curso En- sino Médio 2022. Disponível em: . Acesso em: 07 mar. 2022. MINAS GERAIS, Secretaria do Estado de Educação. Conteúdo Básico Comum: CBC Química. Belo Horizonte: SEE, 2007. 72 p. Disponível em: . Acesso em 07 mar. 2022. SANTOS, W.P. DOS; MÓL, G.S. Química e Sociedade: volume único, ensino médio- São Paulo: Nova Geração, 2005. 2º Ano2º Ano 2º Ano2º Ano Ensino Médio 42 TÓPICO Materiais: Propriedades coligativas de soluções. OBJETO(S) DE CONHECIMENTO: HABILIDADE(S): Pressão de vapor. Propriedades coligativas: ebulioscopia, crioscopia, Tonoscopia e osmose. 23.2. Reconhecer os processos que alteram os valores da temperatu- ra de ebulição e congelamento de substâncias líquidas. 23.2.1. Identificar as razões e os efeitos de variações da temperatura de ebulição e congelamento de líquidos. PLANEJAMENTO TEMA DE ESTUDO: Propriedades Coligativas DURAÇÃO: 4 aulas de 50 minutos cada. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS: A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ABERTURA: Já observamos algumas vezes que a temperatura de ebulição da água em lugares acima do nível do mar, como Belo Horizonte, por exemplo, não é exatamente 100ºC, como poderíamos esperar. Ape- sar de não ser habitual vermos neve no Brasil, já ouvimos dizer que, em países nos quais o inverno é rigoroso, é comum jogar cloreto de sódio (NaCl) ou cloreto de cálcio (CaCl2) para derreter a neve acumulada nas ruas e estradas. As propriedades das substâncias e das soluções são importantes para que possamos compreen- der seu comportamento. Algumas dessas propriedades são modificadas quando se introduz um soluto em um solvente puro. Elas são chamadas de propriedades coligativas e serão tema de nos- sas próximas aulas. B) DESENVOLVIMENTO: Para o desenvolvimento da habilidade 23.2, cujo objeto de conhecimento são as propriedades coli- gativas, a sugestão é que seja utilizado o recurso Sala de Aula invertida. Metodologia: Aula invertida. A Sala de Aula Invertida ocorre em um ciclo de três momentos: antes, durante e depois da aula. Cada momento necessita que o professor e os estudantes assumam suas respectivas funções, para o bom desenvolvimento das atividades. ANTES DA AULA É o momento de preparação para as atividades em sala. O professor necessita disponibilizar todos os recursos didáticos com antecedência de três a cinco dias antes da aula, para que o estudante possa realizar o estudo conforme sua disponibilidade de tempo. O professor solicita aos estudan- tes que anotem suas dúvidas para serem esclarecidas no momento durante a aula, e pode solicitar que realizem alguma atividade, como questionário ou fórum, para identificar se ficaram com algu- ma dúvida ou questionamento em relação aos recursos didáticos, de forma a realizar a abordagem sobre o assunto no momento durante a aula. 2º Ano2º Ano 2º Ano2º Ano Ensino Médio 43 O estudante acessa recursos disponibilizados pelo professor, como assistir videoaulas, realizar leituras. Lembrando que os objetivos destas aulas são: Descrever de que forma o soluto altera a proprieda- de dos solventes puros. Diferenciar e analisar os efeitos tonoscópico, ebulioscópico e crioscópico. Compreender o processo de pressão osmótica, bem como a sua contribuição para a manutenção da vida. Desta forma, para esse estudo, sugere-se que os alunos assistam a aula de Química do "Se Liga na Educação", que foi ao no dia 17/06/2021. Procurando Química: Propriedades Coligativas. Disponível em: , leia textos dos livros didáticos a fim de buscarem respos- tas para as seguintes questões: a) Por que a água filtrada congela quando colocada no congelador da geladeira e a água com sal não congela? b) Será que a água pode permanecer líquida acima de 100ºC? c) Será que em uma garrafa fechada há água evaporada? d) Qual a diferença entre as bolhas formadas ao aquecermos a água e as existentes no interior de um copo de refrigerante? e) Porque a temperatura de ebulição da água varia conforme a altitude do lugar? f) Porque se acrescenta sal ao gelo utilizado para gelar cerveja em lata? g) Porque acrescentando sal ou açúcar a uma quantidade de água que está iniciando a fervura, ela pára deferver? h) Por que as águas dos oceanos não congelam, mesmo em locais muito frios, com tempera- tura abaixo de 0ºC? i) O que acontece quando se coloca sal sobre um pedaço de carne? j) Por que uma pessoa poderá morrer de desidratação celular se beber continuamente a água do mar? DURANTE A AULA PARTE I Atividade a ser desenvolvida: Conexão com o momento antes da aula. É o momento em que os estudantes vão apresentar o resumo, dúvidas relacionadas, discutir o con- teúdo dos recursos do momento antes da aula. E o professor vai conectar a temática com a reali- dade do estudante. Tirar dúvidas e registrar a participação dos estudantes. Neste momento sugere-se que os estudantes pensem em uma forma de socializar a aprendizagem por meio de atividades práticas, gravação de vídeos, elaboração de mapas mentais. DURANTE A AULA PARTE II Atividade a ser desenvolvida: Desenvolvimento de atividade prática em grupo utilizando outra me- todologia ativa de aprendizagem, a fim de responder às questões propostas. Os estudantes vão participar de forma ativa no desenvolvimento da atividade, auxiliar outros estu- dantes no aprendizado, procurar o professor para tirar dúvidas. O professor vai auxiliar no desen- volvimento da atividade como um mediador, direcionando e orientando o estudante quanto à busca e construção do seu próprio conhecimento. 2º Ano2º Ano 2º Ano2º Ano Ensino Médio 44 DURANTE A AULA PARTE III Atividade a ser realizada: Entrega do material produzido. Estudantes: Apresentar os resultados da atividade realizada. Identificar os desafios e o aprendiza- do obtido. Professor: Apontar as qualidades dos resultados das equipes. Fazer um encerramento da ativida- de. Conectar com os objetivos de aprendizagem. RECURSOS: Vídeos curtos produzidos pelo professor da turma, videos do Programa Se liga na Educação dispo- níveis no site: . DataShow, TV com PC para apresentação dos estudantes. Livros didáticos para consulta ao conteúdo. Espaço na escola onde os professor/estudantes possam realizar atividades práticas. PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO: Para avaliação do aluno é importante ter se em conta os critérios do quadro seguinte. CRITÉRIO O ESTUDANTE Compromisso realizou as atividades no momento antes da aula; assistiu as videoaulas; fez um resumo do conteúdo; participou de atividades assíncronas antes e depois da aula; fez perguntas sobre o conteúdo no momento durante a aula. Autonomia pesquisou sobre o conteúdo; desenvolveu as atividades durante a aula de forma participativa e com auto- nomia. Domínio demonstrou domínio sobre o conteúdo; apresentou relatório do momento depois da aula com demonstrações de re- sultados e conclusões pertinentes. Relacionamento interagiu com os outros estudantes no fórum do momento antes da aula; envolveu-se com a equipe no desenvolvimento das atividades durante a aula; auxiliou no aprendizado de estudantes de sua equipe ou de outra equipe; interagiu para desenvolver o relatório da atividade durante a aula. ATIVIDADES 1 – Para analisar a natureza e características das soluções, a Química estabelece modelos que bus- cam compreender as suas propriedades. Sendo assim, explique: o que interfere no efeito coligati- vo em uma solução? 2º Ano2º Ano 2º Ano2º Ano Ensino Médio 45 2 – Relacione o fenômeno à sua respectiva propriedade coligativa: Coluna 1 Coluna 2 I) A água do mar não congela quando a temperatura ambiente é de 0 °C. ( ) Tonoscopia. II) Ao preparar um café, primeiro, a água é aquecida para depois adicionar açúcar. ( ) Ebulioscopia. III) A água de alguns alimentos pode ser retirada e seus nutrientes são conservados. ( ) Osmose. IV) Utiliza-se uma panela de pressão para cozinhar feijão. ( ) Crioscopia. 3 – As propriedades coligativas explicam uma série de fenômenos que observamos em nosso dia a dia. A respeito desse assunto, julgue os itens abaixo como correto C ou errado E. Reescrevendo a sentença de maneira correta. 1) ( ) Quando colocamos gelo dentro de um copo e o colocamos sobre a mesa, num dia quente de verão, a água que aparece na superfície externa do copo deve-se a um fenômeno conhe- cido como osmose. 2) ( ) Ao dissolvermos, em água do mar, um pouco de açúcar, a pressão de vapor de água di- minui. 3) ( ) A adição de aditivos na água de refrigeração torna possível a diminuição da temperatura dos sistemas. 4) ( ) Em certas regiões do interior é comum salgar pedaços de carne, pois, em presença do sal, por osmose, a água atravessa a membrana celular, desidratando o alimento. REFERÊNCIAS CURRÍCULO REFERÊNCIA DE MINAS GERAIS. Disponível em: . Acesso em 07 mar. 2022. JUNIOR, C. R. S; Sala de Aula Invertida: Por onde Começar? IFGO; Nov 2020. PNLD2021_MateriaEnergiaVida_Mortimer_V3_001a288_PR_001.pdf. SANTOS, W.P. DOS; MÓL, G.S. Química e Sociedade: volume único, ensino médio - São Paulo: Nova Geração, 2005.estudantes que a cladística ou filogenética é o ramo da sistemática que reconstrói a filogenia e que o cladograma é um diagrama, no qual são representadas as rela- ções evolutivas entre os seres vivos. Apresente um exemplo de cladograma (fig.4) e sua composi- ção: raiz, ramos, nós e terminais (fig.4). Figura 4. Cladograma. Disponível em: . Acesso em: 01 mar. 2022. OBS. Importante trabalhar o conceito de homologia e analogia, já que a procura por homologias é, na sistemática, a base para determinar grau de parentesco evolutivo Sugestão de atividade em grupo: construindo uma árvore filogenética Materiais: Um galho de árvore pequeno, ramificado; papel colorido, fita crepe, caneta colorida. Procedimento: • Corte vários círculos para representar o ancestral comum. • Corte retângulos de cores diferentes para representar as novidades evolutivas (primitivas e derivadas). • Localize os nós e ramos e cole os círculos e retângulos, respectivamente ( fig. 5). • Escreva nos retângulos novidade derivada ou primitiva. • Evidencie de alguma forma um grupo monofilético. Figura 5. Cladograma. Arquivo próprio. Marisa M. Araújo Professor(a), explique antes ou durante a atividade, o significado de grupos monofiléticos e parafi- léticos. Também o significado de apomorfia e plesiomorfia (É comum, em um cladograma, a indica- ção das características primitivas e derivadas existentes naquela filogenia em particular. (Explique aos estudantes que entendem-se por características primitivas aquelas que já estavam presentes no ancestral; e por características derivadas, as novidades evolutivas apresentadas em relação ao seu ancestral). 2º Ano2º Ano 2º Ano2º Ano Ensino Médio 5 Opção: O galho da árvore poderá ser substituído por um esquema feito de caneta ou tinta em cartolina. PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO: O processo avaliativo deverá ser processual e contínuo, abrangendo todas as atividades. As pro- duções coletivas e individuais, orais e escritas (atividades, avaliação escrita, relatório das aulas experimentais), deverão ser avaliadas. A participação e o empenho durante as atividades, também deverão ser considerados no processo avaliativo. ATIVIDADES 1 – Leia o trecho do artigo (adaptado). “Ao ler este artigo, o leitor provavelmente deve estar vestindo alguma peça de roupa feita de Gos- sypium Hirsutum L., o algodão. Talvez esteja apoiando seu computador sobre uma mesa feita de Pinus taeda L. (pinho) e tenha comido no almoço sementes de oryza sativa L. com Phaseolus vul- garis L., o famoso arroz com feijão. É possível ainda que sua família possua um exemplar de Cannis familiaris L.” Disponível em: . Neste texto, os nomes científicos vieram com o L no final em referência a Lineu, que descreveu estas espécies. Esta forma de nomenclatura não é muito usual, apesar de estar correta. Leia os nomes científicos e copie apenas os que estiverem corretos de acordo com a nomenclatura cientí- fica. Justifique sua resposta. 2 – O esquema abaixo mostra a classificação do cão nas diversas categorias taxonômicas, os tá- xons. Analise o esquema (Fig.6) e responda as 2 e 3 . Figura 6. Disponível em: . Acesso em: 03 mar. 2022. 2º Ano2º Ano 2º Ano2º Ano Ensino Médio 6 Com base nos estudos sobre classificação dos seres vivos, é correto afirmar que: a) Filo é o táxon com maior diversidade de organismos. b) O cão pertence à mesma classe que a ave. c) O cão e o lobo são do mesmo gênero, mas de famílias diferentes d) A minhoca e o cão dividem apenas um mesmo táxon. 3 – (Questão de ENEM) O cladograma demonstra o grau de parentesco entre cinco grupos de ani- mais vertebrados. De acordo com esse cladograma, quais animais apresentam maior semelhança genética? a) Sapo e jacaré. b) Jacaré e pardal. c) Pardal e coelho. d) Sardinha e sapo. 4 – (Questão de ENEM). Lobos da espécie Canis lycaon, do leste dos Estados Unidos, estão inter- cruzando com coiotes (Canis latrans). Além disso, indivíduos presentes na borda oeste da área de distribuição de C. lycaon estão se acasalando também com lobos cinzentos (Canis lupus). Todos esses cruzamentos têm gerado descendentes férteis. Scientific American Brasil, Rio de Janeiro, ano II, 2011 (adaptado). Os animais descritos foram classificados como espécies distintas no século XVIII. No entanto, apli- cando-se o conceito biológico de espécie, proposto por Ernst Mayr em 1942, e ainda muito usado hoje em dia, esse fato não se confirma, porque a) esses animais são morfologicamente muito semelhantes. b) o fluxo gênico entre as três populações é mantido. c) apresentam nichos ecológicos muito parecidos. d) todos têm o mesmo ancestral comum. REFERÊNCIAS AMABIS, José Mariano et al. Moderna Plus: Ciências da Natureza. 1. ed. São Paulo: Moderna, 2020. 160 p. v. 6 volumes REECE, Jane et al. Biologia de CAMPBELL. 10. ed. Porto Alegre: Artmed, 2015. SADAVA, David et al. Vida: A Ciência da Biologia. 11. ed. Porto Alegre: Artmed, 2020. v. 1. SM EDUCAÇÃO et al, (org.). Ser Protagonista: Ciências da Natureza e suas Tecnologias. 1. ed. São Paulo: Editora SM, 2020. 160 p. v. 6 volumes. 2º Ano2º Ano 2º Ano2º Ano Ensino Médio 7 TÓPICO 14. Características fisiológicas e adaptações dos seres vivos nos diferentes ambientes da Terra. OBJETO(S) DE CONHECIMENTO: HABILIDADE(S): Os grandes Reinos. 4.1. Identificar as características que diferenciam os organismos dos cinco reinos de seres vivos. 14. Características fisiológicas e adaptações dos seres vivos nos di- ferentes ambientes da Terra. PLANEJAMENTO TEMA DE ESTUDO: Os grandes Reinos DURAÇÃO: 03 aulas PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS: A) CONTEXTUALIZAÇÃO E ABERTURA Professor (a), dando continuidade ao desenvolvimento da habilidade 4.1, iremos prosseguir com a história da classificação dos seres vivos e apresentar as propostas de outros cientistas para a classificação dos seres vivos. Inicie a aula instigando a curiosidade dos estudantes: Que fatores levaram a constantes modificações na distribuição dos seres vivos nos reinos? A evolução da tec- nologia e novos estudos colaboraram nesta empreitada? Que critérios foram incluídos para melhor organizar a classificação? Importante o estudante envolver e interagir com o objeto de estudo. Para tanto, a condução das aulas teóricas e práticas devem proporcionar o interesse e envolvimen- to do estudante em todas as etapas metodológicas. B) DESENVOLVIMENTO: 1º Momento: Linha do tempo. Professor(a), construa no quadro (ou em material impresso) uma linha do tempo/quadro compara- tivo mostrando a evolução na classificação dos seres vivos. Exponha a classificação de Ernst Haeckel que propôs em 1866 a existência de três grupos de seres vivos: os animais e as plantas, acrescentando os Protistas. Em 1936, o norte-americano Herbert F. Copeland incluiu um quarto grupo, o dos moneras ( procariontes deixaram de ficar no grupo dos Pro- tistas), considerando um novo critério: seres procariontes e eucariontes. Whittaker (1920–1980) foi o responsável pela elaboração do sistema de classificação em cinco reinos, ainda presente em muitos livros didáticos (Reino Monera, Protista ( protozoários e algas microscópicas) , Animalia, Plantae e acrescentou o Reino Fungi (Explique que esta classificação só foi possível com as novas técnicas bioquímicas e microscopia eletrônica). Continue construindo a linha do tempo e exponha que Whit- taker utilizou vários critérios de classificação como ( tipo de célula, quantidade de célula, tipo de nutrição e interação nos ecossistemas). Comente que Margulis e Schwart (Biólogas norte-ameri- canas), na década de 80, incluíram as algas macroscópicas no grupo de protistas, agora, protoctista. Finalizado, apresente a proposta de De Carl R. Woese (1928-2012), que pelos avanços da biologia molecular e seus estudos filogenéticos permitiu agruparos seres vivos em três domínios (Bacte- ria, Archaea e Eukarya), uma categoria acima do Reino. Ressalte que com a subdivisão do Reino 2º Ano2º Ano 2º Ano2º Ano Ensino Médio 8 Monera em Bactéria e Archaea, Woese propunha uma classificação de 6 reinos. Veja o MODELO DE LINHA DO TEMPO/QUADRO COMPARATIVO ( fig. 7). Os estudantes deverão com- pletar o quadro com as palavras que faltam durante a explanação do professor (a) ou após a mesma, como fixação. 1866 - Haeckel 1936 - Copeland 1969 - Whittaker 1977 -Woese 3 Reinos 4 Reinos 5 Reinos 6 Reinos 3 domínios Animais Animalia Animalia Animalia Eukarya Plantae Plantae Protista Protoctista *Fungi *Monera *Bactéria *Archeae *Novos Reinos criados Figura 7. Arquivo próprio. Marisa M. Araújo 2º Momento: Construindo e entendendo esquemas. Parte 1 : Solicite aos estudantes que representem, por desenhos ou figuras, as classificações dos seres vivos definidas por Haeckel. Copeland, Whittaker e Woese, comparando-os . Tendo o livro di- dático como fonte de pesquisa ou imagens fornecidas pelo professor, os estudantes deverão fazer os esquemas no caderno ou folha à parte, como na imagem 8, ou como árvore da vida. Os estudan- tes podem substituir nomes dos organismos ou dos reinos por imagens recortadas ou desenhadas. Figura 8. Disponível em: . Acesso em: 06 mar. 2022. Importante questionar com os estudantes o porquê da posição dos reinos nos esquemas, como o reino monera na base, por exemplo. Por quê não no topo? Agora, solicite aos estudantes que esquematizem a árvore da vida de 3 Domínios proposta por Woese (Fig.9). Aproveite para reafirmar a análise de cladogramas e localize um grupo monofilético no esquema. 2º Ano2º Ano 2º Ano2º Ano Ensino Médio 9 Figura 9. Divisão de 3 Domínios de Woese. Disponível em: . Acesso em: 09 mar. 2022. Sugestão de pesquisa em grupo: Domínio Archaea: • Com os avanços da ciência, percebeu-se que este grupo se apresenta mais semelhante aos seres eucarióticos do que com as bactérias propriamente ditas. Cite as características que aproximam estes microrganismos do grupo Eukarya. • Descreva a parede celular das Archaeas. • Explique a razão de serem considerados organismos extremófilos, exemplificando. • Ilustre o trabalho evidenciando os habitats das Archaeas halófitas extremas e hipertermófilas. Professor (a), dependendo da realidade de sua escola e turma, incentive o uso de tecnologias de informação, buscando dados na internet e apresentação do trabalho em Powerpoint. Em caso con- trário, solicite o trabalho manuscrito. 3º momento: Características dos 5 Reinos de Whittaker. Parte 1: Para iniciar esta aula explique os seguintes critérios de classificação: Organização celular (unicelular ou pluricelular), tipo de núcleo (procarionte ou eucarionte) e tipo de nutrição ( autotrófi- co e heterotrófico). Sugiro que esquematize no quadro uma célula procariótica e uma eucariótica para retomada de conteúdo. Em seguida, faça um quadro comparativo (Fig. 10) dos Reinos e critérios e oriente o seu preen- chimento: Reinos Organização celular Tipo de núcleo Tipo de nutrição Exemplos Monera Protista Fungi Plantae Animalia Figura 10. Quadro comparativo dos Reinos. Arquivo próprio. 2º Ano2º Ano 2º Ano2º Ano Ensino Médio 10 Obs. Para incentivar a participação dos estudantes, o professor (a) pode solicitar que cada fileira ou grupo de estudantes responda sobre um Reino. Professor (a), solicite a ilustração com representantes de cada Reino, pois a visualização de ima- gens é uma ferramenta eficiente na memorização e compreensão de algumas características mar- cantes dos grupos. PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO: O processo avaliativo deverá ser processual e contínuo, abrangendo todas as atividades. As produ- ções coletivas e individuais, orais (debates, roda de conversa etc) e escritas (atividades, avaliação escrita, relatório das aulas experimentais), deverão ser avaliadas. A participação e o empenho du- rante as atividades, também deverão ser considerados no processo avaliativo. ATIVIDADES 1 – (Questão de ENEM) A classificação biológica proposta por Whittaker permite distinguir cin- co grandes linhas evolutivas utilizando, como critérios de classificação, a organização celular e o modo de nutrição. Woese e seus colaboradores, com base na comparação das sequências que codificam o RNA ribossômico dos seres vivos, estabeleceram relações de ancestralidade entre os grupos e concluíram que os procariontes do reino Monera não eram um grupo coeso do ponto de vista evolutivo. A diferença básica nas classificações citadas é que a mais recente se baseia fun- damentalmente em a) tipos de células. b) aspectos ecológicos. c) relações filogenéticas. d) propriedades fisiológicas. e) características morfológicas. 2 – Analise a árvore da vida de três (3) Domínios proposta por Woese e responda: a) Quais Reinos pertencem ao Domínio Eukarya? b) Cite uma característica comum entre eles. c) Cite uma característica diferencial entre eles. 3 – A imagem (fig.11) mostra um representante do Reino Animal e outro do Reino Plantae. Na natu- reza, estes seres convivem juntos e se relacionam entre si de diversas maneiras. Responda: a) Diferencie animal e planta quanto ao tipo de nu- trição. b) Cite um critério da classificação de Whittaker comum a estes dois organismos. Figura 11. Disponível em: . Acesso em: 10 mar. 20202. 2º Ano2º Ano 2º Ano2º Ano Ensino Médio 11 4 – (PUC-RJ) Durante um exame de uma criança enferma, o médico explica aos pais que o paciente tem uma doença causada por um organismo unicelular, procarionte e que pode ser combatido com uso de medicamento conhecido genericamente como um antibiótico. O médico descreveu um or- ganismo classificado como: a) Fungi. b) Animal. c) Protista. d) Vírus. e) Monera. REFERÊNCIAS AMABIS, José Mariano et al. Moderna Plus: Ciências da Natureza. 1. ed. São Paulo: Moderna, 2020. 160 p. v. 6 volumes. COSTA, Tayná. O incrível domínio das Arqueas. Blog do Profissão Biotec. Disponível em: .Acesso em: 02 abr. 2022. SANTOS, Helivania Sardinha dos. Classificação biológica (taxonomia). Biologia Net. Disponível em: . Acesso em: 02 abr. 2022. SM EDUCAÇÃO et al, (org.). Ser Protagonista: Ciências da Natureza e suas Tecnologias. 1. ed. São Paulo: Editora SM, 2020. 160 p. v. 6 volumes. 2º Ano2º Ano 2º Ano2º Ano Ensino Médio 12 TÓPICO 14. Características fisiológicas e adaptações dos seres vivos nos diferentes ambientes da Terra. OBJETO(S) DE CONHECIMENTO: HABILIDADE(S): 14. Características fisio- lógicas e adaptações dos seres vivos nos diferentes ambientes da Terra. 14.5. Reconhecer a importância de alguns representantes do grupo Monera no ambiente e na saúde. 14.5.1. Reconhecer a importância das bactérias como organismos de- compositores de matéria orgânica e seu papel na indústria saúde. PLANEJAMENTO TEMA DE ESTUDO: Reino Monera DURAÇÃO: 04 aulas PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS: A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ABERTURA: Professor (a), para iniciar o estudo do Reino Monera buscaremos diagnosticar conhecimentos pré- vios dos estudantes. Escreva no centro do quadro a palavra Bactérias e solicite que expressem uma chuva de palavras. Verifique se os estudantes limitam-se em afirmar que bactérias são “ape- nas” causadoras de doenças ou se percebem outras importâncias destes organismos para o meio ambiente e para a sociedade. B) DESENVOLVIMENTO: Momento 1: Mapa Mental. Analise a chuva de palavras e, se preciso for, lembre-os de importância ecológica, como fixação de nitrogênio e decomposição; econômica, como produção de alimentos; e farmacêutica/biotecno- lógica, como na produção de insulina, por exemplo. Soliciteque os estudantes elaborem um mapa mental. Lembre-os de interligar as palavras ou desmembrá-las dando significados. Em seguida, incentive-os a transformar o mapa mental em um texto resumo de 2 ou 3 parágrafos. Momento 2: Grupo de discussão- GD. Professor (a), solicite aos estudantes que façam grupos para GD (de preferência de 5 a 7 pessoas) . Este método é dividido em fases, sendo elas: 1) Selecione e disponibilize textos impressos ou fontes bibliográficas de assuntos diversos como: Bactérias e biotecnologia, Resistência a antibióticos, Bactérias fixadoras de nitrogê- nio, Infecção hospitalar por bactérias, dentre outros. 2) Solicite a leitura individual e prévia dos textos em casa, seguida de uma atividade de fixação. 3) Dando continuidade, na próxima aula, forme os grupos e peça-os que socializem suas res- postas entre si, corrigindo ou enriquecendo-as. 2º Ano2º Ano 2º Ano2º Ano Ensino Médio 13 4) Corrija as atividades no quadro, convidando cada grupo para responder uma ou mais pergun- tas ( ideal que tenha uma pergunta por grupo). Se o grupo errar, solicite que outro grupo ajude a responder corretamente. O importante é que todos participem e a aula seja dinâmica. 5) Para finalizar, aplique um teste relâmpago, de no máximo 3 perguntas, sem consulta. Reco- lha e avalie. Obs. Este método auxilia muito no desenvolvimento da aprendizagem e o resultado do teste costu- ma ser surpreendente! Momento 3: Experimento: ubiquidade de microorganismos. Pergunta: os microrganismos estão em toda parte? Objetivo: Verificar a presença de microrganismos em diversos ambientes. Local: no laboratório de ciências ou em sala (se a escola não dispor). Obs: Sugiro que o professor faça a 1ª e 2ª etapa, antecipadamente, para evitar desorganização na prática e evitar acidentes. 1ª etapa - esterilização. Responsável: professor. Material: 5 placas de petri ou potinhos de vidro de azeitona vazios. Procedimentos: o professor(a) deve esterilizar o material (pode ser na panela de pressão com água por 5 min). Vire de cabeça para baixo em uma mesa limpa com álcool. Espere escorrer, vire e tampe. 2ª etapa - preparando o meio de cultura. Responsável: professor. Material: 1 pacote de gelatina incolor. 40 g de caldo de carne (certifique-se que não tenha orégano. Se tiver, dissolva e filtre em seguida). 1/2 xícara de água fervida (100 ml). Filme plástico; etiquetas adesivas; caneta. Procedimentos: Fazer uma solução diluindo o caldo de carne na água; filtrar; misturar a gelatina na solução;levar ao fogo até dissolver a gelatina (não deixar ferver). Disponha o caldo no fundo das placas ou copos. Tampe e guarde na geladeira para o dia/hora da prática (no máximo 1 dia). Obs: Se o meio ficar com pontinhos de tempero, filtre, ferva em seguida e distribua nos potes. Re- pita a receita de faltar meio de cultura. 3ª etapa - Realizando o experimento Professor(a), entregue no início da aula prática um relatório por grupo com a descrição de todo o experimento (1ª, 2ª, 3ª e 4ª etapas). Deixe um espaço para observações e conclusões. Leia todo o relatório com os estudantes antes de começar o experimento. Responsável: estudantes. Procedimentos: O grupo irá escolher um ambiente para analisar (amostras de solo, ar, água, ali- mento, nariz). 2º Ano2º Ano 2º Ano2º Ano Ensino Médio 14 O professor deve dispor uma placa de petri /copo com o meio de cultura em cada bancada. Deve estar fechado! Um estudante de cada grupo passa um cotonete no ambiente escolhido (prefiro um fio de metal flambado na vela para esterilizar). Em seguida, abre rapidamente a tampa do meio de cultura e contamina sua placa passando o cotonete/fio em zigue-zague. Tampe a placa imediata- mente! Marque nas etiquetas adesivas o número ou nome do grupo e o tipo de contaminação que foi feita. Guarde em local limpo e sombreado. (Obs. grupo de ar apenas abra a tampa e deixe o ar entrar). Sugestão de variáveis: • Guardar os meios de cultura contaminados na geladeira ou em temperatura ambiente e comparar. • Deixar um experimento controle (sem contaminação). • O grupo do ambiente nariz pode fazer outra prática: dividir o meio em dois quadrantes, pas- sar a mão suja em um e limpa com sabão no outro quadrante). 4ª etapa: observações e conclusões, Depois de 3 ou 5 dias, os estudantes receberão as placas para verificação. Forme os grupos, distri- bua o material e peça aos estudantes observarem seus resultados. Solicite aos grupos: a) Contar quantas colônias aparecerem no meio de cultura. b) Observar e contar os tipos de colônia (cotonosa ou cremosa). c) Observar se surgiram apenas colônias de bactérias ou de fungos também. d) Tendo em mãos o relatório, no campo das observações, anotarem os resultados. e) Fazer a conclusão. (Obs. A conclusão pode ser feita em forma de perguntas elaboradas pelo professor). Sugestão de trabalho: Peça pesquisas sobre técnicas antigas de conservação de alimentos como a salga e a defuma- ção de carnes e sobre as técnicas modernas, como a pasteurização, a esterilização, o congela- mento, a desidratação e a radiação. PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO: O processo avaliativo deverá ser processual e contínuo, abrangendo todas as atividades. As produ- ções coletivas e individuais, orais (debates, roda de conversa etc) e escritas (atividades, avaliação escrita, relatório das aulas experimentais), deverão ser avaliadas. A participação e o empenho du- rante as atividades, também deverão ser considerados no processo avaliativo. 2º Ano2º Ano 2º Ano2º Ano Ensino Médio 15 ATIVIDADES 1 – Descreva a participação das bactérias nos seguintes processos: a) Produção de insulina. b) Produção de pão. • Leia as cartilhas disponibilizadas no portal da Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ): ROCHA, Lucas. Cartilha alerta para os riscos da resistência aos antibióticos. IOC/Fiocruz. Dis- ponível em: . Acesso em: 10 mar. 2022. AIRES, Caio Augusto Martins. Resistência bacteriana aos antibióticos: o que você deve saber e como prevenir. Rio de Janeiro: IOC/Fiocruz, 2017. Disponível em: . Acesso em: 10 mar. 2022. 2 – Responda: a) O uso indiscriminado dos antibióticos por instituições de saúde, pela população e em prá- ticas agropecuárias também é um fator que contribui para o aumento da resistência. Expli- que como ocorre o processo de resistência bacteriana a antibióticos. b) Que consequências a resistência bacteriana a antibióticos traz para a saúde de uma pes- soa? E para a população? 3 – Algumas bactérias são chamadas pelos profissionais da saúde de superbactérias. Essa denomi- nação é dada àquelas bactérias que: a) provocam diversas doenças no homem. b) provocam infecções hospitalares. c) apresentam elevada resistência aos antibióticos. d) desencadeiam doenças graves e incuráveis. 4 – A figura abaixo ( fig. 12) mostra um meio de cultura para bactérias. Figura 12. Meio de cultura. Disponível em: Acesso em: 10 mar. 2022. Pesquise e cite condições ambientais e nutricio- nais que devem ser importantes para a sobrevi- vência e reprodução desses seres em meio de cultura. 2º Ano2º Ano 2º Ano2º Ano Ensino Médio 16 REFERÊNCIAS AMABIS, José Mariano et al. Moderna Plus: Ciências da Natureza. 1. ed. São Paulo: Moderna, 2020. 160 p. v. 6 volumes. Cartilha alerta para os riscos da resistência aos antibióticos. Disponível em: . Acesso em 10 de mar. 2022. GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO. Secretaria de Educação (org.). SP Faz Escola - Caderno do estudante: Ciências da Natureza. 1. ed. São Paulo: [s. n.], 2020. 296 p. v. 2ª Série - Ensino Médio. Disponível em: . Acesso em: 26 fev. 2022. Importância da inoculação combactérias Rhizobium e Bradyrhizobium na produção de legumino- sas e o uso do azoto. Disponível em: . Acesso em: 10 mar. 2022. REECE, Jane et al. Biologia de CAMPBELL. 10. ed. Porto Alegre: Artmed, 2015. SADAVA, David et al. Vida: A Ciência da Biologia. 11. ed. Porto Alegre: Artmed, 2020. v. 1. SM EDUCAÇÃO et al, (org.). Ser Protagonista: Ciências da Natureza e suas Tecnologias. 1. ed. São Paulo: Editora SM, 2020. 160 p. v. 6 volumes. 2º Ano2º Ano 2º Ano2º Ano Ensino Médio ANO DE ESCOLARIDADE REFERÊNCIA ANO LETIVO COMPONENTE CURRICULAR ÁREA DE CONHECIMENTO OBJETO(S) DE CONHECIMENTO COMPETÊNCIA HABILIDADE(S) MATERIAL DE APOIO PEDAGÓGICO PARA APRENDIZAGENS SIGNIFICATIVAS 17 TÓPICO Ondas. Som. OBJETO(S) DE CONHECIMENTO: HABILIDADE(S): Ondulatória. Acústica. 24.1. Compreender o comportamento das ondas. 25.1. Compreender as propriedades e efeitos das ondas sonoras. PLANEJAMENTO TEMA DE ESTUDO: Ondulatória e Acústica DURAÇÃO: 8 horas/aula PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS: A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ABERTURA: A Ondulatória está presente intrinsecamente nos fenômenos trabalhados no 2° Ano. Partindo da On- dulatória, o estudante terá uma base para entender a Termologia e a Termometria, visto que elas se complementam. Embora nosso dia a dia esteja repleto de fenômenos descritos pelo movimento ondulatório - como os que envolvem o som e a luz -, a impossibilidade de, na maioria das situações, visualizar uma onda os torna menos intuitivos. Pode-se inicialmente, até mesmo para verificar os conhecimentos dos estudantes sobre ondulatória, pedir que eles representem ondas produzidas em superfícies de um lago calmo, em cordas, em molas, anotar as diferenças e a partir dessas construir um conhecimento embasado na realidade do estudan- te. A partir desse ponto, será possível construir os conceitos fundamentais das ondas e, à medida que o estudante se apropria desses conhecimentos, será possível descrever outros mais sofisticados como a luz. Na sequência nos dedicamos à Acústica, onde as ondas poderão ser tratadas como um encontro entre a arte e a Física. Os estudantes gostam muito desse assunto. Definimos as qualidades fisiológicas do som as diferenças entre instrumentos de corda e sopro com alguns exemplos bem comuns a eles, como flauta e violão, mas de forma qualitativa, uma vez que estamos privilegiando a compreensão fenome- nológica do assunto. Tratamos do Efeito Doppler, mostramos as suas aparições no cotidiano, como sirenes, e finalmente o estrondo sônico. 2 o ano Ensino Médio 2022 Física Ciências da Natureza e suas Tecnologias 2º Ano2º Ano 2º Ano2º Ano Ensino Médio 18 B) DESENVOLVIMENTO: 1ª Aula: Habilidade 24.1: O estudante deverá compreender o comportamento das ondas. Pretende-se que o professor ajude os estudantes a compreender como as ondas transferem ener- gia sem transferir matéria - esta fala deve ser base para o entendimento também da Termologia. Além disso, ele deverá saber explicar o que significa a frequência, o período, o comprimento de onda e a amplitude de uma onda. Uma sugestão bastante fácil, visto que são gratuitos, são os sites de simulações. O PHET Simulations possui várias opções de abordagens que podem ajudar demais nesses con- teúdos onde a visualização é mais difícil de se demonstrar em sala de aula. Mais interessante é que essas simulações podem ser baixadas em casa, caso a internet da escola seja instável. São sites livres onde podemos acessar e copiar as imagens à vontade. • Intro das Ondas. PhET. Disponível em: . • Vascak - Phisics at schooll. Disponível em: . Assim como o Phet Simulations, é livre e fácil de usar. Este é preciso da internet na escola ou de gravar a tela antes de trazer, pois não há a opção de fazer o download da simulação escolhida. Mes- mo assim, é possível gravar a tela e trazer para a escola. Existem muitos outros simuladores livres de direitos autorais e que podem ser muito úteis para a confecção das aulas. 2ª Aula: Habilidade 24.1: O estudante deverá compreender o comportamento das ondas. Pretende-se que o professor ajude os estudantes a compreender como as ondas se propagam em cordas, que são unidimensionais, para que assim os estudantes possam construir seu modelo mental do movimento ondulatório reproduzindo seu movimento pelos pontos da corda. É possível também utilizar esse modelo para fazer a classificação das ondas quanto à direção de propagação e quanto à sua natureza. A partir desse contexto é possível fazer a dedução da equação fundamental da Ondulatória com o seguinte procedimento: provocando um pulso de comprimento conhecido (λ) em uma corda e me- dindo o tempo de sua propagação (T) é possível definir a velocidade de propagação da onda em um meio qualquer (v = L / T → v = λ / T → v = λ . f) . A simulação sugerida a seguir pode ser de grande ajuda para visualizar todos fenômenos que ocor- rem com as ondas em uma corda. • Simulador de Onda numa corda: Disponível em: . O uso dessa aula permite o cálculo da velocidade da onda através da régua e cronômetro. Será bastante útil. É necessário que o professor oriente o trabalho, para que o estudante consiga deter- minar assertivamente o valor da velocidade da onda sem se perder, visto que ela oferece muitas outras possibilidades de interação. Sempre que se usa um simulador é aconselhável fazer anteci- padamente as escolhas dos movimentos que se quer utilizar, dessa forma, seu uso não recaia em uma infinidade de imagens correndo o risco de permanecerem sem sentido para o estudante. 2º Ano2º Ano 2º Ano2º Ano Ensino Médio 19 3ª Aula: Habilidade 24.1: O estudante deverá compreender o comportamento das ondas. Pretende-se que o estudante possa explicar os fenômenos da reflexão, da refração. Assim como na 1ª. Aula, sugerimos o uso de simuladores onde esses fenômenos podem ser melhor visualizados pelos estudantes. • Reflexão: Disponível em: • Refração: Disponível em: Todos os simuladores apresentam uma sequência que deverá ser estudada anteriormente pelo professor, pois será a partir dela que a aula transcorre. Estes fenômenos ficam bem melhor apreendidos quando são visualizados. Seja através do uso do simulador ou de um experimento físico, é sugerido que o professor faça o uso de algum método que o apoie em suas afirmações teóricas sobre esses fenômenos. 4ª Aula: Habilidade 24.1: O estudante deverá compreender o comportamento das ondas. Pretende-se que o estudante possa explicar os fenômenos da difração, interferência e polarização. Assim como na 1ª. Aula, sugerimos o uso de simuladores onde esses fenômenos podem ser melhor visualizados pelos estudantes. • Interferência e Difração: Disponível em: • O vídeo a seguir sobre Calorimetria, está disponível no programa "Se Liga na Educação", e pode ser usado como apoio na construção de sua aula. Se Liga na Educação 29/10/21- ENEM- FÍSICA - MOVIMENTO ONDULATÓRIO I. Disponível em: 5ª Aula: Atividades de compreensão e discussões. O uso de simuladores pode agilizar bastante a aula e é possível que possam ser geradas uma série de discussões que tenham surgido no momento das apresentações. São através dessas discus- sões que passa a ser possível dirimir dúvidas e esclarecer pontos obscuros surgidos durante as apresentações. Assim, nesta aula é aconselhável que o professor faça a divisão da sala em grupos e que estes possamescrever suas dúvidas em pequenos pedaços de papel. Através da troca entre os grupos, os estudantes poderão ajudar respondendo as dúvidas dos colegas. Às vezes eles con- seguem atingir melhor esse objetivo, com seu linguajar próprio, de maneira a sanar as dúvidas uns dos outros. Uma atividade formal após esse momento será bem vista e demonstrará a apreensão sobre o as- sunto trabalhado. 6ª Aula: Habilidade 25.1. Compreender as propriedades e efeitos das ondas sonoras. Pretende-se que o professor direcione o trabalho do estudante de maneira que ele possa saber explicar como o som se desloca nos meios materiais e consiga explicar as qualidades fisiológicas do som. O vídeo a seguir sobre Som, está disponível no programa Se Liga na Educação, e pode ser usado como apoio na construção de sua aula: 2º Ano2º Ano 2º Ano2º Ano Ensino Médio 20 • Disponível em: • Esse material abaixo pode ser bem inspirador, visto que explica claramente as qualidades fi- siológicas do som: RODRIGUES, Élida Laureano. Ensino de acústica: um arranjo entre física e música. Disponível em: 7ª Aula: Habilidade 25.1. Compreender as propriedades e efeitos das ondas sonoras. Pretende-se demonstrar aqui a velocidade do som, o Efeito Doppler e o estrondo sônico. São dois fenômenos que são muito comuns e que podemos explicar através das simulações sugeridas abaixo. • Velocidade do som: Disponível em: • Efeito Doppler: Disponível em: • Estrondo sônico: Disponível em: 8ª Aula: Atividades de compreensão e discussões. As simulações são ilustrações em movimento, e são passíveis de interações o tempo todo de sua explicação. Por isso, cada manipulação do professor deve ser bem estudada de forma que ele con- siga gerar uma dúvida que seja pertinente ao conteúdo que pretende abordar de forma a conseguir atingir os objetivos que foram programados no início da sequência. Assim, é interessante que o professor faça as simulações antes da aula e escolha os movimentos que possam ser determinan- tes para o fim que deseja atingir. Lembre-se que não há a pretensão de fazer o uso exagerado de matemática, visto que são 8 au- las para esta sequência didática. Então, é necessário que busquemos artifícios para que esses fenômenos possam ser demonstrados, sem que percamos o foco no processo cognitivo de nosso estudante. RECURSOS: Aula expositiva, computadores para pesquisa e transmissão da aula. Os sites abaixo se referem aos simuladores referenciados anteriormente. • Intro das Ondas. Disponível em: • Physics at school - HTML5 (Physics Animations/Simulations). Disponível em: Sala de computadores, ou um computador com um data show para passar a apresentação. Pode ser feito na própria sala de aula dos estudantes ou em outra sala como uma sala de projeção, por exemplo. PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO: As atividades avaliativas podem ser formativas, onde na sala de aula o professor instigue os es- tudantes com perguntas a respeito daquilo que ele programa para ser reconhecido através das simulações. Cabe a ele, nesse momento, fazer uma preparação dos slides com as questões já bem estabelecidas, de maneira a fazer surgirem as dúvidas que ele gostaria de responder. 2º Ano2º Ano 2º Ano2º Ano Ensino Médio 21 As atividades avaliativas podem também ser somativas, onde em grupo ou individualmente, os es- tudantes deverão responder a uma série de questões propostas durante a apresentação dos slides da aula. ATIVIDADES 1 – A respeito da classificação das ondas, marque a alternativa incorreta: a) As ondas classificadas como longitudinais possuem a direção de vibração paralela à de pro- pagação. Um exemplo desse tipo de onda é o som. b) O som é uma onda mecânica, longitudinal e tridimensional. c) Todas as ondas eletromagnéticas são transversais. d) A frequência representa o número de pulsos de ondas gerados dentro de um intervalo de tempo específico. A unidade Hz (Hertz) significa pulsos de onda gerados por segundo. e) Quanto à sua natureza, as ondas podem ser classificadas em mecânicas, eletromagnéticas, transversais e longitudinais. 2 – (UFMG) Uma pessoa toca no piano uma tecla correspondente à nota mi e, em seguida, a que cor- responde ao sol. Pode-se afirmar que serão ouvidos dois sons diferentes porque as ondas sonoras correspondentes a essas notas têm: a) amplitudes diferentes. b) frequências diferentes. c) intensidades diferentes. d) timbres diferentes. e) velocidade de propagação diferentes. 3 – Complete os trechos: a) As ondas luminosas quanto à sua natureza são _______________ pois se propagam no vácuo; quanto à direção de propagação e vibração são ________________ e se propagam no vácuo com velocidade igual a ____________________. b) As ondas sonoras quanto à natureza são _________________ pois não se propagam no vá- cuo; quanto à direção de propagação e vibração são ____________________ nos fluidos e ______________________ nos sólidos. 4 – Selecione a coluna onde as características das ondas sonoras que determinam as característi- cas fisiológicas do som: I) Altura. ( ) Amplitude. II) Intensidade. ( ) Forma. III) Timbre. ( ) Frequência. IV) Som intenso. ( ) Som de baixa frequência. V) Som grave. ( ) Som de volume alto. 2º Ano2º Ano 2º Ano2º Ano Ensino Médio 22 REFERÊNCIAS AMALDI, Hugo. Imagens da Física. As ideias e as experiências, do pêndulo aos quarks- São Paulo: Scipione, 1995. FÍSICA. Mundo Educação. Disponível em: HEWITT, Paul G. Física Conceitual /Paul G. Hewitt: trad. Triste Freire Ricci e Maria Helena Gravina - 9ª. Ed. - Porto Alegre: Bookman, 2002. LUZ, Antônio Máximo Ribeiro da, Física: contexto e aplicações: ensino médio/Antônio Máximo Ri- beiro da Luz, Beatriz Alvarenga Alvarez, Carla da Costa Guimarães. – 2ª. Ed- São Paulo: Scipione, 2016. vol 1,2,3. PhET Interactive Simulations. University of Colorado. Disponível em: PHYSICS AT SCHOOL - HTML5, (Physics Animations/Simulations). Disponível em: SE LIGA NA EDUCAÇÃO. Disponível em: 2º Ano2º Ano 2º Ano2º Ano Ensino Médio 23 TÓPICO Calor. OBJETO(S) DE CONHECIMENTO: HABILIDADE(S): Calor. 28.1. Compreender o conceito de calor e sua medida. PLANEJAMENTO TEMA DE ESTUDO: Calor DURAÇÃO: 6 horas/aula PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS: A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ABERTURA: Nesta habilidade iniciamos os estudos a respeito do Calor, uma forma de energia de importância fundamental para a existência dos seres vivos na Terra. A localização do nosso planeta no Sistema Solar permite a troca perfeita de energia que propicia a quantidade necessária ao crescimento dos seres vivos. Esse é um bom ponto de partida da contextualização da energia e seu uso. Serão dis- cutidos o conceito de Calor como sendo energia em trânsito entre dois corpos com temperaturas diferentes. Após a apropriação do conceito de Calor pelo estudante, é possível estabelecer a equação funda- mental da calorimetria e discutir fenômenos associados às trocas de calor. É importante que o estudante consiga diferenciar a capacidade térmica de um corpo e o calor es- pecífico de uma substância. B) DESENVOLVIMENTO: 1ª Aula: Habilidade 28.1. Compreender o conceito de calor e sua medida. É necessário que o estudanteconsiga entender que o calor é uma forma de energia que passa de um corpo para outro devido à diferença de temperatura entre eles. Além disso, será importante que ele consiga compreender a diferença entre calor e temperatura. Existe um experimento clássico que nos permite definir o conceito de temperatura. 1ª. Parte: Coloque água em três recipientes diferentes: no 1º. água gelada, no 2º. água morna (entre 40 ºC e 45 ºC) e no 3º. água à temperatura ambiente. 2ª. Parte: Um estudante é convidado a colocar suas duas mãos nos recipientes: uma com água morna (entre 40 ºC e 45 ºC) e a outra com água fria. Assim que há a ambientação com as tempera- turas, ele é novamente convidado a colocar ambas as mãos no outro recipiente contendo água à temperatura ambiente. Peça que esse estudante descreva as impressões que suas mãos direita e esquerda tiveram ao serem mergulhadas na água à temperatura ambiente. Podemos então perguntar a ele: o nosso tato é uma medida segura para a real temperatura da água? Procuramos diferenciar a noção de sensação térmica do conceito de temperatura. A sensação tér- mica é uma avaliação qualitativa do estado térmico do sistema, ao passo que a temperatura é uma grandeza física associada à agitação térmica das partículas de um sistema e pode ser quantificada. 2º Ano2º Ano 2º Ano2º Ano Ensino Médio 24 Neste ponto é possível fazer uma discussão sucinta sobre a teoria do calórico e de sua superação e logo depois conceituar calor como energia térmica em trânsito entre dois sistemas com tempera- turas diferentes. É muito importante que o estudante consiga diferenciar os conceitos de tempe- ratura e calor, pois no dia-a-dia ele tende a usá-los indistintamente. 2ª Aula: Habilidade 28.1. Compreender o conceito de calor e sua medida. Existem dois conceitos muito importantes que são o conceito de Capacidade Térmica e Calor Es- pecífico. Eles devem ser compreendidos pelos estudantes bem como suas medidas. Partindo das definições de cada uma dessas grandezas pode-se explicar sua função e apresentar várias aplicações de seu uso no cotidiano, como escolhas dos materiais de construção de edifícios, a influência da água na ocorrência de alguns fenômenos meteorológicos devido ao alto valor do seu calor específico, entre outros. Uma demonstração bem simples consiste em levar dois béqueres, de volumes bem diferentes, cheios de água. Sendo que ambos contêm água, temos a mesma substância, com o mesmo calor específico, em cada um. Já a sua capacidade térmica, esta dependerá da quantidade de massa contida no recipiente. Quanto maior a massa, maior a capacidade térmica. O vídeo a seguir, sobre Calorimetria, está disponível no programa "Se Liga na Educação", e pode ser usado como apoio na construção de sua aula. • CALORIMETRIA. Escola Interativa SEEMG. Disponível em: 3ª Aula: Habilidade 28.1. Compreender o conceito de calor e sua medida. Vamos fazer uma aula experimental com a intenção de instigar os estudantes e justificar os valores de calor específico, conforme já foi dito na aula anterior. • Experimento sobre Calor Específico e Capacidade Térmica Objetivo: Diferenciar de Calor Específico de Capacidade Térmica Procedimentos: 1) Encher 3 balões com respectivamente: água, areia e ar. 2) Prenda cada um dos balões em um mesmo suporte, na horizontal e logo abaixo de cada um deles acenda uma vela. Assegure-se de que a vela está na mesma distância dos balões. Observe: • Qual dos três irá arrebentar primeiro? • Explique a diferença observada. • Qual a relação entre os calores específicos do ar, da areia e da água? Este experimento ajudará a fixar bastante a definição de calor específico e da capacidade térmica. O professor poderá acrescentar aqui, várias questões que ele julgar pertinentes, e que ele tenha mencionado em sua sala de aula. Faz um pouco de bagunça, mas o resultado é espetacular! 2º Ano2º Ano 2º Ano2º Ano Ensino Médio 25 4ª Aula: Habilidade 28.1. Compreender o conceito de calor e sua medida. Após a apropriação do conceito de Calor pelo estudante, é necessário que ele consiga compreen- der a equação fundamental da calorimetria. A partir do conceito de calor específico de uma subs- tância, apresentamos as relações de proporcionalidade direta entre a quantidade de calor trocada por um corpo, sua massa e sua variação de temperatura. Lembre-se que não temos a intenção de fazer um trabalho quantitativo, mesmo reconhecendo a importância da interpretação matemática do fenômeno. Caro colega, o link a seguir possui informações que podem ser úteis ao montar sua aula: • Equação fundamental da calorimetria. Mundo Educação. Disponível em: . 5ª Aula: Habilidade 28.1. Compreender o conceito de calor e sua medida. É importante que os estudantes vejam aplicações práticas daquilo que estudam em sala de aula. Nesta aula sugerimos que use atividades como a seguinte: • Bagaço de cana também gera energia O principal componente da matriz energética brasileira, como se sabe, são as usinas hidrelétricas. Aproximadamente 75% da eletricidade gerada no país é obtida pelo aproveitamento das quedas de água para a movimentação das turbinas. Entre as demais fontes de energia elétrica, embora ainda com pequena participação percentual, está a queima do bagaço de cana nas usinas termoelétricas. Em algumas dessas usinas, a queima do bagaço de cana é utilizada para aquecer a água contida em uma caldeira. O vapor de água, gerado no processo, é lançado nas turbinas, sob forte pressão. Às turbinas são acoplados eletroímãs que, ao girarem dentro de intensos campos eletromagnéti- cos, geram a corrente elétrica que irá abastecer locais próximos às usinas. Segundo cálculos otimistas, o bagaço de cana tem poder calorífico de cerca de 2.000 kcal/kg quan- do queimado. Isso significa que algumas pequenas usinas de álcool conseguem ser autossuficien- tes na produção de energia elétrica. 1) Quais são as transformações de energia que ocorrem numa usina termoelétrica, considerando o processo de queima do bagaço de cana até a geração de corrente elétrica? 2) Determine a massa de bagaço de cana que deveria ser queimada para que 200 litros de água, ini- cialmente a 10 0 C, sejam aquecidos na caldeira até se transformarem em vapor. (Dados: densidade da água = 1,0 kg/L; calor específico da água = 1,0 cal/g o c). 2º Ano2º Ano 2º Ano2º Ano Ensino Médio 26 6ª Aula: Habilidade 28.1. Compreender o conceito de calor e sua medida. Finalizando esta habilidade, será de grande importância que os estudantes estejam aptos a resol- ver problemas envolvendo trocas de calor entre dois corpos. Sugerimos que esta seja uma aula de resolução de problemas que envolvam alguns cálculos de calor usando a equação fundamental da calorimetria, calor específico, capacidade térmica. É possível utilizar atividades contextualizadas como a anterior, para conseguir mostrar a utilidade do conhecimento que está sendo adquirido por eles neste componente. RECURSOS: Aula expositiva, simulação através de computador, material para o experimento (dois recipientes refratários). PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO: 1 – Considerar como atividade formativa para cada uma das atividades experimentais feitas nesta sequência didática, podendo atribuir critérios para avaliação de conceitos em cada parte das inte- rações que houveram. 2 – Pedir aos estudantes que construam infográficos, mapas conceituais, mapas mentais, de ma- neira a fazerem relações entre os conceitos apresentados e conseguirem assim atribuir sentido a essa aprendizagem. Avaliar esse material produzido pelos estudantes. ATIVIDADES 1 – Em um laboratório de Física, uma amostra de 20 g de cobre recebeu 186 cal de calor de uma determinada fonte térmica. Sabendo que o calor específico do cobre é 0,093 cal/g°C, determine a variação de temperatura sofrida pela amostra:a) 50 °C b) 100°C c) 105°C d) 200°C e) 250°C 2 – (UEA) Define-se a capacidade térmica de um corpo (C) como a razão entre a quantidade de calor que ele recebe (Q) e a correspondente variação de temperatura ocorrida (ΔT): Se um corpo de capacidade térmica igual a 25 cal/ºC recebe calor de uma fonte durante 20 minutos com taxa constante de 50 cal/min, ele sofre uma variação de temperatura, em °C, igual a: a) 10,0. b) 40,0. c) 50,0. d) 62,5. e) 84,5. 2º Ano2º Ano 2º Ano2º Ano Ensino Médio 27 3 – Leia as afirmações a respeito da capacidade térmica de um corpo, marque as corretas e corrija as incorretas na linha logo abaixo. a) A capacidade térmica é determinada pela razão entre a variação de temperatura de um cor- po e a quantidade de calor recebida. b) A capacidade térmica pode ser determinada pelo produto da massa pelo calor específico do corpo. c) A unidade de medida da capacidade térmica, de acordo com o Sistema Internacional de Uni- dades, é cal/ºC. d) Se a capacidade térmica de um corpo for de 30 cal/ºC e sua massa corresponder a 2 kg, o calor específico desse material será de 0,015 cal/g°C. e) A capacidade térmica é inversamente proporcional à massa da substância. REFERÊNCIAS Amaldi, Hugo. Imagens da Física. As ideias e as experiências, do pêndulo aos quarks- São Paulo: Scipione, 1995. FÍSICA. Mundo Educação. Disponível em: . Acesso em: 07 mar. 2022. Hewitt, Paul G. Física Conceitual /Paul G. Hewitt: trad. Triste Freire Ricci e Maria Helena Gravina - 9ª. Ed. - Porto Alegre: Bookman, 2002. Luz, Antônio Máximo Ribeiro da, Física: contexto e aplicações: ensino médio/Antônio Máximo Ri- beiro da Luz, Beatriz Alvarenga Alvarez, Carla da Costa Guimarães. – 2ª. Ed- São Paulo: Scipione, 2016. vol 1,2,3. PhET Interactive Simulations. University of Colorado. Disponível em: . Acesso em: 07 mar. 2022. PHYSICS AT SCHOOL - HTML5, (Physics Animations/Simulations). Disponível em: . Acesso em: 07 mar. 2022. SE LIGA NA EDUCAÇÃO. Disponível em: . Acesso em: 07 mar. 2022. SILVA JÚNIOR, Joab Silas da. Exercícios sobre capacidade térmica. Exercícios Brasil Escola. Dis- ponível em: . Acesso em: 08 de mar. de 2022. 2º Ano2º Ano 2º Ano2º Ano Ensino Médio 28 COMPETÊNCIA ESPECÍFICA Temperatura. OBJETO(S) DE CONHECIMENTO: HABILIDADE(S): Temperatura. 26.1. Compreender o conceito de temperatura e sua medida. PLANEJAMENTO TEMA DE ESTUDO: Temperatura DURAÇÃO: 6 horas/aula PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS: A) CONTEXTUALIZAÇÃO/ABERTURA: Pretendemos aqui, explicar o funcionamento e utilizar os termômetros como medidores de tem- peratura. Já foi falado que a temperatura dos corpos está ligada à agitação térmica das moléculas que o compõem. Como não é possível fazer essa medida diretamente no corpo, fazemos indireta- mente através do uso dos termômetros. Podemos demonstrar que seu funcionamento é basicamente em função da transmissão de calor entre o corpo e o termômetro até que consigam atingir o equilíbrio térmico. As escalas termométri- cas foram criadas com a intenção de mensurar esta variação de temperatura. Celsius, Fahrenheit fizeram suas escalas, graduando os termômetros com valores específicos. Kelvin, baseando-se na escala graduada por Celsius, estabeleceu-se uma escala baseada em extrapolações matemáticas e que garantiram a esta o status de escala absoluta. Pode-se então passar a fazer as transformações entre as escalas e a demonstração de seu uso cotidiano. Os estudantes devem compreender que a energia interna de um corpo está associada à energia de movimento aleatório das partículas que o compõem e que a sua temperatura é uma grandeza que está associada à sua energia interna. B) DESENVOLVIMENTO: 1ª Aula: 26.1. Compreender o conceito de temperatura e sua medida. A aplicação de termômetros para medida de temperatura é extremamente corriqueira para nossos estudantes. Eles conhecem bem o que acontece macroscopicamente, isto é, percebem a coluna de mercúrio subindo ou descendo à medida que há alteração na temperatura. É bastante interes- sante mostrar a eles microscopicamente como é o processo de aumento de energia interna devi- do à mudança de temperatura. Para conseguir exemplificar esse processo sugerimos a simulação cujo link segue abaixo. • Estados da matéria: Disponível em: . Nesta simulação, sugiro que use a aba estados. Nela, ao aquecer a substância no estado sólido as moléculas aumentam seu movimento inicial e o termômetro mostra a alteração da temperatura durante o processo. Se além de aquecer a substância, pode-se também diminuir sua temperatura, 2º Ano2º Ano 2º Ano2º Ano Ensino Médio 29 será perceptível que as moléculas irão reduzir seu estado de movimento. O termômetro mostra o quanto a temperatura reduziu nesse processo. Quanto maior o aquecimento maior será a movimentação das moléculas da substância, e isso fica- rá evidente na simulação. Sugerimos que haja uma preparação do professor no sentido de provocar seus estudantes o máximo possível, deixando que eles percebam as etapas do processo de altera- ção da energia interna das partículas e isso causa a variação da temperatura. O vídeo sobre Termometria a está disponível no programa "Se Liga na Educação", e pode ser usado como apoio na construção de sua aula: • "Se Liga na Educação" 09/07/21 - ENEM FÍSICA - TERMOMETRIA. Disponível em: . 2ª Aula: 26.1. Compreender o conceito de temperatura e sua medida. Nesta aula o professor pode fazer a introdução dos termômetros e das escalas Celsius e Fahre- nheit. Pode trabalhar as relações de proporcionalidade entre as duas escalas e a equação de trans- formação entre elas. É importante que o professor consiga mostrar a relação de conversão entre as escalas, demons- trando a correspondência entre as medidas de suas temperaturas obtidas através do Teorema de Tales, aplicado nos pontos fixados anteriormente como por exemplo fusão e ebulição das substân- cias e as medidas de uma temperatura correspondente em ambos os termômetros. O vídeo sobre Termometria a está disponível no programa "Se Liga na Educação", e pode ser usado como apoio na construção de sua aula: • "Se Liga na Educação" 09/07/21 - ENEM FÍSICA - TERMOMETRIA. Disponível em: . 3ª Aula: 26.1. Compreender o conceito de temperatura e sua medida. Nesta aula pretende-se que o professor demonstre aos estudantes como o Lord Kelvin conseguiu montar sua escala. É muito importante que ele demonstre como Kelvin, apoiando-se em relações matemáticas, demonstrou que o aumento da temperatura provocava aumento da pressão do gás. Logo obtinha-se uma reta crescente. Ao extrapolar a reta obtida nessa relação matemática, Kelvin percebia que todas as retas obtidas em vários tipos de gás obtinham um ponto comum, relativo ao valor 0 (zero) para a pressão. Este valor era tc= - 273,15 °C. Este valor foi chamado de zero absoluto. O vídeo sobre Termometria a está disponível no programa "Se Liga na Educação", e pode ser usado como apoio na construção de sua aula: • "Se Liga na Educação" 09/07/21 - ENEM FÍSICA - TERMOMETRIA. Disponível em: 4ª Aula: 26.1. Compreender o conceito de temperatura e sua medida. Para perceberem como foram feitas as escalas termométricas, o professor pode realizar um expe- rimento juntamente com seus estudantes: Construir um termômetro de álcool. 2º Ano2º Ano 2º Ano2º Ano Ensino Médio 30 Material: • Frasco de vidro com tampa bem vedada. • Um canudinho de plástico fino (Tubo de caneta pode ser usado). • Uma placa e plásticomais rígido onde será marcada a escala (pode ser uma régua branca de plástico). • Álcool comum em quantidade suficiente para encher o frasco totalmente. • Corante. Procedimento: 1) Misture um pouco de corante ao álcool e encha completamente o frasco. 2) Fazer um buraquinho na tampa o suficiente para passar o canudinho, sem que haja vaza- mento (OBS: quanto mais rígido for o canudinho, melhor será a sua vedação junto a tampa do frasco). 3) Para graduar o termômetro é necessário definir aleatoriamente dois pontos conhecidos e atribuir a eles dois valores de temperatura. Dividir o intervalo em valores a sua escolha que permitam a leitura. Pronto! Como a temperatura do álcool está muito suscetível às variações da temperatura ambiente, fica fácil percebermos os valores mudando quando apenas tocamos no frasco. Questão: É possível fazer a equação entre seu termômetro e um outro graduado na escala Celsius. Determine esta escala. A construção deste termômetro permitirá que os estudantes vivenciem a experiência de alguns cientistas, que já fizeram este procedimento ao redor do mundo. O professor deve formular ques- tões, alterar as perguntas e agregar aquilo que ele pensa poder contribuir com o processo de apren- dizagem de seus estudantes. 5ª Aula: 26.1. Compreender o conceito de temperatura e sua medida. Este é um momento que pode ser dedicado à aplicação de atividades de fixação, tanto discursivas quanto objetivas, em que os estudantes podem perceber a utilização dessas escalas em várias partes do mundo, e na comunidade científica. 6ª Aula: 26.1. Compreender o conceito de temperatura e sua medida. Nesta aula os estudantes podem construir um Mapa conceitual a respeito dos assuntos tratados sobre temperatura. É muito importante que o professor defina os parâmetros que devem conter no mapa, as estruturas que deseja abranger, os conceitos que devem conter, para que os estudantes consigam produzir o mapa conceitual com todas as relações que deseja. De início, defina uma mes- ma frase como título do mapa para todos os estudantes, e a partir dela os conceitos que quer que sejam abordados. Assim a produção do mapa seguirá uma sequência que poderá ser verificada no momento oportuno. RECURSOS: Aula expositiva, simulação através de computador, material para o experimento citado na aula. 2º Ano2º Ano 2º Ano2º Ano Ensino Médio 31 PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO: 1) Considerar como atividade formativa para cada uma das atividades experimentais feitas nesta sequência didática, podendo atribuir critérios para avaliação de conceitos em cada parte das interações que houveram. 2) Considerar como avaliação somativa a resolução de exercícios solicitada aos estudantes e a construção do mapa conceitual. Este tipo de avaliação pode ser feita individualmente ou em grupos. É uma forma de o próprio estudante perceber o quanto evoluiu naquele objeto de conhecimento. ATIVIDADES 1 – (Unirg-TO) O Brasil é reconhecidamente um país de contrastes. Entre eles, podemos apontar a variação de temperatura das capitais brasileiras. Palmas, por exemplo, atingiu, em 1º de julho de 1998, a temperatura de 13 °C e, em 19 de setembro de 2013, a temperatura de 42 °C (com sensação térmica de 50 °C). Na escala Kelvin, a variação da temperatura na capital do Tocantins, entre os dois registros realizados, corresponde a: a) 13 K b) 29 K c) 42 K d) 50 K 2 – (URCA 2017/2) Sobre os conceitos de temperatura e calor podemos dizer que: a) Temperatura e calor são a mesma coisa. b) Temperatura corresponde a energia transferida de um corpo a outro e calor corresponde a uma forma de realização de trabalho. c) Temperatura corresponde a uma medida precisa da ideia intuitiva de quente ou frio e calor corresponde a uma transmissão não-mecânica de energia entre dois sistemas podendo es- tar associado com diferença de temperatura entre eles. d) Calor representa uma medida do estado de quentura do um corpo e temperatura representa a energia das moléculas do corpo. e) Calor e temperatura são formas de energia que um corpo pode ter. 3 – (UNIFESP SP/2003) O texto a seguir foi extraído de uma matéria sobre congelamento de cadáve- res para sua preservação por muitos anos, publicada no jornal O Estado de S. Paulo de 21.07.2002. Após a morte clínica, o corpo é resfriado com gelo. Uma injeção de anticoagulantes é aplicada e um fluido especial é bombeado para o coração, espalhando-se pelo corpo e empurrando para fora os fluidos naturais. O corpo é colocado numa câmara com gás nitrogênio, onde os fluidos endurecem em vez de congelar. Assim que atinge a temperatura de –321°, o corpo é levado para um tanque de nitrogênio líquido, onde fica de cabeça para baixo. Na matéria, não consta a unidade de temperatura usada. Considerando que o valor indicado de –321° esteja correto e que pertença a uma das escalas, Kelvin, Celsius ou Fahrenheit, pode-se con- cluir que foi usada a escala: 2º Ano2º Ano 2º Ano2º Ano Ensino Médio 32 a) Kelvin, pois trata-se de um trabalho científico e esta é a unidade adotada pelo Sistema In- ternacional. b) Fahrenheit, por ser um valor inferior ao zero absoluto e, portanto, só pode ser medido nessa escala. c) Fahrenheit, pois as escalas Celsius e Kelvin não admitem esse valor numérico de temperatura. d) Celsius, pois só ela tem valores numéricos negativos para a indicação de temperaturas. e) Celsius, por tratar-se de uma matéria publicada em língua portuguesa e essa ser a unidade adotada oficialmente no Brasil. 4 – A temperatura em Spearfish, South Dakota, subiu de - 4 °F para 45 °F em apenas 2 minutos. a) Qual foi a variação de temperatura em graus Fahrenheit? b) Quais os valores da temperatura em graus Celsius? c) Qual a foi a variação de temperatura em graus Celsius? REFERÊNCIAS AMALDI, Hugo. Imagens da Física. As ideias e as experiências, do pêndulo aos quarks- São Paulo: Scipione, 1995. FÍSICA. Mundo Educação. Disponível em: . Acesso em: 07 mar. 2022. HEWITT, Paul G. Física Conceitual /Paul G. Hewitt: trad. Triste Freire Ricci e Maria Helena Gravina - 9ª. Ed. - Porto Alegre: Bookman, 2002. LUZ, Antônio Máximo Ribeiro da, Física: contexto e aplicações: ensino médio/Antônio Máximo Ri- beiro da Luz, Beatriz Alvarenga Alvarez, Carla da Costa Guimarães. – 2ª. Ed- São Paulo: Scipione, 2016. vol 1,2,3. PhET Interactive Simulations. University of Colorado. Disponível em: . Acesso em: 07 mar. 2022. PHYSICS AT SCHOOL - HTML5, (Physics Animations/Simulations). Disponível em: . Acesso em: 07 mar. 2022. SE LIGA NA EDUCAÇÃO. Disponível em: . Acesso em: 08 mar. 2022. 2º Ano2º Ano 2º Ano2º Ano Ensino Médio ANO DE ESCOLARIDADE REFERÊNCIA ANO LETIVO COMPONENTE CURRICULAR ÁREA DE CONHECIMENTO OBJETO(S) DE CONHECIMENTO COMPETÊNCIA HABILIDADE(S) MATERIAL DE APOIO PEDAGÓGICO PARA APRENDIZAGENS SIGNIFICATIVAS 33 2 o ano Ensino Médio 2022 Química Ciências da Natureza e suas Tecnologias TÓPICO Modelo Cinético Molecular. OBJETO(S) DE CONHECIMENTO: HABILIDADE(S): Propriedades físicas dos materiais 4.2. Aplicar o modelo cinético molecular para compreender e explicar al- gumas propriedades específicas dos materiais. 4.2.2. Entender, por meio do modelo cinético-molecular, propriedades específicas dos materiais, tais como a influência da pressão atmosférica na temperatura de ebulição. Propriedades físicas dos materiais. 4.2.4. Entender, por meio do modelo cinético-molecular, propriedades específicas dos materiais, tais como as variações de volume de gases em situações de aquecimento ou resfriamento. PLANEJAMENTO TEMA