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G EO G R A FI A 29Editora Bernoulli Nos dias atuais, o “Velho Chico” – denominação cunhada pelos ribeirinhos – está no centro das atenções devido ao projeto de transposição de suas águas para as bacias hidrográficas do sertão setentrional. Esse projeto é considerado, por muitos, a melhor alternativa para minimizar o problema da vulnerabilidade climática e da tensão social no Nordeste semiárido. A) EXPLIQUE as razões para o conflito entre o uso das águas para irrigação e o seu aproveitamento na geração de energia elétrica no vale do São Francisco. B) APRESENTE uma crítica feita pelos movimentos ambientalistas à transposição de águas do São Francisco para as bacias do Nordeste Setentrional. EXERCÍCIOS PROPOSTOS 01. (UFMG) Observe no mapa as áreas assinaladas. 0 170 km N Em relação a essas áreas, é CORRETO afirmar que nelas predominam A) culturas comerciais, grandes e médias propriedades. B) culturas de subsistência e minifúndios. C) culturas irrigadas e microempresas agrícolas. D) policultura e pequenas propriedades familiares. 02. (UESC-BA) Sobre o Nordeste brasileiro, pode-se afirmar: A) O Planalto de Borborema, localizado ao sul dessa região, é a principal unidade do relevo nordestino. B) O sistema viário deficitário e a estrutura fundiária tradicional criam obstáculos ao seu desenvolvimento e favorecem a exclusão social. C) A pobreza que o caracteriza está relacionada aos poucos recursos naturais e às secas cíclicas que predominam em toda a área. D) A população é predominantemente urbana, devido ao fato de ser a economia baseada nas atividades terciárias, e o setor secundário incipiente, em todas as sub-regiões. E) A inexistência de grandes metrópoles e a hipertrofia do setor terciário torna essa região a economicamente mais estagnada do país. 03. (URCA-CE–2011) Sabemos que a região Nordeste é bastante complexa e muito variada nas suas características físicas e formas de ocupação humana. Com base nos conhecimentos geográficos e históricos sobre ela, julgue os itens a seguir I. Desde o estado do Maranhão até o estado da Bahia, as formações litorâneas são constituídas de material de origem fluvial, marinha ou fluviomarinha, onde encontramos os manguezais. II. Os “inselbergs”, elevações que se assemelham a serras, aparecem em áreas aplainadas da região sertaneja de clima semiárido. Têm sua origem ligada ao intemperismo químico e à erosão pluvial. III. o Agreste apresenta a pecuária extensiva de corte como sua principal atividade econômica. Destaca-se também a presença de cidades e metrópoles regionais como João Pessoa e Campina Grande. IV. Em certas regiões, aparecem as chapadas nordestinas, que são relevos residuais, isto é, restos de um capeamento sedimentar, de aspecto tabular, como a Chapada do Apodi entre o Ceará e o Rio Grande do Norte, e a Chapada do Araripe, entre Ceará e Pernambuco. V. Na zona úmida do Nordeste desenvolveu-se a Mata Atlântica em solos férteis como o massapé. Daí o nome de Zona da Mata dado a essa região. Ela já foi quase toda destruída por causa da exploração da madeira e da utilização da terra para a monocultura canavieira. É VERDADEIRO o que se afirma em: A) I apenas. B) I e II apenas. C) I e III apenas. D) I, IV e V apenas. E) II e III apenas. 04. (Uncisal–2010) Observe o mapa a seguir: Polígono das Secas Polígono das Secas 0 170 km OCEANO ATLÂNTICO OCEANO ATLÂNTICO N Regionalismo brasileiro: Nordeste 30 Coleção Estudo A respeito da área delimitada, é CORRETO afirmar que A) o Polígono das Secas está restrito às áreas do Sertão dos estados nordestinos. B) as regiões Norte, Nordeste e Sudeste situam-se nos limites do Polígono das Secas. C) áreas do Agreste, Meio-Norte e Sertão são abrangidas pelo Polígono das Secas, ultrapassando os limites da própria região Nordeste. D) a intensa urbanização na área do Polígono das Secas foi a responsável pelo aumento da erosão do solo e pela diminuição das chuvas. (UESC-BA–2007) Com base nos versos, responda às questões 05 e 06. No Nordeste, a terra é seca E bastante concentrada, Tem caatinga e tem pobreza E uma população desamparada. Mas o solo não é pobre E, quando há chuva, há produção. Do que a população precisa É de uma política de inclusão, Que fixe toda a sua gente Nessa imensa região. 05. Sobre o Nordeste e os problemas retratados nos versos, pode-se concluir: A) Mostra uma grande estagnação econômica, devido à ausência das atividades secundárias. B) Apresenta um grande número de novas fronteiras agrícolas, com predomínio da pecuária intensiva. C) É a região mais populosa e povoada do país, todavia, devido às condições naturais, é a de maior repulsão do Brasil. D) Caracteriza-se por um crescimento econômico heterogêneo, pelo inchaço das metrópoles regionais e pela diversidade cultural. 06. A análise dos versos e os conhecimentos sobre a região destacada permitem concluir: A) A estrutura fundiária agrava os problemas sociais, criando uma sociedade excludente. B) A Caatinga é uma formação homogênea tropófila adaptada a grandes períodos de estiagem. C) Os recursos hídricos são escassos, porque o lençol freático já foi intensamente explorado e não existem rios perenes. D) As secas cíclicas são os únicos obstáculos para o desenvolvimento nordestino, porque, sem chuvas, a agricultura torna-se inviável. 07. (URCA-CE–2010) De acordo com dados do IBGE, o Nordeste brasileiro possui 1,5 milhão de km2, ocupando cerca de 18% do território nacional. 4 3 1 2 A figura representa as quatro sub-regiões nordestinas (1, 2, 3, 4). Entendendo o Nordeste como uma região heterogênea, identifique a alternativa que traz CORRETAMENTE a sub-região e suas características. A) A sub-região 2 corresponde ao Agreste, identificado pelo cultivo da cana-de-açúcar, destacando-se metrópoles nacionais como Campina Grande e pela presença do Planalto da Borborema. B) A sub-região 3, ou Sertão nordestino, apresenta a pecuária extensiva de corte como atividade econômica e a agricultura de subsistência. Temos aí a metrópole nacional de Fortaleza, no Ceará. C) A sub-região 4 representa o Agreste, identificado economicamente como a bacia leiteira nordestina. Destacam-se cidades locais como Feira de Santana, na Bahia. D) A sub-região 3 corresponde ao Meio-Norte, caracterizado, tradicionalmente, pelo extrativismo do babaçu e pela cultura do arroz. Destacam-se duas grandes metrópoles regionais: São Luís e Teresina. E) A sub-região 4 representa o Meio-Norte, cuja economia baseia-se na pecuária intensiva e na fruticultura irrigada. Cidades como Teresina e São Luís são destaque pela grande concentração de serviços urbanos. Frente A Módulo 22 G EO G R A FI A 31Editora Bernoulli 08. (Mackenzie-SP–2010) 0 300 km 1 2 2 3 4 4 5 PA MARANHÃO São Luís Teresina PIAUÍ BAHIA CEARÁ Fortaleza RIO GRANDE DO NORTE João Pessoa PARAÍBA PERNAMBUCO Recife ALAGOAS Maceió Aracaju Salvador Petrolina Juazeiro MARANHÃO São Luís Teresina PIAUÍ BAHIA CEARÁ Fortaleza RIO GRANDE DO NORTE NatalNatal João Pessoa PARAÍBA PERNAMBUCO Recife ALAGOAS Maceió SERGIPESERGIPE Aracaju Salvador OCEANO ATLÂNTICO TO GO DF MG ES Petrolina Juazeiro N Observando o mapa, assinale a alternativa que contém a relação CORRETA entre o número e o foco de expressivo dinamismo econômico, na atualidade, no interior da região. A) 1 – Agronegócio (agricultura irrigada de frutas); 2 – Polo Têxtil e de Confecções; 3 – Polo Petroquímico; 4 – Complexo Mineral Metalúrgico; 5 – Rizicultura. B) 1 – Complexo Mineral Metalúrgico; 2 – Agronegócio (grãos); 3 – Polo Têxtil e de Confecções; 4 – Agronegócio (agricultura irrigada de frutas); 5 – Polo Petroquímico. C) 1 – Pecuária Intensiva de Corte; 2 – Agricultura Irrigada com Base Familiar; 3 – Atividade Salineira; 4 – Polo Petroquímico; 5 – Complexo Mineral Metalúrgico. D) 1 – PecuáriaExtensiva Leiteira; 2 – Agricultura Irrigada de Subsistência; 3 – Polo Petroquímico; 4 – Complexo Naval (Estaleiros); 5 – Polo Têxtil e de Confecções. E) 1 – Pecuária Intensiva de Corte; 2 – Agronegócio (grãos); 3 – Complexo Mineral Metalúrgico; 4 – Polo Petroquímico; 5 – Rizicultura. 09. (FGV-SP) Quarenta anos depois, bilhões de reais foram investidos criando um impulso econômico muito aquém dos gastos, e resultados sociais insignificantes na luta contra a pobreza. O Nordeste continuou pobre, apesar dos investimentos e mesmo dos bons resultados econômicos. Fonte: BUARQUE, Cristovam. Projeto Aprendiz, 15 nov. 2001. O autor do texto refere-se A) aos resultados das políticas de desenvolvimento regional gerenciadas pela Sudene desde a sua criação na década de 1960. B) à “indústria da seca” nordestina, cujo objetivo principal de aumento na oferta de água na região não se concretizou até os dias atuais. C) aos projetos educacionais desenvolvidos há vários anos na região por organizações não governamentais, com apoio de instituições internacionais. D) às consequências do programa Proálcool na região, que beneficiou com verbas públicas apenas os grandes usineiros. E) aos projetos de reforma agrária no Sertão nordestino, que fracassaram no objetivo de estancar a saída da população do meio rural. 10. (UEFS-BA–2011) Nordeste: Sub-regiões N 0 300 km PA MARANHÃO São Luís Teresina PIAUÍ BAHIA CEARÁ Fortaleza RIO GRANDE DO NORTE Natal João PessoaPARAÍBA PERNAMBUCO Recife ALAGOAS Maceió SERGIPE Aracaju Salvador Petrolina Juazeiro Campina Grande Feira de Santana Itabuna Ilhéus Vitória da Conquista Caruaru Sobral Mossoró MARANHÃO São Luís Teresina PIAUÍ BAHIA CEARÁ Fortaleza RIO GRANDE DO NORTE Natal João PessoaPARAÍBA PERNAMBUCO Recife ALAGOAS Maceió SERGIPE Aracaju Salvador OCEANO ATLÂNTICO TO GO DF MG ES Petrolina Juazeiro Campina Grande Arq. de Fernando de Noronha Feira de Santana Itabuna Ilhéus Vitória da Conquista Caruaru Zona da Mata Agreste Sertão Meio-Norte Sobral Fonte: Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene). Regionalismo brasileiro: Nordeste 32 Coleção Estudo Com base no mapa, no perfil e nos conhecimentos sobre o Nordeste brasileiro, A) IDENTIFIQUE, no perfil longitudinal A-B, as quatro grandes sub-regiões. B) CITE duas características da sub-região II, em relação à exploração agrícola. C) ESTABELEÇA um contraste entre as sub-regiões I e IV. SEÇÃO ENEM 01. (Enem–2010) A tabela a seguir apresenta dados coletados pelo Ministério da Saúde a respeito da redução da taxa de mortalidade infantil em cada região brasileira e no Brasil. 2002 2004 Variação % 2002-2004 N 27,0 25,6 ↓ 5,2 NE 37,2 33,9 ↓ 8,9 SE 15,7 14,9 ↓ 5,2 S 16,0 15,0 ↓ 6,7 CO 19,3 18,7 ↓ 3,0 BRASIL 24,3 22,5 ↓ 7,4 Fonte: MS; SVS; SIM. Disponível em: . Acesso em: 01 out. 2008. Considerando os índices de mortalidade infantil apresentados e os respectivos percentuais de variação de 2002 a 2004, é CORRETO afirmar que A) uma das medidas a serem tomadas, visando à melhoria deste indicador, consiste na redução da taxa de natalidade. B) o Brasil atingiu sua meta de reduzir ao máximo a mortalidade infantil no país, equiparando-se aos países mais desenvolvidos. C) o Nordeste ainda é a região onde se registra a maior taxa de mortalidade infantil, dadas as condições de vida de sua população. D) a região Sul foi a que registrou menor crescimento econômico no país, já que apresentou uma redução significativa da mortalidade infantil. E) a região Norte apresentou a variação da redução da mortalidade infantil mais baixa, tendo em vista que a vastidão de sua extensão e o difícil acesso a comunidades isoladas impedem a formulação de políticas de saúde eficazes. A partir da observação do mapa e dos conhecimentos sobre o Nordeste brasileiro, é CORRETO afirmar: A) O Sertão semiárido é uma sub-região de ocupação recente, baseada no pastoreio intensivo. B) O Meio-Norte é a sub-região mais integrada no contexto econômico regional, porque sua estrutura de produção é muito dependente da agropecuária. C) O Sertão semiárido subequatorial e tropical apresenta as mais bizarras e rústicas paisagens morfológicas e fitogeográficas, com drenagens intermitentes, relacionadas com o ritmo pouco frequente das precipitações. D) A Zona da Mata se caracteriza por uma estrutura agrária com base nas pequenas propriedades policultoras, com aplicação do trabalho familiar, e por um grande equilíbrio social. E) O Agreste, localizado na extremidade ocidental do Nordeste, corresponde a uma faixa de terra que se estende paralelamente à Zona da Mata, sendo uma área de transição entre o Sertão árido e a Floresta Amazônica superúmida. 11. (UFBA–2010) As sub-regiões nordestinas OCEANO ATLÂNTICO A B I II III IV 0 516 ESCALA N 3 000 2 000 1 000 0 A B Divisa Serra do Ibiapaba Planalto da Borborema Superfície interplanáltica Tabuleiros litorâneos MA PI Planaltos e chapadas da bacia do Rio Parnaíba Rio Parnaíba Oceano Atlântico I II III Frente A Módulo 22