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Unidade 3
Livro didático 
digital
Márcia Valéria Marconi
Administração 
Financeira e 
Orçamentária
Diretor Executivo
DAVID LIRA STEPHEN BARROS
Diretora Editorial
ANDRÉA CÉSAR PEDROSA
Projeto Gráfi co
MANUELA CÉSAR ARRUDA
Autor
MÁRCIA VALÉRIA MARCONI
Desenvolvedor
CAIO BENTO GOMES DOS SANTOS
Olá. Meu nome é Márcia Valéria Marconi. Sou formada em Ciências 
Contábeis, com uma experiência técnico-profissional nas áreas de contabilidade, 
controladoria, custos, recursos humanos e educação, sendo mais de 20 anos. 
Passei por empresas como a Esso Brasileira de Petróleo Ltda., Sadia S.A., Econet 
Editora Ltda, Grupo Uninter, Universidade Positivo e FAEC. Sou apaixonado 
pelo que faço e adoro transmitir minha experiência de vida àqueles que estão 
iniciando em suas profissões. Por isso fui convidada pela Editora Telesapiens a 
integrar seu elenco de autores independentes. Estou muito feliz em poder ajudar 
você nesta fase de muito estudo e trabalho. Conte comigo!
Autor 
MÁRCIA VALÉRIA MARCONI
INTRODUÇÃO:
para o início do 
desenvolvimen-
to de uma nova 
competência;
DEFINIÇÃO:
houver necessidade 
de se apresentar 
um novo conceito;
NOTA:
quando forem 
necessários obser-
vações ou comple-
mentações para o 
seu conhecimento;
IMPORTANTE:
as observações 
escritas tiveram 
que ser prioriza-
das para você;
EXPLICANDO 
MELHOR:
algo precisa ser 
melhor explicado 
ou detalhado;
VOCÊ SABIA?
curiosidades e 
indagações lúdicas 
sobre o tema em 
estudo, se forem 
necessárias;
SAIBA MAIS:
textos, referências 
bibliográfi cas e 
links para aprofun-
damento do seu 
conhecimento;
REFLITA:
se houver a neces-
sidade de chamar a 
atenção sobre algo 
a ser refl etido ou 
discutido sobre;
ACESSE:
se for preciso aces-
sar um ou mais sites 
para fazer download, 
assistir vídeos, ler 
textos, ouvir podcast;
RESUMINDO:
quando for preciso 
se fazer um resumo 
acumulativo das 
últimas abordagens;
ATIVIDADES:
quando alguma ativi-
dade de autoapren-
dizagem for aplicada;
TESTANDO:
quando o desen-
volvimento de uma 
competência for 
concluído e questões 
forem explicadas;
Iconográfi cos
Olá. Meu nome é Manuela César de Arruda. Sou a responsável pelo pro-
jeto gráfi co de seu material. Esses ícones irão aparecer em sua trilha de 
aprendizagem toda vez que:
SUMÁRIO
Introdução..................................................................................................10
Competências...........................................................................................11
Compreendendo como funciona a estrutura de capital..........12
O papel da estrutura de capital adequada...................................................12
 Atributos da estrutura de capital........................................................13
Aplicando as técnicas de implantação do planejamento 
financeiro....................................................................................................14
Margem de Contribuição...........................................................................................18
Ponto de Equilíbrio..........................................................................................................21
 Tomada de Decisão.....................................................................................22
Identificando e solucionando problemas relacionados ao 
planejamento financeiro dos ativos..................................................24
Operações de curto prazo e conta pagas....................................................27
 Planejamento Financeiro........................................................................28
Realizar análise das necessidade de projeção de demonstração 
financeira...................................................................................................32
Juros atribuídos ao pagamento ao longo do tempo............................32
Analisando e interpretando o balanço patrimonial...............................35
Bibliografia................................................................................................42
Administração Financeira e Orçamentária 9
UNIDADE
03
ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA
Administração Financeira e Orçamentária10
Você sabe qual é a principal responsabilidade da administração 
Financeira? Nessa disciplina você aprenderá a diferença entre a 
contabilidade e a gestão financeira, e a importância dos demonstrativos 
financeiros no âmbito corporativo. Além disso, será capaz de analisar e 
interpretar as demonstrações financeiras, o processo de planejamento 
financeiro, as principais fontes de recursos de curto prazo, bem como, 
analisar a situação financeira de uma empresa através da análise de seus 
demonstrativos. Com isso, também, realizará operações financeiras com 
base no conhecimento sobre orçamento.
Desse modo, ao final da disciplina você estará preparado para refletir 
e tomar decisões nas organizações a partir de uma visão sistêmica e que 
traga resultados equilibrados e positivos para a organização. Entendeu? 
Ao longo desta unidade letiva você vai mergulhar neste universo!
 
INTRODUÇÃO
Administração Financeira e Orçamentária 11
Olá. Seja muito bem-vindo à Unidade 3. Nosso objetivo é auxiliar 
você no desenvolvimento das seguintes competências profissionais até 
o término desta etapa de estudos:
1. Compreender como funciona a estrutura de capital apropriada
2. Aplicar as técnicas de implantação de planejamento financeiro
3. Identificar e solucionar problemas relacionados ao planejamento 
financeiro de ativos
4. Executar a análise da necessidade de projeção das 
demonstrações financeiras
Então? Preparado para uma viagem sem volta rumo ao 
conhecimento? Ao trabalho!
COMPETÊNCIAS
Administração Financeira e Orçamentária12
DEFINIÇÃO:
A teoria da estrutura de capital trata de que se devem comparar 
os proveitos e custos inerentes a utilização de capitais alheios 
(de terceiros), tendo como objetivo a maximização do valor da 
empresa (Gomes, 2012).
Compreendendo como funciona a 
estrutura de capital
Ao término deste capítulo você irá aprender sobre a estrutura 
de capital. Verá que as fi nanças são extremamente importantes para a 
gestão efi ciente das empresas, visando a estrutura de capital adequada, 
através dos atributos da estrutura de capital. Além de conhecer sobre 
o planejamento fi nanceiro do ativo e ainda veremos sobre análise 
das necessidades de projeção das demonstrações fi nanceiras como 
ferramenta de gestão. Então vamos lá. Avante!
O papel da estrutura de capital adequada
Brealey e Myers (1992) defi nem a estrutura de capital como a 
carteira de títulos composta pelas enumeras combinações de diferentes 
títulos que a empresa pode emitir. 
Administração Financeira e Orçamentária 13
Figura 1 – Análise do valor da empresa
Fonte Freepik
Segundo Myers (1984), através da sua teoria revela que empresas 
só obtém menos endividamento quando consegue ter mais lucro.
Atributos da estrutura de capital 
Conforme Titman e Wessels (1988) elenca os atributos/fatores 
determinantes da estrutura de capital das empresas nos diferentes 
mercados, como:
 Estrutura dos ativos da empresa (colaterais);
 Usufruto de outros benefícios fi scais que não os gerados pelo 
endividamento;
 Expectativa de crescimento da empresa;
 Grau de singularidade da empresa;
 Tamanho da empresa;
 Volatilidade de seus resultados operacionais; e
 Lucratividade.
Administração Financeira e Orçamentária14
Figura 2 – Análise da lucratividade da empresa
Fonte Freepik
Se as empresas se fi nanciassem através de lucros retidos e 
endividamento e emissão de ações, seriam mais lucrativas e menos 
endividadas (Meyer, 1984).
Aplicando as técnicas de implantação da 
estrutura de capital
VOCÊ SABIA?:
A estrutura patrimonial de uma entidade também pode 
ser conceituada como um conjunto de capitais. Do lado do 
ativo estão o capital circulante e o capital não circulante, 
isto é, de curto prazo ou de longo prazo, ou permanente. 
Nocapital circulante, pode-se identifi car uma parcela que já 
se encontra disponível, denominado capital disponível. No 
capital não circulante, pode-se identifi car uma parcela de 
capital que tem característica de permanência na entidade, 
auxiliando-a na geração de benefícios econômicos futuros, 
chamada capital fi xo ou permanente. 
Administração Financeira e Orçamentária 15
Do lado do passivo, tem-se o capital de terceiros, que também 
pode ser caracterizado como circulante e não circulante. O Patrimônio 
Líquido equivale ao capital próprio da entidade, formado pelo capital 
nominal e os resultados acumulados (lucros ou prejuízos). O capital 
nominal é formado pelo capital investido pelos sócios e proprietários, 
conhecido como capital social da entidade. A partir do ativo, por meio da 
soma do capital circulante com o capital não circulante, tem-se o capital 
à disposição da entidade. 
Esse valor também pode ser obtido somando-se o capital 
de terceiros e o capital próprio. Grafi camente, é possível visualizar a 
estrutura de capitais adaptando a apresentação do balanço patrimonial 
da entidade: 
ATIVO
CAPITAL À DISPOSIÇÃO DA ENTIDADE
PASSIVO
Considere novamente o Balanço Patrimonial da indústria 
metalúrgica, criando a visualização do patrimônio da empresa como um 
conjunto de capitais. Nesse caso: 
 O capital de curto prazo da empresa equivale a R$ 275.000,00, 
formado pelas disponibilidades, estoques e valores a receber de clientes. 
Administração Financeira e Orçamentária16
 Do capital circulante, o capital disponível equivale a R$ 61.000,00, 
formado por recursos em caixa e depósitos em conta corrente. 
 O capital de longo prazo ou permanente equivale a R$ 
450.000,00, formado pelos itens permanentes como terrenos, barracão, 
máquinas e equipamentos e equipamentos de informática. 
 O capital de terceiros é representado por capitais de curto prazo 
e equivale a R$ 268.000,00. 
 Seu capital próprio equivale a R$ 457.000,00, formado pelo 
capital nominal (R$ 100.000,00) e resultados acumulados (R$ 357.000,00). 
 O total do capital à disposição da empresa é de R$ 725.000,00 
no período. 
Veja como fica a representação do patrimônio do exemplo, 
considerando a estrutura de capitais que o formam. 
Tabela: Patrimônio
A análise da estrutura patrimonial da empresa também permite 
identificar a situação financeira da entidade por meio da comparação 
dos ativos e passivos circulantes. Dessa comparação surge o valor do 
Capital Circulante Líquido (CCL) ou Capital de Giro Líquido (CGL), que é 
o resultado da diferença entre ativos circulantes e passivos circulantes. 
Capital circulante líquido = Ativo circulante – Passivo circulante 
A interpretação do CCL permite identificar se a situação financeira é de 
Administração Financeira e Orçamentária 17
liquidez ou de falta de liquidez. Quando o CCL é positivo (CCL > 0) tem-
se uma situação de liquidez; caso contrário, de falta de liquidez (CCLos custos 
mediante as várias fases do ciclo de vida: desenho, desenvolvimento, 
manufatura, marketing, distribuição, manutenção, serviço de pós-venda 
e descarte. Enfi m, é necessário entender os custos do produto desde 
sua concepção até sua “morte”. 
Administração Financeira e Orçamentária 21
EXPLICANDO MELHOR:
Então, podemos dizer que a cada etapa pela qual o produto 
passa, seja ela o benefi ciamento da matéria-prima ou a sua 
embalagem, o produto está sempre acumulando custos, 
e essas informações precisam ser precisas para serem 
repassadas aos gestores.
Diante disso, temos que a Margem de Contribuição é o valor 
restante de cada produto após a dedução de seus custos 
variáveis, ou seja, é o preço de venda menos a despesa e o 
custo variável para esse produto ser produzido/vendido. 
Sobre a Margem de Contribuição, Megliorini (2012, p.137) 
destaca: 
[...] a margem de contribuição é o montante que resta 
do preço de venda de um produto depois da dedução 
de seus custos e despesas variáveis. Representa a 
parcela excedente dos custos e das despesas gerados 
pelos produtos. Caso o preço de venda de um produto 
seja inferior a seus custos e despesas variáveis, temos 
uma situação de margem de contribuição negativa, 
que deve ser revista ou, por condições comerciais, 
suportada, ou, mesmo por razões estratégicas, a 
empresa poderá manter produtos com essa situação. 
A empresa só começa a ter lucro quando a margem de 
contribuição dos produtos vendidos supera os custos 
e despesas fi xos do exercício. Assim, essa margem 
pode ser entendida como a contribuição dos produtos 
à cobertura dos custos e despesas fi xos e ao lucro. 
Portanto, a margem de contribuição pode ser compreendida 
como o valor que sobra após a retirada dos custos e das despesas 
variáveis, em conjunto com a margem de contribuição. Pode-se dizer 
até que o chamado ponto de equilíbrio é mais importante que ela, visto 
que as receitas, os custos e as despesas fi xas e variáveis se igualam.
Ponto de equilíbrio
O ponto de equilíbrio ocorre quando as receitas geradas pelas 
vendas da empresa se equivalem às despesas e aos custos da empresa, 
Administração Financeira e Orçamentária22
ou seja, ocorre quando a empresa não possui prejuízo. Para Ching (2006, 
p. 55), o ponto de equilíbrio é a situação na qual o somatório dos custos 
da empresa é igual à sua receita, ou seja, é o ponto de lucro zero. 
Aqui, não consideramos as despesas financeiras como parte dos 
custos da empresa, só levamos em conta as despesas operacionais. 
Despesas financeiras são consequência do empréstimo que a empresa 
toma quando começa a ter prejuízo, a enfrentar falta de caixa para suas 
operações, e se vê obrigada a cobrir essa falta. É importante que as 
empresas saibam qual é o valor mínimo das vendas para cobrir seus 
custos – seu ponto de equilíbrio – e, a partir daí, quanto obtém de lucro 
a cada valor incremental de receita. 
Vejamos a fórmula para o cálculo do ponto de equilíbrio, segundo 
Megliorini (2012, p. 149):
PE=
 PV unitário (-) Custos e despesas variáveis unitários 
 Custos e despesas fixos
Tomada de decisão
A contabilidade de custos sempre foi um instrumento para 
resolver problemas de mensuração monetária de estoque e resultado e, 
sendo assim, não teve uma evolução. 
No entanto, com a entrada das Leis das Sociedades Anônimas, 
houve algumas modificações. Vejamos a definição de Ching (2006, p. 52) 
a respeito: 
Com o advento das Leis das Sociedades Anônimas, a contabilidade 
de custos teve de ser formalmente integrada à contabilidade geral da 
empresa, registrando as contas de “custo de mercadorias vendidas” no 
demonstrativo de resultados e as de estoques (matéria-prima, produtos 
em processo e produtos acabados) no Balanço Patrimonial. 
Administração Financeira e Orçamentária 23
NOTA:
Após esse acontecimento, tudo começou a mudar. 
A contabilidade de custos não está sendo somente 
considerada na contabilidade geral, mas também na 
contabilidade gerencial. Isso ocorre porque mudou todo 
o panorama competitivo e as empresas, tanto industriais 
como de serviço, necessitam de informações gerenciais 
mais precisas. Assim, “[...] é preciso passar a encarar a 
contabilidade de custos como uma forma efi ciente de 
auxílio no desempenho da nova missão, que é gerencial” 
(CHING, 2006, p. 52).
Figura 4: Ponto de Equilíbrio
Fonte Freepik
Sobre o profi ssional da contabilidade que atua na contabilidade 
gerencial, ele geralmente possui uma visão orientada para o negócio 
da empresa. Horngren, Datar e Foster (2004, p. 2) nos fornecem uma 
visão estratégia, ou seja, na implementação da estratégia o profi ssional 
contábil deve estar envolvido para colaborar na orientação do negócio. 
Podemos concluir que, para entender o papel do contador gerencial, 
devemos, em primeiro lugar, compreender, com mais detalhes, as 
tarefas dos administradores.
Administração Financeira e Orçamentária24
Identifi cando e solucionando problemas 
planejamento fi nanceiros de passivos
A contabilidade gera informações armazenadas em vários setores 
da empresa e também produz suas próprias informações, resultando dos 
processos e realização das informações de diferentes departamentos.
Desta forma, se torna possível dizer que a contabilidade como um 
grande e rico sistema de informações para se atender aos interesses da 
organização, do governo e de diversos outros envolvidos no contexto 
patrimonial e fi nanceiro. Como sistema de informação encontra-se um 
conjunto de recursos voltado para a geração de informações, de forma 
que a organização consiga cumprir seus objetivos (PADOVEZE, 2010). Os 
recursos utilizados pela contabilidade umas técnicas são:
Tabela 2: Recursos técnicos
Administração Financeira e Orçamentária 25
O uso de sistemas integrados e especializados são elementos 
importantes para que a contabilidade de uma organização alcance 
esses resultados.
As instituições fi nanceiras são outra classe de usuários das 
informações contábeis das empresas. Para elas, a contabilidade da empresa 
vai determinar a capacidade de pagar seus empréstimos ou fi nanciamentos 
e os correspondentes custos fi nanceiros no vencimento contratado. 
Em situação semelhante às instituições fi nanceiras estão os 
diversos credores da entidade, como fornecedores de matérias-primas, 
imobilizados, serviços, entre outros. 
Porém, o horizonte de tempo que eles consideram para a análise 
das condições fi nanceiras e patrimoniais da entidade é mais curto.
Os clientes, por sua vez, também têm interesse em informações 
contábeis que demonstrem a continuidade operacional da entidade, 
especialmente quando possuem relacionamento em longo prazo com 
os produtos por ela fornecidos, ou, ainda, quando dependem dela como 
fornecedor importante.
VOCÊ SABIA?:
As esferas governamentais estão interessadas na destinação 
dos recursos gerados pela empresa com a fi nalidade de 
regulamentar as atividades das entidades, estabelecer 
políticas tributárias e produzir bases estatísticas do 
desempenho econômico e social do país.
As entidades interferem no meio social de diversas formas 
e, por isso, a sociedade em geral também é uma possível usuária da 
informação contábil. Por intermédio da contabilidade das entidades, a 
sociedade poderá avaliar a contribuição que ela traz à economia local, 
empregando pessoas e utilizando fornecedores locais. Além disso, 
podem identifi car a evolução do desempenho da organização, seus 
projetos sociais e ambientais.
Resumo dos principais usuários da informação contábeis 
exemplifi ca o tipo de informação da empresa que o usuário tem interesse:
Administração Financeira e Orçamentária26
Tabela 3: informações contábeis
A estrutura patrimonial de uma entidade também pode ser 
conceituada como um conjunto de capitais. 
EXPLICANDO MELHOR:
Do lado do ativo estão o capital circulante e o capital não 
circulante, isto é, de curto prazo ou de longo prazo,ou 
permanente. No capital circulante, pode-se identifi car uma 
parcela que já se encontra disponível, denominado capital 
disponível. No capital não circulante, pode-se identifi car uma 
parcela de capital que tem característica de permanência na 
entidade, auxiliando-a na geração de benefícios econômicos 
futuros, chamada capital fi xo ou permanente.
Do lado do passivo, tem-se o capital de terceiros, que também 
pode ser caracterizado como circulante e não circulante. O Patrimônio 
Líquido equivale ao capital próprio da entidade, formado pelo capital 
nominal e os resultados acumulados (lucros ou prejuízos). O capital 
nominal é formado pelo capital investido pelos sócios e proprietários, 
conhecido como capital social da entidade.
A partir do ativo, por meio da soma do capital circulante com o 
capital não circulante, tem-se o capital à disposição da entidade. Esse 
valor também pode ser obtido somando-se o capital de terceiros e o 
capital próprio.
Administração Financeira e Orçamentária 27
Grafi camente, é possível visualizar a estrutura de capitais 
adaptando a apresentação do balanço patrimonial da entidade em 
relação ao empréstimo de capital de terceiros:
Figura 5: Capital de Terceiros
Fonte Freepik
Operações de curto prazo e Contas pagas
As operações de curto prazo e contas a pagar devem ser 
controladas de perto. Controlar é, essencialmente, acompanhar a 
execução de atividades da maneira mais rápida possível, e comparar 
o desempenho efetivo com o planejado, isto é, o que tenha sido 
originalmente considerado desejável, satisfatório ou viável para as 
empresas e suas subunidades. Evidentemente, a função de controle não 
se esgota no acompanhamento puro e simples, como também envolve 
a geração de informações para a tomada de decisões de avaliação e 
eventual correção do desempenho alcançado, proporcionalmente ao 
seu afastamento em relação ao tido como desejável ou satisfatório. 
(SANVICENTE e SANTOS, 1995, p.22). 
Administração Financeira e Orçamentária28
SAIBA MAIS:
De acordo ainda com os autores Sanvicente e Santos (1995) 
controlar é acompanhar a evolução das atividades e checar 
diariamente a atuação efetiva com o que foi planejado. Os 
autores ainda comentam que controle orçamentário é um 
procedimento que visa acompanhar, avaliar e analisar o 
planejamento fi nanceiro em seus diversos passos, analisando 
se há diferença entre valores orçados e valores realizados. 
Já Padoveze (2005, p. 23) “o controle é um processo contínuo 
e recorrente que avalia o grau de aderência entre os planos e sua 
execução, compreende a análise dos desvios ocorridos, procurando 
identifi car suas causas e direcionando ações corretivas”. 
Planejamento Financeiro
 Os benefícios são privilegiados as organizações a partir das 
informações necessárias ao alcance dos usuários internos, pois permitirá 
o melhor desempenho das atribuições. Dessa forma, a produção das 
informações contábeis internas deve estar orientada ao alcance dos 
objetivos estratégicos e metas planejadas para a organização. 
Por outro lado, a informação prestada aos usuários externos 
é necessária para a proteção dos investidores interessados ou 
vinculados às organizações. Para eles, o ordenamento societário e 
jurídico impõe informações mínimas, periodicidades de apresentação e 
outras obrigações de acessoria. Contudo, são informações que geram 
benefícios indiretos a organização na relação com o mercado e os 
invesdores, valorizando a imagem e a captação de novos negócios e 
oportunidades, para a empresa frente aos investidores.
Administração Financeira e Orçamentária 29
Figura 6: Planejamento Financeiro
Fonte Freepik
Para esse investimento é necessário um planejamento fi nanceiro, que:
[...] consiste na elaboração de suborçamentos das atividades que 
infl uenciam o fl uxo de caixa, possibilitando informações antecipadas 
quanto a disponibilidade e necessidade de recursos fi nanceiros, 
facilitando o gerenciamento de caixa e conversão dos orçamentos 
econômicos em regime de caixa (OLIVEIRA, 2005, p. 131). 
Segundo Oliveira (2019) os suborçamentos que compõem o 
planejamento fi nanceiro são: 
 orçamento de contas a pagar: conversão de despesas 
constantes para regime de caixa;
 orçamento de contas a receber: conversão de receitas 
constantes em regime de caixa;
 orçamento de aplicações fi nanceiras: planejamento de caixa, 
com a antecipação de informações sobre sobras de caixa;
 orçamento de empréstimo: planejamento das necessidades de 
caixa, com a antecipação de informações sobre faltas de caixa;
 orçamento de caixa: fl uxo de caixa com entradas e saídas, 
obtidas das contas a pagar, receber, aplicações e empréstimos.
Administração Financeira e Orçamentária30
Para tanto, verifi camos que a: 
“a administração fi nanceira é um campo de estudo teórico e prático 
que objetiva, essencialmente, assegurar um melhor e mais efi ciente 
processo empresarial de captação e alocação de recursos de capital. 
Nesse contexto, a administração fi nanceira envolve-se tanto com 
a problemática de escassez de recursos, quanto com a realidade 
operacional e prática da gestão fi nanceira das empresas, assumindo 
uma defi nição de maior amplitude (ASSAF NETO, 2010, p. 8).
EXPLICANDO MELHOR:
Nesse contexto, observamos que a administração fi nanceira 
objetiva encontrar o equilíbrio entre a “rentabilidade” 
(maximização dos retornos dos proprietários da empresa) e a 
“liquidez” (que se refere à capacidade de a empresa honrar 
seus compromissos nos prazos contratados) (MENDES, 2010, 
p. 18). Já Matarazzo (2007, p. 175) diz que “os índices mostram 
qual a rentabilidade dos capitais investidos, isto é, quanto 
renderam os investimentos e, portanto, qual o grau de êxito 
econômico da empresa.” 
Para que esse equilíbrio aconteça as ferramentas de planejamento 
que as organizações podem utilizar são: 
Tabela 3: Ferramentas de planejamento
Administração Financeira e Orçamentária 31
Plano estratégico: se traduz na elaboração de um plano que 
estabelece os valores da organização e os principais reconhecimentos 
que ela deseja em relação a valores e visão de futuro. 
Plano tático: é um orçamento empresarial que contempla as 
principais diretrizes para períodos de curto e médio prazo. Quando o 
orçamento empresarial é elaborado em organizações que já possuem um 
plano estratégico, deverá ocorrer a vinculação das duas ferramentas, de 
forma que o plano estratégico seja o norteador de diretrizes, objetivos e 
metas orçamentárias para toda a organização. Desse modo, o processo 
de verifi cação da execução orçamentária vai contribuir também para a 
verifi cação da execução do plano estratégico. 
O Plano operacional: é o nível mais próximo da execução das 
atividades organizacionais. Nele se estabelecem as ações de curto prazo 
de recursos necessários, os prazos e as condições para a execução da 
empresa. Pode ser representado por instrumentos como planos de 
fabricação, programações de compras, cronogramas de projetos, etc. 
Planos operacionais são elaborados e executados à luz das 
defi nições do orçamento empresarial.
EXPLICANDO MELHOR:
Todos os planos (estratégico, tático e operacional) estão 
vinculados ao orçamento empresarial e, juntos, alimentam 
o sistema de informações da organização, que é o principal 
veículo de medição e comunicação dos resultados 
alcançados. Visto que o orçamento empresarial possibilita 
prever os gastos baseados nos períodos anteriores e o 
planejamento fi nanceiro é o plano de negócios da empresa 
para os investimentos ou a incorporação.
Portanto, o planejamento fi nanceiro é uma ferramenta que 
possibilita o alcance dos objetivos estratégicos das organizações, ao 
mesmo tempo que concebe harmonia e integração ao plano estratégico. 
Isso porque, na ausência da defi nição de objetivos estratégicos, o 
planejamento fi nanceiro tende a ser apenas um orientador de gastos e 
de resultados de curto prazo.
Administração Financeirae Orçamentária32
Tabela 4 :Aquisição 
A análise de índices ajuda a revelar a condição global de uma 
empresa. Auxiliam analistas e investidores a determinar se a empresa 
está sujeita ao risco.
Realizar análise das necessidades de 
projeção das demonstrações contábeis
Há uma relação direta de integração do desempenho operacional 
com os itens que compõem o patrimônio da entidade. A partir dessa 
integração é possível analisar a situação fi nanceira e patrimonial.
Juros atribuídos ao pagamento ao longo 
do tempo
Unindo as principais demonstrações da contabilidade, o Balanço 
Patrimonial e a Demonstração dos Resultados, é possível compreender 
melhor essa integração. 
Veja as principais integrações no quadro a seguir:
Administração Financeira e Orçamentária 33
Tabela 5: Integração do desempenho ao patrimônio
Fonte: Controle de datas para o desembolso alinhado ao faturamento, adaptada pelo autor.
Há uma relação direta de integração do desempenho operacional 
com os itens que compõem o patrimônio da entidade. A partir dessa 
integração é possível analisar a situação fi nanceira e patrimonial.
Unindo as principais demonstrações da contabilidade, o Balanço 
Patrimonial e a Demonstração dos Resultados, é possível compreender 
melhor essa integração. 
Veja as principais integrações no quadro a seguir:
Tabela 6: Integração desempenho organizacional x patrimônio
Administração Financeira e Orçamentária34
O desempenho operacional, por intermédio do lucro líquido do 
período, também será reconhecido no Patrimônio Líquido da entidade, 
contrabalanceando com as integrações dos ativos e passivos.
Figura 7: Integração do desempenho ao patrimônio
Fonte Freepik
Retomando o exemplo da indústria metalúrgica e considerando a 
integração do seu desempenho operacional ao seu patrimônio, obtêm-
se as seguintes relações:
Tabela 7: Desempenho operacional do patrimônio
Administração Financeira e Orçamentária 35
EXPLICANDO MELHOR:
Algumas informações são obtidas simplesmente pela leitura 
dos demonstrativos e outras somente após aplicar a técnica 
contábil de análise de balanços. Essa técnica consiste em 
uma ferramenta de grande valor nas tomadas de decisões, 
especialmente por possibilitar o conhecimento da situação 
econômica e fi nanceira da organização (MARION; OSNI, 2011).
Percebe-se, então, que ao mensurar o desempenho operacional 
da entidade e apontar os itens que o compõem faz-se necessário 
identifi car a relação destes com os ativos e passivos que constituem o 
patrimônio da entidade. Todos os itens patrimoniais emergem a partir do 
patrimônio da entidade, e ao mesmo tempo que são infl uenciados por 
ele também infl uenciam a sua composição. 
Analisando e interpretando o balanço 
patrimonial
O balanço patrimonial é a principal demonstração gerada pela 
contabilidade e tem sua obrigatoriedade prevista na legislação brasileira 
(Lei n. 6.404/1976, art.176, I). Nesse demonstrativo constam informações 
fi nanceiras e econômicas da organização em determinado período. Veja 
um exemplo de apresentação do balanço patrimonial. 
Administração Financeira e Orçamentária36
Tabela 8: Balanço patrimonial
Fonte: Feita pelo autor
Para realizar a análise do balanço patrimonial – e também dos 
demais demonstrativos – é necessário seguir alguns procedimentos que 
permitirão maior compreensão das informações contábeis registradas: 
1.º Passo Leitura prévia do demonstrativo 
Permite identifi car as informações disponíveis sem a necessidade 
de aplicação de alguma técnica. Basta apenas ler o demonstrativo. 
Informações como o período a que se referem, a moeda em que os 
valores são apresentados e os itens patrimoniais da organização no 
período são identifi cados na leitura prévia. 
2.º Passo Análise da estrutura do demonstrativo, ou análise vertical 
Permitirá identifi car a relevância dos itens patrimoniais por período, 
assim como compreender as estruturas de aplicação e fi nanciamento do 
capital. 
Administração Financeira e Orçamentária 37
3.º Passo Análise da evolução das contas patrimoniais ou análise 
horizontal 
Demonstra como os itens patrimoniais evoluíram de um período 
para o outro. A análise não explica as causas da evolução, mas pode 
indicar os principais itens patrimoniais que contribuíram para a realidade 
patrimonial, financeira e de desempenho da organização. 
4.º Passo Análise de indicadores 
Revelará informações ocultas nas demonstrações, como liquidez, 
endividamento, rentabilidade, prazos médios, entre outras informações. 
5.º Passo Análise comparativa com padrões de mercado 
Caso a organização tenha disponível o demonstrativo de 
empresas similares no ramo de atuação, pode-se também aplicar a 
análise comparativa entre elas. Para a análise ser útil, é necessário tomar 
alguns cuidados, como: 
 Assegurar que os demonstrativos utilizem o mesmo período de 
referência; 
 Assegurar que os demonstrativos registrem os valores na 
mesma moeda; 
 Identificar se há similaridades nos itens patrimoniais 
demonstrados pelas empresas. 
Tomados esses cuidados, a análise comparativa poderá 
ajudar muito a organização a equiparar-se com outras empresas 
do mercado. Nesse caso, não se buscará explicações para este ou 
aquele comportamento, mas apenas se confirmará como está a 
realidade patrimonial, financeira e de desempenho da organização. 
Por exemplo, a empresa A, similar às empresas B e C, alcançou uma 
taxa de lucratividade de 10% no período, enquanto que as empresas B 
e C alcançaram, respectivamente, 25% e 30%. Todas as três possuem 
contextos empresariais muito semelhantes, como porte, número de 
clientes, processos, parque fabril, produtos, entre outros. A análise 
comparativa da taxa de lucratividade da empresa A, por mais que tenha 
sido comemorada pelos proprietários e dirigentes, pode ser considerada 
Administração Financeira e Orçamentária38
como um desempenho medíocre para o mercado, indicando que a 
empresa não soube aproveitar o bom momento econômico. 
6.º Passo Relatório de análise de balanço 
Sempre será elaborado concomitantemente ao desenvolvimento 
dos passos anteriores, e será nele que as informações signifi cativas serão 
descritas. Aqui se faz uso da boa comunicação escrita, aliada a recursos 
que auxiliam na compreensão das informações, como quadros, tabelas 
e gráfi cos. Juntamente com os demonstrativos contábeis elaborados 
pelas organizações, é um relatório da administração, que é um exemplo 
prático de análise de balanço, no qual constam informações que podem 
auxiliar na elaboração de conclusões sobre a realidade patrimonial, 
fi nanceira e de desempenho da organização. 
Esses passos também podem ser entendidos como camadas da 
informação, de forma que em cada camada se descobrem várias informações 
e se formam diversos questionamentos que serão respondidos por meio 
da análise. Ao chegar ao último passo, ou camada, toda a informação se 
torna nítida e evidente, podendo-se concluir sobre a realidade patrimonial, 
fi nanceira e de desempenho da organização nos períodos.
Figura 8 – Análise de Indicadores
Fonte Freepik
Administração Financeira e Orçamentária 39
Leitura prévia 
Informações facilmente obtidas com a leitura da demonstração 
do resultado: 
 Os períodos retratados na demonstração. 
 A unidade monetária aplicada aos valores apresentados. 
 O faturamento ou receitas de vendas auferidas em cada período. 
 A composição dos custos da operação em cada período. 
 A composição das despesas de operação em cada período. 
 O resultado econômico alcançado ao final de cada período. 
 As contas de resultado que possuem notas explicativas que 
detalham melhor a composição do seu montante. 
Também é possível cruzar informações com outros demonstrativos, 
principalmente o balanço patrimonial, para identificar informações ou 
inferir sobre comportamentos e causas. 
Analisando e interpretando a demonstração dos resultados A 
demonstração dos resultados daorganização é o segundo principal 
relatório contábil e também faz parte do rol de demonstrativos exigidos 
pela Lei n. 6.404/1976 (art.176, III). Esse demonstrativo apresenta as 
receitas auferidas no período deduzidos todos os esforços operacionais 
para sua geração, destacando os vários estágios de formação dos lucros 
da organização para os usuários internos e externos. Dentre os esforços, 
estão os tributos sobre a venda e lucros, custos de mercadoria, produto ou 
serviços vendidos e despesas com vendas, administrativas e financeiras. Os 
mesmos procedimentos de análise do balanço patrimonial são aplicáveis à 
demonstração dos resultados, inclusive os mesmos passos são necessários 
para identificar as informações contábeis visíveis e ocultas. Acompanhe um 
exemplo de apresentação da demonstração dos resultados:
Administração Financeira e Orçamentária40
Tabela 9: DRE – Demonstração do Resultado do Exercício
Leitura prévia 
Informações facilmente obtidas com a leitura da demonstração 
do resultado: 
 Os períodos retratados na demonstração. 
 A unidade monetária aplicada aos valores apresentados.
 O faturamento ou receitas de vendas auferidas em cada período. 
 A composição dos custos da operação em cada período. 
 A composição das despesas de operação em cada período. 
 O resultado econômico alcançado ao fi nal de cada período. 
 As contas de resultado que possuem notas explicativas que 
detalham melhor a composição do seu montante. 
Também é possível cruzar informações com outros demonstrativos, 
principalmente o balanço patrimonial, para identifi car informações ou 
inferir sobre comportamentos e causas.
Administração Financeira e Orçamentária 41
Para concluir, para se conseguir realizar a análise do DRE 
Planejado x Realizado, a empresa precisa ter realizado seu planejamento 
orçamentário. Caso sua empresa ainda não tenha um planejamento 
orçamentário, deve realiza-lo. 
Para complementar seu aprendizado, não deixe de realizar as 
atividades que acompanham esta aula. Até a próxima!
 Por isso, o administrador precisa conhecer como planejar a 
estrutura de capital e analisar o planejamento fi nanceiro e para ter 
um negócio adequado. Para poder estar alinhado ao mercado e ser 
um diferencial frente aos concorrentes analisar suas demonstrações 
fi nanceiras para verifi car se está sendo relevante para o mercado.
Caro estudante, você chegou ao fi m desta aula, parabéns! Nela, 
você aprendeu sobre análise sobre orçamento de investimentos e de 
estrutura de capital. 
REFLITA:
E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo 
tudinho? Agora, só para termos certeza de que você realmente 
entendeu o tema de estudo deste capítulo, vamos resumir 
tudo o que vimos. Você deve ter aprendido que a estrutura 
de capital apropriada é essencial para um bom planejamento 
fi nanceiro e análise das demonstrações fi nanceiras.
Administração Financeira e Orçamentária42
BIBLIOGRAFIA
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demonstrações financeiras e contábeis. São Paulo: Makron Books, 2000.
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MARION, J. C.; RIBEIRO, O. M. Introdução à Contabilidade Gerencial. 
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