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139 
554. (ENEM/2018) Nas décadas de 1860 e 1870, as esco-
las criadas ou recriadas, em geral, previam a presença 
de meninas, mas se atrapalhavam na hora de colocar a 
ideia em prática. Na província do Rio de Janeiro, várias 
tentativas foram feitas e todas malsucedidas: colocar 
rapazes e moças em dias alternados e, em 1874, em pré-
dios separados. Para complicar, na Assembleia, um 
grupo de deputados se manifestava contrário ao des-
perdício de verbas para uma instituição “desnecessá-
ria”, e a sociedade reagia contra a ideia de coeducação. 
VILLELA, H. O. S. O mestre-es- 
cola e a professora. In: LOPES, 
 E. M. T.; FARIA FILHO, L. M.; 
 VEIGA, C. G. (Org.). 500 anos de 
educação no Brasil. Belo Horizon- 
te: Autêntica, 2003 (adaptado). 
 
As dificuldades retratadas estavam associadas ao se-
guinte aspecto daquele contexto histórico: 
a) Formação enciclopédica dos currículos. 
b) Restrição do papel da mulher à esfera privada. 
c) Precariedade de recursos na educação formal. 
d) Vinculação da mão de obra feminina às áreas rurais. 
e) Oferta reduzida de profissionais do magistério público. 
 
555. (UPE/2018) Observe a imagem abaixo: 
 
 
Foto da Fazenda Quititi, no Rio de Janeiro, 1865. 
Fonte: http://www.historiailustrada.com.br/2014/04/raras-fotografias-
escravos-brasileiros.html 
 
Essa rara imagem do Brasil no século XIX aponta para 
uma sociedade 
a) industrial, composta por valores da alta burguesia. 
b) livre, na qual a escravidão não era mais uma realidade. 
c) desigual, ainda pautada por estruturas conservadoras. 
d) militarizada, voltada para valores da hierarquia da guerra. 
e) harmoniosa, demonstrando o bom convívio entre diferen-
tes grupos. 
 
556. (ESPM SP/2018) Em meados do século XIX multi-
plicaram-se os estabelecimentos industriais, dedica-
dos aos mais diversos ramos da indústria, sendo os 
mais expressivos o extrativo (como o sal), o de vestuá-
rio (a exemplo de chapéus, bengalas e calçados), o têx-
til e o de alimentação (principalmente bebidas). No con-
junto, saltou-se de 67 estabelecimentos, em 1849, para 
482 em 1889, mas o têxtil, por seu significado técnico e 
implicação econômico-social foi o de maior peso, pas-
sando de 1 para 46. 
(Cláudio Vicentino. História do Brasil) 
O exposto no texto deve ser compreendido como: 
a) o deslanchar definitivo da industrialização no Brasil; 
b) a comprovação do sucesso, a longo prazo, da chamada 
Era Mauá; 
c) um surto, um espasmo, e não um verdadeiro processo 
de industrialização; 
d) a industrialização tratada no texto rompeu a relação de 
dependência da economia do Brasil em relação aos países 
ricos e centrais; 
e) o processo de industrialização ocorrido, de acordo com o 
texto, decorreu da rápida superação da estrutura escravista 
e provinciana na segunda metade do século XIX. 
 
557. (UEFS BA/2017) Conectar-se com a nova paisagem 
do cosmopolitismo: eis o desafio lançado aos técnicos, 
engenheiros e outros empreendedores ativos das clas-
ses dominantes brasileiras na segunda metade do sé-
culo XIX. 
(Francisco Foot Hardman. Trem fantasma: 
a modernidade na selva, 1988.) 
 
Durante o Segundo Reinado, entre as respostas ao “de-
safio” mencionado no texto, é correto citar 
a) a retomada da produção manufatureira e a instalação de 
sistemas nacionais unificados de telegrafia e telefonia. 
b) os investimentos em armamentos para equipar as tropas 
brasileiras na Guerra do Paraguai e nas intervenções no 
Uruguai. 
c) a ampliação da malha rodoviária para estender o trans-
porte de pessoas e mercadorias até a região amazônica. 
d) os projetos de saneamento das principais cidades e a 
modernização dos portos, permitindo a recepção de gran-
des embarcações. 
e) os novos empreendimentos industriais e a reformulação 
do sistema de transportes, com a abertura de ferrovias. 
 
558. (PUCCamp SP/2017) O setor fabril já se fazia notar, 
não só em São Paulo, como também em Campinas e 
Piracicaba, produzindo tecidos, chapéus e calçados. As 
casas de fundição colocavam à disposição serras, 
bombas, sinos, prensas e ventiladores (...). As narrati-
vas de viagem, gênero de escrita muito apreciado por 
autores e leitores, registravam dessa nova sociedade 
as impressões colhidas em trânsito e dispostas em pai-
nel. 
(FERREIRA, Antonio Celso. A epopeia bandeirante. Letrados, 
instituições e invenção histórica (1870-1940).) 
 
As cidades mencionadas, que assistem ao surgimento 
de pequenas indústrias nas últimas décadas do século 
XIX, apresentavam em comum 
a) grandes concentrações urbanas provenientes da intensa 
imigração europeia, que as transformou nas três maiores 
cidades da região e contribuiu para a instalação de comer-
ciantes e empreendedores responsáveis pelas primeiras in-
dústrias paulistas. 
b) oligarquias rurais endinheiradas, que compartilhavam 
ideais republicanos, abolicionistas, nacionalistas e que in-
vestiam parte substantiva de seu capital em indústrias vol-
tadas para seu próprio consumo de artigos de luxo. 
c) rápido desenvolvimento econômico proveniente do acú-
mulo de dividendos gerado pela produção cafeeira baseada 
no latifúndio e no trabalho escravo, que despontara nessas 
e em outras cidades do Vale do Paraíba, repercutindo no 
desenvolvimento fabril. 
 
 
140 
d) ousados investimentos do empresário Barão de Mauá, 
que, juntamente com negociantes ingleses, fundou inúme-
ras indústrias fabris e construiu ferrovias, modernizando a 
região e garantindo o rápido escoamento da produção. 
e) ricos agricultores latifundiários e o acesso facilitado por 
linhas férreas que se expandiram vigorosamente a partir de 
1860, no oeste do Estado, momento em que a região se 
consolida como polo cafeeiro após o declínio das fazendas 
situadas no sudoeste do Rio de Janeiro. 
 
559. (Fac. Direito de Sorocaba SP/2016) Em meados do 
século XIX, ocorreu no Brasil um surto de prosperidade 
econômica, com a criação de fábricas e empresas di-
versas. 
Esse período, conhecido como “Era Mauá”, foi favore-
cido 
a) pela diminuição das taxas de importação determinada 
pela Tarifa Alves Branco, que recebeu apoio dos norte-
americanos. 
b) pelo desenvolvimento de tecnologia nacional, graças ao 
incentivo do governo com a criação de escolas técnicas. 
c) pela aplicação de capitais antes empregados no tráfico 
negreiro intercontinental, proibido pela Lei Eusébio de Quei-
rós. 
d) pelo investimento dos lucros obtidos com a exploração 
de ouro e com a extração de borracha, base da economia 
da época. 
e) pelo aumento do mercado consumidor interno, devido à 
Lei Áurea e à imigração de asiáticos atraídos pela doação 
de terras. 
 
560. (UNIFICADO RJ/2016) 1850 não assinalou no Brasil 
apenas a metade do século. Foi o ano de várias medi-
das que tentavam mudar a fisionomia do país, encami-
nhando-o para o que então se chamava modernidade. 
Sugiram bancos, indústrias, empresas de navegação a 
vapor, etc. Esboçavam-se, nas áreas mais dinâmicas do 
país, mudanças no sentido de uma modernização capi-
talista. Uma das figuras que mais se projetaram nessa 
época foi Irineu Evangelista de Sousa, Barão de Mauá. 
FAUSTO, B. História do Brasil. 12ª ed., 1ª reimpr. São Paulo: Edusp, 
2006. p. 197. Adaptado. 
 
Um fator que tornou possível o surto industrial descrito 
no texto foi a 
a) queda dos preços das terras agricultáveis 
b) libertação dos escravos e sua conversão em consumido-
res 
c) liberação de capitais antes aplicados na importação de 
escravos 
d) demanda por equipamento bélico para utilizar na Guerra 
do Paraguai 
e) derrubada das barreiras alfandegárias 
 
561. (Inst. Superior de Tecn. Aplicada CE/2016) “Mauá 
inaugurou a primeira estrada de ferro do Brasil e inves-
tiu em outras ferrovias, como a São Paulo Railway. En-
tre 1850 e 1860, investiu em companhia de navegação, 
no Amazonas, instalou a companhia de gás e criou a 
companhia de Carris do Jardim Botânico (Bondes so-
bre trilhos puxados por animais), no Rio de Janeiro. 
Não é por acaso que os anos 1850‐1860 ficaram conhe-
cidos como ‘Era Mauá’.” (Vainfas, 2010.) 
 
Aafirmativa anterior faz uma breve referência a algu-
mas ações empreendedoras de Irineu Evangelista de 
Souza, o “Barão de Mauá”, responsável, em primeira 
instância, 
a) pelo advento da industrialização no Brasil, que se trans-
formaria a partir daí e até o período republicano, no susten-
táculo da economia brasileira. 
b) por coordenar a substituição do trabalho escravo pela 
mão‐de‐obra livre no Brasil, a partir da utilização do capital 
antes utilizado pelo tráfico de escravos. 
c) pela fundação e privatização do Banco do Brasil, que 
passou a financiar os investimentos industriais no Brasil, 
acelerando o crescimento econômico do país. 
d) por um surto industrial no Brasil Imperial, que apesar de 
muito promissor, foi visto como uma ameaça por grande 
parte da elite agrária e por investidores ingleses. 
e) pelo estabelecimento de acordos financeiros muito lucra-
tivos com a Inglaterra, que permitiram ao Brasil finalmente, 
saldar a dívida externa assumida na época da Independên-
cia. 
 
562. (UFJF/2016) Leia o trecho e em seguida responda 
ao que se pede: 
 
Juiz de Fora progredia. A população subia, andava aí 
pelos doze a treze mil habitantes – imaginem! Treze mil! 
e essa densidade exigia progresso. Esse começara em 
1870 com a inauguração dos telégrafos. Logo depois 
viriam os trilhos da Estrada de Ferro D. Pedro II. Em 
1885 a cidade começa a ser dotada de encanamentos e 
de água a domicílio. No mesmo ano as casas passam a 
ser numeradas. Em 1886, grande animação com uma 
Exposição Industrial que reflete a pujança do municí-
pio. (...) Meu avô teve certa pena de não terminar os ser-
viços que começara, de dotar a cidade de luz e energia 
elétrica. A inauguração foi procedida a 5 de novembro 
de 1889... 
NAVA, Pedro. Baú de ossos – memórias 1; 5ª. 
ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1978, pp. 200-201. 
 
O memorialista Pedro Nava mostra na cidade de Juiz de 
Fora aspectos do processo de transformação que ocor-
ria na sociedade brasileira no final do século XIX. 
Acerca deste contexto, assinale a afirmativa INCOR-
RETA: 
a) Era um período de expansão do capitalismo que se es-
tendia mundialmente. 
b) Caracterizava-se pela preservação da herança luso-bra-
sileira do período colonial que adentrou pelo Império. 
c) Marcava-se pela organização de indústrias têxteis e ali-
mentícias com capitais excedentes do café. 
d) Processava-se o aumento da malha ferroviária e a cria-
ção de novos núcleos urbanos. 
e) Ocorria a intensificação da imigração para substituição 
do trabalho escravo. 
 
563. (ENEM/2009) O suíço Thomas Davatz chegou a São 
Paulo em 1855 para trabalhar como colono na fazenda 
de café Ibicaba, em Campinas. A perspectiva de pros-
peridade que o atraiu para o Brasil deu lugar a insatis-
fação e revolta, que ele registrou em livro. Sobre o per-
curso entre o porto de Santos e o planalto paulista, es-
creveu Davatz: “As estradas do Brasil, salvo em alguns 
trechos, são péssimas. Em quase toda parte, falta qual-
quer espécie de calçamento ou mesmo de saibro. Cons- 
 
 
141 
tam apenas de terra simples, sem nenhum benefício. É 
fácil prever que nessas estradas não se encontram es-
talagens e hospedarias como as da Europa. Nas cida-
des maiores, o viajante pode naturalmente encontrar 
aposento sofrível; nunca, porém, qualquer coisa de 
comparável à comodidade que proporciona na Europa 
qualquer estalagem rural. Tais cidades são, porém, 
muito poucas na distância que vai de Santos a Ibicaba 
e que se percorre em cinquenta horas no mínimo”. 
Em 1867 foi inaugurada a ferrovia ligando Santos a Jun-
diaí, o que abreviou o tempo de viagem entre o litoral e 
o planalto para menos de um dia. Nos anos seguintes, 
foram construídos outros ramais ferroviários que arti-
cularam o interior cafeeiro ao porto de exportação, San-
tos. 
DAVATZ, T. Memórias de um colono no Brasil. São Paulo: 
Livraria Martins, 1941 (adaptado). 
 
O impacto das ferrovias na promoção de projetos de 
colonização com base em imigrantes europeus foi im-
portante, porque 
a) o percurso dos imigrantes até o interior, antes das ferro-
vias, era feito a pé ou em muares; no entanto, o tempo de 
viagem era aceitável, uma vez que o café era plantado nas 
proximidades da capital, São Paulo. 
b) a expansão da malha ferroviária pelo interior de São 
Paulo permitiu que mão-de-obra estrangeira fosse contra-
tada para trabalhar em cafezais de regiões cada vez mais 
distantes do porto de Santos. 
c) o escoamento da produção de café se viu beneficiado 
pelos aportes de capital, principalmente de colonos italia-
nos, que desejavam melhorar sua situação econômica. 
d) os fazendeiros puderam prescindir da mão-de-obra euro-
peia e contrataram trabalhadores brasileiros provenientes 
de outras regiões para trabalhar em suas plantações. 
e) as notícias de terras acessíveis atraíram para São Paulo 
grande quantidade de imigrantes, que adquiriram vastas 
propriedades produtivas. 
 
564. (UEG GO/2009) A INGLATERRA QUER VIGIAR A 
SAÍDA DE BRASILEIROS EM CUMBICA 
Disponível em: . 
Acesso em: 02 set. 2008. 
 
A citação acima refere-se à suposta sugestão inglesa 
de colocar um policial britânico no aeroporto brasileiro 
para coibir a imigração ilegal para a Inglaterra. O go-
verno brasileiro teria considerado a proposta intolerá-
vel, afirmando que não aceita “tutelas”. A exigência in-
glesa e a resposta firme do Estado brasileiro é análoga 
a qual fato histórico? 
a) À decretação do Bill Aberdeen (1845), lei que permitia a 
apreensão de navios negreiros, mesmo em costas brasilei-
ras. 
b) A Questão Christie (1862), quando a Inglaterra exigiu 
uma investigação independente do saque de um navio bri-
tânico em costas brasileiras. 
c) Ao reconhecimento da independência brasileira pela In-
glaterra (1825), mediante o pagamento de uma indenização 
de 2 milhões de libras a Portugal. 
d) Ao Tratado de Navegação e Comércio (1810), no qual a 
Inglaterra pagaria uma tarifa alfandegária (de 15%) inferior 
à cobrada de Portugal (16%). 
 
565. (UNIOESTE PR/2009) A charge mos-
tra o imperador D. Pedro II tentando se 
equilibrar diante de questões polêmicas, 
evidenciando uma crise que levou o mo-
narca ao isolamento político no final do 
século XIX. Sobre os acontecimentos que marcaram o 
declínio do Segundo Reinado é INCORRETO afirmar 
que 
 
Charge de Ângelo Agostini para a Revista Ilustrada de 21 de janeiro 
de 1882. 
 
a) os efeitos econômicos e sociais da Guerra do Paraguai 
precipitaram as contradições do regime monárquico, desar-
ticulando a base social e política de sustentação do Império. 
b) a aprovação da Lei do Ventre Livre, em 1871, ocorreu a 
despeito dos votos contrários dos representantes dos cafei-
cultores de várias províncias como os de São Paulo, Minas 
Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. 
c) a assinatura da Lei Áurea, em 1888, pela princesa Isabel, 
decretando a libertação de todos os escravos no Brasil e 
não prevendo a sua inclusão social, conseguiu desconten-
tar tanto os abolicionistas quanto os escravistas. 
d) o movimento republicano obteve, a partir da segunda me-
tade do século XIX, ampla adesão das massas urbana e 
rural, ao criticar os privilégios da monarquia e propor uma 
ampla reforma da nação, através da mudança da ordem po-
lítica, social e econômica. 
e) a Questão Christie foi um episódio da crise das relações 
diplomáticas entre Brasil e Inglaterra. 
 
566. (UNIMONTES MG/2005) Leia o texto abaixo. 
 
(...) Absurdo fora reconhecer no Governo Britânico o di-
reito de punir os súditos brasileiros nas pessoas ou na 
sua propriedade, por crimes cometidos no território do 
Império, sem muito expressa, clara e positiva delega-
ção deste direito feita pelo soberano do Brasil ao da 
Grã-Bretanha. 
Ministério dos Negócios Estrangeiros Rio de Janeiro, 1845 Limpo de 
Abreu, Visconde de Abaeté CASTRO, Therezinha de. História Docu-
mental do Brasil. Rio de Janeiro: Record, 1968, p. 214 
 
Esse trecho da correspondência diplomática entre o 
Brasile a Grã-Bretanha confirma 
a) o protesto do governo brasileiro contra os poderes que o 
Bill Aberdeen concedia aos oficiais da Marinha Inglesa, no 
sentido de realizar busca e apreensão em navios estrangei-
ros. 
b) a ação diplomática do governo brasileiro contra o com-
portamento do embaixador Christie, após a prisão de mari-
nheiros ingleses e o naufrágio do Príncipe de Gales.

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