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Universidade Federal de São Carlos 
Campus Sorocaba 
 
 
 
Componente Curricular: Química Ambiental. 
 
 
 
 
Professora Doutora Elisabete Alves Pereira. 
 
 
 
Aula Prática II - Análise da concentração de oxigênio dissolvido em uma 
amostra de água. 
 
 
Realizado no dia 13 de Novembro de 2023. 
 
 
 
 
Integrantes: 
 
Emanuele Vitoria da Silva RA: 805808 
 
Helen Aparecida Jamas dos Santos RA: 812955 
 
Mirtes Castro RA: 804464 
 
 
 
Sorocaba, 
 
Julho de 2023 
 
 
Introdução 
 
O experimento foi realizado com o intuito de determinar a quantidade de oxigênio dissolvido de 
uma amostra de água. Para a determinação de oxigênio dissolvido na amostra de água utilizou-se 
uma solução de sulfato de manganês II, solução alcalina de azida-iodeto e uma solução de 
tiossulfato de sódio 0,0125 mol L-¹ como titulante. 
 
O sulfato de manganês II em um meio alcalino, na presença de oxigênio dissolvido, é oxidado, 
formando precipitado marrom, essa fase é conhecida como “fixação”, pois o oxigênio dissolvido 
não reage mais com outras matérias presentes na amostra. Após a fixação do oxigênio, ocorre a 
adição de ácido fosfórico, para dissolver o precipitado formado, que será titulado por uma 
solução de tiossulfato de sódio. 
 
 
Resultados e discussões. 
 
Após adição da solução de sulfato de manganês II e solução alcalina de azida-iodeto (KI + 
KOH). 
 
A reação entre sulfato de manganês e hidróxido de potássio produz Hidróxido de manganês, 
formado pela reação com oxigênio dissolvido na forma de Precipitado castanho, nomeadamente 
. Isso é necessário para fixar o oxigênio. Após é necessário dissolver o precipitado 𝑀𝑛𝑂(𝑂𝐻)
2
disponibilizando-o para análise (CETESB, 2016). 
 
 𝑀𝑛𝑆𝑂
4
 + 2 𝐾𝑂𝐻 → 𝐾
2
𝑆𝑂
4
 + 𝑀𝑛(𝑂𝐻)
4
 
 2 𝑀𝑛(𝑂𝐻)
2
 + 𝑂
2
 → 2 𝑀𝑛𝑂(𝑂𝐻)
2
 
Em seguida, quando foi adicionado 2 mL de ácido fosfórico houve reação com o , e 𝑀𝑛𝑂(𝑂𝐻)
2
o produto de reação foi o sulfato de manganês, que logo em seguida reagiu com o originário 𝐾𝐼
da solução de iodeto, liberando (CETESB, 2016). 𝐼
2
 
A quantidade de liberada era matematicamente igual a quantidade de oxigênio dissolvido na 𝐼
2
amostra. 
 
 𝑀𝑛𝑂(𝑂𝐻)
2
 + 2 𝐻
2
𝑆𝑂
4
 → 𝑀𝑛(𝑆𝑂
4
)
2
 + 3 𝐻
2
𝑂
 
Mn(SO4)2 + 2 KI MnSO4 + I2 →
 
 
O I2 reage com o excesso de formando , no qual a coloração é amarelada. O tri-iodeto não 𝐼− 𝐼−3
é volátil, reduzindo assim os erros de determinação. 
 
 𝐼
2
 + 𝐼− → 𝐼
3
−
 
Na titulação o aproximadamente 0,0125 mol foi sendo adicionado, os íons 𝑁𝑎
2
𝑆
3
𝑂
3
𝐿−1
tri-iodeto ( ), oxidaram o tiossulfato ( ) a tetrationato ( ). 𝐼−3 𝑆
2
𝑂
3
−2 𝑆
4
𝑂
6
−2
 
 2 𝑁𝑎
2
𝑆
2
𝑂
3
 + 𝐼
3
− → 𝑁𝑎
2
𝑆
4
𝑂
6
 + 3𝐼−
 
Ao acrescentar 1 mL da solução de amido, a amostra apresentou uma coloração azul. Isso ocorre 
porque o amido forma um complexo de cor azul com o iodo (HARRIS,2001). 
 
Continuou-se a titulação até a solução tornar-se novamente incolor. O tri-iodeto ao ser 
consumido, desloca a reação do com para o tri-iodeto, o que diminuía a quantidade de 𝐼
2
𝐼− 𝐼
2
 
na solução e, consequentemente, complexa o amido, diminuiu a coloração azul da solução. 
 
Os volumes gastos de tiossulfato de sódio de em cada análise, apresentado na tabela 1, 𝑁𝑎
2
𝑆
2
𝑂
3
abaixo: 
 
Tabela 1 - Análise de Oxigênio dissolvido numa amostra de água. 
Análise concentração de Oxigênio - titulação 
Amostra Tipo de água 
Quantidade de 
amostra (mL) 
Volume de reagente gasto na 
titulação (mL) 
Amostra 1 Água comercial 100 4,0 
Amostra 2 Água comercial 100 4,5 
Fonte: As autoras. 
 
 
Como pode ser observado na tabela 1, nas titulações houve uma diferença de 0,5 mL entre a 
primeira e segunda amostra, uma diferença aceitável e dentro da margem de erro. A partir dos 
resultados obtidos nas titulações foi calculada a concentração de oxigênio dissolvido (OD), em 
mg O₂/L de água: 
 
Cálculo do número de mol de tiossulfato consumido na titulação: 
Calcular nº de mols 𝑆
2
𝑂
3
−2
 — 0, 0125 𝑚𝑜𝑙 𝑑𝑒 𝑆
2
𝑂
3
−2 1000 𝑚𝐿
 
 — 𝑥 4, 0 𝑚𝐿
 𝑥 = 5. 10−5 𝑚𝑜𝑙 𝑑𝑒 𝑡𝑖𝑜𝑠𝑠𝑢𝑙𝑓𝑎𝑡𝑜 𝑔𝑎𝑠𝑡𝑜.
 
Relacionar estequiometria 
 — 2 𝑚𝑜𝑙𝑠 𝑆
2
𝑂
3
−2 2 𝑚𝑜𝑙𝑠 𝐼
 — 5. 10−5 𝑚𝑜𝑙𝑠 𝑦
 𝑦 = 5. 10−5 𝑚𝑜𝑙𝑠 𝑑𝑒 𝐼
 
Relacionar estequiometria 
 — 1 𝑚𝑜𝑙 𝑀𝑛4+ 2 𝑚𝑜𝑙𝑠 𝐼
 — 𝑧 5. 10−5 𝑚𝑜𝑙𝑠 
 𝑧 = 2, 5. 10−5 𝑚𝑜𝑙 𝑑𝑒 𝑀𝑛4+
 
Relacionar estequiometria 
 — 1 𝑚𝑜𝑙 𝑂
2
2 𝑚𝑜𝑙 𝑀𝑛𝑂(𝑂𝐻)
2
 — 𝑤 2, 5. 10−5 𝑚𝑜𝑙 𝑑𝑒 𝑂
2
 𝑤 = 1, 25. 10−5 𝑚𝑜𝑙 𝑑𝑒 𝑂
2
 
Calcular nº mols com o volume da amostra 
 — 1, 25. 10−5 𝑚𝑜𝑙 𝑑𝑒 𝑂
2
100 𝑚𝐿
 — 𝑥 1000 𝑚𝐿
x = mol/L de 1, 25. 10−4 𝑂
2
 
 𝑚𝑜𝑙/𝐿 𝑒𝑚 𝑔/𝐿 → 𝑚𝑔/𝐿
 — 1 𝑚𝑜𝑙 𝑑𝑒 𝑂
2
31, 98 𝑔
 — — 1, 25. 10−4 𝑚 1𝐿
 𝑚 = 1, 25. 10−4 . 31, 98 
 𝑚 = 4, 0. 10−3 𝑔/𝐿 . 1000 → 4 𝑚𝑔/𝐿
 
Cálculo para a amostra 2: 
Cálculo do número de mol de tiossulfato consumido na titulação: 
Calcular nº de mols 𝑆
2
𝑂
3
−2
 — 0, 0125 𝑚𝑜𝑙 𝑑𝑒 𝑆
2
𝑂
3
−2 1000 𝑚𝐿
 — 𝑥 4, 5 𝑚𝐿
 𝑥 = 5, 6. 10−5 𝑚𝑜𝑙 𝑑𝑒 𝑡𝑖𝑜𝑠𝑠𝑢𝑙𝑓𝑎𝑡𝑜 𝑔𝑎𝑠𝑡𝑜.
 
 
Relacionar estequiometria 
 — 2 𝑚𝑜𝑙𝑠 𝑆
2
𝑂
3
−2 2 𝑚𝑜𝑙𝑠 𝐼
 — 5, 6. 10−5 𝑚𝑜𝑙𝑠 𝑦
 𝑦 = 5, 5. 10−5 𝑚𝑜𝑙𝑠 𝑑𝑒 𝐼
 
Relacionar estequiometria 
 — 1 𝑚𝑜𝑙 𝑀𝑛4+ 2 𝑚𝑜𝑙𝑠 𝐼
 — 𝑧 5, 5. 10−5 𝑚𝑜𝑙𝑠 
 𝑧 = 2, 75. 10−5 𝑚𝑜𝑙 𝑑𝑒 𝑀𝑛4+
 
Relacionar estequiometria 
 — 1 𝑚𝑜𝑙 𝑂
2
2 𝑚𝑜𝑙 𝑀𝑛𝑂(𝑂𝐻)
2
 — 𝑤 2, 75. 10−5 𝑚𝑜𝑙 𝑑𝑒 𝑂
2
 𝑤 = 1, 4. 10−5 𝑚𝑜𝑙 𝑑𝑒 𝑂
2
 
Calcular nº mols com o volume da amostra 
 — 1, 4. 10−5 𝑚𝑜𝑙 𝑑𝑒 𝑂
2
100 𝑚𝐿
 — 𝑥 1000 𝑚𝐿
x = mol/L de 1, 4. 10−4 𝑂
2
 
 𝑚𝑜𝑙/𝐿 𝑒𝑚 𝑔/𝐿 → 𝑚𝑔/𝐿
 — 1 𝑚𝑜𝑙 𝑑𝑒 𝑂
2
31, 98 𝑔
 — — 1, 4. 10−4 𝑚 1𝐿
 𝑚 = 1, 4. 10−4 . 31, 98 
 𝑚 = 4, 5. 10−3 𝑔/𝐿 . 1000 → 4, 5 𝑚𝑔/𝐿
 
 
Conclusão 
 
A partir dos resultados obtidos no experimento realizado e das pesquisas apresentadas neste 
trabalho, compreende-se que as amostras de água analisadas não estão dentro dos padrões 
necessários para o desenvolvimento da vida aquática de algumas espécies (CONAMA, 2005), 
possuindo entre 4 mg/L e 4,5 mg/L de oxigênio dissolvido. 
 
A temperatura se relaciona diretamente com a dissolução de oxigênio em água (CETESB, 2016), 
conforme a temperatura aumenta, a solubilidade do O₂ em água diminui. Na data de realização 
 
do experimento, a temperatura era de aproximadamente 35º graus, por este motivo, foram 
encontradas quantidades menores de oxigênio dissolvido na amostra de água analisada do que se 
esperava. 
 
As amostras ao serem analisadas e apresentarem baixas quantidades de O₂ dissolvido, revelam 
estar um pouco fora dos padrões estipulados pela CONAMA, uma vez que, a quantidade de O₂ 
dissolvido em água para o desenvolvimento de espécies aquáticas determinada pela CONAMA é 
de 5,0 mg/L, o valor obtido nas análises está menor em 0,5 mg/L a 1 mg/L. As quantidades de O₂ 
que se apresentaram nas amostras podem ter alguma margem de erro, levando em conta as altas 
temperaturas no dia do experimento, ou a existência de bactérias que ao consumirem a matéria 
orgânica presente na água, degradam o oxigênio nela dissolvido, alterando assim os resultados 
das análises. 
 
 
 
Referências 
BAIRD, Colin. e CANN, Michael. Química ambiental. Bookman, 4º edição, 2011. 
HARRIS, Daniel C. Análise Química Quantitativa. 5 ed. Rio de Janeiro: LTC, 2001. 
 
SKOOG, Douglas A. et al. Fundamentos de química analítica. 8 ed. São Paulo, SP: Thomson 
Learning, 2006. 
 
BRASIL, Resolução CONAMAnº 357, de 17 de março de 2005. Classificação de águas, doces, 
salobras e salinas no Território Nacional. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, 
Brasília, 17 março de 2005. 
 
SÃO PAULO, CETESB nº 268, de 20 de dezembro de 2016. Determinação de oxigênio 
dissolvidos. Diário Oficial do Estado de São Paulo, 20 dezembro de 2016. Disponível em: 
https://cetesb.sp.gov.br/mortandade-peixes/alteracoes-fisicas-e-quimicas/oxigenio-dissolvido/#:~
:text=%C3%81guas%20com%20temperaturas%20mais%20baixas,oxig%C3%AAnio%20dissolv
ido%20apresenta%20menor%20solubilidade. Acesso em: 19 de nov. 2023.

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