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UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ 
INSTITUTO DE TECNOLOGIA 
FACULDADE DE ENGENHARIA MECÂNICA 
LABORATÓRIO BÁSICO II 
 
 
 
 
 
ANTHONNY GUILLER NEVES PEREIRA (202102140048) 
 
 
 
RELATÓRIO DE EXPERIMENTO 1: Resistores 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
BELÉM/PA 
2023 
ANTHONNY GUILLER NEVES PEREIRA (202102140048) 
 
 
 
 
 
RELATÓRIO DE EXPERIMENTO 1: Resistores 
 
 
 
 
 
 
 
Relatório sobre resistores apresentado como parte de 
avaliação para a disciplina de Laboratório Básico II 
ministrada pelo professor Jaime Urban do Instituto de 
Tecnologia da Universidade Federal do Pará - Campus 
Belém. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
BELÉM/PA 
2023 
SUMÁRIO 
1. INTRODUÇÃO .................................................................................................................... 4 
2. REVISÃO TEÓRICA .......................................................................................................... 4 
3. METODOLOGIA ................................................................................................................. 6 
3.1 Equipamentos e materiais ..................................................................................................... 6 
3.2 Experimento com resistor linear ........................................................................................... 6 
3.3 Experimento com resistor não linear .................................................................................... 7 
4. DISCUSSÕES E RESULTADOS ........................................................................................ 8 
5. CONSIDERAÇÕES FINAIS ............................................................................................... 9 
REFERÊNCIAS ..................................................................................................................... 10 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1. INTRODUÇÃO 
 Com esse relatório será possível compreender, pela base teórica, o equacionamento e o 
comportamento por trás do fenômeno de resistividade elétrica, o que leva diretamente para o 
entendimento de um resistor dentro de um circuito elétrico, tendo em vista que resistores podem 
ser compreendidos como empecilhos do fluxo de corrente ou ainda como quaisquer dispositivos 
que utilize eletricidade para ser alimentado tais como lâmpadas, monitores, computadores, 
televisões, celulares etc. 
 Além disso será possível entender as curvas características de resistores que obedecem 
ou não a lei de Ohm, que serão demonstrados por meio de gráficos montados com os dados 
obtidos durante a prática do experimento. 
 
2. REVISÃO TEÓRICA 
Para todos os circuitos elétricos existentes há embasamentos teóricos pertinentes como 
a resistividade e condutividade de um material. Essa resistividade é a capacidade do material 
resistir a um fluxo de elétrons, ou seja, quão menor essa resistividade mais fácil será o transporte 
de elétrons entre terminais, podendo ser definida pela equação 1. 
𝜌 =
𝐸
𝐽
(1) 
• E – Campo elétrico (
𝑉
𝑚
) 
• J – Densidade de corrente (
𝐴
𝑚2) 
• 𝜌 – Resistividade (Ω. 𝑚) 
Em contrapartida, a condutividade seria o inverso da resistividade (Ω. 𝑚)−1, com isso 
podemos entender a facilidade para condução elétrica em metais, pois eles são bons condutores 
e tem uma resistividade baixa assim como mostrado na figura 1. 
Figura 1 – Tabela de resistividade de alguns metais 
 
Fonte: Young e Freedman, 2009. 
Com a deposição desse conceito podemos discorrer sobre a chamada “lei de Ohm”, que 
pode ser definida pela equação 2. 
𝑉 = 𝐼. 𝑅(2) 
• V – Tensão (V) 
• I – Corrente (A) 
• R – Resistência (Ω) 
Entretanto essa equação somente é valida quando a resistividade 𝜌 é constante. Segundo 
Young & Freedman (2009) “...Contudo é importante entender que o verdadeiro significado da 
lei de Ohm consiste na indicação de uma proporcionalidade direta (para alguns materiais) de V 
com I ou de J com E... Porém somente em caso de R constante é que essa relação é válida”. Os 
autores, em suma, dizem que só é viável a lei de Ohm quando a relação da equação 3 é constante 
(resistência constante). 
𝑅 = 𝜌
L
A
(3) 
 Com isso podemos compreender os resistores de forma geral, onde existem dois tipos 
sendo aqueles que obedecem a lei de Ohm que são denominados lineares (ou ôhmicos) e os que 
não obedecem, sendo chamados de não lineares (não ôhmicos). Sendo que Gussow (2009) 
define resistores como “um resistor é um dispositivo cuja resistência ao fluxo de corrente tem 
um valor conhecido e bem determinado. A resistência é medida em ohms e é representada pela 
letra R nas equações”. 
 Em linhas gerais os resistores ôhmicos tem um comportamento linear, em uma certa 
faixa de temperatura para cada material, quando plotado um gráfico da corrente em função da 
tensão, sendo que a inclinação da reta é igual a 1/R. 
Figura 2 – Curvas características 
 
Fonte: Young e Freedman (2009) 
3. METODOLOGIA 
3.1 Equipamentos e materiais 
• Fonte de Tensão Contínua de até 25V; 
• 2 multímetros; 
• Cabos de conexão; 
• Resistor 180Ω; 
• Varistor; 
3.2 Experimento com resistor linear 
 Para esse experimento foi utilizado um resistor do laboratório e nele já tínhamos 
terminais de entrada e saída que seriam utilizados pelo multímetro, assim como segue na 
próxima imagem: 
Figura 3 - Resistor 
 
 Para sabermos o valor, ao menos nominal, de resistência olhamos para a indicação de 
faixas coloridas na no resistor e comparamos com uma tabela convencional (figura xx). Com 
isso identificou-se o valor de 180 Ω. 
 Por conseguinte, iniciamos com a montagem do circuito elétrico, nele deveríamos 
identificar duas grandezas: Diferença de potencial entre os terminais e a corrente do resistor. 
Com isso em mente montamos da seguinte forma: 
 
 
 
 
Figura 4 – Circuito elétrico do resistor 
 
 Primeiro montamos o circuito para ler a corrente do sistema, com o multímetro de cor 
preta, para leitura em corrente contínua (mA) e depois inserimos o multímetro laranja na escala 
de tensão contínua (V) nos terminais do resistor. Esse circuito também valerá para o 
experimento do varistor, apenas trocaremos o objeto de análise. 
 O procedimento, para os dois experimentos, consistiu em aumentar a tensão da fonte em 
aproximadamente 2V a cada teste, observando a alteração de corrente e gerando uma tabela de 
dados. 
Tabela 1 – Dados do resistor 
Tensão (V) Corrente (mA) 
2.01 0.09 
3.99 0.19 
5.99 0.30 
8.00 0.41 
10.03 0.53 
 
3.3 Experimento com resistor não linear 
Para o varistor (resistor não linear), como dito anteriormente fizemos o mesmo circuito 
elétrico, apenas mudando para o varistor (figura xx). Dessa maneira realizamos as mesmas 
mudanças de tensão do experimento anterior, o que nos gerou a tabela 2. 
 
 
 
 
Figura 5 – Varistor 
 
 
Tabela 2 – Dados do resistor 
Tensão (V) Corrente (mA) 
12.60 0.01 
14.02 0.02 
16.02 0.05 
17.99 0.08 
20.00 0.13 
 
4. DISCUSSÕES E RESULTADOS 
 Com os dados do experimento podemos compreender a diferença entre resistores e 
varistores, por meio da curva característica de cada um. Onde no resistor temos uma 
característica linear e no varistor uma característica não-linear. Portanto, com os dados das 
tabelas podemos montar essas curvas utilizando o software Excel, assim como mostrado nos 
gráficos a seguir. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Gráfico 1 
 
Gráfico 2 
 
5. CONSIDERAÇÕES FINAIS 
 Com o experimento realizado foi possível compreender algumas características físicas 
e teóricas sobre resistores lineares e não lineares. Mesmo com uma amostragem de dados 
consideravelmente pequena foi possível ver a diferença nas curvas quando plotado o gráfico, 
levando a suposições de que seria possível conseguir uma curva ainda mais refinada caso 
houvesse maior amostra de dados. 
 
 
 
 
0
0,1
0,2
0,3
0,4
0,5
0,60 2 4 6 8 10 12
C
o
rr
en
te
 (
m
A
)
Tensão (V)
Resistor 
0,01
0,03
0,05
0,07
0,09
0,11
0,13
0,15
12 13 14 15 16 17 18 19 20
C
o
rr
en
te
 (
m
A
)
Tensão (V)
Varistor
REFERÊNCIAS 
 
GUSSOW, Milton. Eletricidade básica. 2 ed. Rio Grande do Sul: Bookman, 2009. 
 
YOUNG, Hugh; FREEDMAN, Roger. Física III – Eletromagnetismo. 12 ed. Rio de Janeiro: 
Pearson, 2009

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