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Universidade de São Paulo Escola de Engenharia de São Carlos Departamento de Engenharia de Estruturas Elementos Estruturais de Fundação: Exemplos de Projeto Exercícios resolvidos da disciplina SET 408 - Estruturas de Fundações Prof. Ricardo Carrazedo São Carlos, 2015 Agradecimentos Ao doutorando Diôgo Silva de Oliveira pelo auxílio na elaboração deste texto. 3 1 Sapatas 1.1 Sapata corrida 1.1.1 Dados 600 /kq kN m (força uniformemente distribuída) 20pb cm (espessura da parede) 2/300 mkNadm → determinada pela sondagem Concreto: C25 Aço: CA-50 Cobrimento: 3 cm (de acordo com a ABNT NBR 6118:2014, para elementos estruturais em contato com o solo, classes de agressividade ambiental I e II) 1.1.2 Área da base da sapata Dimensões mínimas (cálculo para 1 m de sapata corrida) 1,05 1 k base adm q A b (5% a mais para considerar o peso próprio) 1,05 600 2,10 300 b 2,10b m 1.1.3 Altura da sapata Rigidez da sapata: Como 22 /150/300 mkNmkNadm , adota-se sapata rígida. 210 20 63,3 3 3 pb b h cm Altura adotada: cmh 65 Altura da extremidade da sapata: cm cm h h 20 7,21 31 4 Logo, adota-se cmh 251 Ângulo de inclinação: 421,0 2 20210 2565 2 1 parsap bb hh tag 308,22 (Verifica!) 1.1.4 Verificação de punção sob as faces da parede Para sapatas rígidas, é feita a verificação da compressão diagonal, de acordo com a ABNT NBR 6118:2014. Superfície crítica: 2 . Rd Sd Sd du F Admitindo-se armadura principal de flexão da sapata com até 20 mm de diâmetro, tem-se: d’ = c + 0,5 ℓ = 3 + 1,0 = 4,0 cm d = h – d’ = 65 – 5 → d = 61 cm Considerando um trecho de 100 cm de sapata corrida: cmu 2001002 21,2 1,4 600 0,084 / . 200 61 n f k Sd p kN cm u d A resistência é dada por: cdvRd f 27,02 9,0 250 25 1 250 f 1 ck v 5 2 2 /43,0 4,1 5,2 9,027,0 cmkNRd Assim: 2 2 2 /43,0/084,0 cmkNcmkN RdSd (Verifica!) 1.1.5 Dimensionamento da armadura de flexão Cálculo do momento fletor: Considerando as recomendações do Boletim número 73 do CEB-FIP (1970), o cálculo do momento fletor é feito na seção S1b. 210 20 0,15 0,15 20 98 2 2 p p b b b cm 2 , 2 Sd b n f admM 6 2 , 0,98 1,2 1,4 300 242,02 . 2 Sd bM kN m Armadura de flexão (perpendicular ao eixo da sapata corrida): Para o cálculo da armadura de flexão, considera-se a seção transversal para um trecho de um metro de sapata corrida, como esquematizado na figura a seguir: Considerando-se bw = 100 cm: 2 2 1, 100 61 15,4 24202 w c dS b b d k M Da Tabela 1.1 tem-se 024,0sk 1, 1, 0,024 24202 61 s dS b s b k M A d 2 1, 9,52s bA cm Cálculo de mínbsA ,,1 65100 100 15,0 100 15,0 ,,1 cmínbs AA 2 ,,1 75,9 cmA mínbs Portanto, para bw = 1 m resulta: 275,9 cmAsb . Pode-se considerar: 13 10 ( 8 ) 8 12,5 ( 12,5 ) 5 16 ( 20 ) mm s cm mm s cm mm s cm adotado 7 Armadura de distribuição (paralela ao eixo da sapata corrida): distSA , 2 min 22, 2 39,7 100 15,0 5,05,0 19,110,29,0/9,0 95,175,9 5 1 5 1 cmA cmmcm s A cmA cs dists sb No cálculo anterior, foi considerado: 29850)2565( 2 20210 25210 cmAc Logo, adotando 2 , 39,7 cmA distS , tem-se: 15 8 ( 14 ) 10 10 ( 22 ) 6 12,5 ( 40 ) mm s cm mm s cm adotado mm s cm Ancoragem da armadura de flexão: 210 20 0,5 3 0,5 1,6 91,2 2 2 p disp b b c cm Para regiões de boa aderência, aço CA50, concreto C25, barras nervuradas e ganchos na extremidade: , , , , , 9,75 26 26 1,6 40,4 10,05 s cal s cal nec b disp a s ef s ef A A cm A A (Verifica!) 8 1.1.6 Detalhamento 9 1.2 Sapata associada 1.2.1 Dados kNF k 8001 , P1 )2040( cmcm kNF k 10002 , P2 )2040( cmcm Pilares com barras de diâmetro igual a 20 mm cmbvig 25 (largura da viga de rigidez) 2/200 mkNadm - determinada pela sondagem Concreto: C25 Aço: CA-50 Cobrimento: 3 cm (de acordo com a ABNT NBR 6118:2014, para elementos estruturais em contato com o solo, classes de agressividade ambiental I e II) Esquema dos pilares: P1 P2 170 1.2.2 Cálculo como sapata isolada Sapata para o P1: 21 ,1 1,05 1,05 800 4,2 200 k base adm F A m (5% a mais para considerar o peso próprio) Admitindo vãos iguais para a sapata, tem-se também que 1 10,40 0,20a b , e considerando ,1 1 1baseA a b , tem-se: 2 1 10,20 4,2 0a a 10 1 2,15a m 1 1,95b m Sapata para o P2: 22 ,2 1,05 1,05 1000 5,25 200 k base adm F A m (5% a mais para considerar o peso próprio) Considerando-se vãos iguais para a sapata, tem-se que 2 20,40 0,20a b . Como ,2 2 2baseA a b , tem-se: 2 2 20,20 5,25 0a a 2 2,40a m 2 2,2b m Como se pode observar na figura seguinte, as sapatas vão se sobrepor. P1 P2 Sapata associada: Como critério prático, considera-se sapata associada com largura igual à média das larguras das sapatas isoladas: 1 2 1,95 2,20 2,075 2 2 b b b m Adotado b= 2,10 m 11 21 21,05 ( ) 1,05 (800 1000) 9,45 200 k k base adm F F A a b m 9,45 4,50 2,10 a m Centro de gravidade da sapata: 017010001800 xM A cmx 44,94 Valor adotado: x = 94 cm Rigidez da sapata: Como 22 /150/200 mkNmkNadm , adota-se sapata rígida. 210 25 61,7 3 3 pb b h cm Ancoragem da armadura do pilar: C25 e CA-50 e mm20 Admitindo-se armadura de flexão principal da sapata com até 20 mm de diâmetro, tem-se: d’ = c + 0,5 ℓ = 3 + 0,5 x 2 = 4 cm d = h – d’ = 65 – 4 → d = 61 cm 0,6 ' 0,6 38 4 0,6 38 2 4 49,6bh d cm 12 Altura adotada cmh 65 Atende os dois critérios anteriores. Altura da extremidade da sapata cm cm h h 20 7,21 31 Logo, adota-se cmh 251 Ângulo de inclinação: 432,0 2 25210 2565 2 1 vigsap bb hh tag 304,23 1.2.3 Verificação de punção nas faces da viga de rigidez É feita de maneira análoga ao realizado para sapatas corridas. 1.2.4 Cálculo das armaduras O cálculo das armaduras é semelhante ao feito para sapatas corridas. A viga de rigidez deve ser dimensionada conforme os critérios de vigas de ABNT NBR 6118:2014. 13 1.2.5 Detalhamento