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474. (FM Petrópolis RJ/2019) 
 
BECK, A. “Armandinho” Diário Catarinense. Edição de 5 set. 2017. 
 
No contexto da independência brasileira, a charge iro-
niza o(a) 
a) influência econômica inglesa sobre o Brasil 
b) imperialismo dos EUA sobre a América do Sul 
c) controle napoleônico sobre Portugal 
d) domínio brasileiro sobre a Província Cisplatina 
e) vigência da União Ibérica 
 
475. (ENEM/2019) Entre os combatentes estava a mais 
famosa heroína da Independência. Nascida em Feira de 
Santana, filha de lavradores pobres, Maria Quitéria de 
Jesus tinha trinta anos quando a Bahia começou a pe-
gar em armas contra os portugueses. Apesar da proibi-
ção de mulheres nos batalhões de voluntários, decidiu 
se alistar às escondidas. Cortou os cabelos, amarrou 
os seios, vestiu-se de homem e incorporou-se às filei-
ras brasileiras com o nome de Soldado Medeiros. 
GOMES, L. 1822. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2010. 
 
No processo de Independência do Brasil, o caso men-
cionado é emblemático porque evidencia a 
a) rigidez hierárquica da estrutura social. 
b) inserção feminina nos ofícios militares. 
c) adesão pública dos imigrantes portugueses. 
d) flexibilidade administrativa do governo imperial. 
e) receptividade metropolitana aos ideais emancipatórios. 
 
476. (UECE/2018) “A ordem econômica seria preser-
vada, a escravidão mantida. A nação independente con-
tinuaria subordinada à economia colonial, passando do 
domínio português à tutela britânica. A fachada liberal 
construída pela elite europeizada ocultava a miséria e a 
escravidão da maioria dos habitantes do país. Conquis-
tar a emancipação definitiva da nação, ampliar o signi-
ficado dos princípios constitucionais seria tarefa rele-
gada aos pósteros”. 
COSTA, Emília Viotti da. Introdução ao estudo da 
emancipação política do Brasil. 
 
Considerando o processo de independência do Brasil, 
assinale a afirmação verdadeira. 
a) Não ocorreu nenhuma ocultação dos reais problemas so-
ciais e econômicos do país após a independência, já que a 
elite local buscou solucioná-los imediatamente. 
b) Apenas ocorreu a independência econômica do Brasil, 
mas não a política, pois a elite nacional europeizada sub-
meteu-se aos interesses da Inglaterra. 
c) Pelo fato de a monarquia ter sido logo adotada como 
forma de governo, a independência não representou mu-
danças sociais significativas, pois estas ficariam a cargo de 
gerações futuras. 
d) Não houve acordo de independência com os Britânicos, 
que reagiram o quanto puderam à independência do Brasil, 
já que ela representaria a real autonomia econômica do 
país. 
477. (Mackenzie SP/2018) “(...). Conquistar a emancipa-
ção definitiva e real da nação, ampliar o significado dos 
princípios constitucionais foi tarefa delegada aos pós-
teres”. 
COSTA, Emília Viotti da. Da monarquia 
à república: momentos decisivos. São 
Paulo; Livraria Editora Ciências 
Humanas, 1979. P.50. 
 
A análise acima, da historiadora Emília Viotti da Costa, 
refere-se à proclamação da independência do Brasil, 
em 7 de setembro de 1822. A análise da autora, a res-
peito do fato histórico, aponta que 
a) apesar dos integrantes da elite nacional terem alcançado 
seu objetivo: o de romper com os estatutos do plano colo-
nial, no que diz respeito às restrições à liberdade de comér-
cio, e à conquista da autonomia administrativa, a estrutura 
social do país, porém, não foi alterada. 
b) a independência do Brasil foi um fato isolado, no contexto 
americano de luta pela emancipação das metrópoles. Isso 
se deu porque era a única colônia de língua portuguesa, e 
porque adotava, como regime de trabalho, a escravidão 
africana. 
c) caberia, às futuras gerações de brasileiros, o esforço no 
sentido de impor seus valores para Portugal, rompendo, de-
finitivamente, os impasses econômicos impostos à Colônia 
pela metrópole portuguesa desde o início da colonização. 
d) apesar de alguns setores da elite nacional possuírem in-
teresses semelhantes à burguesia mercantil lusitana e, por-
tanto, afastando-se do processo emancipatório nacional, 
com a eminente vinda de tropas portuguesas para o país, 
passaram a apoiar a ideia de independência. 
e) assim como Portugal passava por um processo de rees-
truturação, após a Revolução Liberal do Porto; no Brasil, 
esse movimento emancipatório apenas havia começado e 
só fora concluído, com a subida antecipada ao trono, de D. 
Pedro II, em 1840. 
 
478. (PUCCamp SP/2018) Dentre os fatores que contri-
buíram para que D. Pedro I proclamasse a Independên-
cia do Brasil, havia 
a) a pressão exercida pelas correntes positivistas e os mo-
vimentos tenentistas, exigindo que o Brasil, de forma seme-
lhante aos países vizinhos, aderisse ao regime republicano, 
em prol da ordem e do progresso. 
b) a articulação política entre militares, a elite ilustrada e al-
guns políticos ligados ao Partido Liberal, motivada pela in-
satisfação com a histórica subordinação do Brasil a Portu-
gal. 
c) a mobilização da elite portuguesa, após a Revolução Li-
beral do Porto, pressionando o príncipe regente para que 
regressasse a sua terra natal e para que o Brasil voltasse à 
condição colonial. 
d) o impacto do crescimento de movimentos populares in-
dependentistas, a exemplo da Confederação do Equador, 
em Pernambuco, e da Cabanagem, no Grão-Pará, que tive-
ram grande repercussão nacional. 
e) a rejeição nacional à monarquia da coroa portuguesa e à 
escravidão, uma vez que os países vizinhos ao Brasil já 
eram repúblicas e haviam abolido o trabalho escravo. 
 
 
 
 
 
 
 
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479. (PUC RS/2017) Sobre a Independência do Brasil, 
afirma-se: 
 
I. Implicou uma ruptura de laços políticos e econômicos 
com Portugal, já que no Brasil seria adotado um regime 
político constitucional, e Portugal manteria o sistema 
absolutista. 
II. Pode ser considerada uma decorrência da vinda da 
Corte Portuguesa para o Brasil, em 1808, na medida em 
que esse acontecimento implicou um processo cres-
cente, e difícil de ser revertido, de autonomização polí-
tico-econômico da colônia. 
III. Está associada a uma profunda mudança estrutural 
interna, por colocar em cheque a base econômico-so-
cial que sustentou a exploração econômica do Brasil 
durante o regime colonial. 
IV. Sofreu resistência dentro do próprio País, tendo em 
vista que determinadas Províncias, como o Grão-Pará e 
o Maranhão, tinham mais vínculos com Lisboa do que 
com o Rio de Janeiro. 
 
Estão corretas apenas as afirmativas 
a) I e III. 
b) II e IV. 
c) I, II e IV. 
d) I, III e IV. 
e) II, III e IV. 
 
480. (Fac. Israelita de C. da Saúde Albert Einstein 
SP/2017) “A vinda da Corte com o enraizamento do Es-
tado português no Centro-Sul daria início à transforma-
ção da colônia em metrópole interiorizada. Seria esta a 
única solução aceitável para as classes dominantes em 
meio à insegurança que lhes inspiravam as contradi-
ções da sociedade colonial, agravadas pelas agitações 
do constitucionalismo português e pela fermentação 
mais generalizada no mundo inteiro da época, que a 
Santa Aliança e a ideologia da contrarrevolução na Eu-
ropa não chegavam a dominar.” 
Maria Odila Leite da Silva Dias. A interiorização da metrópole e 
outros estudos. São Paulo: Alameda, 2005. 
 
O texto oferece uma interpretação da independência do 
Brasil, que implica 
a) o reconhecimento da importância do processo de eman-
cipação, que influenciou a luta por autonomia na Europa e 
em outras partes da América, impulsionou a economia mun-
dial e estabeleceu as bases para um pacto social dentro do 
Brasil. 
b) a caracterização da emancipação como um ato mera-
mente formal, uma vez que ela não foi acompanhada de 
alterações significativas no cenário político, nem de refor-
mas sociais e econômicas capazes de romper a dependên-
cia externa do Brasil. 
c) o reconhecimento da complexidade do processo de 
emancipação, afetado simultaneamente por movimentos 
como os reflexos da Revolução Francesa, a Revolução do 
Porto, as disputas políticas na metrópole e na colônia e as 
tensões sociais dentrodo Brasil. 
d) a caracterização da emancipação como uma decorrência 
inevitável do declínio econômico português provocado pela 
invasão napoleônica, pelo endividamento crescente com a 
Inglaterra e pela redução nos recursos obtidos com a colo-
nização do Brasil. 
 
481. (UEMG/2017) “Ouvi, ó Povos, o grito, 
Que vamos livres erguer; 
O Brasil sacode o jugo, 
Independência ou Morrer. 
 
Congresso opressor jurara 
Nossos povos abater: 
Em seu despeito amamos 
Independência ou Morrer. 
 
Depois de trezentos anos 
Livre o Brasil vai viver: 
Deve a Pedro a Liberdade, 
Independência ou morrer.” 
(“Independência ou morrer”. Poesia anônima, publicada pela Tipo-
grafia do Diário no ano de 1822, Rio de Janeiro. Apud: CARVALHO, 
José Murilo de, BASTOS, Lúcia & BASILE, Marcelo (Orgs.). 
Guerra literária: panfletos da Independência (1820-1823). Belo Hori-
zonte: 
Editora UFMG, 2014, 257-258. 4 v.) 
 
No cenário político em que a poesia acima foi elabo-
rada, as relações entre Brasil e Portugal agravaram-se 
devido à/ao 
a) tentativa das Cortes portuguesas de recolonizar o Brasil. 
b) objetivo das elites brasileiras de expulsar o Príncipe Re-
gente. 
c) expectativa dos liberais portugueses em fortalecer o Ab-
solutismo. 
d) esforço dos deputados escravistas para criar a Constitui-
ção cidadã. 
 
482. (UNITAU SP/2017) “A campanha dos jornais brasi-
leiros contra as medidas das Cortes foi a primeira 
grande ação da imprensa brasileira. Ela uniria inicial-
mente todas as tendências e seria particularmente in-
tensa entre o final de 1821 e o final de 1822”. 
LUSTOSA, Isabel. Insultos impressos: a guerra dos jornalistas na In-
dependência 
1821 – 1823. São Paulo: Companhia das Letras, 2000, p. 134. 
 
Em relação ao papel desempenhado pela imprensa na 
difusão das ideias sobre a emancipação política do Bra-
sil, é CORRETO afirmar: 
a) As ideias republicanas cresceram e passaram a aparecer 
nas páginas dos jornais, levando a população a apoiar a 
emancipação. 
b) Os jornais eram francamente opinativos e políticos, com 
a defesa do pensamento dos vários movimentos que eclo-
diram no Brasil pela Independência. 
c) Os jornais fluminenses fizeram forte campanha contra a 
proposta das Cortes portuguesas de elevar o Brasil à con-
dição de Reino Unido. 
d) A imprensa brasileira teve um importante papel no com-
bate à política portuguesa de recolonizar o Brasil e de ex-
tinguir as instituições criadas no Rio de Janeiro. 
e) A imprensa brasileira realizou intensa campanha contra 
a pressão das Cortes portuguesas que exigiam a abdicação 
de D. Pedro I. 
 
483. (Centro Universitário de Franca SP/2016) O in-
gresso das províncias no jogo político, com expressão 
geográfica autônoma, vinha dos dias da independência. 
Portugal, na desvairada política recolonizadora ex-
pressa nas Cortes de Lisboa, tentara fragmentar o 
Reino Unido num feixe heterogêneo de províncias, de- 
 
 
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pendentes diretamente do ultramar, sem subordinação 
ao foco de poder situado no Rio de Janeiro, sob o co-
mando do príncipe D. Pedro. Os representantes brasi-
leiros não sentiram, desde logo, no plano dispersador, 
o golpe vibrado contra a unidade nacional. 
(Raymundo Faoro. Os donos do poder, 2000.) 
 
O excerto refere-se a uma medida aprovada nas Cortes 
de Lisboa no período em que D. Pedro era príncipe re-
gente do Brasil. É correto afirmar que tal medida 
a) visava à emancipação das províncias, o que propiciaria 
o surgimento de diferentes países no território brasileiro. 
b) representava o fortalecimento do governo do príncipe re-
gente já que anulava a subordinação das províncias ao go-
verno português. 
c) concretizava o ideal de uma pátria única, constituída por 
meio de uma federação de províncias autônomas. 
d) pretendia descentralizar o poder na colônia, dando maior 
autonomia para as províncias a fim de enfraquecer o go-
verno do príncipe regente. 
e) procurava criar um governo central fortalecido na colônia 
para facilitar o domínio da metrópole portuguesa. 
 
484. (PUC SP/2016) “Em 1822, a América espanhola, de 
independência conquistada em oposição a uma metró-
pole e suas Cortes em muitos aspectos tidas por opres-
soras, agora plenamente reconhecida por uma potência 
de primeira grandeza como eram os Estados Unidos, 
ofereceria um modelo para a independência do Brasil.” 
João Paulo Pimenta. A independência do Brasil e a experiência 
hispano-americana (1808-1822). São Paulo: Hucitec, 2015, p. 448. 
 
O caráter exemplar que a independência da América es-
panhola representou, segundo o texto, para aqueles 
que lutavam pela independência do Brasil pode ser 
identificado, por exemplo, na 
a) capacidade de manter a coesão territorial da antiga colô-
nia, que acabou por gerar uma única e poderosa nação. 
b) subserviência imediata aos interesses comerciais e polí-
ticos norte-americanos, que rapidamente se impuseram so-
bre toda a América. 
c) disposição de defender princípios emancipacionistas e 
enfrentar militar e politicamente as forças da metrópole. 
d) possibilidade de estabelecer laços comerciais imediatos 
e lucrativos com as antigas colônias portuguesas do litoral 
africano. 
 
485. (UFSCAR SP/2016) As elites coloniais, influencia-
das pelo liberalismo, organizaram os movimentos de in-
dependência na América Latina. Após esses movimen-
tos, uma característica que diferenciou o Brasil foi 
a) a abolição imediata da escravidão. 
b) a manutenção da unidade territorial. 
c) a realização de ampla reforma agrária. 
d) o fim da dependência econômica à Inglaterra. 
e) o controle do governo pelas classes populares. 
 
486. (UECE/2016) Atente ao que se diz a respeito dos 
dois partidos políticos denominados Partido Português 
e Partido Brasileiro, considerando os acontecimentos 
que culminaram com o processo de emancipação polí-
tica brasileira de 1822. 
 
I. O Partido Português, composto em sua maioria por 
comerciantes portugueses, gostaria de ver mantidos os 
privilégios a eles proporcionados pela estrutura colo-
nial e desejava o retorno de Dom Pedro a Portugal para 
que as medidas recolonizadoras fossem aplicadas. 
II. O Partido Brasileiro reunia burocratas, grandes pro-
prietários de terras, advogados e investidores urbanos 
nascidos no Brasil. Esse grupo foi privilegiado pela 
abertura dos portos de 1808 e gostaria que fosse man-
tida a elevação do Brasil a Reino Unido de Portugal e 
Algarves. 
 
Acerca das duas proposições acima, é correto afirmar 
que 
a) ambas são verdadeiras. 
b) I é falsa e II é verdadeira. 
c) ambas são falsas. 
d) I é verdadeira e II é falsa. 
 
487. (IFSC/2015) O processo de independência do Bra-
sil foi efetivado com o Grito do Ipiranga de D. Pedro I 
em 1822. Alguns historiadores aceitam que esse pro-
cesso pode ser analisado desde o ano de 1808. Sobre o 
período de 1808 a 1822 é CORRETO afirmar que: 
a) Em 1821 D. Pedro I tentou proclamar a independência, 
porém foi sufocado pela Revolução Pernambucana. 
b) O ano de 1808 é marcado pela vinda da família real 
portuguesa ao Rio de Janeiro. 
c) No ano de 1815 toda a família real portuguesa retornou 
a Portugal, permitindo a José Bonifácio articular a inde-
pendência com seu filho Pedro. 
d) A abertura dos portos em 1815 tirou o Brasil do status 
de colônia, pois poderia comercializar com todos os países 
com tarifas iguais. 
e) O Grito do Ipiranga foi apenas simbólico. Desde 1821 o 
Brasil não tinha nenhuma ligação política com Portugal. 
 
488. (FGV/2015) Observe o mapa. 
 
 
(Armelle Enders, A nova história do Brasil, p. 109) 
 
Os dados do mapa mostram que a emancipação política 
do Brasil 
a) efetivou-se com o chamado Grito do Ipiranga, porque to-
das as províncias do Brasil, imediatamente, passaram a 
obedecer às ordens vindas do Rio de Janeiro na pessoa do 
Imperador Dom Pedro I e romperam todos os laços com as 
Cortes de Lisboa, defensoras da recolonização brasileira.