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Materiais Metálicos W B A 0 7 6 5 _v 1 .0 Autoria do Desafio Profissional: Camila Molena de Assis Leitor Crítico: Katielly Tavares dos Santos Proposta de Resolução Muitas vezes, a definição do problema deve ser feita pelo profissional qualificado para o projeto, pois é ele quem definirá os limites do escopo do projeto. O problema está lançado, ou seja, um material que suporte baixas temperaturas. A definição de problema pode ser um questionamento para ser resolvido por pesquisas sobre qual a melhor composição do material para suportar as condições determinadas pelo cliente. Avaliar os componentes do problema, decompondo-o em subproblemas é fazer quase que um mapa mental com questionamentos dos possíveis materiais que podem ser utilizados nesse projeto. Quais as possíveis falhas que podem ocorrer devido ao uso de um determinado material? Qual a resistência mecânica exigida? Resistência à corrosão? Quais fatores podem influenciar nas características? Qual melhor estrutura para este tipo de material? Até este momento, o profissional somente levanta esses questionamentos para direcioná-lo na coleta dos dados e o agrupamento de informações, necessário para a análise crítica. Materiais sujeitos a fragilização em baixas temperaturas possuem estrutura cristalina Cúbica de Corpo Centrado (CCC), como a da ferrita. Portanto, na primeira seleção de materiais, seria interessante o uso de metais e ligas que possuem a estrutura Cúbica de Face Centrada (CFC), como alumínio, cobre, níquel e suas ligas, e os aços austeníticos. Avaliando o comportamento dos aços, é possível salientar que a ferrita não seria um material adequado para ser usado na construção de equipamentos (ou ferramentas), que serão usados em temperaturas de operação próximas ou abaixo de 0 ºC . Apesar da microestrutura ferrito-perlítica apresentar a mais alta temperatura de transição de todas as microestruturas do aço, essas estruturas não são satisfatórias quando a temperatura for de operação abaixo de 0 °C. Com isso, em usinas de refrigeração, são utilizados metais e ligas CFC que são mais caros, como alumínio, cobre ou aço inoxidável austenítico. Por meio desses dados, é importante saber quais as características desejadas do material. A maior tenacidade é obtida com a martensita revenida. A pior tenacidade é obtida da microestrutura ferrita-perlita, e os aços bainiticos apresentam uma situação intermediária. Para o aço, o carbono existente no material altera sua tenacidade. Nos aços ferrítico-perlítico, a presença de cementita favorece a formação de sítios naturais de mecanismo de fratura. Quanto maior o teor de carbono, maior a quantidade de cementita, resultando em menor tenacidade. Ou seja, a melhor combinação é um aço de baixa liga, com teores máximos de 0,3% a 0,4% de carbono.