Logo Passei Direto
Buscar

TEMA 1 6 A E P AF RESPIRAT AGUDAS_055615

Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

30 
 
UNIDADE # 1.6. ASISTÊNCIA DE ENFERMAGEM EM PACIENTES COM 
AFECÇÕES RESPIRATÓRIAS AGUDAS. 
1.6.1 Fisiologia do sistema respiratório 
1,6.2 Ventilação. Definição, Mecanismo respiratório 
1.6.3 Resistência das vias aéreas, adaptabilidade pulmonar 
1.6.4 Pressões instrapulmonal e instrapulmonal 
1.6.5 Volume corrente e minuto. Definição e importância 
1.6.6 Volume inspiratório e expiratório, capacidade vital e capacidade residual 
 1.6.7 Espirometria, conceito 
 1.6.8 Espaço morto fisiológico 
1.6.9 Percussão, conceito funções, relação ventilação perfusão 
1.6.10 Conceito de curto-circuito pulmonar 
1.6.11 Efunción, conceito 
.1.6.12 Unidade funcional respiratória 
.1.6.13. Mecanismo de intercâmbio gasoso, transportação, conceito. Transporte de 
oxigénio e CO2. Curva da dissociação da HB 
1.6.14. Regulação. Conceito. 
1.6.15. Mecanismos de regulação 
1.6.16. Outros factores que intervêm na adequada respiração. 
1.6.17. Diferença de oxigenação alvéolo capilar, conceito. Importância fórmula para 
determiná-la. 
1.6.18. Valoração de enfermagem mediante a análise do quadro clínico. Etiologia, 
fisiopatologia, investigações clínicas, radiológicas, seus resultados, diagnósticos de 
enfermagem mais frequentes. 
1.6.19. Intervenção de enfermagem na conduta terapêutica e cuidados de 
enfermagem. 
31 
 
 1.6.20. Avaliação dos cuidados esperados a terapêutica e complicações mais 
frequentes. 
1.6.21. Insuficiência respiratória aguda. Definição. 
1.6.22. Avaliação de enfermagem mediante o quadro clínico, etiologia, investigações 
clínicas e seus resultados. 
1.6.23. Intervenção de enfermagem na conduta terapêutica e cuidados de 
enfermagem. 
1.6.24. Medidas para proteger e permeabilizar as vias aéreas. 
1.6.25. Oxígenoterapia e humidificação via aérea, Conceito, Indicações, 
complicações, determinação da relação po2 y Fio2, cuidados de enfermagem. 
1.6.26. Métodos de ventilação. 
1.6.27. Comprovação da efectividade da ventilação. 
1.6.28. Avaliação dos resultados esperados e a terapêutica e cuidados de 
enfermagem. 
 
A principal função do aparelho respiratório é o intercâmbio gasoso: 
⚫ Proporcionar O2. 
⚫ Eliminar CO2. 
COMPOSIÇÃO DO AR SECO 
✓ Oxigénió..___________21% 
✓ Nitrógénio___________78% 
✓ Anhídrido carbónico _0,03% 
✓ Argón e helio_______0,92% 
✓ Vapor de água________0% 
 
http://es.wikipedia.org/wiki/Nitr%C3%B3geno_diat%C3%B3mico
http://es.wikipedia.org/wiki/Anh%C3%ADdrido_carb%C3%B3nico
http://es.wikipedia.org/wiki/Anh%C3%ADdrido_carb%C3%B3nico
http://es.wikipedia.org/wiki/Arg%C3%B3n
http://es.wikipedia.org/wiki/Helio
http://es.wikipedia.org/wiki/Vapor_de_agua
http://es.wikipedia.org/wiki/Vapor_de_agua
http://es.wikipedia.org/wiki/Vapor_de_agua
32 
 
VENTILAÇÃO 
Em fisiologia se chama ventilação pulmonar ao conjunto de processos que fazem fluir 
o ar entre a atmósfera e os alvéolos pulmonares a través dos actos alternantes da 
inspiração e à expiração. 
 
MECANISMOS RESPIRATÓRIOS 
Inspiração 
Produz-se quando o diafragma ao momento de contrair-se desloca-se para baixo, 
ampliando a caixa torácica, empurrando o conteúdo abdominal para baixo e adiante, 
de forma que a dimensão vertical do tórax aumenta. Esta acção é a principal força que 
produz a inalação. O incremento no volume torácico cria uma pressão negativa 
(depressão, pressão menor que a atmosférica) no tórax. 
 Outros músculos: intercostais, externo, esternocleidomastoide 
Expiração: 
produz a relaxação dos músculos inspiratórios, embora que os pulmões e a caixa 
torácica são estruturas elásticas que tendem a voltar a sua posição de equilíbrio 
depois da expansão produzida durante a inspiração. A elasticidade torácica, 
combinada com a relaxação do diafragma, reduzem o volume do tórax, produzindo 
uma pressão positiva que tira o ar dos pulmões. 
Outros músculos: músculos abdominais , intercostais internos 
FISIOLOGÍA RESPIRATORIA 
Sucessos funcionais da respiração: 
1. Ventilação pulmonar: fluxo de ar de entrada e saída, entre a atmosfera e os 
alvéolos. 
2. Difusão do O2 e o CO2 entre os alvéolos e o sangue. 
3. Transporte do O2 e o CO2 as células e desde essas aos pulmões. 
4. Regulação da respiração. 
http://es.wikipedia.org/wiki/Fisiolog%C3%ADa
http://es.wikipedia.org/wiki/Esternocleidomastoideo
http://es.wikipedia.org/wiki/Abdomen
http://es.wikipedia.org/wiki/Abdomen
http://es.wikipedia.org/wiki/Abdomen
33 
 
ADAPTABILIDADE PULMONAR 
É a medida da elasticidade dos pulmões e a parede torácica, isto significa que 
cada vez que a pressão alveolar aumenta em 1 cm de H2O, os pulmões se expandem 
130 ml. 
 
VOLÚMES PULMONARES 
1. VOLUME DE RESERVA INSPIRATÓRIA (VRI): volume de ar máximo que 
pode ser inspirado depois de uma inspiração normal. 
2. VOLUME DE RESERVA EXPIRATORIA (VRE): volume de ar máximo que 
pode ser expirado em expiração forçada depois do final de uma expiração 
normal. 
3. VOLUME CORRENTE (VT): volume de ar inspirado ou expirado em cada 
respiração normal, em média é de 500 ml. 
. 
CAPACIDADES PULMONARES 
1. CAPACIDADE VITAL: volume de reserva inspiratório + volume corrente + 
volume de reserva expiratória, total de 4600 ml. 
2. CAPACIDADE RESIDUAL FUNCIONAL: volume de reserva expiratório + 
volume residual. Quantidade de ar que fica nos pulmões depois de uma 
expiração normal, 2300 ml. 
Nota: Os volumes e capacidades pulmonares são entre 20 e 25 % menores na mulher 
que no homem e são maiores em pessoas altas e atletas. 
ESPAÇO MORTO: parte do ar respirado que nunca alcança zonas de intercâmbio 
gasoso e fica no nariz, faringe e traqueia, em média 150 ml. 
OUTROS ASPECTOS DO TRANSPORTE DO O2. 
Só 1% de O2 se transporta dissolvido no plasma. PaO2. 
Os 99% do O2 transportam-se unidos a Hb. SaO2. 
34 
 
O incremento do gasto cardíaco e a superior extração de O2 são mecanismos básicos 
da função respiratória. 
 
STATUS ASMÁTICO 
ASMA 
A asma bronquial é uma enfermidade inflamatória crónica de as vias aéreas, 
caracterizada por uma obstrução generalizada e variada das mesmas, devido a uma 
hiperactividade a múltiplos estímulos: físicos, químicos, imunológicos, mecânicos o 
qual condiciona uma séria dificuldade a passagem do ar. 
 
ESTADO DE MAL ASMÁTICO 
O estado de mal asmático se define como um episódio refratário a terapêutica 
tradicional com beta agonistas e teofilina. 
 Quadro clínico 
1. Dispneia e sibilantes 
Moderada: É aquele em que apresenta pausas frequentes a falar. 
Severa ou grave: Mudez (sem voz) ou só emissão de monossílabas. 
2. Fatiga muscular ou esgotamento físico: Incapacidade de expectorar. 
3. Tosse não produtiva persistente ou expectoração muito espessa 
4. Insónia maior de 24 horas 
5. Ansiedade crescente. 
6. Diminuição da consciência: Confusão, sonolência, coma. 
7. Cianose. 
8. Diminuição dos movimentos torácicos: silêncio auscultatório. 
9. Enfisema subcutânea. 
35 
 
10. Tiragem. 
11. Pulso paradójico crescente: consiste em que ao aumentar a pressão 
negativa dentro do tórax, o coração expele menos sangue e diminui a 
amplitude do pulso. 
12. Hipotensão arterial. 
13. Arritmia cardiorrespiratória: Taquicardia maior de 120 x min, taquipneia 
maior de 30 x min 
 
Etiologia 
1. Extrínsecas: Inicia na infância com antecedentes familiares positivos para 
alergias e se associa com uma hipersensibilidade tipo 1 e outras manifestações 
alérgicas (IgE), induzidas por agentes alérgenos como o polem, lã, pô, etc., ou 
contaminação atmosférica. 
2. Intrínsecas ou idiopáticas. Em geral começa em maiores de 35 anos e sem 
antecedentes pessoais nem familiares. Inicia por estímulos não imunológicos, 
sem elevar IgE, representados por micróbios, fungos, tosse, transtornos 
psíquicos e estré. 
3. Mistas. Combinação com frequência de natureza bacteriana de factores 
intrínsecos e extrínsecos. 
Fisiopatologia 
⚫ A obstrução da via aérea é provocada pela combinação de factores, entreeles: 
1. O espasmo do músculo liso de vias aéreas. 
2. Edema da mucosa. 
3. Hipersecreção de mocos. 
4. Infiltração celular nas paredes das vias aéreas. 
5. Lesão e descamação do epitélio da via aérea. 
 
http://es.wikipedia.org/wiki/Hipersensibilidad
http://es.wikipedia.org/wiki/Hipersensibilidad
http://es.wikipedia.org/wiki/Hipersensibilidad
http://es.wikipedia.org/wiki/Hipersensibilidad
http://es.wikipedia.org/wiki/IgE
http://es.wikipedia.org/wiki/Al%C3%A9rgeno
http://es.wikipedia.org/wiki/Contaminaci%C3%B3n_atmosf%C3%A9rica
http://es.wikipedia.org/wiki/Contaminaci%C3%B3n_atmosf%C3%A9rica
http://es.wikipedia.org/wiki/Microbio
http://es.wikipedia.org/wiki/Hongo
http://es.wikipedia.org/wiki/Tos
http://es.wikipedia.org/wiki/Trastorno_psicol%C3%B3gico
http://es.wikipedia.org/wiki/Trastorno_psicol%C3%B3gico
http://es.wikipedia.org/wiki/Trastorno_psicol%C3%B3gico
http://es.wikipedia.org/wiki/Trastorno_psicol%C3%B3gico
http://es.wikipedia.org/wiki/Estr%C3%A9s
http://es.wikipedia.org/wiki/Bacteria
36 
 
Investigações clínicas e de laboratório 
1. O raio X de tórax : as imagens de captura de ar tendem até aos espaços 
intercostais o que horizontaliza as costelas na radiografia. Como tem edema, 
se pode apreciar um infiltrado rodeando as linhas pulmonares. 
2. Função Pulmonar 
3. Provas rutinárias 
4. Metas do tratamento Emergente de Asma Aguda Grave 
 
Tratamento 
1. Evitar desesperadamente o arresto (PCP) 
2. Diminuir o broncoespasmo. 
3. Aliviar o trabalho ventilatório 
4. Tratar a causa desencadeante ou subjacente. 
5. Evitar complicações. 
 
Medidas generais. 
Ingresso no UCI ou UCIN. 
Monitorização cardíaca. 
Catéter venoso central. 
Manter o paciente na posição de Fowler. 
Exames complementares de urgências. 
Preparar elementos necessários para a intubação endotraqueal. 
Garantir a permeabilidade da via aérea. 
Se for necessário, sonda vesical ou nasogástrica. 
No demorar para iniciar tratamento específico intensivo. 
http://es.wikipedia.org/wiki/Rayos_X
http://es.wikipedia.org/wiki/T%C3%B3rax
http://es.wikipedia.org/wiki/Edema
37 
 
1. Oxigenação: Usar o dispositivo e o fluxo necessário para manter uma 
saturação superior a 92 %. Podem necessitar altos fluxos por máscara. 
2. Beta 2- agonistas nebulizados: Salbutamol: 2,5 a 5 mg cada 15 ó 20 min. 
⚫ Dar 3 em uma hora (máximo 7,5 a 15 mg) 
3. Corticosteroides IV: Administrá-los precocemente (nos primeiros 30 
minutos de acesso). 
⚫ Metilprednisolona, 150 mg IV. 
⚫ Hidrocortisona, 200 a 300 mg IV. 
4. Anticolinergicos nebulizados: Ipratropium, 0,5 mg, em combinação com 
Salbutamol. 
5. Aminofilina IV: Doses de carga de 4-5 mg/kg devem ser dados em 30 a 
45 minutos e seguir-se de infusão a 0,5 a 0,7 mg/kg/h. 
6. Sulfato de Magnesio IV: Útil em pacientes refratários a Beta agonistas e 
corticosteroides 3 g IV em 3 minutos (1 g/min). 
7. Epinefrina parenteral: Previne a necessidade de VM. 0,01 mg/kg SC c/ 
20 minutos (0,3 ml SC) por 3 doses. 
8. VAM:se for necessário. 
 
Complicações do estado de mal asmático 
Respiratórias: Atelectasia, pneumotórax, pneumonia, derrame pleural, 
pneumomediastino. 
Cardiovasculares: Arritmias, infarto do miocárdio, tromboembolismo pulmonar, 
morte súbita. 
Digestivas: Ílio paralítico reflexo, sangramento digestivo alto. 
Renais: Insuficiência renal aguda. 
Hematológica: Coagulação intravascular disseminada. 
Nervoso: Convulsões e coma. 
 
38 
 
DIAGNÓSTICOS E CUIDADOS DE ENFERMAGEM. 
PAG 61 TOMO II ENFERMAGEM DE URGENCIA 
 
 SÍNDROME DE INSUFICIÊNCIA RESPIRATÓRIA PULMONAR AGUDA 
A síndrome de insuficiência respiratória aguda (também chamado síndrome de distrés 
respiratório do adulto) é um tipo de insuficiência pulmonar provocado por diversos 
transtornos que causam a acumulação de líquidos nos pulmões (edema pulmonar 
Etiologia 
A síndrome de dificuldade respiratória aguda (SDRA) pode ser causado por qualquer 
inflamação ou lesão importante do pulmão. Entre algumas causas comuns se podem 
mencionar: 
1. Inalação de vómitos aos pulmões (aspiração) 
2. Inalação de químicos 
3. Pneumonia 
4. Shock séptico 
5. Traumatismo 
Quadro clínico 
A clínica da IRA é inespecífica, embora a dispneia seja o sintoma principal, 
Febre, tosse e expetoração, dor torácico, hemoptise, sibilâncias, etc. Nos casos 
graves aparecem sintomas neurológicos secundários a hipoxia do Sistema Nervoso 
Central (SNC), tais como, diminuição do rendimento intelectual, alteração do nível de 
consciência e descoordenação motora. 
 Investigações clínicas 
1. Gasometria arterial 
2. Radiografia do tórax 
http://www.nlm.nih.gov/medlineplus/spanish/ency/article/000145.htm
http://www.nlm.nih.gov/medlineplus/spanish/ency/article/000668.htm
http://www.nlm.nih.gov/medlineplus/spanish/ency/article/000668.htm
39 
 
3. Análises de laboratório: Deve-se realizar um conjunto completo de 
hemoquímica. 
4. Outras provas complementares: Devem estar enfocadas ao diagnóstico 
etiológico da enfermidade de base (ECG, broncoscopia, gammagrafía,TAC 
torácica, etc.). 
Tratamento 
1. Medidas gerais 
Garantir via aérea permeável 
Repouso Fowler 
Sinais vitais c/ 1 h 
Monitorização contínua 
Abordagem venosa 
 Sonda vesical e medir diurese 
Se tiver vómitos, valorar levine para evitar bronco aspiração 
Realizar exames para clínicos 
 
2. Medidas específicas 
Melhorar a oxigenação. 
Administração de oxigênio 
Oxigenação 
Ventilação 
 
3. Fisioterapia respiratória 
Punho percussão 
Vibrador eléctrico 
Palmoteo 
Drenagem postural 
40 
 
Lograr tosse efectiva 
Aspiração endotraqueal 
 
4. Drogas broncodilatadoras: 
a) Aminofilina (Ámp. 250 mg). Bolo inicial: 5- 6 mg/kg y continuar cada 6 h (no 
passar de 1,5 g/día), Infusão: 0,9 mg/kg/h 
b) Salbutamol (Ámp. 1 mL = 0,5 mg o 3 mL = 1,5 mg o 5 mL = 5 mg). Bolo inicial: 4 
mcg/kg Infusión: 0,8-2 mcg/min 
c) Epinefrina (Ámp. 0,5 y 1 mg). Infusão: 0,01 - 0,02 mcg/kg/min. 
d) Sulfato de magnesio. Bolo inicial: 75 mg/kg a passarem 20 min. 
5. Tratamento da causa desecadeiante. 
 Antibióticos: Valorar seu uso se for infecção prévia. 
6. Diuréticos: 
Se houver sinais de sobrecarga. 
 
DIAGNÓSTICO E CUIDADOS DE ENFERMAGEM. PAG 92 TOMO II 
ENFERMAGEM DE URGÊNCIA 
 
MÉTODOS DE CONTROL DA VÍA AÉREA 
1. Mecânicos 
2. Manuais 
3. Trans traqueal ou cirúrgicos 
 
 
 
 
41 
 
 MÉTODOS MANUAIS 
1. Hiperextensão de cabeça e pescoço 
2. Levantamento mandibular 
3. Elevação do Menton 
 
METODOS MECANICOS 
✓ Cânula nasofaríngea 
 A via aérea mais tolerada em pacientes acordado. (semiconscientes). 
 Pouco diâmetro. (limita a aspiração). 
 São esquerdas e direitas e necessitam seleção de sua longitude (Se medem). 
Contraindicações 
 - Forte resistência ao inseri-la. 
 - Não tem utilidade em pacientes laringoctomizados 
 - Rinorraquia (fractura base crâneo) 
 
CÁNULA OROFARÍNGEA 
 - Indicada em pacientes inconscientes 
 - A via aérea mais utilizada. 
 - Necessita medição prévia 
 - Cânulas rígidas e flexíveis 
 
 Contraindicações 
 - Presença de reflexo nauseoso 
 - Não tem utilidade em pacientes laringoctomizados 
 
42 
 
CÁNULA DE GUEDELL CÁNULA DE BERCKMAN 
1. É flexível 1. É rígida 
2. Não permite aspirar 2. Permite aspirar por sua inclinação 
3. Pode obstrui-se 3. Não pode obstrui-se por mordeduras 
4. Mais confortável 4. Mais traumática 
 
INTUBAÇÃO ENDOTRAQUEAL 
Via aérea mais segura. (a que mais isola) 
Aplicável a pacientes conscientes e inconscientes, traumatizados ou não. 
Complicações: 
 Intubação desapercibida do esófago 
 Inserção do tubo no brônquio direito. 
 
INTUBAÇÃO ENDOTRAQUEAL 
Necessidade de treinamento. 
O equipamento. 
As precauções. 
As vantagens: 
Pode se dar oxigênio a 100 %. (FiO2=1) 
Proporciona via aérea directa a traqueia 
Elimina a necessidade deusar máscara e de manter fechada a face. 
Possibilidade de realizar hiperventilação quando se requere. 
 
 
43 
 
Indicações 
Paragem Cardiorrespiratório de qualquer causa 
Insuficiência respiratória aguda de qualquer causa 
Frequência respiratória > 30 ó 80 % O2 
Catéter nasal, tenedor nasal ou óculos nasales… 24 a 44 % de O2 
 Recirculante… 60 a 80 % O2 
Complicações 
Toxicidade. 
Hipercapnia (altas alterações de CO2) e secura e necroses das mucosas. 
46 
 
Resumo: 
Os órgãos respiratórios servem para o transporte do oxigênio ao sangue e por meio 
dele aos tecidos, assim como para a expulsão ao ar atmosférico o ácido carbónico. 
Nos mamíferos, os órgãos respiratórios se desenvolvem da parede ventral do intestino 
anterior, com o que guardam relação durante toda a vida. Isso explica o cruzamento 
das vias respiratórias e digestivas a altura da faringe, mantido no homem. 
 
ANATOMÍA, FISIOLOGÍA E PATOLOGÍA RESPIRATORIA 
Para chegar aos pulmões o ar atmosférico segue um largo conducto que se conhece 
com o nome de tracto respiratório ou vias aéreas; constituída por: 
 
VÍA RESPIRATÓRIA ALTA: 
1. Fossas nasais. 
2. Faringe. 
 
VÍA RESPIRATÓRIA BAIXA: 
3. Laringe. 
4. Traqueia. 
5. Brônquios e suas ramificações. 
6. Pulmões 
 
 
 São a parte inicial do aparelho respiratório, na qual o ar inspirado antes de se pôr em 
contacto com o delicado tecido dos pulmões deve ser purificado das partículas de pô, 
aquecido e umidificado. 
47 
 
As paredes da cavidade junto com o septo e as 3 conchas, estão forradas por mucosa. 
A mucosa do nariz contém uma série de dispositivos para a elaboração do ar 
inspirado. 
 
PRIMEIRO: Está coberta de um epitélio vibrátil cujos cílios constituem um verdadeiro 
forro em que se sedimenta o pô e graças a vibração dos cílios em direcção as coanas, 
o pô sedimentados é expulsado ao exterior. 
 
SEGUNDO: A membrana contém glândulas mucosas, cuja secreção envolve as 
partículas de pô facilitando sua expulsão e humedecimento do ar. 
 
 TERCEIRO: O tecido submucoso é muito rico em capilares venosos, os quais na 
concha inferior e no bordo inferior da concha média constituem plexos muito densos, 
cuja missão é o aquecimento e a regulação da coluna de ar que passa a través do 
nariz. Estes dispositivos descritos estão destinados a elaboração mecânica do ar, 
pelo que se denomina REGIÃO RESPIRATÓRIA. 
 
Na parte superior da cavidade nasal a nível da concha superior, existe um dispositivo 
para o controlo do ar inspirado, formando o órgão do olfato e por isso, esta parte 
interna do nariz se denomina REGIÃO OLFATÓRIA; nela se encontram as 
terminações nervosas periféricas do nervo olfatório, as células olfatórias que 
constituem o receptor do analisador olfatório. 
 
3. Faringe 
 É a parte do tubo digestivo e das vias respiratórias que forma o elo entre as cavidades 
nasais e bucais por um lado, e o esófago e a laringe por outro. Se estende desde a 
base do crâneo até o nível das VI - VII vértebras cervicais. 
 
48 
 
Está dividida em 3 partes: 
1. Porção nasal ou rinofaringe. 
2. Porção oral ou orofaringe. 
3. Porção laríngea ou laringofaringe. 
 
Porção nasal: Desde o ponto de vista funcional, é estrictamente respiratório; a 
diferença das outras porções suas paredes não se deprimem, já que são imóveis. A 
parede anterior está ocupada pelas coanas. Está coberta por uma membrana mucosa 
rica em estruturas linfáticas que serve de mecanismo de defesa contra a infecção. 
 
Porção oral: É a parte média da faringe. Tem função mista, já que nela se cruzam as 
vias respiratórias e digestivas. Tem a importância desde o ponto de vista respiratório 
já que pode ser obstruída pela língua ou secreções, provocando asfixia. 
 
Porção laringea: Segmento inferior da faringe, situada por detrás da laringe, 
estendendo-se desde a entrada a esta última até a entrada ao esófago. Excepto 
durante a deglutição, as paredes anterior e posterior deste segmento, estão aplicadas 
uma a outra, separando-se unicamente para a passagem dos alimentos. 
 
4. Laringe: 
É um órgão ímpar, situado na região do pescoço a nível das IV, V y VI vértebras 
cervicais. Por detrás da laringe se encontra a faringe, com a que se comunica 
directamente a través do orifício de entrada na laringe, ADITO DE LA LARINGE, por 
debaixo continua com a terráquea. 
49 
 
 Está constituída por um armazém de cartilagens articulados entre si e unidos por 
músculos e membranas. As principais cartilagens são 5: 
• Tiroide. 
• Epiglote. 
• Aritenoideos (2). 
 A entrada da laringe se encontra um espaço limitado que recebe o nome de GLOTE. 
Cerrando a glote se encontra uma cartilagem em forma de lingueta que recebe o nome 
de EPIGLOTE e que evita a passagem de líquidos e alimentos ao aparato respiratório 
durante a deglutição e o vómito, se permanece aberto se produz a bronco aspiração. 
 A laringe no seu interior apresenta um estreitamento, produzido por 4 pregas, duas a 
cada lado, denominando-se cordas vocais superiores e inferiores, encarregadas de 
fonação. 
 
4.traquea: 
A prolongação da laringe que inicia a nível do bordo inferior da VI vértebra cervical e 
termina a nível do bordo superior da V vértebra toráxica, donde se bifurca, no 
mediastino, nos dois brônquios. 
Aproximadamente a metade da traqueia se encontra no pescoço embora que o resto 
seja intratoráxico. Consta de 16 a 20 anéis cartilaginosos incompletos (cartilagens 
traqueais) unidos entre si por um ligamento fibroso denominando-se ligamentos 
anulares.A parede membranosa posterior da traqueia é aplanada e contém fascículos de tecido 
muscular liso de direcção transversal e longitudinal que asseguram os movimentos 
activos da traqueia durante a respiração, tosse, etc. 
A mucosa está coberta por um epitélio vibrátil ou cílios (excepto nas pregas vocais e 
região da face posterior da epiglote) que se encontra em movimento constante para 
fazer ascender ou expulsar as secreções ou corpos estranhos que possam penetrar 
nas vias aéreas. 
50 
 
O movimento ciliar é capaz de mobilizar grandes quantidades de material, mas não 
pode realizá-lo sem uma coberta de mucos. Se a secreção de mucos é insuficiente 
pelo uso de atropina ou o paciente respira gases secos, o movimento ciliar se detém. 
Um Ph de 8.0 o suprime. 
 
5.bronquios e suas ramificações: 
A nível da IV vértebra toráxica a traqueia se divide em brônquios principais, dereito e 
esquerdo. O lugar da divisão da traqueia em dois brônquios recebe o nome de 
bifurcação traqueal. A parte interna do lugar da bifurcação apresenta uma saliência 
semilunar penetrante na traqueia, a CARINA TRAQUEAL. 
Os brônquios se dirigem assimetricamente até os lados, o brônquio dereito é mais 
curto (3 cm), mas mais largo e se afasta da traqueia quase em ângulo obtuso, o 
brônquio esquerdo é mais largo (4 - 5 cm), mais estreito e mais horizontal. O que 
explica que os corpos estranhos, tubos endotraqueais e sondas de aspiração tendem 
a ubicar-se mais frequentemente no brônquio principal dereito. Nas crianças menores 
de 3 anos o ângulo que formam os dois brônquios principais na Carina, é igual em 
ambos os lados. 
O número de cartilagens do brônquio dereito é de 6 a 8 e o brônquio esquerdo de 9 a 
12. As cartilagens se unem entre si mediante os ligamentos anulares traqueais. 
Ao chegar os brônquios aos pulmões, penetram neles pelo HILIO PULMONAR, 
acompanhado de vasos sanguíneos, linfáticos e nervos, iniciando sua ramificação. O 
brônquio dereito se divide em 3 ramos (superior, média e inferior), embora que o 
esquerdo se divide em 2 ramos (superior e inferior). 
No interior dos pulmões cada um destes ramos se divide em brônquios de menos 
calibre, dando lugar aos chamados BRONQUIOLOS, que se subdividem 
progressivamente em BRONQUIOLOS de 1ero, 2do e 3er ordem, finalizando no 
51 
 
bronquíolo terminal, bronquíolo respiratório, conducto alveolar, sacos alveolares e 
átrios. 
A medida da ramificação dos brônquios vai cambiando a estrutura de suas paredes. 
As primeiras 11 gerações têm cartilagens como suporte principal de sua parede, 
embora que as gerações seguintes careçam de elas. 
 
6.pulmões: 
O pulmão é um órgão par, coberto pela pleura. 
O espaço que fica entre ambos os afastamentos pleurais, se denomina MEDIASTINO, 
ocupado por órgãos importantes como o coração, o timo e os grandes vasos. 
Por outra parte o DIAFRAGMA é um músculo que separa os pulmões dos órgãos 
abdominais. 
Cada pulmão tem forma de um semicono irregular com uma base dirigida para baixo 
e um ápice ou vértice redondo que por diante transborda em 3 - 4 cm ao nível da I 
costela ou em 2 - 3 cm ao nível da clavícula, alcançando por detrás o nível da VII 
vértebra cervical. No ápice dos pulmões se observa um pequeno surco (surco 
subclavicular), como resultado da pressão da artéria subclávia que passa por esse 
lugar. 
No pulmão se distinguem 3 faces: 
• Face diafragmática. 
• Face costal. 
• Face média (se encontra o hilio do pulmão a través do qual penetra os 
brônquios e a artéria pulmonar, assim como os nervos e saiem as duas veias 
pulmonares e os vasos linfáticos, constituindo no seu conjunto a raíz do 
pulmão). 
52 
 
 
O pulmão direito é mais largo que o esquerdo, mias um pouco mais curto o pulmão 
esquerdo, na porção inferior do bordo anterior, apresenta a incisura cardíaca. 
Os pulmões se compõem de lóbulos; o direito tem 3 (superior, médio e inferior) e o 
esquerdo tem 2 (superior e inferior). Cada lóbulo pulmonar recebe um dos ramos 
bronquiais que se dividem em segmentos, os que por sua vez estão constituídos por 
infinidade de LOBULILLOS PULMONARES. A cada lóbulo pulmonar vai para um 
bronquíolo, que se divide em vários ramos e depois de múltiplas ramificações, termina 
em cavidades chamadas ALVEOLOS PULMONARES. 
Os alvéolos constituem a unidade terminal da via aérea e sua função fundamental é o 
intercâmbio gasoso. Tem forma redonda e seu diâmetro varia em profundidade da 
respiração. 
 Os alvéolos se comunicam entre si por intermédio de aberturas de 10 a 15 micras de 
diâmetro na parede alveolar que recebe o nome de POROS DE KOHN e que tem 
como função permitir uma boa distribuição dos gases entre os alvéolos, assim como 
prevenir seu colapso por oclusão da vía aérea pulmonar. 
 
 
 Existem outras comunicações tubulares entre os bronquíolos distais e os alvéolos 
vizinhos ao que são os CANAIS DE LAMBERT. Seu papel na ventilação colateral é 
importante tanto na saúde como na enfermidade. 
 
53 
 
Existem diferentes características anatómicas que devem ser recordadas: 
• O vértice pulmonar direito se encontra mais alto que o esquerdo, ao encontrar-
se o fígado debaixo do pulmão direito. 
• No lado direito a artéria subclávia se encontra por diante do vértice, embora 
que na esquerdo sua porção esteja mais medial. 
• O pulmão direito é mais curto e largo que o esquerdo. 
• O parênquima pulmonar carece de enervação sensitiva, pelo que muitos 
processos pulmonares resultam silentes. 
 
Pleura: 
Representa uma túnica serosa, brilhante lisa. Como toda serosa, possui 2 
membranas, uma que se adere intimamente ao pulmão (pleura visceral) e outra que 
reveste o interior da cavidade toráxica (pleura parietal). Entre ambas se forma uma 
fissura (a cavidade pleural), ocupada por uma pequena quantidade de líquido pleural 
que actúa como lubrificante e permite o deslizamento de ambas as folhas pleurais. 
A pleura visceral carece de inervação sensitiva embora que a parietal se possui 
inervação sensitiva, isto faz com que os processos que afectam a pleura parietal seja 
extremadamente dolorosa. 
A pleura parietal se divide em 3: pleura costal, pleura diafragmática e mediastínica. 
 
Fisiologia pulmonar 
A função principal do Aparelho Respiratório é a de contribuir o organismo o suficiente 
oxigênio necessário para o metabolismo celular, assim como eliminar o dióxido de 
carbono produzido como consequência desse mesmo metabolismo. 
O Aparelho Respiratório põe a disposição da circulação pulmonar o oxigênio procedente 
da atmosfera, e é o Aparelho Circulatório que se encarrega de seu transporte (a maior 
parte unida a hemoglobina e uma pequena parte dissolvido no plasma) a todos os 
54 
 
tecidos donde o cede, recolhendo o dióxido de carbono para transportá-lo aos pulmões 
donde estes se encarregam de sua expulsão ao exterior. 
• O processo da respiração pode dividir-se em quatro etapas mecânicas 
principais: 
 
1. VENTILAÇÃO PULMONAR: significa entrada e saída de ar entre a atmosfera 
e os alvéolos pulmonares. 
 
2. PERFUSÃO PULMONAR: permite a difusão do oxigênio e dióxido de carbono 
entre alvéolos e sangue. 
 
3. TRANSPORTE: de oxigênio e dióxido de carbono no sangue e líquidos 
corporais as células e vice-versa, deve realizar-se com um gasto mínimo de 
energia. 
 
REGULAÇÃO DA VENTILAÇÃO 
VENTILAÇÃO PULMONAR. 
 Ventilação pulmonar: é a quantidade de ar que entra ou sai do pulmão cada 
minuto. Se conhecemos a quantidade de ar que entra nos pulmões em cada respiração 
(a isto se denomina Volume Corrente) e o multiplicamos pela frequência respiratória, 
teremos o volume / minuto. 
 
Volume minuto = Volume corrente x Frequência respiratória 
 
PRESSÕES NORMAIS DE OXIGÉNIO NO AR ATMOSFÉRICO 
A pressão se mede em várias unidades como: cm de água, kilopascales, mmHg. 
Se se toma como referência o cm de água, isto significa: 
A pressão que exerce a água num cilindroque tem 1 cm de alto sobre uma superfície 
de 1 cm quadrado = 1 cm de H2O. 
A equivalência em kilopascales (kpa) ou mmHg es: 
• 1 cm de H2O = 0.1 Kpa. 
• 1 cm de H2O = 0.73 mmHg. 
 
55 
 
A pressão atmosférica, também denominada pressão barométrica (PB), oscila ao redor 
de 760 mmHg a nível do mar. O ar atmosférico se compõe de uma mistura de gases, 
os mais importantes, o Oxigênio e o Nitrogênio. 
Se somarmos as pressões parciais de todos os gases que formam o ar, obteremos a 
pressão barométrica, quer dizer: 
 PB = PO2 + PN2 + P outros gases 
Se conhecemos a concentração de um gás no ar atmosférico, podemos conhecer 
facilmente a pressão em que se encontra o tal gás no ar. Como exemplo vamos supor 
que a concentração de Oxigênio é de 21%. 
A fracção de O2 (FO2) = 21% = 21/100 = 0,21 
(por cada unidade de ar, 0,21 parte corresponde a O2) 
 
PORTANTO: 
PO2 = PB x FO2 
PO2 = 760 mmHg x 0,21 = 159,6 mmHg 
Se o resto do ar fosse Nitrogênio (N2), a fracção deste gás representaria o 79%. Assim 
teríamos: 
PN2 = PB x FN2 
PN2 = 760 mmHg x 0,79 = 600,4 mmHg 
Se tivermos em conta que o ar atmosférico está formado quantitativamente por Oxigênio 
e Nitrogênio (o resto se encontra em proporções tão pequenas que o despreciamos), 
obteríamos. 
PO2 + PN2 = PB 
159,6 mmHg + 600,4 mmHg. = 760 mmHg 
 
Conforme nos elevamos do nível do mar (por exemplo a subida a uma montanha), a 
pressão barométrica vai diminuindo, e consequentemente a pressão dos diferentes 
gases que conformam o ar, entre eles o O2. 
Recordemos que o O2 passa dos alvéolos aos capilares pulmonares, e que o CO2 se 
traslada em sentido oposto simplesmente mediante o fenómeno físico da difusão. O gás 
se dirige desde a região donde se encontra mais concentrado a outra de concentração 
mais baixa. Quando a pressão do O2 nos alvéolos desce até certo valor, o sangue não 
poderá enriquecer-se o bastante de O2 como para satisfazer as necessidades do 
organismo, e com ele a demanda de O2 do cérebro não estará suficientemente coberta, 
56 
 
com o que aparece ao chamado " Mal de montanha ", com estados nauseosos, 
cefalalgia e ideias delirantes. 
Aos 11.000 metros de altura a pressão do ar é tão baixa que ainda se se respirasse 
oxigênio puro, não se pode obter a suficiente pressão de oxigênio e, portanto, diminuiria 
o aporte do mesmo aos capilares de forma tal que seria insuficiente para as demandas 
de organismo. 
É por esta causa que os aviões que se elevam sobre os 11.000 metros, vão fornecidos 
de dispositivos que impulsionar o ar ao interior da cabina de forma que se alcance uma 
pressão equivalente a do nível do mar, ou seja 760 mmHg e é por esta mesma causa 
que os enfermos respiratórios não devem viver em lugares montanhosos, donde 
está diminuída a pressão atmosférica. 
O ar entra no pulmão durante a inspiração, e isto é possível porque se cria dentro de os 
alvéolos uma pressão inferior a pressão barométrica, e o ar como gás que é, se desloca 
das zonas de maior pressão até as zonas de menor pressão. Durante a expiração, o ar 
sai do pulmão porque se cria neste caso uma pressão superior a atmosférica graças a 
elasticidade pulmonar. 
De todo o ar que entra nos pulmões em cada respiração, só uma parte chega aos 
alvéolos. Se consideramos um Volume Corrente (Vc) de 500 cc numa pessoa sã, 
aproximadamente 350 ml chegarão aos alvéolos e 150 ml ficarão ocupando as vias 
aéreas. O ar que chega aos alvéolos denomina-se VENTILAÇÃO ALVEOLAR, e é o que 
realmente toma parte no intercâmbio gasoso entre os capilares e os alvéolos. 
O ar que fica nas vias aéreas, denomina-se VENTILAÇÃO DO ESPAÇO MORTO, nome 
que vem por não tomar parte no intercâmbio gasoso. A ventilação alveolar também se 
denomina ventilação eficaz. 
O espaço morto se divide em: 
 
1. ESPAÇO MORTO ANATOMICO: Se estende desde as fossas nasais, passando 
pela boca, até o bronquíolo terminal. O volume deste espaço é de 150 ml (VD). 
2. ESPAÇO MORTO FISIOLOGICO: É igual a anatómico no sujeito normal. Só em 
condições patológicas (enfisema, etc.), é distinto a anatómico e compreende os 
alvéolos que estão hiper insuflados e o ar dos alvéolos estão ventilados, mas não 
perfundidos. 
3. ESPAÇO MORTO MECÂNICO: É aquele espaço que se agrega ao anatómico 
produto das conexões dos equipamentos de ventilação artificial ou de anestesia. 
57 
 
 
Espaço morto pode aumentar com a idade por perda de elasticidade a igual que durante 
o exercício e diminuir quando o indivíduo adopta o decúbito. 
Aplicando a fórmula que já conhecemos, com uma PB = 760 mmHg, y una FO2 (Fracção 
de oxigênio) de 20,9 %, teremos uma PO2 atmosférica de 152 mmHg. 
No entanto quando o ar penetra nas vias aéreas, se satura de vapor de água que se 
desprende constantemente das mucosas das vias aéreas. A uma temperatura corporal 
de 37ºC, este vapor de água é um novo gás que tem uma pressão constante de 47 
mmHg. 
Como a pressão dentro das vias aéreas uma vez que cessa o momento inspiratório é 
igual a pressão barométrica, a adição deste novo gás faz descer proporcionalmente as 
pressões parciais dos outros gases (oxigênio e nitrogênio). 
 
 A fórmula para achar a pressão do oxigênio nas vias aéreas será a seguinte: 
 
• PIO2 = (PB – P vapor de água) x FIO2 
• PIO2 = (760 mmHg – 47 mmHg) x 0,20.9 
• PIO2 = 149 mmHg 
• PIO2 = Pressão inspirada de O2 
• FIO2 = Fracção inspirada de O2 
 
MECÁNICA DA VENTILAÇÃO PULMONAR 
Na respiração normal, tranquila, a contracção dos músculos respiratórios só ocorre 
durante a inspiração (processo activo) e a expiração é um processo completamente 
passivo, causado pelo retrocesso elástico dos pulmões e das estruturas da caixa 
toráxica. 
Em consequência, os músculos respiratórios normalmente só trabalham para causar 
a inspiração e não a expiração. Os pulmões podem dilatar-se e contrair-se por: 
 
1. Por movimento para arriba e abaixo do diafragma, alargando ou acurtando a 
cavidade torácica. 
2. Por elevação e depressão das costelas, aumentando e diminuindo o diâmetro 
A - P da mesma cavidade. 
 
58 
 
Músculos inspiratórios mais importantes: 
• Diafragma 
• Intercostais externos 
• Esternocleidomastoidéo 
 
Músculos expiratórios más importantes: 
• Abdominais 
• Intercostais internos 
 
TENDÊNCIA DOS PULMÕES AO REBOTE E PRESSÃO INTRA-PLEURAL: 
Os pulmões têm tendência elástica contínua a estar em colapso e, portanto, a afastar-
se da parede toráxica, isto está produzido por 2 factores: 
 
1. Numerosas fibras elásticas que se esticam ao encher-se os pulmões e, 
portanto, tentam encurtá-los. 
2. A tensão superficial do líquido que reveste os alvéolos também produz uma 
tendência elástica contínua destes para estar em colapso (é a mais importante). 
Este efeito é produzido pela atracção intermolecular entre as moléculas de 
superfície do líquido alveolar; isto é, cada molécula tira da seguinte 
continuamente tratando de produzir o colapso do pulmão. 
 
A tendência total ao colapso dos pulmões pode medir-se pelo grau de pressão 
negativa nos espaços Inter pleurais necessários para evitar o colapso pulmonar 
(pressão intra pleural), que normalmente é de - 4 mmHg. 
 
SUBSTÂNCIA TENSOACTIVA (SURFACTANTE) 
Tem células secretoras de agente tensoactivo que secretam a mistura de lipoproteínas 
chamada assim (pneumocitos Granulosos de tipo II), que são partes componentes do 
epitélio alveolar, quando não existe esta substância, a expansão pulmonar é 
extremadamente difícil, dando lugar a atelectasias e ao Síndrome da Membrana 
Hialina ou Síndrome de Dificuldade Respiratória no Recém-nascido, 
fundamentalmente se são prematuros. Isto evidencia a importância do surfactante. 
 
59 
 
Também é importante destacar o papel do surfactante para prevenir a acumulação de 
líquido nos alvéolos. A tensão superficial do líquido nos alvéolos não só tende a 
colapsá-los, não também a levar olíquido da parede alveolar para seu interior. Quando 
tem quantidades adequadas de tensoactivo os alvéolos se mantêm secos. 
 
ADAPTABILIDADE PULMONAR (COMPLIANCE). 
É a facilidade com que os pulmões se deixam insuflar em relação a pressão de 
inflação. Isto significa que cada vez que a pressão alveolar aumenta em 1 cm de H2O, 
os pulmões se expandem 130 ml. 
 
FACTORES QUE CAUSAM DISTENSIBILIDADE ANORMAL: 
• Estados que produzem destruição ou câmbios fibróticos ou edematosos de 
tecido pulmonar ou que bloqueia os alvéolos. 
• Anormalidades que reduzem a expansibilidade da caixa toráxica (xifose, 
escoliose intensa) e outros processos limitantes (pleurite fibrótica ou músculos 
paralizados e fibróticos, etc.). 
 
VOLÚMES PULMONARES: 
Para facilitar a descrição dos acontecimentos durante a ventilação pulmonar, o ar nos 
pulmões se tem subdividido em diversos pontos do esquema em 4 volumes diferentes 
e 4 capacidades diferentes: 
 
A. VOLUME CORRENTE (Vt) UO VOLUME TIDAL: é o volume de ar inspirado 
ou expirado durante cada ciclo respiratório, seu valor normal oscila entre 500 - 
600 ml em jovens adultos em médio. Seu cálculo se logra multiplicando um 
valor em mililitros que oscila entre 5 - 8 por Kg. de peso. 
B. VOLUME DE RESERVA INSPIRATÓRIA (VRI): volume de ar máximo que 
pode ser inspirado depois de uma inspiração normal. 
C. VOLUME DE RESERVA EXPIRATÓRIA (VRE): volume de ar máximo que 
pode ser expirado em espiração forçada depois do final de uma espiração 
normal. 
D. VOLUME RESIDUAL (VR): volume de ar que permanece no pulmão depois de 
uma expiração máxima. 
 
60 
 
 
CAPACIDADES PULMONARES: 
 
A. CAPACIDADE VITAL (CV): equivale a VRI + VT + VRE. 
B. CAPACIDADE INSPIRATÓRIA (CI): equivale a VT + VRI. Esta é a quantidade 
de ar que uma pessoa pode respirar começando no nível de espiração normal 
e distendendo seus pulmões a máxima capacidade. 
C. CAPACIDADE FUNCIONAL RESIDUAL (CFR): equivale a VRE + VR. É a 
quantidade de ar que permanece nos pulmões ao final de uma expiração 
normal. 
D. CAPACIDADE PULMONAR TOTAL (CPT): é o volume máximo a que podem 
ampliar os pulmões com o maior esforço inspiratório possível, é igual a CV + 
VR. 
 
PERFUSÃO PULMONAR OU IRRIGAÇÃO SANGUÍNEA PULMONAR. 
Denomina se assim a irrigação sanguínea pulmonar. A circulação pulmonar inicia no 
VENTRÍCULO DEREITO, donde nasce a Artéria Pulmonar. Esta artéria se divide em 
dois ramos pulmonares, cada um de eles se dirige para um pulmão. Estes ramos 
pulmonares vão se dividendo por sua vez em ramos menores para formar finalmente o 
leito capilar que rodeia os alvéolos, sendo este no seu começo arterial e logo venoso. 
Do leito venoso parte a circulação venosa que termina nas quatro veias pulmonares, as 
quais desembocam na Aurícula esquerda. 
Continuando, veremos a pressão em que se encontram o O2 e o CO2 no sangue nos 
distintos compartimentos: 
 
SISTEMA VENOSO: (Po2: 40 mmHg, Pco2: 45 mmHg) 
Quando este sangue se põe em contacto com o alvéolo, como nestas pressões de 
oxigênio são mais elevadas (PAO2 =109 mmHg) o O2 passa desde o espaço alveolar ao 
capilar tentando igualar as pressões. Simultaneamente ocorre o contrário com o CO2, 
sendo a pressão maior no sangue venoso, tende a passar ao alvéolo para compensar 
as pressões. 
 
 
 
61 
 
CAPILAR VENOSO ALVEOLAR: (Po2: 109 mmHg, Pco2: 40 mmHg). 
Como queira que o Aparato Respiratório não esteja totalmente " perfeito ", existe 
territórios em que determinado número de capilares não se põe em contacto com os 
alvéolos, e isto faz com que o sangue passe directamente com as mesmas pressões 
com as que chegou ao pulmão até ao ventrículo esquerdo, aqui se misturará todo 
sangue, aquele que tem podido ser bem oxigenado e aquele outro que por múltiplas 
razões não se tem enriquecido adequadamente de O2. Então, na gasometria que 
realizamos a qualquer artéria sistémica, o PO2 é inferior a considerada a saída do 
sangue do território capilar pulmonar, por ser a média das pressões de todos os capilares 
pulmonares, o que conforma as pressões arteriais sistémicas. Portanto, podemos 
considerar uma gasometria arterial normal aquela que cumpre com as seguintes 
pressões e Ph: 
 
• Ph ............... entre ......... 7,35 y 7,45 
• PO2 .............. entre ......... 85 y 100 mmHg. 
• PCO2 ............. entre ......... 35 y 45 mmHg. 
 
 É importante assinalar que ao contrário da circulação sistémica, as pressões existentes 
na circulação pulmonar são mais baixas, pelo que também é considerada como um 
CIRCUITO DE BAIXAS PRESSÕES, já que o ventrículo direito não necessita elevar 
suas pressões para enviar ao sangue mais além dos hilios pulmonares. 
Quando a pressão arterial pulmonar sistólica excede de 30 mmHg e a pressão média da 
artéria pulmonar é superior a 15 mmHg, estamos em presença de um estado de 
HIPERTENSÃO PULMONAR. Estas medições se fazem mediante o cateterismo, em 
ausência deste, o único indicador é o reconhecimento clínico. 
 
 
DISTRIBUIÇÃO DA VENTILAÇÃO PULMONAR: 
A ventilação alveolar também sofre irregularidades na sua distribuição nas distintas 
zonas do pulmão devido a acção da gravidade, pelo que o maior peso do órgão recai 
sobre suas porções basais, condicionando uma diminuição da pressão negativa 
intrapleural a esse nível, o que provoca o feito que em repouso, os alvéolos da zona 
basal do pulmão estejam reduzidos de tamanho. 
 
62 
 
Não obstante, durante a inspiração, estes recebem maior ventilação devido as 
características especiais da dinâmica respiratória, mas de todas as formas as diferenças 
são mais evidentes em relação a perfusão. 
 
 
DISTRIBUIÇÃO DA PERFUSÃO PULMONAR: 
Como em condições normais o ventrículo direito só necessita baixas pressões para 
expulsar um grande volume de sangue a curta distância, a distribuição da mesma não é 
uniforme e essa irregularidade está relacionada com a posição do sujeito, o volume 
minuto do ventrículo direito e a resistência que podem oferecer os vasos em 
determinadas áreas do pulmão. 
 Os factores hidrostáticos jogam um papel importante e assim, quando o indivíduo está 
em posição erecta, as pressões nos vértices pulmonares serão menores, quer dizer, que 
a perfusão aqui está diminuída; no entanto, nas zonas médias ( a nível dos hilios 
pulmonares) o sangue chega aos capilares com a mesma pressão que tem a artéria 
pulmonar, embora que nas bases ocorre um fenómeno inverso as zonas apicais, pós as 
pressões da artéria pulmonar, se vê potencializada pela acção da gravidade e seus 
efeitos se somam, quer dizer, que a perfusão na parte baixa do pulmão está aumentada. 
 
 
RELAÇÃO VENTILAÇÃO - PERFUSÃO NORMAL (VA/Q): 
Já temos visto a forma como chega o ar aos pulmões com o fim de que os alvéolos 
estejam bem ventilados, mas não basta com isto, é necessário que o parênquima 
pulmonar disfrute de uma boa perfusão para lograr uma boa oxigenação dos tecidos. 
Assim pós é necessário que os alvéolos bem ventilados disponham de uma boa 
perfusão, e os alvéolos bem perfundidos disponham de uma boa ventilação. A isto se 
denomina relação ventilação-perfusão normal. 
Se não existir diferença entre ventilação alveolar (VA) e perfusão (Q), quer dizer, se 
todos os alvéolos forem equitativamente ventilados e perfundidos, o intercâmbio de 
gases seria igual a 1, mas as alterações que se assinalaram modificarão este resultado. 
Se tivermos em conta que no indivíduo em posição erecta os alvéolos apicais se 
encontram a uns 10 cm por cima do hilio pulmonar, saberemos que neles a pressão 
média (PM) da sangue será 10 cm de H2O menor que a PM da artéria pulmonar, pós 
será a pressão consumida na sua subida vertical para o vértice pulmonar, quer dizer, 
63 
 
que se a nível da artéria pulmonar a PM é de 20 cm de H2O (aproximadamente 15 
mmHg), a nível de capilar apical a PM será de 10 cm de H2O, no entanto, embora a 
irrigação sanguíneanesta zona é menor, estes alvéolos são precisamente de maior 
tamanho (mais ventilados que perfundidos), o que condiciona que uma parte do ar 
alveolar não entre em contacto com o capilar pulmonar, criando-se um incremento do 
espaço morto fisiológico, aqui a VA/Q será >1. 
A nível da zona média do pulmão, a situação é diferente, donde se logra um equilíbrio 
perfeito de VA/Q pôs nela o intercâmbio gasoso é normal (os alvéolos são também 
ventilados como perfundidos) e a relação VA/Q =1. 
E a nível dos segmentos basais, por haver um maior aporte de sangue e por efeito de 
gravidade, as pressões sanguíneas aumentam em uns 10 cm de H2O por cima da 
pressão média da artéria pulmonar, quer dizer que em estes segmentos a perfusão é 
maior e as pressões do sangue a nível capilar poderá alcançar uns 30 cm de H2O e 
embora os alvéolos sejam mais ventilados que no resto do pulmão, não são ventiladas 
em correspondência com o aumento da perfusão (são menos ventilados que 
perfundidos), portanto a relação VA/Q seráneuronas: 
 
67 
 
1. GRUPO RESPIRATÓRIO DORSAL: Localizado na porção dorsal do bulbo, que 
produz principalmente a inspiração (função fundamental). 
2. GRUPO RESPIRATÓRIO VENTRAL: Localizado na porção rectolateral do 
bulbo, que pode produzir expiração ou inspiração segundo as neuronas do grupo 
que estimulem. 
3. CENTRO NEUMOTAXICO: Localizado em ubicação dorsal na parte superior de 
protuberância, que ajuda a regular tanto a frequência como o padrão da 
respiração. 
 
Nos pulmões existem receptores que percebe a distensão e a compressão; alguns se 
têm localizados na pleura visceral, outros nos brônquios, bronquíolos e incluso nos 
alvéolos. Quando os pulmões se distendem os receptores transmitem impulsos até os 
nervos vagos e desde estes até ao centro respiratório, donde inibem a respiração. Este 
reflexo se denomina reflexo de HERING - BREUER e incrementa a frequência 
respiratória a causa da redução do período da inspiração, como ocorre com os sinais do 
centro pneumotáxico. No entanto, este reflexo não pode activar-se provavelmente até 
que o volume se torne maior de 1.5 litros aproximadamente. Assim pós, parece ser 
melhor um mecanismo protector para prevenir o enchimento pulmonar excessivo em vez 
de um ingrediente importante da regulação normal da ventilação. 
 
 
REGULAÇÃO QUÍMICA: 
O objetivo final da respiração é conservar as concentrações adequadas de oxigênio, 
dióxido de carbono e hidrogênio nos líquidos do organismo. 
O excesso de CO2 ou de iões hidrogênio afecta a respiração principalmente por um 
efecto excitatório directo no centro respiratório em sí, QUIMIORRECEPTOR CENTRAL, 
que determina uma maior intensidade dos sinais inspiratórios e expiratórios aos 
músculos da respiração. O aumento resultante da ventilação aumenta a eliminação do 
CO2 desde o sangue, isto elimina também iões hidrogênio, porque a diminuição do CO2 
diminui também o ácido carbónico sanguíneo. 
O O2 não parece ter efeito direito importante no centro respiratório do cérebro para 
controlar a respiração. 
 
68 
 
OS QUIMIORRECEPTORES PERIFÉRICOS se encontram localizados nos corpos 
carotídeo e aórtico, que por sua vez transmitem sinais neuronais apropriadas ao centro 
respiratório para controlar a respiração. 
 
 
CAUSAS DE DEPRESSÃO DO CENTRO RESPIRATÓRIO: 
1. Enfermidades cerebrovasculares. 
2. Edema cerebral agudo. 
3. Anestesia ou narcóticos. 
 
CIANOSE CENTRAL E CIANOSE PERIFÉRICA: 
É importante, diferenciar claramente os conceptos de cianose central e cianose 
periférica, porque diferentes são também as importantes decisões terapêuticas, 
especialmente nos enfermos baixo VM. 
Cianose (do grego Kyanos = Azul) é a coloração azul da mucosa e a pele, como 
consequência de um aumento da hemoglobina reduzida (não se encontra combinada 
com o O2) por cima do valor absoluto de 5 gr por 100 ml, ou o que é o mesmo, quando 
a quantidade de hemoglobina que transporta oxigênio tem diminuído consideravelmente. 
No caso da chamada CIANOSE CENTRAL, a diminuição do oxigênio que transporta a 
hemoglobina, se deve a enfermidade pulmonar ou anomalias congénitas cardíacas 
(shunt anatómico etc.), as extremidades podem estar quentes e têm bom pulso. 
 O caso de CIANOSE PERIFÉRICA, a hemoglobina se satura normalmente no pulmão, 
mas a corrente circulatória na periferia é muito lenta ou escassa, e pode ser secundária 
a fenómenos locais como vasoconstricção por frio, oclusão arterial ou venosa, 
diminuição do gasto cardíaco, shock, etc. As extremidades podem estar frias e o pulso 
imperceptível ou filiforme. 
Tanto uma como outra se observa melhor nas zonas distais do corpo (pés, mãos, lábios, 
pavilhões auriculares etc.), seu significado é totalmente distinto e sua confusão um grave 
erro. 
 
HIPOVENTILAÇÃO E HIPERVENTILAÇÃO: 
Estes são conceitos que devem ficar claros. São conceitos gasométricos e não clínicos. 
A hipoventilação equivale a uma ventilação pulmonar pobre, de forma tal que não se 
69 
 
pode eliminar o suficiente CO2, o qual implica a uma acumulação do mesmo e se traduz 
numa gasometría arterial donde a PCO2 está por cima de 45 mmHg. 
Falamos de hiperventilação quando a ventilação pulmonar é excessiva, de maneira que 
se eliminam enormes quantidades de CO2, traduzido gasométricamente numa 
diminucção da PCO2 arterial por debaixo de 35 mmHg. 
Portanto só falaremos de hiperventilação ou hipoventilação quando obtenhamos os 
resultados da PCO2 mediante uma gasometria arterial, ou a PET CO2 (Pressão 
Expiratória Total do CO2), que mediante o cenógrafo, podemos obter de forma incruenta 
em pacientes sometidos a VM. 
A taquipneia e a bradipneia são sintomas clínicos que com frequência se associação a 
hipoventilação e hiperventilação, mas não sempre é assim. 
 
PATOLOGÍAS RESPIRATORIAS 
As patologias mais frequentes em pediatria, é devido fundamentalmente a: 
 
1. Patologia por imaturidade pulmonar: Síndrome de distres respiratório do recém-
nascido ou Membrana hialina. 
2. Infecções das vias aéreas, tanto baixas como altas 
3. Processos inflamatórios das vias aéreas, tanto baixas como altas 
4. Síndrome de distres respiratório do adulto 
 
 
70

Mais conteúdos dessa disciplina