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Produção e Consumo na China

Lista de exercícios de interpretação baseada no trecho "Produção e consumo" (Sônia Bridi) sobre industrialização, consumo e desigualdades na China; apresenta questões de múltipla escolha, com gabarito e resolução da primeira questão.

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L N Souza

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Questões resolvidas

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5
Questão 1
Leia o texto a seguir para responder à questão.
Produção e consumo
01 Basta chegar a Pequim para desnudar a farsa de que a China é o chão de fábrica do planeta, mas
02 não tem acesso aos bens que produz. Os chineses vão às compras sim, às multidões!
03 É verdade que, neste início de século XXI, centenas de milhões de chineses ainda são muito
pobres.
04 Mas é também verdade que muitos outros enriqueceram – há 400 milhões na classe média e
muitos
05 tornaram-se até bilionários.
06 A imagem da fábrica de componentes elétricos em Tianjin – também um Município Central,
07 subordinado diretamente ao governo de Pequim – é inesquecível. Lá, vemos operárias de
uniforme
08 amarelinho, uma ao lado da outra, em fileiras, concentradas na montagem de transistores. Como
que
09 hipnotizadas, sem nunca levantarem as cabeças cobertas por lenços. Ou a linha de produção de
calçados
10 em Dongguan, província do Cantão, no delta do rio da Pérola. Os jovens trabalhadores pareciam
ter 14 anos
11 de idade (os patrões garantiram que nenhum tinha menos de 16) transformando os pedaços de
couro e
12 borracha em sapatos finos, sob encomenda para grandes marcas americanas e italianas. As linhas
de
13 montagem de carros que visitamos não têm um robô sequer – enorme contraste com a indústria
14 automobilística brasileira.
15 Todos os dias há denúncias de maus-tratos, de operários escravizados, de abuso contra os
16 trabalhadores. E todos os dias há notícias de punições sérias. Não contra os infratores, os
escravagistas, os
17 abusadores, mas contra quem denuncia. É célebre o caso de uma denúncia corajosamente feita
por um
18 jornal chinês, relatando que uma empresa taiwanesa a serviço de uma multinacional americana
forçava os
19 trabalhadores a até 14 horas de trabalho diário sem pagamento proporcional, nem folga. Os
empregados
20 geralmente vêm de longe, do campo, e comem e dormem na fábrica. Sempre que obtivemos
permissão para
21 visitar dormitórios encontramos instalações bastante decentes – não fosse uma agressão o
simples fato de o
22 trabalhador estar 24 horas por dia, sete dias por semana, no pátio da fábrica. Ironicamente,
muitos
23 trabalhadores preferem assim, para poupar dinheiro de moradia e transporte.
24 A verdade é que a China nos últimos 30 anos teve um caso de promoção social como nunca antes
25 visto na história da humanidade, ao retirar 400 milhões de pessoas da pobreza, segundo o Banco
Mundial. O
26 ex-secretário do tesouro americano e ex-presidente da Universidade de Harvard, o economista
Lawrence
27 Summers, num estudo recente, faz duas observações de causar espanto. Diz ele que nos últimos
20 anos a
28 China experimentou o mesmo grau de industrialização, urbanização e transformação social que a
Europa
29 teve em dois séculos. Lawrence Summers assegura ainda que, enquanto na Europa do pós-guerra
a
30 qualidade de vida da população aumentou em média 50% numa geração, a atual geração de
chineses vai ter
31 sua vida melhorada em 10.000%!
32 A China, que era homogênea na miséria – nos anos 60, calcula-se que mais de 30 milhões
morreram
33 de fome –, agora é um país de contrastes, com muitos problemas em comum com o Brasil. Ainda
tem 800
34 milhões de pobres, uns 100 milhões de miseráveis. Mas tem também uma classe média ávida por
comprar
35 conforto, que se expressa em eletrodomésticos, em apartamentos, casas, roupas e carros.
BRIDI, Sônia. Laowai (estrangeiro): 
histórias de uma repórter brasileira na China. (Adaptado.)
No trecho
 
“É verdade que, neste início de século XXI, centenas de milhões de chineses ainda são muito
pobres.” (linha 03),
 
a palavra em destaque faz pressupor que, no século XX,
 
(A) os chineses não eram pobres.
(B) os chineses eram bastante pobres.
(C) havia mais chineses pobres que no século XXI.
(D) havia menos chineses pobres que no século XXI.
(E) os chineses eram mais pobres que no século XXI.
Gabarito:
B
Resolução:
A palavra "ainda", na frase em questão, faz pressupor que, no século XX, os chineses eram bastante
pobres – pela leitura dos parágrafos seguintes, conclui-se que, em média, eles eram mais pobres no
século passado que neste. A frase, portanto, tem o sentido de que, apesar do aumento da classe
média e do poder de consumo, pessoas muito pobres continuam a existir na China.
Questão 2
Leia o texto a seguir para responder à questão.
Produção e consumo
01 Basta chegar a Pequim para desnudar a farsa de que a China é o chão de fábrica do planeta, mas
02 não tem acesso aos bens que produz. Os chineses vão às compras sim, às multidões!
03 É verdade que, neste início de século XXI, centenas de milhões de chineses ainda são muito
pobres.
04 Mas é também verdade que muitos outros enriqueceram – há 400 milhões na classe média e
muitos
05 tornaram-se até bilionários.
06 A imagem da fábrica de componentes elétricos em Tianjin – também um Município Central,
07 subordinado diretamente ao governo de Pequim – é inesquecível. Lá, vemos operárias de
uniforme
08 amarelinho, uma ao lado da outra, em fileiras, concentradas na montagem de transistores. Como
que
09 hipnotizadas, sem nunca levantarem as cabeças cobertas por lenços. Ou a linha de produção de
calçados
10 em Dongguan, província do Cantão, no delta do rio da Pérola. Os jovens trabalhadores pareciam
ter 14 anos
11 de idade (os patrões garantiram que nenhum tinha menos de 16) transformando os pedaços de
couro e
12 borracha em sapatos finos, sob encomenda para grandes marcas americanas e italianas. As linhas
de
13 montagem de carros que visitamos não têm um robô sequer – enorme contraste com a indústria
14 automobilística brasileira.
15 Todos os dias há denúncias de maus-tratos, de operários escravizados, de abuso contra os
16 trabalhadores. E todos os dias há notícias de punições sérias. Não contra os infratores, os
escravagistas, os
17 abusadores, mas contra quem denuncia. É célebre o caso de uma denúncia corajosamente feita
por um
18 jornal chinês, relatando que uma empresa taiwanesa a serviço de uma multinacional americana
forçava os
19 trabalhadores a até 14 horas de trabalho diário sem pagamento proporcional, nem folga. Os
empregados
20 geralmente vêm de longe, do campo, e comem e dormem na fábrica. Sempre que obtivemos
permissão para
21 visitar dormitórios encontramos instalações bastante decentes – não fosse uma agressão o
simples fato de o
22 trabalhador estar 24 horas por dia, sete dias por semana, no pátio da fábrica. Ironicamente,
muitos
23 trabalhadores preferem assim, para poupar dinheiro de moradia e transporte.
24 A verdade é que a China nos últimos 30 anos teve um caso de promoção social como nunca antes
25 visto na história da humanidade, ao retirar 400 milhões de pessoas da pobreza, segundo o Banco
Mundial. O
26 ex-secretário do tesouro americano e ex-presidente da Universidade de Harvard, o economista
Lawrence
27 Summers, num estudo recente, faz duas observações de causar espanto. Diz ele que nos últimos
20 anos a
28 China experimentou o mesmo grau de industrialização, urbanização e transformação social que a
Europa
29 teve em dois séculos. Lawrence Summers assegura ainda que, enquanto na Europa do pós-guerra
a
30 qualidade de vida da população aumentou em média 50% numa geração, a atual geração de
chineses vai ter
31 sua vida melhorada em 10.000%!
32 A China, que era homogênea na miséria – nos anos 60, calcula-se que mais de 30 milhões
morreram
33 de fome –, agora é um país de contrastes, com muitos problemas em comum com o Brasil. Ainda
tem 800
34 milhões de pobres, uns 100 milhões de miseráveis. Mas tem também uma classe média ávida por
comprar
35 conforto, que se expressa em eletrodomésticos, em apartamentos, casas, roupas e carros.
BRIDI, Sônia. Laowai (estrangeiro): 
histórias de uma repórter brasileira na China. (Adaptado.)
Considerando-se os fatos de língua, está correto afirmar que
 
I. Em “(...) há 400 milhões na classe média e muitos tornaram-se até bilionários.” (linhas 04 e 05), a
palavra em destaque serveao propósito de fortalecer um argumento acerca da prosperidade na
China.
 
II. O diminutivo em destaque, no trecho “(...) operárias de uniforme amarelinho” (linhas 07 e 08),
expressa a ideia de tamanho reduzido.
 
III. A palavra em destaque, em “As linhas de montagem de carros que visitamos não têm um robô
sequer – enorme contraste com a indústria automobilística brasileira.” (linhas 12 a 14), reforça a
ideia de que a autora se surpreende ao descobrir que nas fábricas de automóvel chinesas não há
robôs.
 
IV. No trecho “O ex-secretário do tesouro americano e ex-presidente da Universidade de Harvard, o
economista Lawrence Summers, num estudo recente, faz duas observações de causar espanto.”
(linhas 25 a 27), a forma verbal em destaque é empregada no tempo presente com o propósito de
atestar que as observações do economista são bem recentes.
Estão corretas as afirmações
 
(A) I e III.
(B) II e III.
(C) III e IV.
(D) I, II e IV.
(E) II, III e IV.
Gabarito:
A
Resolução:
O diminutivo em destaque na expressão "operárias de uniforme amarelinho" não se refere ao
tamanho reduzido do uniforme, e sim às nuances da cor amarela (o "amarelinho" pode se referir a um
tom mais claro de amarelo).
 
O uso do presente do indicativo em “O ex-secretário do tesouro americano e ex-presidente da Universidade de Harvard, o
economista Lawrence Summers, num estudo recente, faz duas observações de causar espanto” não tem o propósito de atestar o
quão recentes são as observações, e sim indicar uma atemporalidade (as observações, registradas numa publicação, não foram
feitas, isto é, não estão restritas ao passado, mas são presentificadas a cada leitura do estudo mencionado).
Questão 3
Leia o texto a seguir para responder à questão.
Produção e consumo
01 Basta chegar a Pequim para desnudar a farsa de que a China é o chão de fábrica do planeta, mas
02 não tem acesso aos bens que produz. Os chineses vão às compras sim, às multidões!
03 É verdade que, neste início de século XXI, centenas de milhões de chineses ainda são muito
pobres.
04 Mas é também verdade que muitos outros enriqueceram – há 400 milhões na classe média e
muitos
05 tornaram-se até bilionários.
06 A imagem da fábrica de componentes elétricos em Tianjin – também um Município Central,
07 subordinado diretamente ao governo de Pequim – é inesquecível. Lá, vemos operárias de
uniforme
08 amarelinho, uma ao lado da outra, em fileiras, concentradas na montagem de transistores. Como
que
09 hipnotizadas, sem nunca levantarem as cabeças cobertas por lenços. Ou a linha de produção de
calçados
10 em Dongguan, província do Cantão, no delta do rio da Pérola. Os jovens trabalhadores pareciam
ter 14 anos
11 de idade (os patrões garantiram que nenhum tinha menos de 16) transformando os pedaços de
couro e
12 borracha em sapatos finos, sob encomenda para grandes marcas americanas e italianas. As linhas
de
13 montagem de carros que visitamos não têm um robô sequer – enorme contraste com a indústria
14 automobilística brasileira.
15 Todos os dias há denúncias de maus-tratos, de operários escravizados, de abuso contra os
16 trabalhadores. E todos os dias há notícias de punições sérias. Não contra os infratores, os
escravagistas, os
17 abusadores, mas contra quem denuncia. É célebre o caso de uma denúncia corajosamente feita
por um
18 jornal chinês, relatando que uma empresa taiwanesa a serviço de uma multinacional americana
forçava os
19 trabalhadores a até 14 horas de trabalho diário sem pagamento proporcional, nem folga. Os
empregados
20 geralmente vêm de longe, do campo, e comem e dormem na fábrica. Sempre que obtivemos
permissão para
21 visitar dormitórios encontramos instalações bastante decentes – não fosse uma agressão o
simples fato de o
22 trabalhador estar 24 horas por dia, sete dias por semana, no pátio da fábrica. Ironicamente,
muitos
23 trabalhadores preferem assim, para poupar dinheiro de moradia e transporte.
24 A verdade é que a China nos últimos 30 anos teve um caso de promoção social como nunca antes
25 visto na história da humanidade, ao retirar 400 milhões de pessoas da pobreza, segundo o Banco
Mundial. O
26 ex-secretário do tesouro americano e ex-presidente da Universidade de Harvard, o economista
Lawrence
27 Summers, num estudo recente, faz duas observações de causar espanto. Diz ele que nos últimos
20 anos a
28 China experimentou o mesmo grau de industrialização, urbanização e transformação social que a
Europa
29 teve em dois séculos. Lawrence Summers assegura ainda que, enquanto na Europa do pós-guerra
a
30 qualidade de vida da população aumentou em média 50% numa geração, a atual geração de
chineses vai ter
31 sua vida melhorada em 10.000%!
32 A China, que era homogênea na miséria – nos anos 60, calcula-se que mais de 30 milhões
morreram
33 de fome –, agora é um país de contrastes, com muitos problemas em comum com o Brasil. Ainda
tem 800
34 milhões de pobres, uns 100 milhões de miseráveis. Mas tem também uma classe média ávida por
comprar
35 conforto, que se expressa em eletrodomésticos, em apartamentos, casas, roupas e carros.
BRIDI, Sônia. Laowai (estrangeiro): 
histórias de uma repórter brasileira na China. (Adaptado.)
No trecho em destaque
 
“Sempre que obtivemos permissão para visitar dormitórios encontramos instalações bastante
decentes – não fosse uma agressão o simples fato de o trabalhador estar 24 horas por dia,
sete dias por semana, no pátio da fábrica.” (linhas 20 a 22)
 
estabelece-se entre as ideias uma relação de
 
(A) adição.
(B) condição.
(C) oposição.
(D) conclusão.
(E) concessão.
Gabarito:
B
Resolução:
No trecho em destaque, estabelece-se uma relação de condição entre as ideias, pois, se não fosse
uma agressão o trabalhador estar todo o tempo no pátio da fábrica, as instalações seriam bastante
decentes. Ou seja, a consideração das condições de vida dos trabalhadores como decentes depende
da condição de considerar-se ou não como agressão o fato de ele viver todo o tempo na fábrica.
Questão 4
Leia a transcrição de um fragmento de interação entre um pesquisador e um aluno e responda:
“E a pessoa fica feliz porque tá ali atrás e tá aprendendo, e ir atrás, dar a cara a tapa, sabe? tipo
assim, pegar e ir lá pra Inglaterra, assim, sem nunca ter saído.”
(SILVA, T. P. da; RAMOS, F. S.; FERNANDES, G. G. M.; DIAS, L. da S. Assim, tipo e tipo assim: uma
curiosa realidade do português brasileiro. Relatório final de trabalho, UFV, jun. 2008.)
a) No trecho apresentado, qual a função da expressão “tipo assim”? Justifique.
b) Qual o significado da expressão “dar a cara a tapa”?
Gabarito:
a) A expressão "tipo assim" tem a função de inserir uma explicação, pois na estrutura do período,
"pegar e ir lá pra Inglaterra, assim, sem nunca ter saído" explica a expressão "dar a cara a tapa".
b) A expressão "dar a cara a tapa" significa, no contexto da frase, arriscar-se a fazer algo que nunca
foi feito antes.
Questão 5
Leia a charge.
É correto afirmar que
(A) o autor obtém um efeito de humor baseado no emprego de palavras derivadas por prefixação, a
partir do substantivo Batman.
(B) os termos batmana e batmãe correspondem ao sujeito composto da oração, na sintaxe do período
da primeira fala.
(C) o termo batbarraco está empregado em sentido conotativo, já que barraco, nesse contexto, não
remete à ideia de habitação, e sim à de briga e confusão.
(D) o pronome ele assume valor indefinido na oração da primeira fala.
(E) a frase de Batman manteria o sentido se fosse assim redigida: Foi um só batboca!
Gabarito:
C
Resolução:
O efeito de humor é baseado no trocadilho batboca (palavra derivada do substantivo Batman e
sonoramente igual ao substantivo bate-boca). Na primeira oração, o sujeito oculto é nós e o pronome
ele não assume valor indefinido, mas sim possessivo, pois está aglutinado à preposição de (dele = de
+ ele). A frase de Batman não manteria o sentido se fosse redigida como Foi um só batboca, pois só
se referiria, nesse caso, à quantidade (foi apenas um) e não à pouca importância, como ocorrena
frase original.
Questão 6
Leia o poema de Oswald de Andrade, Poesias Reunidas, e assinale a(s) proposição(ões) correta(s).
A laçada
O Bento caiu como um touro
No terreiro
E o médico veio de Chevrolé
Trazendo o prognóstico
E toda a minha infância nos olhos.
(001) No terceiro verso, o eu lírico em vez de empregar a palavra carro, utiliza a palavra Chevrolé.
Temos, assim, um recurso de expressão denominado metonímia.
(002) No poema, “Bento” e “touro” mantêm uma relação siléptica, um recurso bastante utilizado no
texto literário.
(004) A palavra “prognóstico” mantém uma relação sinonímica com “diagnóstico”.
(008) A palavra “todo” expressa a ideia de totalidade; porém, no poema, “toda” refere-se a um
recorte temporal da vida do eu lírico.
(016) A forma verbal “trazendo” expressa uma ação em andamento que remete a um sentido de
futuro.
Gabarito:
25
Resolução:
001 + 008 + 016 = 025
No poema em questão, não é a silepse (concordância ideológica) que marca a relação entre "Bento" e
"touro", e sim uma comparação ou símile. A palavra "prognóstico" não é sinônimo de "diagnóstico":
prognosticar é supor a evolução de uma doença e sua terapêutica a partir do diagnóstico.
Questão 7
Leia a tira a seguir e assinale a(s) proposição(ões) correta(s).
(001) No segundo quadrinho da tira, a palavra “essa” não está sendo utilizada com seu valor de
pronome demonstrativo.
(002) A palavra “tíquete” (primeiro quadrinho) foi incorporada ao léxico da língua portuguesa por
meio de empréstimo linguístico.
(04) No terceiro quadrinho, a palavra “nesse” está sendo utilizada incorretamente, conforme a norma
culta do português do Brasil, pois o correto seria “neste”.
(008) No terceiro quadrinho, a expressão “a gente” exerce a função de objeto indireto.
(016) Na tira, a unidade léxica “como” é empregada com sentidos diferentes, no quarto e quinto
quadrinhos.
Gabarito:
02
Resolução:
No segundo quadrinho da tira, a palavra "essa" não é utilizada com seu valor de pronome
demonstrativo, porém, trata-se de um elemento catafórico (refere-se a algo que será explicitado
posteriormente) e não anáforico (que refere-se a algo que já apareceu no texto). O uso do pronome
"nesse" está correto, no terceiro quadrinho, já que se refere à palavra "mundo", que está
imediatamente depois do pronome. No mesmo quadrinho, a expressão "a gente" exerce a função de
objeto direto do verbo "põem". No quarto e quinto quadrinhos, "como" é empregado com o mesmo
sentido (referente a modo/função).
Questão 8
Leia a charge e analise as afirmações.
I. Em norma culta, a frase "Aqui não tem crise!!" assume a forma "Aqui não há crise!!".
II. A próclise em Me solta... é própria da linguagem coloquial, devendo-se empregar a ênclise em
situações formais.
III. Na expressão dessa conversa, não há uma referência clara para o pronome, cujo emprego se
revela ambíguo.
Está correto o que se afirma em
(A) I apenas.
(B) III apenas.
(C) I e II apenas.
(D) II e III apenas.
(E) I, II e III.
Gabarito:
C
Resolução:
Na expressão da conversa, há incidência de: "aqui", dêitico que aparece no primeiro quadrinho, e
que, embora sem referentes textuais claros, não é ambíguo (todos sabem, pela figura do presidente,
que "aqui" se refere ao Brasil); no segundo quadrinho, há o pronome "eu", que não está explícito, e
sim implícito na forma verbal, o que não lhe confere, entretanto, ambiguidade: percebe-se
claramente que ele se refere ao segundo personagem do quadrinho.
Questão 9
Identifique o que for correto sobre tecidos e órgãos das plantas.
 
01) No caule de uma dicotiledônea de porte arbóreo, o floema secundário ocupa posição mais interna
do que o xilema secundário.
 
02) As folhas das plantas xerófitas, como medida de economia de água, apresentam o tecido
denominado de súber com grande espessura.
 
04) Colênquima é um tecido de sustentação com paredes constituídas de celulose e impregnadas de
lignina.
 
08) Células com paredes finas, citoplasma denso, núcleo volumoso e com grande capacidade de
divisão constituem os tecidos meristemáticos.
 
16) Os elementos férteis das flores são os carpelos (formam os grãos de pólen) e os estames (formam
os óvulos).
Gabarito:
08
Resolução:
01) Falsa. Em dicotiledôneas o floema (líber) se encontra na periferia do caule e o xilema (lenho), na
parte mais interna.
 
02) Falsa. O súber é um tecido morto de proteção, que forma a casca da árvore.
 
04) Falsa. O colênquima é um tecido de sustentação com reforço de celulose somente nos ângulos
celulares.
 
16) Falsa. Os estames produzem o grão de pólen e os carpelos produzem os óvulos, com os sacos
embrionários onde os gametas femininos (oosferas) se formarão.
Questão 10
Leia a tira.
 
 
 
(www.entretenimento.uol.com.br/humor/)
 
Os espaços das falas devem ser preenchidos, correta e respectivamente, com
 
(A) faria ... fazia ... senso
(B) farei ... fará ... censo
(C) fizesse ... fez ... senso
(D) faço ... faria ... censo
(E) fizer ... fará ... senso
Gabarito:
E
Resolução:
O personagem faz uma hipótese ligada ao futuro, ou seja, uma suposição de algo que ainda não
ocorreu. Então a primeira parte do período do segundo quadrinho, iniciada pela conjunção "se", exige
o uso do futuro do subjuntivo (fizer), correlacionado, na sequência, com o futuro do presente do
indicativo (fará). No terceiro quadrinho, deve-se usar a palavra "senso" que se refere a um juízo
sobre as coisas. A palavra "censo" só poderia ser utilizada em um contexto em que o sentido se
relacionasse à ideia de recenseamento.
Questão 11
Leia o poema de Manuel Bandeira.
 
Mudança
 
A alegre, a festiva agitação das panelas e tachos
A inútil zanga dos velhos armários de mogno, solenes,
Achando tudo aquilo uma grande palhaçada...
As xícaras e pires fazendo tlin-tlin-tlin-tlin
As gaiolas dos passarinhos cantando em coro com os próprios passarinhos
Oh! a alegria das coisas com aquela mudança
Para onde? Não importa! Desde que não seja
Este eterno mesmo lugar!
 
a) Explique o processo de formação das palavras zanga e tlin-tlin-tlin-tlin.
 
b) Explique o sentido que assume, no contexto, a expressão Desde que, no penúltimo verso. Redija
um período em que ela seja empregada com sentido diverso ao do poema.
Gabarito:
a) O termo zanga é formado por redução (zangão, zangar) e tlin-tlin-tlin-tlin por onomatopeia.
 
b) No contexto, a conjunção Desde que assume sentido de condição. Em sentido diferente, pode ter
valor temporal: “Desde que o visitei, fico pensando em suas considerações sobre o problema”.
Questão 12
Leia o anúncio.
(Veja, 24.06.2009.)
a) Explique que relação de sentido há entre os termos aperfeiçoamento e perfeição na construção da
mensagem publicitária.
b) A palavra aperfeiçoamento deriva do verbo aperfeiçoar, que, por sua vez, deriva de perfeição.
Indique o processo de formação usado em cada caso.
Gabarito:
a) Na mensagem publicitária, a palavra "aperfeiçoamento" se refere a melhoria, evolução e
"perfeição" se refere ao próprio carro. Nesse sentido, o anúncio transmite a ideia de que, na versão
2010 do Tucson, foi possível melhorar o que já era perfeito, isto é, excelente, sem falhas.
b) O processo de formação de ambas as palavras é a derivação, através do acréscimo de prefixos e
sufixos. No caso de "aperfeiçoar", há derivação parassintética (acrescenta-se prefixo "a" e sufixo "-ar"
ao radical de "perfeição". No caso de "aperfeiçoamento", acrescenta-se sufixo "– mento" no radical de
"aperfeiçoamento" – Trata-se, portanto, de derivação sufixal. 
Questão 13
Leia o enunciado.
 
“Quem já não dirigiu depois de um jantar regado a um bom vinho? Quem já não tomou alguns
copos de cerveja durante um tratamento de saúde à base de antibióticos? Quem já não curtiu uma
ressaca tão forte que perdeu o dia na escola ou no trabalho? Pergunte a um bebedor de risco como
é a sua relação com o álcool e ele certamente dirá que bebe apenas socialmente. Mas o limite
que separa esse tipo de bebedor do abismo é muito tênue. Metade deles está à beira do alcoolismo.
 
Fonte: Revista Veja, ano 42, nº 36,09/09/2009.
 
Com base nesse texto, assinale a alternativa correta.
 
(A) As três perguntas que introduzem o texto são argumentos para assegurar que beber
moderadamente não causa nenhum tipo de risco à saúde. 
(B) O pronome ele, na terceira linha do texto, substitui o nome álcool. 
(C) A expressão apenas socialmente tem o sentido de beber compulsivamente. 
(D) A palavra abismo pode ser substituída pela expressão popular “fundo do poço”, sem prejuízo de
sentido. 
(E) A flexão do verbo estar, na última frase do texto, está incorreta, pois o verbo deveria concordar
com o pronome deles.
Gabarito:
D
Resolução:
Apenas a alternativa D está correta. As três perguntas que introduzem o texto servem para introduzir
uma contra-argumentação àqueles que defendem o ato de beber de maneira moderada, mas, na
verdade, não admitem que assumem uma conduta de risco à sociedade. O pronome "ele" refere-se a
"bebedor", e não a álcool. A expressão "apenas socialmente", no texto, serve para citar exatamente o
que afirmam aqueles que dizem beber moderadamente, sem riscos à sociedade. O verbo "estar", na
última frase, está no singular, concordando com "metade".
Questão 14
Leia o anúncio publicitário a seguir e responda:
 
Os textos publicitários às vezes usam a homonímia para chamar a atenção dos leitores/consumidores.
O texto da publicidade da Batavo/Pense Light faz um jogo semântico com o termo “saia”, por meio da
homonímia.
 
Identifique e explique a função sintática, a forma e o sentido do termo “saia” nos contextos em que
aparecem no texto.
 
 
Gabarito:
O termo "saia", em sua primeira ocorrência, classifica-se morfologicamente como um substantivo que
designa uma vestimenta tipicamente feminina. Quanto à sua função sintática, desempenha a função
de objeto direto, pois completa o sentido do verbo "usar". Já nas outras três ocorrências, o termo
"saia" apresenta o mesmo funcionamento morfossintático: trata-se de um verbo, pois indica a ação
de sair, e desempenha a função sintática de verbo intransitivo, já que não necessita de complemento,
sendo apenas modificado por adjuntos adverbiais de tempo ("de dia" e "de noite") e de lugar ("de si").
Questão 15
Leia o texto a seguir para responder à questão.
Ele também engorda as crianças
Criança reage ao estresse de modo parecido ao dos adultos. A pesquisadora Elizabeth Susman, da
Universidade Penn State (EUA), comprovou a ligação entre o excesso de cortisol e de peso,
notadamente nas garotas. Ela avaliou 111 meninos e meninas com idades entre 8 e 13 anos à
procura de sintomas de depressão e mediu os níveis do hormônio em amostras de saliva após
atividades estressantes, como fazer contas mentais. “Houve grande aumento de cortisol em todos,
porém nas meninas isso pareceu diretamente associado ao ganho de peso”, […]. Uma das hipóteses
é a interação entre as mudanças bioquímicas patrocinadas pelo estresse sobre o hormônio feminino
estrogênio.
O pesquisador Steve Garasky, da Universidade de Iowa (EUA), observou que o casamento entre a
obesidade e o estresse começa cedo. Ele analisou crianças de 7 anos até jovens de 15 e verificou
que, entre aqueles que sofriam algum tipo de estresse, 56% tinham sobrepeso ou estavam obesos.
Garasky constatou que o ambiente e o humor materno têm papel importante. “Quando a mãe é
estressada e as crianças vivem em uma casa com comida adequada – e talvez isso seja a comida do
conforto, como doces e chocolates – é possível que comam mais”, diz o cientista. Além de depressão,
problemas socioeconômicos e falta de orientação para o futuro, estudos mostram que a falta de
atenção dos pais em relação aos problemas dos filhos é outro fator que estressa as crianças.
PEREIRA, Cilene; TARANTINO, Mônica. Ele também engorda as crianças. ISTOÉ, São Paulo: Editora
Três, n. 2.127, ago. 2010, p. 94. [Adaptado]
O título do texto é aparentemente incoerente. Durante a leitura, essa aparência é desfeita pelo
estabelecimento da referência textual, que ocorre pela
(A) experiência prévia do leitor com o tema.
(B) introdução do referente no corpo do texto.
(C) subversão do significado referencial da palavra engorda.
(D) conclusão decorrente de inferências permitidas pelo texto.
(E) recuperação de um referente impessoal pelo pronome ele.
Gabarito:
B
Resolução:
Justifica-se a alternativa B como correta, já que, logo no início do texto, é apresentado o referente do
pronome pessoal ele: o estresse. Este seria, segundo o texto, o responsável pelo aumento de peso
das crianças. Assim, desfaz-se a suposta incoerência do título.
Questão 16
Leia este trecho da letra de Lero-Lero, composição musical de Edu Lobo e Cacaso – e responda à
questão.
(....................................)
Sou brasileiro de estatura mediana
Gosto muito de fulana, mas sicrana é quem me quer
Porque no amor quem perde quase sempre ganha
Veja só que coisa estranha, saia dessa se puder
Diz um ditado natural da minha terra
Bom cabrito é o que mais berra onde canta o sabiá
Desacredito no azar da minha sina
Tico-tico de rapina ninguém leva o meu fubá
Assinale a única alternativa que menciona um vocábulo pertencente à família etimológica de
desacredito.
A Já se apagavam as luzes do crepúsculo.
B O governo coopera no incremento da lavoura da cana.
C O embaixador havia apresentado sua credencial.
D Nada havendo a acrescentar, encerrou-se a discussão.
E O cheiro acre do vinho desagradou ao comprador.
Gabarito:
C
Resolução:
Dentre os termos apresentados, o que pertence à família etmológica de "desacredito" é "credencial",
pois derivam do mesmo radical latino "credo", que dá origem ao verbo "crer".
Questão 17
Leia as descrições de algumas personagens de Aves de Arribação e, ao lado de cada uma, escreva o
nome da personagem descrita.
4.1 [...] era de estatura mediana, carnação forte, pele fina e morena, que o sol do sertão tostara
levemente, com um sorriso constante na boca insinuante sobre a qual se arquejava um pequeno
bigode negro. [...] Enquanto se polia para atingir o seu ideal de homem fino, continuava a ser para os
íntimos o boêmio desabusado [...] 
4.2 Quanto ao caráter, tímido às vezes até a cobardia, outras vezes exaltado até à insolência, ora
afetuoso, ora insultante e caindo sempre numa crise de arrependimento depois de qualquer excesso.
Um fraco, em suma. A sua vida era como uma teia sem ponto de apoio nem nos mestres, nem nos
condiscípulos: qualquer vento a arrastava e rompia. Alguns rapazes lhe invejavam as habilidades
literárias, mas esses é que o tratavam com a indiferença mais desdenhosa [...]
4.3 [...] com sua tez muito clara, grandes olhos inocentes [...], rostozinho rosado, [...] o seu busto se
pompeou da meia nudez da camisa, muito branco e liso, finamente torneado, deixando entrever sob a
pala de renda as duas pequenas protuberâncias dos seios mal sazonados ainda pela puberdade. Os
cabelos de um louro carregado, quase castanhos, caíam-lhe dos lados formando um resplendor para a
beleza terrena do rosto, [...] criaturinha delicada e distinta... [...] mais retraída e mais silenciosa [...],
maneiras tímidas de adolescente envergonhada das suas formas e do seu vestido comprido.
4.4 [...] estimada pelo seu gênio alegre e serviçal, dera o seu nome a uns famosos beijus de goma,
que serviam de pão da manhã à maior parte dos lares de Ipuçaba. [...] era uma gorducha tagarela,
pouco escrupulosa no emprego de certas expressões ousadas, o que a tornava interessante para os
amantes da chalaça grossa; os mais delicados escandalizavam-se um pouco com os seus
desbocamentos, mas toleravam-na pelo natural compassivo e generoso do seu caráter.
4.5 Muito morena, quase trigueira, dentes magníficos, esbelta e flexuosa, seria formosa se a boca
fosse menor e o nariz não tivesse o arrebite petulante que lhe dava um ar menos distinto porém mais
provocante. [...] passava por afetada em seus modos e gestos, acontecendo que, a despeito da sua
afabilidade, algumas pessoas, sobretudo as mulheres, fugiam de conversar com ela porque não
sabiam “falar difícil”. Maliciosos diziam-na cheia de “não-me-deixes”,e outros a qualificavam
francamente de pedante.
Gabarito:
4.1 Alípio
4.2 Matias
4.3 Florzinha
4.4 Benvinda
4.5 Bilinha
Questão 18
Identifique o que for correto sobre uma planta de feijão e outra de milho.
01) O tecido de revestimento das folhas de ambas as plantas é a epiderme.
02) No milho, o caule é aéreo do tipo estipe.
04) As atividades do meristema fundamental e do procâmbio propiciam o crescimento secundário nas
duas plantas.
08) O fruto das plantas de milho é classificado como seco, indeiscente do tipo cariopse.
16) No feijão, o sistema radicular é pivotante e a germinação, epígea.
Gabarito:
25
Resolução:
01 + 08 + 16 = 25
01) Correta. As folhas de todas as plantas são revestidas pela epiderme.
 
02) Errada. O caule do milho é do tipo colmo, como o da cana-de-açúcar.
 
04) Errada. O meristema fundamental é tecido de crescimento primário, portanto gera crescimento
longitudinal.
 
08) Correta. O fruto do milho não se abre ao amadurecer, ou seja, é indeiscente. E as sementes estão
unidas à parede do fruto em toda a sua extensão (cariopse).
 
16) Correta. Na germinação do feijão, os cotilédones são levantados acima do solo pelo hipocótilo.
Questão 19
Identifique o que for correto sobre os diversos grupos de organismos.
01) Os organismos conhecidos como algas são exclusivamente aquáticos e microscópicos.
02) O pinhão, fruto da gimnosperma pinheiro-do-Paraná, é o estróbilo feminino desenvolvido dessa
planta. 
04) Em uma angiosperma, como o milho, o zigoto é (2n) e o endosperma (3n).
08) Liquens são associações harmoniosas em que os fungos apresentam nutrição autotrófica.
16) Nas pteridófitas conhecidas como samambaias, as sementes são pequenas, formadas na face
inferior das folhas e dispersas pelo vento.
Gabarito:
04
Resolução:
01) Errada. Algas unicelulares compõem os liquens, além de existirem em ambientes terrestres
úmidos. Além disso, as algas podem ser uni ou pluricelulares. 
 
02) Errada. O pinhão é a semente da gimnosperma pinheiro-do-Paraná.
 
04) Correta. Como ocorre dupla fecundação em angiospermas, a oosfera fecundada gera o embrião
diploide (2n) e os dois núcleos polares fecundados gera o endospermas triploide (3n).
 
08) Errada. Não existe nenhum fungo autótrofo, nos liquens os autótrofos são as algas que os
compõem.
 
16) Errada. As pteridófitas não possuem sementes, as estruturas na face inferior das folhas são os
soros, que produzem os esporos.
Questão 20
Leia estes dois fragmentos extraídos de O primo Basílio, de Eça de Queirós, ambos referentes à
personagem Luísa.
I – Lia muitos romances; tinha uma assinatura, na Baixa, ao mês. Em solteira, aos dezoito anos,
entusiasmara-se por Walter Scott e pela Escócia; desejara então viver num daqueles castelos
escoceses, que têm sobre as ogivas os brasões do clã, mobilados com arcas góticas e troféus de
armas, forrados de largas tapeçarias, onde estão bordadas legendas heroicas, que o vento do lago
agita e faz viver; e amara Ervandalo, Morton e Ivanhoé, ternos e graves, tendo sobre o gorro a pena
de águia, presa ao lado pelo cardo de Escócia de esmeraldas e diamantes. (Cap. I)
II – Ia encontrar Basílio no “Paraíso” pela primeira vez. E estava muito nervosa: não pudera dominar,
desde pela manhã, um medo indefinido que lhe fizera pôr um véu muito espesso, e bater o coração
ao encontrar Sebastião. Mas ao mesmo tempo uma curiosidade intensa, múltipla, impelia-a, com um
estremecimentozinho de prazer. – Ia, enfim, ter ela própria aquela aventura que lera tantas vezes nos
romances amorosos! Era uma forma nova do amor que ia experimentar, sensações excepcionais!
Havia tudo – a casinha misteriosa, o segredo ilegítimo, todas as palpitações do perigo! (Cap. VI)
Estão conjugados no mesmo tempo, mas se referem a diferentes períodos da vida de Luísa, os verbos
destacados em:
A “Lia muitos romances” e “tinha uma assinatura”. (Fragmento I)
B “entusiasmara-se por Walter Scott” e “desejara então viver”. (Fragmento I)
C “que têm sobre as ogivas” e “onde estão bordadas”. (Fragmento I)
D “Ia encontrar Basílio” e “que ia experimentar”. (Fragmento II)
E “que lhe fizera pôr” e “que lera tantas vezes”. (Fragmento II)
Gabarito:
E
Resolução:
Os verbos "fizera" e "lera" se referem a diferentes momentos da vida de Luísa, embora ambos
estejam conjugados no pretérito mais-que-perfeito. O primeiro se refere a um passado imediato à
ação descrita no fragmento II ("o receio a fizera pôr um véu espesso antes de ir ao "Paraíso",
encontrar-se com Basílio"); o segundo se refere a um passado mais remoto em relação a essa ação
("ela lera vários romances muito antes do dia em que se encontra com Basílio").

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