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AULA 1 INTEROPERABILIDADE E AMBIENTES COLABORATIVOS EM PROJETOS MEP/ESTRUTURAS Prof. Marco Deouro Deritti 2 INTRODUÇÃO O Building Information Modelling (BIM) proporciona um ambiente totalmente colaborativo para o desenvolvimento de um projeto, de forma que os processos se tornam disponíveis e transparentes a todos os envolvidos em qualquer que seja o processo de um projeto. Nesta aula, será introduzido o conceito de interoperabilidade e explicado o porquê de ser necessário trabalhar o fluxo informacional para a metodologia de trabalho em BIM. TEMA 1 – INFORMAÇÃO A informação se tornou um insumo/produto de valor apenas nos anos 1950, época marcada pelo desenvolvimento eletrônico que durou até 1970. Esse período ficou conhecido como a Era da Informação, pois foi quando as Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) começaram a ser utilizadas intensamente. Desde então, a informação se tornou algo constante na vida das pessoas e no meio corporativo, o que resultou em uma sobrecarga de informações. Essa sobrecarga trouxe consequências ao meio em que está inserida, muitas delas negativas. Um exemplo de consequência negativa dessa sobrecarga é a facilidade de acesso à informação, ainda que nem sempre seja uma informação útil e/ou verdadeira. Soma-se a isso a atual função da informação nas organizações: possibilitar tomadas de decisões para planejar as estratégias e práticas futuras da empresa. Dessa forma, agregar valor à informação se tornou importante. Para isso, é necessário realizar o gerenciamento das informações. A gestão da informação é um processo sistematizado das atividades que envolvem a informação, como organização, processamento, distribuição e utilização. Resumidamente, esse processo pode ser generalizado em cinco etapas: (a) identificação das necessidades; (b) obtenção; (c) armazenamento; (d) tratamento; e (e) disseminação. 3 Figura 1 – Fluxo informacional Fonte: Elaborado com base em Greef e Freitas, 2012. Com base nessas atividades, é formado um fluxo informacional cuja movimentação das informações se dá a partir de um emissor até um receptor, e o resultado desse fluxo é a transferência de informações. Assim, o fluxo faz parte do processo de gestão da informação e é necessário geri-lo, pois ele deve ser estruturado e organizado. No âmbito empresarial, o fluxo informacional, ou transferência de informações, se torna importante pelo fato de ser configurado também como a comunicação empresarial. A comunicação permite a troca de informações internas, ou seja, entre os próprios funcionários da empresa, e externas, com clientes e fornecedores. Além disso, deve-se levar em conta todos os meios de comunicação: física e virtual. Resumidamente, o gerenciamento correto do fluxo informacional, possibilita que a informação correta seja enviada para a pessoa correta no momento correto. Assim, agrega-se valor a informação ao longo da cadeia. No entanto, para que isso ocorra, a gestão da informação não deve ser apenas função de um dos colaboradores da empresa, mas sim uma questão cultural, uma vez que todos os colaboradores devem gerenciar as informações de sua responsabilidade. Nos processos BIM, a comunicação também é essencial, uma vez que fortalece um ambiente colaborativo. A colaboração em uma empresa é benéfica, Obten- ção Identifi- cação das neces- sidades Armaze- namento Trata- mento Dis- semina- ção 4 pois com base nela é gerado o conhecimento, elemento de maior valor para as empresas. Dentro desse contexto, um projeto da indústria da Arquitetura e Engenharia de Construção (AEC) envolve diversas pessoas, empresas e organizações. Sendo assim, o BIM fortalece a comunicação e colaboração entre eles, com o intuito de melhorar os processos construtivos, evitando retrabalhos. Todo o desenvolvimento de um projeto BIM se dá por meio do agrupamento de dados, modelagem de informações e troca dessas informações por meio de um fluxo de exportação e informação. Essa troca de informações se dá por meio de ambientes de comunicação BIM, como plataformas que armazenam os arquivos e notificam as atualizações aos participantes de um projeto. Também existem plataformas de comunicação que servem para a análise das informações enviadas em formato de modelo, nas quais o VDC (Virtual Design Construction) Manager do projeto analisa o modelo federado e comunica aos projetistas os problemas encontrados. Todo esse fluxo se dá pela interoperabilidade das informações, que deve ser muito bem trabalhada no âmbito da gestão para que desperdícios e problemas não existam em um processo. TEMA 2 – INTEROPERABILIDADE Silva (2004) afirma que a interoperabilidade é a capacidade de dois ou mais sistemas se comunicarem de forma transparente ou o mais próximo disso, ou seja, é a habilidade de sistemas transferirem dados entre si e utilizarem estes de maneira eficiente. Ainda é possível dizer que a interoperabilidade é a capacidade de diferentes partes envolvidas em um processo, sejam pessoas ou programas, trocarem informações de maneira igual entre as partes para que o entendimento seja o mesmo (Mello; Mesquita; Vieira, 2015). Ainda segundo os autores, a interoperabilidade pode vir junto com a integração, onde o cenário de um ambiente integrativo para essa troca surja com padrões definidos e servindo como banco de dados para que as trocas fiquem armazenadas de forma que possam ser acessadas em um outro momento de um processo. 5 Segundo Vernadat (1996), a integração facilita o acesso da informação e consequentemente melhora o processo comunicativo, a cooperação e a coordenação de uma empresa. Para Mello, Mesquita e Vieira (2015), a interoperabilidade possui uma organização dada em três dimensões, sendo: organizacional, semântica e técnica. • Interoperabilidade organizacional: refere-se ao grupo, ao âmbito dos processos, a colaboração entre funcionários no meio organizacional. • Interoperabilidade semântica: essa dimensão garante que os dados trocados tenham significado e um fluxo de trabalho, dentro de uma cultura de padrões por meio de convenções e terminologias adotadas para cada envolvido em um processo. • Interoperabilidade técnica: trata-se da interoperabilidade entre as ferramentas utilizadas em um processo. Os padrões de troca, coleta, armazenamento e apresentação das informações. O desenvolvimento de um projeto envolve não só muitos participantes como também muitas fases diferentes para os processos. Abrangendo isso, é possível entender a necessidade da troca de informações entre fases e envolvidos para que o processo flua como planejado. Mas, para que essa troca de informações ocorra, é preciso que certos padrões sejam seguidos. A interoperabilidade neste cenário evidencia a capacidade de identificar as informações e os dados realmente necessários para serem passados entre projetistas e softwares (Eastman et al., 2008). Ainda segundo o autor, uma boa interoperabilidade elimina a necessidade de réplica de dados e informações de entrada, facilitando, assim, uma forma automatizada e sem barreiras para o fluxo de trabalho BIM. Em complemento, o Instituto Nacional de Padrões e Tecnologias (NIST) em 2000 afirmou que a má interoperabilidade entre aplicativos BIM pode gerar prejuízos na casa de bilhões de dólares. Para Eastman et al., (2008), o conjunto do projeto e a construção de uma edificação é uma atividade em grupo, cada atividade e cada especialidade são embasados e suportados por softwares de computadores diferentes A interoperabilidade identifica a necessidade de passar dados entre aplicações, para que múltiplas aplicações contribuam conjuntamente com o trabalho a fazer. A interoperabilidade elimina a necessidade de se replicar a entrada de dados que já foram gerados e facilita fluxos de trabalho e automação.6 Da mesma forma que arquitetura e construção são atividades colaborativas, as ferramentas que as apoiam também são (Eastman, 2008, p. 66). Esse processo de troca de informações no âmbito BIM é feito por meio de uma linguagem comum, chamada Industry Foundation Classes. TEMA 3 – INDUSTRY FOUNDATION CLASSES A IFC, acrônimo de Industry Foundation Classes, é uma descrição digital que contém todos os dados e informações de um empreendimento. O principal objetivo da IFC é ser um padrão aberto e não proprietário, permitindo, assim, que diferentes softwares possam ler e trabalhar em cima desses dados. A padronização, a estrutura de construção e a troca de dados da IFC são representados como esquemas EXPRESS e XML e estão descritos na norma ISO 16739-1. A IFC pode ser utilizada para troca de informações ou como um meio de arquivá-las, dependendo da finalidade de seu uso. Quando se usa a IFC para troca de informações. Um exemplo de uso é a troca de modelos entre diferentes disciplinas da Arquitetura, Engenharia e Construção (AEC), ou quando o projetista estrutural utiliza o projeto arquitetônico como base. Dessa forma, a compatibilidade entre os projetos é garantida. Mas como se comporta a IFC? Qual é a sua estrutura? A imagem a seguir mostra como funciona a hierarquia de uma IFC, a qual divide-se em quatro grandes camadas. 7 Figura 2 – Diagrama IFC Fonte: Techcnical Buildingsmart, [S.d.]. • Resource layer — a camada mais baixa inclui todos os esquemas individuais que contenham definições de recursos. Essas definições não incluem um identificador globalmente único e não devem ser usadas independentemente de uma definição declarada em uma camada mais alta. • Core layer — a próxima camada inclui o esquema do kernel e os esquemas de extensão do núcleo, contendo as definições mais gerais da entidade. Todas as entidades definidas na camada central ou acima carregam um ID globalmente único e informações de proprietário e histórico de proprietários. 8 • Interoperability layer — a próxima camada inclui esquemas contendo definições de entidades específicas para um produto geral, processo ou especialização de recursos usados em várias disciplinas. Essas definições são tipicamente utilizadas para troca entre domínios e compartilhamento de informações de construção; • Domain layer — a camada mais alta inclui esquemas contendo definições de entidades que são especializações de produtos, processos ou recursos específicos para uma determinada disciplina. Essas definições são tipicamente utilizadas para troca intradomínio e compartilhamento de informações. Diante disso, para cada conjunto de dados de IFC existe uma hierarquia de dados e informações a serem gravados ou estocados. Tendo em vista essa estruturação e a quantidade de dados que pode ser inserida, existe a necessidade do controle desse fluxo e da busca de ferramentas para que haja o controle e gestão desses dados e informações. Quando se acessa a IFC de um modelo BIM, é possível ver em linhas de comandos sua estrutura de maneira mais específica. Esse tipo de estrutura pode ser aberto em qualquer software compatível com arquivos no formato TXT, como por exemplo, o bloco de notas do Windows. A BuildingSMART® também é a organização que define o padrão IFC, desde o ano de 1996. Desde então, a IFC vem passando por atualizações. Criada em 2005, a versão 2x3 da IFC é a mais utilizada atualmente (ano de 2020). No entanto, já existe uma versão mais atualizada, a versão IFC4. Essa versão se diferencia da IFC 2x3 pela sua estrutura enxuta, isto é, as linhas de comando são agrupadas em subgrupos de maneira mais organizada. No entanto, ainda não são todos os softwares que são compatíveis com essa estrutura, por isso se utiliza ainda a versão IFC 2x3. Dessa forma, é preciso se atentar às diferenças entre as versões, pois o fluxo de gerenciamento das informações de um elemento ou de um projeto como um todo pode sofrer impacto. Diante do exposto, o fluxo ideal de um projeto em BIM é baseado na estruturação da IFC, onde o projetista, utilizando um software de modelagem, exportará o modelo no formato IFC, de acordo com a finalidade do seu uso. No entanto, abrir um arquivo IFC em formato TXT dificulta a visualização do modelo. Por isso, existem softwares BIM no mercado que conseguem abrir o 9 arquivo para possibilitar a sua visualização em 3D e extrair informações do modelo. Um exemplo de um desses softwares é o Solibri®, que, além da visualização do modelo virtual, possibilita ao usuário configurar diferentes tipos de regras para validação do modelo. Essas regras possibilitam a conferência de rotas de fuga, sentido de abertura de portas e colisões entre elementos de diferentes disciplinas. TEMA 4 – FLUXOS IDM, IFD E MVD A IFC possui em sua base toda uma estrutura lógica de padrões e definições para a estruturação, organização, linguagem e transferências das informações. Essas estruturas são conhecidas como IFD, IDM e MVD. 4.1 IDM O Manual de Entrega de Informações (IDM) visa identificar os processos dentro da indústria da construção e as informações que são necessárias e geradas a partir destes processos. Nele, são detalhados os recursos IFC que precisam ser suportados para cada processo em termos de entidades IFC, conforme explicado no tema anterior. O IDM fornece para um usuário BIM uma descrição dos processos da construção e descrição das informações necessárias para que o fluxo seja bem sucedido. Os métodos IDM especificam os requisitos de troca de informações que são independentes de qualquer modelo de informação, ou seja, também podem ser utilizados para definir um modelo de negócio. 4.2 IFD O International Framework for Dictionaries (IFD) é padronizado pela ISO- 12006-3, mecanismo que permite a criação e desenvolvimento de um dicionário em várias línguas ou ontologias para suplemento da IFC. A Buildingsmart (2011) define o IFD como um modelo simplificado de complementação ao IFC para a escrita das descrições informacionais. O IFD pode ser visto também como uma biblioteca aberta que consiste em definições de conceitos. Esses conceitos recebem um número de ID exclusivo (Global Unique ID GUID). O GUID do elemento especificado permite que o 10 computador entenda que o material é o mesmo, mas é apresentado em idiomas diferentes. O IFC utilizaria os conceitos definidos no IFD para tornar as informações trocadas compreensíveis (WIX 2008). O IFD também tem disposições para expressar sinônimos, plurais etc. O IFC agora usa suas próprias definições armazenadas no modelo e nos conjuntos de propriedades. Essas definições serão mapeadas para as definições correspondentes no IFD (Grant, 2008). Características ou propriedades são conceitos definidos por meio de uma descrição. Características são conceitos que não podem ser definidos usando outros conceitos. Assuntos são conceitos sendo definidos e características são conceitos que definem. As características contêm valores quando instanciadas em um relacionamento (IFD 2008). Os conceitos estão relacionados a outros conceitos por meio de relacionamentos. Os relacionamentos são coletados em contextos com base em como e de onde vieram. Os conceitos podem se relacionar a outros em vários contextos. A figura a seguir é um exemplo de como uma porta pode ser usada em vários contextos. Figura 3 – Biblioteca IFD Fonte: Grant, 2008. 11 4.3 MVD O Model View Definition (MVD) pode ser visto como a estrutura de visualização de uma IFC, ou seja, ele define um subconjunto de um esquema IFC para levar ao usuário a visualização e a interpretação dos dados ali presentes. Ele define um subconjunto legal do esquema IFC e fornece orientação de implementação para todos os conceitos IFC usados dentro deste subconjunto (classes, atributos, relacionamentos,conjuntos de propriedades etc.). Os requisitos de troca podem ser definidos pelo Manual de Entrega de Informações do buildingSMART (ISO/DIS 29481). O MVD representa a especificação de requisito de software para a implementação de uma interface IFC para satisfazer os requisitos de troca. As definições de visualização do modelo são desenvolvidas pela buildingSMART ou por outras organizações ou grupos de interesse. Os MVDs desenvolvidos externamente precisam ser submetidos ao buildingSMART, revisados e aceitos por ele antes da implementação. O processo para usar MVDs desenvolvidos externamente está sendo desenvolvido pela buildingSMART (buildingSMART 2011d). IDM está intimamente associado ao Model View Definitions (MVD) no IFC. IDM é uma descrição formal dos processos de negócios e MVD é como isso é implementado no software usando o IFC. Uma descrição detalhada da metodologia e do formato do IDM é descrita no padrão ISO ISO 29481-1: 2010 Building Information Modeling – manual de entrega de informações – Parte 1 – Metodologia e formato (Wix, 2008). 12 Figura 4 – Arquitetura IDM Fonte: Wix, 2008. TEMA 5 – MODELO BIM E OS SOFTWARES DE MODELAGEM Um modelo BIM é a fonte de informações de um projeto da construção civil e é composto por múltiplos elementos geométricos. Dessa maneira, o modelo é ideal para organizar e armazenar as informações do projeto. As informações disponíveis nos modelos BIM permitem analisar o projeto da construção durante todo o seu ciclo de vida. No entanto, essas informações precisam ser inseridas já na fase de projeto, conforme os objetos que formam a base do modelo. Para a modelagem BIM são utilizados softwares que funcionam como uma ferramenta para a criação do modelo, por meio de um ambiente virtual. Sendo assim, projetistas, construtores e gestores têm a possibilidade de representar a realidade a partir de um modelo, além de realizar também o acesso, a visualização e a manipulação das informações. Dentro desse contexto, uma das principais características das funcionalidades de uma ferramenta BIM é a construção de um modelo que contenha objetos paramétricos 3D. Esses objetos paramétricos representam componentes reais com metadados não geométricos, podendo ter relações com outros elementos. Em outras palavras, proporcionam a inserção de informações, propriedades e características que serão incorporadas ao modelo. 13 Figura 5 – Objeto BIM Fonte: Deritti, 2020. Sendo assim, a modelagem BIM é paramétrica e baseada em objetos, pois possibilita a inserção de informações, tanto geométricas quanto não geométricas, em um componente do modelo BIM. No entanto, cada ferramenta BIM descreve seus componentes na sua própria linguagem e nem sempre é possível de ser lida em outras ferramentas. Algumas ferramentas ainda requerem que o usuário utilize linguagens e ferramentas de programação para criar um componente. Na indústria da AEC, exemplos de softwares que permitem a parametrização são: GraphiSoft ARCHICAD®, OpenBuildings® da empresa Bentley, Autodesk Revit®, Tekla Structures® entre outros. Entre os softwares citados, os mais utilizados globalmente são o ARCHICAD® e o Revit®. 14 REFERÊNCIAS AUTODESK KNOWLEDGE Navisworks timeliner 4D simulation. 2011. Disponível em: . Acesso em: 5 jan. 2021. BuildingSMART. Model - Industry Foundation Classes (IFC)‖. 2011a. Disponível em: . Acesso em: 5 jan. 2021. BuildingSMART. Process - Information Delivery Manual (IDM)‖. 2011B. Disponível em: . Acesso em: 5 jan. 2021. BuildingSMART. IFD Library for buildingSMART – Home Page‖. BuildingSMART International Home of Open BIM. 2011c. Disponível em: . Acesso em: 5 jan. 2021. BuildingSMART. Model View Definition Summary‖. buildingSMART International Home of Open BIM. 2011d. Disponível em: . Acesso em: 5 jan. 2021. EASTMAN, C. M. et al. BIM Handbook: A guide to building information modeling for owners, managers, designers, engineers, and contractors. New Jersey: John Wiley & Sonsl, 2008. GRANT, R. CSI (Construction Specifications Institute) and IFD (International Framework for Dictionaries) Library Group. IFD White Paper‖. IFD Library for buildingSMART. 2008. disponível em: . Acesso em: 5 jan. 2021. GREEF, A. C.; FREITAS, M. DO C. D. Fluxo enxuto de informação: um novo conceito. Perspectivas Em Ciência Da Informação, 17(1), 37–55. DOI. Disponível em: . Acesso em: 5 jan. 2021. MELLO, A. P. P; MESQUITA, H.; VIEIRA, C. E. Introdução à interoperabilidade. Escola Nacional de Administração Pública (ENAP). Brasília, 2015. NATIONAL BUILDING SPECIFICATION. TECHreport: Information Classification Systems and the Australian Construction Industry. Sydney, 2008. Disponível em: 15 . Acesso em: 5 jan. 2021. Wix, J. IDM General Overview‖. Information Delivery Manual. 2008. 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