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PRISÃO PREVENTIVA 1. A prisão preventiva é uma medida cautelar de natureza: a) Punitiva, sendo aplicável somente após condenação. b) Protetiva, voltada para a proteção da vítima. c) Cautelar, voltada para assegurar a aplicação da lei penal e a ordem pública. d) Educacional, destinada à ressocialização do réu. Gabarito: c) Cautelar, voltada para assegurar a aplicação da lei penal e a ordem pública. Comentário: A prisão preventiva é uma medida cautelar, ou seja, não é uma punição, mas sim uma medida tomada pelo juiz para garantir que o réu não atrapalhe o andamento da investigação ou do processo, e para assegurar a ordem pública, a aplicação da lei penal, ou a conveniência da instrução criminal. 2. Em que situação a prisão preventiva pode ser decretada? a) Quando houver risco de fuga do acusado. b) Quando o acusado for considerado culpado. c) Quando o acusado não tiver defesa. d) Quando o acusado for primário. Gabarito: a) Quando houver risco de fuga do acusado. Comentário: A prisão preventiva pode ser decretada quando houver razões concretas que indiquem risco de fuga do acusado, perigo para a ordem pública ou para a aplicação da lei penal, entre outras hipóteses previstas no Código de Processo Penal, como a conveniência da instrução criminal. 3. Qual das alternativas abaixo NÃO constitui uma das hipóteses para decretação da prisão preventiva, segundo o Código de Processo Penal? a) Garantir a aplicação da lei penal. b) Manter a ordem pública. c) Garantir que o réu não pratique crimes enquanto aguarda o julgamento. d) Impedir que o réu pague fiança. Gabarito: d) Impedir que o réu pague fiança. Comentário: O Código de Processo Penal (CPP) não prevê que a prisão preventiva seja decretada para impedir que o réu pague fiança. A prisão preventiva pode ser decretada em situações como risco de fuga, ameaça à ordem pública ou à instrução criminal, entre outras. 4. A prisão preventiva poderá ser revogada: a) Sempre que o acusado demonstrar bom comportamento. b) Somente após a sentença condenatória transitada em julgado. c) Se cessarem os motivos que justificaram a sua decretação. d) Quando o acusado se submeter ao regime semiaberto. Gabarito: c) Se cessarem os motivos que justificaram a sua decretação. Comentário: A prisão preventiva é uma medida cautelar que pode ser revogada quando desaparecem os motivos que a justificaram, como a cessação do risco de fuga ou da ameaça à ordem pública, por exemplo. Não depende de sentença condenatória transitada em julgado. 5. O juiz deve revisar a prisão preventiva: a) Sempre, após a sentença condenatória. b) A cada 30 dias. c) A cada 90 dias. d) Quando o Ministério Público solicitar. Gabarito: b) A cada 30 dias. Comentário: A prisão preventiva deve ser revista periodicamente pelo juiz, a cada 30 dias, para verificar se as condições que justificaram a sua decretação ainda persistem. Caso contrário, ela deve ser relaxada ou convertida em outra medida cautelar. 6. Qual é a principal característica da prisão preventiva em relação à pena privativa de liberdade? a) A prisão preventiva é sempre mais severa que a pena privativa de liberdade. b) A prisão preventiva é uma medida cautelar, não uma punição. c) A prisão preventiva é uma pena imposta antecipadamente ao réu. d) A prisão preventiva visa à execução imediata de uma sentença condenatória. Gabarito: b) A prisão preventiva é uma medida cautelar, não uma punição. Comentário: A prisão preventiva é uma medida cautelar, não uma punição. Ela visa garantir a ordem pública e a regularidade do processo, sendo decretada antes da sentença final. Ela não é uma pena, mas uma forma de assegurar que o réu não prejudique a investigação ou o julgamento. 7. A prisão preventiva, conforme o Código de Processo Penal, pode ser decretada em relação a qualquer pessoa. No entanto, é possível que seja aplicada a um réu preso em flagrante? a) Não, a prisão preventiva só pode ser aplicada após o trânsito em julgado da sentença. b) Sim, a prisão preventiva pode ser aplicada desde o momento da prisão em flagrante, se houver necessidade. c) Não, a prisão preventiva é incompatível com a prisão em flagrante. d) Sim, mas apenas se a prisão em flagrante não for suficiente para garantir a ordem pública. Gabarito: b) Sim, a prisão preventiva pode ser aplicada desde o momento da prisão em flagrante, se houver necessidade. Comentário: A prisão preventiva pode ser decretada em qualquer fase do processo, inclusive logo após a prisão em flagrante, caso o juiz entenda que há elementos suficientes que justifiquem a medida cautelar, como o risco de fuga ou a necessidade de garantir a ordem pública. 8. Quais são os efeitos da prisão preventiva no caso de condenação posterior do réu? a) A prisão preventiva é convertida automaticamente em prisão domiciliar. b) A prisão preventiva é considerada como cumprimento de pena. c) A prisão preventiva é convertida em pena de prisão com regime mais severo. d) A prisão preventiva não tem relação com a execução da pena, sendo considerada apenas uma medida cautelar. Gabarito: b) A prisão preventiva é considerada como cumprimento de pena. Comentário: Quando o réu é condenado e já estava em prisão preventiva, o tempo em que ele ficou preso preventivamente é contado como cumprimento de pena. Isso pode ser utilizado para fins de progressão de regime ou para a redução do tempo de pena, conforme as normas da execução penal. 9. Qual das alternativas abaixo é considerada uma medida substitutiva da prisão preventiva? a) Prisão domiciliar. b) Liberdade provisória sem fiança. c) Uso de tornozeleira eletrônica. d) Proibição de frequentar certos lugares. Gabarito: c) Uso de tornozeleira eletrônica. Comentário: O uso de tornozeleira eletrônica é uma medida cautelar substitutiva da prisão preventiva, permitindo que o réu aguarde o julgamento em liberdade, mas com monitoramento eletrônico, garantindo o cumprimento de suas obrigações processuais e a ordem pública. 10. A prisão preventiva pode ser decretada com base em: a) Qualquer acusação sem provas. b) Simples presunção de que o réu será culpado. c) Fundamentação concreta, com base em fatos que demonstram a necessidade da medida cautelar. d) Apenas em crimes de natureza hedionda. Gabarito: c) Fundamentação concreta, com base em fatos que demonstram a necessidade da medida cautelar. Comentário: A prisão preventiva deve ser decretada com base em fundamentação concreta, ou seja, o juiz deve analisar as circunstâncias do caso e justificar a necessidade da medida cautelar, como o risco de fuga ou a ameaça à ordem pública ou à instrução criminal, não podendo ser decretada com base apenas em suposições.