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347 
2.3.9.3 Química 
2.3.9.3.1 Fundamentos teóricos/específicos 
Para a construção de uma visão integrada do mundo (natural, social e tecnológico) que nos 
cerca, a Química se constitui como uma ciência de extrema relevância, tornando possível compreender 
as características da matéria que forma o universo e as transformações pelas quais passa, articulando-
se à Biologia e à Física a fim de proporcionar uma ampliação necessária da perspectiva sobre os 
fenômenos naturais que ocorrem ao nosso redor, impactando nossa saúde, nossa relação com a 
natureza, contribuindo para que possamos refletir sobre a exploração dos recursos naturais ao longo 
da história, a forma como produzimos e consumimos e a produção de tecnologia. 
Ficar alheio a informações e conhecimentos que envolvem a Química nos dias de hoje é quase 
que impossível, pois, de uma maneira ou de outra, ela se faz presente nos diversos setores produtivos 
de nossa sociedade, gerando discussões que envolvem desde suas relações com a tecnologia até os 
impactos sociais causados pelo seu desenvolvimento. A necessária reflexão da atuação da química 
nos setores da sociedade deve ser discutida para que questões, como principalmente, a sua visão 
enquanto “vilã”, que pavimenta a mentalidade de muitas pessoas, seja superada por meio de uma 
educação que, de forma crítica, contextualizada e responsável, seja capaz de compreender a ciência 
enquanto empreendimento humano e social para que possamos contemplar uma formação que prepara 
para a cidadania como previsto. 
Tudo ao nosso redor envolve Química. Em nível de ilustração, podemos mencionar alguns 
exemplos como o processo de respiração dos seres vivos, manuseio e consumo de alimentos, 
funcionamento de eletroeletrônicos, desenvolvimento de novos materiais biodegradáveis, tratamento 
de água e lixo, administração e consumo de fármacos, funcionamento de automóveis, produção de 
energia, poluição. Dessa forma, tudo ao nosso redor é objeto de estudo da Química, ciência essa que 
estuda as propriedades, constituição e transformações da matéria, e deve ser aproveitado para que as 
competências e habilidade desejáveis para a área de Ciências da Natureza possam ser trabalhadas e 
consolidadas por meio dos objetos de estudo deste componente. 
Enquanto componente curricular, a Química pode contribuir significativamente para a formação 
integral dos estudantes prevista na BNCC, entretanto precisamos estar atentos a algumas questões, 
problemáticas e potenciais específicos do componente. O Ensino Médio, enquanto última etapa da 
educação básica, visa aprofundar e ampliar conhecimentos adquiridos ao longo dessa etapa, tendo 
como ponto de prioridade o letramento científico da população (BRASIL, 2018). 
Levando em consideração o contexto atual de nosso país e do mundo, em que a informação 
se difunde com grande facilidade, e temos uma vastidão de notícias e informações que carecem de 
fontes, e, em muitas vezes, são frágeis quanto à veracidade, é necessário preparar estudantes 
 
348 
minimamente letrados cientificamente, para que possam lidar e participar dessas discussões e 
reconhecer, criticar e inferir inconsistências em algumas dessas comunicações, como afirma o PCN+, 
(BRASIL, 2002). Nessa mesma linha, os estudantes precisam conhecer fontes confiáveis de obtenção 
de informações para que possam desenvolver mecanismos de investigação e análise crítica. 
De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Médio 
A Química pode ser um instrumento da formação humana que amplia os 
horizontes culturais e a autonomia no exercício da cidadania, se o 
conhecimento químico for promovido como um dos meios de interpretar o 
mundo e intervir na realidade, se for apresentado como ciência, com seus 
conceitos, métodos e linguagens próprios, e como construção histórica, 
relacionada ao desenvolvimento tecnológico e aos muitos aspectos da vida 
em sociedade (BRASIL, 2002, p.87). 
Metodologicamente, é necessária a reflexão sobre a necessidade de realização de abordagens 
diversificadas que possibilitem a investigação, análise, discussão de situações-problema reais e do 
contexto em que a escola está inserida e em diferentes contextos socioculturais, além de permitir a 
compreensão e interpretação de leis, modelos e teorias da ciência que auxiliem na resolução dessas 
problemáticas. 
Desde a publicação das Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio (DCNEM), 
parecer CEB/CNE nº 15/98, muito se discute sobre uma educação de caráter interdisciplinar, 
contextualizada, porém o que vemos na química ainda é um apego à transmissão de conhecimentos, 
muitas vezes de forma enciclopédica, com baixa exploração de estágios cognitivos que envolvam 
habilidades mais complexas e avançadas. 
Nessa perspectiva, documentos educacionais anteriores à BNCC, como os Parâmetros 
Curriculares Nacionais, de 1997 e 2006 e as Orientações Curriculares para o Ensino Médio de 2006, 
sinalizaram que esse modelo baseado na transmissão de conhecimentos não é eficiente e desejável 
para o ensino da Química no Ensino Médio, não contribuindo efetivamente para uma formação crítica 
e cidadã. 
Quanto à organização do conhecimento químico, de acordo com a versão complementar dos 
Parâmetros Curriculares Nacionais de 2002, temos que a sua organização está baseada em um tripé 
de eixos constitutivos fundamentais: as transformações químicas, os materiais e suas propriedades e 
os modelos explicativos. Esses eixos estão dinamicamente relacionados (e em alguns casos 
interdependentes) com os objetos de estudo da Química, enquanto ciência e componente curricular 
obrigatório do Ensino Médio. 
É preciso reforçar a necessidade da articulação e diálogo interdisciplinar da Química entre os 
demais componentes da área de Ciências da Natureza, a Biologia e Física, visando ao aprofundamento 
dos conhecimentos desenvolvidos no ensino fundamental. É válido reforçar a necessária 
 
 
349 
contextualização dos objetos de estudos da Química e que essa deve ir além da mera exemplificação 
(BRASIL, 2002). 
O diálogo da Química é mais bem favorecido quando diferentes áreas de conhecimento - ou 
até mesmo situações concretas – baseadas nas vivências dos estudantes -, são aproximadas do 
processo de ensino. Mesmo que inseridos em um sistema de ensino ainda disciplinar, as escolas 
devem propiciar construções de projetos político-pedagógicos que possibilitem a contextualização 
interdisciplinar dos conhecimentos da Química e dos demais componentes. 
Visando fortalecer o letramento científico, aspectos referentes à linguagem específica da 
Química figuram aqui como ponto de atenção (BRASIL, 2002), principalmente em uma sociedade que 
utiliza dessa linguagem em diferentes contextos e âmbitos, como, por exemplo, a concentração de 
medicação em diferentes estados de agregação, fórmulas químicas em rótulos de diversos produtos, 
emprego de medidas como a de pH e entalpia. Na perspectiva da linguagem, enquanto um elemento 
cultural, é necessário reconhecer as diferentes formas em que a linguagem química figura no cotidiano 
de nossos estudantes e reconhecer o seu valor sócio-histórico enquanto apropriação de ferramentas 
culturais. 
A investigação científica deve nortear todas as práticas pedagógicas desenvolvidas neste 
componente, assim como preconizado nos demais componentes da área, utilizando-se a linguagem 
própria da ciência, como relatórios experimentais, para descrever procedimentos e comunicar 
resultados, observando os tempos verbais adequados para esse tipo de comunicação, a leitura e 
interpretação de dados para a resolução de situações-problema, além da elaboração de hipóteses e 
argumentos. 
A experimentação no ensino da Química aparece como uma possível aliada nos processos de 
aquisição de competências e habilidades desejadas para o Ensino Médio e, principalmente, do diálogo 
interdisciplinar e contextualizado. Entretanto, mesmo reconhecendoas potencialidades desse recurso 
para o ensino e a aprendizagem, não se podem deixar desperdiçar as possibilidades que a 
experimentação pode trazer para o ensino da Química (BRASIL, 2002). 
Ao falar de experimentação na Química, muitos associam a práticas em laboratórios e 
instrumentos de medida analíticos, contudo, na perspectiva de contextualização, é importante perceber 
que vivemos em um grande “laboratório a céu a aberto”, em que frequentemente lidamos com situações 
rotineiras que podem ser aproveitadas para fins pedagógicos. 
Podemos usar desde o preparo e conservação de alimentos, como bolos e pães, a análise da 
mudança da coloração de folhas de árvores após caírem, a construção de simuladores de tratamento 
de água, reconhecimento e classificação das transformações químicas que são prejudiciais para o 
 
350 
ambiente escolar, até mesmo a análise do valor de pH de diferentes substâncias usadas no dia a dia 
com indicadores naturais como caldo de feijão ou do repolho roxo. 
Vale salientar que a experimentação em si, de forma isolada, mesmo com todo o seu valor 
pedagógico, não dá conta do desenvolvimento de todas as competências e habilidades desejadas para 
a Química. É preciso contemplá-la dentro de um universo com abordagens diversificadas. 
Outro aspecto importante para o ensino da Química é a importância da abordagem da natureza 
do conhecimento científico como construção humana (PCN+, 2002), e uma possibilidade de 
proporcionar essa visão histórica e social da ciência, que, inclusive, figura como recomendação em 
documentos educacionais nacionais, por meio de abordagens históricas, filosóficas e sociológicas da 
ciência (BRASIL, 2002). 
Assim, as contribuições que trazem para a área são diversas, em que podemos citar a 
possibilidade de reconhecer o caráter provisório e limitado de leis, conceitos e teorias, desenvolvimento 
de uma visão crítica da ciência se contrapondo à visão neutra e ingênua; reconhecimento da atividade 
científica como cooperativa, contrapondo-se ao ideal de atividade individual; desconstrução do 
androcentrismo altamente difundido no imaginário de muitos, incluindo a discussão das práticas 
discriminatórias na comunidade científica (BRASIL, 2002). 
Visando à compreensão do mundo que nos cerca, podem-se utilizar os diversos setores 
produtivos locais como objetos de análise e reflexão, por intermédio da elaboração de situações-
problema sobre seus diversos aspectos (sociais, ambientais, econômicos) e como a Química pode 
contribuir para a sua resolução. Assim, pode-se propor aos estudantes situações-problema que estejam 
presentes ou sejam provocadas pela atividade dos polos industriais instalados na Paraíba. 
Nessa perspectiva, o ensino da Química deve considerar, ainda, a demanda cada vez mais 
crescente de estudantes com deficiências físicas. Já existem algumas abordagens que podem ser 
utilizadas como referência para iniciar e/ou otimizar a construção do conhecimento na disciplina e, 
também, de forma integrada a outros componentes curriculares. É fundamental que a atenção voltada 
aos recursos pedagógicos nesses casos seja redobrada, para possibilitar uma mediação entre o 
conhecimento, o professor e o estudante cada vez mais efetiva. 
Até aqui foram apresentadas algumas recomendações e reflexões acerca do ensino da 
Química que podem servir para uma reflexão da atual prática docente e de uma necessária abertura 
de diálogo para a importância e necessidade da formação continuada dos profissionais da educação, 
para que possamos refletir não apenas para esse componente, mas para os demais. 
Do mesmo modo, é por meio de um ensino centrado nos estudantes e suas reais demandas 
de projetos de vida que trazem consigo, no respeito à diversidade existente em nosso estado e país, 
 
 
351 
na escolha de métodos adequados para o ensino, nas situações reais e efetivas de contextualização 
e/ou interdisciplinaridade, que a Química poderá cumprir o seu papel social de contribuir para a 
formação de jovens e adultos para a cidadania consciente por intermédio do letramento científico. 
2.3.9.3.2 Organização dos objetivos de aprendizagem em Química 
1ª SÉRIE – QUÍMICA 
UNIDADE 
TEMÁTICA 
HABILIDADE 
ESPECÍFICA DA 
ÁREA 
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM 
OBJETO DE 
CONHECIMENTO 
Matéria e 
Energia 
EM13CNT101 
EM13CNT104 
EM13CNT203 
EM13CNT207 
EM13CNT301 
EM13CNT302 
EM13CNT309 
Reconhecer e compreender 
fenômenos que envolvem a interação 
entre matéria e energia que provoca 
transformações na matéria. 
 
Compreender o conceito de 
transformações físicas e 
transformações químicas a partir da 
formação ou não de novas 
substâncias. 
 
Compreender reação química como 
sinônimo para transformação 
química. 
 
Classificar transformações em físicas 
e químicas por meio do 
reconhecimento de evidências 
macroscópicas. 
 
Reconhecer aspectos relevantes das 
transformações da matéria presentes 
nos diversos sistemas produtivos 
identificando etapas, rendimentos ou 
implicações sociais, econômicas ou 
ambientais de sua obtenção ou 
produção. 
 
Relacionar informações apresentadas 
em diferentes formas de linguagem e 
Matéria e Transformações 
1. O que a Química estuda? 
1.1 Definição de matéria 
2. Transformações Físicas e 
Químicas da matéria 
2.1 Definições 
2.2 A importância da 
atmosfera para a Terra. 2.2.1 
Transformações químicas na 
atmosfera 
2.3 Ciclos biogeoquímicos: 
ciclo do carbono, do 
nitrogênio, do enxofre e de 
outros elementos na 
natureza 
2.4 A combustão de 
materiais e a poluição 
atmosférica 
2.5 Reações fotoquímicas 
 
352 
representação usadas na química 
para avaliar os impactos positivos e 
negativos causados pelas 
transformações da matéria em nossa 
sociedade, como no referente à 
exploração de recursos naturais 
renováveis e não renováveis. 
 
Reconhecer as responsabilidades 
sociais decorrentes da aquisição de 
conhecimento na luta pela redução da 
poluição causado pelo consumismo. 
EM13CNT104 
EM13CNT106 
EM13CNT207 
EM13CNT301 
EM13CNT302 
EM13CNT309 
 
Compreender o conceito de 
propriedades físicas e propriedades 
químicas. 
 
Reconhecer propriedades químicas 
de materiais ou substâncias 
presentes em nosso cotidiano como 
efervescência, fermentação, 
combustão, oxidação, corrosão, 
toxidez; degradabilidade 
polimerização, acidez, neutralidade e 
alcalinidade; 
 
Caracterizar materiais ou substâncias 
por meio de suas propriedades como 
a densidade. 
 
Compreender o conceito de 
densidade e solubilidade e a sua 
dependência com a temperatura e 
com a natureza do material. 
 
Empregar corretamente códigos e 
nomenclatura da química referentes a 
tais grandezas. 
 
Relacionar propriedades físicas e 
químicas de produtos, sistemas ou 
Propriedade dos Materiais 
(Propriedades Físicas; 
Propriedades Químicas; 
Densidade; Solubilidade; 
Mudanças de Estado físico). 
 
 
 
353 
procedimentos tecnológicos às 
finalidades a que se destinam. 
 
Compreender que o estado físico da 
matéria é resultado da interação entre 
matéria e energia e que dependerá 
principalmente das condições de 
temperatura e pressão. 
 
Compreender o conceito de 
temperatura de ebulição e fusão e 
suas relações com a pressão 
atmosférica; 
Ler e interpretar informações e dados 
presentes em gráficos e tabelas que 
se refiram a mudanças de estado 
físico. 
 
Reconhecer as responsabilidades 
sociais decorrentes da aquisição de 
conhecimento na luta pelo uso 
racional de recursos naturais. 
 
EM13CNT101 
EM13CNT104 
EM13CNT301 
EM13CNT302 
EM13CNT309 
Compreender o conceito de 
substância e de misturas. 
 
Classificar misturas em homogêneas 
e heterogêneas por meio da 
compreensão do conceito de fase. 
 
Conhecer alguns métodos mecânicos 
de separação de misturas, como 
decantação, destilação e filtração e 
compreender em que se baseiam. 
 
Reconhecer no cotidiano o empregode diferentes métodos de separação 
de misturas como filtração, 
decantação, catação, peneiração. 
 
Substâncias e Misturas 
(Substância, Misturas; 
Separação de Misturas; 
Tratamento da água; 
Tratamento do Lixo). 
 
354 
Conhecer a destilação fracionada e 
compreender em que se baseia seu 
funcionamento na obtenção dos 
diferentes produtos derivados do 
petróleo. 
EM13CNT104 
EM13CNT107 
EM13CNT201 
EM13CNT205 
EM13CNT301 
EM13CNT302 
Compreender o conceito de modelo e 
sua utilidade na ciência. 
 
Interpretar os modelos atômicos 
propostos ao longo da história da 
química e compreender os fatores 
experimentais que contribuíram para 
suas definições. 
 
Compreender a origem do conceito 
de “átomo” assim como da sua 
natureza elétrica e particular da 
matéria. 
 
Reconhecer o caráter provisório e 
incerto das teorias científicas, das 
limitações de um modelo explicativo e 
da necessidade de alterá-lo. 
 
Analisar o resultado de experimentos 
que trazem informações sobre a 
estrutura atômica. 
 
Reconhecer e compreender a ciência 
e a tecnologia química como criação 
humana, inseridas, portanto, na 
história e na sociedade em diferentes 
épocas. 
 
Reconhecer o modelo quântico do 
átomo como interpretação do 
comportamento das partículas 
atômicas, a partir de leis da Física 
moderna, que discordam dos 
Modelos Atômicos 
(Conceito de Modelo; 
Evolução dos Modelos 
Atômicos; Modelos de 
Dalton, Thomson, Rutherford 
e Bohr; Leis Ponderais; 
Átomo e suas partículas). 
 
 
355 
princípios previstos pela Física 
clássica. 
Empregar o Modelo de Dalton para a 
compreensão das relações de massa 
numa transformação química. 
 
Compreender os princípios das Leis 
de Conservação da Massa e Leis 
Ponderais e suas respectivas 
relações proporcionais. 
 
Compreender os conceitos de 
número atômico, isotopia e número 
de massa; 
Identificar as características do 
átomo. 
 
Compreender e diferenciar átomo 
neutro de um íon. 
 
Utilizar a representação simbólica das 
transformações químicas e 
reconhecer suas modificações ao 
longo do tempo. 
 
Compreender que a construção do 
conceito e modelos para o átomo e 
estabelecimento das Leis Ponderais é 
resultante de trabalhos inter-
relacionados de diferentes pessoas 
em diferentes épocas. 
 
Compreender os limites da ciência e 
o significado das suas dimensões 
sociais e políticas, como as relações 
e violências de gênero existentes em 
seu meio. 
 
Compreender o caráter provisório e 
incerto das teorias científicas, das 
limitações de um modelo explicativo e 
 
356 
da necessidade de alterá-lo, 
avaliando as aplicações da ciência e 
levando em conta as opiniões 
controvertidas dos especialistas; 
Compreender a ciência não como um 
corpus rígido e fechado, mas como 
uma atividade aberta, que está em 
contínua construção, a qual não é 
justificada somente por critérios 
racionais e cognitivos, pois esses 
critérios são também construídos 
socialmente. 
EM13CNT101 
EM13CNT104 
EM13CNT201 
EM13CNT205 
EM13CNT207 
EM13CNT301 
EM13CNT302 
EM13CNT309 
Conhecer o histórico evolutivo da 
tabela periódica até a classificação 
periódica atual. 
Compreender os princípios da Lei 
Periódica e reconhecê-lo como 
fundamental para o estabelecimento 
da classificação atual. 
 
Relacionar a periodicidade das 
propriedades dos elementos com sua 
configuração eletrônica. 
 
Compreender o conceito de elemento 
químico e as suas formas de 
representação por meio de símbolos. 
 
Compreender e identificar o 
significado de informações e 
conceitos que envolvem elementos 
químicos na tabela periódica tais 
como grupo, família, classificação em 
metais, não-metais e gases nobres, 
número atômico, massa atômica, 
configuração eletrônica. 
 
Interpretar a periodicidade de 
propriedades dos átomos, dos 
Elementos Químicos e 
Classificação Periódica 
(Histórico da organização 
dos elementos químicos; Lei 
periódica; Classificação 
Periódica Atual; 
Propriedades Periódicas). 
 
 
357 
elementos químicos em termos das 
configurações eletrônicas. 
 
Compreender o caráter provisório e 
incerto das teorias científicas, das 
limitações de um modelo explicativo e 
da necessidade de alterá-lo, 
avaliando as aplicações da ciência e 
levando em conta as opiniões 
controvertidas dos especialistas. 
 
Compreender a ciência não como um 
corpus rígido e fechado, mas como 
uma atividade aberta, que está em 
contínua construção, a qual não é 
justificada somente por critérios 
racionais e cognitivos, pois esses 
critérios são também construídos 
socialmente. 
EM13CNT104 
EM13CNT205 
EM13CNT207 
EM13CNT301 
EM13CNT302 
EM13CNT309 
Conhecer e compreender a 
fundamentação dos modelos para 
ligações iônicas, covalentes e 
metálicas. 
 
Elaborar e utilizar modelos 
macroscópicos e microscópicos na 
interpretação das ligações químicas, 
geometria das moléculas e 
polaridade. 
 
Compreender a maior estabilidade de 
átomos de certos elementos químicos 
e da maior interatividade de outros, 
em função da configuração eletrônica. 
 
Compreender ligações químicas 
como resultantes das interações 
eletrostáticas que associam átomos e 
moléculas para dar às moléculas 
resultantes maior estabilidade. 
Modelos Moleculares 
(Ligações Químicas – Iônica, 
Covalente e Metálica; 
Geometria Molecular; 
Eletronegatividade; 
Polaridade das moléculas). 
 
358 
 
Empregar e interpretar códigos e 
símbolos próprios da Química na 
representação de substâncias por 
meio de suas fórmulas. 
Classificar as substâncias em iônicas 
ou moleculares, a partir de 
propriedades como a temperatura de 
fusão, temperatura de ebulição, 
estado físico nas condições 
ambientais, condutividade elétrica. 
Compreender o modelo de repulsão 
dos pares eletrônicos da camada de 
valência e aplicá-lo para prever a 
geometria de uma molécula. 
 
Compreender e aplicar o conceito de 
Eletronegatividade para prever a 
polaridade de uma molécula. 
EM13CNT101 
EM13CNT104 
EM13CNT207 
EM13CNT301 
EM13CNT302 
Empregar e interpretar códigos e 
símbolos próprios da Química na 
representação de substâncias por 
meio de suas fórmulas, 
transformações químicas na forma de 
equação química e grandezas da 
química como massa atômica, molar, 
molecular e mol. 
 
Elaborar e utilizar modelos 
macroscópicos e microscópicos para 
interpretar transformações químicas. 
 
Descrever e verter as transformações 
químicas em linguagens discursivas e 
simbólicas. 
 
Compreender o significado de 
coeficiente estequiométrico para 
realizar o balanceamento de 
equações químicas. 
Notações Químicas 
(Fórmulas Químicas; 
Equações Químicas, 
Balanceamento de 
Equações Químicas; Massa 
Molecular, Mol). 
 
 
359 
 
Compreender o conceito de Mol. 
 
Relacionar a Constante de Avogrado 
ao conceito de mol. 
 
Compreender o conceito de massa 
molecular, massa molar e mol e 
quantificá-los a partir da fórmula 
molecular e massas atômicas. 
EM13CNT101 
EM13CNT107 
EM13CNT104 
EM13CNT207 
EM13CNT301 
EM13CNT302 
Conceituar ácidos e bases, segundo 
a Teoria de Arrhenius, Bronsted-
Lowry e Lewis. 
 
Conhecer os principais grupos de 
compostos inorgânicos e suas 
características. 
 
Reconhecer e classificar as 
substâncias de acordo com função 
inorgânica. 
 
Verter e empregar linguagem 
simbólica da química referentes à 
nomenclatura de substâncias 
inorgânicas. 
 
Representar em linguagem simbólica 
reações químicas envolvendo ácidos, 
bases, óxidos e sais. 
 
Compreender o conceito de pH como 
uma possibilidade de classificar 
ácidos e bases. 
Compostos Inorgânicos 
(Ácidos, Bases, Sais e 
Óxidos).

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