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Ana Luisa Miranda Vilela
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FILO ANNELIDA
Compreende vermes de corpo cilíndrico, alongado e segmentado.
Existem espécies terrestres, de água doce e marinhas, sésseis ou móveis, ectoparasitas, predadores de pequenos invertebrados ou detritívoros.
Os representantes mais conhecidos do grupo são as minhocas e as sanguessugas, mas existe outro grupo muito abundante em ambiente marinho: o dos poliquetos.
Minhoca	Poliqueto	Sanguessuga
CARACTERÍSTICAS EMBRIONÁRIAS
Simetria bilateral
Celomados
Triblásticos	> Protostômios
Metaméricos
CLASSIFICAÇÃO
Classe Oligochaeta (oligoqueta): apresentam poucas cerdas no corpo (oligo = poucos; chaeta = cerdas). Muitos vivem em solos úmidos (minhocas, minhocuçu); outros vivem em ambientes de água doce, como o Tubifex, um gênero com representantes resistentes à poluição orgânica que vivem em rios e lagos. Existem também algumas poucas espécies marinhas.
Classe Polychaeta (poliquetas): principalmente marinhos (também ocorrem em água doce e mais raramente em ambiente terrestre úmido). Cada anel do corpo apresenta um par de apêndices laterais carnosos semelhantes a nadadeiras denominados parapódios, onde estão inseridas muitas cerdas (poli = muitos; chaeta = cerdas). Ex.: Nereis.
A Poliquetos sésseis C vivem fixos ao substrato e constroem tubos ao redor de seus corpos. Na região cefálica possuem tentáculos ciliados que atuam na captura de pequenas partículas de alimento presentes na água e como estruturas respiratórias.
Classe Hirudínea (hirudíneos): ocorrem em água doce, no ambiente marinho e no ambiente terrestre úmido. Possuem corpo achatado dorso- ventralmente e duas ventosas: uma na região anterior do corpo, ao redor da boca, e outra na região posterior, com a qual se fixam ao substrato. Não possuem cerdas nem apêndices na região cefálica (como tentáculos), mas possuem olhos. A classe possui representantes ectoparasitas, predadores de pequenos invertebrados e animais que se alimentam de outros animais mortos. Ex.: sanguessugas.
A Apesar de viverem fixos, podem se deslocar com o auxílio da musculatura do corpo e das ventosas, num tipo de deslocamento chamado mede-palpos.
A As sanguessugas que se alimentam do sangue de vertebrados fixam nele com a ventosa oral e cortam-lhe a pele com seus dentículos. O hospedeiro não sente a incisão, pois as sanguessugas produzem uma substância analgésica.
A A faringe das sanguessugas atua como uma potente bomba sugadora
enquanto suas glândulas salivares produzem a hirudina, substância que impede a coagulação do sangue C emprego na medicina.
ORGANIZAÇÃO DO CORPO
SISTEMA NERVOSO:
O cordão nervoso ventral duplo apresenta uma seqüência de gânglios nervosos dos quais partem nervos mistos para a musculatura C fibras sensoriais e motoras.
SISTEMA SENSORIAL:
Apresentam receptores sensoriais dispersos com distribuição geral no tegumento, podendo ser do tipo fotorreceptores, quimiorreceptores, mecanorreceptores e terminações nervosas livres; esta última com função tátil.
Os olhos, quando presentes, funcionam apenas para a determinação da intensidade e fonte de luz C fotorrecepção.
REVESTIMENTO E PROTEÇÃO:
Um par de gânglios cerebróides na região anterior (suprafaríngeos), unidos por conectivos aos gânglios infra-faríngeos, formando um anel sobre a faringe.
Os gânglios cerebróides funcionam como centros sensoriais.
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O corpo é revestido por uma cutícula delgada e muito permeável, tendo logo abaixo uma epiderme constituída por epitélio simples cilíndrico, com glândulas mucosas que auxiliam na locomoção do animais terrestres.
SUSTENTAÇÃO:
Apresentam uma cavidade interna preenchida por líquido chamada celoma, que funciona como esqueleto hidrostático.
LOCOMOÇÃO:
Para se locomoverem, contam com conjuntos de músculos sub- epidérmicos dispostos longitudinal e transversalmente (musculatura circular) C padrão de locomoção envolvendo musculatura e pressão do líquido celomático (uso de pressão hidráulica).
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SISTEMA CIRCULATÓRIO:
Existem dois grandes vasos, um dorsal e um ventral interligados por capilares e conjuntos de vasos contráteis que funcionam como corações, sendo a circulação fechada.
RESPIRAÇÃO:
Pode ser cutânea ou ocorrer por meio de projeções especiais do corpo que formam brânquias modificadas.
Pigmentos Respiratórios: assim como os moluscos, os anelídeos apresentam pigmento respiratório: hemoglobina nas minhocas e clorocruorina nos demais (em moluscos o pigmento é a hemocianina).
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NUTRIÇÃO E DIGESTÃO:
Sistema digestório: completo, com boca e ânus.
Papo C armazenamento
Moela C trituração
Ceco intestinal: aumento da superfície de absorção C divide o intestino em duas regiões funcionais:
A anterior C digestão		
extracelular
A posterior C absorção
Intestino posterior C apresenta uma prega chamada tiflossole C
aumento da superfície de absorção.
As minhocas são herbívoros capturando seu alimento no solo ao abrir galerias. Existe ainda animais carnívoros, hematófagos e necrófagos.
SISTEMA EXCRETOR:
Estruturas excretoras: metanefrídeos ou simplesmente nefrídeos (exceto alguns poliquetas que apresentam protonefrídeos) C retiram excretas do sangue e do celoma.
REPRODUÇÃO:
Com exceção dos poliquetos, são todos monóicos.
Fecundação: cruzada e interna (oligoquetas e hirudíneos) ou externa (poliquetas).
Desenvolvimento: direto (oligoquetas e hirudínos) ou indireto
(poliquetas).
IMPORTÂNCIA ECOLÓGICA:
Vermicompostagem C os excrementos das minhocas representam um estupendo adubo orgânico C húmus C tem cinco vezes mais nitrogênio, duas vezes mais cálcio, duas vezes e meia mais magnésio, sete vezes mais fósforo e onze vezes mais potássio que o solo de onde é extraído C adubação do solo.
Escavando próximo à superfície ou até a 2 metros de profundidade, as minhocas constroem uma rede de galerias subterrâneas que deixa o solo mais poroso, leve, solto, arejado e com maior capacidade de reter a água C facilita a penetração das raízes das plantas e a drenagem da água.
IMPORTÂNCIA ECONÔMICA:
Carne: é proteína quase pura, um alimento excelente para aves de todas as espécies, para as rãs, peixes e... para o homem!
As minhocas podem ser empregadas na alimentação animal e humana (existem pratos orientais à base de minhocas) e como isca de peixe.
IMPORTÂNCIA MEDICINAL:
Os orientais utilizam a minhoca há muito tempo, em forma de chá contra asma, bronquite e hipertensão.
Na prática médica, a utilização de sanguessugas como agentes indutores de sangramento remonta ao ano 180 a.C. Atualmente, as sanguessugas têm sido usadas na prevenção de necrose tecidual, após cirurgias reparadoras.
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