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PDF SINTÉTICO ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA Princípios Orçamentários Livro Eletrônico Presidente: Gabriel Granjeiro Vice-Presidente: Rodrigo Calado Diretor Pedagógico: Erico Teixeira Diretora de Produção Educacional: Vivian Higashi Gerente de Produção Digital: Bárbara Guerra Coordenadora Pedagógica: Élica Lopes Todo o material desta apostila (incluídos textos e imagens) está protegido por direitos autorais do Gran. Será proibida toda forma de plágio, cópia, reprodução ou qualquer outra forma de uso, não autorizada expressamente, seja ela onerosa ou não, sujeitando-se o transgressor às penalidades previstas civil e criminalmente. CÓDIGO: 240911214519 JOÃO LELES Possui graduação em Direito, especialização em Contabilidade Pública e Lei de Responsabilidade Fiscal e mestrado em Psicologia Jurídica. Possui atuação na área de Orçamento Público há mais de 10 anos. Atualmente é Analista de Gestão Pública do Ministério Público da União, Chefe do Departamento de Programação Orçamentária da Procuradoria- Geral do Trabalho, Professor de cursos de graduação e pós-graduação em Direito Financeiro e de preparatórios para concurso público, além de autor e palestrante acerca de temas relacionados ao Planejamento Orçamentário e planejamento de estudos. Foi Analista de Planejamento e Orçamento do MPU, e Analista Jurídico da Agência Nacional de Transportes Terrestres - ANTT, com atuação na Gerência de Licitações e Contratos, além de ter ministrado cursos técnicos de orçamento promovidos pela Escola Superior do Ministério Público da União, Ministério Público do Trabalho, Assembleias Legislativas e Tribunais de Contas dos Estados. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para daniel moura - 10763753408, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 3 de 12gran.com.br PDF SINTÉTICO Princípios Orçamentários João Leles SUMÁRIO Apresentação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4 Princípios Orçamentários . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5 1. Princípio da Unidade ou Totalidade . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5 2. Princípio da Universalidade ou Globalização . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5 3. Princípio da Anualidade ou Periodicidade . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5 4. Princípio da Exclusividade . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6 5. Princípio da Especificação, Discriminação ou Especialização . . . . . . . . . . . . . . . . . 7 6. Princípio do Orçamento Bruto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7 7. Princípio da Proibição do Estorno . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7 8. Princípio da Quantificação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8 9. Princípio do Equilíbrio Orçamentário . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8 10. Princípio da Não Afetação (ou Não Vinculação) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8 11. Princípio da Clareza ou Inteligibilidade . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9 12. Princípio da Legalidade . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9 13. Princípio da Transparência . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9 14. Princípio da Programação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9 15. Princípio da Exatidão ou Realismo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9 16. Princípio da Uniformidade . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10 17. Princípio da Regionalização . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10 O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para daniel moura - 10763753408, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 4 de 12gran.com.br PDF SINTÉTICO Princípios Orçamentários João Leles APRESENTAÇÃOAPRESENTAÇÃO Escrever um livro é algo desafiador. Porém, escrever para o público concurseiro torna a tarefa ainda mais árdua. Afinal, há candidatos com diferentes níveis de conhecimento, estudando para seleções de áreas variadas. No entanto, existe algo em comum entre aqueles que se preparam para um concurso público: todos querem a aprovação o mais rápido possível e não têm tempo a perder! Foi pensando nisso que esta obra nasceu. Você tem em suas mãos um material sintético! Isso porque ele não é extenso, para não desperdiçar o seu tempo, que é escasso. De igual modo, não foge da batalha, trazendo tudo o que é preciso para fazer uma boa prova e garantir a aprovação que tanto busca! Também identificará alguns sinais visuais, para facilitar a assimilação do conteúdo. Por exemplo, afirmações importantes aparecerão grifadas em azul. Já exceções, restrições ou proibições surgirão em vermelho. Há ainda destaques em marca-texto. Além disso, abusei de quadros esquemáticos para organizar melhor os conteúdos. Tudo foi feito com muita objetividade, por alguém que foi concurseiro durante muito tempo. Para você me conhecer melhor, comecei a estudar para concursos ainda na adolescência, e sempre senti falta de ler um material que fosse direto ao ponto, que me ensinasse de um jeito mais fácil, mais didático. Enfrentei concursos de nível médio e superior. Fiz desde provas simples, como recenseador do IBGE, até as mais desafiadoras, sendo aprovado para defensor público, promotor de justiça e juiz de direito. Usei toda essa experiência de 16 anos como concurseiro e de outros tantos ensinando centenas de milhares de alunos de todo o país para entregar um material que possa efetivamente te atender. A Coleção PDF Sintético era o material que faltava para a sua aprovação! Aragonê Fernandes O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para daniel moura - 10763753408, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 5 de 12gran.com.br PDF SINTÉTICO Princípios Orçamentários João Leles PRINCÍPIOS ORÇAMENTÁRIOSPRINCÍPIOS ORÇAMENTÁRIOS Os princípios orçamentários são premissas que direcionam todo o processo de elaboração, execução e acompanhamento das leis orçamentárias. Eles são válidos para todos os entes e Poderes. São as bases nas quais se deve orientar o processo orçamentário. Nem todos os princípios orçamentários constam da Constituição Federal (CF/88). Eles são tratados, também, pela Lei n. 4.320/64, pela Lei de Responsabilidade Fiscal e pela Doutrina. 1 . PRINCÍPIO DA UNIDADE OU TOTALIDADE1 . PRINCÍPIO DA UNIDADE OU TOTALIDADE O orçamento deve ser uno, ou seja, deve existir apenas um orçamento PARA CADA ENTE FEDERATIVO (U/E/DF/M), em cada exercício financeiro. O objetivo é eliminar a existência de múltiplos orçamentos paralelos e permitir ao Poder Legislativo uma visão consolidada das receitas e despesas, assim como o controle efetivo das operações de responsabilidade do Poder Executivo. Embora haja três peças orçamentárias (Orçamentos Fiscal, de Investimentos e da Seguridade Social), este princípio continua válido, poishá consolidação dessas peças em apenas uma lei para cada ente. Essa tripartição ocorre para fins instrumentais, de análise e organização da LOA. Este princípio não possui exceções. 2 . PRINCÍPIO DA UNIVERSALIDADE OU GLOBALIZAÇÃO2 . PRINCÍPIO DA UNIVERSALIDADE OU GLOBALIZAÇÃO De acordo com o princípio da universalidade (também chamado de Globalização), o orçamento deve conter todas as receitas e todas as despesas, referentes aos Poderes da União, seus fundos, órgãos e entidades da Administração direta e indireta. Isso permite ao Poder Legislativo conhecer todas as ações que o governo pretende desenvolver, bem como as respectivas fontes de financiamento. 3 . PRINCÍPIO DA ANUALIDADE OU PERIODICIDADE3 . PRINCÍPIO DA ANUALIDADE OU PERIODICIDADE Segundo o princípio da anualidade, o orçamento deve ser elaborado e autorizado para um período de um ano. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para daniel moura - 10763753408, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 6 de 12gran.com.br PDF SINTÉTICO Princípios Orçamentários João Leles Convém já mencionar que, conforme o artigo 35 da lei n. 4.320/64, “o exercício financeiro coincidirá com o ano civil”. Assim, a anualidade orçamentária, no Brasil, segue o ano civil, ou seja, de janeiro a dezembro. Nesse ponto, peço que você tenha MUITA ATENÇÃO a dois detalhes: • O princípio da anualidade não exige que se coincida com o ano civil. Basta que tenha vigência de 1 ano. No Brasil isso só ocorre por causa de uma lei (4.320/64), e não por causa do princípio. O princípio da anualidade possui exceções: • Os créditos especiais e extraordinários autorizados nos últimos quatro meses do exercício podem ser reabertos nos limites de seus saldos (não utilizados), e serão incorporados ao orçamento do exercício subsequente. Assim, eles podem durar até 1 ano e 4 meses (como exceção ao princípio da anualidade). 4 . PRINCÍPIO DA EXCLUSIVIDADE4 . PRINCÍPIO DA EXCLUSIVIDADE O princípio da exclusividade surgiu para evitar que o orçamento fosse utilizado para aprovação de matérias sem pertinência com o conteúdo orçamentário, em virtude da celeridade do seu processo. É um dos princípios mais cobrados em prova! Há várias formas de a banca examinadora explorar esse conceito. Ela pode mencionar nas questões, como já ocorre, que o princípio da exclusividade reduz a amplitude da LOA, evita assuntos estranhos à matéria orçamentária ou que a LOA não dará outras providências. Conforme a doutrina tradicional, o princípio da exclusividade veda as chamadas “caudas orçamentárias” ou “orçamentos rabilongos”. Essas expressões se referiam à prática de incluir na LOA assuntos estranhos ao seu real propósito, que hoje é vedada pela CF/88. Há duas exceções ao princípio da exclusividade: autorizações de créditos suplementares e operações de crédito, inclusive por antecipação de receita orçamentária (ARO). Para evitar excesso de burocracias e de demandas no legislativo, a CF/88 permitiu que a própria LOA já incluísse autorização (até determinado limite) para reforço de suas dotações, que ocorre com os créditos suplementares. Sobre as operações de crédito, apenas compreenda que se refere a empréstimos que o ente contrai para aumentar suas receitas e cobrir suas despesas. Essa autorização também já pode constar da própria LOA. Em suma, memorize: a LOA não poderá conter conteúdo estranho à previsão de receitas e à fixação de despesas, EXCETO nos casos de créditos suplementares e operações de crédito. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para daniel moura - 10763753408, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 7 de 12gran.com.br PDF SINTÉTICO Princípios Orçamentários João Leles 5 . PRINCÍPIO DA ESPECIFICAÇÃO, DISCRIMINAÇÃO OU 5 . PRINCÍPIO DA ESPECIFICAÇÃO, DISCRIMINAÇÃO OU ESPECIALIZAÇÃOESPECIALIZAÇÃO O princípio da especificação ou discriminação (ou ainda, especialização) determina que são vedadas dotações globais na LOA, ou seja, as receitas e despesas devem ser detalhadas, a fim de facilitar o acompanhamento e o controle do gasto público, tanto pelos órgãos de controle quanto pela sociedade. A doutrina costuma dizer, e as bancas replicam em prova, que este princípio evita a chamada “ação guarda-chuva”, que é aquela ação genérica, mal especificada, com demasiada flexibilidade. As exceções a esse princípio são: programas especiais de trabalho e reserva de contingência. Os programas especiais de trabalho são aqueles que, por sua natureza, não possam cumprir-se subordinadamente às normas gerais de execução da despesa, como os programas de caráter sigiloso. Já a reserva de contingência (mencionada pela Lei de Responsabilidade Fiscal) tem por finalidade atender questões eventuais, como calamidades ou quaisquer outras, ainda que de ordem administrativa. Justamente por ser eventual não é possível especificar na LOA com a devida antecedência. 6 . PRINCÍPIO DO ORÇAMENTO BRUTO6 . PRINCÍPIO DO ORÇAMENTO BRUTO O princípio do orçamento bruto veda que as despesas ou receitas sejam incluídas no orçamento em seus montantes líquidos. Não há exceção a este princípio, e há previsão expressa na lei n. 4.320/64: Art. 6º Todas as receitas e despesas constarão da Lei de Orçamento pelos seus totais, vedadas quaisquer deduções. 7 . PRINCÍPIO DA PROIBIÇÃO DO ESTORNO7 . PRINCÍPIO DA PROIBIÇÃO DO ESTORNO O princípio da proibição do estorno determina que o administrador público não pode transpor, remanejar ou transferir recursos sem autorização. Isso evita, no decorrer do exercício financeiro, a desconfiguração da LOA aprovada pelo Legislativo. Assim, a regra é a autorização legislativa para alterações orçamentárias previamente definidas. De acordo com o artigo 167, VI, da CF/88, há uma exceção, acrescida pela Emenda Constitucional n. 85, de 26 de fevereiro de 2015: não há necessidade da prévia autorização legislativa para atividades de ciência, tecnologia e inovação. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para daniel moura - 10763753408, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 8 de 12gran.com.br PDF SINTÉTICO Princípios Orçamentários João Leles 8 . PRINCÍPIO DA QUANTIFICAÇÃO8 . PRINCÍPIO DA QUANTIFICAÇÃO O princípio da quantificação dos créditos orçamentários veda a concessão ou utilização de créditos ilimitados, sem exceções. 9 . PRINCÍPIO DO EQUILÍBRIO ORÇAMENTÁRIO9 . PRINCÍPIO DO EQUILÍBRIO ORÇAMENTÁRIO O princípio do equilíbrio visa assegurar que as despesas autorizadas não serão superiores à previsão das receitas na lei orçamentária anual. ENTENDA: A CF/1988 considera a possibilidade real de ocorrer déficit orçamentário, caso em que as receitas, inicialmente, podem ser menores que as despesas. No entanto, o orçamento sempre estará formalmente equilibrado, pois em nenhum momento se menciona quais receitas serão utilizadas como parâmetro, ou seja, esse déficit pode ser suprido por meio de operações de crédito (empréstimos), que também são receitas e devem constar do orçamento. 10. PRINCÍPIO DA NÃO AFETAÇÃO (OU NÃO VINCULAÇÃO)10. PRINCÍPIO DA NÃO AFETAÇÃO (OU NÃO VINCULAÇÃO) O princípio da não vinculação de receitas surge com o objetivo de aumentar a flexibilidade na alocação dos recursos. O artigo 167 da CF/88, inciso IV, dispõe que é VEDADA, em regra, a vinculação de receita de impostos a órgão, fundo ou despesa. A finalidade principal é evitar que as vinculações reduzam o grau de liberdade do planejamento, pois todogestor prefere escolher, a cada exercício, quais são as prioridades (naquele momento) para a sociedade. CUIDADO: O princípio da não afetação veda a vinculação de IMPOSTOS a despesas específicas, e não de todos os tributos (que é o gênero). No entanto, há exceções (que despencam em prova), ou seja, casos em que poderão ser vinculados impostos. EXCEÇÕES PARA TODOS OS ENTES FEDERATIVOS (art. 167, IV – CF): • Repartição constitucional dos impostos; • Destinação de recursos para a saúde; • Manutenção do ensino (ou gastos com educação); • Destinação de recursos para a atividade de administração tributária; • Garantia, contragarantia à União; EXCEÇÕES PARA OS DEMAIS ENTES (E/DF): • Fundos de combate e erradicação da pobreza (art. 82 – ADCT); • Fomento ao ensino e à pesquisa científica e tecnológica (art. 218 – CF/88); • Inclusão e promoção social (art. 204 – CF); • Fundo estadual de fomento à cultura (art. 216, §6º); O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para daniel moura - 10763753408, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 9 de 12gran.com.br PDF SINTÉTICO Princípios Orçamentários João Leles 11 . PRINCÍPIO DA CLAREZA OU INTELIGIBILIDADE11 . PRINCÍPIO DA CLAREZA OU INTELIGIBILIDADE O orçamento público deve ser apresentado em linguagem clara e compreensível a todas as pessoas que, por força do ofício ou interesse, precisem utilizá-lo. 12 . PRINCÍPIO DA LEGALIDADE12 . PRINCÍPIO DA LEGALIDADE Todas as leis orçamentárias (PPA, LDO, LOA e créditos adicionais) são encaminhadas pelo Poder Executivo para discussão e aprovação pelo Congresso Nacional. Dessa forma, o orçamento será, necessariamente, objeto de uma lei, resultante de um processo legislativo completo, apesar de possuir um ciclo com características diferenciadas. 13 . PRINCÍPIO DA TRANSPARÊNCIA13 . PRINCÍPIO DA TRANSPARÊNCIA A transparência determina ampla propagação, em diversos meios, de informações para a sociedade, e também para os órgãos de controle. Não confunda com publicidade, que é um princípio constitucional relacionado a publicações em meios oficiais como requisito de eficácia. Por fim, a transparência também será assegurada por meio de incentivo à participação popular e realização de audiências públicas, assim como o conhecimento, em tempo real, de informações pormenorizadas sobre a execução orçamentária e financeira. 14 . PRINCÍPIO DA PROGRAMAÇÃO14 . PRINCÍPIO DA PROGRAMAÇÃO O princípio da programação é de cunho doutrinário. Ele surgiu a partir dos adoção do orçamento-programa (tema que estudaremos em outra aula). Em suma, esse princípio dispõe que o orçamento público deve evidenciar os programas de trabalho, servindo como instrumento de administração do Governo, propiciando o gerenciamento e o planejamento das ações, a fim de atingir objetivos e metas. 15 . PRINCÍPIO DA EXATIDÃO OU REALISMO15 . PRINCÍPIO DA EXATIDÃO OU REALISMO O princípio da exatidão dispõe que a estimativa de receita na LOA deve ocorrer da forma mais precisa possível. É claro que não há como o ente federativo identificar exatamente o quanto vai arrecadar, mas o cálculo dessa previsão deve ser realista. Em suma, esse princípio busca evitar o superdimensionamento da previsão de receitas, e, consequentemente, de dotações orçamentárias. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para daniel moura - 10763753408, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 10 de 12gran.com.br PDF SINTÉTICO Princípios Orçamentários João Leles 16 . PRINCÍPIO DA UNIFORMIDADE16 . PRINCÍPIO DA UNIFORMIDADE Conforme o princípio da Uniformidade, o orçamento deve manter uma padronização mínima do seu conteúdo e de suas classificações, a fim de que se permita realizar comparações entre os sucessivos períodos. 17 . PRINCÍPIO DA REGIONALIZAÇÃO17 . PRINCÍPIO DA REGIONALIZAÇÃO Já sabemos que o PPA deve ser constituído de forma regionalizada. A partir disso, e também do intuito de se reduzir desigualdades sociais e regionais, surge o princípio da Regionalização, ou seja, a distribuição dos recursos no PPA e na LOA deve se atentar à necessidade de especificar o local onde as ações serão promovidas, sobretudo os investimentos públicos. PRINCÍPIO PALAVRA-CHAVE EXCEÇÕES UNIDADE Apenas uma LOA para cada ente NÃO HÁ UNIVERSALIDADE TODAS as receitas e despesas NÃO HÁ ANUALIDADE Vigência limitada a um ano Créditos especiais e extraordinários dos últimos 4 meses do exercício EXCLUSIVIDADE Veda conteúdo estranho na LOA Créditos suplementares e operações de crédito ESPECIFICAÇÃO Veda dotações globais Programas especiais e reserva de contingência ORÇAMENTO BRUTO Veda quaisquer deduções NÃO HÁ PROIBIÇÃO DO ESTORNO Veda remanejamentos sem autorização legislativa Ciência, tecnologia e inovação QUANTIFICAÇÃO Veda créditos ilimitados NÃO HÁ EQUILÍBRIO Despesas compatíveis com receitas NÃO HÁ NÃO AFETAÇÃO Veda a vinculação de IMPOSTOS Principais: saúde, educação, transf. constitucionais, administração tributária e garantia à União CLAREZA LOA clara e compreensível NÃO HÁ LEGALIDADE Formalização legal NÃO HÁ TRANSPARÊNCIA Divulgar informações Caráter sigiloso PROGRAMAÇÃO Planejamento, objetivos e metas NÃO HÁ EXATIDÃO Realismo na previsão de receitas NÃO HÁ UNIFORMIDADE Padronização classificatória NÃO HÁ REGIONALIZAÇÃO Local do gasto e redução de desigualdades NÃO HÁ O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para daniel moura - 10763753408, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 11 de 12gran.com.br PDF SINTÉTICO Princípios Orçamentários João Leles Caro(a) aluno(a), Finalizamos mais um conteúdo! 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Princípio do Equilíbrio Orçamentário 10. Princípio da Não Afetação (ou Não Vinculação) 11. Princípio da Clareza ou Inteligibilidade 12. Princípio da Legalidade 13. Princípio da Transparência 14. Princípio da Programação 15. Princípio da Exatidão ou Realismo 16. Princípio da Uniformidade 17. Princípio da Regionalização