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RELATÓRIO DE PRÁTICA
Júlia Carolina Culau da Silva
Matrícula: 47042836
ERECHIM, ABRIL DE 2024
RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS
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RELATÓRIO 02
DATA:
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RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS: Microbiologia e Parasitologia
DADOS DO(A) ALUNO(A):
NOME: JÚLIA CAROLINA CULAU DA SILVA MATRÍCULA: 47042836
CURSO: FARMÁCIA POLO: UNIFAEL - ERECHIM
PROFESSOR(A) ORIENTADOR(A): ROSILMA MELLO
TEMA DE AULA:
PREPARAÇÃO E ESTERILIZAÇÃO DE MATERIAIS UTILIZADOS NA
MICROBIOLOGIA
CLASSIFICAÇÃO, COMPOSIÇÃO QUÍMICA E PREPARAÇÃO DE MEIOS DE
CULTURA
RELATÓRIO:
1. PREPARAÇÃO E ESTERILIZAÇÃO DE MATERIAIS UTILIZADOS NA
MICROBIOLOGIA
A. Dentre os procedimentos utilizados na preparação de materiais utilizados na
microbiologia, qual a importância no tamponamento dos tubos de ensaio e dos
Erlenmeyer com algodão hidrofóbico?
Os tubos de ensaio, os Erlenmeyer, as pipetas volumétricas e os balões de fundo
chato são tamponados com algodão hidrofóbico para que não haja contaminação dos
meios de cultura. Ou seja, o algodão atua como uma barreira impedindo a entrada de
partículas e microrganismos no recipiente a ser esterilizado.
B. Qual material é utilizado para embalagem dos materiais que serão submetidos a
processos de esterilização via estufa ou autoclave?
O material a ser esterilizado na autoclave ou na estufa precisa ser embalado no
papel Craft limpo e seco, sendo este o mais utilizado.
C. Adicione uma ou mais fotos da preparação de materiais utilizados no laboratório de
microbiologia.
Placa de Petri Pipetas Volumétricas Balão de Fundo Chato Erlenmeyer
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DATA:
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Tubos de ensaio Papel Craf t Estufa Autoclave
Algodão Hidrofóbico
D. Descreva o fundamento da técnica de esterilização de autoclavação, e porque
alguns meios de cultura não podem ser autoclavados?
De acordo com Amorim et al (2017) autoclaves são vasos de pressão utilizados
para esterilizar artigos e equipamentos hospitalares e laboratoriais. O uso do vapor
como agente esterilizante é uma prática comum mesmo antes dos primeiros estudos
de microbiologia comprovar sua eficácia.
A esterilização é o método usado para eliminar todas as formas de vida
microbiana (fungos, vírus, bactérias, protozoários e helmintos) tanto por agentes
físicos ou químicos. É um processo extremamente importante em ambientes
hospitalares e indispensável em laboratórios, usado diariamente como instrumento
preventor de infecções. (TIPPLE, et al. 2009)
Camacho (2017) explica que alguns meios são autoclavados a temperaturas
diferentes, outros são filtrados e alguns meios não podem ser mesmo esterilizados,
devido à sua composição química termolábil.
Um fator que também deve ser levado em conta é que certos tipos de materiais
podem se danificar quando submetidos ao calor da autoclave, o que resulta em
contaminação dos meios de culturas.
2. CLASSIFICAÇÃO, COMPOSIÇÃO QUÍMICA E PREPARAÇÃO DE MEIOS DE
CULTURA
A. Quanto a composição química como podemos classificar os meios de cultura?
Um meio de cultura é uma solução nutriente utilizada para promover o
crescimento de microrganismos, e de acordo com sua composição química pode ser
classificado em duas grandes classes: meios definidos e meios complexos.
(MADIGAN, et al. 2016)
Os meios quimicamente definidos são preparados pela adição de quantidades
precisas de compostos químicos inorgânicos ou orgânicos à água destilada. Deste
modo, a composição química exata de um meio definido é conhecida. (MADIGAN, et
al. 2016)
Já nos meios complexos, não é possível saber a quantidade exata de cada
ingrediente. Eles empregam componentes de produtos microbianos, animais ou
vegetais como por exemplo a caseína (proteína do leite), carne (extrato de carne),
soja (caldo tríptico de soja) e células de leveduras (extrato de levedura). Para que
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estes produtos originem um meio de cultura necessitam apenas de hidratação.
Conclui-se que o uso de um meio complexo consiste tem uma desvantagem que
consiste no fato de que a sua composição nutricional não é precisamente conhecida.
(MADIGAN, et al. 2016)
B. De acordo com os tipos de meios de cultura, no que diferem os meios sólidos,
semissólidos e líquidos?
De acordo com Vieira e Fernandes (2012), os meios de cultura líquidos são
aqueles em que os nutrientes estão dissolvidos em uma solução aquosa, onde nota-
se que o crescimento bacteriano muda de aspecto, sofrendo uma turvação.
Em relação aos meios de cultura semissólidos Viera e Fernandes (2012)
argumentam que são aqueles que possuem, na sua composição, além dos nutrientes,
uma pequena porcentagem de ágar, um agente solidificante extraído de algas
marinhas. São geralmente utilizados em tubos e, a partir desse tipo de cultura, é
possível observar a motilidade bacteriana.
Vieira e Fernandes (2012), já citados acima recordam que os meios de cultura
sólidos são aqueles que possuem uma porcentagem maior de ágar (2%), além dos
nutrientes e podem ser dispostos em tubos ou em Placas de Petri, dependendo da
finalidade.
De um modo geral conclui-se que os meios de cultura que possuem uma
porcentagem de ágar são denominados meios de culturas sólidos e os que não
possuem são considerados líquidos.
C. Adicione uma ou mais fotos das etapas de preparo do meio de cultura.
Preparo de um meio de cultura líquido – Caldo
Pesagem Dissolução Distribuição nos tubos para a autoclavação
Preparo de um meio de cultura sólido – Cled Ágar
Pesagem Dissolução no Erlenmeyer Vedação do Erlenmeyer
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Preparo de um meio de cultura sólido – MacConkey Ágar
Pesagem Dissolução no Erlenmeyer Vedação do Erlenmeyer
Preparação e vedação com o papel Craft dos meios de cultura sólidos em ágar
para serem autoclavados
Cled Ágar - MacConkey Ágar Selagem do algodão com f ita de autoclave Autoclavagem
D. Descreva como deve ser feito o cálculo da pesagem do meio de cultura. E quais
consequências são geradas por erro nesse cálculo na utilização desse meio?
O cálculo para realizar a pesagem do meio de cultura é uma regra de 3 simples.
Sendo que cada meio a ser preparado possui em sua embalagem a descrição da
quantidade de gramatura correta a ser diluída para 1 litro de água. Normalmente é
utilizada uma balança de precisão com capacidade de resolução de 1 mg a 10 mg.
A seguir, um exemplo para que fique claro a descrição acima detalhada.
36.1gr -------------- 1.000ml
X -------------- 100ml
Resultado = 3,61gr para fazer 100 ml do meio
A preparação do meio de cultura deve ser realizada com muito cuidado e
precisão, pois se a quantidade de pó for pesada de maneira errada para o volume de
água indicado, o meio não fica correto, resultando também numa textura incorreta,
não garantindo deste modo que o crescimento microbiológico seja promovido
corretamente.
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TEMA DE AULA:
TÉCNICAS ASSÉPTICAS DE ISOLAMENTO DE BACTÉRIAS
COLORAÇÃO DE DIFERENCIAL DE GRAM
RELATÓRIO:
1. TÉCNICAS ASSÉPTICASDE ISOLAMENTO DE BACTÉRIAS
A. O que é zona de esterilidade e qual sua importância para o manuseio de materiais
microbiológicos?
A zona de esterilidade é uma área específica designada para a manipulação de
materiais microbiológicos. Essa área é muito importante para evitar a contaminação
de amostras e garantir a segurança do operador e do ambiente.
A importância da zona de esterilidade está no fato de que o manuseio de
materiais microbiológicos requer condições controladas para evitar a contaminação
entre amostras e a exposição a outras bactérias. Ao trabalhar dentro da zona de
esterilidade, é possível minimizar o risco de contaminação, garantindo a integridade e
a validade dos resultados obtidos a partir das amostras microbiológicas.
B. Cite as principais técnicas utilizadas para realização de semeio bacteriano?
A semeadura pode ser feita em tubos de ensaio ou em placas de Petri,
utilizando-se meios líquidos, semissólidos ou sólidos.
As principais técnicas utilizadas em tubos de ensaio de acordo com Câmara
(2023) e tendo por base a aula da Professora Rosilma Melo, são: Estria sinuosa em
ágar inclinado, com alça bacteriológica, em zig-zag, partindo da base para a
extremidade do bisel. Tendo por objetivo obtenção de intensa massa de micro-
organismos; e Estria reta em ágar inclinado, onde é semeado com alça
bacteriológica, fazendo uma linha reta, com cuidado para não ferir o ágar, partindo da
base para a extremidade do bisel. Outras técnicas de semeadura podem ser
realizadas em tubos de ensaio, como por exemplo, picada em ágar inclinado e picada
em profundidade.
Ainda de acordo com o autor acima mencionado e a professora as principais
técnicas de semeadura utilizadas em placas de petri são: Estria simples, é feito o
repique da cultura para meio sólido em placa e estriado com a alça bacteriológica
sobre o meio. A estria pode ser realizada em movimento de zig-zag (estria sinuosa)
ou como uma linha reta sobre o meio (estria reta). Tendo por objetivo: a visualização
de determinadas propriedades metabólicas, como a produção de enzimas hidrolíticas
e produção de pigmentos; e Esgotamento em estrias ou estrias múltiplas, o
repique da cultura é feito para meio sólido em placa e com a alça bacteriológica
estriado sobre o meio. A placa é dividida em 4 quadrantes ("imaginários") e a
inoculação pode ser feita de dois tipos: Três estrias: estriar em metade da placa, com
movimentos de zig-zag. Quando atingir a metade, girar a placa 90° e estriar até a
metade (1/4 da placa), girar mais 90° e estriar o meio restante. Quatro estrias: estriar
até 2/3 da metade da placa, girar 90°, estriar 2/3 do próximo quadrante (1/4 da placa),
girar 90°, estriar mais 2/3 do próximo quadrante (1/4 da placa), girar 90° e estriar o
restante do meio.
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C. Qual o objetivo da técnica de semeio por esgotamento? Por que a mesma é
comumente utilizada nas análises clínicas?
O objetivo da técnica de semeio por esgotamento é a obtenção de colônias
isoladas em meio sólido.
Lima (2016), destaca que a técnica de semeio por esgotamento é a mais utilizada
porque visa obter colônias isoladas de bactérias ou leveduras presentes em materiais
biológicos, permitindo a diferenciação de diferentes tipos morfológicos. E ainda
argumenta que esta técnica consiste em depor sobre um ponto da superfície do meio
uma alíquota do material e depois espalhá-lo em três ou quatro setores, por meio de
alça bacteriológica, sem recarregá-la, de maneira a obter quantidades
progressivamente menores do material.
D. Como visualmente pode-se identificar que um semeio bacteriano apresenta apenas
um tipo de bactéria isolada?
A visualização da bactéria ocorre na placa de Petri, apresentando aspecto
homogêneo e uniforme. Isso significa que apenas um tipo de bactéria teve
crescimento na placa, formando as colônias com características semelhantes no que
se refere à forma, cor, textura e tamanho. Se o processo ocorreu da forma certa, suas
bordas também devem ser bem definidas e regulares.
2. COLORAÇÃO DE DIFERENCIAL DE GRAM
A. Qual o fundamento da coloração de Gram que permite a separação das bactérias
em dois grandes grupos?
A técnica de coloração de Gram é muito importante para a microbiologia, porque
através dela é possível diferenciar bactérias Gram positivas das Gram negativas, de
acordo com a composição de cada parede celular.
Cada bactéria possui características diferentes, onde através da coloração de
Gram, e com a visualização microscópica é possível identificar os arranjos e a
morfologia que cada bactéria possui. Sendo que as bactérias com coloração roxa são
bactérias Gram Positivas e as de cor rosa são Gram Negativas
Para realizar esta coloração é utilizado um kit de coloração: Cristal Violeta, Lugol,
Descorante e Fucsina.
B. Geralmente quais formas bacterianas são classificadas como Gram positivas e
quais são classificadas como Gram-negativas?
As bactérias que foram submetidas ao teste de coloração de Gram foram
semeadas em geral com 24 horas de semeio em estufa, para que deste modo a
coloração seja de boa qualidade.
As bactérias Gram Positivas são as bactérias que ficam com a coloração roxa.
As bactérias que a professora Rosilma usou foram os cocos. Sendo que na lâmina
observada a maioria deles estavam arranjados em grupos, onde é chamado de
cachos. Então a bactéria que foi observado tem o nome de Estafilococos – Gram
Positivos.
As bactérias Gram Negativas são as bactérias que ficam com a coloração rosa
ou avermelhada. A outra bactéria utilizada pela Professora Rosilma foram os bacilos,
onde estavam arranjados em Diplo bacilos com coloração rosa. Deste modo conclui-
se que estas bactérias são Bacilos Gram – Negativos.
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C. Adicione uma foto ou mais da realização da coloração de Gram ou da leitura
microscópica da lâmina.
Kit de Coloração Esfregaço Corante Cristal Violeta
Lugol Lavagem com o Descorante Corante Fucsina
Estaf ilococos Gram - Positivos Bacilos Gram – Negativos
D. Qual a importância da coloração de Gram na rotina clínica no laboratório de
microbiologia?
De acordo com Moreira et al (2015), a coloração de Gram é um dos métodos
mais valiosos para identificação bacteriana. Pois através dela as propriedades de
coloração e morfologia da bactéria encontrada no espécime clínico podem orientar os
esforços na cultura e identificação da espécie, e na seleção empírica de antibióticos
para o paciente. A coloração de Gram também pode ser utilizada para avaliar a
qualidade da amostra clínica.
Por fim a coloração de Gram possibilita que as bactérias sejam visualizadas e
compreendidas através de sua coloração através de um microscópio ótico, sendo que
sem as cores seria mais difícil identificá-las.
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TEMA DE AULA:
OBSERVAÇÃO DE LÂMINAS DE Schistosoma mansoni E PROTOZOÁRIOS
RELATÓRIO:
1. OBSERVAÇÃO DE LÂMINAS DE CERCARIAS E OVOS DE Schistosoma
mansoni
A. Como o ser humano é contaminado pela forma infectante (cercarias) e contrai a
esquistossomose?
A estrutura que está dentro do ovo Shistosoma mansoni é chamada de Miracidio,
sendo liberada na água, deste modo infectando o caramujo. O que posteriormente
após a multiplicação dentro do caramujo, é modificado estruturalmente, se
transformando em cercaria. No qual esta é a forma que o parasita infecta o ser
humano.
Ao penetrar ativamente em sua pele quando em contato com a água
contaminada pelo caramujo, as cercarias liberam enzimas que degradamo tecido e
deste modo penetram na pele humana.
B. Visto ao microscópio óptico, o ovo pode ser reconhecido pela presença de qual
estrutura morfológica?
Esse tipo de estrutura quando encontrado no material biológico do paciente tem
uma característica bem interessante que é o espiculo lateral, classificado como um
helminto. E o que tem dentro do ovo de Shistosoma mansoni é uma estrutura
denominada Miracidio.
2. OBSERVAÇÃO DE LÂMINA DE CISTOS DE Entamoeba histolytica
A. Descrever a característica morfológica que permite a diferenciação entre os cistos
da Entamoeba histolytica da Entamoeba coli
Baseada na explicação da professora Rosilma Melo os cistos são o que diferem
as espécies de Entamoebas porque possuem núcleos em quantidades diferentes. A
Entamoeba histolytica contém em torno de 8 núcleos, enquanto a Entamoeba coli que
é outra espécie não patogênica possui em torno de 4 núcleos.
A entamoeba tem uma estrutura diferente de outros parasitas, porque sua
estrutura é um trofozoíto que emite pseudópodes. Ela também não tem uma forma
definida porque vai se solidificando aos poucos no local onde vai se alojando, isto quer
dizer que ela vai se moldando e modificando de acordo com a inserção dos
pseudópodes.
3. OBSERVAÇÃO DE LÂMINA DE TROFOZOITO DE Giardia lamblia.
A. Cite qual estrutura permite a fixação do trofozoíto da Giardia lamblia no intestino
humano.
Segundo a professora Rosilma Melo dentro do intestino é o lugar aonde os cistos
vão se soltar e liberar uma forma de vida evolutiva, chamada de Trofozoíto.
Em sua estrutura Trofozoíto possui 8 flagelos, 2 núcleos e uma parte chamada
de discos suctoriais, sendo o local onde é feita a acoplagem no intestino. Isso significa
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que são os discos suctoriais que permitem a fixação do parasita na parede do
intestino.
Geralmente não tem mitocôndrias, mas tem uma estrutura chamada
hidrogenossomo. Um detalhe importante a ser destacado é que as estruturas mais
refinadas só podem vistas através de um microscópio eletrônico.
E por fim conclui-se que tem uma estrutura Periforme, sendo em formato de pêra.
4. OBSERVAÇÃO DE LÂMINA DE Leishmania sp.
A. Quais características morfológicas permitem a diferenciação das formas evolutivas
amastigota e promastigotas?
As formas que as Leishmanias são transferidas durante a contaminação do
paciente, sendo que pode ser pessoas humanas ou em cachorros, é chamada de
Promastigotas. A este propósito a Professora Rosilma explicou que quando o
mosquito palha faz o repasto sanguíneo ele injeta as formas promastigotas no ser
humano ou em animais (Cachorro) dentro do tecido, deste modo os macrófagos vão
fagocitar essa forma evolutiva que é bem afilada mais na parte central e tem o flagelo
que é quem auxilia na movimentação para então se transformar em Amastigota.
As formas Amastigotas é quando o parasita entra no tecido e se transforma em
uma estrutura oval. Ela se multiplica dentro do hospedeiro (ser humano ou cachorro)
e posteriormente vão ser ingeridas pelos flebotomíneos quando irão fazer um novo
repasto em um paciente já infectado, adquirindo assim uma forma evolutiva dentro
dele sendo bem arredondada, não possuindo flagelos porque ficam dentro do
macrófago, se multiplicando rapidamente, e em seguida rompem o macrófago e vão
infectar outras células, causando as lesões características da Leishmaniose.
Deste modo fica claro que as Promastigotas são as formas extracelulares do
parasita. E as Amastigotas são as formas intracelulares do parasita.
5. OBSERVAÇÃO DE LÂMINA DE TROFOZOITO DE Trichomonas vaginalis
A. Quais as estruturas substituem as mitocôndrias no trofozoíto de Trichomonas
vaginalis?
Trichomonas vaginalis é considerada uma infecção sexualmente transmissível.
Possui apenas o trofozoíto como forma evolutiva. É uma estrutura mais sensível,
possui flagelos, núcleo, não possui mitocôndrias por isso contém hidrogenossomo, e
nem cistos. Também está presente em sua estrutura uma membrana ondulatante que
fica localizada em cima do trofozoíto. Sua absorção é por tipo de difusão passiva, não
tendo trato digestório. E um ponto a ser destacado também é que eles não resistem
muito ao ambiente, devido ao ressecamento eles acabam morrendo.
6. OBSERVAÇÃO DE LÂMINA DE EPIMASTIGOTA DE Trypanosoma cruzi
A. Descrever as diferenças morfológicas entre as formas evolutivas amastigota,
epimastigota e tripomastigota de Trypanosoma cruzi, citando em qual hospedeiro elas
são encontradas.
A Trypanosoma Cruzi é um parasita, protozoário causador da doença de chagas.
É encontrado no sangue em várias forma evolutivas. O mosquito barbeiro que
transmite a trypanosomíase, faz o repasto sanguíneo, fazendo a defecação neste
processo, em que em suas fezes são encontradas as formas tripomastigotas
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metacíclicas, que vão entrar no corpo do ser humano. Possui forma alongada e é a
forma presente na fase extracelular.
Epimastigota, é uma forma evolutiva que está dentro do mosquito barbeiro, se
diferenciando em promastigota metaciclica, onde vai evoluindo e descendo o trato
gastrointestinal até chegar na região de ser eliminado através das fezes do animal.
Amastigota como já foi visto possui forma arredondada, não possui flagelos e
está presente na fase intracelular.
Por fim, conclui-se que o mosquito barbeiro é o hospedeiro onde são encontras
essas formas evolutivas de Trypanosoma cruzi.
7. OBSERVAÇÃO DE LÂMINA DE TAQUIZOITO DE Toxoplasma gondii
A. Em que fase do ciclo evolutivo do Toxoplasma gondii, estão presentes os
taquizoítos. E como eles podem infectar o ser humano?
Este é o protozoário causador da doença de Toxoplasmose. Taquizoito é a
principal forma de multiplicação dentro do hospedeiro (animal), sendo que essa
multiplicação acontece de forma muito rápida, e posteriormente se transforma em
bradizoítos.
De acordo com Neves (2011) taquizoito é a forma encontrada durante a fase
aguda da infecção, sendo também denominada forma proliferativa, forma livre ou
trofozoíto.
Os taquizoítos passam pelo epitélio intestinal e invadem vários tipos de célula do
organismo formando um vacúolo parasitóforo, onde sofrem endodiogenia, formando
novos taquizoítos que irão romper a célula parasitada, liberando novos taquizoítos que
invadirão novas células. (MONTEIRO 2014 apud NEVES 2011)
A transmissão da doença pode ocorrer pela ingestão de oocistos do T. gondii
que estão presentes nas fezes dos gatos, as quais contaminam vários lugares onde
defecam, sendo esses oocistos também são disseminados por vetores mecânicos. Há
também a infecção quando se ingere cistos presentes nas carnes de animais
infectados, por exemplo carne de porco e carneiro. Importante lembrar também que
outro modo de transmissão pode ser através a transfusão de sangue. (MONTEIRO,
2014).
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REFERENCIAS
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CÂMARA, B. Técnicas de semeadura. 2023. Disponível em
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LIMA, Z, N. Técnicas de semeadura. 2016. Disponível em
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TIPPLE, A. F. V.; PIRES, F. V.; GUADAGNIN, S. V. T.; MELO, D. S. M. O
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MADIGAN, M. T; MARTINKO, J. M; BENDER, K. S. Microbiologia de Brock. 14.ed.
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NEVES, D.P. Parasitologia humana. 12 ed. Rio de Janeiro. Atheneu, 2011.
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